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Propósito
O conhecimento sobre as teorias de desenvolvimento humano envolvidas no estudo da fase da adolescência
amplia a visão do psicólogo em sua prática profissional clínica e institucional, tornando sua prática e pesquisa
com profundidade.
Objetivos
• Reconhecer os conceitos teóricos e históricos do desenvolvimento físico na adolescência e as
diferenças e similaridades com a puberdade.
• Identificar os fundamentos do desenvolvimento cognitivo na adolescência e as abordagens
construtivistas aplicadas na Psicologia.
• Distinguir as teorias do desenvolvimento psicossocial e as interpretações psicanalíticas da busca da
identidade no período da adolescência.
• Reconhecer os conceitos, pressupostos e as características da síndrome da adolescência normal.
Introdução
Há muito tempo, a adolescência não passava de uma sala de espera do mundo adulto. Contudo, o
desenvolvimento da sociedade, as complexidades e as mudanças sociais tornaram a duração da fase
adolescente prolongada. Nas sociedades tribais primitivas, a passagem do mundo infantil para o mundo adulto
era muito breve e seguia normas rígidas. O início e o final desse momento de passagem eram claramente
definidos por rituais. Em poucas semanas ou meses, o adolescente era instruído nas atividades necessárias
para obter alimento e defender seu povo. A jovem se casava com 13 anos, e o jovem assumia aos 14 anos a
condição de guerreiro e de adulto.
À medida que a adolescência foi se prolongando, tornaram-se cada vez mais evidentes as características de
personalidade próprias dessa fase. Foi possível a ideação da formação de uma cultura adolescente que
guarda, muitas vezes, semelhanças com as subculturas dos grupos sociais marginalizados. Para defender-se,
o adolescente pode criar barreiras diante do mundo adulto, criando linguagem e subcultura peculiares que o
excluem desse mundo.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde [1965]): A adolescência é definida como um período
biopsicossocial que compreende a segunda década da vida, ou seja, dos 10 aos 20 anos. Esse também é
o critério adotado pelo Ministério da Saúde do Brasil e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Para o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o período vai dos 12 aos 18 anos.
• A palavra "puberdade" vem do latim pubertate, que significa “idade viril”, e também encontramos
referência no verbo pubescere, que significa “cobrir-se de pelos na região púbica”. Podemos, então,
entender que a palavra puberdade, em geral, está vinculada ao início da adolescência, porque se refere
especificamente às mudanças corporais.
• O termo "adolescência" vem da expressão adolescentia, que está relacionada ao período de crescer,
de se desenvolver, ou como diria a filosofia clássica com Aristóteles, a natureza humana em
florescimento.
Tendência secular
Tendência que inclui diversas gerações.
Saiba mais
Uma explicação muito provável é a melhora no padrão de vida da sociedade. Ou seja, as crianças que
são mais saudáveis, mais bem nutridas e mais bem cuidadas acabam amadurecendo mais cedo e
crescendo mais.
Nos meninos
O aumento da largura dos ombros; a modificação no timbre da voz; o aparecimento de pelos no rosto,
axilas e região pubiana; o crescimento do pênis e dos testículos; e o surgimento da primeira
ejaculação.
Nas meninas
Os hormônios na puberdade
De acordo com Papalia et al. (2009), saber o momento
preciso no qual ocorre a puberdade em um indivíduo é
importante, porque podemos considerar esse período como
o início da adolescência. Nesse momento de explosão da
atividade hormonal, as pesquisas têm mostrado que o peso
corporal está relacionado à puberdade.
Menarca 10-16,5
Características Femininas Idade de Aparecimento
1
Na Grécia Clássica
As crianças moravam no gineceu até completarem 7 anos. Depois os meninos estudavam em casa
com um adulto tutor e recebiam educação severa com ensinamentos cívicos e militares. A maioridade
era atingida aos 18 anos, quando o jovem entrava para a efebia: tempo de aprendizado de valores
morais e religiosos para se tornar um cidadão. As meninas até os 7 anos recebiam educação similar à
dos meninos. Após esse período, praticavam esportes com o propósito de reforçar a saúde vigorosa
para o exercício da maternidade.
Não existia adolescência nesse período da história, a fase adolescente ainda não estava delimitada.
2
Na Roma Antiga
A criança aos 12 anos vivia uma passagem para um novo estágio, tanto para os meninos quanto para
as meninas. Tão logo chegava a puberdade, trocavam as vestes infantis pelas dos adultos. As
meninas eram preparadas para casar-se com no máximo 14 anos.
3
Na Idade Média
Com o surgimento das comunidades feudais e coletivas, existia um ambiente familiar que
possibilitava todos se conhecerem. A criança tinha condições de viver com cuidados maternos,
contudo, quando provasse que não precisava mais de cuidados, teria entrada plena no espaço dos
adultos. A partir disso, as atividades sociais, jogos, profissões e armas eram comuns a todos sem
distinção de idade. Nesse período foram resgatadas as ideias de Platão sobre os ciclos da vida
contados de 7 em 7 anos: primeira idade, infância (enfant), de 0 a 7 anos; segunda idade, puertitia,
de 7 a 14 anos; terceira idade, adolescência, de 14 a 21 anos. Depois viria a juventude até os 28 anos,
a fase adulta que duraria até 50 anos, e em seguida chegaria a velhice, com 50 anos para cima.
