0% acharam este documento útil (0 voto)
0 visualizações22 páginas

Material Complementar

O artigo apresenta o desenvolvimento de um instrumento para a Consulta de Enfermagem voltado a pessoas com hipertensão arterial e diabetes mellitus tipo 2 na Atenção Primária à Saúde. O estudo metodológico, realizado em uma Unidade Básica de Saúde em São Paulo, incluiu a construção e validação do instrumento, que demonstrou alta validade de conteúdo e moderada aplicabilidade. Conclui-se que o instrumento é adequado às necessidades da Atenção Primária, facilitando o acompanhamento e a promoção do autocuidado dos pacientes.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
0 visualizações22 páginas

Material Complementar

O artigo apresenta o desenvolvimento de um instrumento para a Consulta de Enfermagem voltado a pessoas com hipertensão arterial e diabetes mellitus tipo 2 na Atenção Primária à Saúde. O estudo metodológico, realizado em uma Unidade Básica de Saúde em São Paulo, incluiu a construção e validação do instrumento, que demonstrou alta validade de conteúdo e moderada aplicabilidade. Conclui-se que o instrumento é adequado às necessidades da Atenção Primária, facilitando o acompanhamento e a promoção do autocuidado dos pacientes.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Rev. Enferm.

UFSM - REUFSM
Santa Maria, RS, v. 11, e22, p. 1-22, 2021
DOI: 10.5902/2179769243719
ISSN 2179-7692

Artigo Original Submissão: 22/04/2020 Aprovação: 08/10/2020 Publicação: 09/03/2021

Consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: cuidado às pessoas com


doenças crônicas cardiometabólicas
Nursing Consultation in Primary Health Care: Care for people with chronic cardiometabolic diseases

Consulta de enfermería en la Atención Primaria de Salud: el cuidado a los individuos con enfermedades
crónicas cardiometabólicas

Maria Clara Moreira MatiasI, Uiara Aline de Oliveira KaizerII, Thaís Moreira São-
São-JoãoIII

Resumo:
Resumo: Objetivo: desenvolver um instrumento para Consulta de Enfermagem às pessoas com hipertensão
arterial e/ou diabetes mellitus tipo 2 em seguimento na Atenção Primária à saúde. Método: estudo metodológico,
composto por duas etapas, desenvolvido em Unidade Básica de Saúde (UBS) no interior do Estado de São Paulo. A
Etapa 1 correspondeu à Construção do Instrumento e à Validação de Conteúdo por cinco juízes. A Etapa 2
correspondeu ao pré-teste e à avaliação de suas propriedades de medida. O questionário foi pré-testado com 30
pessoas com hipertensão arterial e/ou debates mellitus usuárias da UBS. Resultados: o questionário apresentou alto
índice de validade de conteúdo (IVC = 0,96) e moderada aplicabilidade (pelo tempo de aplicação). Conclusão: o
instrumento se apresentou adequado à realidade e à necessidade da Atenção Primária em termos de conteúdo.
Descritores: Enfermagem; Diabetes mellitus; Hipertensão; Inquéritos e questionários; Estudos de validação

Abstract: Objective:
Objective to design a nursing consultation instrument for people with high blood pressure and/or type
2 diabetes mellitus being followed up in Primary Health Care. Method:
Method methodological study comprising two
stages developed in a Basic Health Unit (BHS) in the interior of the state of São Paulo. Stage 1 was related to
designing the instrument and validating its content with five judges. Stage 2 was related to pre-testing and
evaluation of its measurement properties. The questionnaire was pre-tested with 30 people with high blood
pressure and/or diabetes mellitus that attended the UBS. Results:
Results the questionnaire had a high content validity
index (CVI = 0,96) and moderate feasibility (considering the administration time). Conclusion:
Conclusion the instrument was
adequate to the reality and need of primary health care in terms of content..
Keywords:
Keywords: Nursing; Diabetes mellitus; High blood pressure; Surveys and questionnaires; Validation study

I
Enfermeira. Residente em Cardiologia pela Universidade de São Paulo. São Paulo, São Paulo, Brasil. E-mail: mariacmmatias@[Link] Orcid:
[Link]

II Enfermeira. Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de
Campinas. Campinas, São Paulo, Brasil. E-mail: uiara_oliveira@[Link] Orcid: [Link]

III Enfermeira. Docente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de Campinas. Campinas, São Paulo, Brasil. E-mail:
thaisms@[Link] Orcid: [Link]
Consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: cuidado às pessoas com doenças crôn... | 2

Resumen: Objetivo:
Objetivo desarrollar un instrumento para la Consulta de Enfermería a los individuos con hipertensión
arterial y/o con diabetes mellitus tipo 2 en monitoreo en la Atención Primaria de Salud. Método:
Método estudio
metodológico dividido en dos etapas y llevado a cabo en una Unidad Básica de Salud (UBS) en el estado de São
Paulo. La Etapa 1 consistió en la Elaboración del Instrumento y la Validez de Contenido por cinco expertos. La
Etapa 2 correspondió a la prueba previa y a la evaluación de sus propiedades de medida. El cuestionario se aplicó
previamente a 30 individuos con hipertensión arterial y/o con diabetes mellitus, todos usuarios de la UBS.
Resultados: el cuestionario reveló alto índice de validez de contenido (IVC = 0,96) y moderada aplicabilidad (por el
tiempo de aplicación). Conclusión: el instrumento fue adecuado a la realidad y la necesidad de la Atención Primaria
en cuanto al contenido..
Descriptores: Enfermería; Diabetes mellitus; Hipertensión; Encuestas y cuestionarios; Estudio de validación

