Encanto
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Personagens
2
CENA IV Luísa
15
Personagens fixas
- Vendedoras:
Mirabel: (Mirabel fica incrédula a olhar para a vela) É daqui que vem a nossa magia?
Abuela: Sim, minha querida. Esta vela contém o milagre que foi dado à nossa família.
Mirabel: (olha para a avó) E como é que nós recebemos esse milagre?
Abuela: Há muito tempo, quando as minhas 3 lindas filhas nasceram, eu e o teu avô tivemos de
fugir da nossa aldeia em busca de um novo lar. Embora tivéssemos muita gente do nosso lado,
enfrentamos muitos perigos, e infelizmente ficamos sem o teu avô. Nesse momento a vela
transformou-se numa chama mágica que nunca se apagaria, e deu-nos um lugar para viver.
Um sítio fantástico.
Abuela: (a sorrir) Um encanto! O milagre cresceu, e a nossa casa, a nossa própria casita ganhou
vida para nos abrigar. Quando as minhas filhas cresceram, a vela abençoou cada uma delas
com um dom para que nos pudessem ajudar, e o mesmo aconteceu com as filhas delas. E
juntos, fazem de tudo para que a nossa casa seja um paraíso. (olha para a Mirabel) Hoje é a tua
vez de receberes o teu dom. Orgulha a tua família, minha querida.
Mirabel:(olha para a Abuela e de seguida para a vela) Orgulhar a minha família. (levantam-se e
começam a sair de palco) Qual acha que será o meu dom?
Abuela: Tu és uma menina encantadora, Mirabel. Qualquer que seja o teu dom, será tão
especial quanto tu.
Introdução à família Madrigal
(NARRAÇÃO: EM FALTA)
CENÁRIO: cozinha, mesa, toalha, cadeiras, o resto do cenário vai entrando aos poucos
(Mirabel, na forma adulta, está a pôr a mesa quando as 3 Crianças entram em cena)
Yara: (muito hiperaQva com uma caneca na de café na mão) E qual vai ser o dom dela?
Crianças: NÓS!
Mirabel: Bem, “nós”, eu não posso falar só de mim. Eu sou só uma parte da família dos
incríveis Madrigal.
Mirabel: Vocês não me vão deixar em paz pois não? Casita ajuda-me!
Gavetas
Chão
Portas
Vamos
Íris: (ainda com a chávena de café muito agitada) Quero saber os poderes todos!
Mirabel: (enquanto Qra a chávena da mão da criança) E é por isso que o café é p'ra adultos.
Wow, a minha mãe Julieta tem um (entra com uma bandeja na mão) papel
Wow, é curar-te com uma refeição
Wow, e ficares forte como um leão
Se te impressiona imagina eu então, mãe!
Vamos, vamos
Mirabel: Adeus!
Clara: (muito contente) Ela estava prestes a contar-nos o seu dom super hiper mega incrível!
Dolores: (aparece do nada) Oh, ela não recebeu nenhum dom (volta a ir embora como se nada
se Qvesse passado)
Érica: (entra em cena com uma caixa muito pesada) Mirabel! Tenho aqui uma entrega especial.
Trouxe-te o melhor que Qnha na minha loja, já que és a única Madrigal que não tem um dom.
Chamei-lhe a entrega “Especial Nã[Link]”, por não teres nenhum dom.
Mirabel: (a forçar um sorriso enquanto pega na caixa com muito esforço e a deixa cair no chão)
Obrigada!
Érica: (começa a ir embora) Ah! (vira- se para Mirabel) Deseja boa sorte à Antónia. (conQnua a
andar para fora de cena) A úlQma cerimónia do Dom foi terrível. Que no caso, foi a tua, que
não funcionou. (sai de cena)
Yara: (fica a olhar para a vendedora e depois olha para a Mirabel) Se esQvesse no teu lugar, ia
estar mesmo triste.
