DPOC
DPOC
Questão 1
Mulher de 65 anos, ex-tabagista, com diagnóstico de DPOC moderada, usa broncodilatador de longa duração de forma
regular. Apresentou três exacerbações no último ano, duas delas exigindo antibiótico. A contagem de eosinó los é de 320
células/µL. Qual é a conduta adicional mais adequada neste cenário?
Questão 2
Qual é a conduta inicial recomendada para pacientes que apresentam exacerbações graves de DPOC com saturação
de oxigênio < 90%?
Questão 3
Mulher, 68 anos de idade, tabagista 75 anos-maço, apresenta dispneia e tosse há 2 anos. Fez espirometria, que mostrou
VEF1 de 60% do predito e relação VEF1/VFC de 0,65. Apresentou um episódio de exacerbação da dispneia, com
necessidade de internação hospitalar, uso de broncodilatadores e antibiótico há 4 meses.
A terapia ambulatorial ideal é
E umeclidínio/vilanterol, diariamente.
Questão 4
Homem de 68 anos apresenta-se para uma consulta de seguimento de rotina na UBS/Estratégia de Saúde da Família. Ele
tem Doença Pulmonar Ostrutiva Crônica (DPOC) diagnosticado, há oito anos, e tabagismo de 35 maços-ano, tendo
cessado o consumo de tabaco há cinco anos. Atualmente, a terapêutica consiste de tiotrópio e salmeterol (LAMA + LABA),
ao qual demonstra boa adesão. Apesar da terapêutica correta, o paciente relata dispneia persistente que impacta
signi cativamente a sua qualidade de vida. A pontuação na escala de dispneia do Modi ed Medical Research Council
(mMRC) é de 3. Essa limitação afeta a sua capacidade de realizar tarefas domésticas e atividades de lazer. No último ano,
ele teve uma exacerbação moderada, que foi gerida em ambulatório com um ciclo de corticosteroide e antibioterapia orais.
Os resultados laboratoriais recentes são notáveis por contagem sérica de eosinó los de 96 células/mm³. O paciente reside
numa região caracterizada por invernos frios e verões quentes e úmidos, com alertas esporádicos sobre a qualidade do ar
devido a incêndios florestais em áreas vizinhas.
A partir do quadro clínico apresentado, é correto afirmar que a conduta de escolha é
A aconselhá-lo sobre a manutenção de temperaturas interiores acima de 16 °C, durante o inverno, e em espaços
de dormir abaixo de 28 °C durante as ondas de calor de verão.
B agendar um teste de espirometria pré-broncodilatador, na sua próxima visita, para avaliar com maior precisão o
seu nível atual de obstrução do fluxo aéreo e, assim, guiar-se pela gravidade da DPOC.
C administrar a vacina pneumocócica polissacarídica PPSV23 e aconselhá-lo a receber a vacina conjugada PCV13
um ano depois.
D escalonar o seu tratamento atual para uma terapia tripla em um único inalador (LAMA/LABA + corticoide
inalatório) com o objetivo de reduzir o risco de futuras exacerbações.
E encaminhá-lo para um programa abrangente de reabilitação pulmonar para melhorar a tolerância ao exercício e
reduzir os sintomas de dispneia.
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Questão 5
B enfisema pulmonar associado a bronquite crônica e gasometria arterial em repouso sem uso de oxigênio.
C superposição DPOC- brose pulmonar e prova de função pulmonar completa com teste de difusão de monóxido
de carbono.
D doença intersticial fibrosante - fibrose pulmonar idiopática e teste de caminhada de seis minutos.
Questão 6
Homem, 68 anos de idade, fumante atual (45 anos-maço), tem diagnóstico d e DPOC. Começou a apresentar dispneia
progressiva aos esforços, piora da tosse e aumento do volume de escarro. Iniciou uso de formoterol 12 mcg associado a
budesonida 400 mcg a cada 12 horas via inalatória, sem melhora do quadro após 3 meses. Exame físico: corado e
hidratado, FR = 14 irpm, SpO₂ 92% em repouso; ausculta pulmonar com sons pulmonares reduzidos e sem ruídos
adventícios; sem outras alterações. Solicitada espirometria, cujo resultado está representado na tabela.
Qual é a conduta farmacológica mais adequada? (LABA = agonistas beta2-adrenérgicos de longa duração; LAMA =
broncodilatadores antagonistas muscarínicos de longa duração)
A Trocar os medicamentos inalatórios para uma associação LAMA/LABA e associar salbutamol de alívio.
C Trocar os medicamentos para uma associação de terapia tripla inalatória (LAMA/LABA/ corticoide) e associar
oxigenoterapia domiciliar.
D Trocar os medicamentos inalatórios para uma associação LAMA/LABA e associar oxigenoterapia domiciliar.
Questão 7
B A DPOC é uma doença frequente, prevenível e tratável. É heterogênea em sua apresentação clínica e evolução e
caracterizada por obstrução ao fluxo de ar, persistente e geralmente progressiva.
C O aumento de α-1-antitripsina (AAT) é uma doença hereditária associada a altos níveis da proteína AAT, o que
pode levar ao desenvolvimento de enfisema precoce.
E Parar de fumar aumenta a sobrevida, reduz a mortalidade, mas não retarda a progressão da doença.
C o uso contínuo de broncodilatadores de longa ação melhora a função pulmonar e reduz exacerbações.
E a vacinação contra gripe e pneumonia é uma estratégia essencial para reduzir complicações respiratórias.
Paciente com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) apresenta dispneia e sibilância ao esforço. Qual é o tratamento
de escolha para manejo sintomático?
A Oxigenoterapia contínua.
D Antibióticos profiláticos.
Um paciente com DPOC avançada apresenta dispneia aos mínimos esforços. Qual é o tratamento indicado para prolongar
a sobrevida em pacientes com hipoxemia crônica?
C Corticoides inalatórios.
D Antibióticos profiláticos.
Um paciente de 65 anos, com histórico de tabagismo por 40 anos (60 maços-ano), apresentase com dispneia progressiva
aos esforços e tosse produtiva crônica. Ele relata piora da falta de ar nos últimos meses, com episódios frequentes de
bronquite. No exame físico, observa-se tórax em barril e ausculta pulmonar com roncos e sibilos difusos. Foi realizada
espirometria e exames laboratoriais. Os resultados foram os seguintes:
- Espirometria pós-broncodilatador: VEF1/CVF = 55%; VEF1 = 40% do previsto
- Hemograma: Hb 17,8 g/dL; Leucócitos 9.200/mm³; Plaquetas 250.000/mm³
- Gasometria arterial: pH 7,38; PaCO₂ 48 mmHg; PaO₂ 58 mmHg; HCO₃⁻ 29 mEq/L
- Classificação da dispneia (mMRC): grau 3 (dispneia ao caminhar menos de 100 metros)
Com base nos achados clínicos, espirométricos e laboratoriais, e considerando o diagnóstico e tratamento da Doença
Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), assinale a afirmativa correta:
A O valor de VEF1 de 40% do previsto classi ca o paciente na categoria GOLD 2 (moderada) de gravidade da
DPOC.
C A espirometria pós-broncodilatador com VEF1/CVF < 70% con rma o diagnóstico de DPOC, mesmo em
pacientes sem sintomas significativos.
D A policitemia observada no hemograma está relacionada ao uso crônico de corticoides no tratamento da DPOC.
E O tratamento farmacológico inicial deve incluir corticosteroides orais de longa duração para controle da
inflamação brônquica.
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Questão 12 Terapia farmacológica Broncodilatadores Classificação
A base do tratamento medicamentoso da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica são os broncodilatadores por via inalatória,
sendo:
Questão 13 Indicações de Ventilação Mecânica Ventilação Não Invasiva VNI Aplicação Clínica
Homem, de 71 anos de idade, com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), foi admitido na unidade de
emergência por desconforto respiratório. Estava com baixa saturação de oxigênio (O₂), sendo iniciado aporte de O₂ por
máscara não-reinalante a 15L/min. Horas após, evoluiu com rebaixamento do nível de consciência. Ao exame, apresenta
frequência cardíaca de 102bpm, pressão arterial de 110x80mmHg, frequência respiratória de 8irpm e escala de coma de
Glasgow de 9 (abertura ocular: 2 / resposta verbal: 3 / resposta motora: 4), com pupilas isocóricas e fotorreagentes. Sem
dé cits focais ou outras alterações ao exame. Neste contexto, foi realizada a gasometria arterial que pode ser vista na
tabela a seguir: Qual é a primeira conduta que deve ser adotada neste momento?
Aqui está a tabela transcrita a partir da imagem que você enviou:
GASOMETRIA ARTERIAL RESULTADO VALOR DE REFERÊNCIA
pH 7,20 7,35 - 7,45
PO₂ 85 mmHg 80 - 100 mmHg
PCO₂ 80 mmHg 35 - 45 mmHg
HCO₃ 27 mEq/L 22 - 26 mEq/L
SatO₂ 97% 95 - 97%
Na 143 mEq/L 135 - 145 mEq/L
K 4,5 mEq/L 3,5 - 5,5 mEq/L
D Solicitar um eletroencefalograma.
Questão 14 Broncodilatadores
Mulher, 63 anos, tabagista com carga tabágica de 65 maços-ano, refere dispneia ao caminhar 100 metros no plano, tendo
sido hospitalizada uma vez há dois anos por piora da dispneia. Sua espirometria mostrou VEF1 de 45% do previsto pré-
broncodilatador e 55% pós-broncodilatador. Qual é a primeira linha de tratamento medicamentoso?
A Beta-agonista de longa duração associado a corticosteroide inalatório.
Um homem de 58 anos, fumante há 40 anos, apresenta tosse crônica com produção de escarro e episódios recorrentes de
dispneia. Radiogra a de tórax indica en sema pulmonar. Qual seria a estratégia de manejo mais apropriada para melhorar
sua qualidade de vida e função pulmonar?
A Agendar uma cirurgia de redução de volume pulmonar, considerando a gravidade do en sema e o histórico de
tabagismo do paciente.
B Prescrever corticosteroides orais em longo prazo para reduzir a in amação pulmonar crônica e melhorar a
capacidade respiratória.
D Realizar transplante pulmonar, dada a idade do paciente e o avançado estágio de en sema demonstrado nas
imagens radiográficas.
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Atualmente dispomos de diversos medicamentos para o manejo da asma e da doença pulmonar obstrutiva crônica, com
mecanismos de ação e duração de ação variados. Relacione os medicamentos usados para essas condições na coluna da
esquerda com seus respectivos mecanismos e/ou duração de ação: A sequência correta é:
MEDICAMENTO
Fenoterol
Formoterol LABA
Propionato de Fluticasona
Montelucaste de sódio
Tiotrópio
NEOPLASIA
( ) beta-2 agonista de curta ação
( ) beta-agonista de ação longa
( ) corticoide inalatório
( ) antagonista dos leucotrienos
( ) antimuscarínico de ação longa
A 1, 2, 3, 4 e 5
B 2, 4, 3, 5 e 1
C 5, 4, 3, 2 e 1
D 4, 5, 1, 3 e 2
E 4, 2, 1, 5 e 3.
Assinale a alternativa que apresenta o exame padrão ouro para o diagnóstico das obstruções respiratórias.
A Tomografia computadorizada.
B Endoscopia.
C Ressonância magnética.
D Radiografia simples.
Sobre a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e sua exacerbação, considere as seguintes afirmativas.
I. Doença pulmonar obstrutiva crônica é uma condição clínica caracterizada por limitação ao fluxo de ar.
II. A exacerbação aguda da doença pulmonar obstrutiva crônica é um diagnóstico clínico baseado em alterações
relacionadas à dispneia, tosse e expectoração.
III. Trata-se de uma situação incomum nos sistemas de atendimento médico; por isso, não causa nenhum tipo de impacto
na estrutura de saúde.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s):
A Apenas I.
B Apenas III.
C Apenas I e II.
D Apenas II e III.
Questão 19 Espirométrica
Homem de 55 anos procura atendimento em unidade básica de saúde (UBS) para renovar prescrição de losartana. Durante
a consulta, relata dispneia aos esforços físicos moderados. Além disso, refere tosse pouco produtiva há alguns anos, o que
atribui ao uso de 20 cigarros por dia há 20 anos. Radiogra a do tórax revela alargamento dos espaços intercostais, sem
outras alterações. Espirometria apresenta os seguintes resultados:
Diante dos achados, define-se doença pulmonar obstrutiva crônica.
Nesse caso, de acordo com os critérios GOLD, a doença do paciente pode ser funcionalmente classificada em
A estágio 1
B estágio 2
C estágio 3
D estágio 4
Questão 20 Farmacológico
Homem de 67 anos, com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica há 10 anos e tabagismo há 50 anos, é levado a
unidade de pronto atendimento com desconforto respiratório, tosse e confusão mental há 2 horas. Familiar relata que, nos
últimos 5 dias, houve piora progressiva da dispneia e aumento do volume de expectoração, além de mudança no aspecto
dessa secreção, que passou de amarelo claro para verde escuro. Ao exame físico, encontra-se torporoso, com
extremidades cianóticas e com sibilos e estertores difusos em todos os campos pulmonares.