4 No Iluminismo
O tempo novo do Iluminismo oferece a formação de um sentimento e de um tempo de adolescência
no século XVIII. Nasce um sentido e uma importância de proteção moral das crianças e de jovens.
5
Nos séculos XIX e XX
Cresce, no século XIX, o investimento das famílias nos filhos, pois os pais acreditavam que o filho é o
futuro familiar. A fase da infância começa a reconhecer a criança como uma pessoa. A adolescência é
reconhecida como uma etapa crítica. Surgem as Ciências Sociais, dentre elas, História, Sociologia,
Antropologia e Psicologia, que acabaram por legitimar essa fase humana da vida. No decorrer do
século XX, a década de 60 foi muito impactada com mobilizações e uma frequente contestação
social.
Podemos dizer que a adolescência, como fenômeno social, é um invento da sociedade moderna.
Como deve ser para um adolescente manifestar sua individualidade em um mundo tão tecnológico e
rápido?
Segundo as autoras, existe uma tendência na atualidade de se tornarem mais misturadas as relações entre
adolescentes e adultos. As famílias atualmente são menos repressoras do que há 20 e 30 anos e, nesse
sentido, existe um diálogo proposto que possibilita uma convivência mais humana, compreensiva e amistosa.
Contudo, a dinâmica social cotidiana mostra que, em algumas classes sociais, essa fase da adolescência não
é muito destacada. É muito comum, no Brasil, encontrarmos crianças trabalhando informalmente e se
ausentando da escola, porque buscam a sobrevivência nas ruas.
Antigamente, o adolescente era encaminhado
para se dedicar aos estudos, tornando-se
capaz de conseguir um emprego e se casar.
Nos dias atuais, a nossa sociedade
contemporânea identifica uma adolescência
prolongada, pois os jovens permanecem mais
tempo com os pais e acabam tendo um maior
acúmulo de estudo.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
O critério da adolescência como um período biopsicossocial que compreende a segunda década da vida, ou
seja, dos 10 aos 20 anos, foi adotado pela Organização Mundial de Saúde em 1965. Diversas outras
instituições brasileiras utilizam o mesmo critério de idade em suas legislações, como:
I e II.
I, II e III.
III apenas.
I e III.
II e III.
Questão 2
Sobre a etimologia dos conceitos de puberdade e de adolescência, a palavra "puberdade" vem do latim
pubertate, e quer dizer "idade viril". Podemos dizer que o que mais define a puberdade é a
alteração de humor.
mudança corporal.
C
mudança psicológica.
mudança psicossocial.
Nesse sentido, a adolescência poderia ser um período no qual o indivíduo teria que realizar várias tarefas para
continuar o desenvolvimento harmonioso do ego. Entre elas estão a definição da identidade, a escolha
vocacional e a autonomia moral. Como veremos neste módulo, as fases da adolescência apresentam uma
evolução com mudanças marcantes na cognição e no julgamento.
Fases da adolescência
Sobre as fases da adolescência, podemos considerar:
Baixa adolescência
A adolescência inicial, também chamada de baixa adolescência, inclui a
puberdade. Nas meninas, pode ocorrer entre 11 e 12 anos e nos meninos,
entre 12 e 13 anos. A atenção e as energias do adolescente inicialmente
são absorvidas pela problemática narcisista, isto é, a reestruturação do
esquema corporal e a conquista da identidade. O outro sexo é percebido
como perigoso. O adolescente se relaciona em maior grau com indivíduos
de seu próprio sexo. A família continua a ser o centro da vida do
adolescente, embora ele comece a desprender-se dela.
Adolescência
A adolescência propriamente dita compreende o período entre 12-13 e 16
anos. É o estágio no qual se constrói a identidade sexual definitiva e se
desenvolve a identidade pessoal. O desenvolvimento corporal reduziu
seu ritmo e o indivíduo vai adquirindo proporções adultas. A pessoa tem
interesse pelo sexo oposto e forma grupos heterossexuais de amigos
para frequentar diversas atividades para se aproximar do outro sexo.
Nesse período, ocorre um distanciamento afetivo da família, que vai
deixando de ser o centro da existência da pessoa. Na tentativa de se
tornar independente dos pais, são frequentes os atos de rebeldia do
adolescente.
Final do período
O final do período adolescente é difícil de ser situado no tempo. Varia de
acordo com critérios adotados como mais importantes, como a inserção
no mundo do trabalho, a responsabilidade legal, a separação dos pais e a
capacitação profissional. É uma fase de consolidação e ensaio de modos
de vida e de relacionamento com os demais. É o período da escolha e da
decisão vocacional. A escolha de uma carreira ou de uma profissão é um
dos problemas mais importantes da existência humana.
• sensório-motor;
• pré-operatório;
• operações concretas; e
• operações formais.
