Batman
Batman
Batman tornou-se popular assim que foi apresentado, Nome completo Bruce Thomas Wayne
acabando por ganhar a sua própria história em Codinomes Homem-Morcego
quadrinhos em 1940. Enquanto as décadas conhecidos O Cavaleiro das Trevas
progrediram, foram surgindo divergências sobre a O Cruzado Encapuzado
interpretação do personagem. No final dos anos de O Detetive das Sombras
1960, a série de televisão Batman usava uma estética O Maior Detetive do
camp, que continuou a ser associada ao personagem Mundo
muitos anos após o fim da série. Vários criadores Protetor De Gotham
trabalharam no sentido de devolver o personagem às Família e relacionamentos
suas raízes sombrias, culminando com The Dark
Família Thomas Wayne Sr. (pai,
Knight Returns (1986), de Frank Miller, seguido por
falecido)
Batman: The Killing Joke (1988), de Alan Moore, e
Martha Wayne (mãe,
Arkham Asylum: A Serious House on Serious Earth
falecida)
(1989), de Grant Morrison. Apesar dessa decisão Alfred Pennyworth (tutor,
radical, o sucesso cinematográfico Batman da Warner falecido)
Bros. ajudou a manter o interesse do público no Dick Grayson (filho
personagem.[3] adotivo)
Lance Bruner (tutelado,
A DC apresentou Batman em muitas histórias em falecido)
quadrinhos, incluindo histórias em quadrinhos Jason Todd (filho adotivo)
publicadas sob seus selos, como Vertigo e Black Label. Tim Drake (filho adotivo)
A revista em quadrinhos do Batman mais antiga, Damian Wayne (filho)
Detective Comics, é a revista em quadrinhos mais Informações profissionais
antiga dos Estados Unidos. Batman é frequentemente
Ocupação magnata de negócios
retratado ao lado de outros super-heróis da DC, como
filantropista
Superman e Mulher Maravilha, sendo membro de
proprietário da
equipes como a Liga da Justiça e os Renegados. Além
corporação Wayne
de Bruce Wayne, outros personagens assumiram a
Enterprises
personalidade do Batman em diferentes ocasiões:
vigilante mascarado
Azrael, no arco de história Knightfall de 1993–1994;
defensor da lei
Dick Grayson, o primeiro Robin, entre 2009 e 2011; e
detetive
Jace Fox, filho de Lucius Fox, aliado de Wayne, a
líder da Corporação
partir de 2021.[4] A DC também publicou quadrinhos
Batman
apresentando versões alternativas do Batman,
incluindo a encarnação vista em The Dark Knight Afiliações atuais Fundação Wayne
Returns e seus sucessores, a encarnação do evento Liga da Justiça
Flashpoint (2011) e inúmeras interpretações do selo Renegados
Elseworlds. Bat-Família
Corporação Batman
Como um ícone cultural, Batman já foi licenciado e Base de operações Gotham City
adaptado para uma grande variedade de mídias, desde Batcaverna
o rádio e a televisão ao cinema e os videogames. O
personagem tem motivado os psiquiatras a tentarem entender a sua psique conflituosa. Em maio de 2011,
o IGN colocou Batman em #2, atrás do Superman, no Top 100 dos "Melhores Heróis de Todos os Tempos
das Histórias em Quadrinhos",[5] tal como a revista Empire na sua lista dos "50 Melhores Personagens
dos Quadrinhos".[6] Batman já foi interpretado tanto no cinema como na televisão por Lewis Wilson,
Robert Lowery, Adam West, Kevin Conroy, Michael Keaton, Val Kilmer, George Clooney, Christian
Bale, Ben Affleck e Robert Pattinson.
Autoria
Anteriormente, Bob Kane era creditado como o criador oficial do Batman, inspirado em um esboço de
Leonardo Da Vinci, em heróis pulps como Zorro e O Sombra e o filme The Bat. Porém, é amplamente
aceito que o escritor Bill Finger foi decisivo na formação de pontos-chave do herói, como a capa, o
capuz, os personagens coadjuvantes, a Batcaverna, o Batmóvel, as roupas negras, o nome civil "Bruce
Wayne", o nome e a temática sombria de Gotham e a maioria dos equipamentos que consagraram o
Batman, evoluindo-o de um mascarado estereotipado para um dos super-heróis mais lucrativos de todos
os tempos.[7]
Artistas de maior destaque
Com histórias em quadrinhos publicadas ininterruptamente desde maio de 1939, passando por várias
revistas diferentes, Batman já teve aventuras criadas e desenhadas por muitos artistas. No entanto, alguns,
ou devido à importância de determinada história clássica, ou pela contribuição que tiveram para
enriquecer o universo do personagem, ou até mesmo, simplesmente, pela grande quantidade de anos e
histórias em que trabalharam com ele, ganharam maior destaque e são sempre lembrados pelos
fãs/leitores ou pela crítica especializada. Entre eles destacam-se Bill Finger, Bob Kane, Jerry Robinson,
Dick Sprang, Sheldon Moldoff, Neal Adams, Dennis O'Neil, Marshall Rogers, Doug Moench, Frank
Miller, Jim Aparo, Alan Grant, Norm Breyfogle, Chuck Dixon, Graham Nolan, Jim Lee, Grant Morrison,
Frank Quitely, Alan Moore, Tom King, Scott Snyder, Greg Capullo, James Tynion IV e Steve Englehart.
História editorial
Oficialmente, o super-herói Batman foi criado em 1939, por Bob Kane, sob encomenda da DC Comics, a
qual, na esteira do sucesso estrondoso do Superman, o primeiro super-herói da história dos quadrinhos,
encomendou o novo super-herói. Bob Kane teria criado o visual e a ideia original de um super-herói sem
poderes, um detetive, que trabalharia nas trevas, em histórias sombrias. Mas foi o roteirista Bill Finger
quem deu o formato definitivo do personagem ao longo da década seguinte, definindo seu caráter, o estilo
de suas histórias e personagens, assim como vilões e locais clássicos do universo do personagem.[7]
Ainda nessa fase chamada Era de Ouro dos Quadrinhos, o trio criativo do personagem, Kane, Finger e o
arte-finalista Jerry Robinson, criou uma galeria de vilões formada por personagens geralmente sem
superpoderes, marcados pela loucura e psicopatia. Assim, foram criados Coringa, Mulher-Gato, Pinguim,
Duas-Caras, Charada, Espantalho, Chapeleiro Louco, Cara-de-Barro e Hugo Strange.
A ascensão da indústria de quadrinhos de super-heróis nos Estados Unidos esteve profundamente ligada
ao ambiente provocado pela Segunda Guerra Mundial. Com o fim do conflito, a indústria caiu
dramaticamente. Apenas Batman, Superman, Mulher Maravilha e Capitão Marvel conseguiram continuar
ininterruptamente a venda de suas revistas pelo período posterior. Batman e Superman foram se firmando
como The World's Finest, Os Melhores do Mundo. Começou assim a era dos encontros entre heróis e
personagens de revistas diferentes, nascendo o conceito de Universo Editorial, no caso, o Universo DC, e
a produção de crossovers.
A Década de 1950 foi marcada por dois fatores decisivos: a Guerra Fria e a admiração e espanto do
público em geral pela tecnologia, especialmente bélica e espacial. A Guerra Fria, a qual opôs os
americanos capitalistas e a União Soviética socialista ocasionou uma perseguição, dentro dos Estados
Unidos, a qualquer pessoa, instituição ou publicação que soasse comunista, e portanto, traidora dos
valores americanos. Esse movimento, liderado pelo congressista McCarthy foi conhecido como
Macarthismo. As histórias em quadrinhos foram só mais um setor que foi pressionado e influenciado pelo
Macarthismo, o qual impôs que as histórias passassem a ser mais infantilizadas, simples, evitando
qualquer assunto mais sério, polêmico ou de cunho social, pois se cria que comunistas poderiam estar
semeando críticas e oposição ao capitalismo. Assim, nesse momento de infantilização forçada, surgiram
personagens como Ace, o Bat-cão, o Bat-mirim e a Batwoman.
As histórias do Batman prosseguiram neste estilo durante a década de 1960. Data desse período a estreia
de Hera Venenosa e do Superman Composto. Nessa década, Batman ganhou grande projeção devido à
estreia e sucesso do clássico seriado cômico de televisão, estrelado por Adam West e Burt Ward. Por
sinal, foi por exigência dos produtores do seriado, que se criou nos quadrinhos a segunda (e definitiva)
versão da personagem Batgirl, além de se ressuscitar o personagem Alfred Pennyworth, morto nos
quadrinhos há algum tempo. Um fato decisivo não só para o Cruzado de Capa, mas para todo Universo
DC, foi a implementação do conceito de Multiverso. Como dito anteriormente, versões atualizadas de
personagens antigos foram inseridas durante a Década de 1950. Na década seguinte decidiu-se que os
personagens originais ainda existiriam, vivendo paralelamente aos atuais, de forma independente, como
se houvesse várias versões do mesmo mundo e dos mesmos personagens. Assim, existia o Universo do
Batman ativo, mas também um universo do "Batman original". Isso valeria até Crise nas Infinitas Terras,
e seria trazido de volta após Crise Infinita.
A Marvel Comics acabou influenciando profundamente novos rumos nos roteiros do personagem. As
histórias mais adultas e caráter dúbio dos personagens da editora concorrente, como o Homem-Aranha e
o Hulk, e seu sucesso crescente durante a década de 1970, levaram a DC Comics a repensar sua linha
editorial, o que ajudou o Batman a sair da sombra limitativa que o Macarthismo impunha aos roteiristas.
As histórias do personagem passaram então a ser produzidas pelo roteirista Dennis O'Neil, pelo
desenhista Neal Adams e pelo arte-finalista Dick Giordano, trio o qual criou histórias que traziam o
personagem e seu mundo de volta ao estilo detetivesco e sombrio original. Na verdade, a dupla lançou a
base do bat-universo e das histórias dos personagens, os quais duram até a atualidade. Assim o super-
herói seguiu durante a década de 1970. Data desse período a criação dos vilões Ra's al Ghul, Talia al Ghul
e Morcego Humano.
Uma questão que foi se consolidando, especialmente desde esta década até a década de 1980, foi a
continuidade cronológica, isto é, as histórias e o mundo onde elas ocorrem vão ganhando um grau de
realismo e seriedade que é irreversivelmente adicionado e imposto a elas, como, por exemplo, o
envelhecimento dos personagens e a sequência histórica de fatos, de modo que os fatos e acontecimentos
anteriores fazem parte de uma cronologia lembrada e respeitada (no começo, não se respeitava muito essa
questão de lógica e concatenamento cronológico de histórias e acontecimentos ocorridos nelas). Assim, o
Robin Dick Grayson, que já havia se tornado adolescente e se distanciado de Batman, agora se tornou
adulto, separando-se em definitivo da Dupla Dinâmica, assumindo a identidade de Asa Noturna. Logo os
roteiristas decidiram por trazer de volta o personagem Robin, com um novo personagem, Jason Todd.