Considerando a situação apresentada, a condução clínica desse paciente deve incluir, obrigatoriamente corticoterapia
Sobre a farmacoterapia preconizada para DPOC, segundo a diretriz publicada em 2024 da Global Initiative for Chronic
Obstructive Lung Disease (GOLD), considere as sentenças abaixo:
I - A combinação de broncodilatadores de longa ação (agonistas beta-2 de ação longa e
antagonistas muscarínicos de longa ação) só deve ser utilizada em pacientes com exacerbações frequentes, pois não há
evidências de benefícios sintomáticos em pacientes sem histórico de exacerbações.
II - O uso indiscriminado de corticosteroides inalatórios pode aumentar o risco de pneumonia, sendo contraindicado em
alguns perfis de pacientes, como aqueles que possuem taxa de eosinófilos < 100 células/μL.
III - Em pacientes com hipercapnia crônica persistente e exacerbações frequentes, o uso de inibidores da fosfodiesterase-
4, como a teriflunomida, pode ser uma opção terapêutica quando há evidência de bronquite crônica e um VEF1 < 50%.
Assinale a alternativa que indica as sentenças CORRETAS.
Questão 22 Farmacológico
Um paciente de 58 anos de idade, com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), foi levado ao pronto-
socorro com dispneia intensa, tosse produtiva com expectoração purulenta e febre há dois dias. Ao exame físico,
apresentou PA = 130 mmHg X 80 mmHg, FC = 112 bpm, FR = 26 irpm e SatO2 = 88% em ar ambiente. A ausculta
pulmonar revelou murmúrio vesicular reduzido difusamente e roncos. Nesse caso clínico, após a suplementação de
oxigênio, a principal conduta terapêutica consiste em
Questão 23 Farmacológico
Um homem de 68 anos, com histórico de DPOC classi cada como GOLD 3 e carga tabágica de 40 maços-ano,
busca atendimento médico devido ao aumento de sua dispneia nos últimos três dias. Ele relata tosse produtiva
com expectoração amarelada e febre baixa (37,8°C), além de fadiga. O paciente informa uso regular de broncodilatadores
de longa duração, porém os sintomas não melhoraram com a utilização de broncodilatadores de curta duração. Exames
complementares: Gases Arteriais: pH 7,35; PaCO2 48 mmHg (normal, referência: 35–45 mmHg); PaO2 58 mmHg
(referência: 75–100 mmHg). Hemograma: 12.000/mm³ (referência:4.000–10.000/mm³), radiogra a de tórax:
hiperinsuflação pulmonar, sem consolidações ou sinais de pneumonia.
Dado o quadro clínico e os achados laboratoriais, qual é o manejo inicial mais apropriado para esse paciente?
A Manter apenas oxigenoterapia e liberar o paciente para o domicílio.
Paciente, 56 anos de idade, feminino, aposentada, queixa de dispneia e tosse produtiva há muito tempo. Relata piora da
dispneia e sensação de abafamento torácico há 8 dias e da tosse produtiva (escarro mucoide) há 30 dias. Negou queixas
de outros sistemas. Negou antecedente de doença pulmonar pessoal ou familiar. A paciente é tabagista 40a/maço e traz
espirometria realizada há 6 meses com laudo de distúrbio ventilatório obstrutivo moderado e prova broncodilatadores
negativa. Ao exame físico observou-se murmúrio vesicular diminuído e roncos discretos inspiratórios e expiratórios,
ausência de outros achados pertinentes. Sinais vitais: frequência respiratória = 22 ipm, FC = 85 bom, PA = 128/84 mmHg,
oximetria de pulso em ar ambiente = 94%. Relata uso tiotrópio e formoterol há 6 meses. Qual é o diagnóstico dessa
paciente?
Paciente, 56 anos de idade, feminino, aposentada, queixa de dispneia e tosse produtiva há muito tempo. Relata piora da
dispneia e sensação de abafamento torácico há 8 dias e da tosse produtiva (escarro mucoide) há 30 dias. Negou queixas
de outros sistemas. Negou antecedente de doença pulmonar pessoal ou familiar. A paciente é tabagista 40a/maço e traz
espirometria realizada há 6 meses com laudo de distúrbio ventilatório obstrutivo moderado e prova broncodilatadores
negativa. Ao exame físico observou-se murmúrio vesicular diminuído e roncos discretos inspiratórios e expiratórios,
ausência de outros achados pertinentes. Sinais vitais: frequência respiratória = 22 ipm, FC = 85 bom, PA = 128/84 mmHg,
oximetria de pulso em ar ambiente = 94%. Relata uso tiotrópio e formoterol há 6 meses. Qual conduta médica deve ser
orientada para essa paciente?
A Suspender a medicação em uso, orientar parar de fumar e iniciar corticoide inalatório por 7 dias.
B Suspender a medicação em uso, orientar parar de fumar posteriormente, iniciar β2 agonista de curta ação
inalatório por 7 dias.
C Manter a medicação em uso, orientar parar de fumar, adicionar corticoide inalatório por 7 dias.
D Manter a medicação em uso, orientar parar de fumar, adicionar β2 agonista de curta ação inalatório por 7 dias.
B Diferencia o padrão obstrutivo do padrão restritivo, com base no comportamento dos volumes.
C Avalia a capacidade vital forçada (CVF) e o volume expiratório forçado no 1º segundo (VEF1).
Homem, 62 anos de idade, está em seguimento ambulatorial para investigação de dispneia que se iniciou há dois anos.
Refere dispneia aos esforços habituais, como caminhar no plano, tendo que parar algumas vezes para recuperar o fôlego, a
qual vem acompanhada de tosse seca intermitente. Além disso, notou o surgimento de edema de membros inferiores nos
últimos dois meses. Nega dispneia paroxística noturna, ortopneia, expectoração ou outros sintomas. Tem história prévia de
obesidade grau 1 (IMC: 32,3kg/m²) e hipertensão arterial sistêmica, estando em uso de enalapril 10mg duas vezes ao dia.
Além disso, relatou ter sido tabagista, com carga tabágica estimada de 70 maços/ano, tendo parado de fumar há dois
meses. Ao exame, apresentava discreta estase de jugulares a 45°, redução global do murmúrio vesicular à ausculta torácica
e edema em pés, tornozelos e pernas bilateralmente, indolor, com sinal de Godet (cacifo) positivo e sem alterações de
coloração ou temperatura da pele. Sem outras alterações. Foi solicitada uma espirometria e uma radiogra a de tórax para
investigação do quadro, cujos resultados podem ser vistos a seguir: Considerando os achados clínicos e espirométricos,
qual é o diagnóstico de base do paciente e a complicação que justifica o quadro clínico apresentado neste momento?
Um homem de 56 anos, tossidor crônico, tabagista de 60 maços/ano, procurou atendimento médico porque passou a
apresentar desconforto respiratório em repouso. Já faz uso de medicações inalatórias de forma adequada. Provavelmente
se bene ciará do uso contínuo de oxigênio domiciliar, cuja indicação ocorre com pressão arterial de O₂ e saturação de
oxigênio, respectivamente de:
A ≤ 55 mmHg e ≤ 90%.
D ≤ 60 mmHg e ≤90%.
E ≤ 59 mmHg e ≤ 89%.
Homem, 76 anos, em acompanhamento por DPOC há 8 anos; nega comorbidades. Refere piora progressiva da dispneia
(de pequenos esforços para dispneia em repouso) há 2 semanas, sem piora da tosse ou do aspecto da expectoração. Nega
dor torácica, hemoptise, piora súbita dos sintomas. Exame físico: BEG, corado, cianótico (++/4+). Murmúrio vesicular
siológico sem ruídos adventícios. Frequência respiratória: 28 [Link]. Ritmo cardíaco regular, com hiperfonese de B2, sem
sopros. FC: 98 bpm. PA: 110 x 80 mmHg. Edema de membros inferiores (3+/4+) bilateral, depressível e simétrico. Presença
de estase jugular a 45°. Qual é a medida indicada para o diagnóstico mais provável?
A Anticoagulação.
B Agente inotrópico.
C Vasodilatador pulmonar.
D Oxigenoterapia.
Uma mulher de 70 anos de idade, acometida por doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), em tratamento contínuo
com broncodilatador de longa duração, chegou ao pronto atendimento com quadro de dispneia progressiva, tosse
produtiva com expectoração purulenta e aumento da frequência respiratória. A gasometria arterial revela pH de 7,28, pCO₂
de 58 mmHg, HCO₃⁻ de 26 mEq/L e pO₂ de 50 mmHg em ar ambiente. Com base nessa situação hipotética, assinale a
alternativa que apresenta o diagnóstico acidobásico indicado e a conduta recomendada.
C acidose respiratória aguda sobreposta à crônica; iniciar ventilação não invasiva (VNI) e antibioticoterapia
A GOLD 2 B E. Uso inalatório contínuo: beta agonistas de longa duração, antimuscarínicos de longa duração e
corticoide
B GOLD 2 B. Uso inalatório contínuo: beta agonistas de longa duração e antimuscarínicos de longa duração
C GOLD 3 B E. Uso inalatório contínuo: beta agonistas de longa duração, antimuscarínicos de longa duração e
corticoide
D GOLD 3 B E. Uso inalatório contínuo: beta agonistas de longa duração e antimuscarínicos de longa duração
A Srª J.M.V., 80 anos, tabagista ativa (40 anos-maço), foi à Unidade Básica de Saúde buscando atendimento médico em
decorrência de quadro de tosse produtiva com secreção amarelada, dispneia em repouso e chieira torácica iniciada há 4
dias. Apresentou quadro semelhante há cerca de 30 dias e fez uso de antibiótico, mas não se recorda do nome. Refere
quadro crônico de tosse seca e dispneia aos esforços, mas com piora signi cativa desde o início do quadro atual. Ao
exame físico encontrava-se consciente e orientada, em bom estado geral, eupneica, acianótica, afebril, corada, hidratada;
FR 24 irpm; FC 96 bpm; PA 140x95 mmHg; SatO2 93% em ar ambiente; MV reduzido difusamente, com sibilos bilaterais.
Qual o diagnóstico e a conduta mais adequada?
A Pneumonia adquirida na comunidade; tratamento ambulatorial com azitromicina 500 mg/dia por 5 dias,
prednisona 40 mg/dia por 5 dias e salbutamol inalatório.
B Doença pulmonar obstrutiva crônica exacerbado; tratamento ambulatorial com levofloxacino 750 mg/dia por 5
dias, prednisona 40 mg/dia por 5 dias e salbutamol inalatório.
C Doença pulmonar obstrutiva crônica exacerbado; tratamento hospitalar com Cefepime endovenoso 3 g/dia por
5 dias, prednisona via oral 40 mg/dia e salbutamol inalatório.
D Doença pulmonar obstrutiva crônica exacerbado; tratamento domiciliar com amoxicilina 1,5 g/dia por 7 dias,
prednisona 40 mg/dia por 7 dias e salbutamol inalatório.
Essa questão possui comentário do professor no site 4000233570
Um fumante de longa data é encaminhado a você por um colega que já solicitou Testes de Função Pulmonar (TFPs). Após
analisar o resultado, assinale a alternativa que contém o diagnóstico:
* indica valor fora do IC 95%. Siglas: CVF – Capacidade Vital Forçada; VEF1 – Volume Expiratório Forçado no Primeiro
Segundo; CV - Capacidade Vital; CPT- Capacidade Pulmonar Total; VR – Volume Residual; CRF- Capacidade Residual
Funcional.
Questão 34 Vacinação
A A vacina para Herpes Zoster está recomendada para pacientes acima dos 50 anos.
C A vacina para Vírus Sincicial Respiratório (VSR) está recomendada para pacientes acima de 60 anos de idade.
D Os pacientes que recebem a vacina conjugada 13 ou 15 Valente não precisam mais receber a vacina
polissacarídica Pneumo 23.
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Qual a classi cação (grupo) atual da DPOC do paciente em questão segundo GOLD 2024 e qual o melhor
tratamento inalatório de manutenção a ser proposto?
A CI (ICS) + SABA.
C Metilxantinas + CI.
Homem, 63 anos de idade, procura atendimento ambulatorial por dispneia. Ele não tem antecedentes relevantes, mas
conta que, há 8 meses, começou a apresentar dispneia aos grandes esforços, mas conseguia realizar atividades habituais.
Há 2 meses, começou a interromper sua caminhada diária até a padaria por dispneia e tosse. Há 1 mês, teve crise de
dispneia e tosse produtiva, quando cou internado por 4 dias no pronto-socorro. Ele é tabagista com carga de 46 anos-
maço. Ao exame clínico, apresentou sinais vitais normais e sibilos expiratórios difusos, sem sinais de desconforto
respiratório e sem outras anormalidades. Os dados da prova de função pulmonar estão apresentados a seguir:
O hemograma identificou 320 eosinófilos/mm³, IgE 35 UI/mL (valor de referência < 100 UI/mL).
Assinale a alternativa correta sobre o diagnóstico e o tratamento do paciente neste momento.
Homem, 63 anos de idade, procura atendimento ambulatorial por dispneia. Ele não tem antecedentes relevantes, mas
conta que, há 8 meses, começou a apresentar dispneia aos grandes esforços, mas conseguia realizar atividades habituais.