Os adolescentes iniciam seu nível mais elevado
de desenvolvimento cognitivo, entrando no
estágio das operações formais, que seria a
capacidade de elaborar um pensamento
abstrato. Essa etapa geralmente é alcançada
em torno dos 11 anos e oferece um modo novo
e mais flexível de manipular as informações
(PAPALIA et al., 2009).
Para Piaget, as transformações emocionais que acontecem na adolescência dependem das transformações
cognitivas, e uma das grandes mudanças no estágio de desenvolvimento operatório formal é o surgimento do
pensamento hipotético-dedutivo.
Exemplo
Um bom exemplo da evolução para o estágio das operações formais é o problema do pêndulo piagetiano
clássico, que comparativamente mostra o progresso de uma criança até a adolescência.
Problema do pêndulo de Piaget.
Dilema Experimento
Conclusão
Segundo Piaget, essa mudança é o resultado de um misto de maturação cerebral e de expansão das
oportunidades ambientais. Ambas são essenciais, pois mesmo com o desenvolvimento neurológico dos jovens
e sua evolução rápida que permite o raciocínio formal, eles só podem alcançá-lo com estimulação ambiental
apropriada. Uma forma de isso acontecer é mediante o esforço cooperativo. Piaget reconheceu que a
escolaridade e a cultura podem desempenhar um papel importante no desenvolvimento humano (PAPALIA et
al., 2009).
Tendência a discutir
Os adolescentes estão sempre encontrando oportunidades para testar e exibir suas recém-
descobertas habilidades de raciocínio.
Indecisão
Muitos adolescentes têm problemas para se decidir em relação a coisas simples, escolhas pessoais e
dilemas mais elaborados.
Encontrar defeitos nas figuras de autoridade
Os adolescentes percebem que os adultos, que antes eram venerados, estão muito aquém de seus
ideais.
Hipocrisia aparente
Os jovens adolescentes, muitas vezes, não reconhecem a diferença entre expressar um ideal e fazer
os sacrifícios necessários para viver de acordo com ele, embora atitudes altruístas e de heroísmo
sejam comuns nesse período.
Autoconsciência
Funciona como um público imaginário, um "observador" mentalmente criado que está muito
preocupado com pensamentos e comportamentos. Os adolescentes, muitas vezes, supõem que todo
mundo está pensando sobre a mesma coisa que eles, ou seja, sobre si mesmos. A fantasia do público
imaginário é particularmente forte nos primeiros anos da adolescência.
Suposição de invulnerabilidade
Refere-se à crença dos adolescentes de que são especiais, de que sua experiência é única e de que
não estão sujeitos às regras que regem o resto do mundo. Segundo Elkind, esse tipo especial de
egocentrismo está na base de muitos comportamentos arriscados e autodestrutivos.
Julgamento moral: Heinz deveria ter feito isso? Por que sim ou por que não?
O desenvolvimento moral proposto nos exercícios da teoria de Kohlberg guardam certa semelhança com a
teoria de Piaget, mas seu modelo é um pouco mais complexo. Ele estabelece três níveis de julgamento moral,
cada um dividido em dois estágios (PAPALIA et al., 2009). Assim, podemos reconhecer os seguintes níveis de
desenvolvimento moral segundo Kohlberg:
Nível I
Moralidade pré-convencional. As pessoas agem sob os controles externos: obedecem a regras para
evitar punição, para obter recompensas ou por interesse próprio. Esse nível é típico de crianças de 4
a 10 anos de idade.
Nível II
Nível III
Moralidade pós-convencional (ou moralidade dos princípios morais autônomos). As pessoas agora
reconhecem conflitos entre os padrões morais e fazem seus próprios julgamentos com base nos
princípios de correção, de imparcialidade e de justiça. As pessoas geralmente só chegam a esse nível
de julgamento moral pelo menos no início da adolescência ou mais comumente no início da idade
adulta, podendo nunca o atingir.
Saiba mais
Posteriormente, Kohlberg acrescentou um nível de transição entre os níveis II e III, que se refere a
momentos nos quais as pessoas não se sentem mais tão limitadas pelos padrões morais da sociedade,
mas ainda não conseguem desenvolver princípios de justiça de origem racional. Ao contrário disso,
baseiam suas decisões morais em sentimentos pessoais.
Uma das razões que tornam as idades associadas aos níveis de Kohlberg tão variáveis é que existem fatores
além da cognição, como o desenvolvimento emocional e as experiências de vida, que podem influenciar os
nossos julgamentos morais.
Mesmo as pessoas que alcançaram um alto nível de desenvolvimento cognitivo nem sempre parecem alcançar
um nível comparavelmente alto de desenvolvimento moral. Veremos que certo nível de desenvolvimento
cognitivo é necessário na adolescência, mas ainda assim os níveis de julgamento moral poderão não ser
comparáveis com a cognição (PAPALIA et al., 2009).
A escolha vocacional
Questões vocacionais e profissionais
Já sabemos que a escola é a “experiência
organizadora central” na vida acadêmica e
social da maioria dos adolescentes. Ela oferece
oportunidades para que informações sejam
adquiridas, para dominar novas habilidades e
aperfeiçoar as que foram adquiridas, para se
engajar e participar de atividades esportivas,
artísticas e de outra natureza. Especialmente,
são preocupações dessa fase o desejo de
explorar o conhecimento sobre as opções
vocacionais e a vontade de estar entre amigos.