Datam dessa época os vilões Máscara Negra e Crocodilo.
Ainda na década de 1980, a DC Comics decidiu que iria submeter seus personagens e suas histórias à
continuidade cronológica, além de pôr termo ao confuso conceito de multiverso e terras paralelas, com
suas inúmeras variações dos mesmos personagens, até por considerar que tantos universos paralelos
independentes para que escritores e leitores lembrassem e respeitassem, acabavam por estrangular cada
vez mais a liberdade criativa dos escritores. Assim, na maxi-série Crise nas Infinitas Terras, o Batman
teve todas as suas múltiplas versões paralelas anteriores abandonadas. Os roteiristas dos personagens,
inclusive do Batman, teriam plena liberdade para reescrever totalmente a origem dos personagens, as
características do Bat-verso, e aproveitar apenas o que lhes interessasse das histórias existentes até então.
Essa situação editorial produziu algumas das melhores histórias em quadrinhos da história, tanto dando
uma conclusão às versões anteriores dos personagens, como dando uma nova origem à versão atualizada
deles. Assim foram escritas e publicadas histórias como O que aconteceu ao Homem do Amanhã e o
clássico O Cavaleiro das Trevas. Escrita por Frank Miller, essa história, a qual descreve uma versão
definitiva do caráter, motivações e da importância e significado do Batman. Esta nova fase do morcego é
fortemente influenciada pelas histórias do Demolidor, já que Miller tinha trabalhado bastante no
personagem antes de escrever O Cavaleiro das Trevas. Na esteira dessa publicação, outras histórias
definitivas foram lançadas, como Batman: Ano Um, também de Miller, reescrevendo a origem definitiva
do personagem; e, alguns anos depois, A Piada Mortal, de Alan Moore, que conta a história definitiva do
Coringa.
A década de 1980 ficou conhecida como Era Plutônio dos Quadrinhos, pois, influenciado pela
continuidade cronológica, e buscando se aproximar da realidade dos leitores, acabou tornando os roteiros
mais violentos e adultos, apresentando em quantidade e qualidade cada vez maior, violência e mortes de
personagens. Assim, o Coringa deixou paraplégica a Batgirl original, Barbara Gordon, em A Piada
Mortal, antes de espancar com um pé de cabra o Robin Jason Todd e, por fim, matá-lo com uma explosão
na saga Morte em Família. Isto ocorreu porque o segundo Robin, substituto do original Dick Grayson,
tinha uma personalidade e estilo diferentes do original, as quais não agradaram boa parte do público de
leitores. Assim a DC Comics decidiu dar aos próprios fãs/leitores a oportunidade de escolher se queriam
que o parceiro mirim continuasse ou se ele seria morto. Através de votação por telefone, foi escolhida a
morte de Jason Todd, com vitória por apenas 72 votos. Nessa época, destacou-se como desenhista das
bat-revistas Jim Aparo.
Comemorando os 50 anos da criação do herói em 1989, foi lançado nos cinemas o longa metragem
Batman, O Filme, o qual alcançou grande sucesso principalmente graças à atuação memorável de Jack
Nicholson como o Coringa.
A partir da Década de 1990 os personagens de quadrinhos americanos, e o Batman entre eles, começaram
a passar por mudanças drásticas e acontecimentos dramáticos em suas vidas em uma profusão muito alta.
Os personagens DC vinham decaindo em vendas, além de sofrerem com a visão estereotipada de que seus
personagens e histórias eram, na prática, uma eterna repetição (O Superman sempre amou Lois Lane
desde a década de 1940, mas nunca nem namorou ela; o Batman sempre prendia os vilões ao fim da
história, mas estes sempre fugiam, e assim se repetia o mesmo ciclo há mais de meio século). Tentando
atrair novos leitores e mudar essa imagem, a DC decidiu provocar mudanças drásticas em alguns
personagens. Assim, o Lanterna Verde Hal Jordan teve sua cidade (Coast City) destruída. O mesmo
ocorreu com a Tropa dos Lanternas Verdes e, por fim, Hal tornou-se um vilão e foi substituído por um
outro personagem. O Superman foi simplesmente morto.
Com o Batman, o trio de roteiristas Doug Moench, Graham Nolan e Alan Grant, capitaneados pelo agora
editor Dennis O'Neil, criaram a longuíssima saga A Queda do Morcego, a qual durou praticamente dois
anos. Nela, Bruce Wayne passou a sofrer com estresse. Foi criado o vilão Bane, o qual, explorando este
momento, deixou o herói paraplégico. O super-herói Batman foi substituído por Jean Paul Valley, que
modificou totalmente o uniforme clássico, foi extremamente violento e, por fim, permitiu a morte de um
vilão. Ao fim, Bruce Wayne, curado, tomou de volta o capuz do morcego.
O Herói tornou-se o mais rentável da editora, sendo produzidos filmes milionários estrelados por ele, ao
mesmo tempo em que era o líder de vendas entre a revistas. Personagens coadjuvantes como Robin,
Mulher-Gato e Azrael ganharam revistas próprias. E nos quadrinhos Coringa ganhou até uma namorada, a
Arlequina (Dra. Harleen Quinzel). Um fato histórico foi o crossover DC vs Marvel: O Conflito do
Século, o sonhado e aguardado por décadas encontro e confronto entre os maiores super-heróis da DC
Comics e da Marvel Comics. Nele Batman enfrentou e, graças a uma votação direta dos fãs, derrotou o
Capitão América.
O personagem passou por variadas mudanças nos anos seguintes, com heróis clássicos passando por
substituições temporárias, como o próprio Batman, Robin, Batgirl e até o Comissário de Polícia de
Gotham. Entre várias maxi séries, destaque para Batman: Contágio, Batman: A Vingança do Demônio e
Batman: Terremoto que mostraram a destruição de Gotham City após pestes de vírus Ebola, e um sismo
avassalador, culminando na saga Batman: Terra de Ninguém, quando Gotham, destruída, é apartada do
resto dos Estados Unidos, caindo em um estado de caos social, guerra de gangues e guerra de
sobrevivência.
O super-herói sempre estreou muitas histórias paralelas à cronografia mensal oficial, desde histórias da
série Batman: Túnel do Tempo, onde ele era imaginado em outras épocas e situações; assim como em
histórias mais adultas, de temáticas mais pesadas, com no título Um Conto de Batman. Entre tantas
histórias não necessariamente oficiais, destacou-se o trabalho de Jeph Loeb e Tim Sale que produziram,
entre outras, Batman: Dia das Bruxas, Batman: Vitória Sombria e a aclamada por critica e público leitor
Batman: O Longo Dia das Bruxas, que conta a origem definitiva do vilão Duas-Caras.
Na década de 2000 o destaque foi o desenhista Jim Lee tendo assumido o lápis das histórias do
personagem. Outro grande destaque foi quando o roteirista Grant Morrison assumiu as histórias do "Dono
da Noite", trazendo de volta características antigas abandonadas do personagem, como seu filho Damian
Wayne e uma comunidade de "Batmen" espalhados por outros países. Grant, por fim, escreveu as maxi
séries Batman R.I.P. e Crise Final, que trazem a morte de Bruce Wayne. Na verdade, desde que o parceiro
infantil surgiu na década de 1940, era esperado e imaginado o dia em que o eterno primeiro Robin, Dick
Grayson, assumiria em definitivo sua herança e destino como Batman. Mais tarde, Bruce foi
"ressuscitado". Entre os vilões surgidos nessa época, destacou-se Silêncio.
Na década de 2010, a DC Comics faz um novo "reboot", a fase Os Novos 52, com os mesmos objetivos
de Crise nas Infinitas Terras, quais sejam, atualizar personagens e atrair leitores. Assim Batman teve sua
origem e história novamente reescrita e atualizada.[carece de fontes?] Nessa década, Scott Snyder foi
apontado como roteirista, James Tynion IV como co-roteirista e Greg Capullo como desenhista. Esse time
permaneceu por todo o título, que teve sua contagem reiniciada e durou 50 edições, dos anos de 2011 até
2016. Nessa nova série, a origem do Batman foi parcialmente reescrita para ser readaptada aos tempos
atuais, mas grande parte dos elementos primordiais da sua origem e de sua personalidade foram mantidos.
Essa série apresentou a Corte das Corujas, uma sociedade secreta de Gotham City que governava
secretamente a cidade desde o século XIX. Essa série foi um sucesso de vendas e crítica, foi cancelada
com o início do Renascimento DC.
Em 2016, a contagem foi novamente reiniciada (apesar da continuidade se manter a mesma), dessa vez
com Tom King no roteiro e uma variedade de artistas como David Finch, Clay Mann, Joëlle Jones e
Mikel Jánin. Essa nova série se centrava no emocional de Bruce Wayne e enfrentava assuntos sérios
como depressão, a série teve histórias notórias pelo seu forte conteúdo emotivo, confrontando a relação
entre o Batman e Bruce Wayne e sua relação com a cidade de Gotham em si. A série ganhou grande
atenção pelo casamento entre o Batman e a Mulher-Gato (que não chegou à acontecer) mas foi o principal
tema da série por um ano.
Em 2018, o selo Renascimento deixou de existir, mas a contagem de volumes continuou a mesma e até o
presente momento, King ainda é o principal roteirista.
Em 2019, foi anunciado que Batman #85 seria a última edição escrita por King e que o mesmo seria
substituído por James Tynion IV, que foi co-roteirista da revista junto com Scott Snyder nos Novos 52 e
trabalhou como roteirista de Detective Comics do selo Renascimento.
Biografia
Através dos anos, a origem do homem morcego sofreu diversas revisões. Uniformes, parceiros e até a
própria personalidade do Batman passou por mudanças. Outros aspectos, como a morte de seus pais e a
sua busca por justiça, permaneceram.
Constante em todas as versões do Batman é o seu alter-ego: Bruce Wayne. Milionário, ou bilionário
(dependendo da época), playboy, empresário e filantropo que optou por combater o crime em Gotham
City após o assassinato de seus pais, o médico Thomas Wayne e sua esposa Martha Wayne.
