PLANEJAR
SISTEMA DE
CONSILTORES ASSOCIADOS
PLANEJAR
CONSULTORES ASSOCIADOS
CONTROLE INTERNO
AÇÕES DE
8
CONTROLE INTERNO
8
NA ORGANIZAÇÃO
5
ADMINISTRATIVA E FISCAL
K
Juiz de Fora - Abril/2017
Maria Aparecida Fontes Cal
Módulo I:
SISTEMA DE CONTROLE
INTERNO
PARA REFLEXÃO
No fundo , controle é isso: “Quando tudo vai bem,
ninguém lembra ... Quando algo vai mal, dizem que
não existe...Quando é para gastar, não acham que
seja necessário...Quando é nos outros, todos
concordam...Quando é sobre você, não precisa
existir...Porém, quando se vê que realmente não
existe, todos concordam que deveria existir.”
Domingos Poubel de Castro
Base Legal
e Constitucional
Arts. 75 a 80 - LEI 4320/1964
Arts. 31, 70 e 74 - CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Artigos
Arts. 5473, 74-eLEI
e 59 81 COMPLEMENTAR
- CONSTITUIÇÃO ESTADUAL
101/2000
Art. 1º, XIII – Art. 5º, XI, “a” INSTRUÇÃO NORMATIVA TCEMG 08/2003
DECISÃO NORMATIVA TCEMG 02/2016
TIPOS DE
CONTROLE
INSTITUCIONAL
Controle interno, possui atuação direta nos
atos controlados de natureza administrativa
e contábil
Controle externo, exercido pelos órgãos
auxiliares e estranhos à Administração
responsável pelo ato controlado
CONTROLE INTERNO
Conjunto coordenado de métodos e de
práticas operacionais que deve ser implantado
em todos os níveis hierárquicos do Poder,
estruturado para enfrentar riscos e fornecer
razoável segurança na consecução das metas e
dos objetivos do Poder
Diretrizes
Execução ordenada, ética, econômica, eficiente e
transparente dos processos de trabalho
Cumprimento das obrigações de accountability
Cumprimento dos princípios da legalidade, da
impessoalidade, da moralidade, da publicidade, da
eficiência, da razoabilidade e da finalidade, dos
atos legais e infralegais e das melhores técnicas de
gestão
Preservação dos recursos públicos contra perda,
mau uso e dano.
SISTEMA DE
CONTROLE É formado pelas unidades
INTERNO administrativas de todos os
níveis hierárquicos do
Poder, os quais aplicarão,
de forma conjunta e
integrada, os métodos e
práticas operacionais de
controle interno nos
processos de trabalho, sob
a coordenação de uma
unidade central
SISTEMA DE Avaliar a ação
CONTROLE governamental e a gestão
INTERNO dos administradores
VISA públicos,
por intermédio da
fiscalização contábil,
financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial,
e a apoiar o controle
externo
no exercício de sua missão
institucional
Princípios Gerais das
Ações do
SISTEMA DE
CONTROLE
INTERNO
DELEGAÇÃO DE
QUALIFICAÇÃO
PODERES
ADEQUADA
RELAÇÃO CUSTO Instrumento de
E BENEFÍCIO Treinamento e
desconcentração
rodízio de agentes
Custo de uma ação administrativa que
públicos na
de controle não assegura mais
execução de atos
deve exceder os rapidez e
administrativos,
benefícios que a objetividade à
como forma de
ação pode tomada de decisão,
reduzir ou evitar a
proporcionar com o dever de
ocorrência de erros
prestar contas dos
ou irregularidades
atos praticados
INSTRUÇÕES
FORMALIZADAS
SEGREGAÇÃO DE Processos de
DEFINIÇÃO DE FUNÇÕES trabalho mais
RESPONSABILIDADES relevantes e
Previsão de
sujeitos a maior
Regulamentação e separação das
incidência de
organograma próprios, funções de
riscos devem ser
com definição clara dos autorização,
regulamentados e
gestores, da estrutura, execução, registro
padronizados em
das relações de e controle entre
instruções
hierarquia e atribuições unidades ou
normativas, em
definidas agentes públicos
manual de rotinas
distintos
e de
procedimentos ou
em fluxogramas
CONTROLES SOBRE OS PROCESSOS DE TRABALHO
Acompanhamento dos atos contábeis, financeiros,
orçamentários, operacionais e patrimoniais, verificando a
legitimidade do ato, a consonância com as finalidades do
Poder e a autorização da autoridade competente para sua
prática
ADERÊNCIA ÀS DIRETRIZES E ÀS NORMAS LEGAIS
Os procedimentos de controle interno devem estar de acordo
com os atos legais e infralegais, acompanhando suas
