DREAM EMPREGOS E CURSOS LIVRES LTDA.
15.136.232/0001-49
Curso de Máquinas Pesadas e Agrícolas
Pá Carregadeira
Módulo Completo
ÍNDICE
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA NA OPERAÇÃO DE MÁQUINAS
O que é segurança do trabalho?..........................................................................05
O que é acidente de trabalho?.............................................................................06
Prevenção de acidentes.......................................................................................07
Sistema ROPS e FOPS.......................................................................................10
Introdução à NR06...............................................................................................13
Introdução à NR11...............................................................................................20
Introdução à NR12...............................................................................................23
Introdução à NR23...............................................................................................27
Noções de Primeiros Socorros...........................................................................34
Simbologia...........................................................................................................41
OPERAÇÃO DA PÁ CARREGADEIRA
Introdução............................................................................................................49
Selecionando a pá carregadeira..........................................................................51
Carregamento da caçamba..................................................................................52
Operação da pá carregadeira..............................................................................53
Regras da operação segura.................................................................................60
Instrumentos e controles......................................................................................63
O que é segurança do trabalho?
Segurança do trabalho pode ser entendida como conjuntos de medidas que são
adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, bem
como proteger a integridade física e a capacidade psicológica e intelectual do
trabalhador.
A Segurança do Trabalho estuda diversas disciplinas como Introdução à
Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em
Máquinas, Equipamentos e Instalações, Psicologia na Engenharia de Segurança,
Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, O
Ambiente e as Doenças do Trabalho, Higiene do Trabalho, Metodologia de
Pesquisa, Legislação, Normas Técnicas, Responsabilidade Civil e Criminal, Perícias,
Proteção do Meio Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios e
Explosões e Gerência de Riscos.
O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa compõe-se de uma
equipe multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro
de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho. Estes
profissionais formam o que chamamos de SESMT – Serviço Especializado em
Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Também os empregados da
empresa constituem a CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, que
tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de
modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e
a promoção da saúde do trabalhador.
A Segurança do Trabalho é
definida por normas e leis. No Brasil,
a Legislação de Segurança do
Trabalho compõe-se de Normas
Regulamentadoras, leis
complementares, como portarias e
decretos e também as convenções
Internacionais da Organização
Internacional do Trabalho,
ratificadas pelo Brasil. produtos,
melhorando as relações humanas no
trabalho.
05
O que é acidente de trabalho?
Acidente de trabalho acontece no exercício do trabalho a serviço da empresa,
provocando lesão corporal ou perturbação funcional podendo causar morte, perda
ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Equiparam-
se aos acidentes de trabalho:
1. O acidente que acontece quando você
está prestando serviços por ordem da empresa
fora do local de trabalho.
2. O acidente que acontece quando você
estiver em viagem a serviço da empresa.
3. O acidente que ocorre no trajeto entre a
casa e o trabalho ou do trabalho para casa.
4. Doença profissional (as doenças
provocadas pelo tipo de trabalho).
5. Doença do trabalho (as doenças
causadas pelas condições do trabalho).
O acidente de trabalho deve-se principalmente a duas causas:
I. Ato inseguro é o ato praticado pelo homem, em geral consciente do que está
fazendo, que está contra as normas de segurança. São exemplos de atos inseguros:
subir em telhado sem cinto de segurança contra quedas, ligar tomadas de aparelhos
elétricos com as mãos molhadas e dirigir a altas velocidades.
II. Condição Insegura é a condição do ambiente de trabalho que oferece perigo e
ou risco ao trabalhador. São exemplos de condições inseguras: instalação elétrica
com fios desencapados, máquinas em estado precário de manutenção, andaime de
obras de construção civil feitos com materiais inadequados.
06
Prevenção de acidentes
A ideia de que a simples utilização dos Equipamentos de Proteção Individual
(EPI) é suficiente e determinante para evitar acidentes deve ser desconstruída, uma
vez que é apenas um dos fatores que auxiliam na proteção do indivíduo.
Todos os anos, milhões de trabalhadores vêm ao óbito ou ficam seriamente
feridos e com sequelas em virtude de acidentes ou lesões ocasionadas durante suas
atividades profissionais. Proporcionalmente, as empresas são penalizadas com
perda/afastamento de funcionários e demandas em juízo com imensuráveis taxas de
indenização e tratamentos médicos de alta complexidade.
É certo que a melhor maneira de evitar episódios de acidentes laborais é
investindo em segurança do trabalho. A prevenção é, sobretudo, uma ferramenta
que atua a fim de evitar problemas futuros. Seja engenheiro ou técnico de segurança
do trabalho, todos devem ter como meta a melhoria nas estatísticas de não
acidentes.
Algumas dicas para a prevenção no horário do trabalho:
1. Manter-se atento, todo e qualquer trabalho deve ser feito com plena
consciência;
2. Não se expor à riscos, acidentes acontecem muitas vezes por
imprudência;
3. Manter o local de trabalho limpo e organizado pode evitar escorregões e
quedas por exemplo;
4. Usar corretamente os equipamentos de proteção (que devem ser,
obrigatoriamente, fornecidos pela empresa);
5. Sempre comunicar incidentes para que a solução não demore a aparecer.
Como se faz notar, uma simples caixa deixada no meio do caminho, uma
ferramenta largada ou um rastro de produto no chão podem ser mais perigosos do
que parecem. Assim como ocorre no ambiente residencial, as situações mais
simples e improváveis podem gerar acidentes. Por isso, prevê-las e evitá-las faz
toda a diferença.
Importante destacar que a utilização de um EPI não garante a proteção do
trabalhador. Acidentes ocorrem, corriqueiramente, devido à falta de atenção ou uso
incorreto desses equipamentos. Portanto, não basta entregar nas mãos do
funcionário seu equipamento laboral, é preciso ensiná-lo a usar, fiscalizar o seu uso
e exigir a correta utilização, sob pena de advertência.
Atitudes como as listadas a seguir podem, se devidamente aplicadas, atuar de
forma significativa na segurança laboral:
07
– Evitar realizar atividade a qual não foi devidamente treinado para fazer
(departamentos diferentes).
– Analisar sempre os riscos e questionar-se: estou preparado para realizar essa
tarefa?
– Sendo necessário realizar a tarefa, verificar o que pode fazer além da
utilização do EPI para reduzir os riscos.
– Verificar as condições do ambiente: onde será realizada a tarefa? Quais as
condições do local (É muito úmido? É muito seco? Existe ruído?)?
– Confirmar se os riscos mais prováveis foram neutralizados, caso não esteja
tudo neutralizado, ou caso não se sinta seguro a realizar a tarefa, simplesmente não
a faça. Comunicar essa situação é primordial.
– Evitar ao máximo as distrações no ambiente de trabalho, como aparelhos
eletrônicos, fones de ouvido e conversas paralelas, toda elas, evidentemente, tiram a
atenção.
– Pedir, sempre que houver dúvidas, instruções ou o auxílio direto a alguém que
tenha mais conhecimento do procedimento.
– A pressa é de fato comprovado, inimiga da perfeição, então, jamais pensar que
fazer algo com pressa será a melhor opção.
– A tarefa a ser executada coloca em risco outras pessoas ao seu redor? Muito
cuidado! Sinalizar o local, colocar avisos, cones ou demarcações no chão são ótimas
sugestões para flagrar os desavisados.
– As ferramentas corretas para realizar essa tarefa estão sendo utilizadas? O
uso errado da ferramenta e o uso da ferramenta errada são grandes causadores de
acidentes.
– Caso a tarefa realizada seja em
maquinas, quadros elétricos ou
hidráulicos, certificar-se de que não existe
a possibilidade de um terceiro
ligar/desligar, mexer, mover, abrir ou
acionar o equipamento. Sinalize sua
atividade!
Cumpre, por fim, frisar que o acidente
só acontece onde a prevenção falhou.
Novamente, apenas o uso do EPI não
protege totalmente o trabalhador. É
necessária uma gestão em grupo,
participação e discussão das medidas de
segurança com a CIPA, SESMT,
empregados, líderes e empregadores.
08
Sistema ROPS e FOPS
No início da década de 1990, por conta do elevado índice de
acidentes envolvendo operadores de máquinas nos setores de
construção e mineração, as fabricantes passaram a desenvolver cabines
especialmente desenvolvidas para proteger os trabalhadores. São as
chamadas cabines “ROPS” e “FOPS”.
Com certeza você já deve ter visto em algum lugar estas siglas. A
partir de agora você descobrirá o significado de cada uma.
Cabines ROPS: ROPS é a abreviação do termo inglês Roll Over
Protective Structure que significa Estrutura Protetora Contra
Capotamento.