Era de Ouro
A origem de Batman na Era de Ouro foi mostrada pela primeira vez em Detective Comics 27, em maio de
1939. Apenas em Batman #47, de Junho/Julho de 1948, foi mostrada mais detalhadamente. Segundo
essas histórias, Bruce Wayne nasceu em 1916, filho do Dr. Thomas Wayne e sua mulher Martha. Bruce
foi para a Mansão Wayne onde teve uma vida feliz e saudável até os oito anos, quando seus pais foram
mortos por Joe Chill, um ladrão vulgar, quando voltavam para casa, depois de assistir a um filme no
cinema. Após o acontecido, Bruce foi criado na Mansão Wayne por seu tio, Philip Wayne.
Bruce jurou vingar-se. Treinou seu físico e intelecto, estudou diversas áreas do conhecimento que
poderiam ajudá-lo em sua busca, incluindo química, criminologia, artes marciais e ginástica, bem como
habilidades teatrais como disfarces, fugas e ventriloquia. Ele sabia, no entanto, que apenas essas
habilidades não bastariam.
Pensando nos criminosos como seres supersticiosos e covardes, Bruce
pensou que seu disfarce deveria assustá-los, meter-lhes muito medo.
Enquanto pensava sobre isso, um morcego entrou pela janela,
inspirando-o a se tornar o Batman. Inicialmente, o Batman não foi bem
aceito pela polícia, mas o "Cruzado de Capa" conseguiu a simpatia dos
homens da lei no começo da década de 1940.
Bruce Wayne em Batman O Bruce Wayne dessa época vivia realmente como um playboy,
Hush. aproveitando do que sua fortuna lhe propiciava e se divertia. Bruce
Wayne era uma vida real.
Com a introdução do Multiverso da DC Comics na década de 1960, foi descoberto que o Batman da Era
de Ouro vivia na Terra 2.[nota 1] Também foi revelado que, em meados da década de 1950, Bruce Wayne
fez parceria e se casou com a reformada Mulher-Gato, Selina Kyle.[9] A primeira filha do casal nasceu em
1957 e chamava-se Helena Wayne. As atividades do Batman se reduziram, ficando o Cavaleiro das
Trevas semi-aposentado, aparecendo apenas para resolver casos especiais. Após a aposentadoria do
Comissário Gordon, Bruce Wayne tomou seu posto como comissário de polícia em Gotham City.
No final dos anos 1970, a vida de Bruce Wayne ficou tumultuada, enquanto ele lidava com a morte de sua
esposa Selina.[10] Após a morte de Selina, Bruce aposentou o Batman permanentemente, mas teve que
voltar à ativa quando o criminoso Bill Jensen ganhou poderes sobre-humanos de um feiticeiro chamado
Frederic Vaux. Jensen e Batman lutaram, enquanto Jensen usava seus poderes para destruir a si mesmo e
ao Batman. Bruce Wayne foi enterrado ao lado de sua esposa Selina. Depois que Vaux foi derrotado, o
Senhor Destino usou seus poderes para apagar de todos a lembrança de que Bruce Wayne era o Batman,
fazendo com que todos acreditassem que os dois faleceram quase ao mesmo tempo.[11]
Após a mega-saga em doze capítulos Crise nas Infinitas Terras, essa versão do Batman, bem como toda a
memória de sua existência, foi apagada.
Era de Prata
Dos anos 1950 aos 1970, vários elementos novos foram adicionados à origem, background e história do
Batman. O Batman da Era de Prata apareceu pela primeira vez em meados da década de 1950, com uma
origem que era (como revelado em várias Histórias no decorrer do tempo) similar ao do Batman da Era
de Ouro. Enquanto as distinções das Eras de Ouro e de Prata são úteis para discutir a evolução do
personagem ao longo dos anos, essa evolução foi gradual, e não há uma história específica que diga
quando a versão da Era de Ouro deu lugar à da Era de Prata. Mesmo assim, o personagem que apareceu
próximo ao começo da Era de prata (meados da década de 1950) era diferente em diversos fatores quando
comparado ao que ele era no final da Era de Prata (meados dos anos 1980), devido às diversas pequenas
revisões e novos diretores durante as publicações das histórias.
Assim como o Batman da Era de Ouro, o Batman da Era de Prata foi criado por seus pais até os oito anos,
quando testemunhou o assassinato deles por Joe Chill, sendo então criado por seu mordomo Alfred (em
vez de ser criado pelo seu tio). Bruce jurou vingar-se de todos os criminosos, dedicando sua vida a um
treinamento rigoroso.
Em algum ponto no começo de seu treinamento, Bruce vestiu uma fantasia similar à do futuro Robin,
recebendo, anonimamente, treinamento de um policial de Gotham, Harvey Harris.[12] Ele e seus
guardiães também visitaram Smallville (ou Pequenópolis), onde conheceu o jovem super-herói
Superboy[nota 2] e trabalhou com ele em diversos casos. Bruce Wayne frequentou a faculdade com o
propósito de estudar criminologia e cursos relacionados às leis, mas logo decidiu que ser um oficial de
polícia não era o caminho que deveria seguir. Depois de se formar, Bruce, enquanto pensava sozinho em
seus estudos sobre como lidar com criminosos, vê um morcego voar por sua janela, decidindo criar um
uniforme de morcego e adotar o nome "Batman".
Algum tempo depois de começar sua carreira como combatente do crime, Bruce adotou um órfão
chamado Dick Grayson, cujos pais haviam sido mortos pelo gângster Boss Zucco, e o treinou como seu
parceiro, Robin.
Em Detective Comics #235 (Setembro de 1956), Batman descobriu que o assassinato de seus pais não foi
um acidente, mas uma "encomenda" do gângster Lew Moxon. O pai de Bruce usou uma fantasia de
morcego para um baile a fantasia, no qual pegou Moxon. Jurando vingança, Moxon contratou Joe Chill
para arrumar um assalto que resultasse na morte dos Wayne. Batman encontrou-se com Moxon vestindo a
fantasia de seu pai (pois o seu uniforme havia sido rasgado em combate) e Moxon, reconhecendo a roupa,
atravessou a rua fora da faixa de pedestres e sem olhar pros lados, assustado, e acabou atropelado por um
caminhão, morrendo.
As histórias do Batman no começo da Era de Prata (fim dos 1950 e começo dos 1960) apresentavam
grandes quantidades de elementos de ficção científica. A partir de Detective Comics #327, de 1964,
Batman retomou sua rotina como detetive, ficando os elementos de ficção científica descartados.
Em 1969, Dick Grayson foi para a faculdade e Bruce mudou-se da Mansão Wayne para a cobertura do
prédio da Fundação Wayne, mais próxima do centro da cidade, com a intenção de ficar mais próximo da
cidade, sua população e os criminosos. Bruce passou a década de 1970 e o começo da década de 1980
trabalhando sozinho, ocasionalmente juntando-se com Robin e/ou Batgirl. As histórias de Batman
também se tornaram mais sombrias e macabras durante esse período, com o Cruzado Encapuzado lidando
com crimes cada vez mais violentos, incluindo a primeira aparição (desde a Era de Ouro) do insano
Coringa.
No começo dos anos 1980, Bruce Wayne adotou um novo parceiro, após Dick Grayson decidir começar
uma carreira como um novo super-herói, o Asa Noturna. Bruce adotou um jovem, Jason Todd, que tinha
uma história muito parecida com a de Dick: era acrobata de um circo cuja família foi morta por um
assassino. Jason, então, tornou-se o segundo Robin.
Era pós-Crise
Como definido em O Cavaleiro das Trevas, Bruce Wayne é o filho único do casal de milionários Thomas
e Martha Wayne, quando, aos oito anos de idade, teve seus pais assassinados após um assalto. Bruce ficou
profundamente traumatizado, sendo que sua vida nunca mais foi a mesma. Batman: Ano Um mostra que
Bruce foi criado pelo mordomo Alfred Pennyworth. Apesar de milionário, Bruce não tirou proveito dos
confortos e luxos que poderia ter usufruído. Passou a juventude obcecado em vingança e em impedir que
a tragédia que abateu seus pais ocorresse com qualquer outro inocente. Bruce ficou obstinado em dedicar
o resto de sua vida para combater os criminosos e proteger inocentes como um vigilante. Abandonou
Gotham City e percorreu várias localidades do mundo, aprendendo artes e técnicas que poderiam lhe ser
úteis em seu objetivo, como combate marcial, investigação, disfarce, auto controle, etc.
Voltou a Gotham anos depois, já adulto, provavelmente inspirado pelo surgimento do Superman, fato o
qual levou várias pessoas a criar alter-egos heroicos para combater o crime. Decidido a usar tudo que
aprendera para combater o crime como um vigilante, Bruce tentou, a princípio, ser um vigilante anônimo,
mas quase foi preso e morto. De volta à sua mansão, Bruce viu um morcego atravessar a janela e isto lhe
deu a inspiração de que precisaria imprimir medo nos criminosos, aparentando ser um ser sobrenatural,
como um Homem Morcego (Batman significa literalmente Homem Morcego). Assim Bruce escavou a
caverna abaixo de sua mansão, criando seu quartel general secreto, a bat-caverna; desviou dinheiro e
tecnologia de suas empresas e fortuna para montar um arsenal de armas e veículos. Criou seu uniforme de
morcego, passando a agir como vigilante noturno com aparência sobrenatural e demoníaca, mesclado a
escuridão. Só Alfred e Leslie sabiam de seu segredo, sendo que Alfred aceitou, a contra gosto, ser seu
auxiliar, enquanto Leslie nunca aceitou isso. Nesta versão, Bruce se importa com sua vida como vigilante,
não sentindo prazeres ou aproveitando a vida como playboy Milionário. Na verdade, apenas cultiva essa
vida devido à utilidade de ter um alter-ego comum para poder repousar, além de assim ter a fortuna e
tecnologia da Wayne Enterprises para manter o Batman, sendo obrigado, muito a contra gosto, a fingir ser
um playboy inconsequente e inútil.
Batman combateu, a princípio, a corrupção que assolava a polícia de Gotham, assim como a máfia que
dominava a cidade. Foi nesse período que surgiu a parceria com o então capitão Jim Gordon, o que, mais
tarde, evoluiu para uma forte amizade. Mais tarde, Gordon tornou-se Comissário de Polícia. Após o
surgimento do Batman, vários ladrões, golpistas e assassinos acometidas de graves distúrbios mentais
surgiram em Gotham City, talvez atraídos pelo desafio que o genial Batman representava. Assim surgiram
o Capuz Vermelho "que mais tarde tonou-se" o Coringa, Mulher Gato, Charada, Pinguim, Hera Venenosa,
Cara de Barro, Senhor Frio, entre outros. Por um período, Batman teve uma aliança informal com Gordon
e o promotor público Harvey Dent. Mas Dent teve seu rosto deformado com ácido por um mafioso que
acusava, enlouquecendo e se transformando no criminoso psicopata Duas Caras.
