Tabela 2.1 índice de Apgar.
Sinal 0 1 2
Frequência cardíaca Ausente Lenta, < 100 bpm > 100 bpm
Esforço respiratório Ausente Lento e irregular Bom, choro forte
Tônus muscular Flácido Alguma 䎱 exão das extremidades Movimento ativo
Irritabilidade re䎱 exa Nenhuma Caretas Tosse ou espirro
Coloração Pálida, azulada Corpo rosado, membros azulados Totalmente rosado
Extraída de Bowden V. R., Greenberg C. S. (2010). Children and their families: The continuum of care (2nd ed., p. 526).
Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins.
Os fatores relacionados com a hipoglicemia em FMD são hiperinsulinemia e diminuição da secreção de
glucagon.38 A glicose atravessa facilmente a placenta e, consequentemente, o FMD fica exposto a níveis elevados
de glicose no sangue, condição que estimula hipertrofia e hiperplasia das células das ilhotas pancreáticas no recém
nascido. Vários outros processos fisiológicos ocorrem durante a transição para a vida extrauterina no caso de FMD.
As alterações fisiológicas combinadas resultam em um padrão hormonal anormal de insulina alta, glucagon baixo e
epinefrina baixa; as alterações hormonais inibem a produção endógena de glicose do recémnascido, causando um
estado de hipoglicemia.38 Recémnascidos com níveis elevados de insulina no sangue, ou hiperinsulinemia,
frequentemente são GIG. Entretanto, se o diabetes materno foi bem controlado durante a gestação, o trabalho de
parto e o parto, o recémnascido poderá ter um tamanho próximo ao normal e menor propensão de desenvolver
hipoglicemia.38 Prematuros e recémnascidos PIG também devem ser considerados entre a população de risco para
o desenvolvimento de hipoglicemia. Os fatores relacionados com a hipoglicemia nesse caso incluem armazenamento
inadequado de glicogênio pelo fígado, proteína muscular e gordura corporal, que precisam atender às necessidades
energéticas.38 Como esses recémnascidos são pequenos em tamanho, seus sistemas enzimáticos para realização da
gliconeogênese podem não estar totalmente desenvolvidos.38 Além disso, recémnascidos com asfixia perinatal e
alguns recémnascidos PIG podem apresentar hiperinsulinemia transitória, que promove a hipoglicemia.38
Icterícia | Hiperbilirrubinemia neonatal
A hiperbilirrubinemia em recémnascidos diz respeito a um nível sérico elevado de bilirrubina. Com esta condição,
a pele do recémnascido parece amarelada (icterícia) devido ao acúmulo excessivo de bilirrubina não conjugada e
lipossolúvel.39,40 Durante a gestação, a bilirrubina circulante no feto era eliminada pelo fígado materno através da
placenta. No entanto, após o nascimento, o sistema biliar imaturo do neonato assume essa função. Este processo de
transição leva tempo e mais de 50% de todos os recémnascidos a termo e principalmente os prematuros
desenvolvem hiperbilirrubinemia. A bilirrubina é um subproduto da degradação da hemoglobina nas hemácias. Em
recémnascidos, as hemácias vivem por um período mais curto, de 70 a 90 dias, em contraste com crianças mais
velhas, nas quais vivem por 120 dias.39 Normalmente, cerca de dois terços da bilirrubina não conjugada produzida
por um recémnascido a termo são eliminados pelo fígado de maneira eficiente. No entanto, a imaturidade relativa
do fígado de recémnascidos e a vida útil encurtada das hemácias fetais podem predispor o recémnascido a termo à
hiperbilirrubinemia. Com o estabelecimento de nutrição enteral em quantidade suficiente, eliminação intestinal
regular e volume normal de líquidos, o fígado geralmente é capaz de eliminar o excesso de bilirrubina.
Existem vários tipos de icterícia neonatal: fisiológica, kernicterus e icterícia do leite materno. Icterícia fisiológica
é o termo empregado para descrever a condição que ocorre no período neonatal imediato, sem sinais de
enfermidade. O nível médio de bilirrubina não conjugada ou de reação indireta no sangue do cordão umbilical é de 1
a 3 mg/dℓ 40 A icterícia pode ser observada no recémnascido a termo de 2 a 3 dias após o nascimento. Os níveis
elevados de bilirrubina em 5 a 6 mg/dl alcançam o pico entre o 2o e o 4o dia de vida e diminuem para menos de 2
mg/dl entre o 5o e 7o dia de vida.40
A icterícia e a hiperbilirrubinemia subjacente são consideradas patológicas se o tempo de surgimento, duração e
padrão de aparência variam significativamente daqueles encontrados nos casos de icterícia fisiológica.40 O
desenvolvimento de kernicterus ou encefalopatia bilirrubínica representa uma síndrome neurológica decorrente de
níveis extremamente elevados de bilirrubina (> 25 a 30 mg/dl), na qual a bilirrubina atravessa a barreira
hematencefálica e criamse VENDEDOR
depósitos deAPOSTILASMEDICINA@[Link]
bilirrubina não conjugada nos núcleos da base e no núcleo do tronco
encefálico. 39,40
Kernicterus[Link]
se desenvolve com níveis mais baixos de bilirrubina em recémnascidos prematuros. O
nível exato em que a bilirrubina pode ser considerada prejudicial para recémnascidos PIG não foi estabelecido.
