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DBT

A Terapia Comportamental Dialética (DBT) foi desenvolvida para tratar mulheres com comportamentos suicidas e de automutilação, equilibrando aceitação e mudança. A DBT padrão inclui terapia individual, treino de habilidades em grupo e consultoria telefônica, com foco em aumentar a motivação e melhorar as capacidades. A abordagem se baseia em princípios dialéticos e um modelo biossocial que considera a interação entre vulnerabilidades biológicas e ambientes invalidantes.

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PEDRO SILVA
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A Terapia Comportamental Dialética (DBT) foi desenvolvida para tratar mulheres com comportamentos suicidas e de automutilação, equilibrando aceitação e mudança. A DBT padrão inclui terapia individual, treino de habilidades em grupo e consultoria telefônica, com foco em aumentar a motivação e melhorar as capacidades. A abordagem se baseia em princípios dialéticos e um modelo biossocial que considera a interação entre vulnerabilidades biológicas e ambientes invalidantes.

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@instituto.

pbe

Terapia comportamental
dialética (DBT)

Jan Luiz Leonardi


@[Link]

Jan Luiz Leonardi


• Doutor em Psicologia Clínica (USP)
• Diretor do InPBE
• Colunista do IQC
• Finalista do Prêmio Jabuti 2025
@[Link]

Por que a DBT foi inventada?


Uma breve história do desenvolvimento da
DBT

Jan Luiz Leonardi


“Quando eu sair, eu vou
voltar e levar outros
para fora daqui”

➜ Internada aos 17 anos (1961)


➜ 26 meses trancada em uma pequena sala de isolamento
➜ Antipsicóticos e benzodiazepínicos
➜ Muitas horas de análise Freudiana
➜ 30 sessões de ECT
O Surgimento da DBT
Terapia comportamental como tratamento de mulheres com
comportamentos suicidas e de automutilação.
O Surgimento da DBT
Terapia de aceitação pura como tratamento de mulheres com
comportamentos suicidas e de automutilação.
O Surgimento da DBT
Décadas de 1970 e 1980
➜ Equilíbrio entre aceitação e mudança Sistematização
dos elementos
➜ Uso de estratégias dialéticas que compunham
➜ Inclusão de outros componentes essa nova terapia
➜ Análise dos vídeos das sessões da
Marsha

DOIS MANUAIS DA DBT


O Surgimento da DBT
Evidências ❌
Borderline ❓
O Surgimento da DBT
1993: publicação dos manuais de intervenção
A “STANDARD DBT”
A “Standard DBT”
É uma terapia baseada em princípios que pode usar protocolos.
A “Standard DBT”
Funções do tratamento
➜ Aumentar a motivação
➜ Melhorar as capacidades
➜ Garantir generalização
➜ Melhorar o ambiente
➜ Manter a competência e a motivação da equipe
A “Standard DBT”
A DBT padrão:
➜ Terapia individual (1h / semana)
➜ Treino de habilidades em grupo (2:30 h / semana) Entretanto, é possível adaptar
➜ Consultoria por telefone (em momentos de crise) esse modelo para diferentes
➜ Reunião da equipe de consultoria (2 h / semana) situações clínicas.
➜ Tratamentos auxiliaries (se e quando necessário)
A “Standard DBT”
Terapia individual: núcleo organizador da intervenção.
A “Standard DBT”
➜ Treinamento de habilidades
➜ Funciona como uma aula (não é terapia em grupo)
➜ Quatro conjuntos de habilidades são ensinadas
A “Standard DBT”
Consultoria por telefone
➜ Situações de crise
➜ Implementar habilidades
Analisar e comunicar limites
➜ Fortalecer algum ganho terapêutico
pessoais!
➜ Fomentar a relação terapêutica
A “Standard DBT”
Consultoria por telefone
A “Standard DBT”
➜ Reunião de consultoria
➜ Utiliza-se as mesmas estratégias voltadas para os pacientes
A “Standard DBT”
➜ Reunião de consultoria
➜ Utiliza-se as mesmas estratégias voltadas para os pacientes
A DBT é a prática de
uma comunidade de
profissionais de
saúde mental que
trabalha com uma
comunidade de
pacientes.

- Linehan, 1993
A “Standard DBT”
Tratamentos auxiliares
A “Standard DBT” Funções do
tratamento
Modos de tratamento

Aumentar a motivação Tratamento individual

Melhorar as Treino de habilidades


capacidades
Garantir generalização Coaching via telefone

Melhorar o ambiente Equipe de consultoria

Manter a competência e Tratamentos


a motivação da equipe auxiliares
A FILOSOFIA DIALÉTICA
NA DBT
A filosofia dialética na DBT
O termo dialética é empregado em dois contextos:
➜ Como visão de mundo (natureza da realidade)
➜ Como postura do terapeuta
A dialética na prática clínica
➜ Querer morrer vs. Querer viver.

➜ Os pacientes estão fazendo o melhor que podem, e precisam fazer


melhor do que fazem e se esforçar mais para mudar.

➜ Comunicação recíproca vs. comunicação irreverente.

➜ Estratégias dialéticas.
O MODELO BIOSSOCIAL
O modelo biossocial
Interação entre pessoa e ambiente.
➜ vulnerabilidade biológica
➜ ambiente invalidante
FORMULAÇÃO
DE CASO
ESTÁGIOS DO
TRATAMENTO
Estágios do tratamento
➜ A DBT usa uma hierarquia de comportamentos-alvo para
determinar a ordem da intervenção.