O principal objetivo desta estrutura é fornecer proteção ao operador
em caso de capotamento da máquina. Motivo pelo qual é considerada
uma das estruturas mais importantes de segurança em máquinas
agrícolas, de construção e mineração.
Cabines FOPS: A exemplo da “ROPS” a FOPS é uma abreviação
do termo inglês Falling Objects Protective Structure que significa
Estrutura Com Proteção Contra Queda de Objetos.
O principal objetivo desta estrutura é fornecer proteção ao operador
em caso de quedas de objetos, como pedras, galhos, troncos.
As cabines FOPS também podem receber a classificação FOG
(Falling Object Guard),ou seja, possuir Grade de Proteção contra
Quedas de Objetos.
Dê preferência para cabines com boa visibilidade, conforto e
principalmente que atendam as seguintes normas de segurança que
regem a NR-31 da portaria 86 de 03/03/2205:
– ABNT NBR ISO 5700: A Norma especifica um método estático e as
condições de aceitação para estruturas de proteção na capotagem
(estrutura ou cabine) de tratores agrícolas e florestais de rodas.
– ABNT NBR ISO 3471: Estabelece meios para avaliação de cabines
com características para suportar cargas de Estruturas Protetoras
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Contra Acidentes na Capotagem (ROPS) sob carga estática e prescreve
os requisitos de desempenho.
– ABNT NBR ISO 3449: A regulamentação é aplicável a estruturas
FOPS fornecidas como uma parte integrante da máquina e as
fornecidas separadamente para fixação na máquina, ou seja, Estrutura
Com Proteção Contra Queda de Objetos.
Não aplicável para estruturas FOPS destinadas para uso em
compactadores para aterro, escavadeiras, rolos-compactadores,
valetadeiras, assentadores de tubo, para o assento adicional para
operação de um acessório (por exemplo, acessório de retroescavação),
ou em máquinas com uma potência nominal menor que 15 kW.
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Equipamentos de Proteção Individual
Todas as atividades profissionais que possam imprimir algum tipo de
risco físico para o trabalhador devem ser cumpridas com o auxílio de
EPIs – Equipamentos de Proteção Individual, que incluem óculos,
protetores auriculares, máscaras, capacetes, luvas, botas, cintos de
segurança, protetor solar e outros itens de proteção. Esses acessórios
são indispensáveis em fábricas, operação de máquinas pesadas e
processos industriais em geral.
O uso do EPI é fundamental para garantir a saúde e a proteção do
trabalhador, evitando consequências negativas em casos de acidentes
de trabalho. Além disso, o EPI também é usado para garantir que o
profissional não será exposto a doenças ocupacionais, que podem
comprometer a capacidade de trabalho e de vida dos profissionais
durante e depois da fase ativa de trabalho.
Para que uma empresa possa conhecer todos os equipamentos de
proteção individual que devem ser fornecidos aos seus funcionários, é
necessário elaborar um estudo dos riscos ocupacionais. Esse tipo de
trabalho facilita a identificação dos perigosos dentro de uma planta
industrial, por exemplo, e ajuda a empresa a reduzi-los ou neutralizá-los.
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O EPI é importante para proteger os profissionais individualmente,
reduzindo qualquer tipo de ameaça ou risco para o trabalhador. O uso
dos equipamentos de proteção é determinado por uma norma técnica
chamada NR 6, que estabelece que os EPIs sejam fornecidos de forma
gratuita ao trabalhador para o desempenho de suas funções dentro da
empresa.
No caso de equipamentos perdidos ou danificados, é
responsabilidade da empresa substituí-lo imediatamente. O uso
adequado e responsável do EPI evita grandes transtornos para o
trabalhador e, também, para a empresa, além de garantir que as
atividades sejam desempenhadas com mais segurança e eficiência.
Os equipamentos de proteção individual devem ser mantidos em
boas condições de uso e precisam ter um Certificado de Aprovação do
órgão competente para garantir que estão em conformidade com as
determinações do Ministério do Trabalho. Empregados e empregadores
devem compreender a importância do uso de equipamentos de proteção
no dia a dia da empresa.
14
15
Aspectos da NR-6
NR 6 - EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR,
considera-se Equipamento de Proteção Individual -EPI, todo dispositivo
ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à
proteção de riscos suscetíveis
de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual,
todo aquele composto por vários dispositivos que o fabricante tenha
associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer
simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a
saúde no trabalho.
O equipamento de proteção
individual, de fabricação nacional ou
importada, só poderá ser posto à venda
ou utilizado com a indicação do
Certificado de Aprovação - CA, expedido
pelo órgão nacional competente em
matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e
Emprego.
A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente,
EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e
funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa
proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças
profissionais e do trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo
implantadas; e,
c) para atender a situações de emergência.
Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e
em Medicina do Trabalho - SESMT, ouvida a Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes - CIPA e trabalhadores usuários, recomendar
ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada
atividade.
Nas empresas desobrigadas a constituir SESMT, cabe ao
empregador selecionar o EPI adequado ao risco, mediante orientação
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de profissional tecnicamente habilitado, ouvida a CIPA ou, na falta
desta, o designado e trabalhadores usuários.
Cabe ao empregador quanto ao EPI:
a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;
b) exigir seu uso;
c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional
competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e
conservação;
e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e,
g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.
h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados
livros, fichas ou sistema eletrônico.
Cabe ao empregado quanto ao EPI:
a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;
c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne
impróprio para uso; e,
d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.
Cabe ao órgão regional do MTE:
a) fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualidade do EPI;
b) recolher amostras de EPI; e,
c) aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades cabíveis
pelo descumprimento desta NR.
Lista de EPIs
A - EPI PARA PROTEÇÃO DA CABEÇA
A.1 - Capacete
a) capacete para proteção contra impactos de objetos sobre o crânio;
b) capacete para proteção contra choques elétricos;
c) capacete para proteção do crânio e face contra agentes térmicos.
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B - EPI PARA PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE
B.1 - Óculos
a) óculos para proteção dos olhos contra impactos de partículas
volantes;
b) óculos para proteção dos olhos contra luminosidade intensa;
c) óculos para proteção dos olhos contra radiação ultravioleta;
d) óculos para proteção dos olhos contra radiação infravermelha;
e) óculos de tela para proteção limitada dos olhos contra impactos de
partículas volantes.
C - EPI PARA PROTEÇÃO AUDITIVA
C.1 - Protetor auditivo
a) protetor auditivo circum-auricular para proteção do sistema
auditivo contra níveis de pressão sonora;
b) protetor auditivo de inserção para proteção do sistema auditivo
contra níveis de pressão sonora;
c) protetor auditivo semi-auricular para proteção do sistema auditivo
contra níveis de pressão sonora.
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Aspectos da NR-11
NR 11 - TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E
MANUSEIO DE MATERIAIS
Normas de segurança para operação de elevadores, guindastes,
transportadores industriais e máquinas transportadoras.
Os equipamentos utilizados na movimentação de materiais, tais
como ascensores, elevadores de carga, guindastes, monta-carga,
pontes-rolantes, talhas, empilhadeiras, guinchos, esteiras-rolantes,
transportadores de diferentes tipos, serão calculados e construídos de
maneira que ofereçam as necessárias garantias de resistência e
segurança e conservados em perfeitas condições de trabalho.
Especial atenção será dada aos cabos de aço, cordas, correntes,
roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados, permanentemente,
substituindo-se as suas partes defeituosas.
Em todo o equipamento será indicado, em lugar visível, a carga
máxima de trabalho permitida.
Nos equipamentos de transporte, com força motriz própria, o
operador deverá receber treinamento específico, dado pela empresa,
que o habilitará nessa função.
Os operadores de equipamentos de transporte motorizado deverão
ser habilitados e só poderão dirigir se durante o horário de trabalho
portarem um cartão de identificação, com o nome e fotografia, em lugar
visível.
O cartão terá a validade de 1 (um) ano, salvo imprevisto, e, para a
revalidação, o empregado deverá passar por exame de saúde completo,
por conta do empregador.
Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de
advertência sonora (buzina).
Todos os transportadores industriais serão permanentemente
inspecionados e as peças defeituosas, ou que apresentem deficiências,
deverão ser imediatamente substituídos.
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Nos locais fechados ou pouco ventilados, a emissão de gases
tóxicos, por máquinas transportadoras, deverá ser controlada para evitar
concentrações, no ambiente de trabalho, acima dos limites permissíveis.
Em locais fechados e sem ventilação, é proibida a utilização de
máquinas transportadoras, movidas a motores de combustão interna,
salvo se providas de dispositivos neutraliza dores adequados.