modificações
Quais as categorias do
Sistema de Controle
Interno
Abrange as atividades
que buscam assegurar
CONTÁBIL
Veracidade,
OPERACIONAL fidedignidade e a NORMATIVA
Alcance dos tempestividade Observância
objetivos e das dos registros e dos atos legais
metas do Poder das e infralegais
demonstrações
contábeis
Formas de
Controle Interno
DETECÇÃO
PREVENÇÃO é o que ocorre durante ou
Deve ocorrer em momento após a execução do ato e
anterior ao da execução do visa a identificar a
ato e visa minimizar ou a ocorrência de erros ou
evitar a ocorrência de erros irregularidades, com
ou irregularidades proposição de medidas
corretivas, se for o caso
EQUILÍBRIO DOS
PROCEDIMENTOS
Prevenção:
Autorização documentada e comunicada, condições e
termos para realização; processo de trabalho assumido
por unidades ou agentes distintos; acesso a recursos
restrito aos responsáveis autorizados pela guarda/uso
Detecção:
Verificação (materiais entregue/contratado)
Conciliação de dados de bases distintas e Avaliação
de Desempenho Operacional (normas e princípios da
eficácia e eficiência)
Prevenção/Detecção
Avaliação periódica dos atos administrativos/dos
processos de trabalho e Supervisão – comunicação clara
das funções, responsabilidades e obrigações, revisão,
aprovação, orientação e capacitação
IMPORTÂNCIA
Manter e fortalecer a boa qualidade e a integridade
da administração, fornecendo ao Administrador
dados que o oriente a acompanhar com segurança
todos os atos administrativos e a tomar decisões
que se coadunem com os objetivos da política
administrativa traçada
BENEFICIA OS ADMINISTRADORES
Aumenta a
eficiência do
Estimula o Fortalece a
comando e
planejamento organização
facilita a
coordenação
INSTITUIÇÃO
Ato normativo próprio organizará o
Sistema de Controle Interno
Por pessoa ou comissão previamente
designada ou órgão criado para tal
finalidade
Vinculação direta com a autoridade
máxima
Unidade central de controle interno na
estrutura organizacional
Condizente com o volume e a complexidade
das atividades e dos processos de trabalho
COMPOSIÇÃO
Os servidores da unidade central do Sistema de
Controle Interno, com exceção do responsável pela
unidade, devem ser titulares de cargos efetivos,
estáveis e designados pela autoridade competente
RECOMENDAÇÃO DO TCEMG
O Servidor designado para gerenciar a unidade
central do sistema de controle interno permaneça
vinculado a essa função até a apresentação das
contas anuais ao Tribunal, a fim de que o relatório
e o parecer conclusivo não sejam elaborados por
servidor distinto daquele que acompanhou os atos
de gestão no decorrer do exercício
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
EXIGIDAS E CONFERIDAS AO
RESPONSÁVEL PELO SISTEMA DE
CONTROLE INTERNO
Conhecimento técnico e da legislação – atualização
e capacitação
Conduta funcional compatível
Autonomia para planejar, executar e expor
resultados
Livre acesso as dependências e informações
VEDAÇÕES
Cônjuge, companheiro ou parente em linha
reta, até o 3º grau de agente público cujos atos
serão objeto de controle
Delegar suas atividades a outros agentes
públicos
Divulgar informações quando consideradas
sigilosas por lei
Vínculos com partidos políticos ou prestar serviços a eles
Ocupar cargo de agente político
Possuir relação de qualquer natureza com a administração
púbica que possa afetar a sua autonomia profissional
Exercer outras atividades que não sejam afetas ao controle
interno
RESTRIÇÃO
Terceirização do Controle Interno
DIFICULDADE NA INSTITUIÇÃO DO SISTEMA DE
CONTROLE INTERNO
AUSÊNCIA
cultura de planejamento
comunicação entre setores
normas específicas e regulamentadoras
segregação de funções
pessoal qualificado
RESPONSABILIDADE
Emissão de relatório mensal pelo
responsável do sistema controle interno
Resultados obtidos mediante o
acompanhamento e a avaliação dos
controles existentes
IN 08/03 - DN 02/16
RESPONSABILIDADE
Emitir o Relatório Anual e Parecer Conclusivo
