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O documento aborda a legislação sobre a duração do trabalho, incluindo jornadas máximas, compensação de horas, intervalos e férias. Destaca as regras para horas extras, sobreaviso e prontidão, além de especificidades para jornadas especiais e trabalho aos domingos e feriados. Também menciona a importância do cumprimento das normas para evitar penalidades e garantir direitos dos trabalhadores.

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O documento aborda a legislação sobre a duração do trabalho, incluindo jornadas máximas, compensação de horas, intervalos e férias. Destaca as regras para horas extras, sobreaviso e prontidão, além de especificidades para jornadas especiais e trabalho aos domingos e feriados. Também menciona a importância do cumprimento das normas para evitar penalidades e garantir direitos dos trabalhadores.

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AULA DIREITO DAS RELAÇÕES DO TRABALHO II

DURAÇÃO DO TRABALHO
Prof. Marcelo Ivan Melek
DURAÇÃO DO TRABALHO
PREVISÃO LEGAL: ART. 57 E SEGUINTES

• Jornada de trabalho: máxima e • Horas in itinere e reforma trabalhista


especiais
• Compensação e Banco de horas
• Jornadas especiais
• Intervalos
• Regime de tempo parcial
• Férias
• Tempo à disposição
• Controle de jornada

• Sobreaviso e prontidão

PROF. MARCELO IVAN MELEK


JORNADA DE TRABALHO

• Art. 7 CF/88 e art. 58 da CLT: máximo 8 horas diárias ou 44


semanais
•Empregador que fixa a jornada segundo seus interesses,
respeitando a jornada máxima e um dia de DSR
• Não existe jornada mínima
•7h 33 ou 7h20'por dia, trabalhando 6 dias
Atentar que são 7h e 0,33h ou converte as 0,33 hora Art. 59. A duração diária do trabalho
poderá ser acrescida de horas extras,
em minutos
em número não excedente de duas,
por acordo individual, convenção
coletiva ou acordo coletivo de
trabalho.
COMPENSAÇÃO DE JORNADA

• Dois regimes existentes: compensação mensal e


banco de horas
COMPENSAÇÃO DE JORNADA:

MENSAL OU BANCO DE HORAS


COMPENSAÇÃO MENSAL

• Art. 59 parágrafo 6 CLT


• Deve ser feito por acordo individual: tácito ou escrito
• Deve ser feito no mesmo mês
• Alterado pela reforma trabalhista (semana -> mês)
BANCO DE HORAS

• ART. 59 CLT

2o Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou


convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado
pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no
período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho
previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias.

• Até 6 meses de banco de horas = possível ser por acordo individual escrito

§ 3º Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a


compensação integral da jornada extraordinária, na forma dos §§ 2o e 5o deste
artigo, o trabalhador terá direito ao pagamento das horas extras não
compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão.
DISPOSIÇÕES COMUM A COMPENSAÇÃO MENSAL E AO BANCO DE
HORAS

Art. 59-B. O não atendimento das exigências legais para


compensação de jornada, inclusive quando estabelecida mediante
acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas
excedentes à jornada normal diária se não ultrapassada a duração
máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo
adicional.
Parágrafo único. A prestação de horas extras habituais não
descaracteriza o acordo de compensação de jornada e o banco de
horas.
TEMPO À DISPOSIÇÃO

Art. 58§ 1o Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no
registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários.
SOBREAVISO E PRONTIDÃO
ART. 244 CLT
SOBREAVISO E PRONTIDÃO
• Horas de sobreaviso - art. 244
§ 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado
efetivo, que permanecer em sua própria casa,
aguardando a qualquer momento o chamado para o
serviço. Cada escala de "sobre-aviso" será, no
máximo, de vinte e quatro horas, As horas de
"sobre-aviso", para todos os efeitos, serão contadas
à razão de 1/3 (um terço) do salário normal.
(Restaurado pelo Decreto-lei n º 5, de 4.4.1966)