O material armazenado deverá ser disposto de forma a evitar a
obstrução de portas, equipamentos contra incêndio, saídas de
emergências, etc.
A disposição da carga não deverá dificultar o trânsito, a iluminação, e
o acesso às saídas de emergência.
O Armazenamento deverá obedecer aos requisitos de segurança
especiais a cada tipo de material.
Movimentação de chapas com cabos de aço, cintas, correias e
correntes
Na movimentação de chapas,
com a utilização de cabos de aço,
cintas, correias e correntes devem
ser levada em conta a capacidade de
sustentação das mesmas e a
capacidade de carga do
equipamento de içar, atendendo as
especificações técnicas e
recomendações do fabricante.
Cabos de aço, correntes, cintas e outros meios de suspensão ou
tração e suas conexões, devem ser instalados, mantidos e
inspecionados conforme especificações técnicas do fabricante.
O empregador deve manter em arquivo próprio o registro de
inspeção e manutenção dos cabos de aço, cintas, correntes e outros
meios de suspensão em uso.
O empregador deve destinar área específica com sinalização
adequada, na vertical e no piso, para a movimentação de chapas com
uso de cintas, correntes, cabos de aço e outros meios de suspensão.
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Aspectos da NR12
NR 12 – SEGURANÇA DO TRABALHO
EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
12.1. Esta Norma Regulamentadora e seus anexos definem
referências técnicas, princípios fundamentais e medidas de proteção
para garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores e
estabelecer requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e
doenças do trabalho nas fases de projeto e de utilização de máquinas e
equipamentos de todos os tipos, e ainda à sua fabricação, importação,
comercialização, exposição e cessão a qualquer título, em todas as
atividades econômicas, sem prejuízo da observância do disposto nas
demais Normas Regulamentadoras – NR aprovadas pela Portaria nº
3.214, de 8 de junho de1978, nas normas técnicas oficiais e, na
ausência ou omissão destas, nas normas internacionais aplicáveis.
12.1.1. Entende-se como fase de utilização a construção, transporte,
montagem, instalação, ajuste, operação, limpeza, manutenção,
inspeção, desativação e desmonte da máquina ou equipamento.
12.2. As disposições desta Norma referem-se a máquinas e
equipamentos novos e usados, exceto nos itens em que houver menção
específica quanto à sua aplicabilidade.
12.3. O empregador deve adotar medidas de proteção para o
trabalho em máquinas e equipamentos, capazes de garantir a saúde e a
integridade física dos trabalhadores, e medidas apropriadas sempre que
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houver pessoas com deficiência envolvidas direta ou indiretamente no
trabalho
12.4. São consideradas medidas de proteção, a ser adotadas nessa
ordem de prioridade:
a) medidas de proteção coletiva;
b) medidas administrativas ou de organização do trabalho; e c)
medidas de proteção individual.
12.5. A concepção de máquinas deve atender ao princípio da falha
segura.
Arranjo físico e instalações
12.8. Os espaços ao redor das máquinas e equipamentos devem ser
adequados ao seu tipo e ao tipo de operação, de forma a prevenir a
ocorrência de acidentes e doenças relacionados ao trabalho.
12.8.1. A distância mínima entre máquinas, em conformidade com
suas características e aplicações, deve garantir a segurança dos
trabalhadores durante sua operação, manutenção, ajuste, limpeza e
inspeção, e permitir a movimentação dos segmentos corporais, em face
da natureza da tarefa.
12.11. As máquinas estacionárias devem possuir medidas
preventivas quanto à sua estabilidade, de modo que não basculem e
não se desloquem intempestivamente por vibrações, choques, forças
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externas previsíveis, forças dinâmicas internas ou qualquer outro motivo
acidental.
12.22. As baterias devem atender aos seguintes requisitos mínimos
de segurança:
a) localização de modo que sua manutenção e troca possam ser
realizadas facilmente a partir do solo ou de uma plataforma de apoio;
b) constituição e fixação de forma a não haver deslocamento
acidental; e
c) proteção do terminal positivo, a fim de prevenir contato acidental e
curto-circuito.
12.23. Os serviços e substituições de baterias devem ser realizados
conforme indicação constante do manual de operação.
Dispositivos de partida, acionamento e parada
12.24. Os dispositivos de partida, acionamento e parada das
máquinas devem ser projetados, selecionados e instalados de modo
que:
a) não se localizem em suas zonas perigosas;
b) possam ser acionados ou desligados em caso de emergência por
outra pessoa que não seja o operador;
c) impeçam acionamento ou desligamento involuntário pelo operador
ou por qualquer outra forma acidental;
d) não acarretem riscos adicionais;
e) não possam ser burlados.
12.25. Os comandos de partida ou acionamento das máquinas
devem possuir dispositivos que impeçam seu funcionamento automático
ao serem energizadas.
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Aspectos da NR-23
NR23 – PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS
A proteção contra incêndios é uma das Normas Regulamentadoras
que disciplina sobre as regras complementares de segurança e saúde
no trabalho previstas no art. 200 da CLT.
Todos os locais de trabalho deverão possuir:
a) proteção contra incêndio;
b) saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em
serviço, em caso de incêndio;
c) equipamento suficiente para combater o fogo em seu início;
d) pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos.
Classes de Fogo:
Será adotada, para efeito de facilidade na aplicação das presentes
disposições, a seguinte classificação de fogo:
Classe A - são materiais de fácil combustão com a propriedade de
queimarem em sua superfície e profundidade, e que deixam resíduos,
como: tecidos, madeira, papel, fibras, etc.;
Classe B - são considerados inflamáveis os produtos que queimem
somente em sua superfície, não deixando resíduos, como óleo, graxas,
vernizes, tintas, gasolina, etc.;
Classe C - quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados
como motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.;
Classe D - elementos pirofóricos como magnésio, zircônio, titânio.
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Em todos os estabelecimentos ou locais de
trabalho só devem ser utilizados extintores de
incêndio que obedeçam às normas brasileiras
ou regulamentos técnicos do Instituto Nacional
de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial - INMETRO, garantindo essa
exigência pela aposição nos aparelhos de
identificação de conformidade de órgãos de
certificação credenciados pelo INMETRO. o
fogo em seu início.
Os incêndios, basicamente, são classificados categoricamente
entre A, B, C, e D. Entenda na ilustração a seguir a ocorrência
destes bem como o extintor adequado.
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O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B.
O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado, preferencialmente,
nos fogos das Classes B e C, embora possa ser usado também nos
fogos de Classe A em seu início.
O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e
C. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas
sobre rodas. Nos incêndios Classe D, será usado o extintor tipo
"Químico Seco", porém o pó químico será especial para cada material.
O extintor tipo "Água Pressurizada", ou "Água-Gás", deve ser usado
em fogos da Classe A, com capacidade variável entre 10 (dez) e 18
(dezoito) litros.
Outros tipos de extintores portáteis só serão admitidos com a prévia
autorização da autoridade competente em matéria de segurança do
trabalho.
Método de
abafamento por meio
de areia (balde areia)
poderá ser usado
como variante nos
fogos das Classes B e
D.
Método de
abafamento por meio
de limalha de ferro
fundido poderá ser
usado como variante
nos fogos da Classe D.
Saber utilizar corretamente um extintor de incêndio é de extrema
importância na hora de seu combate efetivo.
Veja nas ilustrações a seguir, algumas dicas básicas da sua
operação em incêndios.
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32
Noções de primeiros socorros
Primeiros-socorros são procedimentos de emergência que devem
ser aplicados a uma pessoa em perigo de morte, visando manter os
sinais vitais e evitando o agravamento, até que ela receba atendimento
definitivo.
Definimos ainda como o primeiro atendimento realizado a uma
pessoa que sofreu algum trauma, lesão ou mau súbito.
Ou ainda como as primeiras providências tomadas no local do
acidente. É um atendimento inicial e temporário, até a chegada da
equipe de socorristas.
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O atendimento a vítima pode ser realizado por qualquer pessoa,
desde que treinada para realizar as técnicas preconizadas ao
atendimento emergencial.
Qualquer pessoa que for realizar o atendimento pré-hospitalar, mais
conhecido como primeiros-socorros, deve antes de tudo, atentar para a
sua segurança. No impulso de ajudar as vítimas, não justifica a
realização de atitudes inconsequentes, que acabam transformando o
socorrista em uma nova vítima.
Para que a vítima seja atendida com qualidade, questões como
seriedade e respeito devem sempre acompanhar o socorrista. Evite que
a vítima seja exposta desnecessariamente e mantenha em sigilo
informações pessoais que ela revele durante seu atendimento.