sobre as contas anuais de governo e sobre as
contas anuais de gestão
IN 04/16 - DN 02/16
RESPONSABILIDADE
Assinar o Relatório Resumido da Execução
Orçamentária – envio bimestral
Assinar o Relatório de Gestão Fiscal e
verificar a consistência dos dados – envio
quadrimestral ou semestral
IN 12/2008– DN 02/16
RESPONSABILIDADE
Emitir e assinar relatório conclusivo sobre a
tomada de contas especial
IN 03/2013 – DN 02/16
RESPONSABILIDADE
Realizar auditorias internas, para medir e avaliar, sob
a ótica da legalidade, legitimidade, eficácia,
eficiência, efetividade e economicidade os
procedimentos de controle interno adotados nas
unidades executoras
DN 02/16
RESPONSABILIDADE
Providenciar e atualizar a normatização, a
sistematização e a padronização das suas
rotinas específicas ou de fluxogramas
DN 02/16
RESPONSABILIDADE DO SISTEMA
DO CONTROLE INTERNO
Acompanhar a execução dos atos de gestão
e ao apurar irregularidades ou ilegalidades
no exercício de suas atribuições, deve
expedir recomendações ao gestor da
unidade ou à autoridade máxima do Poder
Saneamento da ilegalidade ou
irregularidade apurada
Adequação do ato de gestão aos
preceitos legais e infralegais
Impedimento de novas ilegalidades ou
irregularidades
Obtenção do ressarcimento de possível
prejuízo causado ao erário
Se o servidor designado para gerenciar a
unidade central do sistema de controle
interno não formalizar a comunicação ao
Tribunal de Contas, caso as ilegalidades ou
irregularidades apuradas não forem
sanadas, poderá ser responsabilizado em
caráter solidário e ser penalizado com
multa
CONSULTA N. 751.297 - DATA SESSÃO: 24/09/2008 -
EMENTA: ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL. CONTROLE
INTERNO. COMUNICAÇÃO, AO CONTROLE EXTERNO, DE
OCORRÊNCIA DE IRREGULARIDADE OU ILEGALIDADE FORMAL
OU NÃO, SE NÃO SANADAS INTERNAMENTE.
OBRIGATORIEDADE(...).
“(...) o Tribunal só deve ser acionado após o
esgotamento das providências administrativas. Se o
Controle Interno exercendo a sua função, apura um
fato e consegue revertê-lo, ele não tem que acionar.
Só deve acionar se não tiver êxito”. (GN)
Atuação no Apoio das Atividades
de Controle Externo
APOIO
Organizar e executar, mediante pedido do
TCEMG, programação de auditoria contábil,
financeira, orçamentária, operacional e
patrimonial nas unidades executoras
APOIO
Disponibilizar ao TCEMG os relatórios das
auditorias, os quais devem indicar as
ilegalidades ou irregularidades apuradas e as
medidas saneadoras
APOIO
Arquivar os documentos relativos ao
planejamento, à execução e aos resultados
de suas atividades, e disponibilizá-los ao
TCEMG em procedimento de fiscalização in
loco ou quando forem requisitadas
APOIO
Monitorar o cumprimento de suas
deliberações e seus resultados
Falhas na aplicação dos
procedimentos de
Controle Interno
apontadas pelo TCEMG
FALHAS APONTADAS
Diárias de viagens pagas em duplicidade (multa
de R$ 3mil) e várias irregularidades por realizar
despesas sem licitação (multa de R$ 12 mil) e
demais multas distribuídas a membros do setor de
compras, controle interno e da comissão de
licitação
( PA n. 876.487/16)
FALHAS APONTADAS
AUSÊNCIA
Elaboração dos orçamentos prévios dos custos dos
serviços e materiais (multa de R$ 1mil)
Editais com as quantidades dos materiais a serem
adquiridos (multa de R$ 1mil)
Demonstração das devidas publicações de editais
na modalidade Tomada de Preços (multa de R$
1mil)
Obediência dos prazos mínimos entre as últimas
publicações dos extratos dos editais e as
aberturas das TP (multa de R$ 500)
Indicação de valores contratuais (multa de R$ 3mil)
FALHAS APONTADAS
AUSÊNCIA
Demonstração de das justificativas dos preços nos
processos de inexigibilidade de licitação (multa
de R$ 1mil)
Realização de despesas sem licitação (multa de
R$ 5mil)
Demonstração do efetivo recebimento, aplicação e
distribuição dos materiais adquiridos e execução
dos serviços prestados (multas de R$ 1mil e duas de
R$ 500)