A escola amplia os horizontes intelectuais e
sociais.
Para alguns adolescentes, entretanto, a escola não é uma oportunidade, e sim mais um obstáculo no
caminho para a idade adulta (PAPALIA et al., 2009).
De acordo com Griffa e Moreno (2001), a escolha de uma carreira ou profissão é muito importante, chegando
a ser vital para o adolescente. Pela primeira vez ele irá tomar uma decisão pessoal em relação a um dos
direcionamentos mais importantes para a sua existência: o caminho profissional ou da sua ocupação.
Esse momento de escolha exige o conhecimento das próprias atitudes, dos seus interesses e dos seus
valores, além do autoconhecimento das características da sua personalidade, suas possibilidades e seus
limites.
Por esse motivo a orientação profissional não pode ser reduzida apenas à aplicação de provas ou testes
psicométricos e de interesses. Deverá ser um processo longo, integrado por pais, docentes e amigos, e
vinculado à história das habilidades do indivíduo e ao próprio processo educativo.
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O pensamento hipotético-dedutivo
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Desenvolvimento moral
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Em qual dos estágios cognitivos de Piaget e seu modelo de transformações intelectuais está contida a fase da
adolescência, a partir dos 12 anos?
Estágio sensório-motor
Estágio pré-operatório
Estágio pré-sensório
Questão 2
O termo “construtivismo” vem da teoria do desenvolvimento cognitivo de Piaget (1999) e também é conhecido
como cognitivismo, porque o verdadeiro conhecimento é fruto de uma elaboração (construção) pessoal,
resultado de um processo interno de pensamento durante o qual o sujeito coordena diferentes noções entre
si, atribuindo-lhes um significado, organizando-as e relacionando-as com outras anteriores. Esse processo é
inalienável e intransferível. No estágio das operações formais, o adolescente tem as seguintes capacidades:
I, II, III.
I, III e IV.
I, II e IV.
I e III.
II e IV.
Vivências na adolescência
Com a palavra, uma adolescente: Anne Frank
Com uma percepção muito consciente de seu despertar sexual, Anne escreveu:
Eu acho o que está acontecendo comigo tão maravilhoso, e não apenas o que pode ser visto em meu
corpo, mas tudo que está acontecendo dentro de mim... Cada vez que menstruo... tenho a sensação de
que... tenho um doce segredo, e... eu sempre anseio por momentos em que sinta esse segredo dentro de
mim outra vez.
Mesmo sendo judia, vivendo em confinamento por dois anos e em plena Segunda Guerra Mundial, Anne nos
revela, em seu diário, pensamentos, sentimentos, devaneios e alterações de humor de uma adolescente
comum. Uma menina introspectiva e bem-humorada amadurecendo sob condições traumáticas.
A estranheza da maioridade
A adolescência é uma época de oportunidades e de riscos, segundo Papalia et al. (2009). Os adolescentes
estão no limiar do amor, da vida profissional e da participação na sociedade adulta. Mas a adolescência
também é uma época em que alguns jovens se comportam de maneiras que excluem opções e limitam suas
possibilidades.
Alguns fatores físicos e cognitivos, como a aparência e o desempenho escolar contribuem para a
elaboração de um senso de identidade nos adolescentes.
Os aspectos psicossociais da busca de identidade são muito relevantes, pois os adolescentes conciliam-se
com sua sexualidade. A individualidade florescente dos adolescentes se expressa nos relacionamentos com
os pais, com os irmãos e com os amigos.
Identidade e adolescência
Desenvolvimento psicossocial do adolescente: teorias
Segundo Papalia et al. (2009), Freud sustentava que as experiências da infância e da adolescência moldavam
permanentemente a personalidade em estágios psicossexuais. Por sua vez, Piaget destacava a importância
do desenvolvimento da autonomia nas decisões alcançada pelos estágios cognitivos, que levaria o
adolescente a escolhas responsáveis.
Na visão psicanalítica de Erikson (1902-1994), o desenvolvimento do ego é vitalício, passando por estágios
que envolveriam "crises" na personalidade. Essas crises que surgem de acordo com um cronograma de
maturação devem ser satisfatoriamente resolvidas para um saudável desenvolvimento do ego. Vamos
conhecer melhor algumas perspectivas teóricas na compreensão do desenvolvimento psicossocial na
adolescência.
A crise de identidade raramente se resolve de forma plena na adolescência, essas questões relativas à
identidade aparecerão repetidas vezes durante a vida adulta. Para Erikson, os adolescentes não formam sua
própria identidade tomando outras pessoas como modelo. Isso acontece com crianças mais jovens.
Para formar uma identidade, os adolescentes devem afirmar e organizar suas habilidades, seus
interesses, suas necessidades e seus desejos para que eles possam ser expressos em um ambiente
social.