Em seu segundo ano como vigilante, Bruce Wayne confrontou um ex-vigilante de Gotham City que
voltara à ativa, agora como um violento assassino de criminosos: o Ceifador. O Dono da Noite, para deter
o vigilante sanguinário se viu obrigado a se aliar a Joe Chill, o suposto assassino de seus pais. Batman
passou então por duas situações extremas que poderiam ter mudado drasticamente sua iniciante carreira:
Primeiro, Bruce quase assassinou Joe Chill com uma arma, mas o Ceifador acabou executando o
criminoso antes. Segundo, Bruce, traumatizado com toda a situação, decidiu se aposentar como vigilante,
caso se casasse com a filha do "Ceifador", mas como ela se negou ele prosseguiu em sua solitária vida
como detetive.
No terceiro ano de carreira do Batman, Bruce presenciou o assassinato dos pais do jovem Dick Grayson.
Comovido, até pela similitude com sua situação, Bruce adotou "Dick" como seu pupilo, e por fim,
resolveu revelar a ele seu segredo e oferecer treinamento para que o garoto pudesse se tornar seu parceiro,
tivesse vingança e promovesse justiça. Dick aceitou e assim surgiu Robin e a dupla dinâmica. Pouco
tempo depois, Dick quase foi espancado até quase morrer pelo Duas Caras. Tempos depois, juntou-se à
dupla a Batgirl que era a filha adotiva do Comissário Gordon, Bárbara Gordon.
Batman e Robin atuaram juntos por anos, até que Dick teve que ir para faculdade, distanciando-se de
Bruce. Nessa época Batman conheceu e teve um romance com Talia al Ghul, o qual foi desfeito quando
conheceu o pai dela, Ra's al Ghul. Tratava-se de um poderoso vilão que descobrira um meio de se manter
imortal e que entendia que o planeta e a humanidade corriam risco de extinção, graças à superpopulação
que destruía perigosamente os recursos naturais. Ra's pretendia exterminar a maior parte da população
humana, até uma quantidade controlável que deveria ser liderada por ele. Ele, ao ver toda a capacidade e
genialidade de Batman, quis que ele se torna-se seu genro e sucessor, o que Bruce não aceitou. Mais
tarde, Bruce descobre que Talia engravidou dele, tendo um filho, Damian Wayne com o qual Bruce não
mantém contato.
Por fim, Dick que já se tornava adulto, e atuava cada vez mais distante do Morcego, e próximo aos Novos
Titãs, resolveu abandonar de vez o traje de Robin e criar o Asa Noturna. Bruce atuou algum tempo
sozinho, mas logo conheceu Jason Todd, um menino de rua, órfão que tentou roubar os pneus do
Batmóvel. Bruce viu nele coragem e ousadia, por fim adotando-o, revelando seu segredo, e oferecendo a
chance de ser o segundo Robin. Mas logo Bruce entrou em uma das piores fases de sua vida. O Coringa
deixou Barbara Gordon paraplégica e tentou enlouquecer seu pai. Pouco tempo depois, o problema foi
Jason Todd. O garoto era impulsivo, descuidado e sua ira e mágoa com suas tragédias pessoais cresceu a
ponto de Bruce afastá-lo. Acabaram atuando juntos novamente na África, perseguindo o Coringa o qual
tentou vender um Míssil Nuclear a terroristas, assim como encontrar a mãe de verdadeira de Jason,
desconhecida por ele. Jason a encontra mas é traído por ela, espancado pelo Coringa com um pé de cabra
até quase a morte ,e por fim, deixado, junto com a mãe para morrer em uma explosão.
A morte violenta de Jason, e a culpa que Bruce sentiu, uma vez que foi ele quem ofereceu a vida como
vigilante ao menino, levou o Cruzado de Capa a entrar em um ciclo auto destrutivo. Alfred e "Dick",
vendo que Bruce logo acabaria morto nesse ritmo, convenceram-no a aceitar o jovem Tim Drake como
terceiro Robin. Tim deduzira a identidade secreta de Batman e o Asa Noturna se oferecera para ser um
novo Robin, chegando até mesmo a salvar ambos da morte certa nas mãos do Duas-Caras. Após um
longo treinamento "Tim" oficialmente tornou-se o terceiro "Menino Prodígio". Passados alguns meses,
sua mãe é assassinada.
Após muitos anos seguidos enfrentando os mais cruéis e doentios assassinos, sendo levado aos limites
corporais e psíquicos, Bruce passa por um progressivo estresse emocional e psíquico além de estafa
física. Paralelamente, o ex-presidiário Bane chega a "Gotham City" disposto a derrotar o nunca antes
derrotado Batman e dominar o submundo da cidade. Bane deduz a identidade secreta de Bruce, explora
seu crescente problema e provoca a fuga em massa do Asilo Arkham, sanatório criminal onde todos os
psicopatas presos por Batman estavam. O Batman enfrentou seus piores inimigos de uma vez e, por fim,
esgotado, foi facilmente derrotado por Bane, que fraturou sua coluna vertebral, deixando-o paraplégico.
Bruce escolhe Jean Paul Valley, um super herói novato chamado Azrael, com muito potencial, mas muito
instável, para substituí-lo. Jean Paul derrota Bane, mas acaba sucumbindo aos seus problemas psíquicos,
modificando o uniforme do Batman, inserindo armas, agindo violentamente, e por fim, deixando o
assassino Matadouro morrer. Bruce, paralelamente, conseguiu curar-se graças à mutante Sandra Asplin, e
derrota Jean Paul, usando da mera astúcia, tomando de volta o manto do morcego.
Bruce chegou a se licenciar por um tempo, quando Dick Grayson assumiu pela primeira vez o manto do
Homem Morcego. Batman passa a integrar também a Liga da Justiça. Anos mais tarde, Gotham City foi
assolada por uma epidemia de uma variação do vírus Ebola, disseminada intencionalmente pela Ordem de
São Dumas, a organização que criara e traumatizara Azrael. Depois descobriu-se que o vírus fora criado
por Ra's Al Ghul, com objetivo de exterminar a maior parte da humanidade. Gotham já havia sido
arrasada com o contágio, mas foi então atingida por um violento terremoto, o que levou a um estado de
calamidade extremo. Por fim, ouve um lobby, que levou o "Congresso Americano" a banir a cidade de
"Gotham City" da União, sendo cortadas as ligações com o país, proibido o tráfico para dentro ou fora da
cidade, e por fim, abandonados à sua própria sorte os que decidiram ficar. Gotham virou uma terra de
ninguém, sem a menor infra estrutura, habitada apenas por bandidos, desajustados, ou pessoas
extremamente miseráveis, sem outro lugar para ir. Vários vilões tornaram-se chefes de gangues, as quais
repartiram trechos da ilha de Gotham entre si, numa constante guerra que, por fim, teve a vitória de
Batman e dos policiais que ficaram. No entanto, Sarah Essen Gordon, esposa do comissário, foi
assassinada pelo Coringa. Por fim, Lex Luthor, com objetivos eleitorais pois almejava se tornar
Presidente americano, convenceu o Congresso a reverter o banimento de Gotham, e ajudar na sua
reconstrução e reinserção no país.
Na sequência, Cassandra Cain assumiu o manto de Batgirl, e Stephanie Brown, ex-salteadora, substituiu
Tim Drake como quarto Robin e primeira Robin feminina. Mas ela acabou provocando uma sanguinária
guerra de gangues, na qual acabou aparentemente morta, abrindo espaço ao retorno de Tim Drake como
"Menino Prodígio". Dick Grayson é oficialmente adotado como filho legítimo de Bruce Wayne. Passado
algum tempo, Tim Drake perde seu pai e também é adotado por Bruce como filho. Algum tempo depois,
graças às manipulações espaço-temporais de Alexander Luthor e do Superboy Primordial, o continuum
temporal foi alterado e Jason Todd teve sua história modificada, voltando à vida e se tornando um
assassino desequilibrado, rancoroso e desnorteado, querendo tanto se vingar do Coringa, que o matou,
quanto de Bruce, que não se vingou do Coringa, matando-o. Jason tornou-se um anti-herói ambíguo,
dividido entre ser um vigilante justiceiro e violento ou sucumbir à sua sede de vingança e rancor.
Mais tarde, Bruce reencontra seu filho, Damian, o qual fora treinado por seu avô Ra's Al Ghul para ser
um assassino frio e seu sucessor, tendo o garoto chegado a efetivamente matar. Mas Bruce toma sua
guarda e o treina para que ele use seu potencial a favor da Justiça. Pouco tempo depois, Bruce é
envolvido em um engendrado plano promovido pela organização secreta criminosa Luva Negra, liderada
pelo Doutor Hurt, visando enlouquecê-lo e arruiná-lo.[13] Batman consegue derrotar o grupo, mas é dado
como morto ao fim da maxi série Batman R.I.P., ficando desaparecido até a morte do novo deus Órion.
Bruce é então sequestrado pelos deuses de Apokolips durante a Crise Final.[13] Durante o ataque
devastador de Darkseid e seu séquito, os quais se infiltraram entre os humanos, escravizando-os e
buscando recriar Apokolips na Terra, Doutor Symian e Doutor Mokkari, cientes da inteligência,
capacidade e determinação anormais de Bruce Wayne, tentaram retirar essas características dele e
implantá-las em um exército de clones fiéis a Darkseid. Mas o Detetive Encapuzado levou tal plano ao
fracasso, escapou, e, por fim, enfrentou o próprio Darkseid, alvejando-o com o mesmo Projétil que matou
Órion, o que deixou o Novo Deus agonizante. No entanto Darkseid atinge Bruce com a Sanção Ômega.
Superman encontra um cadáver cremado vestindo um uniforme do Cavaleiro das Trevas e conclui que se
trata do corpo de Bruce Wayne.[13]
Após o fracasso da invasão de Darkseid, o boato de que Batman está morto leva os criminosos a
provocarem um aumento desenfreado na criminalidade e violência em Gotham City, agora uma cidade
sem seu protetor. Alfred Pennyworth, Tim Drake e Jason Todd percebem que a figura do Batman é
necessária, e que alguém deve mantê-lo vivo, mas Dick, o substituto natural, não quer assumir o manto.
