FACULDADE DE ECONOMIA
Unidade Curricular: Introdução ao Estudo do Direito
Curso: Contabilidade e Finanças – Laboral
Tema: Sistema de Segurança Social em Moçambique. Importância, enquadramento
legal e desafios actuais .
Discentes:
Alfredo Lourenço Mandlate
António Cacildo Russumine
Calciano Meque Júnior
Esmena Milca Chissaque
Tasmina Mateus Mabuza
Vera Jossefate Nhabanga
Docente: Dr. Salvador Namborete
Maputo, Maio 2026.
ÍNDICE
INTRODUÇÃO.........................................................................................................................3
Objectivo Geral:.........................................................................................................................3
Objectivos Específicos:..........................................................................................................3
METODOLOGIA......................................................................................................................4
1 Sistema de Segurança Social..............................................................................................5
1.1 Conceito de Sistema de Segurança Social.................................................................5
2 Sistema de Segurança Social em Moçambique..................................................................5
2.1 Subsistema da Segurança Social Obrigatória.............................................................5
2.2 Subsistema da Segurança Social Básica....................................................................6
2.2.1 Principais Programas..........................................................................................6
2.3 Subsistema de Segurança Social Complementar.......................................................6
3 Importância, Enquadramento legal e desafios actuais da Segurança Social em
Moçambique...............................................................................................................................7
3.1 Importância................................................................................................................7
3.2 Enquadramento legal..................................................................................................8
3.2.1 A Lei de Bases: Lei n.º 4/2007...........................................................................8
3.2.2 Regulamentação do Regime Geral: Decreto n.º 51/2017...................................8
3.2.3 Prestações e Benefícios Assegurados (Artigo 27.º)...........................................9
3.3 Desafios Actuais.........................................................................................................9
3.3.1 Fragilidades na Governanção e Corrupção........................................................9
3.3.2 Dívida e Incumprimento Empresarial..............................................................10
3.3.3 Cobertura do Sector Informal...........................................................................10
3.3.4 Revisão e Harmonização Legal........................................................................10
CONCLUSÃO.........................................................................................................................11
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................................I
2
INTRODUÇÃO
Diante da necessidade de proteger os trabalhadores num ambiente de privatizações e reformas
estruturais, o Estado moçambicano institucionalizou o sistema contemporâneo. O Decreto nº
17/88 criou o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) como o braço gestor do sistema
de Segurança Social Obrigatória em Moçambique, com o objetivo de garantir a subsistência
dos trabalhadores em situações de perda ou diminuição da capacidade para o trabalho e
proteger os seus familiares em caso de morte. Este sistema começou a ser implementado em
1990 nas províncias de Maputo (Cidade e Província) e foi expandido progressivamente para
as capitais provinciais até 1995. Inicialmente, abrangia apenas empresas com 10 ou mais
trabalhadores; em 1997, o critério estendeu-se a todas as empresas,independentemente do
número de funcionários.
Para responder às novas dinâmicas macroeconómicas e demográficas, foi aprovada a Lei nº
4/2007 (7 de Fevereiro), que revogou a legislação anterior e organizou a proteção social em
três pilares fundamentais, vigentes até hoje, nomeadamente: Sistema de Seguerança Social
Obrigatória, Sistema de Segurança Social Básica e o Sistema de Segurança social
complementar.
Objectivo Geral:
Compreender o conceito, o funcionamento e o enquadramento legal do Sistema
Nacional de Segurança Social;
Objectivos Específicos:
Identificar e caracterizar cada pilar do sistema de segurança social vigente em
Moçambique;
Entender o quão abrangente é o Sistema de Segurança social e como é aplicado;
Apontar a importância e os desafios actuais enfretaddos na vigência da Lei de
proteção social.
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METODOLOGIA
Para a elaboração do presente trabalho, o grupo fez a recolha de dados qualitativos e
quantitativos diponibilizados pelas seguintes páginas: Ministério de Trabalho, Género e
Acção Social, Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM), Instituto de
Estudos Sociais e económicos (IESE) e Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).
1 Sistema de Segurança Social
1.1 Conceito de Sistema de Segurança Social
Sistema de segurança social é um mecanismo de proteção social e solidariedade gerido pelo
Estado que garante rendimento e assistência aos cidadãos em situações de necessidade, como
velhice, doença, maternidade ou desemprego.
