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O documento aborda a prática de avaliação nutricional do adulto, destacando a importância de métodos objetivos e subjetivos para diagnosticar distúrbios nutricionais. São apresentados procedimentos para aferição de peso, estatura e circunferências corporais, enfatizando a necessidade de uma abordagem integrada para resultados precisos. Além disso, o material sugere orientações práticas para a realização da avaliação e a utilização de equipamentos adequados.
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O documento aborda a prática de avaliação nutricional do adulto, destacando a importância de métodos objetivos e subjetivos para diagnosticar distúrbios nutricionais. São apresentados procedimentos para aferição de peso, estatura e circunferências corporais, enfatizando a necessidade de uma abordagem integrada para resultados precisos. Além disso, o material sugere orientações práticas para a realização da avaliação e a utilização de equipamentos adequados.
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Prática de Avaliação

Nutricional do Adulto I
Prof. Esp. Raíssa Ferreira do Prado Pimenta

Introdução
Olá, estudante. Seja bem-vindo(a)!
:
Olá, estudante. Seja bem-vindo(a)!

Este documento possui o objetivo de descrever e demonstrar aspectos importantes a


respeito do processo de avaliação nutricional do adulto, para que você tenha toda
segurança ao realizar a avaliação do seu paciente e, assim, obter resultados mais
fidedignos que contribuirão para a elaboração de uma conduta nutricional assertiva e,
consequentemente, a obtenção de bons resultados pelo paciente.

A avaliação nutricional apresenta como objetivo identificar distúrbios e riscos


nutricionais bem como mensurar a gravidade de tais distúrbios, com a finalidade de
construir condutas nutricionais voltadas a recuperação ou manutenção do estado de
saúde adequado do paciente. Essa avaliação é utilizada como um instrumento
diagnóstico que analisa a partir de diversos ângulos, por meio de diferentes métodos, o
estado nutricional do organismo. Vale ressaltar que tais métodos se complementam na
prática clínica, para obtermos uma avaliação verídica, compatível com o estilo de vida
do indivíduo e suas características, entre outras informações obtidas do paciente.

Para a avaliação do estado nutricional, os parâmetros utilizados a fim de obter o


diagnóstico nutricional devem ser comparados com padrões de referência confiáveis.
Estes podem contemplar dados objetivos e subjetivos, como: dados antropométricos,
bioquímicos, dietéticos, exame físico e instrumentos de triagem nutricional.

Vamos relembrar, aqui, quais são os métodos objetivos e subjetivos na avaliação do


estado nutricional?

Quadro 1 - Métodos de avaliação do estado nutricional


:
Fonte: Rossi, Caruso e Galante (2008, [s. p.]).

Agora que você já relembrou o conceito de avaliação nutricional bem como sua
importância e alguns métodos utilizados para avaliar o estado nutricional do paciente,
vamos começar a entender a importância da aferição de diferentes medidas e como
manusear alguns equipamentos empregados nessa avaliação?
:
1. BALANÇA DIGITAL E
AFERIÇÃO DO PESO
O peso representa a soma de todos os componentes corporais (água, gordura, ossos e
músculos) e tem forte relação com o equilíbrio energético-proteico do indivíduo.
Embora seja um parâmetro importante para iniciar o processo de avaliação nutricional,
esta medida não deve ser avaliada isoladamente, visto que em situações de retenção
hídrica (edema e ascite), insuficiência renal, cardíaca, hepatopatia e desidratação, o
valor encontrado pode ser superestimado devido às alterações metabólicas destes
casos.

Outro ponto importante: a prática regular de atividade física faz com que o indivíduo
apresente maior quantidade de massa muscular, gerando impacto em seu peso
corporal, no entanto isso não significa que ele esteja, de fato, em sobrepeso ou
obesidade, pois a composição corporal dele não é compatível com essas
classificações, mesmo que elas sejam identificadas pelo IMC. Por isso, é importante
ressaltar que peso e IMC são parâmetros os quais devem ser avaliados em conjunto
com outros, a fim de se obter um diagnóstico nutricional preciso e compatível com o
paciente.

