siscoords
siscoords
simetrias
Esmerindo Bernardes1
L.I.A. – Laboratório de Instrumentação Algébrica
Departamento de Física e Ciência dos Materiais
Instituto de Física de São Carlos
Universidade de São Paulo
31 de julho de 2025
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Sumário
1 Coordenadas polares 1
1.1 Volumes elementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1.2 Gradiente, divergente e rotacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.3 Cinemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
1.4 Formulário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2 Coordenadas cilíndricas 15
2.1 Volumes elementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
2.2 Gradiente, divergente e rotacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
2.3 Cinemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
3 Coordenadas esféricas 20
3.1 Volumes elementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
3.2 Gradiente, divergente e rotacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
3.3 Cinemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
ii
Capítulo 1
Coordenadas polares
Figura 1.1: O sistema de coordenadas polares (r, θ), com r ≥ 0 e 0 ≤ θ < 2π, re-
presentado em relação ao sistema cartesiano (x, y). Em cada sistema, os versores
são mutuamente ortogonais. As direções dos versores êr e êθ são denominadas
radial e tangencial, respectivamente.
A Figura 1.1 ilustra o sistema de coordenadas polares (r, θ), definido com r ≥ 0 e
0 ≤ θ < 2π, em relação ao sistema de coordenadas cartesiano (x, y). Ressaltamos
que essa escolha para o domínio das coordenadas polares não é única. É possível,
1
Capítulo 1. Coordenadas polares
por exemplo, adotar −∞ < r < +∞, com r ̸= 0, e −π/2 ≤ θ < π/2 para representar
cada ponto de maneira unívoca, fixando θ = 0 em r = 0.
Ambos os sistemas são ortonormais: assim como os versores (êx , êy ) são orto-
gonais no sistema cartesiano, os versores (êr , êθ ) também o são no sistema polar.
O versor êr aponta na direção radial — ou seja, na direção do vetor posição —
enquanto o versor êθ é tangente à circunferência de raio r centrada na origem, e
aponta no sentido crescente de θ (anti-horário).
Com base na geometria ilustrada na Figura 1.1, o vetor posição que localiza o
ponto P no plano é expresso por
o que nos permite identificar o versor radial êr em termos dos versores cartesianos
(por definição):
⃗r
êr = = cos θ êx + sen θ êy , (1.2)
r
onde r = ∥⃗r∥ representa o módulo do vetor posição.
Esse versor radial permanece constante ao longo de deslocamentos radiais,
mas varia conforme nos deslocamos na direção tangencial. De fato, sua taxa de
variação com respeito ao ângulo θ é dada por
dêr
= − sen θ êx + cos θ êy = êθ . (1.3)
dθ
∂⃗r ∂⃗r
= hr êr , = hθ êθ , (1.5)
∂r ∂θ
onde
∂⃗r ∂⃗r
hr = = 1, hθ = = r, (1.6)
∂r ∂θ
são denominados fatores de escala, e são especialmente úteis para reescrever-
mos elementos de volume, operadores diferenciais e outras quantidades em sis-
temas de coordenadas ortonormais.
Para visualizar como isso se dá, comecemos pelo cálculo da diferencial do vetor
posição em coordenadas polares (verifique):
∂⃗r ∂⃗r
d⃗r = dr + dθ = hr dr êr + hθ dθ êθ = dr êr + r dθ êθ , (1.7)
∂r ∂θ
cujo comprimento infinitesimal ao longo de uma trajetória arbitrária é
dl2 = d⃗r · d⃗r = h2r dr2 + h2θ dθ2 = dr2 + r2 dθ2 . (1.8)
3
1.1. Volumes elementares Capítulo 1. Coordenadas polares
ponto, percorremos uma distância dr na direção radial até o ponto (r + dr, θ),
infinitamente próximo. Em seguida, deslocamo-nos na direção tangencial, per-
correndo um arco de comprimento aproximado r dθ. Alternando movimentos nas
direções independentes, fechamos um pequeno circuito orientado positivamente
(regra da mão direita), de modo que o vetor normal à superfície aponta para fora
do plano da figura.
O valor da área elementar é obtido pelo produto dos lados do paralelogramo:
dA = r dr dθ, (1.10)
o qual pode ser reescrito, usando os fatores de escala da Eq. (1.6), na forma
dA = hr dr · hθ dθ = dr · r dθ. (1.11)
4
Capítulo 1. Coordenadas polares 1.1. Volumes elementares
∂x ∂x
J(r, θ) = ∂r ∂θ = r. (1.17)
∂y ∂y
∂r ∂θ
entre 1951-1952), costumava dizer que devemos ser capazes de derivar um mesmo resultado por
mais de uma via.