• Horas de prontidão - art. 244


§ 3º Considera-se de "prontidão" o empregado que
ficar nas dependências da estrada, aguardando
ordens. A escala de prontidão será, no máximo, de
doze horas. As horas de prontidão serão, para todos
os efeitos, contadas à razão de 2/3 (dois terços) do
salário-hora normal. (Restaurado
pelo Decreto-lei n º 5, de 4.4.1966)
HORAS IN ITINERE
TEMPO DE DESLOCAMENTO - SÚMULA 429 TST
CONTROLE DE JORNADA
JORNADAS ESPECIAIS
Art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado às partes, mediante acordo
individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, estabelecer horário de trabalho de
doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os
intervalos para repouso e alimentação.

• Regime 12x36 e a Súmula 444 do TST (CANCELADA EM 30/06/25)

• SEMANA ESPANHOLA – previsão na OJ 323 da SDI-I do TST – Fica autorizada a compensação da


duração semanal de trabalho, obedecidos aos preceitos legais, que determina compensação da jornada
de trabalho que alterna entre a prestação de 48 horas semanais para uma semana de 40 em outra, com
divisor de 220 horas mensais.

• Aprendiz 6h = art. 429 CLT

• Médicos e médicos veterinários = 20h semanais

• Jornalista 5h = art. 303 CLT

• Bancário = 6h diária (art. 224 CLT)

• Radialista (em produção técnica) = 6h


REGIME DE TEMPO PARCIAL
INTRAJORNADA
INTERJORNADA
ESPECIAIS

OS INTERVALOS DE DESCANSO NÃO SERÃO COMPUTADOS NA DURAÇÃO DO TRABALHO. (EXCETO OS ESPECIAIS)

(ART. 71 § 2º DA CLT)
INTERVALOS
• Interjornada: entre uma jornada e outra = 11h no mínimo (art.
66 da CLT)

•Intrajornada (mesma jornada) = art. 71 da CLT


➡ + de 4h até 6h = intervalo de 15 minutos
➡ + de 6h = intervalo no mínimo de 1h
➡ intervalo de 1h pode ser reduzido para 30 minutos mediante
ACT ou CCT (art. 611-A da CLT)

Art. 71
Art. 71 § 4 x Súmula 437 TST
o

EMPREGADO QUE GOZOU DE 30 MINUTOS

ART. 71 § 4 = 30 MINUTOS COM 50%

SÚMULA 437 = 1H30 COM 50%


SERVIÇOS DE MECANOGRAFIA

• A cada 90’ de trabalho = 10 de descanso

• Súmula 346 TST


SERVIÇOS EM FRIGORÍFICOS

• A cada 1h40’ de trabalho = 20 minutos

•Súmula 438 TST


MULHER NA FASE DE AMAMENTAÇÃO

• 2 intervalos de 30’cada um até o filho ter 6 meses


MÉDICO

• A cada 90’ de trabalho = 10 minutos intervalo

•Lei n. 3.999/61- art. 8 § 1º


MINEIROS

• A cada 3h= 15 minutos de intervalo


FÉRIAS
• Previsão legal: art. 7 XVII da CF/88 e art. 129 seguintes
•Férias remuneradas com pelo menos 1/3 a mais do que o salário normal
(hipótese de interrupção do contrato de trabalho)
•Objetivo: descanso físico e mental. Medida de saúde e segurança do
trabalho
•30 dias corridos
•Possibilidade de fracionamento: até 3 períodos, sendo que um deles não
pode ser <14 dias corridos e os demais <5 dias corridos (é preciso da
anuência do empregado). (art. 134 § 1º)
•Não pode iniciar no período de 2 dias que antecede feriado ou dia de
repouso semanal remunerado
PROCEDIMENTO E ÉPOCA DE CONCESSÃO
(art. 134 ao 138 CLT)