➜ Essa estrutura serve a vários propósitos terapêuticos


Estágios do tratamento

TEMPO
➜ Pré-tratamento
➜ Estágio 1
➜ Estágio 2
➜ Estágio 3
➜ Estágio 4
Pré tratamento
O terapeuta deve:
➜ Fortalecer a motivação do paciente em se manter vivo
➜ Começar a desenvolver uma boa relação terapêutica
➜ Apresentar informações psicoeducativas (incluindo modelo biossocial)
➜ Explicar o funcionamento da DBT
➜ Selecionar os comportamentos-alvo numa hierarquia
Estágio 1
➜ Comportamentos que colocam a vida em risco.
➜ Comportamentos que interferem na terapia.
➜ Comportamentos que comprometem a qualidade de vida.
➜ Déficits comportamentais severos.
Estágio 2
➜ Transtorno do estresse pós-traumático.
➜ Transtornos psiquiátricos que não foram tratados no Estágio 1.
➜ Desregulação emocional severa e/ou sentimentos exacerbados.
Estágio 3
➜ Identificar e alcançar objetivos de vida.
➜ Qualidade de vida geral (autoestima, felicidade, etc)
Estágio 4
➜ Transcendência
AUTOMONITORAMENTO
DE COMPORTAMENTOS-
ALVO
Registro e cartão diário
➜ Automonitoramento

➜ Vantagens do cartão diário


Cartão diário
ESTRATÉGIAS DE
INTERVENÇÃO:
ACEITAÇÃO, MUDANÇA E
DIALÉTICA
Aceitação
Aceitar é reconhecer a realidade como ela é, sem tentar negá-la ou fugir.
Validação
É a comunicação explícita de que a forma como a pessoa se comporta,
pensa e sente é coerente, relevante e justificável.

➜ Níveis de validação
➜ Validação funcional
Análise em cadeia
Análise de soluções
A análise de soluções consiste em: O objetivo final é
alterar a sequência de
➜ Selecionar o elemento da análise em cadeia que é necessário ser
eventos da cadeia
modificado para que o comportamento-problema não ocorra.

➜ Gerar, avaliar e implementar procedimentos específicos para


modificar o elemento que foi selecionado na análise em cadeia
Estratégias de comprometimento
➜ Prós e contras
➜ Advogado do diabo
➜ Pé na porta
➜ Porta na cara
➜ Liberdade de escolha e ausência de alternativas
Estilos de comunicação
terapêutica


Comunicação recíproca
Comunicação irreverente
Estratégias dialéticas
➜ Metáforas
➜ Fazer dos limões uma limonada
➜ Entrar no paradoxo
Como equilibrar tudo isso
pensando em 85 estratégias,
diversos protocolos e cerca
de 100 habilidades?
Princípios

Aceitação Mudança Dialética


Despida à sua essência, uma DBT efetiva
requer que o terapeuta sintetize um
repertório técnico de habilidades
cognitivo-comportamentais, [capacidade
de] aceitação e percepção aumentadas, e
capacidade de improvisar com os
paradigmas de aceitação, mudança e
dialético – todos baseados no
behaviorismo, em mindfulness e na
filosofia dialética.

- Swenson, 2016
A DBT EM
DOIS SLIDES
Fundamentos Funções Estágios
 análise do comportamento  aumentar a motivação  pré-tratamento
 filosofia dialética  melhorar as capacidades  estágio 1
 prática Zen  promover generalização  vida em risco
 interfere na terapia
 melhorar ambiente  qualidade de vida (grave)
 cuidar da equipe déficit de repertório
Modelo Biossocial 

 vulnerabilidade biológica  estágio 2


 estresse pós-traúmático
 alta sensibilidade
 alta reatividade Modos de Intervenção  transtornos psiquiátricos
 desregulação emocional geral
 retorno lento à linha de base
 terapia individual  estágio 3
 ambiente de invalidação  treino de habilidades  objetivos de vida
  qualidade de vida
telefonema  autoestima
 equipe de consultoria
Três Princípios  estágio 4
 aceitação  tratamentos auxiliares  transcendência

 mudança
 dialética
Estratégias de Mudança Estratégias de Aceitação Estratégias Dialéticas
   comunicação irreverente
automonitoramento comunicação recíproca
 análise em cadeia  aceitação radical  técnicas
 entrar no paradoxo
 análise de soluções  validar  uso de metáfora
 controle de estímulos  importância do problema  advogado do diabo
 exposição  dificuldade da tarefa  extensão
 modificação cognitiva  dor emocional  ativação da menta sábia
 manejo de contingências  sensação de fora do controle  fazer dos limões uma limonada
 treino de habilidades  objetivo último do paciente  permitir as mudanças naturais
 
 avaliação dialética
orientação como validar
 comprometimento  nível 1: escuta
 nível 2: reflexão
 prós e contras Treino de Habilidades
 nível 3: articulação
 advogado do diabo  mindfulness
 nível 4: história causal
 pé na porta  efetividade interpessoal
 nível 5: momento causal
 porta na cara  regulação emocional
 nível 6: genuinidade radical
 liberdade de escolha  tolerância a mal estar
 conectar comprometimentos anteriores
 modelagem
 incentivar / encorajar
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Obrigado!
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@janleonardi

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