5
1.1. Volumes elementares Capítulo 1. Coordenadas polares
O comprimento dl, dado em (1.8), e a área dA, expressa em (1.11), são os únicos
“volumes” elementares que podemos definir em um espaço bidimensional. Ambos
podem ser convenientemente expressos em termos dos fatores de escala definidos
anteriormente na Eq. (1.6).
Por clareza e completude, reunimos abaixo as expressões para os elementos
diferenciais de deslocamento, comprimento e área, escritos em função dos fatores
de escala para os dois sistemas de coordenadas ortonormais considerados —
cartesiano e polar:
dV = hx hy hz dx dy dz, (1.24)
com hx = hy = hz = 1.
6
Capítulo 1. Coordenadas polares 1.2. Gradiente, divergente e rotacional
hx = 1, hy = 1, hr = 1, hθ = r. (1.25)
r dθ
hθ = = r. (1.26)
dθ
Outra utilidade fundamental dos fatores de escala está no cálculo dos operado-
res diferenciais — em particular, o gradiente, o divergente e o rotacional — em
sistemas de coordenadas ortonormais.
Considere uma função escalar da posição, f = f (x, y). Essa função associa um
número real a cada ponto do plano, e, por isso, é chamada de campo escalar.
Segundo o teorema de Taylor, deslocamentos infinitesimais dx e dy nas variáveis
independentes cartesianas produzem uma variação infinitesimal df na função
escalar f , dada por
∂f ∂f 1 ∂f 1 ∂f
df = dx + dy = hx dx + hy dy, (1.27)
∂x ∂y hx ∂x hy ∂y
⃗ · d⃗r,
df = ∇f (1.28)
7
1.2. Gradiente, divergente e rotacional Capítulo 1. Coordenadas polares
∂f ∂f 1 ∂f 1 ∂f
df = dr + dθ = hr dr + ⃗ · d⃗r,
hθ dθ = ∇f (1.30)
∂r ∂θ hr ∂r hθ ∂θ
Esse exemplo ilustra bem o poder dos padrões em geral: eles permitem cons-
truir expressões vetoriais sem repetir todo o processo de derivação. No entanto,
seu uso exige cautela — especialmente em coordenadas não ortogonais, onde o
padrão pode falhar.
As Eqs. (1.29)–(1.31) mostram que sabemos expressar o operador gradiente
em qualquer sistema de coordenadas ortonormal. Falta, porém, interpretar seu
significado geométrico.
Para isso, basta considerar a Eq. (1.28) sob a forma do produto escalar entre
vetores. Sabemos que:
⃗ · d⃗r = ∥∇f
df = ∇f ⃗ ∥ dr cos α, (1.32)
8
Capítulo 1. Coordenadas polares 1.2. Gradiente, divergente e rotacional
uma, funções escalares da posição. É mais instrutivo iniciar nossa análise con-
siderando um campo vetorial em coordenadas polares:
∂êr ∂êr
êr = cos θ êx + sen θ êy , = êθ , = 0, (1.34)
∂θ ∂r
∂êθ ∂êθ
êθ = − sen θ êx + cos θ êy , = −êr , = 0. (1.35)
∂θ ∂r
∂Fr Fr 1 ∂
+ = (rFr ), (1.37)
∂r r r ∂r
e, de modo mais geral, podemos expressar o divergente em coordenadas polares
como
1 ∂(rF r ) ∂F θ 1 ∂(h θ F r ) ∂(h r F θ )
⃗ · F⃗ =
∇ + = + . (1.38)
r ∂r ∂θ hr hθ ∂r ∂θ
Essa última igualdade revela novamente um padrão importante (observe com
atenção essa estrutura e tente descrevê-la verbalmente): o divergente em qual-
quer sistema de coordenadas ortonormal pode ser expresso pela derivada de cada
componente do campo, multiplicada pelo fator de escala da direção conjugada.
Por exemplo, em coordenadas cartesianas, temos hx = hy = 1, e a expressão se
reduz para
1 ∂(hy Fx ) ∂(hx Fy ) ∂Fx ∂Fy
⃗ ⃗
∇·F = + = + . (1.39)
hx hy ∂x ∂y ∂x ∂y
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1.2. Gradiente, divergente e rotacional Capítulo 1. Coordenadas polares
onde adotamos êz = êr × êθ como o versor perpendicular ao plano. Esse resultado
expressa o rotacional de F⃗ em coordenadas polares — sua forma operacional. O
significado geométrico do rotacional será discutido adiante.