Introdução

A hipertensão arterial (HA) e o diabetes mellitus tipo 2 (DM2) são consideradas doenças

crônicas não transmissíveis (DCNT) e possuem considerável custo financeiro e de mão de obra

para o Sistema Único de Saúde (SUS), além de serem de difícil enfrentamento e cuidado para a

família e para o indivíduo afetado. Em 2015, os gastos do Brasil com o DM se aproximaram de

R$ 4 bilhões, dada sua cronicidade, ou seja, o tratamento contínuo.1 Em 2018, a HA foi

responsável por 59% do custo direto relacionado ao tratamento medicamentoso; ou seja, ela

representa relevante impacto financeiro (mais de R$ 2 bilhões por ano) no Brasil.2 Já os gastos

estimados de doenças cardiovasculares aumentaram em 17%, de 2010 a 2015, alcançando R$ 37,1

bilhões no ano de 2015.3

Diante do impacto que a HA tem no cenário em saúde é importante reconhecer que a

doença se caracteriza por aumento e persistência dos níveis de pressão arterial (PA) sistólica ≥

140 e diastólica ≥ 90 mmHg, causado principalmente pelo enrijecimento das artérias, e,

consequentemente, por aumento da resistência vascular periférica (RVP), muitas vezes causado

pelo alto consumo de sódio, sendo agravada por fatores de risco, como a obesidade.4

O DM2 corresponde a 90 a 95% de todos os casos de DM; por sua vez, é caracterizado por

diminuição da secreção de insulina pelas células β do pâncreas e/ou pela resistência à insulina e,

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, p. 1-22, 2021


3 | Matias MCM, Kaizer UAO, São-João TM

consequentemente, pelo maior nível de glicose circulante na corrente sanguínea. É um

parâmetro de positividade, para diagnóstico da doença, a taxa de glicose em jejum ≥ 126mg/dl ou

o percentual de hemoglobina glicada ≥ 6,5%. 1

É possível assumir que as duas patologias (HA e DM) se interligam por meio de seus

agravos e fatores de risco, somando-se a dislipidemia, síndrome metabólica, hereditariedade, má

alimentação e significativo uso de sal, fumo, além da inatividade física estão ligados ao aumento

de morte por causa cardíaca.5 Em 2016, a HA estava ligada diretamente a 45% das mortes por

causas cardíacas, enquanto apenas 54,1% dos pacientes diagnosticados com HA a mantiveram

controlada.6 O DM, por sua vez, está presente na vida de 1 a cada 10 adultos norte-americanos e

possui prevalência do tipo 2.1

Em 2019, cerca de 17 milhões de pessoas foram acometidas por DM, sendo que o Brasil

ocupava a quinta posição entre os países com maior número de afetados. Estima-se que, em

2045, mais de 20 milhões de pessoas terão DM, sendo que o Brasil registrará a metade das

mortes decorrentes de DM estimadas para o conjunto de países da América do Sul e da América

Central.7 Assim, evidencia-se a necessidade de maior conhecimento dos custos das DCNT, com

vistas ao melhor investimento financeiro e pessoal na Atenção Primária à Saúde (APS) e

objetivando a priorização das políticas integradas e intersetoriais de prevenção, enfrentamento

e controle da hipertensão e do diabetes, visto que um tratamento preventivo traria maiores

benefícios para o paciente e diminuiria os custos do SUS.2

Levando em consideração a cronicidade e a necessidade de tratamento contínuo da HA e

do DM2 na APS, é preciso ressaltar o papel do enfermeiro. Por meio de intervenções e

acompanhamento, ele está presente nas etapas de diagnóstico médico, adesão e compreensão do

tratamento medicamentoso, prescrição e indicação de tratamentos não medicamentosos,

atuação nos fatores de risco, acompanhamento de sinais e sintomas e intervenções nos aspectos

sociais da pessoa – como contexto familiar em que vive e qual a rede de apoio que constitui.

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, e22: p. 1-22, 2021


Consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: cuidado às pessoas com doenças crôn... | 4

Nessa perspectiva, um dos seus principais instrumentos de trabalho é a consulta de enfermagem

(CE).