Mirabel: Pois, minha amiga, mas eu não estou nada triste. Porque com ou sem dom, eu sou tão
especial quanto qualquer outro membro da minha família.
Abuela: (entra em cena) Vamos lá meninos, andor, nós cá em casa ainda temos muito a fazer.
Clara: (dá uma trinca) Uau, já estou muito melhor! Obrigada Dona Julieta. (saem de cena)
(Mirabel tenta pegar na caixa, não consegue, pega numas bandeirinhas que estão todas
entrelaçadas e Luisa pega na caixa como se nada fosse)
Dolores: (entra com pratos na mão) Ouvi a Dona Rosa a dizer que a família dela vai sair de casa
daqui a nada. Toda a gente na vila está super entusiasmada com a cerimónia de hoje.
Pepa: (entra em cena com passo acelerado muito stressada e a falar muito rápido) Ai, não
Dolores, não digas isso, eu não aguento mais. As pessoas estão prestes a chegar e não está
nada pronto. A mesa ainda não está posta, está tudo desarrumado, a loiça está por lavar, a
comida por fazer,…
(Isabela entra em cena quase logo a seguir a Pepa mas do outro lado do palco com um guarda
chuva na mão e abre-o; quando a Pepa começa a falar toda a gente que está em cena começa
a olhar para o céu e a tentar abrigar-se)
Isabela: Calma Qa Pepa, respire. (faz aparecer uma flor da sua mão e começa a fazer exercícios
de respiração com a Qa) Cheire a flor, sopre a vela, cheire a flor, sopre a vela,… (repete isto
com calma até a Qa se senQr melhor) Isso, muito bem, não se preocupe, tudo se vai resolver
ainda temos muito tempo.
Isabela: Oh, Qa, não diga isso. Também não é preciso exagerar. (diz com um tom um pouco
falso) Mas de qualquer das maneiras não tem que agradecer, era o mínimo que podia fazer por
si.
Pepa: (enquanto se desvia) És sempre tão amável, o que seria de nós sem Q.
Isabela: (vai ter com Mirabel que ainda está a tentar desembaraçar as bandeirinhas e diz entre
dentes, mudando de tom) Um conselho de irmã para irmã: ajudavas mais se não te esforçasses
tanto. Neste momento só estás a atrapalhar. Nós temos tudo orientado. (afasta-se e sai de
cena)
Mirabel: Caso não saibas, eu ESTOU a ajudar. E eu não estou a atrapalhar ninguém, tu é que
estás! (olha para as mão e vê que as bandeirinhas estão ainda mais enrodilhadas; suspira)
Julieta: (olha para Mirabel e vai ter com ela) Querida, deixa estar isso, não te preocupes.
Julieta: (Qra- lhe as bandeirinhas das mãos e pega-lhe na mão) Eu sei que esta é a primeira
cerimónia do Dom desde que a tua aconteceu, é normal estares ansiosa, mas não tens de
provar nada a ninguém, minha querida.
Mirabel: (larga as mãos da mãe e pega nas bandeirinhas) Eu sei mãe, não te preocupes. Mas a
casa não se decora sozinha, e ainda tenho muito que fazer. Até já.
Mirabel: Por acaso fui eu que fiz isto, como surpresa, para si (mostra as bandeirinhas à Abuela
mas fica envergonhada quando repara que conQnuam todas embaraçadas)
Abuela: Mirabel, eu sei que queres ajudar, mas esta noite tem tudo de correr na perfeição.
Toda a aldeia depende da nossa família, dos nossos dons. Por isso, a melhor ajuda que alguns
de nós podem dar é… afastarem-se. Deixa o resto da família fazer aquilo que eles fazem
melhor. Está bem?
(Abuela começa a sair de cena; Mirabel começa a sair de cena no senQdo contrário; Julieta
encontra-se com a Abuela pelo caminha, Mirabel para para ouvir o que a mãe diz)
Julieta: Mama, não sejas tão dura com a Mirabel. Hoje vai ser uma noite muito dura para ela.
