ep27
ep27
E/P27.1: Uma partícula de carga − negativa está se movendo, em um dado instante, com a velocidade:
= +
a) Se nesse instante o campo magnético na posição em que a partícula está for = , a força na partícula
será:
=− × =− + × =− × + × =− 0+ (− ̂ )
=− × =− + × ̂=− × ̂+ × ̂ =− (− ) + ( )
A Figura ao lado ilustra esses vetores. Note que é sempre ortogonal ao plano de
Nesse instante a partícula seria puxada na direção da seta verde e percorreria uma trajetória parecida com a
curva tracejada.
( )
Sabemos que = × com = ̂e = (no nosso referencial). Portanto:
( )
= × = × ̂= × ̂=
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2
( )
Concluindo, como na Figura deve estar mesmo ao longo de +x, segue que > 0. Se fosse negativa
( )
(um elétron, por exemplo), então o vetor = estaria ao longo de –x e a partícula desviaria para
o oeste (O).
z
A Figura ao lado mostra que a regra da mão direita para o
vetor , pelo menor ângulo (90°) entre eles, o polegar dessa mão L x
E/P27.7: Uma partícula de carga positiva está se movendo, em um dado instante, com a velocidade:
=−
Seja = + + ̂ . Então:
= × = − × + + ̂ =− ( × )+ ( × )+ ( × ̂)
Concluindo:
=− ( (− ̂ ) + )
− ( (− ̂ ) + )= − ̂
Sabemos que dois vetores são iguais quando suas componentes são todas iguais, ou seja:
Em z: − (−1) = −
Em y: 0=0
Em x: − =
Da 1ª equação:
=−
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3
Da 3ª equação:
=−
Concluindo:
=− + − ̂
com um valor qualquer, que não pode ser determinado apenas com os dados do
z
problema. Fato é que estando ao longo de y, a componente y de não contribui
a mesma. Na Figura ao lado esboçamos esses vetores. A força está no plano xz. x
Portanto, como não tem efeito sobre , não pode ser determinado a partir do valor de . Para medir
precisaríamos fazer uma medida da força magnética na partícula que tivesse velocidade ao longo de x ou z.
∙ = − + − ̂ ∙( +0 − ̂) = − +0+ =0
Sabendo que ∙ = cos( ), sendo o (menor) ângulo entre os vetores e , segue que cos( ) = 0, ou
seja, = 90 . A força magnética sempre é ortogonal a ea (e, portanto, ao plano que contem e ).
Apenas para conferir:
∙ = − ∙( +0 − ̂) = − 0=0
Enfim, estamos apenas verificando o que já era esperado, se = × , então segue das propriedades do
E/P27.10: O fluxo do campo magnético através de uma face específica de uma superfície cúbica S é . O cubo
tem 6 faces. O fluxo total do campo magnético nas outras 5 faces é?
A Figura ao lado ilustra essa situação (as linhas “de força” de estão em
vermelho, elas vão fatalmente se estender até o infinito ou se fechar). Fato é que
as linhas de força do campo são sempre fechadas (com exceção das linhas que
nascem no infinito e terminam no infinito), ou seja, se uma linha de força entra na
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superfície S, contribuindo com um fluxo infinitesimal negativo (porque o vetor normal está para fora), ela vai
ter que sair, contribuindo com um fluxo infinitesimal positivo. O saldo é sempre zero. Portanto, chamando de
= ∙ = ∙ + ∙ = + =0⇒ =−
Concluindo: as linhas de que entram (ou saem) da face 1, necessariamente saem (ou entram) pelas outras 5
faces do cubo. Essa é a ideia da lei de Gauss do magnetismo.
conseqüência do simples fato de que as linhas de força do campo magnético são sempre fechadas (com
exceção das linhas que nascem no infinito e terminam no infinito). Esse fato, por sua vez, é conseqüência de
uma propriedade fundamental da natureza, a não existência de pólos magnéticos isolados (monopolos
magnéticos N e S). Diferentemente do campo elétrico, que é produzido por cargas positivas e negativas, que
podem existir isoladamente umas das outras (monopolos elétricos como o elétron (-) e o próton (+)), o campo
magnético não é produzido por partículas que possuem polaridade N ou S. Não existe na natureza uma
partícula que é um pólo norte, ou sul, magnético. Se essas partículas existissem, as linhas de força de
nasceriam ou morreriam nelas e não seriam sempre fechadas ou infinitas de ±∞ a ∓∞. É o que ocorre com o
campo elétrico, cujas linhas de força nascem nas cargas + e morrem nas cargas -. Campos magnéticos não são
produzidos por partículas com polaridades N e S, mas sim por correntes elétricas. Daí decorrem todas as
propriedades que mencionamos.