Jason resolve se vestir de Batman e age com um justiceiro cruel, sendo depois confrontado e derrotado
por Asa Noturna. Dick, convencido por Alfred, decide manter em segredo a morte do Batman original e
aceita assumir o lugar de Bruce, agora em definitivo.[13] Dick escolhe Damian Wayne para ser o quinto
Robin, uma vez que considerava que o neto de Ra's al Ghul precisava de controle, enquanto Tim Drake
estaria pronto. Após isso, Tim cria e se torna o Robin Vermelho, e, crente que Bruce não morreu, tenta
encontra-lo.[13]
Mais tarde, descobre-se que, Tim tinha razão, pois o corpo que se pensava ser de Bruce, era, na verdade,
o de um dos clones do Doutor Mokkari.[13] O verdadeiro Wayne, havia sido condenado à Sanção Ômega,
a qual o amaldiçoara a uma infinidade de encarnações, mortes trágicas e reencarnações através do tempo,
as quais culminariam com uma morte final que também destruiria o continuum espaço-tempo através de
uma explosão de Radiação Ômega.[13] Por fim, com mais uma demonstração de sua genialidade e
estratégia, Bruce, após derrotar sozinho a Liga da Justiça, consegue quebrar a maldição, voltar ao seu
período cronológico correto e impedir a aniquilação causada pela radiação Ômega.[13] Dick Grayson
chega a ser Batman concomitantemente a Bruce, mas logo retorna ao alter-ego de Asa Noturna.
O Doutor Hurt havia difamado o nome de Bruce Wayne e de sua família durante o período em que Bruce
esteve ausente (em nenhum momento, sua presumida morte foi tornada pública por sua família). Ao
voltar a ativa, Bruce dá início à Corporação Batman, quando revela publicamente que sempre financiou o
Homem Morcego, sem, no entanto, revelar que ele é o próprio.[14] Bruce também dá início uma equipe de
versões do Batman espalhados pelo mundo, heróis financiados pela fortuna Wayne e liderados pelo
Homem Morcego, os quais tem como principal inimigo, a organização criminosa Leviatã original.[14] Por
fim, a Corporação Batman derrota ao Leviatã, mas a um alto custo: A Corporação é desfeita, Talia cria um
clone assassino de seu filho para derrotar Bruce, mas o clone acaba matando o Damian Wayne original,
causando um impacto profundo em Wayne, que volta a ser um herói muito sombrio e solitário.[15]
Corporação Batman
É uma organização pública financiada por Bruce Wayne, este que é o líder quando assume o manto de
Batman. A corporação tem como objetivo obter recrutas de todo o mundo para treiná-los em corpo a
corpo e mentalmente, para espalharem os ideais de Batman. Teve primeira aparição em Batman and
Robin vol 1-16, no ano de 2011.
Personalidade
Como Batman, a personalidade de Bruce Wayne variou conforme o passar do tempo. As histórias mais
novas preferem mostrá-lo como uma pessoa que despreza tanto o contato social, quando as comodidades
e frivolidades que sua fortuna podem lhe proporcionar, no entanto, mantendo-se fingindo que é playboy
preguiçoso, sendo que o Batman, com uma personalidade forte e sombria, é a personalidade dominante, a
"verdadeira" identidade do bilionário. As versões pré-Crise apresentam um Bruce Wayne mais maduro e
responsável, sendo Bruce a personalidade dominante.
Wayne guarda seu segredo muito bem, e apenas poucas pessoas sabem que ele é o Batman (ou o Batman
é ele, se preferir). Alguns vilões descobriram sua identidade ao longo dos anos, como Ra's al Ghul, Hugo
Strange, Charada, Bane e Silêncio (Thomas Elliot, antigo amigo de infância de Bruce Wayne).
Bruce Wayne
Bruce Wayne se mostra perante a sociedade como um playboy irresponsável e superficial que vive da
fortuna herdada dos pais (conquistada quando os pais de Bruce investiram em Gotham antes de a cidade
tornar-se uma grande metrópole) e dos lucros obtidos pelas Empresas Wayne, uma grande empresa no
ramo da tecnologia de ponta. Contudo, Wayne também é conhecido por suas contribuições para caridade,
especialmente através da Fundação Wayne, fundação dedicada a ajudar vítimas de crimes e prevenir que
pessoas tornem-se criminosas. Essa personalidade de Bruce Wayne foi inventada por ele para evitar que
alguém desconfiasse de seu alter-ego, às vezes fingindo-se bobo e egoísta para que ninguém o descubra.
Bruce Wayne deixou claro que considera manter sua identidade secreta prioridade máxima, chegando a
ficar perto da morte várias vezes para evitar mostrar suas habilidades em público como Batman. Quanto
sua religião, muitos fãs especulam sua crença, Frank Miller, autor de histórias marcantes do herói,
esclarece que o herói seja católico.[16]
Batman
Bruce Wayne criou o Batman para causar medo no submundo de Gotham e para defender os inocentes. O
uniforme e a maneira como age quando o usa tem o objetivo de intimidar seus adversários. Enquanto
Bruce Wayne é despreocupado e irresponsável, Batman é frio, determinado e implacável. Além do
uniforme e da personalidade, Bruce Wayne também altera sua voz significativamente quando torna-se
Batman, tanto para disfarçar como para intimidar.
Batman costuma atuar apenas à noite (e não durante o dia, como no seriado dos anos 1960), imitando os
hábitos dos morcegos. Em histórias mais recentes, surgiu a ideia de Batman como uma lenda urbana.
Fósforos Malone
Fósforos Malone foi um bandido vulgar que certa vez atuou como espião para o Batman. Batman
ocasionalmente disfarça-se para infiltrar bandos criminosos. Quando Malone foi morto, Batman assumiu
sua identidade. Na saga Jogos de Guerra foi revelado que Batman planejava fazer de Fósforos Malone o
chefão do crime de Gotham, tendo total controle sobre os criminosos que persegue como Batman.
Habilidades e recursos
Batman treinou por anos até chegar a perfeição humana e aprimorar as suas habilidades e sempre
continua a aprimora-las. Habilidoso em todas as formas de combate corpo a corpo ou com armas e ainda
o maior detetive do mundo: mestre em fugas, disfarces e explosivos, inventor, cientista, acrobata, piloto.
É especialista em ocultar-se, entra e sai de lugares sem ser notado. Por ser humano Batman é vulnerável
as armas de fogo, mesmo com sua armadura a prova de balas, que não resiste ao tiro direto, sendo assim
Batman (que só aparece a noite) utiliza as técnicas que aprendeu durante o treinamento na Liga das
Sombras, que consistem em usar as sombras e lugares escuros, como as armações de madeira de um
casarão, de baixo do chão das docas, o canto escuro de uma casa, o teto de um corredor usando luvas com
gancho e várias outras opções que cada situação oferece, para se ocultar silenciosamente e derrubar um
por um dos inimigos armados, pois consegue migrar de um desses esconderijos para qualquer outro sem
que seus inimigos percebam; tais inimigos armados, por não saber onde o herói está, ficam extremamente
vulneráveis a ataques surpresa. Ao perceber que seus aliados estão sumindo, os inimigos armados ficam
com medo e desconcentrados, aproveitando esse medo Batman utiliza seus batarangues (ou bat-rangues,
que são lâminas de arremesso) para fazer barulho assustando
os inimigos para que eles gastem balas por nada, também
pode usar esses para desarmar inimigos e para derruba-los a
distancia, ou plana sobre os assustados para que eles gastem
bala na sua enorme sombra. Quando a escuridão é ameaçada
por lâmpadas Batman aciona um dispositivo em seu cinto
parecido com um interruptor que emite um pulso
eletromagnético que queima as lâmpadas. É inteligente e
capaz de criar armas e transportes avançados, além de estar
sempre à frente de seus adversários prevendo quase todas as
situações.
Armas
O cinto de utilidades contém ampla gama de dispositivos, tais como lasers, cápsulas de gás, e batrangs
bem afiados, bombas de gás, e bat-corda que aguenta mais de 150 kg. A capa que Batman usa pode ajudá-
lo a planar por algum tempo. Na Era de Prata dos Quadrinhos, ele parecia ter um dispositivo para cada
tipo de situação. Sua máscara assim como seu traje são à prova de balas de baixo calibre, feitos de um
material bem resistente chamado Kevlar. Também é usado Nomex, material resistente ao fogo, em seu
traje. Batman ainda possui veículos dotados de equipamentos de última geração, como o Batmóvel,
batplano, batlancha e o batwing. Aproveitando dos avanços tecnológicos de sua empresa, Waynetech (das
Empresas Wayne), não é raro ver o Batman testando novos dispositivos. Na Bat-caverna, Batman pode
ainda contar com um supercomputador, e no novo desenho O Batman conta ainda com o batwave, que o
liga com a Bat-caverna esteja onde estiver. Batman ainda dispõem de vários tipos de armaduras,
começando por sua tradicional que é a prova de balas e conta com algumas armas e recursos inclusos,
passando por armaduras mais resistentes que concedem a ele força e resistência sobre humanas, além da
capacidade voar, e por fim em alguns casos raros Batman usa armaduras ainda mais poderosas com
habilidades especificas. Nos novos 52 as duas versões mais poderosas usadas por Batman são a hellbat
que foi usada pelo herói para invadir apokolips. Essa versão dava super força, resistência capacidade de
voo e velocidade sobre humana, além de outros poderes. Já a outra armadura de chama justice buster e foi
desenvolvida por Bruce para lutar contra a liga da justiça.
Fraquezas
Exatamente por ser um humano comum (rara característica em super-heróis), Batman pode se ferir em
combate, mas na maioria dos casos pode contar com seu fiel mordomo, Alfred, com formação em
medicina de guerra e que também o ajuda a resolver muitos dos casos em que se envolve.
Devido ao seu trauma de infância, Batman não tem o costume de se envolver emocionalmente com
ninguém. Sua desconfiança de tudo e todos o afastou até mesmo dos grandes heróis com os quais já lutou
lado a lado muitas vezes, como o Superman, e isso às vezes é usado pelos vilões como um modo de isolar
o Cavaleiro das Trevas.
Este mesmo trauma faz com que Batman relembre constantemente do crime que vitimou seus pais, no
Beco do Crime, à noite.
Aliados e vilões
Aliados
Alfred Pennyworth: o mordomo é o mais importante aliado do Batman, parecendo, às
vezes, ser o Batman do Batman. Parece haver alguma ligação do mordomo dos Wayne
com a Scotland Yard, e às vezes Alfred dá algumas dicas subliminarmente para o Batman e
suas parcerias. Alfred ainda tem formação em medicina de guerra, sendo extremamente útil
para o Cruzado Encapuzado quando se fere. Alfred também fez teatro na Inglaterra e
consegue imitar a voz de Bruce Wayne, que em algumas vezes foi muito útil para criar um
álibi ao herói. Alfred, que nunca formou uma família, foi quem criou Bruce após este ficar
órfão. Tornando Alfred sua figura paterna.