FALHAS APONTADAS
Multa em razão de despesas realizadas sem
observância de formalidades - omissão de
autorização para instauração dos certames,
indicação dos recursos pelos quais correriam as
despesas e comprovação de regularidade dos
participantes perante o Sistema Social, além de
inobservância de prazos recursais, com grave
ofensa a dispositivos da Lei n. 8.666/93
FALHAS APONTADAS
Sistema de controle interno deficiente, apresentando
ausências de cadastro de fornecedores e preço dos
principais produtos e serviços consumidos e
contratados; (...) de inventário dos bens
patrimoniais; e de controle de pessoal,
procedimentos estes irregulares por contrariarem o
disposto no art. 74 da Constituição da República
FALHAS APONTADAS
AUSÊNCIA
Controle da frota veicular e respectivas alocações;
elaboração de mapas unitários de quilometragem,
consumo de combustível e gastos com a reposição
de peças e consertos dos veículos
Controle de estoque de gêneros alimentícios, da
merenda escolar, medicamentos, limpeza e
materiais médico-hospitalares
(PA n.694.500/12)
FALHAS APONTADAS
AUSÊNCIA
Criação de Comissão de Licitação com investidura
máxima de 1 (um) ano (Art. 51, Lei 8.666/93)
Procedimentos de controle interno na execução de
contratos (art. 67, da Lei 8.666/93)
FALHAS APONTADAS
AUSÊNCIA
Ordenamento, em separado dos procedimentos
licitatórios (Processos licitatórios, de dispensa e
de inexigibilidade), juntamente com a portaria
que designa a comissão de licitação, os
contratos, se for o caso, cópias das notas de
empenho e respectivos comprovantes legais
(Art. 6º, inc. VIII, do art. 6º, da IN 08/03)
FALHAS APONTADAS
AUSÊNCIA
Indicação precisa da modalidade
licitatória, natureza e número do
processo correspondente na nota de
empenho (Art. 6º, inc. VII, da IN 08/03)
Controle do parcelamento das compras
ou dos serviços, acarretando
fracionamento do objeto ou adoção de
licitação de menor amplitude (Art. 23, §5º,
Lei 8.666/93)
FALHAS APONTADAS
AUSÊNCIA
Projetos básicos e Termos de Referência que não
contenham todos os detalhamentos necessários
para identificação do objeto licitado e avaliação
de seu custo (art. 7º, Lei 8.666/93)
No contrato deve constar o crédito pelo qual
correrá a despesa, com a indicação da
classificação funcional programática e da
categoria econômica (art. 55, Lei 8.666/93)
FALHAS APONTADAS
AUSÊNCIA
Órgão de sistema de controle interno com
estrutura própria, com autonomia e
independência para exercer livremente suas
atribuições (RR n. 695.001/12)
Atuação integrada entre os sistemas de controle
interno dos Poderes Executivo e Legislativo
municipais preservando a integridade das contas
municipais e protegendo o princípio da unidade
do Orçamento (PCM n. 697.529/13)
FALHAS APONTADAS
AUSÊNCIA
Ordenamento, em separado, dos convênios e
respectivas prestações e/ou tomadas de contas
das entidades beneficiárias, juntamente com as
leis específicas e as autorizativas de abertura
dos créditos adicionais, quando estes não
estiverem previstos na Lei Orçamentária Anual
(inc. XII, do art. 6º, da IN 08/03)
FALHAS APONTADAS
AUSÊNCIA
Comissão constituída para recebimento da compra
acima de R$ 80.000,00 (Art. 15, §8º, da Lei 8.666/93)
Impacto orçamentário e financeiro, com
declaração do ordenador de despesa – Ação
Governamental (Arts. 15 e 16, Lei Complementar 101/00)
FALHAS APONTADAS
AUSÊNCIA
Comissão constituída para recebimento da compra
acima de R$ 80.000,00 (Art. 15, §8º, da Lei 8.666/93)
Impacto orçamentário e financeiro, com
declaração do ordenador de despesa – Ação
Governamental (Arts. 15 e 16, Lei Complementar 101/00)
FALHAS APONTADAS
FERI O PRINCÍPIO DA SEGREGAÇÃO DE
FUNÇÕES
O mesmo servidor público gerenciava o setor
de compras e presidia a Comissão de Licitação
(PA n. 690.899/12)
Nas operações de registros e controles, o
responsável pela gestão orçamentária,
financeira e patrimonial atestava a eficiência e
eficácia do sistema de controle Interno (PA n.