o que entra (sai) sai (entra). Conforme nossa discussão anterior, o campo do imã não é produzido por
acúmulos de partículas com polaridades magnéticas N e S em seus pólos. Não existem essas partículas. O
campo do imã é produzido pelas correntes elétricas microscópicas que existem dentro da matéria que
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compõe o imã, especialmente os elétrons. Os elétrons circulando em torno dos núcleos atômicos e
rodopiando em torno deles mesmos (spin) constituem correntes elétricas microscópicas que são as
responsáveis pelo campo do imã. Esse campo existe dentro e fora do imã. A região onde as linhas de
emergem de dentro do imã é chamada de pólo norte do imã e a região onde as linhas de mergulham para
dentro do imã é chamada de pólo sul do imã. Esses são apenas nomes para essas regiões, adotados em
analogia com os pólos magnéticos da Terra. É importante notar que as linhas de não nascem no pólo norte
do imã, elas apenas passam e emergem do imã nessa região. O pólo norte do imã não é uma região de
acúmulo de partículas com polaridade magnética do tipo N. Essas partículas não existem.
E/P27.13: Uma garrafa de plástico está sobre uma mesa onde há um campo magnético
inclinado de um ângulo em relação à vertical, apontando para cima. A boca da garrafa é
um disco de raio R. O fluxo do campo magnético através da superfície SP (aberta) de plástico
da garrafa é?
= ∙ = ∙ + ∙ =0
Calculando:
Portanto:
∙ =− cos( )
O fluxo do campo magnético que sai pela tampa tem que, necessariamente, ter entrado na garrafa pelas suas
paredes de plástico (fundo e lateral). Essa é a ideia da lei de Gauss do magnetismo.
E/P27.15: Um elétron (de carga − ) entra no ponto A com velocidade de módulo e percorre um arco de
círculo até passar por B.
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=− ×
Sabendo que × ̂= vemos logo que = (− ̂ ), ou seja, deve apontar para dentro do plano do papel.
Usando a regra da mão direita para e lembrando que a carga elétrica do elétron é negativa você vai se
=− × (− ̂ ) = ⇒ =
=− × =− × + + ̂ =− (− ̂ ) + 0+
A segunda lei de Newton aplicada ao movimento circular uniforme (a força magnética não modifica o
módulo da velocidade da partícula, porque não realiza trabalho) diz que:
= = =2
/2
2 2
= = =
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Note que o elétron vai percorrer o semicírculo de raio D/2 com velocidade de módulo constante
(pois a força magnética não realiza trabalho). Portanto, o tempo que essa partícula leva para ir de A até B é:
/2
∆ = =
2
Em termos do campo magnético esse tempo fica:
∆ = = =
2
Podemos calcular esse tempo usando as propriedades do movimento circular. Sabemos que a força centrípeta
é dada por:
=2 =
=2 =4
2 2
= = =
2 /
seja, à velocidade dos elétrons). O feixe passa por essa região sem nenhum efeito. A
Figura ao lado ilustra (uma possibilidade para) essas grandezas. Devemos lembrar que a y
carga do elétron é negativa: = − . Estamos assumindo que: = , = e
= ̂. x
=− =− ̂
=− × =− ( × )= ̂
Note que obtivemos duas forças opostas ao longo de z, que, por hipótese, vão se cancelar. Então:
= ⇒ =
Esse “aparelho” funciona como um “filtro” de velocidade. Se colocarmos um anteparo com um buraco
pequeno na frente do feixe, somente as partículas do feixe com velocidade V=E/B vão conseguir passar pelo
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buraco, as outras vão ser desviadas e bater no anteparo. Vamos obter um feixe saindo do buraco com todas as
partículas com a mesma velocidade.
b) Se o campo elétrico for desligado, os elétrons vão sofrer apenas a força inicial magnética:
= ̂
e vão ser desviados paralelamente ao eixo z. Depois a força vai mudando de direção (mas o módulo é
constante), sempre se mantendo ortogonal à velocidade. A velocidade (e a força) se mantém com módulo
constante, porque a força magnética não realiza trabalho (não muda a energia cinética). A partícula vai
descrever um movimento circular uniforme de raio R. Da segunda lei de Newton aplicada ao movimento
circular obtemos para o raio da órbita:
= ⇒ = ⇒ =
Sabemos que para uma órbita circular de comprimento 2 sendo percorrida em MCU vale:
2 2 2 2
= ⇒ = = =
E/P27.33: Suponha que o campo magnético da Terra seja horizontal = (isso acontece nas regiões
próximas da linha do equador). Um fio reto de comprimento L e massa M, que transporta uma corrente , está
imerso nesse campo. Queremos que a força magnética no fio, devido ao campo da Terra, equilibre o peso do
fio e ele fique flutuando no espaço. Qual o valor da corrente e a direção do fio?