Um fator importante no atendimento em primeiros-socorros é o
tempo, e este não pode ser desprezado em hipótese alguma, pois
este tempo perdido poderá ser o diferencial entre a vida ou morte
do paciente.
Sinais Vitais
Os vitais são
indicadores das funções
vitais e podem orientar o
diagnóstico inicial e
acompanhar a evolução do
quadro clínico de uma
vítima. São considerados
também como os sinais
emitidos pelo nosso corpo
de que suas funções vitais
estão normais e que
qualquer alteração indica
uma anormalidade.
Os sinais vitais são: pulso, respiração, pressão arterial e
temperatura.
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Pulso
É a ondulação exercida pela expansão das artérias seguida por uma
contração do coração. Nada mais é que a pressão exercida pelo sangue
contra a parede arterial em cada batimento cardíaco.
O pulso pode ser percebido sempre que uma artéria é comprimida
contra um osso. Os locais mais comuns para obtenção do pulso são nas
artérias carótida, radial, femoral e braquial.
Pode ainda ser verificado através da ausculta cardíaca com o auxílio
de um estetoscópio e denominamos pulso apical. Na verificação do
pulso deve-se observar a sua frequência, ritmo e volume.
Respiração
A respiração refere-se à entrada de oxigênio na inspiração e a
eliminação de dióxido de carbono através da expiração.
É a sucessão rítmica de movimentos de expansão e de retração
pulmonar com a finalidade de efetuar trocas gasosas entre a corrente
sanguínea e o ar nos pulmões.
Para avaliar a respiração devemos verificar seu caráter, se ela é
superficial ou profunda, seu ritmo que pode ser regular e irregular e por
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último sua frequência, ou seja, a quantidade de movimentos
respiratórios por minuto.
Outros fatores podem
alterar os valores normais da
respiração como exercícios
físicos, medicamentos, fatores
emocionais, portanto, é
importante que o socorrista
saiba reconhecer estas
alterações.
São empregados termos
específicos para definir as
alterações dos padrões
respiratórios, tais como:
Eupneia: respiração normal, com movimentos regulares, sem
dificuldades;
Apneia: é a ausência dos movimentos respiratórios;
Dispneia: dificuldade na execução dos movimentos respiratórios;
Bradipneia: diminuição da frequência respiratória;
Taquipneia: aumento da frequência respiratória.
Pressão arterial
É a força exercida pelo sangue contra a parede interna das artérias
quando esse é impulsionado pela contração cardíaca. Pode variar de
acordo com a idade do paciente, devido ao aumento da atividade física,
situações que levam ao stress e ao medo e por alterações cardíacas.
A pressão arterial é influenciada pela força dos batimentos cardíacos
e pelo volume circulante.
A contração cardíaca é denominada sístole e o relaxamento do
coração é denominado diástole. A pressão sistólica é a pressão máxima
do coração, enquanto a pressão diastólica é a pressão mínima do
coração.
37
São empregados
termos específicos para
definir alterações nos
valores anormais da
pressão arterial, são eles:
Hipertensão:
aumento dos níveis da
pressão arterial;
Hipotensão: redução
dos níveis da pressão
arterial;
Normotenso: são os
parâmetros normais da
pressão arterial.
Temperatura
É o nível de calor que chega a um determinado corpo, ou seja, é a
diferença entre o calor perdido e o calor produzido pelo organismo. É
influenciada por meios físicos e químicos e seu controle é realizado por
meio da estimulação do sistema nervoso central.
38
A temperatura corporal reflete o balanceamento entre o calor
produzido e o calor perdido pelo corpo. É medida por meio do
termômetro clínico e possui uma graduação que varia de 34ºC a 42ºC,
sendo que raramente o ser humano sobrevive com sua temperatura
acima ou abaixo destes parâmetros.
Variações de 0,3ºC a 0,6ºC da temperatura são consideradas
normais e pode se elevar em situações como:
Infecção.
Medo
Ansiedade
São causas da diminuição da temperatura corporal:
Exposição ao frio
Estado de choque
Hemorragias
São empregados termos específicos para definir alterações nos
valores anormais da temperatura, são eles:
Afebril: temperatura corporal normal.
Hipotermia: temperatura corporal abaixo do normal.
Hipertermia: temperatura corporal acima do normal.
39
Aspectos da simbologia universal de máquinas
Fabricadas em diversos lugares pelo mundo, as máquinas pesadas
utilizam uma linguagem universal de simbologia, facilitando a
compreensão do operador em sua utilização, baseada na ISO
(International Standarization Organization) – Organização
Internacional de padronização.
Por tanto, a simbologia apresentada a seguir é válida para todas
as fabricantes que utilizam deste padrão.
41
FILTRO TEMPERATURA
PRESSÃO AQUECEDOR
MOTOR TRANSMISSÃO
42
HIDRÁULICO ÓLEO DO FREIO
DE SERVIÇO
LÍQUIDO NÍVEL
ARREFECEDOR
ÓLEO HORÍMETRO
43
SISTEMA AUTOMÁTICO
ELÉTRICO
TEMPERATURA DO
FILTRO DE ÓLEO LÍQUIDO ARREFECEDOR
DO MOTOR DO MOTOR
PRESSÃO DO ÓLEO PRESSÃO DO ÓLEO
DA TRANSMISSÃO DO MOTOR
44
TEMPERATURA DO TEMPERATURA DO AR DE
ÓLEO DA TRANSMISSÃO ADMISSÃO DO MOTOR
FILTRO DO ÓLEO DA AUTOMÁTICO DA
TRANSMISSÃO TRANSMISSÃO
TEMPERATURA DO PRESSÃO DO FILTRO
ÓLEO HIDRÁULICO DO ÓLEO HIDRÁULICO
45
BATERIA FILTRO DE AR DO
MOTOR
NEUTRALIZADOR DA DIREÇÃO PRIMÁRIA
TRANSMISSÃO
DESLIGADO
DIREÇÃO ALAVANCA DA
SECUNDÁRIA TRANSMISSÃO
46
NEUTRO DA FREIO DE
TRANSMISSÃO ESTACIONAMENTO
REDUÇÃO DE AUMENTO DE
VELOCIDADE VELOCIDADE
DIFERENCIAL DIFERENCIAL
TRAVADO DESTRAVADO
47
Introdução
A pá carregadeira é um equipamento
de grande porte, robusta, e com pesos
operacionais consideráveis. Essa máquina
exige operações com grande conhecimento
e uma grande conscientização por parte
dos operadores sobre importantes regras
de segurança para que graves acidentes
não venham a acontecer.
Atualmente, com a introdução da eletrônica embarcada assim como os avanços
tecnológicos dos sistemas da máquina, a operação tornou-se cada vez mais
sofisticada. Exige-se cada vez mais conhecimento dos operadores, sem os quais o
rendimento operacional cai consideravelmente e os prejuízos com a manutenção
tornam-se uma constante.
A pá carregadeira é caracterizada por sua lança, que não tem giro, nem
movimento vertical, a não ser em torno do eixo transversal, podendo-se mudar a
posição da caçamba para a descarga, por meios de articulações. Assim evita-se o
giro para a descarga, podendo operar em frentes de trabalho muito estreitas.
As pás carregadeiras podem ser de rodas ou de esteira, no modelo classificado
como trator de esteira. Existem diversas marcas, sendo que cada modelo é
caracterizado por algumas medidas geométricas básicas e capacidade de caçamba.
A utilização das pás carregadeiras, de modo geral, fez com que esse tipo de
equipamento evoluísse de uma forma muito rápida, existindo hoje, pás carregadeiras
de grande capacidade, variando de duas a mais de vinte toneladas.
Os modelos tradicionais montados sobre pneus possuem certas diferenças
significativas se comparadas as de esteira. Sua vantagem reside na velocidade de
deslocamento da máquina, o que resulta em grande mobilidade, bem como a
possibilidade de o equipamento se deslocar a grandes distâncias pelas suas
49
próprias forças, eliminando-se o custo
elevado e a dificuldade inerente ao
transporte em carretas-prancha, exigido
pelas máquinas de esteira.
Por outro lado, a tração sobre
pneus revela-se deficiente,
especialmente na fase da escavação,
pois, em conseqüência dos elevados
esforços a serem vencidos pelas rodas
motrizes, há o risco permanente da
quebra do seu sistema.
Além disso, os terrenos fracos e de baixa
capacidade de suporte ou excessivamente
molhados, causam ainda maiores problemas,
chegando até mesmo a impedir o trabalho na
pá carregadeira de pneus devido a
atolamentos. Nesse sentido, máquinas de
esteira são menos afetadas que as de pneus.
