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Laboratório SEROLATEX AEO POPBIO xxx/xx
SEROLATEX AEO
INDICAÇÃO MÉDICA DO EXAME
A determinação qualitativa e semi-quantitativa da Antiestreptolisina O em amostras de sangue é útil na
abordagem diagnóstica e classificação das artropatias.
PRINCÍPIO
Partículas de látex estabilizadas e sensibilizadas com Estreptolisina O purificada são aglutinadas
macroscopicamente quando a AEO está presente em concentrações maiores que 200 UI/mL.
AMOSTRA
Preparo do paciente
Recomenda-se jejum mínimo de 8 horas.
Tipos de amostra
Usar soro sem hemólise. Não usar plasma.
Armazenamento e estabilidade da amostra
O analito é estável por 8 dias entre 2 – 8 ºC e três meses a 18 ºC negativos desde que o congelamento
seja realizado até 24 horas após a colheita.
Não usar amostras congeladas e descongeladas repetidamente.
Volume mínimo
(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise)
Volume ideal
(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise)
Critérios para rejeição da amostra
Presença de lipemia intensa.
Fazer referência ao manual ou POP de colheita, separação e distribuição de material.
PRODUTO UTILIZADO
Serolatex AEO, Catálogo 67 ANVISA - 10009010063
Labtest Diagnóstica
Av. Paulo Ferreira da Costa, 600
Lagoa Santa, MG, 33400-000
Látex AEO: : Armazenar o frasco bem tampado na posição vertical entre 2 - 8 ºC. Não congelar.
Antes de usar, esvaziar o conta-gotas. Homogeneizar a suspensão de látex por várias aspirações com o
conta-gotas.
Contém suspensão aquosa tamponada de partículas de poliestireno sensibilizadas com estreptolisina O
e azida sódica 15 mmol/L.
Controle Positivo (P): Armazenar entre 2 - 8 ºC.
Contém soro humano estabilizado com pelo menos 300 UI de AEO/mL e azida sódica 15 mmol/L.
Manusear com cautela. Potencialmente infectante.
Controle Negativo (N): Armazenar entre 2 - 8 ºC.
Contém soro humano estabilizado com pelo menos 50 UI de AEO/mL e azida sódica 15 mmol/L.
Manusear com cautela. Potencialmente infectante.
Precauções e cuidados especiais
1. Os cuidados habituais de segurança devem ser aplicados na manipulação do reagente. Fazer
referência ao manual ou POP de segurança.
2. Os reagentes não abertos, quando armazenados nas condições indicadas são estáveis até a
data de expiração impressa no rótulo. Durante o manuseio, os reagentes estão sujeitos à
contaminação de natureza química e microbiana que podem provocar redução da
estabilidade. O laboratório deve estabelecer a estabilidade em suas condições operacionais.
3. Os reagentes contêm azida sódica, que é tóxica. Deve-se tomar cuidado para evitar a
ingestão e, no caso de contato com os olhos, lavá-los imediatamente com grande quantidade
de água e procurar auxílio médico. A azida pode formar compostos altamente explosivos com
tubulações de chumbo e cobre. Utilizar grandes volumes de água para descartar o reagente.
Fazer referência ao manual ou POP de segurança.
4. Os controles positivo e negativo contêm derivados de sangue humano e foram testados para
a presença de HBsAg e anticorpos HCV e HIV utilizando testes aprovados e apresentaram
resultados negativos. Como nenhum teste conhecido pode assegurar que produtos
derivados de sangue humano não transmitem doenças infecciosas, recomenda-se manuseá-
los como sendo pontecialmente infectantes seguindo as normas de biossegurança.
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EQUIPAMENTOS
1. Pipetas para medir amostras e reagentes.
2. Cronômetro.
3. Lâmina e bastões misturadores.
4. NaCl 150 mmol/L (0,85%)
CONTROLE DA QUALIDADE
Materiais
Identificar os materiais para controle interno e externo da qualidade (fabricante, número de catálogo),
instruções de preparo e frequência da utilização dos mesmos.