Abuela: Se a cerimónia não correr bem, hoje vai ser uma noite muito dura para todos nós.
CENA II Mirabel com Antónia antes da cerimónia
do Dom
CENÁRIO: quarto, cama
(Mirabel entra com uma prenda na mão, a olhar para o ar e a fingir que procura alguém)
Mirabel: Antónia, onde estás? Está toda a gente à tua procura! (senta-se na cama) Este
presente vai se autodestruir se não pegares nele, em 5, 4, 3, 2, (Antónia que está muito mal
escondida de baixo dos lençóis pega na prenda, mas não sai de baixo dos lençóis; Mirabel
reQra os lençóis da cabeça da Antónia devagar) Nervosa? (Antónia não responde, está triste)
Não tens nada com que te preocupar. Hoje é o dia da tua cerimónia e vais receber o melhor
dom de sempre. Eu tenho a certeza.
Mirabel: Nesse cenário impossível, ficas aqui no quarto das crianças comigo. Para sempre (diz a
sussurrar com ar misterioso) E assim fico conQgo só para mim (diz enquanto faz cócegas a
Antónia)
Antónia: (diz triste depois de se rir por causa das cócegas) Quem me dera que Qvesses um
dom.
Mirabel: Sabes uma coisa? Não tens de te preocupar comigo, porque eu tenho uma família
incrível, e uma casa incrível, e a cima de tudo, tenho te a Q, que és a pessoa mais incrível que
eu conheço. Ver-te a receberes o teu dom vai fazer de mim a pessoa mais feliz do mundo. Mas
pronto, vou ter saudades da melhor companheira de quarto de sempre. Vá, abre a tua prenda.
Mirabel: Eu sei que adoras animais, então fiz-te esse novo amigo para que quando esQveres no
teu novo quarto, não te sintas tão sozinho.
Mirabel: Bem, está na hora, estás pronta? (Antónia acena que sim com a cabeça e levanta-se)
Não, espera, preciso de mais um abraço! (puxa Antónia para um úlQmo abraço e riem-se as 2)
(Mirabel e Antónia dirigem-se para o centro do palco onde vêm ter Pepa e Dolores)
Pepa: (muito emocionada, quase a chorar) Cá estás tu! Olha para Q, estás tão crescida.
Dolores: Vá, tem calma. (para o que está a fazer e esQca a cabeça como se esQvesse a ouvir
alguma coisa) A Abuela diz que está na hora.
(dirigem-se para a lateral; entra a Abuela do outro lado com a vela na mão e dirige-se para o
centro/frente do palco e o resto das pessoas entra para as laterais; Mirabel fica a espreitar na
coxia de trás)
Abuela: Há 50 anos, no momento mais sombrio da nossa história, esta vela abençoou-nos com
um milagre. E a maior honra da nossa família tem sido usar os nossos dons para servir esta
adorada comunidade. Esta noite, voltamos a reunir-nos aqui para que mais um de nós receba
o seu dom, e orgulhe a sua família.
(Antónia entra do lado oposto ao de Mirabel e fica no centro atrás muito nervosa, não se
consegue mexer; Mirabel repara nela, olha para a Abuela e depois volta a olhar para
Antónia que lhe estende a mão) Mirabel: (a sussurrar) Não posso!
Mirabel: Anda lá, vamos levar-te ao teu dom. (Antónia amarra-se à mão de Mirabel)
(ambas caminham até à Abuela; Antónia fica de frente para ela e Mirabel afasta-se)
Abuela: Usarás o teu dom para honrar o nosso milagre? Servirás esta comunidade e
fortalecerás o nosso lar? (Antónia mete as mãos na vela)
(surgem luzes no cenário, fica tudo mais claro) (soam pássaros e outros animais)
Antónia: (com ar de espanto, olha em volta) Sim, uhum! Sim, claro, entendo-vos
perfeitamente. (sorri para a Abuela) Eu consigo entender os animais!
