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O documento aborda a importância do plano empresarial como ferramenta essencial para o sucesso de um negócio, detalhando sua estrutura e elementos fundamentais. Também discute conceitos de capital fixo e capital circulante, explicando suas definições, funções e impactos na gestão financeira da empresa. Conclui que um plano bem elaborado aumenta as chances de sobrevivência e crescimento sustentável do empreendimento.
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O documento aborda a importância do plano empresarial como ferramenta essencial para o sucesso de um negócio, detalhando sua estrutura e elementos fundamentais. Também discute conceitos de capital fixo e capital circulante, explicando suas definições, funções e impactos na gestão financeira da empresa. Conclui que um plano bem elaborado aumenta as chances de sobrevivência e crescimento sustentável do empreendimento.
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Índice

1. Introdução

2. Plano Empresarial

3. Importância de um plano empresarial

4. Capital Fixo e Capital Circulante


4.1.O que é Capital Fixo?

4.2. Depreciação e Liquidez do Capital Fixo

4.3.o que significa Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF)?

4.4.O que é Capital Circulante?

[Link] Circulante, o Ciclo Operacional e o Ciclo


Financeiro

1. Introdução
O plano empresarial (ou plano de negócios) é uma ferramenta essencial para o sucesso
de qualquer empreendimento. Ele serve como um mapa que orienta o empreendedor
desde a ideia inicial até a execução e o crescimento do negócio. Neste trabalho serão
abordados o conceito e a importância do plano empresarial, além dos conceitos de capital
fixo e capital circulante, que são componentes fundamentais da parte financeira do plano.
2. Plano Empresarial
Um plano empresarial é um instrumento de gestão que aborda de forma lógica e
organizada a natureza da empresa e o caminho que pretende seguir para um certo
período de tempo.

Um plano, segundo Alberto Marques, é um documento final, nunca acabado, que contém
os objectivos, as estratégias e a indicação dos meios a serem utilizados com vista a
alcançarem esses objectivos. É o resultado final do processo de planeamento e que
contêm uma posição política superiormente definida. É o resultado de um processo
específico, utilizado por uma entidade pública, ou privada para atingir objectivos por cuja
fixação é responsável.

Elementos de um plano empresarial


 Determinação de objectivos;
 Escolha de método de combinação de recursos disponíveis, para alcançar os
objectivos pretendidos (tecnologia, meios e instrumentos);
 Determinação de custos e benefícios associados a efectivação de tal escolha;
 Escolha de fontes de recursos;
 Estudos de enquadramento legais e administrativos dos projetos.

Função de um plano empresarial


Funciona como um instrumento de controlo através do qual os gestores da empresa
conseguem medir o que foi alcançado ou o que vai ser feito.

3. Importância de um plano empresarial

Ao abrir uma empresa, você precisa planejar cada passo que irá dar. É necessário
detalhar os objetivos e as estratégias para alcançar o sucesso do empreendimento. Para
isso, você deve montar um plano de negócios.

Ele funciona como um organizador de ideias, cujo objetivo é direcionar suas ações. “É o
conjunto de informações que o empresário deve arrecadar e que vai mostrar todas as
particularidades relativas ao negócio, são informações relevantes para o bom andamento
da empresa”, explica o coach em empreendedorismo João Batista Duarte.

Conheça o seu ramo de atuação


Para montar o seu plano de negócios, você precisa entender muito bem o ramo em que
vai atuar. “Não é o caso, no primeiro momento, de ser um expert, mas é o caso de
pesquisar e conhecer o mercado, suas tendências, casos de sucesso e insucesso,
propensos clientes, fornecedores, concorrentes, perfil de cada um deles e alterações
ocorridas no mercado nos últimos anos. Com essas informações básicas, você estará
pronto para elaborar o plano”, esclarece Jorge Bahia, do Grupo Bahia & Associados.
Montando o plano de negócios
O plano de negócios será o seu guia, uma espécie de sumário executivo. “Dados como
referências dos empreendedores com suas experiências acadêmicas e profissionais,
dados do empreendimento (indústria, comércio, serviços, foco em algum mercado
específico), missão da empresa, tipo de formatação jurídica, enquadramento tributário,
capital social, fontes de recursos, principais clientes e fornecedores, localização e perfil
dos colaboradores são fundamentais na composição do plano”, lembra Jorge Bahia.