A força magnética em um fio reto em um campo magnético uniforme será dada por:
= × = ×
sendo um vetor orientado ao longo do fio, no mesmo sentido da corrente, e de módulo igual ao
comprimento do fio.
= × = ̂
y
Se você já se habituou à operação de produto vetorial, vai ver logo que deve (ou
× = 0, mas nesse caso a força magnética seria menor e a corrente no fio teria que ser maior). A Figura
mostra então a direção do fio e o sentido da corrente (seta verde). Nesse caso:
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= (− ) × = (− × ) = ̂
= ⇒ =
Como ≅ 50 = 50 × 10 vemos que essa corrente teria que ser gigantesca, o que torna esse
equilíbrio de difícil realização na prática. Utilizando um outro campo magnético mais intenso, gerado por um
imã ou solenóide, o experimento torna-se simples.
+ × = (− ̂ ). Então, deve ser negativo (para que esteja para cima), ou seja, a
corrente no fio deve estar no sentido negativo de y e e podem ter qualquer valor desde que =
+ e ≠ 0 (senão não haverá ). A posição do fio que vai exigir menor corrente é aquele em que
é máximo, ou seja, = e = 0 (nesse caso a força pode ser produzida com menor ).
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magnética no fio reto supere o peso do fio. Usando o referencial que adotamos na Figura obtemos:
= × = × (− ) = ( × (− )) = ̂
≤ ⇒ ≤
b) Suponha que tenha o menor valor aceitável calculado acima, que faz com que o peso e a força magnética
se equilibrem. Se a resistência R der um defeito e baixar subitamente para o valor < , a aceleração, para
cima, do fio reto nesse instante será?
= =
′= =
A corrente no fio vai aumentar, pois < . A força resultante no fio reto será vertical para cima de magnitude:
− = ′ − = − = −1
−
= = −1
Note que se a resistência mantém seu valor original = , o fio continua parado e o circuito fechado,
pois = 0. Quanto menor o valor de mais rapidamente o fio vai saltar e interromper a corrente. O fio vai
saltar, cair e fechar o circuito e então saltar de novo. O fio vai ficar saltando sem parar.
E/P27.43: No modelo de Bohr para o átomo de Hidrogênio o elétron orbita o próton em órbitas circulares
(MCU). No estado de mais baixa energia do átomo a velocidade do elétron possui módulo e o raio da órbita
é (≅ 0,5 Å).
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2 2
= ⇒ =
b) Se imaginarmos uma superfície interceptando essa órbita do elétron, a taxa (no tempo) com que carga
elétrica atravessa essa superfície é (a carga elétrica do elétron é – ):
= =
2
ou seja, a cada intervalo de tempo essa superfície é atravessada por uma carga de módulo . Essa corrente
terá o sentido oposto ao sentido do movimento do elétron, porque a carga do elétron é negativa. Ela circula
em uma espira circular (a própria órbita do elétron). A órbita do elétron é uma espira circular minúscula com
uma pequena corrente elétrica ≅ 1,1 mA. Essa espira produz um campo magnético minúsculo, um campo
dipolar.
c) O momento magnético orbital do átomo será o momento magnético dessa espira circular. O módulo do
momento magnético orbital é dado por:
= = = =
2 2
A Figura ao lado ilustra o vetor de acordo com a regra da mão direita: está
ortogonal ao plano da espira (curva verde, que é a trajetória do elétron) apontando
no sentido do polegar da mão direita, quando os outros dedos dessa mão circulam no
E/P27.44: Uma espira retangular em que circula uma corrente (sentido eixo
anti-horário) está mergulhada em um campo magnético uniforme. Considere
z
o referencial com o eixo x saindo ortogonalmente da página.
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(∆ paralelo à espira e no sentido da corrente) a força magnética nesse pedaço é dada por:
∆ = ∆ ×
= ∆ = ∆ × = ∆ × = ∆ × = 0× =0
Se você se lembrar da regra do paralelogramo para a soma de vetores e do fato de que uma espira é
uma curva fechada, vai entender logo porque a soma dos ∆ acima é nula. Note que o resultado só se aplica se
puder ser colocado em evidência no somatório, ou seja, se for uma constante no espaço (um campo
uniforme).
Mesmo já conhecendo esse resultado, vamos prová-lo explicitamente para essa espira, calculando as
quatro forças nos quatro lados da espira. Note que no nosso referencial =− .