Papalia et al. (2009) afirma que Erikson achava perigosa a fase da confusão de identidade, a qual poderia
retardar muito a conquista da maturidade psicológica, chamando esse evento de “a dolorosa autoconsciência
dos adolescentes”. As “panelinhas”, a intolerância e a infantilidade — que são marcos do ambiente social da
adolescência — atuam como defesas contra a confusão de identidade.
Nesse período da moratória psicossocial — um período de adiamento que a adolescência oferece —, muitos
jovens procuram formas de se comprometer com fidelidade. Papalia et al. (2009) acredita que o grau de
fidelidade dos jovens a esses comprometimentos influencia sua capacidade de resolver a crise de identidade.
A fidelidade nesse caso é lealdade, fé em um conjunto de valores, uma ideologia, uma religião, um movimento
político, uma busca criativa ou um grupo étnico. Um sentimento de pertencer a alguém a quem se ama ou a
amigos e a companheiros.
A teoria de Elkind
Elkind elaborou um conjunto de consequências derivadas do desenvolvimento cognitivo do adolescente
segundo Piaget (LOCATELLI, 2004):
Esse processo de introspecção exige tempo e reflexão, mas quando uma pessoa desenvolve seu senso de
identidade dessa forma é quase impossível de ele se romper.
O segundo caminho, inicialmente mais fácil, é o da substituição: substituir, de forma infantil, um conjunto
de ideias e de sentimentos a seu próprio respeito por outro simplesmente adotando as atitudes, as
crenças e os comprometimentos de outras pessoas como seus.
O senso de identidade construído principalmente pelo processo da substituição é o que Elkind chama de
identidade de colcha de retalhos, um self construído a partir de pedaços e de partes, muitas vezes,
conflitantes.
Adolescentes com identidades "em retalhos" tendem a apresentar fraca autoestima. Apresentam dificuldade
para lidar com a liberdade, com as frustrações, perdas e fracassos. Podem ter um perfil ansioso. São
altamente suscetíveis à influência externa e altamente vulneráveis ao estresse, pois não possuem bússola
interior, nenhum senso distintivo de direção para se orientar.
Elkind atribui os aumentos no abuso de drogas, na violência
com armas, no comportamento sexual de risco e no suicídio
na adolescência ao número crescente de jovens que
possuem elementos da identidade de colcha de retalhos. Se
os jovens virem seus pais agindo segundo princípios sólidos
e arraigados, terão mais chances de desenvolver seus
próprios princípios sólidos e arraigados. Uma criação
democrática pode ajudar se os pais mostrarem aos
adolescentes modos efetivos de lidar com o estresse,
assim, os jovens tenderão menos a sucumbir às pressões
que ameaçam sua identidade de colcha de retalhos.
Os relacionamentos na
adolescência
Relacionamentos na sociedade adulta: rebeldia, família e amigos
Os adolescentes passam muito mais tempo
com os amigos e menos com a família.
Entretanto, os valores fundamentais da maioria
dos adolescentes permanecem mais parecidos
com os de seus pais do que geralmente se
percebe.
Saiba mais
Pesquisas realizadas com adolescentes nos Estados Unidos e em outros países, contudo, sugerem que
menos de 20% dos adolescentes — pelo menos entre os que permanecem na escola — se encaixam
nesse padrão.
A ideia da rebeldia adolescente pode ter nascido na primeira teoria formal da adolescência, do psicólogo G.
Stanley Hall, que acreditava que um grande esforço era feito pelos jovens para se adaptarem a seus corpos
durante a transformação. Esse processo adaptativo promovia, junto com as demandas da idade adulta, um
período de "tormenta e de estresse", o que produz o conflito entre as gerações (PAPALIA et al., 2009).
É comum observarmos discussões entre os adolescentes e seus pais e isso costuma se concentrar no grau de
liberdade que os adolescentes podem receber para planejar suas próprias atividades. A maioria das
discussões está relacionada muito mais a questões cotidianas do que a valores fundamentais. Entretanto,
algumas dessas questões do cotidiano podem se transformar em grandes preocupações, como o uso de
drogas, a direção segura e a proteção na prática sexual.
Amizades
As amizades são fundamentalmente diferentes
dos relacionamentos familiares. Elas são mais
igualitárias do que as relações entre pais e
filhos e com irmãos, que geralmente são mais
velhos ou mais jovens. As amizades baseiam-se
em escolha e comprometimento. Pelo mesmo
motivo, são mais instáveis do que os
relacionamentos familiares. O tempo passado
com amigos é provavelmente maior na
adolescência do que em qualquer outra época
da vida, por isso a sua intensidade e a sua
importância.
Saiba mais
Na atualidade, os adolescentes são mais capazes de expressar seus pensamentos e seus sentimentos
privados. Também sabem considerar mais o ponto de vista de outra pessoa e, assim, é mais fácil para
eles assimilarem os pensamentos e os sentimentos de um amigo.
No final dos anos de adolescência, no entanto, se tudo correr bem, o indivíduo adquire um senso de
independência saudável e responsável, além de senso de identidade e a capacidade de desenvolver
relacionamentos profundos e significativos com amigos e parceiros românticos.