A CE é uma atividade privativa do enfermeiro, na qual é realizado o processo de

enfermagem (PE) em cinco etapas: levantamento de possíveis problemas de enfermagem e

necessidades de saúde a se intervir, por meio de histórico e relato verbal; observação clínica de

possíveis alterações, sinais e sintomas durante o exame físico (histórico de enfermagem);

diagnóstico de enfermagem (DE), para estabelecimento de prioridades de cuidado; planejamento

de intervenções e implementação; avaliação dos processos e seus resultados; e registro das

atividades, sendo principalmente o DE e as condutas anexadas ao prontuário e ao histórico do

paciente. Assim, por meio da CE, é possível que o enfermeiro atue junto a pessoa com HA e

DM2, principalmente quanto à adesão aos tratamentos medicamentoso e não medicamentoso.8

Para se estabelecer um DE sistematizado, para melhor promover a ação e a assistência

unificadas do enfermeiro, haja vista a premente necessidade dessa atuação em APS no SUS,

destaca-se o uso da Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE). A CIPE

foi proposta com vistas a unificar a nomenclatura utilizada pelos profissionais, o que seria um

facilitador para o planejamento da assistência – por meio da organização dos dados do paciente

– possibilitando uma classificação padronizada.9

Considerando a necessidade de assistência contínua, por conta da cronicidade da HA e

do DM2, e considerando o papel do enfermeiro na prevenção de agravos e na promoção da

saúde, o PE deve ser realizado de forma sistematizada e registrado adequadamente. Dessa

maneira, é possível promover a melhor evolução e o acompanhamento da situação de saúde da

pessoa com HA e DM – visto que são doenças silenciosas e que requerem diversos cuidados.

Assim, faz-se necessário um instrumento de DE para as pessoas com HA e DM2, a fim de

facilitar e estimular a realização do PE na CE, buscando a melhor evolução e o adequado

acompanhamento do seu estado de saúde. Portanto, este estudo teve como objetivo desenvolver

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, p. 1-22, 2021


5 | Matias MCM, Kaizer UAO, São-João TM

um instrumento para Consulta de Enfermagem às pessoas com HA e/ou DM2 em seguimento na

Atenção Primária à Saúde.

Método

Trata-se de estudo com abordagem metodológica,10 para criação de instrumento para a

CE na APS, composto por duas etapas e desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde (UBS)

no interior do Estado de São Paulo. Essa UBS pertence à região sul de um distrito de saúde.

Compõe a equipe de enfermagem: três enfermeiras e dez técnicos de enfermagem. A unidade

constitui campo de atividade prática e estágio curricular para os discentes dos cursos de

graduação em enfermagem e medicina. A população da área de abrangência da UBS é de 42.467

habitantes. Desses, 1.275 (3,0%) são cadastrados com HA e 715 (1,7%) com DM2. A comparação

entre os dados locais da UBS e os parâmetros nacionais para DM e HA sugere fortemente a

evidência de subnotificação, uma vez que parâmetros populacionais11 estabelecem que 21,4% da

população maior de 18 anos apresentam HA e que 6,9% têm DM – o que corresponderia, nesse

cenário, a 9.088 habitantes e 2.930 habitantes, respectivamente.

A seguir, está descrito o percurso metodológico realizado.

Etapa 1: Construção do Instrumento e Validação


Validação de Conteúdo

Para construir um instrumento ou um questionário, é preconizado internacionalmente

que o pesquisador defina as variáveis de interesse e suas dimensões, por meio de pesquisa

bibliográfica, além de consulta a estudiosos da área e a representantes da população de

interesse.12 Assim, foi realizado levantamento na literatura nacional e internacional, bem como

levantamento documental junto a prontuários da UBS, a fim de levantar dados que permitam a

construção de itens que avaliem de forma holística o paciente com HA e/ou DM2.

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, e22: p. 1-22, 2021


Consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: cuidado às pessoas com doenças crôn... | 6

Quadro teórico

A Teoria do Autocuidado sinaliza a necessidade de intervenção quando há prejuízo no

autocuidado de uma pessoa, ou seja, quando esta pessoa não progride sozinha na execução de

medidas para o seu próprio bem-estar. Por meio do processo de enfermagem, a consulta deve

direcionar o enfermeiro para observar e construir o cuidado, por meio de ações que visem o agir,

o guiar, o apoiar, o ensinar e o manter-se junto à pessoa, sensibilizando-a sobre a manutenção

do próprio bem-estar.13 Assim, a consulta de enfermagem guiada pelo instrumento em questão

auxilia a organização do cuidado ofertado à pessoa hipertensa e∕ou com diabetes, para que ela

desenvolva o autocuidado em suas possibilidades pessoais, familiares e sociais, contando com a

intervenção profissional.

Destaca-se que a consulta proposta atende ao Modelo de Atenção às Condições Crônicas,

proposto pela Organização Pan-Americana da Saúde,12 que visa reorganizar a atuação na APS

junto às pessoas com condições crônicas, adotando, como uma de suas premissas, o autocuidado

apoiado. Nesse modelo, a consulta de enfermagem, guiada pelo autocuidado apoiado, orienta a

prática assistencial – por meio do manejo clínico adequado da doença crônica, das mudanças

necessárias no estilo de vida e da valorização de aspectos emocionais do paciente.

O referencial teórico selecionado para ser empregado nessa etapa foi a CIPE,

desenvolvida pelo Conselho Internacional de Enfermeiros.9 A CIPE foi criada para permitir uma

linguagem científica e unificada, comum à enfermagem mundial. Esta classificação permite ao

enfermeiro identificar diagnósticos de enfermagem por meio de fenômenos de enfermagem.