As variações de peso em um curto período de tempo estão mais associadas com


retenção ou perda hídrica do que modificações na quantidade de massa muscular ou
tecido adiposo. O peso pode sofrer variação de 1,0-1,5 kg entre o período matutino e
noturno, sem, de fato, significar aumento de gordura corporal.

Também é necessário estar atento a pacientes com rápida perda de peso, pois a
mudança desse ou a sua perda involuntária é caracterizada como um parâmetro
importante para avaliar a gravidade do problema de saúde, afinal, a perda de peso tem
alta correlação com a mortalidade. Uma perda maior do que 10% do peso usual
relaciona-se com imunodeficiência e risco cirúrgico.
:
:
2. ESTADIÔMETRO E AFERIÇÃO
DA ESTATURA
A estatura (altura ou comprimento) é aferida utilizando o estadiômetro de haste móvel
ou fixa, é uma medida prática, de simples execução e útil na avaliação antropométrica.
No entanto sua aferição torna-se mais difícil em pacientes impossibilitados de ficar em
pé, como: indivíduos acamados, em estado crítico, com paralisia cerebral e limitações
físicas, nestes casos, a estatura pode ser estimada por meio de algumas equações que
demandam a obtenção de medidas específicas pela fita métrica e régua
antropométrica.

A estatura é, muitas vezes, considerada um indicador das condições de vida,


crescimento linear do corpo humano, sendo que o déficit pode refletir inadequações
nutricionais de caráter crônico.

A técnica de predição da estatura por extensão dos braços ou envergadura é uma


medida útil para jovens, indivíduos cadeirantes e idosos com mudanças na altura
decorrente da maturidade. Algumas limitações dessa forma de aferir a estatura são:
dificuldade de ser realizada em enfermos graves; acesso venoso nos braços; indivíduos
com osteoporose têm dificuldades em alongar os braços. Algumas facilidades incluem:
a estimativa da estatura ser realizada com o avaliado em pé, sentado ou deitado em
posição supina.

A estatura recumbente (deitada) envolve a medida do comprimento do indivíduo do


topo da cabeça até a planta do pé. Pode ser utilizada como alternativa de estimativa da
altura em pacientes confinados ao leito, principalmente aqueles mais jovens.

3. AFERIÇÃO DE
CIRCUNFERÊNCIAS
:
CIRCUNFERÊNCIAS
As circunferências são medidas importantes para construir o diagnóstico do estado
nutricional, pois, mesmo avaliadas sozinhas ou em associação com as dobras cutâneas,
costumam representar: medidas de crescimento, padrão de massa muscular; níveis de
gordura corporal (estimativas indiretas).

Tais medidas devem ser utilizadas à análise da composição corporal (gordura corporal)
de indivíduos que apresentam obesidade em estágios mais avançados (obesidade grau
II em diante) cuja aferição das dobras cutâneas é limitada pelo excesso de tecido
adiposo, não sendo um parâmetro fidedigno nestes casos.

Procedimetnos necessários para aferir as


circunferências
Material: fita métrica flexível (porém não elástica), com precisão de 1 mm.
Identificar, demarcar e medir o local das circunferências.
Medir, sempre que possível, sobre a pele nua.
Não deixar o dedo entre a fita e a pele do avaliado.
A fita deve ser mantida em posição horizontal, tocando a pele e seguindo os
contornos do membro, mas sem comprimir os tecidos subjacentes.
Realizar três mensurações de cada circunferência, calculando a média aritmética.
Mensurar, sempre que possível, na presença de outro avaliador ou de um espelho, a
fim de garantir que a fita métrica seja colocada no mesmo plano (horizontal),
considerando a face anterior e posterior do avaliado.
Realizar a leitura da medida olhando sempre de frente e à altura do valor numérico
da fita.
Não medir imediatamente após a realização de exercícios físicos (deslocamento de
fluídos corporais em direção à pele).