Embora o desenvolvimento psicossocial positivo seja construído a partir de uma base sólida na infância, as
experiências durante os anos da adolescência também são importantes. Os principais ingredientes para o
desenvolvimento psicossocial bem-sucedido são:
Responsividade, na Psicologia, refere-se a atitudes compreensivas que visam, por meio do apoio emocional e
da bidirecionalidade na comunicação, favorecer o desenvolvimento da autonomia e da autoafirmação.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A adolescência para o psicanalista Erik Erikson é um período de preparação do indivíduo para um patamar de
autonomia. Com um conceito introduzido por Erikson, podemos entender que na adolescência se acentua a
necessidade de um tempo de reflexão, um adiamento para integrar os elementos da identidade do ego. Assim,
os compromissos que levam à vida adulta são adiados. Qual o nome dado por Erikson a este conceito?
Colcha de retalhos
Moratória psicossocial
Busca de si mesmo
Adolescência tardia
Questão 2
Papalia et al. (2009) acredita que, no processo chamado de diferenciação e integração por Elkind, os jovens
adolescentes se tornam conscientes de muitos aspectos em que são diferentes dos outros, e depois eles
integram suas partes distintas em si mesmo, tornando-se únicos. O que ocorre como resultado de um
processo de introspecção quando uma pessoa desenvolve seu senso de identidade?
Etapas da adolescência
Adolescência e sua cronologia
Apesar de transitória e individual, a adolescência é extremamente importante, pois o indivíduo atravessa um
processo em que obtém as características físicas, psicológicas e sociais de um adulto.
Essa jornada de mudanças pode não ocorrer de maneira uniforme e contínua, visto que os períodos
de crescimento podem ser intercalados com fases de regressão.
Nessa transformação, se pudéssemos destacar as etapas das mudanças e os principais efeitos da fase da
adolescência, encontraríamos os seguintes temas:
• independência;
• imagem corporal;
• grupo social;
• identidade própria.
O critério cronológico perde importância nessa fase, pois o estágio de maturação sexual será mais relevante.
No entanto, para compreendermos melhor a evolução dos efeitos e conquistas da adolescência, será
interessante analisarmos o desenvolvimento subdividindo-o por idade ou etapas:
O psiquiatra Maurício Knobel, argentino naturalizado brasileiro, definiu uma síndrome normal da adolescência
como uma representação esquemática de um fenômeno. A definição de uma “normal anormalidade”, para ele,
não significa que está identificando algo patológico, mas serve somente para facilitar a compreensão desse
período da vida.
Atenção
Os pais precisam compreender que esse é um momento natural, mas que deve ser observado e
conduzido para que não exista tendência a se tornar patológico.
Para Knobel (1989), o adolescente tem que conviver com a superação de três lutos que correspondem à:
• Perda do corpo infantil
• Perda da identidade da infância
• Perda da figura protetora dos pais
Características da síndrome da
adolescência normal
Vamos sintetizar as características da adolescência que irão integrar a descrição da sintomatologia dessa
síndrome (AMARAL, 2007):
1
Busca de si mesmo e da identidade
Todas as modificações corporais e as expectativas da sociedade com relação ao jovem podem levá-
lo a perceber que ele está vivenciando uma situação nova, com ansiedade pelo desconhecimento do
rumo que tudo irá tomar. A experiência de ter um corpo em mutação leva a conflitos com a
autoimagem, criando hora momentos de orgulho e outros de vergonha do próprio corpo. Apesar de
todas essas mudanças, o adolescente precisa transitar e evoluir sua personalidade, ou seja, precisa
saber quem ele é, em que está se transformando, para assim reconstruir sua identidade. É muito
comum os jovens passarem horas e horas em frente ao espelho e comparar-se uns aos outros,
buscando um padrão de normalidade e aceitação. Poderão ocorrer momentos de isolamento e
apropriação de identidades transitórias, como um esboço de desenho da própria identidade.
2
Tendência grupal
Durante a busca da identidade no adolescente, ele poderá recorrer a um comportamento defensivo
na busca pela uniformidade. Isso poderá lhe transmitir muita segurança e autoestima, gerando um
reforço para o nascimento do espírito de grupo. No grupo, haverá um processo massivo de
identificação coletiva. Se olharmos para um grupo de adolescentes, vamos ver como são
semelhantes as vestimentas, o modo de falar (podem criar um idioma próprio), os lugares
frequentados e os interesses. Nesse momento, o jovem se identifica muito mais com seu grupo do
que com os seus familiares. O grupo se constitui uma ponte de suporte necessária na transição entre
o mundo familiar e o mundo adulto.
3Necessidade de intelectualizar e fantasiar
A realidade das mudanças vai se impor ao adolescente e ocorrerá uma necessidade de renunciar ao
corpo infantil e à proteção familiar. Tudo isso pode ser vivido como uma experiência de enorme
desamparo e impotência, que obrigará o adolescente a recorrer ao pensamento para compensar
essas perdas. O adolescente, então, tende a fugir para seu mundo interior, como uma forma de
buscar uma compensação emocional, um novo ajuste, e nessa tentativa de encontro consigo mesmo
começa a demonstrar preocupações de ordem ética, moral, social. Nesse momento, pode ocorrer a
elaboração de grandes “teorias” sobre o mundo com ideias fantasiosas infantis.