Robin: é o nome oficial do parceiro do sexo masculino do Batman. Já houve cinco "Robins",
seis se contarmos o Robin do futuro mostrado em O Cavaleiro das Trevas: Dick Grayson,
filho adotivo de Bruce, o Robin original que fundou os Novos Titãs e posteriormente tornou-
se o Asa Noturna; Jason Todd (morto pelo Coringa em Morte em Família, por decisão do
público, e ressuscitado por Ra's al Ghul, posteriormente se tornando o vilão Capuz
Vermelho; Tim Drake, também filho adotado por Bruce, e o terceiro Robin; Sthephanie
Brown (a salteadora), primeira Robin feminina, sendo, no entanto, por apenas um breve
período em Jogos de Guerra (quando foi demitida); e Damian Wayne (que na história do
jogo Injustice, se torna o Asa Noturna), filho natural de Bruce com Talia al Ghul, e quinto
Robin. Considerando-se um futuro alternativo, podemos contar Carrie Kelley, a Robin da
minissérie O Cavaleiro das Trevas. John Blake, um investigador que sempre soube a
identidade do Batman se tornou o Robin depois da morte forjada de Batman na série The
Dark Knight.
Comissário Jim Gordon: maior aliado de Batman na luta contra o crime em Gotham,
acionando o bat-sinal sempre que julga necessária a ajuda do Batman;
Barbara Gordon: filha do comissário, sendo a criadora e primeira Batgirl. Atualmente
paraplégica pelo ato do Coringa em A Piada Mortal, e agora ajuda os heróis como a hacker
de computadores conhecida como Oráculo (Oracle).
Lucius Fox: trabalha como CEO das Empresas Wayne e cuida de tudo no lugar de Bruce,
deixando-lhe maior tempo livre para o combate ao crime. No filme Batman Sangue Ruim,
Lucius tinha um filho chamado Luke e ele trabalhava em um traje, que depois seria usado
por Batman, até pegar o traje para salvar Bruce, adotando a identidade de Batwing. Seu
traje é depois reformado para depois ser usado por Bruce em uma era futurística, mas
Bruce estava adoecido nesse evento.
Terry McGinnis: filho biológico de Bruce que tem seus dias escolares e vive junto da família
McGinnis. Tudo muda quando seu pai biológico é morto pelos Coringas capangas a mando
de Derek Power. Ele procura Bruce Wayne para ir atrás de Derek. Como Bruce estava
velho, não podia atuar como Batman e Terry rouba a roupa do Batman indo atrás de Derek.
Como a roupa era controlada por Bruce, ele instrui o garoto a ir atrás de Derek. Derek
acaba caindo em um resíduo e começa a ter habilidade radioativa. Este depois acaba
sendo detido e perdido no iate e afundando graças a Paxton Power, filho de Derek. No
decorrer das missões, ele tem a ajuda de Bruce, como também auxiliado por Ace, adotado
por Bruce e apelidado de Bat-Cão. Em uma passagem da Liga da Justiça Unlimited, Terry
descobre que é filho biológico de Bruce. Amanda Waller conta que este foi fabricado
através do DNA de Bruce e seu DNA foi passado para o casal McGinnis que o originou.
Amanda mandou Andrea Beaumont assassinar o casal McGinnis para fazer Terry assumir o
manto do Batman, mas como Andrea e Bruce eram próximos, não poderia manchar o
legado do Batman, até o pai de Terry ser morto. Amanda diz a Terry que o seu nascimento
não foi um erro e que ele é na verdade filho de Bruce e nunca desistir de seu dom como
Batman. Depois de ver Amanda, Terry continuou com sua vida ora como estudante e
também vivendo usando o manto Batman como seu pai sempre fazia.
Cara de Barro (Ethan Bennet): personagem apenas no seriado The Batman. Amigo de
infância de Bruce Wayne e investigador e tem uma parceira chamada Ellen Yin. Ele
trabalha com Ellen na polícia como também tentava descobrir que rosto estava por baixo
do capuz de Batman. Na metade da primeira temporada, Ethan é afastado da polícia e
depois sequestrado por Coringa, que Coringa o tortura psicologicamente e o infecta com
uma toxina que o torna no Cara de Barro. Este chega a cometer crimes, mas este é detido
por Batman e sua antiga parceira. Na terceira temporada, ele ajuda Batman e Robin a deter
outro Cara de Barro (Basil Karlo). Depois este volta a sua vida normal.
Há ainda muitos outros nomes, como Cassandra Cain, a nova Batgirl; Jean-Paul Valley, conhecido por
Azrael, que substituiu Bruce durante sua recuperação na saga Queda do Morcego.
Romances
A história romântica de Batman abrange décadas, repleta de relacionamentos que refletem sua luta entre a
felicidade pessoal e seu dever como protetor de Gotham.
Talia al Ghul, com quem chegou a ter acidentalmente um filho (Damian Wayne). Ambos
tiveram uma paixão arrebatadora, mas o relacionamento nunca evoluiu pois Tália é filha do
terrorista conspirador Ra's al Ghul. Ra's até queria a união entre ambos, mas objetivava
que o formidável detetive também se aliasse à sua causa assassina. Esperava que Bruce e
Tália gerassem os mais formidáveis herdeiros para levar adiante seus ideais macabros de
paz mundial. Tália sempre escolheu, sem hesitar, apoiar o pai em suas ações terroristas,
porém, muitas vezes, acabou por traí-lo, denunciando seus planos para Bruce, e, às vezes,
até ajudando-o diretamente. Essa situação de eterno conflito que atinge Tália, de ficar
pressionada entre o pai de seu filho e homem de sua vida, e o pai que tanto admira e por
quem nutre fidelidade sem limites, acabou por deixar muitas mágoas na relação do casal.
[19]
Vesper Fairchild, uma apresentadora de programa de rádio que deixou Gotham após a
crise da "Terra de Ninguém", Fairchild foi posteriormente morta por David Cain sob ordens
de Lex Luthor como parte da tentativa de Luthor de se vingar de Bruce Wayne por seu
envolvimento em frustrar sua tentativa de assumir o controle de Gotham após o fim da
"Terra de Ninguém".[20]
Sasha Bordeaux: Designada como guarda-costas de Bruce Wayne. Ela acaba
desconfiando dos constantes desaparecimentos noturnos dele, faz algumas investigações
e fica chocada ao descobrir que Bruce Wayne é secretamente o Batman. Como ela já sabia
sua identidade secreta, Batman decide treiná-la.[21] Durante esse tempo, ela se apaixona
por ele. Posteriomente foi incriminada falsamente pelo assassinato de Fairchild. Batman
finalmente confronta aqueles que o incriminaram, e Wayne e Sasha são inocentados de
todas as acusações. Se juntou depois à organização Checkmate de Maxwell Lord. Durante
o Projeto OMAC, Bordeaux foi transformada em uma OMAC ciborgue, mas este incidente
já foi resolvido. Embora Sasha e Batman tenham se beijado perto do final do Projeto
OMAC, o relacionamento deles parece ter chegado ao fim.[22]
Jezebel Jet, uma ex-supermodelo rica de ascendência africana. Assim como Bruce, ela
perdeu os pais ainda jovem. Embora tenha resistido ao afeto de Bruce no início, ela
finalmente começou um relacionamento com ele. Bruce teve um relacionamento muito
rápido com ela um pouco antes da saga Batman R.I.P. Mais tarde, ela se revelou uma
mulher paga pela organização Mão Negra para seduzi-lo e traí-lo, mas Bruce revelou que já
desconfiava dela;[23][24]
Natalya Trusevich: Uma talentosa pianista ucraniana e namorada de Bruce Wayne.[25] Por
fim, sua dedicação à carreira e seu comportamento fechado a afastaram dele, mas, a
pedido de Alfred Pennyworth, Bruce revelou sua identidade secreta a ela pelo bem do
relacionamento.[26] Ela foi morta pelo Chapeleiro Maluco após se recusar a revelar a
identidade do Batman, sendo jogada de um helicóptero com o corpo colidindo com o Bat-
Sinal.[27]
Selina Kyle, a Mulher-Gato, com quem Bruce tem um relacionamento conturbado.
Recuperava os objetos roubados por ela, mas não tentava prendê-la pois tinha esperança
de que se tornasse uma boa pessoa. Bruce a trata de forma visivelmente diferenciada em
relação a qualquer outro ladrão, sendo muito mais brando com seus crimes. Selina, por sua
vez, gosta de seduzi-lo e, vez por outra, até larga a capa de vilã e ajuda o Morcego contra
alguma ameaça a inocentes; Na continuidade pré-Crise, as versões de Batman e Mulher
Gato da Terra-2 (um universo alternativo) haviam se casado na década de 1950, e mais
tarde Selina deu à luz uma filha, Helena Wayne (Caçadora) em 1957.
Em All Star Batman and Robin the Boy Wonder, os sentimentos do Batman por ela são
baseados no fato de que ela é uma espécie de versão feminina dele: outra criatura
escura e bonita que ronda a noite. Na linha do tempo atual, Batman e Mulher-Gato se
envolveram romanticamente durante o arco da história Batman: Silêncio. Batman
terminou o relacionamento porque tinha medo de que, se eles tivessem um
relacionamento, Silêncio a usaria para chegar até ele e também duvidava de sua
lealdade a ele, questionando se ela fazia parte do plano para destruir sua vida. Mesmo
quando o romance deles reacendeu mais tarde, Batman ainda suspeitava que a
redenção de Selina poderia ser resultado de uma limpeza mental que alteraria sua
personalidade feita por Zatanna. Mais tarde em Batman: Coração do Silêncio, em uma
tentativa de matar Bruce, Silêncio sequestra a Mulher-Gato e arranca seu coração;
quando Bruce devolve o coração, ele admite a Selina que ela realmente foi a única
mulher a ter conquistado seu coração e que ele sempre a amaria.[28]
Vilões
Nos anos 1940, temos o Coringa, o palhaço do crime, assassino e psicótico (considerado o pior inimigo
do Batman); a sensual Selina Kyle, a Mulher-Gato, ladra com fixação por felinos; Oswald Chesterfield
Cobblepot, o Pinguim; o terrível Edward "Nygma" Nashton, o Charada; o ex-promotor Harvey Dent,
conhecido como Duas-Caras; o Chapeleiro Louco (Jervis Tetch) e o Espantalho (Jonathan Crane), o
senhor do medo. Também na mesma década, temos o Mago, este mais conhecido pela série de 1949.
Nas décadas de 1950 a 1970, temos o surgimento de Victor Fries, o Senhor Frio, Hera Venenosa (Dra.