= ×
Portanto:
= × = ( ) × (− )=0
Não há torque na espira porque o torque é tal que sempre tenta alinhar o momento magnético da espira com
o campo magnético. Se o momento magnético já estiver alinhado, o torque será nulo. Se o momento
magnético estiver diametralmente oposto ao campo magnético, como é o caso aqui, o torque também será
nulo, pois essa é uma posição de equilíbrio (instável) da espira. A posição alinhada é uma posição de equilíbrio
estável. Enfim, o torque = × possui módulo = sen( ) sendo o ângulo entre e . No presente
caso vale = 180° = rad e sen( ) = 0.
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Conforme nossa discussão anterior, sabemos que a força magnética na espira continua sendo nula.
Mas, vamos calculá-la explicitamente para mostrar esse resultado.
= ×
O momento magnético dessa espira agora é (decompondo a seta verde na Figura acima em suas componentes
x e y):
Portanto:
O torque está ao longo de +z, ou seja, vai fazer com que a espira gire no sentido anti-horário,
produzindo ao final o alinhamento de com ( = ). De fato, esse torque é um torque restaurador para a
posição de equilíbrio estável em = ( = 0). Ele vai fazer com que a espira descreva um movimento
pendular oscilatório em torno da posição = . Se houver algum atrito atuando na espira, ela vai parando de
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oscilar (oscilações amortecidas) até atingir a posição de equilíbrio estável em = , para a qual os vetores e
estão paralelos entre si. A posição = 0 ( = ) também é de equilíbrio, mas instável (qualquer peteleco e
a espira gira para o outro lado, com = ). O movimento de é basicamente o que você observa na agulha
de uma bússola.
E/P27.59: A Figura ao lado ilustra uma haste rígida condutora (em vermelho) que
z
transporta uma corrente (para baixo) e está mergulhada em um campo .
magnético uniforme horizontal, saindo ortogonalmente da página (esse é o
Na Figura podemos ver que a força magnética possui braço de alavanca igual a L/2 e, portanto, seu
=
2
O peso, por sua vez, possui braço de alavanca /2 cos ( ) e seu torque é:
= cos( ) (− )
2
Portanto, se chamarmos a força de apoio na haste no ponto de e o torque dessa força ao longo
de x de , a condição de equilíbrio rotacional para a haste é:
+ + =0
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Note que a força empurra a extremidade da haste para a esquerda e produz, portanto, um torque
ao longo de +x, assim como a força . Se = 0, então, a condição de equilíbrio é + = 0 (dois torques
opostos que se anulam). Se ligamos a corrente, a força puxa a haste e a força diminui, assim como . Se
aumentamos a corrente, chega uma hora em que se anula, a haste perde o apoio no ponto e a haste fica
na iminência de girar no sentido anti-horário. Para determinar esse valor fazemos = 0 na equação de
equilíbrio dos torques:
cos( )
+ + = + =0⇒ − cos( ) = 0 ⇒ =
2 2
Esse é o valor da corrente que anula a força de contato em , ou seja, é a corrente máxima ( ) que
ainda mantém a haste fechando o circuito em , mas na iminência de abrir esse contato. Se a corrente
aumentar além desse valor, a haste vai ganhar aceleração angular ao longo de x e o contato em vai abrir.
Nesse instante a corrente vai a zero, a força magnética se anula e a haste cai, fechando de novo o contato em
. A haste ficará oscilando, abrindo e fechando o contato em .
para os quais a força magnética pode ser calculada sem muita dificuldade:
−2 −2
= = × = (− ) × (− ̂ ) =
2 2
Na parte curva do fio (3) teremos que fazer uma integral. A Figura ao lado mostra um x
pequeno segmento de fio curvo de comprimento (setinha preta) sofrendo a força
magnética infinitesimal (em azul). Note que existe sempre um outro (em amarelo)
cuja componente y se anula com a componente y do primeiro. Portanto, fica claro que a força magnética no
segmento curvo está ao longo de x e é dada por:
= = = cos( )
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= cos( )
Notamos agora que é o comprimento de um pequeno arco de círculo, dado por: = e que o ângulo
deve varrer o intervalo crescente – /2, /2 para que todo o arco de círculo seja percorrido. Finalmente:
/
/
= cos( ) = sen( ) – / =2
– /
−2
= + + = 2 +2 =
2
Concluindo, a força no fio é a mesma que haveria se o fio fosse simplesmente reto (ao longo de -y) de
comprimento . A curva que o fio fez é irrelevante para a força magnética no fio.