4
Crises religiosas
A conduta do adolescente pode variar de um total ateísmo até os comportamentos religiosos mais
fervorosos e engajados, indo do misticismo até o fanatismo. Nesse período, pode existir uma grande
variedade de posições religiosas e mudanças muito frequentes. A questão da religiosidade deve
emergir como decorrência dos questionamentos do adolescente sobre sua identidade: “quem sou?”,
“o que estou fazendo aqui?”, “qual o meu papel na vida?” serão perguntas que irão aparecer nesse
processo e ele tentará respondê-las.
5
Deslocamento temporal
As urgências do adolescente são tão grandes que haverá um grande conflito em “deixar para depois”
algo que é necessário e pungente. O adolescente não possui ainda as características adultas de
delimitar e discriminar, o que só vai adquirindo lentamente ao longo do seu desenvolvimento. À
medida que vai elaborando suas perdas, começa a surgir o conceito de tempo, que implica as noções
de passado, presente e futuro.
6
Evolução sexual do autoerotismo à heterossexualidade
Existe uma oscilação entre a atividade de masturbação e o começo dos exercícios genitais na vida do
adolescente, que se inicia e se forma basicamente exploratória até evoluir para a prática sexual na
vida adulta. O interesse por vídeos pornográficos e mesmo por experiências de ordem homossexual,
o exibicionismo e o voyerismo serão curiosidades sexuais que podem se manifestar. Despontará uma
evolução na intimidade, com contatos superficiais, depois profundos e mais íntimos, que preenchem
a sua vida sexual.
7
Atitude social reivindicatória
Essas atitudes muitas vezes serão respostas às restrições impostas pela sociedade e uma
demonstração do que está acontecendo com a capacidade cognitiva e o pensamento. Existe um
processo de intelectualização, e as fantasias conscientes que se reforçam nos grupos fazem com
que essas atitudes se transformem em pensamento ativo. Uma verdadeira ação social, política e
cultural. Muitas vezes, as reivindicações não são perdas vividas pelo adolescente diretamente, mas
da sociedade, dos seus pais, de sua família. Essa particular característica do adolescente é
aproveitada, em muitos casos, por certas seitas e grupos políticos ou religiosos para arregimentar
seguidores.
8Contradições sucessivas em todas as manifestações de conduta
A conduta do adolescente está diretamente relacionada com a ação, a impulsão e a expressão. O
adolescente não pode manter uma linha de conduta rígida, permanente, mesmo que tente. O jovem
terá uma personalidade permeável, absorvente, como uma esponja, que recebe e também projeta
tudo de forma grandiosa. Tudo isso irá refletir em uma conduta flutuante, contradições nos
adolescentes, identidades transitórias, uma resposta a uma atitude adulta para a qual ainda não
estão capacitados.
9
Separação progressiva dos pais
Essa é uma das perdas fundamentais que o adolescente necessita assumir internamente e que pode
gerar uma ansiedade muito intensa durante essa transição. Muitas vezes, os pais não aceitam e
negam o crescimento dos filhos, dificultando mais ainda a resolução dessa ansiedade. As boas
imagens parentais, com papéis bem definidos, sem ambiguidades ou encobrimentos, serão muito
importantes na internalização das percepções do cotidiano na vida dos adolescentes. A imagem de
pais com personalidades pouco consistentes forçam o adolescente a buscar identificação com outras
imagens adultas.
10
Constantes flutuações do humor
As modificações de hormônios e de humor podem desencadear um sentimento básico de ansiedade
e depressão que acompanhará a adolescência, dificultando ainda mais a elaboração das perdas que
sofre. A maneira como o adolescente compreende suas emoções determinará a maior ou menor
intensidade dessas flutuações. A realidade pode gerar muitas frustações e um sentimento de solidão
gerando isolamento. Contudo, da mesma maneira que se sente um “patinho feio” no mundo, um
gesto simples pode fazer com que se sinta a mais feliz das criaturas.
• identidade psicológica;
• identidade social;
• identidade sexual;
• identidade familiar;
• identidade de enfrentamento.
Dos resultados, cerca de 90% dos adolescentes de todos os países tinham sentimentos positivos em relação
aos pais, valorizavam o trabalho e a amizade, bem como tentavam aprender com os fracassos. Algumas
diferenças consistentes entre as culturas apareceram no que se refere ao sexo e à idade, mas em geral, esses
"adolescentes universais" consideravam-se felizes, sentiam-se capazes de enfrentar a vida, de tomar
decisões e de exercer o autocontrole, preocupavam-se com os outros e gostavam de estar e de aprender com
eles, gostavam de um trabalho bem-feito e sentiam-se confiantes em relação à sua sexualidade.
Resumindo
Embora as áreas da Saúde e da Educação considerem a adolescência como uma fase de
desenvolvimento natural e cronológica, vimos que na Psicologia o termo “adolescência” deve ser
entendido como uma construção social que tem repercussões na subjetividade do sujeito, e não como
um período natural do desenvolvimento.