Há 2 meses, começou a interromper sua caminhada diária até a padaria por dispneia e tosse. Há 1 mês, teve crise de
dispneia e tosse produtiva, quando cou internado por 4 dias no pronto-socorro. Ele é tabagista com carga de 46 anos-
maço. Ao exame clínico, apresentou sinais vitais normais e sibilos expiratórios difusos, sem sinais de desconforto
respiratório e sem outras anormalidades. Os dados da prova de função pulmonar estão apresentados a seguir:
O hemograma identificou 320 eosinófilos/mm³, IgE 35 UI/mL (valor de referência < 100 UI/mL).
O paciente não teve acesso aos medicamentos e, no mês seguinte, procurou o pronto-socorro com queixa de tosse
produtiva, expectoração amarelada e febre de 37,9 °C. Ao exame clínico, apresentou-se em regular estado geral, corado,
hidratado, dispneia com aumento do tempo expiratório. FC de 102 bpm, PA de 134x78 mmHg, FR de 23 ipm, saturação de
oxigênio 91%; ausculta torácica com murmúrios vesiculares reduzidos com roncos difusos, sem sinais de esforço
respiratório ou fadiga; ausculta cardíaca e abdome sem alterações. Foi coletada uma gasometria arterial com os seguintes
resultados: pH: 7,26; HCO₃⁻: 27 mEq/L; pCO₂: 61 mmHg; PaO₂: 59,8 mmHg; Sat. O₂: 91%. Optou-se por acoplar o paciente
em um dispositivo ventilatório apropriado ao seu manejo clínico neste momento. Assinale a alternativa que contempla os
parâmetros que devem ser utilizados para ventilação com este dispositivo.
A Pressão expiratória (cmH₂O): 6
Pressão inspiratória (cmH₂O): 14
FiO₂ (%): 21
Volume corrente (mL): -
Frequência respiratória (rpm): -
Fluxo (L/min):-
Um paciente do sexo masculino, 65 anos, com histórico de tabagismo de 40 maços/ano, apresenta tosse crôni- ca com
expectoração, dispneia progressiva e episódios frequentes de infecções respiratórias. Ele também relata cansaço e perda
de peso nos últimos meses. Diante do quadro clínico, qual exame é indicado para con rmar o diagnóstico de doença
pulmonar obstrutiva crônica?
A Espirometria.
B Radiografia de tórax.
C Gasometria arterial.
E Eletrocardiograma.
Homem de 65 anos, portador de DPOC, queixa-se de dispneia aos moderados esforços há 1 ano. Durante avaliação,
apresentou VEF 1 de 72%, mMRC de 1 e eosinó los plasmáticos de 330 células/μL. No último ano, teve dois episódios de
exacerbações, sem necessidade de internação hospitalar.
O tratamento mais adequado para este paciente deve ser
A β 2-agonista inalatório de longa ação, anticolinérgico inalatório de longa ação e corticoide inalatório.
I. O diagnóstico funcional de obstrução ao uxo aéreo se baseia na relação entre volume expiratório forçado no primeiro
segundo e capacidade vital forçada (VEF1 e CVF, respectivamente), considerando-se anormal um valor inferior a 80%.
II. A dosagem do nível sérico de alfa-1-antitripsina deve ser considerada para casos de en sema pulmonar panlobular com
predomínio basal de início precoce (antes da 4ª década), especialmente em não fumantes.
III. A teo lina é e caz na redução de dispneia em estudos clínicos randomizados, mas o risco de toxicidade e a necessidade
de monitorização do nível sérico limitam sua utilidade clínica.
A Apenas I e II.
B Apenas I e III.
C Apenas II e III.
D I, II e III.
A Alfa-1 Antitripsina (AAT) é uma proteína essencial que atua como um inibidor de proteases, protegendo os tecidos do
corpo contra a ação destrutiva de enzimas como a elastase. Sobre a AAT, é CORRETO afirmar:
Questão 42 Oxigenoterapia
Um paciente de 68 anos, com diagnóstico prévio de DPOC grave, chega ao Pronto Atendimento com queixas de piora da
dispneia, aumento da sibilância e alteração no aspecto do escarro, que agora está mais purulento. Ele relata tosse produtiva
há três dias e nega febre. O paciente apresenta saturação de oxigênio em ar ambiente de 84%. Ao exame físico, observa-se
uso de musculatura acessória e ausculta pulmonar com roncos e sibilos difusos. Ele está consciente e orientado, mas
dispneico.
Qual dispositivo de oxigênio seria o mais adequado para este paciente?
B Máscara de Venturi.
E Máscara de Douglas.
Questão 43 Farmacológico
Um paciente de 68 anos, com diagnóstico prévio de DPOC grave, chega ao Pronto Atendimento com queixas de piora da
dispneia, aumento da sibilância e alteração no aspecto do escarro, que agora está mais purulento. Ele relata tosse produtiva
há três dias e nega febre. O paciente apresenta saturação de oxigênio em ar ambiente de 84%. Ao exame físico, observa-
se uso de musculatura acessória e ausculta pulmonar com roncos e sibilos difusos. Ele está consciente e orientado, mas
dispneico.
Qual é a conduta medicamentosa inicial mais adequada para este paciente?
A Prescrever broncodilatadores de longa duração (LABA) combinados com corticosteroide inalatório em alta dose.
C Iniciar antibióticos empíricos e corticosteroides orais, sem necessidade de broncodilatadores de curta duração.
D Iniciar broncodilatadores de curta duração (SABA) por nebulização e associar corticosteroides sistêmicos.
Homem adulto, 58 anos de idade, procura atendimento com queixa de dispneia que vem evoluindo há alguns meses e
atualmente compromete suas atividades diárias. Qual das características listadas a seguir é mais sugestiva para pensar na
hipótese de doença pulmonar obstrutiva crônica?
A Ser fumante.
B História de atopia.
Paciente masculino de 52 anos, portador de DPOC em tratamento há 2 anos com vilanterol-umeclidínio, vinha mantendo
dispneia habitual mMRC 1. Fez uso de amoxacilina-clavulanato para uma exacerbação da doença há aproximadamente 8
meses, mas sem necessidade de internação hospitalar. Paciente também é hipertenso em uso de losartana, dislipidêmico
em uso de rosuvastatina, diabético em uso de empaglifozina + linagliptina. Paciente procura o pronto atendimento por
queixa de piora da dispneia há 1 dia, atualmente mMRC 3. Costuma apresentar habitualmente expectoração hialina
em pequena quantidade e nega aumento do volume do catarro agora, mas refere que hoje expectorou secreção clara com
alguns laivos de sangue. Nega dor torácica. Ao exame físico, paciente encontra-se em regular estado geral, corado,
hidratado, anictérico, cianótico, afebril, lúcido e orientado. Sinais vitais: frequência cardíaca de 115 bpm, frequência
respiratória de 26 ipm, PA = 110 x 70 mmHg, SpO₂ = 86% em ar ambiente, glicemia capilar de 102 g/dL. Bulhas rítmicas
hipofonéticas em 2 tempos sem sopros, estase jugular 2+/4. Murmúrio vesicular presente, mas reduzido em ápices,
discretos estertores crepitantes em bases. Abdome globoso, ruídos hidroaéreos presentes, fígado palpável a 2 cm do
rebordo costal direito, espaço de Traube livre. Presença de edema em membros inferiores, pulsos presentes e simétricos.
Quanto ao quadro clínico descrito, todas as medidas a seguir devem ser adotadas nesse momento, EXCETO:
B solicitar D-dímero.
Questão 46 Espirométrica
Sobre a exacerbação da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), assinale a alternativa INCORRETA.
A Cultura da expectoração é pouco confiável para o diagnóstico do agente etiológico.
E Uso de corticoide sistêmico melhora sintomatologia, funcionalidade pulmonar e reduz tempo de internamento
nos casos que requerem admissão hospitalar.
Essa questão possui comentário do professor no site 4000246549
Homem de 65 anos, tabagista com carga tabágica de 50 maços-ano, apresenta tosse produtiva diária há dois anos, além
de dispneia progressiva aos esforços, atualmente limitado a atividades diárias leves. Histórico de exacerbações ocasionais,
sem internações recentes. Na consulta, relata acordar à noite por falta de ar ocasionalmente e usar broncodilatador de
resgate algumas vezes por semana. Exame físico: FR = 22 irpm, Sat O2 92% ar ambiente, sibilos difusos. Realizou
espirometria que mostra:
De acordo com o GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease), qual é a classificação deste paciente?
A GOLD 1, grupo A
B GOLD 3, grupo B
C GOLD 2, grupo C
D GOLD 4, grupo D
É CORRETO afirmar que a obstrução crônica ao fluxo de ar da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) resulta de:
Homem, 52 anos, trabalhador da indústria têxtil, tabagista (30 maços/ano), apresenta dispneia aos moderados esforços,
tendo apresentado uma exacerbação leve nos últimos 12 meses, sem necessidade de internação, mMRC (escala de
dispneia modi cada) = 3 e CAT (teste de avaliação de sintomas COPD assessment test) = 11 pontos. Não faz uso de
medicações. Sem outras comorbidades. Traz espirometria com volume expiratório forçado no 1º segundo de 65 % pós
prova farmacodinâmica. Qual o tratamento de manutenção mais recomendado para ser iniciado para este paciente,
considerando a classificação de sintomas do GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease)?
C Budesonida
D Formoterol
Um homem de 55 anos, tabagista por 30 anos, procura atendimento de emergência com queixa de dispneia progressiva,
tosse produtiva e sibilos nos últimos dois dias. No exame físico, apresenta taquipneia, tiragem e diminuição dos murmúrios
vesiculares em bases pulmonares. A gasometria arterial revela pH de 7,33, pO2 de 58 mmHg e pCO2 de 60 mmHg. A
radiogra a de tórax mostra hiperinsu ação pulmonar e áreas de atenuação vascular. Qual é o diagnóstico mais provável
para esse paciente com base no quadro clínico e gasometria arterial?
B DPOC Exacerbado.
D Tromboembolismo pulmonar.
Paciente, 66 anos, ex-tabagista (carga tabágica de 40 anos-maço), apresenta dispneia aos esforços (mMRC 3), tosse
pouco produtiva e sibilos ocasionais de longa data. Há 5 meses paciente teve um quadro de piora desses sintomas, sendo
necessário o uso de antibiótico em regime ambulatorial. Feita espirometria que mostrou VEF1/CVF < 70, com VEF de 55%.
Qual das alternativas traz a classificação e tratamento para este paciente, de acordo com as diretrizes GOLD de 2023?
B Pacientes com DPOC frequentemente apresentam hiperinsuflação pulmonar como resposta à obstrução crônica
das vias aéreas.
C A principal causa da DPOC é a exposição prolongada à poluição atmosférica, enquanto o tabagismo tem um
papel menor na sua etiologia.
E O uso de oxigenoterapia contínua domiciliar é recomendado apenas para pacientes com DPOC grave que
apresentem hipoxemia durante o sono.
Essa questão possui comentário do professor no site 4000214984
Mulher de 70 anos de idade refere intolerância ao esforço por cansaço e dispneia para andar 1 quarteirão no plano há
cerca 3 meses. Refere episódios de tosse há cerca de 1 ano, sem emagrecimento ou febre. Nega inchaços e nega
intolerância ao decúbito. Apresenta episódios de chiado esporadicamente. É tabagista de 60 maços-ano e possui
diagnóstico de Hipertensão Arterial Sistêmica em uso de anlodipina 5 mg ao dia. Ao exame clínico apresenta-se em bom
estado geral, hidratada, corada, acianótica, anictérica, afebril; orientada no tempo e espaço; estase jugular presente a 45
graus; ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares diminuídos sem estertores ou sibilos, frequência respiratória 24 rpm;
bulhas rítmicas em 2 tempos sem sopros, pressão arterial 100x60 mmHg, frequência cardíaca 88 bpm; abdome com fígado
a 4 cm do rebordo costal direito, sem ascite; membros inferiores sem edemas e sem sinais de tromboses; restante do
exame clínico sem alterações signi cativas. Levando-se em consideração o diagnóstico mais provável que justi que as
queixas apresentadas por esta paciente, assinale a alternativa correta em relação ao tratamento de primeira linha mais
indicado para este caso.
O paciente M.J.S, sexo masculino, 72 anos, com história de en sema pulmonar crônico estável e saturação de oxigênio em
repouso de 85%. Considerando as terapias abaixo, assinale aquela que apresenta mais benefícios para o paciente
mencionado.
A Prednisolona oral diariamente.
Maria, de 78 anos de idade, é tabagista e tem carga tabágica de oitenta anos‑maço. Ela foi à UBS para reavaliar uma tosse
que não passa há mais de dois meses e recentemente piorou. Diversos exames foram feitos para investigar a tosse de
Maria, mas todos tiveram resultados incipientes. No relato do prontuário, foram observados BK no escarro negativo, RX de
tórax com leve aumento dos espaços intercostais e exames laboratoriais sem alteração. Ela contou que, nos últimos quatro
dias, após ter tomado friagem, teve uma piora importante da tosse, com saída de secreção amarelada, e teve um piora da
di culdade respiratória ao caminhar. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico
mais provável no caso de Maria.
A asma crônica
B DPOC exacerbado
C tuberculose pulmonar
D crise asmática
E fibrose pulmonar
Paciente do sexo masculino, 74 anos de idade, ex-tabagista (60 maços/ano) parou há 3 anos. Alega que há 2 anos vem
apresentando dispneia progressiva até a pequenos esforços mMRC 3, associado com tosse seca recorrentes. Nega
internações recentes ou uso de antibióticos. O RX tórax apresenta os seguintes resultados: aumento do diâmetro antero
posterior, reti cação de hemicúpulas, sem consolidações ou outras alterações. Espirometria após broncodilatador, com
VEF1/CVF 60%, VEF1 53% previsto, CVF 88% previsto.