769.317/12)
Módulo II:
AÇÕES DE CONTROLE
INTERNO
GESTÃO
ADMINISTRATIVA
Pessoal
Patrimônio
Almoxarifado
Licitação
Organização da
Administração Pública
Os responsáveis por cada
unidade executora
Procedimentos e formas de
execução das tarefas afetas
a cada unidade
Organização da documentação
pública – (documentos,
comprovantes e livros de registros) -
ordenamento e atualização diária
Livros de Registros - leis,
atos administrativos
(decretos/portarias) e
contábeis
PESSOAL
Os procedimentos de administração de
pessoal visa a verificar a observância dos
princípios reitores da Administração
Pública (legalidade, impessoalidade,
moralidade, eficiência e publicidade), bem
como das regras disciplinadas nos artigos
37 a 41 da Constituição Federal/88
Organização dos registros funcionais (ordem
numérica ou índice alfabético), de modo a
fornecer à administração os elementos
necessários para tomada de decisões, com
rotinas que assegurem tramitação rápida aos
processos e facilita a procura sem perda de
tempo
Adoção de instrumentos de registro e
controle funcionais (nomeação,
lotação, frequência, promoção, férias,
licença, movimentação etc) que podem
ser realizados manualmente ou
informatizados
Recrutamento e Seleção de Pessoal
Cessão de pessoal – com ou sem ônus
– lei ou convênio
Vínculo funcional – regime jurídico (art. 39/CF)
Lei de criação de cargos, empregos e funções de
confiança (art. 37, inc. I e V/CF)
Lei específica e de iniciativa de cada Poder para
fixação e alteração da remuneração, de acordo com
a natureza, grau de responsabilidade e
complexidade dos cargos componentes de cada
carreira (art. 37, inc. X e art. 39,§1º,inc.I/CF)
Previsão legal nos casos, condições e
percentuais mínimos para preenchimentos dos
cargos em comissão - direção, chefia e
assessoramento - por servidores de carreira
(art. 37, inc.V/CF)
Requisitos para investidura, dentre outros:
idade, saúde e habilitação
Previsão legal sobre a reserva de percentual
para as pessoas portadores de deficiência e
definição dos critérios de admissão (art.37,
[Link]/CF)
CARGO PÚBLICO - CONCURSADO
(Art. 37, inc. II – CF/88)
Estatutário - Plano de Cargos, Carreiras e
Vencimentos - Edital do Concurso (prazo de
validade)
Ato administrativo - nomeação
Termo de Posse, com definição de atribuições
Lotação
Registro do início do serviço
Registro de publicação
CARGO EM COMISSÃO – DECLARADO EM LEI DE
LIVRE NOMEAÇÃO E EXONERAÇÃO
(Art. 37, inc. II e V – CF/88)
Estatutário - Lei de Estrutura
Organizacional/Cargos e Remuneração
Ato Administrativo - nomeação
Termo de Posse, com definição de atribuições
Lotação
Registro de publicação
CONTRATADO – TEMPORÁRIO EM CARÁTER
EXCEPCIONAL
(Art. 37, inc. IX-CF/88)
Lei Autorizativa/hipóteses legais. Regime
funcional administrativo - Edital/Processo
Seletivo Simplificado
Contrato Administrativo de Função Pública
Prazo determinado e excepcional
Registro de publicação
Pessoal regido pela CLT - celetista – manter
atualizada a escrituração da carteira de trabalho,
adotando-se, em alguns casos, formulários
estabelecidos pelo Ministério do Trabalho
A CLT regula os direitos, deveres e vantagens e
demais disposições disciplinares dos empregados
públicos
Aos servidores estatutários não se deve
exigir carteira de trabalho, que é documento
próprio do pessoal trabalhista/celetista
CONTROLE
PESSOAL
Chamamento dos aprovados em concurso
público na ordem de sua aprovação, sem
preterição em razão de desvio de função de
servidores efetivos ou de desvio de
atribuição dos cargos em comissão
Pasta funcional/prontuário para cada
servidor
Elaboração da folha de pagamento, de
acordo com a legislação municipal
(vencimento - vantagens - gratificações -
adicionais - horas extras) e pagamento do
pessoal com pontualidade
Atualização do Assentamento funcional e
financeiro de cada servidor
Os serviços extraordinários
Horas Extras
Registros da solicitação prévia da chefia
imediata, autorização da autoridade competente,
a quantidade das horas necessárias e a
comprovação da realização das mesmas, inclusive
para os servidores dispensados de controles de
ponto, na jornada normal de trabalho
CONTROLE
PESSOAL
Avaliação dos gastos com pessoal, tendo em vista
o limite permitido pela legislação vigente – LRF/CF
Declaração dos bens e valores que compõem o
patrimônio privado dos agentes públicos -
servidores e agentes políticos (Vereadores, Prefeito,
Vice- Prefeito e Secretários Municipais) - conforme
art. 13, da Lei Federal n. 8.429/1992