3.1 Circunferência do Braço (CB)

Medida resultante da combinação de massa muscular, gordura subcutânea e tecido


ósseo do braço. Pode servir como índice de reserva de gordura e massa muscular.
Geralmente, é combinada com PCT para cálculo da Circunferência Muscular do Braço
(CMB), Área Muscular do Braço (AMB) e Área Gordurosa do Braço (AGB)
:
(CMB), Área Muscular do Braço (AMB) e Área Gordurosa do Braço (AGB)

3.2 Circunferência da Cintura (CC)

A análise e classificação da circunferência da cintura tem sido utilizada como preditor


de gordura abdominal total, revelando-se um fator de risco para doenças
cardiovasculares, diabetes tipo 2, síndrome metabólica e mortalidade. É um método
fácil e prático que avalia o risco à saúde de pessoas com IMC normal, com sobrepeso
e/ou obesidade.

3.3 Circunferência da Panturrilha (CP)

É medida na região de maior proeminência da musculatura da panturrilha. É um marcador de


reserva muscular e, segundo a OMS (WHO, 1998), esta é a medida mais sensível de massa
muscular em idosos, pois indica alterações na massa magra que ocorrem com a idade e o
decréscimo na atividade física, muito utilizada em pacientes acamados. Ainda não há um
consenso estabelecido aos pontos de corte para avaliação da circunferência da panturrilha, no
entanto muitos estudos têm identificado que valores menores ou iguais a 34 cm para homens e
menores ou iguais a 33 cm para mulheres podem indicar depleção de massa muscular.

3.4 Circunferência do Quadril, Abdominal, da coxa, do antebraço e pulso

Técnicas para aferir as medidas, a seguir:

Dica do pro!ssional:

Antes de encerrar, vamos a algumas dicas importantes:


:
Oriente o seu paciente, previamente, sobre a data da consulta/avaliação, para que ele
venha com roupas leves, se for mulher, ela deve, de preferência, usar um top de
academia e shorts, a fim de facilitar a aferição das medidas e obter resultados mais
fidedignos em relação ao peso.
:
Reserve um período de 40-60 minutos para realizar a avaliação antropométrica do seu
paciente.
:
Não deixe de conferir a Ficha de Avaliação Antropométrica com todas as medidas e a
anamnese clínica completa Disponível no MDD de Prática de Avaliação Nutricional do
Adulto II.

Espero que tenha gostado do conteúdo deste material e que ele sirva de suporte para
sua carreira profissional e, dessa forma, você ajude muitas pessoas a melhorar a
qualidade de vida, a saúde e o bem-estar.
:
Insumos e
Ingredientes

EPIs
Jaleco branco de algodão, manga longa, com a logomarca da IES bordada na manga
direita e o nome do aluno e do curso bordados no bolso, a fim de identificação.

INSUMOS NÃO
CONSUMÍVEIS:

1 ficha de avaliação nutricional.

1 caneta.

1 lápis e 1 borracha.
:
EQUIPAMENTOS

1 adipômetro clínico ou científico para adultos.

1 calculadora convencional ou científica.

1 fita antropométrica.

Paquímetro.

Caneta ou lápis dermográfico

Sala de aula provida de biombo grande, com 20 cadeiras, multimídia e persianas

fechadas.

POP

Inicialmente, deverá ser feita a leitura a respeito da finalidade de realização de cada


medida antropométrica, após esta etapa, será realizada a parte prática, na qual os
alunos serão convidados a se juntar em duplas ou trios para executarem a devida
técnica, com o objetivo de aferir cada medida uns nos outros e, em seguida, anotá-las
na ficha de avaliação antropométrica.
:
Fazer a leitura sobre os objetivos e técnicas de aferição das medidas antropométricas.
:
Separar os estudantes em pares ou trios.
:
Aplicar a técnica de aferição das medidas.
:
Anotar os resultados obtidos na ficha de avaliação antropométrica.
:
Relatar aos colegas as percepções sobre as dificuldades na execução da técnica.
:
Analisar os resultados.
:
Seguem aqui, as instruções
para aferição de cada medida
PESO (paciente deambulante)

Técnica:
O paciente deverá ser pesado, de preferência, no mesmo horário e após esvaziar a
bexiga.