A Pneumonia.
C Asma.
D Tuberculose pulmonar.
Sobre os objetivos do tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é CORRETO afirmar que:
Mulher, 65 anos de idade, procura a UPA com queixa de dispneia e tosse com expectoração amarelada, há três dias.
Refere hipertensão arterial sistêmica, em uso de losartana, e tabagismo de 30 anos/maço. Ao exame físico, apresenta
saturação de oxigênio de 85%, FR: 22irpm, FC: 100bpm, afebril. Ausculta cardíaca sem alterações e ausculta respiratória
com murmúrios vesiculares reduzidos globalmente e sibilos difusos. Extremidades sem edema, com cianose discreta.
Mulher, 65 anos de idade, procura a UPA com queixa de dispneia e tosse com expectoração amarelada, há três dias.
Refere hipertensão arterial sistêmica, em uso de losartana, e tabagismo de 30 anos/maço. Ao exame físico, apresenta
saturação de oxigênio de 85%, FR: 22irpm, FC: 100bpm, afebril. Ausculta cardíaca sem alterações e ausculta respiratória
com murmúrios vesiculares reduzidos globalmente e sibilos difusos. Extremidades sem edema, com cianose discreta.
Indique o achado mais provável, caso essa paciente seja submetida a uma radiografia de tórax:
Mulher, 65 anos de idade, procura a UPA com queixa de dispneia e tosse com expectoração amarelada, há três dias.
Refere hipertensão arterial sistêmica, em uso de losartana, e tabagismo de 30 anos/maço. Ao exame físico, apresenta
saturação de oxigênio de 85%, FR: 22irpm, FC: 100bpm, afebril. Ausculta cardíaca sem alterações e ausculta respiratória
com murmúrios vesiculares reduzidos globalmente e sibilos difusos. Extremidades sem edema, com cianose discreta.
Identifique as medidas de primeira linha, a longo prazo, para evitar uma nova ida ao Pronto-Atendimento:
No paciente com exacerbação DPOC, um dos principais sintomas é a piora da dispneia aos esforços. Qual é o principal
mecanismo que leva a piora da dispneia nesses pacientes?
A Hipoxemia.
B Hiperinsuflação pulmonar.
C Derrame pleural.
D Acidose respiratória.
Homem, 72 anos, tabagista (85 anos-maço). Refere dispneia aos esforços e tosse seca ki 5 anos. Há alívio parcial e efêmero
dos sintomas quando usa beta agonista inalado. Exame sios BEG, corado, hidratado. FR: 18 ipm. Diâmetro ântero-posterior
do tórax aumentado; som hipersonoro à percussão do tórax, com murmúrio vesicular reduzido globalmente; sem ruídos
adventícios. Qual é a alteração fisiopatológica mais provável?
Quando está indicado oxigenoterapia domiciliar prolongada nos pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica
(DPOC)?
A PaO2 ≤ 50 mmHg ou PaO2 50-60 mmHg sem cor pulmonale ou policitemia
Questão 65 Fisiopatologia
É CORRETO afirmar que a obstrução crônica ao fluxo de ar da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) resulta de:
Homem, 75 anos de idade, procura pronto-socorro por dispneia de longa data, principalmente ao subir ladeiras, com piora
progressiva há 3 dias, associada a tosse com secreção amarelada em grande quantidade. Nega febre. Tem antecedente de
hipertensão arterial sistêmica e tabagismo, com carga tabágica de 80 maços-ano. Está em uso de formoterol 2 vezes ao
dia. Relata quadro semelhante há 2 meses quando foi internado para antibioticoterapia. Ao exame físico, está com
estado geral regular, FC: 105 bpm/minuto, FR: 35 irpm/minuto, temperatura axilar: 38°C, saturação periférica de oxigênio
de 86% a.a. e PA: 110 x 78 mmHg. Ausculta pulmonar globalmente reduzida com estertores na base direita, sem outras
alterações. Foram realizados testes de antígeno que descartaram infecção por in uenza vírus e SARS-CoV-2. Entre as
opções abaixo, a melhor antibioticoterapia para este paciente é:
A claritromicina.
C levofloxacino.
D ceftriaxone + oxacilina.
Homem, 75 anos de idade, procura pronto-socorro por dispneia de longa data, principalmente ao subir ladeiras, com piora
progressiva há 3 dias, associada a tosse com secreção amarelada em grande quantidade. Nega febre. Tem antecedente de
hipertensão arterial sistêmica e tabagismo, com carga tabágica de 80 maços-ano. Está em uso de formoterol 2 vezes ao
dia. Relata quadro semelhante há 2 meses quando foi internado para antibioticoterapia. Ao exame físico, está com
estado geral regular, FC: 105 bpm/minuto, FR: 35 irpm/minuto, temperatura axilar: 38°C, saturação periférica de oxigênio
de 86% a.a. e PA: 110 x 78 mmHg. Ausculta pulmonar globalmente reduzida com estertores na base direita, sem outras
alterações. Foram realizados testes de antígeno que descartaram infecção por in uenza vírus e SARS-CoV-2. O paciente
foi levado à sala de emergência e instalado cateter nasal com uxo de 1 litro/minuto, administrado antibioticoterapia
empírica e coletado exames pelo protocolo sepse. O paciente permanece taquipneico, sem uso de musculatura acessória.
O resultado da gasometria arterial revela pH: 7,30, pCO₂: 58,5, HCO₃: 31,2. Entre as condutas abaixo, a melhor para
este paciente, neste momento é:
Homem, 75 anos de idade, procura pronto-socorro por dispneia de longa data, principalmente ao subir ladeiras, com piora
progressiva há 3 dias, associada a tosse com secreção amarelada em grande quantidade. Nega febre. Tem antecedente de
hipertensão arterial sistêmica e tabagismo, com carga tabágica de 80 maços-ano. Está em uso de formoterol 2 vezes ao
dia. Relata quadro semelhante há 2 meses quando foi internado para antibioticoterapia. Ao exame físico, está com
estado geral regular, FC: 105 bpm/minuto, FR: 35 irpm/minuto, temperatura axilar: 38°C, saturação periférica de oxigênio
de 86% a.a. e PA: 110 x 78 mmHg. Ausculta pulmonar globalmente reduzida com estertores na base direita, sem outras
alterações. Foram realizados testes de antígeno que descartaram infecção por in uenza vírus e SARS-CoV-2. Após
a compensação inicial e término da antibioticoterapia, o paciente evoluiu om signi cativa melhora clínica e receberá alta
nas 24 horas seguintes. Últimos exames evidenciam hemoglobina: 15,6 g/dL, leucócitos: 8.950 células/mm³, eosinó los:
540 células/μL, plaquetas: 380.000/mm³, restante normal. Dentre as opções de tratamento ambulatorial abaixo, a
melhor para este paciente é manter beta-agonista de longa ação e associar
C corticoide inalatório.
Mulher, 68 anos, com diagnóstico de DPOC, ex-tabagista com carga tabágica de 80 maços-ano, comparece em consulta
de seguimento com queixa de dispneia persistente, parando para respirar ao andar cerca de 5 metros. Nega dispneia em
repouso, tosse e febre. Relata internação há 3 meses por dispneia importante. Faz uso regular de vilanterol e umeclidínio.
Ao exame clínico, apresenta PA: 128 x 76 mmHg, FC: 96 bpm, FR: 26 irpm e saturação periférica de oxigênio de 93% a.a.
Entre os exames abaixo, o que ajudará na definição e ajuste do tratamento é:
A Gasometria arterial.
C Cultura do escarro.
D Hemograma.
O tabagismo representa um grave problema de saúde pública global, contribuindo signi cativamente para o aumento da
morbidade e mortalidade em diversas doenças respiratórias, cardiovasculares e oncológicas. Recentemente, os cigarros
eletrônicos, dispositivos eletrônicos para fumar, têm ganhado popularidade entre os jovens, suscitando preocupações
sobre seus efeitos à saúde.
Sobre o tema do tabagismo de cigarros eletrônicos, considere as afirmativas a seguir.
I. Cigarros eletrônicos contêm propilenoglicol, glicerina e aromatizantes, substâncias comuns de uso cosmético e
alimentício, portanto não têm a capacidade de causar lesões pulmonares agudas.
II. O tabagismo de cigarros eletrônicos, apesar de associado ao desenvolvimento de doenças respiratórias, é uma estratégia
que pode ser usada a título de “redução de danos” para a cessação do tabagismo de cigarro comum.
III. Cigarros eletrônicos não expõem o tabagista a monóxido de carbono, mas podem conter substâncias químicas
prejudiciais à saúde pulmonar, incluindo nicotina, altamente viciante, e produtos químicos voláteis.
IV. Estudos cientí cos indicam que o uso de cigarros eletrônicos está relacionado ao aumento do risco de doenças
respiratórias agudas, como a EVALI (sigla em inglês para e-cigarette, or vaping, product use-associated lung injury),
especialmente em adolescentes e jovens adultos.
Assinale a alternativa correta.
Questão 71 Farmacológico
Homem de 60 anos, tabagista há 42 anos (40 cigarros/dia), chega à emergência com queixa de dispneia que vem piorando
há cerca de 7 dias, além de tosse e expectoração amarelada. Relata crises prévias de dispneia, sem expectoração, mas que
logo melhoravam. Radiogra a de tórax mostra reti cação de cúpulas diafragmáticas, com sinais de hiperinsu ação
pulmonar, sem imagens sugestivas de consolidações. Ao exame, PA: 130x80mmHg, frequência cardíaca: 88bpm,
frequência respiratória: 22ipm, Saturação de O₂: 95%. Ausculta pulmonar com roncos e sibilos esparsos. Qual a conduta
farmacológica indicada?
A Ipatrópio e levofloxacina.
Um homem de 72 anos chega ao pronto atendimento com tosse produtiva, expectoração clara e dispneia há 5 dias.
Tabagista de longa data e hipertenso. Ao exame físico, apresenta tiragem intercostal e batimento de asa nasal, PA = 160 x
100mmHg, FC = 120bpm, FR = 26irpm, Tax = 36,8°C, SatO2 = 88%. Ausculta pulmonar revela sibilos difusos e murmúrio
vesicular diminuído. Exames laboratoriais mostram Hb de 16,1g/dL, Ht de 42% e leucócitos = 7.300/mm³. Gasometria
arterial mostra pH = 7,27, PaO2 = 54, PaCO2 = 70 e HCO3 = 26. Raio X do tórax com sinais de hiperinsu ação pulmonar.
Qual conduta inicial deve ser realizada nesse paciente?
Questão 73 Farmacológico
Sobre a exacerbação de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), é correto afirmar que:
C a antibioticoterapia é útil na melhora sintomática, mas não tem impacto sobre mortalidade
D deve-se evitar o uso de corticoides sistémicos dado o risco de piora na resposta imunológica
Correlacione as colunas.
I - Asma Brônquica.
II - Fibrose Cística.
III - DPOC.
IV - Bronquiectasia.
( ) Exocrinopatia autossômica recessiva que afeta diversos tecidos epiteliais.
( ) Inflamação crônica específica na mucosa das vias respiratórias inferiores.
( ) Maior suscetibilidade a infecção e de ciência na depuração mucociliar que resultam em colonização microbiana
da árvore brônquica.
( ) Estado patológico caracterizado por limitação do fluxo aéreo não totalmente reversível.
Questão 75 Definição
Mulher, 62 anos, portadora de doença arterial coronariana e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), já em uso de
formoterol, tiotrópio e budesonida inalatórios. Vem ao ambulatório referindo piora da dispneia há 2 semanas além de piora
da intensidade e frequência de tosse, com secreção amarelada. Não apresentou febre. Ao exame encontra-se confortável,
ausculta pulmonar com redução difusa do murmúrio vesicular. Em relação ao caso descrito, assinale a alternativa correta.
B A exacerbação da DPOC pode ser definida como piora aguda dos sintomas respiratórios que demandam terapia
adicional.
D O tratamento deve ser realizado com prednisona, 40mg ao dia por 14 dias.
A A DPOC é uma causa importante de morbidade crônica, sendo a décima principal causa de morte no mundo
todo.
B A maioria dos pacientes com DPOC ou são enfisematosos ou são bronquiticos, isto é, normalmente não têm as
duas características clínicas concomitantemente.
D Reduções no VEF1 e na relação do VEF1 sobre a capacidade vital estabelecem a presença de obstrução do fluxo
aéreo
E Medidas de volume pulmonar revelam aumento do volume residual (VR) e da capacidade pulmonar total (CPT), e
uma elevação da relação VR/CPT, indicativo de aprisionamento aéreo, sendo mais característico dos pacientes
com bronquite.
Essa questão possui comentário do professor no site 4000185714
Questão 77 Farmacológico
Homem de 67 anos é levado ao PS com a queixa de dispneia intensa ao repouso. Apresenta tosse produtiva com escarro
amarelo, coriza, dor de garganta há dois dias e dispneia progressiva desde então. Não há relato de febre ou dor torácica.