Validação de conteúdo

A validação de conteúdo é uma das etapas fundamentais para a elaboração de

instrumentos e depende majoritariamente de uma avaliação por especialistas. Os especialistas

ou juízes devem avaliar o instrumento como um todo, determinando sua abrangência (o quanto

cada conceito foi coberto pelos itens e se todas as suas dimensões foram incluídas), sua clareza

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, p. 1-22, 2021


7 | Matias MCM, Kaizer UAO, São-João TM

(redação dos itens e se foram redigidos de forma compreensível e adequada) e sua pertinência

(ou representatividade – se os itens refletem os conceitos – e se são relevantes e adequados para

os objetivos).14

Nessa fase, os especialistas podem sugerir a inclusão ou a eliminação de itens. A

avaliação pelos juízes é composta por dois tipos distintos: avaliação qualitativa e avaliação

quantitativa.

Para a avaliação quantitativa, foi usado o Índice de Validade de Conteúdo (IVC), que

mede a proporção de juízes que estão em concordância sobre o instrumento e seus itens, sendo

considerado aceitável um nível de concordância mínima de 0,80 (ou 80%).1 Este método utiliza

uma escala tipo Likert com pontuação de um a quatro. Assim, para cada item, as respostas

incluem: 1 = não relevante ou não representativo, 2 = item necessita de grande revisão para ser

representativo, 3 = item necessita de pequena revisão para ser representativo, 4 = item relevante

ou representativo. O índice é calculado por meio da soma de concordância dos itens que foram

marcados por “3” ou “4” pelos juízes. Os itens que receberam pontuação “1” ou “2” devem ser

revisados ou eliminados. Sua fórmula corresponde a: [IVC = Número de respostas “3” ou “4” /

Número total de respostas.

A avaliação qualitativa também pode ser realizada pelos juízes, por meio de sugestões de

modificação ou revisão no texto ou no layout do documento, por exemplo. Assim, essa avaliação

foi feita de forma individual e independente, pelos juízes, por meio de um processo interativo

entre as pesquisadoras e os membros do comitê, no qual os juízes sugeriram quais pontos do

instrumento poderiam ser melhorados a fim de clarificar os pontos controversos do instrumento

final.

No presente estudo, foram selecionados cinco juízes, todos enfermeiros, que atenderam a

pelo menos um dos seguintes critérios de seleção: ter experiência na APS e/ou ser pesquisador

com conhecimento em desenvolvimento e validação de instrumentos. Os juízes, convidados por

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, e22: p. 1-22, 2021


Consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: cuidado às pessoas com doenças crôn... | 8

e-mail, receberam uma versão do instrumento e cada juiz também recebeu um questionário

específico para realizar a avaliação.

Etapa 2: Pré-
Pré-teste e avaliação das propriedades de medida

Ao final da Etapa 1, a versão preliminar do instrumento foi submetida à etapa de pré-

testagem. Nesta etapa, o instrumento deve ser aplicado a um tamanho amostral que varia de

trinta a quarenta sujeitos, de acordo com recomendações internacionais.15 Também nesta etapa,

a praticabilidade do instrumento pode ser avaliada, neste caso, usando-se o tempo despendido

no seu preenchimento, cronometrado em minutos.10

População, amostra e procedimento de amostragem

Na fase de construção do instrumento, não houve recrutamento de participantes; apenas

na etapa 2 foram recrutadas pessoas com HA e/ou DM2, em seguimento clínico no referido

serviço, que atenderam aos critérios de seleção: pessoas com diagnóstico médico prévio de HA

e/ou DM2 e que eram capazes de estabelecer comunicação efetiva, demonstrando orientação e

cognição aceitáveis para serem incluídas no estudo. Assim, para a etapa de pré-teste, foram

incluídos, nesta pesquisa, 30 participantes.

Procedimento de coleta de dados

A coleta dos dados se deu no período de setembro de 2018 a fevereiro de 2019 e aconteceu

apenas na etapa de pré-teste, com o instrumento já na versão final, após a sugestão dos juízes.

Foi conduzida pela pesquisadora, de forma individual, em ambiente privativo, por meio de

entrevista. A entrevista foi baseada nas recomendações para realização de consulta de

enfermagem em Atenção Primária, com duração média de uma hora, a depender da necessidade

do usuário. Nessa ocasião, também se deu a consulta ao prontuário de saúde, no referido campo

de pesquisa.

Análise dos dados

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, p. 1-22, 2021


9 | Matias MCM, Kaizer UAO, São-João TM

O IVC foi avaliado pelos cálculos já demonstrados, sendo considerado valor aceitável o

IVC maior ou igual 0,80. A praticabilidade foi avaliada pelo tempo despendido na entrevista,

cronometrado em minutos.

Aspectos éticos

O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição, sob Parecer

2.338.122/2018, em 19 de outubro de 2017, de acordo com a Resolução 466/2012, do Conselho

Nacional de Saúde. Os participantes formalizaram sua anuência por meio da assinatura do

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Resultados

A 1ª. etapa consistiu na criação e na validação do conteúdo do instrumento. O processo

de criação se baseou na consulta às literaturas nacional e internacional – quanto aos principais

aspectos a serem avaliados durante uma CE e quanto aos fenômenos de saúde mais observados

nos pacientes em seguimento.