De acordo com Luiz Eduardo Rego, presidente do Grupo Nyoá, o plano de negócios
deve seguir algumas dessas etapas:

1. Descrição da empresa
Nessa primeira etapa, deverá ser feita a delimitação do negócio e da sua origem.

2. Planejamento estratégico
Serão expostas aqui as ações para alcançar os objetivos da empresa, com definição da
missão, visão e valores, assim como a análise SWOT (objetivos e metas com a criação de
controle e retorno de informações).

3. Produtos e serviços
Lista de itens comercializados.

4. Análise de mercado
Delimitação do cenário atual e projeção de futuro, se existem concorrentes e quais são,
fixação de fornecedores e público-alvo e o diferencial da empresa.

5. Plano de marketing
A partir dos 4Ps (produto, preço, praça e promoção), será criada a estratégia para
propagar a marca.

6. Plano operacional
Aqui deverão ser listadas minimamente todas as funções da empresa e qual setor será o
responsável por cada tarefa.

7. Plano financeiro
Deverá apontar como a empresa chegará ao lucro.

8. Plano de investimentos
Lista de escolhas financeiras que darão origem à solidez futura da empresa. Deve ser um
elemento utilizado em toda sua vida para que o negócio possa crescer e passar confiança
ao público, assim como para possíveis investidores.
4. Capital Fixo e Capital Circulante

4.1 O que é Capital Fixo?

O Capital Fixo corresponde ao Ativo Fixo de uma empresa, ou, ainda, ao capital físico
que não é consumido durante o ciclo de produção (ativo imobilizado). Portanto, são
considerados Capital Fixo todos os ativos que não serão consumidos ou destruídos
durante a produção de um bem ou serviço, mas têm um valor reutilizável.

Lembra do conceito de ativo fixo? Pois bem, pense em uma máquina. Ela entra no
Capital Fixo da empresa, já que é necessária para que um bem seja produzido. Ainda
podemos dizer que o Capital Fixo serve de apoio para as atividades de produção, ou seja,
dá o alicerce para que a empresa produza seus bens.

Importante ressaltar que o Capital Fixo não inclui os materiais utilizados na composição
do bem, como matéria-prima. Se você lembrar da definição que demos no capítulo
anterior isso fica fácil de entender, já que ativos fixos precisam de tempo para virarem
dinheiro. Investimentos em Capital Fixo incluem ferramentas, equipamentos, imobiliário
necessário para criar e armazenar os bens que estão sendo produzidos, entre outros.

O montante de capital fixo necessário para o estabelecimento de uma empresa varia.


Algumas linhas de negócios, como fabricantes industriais, exigem um alto investimento
em capital fixo. Por outro lado, negócios baseadas em serviços, como empresas de
contabilidade, podem ter capital fixo mais limitado (prédios de escritórios, computadores,
materiais de escritório etc.).

Na contabilidade, exemplos de capital fixo incluem investimentos financeiros, aplicações


financeiras de médio e longo prazo (não sujeitas por norma a amortizações), bens
tangíveis (móveis e imóveis) que estão registrados no imobilizado da empresa, entre
outros itens.

4.2 Depreciação e Liquidez do Capital Fixo

A Depreciação nada mais é do que a redução do valor dos bens tangíveis pelo
desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. Na lista de
bens que sofrem depreciação temos:

 Edifícios
 Máquinas e Equipamentos
 Móveis e Utensílios
 Instalações
 Veículos
 Computadores e Periféricos

Investimentos em Capital Fixo não se depreciam da maneira uniforme. Alguns


desvalorizam mais rápido, enquanto outros têm vidas infinitamente utilizáveis. Por
exemplo, um automóvel zero perde valor significativamente ao ser transferido da
concessionária para o novo proprietário. Em contrapartida, os edifícios de propriedade da
empresa podem depreciar-se a uma taxa muito menor.

Para que a empresa não tenha um “susto” na hora de realizar um novo investimento,
uma boa prática é calcular o valor que o bem perderá ao longo de sua vida útil e
mensalmente provisionar este valor para a compra de um novo bem. Aliás, esta é uma
prática extremamente necessária no processo de Planejamento Estratégico de qualquer
empresa e uma etapa mais do que importantíssima no Orçamento Empresarial (sem
exageros).

4.3 E o que significa Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF)?

Na contabilidade nacional, são analisados os bens de equipamentos existentes em uma


economia (no nosso caso, o Brasil) num determinado período. O indicador de Formação
Bruta de Capital Fixo (FBCF) mede o quanto as empresas conseguiram aumentar seus
bens de capital (bens utilizados para produzir outros bens, como máquinas, equipamentos
e material de construção).