Era assintomático antes do quadro clínico atual. Nega comorbidades conhecidas, internações prévias ou uso de
antimicrobianos no último ano. É tabagista (42 maços-ano) e etilista. Ao exame, PA 130/86mmHg, FC 102bpm, FR 22ipm,
SpO2 90% (em ar ambiente). O exame respiratório revelou taquipneia, aumento do tempo expiratório e sibilos expiratórios
polifônicos difusamente nos hemitórax. Recebeu salbutamol e ipratrópio pela via inalatória (três ciclos), hidrocortisona IV e
oxigenoterapia pelo cateter nasal a 2L/min, sem melhora. A radiogra a do tórax revelou reti cação das cúpulas
diafragmáticas e hipertransparência dos campos pulmonares. Testes rápidos para in uenza e SARS-CoV-2 resultaram
negativos. EXAMES DE LABORATÓRIO: Hg 15,4g/dL; LG 10.350/mm³; NS 7.650/mm³; PLQ 154.000/mm³; PCR 54mg/L;
creat 0,9mg/dL. Assinale a alternativa que apresenta o tratamento farmacológico sequencial MAIS ADEQUADO nesse
paciente:
A Adrenalina pela via intramuscular
B N-acetil-cisteína
Homem de 67 anos é levado ao PS com a queixa de dispneia intensa ao repouso. Apresenta tosse produtiva com escarro
amarelo, coriza, dor de garganta há dois dias e dispneia progressiva desde então. Não há relato de febre ou dor torácica.
Era assintomático antes do quadro clínico atual. Nega comorbidades conhecidas, internações prévias ou uso de
antimicrobianos no último ano. É tabagista (42 maços-ano) e etilista. Ao exame, PA 130/86mmHg, FC 102bpm, FR 22ipm,
SpO2 90% (em ar ambiente). O exame respiratório revelou taquipneia, aumento do tempo expiratório e sibilos expiratórios
polifônicos difusamente nos hemitórax. Recebeu salbutamol e ipratrópio pela via inalatória (três ciclos), hidrocortisona IV e
oxigenoterapia pelo cateter nasal a 2L/min, sem melhora. A radiogra a do tórax revelou reti cação das cúpulas
diafragmáticas e hipertransparência dos campos pulmonares. Testes rápidos para in uenza e SARS-CoV-2 resultaram
negativos. EXAMES DE LABORATÓRIO: Hg 15,4g/dL; LG 10.350/mm³; NS 7.650/mm³; PLQ 154.000/mm³; PCR 54mg/L;
creat 0,9mg/dL. Assinale a alternativa que apresenta o tratamento antimicrobiano MAIS ADEQUADO nesse paciente:
A Amoxicilina-clavulanato e azitromicina
B Ceftriaxona e oseltamivir
C Ciprofloxacino e claritromicina
D Piperacilina-tazobactam e oseltamivir
Questão 79 Farmacológico
Homem de 72 anos queixa-se de dispneia para caminhar quarteirão no plano. Nega dor torácica, ortopneia ou dispneia
paroxística noturna. Relata tosse oligoprodutiva com escarro claro há mais de 1 ano, com piora pela manhã após acordar.
Apresentou asma brônquica durante a infância até os 12 anos. Fumou 1 maço ao dia dos 15 aos 53 anos. No último
ano, apresentou 1 episódio de infecção do trato respiratório inferior tratada com antibioticoterapia. Ao exame, PA:
130x80mmHg, FR: 16ipm, SpO2 93%. O exame respiratório revela aumento do tempo expiratório; ausculta apresenta
crepitações teleinspiratórias nas bases pulmonares, sibilos expiratórios polifônicos difusos. Realizou a seguinte espirometria:
Espirometria: VEF1/CVF 0,68 VEFI 42% CVF 56%. Não houve resposta ao broncodilatador. Assinale a alternativa que
apresenta o tratamento inalatório MAIS adequado para esse paciente.
Considerando as siglas SABA (beta-2 agonista de curta duração), LABA (beta-2 agonista de longa duração), LAMA
(anticolinérgico de longa duração) e o GOLD 2022 (Estratégia global para prevenção, diagnóstico e manejo da DPOC), a
classificação e o tratamento farmacológico inicial desse paciente são, respectivamente,
Paciente tabagista de longa data (fumou uma média de 30 cigarros por dia durante 40 anos) realiza espirometria que
demonstra VEF1<50% do previsto. Sobre esse caso, analise as assertivas abaixo:
II. O uso de broncodilatadores de ação prolongada nesse paciente reduziria em cerca de 20% a chance de exacerbação do
DPOC em um ano.
III. Corticoide inalatório em associação com β₂-agonista de longa ação traria melhor resultado nesse paciente se
compararmos com o uso de β₂-agonista de longa duração associado a anticolinérgico no manejo do DPOC.
A Apenas I e II.
B Apenas I e III.
C Apenas II e III.
D I, II e III.
Homem, 55 anos de idade, refere dispneia aos esforços de longa data, intensi cada no último ano, com necessidade de
descansar após andar cerca de 50 metros no plano. Tem tosse produtiva há 2 anos e sibilos eventuais. Procurou PS três
vezes no último ano, sendo o último episódio há 2 meses, durante os quais foi medicado com nebulização e
antibióticos. Está em uso de salbutamol spray, 02 jatos a cada 4 horas, com alívio parcial dos sintomas. Tem hipertensão
arterial (em uso de losartana 50 mg/dia) e é tabagista de 60 anos-maço. Exames realizados: hemoglobina = 15,0 g/dL;
leucócitos totais = 8500 céls/mm³ (350 eosinó los/mm³); radiogra a de tórax = hiperinsu ação pulmonar; espirometria
= VEF1 pós-broncodilatador 35% do previsto. Considerando o diagnóstico mais provável e as diretrizes GOLD 2022 (Global
Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease), qual é o estágio atual da doença e a terapia farmacológica mais indicada?
Homem de 61 anos retorna em consulta ambulatorial com queixa de dispneia aos moderados esforços e pouca tosse seca.
Relata exacerbação do quadro há 2 meses com necessidade de internação por 1 semana. Atualmente sem suplementação
de oxigênio. AP: tabagismo prévio de 30 anos-maço. Em uso regular de formoterol 12 mcg de 12/12h. Espirometria (valores
após broncodilatador): VEF1/CVF = 62 e VEF1 = 49%. A melhor conduta é
Mulher de 52 anos de idade, tabagista de 60 maços/ano, procura o ambulatório por tosse produtiva e dispneia progressiva
há dois anos. Atualmente, não é capaz de deambular mais de 100 metros no plano sem parar. No último ano, procurou o
prontosocorro duas vezes por piora da dispneia, aumento da expectoração e tosse, sendo sempre medicada com inalação
e corticoide por via oral. Apresentou espirometria realizada recentemente, que evidenciou distúrbio ventilatório obstrutivo
sem resposta ao broncodilatador, com capacidade vital forçada pós-broncodilatador inferior a 0,7. Além disso, apresentou
também hemograma, cuja única alteração foi a contagem total de eosinó los em 600/mm³ . Qual é o tratamento
medicamentoso de manutenção que deve ser iniciado neste momento?
A Beta-2-agonista inalatório de longa ação.
Paciente de 72 anos de idade, com história de hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, em uso de losartana 50mg a cada
12 horas e sinvastatina 40mg à noite apresenta-se para consulta por dispneia de longa data, com piora progressiva há 2
anos, pior aos esforços, associada a tosse crônica. Refere tabagismo de aproximadamente 1 maço/ dia há 35 anos. Ao
exame apresenta Sat O2=92% em ar ambiente e redução difusa do murmúrio vesicular. Traz uma radiogra a do tórax com
reti cação e rebaixamento do diafragma bilateralmente, associado a escassez da trama e hipertransparência dos campos
pulmonares.
III. Episódios agudos de bronquite ou pneumonia podem ser fatores causais para a doença mesmo na ausência de
tabagismo.
IV. O exame físico nas fases iniciais da doença pode ser normal.
A I e II apenas.
B I e III apenas.
C II e III apenas.
D II e IV apenas.
E III e IV apenas.
Homem, 74 anos, previamente tabagista de 60 anos-maço, apresenta, há 6 meses, dispneia aos esforços e tosse crônica.
Refere cansaço quando se apressa para caminhar no plano ou para subir uma inclinação leve. Nega dor precordial ou
tontura. Refere que, no último ano, foi internado durante 5 dias, uma única vez, em virtude de crise de dispneia. Relata
ainda que, nos últimos 12 meses, precisou recorrer ao pronto atendimento por duas vezes, tendo recebido antimicrobianos,
com resolução do quadro. O exame físico não é relevante e, no momento, está assintomático.
O diagnóstico clínico presuntivo correto desse paciente é:
Homem, 65 anos, hipertenso e tabagista, vem ao ambulatório com queixa de dispneia progressiva há 8 anos. Apresenta
tosse crônica com expectoração clara e, neste último mês, evoluiu com dispneia aos pequenos esforços. Ao exame físico:
FR= 25 irpm, murmúrio vesicular diminuído difusamente, estase jugular, hepatomegalia 2 cm do rebordo costal direito e
edema +++/4+ nos membros inferiores. Demais dados do exame físico sem alterações. Os achados do exame clínico
correspondem à doença pulmonar obstrutiva crônica com
Questão 89 Espirometria
Uma mulher com 54 anos de idade, tabagista, cujo consumo é de 30 maços de cigarro por ano, comparece à consulta por
dispneia e tosse que, segundo relata, se iniciaram há aproximadamente 1 ano. A paciente traz uma espirometria com uma
razão entre o volume expiratório forçado no primeiro segundo e a capacidade vital forçada de 0.7 e um volume expiratório
forçado no primeiro segundo de 80% do predito, sem resposta ao broncodilatador. O exame foi realizado com técnica
correta.
B os resultados da espirometria estabelecem o diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica nessa paciente.
C a espirometria precisa ser repetida para se confirmar o diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica nessa
paciente.
D os valores do volume expiratório forçado no primeiro segundo afastam o diagnóstico de doença pulmonar
obstrutiva crônica nessa paciente.
Essa questão possui comentário do professor no site 4000176646
Paciente tabagista de 60 anos-maço interna por infecção respiratória e recebe diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva
crônica (DPOC) exacerbada. Referia muita dispneia e história de infecções respiratórias anuais. Na alta hospitalar,
qual tratamento deve ser recomendado?
B Supressão do tabagismo, tratamento com broncodilatadores beta dois agonista de longa duração +
anticolinérgico de longaduração e corticoide inalado (LABA+LAMA+CI).
C Tratamento com broncodilatadores beta dois agonista de longa duração e corticoide inalado (LABA+CI).
Questão 91 Diagnostico
A os sintomas mais comuns são tosse, produção de escarro, dispneia aos esforços e taquicardia.
B nos estágios iniciais, os pacientes costumam apresentar sinais de hiperinsuflação, que incluem tórax em barril.
C a doença avançada nunca é acompanhada de caquexia, perda significativa de peso e perda difusa do tecido
adiposo subcutâneo.
D a manifestação clássica da DPOC é obstrução do fluxo aéreo. As provas de função pulmonar mostram obstrução
ventilatória com reduções de VEF1 e VEF1/CVF.
E o tabagismo é o principal fator de risco ambiental na patogênese da DPOC e não existe qualquer fator genético
relacionado à doença.
Essa questão possui comentário do professor no site 4000168400
Paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica moderada (GOLD 2), que vinha recebendo tratamento contínuo com
formoterol inalatório, permanecia com dispneia aos pequenos esforços, mas sem exacerbações da doença nos últimos
12 meses. Nesse contexto, qual o escalonamento de tratamento mais adequado?
Um paciente de 55 anos de idade foi internado por mal-estar, piora da tosse, piora da dispneia nos últimos três dias e
SatO2 = 92%, com canula nasal fornecendo uxo de 4 litros por minuto. Veri caram-se PA = 90 mmHg x 60 mmHg e FC
=110 bpm, sendo o scope sinusal. O paciente tem um histórico de tabagismo ativo há 35 anos (1 carteira por dia). Nos
últimos meses, tem tosse crônica (oito meses nos últimos dois anos), além de dispneia aos moderados esforços. Ele
apresentou carteira de vacinação com duas doses da vacina contra a Covid-19, da AstraZeneca, e realizou espirometria
com VEF1 de 45% do previsto. Não houve resposta ao broncodilatador. Considerando esse caso clínico e os
conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
Para esse paciente, pode-se usar azitromicina 500 mg por três dias.
A Certo.
B Errado.
Um paciente de 55 anos de idade foi internado por mal-estar, piora da tosse, piora da dispneia nos últimos três dias e
SatO2 = 92%, com canula nasal fornecendo uxo de 4 litros por minuto. Veri caram-se PA = 90 mmHg x 60 mmHg e FC
=110 bpm, sendo o scope sinusal. O paciente tem um histórico de tabagismo ativo há 35 anos (1 carteira por dia). Nos
últimos meses, tem tosse crônica (oito meses nos últimos dois anos), além de dispneia aos moderados esforços. Ele
apresentou carteira de vacinação com duas doses da vacina contra a Covid-19, da AstraZeneca, e realizou espirometria
com VEF1 de 45% do previsto. Não houve resposta ao broncodilatador. Considerando esse caso clínico e os
conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
Embora o paciente esteja totalmente vacinado, a infecção de coronavírus tende a apresentar alto risco de evolução para
ventilação mecânica, sendo necessário ser descartada.