Posicionamento no centro da balança, com o peso igualmente distribuído em ambos


os pés.

Olhar fixo para frente.

O indivíduo deve estar descalço e usando roupas leves.

Verificar o nivelamento do solo sobre o qual será apoiada a balança.

Descontar o peso aproximado de curativos e bolsas de drenagem.

As medidas deverão ser anotadas com exatidão.


:
ALTURA (paciente deambulante)

Técnica:
Estadiômetro de haste móvel ou fixa, em uma parede sem rodapé e com o piso não
acarpetado.

O paciente deve estar descalço com os braços estendidos ao longo do corpo e


calcanhares juntos.

Cabeça ereta com olhos fixos para frente.

Retirar qualquer objeto do cabelo.

Fazer a inspiração.

Circunferência
CIRCUNFERÊNCIA DO BRAÇO (CB)
Técnica:

O avaliado deverá flexionar o braço em direção ao tórax, formando um ângulo de 90º e,


depois, deve ser localizado o ponto médio entre o acrômio da escápula e o olécrano da
ulna. Neste ponto, deverá ser realizada uma pequena marcação.

Solicitar ao indivíduo que fique com o braço estendido ao longo do corpo, com a palma da
mão voltada para a coxa.

Contornar o braço com a fita métrica inelástica no ponto marcado, de forma ajustada,
evitando compressão da pele ou folga.
:
CIRCUNFERÊNCIA D
DAA CINTURA (C
(CCC)
Técnica:

Deverá ser feita na ausência de roupas na região de interesse.

O indivíduo deve estar ereto, com o abdômen relaxado, braços estendidos e pernas
fechadas.

A medida é determinada no plano horizontal.

Posicione-se na frente da pessoa e localize o ponto médio entre a última costela e a crista
ilíaca, faça uma marcação.

A fita deverá ser passada por trás do participante ao redor deste ponto.

Verifique se a fita está bem-posicionada, ou seja, se ela está no mesmo nível em toda a
extensão de interesse, sem fazer compressão na pele. A medida deve ser feita após a
pessoa expirar.

CIRCUNFERÊNCIA D
DOO QUADRIL (C
(CQQ)
Técnica:

A medida deverá ser feita com roupas finas na região de interesse.

O indivíduo deve estar ereto, com o abdômen relaxado, os braços estendidos ao longo do
corpo e as pernas fechadas.

Posicione-se lateralmente ao avaliado.

A medida é aferida na máxima extensão glútea. Deve ser passada uma fita inelástica neste
nível, ao redor do quadril, no plano horizontal, sem fazer compressão.

Verifique se a fita está bem-posicionada.


:
CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL
ABDOMINAL(C
(C
(CA)
A)
Técnica:

A medida deverá ser feita com roupas finas na região de interesse.

O indivíduo deve estar ereto, com os braços estendidos ao longo do corpo e as pernas
fechadas.

Posicione-se de frente para a pessoa.

Posicione a fita na maior extensão do abdômen num plano horizontal, usualmente, no nível
da cicatriz umbilical.

Aperte o botão central da fita e passe a fita na parte posterior do avaliado, seguindo a
extensão a ser medida, sem comprimir a pele.

CIRCUNFERÊNCIA DA COXA
Técnica:

Posição do avaliado: em pé, coxas afastadas o suficiente para manusear a fita livremente,
peso dividido em ambos os pés.

Posição do avaliador: agachado, ao lado direito do avaliado.