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2 Sistema de Segurança Social em Moçambique
A evolução histórica do sistema de segurança social em Moçambique reflete as profundas
transformações políticas, económicas e sociais que o país atravessou, desde o período
colonial até à consolidação do Estado moderno. Durante a administração colonial portuguesa,
destinava-se exclusivamente aos funcionários da administração pública colonial e a
trabalhadores do sector privado de origem europeia ou assimilados e a vasta maioria da
população nativa moçambicana, inserida na economia rural ou no trabalho forçado, estava
excluída de qualquer proteção formal, dependendo inteiramente de redes de solidariedade
familiar e comunitária
No nosso país, a Segurança Social é um direito consagrado pela Lei da Protecção Social de
2007. Esta lei estabelece os três eixos do sistema de Segurança Social, nomeadamente:
Segurança Social Obrigatória;
Segurança Social Básica; e
Seguranca social Complementar.
2.1 Subsistema da Segurança Social Obrigatória
O subsistema da Segurança Social Obrigatória é alusivo aos trabalhadores assalariados na
economia formal e trabalhadores por conta própria. Este proporciona benefícios a curto e
longo prazo, incluindo o subsídio de maternidade, de doença, a pensão de velhice e de
sobrevivência. O subsistema é financiado pelas contribuições dos trabalhadores e
empregadores. No sector privado, é gerido pelo Instituto Nacional de Segurança Social
(INSS); e no sector público, pelo Instituto Nacional de Previdência Social e pelo Banco de
Moçambique. O finaciamento é feito por meio de contribuições obrigatórias de cerca de 7%
do salário: 4% empregador e 3% trabalador. (Castel-Branco, R. K, 2020)
A Segurança Social Obrigatória rege-se pelo princípio de solidariedade. Os trabalhadores
saudáveis contribuem para ajudar aqueles que não gozam de boa saúde, os jovens apoiam os
idosos, ou seja, é um Sistema que foi criado para promover o equilíbrio das diferenças
sociais, prevalecentes entre os trabalhadores no activo e aqueles que por várias razões não
fazem parte do universo daqueles que produzem riqueza. (INSS, n.d.)
2.2 Subsistema da Segurança Social Básica
Proporciona transferências sociais aos cidadãos incapacitados para o trabalho e a pessoas
vulneráveis que vivem em situação de pobreza absoluta. Este subsistema é financiado
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principalmente pelo Orçamento Geral do Estado e gerido pelo Instituto Nacional de
Acção Social (INAS). Em Moçambique, a Segurança Social Básica é implementada por meio
de programas específicos definidos na Estratégia Nacional de Segurança Social Básica
(ENSSB).
2.2.1 Principais Programas
Programa Subsídio Social Básico (PSSB): Oferece transferências monetárias não
contributivas a idosos, pessoas com deficiência e outras famílias em extrema pobreza,
sendo o maior programa do subsistema.
Programa Apoio Social Directo (PASD): Fornece assistência direta e temporária a
famílias vulneráveis em situações de crise ou calamidade, com transferências em
dinheiro ou bens.
Programa de Atendimento em Unidades Sociais (PAUS): Garante serviços
institucionalizados de apoio em unidades sanitárias e sociais para pessoas
desamparadas.
Programa Acção Social Produtiva (PASP): Promove inclusão produtiva por meio
de trabalhos remunerados ou capacitação para população pobre e vulnerável.
Programa de Serviços de Acção Social (PROSAS): Presta serviços de informação,
orientação e apoio social institucionalizado a grupos em risco.
2.3 Subsistema de Segurança Social Complementar
Em Moçambique, o subsistema de Segurança Social Complementar (SSC) funciona como um
regime voluntário e privado que reforça as prestações dos outros dois subsistemas (Básica e
Obrigatória), sem substituí-los.
É destinado a trabalhadores e empresas que buscam coberturas adicionais, como planos de
pensões suplementares, seguros de saúde ou benefícios extras para invalidez e sobrevivência.
As modalidades devem ser homologadas pelo Instituto de Supervisão de Seguros de
Moçambique (ISSM), garantindo conformidade com a Lei n.º 4/2007.
O Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM, IP) é uma entidade
de supervisão e fiscalização da actividade segura, de mediação de seguros e resseguro e
de gestão de fundos de pensões complementares na República de Moçambique.
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O Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique, criado pelo Decreto Lei n.º 1/2010, de
31 de Dezembro, é uma pessoa colectiva de direito público, dotada de personalidade jurídica,
com autonomia administrativa e financeira. (ISSM)
3 Importância, Enquadramento legal e desafios actuais da
Segurança Social em Moçambique
3.1 Importância
A Segurança Social visa:
Garantir a subsistência dos trabalhadores nas situações de falta ou diminuição de
capacidade para o trabalho;
Garantir a subsistência dos familiares, por morte do trabalhador ou pensionista.