Limites de tolerância
Descrever o procedimento para definição dos limites de tolerância e das regras de controle e as
providências a serem tomadas diante de valores que ultrapassem tais limites. Fazer referência ao
manual ou POP para utilização dos materiais de controle.
Verificação de novo lote de controles e/ou reagentes
Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e de reagentes.
Gerenciamento dos dados
Definir como os dados relativos ao controle da qualidade são arquivados e gerenciados.
Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.
PROCEDIMENTO
Método qualitativo
1. Não é necessário que os reagentes atinjam a temperatura ambiente para usá-los.
2. Em uma área da lâmina colocar 0,04 mL da amostra e uma gota de cada controle em outras áreas.
3. Colocar 1 gota (0,04 mL) do Látex AEO (previamente homogeneizado) ao lado da amostra e dos
controles. Misturar em forma de círculo com o auxílio do bastão.
4. Inclinar a lâmina para frente e para trás, com movimentos oscilatórios em vários planos durante 2
minutos e, imediatamente, verificar a presença ou não de aglutinação macroscópica, comparando o
resultado da amostra com os padrões obtidos com os controles.
5. Proceder à interpretação da reação:
Negativo: Suspensão homogênea semelhante ao padrão obtido com o controle negativo.
Positivo: Aglutinação macroscópica que varia desde a formação de grumos finos até grumos
grosseiros, caracterizando uma concentração maior que 200 UI/mL. As características da
aglutinação não devem ser usadas como indicadoras da concentração de AEO na amostra. Para
isto deve-se diluir a amostra utilizando o método semi-quantitativo.
Método semi-quantitativo
1. Tomar 4 tubos 12 x 75 e adicionar 0,2 mL de NaCI 0,85% em cada tubo. Adicionar ao primeiro tubo
0,2 mL da amostra que apresentou teste qualitativo positivo. Misturar, transferir 0,2 mL do 1º para o
2º tubo, misturar, transferir 0,2 mL do 2º tubo para o 3º tubo e assim sucessivamente até o 4º tubo.
Considerar estas diluições como sendo 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, respectivamente.
2. Em cada área da lâmina colocar 0,04 mL das diluições e ao lado das mesmas 1 gota do Látex AEO
(previamente homogeneizado). Misturar em forma de círculo com o auxílio dos bastões.
6. Inclinar a lâmina para frente e para trás, com movimentos oscilatórios em vários planos por 2
minutos e imediatamente verificar a presença ou não de aglutinação macroscópica, comparando o
resultado da amostra com os padrões obtidos com os controles.
3. Será considerado como título, a maior diluição da amostra que apresentar aglutinação
macroscópica. Se a aglutinação estiver presente até 1/16, continuar as diluições a partir do 4º tubo e
prosseguir com o teste.
SENSIBILIDADE
No sistema Serolatex AEO-Labtest, a sensibilidade é de 200 UI/mL.
RESULTADOS
Teste Negativo: expressar o resultado como menor que 200 UI/mL.
Teste positivo: expressar em UI/mL.
UI/mL = sensibilidade x recíproca do título encontrado no método semiquantitativo.
Exemplo: título encontrado 1/4. UI/mL = 200 x 400 = 800 UI/mL.
Valores de referência
Negativo ou menor que 200 UI/mL.
Este valor deve ser usado apenas como orientação. Recomenda-se que cada laboratório estabeleça, na
população atendida, seus próprios valores de referência.
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Precauções e cuidados especiais
1. Para manusear e descartar reagentes e material biológico, aplicar as normas estabelecidas
de segurança. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.
2. A limpeza e secagem adequadas do material são fatores fundamentais para a estabilidade
dos reagentes e obtenção de resultados corretos. Fazer referência ao manual ou POP de
limpeza e verificação da qualidade da limpeza dos materiais.