A Certo.
B Errado.
Um paciente de 55 anos de idade foi internado por mal-estar, piora da tosse, piora da dispneia nos últimos três dias e
SatO2 = 92%, com canula nasal fornecendo uxo de 4 litros por minuto. Veri caram-se PA = 90 mmHg x 60 mmHg e FC
=110 bpm, sendo o scope sinusal. O paciente tem um histórico de tabagismo ativo há 35 anos (1 carteira por dia). Nos
últimos meses, tem tosse crônica (oito meses nos últimos dois anos), além de dispneia aos moderados esforços. Ele
apresentou carteira de vacinação com duas doses da vacina contra a Covid-19, da AstraZeneca, e realizou espirometria
com VEF1 de 45% do previsto. Não houve resposta ao broncodilatador. Considerando esse caso clínico e os
conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
VEF1 desse paciente denota bom prognóstico.
A Certo.
B Errado.
Um paciente de 55 anos de idade foi internado por mal-estar, piora da tosse, piora da dispneia nos últimos três dias
e SatO2 = 92%, com canula nasal fornecendo uxo de 4 litros por minuto. Veri caram-se PA = 90 mmHg x 60 mmHg e FC
=110 bpm, sendo o scope sinusal. O paciente tem um histórico de tabagismo ativo há 35 anos (1 carteira por dia). Nos
últimos meses, tem tosse crônica (oito meses nos últimos dois anos), além de dispneia aos moderados esforços. Ele
apresentou carteira de vacinação com duas doses da vacina contra a Covid-19, da AstraZeneca, e realizou espirometria
com VEF1 de 45% do previsto. Não houve resposta ao broncodilatador. Considerando esse caso clínico e os
conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
B Errado.
Homem, 60a, comparece ao atendimento de urgência referindo piora da dispneia há três dias (de mMRC 2 passou para
mMRC 4), acompanhada de tosse produtiva com escarro amarelado e raias de sangue. Nega febre. Antecedente pessoal:
ex- fumante há quatro anos (carga tabágica de 40 anos/maço), doença pulmonar obstrutiva crônica há quatro anos, em
uso regular de medicações por via inalatória (formoterol e glicopirrônio) e salbutamol spray eventualmente; não teve
exacerbações nos últimos 12 meses. Exame físico: orientado, FR= 32 irpm, oximetria de pulso= 86% (ar ambiente), uso de
musculatura acessória para respirar. Pulmões: murmúrio vesicular reduzido globalmente, estertores subcrepitantes
esparsos. NO MANEJO TERAPÊUTICO DESTE PACIENTE É CORRETO
A Indicar intubação orotraqueal para ventilação mecânica invasiva, se houve retenção progressiva de CO₂.
B Iniciar oxigênio por cateter nasal, para manter oximetria de pulso entre 88 a 92%.
D Iniciar teofilina e sulfato de magnésio, para manter oximetria de pulso acima de 92%.
As exacerbações são uma característica proeminente da história natural de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
I - Semelhante ao que ocorre no tratamento da asma os testes de função pulmonar têm grande utilidade na identi cação e
tratamento da exacerbação.
II - A frequência das exacerbações aumenta à medida que piora a obstrução do fluxo aéreo.
III - O aumento do diâmetro da artéria pulmonar em relação à aorta na tomogra a e re uxo gastro esofágico, quando
presentes, aumentam o risco de exacerbação.
Mulher, 72 anos, tabagista (80 anos-maço), refere dispneia progressiva e tosse com expectoração amarelada pela manhã
há 10 anos. Há 4 dias com aumento do volume de expectoração (que se tornou mais escura) e piora da dispneia. Exame
físico: REG, consciente, Glasgow 15. Ausculta respiratória: murmúrio vesicular reduzido bilateralmente, com sibilos difusos.
FR: 30 ipm. FC: 110 bpm; PA: 112 x 72 mmHg. Gasometria arterial em ar ambiente pH: 7,28; pO₂: 50 mmHg: pCO₂: 54
mmHg; HCO₃: 28 mEq/L; saturação O₂: 84%.
B Ventilação não-invasiva.
D Máscara de Venturi.
Questão 100 Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC Introdução à Pneumologia Pneumologia
Homem, 72 anos, tabagista. Refere dispneia progressiva (atualmente a mínimos esforços) e tosse seca esporádica há 2
anos. Exame físico: BEG, corado, cianótico, com baqueteamento digital. FR: 28 ipm. Sat O₂: 87% em ar ambiente.
A Estertor em velcro.
B Grasnido.
C Estertor grosso.
D Ronco.
B Os pacientes que requerem um tratamento mais intenso são: VEF1menor que 70% (GOLD III / IV), mais de uma
exacerbação no ano anterior e três hospitalizações por exacerbação do DPOC no ano anterior.
C O oxigênio suplementar para pacientes com hipoxemia em repouso (Pao2 < 56 mmHg) melhora a qualidade de
vida do doente, mas não tem evidências de melhoria na história natural de DPOC.
E A dispneia no final da vida pode ser extremamente desconfortável e angustiante para o paciente e a família.
Nesses casos, está sempre indicada a intubação orotraqueal.
Essa questão possui comentário do professor no site 4000163538
Um homem de 67 anos de idade, tabagista inveterado (carga tabágica = 82 maços-ano), retorna ao ambulatório de clínica
médica para trazer os resultados dos exames complementares que haviam sido solicitados na sua última consulta, quando
havia se queixado de dispneia aos esforços e tosse crônica produtiva. Reunindo os dados da anamnese e do exame físico, o
médico que o atendera considerou como mais provável o diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC),
solicitando, entre outros exames, a realização de uma espirometria. No resultado desse exame, foram registrados os valores
do volume expiratório forçado no 1° segundo (VEF1), da capacidade vital (CVF), da relação VEF1/CVF, do FEF25-75 ( uxo
medioexpiratório forçado entre 25% e 75% da CVF) e a resposta ao estímulo com broncodilatador (REB). Para con rmar tal
impressão diagnóstica, o resultado que deve estar indispensavelmente presente em sua espirometria é
Paciente de 65 anos, tabagista ativo com carga tabágica de 45 maços/ ano, vem em consulta de retorno para reavaliação
com dispneia aos pequenos esforços e traz espirometria que apresenta VEF1/CVF = 0,52 pós-broncodilatador, com VEF1 =
42%, também pós-broncodilatador. Qual é a classi cação espirométrica do paciente de acordo com o Global Initiative for
Chronic Obstructive Lung Disease (2021)?
A GOLD 1 (Leve).
B GOLD 2 (Moderada).
C GOLD 3 (Grave).
A doença pulmonar obstrutiva crônica se caracteriza por limitação crônica ao uxo aéreo que não é totalmente reversível,
sendo frequentemente progressiva e associada à resposta in amatória pulmonar exacerbada. Podem ocorrer efeitos
sistêmicos e os portadores da doença têm risco significativamente aumentado de
B hipotireoidismo.
C insuficiência renal.
D cirrose.
E colelitíase.
Homem de 66 anos de idade apresenta quadro de tosse, expectoração clara e dispneia aos moderados esforços há 4 anos.
Nega febre ou dor torácica. Tem histórico de tabagismo desde os 16 anos de idade, mas parou há 5 anos. Espirometria
pós-broncodilatador*: VEF1 /CVF < 70% e VEF1 : 57%. Exame físico: PA: 145 x 90 mmHg, FC: 92 bpm e SatO2: 94%;
ausculta pulmonar: sem sibilos. Exames séricos e eletrocardiograma: normais. *CVF: capacidade vital forçada; VEF1 :
volume expiratório forçado no 1o segundo. Nesse momento, é correto prescrever:
A antibioticoterapia oral.
B furosemida oral.
C prednisona oral.
D fluticasona inalatória.
E formoterol inalatório.
Homem, 68 anos de idade, no ambulatório com queixa, há 5 anos, de tosse com expectoração clara. Há 2 anos com
dispneia progressiva, atualmente para esforços como andar dentro da própria casa. Apresenta edema progressivo de
membros inferiores. É hipertenso e tabagista. Ao exame clínico, frequência respiratória = 25 incursões/minuto, com
diminuição global dos murmúrios vesiculares e roncos difusos à ausculta pulmonar. Estase jugular, hepatomegalia a 3cm do
rebordo costal direito e edema depressível 3+/4+ de membros inferiores. Restante do exame clínico sem alterações.
Gasometria arterial: pH 7,36; pO2 58 mmHg; pCO2 47 mmHg; HCO3 27 mmol/L. Qual das estratégias a seguir apresenta
maior impacto na mortalidade a longo prazo para esse paciente?
A Enalapril
B Oxigênio
C Furosemida
D Espironolactona
I. Na gasometria sem suporte de O2, uma PaO2 < 55 mmHg ou uma saturação < 88% em repouso são indicações de
oxigenoterapia contínua.
II. A oxigenoterapia também é indicada para doentes com PaO2 < 60 mmHg, com policitemia ou com sinais de
insuficiência cardíaca direita.
III. O uso de broncodilatadores, além de diminuir a sintomatologia durante as exacerbações, diminui a mortalidade.
IV. Um paciente classi cado como GOLD D é aquele que apresenta muita sintomatologia, porém poucos episódios de
exacerbação.
A 0.
B 1.
C 2.
D 3.
E 4.
Em relação à doença pulmonar obstrutiva crônica, qual das alternativas abaixo está INCORRETA?
D Oxigenioterapia, quando indicada, é a única terapia capaz de modificar a história natural da doença.
Homem de 62 anos, tabagista 40 anos/maço, obeso, procura atendimento devido a quadro de dispneia progressiva há 3
anos, associada a tosse produtiva com expectoração amarelada mais intensa pela manhã, que clareia ao longo do dia.
Atualmente, sente dispneia mesmo para pentear os cabelos. Informa duas passagens na UPA no ano anterior devido a
quadro de ""gripe forte"" e piora importante da dispneia, tendo feito uso de antibioticoterapia nas duas ocasiões. Ao exame,
apresenta-se em regular estado geral, FC 90 bpm, FR 25 irpm, PA 120/80 mmHg, Sat 02 em ar ambiente 90%. Ao exame
do aparelho respiratório, apresenta tempo expiratório prolongado com contração de musculatura abdominal, murmúrio
vesicular diminuído e crepitações móveis grosseiras protoinspiratórias e expiratórias. Edema de membros inferiores 2+/4+.
Fígado de borda romba, amolecido, palpável a 7cm do rebordo costal direito. Sobre o arsenal terapêutico disponível para
este paciente, é ERRADO afirmar:
A O uso de azitromicina a longo prazo possui ação anti-inflamatória e reduz o risco de ocorrência de exacerbações
no próximo ano
B O uso de corticoide inalatório em associação com terapia broncodilatadora combinada de longa ação melhora
função pulmonar e reduz risco de exacerbações
C O uso de corticoide sistêmico é benéfico devido ao histórico de infecções respiratórias associadas ao padrão de
expectoração apresentado
D O uso de terapia broncodilatadora combinada de longa ação tem o potencial de melhorar sintomas e a sensação
de dispneia do paciente
Essa questão possui comentário do professor no site 4000145595
Homem, 75 anos de idade, portador de DPOC estádio Il B, em uso regular de tiotrópio e salmeterol, encontra-se estável e
comparece em consulta de rotina. Exames laboratoriais: Hb = 18 g/dL (VR: 13,5 — 17,5 g/dL), Htc = 59%. Gasometria
arterial em ar ambiente com paciente eupneico: pH = 7,35; PaO2 = 49 mmHg; PaCO2 = 58 mmHg; HCO3 = 31 mEg/L;
SpO2 = 85%. O que se pode concluir?
D Os resultados são incompatíveis com a estabilidade clínica e será necessário repetir a gasometria.
Nas situações descritas a seguir, os pacientes apresentam insu ciência respiratória aguda e hipoxemia documentada na
gasometria arterial. 1) 32 anos de idade, extensa pneumonia comprometendo lobo inferior direito e lobo médio. 2) 27 anos
de idade, portadora de asma exacerbada após inalação de produtos de limpeza. 3) 57 anos de idade, diagnóstico de TEP
agudo no pós-operatório de mamoplastia. 4) 71 anos de idade, DPOC exacerbada por infecção bacteriana de vias aéreas
inferiores. Qual mecanismo de hipoxemia predomina em cada um dos casos?
A 1) efeito shunt; 2) desequilíbrio na relação ventilação/perfusão; 3) efeito espaço morto; 4) desequilíbrio na relação
ventilação/perfusão.
D 1) efeito espaço morto; 2) hipoventilação alveolar; 3) efeito shunt; 4) desequilíbrio na relação ventilação/perfusão.
Paciente masculino, 74 anos, ex tabagista, portador de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), com dispneia aos
pequenos esforços e duas internações por exacerbação no último ano. Vem em uso de formoterol 12 mcg/dia, budesonida
800 mcg/dia e tiotrópio 5 mcg/dia. Assinale a melhor conduta nesse caso:
A Aumentar a dose do corticóide inalatório.
C Não retirar o corticóide inalatório mesmo em caso de pneumonia grave e contagem de eosinófilo sérico menor
que 100.
D A reabilitação pulmonar não tem indicação para pacientes graves, aumentando o risco de morte súbita por
arritmia decorrente de hipoxemia.