Concluímos este módulo com um trecho do trabalho de Bock (2004): “Não há nada de patológico; não há nada
de natural. A adolescência é social e histórica. Pode existir hoje e não existir mais amanhã, em uma nova
formação social; pode existir aqui e não existir ali; pode existir mais evidenciada em determinado grupo social,
em uma mesma sociedade e não tão clara em outros grupos. Não há uma adolescência como possibilidade de
ser; há uma adolescência como significado social, mas suas possibilidades de expressão são muitas. (BOCK,
2004, p. 42).
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Os lutos da adolescência
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Nos Estados Unidos, durante a década de 1950, apareceu o fenômeno denominado “juventude transviada” ou
“rebelde sem causa”. Já começava a se delinear, de modo bastante claro, uma consciência etária — a
oposição jovem/não jovem. A síndrome da adolescência normal apresenta diversos comportamentos
considerados patológicos em outros estágios do ciclo vital e que são considerados normais no período da
adolescência. O psiquiatra criador dessa definição se chama
Erikson.
Elkind.
Freud.
Knobel.
Kohlberg.
Questão 2
Segundo Knobel (1989), o adolescente tem que conviver com a superação de três lutos que correspondem à:
(1) perda do corpo infantil, (2) perda da identidade da infância e (3) ___________________________. O que
diferenciará cada processo de luto será a intensidade da síndrome da adolescência normal e os processos de
elaboração da nova identificação incorporada ao luto que cada indivíduo realizará quando adolescente. A
resposta correta que completa a lacuna é
Considerações finais
Neste conteúdo, tratamos dos conceitos teóricos e históricos do desenvolvimento físico na adolescência, dos
fundamentos do desenvolvimento cognitivo e das abordagens construtivistas aplicadas na Psicologia.
Trabalhamos ainda as teorias do desenvolvimento psicossocial, a identidade, os conceitos, os pressupostos e
as características da síndrome da adolescência normal.
A adolescência pode ser vista como uma construção social que tem repercussões na subjetividade do sujeito,
e não somente considerada um período natural do desenvolvimento. Assim, a adolescência é um fato social
que ganhou significado social. Ao compreendê-la, é preciso, então, que retomemos seu processo psicossocial,
para interpretá-la depois na forma como acontece para os jovens, considerando todas as mudanças
cognitivas, físicas, emocionais, hormonais, entre outras tantas, que ocorrem e afetam psicologicamente um
adolescente.
Podcast
Neste podcast, a especialista refletirá sobre os conceitos teóricos e históricos do desenvolvimento físico
na adolescência e as diferenças e similaridades com a puberdade, assim como identificará os
fundamentos do desenvolvimento cognitivo na adolescência e as abordagens construtivistas,
psicossociais e psicanalíticas aplicadas na Psicologia.
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Não deixe de ler o Manual de Atenção à Saúde do Adolescente (PRO-ADOLESC) elaborado pela Secretaria
Municipal da Saúde da cidade de São Paulo. Esse programa tem como objetivo fornecer orientações e
subsídios técnicos aos profissionais da rede de saúde dos adolescentes.
Leia o artigo Relação entre habilidades sociais, estresse, idade, sexo, escola e série em adolescentes, de
Sheila Francisca Machado, Sérgio Henrique de Souza Alves e Patrícia Fagundes Caetano. O adolescente
enfrenta situações que podem desencadear estresse, que é a reação do organismo para reestabelecer seu
equilíbrio após passar por situação estressora. Saiba mais sobre esses resultados!
Aproveite e leia ainda Adolescência e feminilidade na peça O despertar da primavera, de Thais Limp Silva e
Cristina Moreira Marcos. Esse artigo aborda a adolescência como um processo de sexualização decorrente do
Édipo.
Não perca tempo e assista à aula Psicologia do Desenvolvimento - Adolescência: Concepções teóricas, da
UNIVESP. Aproveite para tirar as dúvidas sobre as teorias do desenvolvimento humano que estão relacionadas
à fase da adolescência.
Referências
ABERASTURY, A; KNOBEL. M. Adolescência normal: um enfoque psicanalítico. Porto Alegre: Artes Médicas,
1989.
AMARAL, V. L. Psicologia da Educação: a Psicologia e sua importância para a Educação. Natal: EDUFRN, 2007.
208 p.
GRIFFA, M. C.; MORENO, J. E. Chaves para a psicologia do desenvolvimento. Tomo 2: adolescência – vida
adulta – velhice. [S.l.: S.n.], 2001.
KNOBEL. M. Adolescência normal: um enfoque psicanalítico. Trad. S. M. G. Ballve. Porto Alegre: Artes Médicas,
1989.
MORAGAS, J. de. Psicologia dei nino y dei adolescente. Barcelona: Labor, 1970. p. 219-223.
ROCHA, M. I. A.; FARIA, A. R. de; PIO, J. Psicologia do adolescente. [Belo Horizonte]: Faculdade de Educação
da Universidade Federal de Minas Gerais, 2009.