De modo semelhante ao caso do divergente, podemos reescrever o rotacional
em termos dos fatores de escala (verifique):
1 ∂(rFθ ) ∂Fr 1 ∂(hθ Fθ ) ∂(hr Fr )
⃗ ⃗
∇×F = − êz = − hz êz , (1.42)
r ∂r ∂θ hr hθ hz ∂r ∂θ
10
Capítulo 1. Coordenadas polares 1.3. Cinemática
Verifique que a Eq. (1.44) pode ser diretamente extraída da expressão ge-
ral (1.45). Além disso, reescreva a forma padrão para o caso bidimensional polar
— impondo ∂z = 0, Fz = 0 e identificando x → r, y → θ — e confira que recupera-
mos exatamente a Eq. (1.43).
1.3 Cinemática
Quando o ponto P está em movimento, as coordenadas polares tornam-se funções
do tempo t. Aplicando a regra da cadeia (derivada de função composta), obtemos
(verifique):
ê˙ r = θ̇ êθ , ê˙ θ = −θ̇ êr , (1.47)
onde o ponto sobre as variáveis indica derivada total em relação ao tempo. Essas
relações refletem a dependência temporal dos versores polares, mesmo que r e θ
variem apenas em função do tempo.
Com essas expressões, é possível determinar diretamente as componentes po-
lares dos vetores posição, velocidade e aceleração,
⃗r = r êr , (1.48)
⃗v = ⃗r˙ = ṙ êr + rθ̇ êθ , (1.49)
⃗a = ⃗v˙ = (r̈ − rθ̇2 ) êr + (rθ̈ + 2ṙθ̇) êθ . (1.50)
11
1.4. Formulário Capítulo 1. Coordenadas polares
Note que o vetor velocidade ⃗v pode ser interpretado como a razão entre a varia-
ção infinitesimal do vetor posição, conforme a Eq. (1.21), e a variação infinitesimal
do tempo: ⃗v = d⃗r/dt.
A estrutura dessas expressões permite identificar imediatamente casos espe-
ciais. Por exemplo, no caso de movimento circular uniforme — em que ṙ = 0 e
θ̇ = ω é constante — a aceleração possui apenas a componente radial, com valor
ar = −rω 2 ,
1.4 Formulário
Fatores de escala
Cartesianas: hx = 1, hy = 1.
Polares: hr = 1, hθ = r.
12
Capítulo 1. Coordenadas polares 1.4. Formulário
Gradiente:
⃗ = êx ∂ + êy ∂ .
Cartesianas: ∇
∂x ∂y
⃗ = êr ∂ + êθ ∂ .
Polares: ∇
∂r r ∂θ
Divergente:
⃗ · F⃗ = ∂Fx + ∂Fy .
Cartesianas: ∇
∂x ∂y
⃗ · F⃗ = 1 ∂(rFr ) + 1 ∂Fθ .
Polares: ∇
r ∂r r ∂θ
⃗r = r êr ,
⃗v = ṙ êr + rθ̇ êθ ,
⃗a = (r̈ − rθ̇2 ) êr + (rθ̈ + 2ṙθ̇) êθ .
13
1.4. Formulário Capítulo 1. Coordenadas polares
14
Capítulo 2
Coordenadas cilíndricas
15
2.1. Volumes elementares Capítulo 2. Coordenadas cilíndricas
dl2 = d⃗r · d⃗r = h2ρ dρ2 + h2θ dθ2 + h2z dz 2 = dρ2 + ρ2 dθ2 + dz 2 . (2.4)
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Capítulo 2. Coordenadas cilíndricas 2.2. Gradiente, divergente e rotacional
dV = hρ hθ hz dρ dθ dz = ρ dρ dθ dz. (2.6)
Note que todas essas expressões seguem o mesmo padrão geral observado
anteriormente: cada elemento de volume é obtido como o produto das diferenciais
correspondentes multiplicadas pelos fatores de escala apropriados.