Atualização anual e na data em que o agente
público deixa o exercício do mandato, cargo,
emprego ou função
CONTROLE
PESSOAL
Envio ao TCMG - no prazo mínimo de 60 dias
antes do início das inscrições - da informação e
documentação do concurso público, pelo
sistema FISCAP (módulo edital) e após
publicação do edital ( IN 05/07, alterada pela In
04/08 e 08/09)
Afixar no quadro de aviso do órgão,
disponibilizar na internet, publicar em diário
oficial e em jornal de grande circulação os
editais de concurso público e suas retificações
(Súmula TC 116/11)
CONTROLE
PESSOAL
Remessa mensal de informações relativas a folha
de pagamento de pessoal, para constituição do
CAPMG, até último dia do mês subsequente ao mês a
que se referirem (módulo Folha Pagamento/Sicom –
IN TC 04/15, alterada IN 03/16)
Declaração de não acumulação de cargos,
empregos e funções públicas, ressalvando-se,
quando houver compatibilidade de horários a de dois
cargos de professor; a de um cargo de professor com
outro técnico ou científico; e de dois cargos ou
empregos privativos de profissionais de saúde, com
profissões regulamentares (art. 37, incisos XVI e
XVII – CF/88)
CONTROLE
PESSOAL
Aplicação das regras relativas ao afastamento e
remuneração de servidor público em exercício de
mandato eletivo (art. 38/CF)
Organização das guias (GFIP - GPS), dos
descontos IRRF - RF, da RAIS ANUAL e DIRF
Organização das folhas de pagamento dos
agentes políticos em pasta separada, com as
respectivas leis e resoluções fixadoras e/ou
atualizadoras
Consignação em folha dos servidores (legal,
obrigatória e autorizada, por escrito, pelo servidor)
CONTROLE
PESSOAL
Observância do prazo de validade do Concurso (art. 37,
inc. III/CF) ou Processo Seletivo Simplificado
Lotação do pessoal no setor específico
Inscrição dos titulares de cargos em comissão e
contratados temporários ao Regime Geral da Previdência
Social – RGPS
Registro dos servidores em gozo de benefício
previdenciário
Recolhimento das contribuições previdenciárias em dia,
tanto para o RGPS como para o Regime Próprio, se
existente
CONTROLE
PESSOAL
Regulamentação do estágio probatório atualizada
Avaliação especial de desempenho dos seus
servidores, para fins de estabilização (art.41, §4ºCF)
Publicação anual dos valores e da remuneração
dos cargos e empregos públicos, de acordo com o
§6ºdo art. 39/CF-88
Programas de qualificação e de aperfeiçoamento
de servidores, objetivando a profissionalização
CONTROLE
PESSOAL
Envio ao TCEMG dos atos concessórios de
aposentadoria, reforma e pensão, bem como dos
atos de complementação e de cancelamento
organizados em processo próprio deverão ser
enviados, até 40 dias do encerramento mensal
(FISCAP - módulo concessão – IN TC 03/11 com
alterações)
CONTROLE
PESSOAL
Previsão normativa de diárias de viagem, podendo
ser feita de forma simplificada, por meio de relatório
ou da apresentação de alguns comprovantes
específicos relativos às atividades exercidas na
viagem, nos termos legais
As multas de trânsito é de responsabilidade do
condutor infrator, não podendo ser pago com
recursos públicos, pois enseja dano ao erário,
devendo o gestor promover o ressarcimento
NEPOTISMO
“A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente
em linha reta, colateral ou por afinidade, até o
terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou
de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em
cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o
exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou,
ainda, de função gratificada na Administração Pública
direta e indireta, em qualquer dos Poderes da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios,
compreendido o ajuste mediante designações
recíprocas, viola a Constituição Federal.” (Súmula
Vinculante STF nº 13/2008).
PATRIMÔNIO
A administração patrimonial é um ramo
especializado da administração, que trata
de um conjunto de normas relacionado
ao controle e ao registro dos bens que
constituem o patrimônio econômico ou
administrativo do Município
PATRIMÔNIO
O controle do patrimônio é imprescindível para
manter a segurança das informações internas,
evitando perda de dados e permitindo o
conhecimento geral da organização patrimonial, o
que deve ser exercido por cada setor, garantindo-se
o controle total dos bens patrimoniais por um órgão
Implantação de controle patrimonial é necessária à
realização de um levantamento de todo o patrimônio
público, de acordo com a estrutura administrativa e
número de servidores