Após a criação do instrumento, ele foi submetido à apreciação de cinco juízes quanto aos

aspectos de pertinência e clareza dos itens. O comitê de juízes foi composto por cinco

enfermeiras, descritas a seguir: uma enfermeira com ampla experiência em atendimento

ambulatorial em DM, doutoranda; duas enfermeiras da Estratégia da Saúde da Família, sendo

uma mestra e uma doutoranda; uma enfermeira atuante na gestão do serviço; e uma enfermeira

docente em enfermagem, com ampla experiência em manejo e pesquisas envolvendo a CIPE.

Foram levantados os principais DE elencados em consultas de enfermagem na UBS nos

meses de janeiro de 2017 a fevereiro de 2018. Durante o levantamento de DE junto aos 30

prontuários das pessoas selecionadas, que estavam em seguimento na Atenção Primária na UBS

em apreço, foi notada a ausência do registro das etapas de diagnóstico e planejamento do PE,

mesmo tendo sido realizada a CE.

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, e22: p. 1-22, 2021


Consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: cuidado às pessoas com doenças crôn... | 10

O quadro 1 demonstra os DE selecionados. Destaca-se que, com a confluência das

doenças – HA e DM2 – os DE encontrados foram observados tanto em pessoas com DM2, como

nas com HA e também naquelas que apresentava as doenças simultaneamente – o que é

considerado frequente, por sua cronicidade, suas similaridades e seus fatores de risco.

Quadro 1 - Diagnósticos de enfermagem para pessoas com HA e DM selecionadas e incluídas na

Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE) 2017.

Abuso de álcool (ou alcoolismo) Hipoglicemia

Abuso de tabaco (ou de fumo) Ingestão de alimentos prejudicada

Adesão ao regime terapêutico eficaz Integridade da pele eficaz

Adesão ao regime terapêutico prejudicado Nível de glicose sanguínea nos limites normais

Apoio familiar positivo Percepção tátil prejudicada

Baixo conhecimento sobre o regime de terapêutico Polifármacos (ou polifarmácia)

Comportamento de busca de saúde Pressão arterial alterada

Comportamento de exercício físico prejudicado Pressão arterial nos limites normais

Condição psicológica prejudicada Problema com a aquisição da medicação

Dispneia Resposta à terapia eficaz

Dor isquêmica Risco de função cardíaca prejudicada

Dor neurogênica Risco de função neurovascular periférica prejudicada

Dor vascular Risco de úlcera em pé ou perna

Edema periférico Sobrepeso

Efeito colateral da medicação Tabagismo pregresso

Falta de apoio familiar Úlcera em pé ou perna

Hiperglicemia Visão prejudicada

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, p. 1-22, 2021


11 | Matias MCM, Kaizer UAO, São-João TM

Após a criação do instrumento, a apreciação dos juízes apresentou um IVC de 0,96. O

instrumento preliminarmente construído possuía páginas frente e verso (para coleta de dados) e

outra página, com os diagnósticos e o planejamento de enfermagem, os quais abrangiam os

principais dados a serem coletados e os aspectos a serem avaliados. Os itens compreendiam

dados de caracterização sociodemográfica e clínica, hábitos e estilo de vida, exame físico e

dados laboratoriais.

Os juízes dispuseram de 15 dias para fazer suas considerações sobre o instrumento, de

forma individual e remota. Ao final desse período, enviaram suas avaliações por e-mail. A

equipe de pesquisa reuniu-se, a fim de acatar as sugestões e obter a versão final. Ao final da

Etapa 1, obteve-se a versão final do instrumento (Apêndice 1).

Assim, após as duas etapas, foi formado um instrumento com três laudas: duas delas

destinadas à coleta estruturada de dados e uma destinada aos diagnósticos e ao planejamento de

enfermagem. O instrumento final foi submetido ao pré-teste, pela pesquisadora, para avaliação

de sua praticabilidade, a uma amostra de 30 pessoas com HA e/ou DM2 que frequentavam a

UBS. Nessa ocasião, as pessoas foram informadas de que participariam de uma etapa de uma

pesquisa e, as que quiseram participar, assinaram o TCLE. No que tange à praticabilidade do

instrumento, observou-se que a média de tempo dispensado para sua aplicação foi de

aproximadamente 50 minutos.