17
2.3. Cinemática Capítulo 2. Coordenadas cilíndricas
campo vetorial F⃗ = ∇f
⃗ . O divergente desse campo vetorial define o Laplaciano:
⃗ · (∇f
∇2 f = ∇ ⃗ )=∇
⃗ · F⃗ . (2.10)
Utilizando as expressões para o gradiente (Eq. (2.7)) e para o divergente (Eq. (2.8)),
é possível obter a forma geral do operador Laplaciano em sistemas ortonormais
tridimensionais (verifique com cuidado):
∂2
2 1 ∂ hθ hz ∂
∇ = 2 ln +
hρ ∂ρ hρ ∂ρ ∂ρ2
∂2
1 ∂ hz hρ ∂
+ 2 ln +
hθ ∂θ hθ ∂θ ∂θ2
∂2
1 ∂ hρ hθ ∂
+ 2 ln + . (2.11)
hz ∂z hz ∂z ∂z 2
1 ∂2 ∂2
1 ∂ ∂
∇ = 2
ρ + 2 2 + 2. (2.12)
ρ ∂ρ ∂ρ ρ ∂θ ∂z
∇2 f = 0,
2.3 Cinemática
18
Capítulo 2. Coordenadas cilíndricas 2.3. Cinemática
19
Capítulo 3
Coordenadas esféricas
20
Capítulo 3. Coordenadas esféricas
⃗r = r êr , (3.3)
o que nos permite determinar o versor radial em função das coordenadas angu-
lares:
⃗r
êr = = sen θ cos ϕ êx + sen θ sen ϕ êy + cos θ êz . (3.4)
r
Sabendo que a taxa de variação de um versor unitário é sempre perpendicular
a ele, podemos obter os versores êθ e êϕ por diferenciação (verifique):
∂êr ∂êr
êθ = = cos θ cos ϕ êx + cos θ sen ϕ êy − sen θ êz , (3.5a)
∂θ ∂θ
∂êr ∂êr
êϕ = = − sen ϕ êx + cos ϕ êy . (3.5b)
∂ϕ ∂ϕ
21
3.1. Volumes elementares Capítulo 3. Coordenadas esféricas
dl2 = d⃗r · d⃗r = h2r dr2 + h2θ dθ2 + h2ϕ dϕ2 = dr2 + r2 dθ2 + r2 sen 2 θ dϕ2 . (3.8)
A Eq. (3.7) mostra que os fatores de escala podem ser interpretados como o
módulo da projeção do vetor deslocamento infinitesimal em cada direção inde-
pendente, dividida pela diferencial correspondente (verifique).
22
Capítulo 3. Coordenadas esféricas 3.2. Gradiente, divergente e rotacional
∂2 ∂2
2 1 ∂ hθ hϕ ∂ 1 ∂ hϕ hr ∂
∇ = 2 ln + 2 + 2 ln +
hr ∂r hr ∂r ∂r hθ ∂θ hθ ∂θ ∂θ2
∂2
1 ∂ hr hθ ∂
+ ln + . (3.16)
h2ϕ ∂ϕ hϕ ∂ϕ ∂ϕ2
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3.3. Cinemática Capítulo 3. Coordenadas esféricas
1 ∂2
1 ∂ 2 ∂ 1 ∂ ∂
2
∇ = 2 r + 2 sen θ + . (3.17)
r ∂r ∂r r sen θ ∂θ ∂θ sen θ ∂ϕ2
GM GQ
φ(r) = − = . (3.18)
r r
3.3 Cinemática
Como mostrado na Figura 3.1, quando ⃗r(t) descreve a posição P de um objeto
em sua trajetória (parametrizada pelo tempo t), os versores (êr , êθ , êϕ ) também
serão dependentes do tempo, conforme indicado nas Eqs. (3.4)–(3.5b). Assim
(verifique),
dêr
= ê˙ r = +θ̇ êθ + ϕ̇ sen θ êϕ , (3.19a)
dt
dêθ
= ê˙ θ = −θ̇ êr + ϕ̇ cos θ êϕ , (3.19b)
dt
dêϕ
= ê˙ ϕ = −ϕ̇( sen θ êr + cos θ êθ ), (3.19c)
dt
onde o ponto sobre as coordenadas angulares indica derivada total em relação ao
tempo.
Usando essas taxas de variação temporal, podemos expressar velocidade e
aceleração em coordenadas esféricas (verifique):
⃗r = r êr , (3.20a)
d⃗r
⃗v = ⃗r˙ = = ṙ êr + rθ̇ êθ + rϕ̇ sen θ êϕ , (3.20b)
dt
dêr d dêθ d dêϕ
⃗a = ⃗v˙ = r̈ êr + ṙ + (rθ̇) êθ + rθ̇ + (r sen θϕ̇) êϕ + rϕ̇ sen θ
dt dt dt dt dt
2 2 2 2
= r̈ − rθ̇ − rϕ̇ sen θ êr + rθ̈ + 2ṙθ̇ − rϕ̇ sen θ cos θ êθ
+ rϕ̈ sen θ + 2ṙϕ̇ sen θ + 2rθ̇ϕ̇ cos θ êϕ . (3.20c)
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