Sendo assim, as pás carregadeiras por trabalharem diretamente sobre
superfícies escavadas, são mais recomendadas para terrenos secos e duros, pois
dessa forma as esteiras ou rodas não causam danos à superfície trabalhada.
50
Selecionando a pá carregadeira
Para selecionar a máquina adequada a cada serviço, é necessário levar em
conta uma série de fatores:
- Determinar a produção desejada;
- Determinar o tempo do ciclo da pá carregadeira e o número de ciclos por hora.
Um ciclo deve ser entendido pelo tempo que uma máquina demora a carregar o
material, transportá-lo, descarregá-lo e voltar ao ponto inicial;
- Na ação de carregar o material deve-se levar em conta condições em que esse
material se encontra;
1. Material solto;
2. Material compactado;
3. Material compactado duro;
4. Material muito duro. Este fator influencia no tempo de enchimento da
caçamba;
- Na ação de transporte, devemos considerar a distância e as condições do piso.
Na ação de descarregar nunca podemos nos esquecer da altura necessária para
executar esta operação. Uma máquina pode ter a produção desejada, mas pode
não descarregar à altura pretendida.
51
Carregamento da caçamba
De modo geral, os métodos de
carregamento são dois: Método de
penetração da caçamba em forma de arco,
no qual esta penetra no material num arco
contínuo para cima até encher, e o método de
penetração em degraus, no qual a caçamba
penetra no material horizontalmente em níveis
ou degraus intermitentes e sucessivamente,
mais altos, até encher.
O operador deve avaliar o tipo de
penetração necessário para carregar a
caçamba e alterar os métodos conforme os materiais que estão sendo carregados. É
melhor trabalhar com a caçamba começando da parte superior da margem ou monte
de material.
1. PENETRAÇÃO EM FORMA DE ARCO: Aproximar-se lentamente da margem
ou monte de material, com a caçamba em posição horizontal com o nível do solo e o
motor na rotação máxima. Manter o trator em movimento para frente até encher a
caçamba. Fazer a caçamba penetrar direto no monte de material cerca de 6 ou 8
polegadas.
Em seguida, coordenar os movimentos de levantamento do braço da pá
carregadeira e de retro-inclinação da
caçamba de maneira que a parte
traseira desta encha, enquanto o
trator se desloca para frente. Se a
inclinação para trás for excessiva, a
caçamba não encherá por completo
e, se for muito pouco, a caçamba
carregará demais.
2. PENETRAÇÃO EM FORMA
DE DEGRAUS: Aproximar-se da
margem com a caçamba em posição
horizontal com o nível do solo e o
52
motor na rotação máxima. Fazer a caçamba penetrar direto no monte de material o
máximo possível durante o avanço inicial.
Quando a rotação do motor começar a cair, calçar o pedal esquerdo do freio.
Manter a caçamba em posição horizontal e levantá-la por aproximadamente 30 cm.
Movimentar novamente o trator para frente, penetrando mais com a caçamba no
monte de material. Repetir o ciclo quantas vezes for necessário até encher a
caçamba.
Operação da pá carregadeira
Quando o operador subir pela primeira vez na pá carregadeira, recomenda-se
praticar o levantamento e abaixamento dos braços. Deve também praticar o
funcionamento de descarga e retração da caçamba. Isso irá permitir que o operador
se familiarize com o funcionamento dos controles e as posições das alavancas.
53
É importante não esquecer que, quando os comandos estão em posição de
retenção, a caçamba forma com a máquina uma unidade rígida. A caçamba seguirá
qualquer movimento que a máquina fizer tanto para cima como para baixo.
Enchendo a caçamba:
Quando se vai carregar em um banco de areia ou material amontoado, ajuste a
posição da caçamba de maneira que esta fique paralela ao nível do solo. A caçamba
não deve girar para trás, fazendo com que gire sobre o batente, pois isso resulta em
desperdício de potência além de impedir que entre no monte.
Faça a máquina avançar até o monte de material. A pá carregadeira deve estar
em primeira marcha, e os comandos devem ser acionados de maneira que a
caçamba fique rente ao solo, possibilitando assim a penetração da mesma no
material, e então a empurre contra o monte até que fique quase cheia.
54
Acione a alavanca dos braços para trás a fim de levantá-la; à medida que esta
se levanta, acione a alavanca da caçamba para frente e para trás a fim de completar
o carregamento. Continue levantando até que esteja livre do monte de material.
Mude a alavanca direcional para a posição de ré.
Em seguida, afaste-se mantendo a carga a 60/90 cm do nível do solo, a fim de
lograr a máxima estabilidade de movimento no ciclo de trabalho. Pode-se permitir
que os braços se elevem durante o movimento de carga, isto reduz o tempo do ciclo
de trabalho.
Atenção: O transporte
de carga deve ser
efetuado com velocidade
compatível com o terreno
e a distância a ser
percorrida. Lembre-se
que terrenos acidentados
e ou curvas acentuadas
exigem velocidades
baixas. Quando a caçamba estiver cheia, mantenha-a a no mínimo 35 cm do nível
do solo. Jamais transporte carga com a caçamba totalmente levantada; quanto mais
perto estiver do chão, maior será a estabilidade da máquina, especialmente em
declive ou curvas.
55
Despejo da caçamba:
Levante a caçamba a uma altura suficiente para que a mesma não esbarre nas
bordas superiores da carroceria ou caçamba do caminhão. Mantenha a máquina em
posição perpendicular às laterais do objetivo de descarga, permitindo desta forma
um despejo uniforme da carga na área desejada.
Mantenha em ponto neutro o comando dos braços de elevação e empurre para
frente a alavanca de comando da caçamba para despejar a carga. Execute o
despejo gradualmente a fim de evitar um choque violento da carga com a carroceria
ou caçamba do caminhão. Então retorne a caçamba, afaste-se do local de despejo,
e posicione os braços de elevação em “flutuação”.
Corte superficial:
Vale à pena dedicar alguns
minutos para se considerar o trabalho
que se vai executar. Quando o leito
superior da terra for profundo, o
operador deverá começar a cortar
por camadas. A profundidade de
cada corte irá determinar o tipo do
solo e a capacidade da caçamba.
Assegure-se de começar cada corte
com a máquina em uma posição
relativamente nivelada.
Para começar o corte, coloque a caçamba em um ângulo de descarga de
aproximadamente 5º. Com os comandos na posição de transporte, avance a
máquina para frente. Para materiais de difícil penetração, aumente o ângulo de
escavação da caçamba para obter uma maior penetração.
À medida que a máquina avança, a profundidade de corte pode ajustar-se
mediante um levantamento leve do braço ou uma pequena retração da caçamba.
Não tente fazer uma escavação que supere a capacidade de força da máquina.
56
Trate sempre de manter a máquina nivelada ou em posição de descanso, mantendo
o peso da máquina em movimento com a caçamba.
Uma vez que se tenha enchido a caçamba e esteja empurrando uma boa carga,
retraia a caçamba completamente para trás enquanto, continua, seguindo para
frente. Lembre-se de manter a caçamba sempre a no mínimo 35 cm do solo
aproximadamente enquanto estiver se dirigindo com a carga para o local de despejo.
Escavação:
Quando se escavam solos duros, a caçamba deverá ser equipada com dentes
de escavação. Quando a caçamba estiver carregada, retraia-a completamente para
trás aproveitando a força máxima de ruptura.
O dorso da caçamba e o braço atuam como ponto crítico a fim de lograr maior
ação de alavanca. É de suma importância manter o fundo da escavação sempre
nivelado. O operador pode retroceder a máquina para sair da escavação, mantendo
a caçamba em flutuação sobre o solo; Isto ajudará a manter a estabilidade da
máquina.
Quando a caçamba alcançar a extremidade da escavação, deverá ser
descarregada pelo operador levantando o braço ligeiramente. É importante que se
tenha o cuidado de nunca deixar, a placa de despejo da caçamba, chocar-se com a
parede de escavação ou fundação.
Atenção: Quando estiver descarregando ou empurrando, mantenha
as rodas da máquina a uma distância adequada das bordas.
Nivelando:
Gire parcialmente a caçamba para frente colocando a lâmina em um pequeno
ângulo de corte. Preencha todas as depressões antes de começar o nivelamento.
Para nivelar, manobre a máquina para frente e para trás, depois de um giro de 90º
execute o mesmo movimento para frente e para trás, e uma vez efetuada esta
operação, gire novamente a máquina, desta vez à 45º e repita o movimento.