PATRIMÔNIO
Feito o levantamento do patrimônio (localização), a análise
dos bens é imperativa, de forma individual, mediante a
execução de laudos de avaliação (vida útil, características
do bem em geral e estado de conservação)
Com a caracterização do estado dos bens patrimoniais, as
atualizações são necessárias de forma contábil, nos
termos da legislação vigente, aplicando as modificações
pertinentes dentro do balanço patrimonial
Adoção dos Padrões constantes no Manual de
Contabilidade Aplicada ao Setor Público - Procedimentos
Contábeis Patrimoniais - no que se refere às variações
patrimoniais, suas classificações, destinações e registros
CONTROLE
PATRIMONIAL
Material permanente é aquele cuja durabilidade estimada
é superior a 2 (dois) anos, e que não perde suas
características em razão de reparos, manutenções ou do
uso corrente
Os bens patrimoniais são inscritos ou registrados pelos
valores originais, pelos quais se integram ao patrimônio e
constantes dos documentos fiscais ou dos contratos ou
escrituras de aquisição de imóvel
O valor original de registro poderá ser alterado do valor
real, em decorrência de múltiplos fatores, que podem
aumentá-lo ou diminuí-lo
CONTROLE
PATRIMONIAL
Organização da documentação pertinente ao
patrimônio (normas, atos administrativos, processos
de incorporação, desincorporação, movimentação e
etc)
Os registros (manual ou informatizado) contendo o
número do registro cadastral (plaqueta),
nomenclatura e descrição do bem, o local de guarda,
dados do fornecedor e da nota fiscal
Realização de inventário analítico dos bens
patrimoniais por comissão formalmente constituída
CONTROLE PATRIMONIAL
registro para cada bem patrimonial
carga patrimonial
controle de localização
identificação do setor responsável
informações sobre o estado de conservação
BENS MÓVEIS
identificação por chapa ou etiqueta
atualização constante de cadastro
termo de transferência ou cessão
controle sobre baixa
inventário analítico
Reavaliação
CONTROLE PATRIMONIAL
Escritura e registro de todos os
imóveis de propriedade do
Município
Origem de incorporação
BENS IMÓVEIS
Ficha individual descritiva
Preenchimento do Quadro II -
Relação dos Estabelecimentos de
Ensino Municipal – e Quadro III -
Relação dos Bens Imóveis, com a
posição em 31/12 ( IN 08/03)
CONTROLE DO
ALMOXARIFADO
Os materiais em estoque
devem ser controlados física e
financeiramente pelo
almoxarifado, com normas
sobre sua organização,
mediante critérios para o
armazenamento, a arrumação,
a localização, o manuseio e a
proteção dos materiais
CONTROLE DO
ALMOXARIFADO
O controle de estoque consiste em manter-se
uma quantidade mínima de material estocado,
indispensável ao atendimento normal das
unidades administrativas
Determinar a quantidade máxima que se pode
estocar, consideradas as possibilidade físicas do
almoxarifado
CONTROLE DO
ALMOXARIFADO
As instalações do almoxarifado devem ser apropriadas
para a segurança, conservação, iluminação, limpeza,
armazenagem e movimentação de materiais
Os materiais de consumo de tipos diferentes devem ser
separados (merenda escolar, material de limpeza,
material de expediente e outros)
Manutenção do estoque mínimo (margem de segurança
para prevenir qualquer falha no prazo de entrega do
material e resguardar os estoques, quando ocorrer
consumo anormal)
CONTROLE DO
ALMOXARIFADO
Quando os materiais são armazenados racionalmente,
há economia de tempo e de pessoal ao atender aos
suprimentos. Arrumação orientada e planejada permite
rápido manuseio, facilita a realização de inventários
físicos periódicos, com o mínimo de dispêndio de tempo
e de mão-de-obra
Os materiais armazenados representam a aplicação
de somas em dinheiro público, a justificar sua proteção
contra desvios e roubos. Necessário que as portas do
depósito sejam providas de fechaduras ou cadeados e
as janelas com grades
CONTROLE DO
ALMOXARIFADO
O acesso de qualquer pessoa ao almoxarifado só deve
ser permitido com a presença do servidor por ele
responsável
A liberação dos materiais armazenados no almoxarifado
processa-se à vista de requisição de material devidamente
autorizada
Instituição do controle de almoxarifado, mediante
registro de entrada e saída de materiais pelo custo médio
ponderado
CONTROLE DO
ALMOXARIFADO
Conferência dos materiais recebidos, especificações,
preços, quantidades, cálculos, somas, notas fiscais e
situação física
Observância dos estoques mínimos e máximos,
(verificação dos produtos de maior consumo).