Discussão
Discussão

A enfermagem, enquanto ciência utiliza-se de um corpo de conhecimento exclusivo e

afirma-se como uma disciplina, utilizando o pensamento teórico num percurso de grande

evolução conceitual, baseando-se em teorias com valores próprios para a profissão.13 Para tal,

utiliza-se da CE que, além de ser uma importante ferramenta de educação em saúde, propicia

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, e22: p. 1-22, 2021


Consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: cuidado às pessoas com doenças crôn... | 12

um vínculo entre o profissional e a pessoa que utiliza o serviço, além de possibilitar o

desenvolvimento da autonomia e da independência profissional.16

Para isso, a utilização de padronização é necessária, com vistas à criação e à validação de

instrumentos com propriedades de medida válidas. Dessa maneira, buscou-se a validação de

conteúdo do instrumento de CE aplicado à pessoa com DM2 e/ou HA. Essa validade foi

alcançada pela concordância entre os juízes, representada pelo valor de IVC = 0,96. O

instrumento foi considerado adequado em relação aquilo que ele se propõe a medir, já que, para

se verificar a validade de novos instrumentos, a literatura sugere e utiliza, frequentemente, o

valor de IVC = 0,80 para o instrumento no geral.14

Durante o processo de validade de conteúdo do instrumento, as diferentes experiências e

conhecimentos profissionais do comitê de especialistas mostraram-se oportunas, pois diferentes

saberes teórico-práticos foram agregados para avaliação das pessoas com DM2 e/ou HA. Outra

contribuição que se destaca em estudos de validação é a possibilidade de validar um

instrumento de acordo com a demanda, atendendo às necessidades de saúde da população e

sendo importante para o cuidado de enfermagem.16

Os aspectos a serem avaliados em uma pessoa com HA e/ou DM2 em seguimento na APS

são diversos e se referem, em boa parte, aos comportamentos relacionados à saúde, como a

medida ambulatorial e residencial da pressão arterial e/ou da glicemia capilar; a adesão e

manutenção de uma dieta saudável, hipossódica e/ou com baixo consumo de carboidratos; a

prática regular de atividade física; o comparecimento a consultas médicas e de enfermagem; a

adesão ao tratamento medicamentoso; o monitoramento dos sintomas relacionados à

descompensação das doenças; a manutenção ou a perda ponderal de peso, quando indicada;

dentre outros.17 Entretanto, é conhecida a necessidade de sintetização de uma coleta de dados

durante uma CE, para melhor direcionamento dos dados a serem coletados e, posteriormente,

avaliados pelo enfermeiro – inclusive por conta da otimização do tempo de trabalho.

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, p. 1-22, 2021


13 | Matias MCM, Kaizer UAO, São-João TM

Durante o levantamento de DE em prontuários de pessoas com DM2 e/ou HA em

seguimento na APS, notou-se a ausência do registro das etapas de diagnósticos e planejamento

do PE. Essa percepção corrobora os achados de outro estudo, realizado no mesmo município,

em que a ausência da execução e do registro é atribuída a fatores extrínsecos, como a falta de

recursos humanos, a falta de estrutura física para atendimento e a própria cultura institucional –

na qual o enfermeiro responsável não possui oportunidade de delimitação de quantidade de

pessoas a serem acompanhadas, seja pela própria CE ou pelo acolhimento, por exemplo.18

O desvio de função, a falta de espaço físico, o trabalho multifacetado do enfermeiro e a

burocratização do cuidado são elementos deteriorantes.15 Um estudo discutiu as fragilidades e

os aspectos limitantes para a execução da CE no contexto da Estratégia Saúde da Família de um

distrito sanitário do Sul do país e, apesar do reconhecimento do papel da consulta na práxis dos

enfermeiros, ainda se verificam entraves para sua execução como a falta de incentivo para

realização, a falta de compreensão acerca da importância da CE para a melhor execução do

trabalho do enfermeiro e a falta de apropriação do processo de enfermagem.16,18

A etapa de coleta de dados do instrumento elaborado auxilia no conhecimento mais

aprofundado da situação econômica e social do indivíduo, uma vez que, após seu preenchimento

e sua indexação ao prontuário, possibilita a redução de dados a serem levantados em

acompanhamentos seguintes. Além disso, tal etapa do instrumento se torna um guia dos

aspectos mais relevantes a serem observados pelo enfermeiro, mas não inibe a realização de

anamnese e exame físico guiados conforme a demanda conhecida pelo profissional.

Já a segunda parte do instrumento, compreendida pelo conjunto de Diagnósticos e

Planejamento de Enfermagem, pode ser utilizada independentemente da forma de coleta de

dados elencada, facilitando a execução do processo de enfermagem de forma sistematizada e

conforme a taxonomia da CIPE.9 Além disso, possui espaço aberto para a inclusão de outros

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, e22: p. 1-22, 2021


Consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: cuidado às pessoas com doenças crôn... | 14

diagnósticos, além dos pré-selecionados e validados para tal grupo, e também para definição de

resultados e intervenções conforme a realidade compreendida pelo enfermeiro.

Mesmo com a sintetização de diversos aspectos, nesta pesquisa, obteve-se um

instrumento considerado extenso, com tempo médio de aplicação de 50 minutos. Porém, há de

se considerar que boa parte das informações não serão coletadas em todas as consultas, por

exemplo, a caracterização sociodemográfica e clínica, que poderá ser preenchida alterando

alguns dados ou incluindo informações da condição de saúde pré-existentes, o que promoveria

redução desse tempo. Também a CE teria uma periodicidade e o enfermeiro poderia agendar

essa avaliação conforme a disponibilidade do tempo de trabalho e levando em conta a demanda

e a prioridade das pessoas, conforme grau de avaliação.