Embora seja incomum, icterícia e níveis elevados de bilirrubina não conjugada também podem ocorrer em
lactentes alimentados com leite materno (icterícia do leite materno). Isto ocorre após o 7o dia de vida, com
concentrações máximas altas, que alcançam de 10 a 12 mg/dl durante o período entre a segunda e a terceira semana
de vida.40 Recomendase interromper a amamentação por 1 ou 2 dias e substituir por uma fórmula infantil. Isso
geralmente resulta em um rápido declínio nos níveis de bilirrubina sérica, após o qual a amamentação pode ser
retomada sem o retorno da hiperbilirrubinemia.
O objetivo da terapia para icterícia e hiperbilirrubinemia neonatal é impedir que a concentração de bilirrubina no
sangue alcance níveis neurotóxicos.39,40 As intervenções terapêuticas incluem amamentação frequente, para evitar
desidratação; fototerapia com o uso de protetores de fibra óptica e, nos casos mais graves, transfusão sanguínea.39
A fototerapia utiliza uma luz azul artificial especial para alterar a estrutura da bilirrubina, de modo que possa ser
excretada na urina e nas fezes com maior facilidade. A necessidade de transfusões não é frequente, mas é indicada
quando os níveis de bilirrubina alcançam 25 a 30 mg/dℓ ou quando há anemia, que se desenvolve como resultado do
processo hemolítico.39
Lesões ao nascimento
Lesões sofridas durante o parto são responsáveis por menos de 2% da mortalidade e da morbidade neonatais. 41 Os
fatores predisponentes para lesões ao nascer incluem:
• Idade materna – mães com menos de 16 ou mais que 35 anos de idade
• Primigesta
• Desproporção cefalopélvica
• Trabalho de parto muito longo ou muito rápido
• Profunda parada transversal na descida da parte que apresenta oligohidrâmio fetal
• Apresentação anormal
• Uso de fórceps ou extração a vácuo
• Recémnascido MBP
• Prematuridade extrema
• Feto com cabeça muito grande (p. ex., hidrocefalia)
• Anomalias fetais
• Peso do feto.41
Lesões cranianas. O contorno da cabeça do recémnascido muitas vezes reflete os efeitos da apresentação durante
o parto. A maleabilidade dos ossos do crânio e as conexões frouxas nas suturas e fontanelas possibilitam que a
forma da cabeça se molde durante o parto. No parto em vértice (apresentação cefálica), a cabeça geralmente mostra
achatamento da fronte, com o topo elevado e formando um plano na extremidade dos ossos parietais com a porção
posterior do crânio ou com o occipital descendo abruptamente (Figura 2.7). Com 1 ou 2 dias de vida, a cabeça do
recémnascido assume formato mais ovalado.27 Esta moldagem não ocorre nos partos com apresentação pélvica ou
cesariana.
Bossa serossanguinolenta é uma área localizada de edema no couro cabeludo causado pela pressão contínua da
parte que se apresenta contra o colo do útero durante um parto em vértice. 42,43 A bossa serossanguinolenta pode se
estender através das linhas de sutura e apresenta petéquias, púrpura ou equimoses. Não é necessário tratamento e,
geralmente, desaparece ao longo da primeira semana de vida. Céfalohematoma é uma coleção subperiosteal
proveniente da ruptura de vasos sanguíneos.42,43 As margens são bem delineadas e não cruzam as linhas de sutura.
Normalmente é unilateral, mas também pode ser bilateral; ocorre com frequência ao longo da zona parietal. O
sangramento subperiosteal pode ser lento e, portanto, não visível por um período de 24 a 48 h. A pele que recobre a
área não apresenta descoloração. Pode haver fratura craniana associada. As fraturas, em geral, são lineares, sem
apresentar áreas de depressão, e não requerem tratamento. Os recémnascidos com céfalohematomas são