Pamela Lillian Isley), Kobra, Vatele da Gangue Royal Flush e Ra's al Ghul, um dos maiores vilões que o
Batman já enfrentou e recentemente voltou a evidência em razão do êxito do filme Batman Begins.
Também foi nessa época que Batman conheceu o Homem-Coruja (Thomas Wayne Jr.), uma versão
maléfica de si mesmo que veio do Universo de Antimatéria, membro do Sindicato do Crime da Amérika
(versão maligna da Liga da Justiça). Nos Novos 52 a origem do Homem-Coruja foi alterada. Thomas
Wayne Júnior era o irmão mais novo de Bruce Wayne que ainda em gestação sofreu um acidente. O que o
fez nascer prematuro e em estado vegetativo. Thomas e Martha Wayne esconderam o seu filho ô
escondendo em um orfanato. Após a morte deles, Júnior acordou de seu estado vegetativo aos 12 anos e
encontrou o orfanato abandonado, Júnior é levado pela Corte das Corujas (uma sociedade secreta que
regia Gotham desde o Século XIX). Júnior aprende com a Corte artes marciais e a verdade sobre quem
ele é e sua família. Ao chegar à vida adulta Júnior assume a identidade do político Lincoln March e se
torna próximo de Bruce Wayne e até descobre sua identidade secreta de Batman. Júnior e Bruce se
encontram no orfanato onde ele cresceu e lá revela quem ele é para seu irmão. Júnior veste uma armadura
que lembra uma Coruja e enfrenta Batman. Após uma batalha fulminante, Batman sai vitorioso e Júnior é
dado como morto após a explosão de um prédio e seu corpo não ser encontrado.
Na década de 1980, temos Killer Croc (Crocodilo - Waylon Jones), o Máscara Negra (Roman Sionis) e o
Ventríloquo (Arnold Wesker), junto de seu boneco Scarface, que é um marionete.
Bane e Arlequina (Harleen Quinzel) surgiram na década de 1990, e, mais recentemente, o Silêncio.
Outros vilões também estão presentes nos quadrinhos e nas séries de desenhos animados de Batman,
como por exemplo Face-Falsa, Rei Tut, Homem-Gato, o Pistoleiro, Cara-de-Barro (Basil Karlo da série
The Batman e Matt Hagen), Morcego Humano (Robert Kirkland Langstrom), Vagalume (Garfield Lynns)
e o segundo Robin (Jason Todd), que é assassinado pelo Coringa e renasce sob a máscara de Capuz
Vermelho.
Elseworlds
Batman é provavelmente o personagem que já estrelou mais edições de Elseworlds (publicação de
histórias em um mundo à parte em eventos nao-convencionais). Já foi retratado como um cavaleiro
medieval, um burguês do século XIX e mesmo num futuro cibernético no qual enfrentava um vírus de
computador chamado Coringa (na história Digital Justice). Isto se deve provavelmente à maior facilidade
de adaptar a base de sua história a outros cenários, visto se tratar de um ser humano normal, sem poderes.
Trilogia Batman & Drácula: Chuva Rubra / Tempestade de Sangue / Bruma Escarlate,
escrita por Doug Moench e desenhada por Kelley Jones, com arte-final de Malcom Jones III
e Les Dorscheid no primeiro capítulo e John Beaty nos dois últimos.
Série O Reino do Amanhã (Kingdom Come) com texto de Mark Waid e traços realistas de
Alex Ross. Nessa minissérie de quatro edições, é mostrado um Batman diferente e
envelhecido, mas nem por isso menos brilhante. A saga é considerada um marco na
história da DC Comics. Em 2004, ganhou uma republicação pela Panini Comics, numa
única edição encadernada, contendo todas as quatro edições da minissérie e mais uma
história inédita.
Outros mídias
Animações
Década de 1960: The Batman/Superman Hour
Década de 1970: Super Friends (Super Amigos)
Década de 1970: The New Adventures Of Batman
Década de 1970: The New Scooby-Doo Movies (participação especial)[29]
Década de 1980: Super Powers: Galactic Guardians
Década de 1990: Batman: The Animated Series
Década de 1990: Batman - A Máscara do Fantasma
Década de 1990: The New Batman Adventures
Década de 2000: Batman Beyond (Batman do Futuro)
Década de 2000: Liga da Justiça
Década de 2000: The Batman
Década de 2000: Batman: The Brave and the Bold (Batman: Os Bravos e Destemidos)
Década de 2010: Beware the Batman (A Sombra do Batman)[30]
Década de 2010: Batman: Under The Red Hood
Década de 2010: Batman: O Cavaleiro das Trevas - Parte 1
Década de 2010: Batman: O Cavaleiro das Trevas - Parte 2
Década de 2010: O Filho do Batman
Década de 2010: Batman vs. Robin
Década de 2010: Batman: Bad Blood
Década de 2010: Batman Ninja
Década de 2010: Batman: Silêncio
Década de 2020: Batman: O Longo Dia Das Bruxas (Partes 1 e 2)
Anime
2008 - Batman: Have I Got A Story For You
2008 - Batman: Crossfire
2008 - Batman: Field Test
2008 - Batman: In Darkness Dwells
2008 - Batman: Working Through Pain
2008 - Batman: Dead Shot
Jogos eletrônicos
Batman: The Caped Crusader para várias plataformas de 8-bits e 16-bits
Batman: Return of the Joker para NES e Game Boy
Batman Returns para NES, Super NES, Mega Drive, Sega CD, Game Gear e Lynx
Batman: The Animated Series para Game Boy
The Adventures of Batman & Robin para Super NES, Mega Drive, Sega CD e Game Gear
Batman Forever para Super NES, Game Boy, Mega Drive, e Game Gear
Batman Forever: The Arcade Game para arcade, PlayStation e Sega Saturn
Batman & Robin para PlayStation
Batman: Total Chaos para Game Boy Color
Batman Beyond: Return of the Joker para Nintendo 64 e PlayStation
Batman Vengeance para GameCube, PlayStation 2, PC, Xbox, Game Boy Advance e
Microsoft Windows
Batman: Rise of Sin Tzu para PlayStation 2, Xbox, GameCube e Game Boy Advance
Batman: Dark Tomorrow para PlayStation 2 (cancelado), Xbox e GameCube
Batman Begins para PlayStation 2, Xbox, GameCube e Game Boy Advance
Lego Batman: The Videogame para Wii, Nintendo DS, PlayStation 2, PlayStation 3, Xbox
360, Microsoft Windows e PlayStation Portable
Batman: Arkham Asylum para PlayStation 3, Xbox 360 e Microsoft Windows
Batman: Arkham City para PlayStation 3, Wii U, Xbox 360 e Microsoft Windows
Gotham City Impostors para PlayStation 3, Xbox 360 e Microsoft Windows
Lego Batman 2: DC Super Heroes para PlayStation 3, Xbox 360, Microsoft Windows,
PlayStation Vita, Nintendo DS, Nintendo 3DS e Wii
Injustice: Gods Among Us para PlayStation 3, Wii U, Xbox 360, iPhone e MacOS
Batman: Arkham Origins para PlayStation 3, Xbox 360 e Microsoft Windows
Batman: Arkham Origins Blackgate para Nintendo 3DS e PlayStation Vita
Lego Batman 3: Beyond Gotham para Playstation 3, Playstation 4, Xbox One, Xbox 360 e
Microsoft Windows
Batman: Arkham Knight para PlayStation 4, Xbox One e Microsoft Windows
Batman: The Telltale Series para PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 3, Xbox 360,
Android, Microsoft Windows, iOS, Mac OS Classic
Injustice 2 para PlayStation 4, Xbox One e Microsoft Windows, Android e iOS
Televisão
Séries e comerciais
Série de 1966
De 1966 a 1968, a ABC exibiu a série de TV Batman. Estrelada por
Adam West como Batman e Burt Ward como Robin, a série tinha
estética camp e mais preocupação com o humor (equipamentos como
"bat-repelente de tubarão", onomatopeias- SOC!, POW! - nas lutas,
os "santa (…), Batman!" de Robin).
A série entrou para a cena "cult", embora seja considerado infantil por
alguns fãs. A série influenciou a estética dos quadrinhos,
principalmente na Era de Prata, quando os quadrinhos dos EUA
passavam por criticas e repressão.
Burt Ward e Adam West
protagonizaram a série de TV
Os comerciais da OnStar e a polêmica sobre quem foi o Batman e Robin, exibida
Batman na série Birds of Prey originalmente entre 1966 e 1968
Titans
Após muita expectativa, Bruce Wayne finalmente apareceu na série de TV Titans,[33] produzida pela DC
Universe, sendo interpretado pelo ator Iain Glen.[34][35] A entrada de Bruce na série gerou grandes
especulações e muita expectativa entre os fãs e críticos, e a estreia do personagem só aconteceu na 2ª
temporada da série, já que na primeira, o personagem só apareceu nas sombras, por base de "cameos".
Agora, parece que Bruce Wayne/Batman continuará na série, uma vez que Ian já foi confirmado para a
terceira temporada.[36]
Batwoman
Na série de TV Batwoman, do canal The CW, Bruce Wayne é interpretado pelo ator irlandês Warren
Christie.[40]
Interprétes do personagem na TV
Cinema
Anos 1940
O Batman foi o segundo super-herói da Era de Ouro dos quadrinhos a ter um live-action - o primeiro foi o
Shazam, que na época ainda era chamado de Captain Marvel (Capitão Marvel), com o programa The
Adventures of Captain Marvel, de 1941.
Na década de 1940, dois cine-seriados foram lançados sobre o Morcego: o primeiro foi O Morcego, de
1943, com Lewis Wilson no papel principal de Bruce Wayne / Batman, se tornando o primeiro ator a dar
vida ao personagem, nas telonas; já a segunda cine-série do herói, foi Batman & Robin, de 1949, com
Robert Lowery no papel do Homem-Morcego.
Apesar do primeiro filme, de 1943, ter sido usado como "propaganda de guerra",[41] com um Batman
agente do FBI lutando contra um inimigo japonês (principal rival dos EUA na Segunda Guerra Mundial),
o Dr. Tito Daka, que queria dominar os EUA; o segundo filme, de 1949, já foi mais fiel aos
quadrinhos.[42]
Esse, foi o único filme do Morcego entre as décadas de 1950 e 1980. E, apesar dele ser um longa-
metragem, a única exibição desse filme nos cinemas, aconteceu em 30 de junho de 1966, justamente na
sua estreia, quando ele foi exibido para um público selecionado, no tradicional Paramounth Theatrer, em
Austin, no Texas. As demais exibições, se deram apenas na TV.
Adam West se tornou, na época, o único ator a interpretar Batman em série de TV e longa-metragem, em
live-action.
