Universidade Federal de Viçosa – Departamento de Física – Prof.
José Arnaldo Redinz
Teste 1 - Questão 1
A Figura ao lado mostra um objeto dipolar contendo duas cargas elétricas ± separadas por uma distância . P
−
Dados: , , e .
a) Usando o referencial da Figura, calcule o vetor campo elétrico no ponto P.
A carga – produz o campo elétrico (seta azul):
( )= (− )
4 y
A carga produz o campo elétrico (seta verde):
( )= (sen( ) + cos( ) )
4 ( + )
( )= +
x
4 ( + ) √ + √ +
( )= ( + )
4 ( + ) /
Concluindo: ( ) = ( )+ ( ).
b) Suponha um íon de carga que é solto do repouso de um ponto A, conforme a Figura ao lado, e que viaja até passar
P
pelo ponto P (trajetória azul). Calcule a energia cinética desse íon quando ele estiver passando pelo ponto P. −
Dados adicionais: e .
Do teorema do trabalho energia: ( ) = ( ) ⇒ ( )+ ( )= ( )+ ( )⇒ ( )= ( )− ( )
( )= ( )− ( )
Vemos que:
− 1 1
( )= + = −
4 ( + ) 4 4 +
− 1 1
( )= + = −
4 4 ( + ) + 4 ( + ) +
A
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Teste 1 - Questão 2
A Figura ao lado mostra uma superfície cúbica de lado em que há uma densidade de cargas elétricas superficial uniforme (em
todas as suas faces).
Dados: , e .
3
a) Suponha uma superfície gaussiana esférica S (em verde) de raio igual a 3 concêntrica à superfície cúbica. Qual o fluxo
do campo elétrico nessa superfície? Explique.
Da lei de Gauss = /
A carga total concentrada nas 6 faces do cubo é: =6
Portanto: =6 /
b) Você pode calcular o módulo do campo elétrico em um ponto sobre a superfície S? Se pode, calcule, se não pode, justifique.
Não posso, pois o campo elétrico gerado por esse cubo carregado não possui simetria esférica: = ( ) ̂ . O cubo não torna todas as direções no espaço
equivalentes. Vemos claramente que as direções que passam por dois vértices opostos, por exemplo, não são equivalentes às direções que passam pelo centro de
duas faces opostas. Enfim, não há uma simetria simples para o campo elétrico e ele não pode ser obtido através da lei de Gauss.
c) Imagine agora uma superfície gaussiana esférica S1 contida dentro do cubo, de raio igual a /3 concêntrica à superfície cúbica. Qual o fluxo do campo elétrico
nessa superfície? Explique. O que você pode concluir sobre o campo elétrico no interior dessa superfície cúbica? Explique.
Nesse caso = / = 0. Não posso concluir nada sobre o campo elétrico, pois não há simetria suficiente para que eu conclua algo. Tanto pode haver
quanto pode não haver campo elétrico dentro desse cubo. Mas, eu sei que há, pois esse tópico foi discutido em aula.
Universidade Federal de Viçosa – Departamento de Física – Prof. José Arnaldo Redinz
Teste 1 - Questão 3
Uma haste fina de comprimento possui uma densidade de carga linear uniforme
em uma metade (vermelha) e uma densidade de carga – na outra metade P
(azul), conforme ilustrado ao lado. Dados: , , e .
a) Escreva a integral que fornece o campo elétrico ( ) no ponto
mostrado acima. Não precisa resolver a integral. A variável de integração e
os limites de integração devem ficar claros.
Na Figura definimos um que está na posição ao longo da haste. A distância de até (o raio) é = + − . Note que =± . Dividimos a integral
separando as duas metades da haste:
/ /
1 1 1 −
( )= ̂= + = −
4 4 ( + − ) 4 ( + − ) 4 ( + − ) ( + − )
/ /
Há várias formas corretas de se definir uma variável de integração para esse problema. Esse é apenas um exemplo.
b) Considere agora outro ponto P na vizinhança dessa mesma haste, conforme a Figura ao lado. Escreva a integral que fornece o potencial elétrico ( ) nesse ponto
. Não precisa resolver a integral. A variável de integração e os limites de integração devem ficar
claros.
P
Na Figura definimos um que está na posição ao longo da haste. A distância de até (o raio) é
= + ( /2 – ) . Note que =± . Dividimos a integral separando as duas metades da haste:
/
1 1 1 −
( )= = +
4 4 + ( /2 – ) 4 + ( /2 – )
/
/
Note que ( ) = 0, por simetria. Há várias formas corretas de se
= − definir uma variável de integração para esse problema. Esse é
4 + ( /2 – ) + ( /2 – )
/
apenas um exemplo.