A questão do tempo dispendido para a execução e o registro do PE sugere ser um fator

limitante para sua execução. Assim, a praticabilidade do instrumento pode ser considerada

moderada em relação à realidade de trabalho dos enfermeiros atuantes na APS – o que pode ser

entendido como uma limitação para sua aplicabilidade. A literatura aponta que a quantidade de

atividades administrativas desenvolvidas pelos enfermeiros parece ser um entrave para

realização de atividades assistenciais e privativas, como a CE.19

Entretanto, a forma de construção do instrumento permitiu a utilização adequada às

necessidades de atendimento do profissional, pois, por meio da CE, o enfermeiro consegue

maior resolutividade dos problemas da população, favorecendo a qualidade do cuidado prestado

por ele, que se torna, muitas vezes, o profissional de referência para as pessoas na APS.16 Vale

destacar a utilização da Teoria do Autocuidado durante essas etapas, sendo que, para utilização

de qualquer teoria de enfermagem, sobretudo as grandes teorias, é necessário compreender a

natureza das pessoas e a sua interação com o meio em que vivem, a fim de ajudar a definir quais

as intervenções que melhoram sua saúde e seu bem-estar.

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, p. 1-22, 2021


15 | Matias MCM, Kaizer UAO, São-João TM

A melhoria do cuidado deve ser o principal objetivo e tem-se revelado útil para a

expansão da profissão enquanto ciência.12 Além disso, a integralidade do cuidado, pautado na

assistência sistematizada e com toda fundamentação teórica, é essencial para o enfermeiro.

Conclusão

Conclui-se que o instrumento para CE na APS a pessoas com DM2 e HA tem validade de

conteúdo e praticabilidade. Após todas as etapas de construção e validação, o instrumento

construído se mostrou efetivo para sua utilização na APS, pelo seu conteúdo coerente com a

realidade e a necessidade de saúde, elencando os principais aspectos a serem visualizados pelo

enfermeiro e facilitando o processo de raciocínio clínico no levantamento dos diagnósticos, dos

resultados e das ações de enfermagem.

No pré-teste, o instrumento também se mostrou adequado para auxílio na evolução e na

avaliação do estado de saúde posterior da pessoa com DM2 ou HA, o que sugere sua utilização

para um mais acurado seguimento de saúde da população. O instrumento proposto constitui

uma ferramenta que pode ser reproduzida nos diversos serviços de saúde que prestam

atendimento às pessoas com essas condições de saúde e pode também ajudar na organização do

processo de trabalho dos enfermeiros e na evolução da categoria enquanto ciência.

Destaca-se como limitação desta pesquisa a subjetividade da avaliação do comitê de

juízes, sendo necessárias outras aplicações de validade adicionais, como a validação estatística

dos parâmetros de praticabilidade e reprodutibilidade, para maiores consistência e

representatividade na prática assistencial de enfermagem. Novas pesquisas são recomendadas,

com maior tamanho amostral, com vistas a demonstrar a robustez do instrumento, que pode ser

aplicado a outros contextos de doenças crônicas. Estratégias como essa são de baixo custo,

podendo ser associadas ao cuidado usual e implementadas no atendimento à pessoa com DM ou

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, e22: p. 1-22, 2021


Consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: cuidado às pessoas com doenças crôn... | 16

HA. O enfoque no autoconhecimento e no autocuidado pode se constituir em ferramenta eficaz

para a construção do vínculo do usuário com a unidade e para o estímulo à sua autonomia.

Referências

1. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes: Sociedade Brasileira de Diabetes 2019-2020 [Internet]. São
Paulo: Clannad; 2020 [acesso em 2020 jul 15]. Disponível em:
[Link]

2. Nilson EAF, Andrade RCS, Brito DA, Oliveira ML. Costs attributable to obesity, hypertension, and
diabetes in the Unified Health System, Brazil. Rev Panam Salud Publica. 2020;44:e32. doi:
10.26633/RPSP.2020.32

3. Siqueira ASE, Siqueira-Filho AG, Land MGP. Analysis of the economic impact of cardiovascular
diseases in the last five years in Brazil. Arq Bras Cardiol. 2017;109(1):39-46. doi: 10.5935/abc.20170068

4. Malachias MVB, Gomes MAM, Nobre F, Alessi A, Feitosa AD, Coelho EB. 7ª Diretriz brasileira de
hipertensão arterial: capítulo 2 - diagnóstico e classificação. Arq Bras Cardiol. 2016;107(3):7-13. doi:
10.5935/abc.20160152

5. American Heart Association. Heart Disease and stroke statistics-2020 update: a report from the
American Heart Association. Circulation. 2020;141:e139-e596. doi: 10.1161/CIR.0000000000000757

6. Sociedade Brasileira de Cardiologia. 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Arq Bras Cardiol
[Internet]. 2016 [acesso em 2018 fev 01];107(3). Disponível em
[Link]

7. International Diabetes Federation (IDF). IDF Diabetes Atlas [Internet]. 9th ed. Brussels, Belgium: IDF;
2019 [cited 2020 Apr 25]. Available from: [Link]

8. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução nº 358, de 15 de outubro de 2009. Dispõe


sobre a sistematização da assistência de enfermagem. Brasília, DF: COFEN, 2009. Disponível em:
[Link] Acesso em: 01 fev. 2018.