Principais Pontos sobre a Importância da Segurança Social:
Proteção contra Riscos: Garante a subsistência dos trabalhadores e suas famílias
perante a falta ou diminuição da capacidade de trabalho, como doenças, acidentes de
trabalho ou velhice (reforma).
Redistribuição de Renda e Pobreza: Funciona como instrumento de combate à
pobreza, oferecendo segurança alimentar e suporte financeiro a populações
vulneráveis.
Princípio de Solidariedade - Baseia-se na contribuição conjunta onde trabalhadores
ativos financiam os pensionistas, e os saudáveis apoiam os doentes, equilibrando as
diferenças sociais.
Direito Fundamental: É um direito constitucional, essencial para garantir a dignidade
humana, proporcionando um rendimento substitutivo quando as fontes de rendimento
são interrompidas.
Bem-estar e Desenvolvimento: Promove a qualidade de vida e a estabilidade social,
fatores cruciais para o desenvolvimento econômico de um país.
3.2 Enquadramento legal
3. A Institucionalização do Sistema Moderno: A Lei nº 5/89
Conforme a Constituição da República de Moçambique (CRM) no seu Artigo 95.º
(Assistência Social): Estipula que o Estado promove, através de políticas públicas e de
instituições próprias, a criação de condições para a subsistência dos cidadãos em caso de
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incapacidade, velhice ou invalidez, legitimando e obrigando a existência de um sistema de
providência e proteção social.
Toda a matéria sobre contribuições, pensões, licenças de maternidade/paternidade e baixas
médicas pertence estritamente ao ramo da Legislação Social e Laboral, também conhecida
como Direito do Trabalho e da Segurança Social.
3.2.1 A Lei de Bases: Lei n.º 4/2007
A Lei n.º 4/2007, de 7 de Fevereiro (Lei da Proteção Social) define a organização e as bases
do sistema de segurança social em Moçambique, estruturando-o formalmente em três grandes
pilares (conforme o seu Artigo 4.º):
Segurança Social Básica (Artigos 13.º a 18.º);
Segurança Social Obrigatória (Artigos 19.º a 34.º);
Segurança Social Complementar (Artigos 35.º a 41.º).
3.2.2 Regulamentação do Regime Geral: Decreto n.º 51/2017
Para o sector privado e trabalhadores independentes (TCP), a norma operacional que dita as
regras do quotidiano é o Decreto n.º 51/2017, de 9 de Outubro, que aprova o Regulamento do
Regime Geral da Segurança Social Obrigatória.
[Link] Taxas e Mecanismo de Contribuição (Artigos 21.º a 24.º)
A inscrição e a canalização de contribuições são de caráter obrigatório para as
empresas e trabalhadores.
Taxa de Contribuição Global: 7% calculados sobre o salário bruto (remuneração de
base) do trabalhador.
Cota-parte do Empregador (Empresa): 4% (encargo direto da empresa).
Cota-parte do Trabalhador: 3% (retidos na fonte pelo empregador e canalizados ao
INSS).
Trabalhadores por Conta Própria (TCP): Assumem individualmente a totalidade dos
7%, calculados com base numa remuneração convencional por si declarada, conforme
as tabelas oficiais do INSS.
3.2.3 Prestações e Benefícios Assegurados (Artigo 27.º)
O regulamento assegura proteção material dividida em três frentes de cobertura:
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[Link] Eventualidades de Curto Prazo:
Subsídio de Doença (Artigos 35.º a 42.º): Pago em situações de incapacidade temporária por
doença comum.
Subsídio de Maternidade (Artigos 43.º a 48.º): Garante o pagamento integral do salário à
trabalhadora durante os 90 dias de licença de maternidade (conforme o período alargado
estipulado também no Artigo 12.º da Lei do Trabalho - Lei n.º 8/2023, de 5 de Setembro),
desde que cumprido o prazo de garantia (número mínimo de contribuições).
[Link] Eventualidades de Longo Prazo:
Pensão de Velhice/Reforma (Artigos 49.º a 54.º): Atribuída aos trabalhadores que atinjam a
idade legal de reforma — 60 anos para homens e 55 anos para mulheres — desde que
totalizem, pelo menos, 240 meses de contribuições efectivas.
Pensão de Invalidez (Artigos 55.º a 61.º): Em caso de incapacidade permanente e definitiva
para o trabalho.
[Link] Morte:
Pensão de Sobrevivência (Artigos 63.º a 71.º): Paga aos herdeiros legítimos (cônjuge e
filhos).
