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PODA PROGRAMADA

A Poda Programada de Ciclo para o café Conilon é uma técnica que visa revigorar lavouras, eliminando ramos improdutivos e substituindo-os por novos, aumentando a produtividade. O manejo envolve a eliminação de hastes verticais e horizontais, com recomendações específicas para densidade de plantas e renovação das hastes. A técnica resulta em redução de mão de obra, padronização do manejo e aumento significativo na produtividade e qualidade do café.
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PODA PROGRAMADA

A Poda Programada de Ciclo para o café Conilon é uma técnica que visa revigorar lavouras, eliminando ramos improdutivos e substituindo-os por novos, aumentando a produtividade. O manejo envolve a eliminação de hastes verticais e horizontais, com recomendações específicas para densidade de plantas e renovação das hastes. A técnica resulta em redução de mão de obra, padronização do manejo e aumento significativo na produtividade e qualidade do café.
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PODA PROGRAMADA

DE CICLO PARA O CAFÉ


CONILON – PPC:
Técnica para Produção e
Revigoramento de Lavouras
PODA PROGRAMADA DE CICLO PARA
O CAFÉ CONILON - PPC
Técnica para Produção e Revigoramento de Lavouras

O
cafeeiro conilon é uma planta de crescimento contínuo que possui
hastes verticais e ramos horizontais (Figura 1). Estes ramos, após
determinado número de colheitas, perdem seu vigor e diminuem a
sua produção. Face a essa particularidade da cultura, as lavouras de café
Conilon necessitam de ser podadas.
A tecnologia da poda consiste na eliminação das hastes verticais e
dos ramos horizontais, que vão se tornando improdutivos, necessitando de
substituição por hastes e ramos novos que proporcionam um novo ciclo pro-
dutivo. Os ramos estiolados, os de menor vigor, e o excesso de brotações
precisam também ser eliminados.

A B

Figura 1 – Hastes verticais (A) e ramos horizontais (B) em lavouras de café Conilon.

O manejo de poda em café Conilon, tem sido adotado pelos produtores


a partir de sua recomendação pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assis-
tência Técnica e Extensão Rural – Incaper, 1993.

Este documento visa apresentar os principais aspectos resultantes da


evolução dos trabalhos de condução de plantas desenvolvidos e adaptados
para a cultura no estado do Espírito Santo.
Poda programada de ciclo do Café Conilon

Na realização da Poda Programada de Ciclo, recomenda-se atenção para


a densidade de plantas e hastes por hectare; eliminação anual de ramos
plagiotópicos poucos produtivos e renovação das hastes ortotrópicas que já
sustentaram entre 4 e 5 safras.

Para a realização da PPC o produtor poderá optar por duas maneiras:

a. Poda Programada de Ciclo normal – Consiste na retirada dos ramos


ortotrópicos verticais; são deixados os ramos com maior vigor inde-
pendente do lado que ele esteja (Figuras 2 e 3).

A B C

Figura 2 – Eliminação de 70% das hastes ortotrópicas (A); Renovação das plantas man-
tendo em média 3 brotos com cerca de 90 dias de idade. (B); Lavoura renovada com
PPC com aproximadamente 12 meses de idade após o primeiro ciclo de produção (C).

A B C

Figura 3 – Eliminação da saia ou dos ramos plagiotrópicos das plantas, após a 1ª, 2ª
e 3ª colheitas sucessivamente (A, B e C).
b. Poda Programada de Ciclo Direcionada e/ou Túnel – Neste caso, os
ramos ortotrópicos verticais que deverão permanecer por mais um ci-
clo, são direcionados ora para a direita ora para a esquerda da rua de
cultivo, proporcionando, assim, o túnel na lavoura de duas em duas
fileiras (Figura 4).

Figura 4 – Lavouras conduzidas e sendo renovadas com a poda programada de ciclo,


direcionada (A) e/ou em túnel (B), após o último ciclo de produção.

Na realização dessas etapas é necessário:

• Após o plantio, providenciar a indução de brotações nas plantas ainda


jovens e conduzir as plantas com o número de hastes previamente
estabelecidas. Realizar a desbrota com as tecnologias empregadas, ou
seja, em torno de 9.000 a 14.000 hastes/ha.
• Após a colheita, realizar a retirada dos ramos horizontais (plagiotrópi-
cos) que já alcançaram cerca de 70% de sua produção potencial.
• Realizar a desbrota nas plantas eliminando o excesso de brotos todos
os anos, quantas vezes for necessário.
• A eliminação das hastes verticais inicia-se somente a partir da ter-
ceira ou quarta colheita, eliminando-se entre 50 e 75% das hastes
verticais menos produtivas da planta. No momento para realizar a eli-
minação das hastes verticais deve-se considerar: o vigor das plantas
e das hastes, a capacidade produtiva das plantas, o índice foliar das
plantas, a perspectiva dos preços para o produto e a capitalização do
produtor, entre outros.
• Deve-se proceder a eliminação dos ramos horizontais e realizar a des-
brota, mantendo-se em cada planta o número de brotos suficientes
para recompor o número de hastes iniciais do sistema de manejo.
• No ano seguinte da eliminação das hastes ortotrópicas, deve-se rea-
lizar a eliminação das hastes verticais remanescentes, seguida das
desbrotas que se fizerem necessárias. Após o término dessa etapa,
a lavoura estará totalmente revigorada, iniciando-se, assim, um novo
ciclo de produção.
• No ano seguinte, teremos a primeira safra da lavoura revigorada.
• Nos anos subsequentes, a lavoura deve ser conduzida de forma se-
melhante àquela adotada no primeiro ciclo, até que sejam necessá-
rias novas substituições das hastes ortotrópicas, completando-se,
dessa forma, o segundo ciclo de produção.
• Após a poda, será necessário realizar o monitoramento das plantas
podadas, visando reduzir a incidência de pragas e doenças ou mes-
mo a morte das plantas.

EXEMPLO: Para uma lavoura com densidade de 3.000 plantas/ha e qua-


tro hastes/planta, tem-se 12.000 hastes/ha. A indicação é a retirada de
75% das hastes ortotrópicas das plantas após a quarta colheita. Assim,
recomenda-se a eliminação de um total de 9.000 hastes verticais ime-
diatamente após a colheita. A eliminação das 3.000 hastes remanes-
centes será realizada após a quinta colheita, fechando-se assim o pri-
meiro ciclo de produção e assim sucessivamente (Quadro 1 e Figura 2).
Quadro 1 - Comparação entre a poda programada de ciclo e a tradicional

Ciclo da Poda - Ano


Tipo de
Atividades
Poda
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Eliminação das x x x x
hastes verticais
Programada
de ciclo
Desbrota e eliminação x x x x x x x x x x
dos ramos horizontais

Eliminação das x x x x x x x x x
hastes verticais
Tradicional

Desbrota e eliminação x x x x x x x x x x
dos ramos horizontais

O sistema de poda programada de ciclo uniformiza a recomendação da


tecnologia, simplifica o entendimento da poda e reduz de forma significativa
a demanda de mão de obra.

Principais vantagens da poda programada de ciclo

• Redução média de 32% de mão de obra no período de 10 colheitas.

• Facilidade de entendimento e execução.

• Padronização do manejo da poda.

• Maior facilidade para realização da desbrota e dos tratos culturais.

• Maior uniformidade das floradas e da maturação dos frutos.

• Maior facilidade para manejo de pragas e doenças nas lavouras.

• Aumento superior a 20% na produtividade média da lavoura.

• Maior estabilidade de produção e melhor qualidade final do produto.


Equipe Técnica
Abraão Carlos Verdin Filho, [Link]. Produção Vegetal, Pesquisador Incaper
Paulo Sérgio Volpi, Administrador Rural, Pesquisador Incaper
Aymbiré Franscisco Almeida da Fonseca, [Link]. Fitotecnia, Pesquisador
Voluntário Incaper
Maria Amélia Gava Ferrão, [Link]. Genética e Melhoramento de Plantas, Pesquisadora
Embrapa Café/Incaper, Bolsista Produtividade Pesquisa CNPq
Romário Gava Ferrão, [Link]. Genética e Melhoramento de Plantas, Pesquisador
Aposentado Incaper, Coordenador de Pesquisa Multivix
Marcone Comério, [Link]. Produção Vegetal, Pesquisador Incaper
João Felipe Senra, [Link]. Genética e Melhoramento de Plantas, Pesquisador Incaper
Sheila Cristina Prucoli Posse, [Link]. Produção Vegetal, Pesquisadora Incaper
José Sebastião Silveira Machado, [Link]. Fisiologia Vegetal, Consultor Café, Autônomo
Thomaz Silveira Batista, Agrônomo, Produtor, Autônomo

Caso tenha dúvidas, procure o escritório do Incaper do seu município.

Projeto Gráfico e Diagramação:


Phábrica de Produções: Alecsander Coelho, Daniela Bissiguini, Érsio Ribeiro e Paulo Ciola

Revisão Textual:
Agência Comunica: Nadine Ribeiro G. Martin

Documentos nº 291
ISSN 1519-2059

Editor: Incaper
Formato: Impresso e digital
Tiragem: 3.500
Vitória-ES, junho / 2022

coordenacaoeditorial@[Link]
[Link]

Apoio Realização

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