INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO - IEDI
COORDENAÇÃO DO CURSO DE AGRONOMIA
DISCIPLINA: AGROECOLOGIA E AGRICULTURA ORGÂNICA
PROF
SAFs – SISTEMAS AGROFLORESTAIS
ALUNOS:.
BOA VISTA
2022
O QUE É SAFs?
• SISTEMAS AGROFLORESTAIS; FONTE: WRI BRASIL
• Também chamado de Agrossilvicultura ou Agrofloresta;
• Sistemas produtivos que se baseiam na sucessão ecológica;
• O sistema é análogo aos ecossistemas naturais;
• Sempre com alta diversidade de espécies e interações entre elas;
• Integrando espécies de ciclo curto, espécies secundárias e espécies clímax/primárias.
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O QUE É SAFs DO PONTO DE VISTA TÉCNICO?
• “Sistema agroflorestal é o nome coletivo para sistemas de uso da terra e tecnologias em
que plantas lenhosas perenes (árvores, arbustos, palmeiras, bambus, etc.) são
intencionalmente usadas na mesma unidade de manejo de culturas agrícolas e/ou
animais, ambas na forma de arranjos especiais ou sequências temporais. Nos sistemas
agroflorestais existem interações ecológicas e econômicas entre os diferentes
componentes” Nair (1984).
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O QUE É SAFs DO PONTO DE VISTA TÉCNICO?
• Os SAFs envolvem princípios de uso da terra com o objetivo de otimizar tanto a
produção agrícola quanto a florestal por meio da garantia de rendimento sustentado,
baseado em práticas agroflorestais que envolvem a presença de árvores, interação
positiva entre os componentes (florestais, frutíferas, culturas anuais, animais etc.),
consideração dos processos de sucessão ecológica, eficiência na ciclagem de nutrientes
e no uso dos recursos naturais, presença de espécies fixadoras de nitrogênio, cobertura
de solo e da biodiversidade (ALVES et al, 2015).
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DE ONDE VEM?
• O sistema origina-se das civilizações antigas;
• Praticado em todo o planeta, inclusive na América pré-colombiana;
• Porém o termo “AGROFLORESTA” surgiu em meados de 1977, no Centro Internacional
de Pesquisa Agroflorestal – International Center for Research in Agroforestry (ICRAF),
após pesquisas relacionadas ao assunto;
• ICRAF - Nairóbi, Quênia. Porém hoje temos centros espalhados por todo o mundo,
inclusive no Brasil, afim de difundir o sistema pelo mundo.
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FONTE: ICRAF 6
SAFs NO BRASIL
• Praticada a séculos pelos povos originários, principalmente na Amazônia;
• Passou a ser tratado como ciência e um método produtivo/alternativo à partir da
difusão das ideias do ICRAF na década de 70;
• Amplamente utilizado pela agricultura familiar, ribeirinhos, indígenas e quilombolas;
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SAFs NO BRASIL
• Antes da revolução verde, era muito comum ver esses sistemas nas tradicionais “roças”
por todo o país;
• Hoje pouco difundido em larga escala, porém tem despertado interesse em produtores
brasileiros para aprimorar esse sistema promissor e sustentável.
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FONTE: RURALTECTV 9
SAFs NO BRASIL – ERNST GÖSTSCH
• O principal precursor, um suíço que mora na Bahia;
• Conhecido pela frase “Água se planta”;
• Chegou ao Brasil na década de 80, afim de colocar seus planos de recuperar uma área
degrada em prática;
• Área de pouco mais de 500ha, onde produz em apenas 5ha, deixando o resto como uma
reserva particular, de onde ele tira alimento para família e matéria prima para quase
tudo.
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FONTE: AGENDA GÖTSCH 11
QUAIS AS VANTAGENS DOS SAFs
Melhoria das propriedades químicas, físicas e Produção sem uso de adubos químicos;
biológicas do solo;
Controle da erosão do solo; Melhoria de controle fitossanitário;
Conservação de água; Proporciona bem estar e qualidade de vida;
Eficiência na ocupação do espaço; Menor incidência de pragas e doenças;
Aumento da biodiversidade; Melhor distribuição de renda ao longo do ano;
Sequestro de carbono e Ciclagem de nutrientes; Consorciação de espécies;
Diversificação de produtos e/ou serviços; Redução de gastos com insumos comerciais.
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E AS DESVANTAGENS?