Essa questão possui comentário do professor no site 4000144442
Homem, 80 anos, em acompanhamento irregular por DPOC muito grave. Refere piora da dispneia aos esforços e edema
de membros inferiores há 1 ano. Exame físico: BEG; murmúrio vesicular reduzido globalmente sem ruídos adventícios à
ausculta pulmonar. FR: 24 ipm. Saturação 0₂: 85%. Edema de membros inferiores (3+/4+) frio e depressível. Estase jugular a
90 graus. Qual o elemento fisiopatológico responsável pela piora recente?
B Hiperinsuflação pulmonar.
C Hipervolemia.
Homem, 65 anos, tabagista 50 anos maço, queixa de dispneia aos esforços há 3 anos, com piora intensa há 3 dias. Exame
físico: MEG, corado, consciente e orientado; MV presente, sibilos difusos, Saturação de 02 de 80% ar ambiente, FR: 30
ipm. Instalado oxigênio suplementar através do dispositivo abaixo (foto) a 15 L/min, com aumento da saturação de 0₂ para
97%. O paciente evoluiu com piora do nível de consciência, acordando apenas aos estímulos dolorosos. Qual é a alteração
gasométrica esperada nesse momento?
A pC0₂: 90 mmHg.
B HC0₃: 15 mEq/L.
C p0₂: 60 mmHg.
D pH: 7,45.
Essa questão possui comentário do professor no site 4000144251
Paciente de 60 anos é avaliada por um queixa de dispneia aos esforços há dois anos. Ela apresenta dispneia e sibilos
quando sobe ladeiras, especialmente se carrega alguma coisa consigo. Nega outros sintomas. Cessou tabagismo há 5 anos
e tem história de hipertensão. Medicamentos de uso habitual incluem Hidroclorotiazida e Ramipril. Ao exame físico, sinais
vitais estão normais. SpO2 de 97% em ar ambiente. Ausculta pulmonar e avaliação cardiovascular sem alterações dignas de
nota. Laboratório evidencia Hemoglobina normal. Espirometria evidencia FEV1 de 75% do predito, com FEV1/FVC de 0,65.
ECG e Radiografia de tórax normais.
A Roflumilast.
M. S. 72 anos, funcionário público, aposentado. Fumante desde os 20 anos de idade (80maços/ano), começou a
apresentar dispneia há pelo menos dez anos, progressiva, acompanhada de tosse pouco produtiva. Negava antecedentes
de asma ou chiado. Há quatro anos tinha dispneia aos pequenos esforços e começou a ter exacerbações frequentes
caracterizada por piora da dispneia, chiado e tosse. Há dois anos houve piora da dispneia, maior limitação para atividade
física e aumento da frequência das exacerbações. Há uma semana apresentou nova exacerbação - procurou o setor de
emergência para avaliação, sendo posteriormente encaminhado ao Pneumologista. Ao exame: sinais vitais normais, satO2:
91%, IMC: 22,3 kg/m2, longilíneo, sem cianose, sem edema ou turgência. Tórax: em barril, expansibilidade e comprimento
laríngeo reduzidos, respiração com lábios semicerrados, hipersonoridade a percussão, redução difusa do murmúrio
vesicular, sem ruídos adventícios. Ausculta cardíaca: ritmo regular, hipofonese de bulhas Exames complementares
Espirometria: CVF: 1,95 (68%) VEF1: 0,73 (32%) VEF1/CVF 0,47 (52%)
Baseado no enunciado acima qual a resposta CORRETA com relação a opção terapêutica adequada para o caso acima.
C Um broncodilatador de longa ação (LABA) ou anticolinergico de longa ação associado a corticoide Inalatório
seria a escolha mais indicada.
Segundo os critérios de GOLD, a doença pulmonar obstrutiva crônica, considerada moderada, deve apresentar o volume
expiratório final do primeiro segundo (VEF1):
A < 80%.
B < 50%.
C > 80%.
D > 50%.
E < 30%.
Homem, 73 anos, é trazido ao serviço de urgência devido à sonolência e à di culdade em respirar nos últimos dois dias.
Tem histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Precisou de tratamento com pulso de corticosteroides
quatro vezes no último ano. No momento, está medicado com prednisona 10 mg/dia. Usa oxigênio domiciliar 2 L/min por
cânula nasal. Foi internado no hospital, há dois anos, por exacerbação da DPOC e precisou de ventilação mecânica. Desde
então, ele especi cou que não deseja ser reanimado ou entubado no futuro. Espirometria há 1 ano mostrou VEF1 de 0,85L e
relação VEF1/CVF 0,42 (32% do previsto). Os sinais vitais: temperatura 38.3ºC, frequência cardíaca 98/min, frequência
respiratória 8/min e pressão arterial 117/56 mmHg. A oximetria de pulso mede inalação de O2 de 3 L/min por cânula nasal,
com saturação de 89%. O doente está sonolento e confuso. A ausculta pulmonar revela sibilos difusos inspiratórios e
expiratórios em todos os campos pulmonares. Os sons cardíacos estão abafados, mas normais. Os resultados laboratoriais
são os seguintes:
Gasometria arterial:
* pO2 55 mmHg
* pCO2 85 mmHg
* pH 7.29
* Bicarbonato 32 mEq/L
D Alteração da fração inspirada de oxigênio para 50% por máscara facial (Venturi).
Homem de 77 anos, tabagista de longa data (60 maços/ano), foi levado ao pneumologista por estar com fadiga, dispneia
aos mínimos esforços e tosse produtiva pela manhã.
Com esse quadro, o diagnóstico e o achado espirométrico mais prováveis para esse paciente são, respectivamente,
A enfisema e volume residual (VR) diminuído.
Homem de 65 anos, com história de tabagismo de 40 anos-maço, procurou atendimento no início do ano por quadro de
dispneia lentamente progressiva ao longo do ano anterior, sem outras queixas. Ele negava necessidade de atendimentos de
urgência/emergência ou internamentos recentes por conta do quadro respiratório. Na ocasião, o paciente recebeu o
diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), con rmado com espirometria, sendo indicadas as vacinas
contra in uenza e pneumococo, além de início de terapia inalatória com formoterol 12 mcg e budesonide 400 mcg, 2
vezes ao dia. Ele refere que, após o início da medicação inalatória, apresentou melhora signi cativa da dispneia, porém foi
internado em 2 ocasiões nos últimos 10 meses por conta de pneumonia comunitária, com confirmação radiográfica.
A a manutenção da dose do formoterol e o aumento da dose de budesonide, com a intenção de diminuir o risco de
complicações infecciosas, por conta das 2 internações por pneumonia.
C a manutenção do formoterol, porém o budesonide inalatório deve ser suspenso, por não haver indicação do seu
uso no contexto descrito no caso.
Um paciente com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica não dependente de oxigênio, sem queixas
respiratórias nas últimas semanas, foi à consulta de rotina para a análise de exames. É diabético não insulinodependente e
hipertenso. A gasometria arterial colhida em ar ambiente mostrava: pH 7,29; pCO2 60 mmHg; pO2 50 mmHg; Bic 38
mEq/L; BE –7,5; e sat. de O2 de 84%. Os demais exames eram ureia: 58 mg/Dl, creatinina: 1,4 mg/Dl, Na: 135 mEq/L, K:
3,5 mEq/L e Cl: 92 mEq/L.
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta quanto ao diagnóstico da gasometria e à indicação do uso
de oxigênio domiciliar para o paciente.
A O diagnóstico é de acidose metabólica com ânion gap normal + alcalose respiratória e o paciente é candidato ao
uso de oxigênio domiciliar.
B O diagnóstico é de acidose respiratória crônica compensada e o paciente não é candidato ao uso de oxigênio
domiciliar.
C O diagnóstico é de alcalose respiratória aguda + acidose metabólica com ânion gap elevado e o paciente não é
candidato ao uso de oxigênio domiciliar.
E O diagnóstico é de alcalose metabólica compensada e o paciente não é candidato ao uso de oxigênio domiciliar.
A Associa-se a uma resposta inflamatória pulmonar desencadeada por exposição a partículas ou gases tóxicos
sendo o tabagismo o agente agressor mais frequente.
B Deve ser clinicamente considerada como hipótese primária em indivíduos com história tabágica acima de 40
anos de idade.
C Com a evolução, os pacientes podem apresentar aumento do volume torácico (tórax em barril).
Homem, 70 anos, tabagista, tem dispneia progressiva aos esforços há 4 anos. TC de tórax: en sema centroacinar com
predomínio nos lobos superiores. Espirometria: relação entre volume expiratório forçado em 1s e capacidade vital forçada
(VEF1/CVF) reduzida.
Idoso de 76 anos procura o pronto-socorro com “falta de ar” e muito agitado, informando já ter apresentado episódios
anteriores. O médico avalia que não há presença de hipóxia (SO2 = 97%). O paciente tem DPOC, utiliza corticoides por via
oral, não está dormindo bem e não consegue concentrar-se durante o dia. Após ser perguntado sobre fatores estressantes,
informa que soube da morte de seu primo no dia anterior, que o deixou bastante triste.
C informar que a prática de atividade física está contra-indicada, pois pode exacerbar o quadro de DPOC.
D prescrever o uso de corticoides orais de uso prolongado, que é a opção de escolha para alívio dos sintomas.
Segundo as atualizações do Global Initiative for Chronic Obstructive Disease (GOLD) 2019, um paciente DPOC grupo D,
sem histórico de bronquite crônica, cujo hemograma apresenta < 300 eosinó los/uL, tem como indicação de tratamento
inicial:
A Beta 2 agonista de curta para alívio dos sintomas + B2 agonista de longa ação
Paciente de 48 anos de idade procura seu consultório para investigação de tosse e expectoração crônicas. Nega
tabagismo ou comorbidades. Nega uso de medicamentos. Ao exame apresenta FR=18 mrm, Sat O2=96% em ar ambiente e
ausculta com estertores discretos em bases pulmonares. Traz radiogra a de tórax que demonstra sinal do “trilho de trem”
bilateralmente.
I. A doença pode estar associada a doenças in amatórias como a artrite reumatóide, síndrome de Sjögren e doença
inflamatória intestinal.
III. A presença de envolvimento difuso deve levantar a suspeita de aspiração de corpo estranho.
IV. A distribuição da doença nos campos pulmonares inferiores é mais comum na fibrose cística.
B I e III apenas.
C II e III apenas.
D II e IV apenas.
E III e IV apenas.
Paciente feminina, 57 anos, vem à consulta com quadro de dispneia aos esforços progressiva há 5 meses, associada a tosse
produtiva, perda de peso de 2kg no período. Nega internações por problemas respiratórios. Relata história de tabagismo de
20 cigarros dia por 30 anos, tendo parado de fumar no início dos sintomas. Relata que na infância apresentava crises de
bronquite. Ao exame físico apresenta apenas redução global do MV sem outras alterações significativas.
A O diagnóstico mais provável é de doença pulmonar obstrutiva crônica, entretanto, a possibilidade de asma não
pode ser excluída, sendo necessário confirmação através de teste de caminhada de 6 minutos e
broncoprovocação com metacolina.
B Trata-se de paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica; está indicado neste momento uso de
broncodilatadores além de terapia não farmacológica.
C Embora com história de tabagismo, os dados clínicos e funcionais associados a resposta ao broncodilatador
sugerem fortemente asma brônquica como principal hipótese diagnóstica, sendo recomendado nesse caso o
uso de corticoide inalatório.
D Considerando o achado do teste de função pulmonar há indicação de uso de corticoide oral por 5 dias para
posterior reavaliação e prescrição de tratamento contínuo.
E Trata-se de paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica. Está indicada a realização de função pulmonar
avançada com pletismo- grafia e difusão para definição da estratégia terapêutica.
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Questão 128 Cirurgia de redução volumétrica pulmonar Tratamento cirúrgico Terapia farmacológica
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é de nida pela presença de sintomas respiratórios persistentes e limitação
ao uxo aéreo não totalmente reversível. São tratamentos recomendados em algum momento do desenvolvimento da
doença:
A Apenas I e II.
B Apenas I e III.
C Apenas II e III.
D I, II e III.
Paciente de 70 anos, com diagnóstico prévio de doença pulmonar obstrutiva crônica GOLD III, procurou a Emergência por
piora do padrão da dispneia (mMRC 2 para 3) e tosse seca. Vinha fazendo uso frequente do broncodilatador inalatório nos
últimos 5 dias. À admissão, apresentava-se lúcido, taquipneico (frequência respiratória de 30 mpm), taquicárdico (110 bpm),
afebril, com pressão arterial de 120/70 mmHg e oximetria digital de 88%. A gasometria arterial em ar ambiente revelou pH
de 7,32, PaC02 de 47 mmHg e Pa02 de 60 mmHg. O leucograma indicou 12 mil leucócitos/mm³, com 3% de bastões, 60%
de neutró los e 4% de eosinó los, sem linfopenia. A dosagem da proteína C reativa mostrou 10 mg/dl. Que alternativa,
dentre as abaixo, oferece o manejo mais adequado para o caso?
Uma mulher com 64 anos de idade é encaminhada para investigação diagnóstica de quadro de tosse seca e dispneia ao
realizar esforços. A paciente é portadora, há 3 décadas, de hipertensão arterial sistêmica, sendo tabagista e etilista social.