A medida deve ser realizada no sentido horizontal, no ponto médio entre a linha inguinal e a
borda superior da patela.
:
CIRCUNFERÊNCIA DA COXA
Técnica:

Posição do avaliado: em pé, coxas afastadas o suficiente para manusear a fita livremente,
peso dividido em ambos os pés.

Posição do avaliador: agachado, ao lado direito do avaliado.

A medida deve ser realizada no sentido horizontal, no ponto médio entre a linha inguinal e a
borda superior da patela.

Referência anatômica:
1. Perímetro proximal: diretamente abaixo da prega glútea.

2. Perímetro medial: ponto médio entre o início da junção da virilha até o início da patela,
em extensão do joelho.

3. Perímetro distal: 3 cm acima da borda proximal da patela.

CIRCUNFERÊNCIA DA PANTURRILHA
(CP)
Técnica:

Posição do avaliado: em pé, na posição ereta, peso distribuído igualmente em ambos os


pés, afastamento lateral das pernas ou sentado, com apoio dos pés no chão.

Posição do avaliador: agachado, do lado direito do avaliado.

A fita deve ser colocada ao redor da panturrilha (em sua circunferência máxima). Ela não
pode fazer compressão.
:
CIRCUNFERÊNCIA D
DOO ANTEBRAÇO
Técnica:

Deve ser realizada na região de maior perímetro do antebraço direito.

Posição do avaliado: em pé, na posição ereta, braços ao longo do corpo, o braço direito
um pouco elevado à frente, com a palma da mão voltada para frente (posição anatômica).

CIRCUNFERÊNCIA DO PULSO
Técnica:

Mensurada abaixo da apófise estiloide do punho direito.

Posição do avaliado: em pé, na posição ereta, com o cúbito semiflexionado e com a palma
da mão voltada para cima. A musculatura deve estar relaxada.

Posição do avaliador: de frente para o avaliado.

Passa-se a fita métrica em torno do punho, de baixo para cima, alojando-se conforme a
referência anatômica.

Imagens e Arquivos
Complementares
:
Na Prática

20:57

Veri!que seu Aprendizado


:
1) Caso clínico: paciente S. S., 41 anos, sexo feminino, casada, professora do ensino
fundamental, veio à nutricionista para perda de peso e melhora da qualidade de vida e
dos hábitos alimentares. Peso atual = 116,3 kg, altura = 1,72m, Prega Cutânea Tricipital
(PCT) = 20 mm, Prega Cutânea Subescapular (PCSE) = 27 mm, Circunferência do Braço
(CB) = 38,5 cm, Circunferência da Cintura (CC ) = 101 cm, Circunferência do Quadril (CQ)
= 135 cm, Circunferência da Panturrilha (CP) = 44,5 cm. Paciente refere-se à
alimentação rica em industrializados, doces, carboidratos refinados (bolos, salgados
assados ou fritos), açúcar adicionado em sucos e café, além do baixíssimo consumo de
frutas, verduras, legumes, leguminosas e oleaginosas. A respeito dos antecedentes, S. S.
diz que a mãe apresenta hipertensão e Parkinson, enquanto o tio apresenta câncer, ela
não possui diagnóstico patológico algum.

A partir do caso explanado, responda às questões:

a) Calcule o IMC e a CMB da paciente e classifique ambos.

b) Calcule os indicadores Área Gordurosa do Braço e Área Muscular do Braço e


classifique-os.

c) Analise a Circunferência da Panturrilha e da Cintura e classifique ambas.

d) Calcule a relação cintura/quadril e classifique-a.