9. Garcia TR, organizador. Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE®): versão
2015. Porto Alegre: Artmed; 2016.

10. Polit DF, Beck CT. Nursing research: generating and assessing evidence for nursing practice.

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, p. 1-22, 2021


17 | Matias MCM, Kaizer UAO, São-João TM

Philadelphia: Wolters Kluwer; 2016.

11. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Síntese de indicadores sociais: uma análise das
condições de vida da população brasileira: 2016. Rio de Janeiro: IBGE; 2016. 146 p. (Estudos e Pesquisas.
Informação Demográfica e Socioeconômica; 36)

12. Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da
consolidação da estratégia da saúde da família [Internet]. Brasília (DF): Organização Pan-Americana da
Saúde; 2012 [cited 2015 Jun 10]. 512 p. Available
from: [Link]

13. Queirós PJP, Vidinha TSS, Almeida Filho AJ. Autocuidado: o contributo teórico de Orem para a
disciplina e profissão de Enfermagem. Referência. 2014;4(3):157-64. doi: 10.12707/RIV14081

14. Coluci MZO, Alexandre NMC, Milani D. Construção de instrumentos de medida na área da saúde.
Ciênc Saúde Colet. 2015;20(3):925-36. doi: [Link]

15. Lidwine LB, Prinsen CAC, Bouter LM, de Vet HCW, Terwee CB. The COnsensus-based Standards
for the selection of health Measurement INstruments (COSMIN) and how to select an outcome
measurement instrument. Braz J Phys Ther. 2016;20(2):105-13. doi: 10.1590/bjpt-rbf.2014.0143

16. Silva KM, Santos SMA. A consulta de enfermagem na estratégia de saúde da família: realidade de um
distrito sanitário. Rev Enferm UFSM. 2016;6(2):248-58. doi: 10.5902/2179769218079

17. Silveira LCJ, Rabelo-Silva ER, Ávila CW, Moreira LB, Dickson VVD, Riegel B. Cross-cultural
adaptation of the self-care of hypertension inventory into Brazilian Portuguese. J Cardiovasc Nurs.
2018;33(3):289-95. doi: 10.1097/JCN.0000000000000442

18. Moraes JT, Fonseca DF, Mata LRF, Oliveira PP, Sampaio FC, Silva JF. Validação de um instrumento
para consulta de enfermagem à pessoa com diabetes mellitus e/ou hipertensão arterial. Referência. 2018;
serIV(19):127-35. doi: 10.12707/RIV18041

19. Spazapan MP. Processo de enfermagem na atenção primária: percepção de enfermeiros de Campinas-
SP [dissertação]. Campinas: Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de Campinas; 2017. 92
p.

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, e22: p. 1-22, 2021


Consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: cuidado às pessoas com doenças crôn... | 18

Apêndice 1 – Instrumento final para consulta de enfermagem às pessoas com hipertensão


arterial e/ou diabetes mellitus tipo 2 na atenção primária – versão apresentada aos juízes.
Campinas, 2018.

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, p. 1-22, 2021


19 | Matias MCM, Kaizer UAO, São-João TM

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, e22: p. 1-22, 2021


Consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: cuidado às pessoas com doenças crôn... | 20

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, p. 1-22, 2021


21 | Matias MCM, Kaizer UAO, São-João TM

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, e22: p. 1-22, 2021


Consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: cuidado às pessoas com doenças crôn... | 22

Editora Científica Chefe:


Chefe: Cristiane Cardoso de Paula
Editora associada: Graciela Dutra Sehnem

Fomento / Agradecimento
Agradecimento:
gradecimento: Este estudo recebeu auxílio financeiro oriundo do Programa de
Iniciação Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas, por meio de bolsa de
iniciação científica por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq).

Autor correspondente
Uiara Aline de Oliveira Kaizer
E-mail: uiara_oliveira@[Link]
Endereço: Tessália Vieira de Camargo, 126. Cidade Universitária. Faculdade de Enfermagem
CEP:13083887

Contribuições de Autoria

1 – Maria Clara Moreira


Moreira Matias
concepção ou desenho do estudo/pesquisa, análise e/ou interpretação dos dados, revisão final com participação
crítica e intelectual no manuscrito.

2 – Uiara Aline
Aline de Oliveira Kaizer
Revisão final com participação crítica e intelectual no manuscrito.

3 – Thais Moreira São-


São-João
concepção ou desenho do estudo/pesquisa, análise e/ou interpretação dos dados, revisão final com participação
crítica e intelectual no manuscrito.

Como citar este artigo


Matias MCM, Kaizer UAO, São-João TM. Consulta de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: cuidado às
pessoas com doenças crônicas cardiometabólicas. Rev. Enferm. UFSM. 2021 [Acesso em: Anos Mês Dia]; vol.11 e22:
P1-22. DOI: [Link]

Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v11, p. 1-22, 2021

Você também pode gostar