Esse resultado continuaria sendo verdadeiro qualquer que fosse a curva que o fio descrevesse dentro
da região com campo magnético uniforme. Isso é verdade porque:
= = × = × = ∆ ×
= ∆ ×
sendo ∆ o vetor que conecta as duas pontas do fio, conforme a Figura ao lado. Para uma
∆
espira, por exemplo, vale ∆ = 0 e = 0.
no campo . Note que isso seria verdade qualquer que fosse a forma do fio, desde que com as mesmas
extremidades consideradas aqui. Portanto, a força magnética nesse fio é:
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= ∆ × = (– ) × (− ̂ ) =
Note que essa solução já fornece a força resultante no fio, sem a necessidade de decompor o fio em três
partes e calcular = + + .
E/P27.63: Um campo magnético uniforme exerce torque sobre uma espira circular. Sabemos que esse
torque é dado por:
= ×
é a corrente que circula na espira e é o vetor área, que para espiras planas tem uma interpretação simples:
= , sendo o módulo de ( ) a área delimitada pela espira e a direção normal ao plano que contém a
espira, com sentido dado pela regra da mão direita: circulando com os dedos das
mão direita no sentido da corrente, o polegar vai apontar no sentido de . A
Figura ao lado ilustra o vetor = para uma espira circular de raio com
a corrente no sentido indicado.
= × = ×
A Figura ao lado ilustra esse torque. Note que o torque sempre produz um giro no
= sen( )
= ′ = (3 ) = 9
A magnitude do torque passa a ser:
= sen( ) = 9 sen( ) = 9
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E/P27.72: A Figura ao lado ilustra uma haste rígida (em amarelo) que pode
deslizar sem atrito em um trilho condutor com a forma de U. Uma fonte
externa (não mostrada) mantém uma corrente constante no circuito fechado
= × = × ̂=
Da cinemática com aceleração constante ( ( ) = + ), concluímos que a velocidade da haste vai crescer
de acordo com a equação horária (supondo que a haste parta do repouso em t=0):
( )=
b) A posição x(t) da haste será dada por (supondo que ela parta de = 0):
1 1
( )= + + =
2 2
Para atingir uma velocidade de módulo a haste demorará o tempo dado por:
= ⇒ =
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E/P27.81: A Figura ao lado ilustra uma espira quadrada de lado L, onde circula uma 2
( , )= ( + ̂)
4
z .
calcule a força magnética resultante na espira. Suponha que o vértice esquerdo inferior x
da espira esteja na origem do sistema de coordenadas xyz. A espira está no plano xy (plano z=0).
a) Ilustramos ao lado algumas setas do campo magnético no plano yz. O campo cresce com o crescimento de z
e de y. A espira, em azul, está deitada no plano xy. No gráfico
z z
ao lado ilustramos as linhas “de força” de : linhas
de acordo com a enumeração dos lados da espira que adotamos na Figura. Note que a espira está deitada no
plano xy, que é o plano z=0 e que, portanto, o campo magnético na espira é:
( = 0, ) = ̂
No lado 4 vale y=0 e, portanto, o campo magnético é nulo sobre esse lado. Então não há força: =0.
No lado 2 vale y=L, e, portanto, sobre esse lado o campo é uniforme e vale:
( = 0, = )= ̂= ̂
Então:
= × = × ̂= (− )
No lado 1 a coordenada y varia desde y=0 até y=L e, portanto, o campo magnético, que depende de y, varia ao
longo desse segmento de fio. Para calcular a força nesse fio devemos fazer uma integral (com = ):
= ×
Mas, antes de sair calculando essa força, dá para ver que como as correntes nos fios 1 e 3 são opostas e que
como não depende de x, as forças nos fios 1 e 3 serão de mesma magnitude, mas opostas. Essas duas forças
vão se cancelar e, portanto, a força na espira será:
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20
= + + + = = (− )
= × = × ̂= = =
2 2
Vamos calcular agora . Note que nesse fio vale = com y variando de y=L até y=0. Notamos que há
adotar no fio 3 =− , desde que entendamos que nessa expressão é positivo, ou seja, desde que
integremos nesse fio com y variando desde 0 até L, como fizemos no fio 1. Enfim:
= × = × ̂= = − =−
2 2
ou:
= × = (− )× ̂=− =− =−
2 2
todos os pontos da espira quadrada, então a força magnética nessa espira seria nula. Nesse caso, além de
Você deve usar a regra da mão direita para a força magnética × nos três lados da espira onde
há força magnética, considerando que está ao longo de +z, e se convencer de que os sentidos das forças
indicados na Figura anterior (que foram obtidos algebricamente) estão corretos.
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