57
Aterrando:
O aterro é realizado perfeitamente quando a caçamba é colocada em posição
horizontal com o solo, possibilitando assim, empurrar uma grande quantidade de
material na direção da parede ou fundação a ser preenchida.
Carregando caminhões:
Para ciclos de carregamento mais eficientes durante operações com materiais,
coloque o caminhão perpendicularmente à borda do monte de material. Aproxime a
máquina em um ângulo de 45º com o caminhão e a borda do material.
Quando a lâmina da caçamba estiver aproximadamente de 3,00 a 3,65m de
distância do lado do caminhão, gire a máquina na direção do material e carregue a
caçamba. Para alcançar a máxima produtividade de uma pá carregadeira na sua
operação de carregamento os operadores e motoristas de caminhão devem
trabalhar em conjunto. O posicionamento do caminhão em relação ao carregador é
fundamental para aumentar a produtividade e produzir menores tempos de ciclo.
Atenção: carregamentos com a pá carregadeira na posição
articulada geram elevados esforços no eixo dianteiro, desgaste no
eixo cardã e até mesmo a sua quebra se o material carregado for de
alta densidade.
58
Quanto mais o caminhão está
distante da pilha de material, mais
a pá carregadeira tem de viajar
para carregar o caminhão, o que
consumirá mais tempo e, por fim,
comprometendo a produção.
O serviço de limpeza
aumenta a produtividade. É
também importante manter limpo
o piso de movimentação em
frente da pilha. Um piso de carga
limpo economiza no desgaste dos
pneus, reduzindo cortes. Também permite que o tempo de ciclo constante seja
mantido com muito mais facilidade. Limpeza é igual à velocidade. Os operadores
podem manter uma velocidade maior durante o ciclo, porque eles não estão sendo
balançados no terreno irregular, ajudando a manter o material na caçamba depois
de ter sido carregado, minimizando o derramamento de material. As carregadeiras
de rodas devem permanecer sempre em movimento. Nivele o piso da área de carga
e se prepare para o próximo caminhão de transporte.
Auxilie os motoristas no posicionamento correto do caminhão para permitir
tempos de ciclo ideais e posições adequadas. Limpeza da plataforma e estradas
também é muito importante, e não afeta os tempos de ciclo. Limpando corretamente
as superfícies e mantendo-as aplainadas reduziremos a possibilidade de
tombamento, quebras, deslizamentos, não mencionando uma redução no
derramamento de materiais.
Operadores treinados conhecem os recursos das maquinas. Também é
importante compreender quaisquer características que aumentem a produtividade.
Se os operadores não conhecem os procedimentos corretos para a unidade que
estão usando sua operação será abaixo da média. Um exemplo seria o uso do
seletor de potência do motor, que quando usado incorretamente aumentará o
consumo e afetará o desempenho.
Outras características incluem o retorno de cavar e retornar da caçamba para
transportar. Dominar estes procedimentos resulta numa operação segura e
produtiva.
59
Regras da operação segura
Saber como operar uma pá carregadeira com segurança é primordial para todo
operador. Conheça as principais regras de segurança para uma operação segura:
01. Somente pessoas treinadas devem dirigir a pá carregadeira;
02 Não entregar o equipamento para outro funcionário sem treinamento ou facilitar
que curiosos assumam o comando ou peguem o equipamento escondido;
03. Não transporte pessoas na concha, nos acessórios ou dependurados na
máquina;
04. Mantenha todos os pneus bem calibrados, para evitar esforços do motor,
redução da vida útil e acidentes;
06. Nunca opere seu equipamento com as mãos molhadas, embarreadas ou sujas
de graxa;
07. Obedeça as sinalizações de trânsito e de segurança da companhia;
08. Todo veículo automotor deve conter o extintor de incêndio em condições de uso;
09. Sempre que deixar a máquina,
estacione em local plano, desligue
o motor, mantenha a alavanca
direcional na posição neutra, trave
o freio de mão e abaixe a concha;
10. Nunca deixe a caçamba no
alto, pode ocorrer de pessoas se
acidentarem, ou ainda, acontecer
defeitos hidráulicos fazendo a
caçamba cair;
11. Não estacione em rampas,
caso necessário trave a máquina,
calce as rodas e mantenha a caçamba no chão;
12. Ao iniciar o serviço, faça uma verificação diária complementando os itens
faltantes e caso observar irregularidades avise o responsável pela manutenção;
13. Antes de começar os movimentos verifique se há pessoas muito próximas da
operação;
14. Não deixe a máquina em movimento estado fora dela;
15. Mantenha sempre velocidade moderada, opere seu equipamento com atenção
evitando acidentes, quebra de peças, danos e perda de materiais;
16. Não permita que pessoas transitem sob uma caçamba suspensa;
17. Não fume enquanto estiver ao volante e quando estiver abastecendo a pá
carregadeira;
60
18. Ao abastecer a máquina, não derrame combustível, pois além do desperdício
aumenta em potencial o risco de incêndios;
19. Tenha mais cautela quando
trabalhar em locais que possuam
fiação suspensa, subterrânea,
tubulações e encanamentos;
20. Pare totalmente de operar a
máquina quando efetuar reversão
para frente, ou para trás,
observando o trânsito de
pedestres;
21. Em curvas reduza a
velocidade, seja cauteloso;
22. Nunca opere a máquina com a caçamba elevada, pois sua visão será
prejudicada e a estabilidade será afetada, acarretando no risco de tombamento;
23. Ao operar a máquina verifique a pressão do ar dos freios, que deve estar acima
de 60lbs/po²;
24. Esteja sempre atento ao painel, pois este mostra irregularidades da máquina.
Quando perceber qualquer anormalidade, pare a máquina e avise o responsável
pela manutenção;
25. Quando se aproximar de pessoas que estejam próximas de sua operação,
buzine o suficiente para alertar;
26. Tome cuidado quando efetuar a limpeza na máquina. Desligue o motor e
estacione corretamente antes de começar o serviço. Atenção com articulações;
61
27. Armazene combustível em locais e embalagens adequadas;
28. Mantenha o painel de instrumentos sempre limpo, com todos os instrumentos
apresentando bom funcionamento, pois eles mostram irregularidades na máquina;
29. Não utilize a caçamba como freio, mantenha sua máquina com os freios bem
regulados;
30. Só utilizar a caçamba para frenagem se ocorrer falhas quando pressionado o
freio, sendo assim de extrema urgência;
31. Tomar cuidados quando trabalhar em terrenos molhados;
32. Nunca opere sua máquina sob efeitos de medicamentos que causem sonolência
ou alcoolizado, avise seu superior;
33. Ao transitar em terrenos acidentados, dirija com a máxima atenção;
34. Mantenha sempre limpa a área de circulação da máquina, evite passar sobre
pedras, pedaços de madeira, galhos e troncos de árvores;
35. Verifique com o departamento de trânsito se sua máquina pode circular nas vias
públicas e nos locais onde precisa passar, ou caso seja necessário uma prévia
autorização.
36. Caso autorizada a circulação em vias públicas, dirija com a máxima atenção,
observando as sinalizações, dando prioridade para os veículos e moderando a
velocidade;
37. Compete à empresa manter o equipamento permanentemente inspecionado e as
peças defeituosas ou que apresentarem problemas deverão ser imediatamente
substituídas;
38. Compete ao operador zelar pelo equipamento, ajudar na verificação diária,
trabalhar com cuidado, e quando observar qualquer falha avisar seu supervisor;
39. Ao verificar a água do radiador, evite queimaduras, gire a tampa no primeiro
estágio, alivie a pressão interna, utilize luvas ou pano, e jamais coloque o dedo para
checar a água.
40. Ao fazer engates para rebocar outros veículos, confira a capacidade dos cabos,
cheque o engate, e não dê trancos.
41. Verifique se o material utilizado para atravessar valetas no piso possui
resistência suficiente para suportar a máquina;
42. Troncos e árvores não devem ser arrancados por esforços do arraste;
43. Ao carregar caminhões centralize bem a máquina para evitar que, ao bascular, a
caçamba derrube materiais em cima da cabina;
44. Para apanhar materiais em um monte ou desbastar barrancos, procure retirar
movimentando em forma de rampa, para evitar que o material venha a cair sobre o
operador.