• Decorrido o período aquisitivo (12 meses) o empregador tem 12 meses para conceder
•Decisão do empregador (melhor que consulta os interesses do empregador )
•Membros da mesmas família podem requerer gozarem as férias no mesmo período, se
disto não resultar prejuízo para o serviço
•O empregado estudante, menor de 18 anos, terá direito a fazer coincidir suas férias com
as férias escolares
•A concessão será participada por escrito ao empregado com antecedência mínima de 30
dias
•Pagamento das férias deve ser feito até 2 dias do início das férias, incluindo o abono de
for o caso. (art. 145 da CLT)
PRAZO: 3O DIAS CORRIDOS
ABONO PECUNIÁRIO
(ART. 143 DA CLT)

• Hipótese do empregado “vender” férias


•Faculdade do emprego em converter 1/3 das férias em abono
pecuniário
•O abono de férias deverá ser requerida até 15 dias antes do
término do período aquisitivo
FÉRIAS PROPORCIONAIS

EXERCÍCIO: EMPREGADOS ADMITIDO EM JANEIRO DE 2020

EMPREGADO A FOI DISPENSADO EM DIA 08/08 = FÉRIAS 7/12 AVOS

EMPREGADO B FOI DISPENSADO NO DIA 15/08 = FÉRIAS 8/12 AVOS


NÃO TERÁ DIREITO A FÉRIAS
PAGAMENTO EM DOBRO CASO NÃO SEJA
CONCEDIDA NO PRAZO LEGAL

O Supremo Tribunal Federal (STF), por


maioria de votos, declarou inconstitucional a
Súmula 450 do Tribunal Superior do Trabalho
(TST), que estabelece que o empregado
receberá a remuneração das férias em dobro,
incluído o terço constitucional, se o
empregador atrasar o pagamento da parcela.
A decisão se deu no julgamento da Arguição
de Descumprimento de Preceito Fundamental
(ADPF) 501, na sessão virtual encerrada em
05/08/20.
FÉRIAS COLETIVAS
(art. 139 ao 141 CLT)

• Poderão ser concedidas férias coletivas a todos ou a determinados


setores da empresa
•Poderão ser gozadas em 2 períodos anuais, desde que nenhum deles
seja inferior a 10 dias corridos
•O empregador deve comunicar o Ministério da Economia com
antecedência mínima de 15 dias da data de início e fim das férias
•Igual prazo deve enviar para o Sindicato dos trabalhadores
•Empregados contratados há menos de 12 meses gozarão férias
proporcionais, iniciando novo período aquisitivo
Trabalho aos Domingos

• Lei 10.101/2000

•Art. 6 Fica autorizado o trabalho aos domingos nas atividades do


o

comércio em geral, observada a legislação municipal, nos termos do art.


30, inciso I, da Constituição.
•Parágrafo único. O repouso semanal remunerado deverá coincidir, pelo
menos uma vez no período máximo de três semanas, com o domingo,
respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem
estipuladas em negociação coletiva.
Trabalho aos Feriados

• Portaria 1.316 de 21 de julho de 2026.


• Art. 62 § 2º = O trabalho em feriados nas atividades de comércio em geral depende
de autorização prevista em convenção coletiva de trabalho, nos termos da Lei nº
10.101, de 19 de dezembro de 2000.”
•Exceções previstas na Portaria:

1) venda de pão e biscoitos; 2) varejistas de produtos farmacêuticos (farmácias, inclusive manipulação


de receituário); 3) flores e coroas; 4) barbearias e salões de beleza; 5) entrepostos de combustíveis,
lubrificantes e acessórios para automóveis (postos de gasolina); 6) comércio varejista de gás liquefeito
de petróleo (GLP); 7) locadores de bicicletas e similares; 8) hotéis, restaurantes, bares e similares
(estabelecimentos de hospedagem, alimentação preparada e bebidas a varejo); 9) casas de diversões,
inclusive estabelecimentos esportivos em que o ingresso seja pago; 10) feiras-livres; 11) porteiros e
cabineiros de edifícios residenciais; 12) agências de turismo, locadoras de veículos e embarcações; 13)
comércio em feiras e exposições; 14) lavanderias e lavanderias hospitalares; e 15) estabelecimentos de
prestação de serviços funerários.

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