e) Construa um diagnóstico nutricional para a paciente com base nos dados do


estudo de caso e resultados/classificações encontradas.
:
2) Imagine que você é um(a) nutricionista clínico(a) que trabalha no hospital de sua
cidade e está fazendo a visita diária aos pacientes internados para verificar aceitação
da dieta bem como realizar a avaliação do estado nutricional a partir de algumas
medidas antropométricas, como peso, altura, Prega Cutânea Triciptal, Circunferência do
Braço e da Panturrilha. Você chegou ao quarto de um paciente idoso, hipertenso, com
baixa aceitação da dieta e dificuldade de deambular ou de se manter em pé, mesmo
que por alguns segundos, ainda, ele possui um acesso venoso para administração de
soro e medicamentos no braço direito e um aneroide (medidor de pressão) no braço
esquerdo, mantém a cama em posição inclinada, pois a posição reta ocasiona refluxos
e engasgos. Diante da situação, percebe que o paciente se encontra pálido, com olhos
escavados e mucosas hipocoradas, então, decide fazer a avaliação nutricional para
confirmar um diagnóstico de desnutrição junto com a posterior análise dos exames
bioquímicos. Você precisa da altura do paciente, mas nem ele, nem o acompanhante
estão lembrados deste dado. Nesse momento, você precisa pensar qual seria a melhor
forma de aferir a altura do paciente diante da situação na qual ele se encontra. Assim,
assinale a alternativa que contempla a melhor forma de aferir a altura, neste caso:

a) Levar um estadiômetro até o quarto, ajudar o paciente a se levantar e se


posicionar para aferir a altura.
b) Aferir a altura por meio da predição da estatura pela altura do joelho.
c) Aferir a altura por meio da extensão dos braços ou envergadura.
d) Aferir a altura por meio da altura recumbente.
e) Não será possível aferir a altura neste caso, devido à situação do paciente.

Orientação de resposta
1.

a) IMC = 116,3/(1,72)²= 39,31 kg/m² (Obesidade Grau II)

CMB = 38,5 cm – (3,14 x 20/10)

CMB = 38,5 – (3,14 x 2)


:
CMB = 38,5 – 6,28

CMB = 32,22 cm (P>10 = boa nutrição*)

* No sentido de que não há perda de massa muscular, mas não significa que a paciente
está bem nutrida ou metabolicamente saudável, mas sim que não há depleção de
massa muscular ou desnutrição. Na tabela, identificamos percentil maior do 95 devido
ao resultado do CMB, mas, ao identificar isso na tabela de classificação em si, vemos
que essa só vai até o percentil maior do que 10, pois o objetivo principal é identificar se
o paciente está desnutrido ou com alguma diminuição da reserva de massa muscular.

b)

c) CP= 44,5 cm (não apresenta depleção de muscular)


:
CC= 101 cm (risco muito alto ou elevado para desenvolvimento de doenças
cardiovasculares)

d) R: C/Q R: 101/135 = 0,74 (risco moderado)

e) A paciente possui um IMC de 39,31 kg/m² com classificação de Obesidade Grau II,
apresentando risco elevado para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares
tanto pela classificação da circunferência da cintura e classificação do IMC quanto
pelos antecedentes patológicos de seus familiares. Segundo parâmetros de análise de
massa muscular, como CMB e AMB, a paciente apresenta boa nutrição e, conforme
parâmetro AGB associado ao tecido adiposo, encontra-se com excesso de reserva
gordurosa na área do braço, indo de encontro com a classificação do IMC e CC. Ainda,
conforme o índice de relação cintura/quadril, a paciente apresenta risco moderado de
desenvolver doenças cardiovasculares. Com isso, conclui-se que a paciente apresenta
maus hábitos alimentares que estão impactando seu estado nutricional e sua saúde,
aumentando o risco do desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis
devido ao maior acúmulo de gordura na região abdominal, necessitando de
intervenções nutricionais para que possa melhorar a sua saúde e, consequentemente,
todos os parâmetros citados.

2. B. Aferir a altura por meio da predição da estatura pela altura do joelho.


:
Referências
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ROSSI, L.; CARUSO, L.; GALANTE, A. P. Avaliação Nutricional: Novas perspectivas. Rio de Janeiro:
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PEIXOTO, L. G. et al. A Circunferência da Panturrilha está associada com a massa muscular de


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© TODOS OS DIREITOS RESERVADOS | 2022
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