Subsídio por Morte e Subsídio de Funeral (Artigos 72.º a 78.º): Apoios financeiros
imediatos aquando do falecimento do beneficiário.
3.3 Desafios Actuais
3.3.1 Fragilidades na Governanção e Corrupção
Desvios de Fundos: O sistema tem lidado com graves esquemas de fraude e
corrupção interna (com desvios de milhões de meticais), o que compromete o
dinheiro dos pensionistas e exige o reforço urgente dos mecanismos de segurança
e transparência.
Integridade Institucional: A necessidade de responsabilização de funcionários
envolvidos em desvios tem forçado o INSS a reestruturar processos para restaurar
a confiança pública.
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3.3.2 Dívida e Incumprimento Empresarial
Empresas Devedoras: Muitas empresas não canalizam para o INSS os descontos
deduzidos directamente dos salários dos trabalhadores.
Sustentabilidade Financeira: A alta taxa de inadimplência1 ameaça a capacidade de
pagamento de pensões e exige campanhas contínuas de sensibilização e cobrança
coerciva.
3.3.3 Cobertura do Sector Informal
Trabalhadores Informais: A vasta maioria da força de trabalho opera na economia
informal. Devido aos rendimentos irregulares e às taxas de contribuição, a inclusão
destes trabalhadores no sistema contributivo continua a ser uma barreira complexa,
limitando a expansão da segurança social.
3.3.4 Revisão e Harmonização Legal
Ajustes na Legislação Obrigatória: Para combater estas barreiras e melhorar a
qualidade dos serviços, o INSS tem realizado auscultações públicas 2 para a revisão do
regulamento da segurança social obrigatória.
Estratégias de Extensão: O desafio passa por actualizar os pacotes de benefícios para
torná-los mais atractivos e adaptados à realidade socioeconômica moçambicana,
visando cumprir com as metas de cobertura da Estratégia Nacional de
Desenvolvimento.
Nas últimas décadas, o sistema focou-se na modernização e informatização dos serviços
(como o sistema SISSMO3) para dar maior celeridade aos pagamentos e cobranças.
Contudo, persistem desafios estruturais significativos, tais como o alargamento da
cobertura eficaz aos Trabalhadores por Conta Própria (TCP) e ao vasto setor informal,
que representa a maior parcela da força de trabalho moçambicana. (INSS, n.d.)
CONCLUSÃO
Ao cruzar as linhas históricas, mota-se que sempre houve a necessidade de proteccção social
e assistência aos ciddadãos necessitados. Essa necessidade foi respondida pelo Sistema de
1
Inadimplência ocorre quando um contribuinte não cumpre com a obrigação legal de pagar contribuições
devidas dentro do prazo estipulado por lei.
2
Auscultações públicas são mecanismos formais de participação dos cidadãos, previstos na legislação
Moçambicana, que servem para ouvir a sociedade civil, Comunidades locais, académicos e o sector privado
antes de o Governo ou uma instituição tomar decisões de grande impacto.
3
SISSMO – Sistema de Informação de Segurança Social de Moçambique.
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Segurança social que é um mecanismo usado para proteger os indivíduos em situações de
velhice, doença, maternidade, desemprego ou pobreza extrema. A Lei n.º 4/2007, de 7 de
Fevereiro (Lei da Proteção Social) assevera que, o Sistema de Seguraça Social baseia-se em 3
pilares, nomeadamente: Sistema de segurança obrigatória, Sistema de Segurança Social
Básica e o sistema de Segurança social complentar.
As contribuições obrigatórias dos trabalhadores e das entidades empregadoras para o siatema
nacional de segurança social é feita mensalmente. A taxa global descontada é de 7%, dos
quais 3% desconta-se directamente do salário dos trabalhadores e 4% da entidade
empregadora. Os trabalahdores por conta própria não estão isentos dessa contribuição
obrigatória, sendo descontado do seu salário 7%. Algumas empresas descontam os salários
dos trabalhadores, todavia, não fazem a canalização dos descontos deduzidos dos salários dos
trabalhadores para o INSS, este é um dos desafios que o sistema de segurança social tem
enfrentado.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Castel-Branco, R. K. (2020). A segurança social em Moçambique. In Conversa para o boi
dormir ou um instrumento de redistribuição viável? Instituto de Estudos Sociais e
Económicos. Retrieved from Instituto de estudos sociais e Económicos:
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INSS. (n.d.). Ministério de Trabalho, Género e Acção Social. Retrieved from
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