Seu exame físico revela IMC = 33 kg/m², eupneica em repouso, mas com acrocianose (+/4+) e murmúrio vesicular
reduzido difusamente, sendo auscultados sibilos esparsos em todo tórax. O ritmo cardíaco é regular, em 2 tempos, com 2.ª
bulha hiperfonética em foco pulmonar. Há turgência de veia jugular quando a cabeceira da maca é elevada a 45 graus,
além de edema de membros inferiores (2+/4+). A paciente traz à consulta uma espirometria realizada recentemente que
evidencia um volume expiratório forçado no 1.º segundo (VEF1) reduzido (68 % do previsto com base em sua idade e
altura), sendo a relação entre esse parâmetro e a capacidade vital forçada (VEF1/CVF) inferior a 70 %; não há elevação de
20% ou aumento superior a 200 mL em nenhum desses dois parâmetros espirométricos após a administração de
broncodilatador. Com base no caso clínico e no resultado da espirometria, qual é o diagnóstico da paciente?
Mulher, 71a, retorna ao Ambulatório para resultado de exames. Antecedente pessoal: tabagismo 40 maços/ano.
Espirometria com teste com broncodilatador (salbutamol spray): BASEADO NA ESPIROMETRIA O DIAGNÓSTICO É:
B Distúrbio ventilatório obstrutivo grave com resposta de fluxo e volume ao broncodilatador, CVF reduzida.
C Distúrbio ventilatório misto (obstrutivo grave e restritivo grave) com resposta parcial ao broncodilatador.
D)
Paciente, sexo masculino, 50 anos de idade, dá entrada no Pronto Socorro com a queixa de dispneia e tosse pouco
produtiva há três meses, com piora, há três dias. Refere piora dos sintomas ao se deitar. Relata também cefaleia e náuseas.
Refere tabagismo de 40 maços/ano. Ao exame físico, regular estado geral, pletora facial, estase de jugulares, Temperatura
axilar: 36,5°C, FC: 78bpm, PA: 122x78mmHg, FR: 24imp; ausculta cardíaca sem alterações; ausculta respiratória com
murmúrios vesiculares bem distribuídos com roncos e crépitos difusamente bilateral; abdome plano, ácido e indolor;
edema dos menbros superiores +2/ +4. Indique a principal suspeita etiológica que gerou a condição clínica desse paciente.
B Derrame pericárdico.
C Neoplasia de pulmão.
Homem de 60 anos, com quadro de tosse produtiva há 5 anos, que nos últimos 2 anos evoluiu com dispneia quando sobe
ladeira (MRC = 1). Ex-tabagista de 30 maços/ano. No último ano, foi internado 1 vez devido a pneumonia. Ao exame,
apresentava BEG, corado, acianótico, ausência de edema de MMII, murmúrio vesicular diminuído difuso e roncos. Ausculta
cardíaca normal. Rx de tórax com rebaixamento de cúpulas diafragmáticas e aumento do diâmetro anteroposterior no
per l. Espirometria: VEF₁/CVF = 0,5 e após uso do broncodilatador = 0,6 CVF = 3,77L (94%) e após uso do broncodilatador
= 3,82L (96%) VEF₁ = 1,90L (70%) e após uso do broncodilatador =1,97L (72%) Qual é o melhor tratamento medicamentoso
para o paciente do quadro clínico descrito?
Homem de 60 anos, com quadro de tosse produtiva há 5 anos, que nos últimos 2 anos evoluiu com dispneia quando sobe
ladeira (MRC = 1). Ex-tabagista de 30 maços/ano. No último ano, foi internado 1 vez devido a pneumonia. Ao exame,
apresentava BEG, corado, acianótico, ausência de edema de MMII, murmúrio vesicular diminuído difuso e roncos. Ausculta
cardíaca normal. Rx de tórax com rebaixamento de cúpulas diafragmáticas e aumento do diâmetro anteroposterior no
per l. Espirometria: VEF₁/CVF = 0,5 e após uso do broncodilatador = 0,6 CVF = 3,77L (94%) e após uso do broncodilatador
= 3,82L (96%) VEF₁ = 1,90L (70%) e após uso do broncodilatador =1,97L (72%) O quadro clínico descrito corresponde a
C deve ser tratada com corticosteroides por via sistémica por um período mínimo de 10dias, seguido de esquema
de desmame.
C Cessação do tabagismo
Homem, 70 anos, queixa-se de dispneia progressiva atualmente aos pequenos esforços e tosse cheia com expectoração
clara matinal. Os sintomas têm duração de aproximadamente 2 anos. Não apresenta comorbidades, nem usava medicações
previamente. Tabagista de 40 anos. Há cerca de 3 dias, houve piora da dispneia, agora até em repouso, com aumento e
mudança da expectoração para amarelada, febre (38,8ºC) com calafrios e perda do apetite. Assinale a alternativa que indica
corretamente o diagnóstico mais provável para o quadro agudo.
A crise de asma
B pleurite aguda
C exacerbação de DPOC
D tuberculose pulmonar
E tromboembolismo pulmonar
Homem, 74 anos, refere tosse com expectoração clara matutina há 8 anos. Há 5 anos com dispneia aos esforços em
progressão; atualmente tem dispneia para andar 100 metros em terreno plano. Por vezes o sintoma é acompanhado de
chiado no peito. Tabagista de 1 maço de cigarros por dia há 60 anos. Exame físico sem alterações. Qual achado é su ciente
para o diagnóstico da doença mais provável?
Em relação à exacerbação da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), assinale a alternativa CORRETA:
A A principal causa infecciosa das exacerbações são as bactérias cocos gram-positivo (pneumococo).
B A ventilação mecânica não invasiva, quando bem indicada e realizada, reduz a mortalidade.
C A ventilação mecânica não invasiva está contraindicada naqueles pacientes sonolentos, que respondem ao
chamado e obedecem aos comandos.
D O corticoide deve ser administrado pela via endovenosa, e não enteral, durante as exacerbações, para garantir a
biodisponibilidade da droga.
Essa questão possui comentário do professor no site 4000114236
Paciente retorna à consulta de rotina com a radiogra a de tórax realizada há 2 semanas, mostrada a seguir. Considerando o
quadro radiológico e a hipótese diagnóstica mais provável, o paciente deve apresentar a seguinte descrição clínica:
A ausência de doenças prévias, dispneia de início súbito, dor torácica do tipo pleurítica,desvio de traqueia e
choque obstrutivo.
C febre vespertina há 4 semanas, sudorese noturna, perda de peso e tosse com expectoração amarelada.
D hepatomegalia dolorosa, edema simétrico de membros inferiores e ausculta cardíacacom 3ª bulha (B3).
E sopro sistólico no foco mitral (3+/4) com irradiação para axilas e atrito pericárdico.
Mulher, 68 anos de idade, em tratamento regular para hipertensão e diabetes. Ex-tabagista há 1 ano (fumou 2 maços/dia
desde os 17 anos de idade). Apresenta tosse com expectoração clara, nega internações prévias, mas queixa-se do
companheiro, que ""caminha muito rápido"" enquanto ela precisa parar após poucos metros, por falta de ar. O resultado da
espirometria encontra-se reproduzido a seguir. Indique a classi cação e o tratamento adequado para a paciente,
respectivamente:
A Asma Grave, iniciar tiotrópio inalatório + controle de sintomas + diretivas antecipadas de vontade.
B GOLD 2A, iniciar budesonida inalatória+ vacina antigripal e pneumocócica + reabilitação pulmonar.
D GOLD 3B, iniciar tiotrópio inalatório + vacina antigripal e pneumocócica + reabilitação pulmonar.
Sr. Mauro, 60 anos, tabagista há 35 anos, apresenta tosse e dispneia crônicas. De tempos em tempos, tem piora do quadro
com intensi cação dos sintomas. Já tentou parar de fumar, mas o máximo que conseguiu foi cessar o uso por uma semana.
Nesta noite, teve piora da dispneia e está há 3 dias com muita tosse produtiva com expectoração amarelada. Não teve
febre. Não dormiu bem e, logo cedo, procurou a Unidade Básica de Saúde. A equipe o acolheu e identi cou: desconforto
respiratório com tiragem intercostal, pressão arterial de 130/90 mmHg, pulso de 92 bpm, rítmico e cheio, frequência
respiratória de 24 mrm, ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente, roncos e sibilos difusos. O restante do exame
físico estava normal. A principal hipótese
diagnóstica é:
A exacerbação de insuficiência cardíaca
B síndrome de hiperventilação
Em consulta regular em unidade de saúde, você atende uma pessoa de 64 anos, tabagista, com quadro de cansaço após
breves caminhadas curtas, de quase 100 metros, e que já foi internada uma vez neste ano por causa de dispneia. Seu último
hemograma estava com eritograma e plaquetas sem alterações, porém com eosino lia (> 300). Com estas informações,
você considera que o esquema medicamentoso mais apropriado para controle deste quadro é:
A Fenoterol + fluticasona
B Salmeterol + ipatrópio
C Formoterol + budesonida
D Salbutamol + tiotrópio
De acordo com o caso clínico, de na o GOLD (1, 2, 3 ou 4) e o grupo (A, B, C ou D). Paciente, 52 anos, tabagista (carga
tabágica ≥ a 35 maços ao ano), vem apresentando quadro de dispneia progressiva (atualmente referindo andar mais
devagar do que pessoas da mesma idade devido à falta de ar ou quando caminha no plano), tosse crônica, com secreção
mucóide e sibilância. Negou exacerbação e internação nos últimos 12 meses devido ao quadro respiratório. A espirometria
pós-broncodilatadora mostrava um VEF1 55%, CVF 75% e uma relação VEF1/CVF 69%. Qual das alternativas abaixo está
CORRETA?
A GOLD 3, grupo D.
B GOLD 4, grupo C.
C GOLD 1, grupo A.
D GOLD 2, grupo B.
Homem, 64a, comparece ao Pronto Socorro com di culdade respiratória há 2 dias acompanhada de tosse seca, nega febre
ou edema de membros. Antecedente pessoal: tabagismo 30 maços/ano, parou de fumar há 2 anos, diagnóstico de doença
pulmonar obstrutiva crônica há 6 meses e iniciou uso inalatório de formoterol e brometro de tiotrópio. Exame físico:
agitado, FR=26 irpm, oximetria de pulso (ar ambiente)= 86%; cianose de extremidades, pulmões: redução global do
murmúrio vesicular, com raros sibilos. A CONDUTA É:
A Gasometria arterial, radiograma de tórax, hemograma, oxigenioterapia, corticosteroidesistêmico e
broncodilatadores.
Em adultos portadores de pneumopatia obstrutiva (asma e / ou DPOC) quando em franca insu ciência respiratória
deveram ter os seguintes cuidados iniciais no seu tratamento respiratório, exceto:
A ventilação mecânica não invasiva pode utilizar uma pressão inspiratória (IPAP e ou PSV) e uma pressão positiva
expiratória (EPAP e ou PEEP), tendo como principal (is) finalidades.
B IPAP: Ventilar adequadamente e manter os alvéolos abertos; EPAP: Melhora das trocas gasosas e ventilar
adequadamente.
C IPAP: Ventilar adequadamente; EPAP: Manter os alvéolos abertos e Melhora das trocas gasosas.
D IPAP: Redução do trabalho respiratório e manter os alvéolos abertos; EPAP: Ventilar adequadamente.
E IPAP: Aumento do trabalho respiratório e manter os alvéolos abertos; EPAP: Ventilar adequadamente.
B Através da medida dos fluxos e de volumes pulmonares na espirometria é possível identificar a medida do
volume residual pulmonar.
C A Difusão de Monóxido de Carbono (DLCO) através da respiração única é o exame de escolha para definição do
padrão restritivo nas doenças pulmonares intersticiais.
D A medida da resistência de vias aéreas encontra-se desproporcionalmente aumentada em relação aos volumes
pulmonares nas doenças pulmonares de padrão restritivo.
E A espirometria pré e pós-broncodilatador é exame de avaliação nas doenças respiratórias que cursam com
dispneia, permitindo a comparação dos valores obtidos com referências e identificando padrões de distúrbios
ventilatórios.
Essa questão possui comentário do professor no site 4000092810
Em um paciente tabagista, do sexo masculino, sem de ciência de alfa 1 antitripsina ou história familiar de en sema, o tipo
mais comum de enfisema a ser encontrado é:
A Panlobular
B Parasseptal
C Centroacinar
D Intersticial
1 C 2 B 3 E 4 E 5 C 6 A 7 B 8 D
9 C 10 B 11 A 12 C 13 A 14 D 15 C 16 A
17 B 18 C 19 C 20 D 21 A 22 D 23 C 24 A
25 D 26 C 27 C 28 E 29 D 30 C 31 A 32 B
33 A 34 D 35 D 36 D 37 A 38 A 39 A 40 C
41 B 42 B 43 D 44 A 45 D 46 A 47 D 48 B
49 B 50 A 51 B 52 B 53 B 54 D 55 C 56 B
57 B 58 D 59 B 60 A 61 C 62 B 63 D 64 D
65 B 66 C 67 D 68 B 69 D 70 C 71 D 72 B
73 B 74 D 75 B 76 D 77 C 78 B 79 D 80 A
81 A 82 A 83 C 84 C 85 C 86 D 87 D 88 D
89 B 90 B 91 D 92 B 93 B 94 B 95 B 96 A