Estoques informatizados em consonância com os itens
conferidos fisicamente
Proibição do acesso de pessoas estranhas no Almoxarifado
CONTROLE DO
ALMOXARIFADO
Normas para entrega dos materiais – Adoção do sistema
de requisição interna para retirada de materiais,
devidamente assinada por autoridade competente
Procedimento de retirada dos materiais - metodologia
PEPS (primeiro a entrar; primeiro a sair)
Observância do prazo de validade dos materiais
Adoção de medidas de recuperação, redistribuição ou
alienação e baixa dos materiais obsoletos, inservíveis ou
danificados
CONTROLE DO
ALMOXARIFADO
Relatório mensal da movimentação dos itens em
almoxarifado para o registro contábil
Realização de inventário físico e financeiro de todo o
material existente em estoque em 31/12
Instauração de Tomada de Contas Especial, nos
termos da IN TC 03/2013-DN 01/16, na ocorrência de
omissão de prestar contas, desfalque ou desvio de
materiais, prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo ou
anti-econômico que resulte dano ao erário
LICITAÇÃO
O art. 38 da Lei
n.8.666/93 determina
que o procedimento
licitatório se inicia com
a abertura do processo
administrativo
A Lei de Licitações determina
que todos os atos sejam
documentados por escrito
Ato verbal deve ser
formalizado por escrito (ata)
Os documentos são coletados
em volume único e organizado
sequencialmente (autos)
CONTROLE DE LICITAÇÃO
A autuação, o protocolo e a numeração
destinam-se a assegurar a seriedade e a
confiabilidade da atividade administrativa
A documentação por escrito e a
organização dos documentos asseguram a
possibilidade de exame da evolução do
procedimento, sua fiscalização e controle
da legalidade do procedimento
CONTROLE DE LICITAÇÃO
Procedimento devidamente autuado, protocolado e
numerado
Autorização para realização da licitação
Indicação do objeto, elaborada pelo agente ou setor
competente, com motivação pública
Pesquisa de preços praticados pelo mercado do ramo
do objeto da licitação
CONTROLE DE LICITAÇÃO
Na contratação pública, com ou sem certame
licitatório, é imprescindível a pesquisa de preços que
deve basear-se em instrumento de reconhecida
idoneidade para evidenciar os preços que estão
sendo praticados no mercado e deve ser
documentada nos autos do processo, até mesmo
para viabilizar o exercício dos controles interno e
externo
CONTROLE DE LICITAÇÃO
Ausente norma municipal indicando como deve ser
feita a pesquisa de preços, os incisos I a IV do art.
2º da Instrução Normativa n. 5, de 27/6/2014 MPOG
podem ser aproveitados como elemento informativo
(Consulta TC n. 924.244/14)
CONTROLE DE LICITAÇÃO
Indicação do recurso próprio para a despesa
Edital ou convite e respectivos anexos, quando for
o caso
Ato de designação da comissão de licitação, do
Pregoeiro, do leiloeiro administrativo ou oficial, ou
do responsável pelo convite
As minutas de editais de licitação, bem como as
dos contratos, acordos, convênios ou ajustes
devem ser previamente examinadas e aprovadas
por assessoria jurídica da Administração
CONTROLE DE LICITAÇÃO
Comprovante das publicações do edital
resumido, na forma do art. 21 da Lei
8666/1993, ou da entrega do convite
Original das propostas e dos documentos que
as instruírem
Atas, relatórios e deliberações da Comissão
Julgadora
CONTROLE DE LICITAÇÃO
Pareceres técnicos ou jurídicos emitidos sobre
a licitação, dispensa ou inexigibilidade
Atos de adjudicação do objeto da licitação e da
sua homologação
Recursos eventualmente apresentados pelos
licitantes e respectivas manifestações e decisões
Despacho de anulação ou de revogação da
licitação, quando for o caso, fundamentado
circunstanciadamente
CONTROLE DE LICITAÇÃO
Termo de contrato ou instrumento equivalente
(carta-contrato, nota de empenho de despesa,
ordem de execução de serviço, autorização de
compra), nos termos do art. 62 da Lei
8666/1993
Comprovantes de publicações realizadas
cópias das notas de empenho e respectivos
comprovantes legais
CONTROLE DE LICITAÇÃO
Informações mensais sobre licitação,
contratos, dispensa e inexigibilidade de licitação
e adesão à registro de preços deverão ser
enviadas ao TCEMG, até último dia do mês
subsequente ao mês a que se referirem
(Módulo Acompanhamento Mensal/SICOM - IN
TC 03/15)
“É prática usual, para reforçar a defesa, referir-
se a formalidade como sinônimo de prática
irrelevante, inútil, caprichosa; de contratempo
incômodo.
No âmbito da Administração e, sobretudo, no
plano dos contratos públicos, entretanto, as
formalidades não são meras faculdades às
quais se permite renunciar.
Ao argumentar pela insignificância das
formalidades consignadas em lei e das boas
práticas de controle interno, os responsáveis
admitiram a sua inobservância.”
(Revista do TCEMG- jul/ago/set 2010 - v. 76 - n.3 - ano XXVIII,
p.227/228)
A OMISSÃO NO DEVER DE CRIAR, IMPLANTAR
OU DAR EFETIVIDADE AO SISTEMA DE
CONTROLE INTERNO PODERÁ RESULTAR:
Na aplicação de multa ao responsável pela
omissão
Na emissão de parecer prévio pela rejeição das
contas anuais do Prefeito
No julgamento pela irregularidade das contas do
Presidente da Câmara Municipal e do responsável
por órgão/entidade
O Sistema de Controle Interno não controla,
muito menos engessa ou dificulta a atuação
do Governante, pelo contrário o auxilia na sua
avaliação, direcionamento e monitoramento
da gestão pública
“Assim como não existem pessoas
pequenas na vida, sem importância,
também não existe trabalho
insignificante.”
Elena Bonner