Ele é extremamente importante para apresentar como anda a capacidade de produção


do país (se há aumento ou declínio) e a confiança dos empresários no futuro. A Formação
Bruta de Capital Fixo é calculada pelo IBGE a cada três mês. No cálculo entram bens
duradouros adquiridos para um ciclo produtivo, assim como bens e serviços.

4.4 O que é Capital Circulante?

O Capital Circulante é também conhecido como Capital de Giro. Corresponde aos


ativos que a empresa necessita para manter seu processo produtivo em funcionamento e
que gera os recursos necessários para cobrir o investimento.

Por isso, toda organização produtiva tem sua atividade vista como um ciclo de utilização
e recuperação de capital. O tempo levado por cada ciclo varia de acordo com o tipo do
negócio. Ainda podemos dizer que o Capital Circulante é uma espécie de barômetro e
mede a solidez financeira da empresa e sua eficiência operacional. Trata-se do resultado
do ativo circulante menos o passivo circulante, sendo que:
 Ativos Circulantes: conforme falamos no tópico inicial deste artigo, ativos
circulantes são aqueles que podem ser convertidos em caixa no prazo de um ano,
como estoques.
 Passivos Circulantes: obrigações que a empresa tem que pagar durante o ano
contábil, tais como salários dos
funcionários, fornecedores, impostos etc.

O Capital Circulante pode ser classificado em:

 Capital Circulante Bruto: ativos circulantes existentes ou disponibilidades em


curto prazo, como por exemplo, contas a receber, estoques e investimentos
temporários.
 Capital Circulante Líquido: representa o resultado que a empresa obteve com
relação às movimentações de curto prazo, ou seja, o confronto entre entradas e
saídas de recursos em curto prazo. É obtido pela diferença entre ativo circulante e
o passivo circulante.

O Capital Circulante tem a ver com a implantação de recursos financeiros nas operações
diárias da empresa. Exatamente por isso que investir em Capital Circulante significa
adquirir ativos de curto prazo e incorrer em passivos de curto prazo.

Quando falamos em Capital Circulante, temos que lembrar que cada empresa, com suas
particularidades, possui um Ciclo Financeiro e Operacional específicos.

4.5 Capital Circulante, o Ciclo Operacional e o Ciclo Financeiro

Iniciando pelos conceitos, o Ciclo Financeiro, ou Ciclo de Caixa, é o tempo de


pagamento aos fornecedores até o recebimento do valor correspondente às vendas do
produto final. Para você entender melhor, o Ciclo de Caixa é o caminho do dinheiro.

Assim, quanto maior for o prazo dos fornecedores, mais dinheiro a empresa terá em
caixa e menor será o Ciclo Financeiro. Quanto menor for o Ciclo Financeiro, melhor será
para a saúde do seu negócio. E o que isso significa?

Como o Capital Circulante é a subtração do ativo circulante menos o passivo


circulante, é essencial que, ao negociar com fornecedores (de matéria-prima, por
exemplo), o gestor de tesouraria tenha poder de negociação. Isso porque, para a
Gestão do Fluxo de Caixa, a regra é: antecipar recebimentos e postergar pagamentos.

Consegue ver a relação entre Capital Circulante e Ciclo Financeiro? Então, agora vamos
para o Ciclo Operacional, que é a soma de todos os acontecimentos de uma operação
empresarial (inicia com a compra de matéria-prima, passa pela produção, avançando pela
venda do produto e vai até o recebimento relacionado às vendas realizadas).

O Ciclo Operacional compreende o período (em média) entre os desembolsos para as


operações e as entradas de caixa, ou seja, envolve o Capital Circulante. Por isso, o Ciclo
Operacional expressa o tempo em que as aplicações de recursos demoram a se
transformar em recebimento. Traduzindo, é o processo que envolve a compra de estoque
e/ou matéria prima.

Conclusão
O plano empresarial é uma ferramenta indispensável para o sucesso de qualquer
negócio. Ele não apenas organiza a ideia, mas também permite uma gestão mais
profissional e consciente dos recursos, especialmente do capital fixo (base estrutural) e do
capital circulante (fluxo operacional).
Empresas que investem tempo na elaboração e atualização do plano têm maior
probabilidade de sobrevivência, crescimento sustentável e atração de investimentos.

Referências Bibliográficas
SEBRAE. Como elaborar um plano de negócios.
Dolabela, Fernando. O Segredo de Luísa.
Gitman, Lawrence. Princípios de Administração Financeira.
Assaf Neto, Alexandre. Estrutura e Análise de Balanços.

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