Manejo mais complexo do que de culturas anuais ou Dificuldade de mecanização e Danos mecânicos
de ciclo curto; durante a colheita se não planejado para esse
objetivo;
Custo de implantação e monitoramento mais elevado Baixo acesso ou existência de linhas de créditos e
se comparado ao monocultivo; políticas públicas específicas para esse tipo de
sistema produtivo;
Muitos produtos têm mercados limitados; Geralmente as despesas são maiores que as receitas
nos primeiros meses de estabelecimento do sistema;
Conhecimento limitado de agricultores e técnicos; Maior competição entre os componentes vegetais se
mal dimensionado;
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COMO INCIAR
• Reconheça o potencial do local e da comunidade. É importante que você escolha as
espécies conhecidas, com as quais já se possui alguma familiaridade;
• Escolha diferentes espécies e famílias para cultivar. Aumentar a biodiversidade é
importante, pois somente assim você encontrará o equilíbrio que precisa;
FONTE: INOCAS
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COMO INCIAR
• Combine plantas companheiras, benéficas e com potencial repelente, que possam ser
utilizadas para a fabricação de inseticidas ou fungicidas naturais;
• Inicie a sua consorciação. As plantas a serem consorciadas devem ser escolhidas pelos
seguintes fatores: tamanho e porte, tolerância à sombra, exigências de um solo mais
fértil ou menos fértil e afinidade com os cultivos vizinhos. Faça um planejamento de
consorciação, buscando a sucessão e estratificação da agrofloresta.
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ESPÉCIES CLÍMAX/PRIMÁRIAS
ESPÉCIES SECUNDÁRIAS (I, II e III)
PLACENTA (CICLO CURTO)
FONTE: HRAMOS - UFPA
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EXEMPLOS DE CONSÓRCIO
FONTE: [Link] 17
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QUAIS OS TIPOS DE SAFs?
• Agrossilvicultural: Arranjo com cultivos de plantas anuais e árvores;
• Agrossilvipastoril: Arranjo com presença de árvores, cultivos de plantas e
presença de animais;
• Silvipastoril: pastagens com animais, arranjados com árvores.
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RESULTADOS ESPERADOS EM 2 ANOS
• As primeiras receitas, ainda no primeiro ano, são provenientes das espécies anuais
(feijão, arroz, milho), hortaliças, adubos verdes (feijão-de-porco, guandu, crotalária,) e
espécies semi-perenes (mandioca, abacaxi, banana, mamão), podendo ser
comercializadas nos primeiros 3 anos, em média. A produtividade das culturas anuais e
semi-perenes diminui à medida que ocorre o aumento do sombreamento e competição
com as espécies lenhosas.
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RESULTADOS ESPERADOS EM 10 ANOS
• Nesta fase os SAFs atingem boa maturidade, as espécies frutíferas iniciaram sua fase
produtiva a partir do quarto ano e já atingiram sua estabilidade produtiva aos 10 anos.
As espécies madeiráveis podem ser colhidas entre os 6 e 10 anos para fornecer energia
(Eucalipto, por exemplo). Esta fase apresenta uma redução na demanda de mão-de-obra
devido a menor intensidade nas atividades de manutenção das espécies frutíferas e
madeiráveis.
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FONTE: IPOEMA
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[Link]
24
[Link]
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CONCLUSÃO
• São sistemas rentáveis, porém de difícil implantação;
• Demanda muito estudo e absorção de conhecimento para o correto
funcionamento da engrenagem;
• É um sistema altamente ecológico e produtivo, garante segurança alimentar e
ambiental;
• Pode ser o método produtivo do futuro.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• ALVES, F. V., LAURA, V. A., ALMEIDA, R. G. Sistemas agroflorestais: A agropecuária sustentável. -- Brasília: Embrapa. 2015.
• DANTAS, M. Aspectos ambientais dos sistemas agroflorestais. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE ECOSSISTEMAS
AGROFLORESTAIS, I. Porto Velho. Anais..., Colombo: EMBRAPA-CNPF, 1994. p.433-453. (Documentos, 27). 1994.
• ENGELS, V.L. Introdução aos Sistemas Agroflorestais. FEPAF, Botucatu, 70 p. 1999.
• MACIEL, H.L. Arranjos Agroflorestais no Contexto da Agroecologia – O Caso dos Agricultores do Assentamento
Agroextrativista do Maracá, Médio Rio Preto, Município do Mazagão – Amapá. Dissertação (Mestrado) – Universidade
Federal Do Amapá. 2014.
• STEENBOCK, W; SEOANE, C. E, FROUFE, L. C. M. Agrofloresta, ecologia e sociedade. Curitiba: Kairós. 2013.
• RAMOS, H. M. N; MATOS, G. C. B. Sistemas Agroflorestais – Rochagem e remineralização de solos. Belém – PA 2020.
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