62
Instrumentos e controles
9 2 5 6 3
15 8 11 1
13
10
14
12
7
1. VOLANTE
2. PAINEL DE VISUALIZAÇÃO
3 INTERRUPTOR DA COLUNA DE DIREÇÃO
4. INTERRUPTOR DO MOTOR DE ARRANQUE
5. VOLANTE – AJUSTE DE INCLINAÇÃO E ALTURA
6. PEDAL DO ACELERADOR
7. ALAVANCA DO FREIO DE ESTACIONAMENTO
8. PEDÃO DOS FREIOS
9. ALAVANCA DE MARCHA À FRENTE/ATRÁS
10. INTERRUPTOR MARCHA EM FRENTE/ATRÁS
11. INTERRUPTOR DE MUDANÇA DE VELOCIDADE
12. CONTROLES DO AR CONDICIONADO
13. COMANDOS DO CARREGADOR
14. INTERRUPTORES DO PAINEL DIREITO
15. INTERRUPTORES DO PAINEL ESQUERDO
63
Controles da direção:
VOLANTE: Gire o volante na direção em que deseja ir. Para ajustar a inclinação,
utilize a chave de ajuste de inclinação e altura.
PEDAL DO ACELERADOR: Acione este pedal para aumentar a velocidade do
motor. Deixe o pedal subir para reduzir a velocidade do motor. Com seu pé retirado
deste, o motor ficará em marcha lenta.
PEDAL DOS FREIOS: Acione o pedal dos travões (freios) para reduzir o
andamento da máquina ou pará-la. Use os freios para evitar que a máquina embale
numa descida, por exemplo. As luzes do freio devem acender quando este for
acionado. Não conduza a máquina se ambas as luzes de travagem não estiverem
funcionando corretamente.
ALAVANCA DO FREIO DE ESTACIONAMENTO: Utilize esta alavanca para
engatar o freio de estacionamento antes de sair da máquina. Com o freio de
estacionamento engatado toca um alarme, a luz de aviso principal acende e
aparece, em algumas máquinas, no painel a mensagem “PARK BRAKE” (FREIO DE
ESTACIONAMENTO) ao mover a alavanca de marcha em frente/atrás da posição
neutra (N).
O acionamento da transmissão desliga automaticamente quando se aciona o
freio de estacionamento. Este freio não deve ser utilizado para parar a máquina a
partir de velocidade de deslocamento, ou seja, com ela em movimento, pois o
desgaste será certo além da eficiência reduzida. Sempre que utilizar o freio de
estacionamento numa emergência, substitua os calços deste.
ALAVANCA DE MARCHA À
FRENTE/ATRÁS: Pare a máquina antes de
mover esta alavanca. Para selecionar a
marcha à frente (F), marcha ré (R), ou
neutro (N), coloque a alavanca na posição
indicada. O motor só arranca se a alavanca
estiver na posição neutra (N).
É preciso ter cuidado ao acionar a
alavanca de marcha. Fazer o acionamento
com a máquina em andamento fará com
que ela mude bruscamente de direção sem
aviso prévio. Siga os procedimentos
recomendados para uso correto deste
dispositivo de seleção, para evitar graves acidentes.
Atenção: A marcha à ré em alta velocidade pode originar
acidentes. Não dirigir em marcha à ré em velocidade alta ou com o
acelerador a fundo. Conduza sempre a uma velocidade segura, de
acordo com as condições.
64
BLOQUEAMENTO EM NEUTRO: Para evitar o acionamento acidental da
alavanca da marcha à frente/atrás ao entrar ou sair da cabine, pode-se bloquear a
alavanca na posição neutra.
Com o seletor na posição N, a alavanca está bloqueada em neutro. Com o
seletor na posição D, pode-se selecionar a marcha à frente ou ré.
INTERRUPTOR DA MUDANÇA
DE VELOCIDADE: Quando a
máquina está parada verifique se a
alavanca e o interruptor da marcha
em frente/ré estão em neutro e se o
motor está em marcha lenta antes de
engatar uma velocidade.
A máquina pode deslocar-se em
qualquer velocidade dependendo
das condições do terreno.
Para engatar uma velocidade
rode o manípulo A de modo que a
seta assinalada no punho fique
alinhada com a velocidade pretendida.
“KICKDOWN” DA TRANSMISSÃO: Aperte o botão B na extremidade da
alavanca da coluna esquerda para acionar o kickdown da transmissão.
65
VOLANTE – AJUSTE DA INCLINAÇÃO E ALTURA:
1. Rode a alavanca A no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio para
libertar a coluna da direção.
2. Ajuste a posição da coluna direção. Aperte de novo a alavanca, para evitar
que a coluna da direção se mova.
Atenção: Verifique se a coluna da direção está travada. Não
ajustes na coluna da direção com a máquina. A posição da alavanca
A pode ser alterada – puxe a alavanca para fora e coloque a na
posição desejada.
Interruptores:
1. INDICADORES DE
DIREÇÃO (DIREITA): Puxe a
alavanca para si para indicar
que vai virar à direita. Desligue
os indicadores depois de ter
completado a volta. Só funciona
com o botão de arranque na
posição IGN.
66
2. INDICADORES DE DIREÇÃO (ESQUERDA): Afaste a alavanca de si para
indicar que vai virar à esquerda. Desligue os indicadores depois de ter completado a
volta. Só funciona com o botão de arranque na posição IGN.
3. LIMPADORES DO PARA-BRISAS: Rode o manípulo da alavanca na sua
direção para ligar os limpadores. Rode a alavanca na direção contrária para colocá-
los na posição intermitente. Só funciona com o botão de arranque na posição IGN.
4. BUZINA: Pressione o botão na extremidade da alavanca para acionar a
buzina. Só funciona com o botão de arranque na posição IGN.
5. FARÓIS: Empurre a alavanca para baixo para acionar os faróis.
6. ESGUICHO DO LIMPADOR DO PARA-BRISAS: Acione o anel à volta do
botão da buzina para acionar o esguicho do limpador do pára-brisas.
7. SINAIS DE LUZES: Levante a alavanca para fazer sinais de luz. Só funciona
com o botão de arranque na posição IGN.
8. COMANDO DE DESCARGA
DA TRANSMISSÃO: Pressione o
botão para dar mais potência à
carregadora.
9. DISPOSITIVO DE ‘CORTE’
DA TRANSMISSÃO: Pressione o
botão para acionar o dispositivo de
corte da transmissão.
10. MARCHA À FRENTE/RÉ:
Na FIGURA 1, mova o
interruptor para frente para
selecionar marcha à frente (F).
Mova o interruptor para trás para
selecionar marcha ré (R). Quando
o interruptor estiver na posição
central, está selecionado ponto Figura 1
morto (N).
Na FIGURA 2, pressione a
chave para selecionar a marcha à
frente (F). Puxe a chave para trás
para selecionar a ré (R). Quando o
interruptor estiver na posição
central, está selecionado ponto
morto (N).
Figura 2
67
INTERRUPTORES NO PAINEL: Cada um dos interruptores possui uma
inserção com um símbolo gráfico, as descrições dos símbolos e dos interruptores
serão mostradas a seguir.
LUZES DE TRABALHO DIANTEIRAS: Pressione para ligar as
luzes de trabalho dianteiras. A luz no interruptor acende-se em
simultâneo com as luzes de trabalho. Funciona com o
interruptor de arranque na posição IGN.
LUZES DE TRABALHO TRASEIRAS (SE MONTADO):
Pressione para ligar as luzes de trabalho traseiras. As luzes de
trabalho só se acendem após as luzes laterais estarem ligadas.
AQUECIMENTO DOS ESPELHOS (SE MONTADO): Acione
para ligar o aquecimento dos espelhos retrovisores.
AQUECIMENTO DO ASSENTO (SE MONTADO): Acione para
ligar o aquecimento do assento.
FAROL ROTATIVO: Acione para ligar o farol rotativo. Este
deverá ser montado na vertical.
ISOLADOR DO QUICKHITCH (ENGATE RÁPIDO): Acione o
interruptor para selecionar os pinos de bloqueio do quickhitch.
Esta ação também desvia a pressão hidráulica para o treceiro
carreto.
68
INIBIÇÃO DA DESCARGA DA TRANSMISSÃO: Pressione
este interruptor para selecionar a descarga da transmissão
(corte da transmissão) quando o pedal do freio está
pressionado.
TRANSMISSÃO AUTOMÁTICA/MANUAL: Acione para
alternar o modo de transmissão automática.
INIBIÇÃO DO SISTEMA DE COMANDO DE TRANSPORTE
AUTOMÁTICO (SE MONTADO): Acione para ligar o sistema
de comando de transporte automático.
Interruptores do painel direito:
LIMPA VIDROS/ESGUICHO DE LAVAGEM DO VIDRO
TRASEIRO: Pressione para ligar o limpa vidros traseiro.
Pressione ainda mais para acionar o esguicho de lavagem. O
interruptor volta para a posição da “escova” quando é solto.