Era Burton/Schumacher
Era Burton (1989 - 1992)
A partir de 1989, diversos filmes do personagem foram feitos: Tim Burton dirigiu os aclamados Batman
(1989) e Batman Returns (1992), que teve Michael Keaton no papel do herói nos dois filmes.
O sucesso dos filmes de Burton, fizeram com que a produção desse início a mais um filme.
Mas, na terceira etapa do projeto, o diretor Tim Burton foi substituído por Joel Schumacher, que deu
continuidade a série. A saída de Burton se deu após conflitos de interesse com o estúdio, que queria
filmes mais comerciais, para venda de brinquedos.[43] Burton seguiu no projeto, apenas como produtor
executivo.
Schumacher dirigu Batman Forever (1995), que teve Val Kilmer no papel do herói; e depois, Batman &
Robin (1997), que teve George Clooney como o Homem-Morcego. Nesse último, Burton já não fazia
mais parte da produção.
Batman Forever se tornou uma das maiores bilheterias de 1995 e a maior da franquia, dando ao diretor a
direção de mais um filme, no entanto, o segundo filme de Schumacher não teve a mesma recepção e
apreço, nem pelos fãs e nem pelos críticos. Schumacher planejava um terceiro filme para o herói, mas
devido ao fracasso de seu Batman & Robin, intitulado Batman: Triumphant, esse projeto não
aconteceu,[44] e assim, foi encerrada a chamada "Era Burton/Schumacher".
Begins (2005)
A trilogia Cavaleiro das Trevas, do diretor Christopher Nolan, começou com Batman Begins (2005), com
Christian Bale no papel do Morcego, enfrentando dois grandes vilões: o Espantalho (Cillian Murphy) e
Ra's Al Ghul (Liam Neeson).
A série alcançou seu ápice de sucesso com a continuação, The Dark Knight (2008), que contou com a
incrível montagem em Aaron Eckhart, para criar o Two-Face (Duas-Caras); além da memorável
interpretação do Joker (Coringa) feita por Heath Ledger, que rendeu o Oscar póstumo de melhor ator-
coadjuvante ao ator.
Mas com a morte de Ledger, o ator que se consagrou ao dar vida ao maior vilão do Batman, a trilogia de
Nolan encerrou com The Dark Knight Rises (2012), apresentando Tom Hardy no papel de Bane e Anne
Hathaway no papel de Mulher-Gato.
Início
Em 2016, a DC Studios (DC Films na época) deu-se início ao seu Universo compartilhado no cinema, em
uma tentativa de competir com os filmes do Universo Cinematográfico Marvel da Marvel Studios que
estavam no auge. Ben Affleck foi escolhido para viver Bruce Wayne / Batman em Batman v Superman:
Dawn of Justice (2016), dirigido por Zack Snyder; Esquadrão Suicida (2016), dirigido por David Ayer; e
Liga da Justiça (2017), também dirigido por Zack Snyder, mas que foi finalizado pelo diretor Joss
Whedon, depois que Snyder precisou deixar a produção por motivos pessoais.
Ainda em 2019, uma nova produção solo do Batman chegou a ser discutida, chamada temporariamente
de The Batman, desta vez com a direção de Ben Affleck, foi anunciada pela DC. Porém, alguns meses
depois, Ben Affleck deixou a produção alegando problemas de saúde.[45][46]
Matt Reeves foi escolhido para substituir Affleck na direção do filme. Em maio de 2019, Robert Pattinson
foi confirmado como o novo Batman do cinema, a produção já estava em andamento e lançamento
previsto para 2021.[47] Entretanto, em outubro de 2020, foi confirmado que o filme The Batman teria seu
lançamento adiado para 2022.[48] O adiamento foi causado devido à pandemia de COVID-19 que afetou
todo o planeta.[49]
Além de todos esses atrasos, posteriormente foi confirmado que o filme de Reeves não faria mais parte do
Universo Estendido DC (DCEU).
Em 18 de março de 2021, foi lançado, mundialmente, através da HBO Max, o corte do diretor Zack
Snyder para o filme Liga da Justiça. A versão, chamada de Zack Snyder's Justice League, colocou Ben
Affleck no topo da lista como o ator que mais atuou no papel de Bruce Wayne / Batman em filmes
longas-metragens.
Originalmente, o filme seria lançado nos cinemas, mas a crise causada pela Pandemia de COVID-19,
levou os produtores a lançarem o longa diretamente pelo serviço de streaming. Em países que não tinham
o serviço da HBO Max, como o Brasil, o filme foi disponibilizado para ser alugado em plataformas
digitais (como o Google Play Filmes).[50][51]
Em 2020, foi confirmado que o Batman, assim como outros personagens da Liga da Justiça, estaria no
filme The Flash, que seria lançado em 2022, mas que foi adiado para 2023.[52]
Quando o filme começou a ser gravado, Ben Affleck[53] e Michael Keaton foram confirmados para
aparecerem no longa, como suas respectivas versões do Morcego[54] - o que comprovou a teoria de que
haveria mais de um Batman no filme. sendo que até o momento, eles foram os únicos "Batman" que
apareceram no set de filmagens para gravar suas cenas para o filme.
Só que, com o lançamento do filme, em junho de 2023, o público foi surpreendido com a aparição de não
apenas esses 2 Morcegos, mas com o surgimento de 4 Batman na tela: além dos já confirmados Affleck e
Keaton; Adam West,[55] o Batman dos anos 1960; e George Clooney,[56] de Batman & Robin (1997),
também apareceram no filme. Clooney gravou suas cenas pessoalmente; enquanto West, que faleceu em
2017, apareceu através de um rápido cameo, em cena recuperado de arquivos da série de 66, e
reconstruída com ajuda de computação gráfica.
Batgirl (cancelado)
No início de 2022, Michael Keaton ainda foi confirmado no filme Batgirl, que estava sendo produzido, e
seria lançado, exclusivamente, na plataforma HBO Max (atual Max).[57] Mas, em agosto do mesmo ano,
quando o filme já estava em fase de pós-produção, a obra foi simplesmente cancelada, após mudanças
internas na direção do estúdio.[58]
Universo Phillips
Bruce Wayne, ainda criança, aparece no aclamado Joker (2019), do diretor Todd Phillips. No filme, o
jovem Bruce foi interpretado por Dante Pereira-Olson.
Universo Reeves
Reeves já havia confirmado que seu filme não faria parte do Universo Estendido DC (DCEU);
inaugurando um novo Universo; o que gerou uma expectativa muito grande do público, principalmente
após o anuncio de Pattinson como protagonista.
Em março de 2022, após inúmeros adiamentos, por causa das mudanças na produção, e da Pandemia da
COVID-19; finalmente foi lançado o esperado The Batman, com o ator Robert Pattinson dando vida ao
herói. O filme, de quase 3h de duração, foi bastante apreciado.
A obra foi um sucesso, e o Universo Reeves já rendeu frutos: a série derivada do filme, The Penguin,[59]
focada no personagem Pinguim, interpretado por Collin Farell, que foi lançada na plataforma Max em 19
de Setembro de 2024. Além disso, uma continuação de The Batman, por enquanto chamada de The
Batman: Part II,[60] também já foi confirmada, com Pattinson reprisando o papel de Morcego; e estreia
para 2 de Outubro de 2026. Um terceiro filme do Universo Reeves intitulado The Batman 3 está previsto
para estrear em 2027.
Ben Affleck
Batman v Superman:
Christian Bale Dawn of Justice (2016)
George Clooney
Batman Begins (2005) Esquadrão Suicida
Batman & Robin Robert Pattinson
The Dark Knight (2008) (2016)
(1997) The Batman (2022)
The Dark Knight Rises Liga da Justiça (2017)
The Flash (2023)
(2012) Zack Snyder's Justice
League (2021)
The Flash (2023)
O assassinato do casal Thomas e Martha Wayne é uma das cenas mais importantes e emblemáticas da
história do Batman, pois ela praticamente justifica a existência do herói, uma vez que o brutal assassinato
do casal define todo o futuro do jovem Bruce Wayne como justiceiro.
Por isso, em alguns filmes do Batman, a cena do assassinato dos pais de Bruce é retratada, afim de
mostrar a origem traumática do herói; e isso faz com que esses filmes acabem mostrando uma versão
infantil do personagem. Dos 14 filmes já produzidos, onde Bruce Wayne/Batman apareceu, até o
momento, a versão infantil do personagem, bem como, a fatídica cena do assassinato de seus pais,
apareceu em cinco deles: Batman (1989), Batman Forever (1995), Batman Begins (2005), Batman v
Superman: Dawn of Justice (2016) e Joker (2019).
Com as exceções de Batman Begins (2005) - onde a versão jovem de Bruce tem outras cenas importantes,
no começo do filme, além da cena do próprio assassinato dos pais, em si -; e Joker (2019) - onde toda a
história do filme se passa apenas durante a infância de Bruce -; nos outros filmes, a versão infantil do
personagem só aparece rapidamente, como flashback, na cena focada no fatídico assassinato de seus pais.
Outras aparições
As únicas aparições do jovem Bruce Wayne que não estão ligadas diretamente a cena do assassinato de
seus pais, aparecem nos filmes Batman & Robin (1997); The Dark Knight Rises (2012) e The Batman
(2022).
Em Batman & Robin é mostrada a relação de Bruce com Alfred durante a infância do garoto, para
justificar o afeto do patrão com o mordomo que se encontra enfermo. Já em The Dark Knight Rises, a
versão jovem de Bruce aparece uma única vez, e foi recuperada de uma cena de Batman Begins: a cena
em questão mostra uma pequena interação de Bruce com seu pai. Já em The Batman, a versão infantil de
Bruce só aparece em fotos ou em pequenos trechos de vídeos antigos, durante a campanha eleitoral de seu
pai (Thomas) para prefeitura de Gotham.
Atores
Por serem cenas tão importantes, mas de curta duração, muitas vezes os atores mirins interpretes de Bruce
Wayne na infância do personagem acabam não ganhando tanto destaque. Com exceção de Dante Pereira-
Olson, que interpretou o jovem Bruce em Joker (2019), os demais atores mirins não são tão conhecidos,
porém são creditados.
Notas e referências
Notas
1. Terra 2: mundo paralelo, lar dos heróis da Era de Ouro que participaram da Segunda
Guerra Mundial. Nesta Terra, os heróis podiam envelhecer, casar, ter filhos, mudar de
carreira, se aposentar ou até morrer.
2. Superboy foi o nome adotado por Clark Kent, aos dezoito anos de idade, durante a Era de
Prata. Quando adulto, Clark mudou o nome de Superboy para Superman.
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Ligações externas
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