3. A água utilizada no laboratório deve ter a qualidade adequada a cada aplicação. Assim, para
preparar reagentes e usar nas medições, deve ter resistividade 1 megaohm ou
condutividade 1 microsiemens e concentração de silicatos 0,1 mg/L (água tipo II). Para o
enxágüe da vidraria a água pode ser do tipo III, com resistividade 0,1 megaohms ou
condutividade 10 microsiemens. No enxágüe final utilizar água tipo II. Quando a coluna
deionizadora está com sua capacidade saturada ocorre a produção de água alcalina com
liberação de vários íons, silicatos e substâncias com grande poder de oxidação ou redução
que deterioram os reagentes em poucos dias ou mesmo horas, alterando os resultados de
modo imprevisível. Assim, é fundamental estabelecer um programa de controle da qualidade
da água. Fazer referência ao manual ou POP de água reagente.
4. O uso de material contaminado com traços de detergente fornece resultados incorretos e
deteriora os reagentes.
LIMITAÇÕES DO PROCEDIMENTO
Linearidade
Não aplicável.
Interferências
1- Amostras de soro fortemente lipêmicas podem produzir resultados falsamente positivos por
aglutinação inespecífica. Soros turvos podem ser clarificados por centrifugação a 19000g durante 30
minutos e descarte da camada superior de lípides.
2- A contaminação do reagente Látex AEO e da lâmina com detergentes modifica a estrutura coloidal do
reagente levando à deterioração irreversível e resultados inconsistentes.
SIGNIFICADO CLÍNICO
A antiestreptolisina O é um anticorpo decorrente da interação imunológica entre o organismo e produtos
extra celulares do Estreptococo. A resposta imunológica depende da idade do paciente, localização
geográfica e da frequência das infecções estreptocócicas. Como as infecções estreptocócicas são
comuns, a AEO está presente em baixos títulos na maioria das pessoas. Títulos elevados e crescentes,
atingindo um nível máximo em 4-6 semanas após a infecção, sugerem infecção estreptocócica recente.
Portanto, as determinações seriadas que documentam a elevação da AEO, são evidências mais
significativas de infecção recente que o resultado de um teste isolado.
Quando um paciente tem sinais que sugerem febre reumática, é muito importante verificar a ocorrência
de uma infecção recente. O teste é um importante marcador para diagnóstico diferencial entre febre
reumática e artrite reumatóide quando o quadro clínico não é decisivo, visto que a AEO não se eleva na
artrite reumatóide.
Em pacientes com suspeita de glomerulonefrite pós estreptocócica, a evidência de infecção recente
pode ser encontrada nos títulos em elevação da AEO. Também nas infecções estreptocócicas da faringe
observam-se títulos de AEO maiores que 200 UI/mL.
A maioria das crianças com infecção estreptocócica da pele não desenvolvem títulos significativos da
AEO.
É importante enfatizar que a AEO é um marcador de infecção estreptocócica e não deve ser utilizada
como uma prova de atividade reumática. Como a AEO é um anticorpo, sua elevação se processa no
mínimo após 7 dias do inicio do processo infeccioso, não sendo um marcador de processo inflamatório
com elevação tão precoce quanto a Proteína-C Reativa.
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REFERÊNCIAS
1. Bertoli G, Silvestri MG, Sernesi G, Miceli P. Microscopio 1985 anno VII;29-30.
2. Curtis GDW, Kraak WAG, Mitchell RG. J Clin Pathol 1984;41:1331-33.
3. Gerber MA, Caparas LS, Randolph M. J Clin Microbiol 1990;28:413-15.
4. Heymer B, Schachenmayr W, Bültmann B, Spanel R, Haferkamp O, Schimidt WC. J Immunol
1973;111:478-84.
5. Hostetler CL, Sawyer KP, Hachamkin I. J Clin Microbiol 1988:26:1406-08.
6. Parri F, Majo E. J Automatic Chem 1985;7:99-101.
7. Ricci A, Arezzini C, Cocola F, Meiattini F. J Clin Microbiol 1984;20:1065-7.
8. Serolatex AEO, Instruções de Uso, Labtest Diagnóstica.
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