FAROL TRASEIRO DE NEVOEIRO (SE MONTADO):
Pressione para ligar o farol traseiro de nevoeiro. A luz só se
acende após os faróis estarem ligados.
AQUECIMENTO DO VIDRO TRASEIRO: Pressione para
acionar o aquecimento do vidro traseiro.
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LUZES DE ESTRADA: Pressione para ligar apenas as luzes
laterais. Pressione ainda mais para ligar as luzes laterais e os
faróis dianteiros.
LUZES DE SEGURANÇA (PISCA-ALERTA): Acione para
ligar as luzes de segurança. A luz no botão pisca em
simultâneo com o pisca-alerta.
MUDANÇA NO CIRCUITO HIDRÁULICO (SE MONTADO):
Pressione para engatar o 4º Spool. O botão acende-se quando
o 4º spool está engatado. O 3 spool estará engatado se o
botão estiver desligado.
TESTE DE EMERGÊNCIA DO SISTEMA DE DIREÇÃO:
Pressione para testar o sistema de direção de emergência.
Ouve-se a bomba trabalhando quando vira o volante, e sente-
se a articulação do chassi. Só funcionará totalmente com a
máquina em movimento.
ÂNGULO PRÉ-FIXADO DA CAÇAMBA/GARFOS
SELECIONADO (SE MONTADO): Acione para ligar o
interruptor. Ao selecionar o interruptor de proximidade dos
garfos, o interruptor ilumina-se. Com o interruptor desligado, o
seletor de proximidade da concha fica ativo.
BLOQUEIO DA ALAVANCA DE CONTROLE DA
CARREGADORA: Pressione para baixo para ligar e selecionar
a posição bloqueada de controle e o interruptor se acenderá.
Quando estiver na posição desligada, os controles estarão
assim desbloqueados.
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INTERRUPTOR DO MOTOR DE ARRANQUE: É um interruptor rotativo A,
acionado pela chave de ignição. Tem quatro posições: O – IGN – H – HS. Esta
chave só pode ser retirada quando o interruptor está na posição “O”.
O – Coloque a chave nesta posição
para desligar o motor. Verifique se a
transmissão está em neutro, a
caçamba ou acessórios estão
abaixados ao nível do solo e o freio
de estacionamento acionado antes de
desligar o motor.
IGN – Ao colocar o interruptor nesta
posição, é estabelecida a ligação
entre a bateria e todos os circuitos
elétricos. A chave de ignição volta a
esta posição quando é libertada das
posições H ou HS.
H – Posição de aquecimento. Ao
segurar a chave na posição de
aquecimento, é acionada uma
resistência. Esta aquece o coletor de
admissão do motor para partidas em
baixa temperatura. Não mantenha a
chave nessa posição por mais de 15
segundos.
HS – Posição de arranque. Aciona o motor de arranque para dar partida ao motor.
Não acione o motor de arranque durante mais de 20 segundos. Deixe-o esfriar
durante pelo menos dois minutos entre cada arranque. Abusar das partidas reduz
consideravelmente a vida útil do motor de arranque.
LUZ INTERIOR DA
CABINE: Para acender a
luz, pressione uma das
extremidades da luz. Para
desligar, aperte no outro
lado.
Para acender a luz interior
não é necessário que o
botão de arranque esteja na posição IGN. Verifique se a luz está desligada ao deixar
a cabine.
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INTERRUPTOR DE ISOLAMENTO DA BATERIA: O interruptor isolador da bateria
está situado do lado esquerdo do compartimento da bateria atrás da grelha traseira.
Rode a chave de isolamento
A para isolar o sistema
elétrico da máquina em
relação às baterias. Quando
a chave está na posição
“off”, não é seguro mantê-la
no lugar. Deve-se removê-la
quando a máquina não está
em uso.
Atenção: Salvo em caso de
emergência, não usar o
isolador da bateria para
DESLIGAR o motor. Caso
contrário, os circuitos
elétricos podem ser
afetados.
CONTROLES DO AR CONDICIONADO/AQUECEDOR: Os sistemas de ar
condicionado assim como o aquecedor são controlados pelos seguintes
interruptores:
1. VENTILADOR: Para ligar,
rode o botão do ventilador de três
velocidades da cabine. Para
velocidades mais rápidas, rode
mais o botão. Só funciona com a
chave na posição IGN.
2. TEMPERATURA: Rode
para esquerda para aumentar o
aquecimento.
3. CIRCULAÇÃO DE AR:
Rode para a esquerda para
circular o ar dentro da cabine.
Rode para a direita para obter ar
fresco do exterior.
4. AR CONDICIONADO: Rode
para a esquerda para ligar o ar
condicionado. Duas entradas de ar
retangulares ajustáveis estão
situadas de cada um dos lados do
console frontal.
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CONTROLES DO SERVO:
1. ELEVAÇÃO DO BRAÇO
DA CARREGADORA
2. DESCIDA DO BRAÇO
DA CARREGADORA
3. FLUTUAÇÃO DO
BRAÇO (Empurre o máximo
possível a alavanca para a
frente e deixe-a ficar aí.
4. ABERTURA DA PÁ
5. FECHAMENTO DA PÁ
Se for selecionado Float (flutuação) com a caçamba levantada, a caçamba descerá
até o nível do solo e flutuará ao longo deste à medida que máquina se desloca. Você
não terá controle sobre a velocidade de descida.
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AJUSTE DA ALTURA PRÉ-REGULADA DO BRAÇO DA CAÇAMBA: Para afinar a
altura pré-regulada, eleve o braço da caçamba à altura necessária e regule a
posição do botão de proximidade A alinhando com o braço da caçamba B
desapertando as porcas C e D. Aperte primeiro a porca C para fixar a posição do
botão de proximidade, e depois, aperte a porca D.
Experimente o dispositivo de inversão automática do braço da caçamba e regule-o
se necessário. Só é possível selecionar a posição de retenção quando o interruptor
de proximidade está fora do alcance da barra sensora.
TESTE DA ALTURA PRÉ-REGULADA DO BRAÇO DA CAÇAMBA: Eleve o braço
da caçamba, liberte a alavanca logo que os braços começarem a subir. O braço da
caçamba deve parar na altura pré-regulada.
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Equipamentos de segurança:
BLOQUEIO DE ARTICULAÇÃO: O bloqueio da articulação está guardado na caixa
de ferramentas da máquina. O bloqueio é instalado na máquina na posição ‘em
frente’.
1. Conduza a máquina de forma
às rodas traseiras e dianteiras
ficarem alinhadas.
2. Aplique o travão de
estacionamento.
3. Retire a barra de bloqueio de
articulação C da caixa de
ferramentas.
4. Posicione a barra de bloqueio
de articulação. Monte os pinos A e
B nas posições de bloqueio de
articulação conforme ilustrado. Se
não conseguir montar os pinos
manualmente, monte o pino A e
rode ligeiramente o volante para
alinhar o furo para o pino B
EXTINTOR DE INCÊNDIOS (SE MONTADO): O extintor de incêndios deve ser
inspecionado diariamente ou a cada check-list efetuado.
1. Retire o extintor do seu suporte.
2. Remova o lacre de segurança B.
3. Aponte diretamente para o foco
de incêndio, como descrito
anteriormente na seção NR-6, em
segurança do trabalho.
4. Pressione ligeiramente a
alavanca A para acionar o extintor,
liberte a alavanca para interromper
o jato.
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CHECKLIST – PÁ CARREGADEIRA
Manutenção a cada 8 (oito) horas de operação.
INSPEÇÃO OK OBSERVAÇÕES
1. Água da bateria
2. Cabos da bateria
3. Água do radiador
4. Nível do cárter
5. Nível do óleo hidráulico
6. Nível do óleo direção hidráulica
7. Nível do óleo hidramático
8. Filtro de ar
9. Pressão dos pneus
10. Banco do operador
11. Extintor de incêndio
12. Abastecimento de combustível
13. Painel de instrumentos
14. Buzina
15. Marcador de combustível
16. Funcionamento do motor
17. Pressão do óleo do motor
18. Carga da bateria
19. Temperatura do motor
20. Iluminação
21. Freios de serviço
22. Freios de estacionamento
23. Sistema de direção
24. Embreagem
25. Correias e mangueiras
26. Vazamento de óleo
SISTEMA ELÉTRICO
27. Luzes dianteiras
28. Luzes traseiras e de freio
29. Pisca alerta
30. Alarme de ré
31. Giroflex (Se montado)
CAÇAMBA
32. Movimento da caçamba
33. Movimento do braço
34. Mangueiras e cilindros
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