Abuela: (sorri para Antónia, vira-se para o resto das pessoas) Temos um novo dom!
Abuela: (vai ter com Antónia) Eu sabia que ias conseguir. Um dom tão especial quanto tu.
(suspira de espanto) Ah, precisamos de uma fotografia! Vá, venham todos, juntem-se. É uma
noite muito especial, é uma noite perfeita!
(todos da família Madrigal juntam-se para um foto menos Mirabel que fica de fora a ver muito
triste)
O caminho demora
Na espera que melhore
E a espera decorre
Quero brilhar como todos vocês
(ouve se um som a estalar; Mirabel vê algo no chão e vai lá pegar (NOTA: este objeto tem de
ser deixado em palco por alguma das personagens q saiu); fica a olhar para o objeto)
Mirabel: Casita?! O que se passa? (toca na telha que pegou e corta-se) Ouch! (olha para mão
e aperta-a com dores)
(sons de “parQr” aumentam e luz começa a falhar/estremecer; o cenário de trás (casa) passa a
estar com rachas na parede; Mirabel fica em pânico a olhar para o que está a acontecer)
Mirabel: Casita?! Oh não! (mete as mãos à cabeça e começa a chamar por toda a gente) A casa
está em perigo! Ajudem! A casa está em perigo!
(todos voltam a entrar em cena muito confusos, enquanto isto tudo no cenário volta à
normalidade)
Mirabel: (vai ter com as pessoas e relata o que viu) As telhas caíram e há rachas por todo o
lado. E a vela quase se apagou. Vejam!
Mirabel: O quê?! Não, não pode ser! (aponta para o chão) As rachas estavam aqui, estavam
por todo o lado. A casa estava aflita, a vela estava quase a apagar-se.
Abuela: (muito chateada) Chega, Mirabel! (vira-se de costas para Mirabel e fala para o resto
das pessoas) Não há nada de mal com a casa Madrigal! A magia é forte! (diz em tom de
brincadeira) Mas não tanto quanto as bebidas! (vira-se para Mirabel e diz mais baixo e com ar
reprovador) Já devias ter idade para não fazeres um escândalo destes. Não tentes arruinar a
noite da tua prima. (vira-se para as pessoas) Vá, que toque a música, que volte a festa!
(começa música a tocar, e vão todos embora, Mirabel fica sozinha muito confusa
e envergonhada, Julieta vai ter com ela) Julieta: Então Mirabel? Que foi isto?
Mirabel: Como é que isso seria sequer possível se eu cortei a mão? Eu seria incapaz de arruinar
a noite da Antónia. Tu conheces-me! Achas mesmo que seria capaz disso?
Julieta: O que eu acho é que hoje foi um dia muito di cil para Q!
Mirabel: (suspira de raiva) Isso. Uh (respira fundo) Eu estava a tomar conta da família. E eu
posso não ter super força como a Luisa, ou ser naturalmente perfeita como a senhorita
Isabela, que nunca acordou com um cabelo fora do síQo sequer, mas… esquece.
Julieta: (dá-lhe um bolinho para a comer) Quem me dera que te conseguisses ver através dos
meus olhos. És perfeita assim como és, não tens de mudar nada. És tão especial como
qualquer outra pessoa desta família.
Mirabel: (mostra o bolinho) Tu acabaste de curar a minha mão com um pão de queijo.
Julieta: (muito dramáQca, quase a gozar) Eu curei a tua mão com amor pela minha filha, com
uma mente brilhante, um coração enorme e uns óculos todos caQtas.
(Julieta sai de palco; a casa começa a parQr, ouve-se sons de coisas a rachar)
(a casa começa a parQr, ouve-se sons de coisas a rachar enquanto Mirabel está a dormir; vai
ver como está a vela; aparece a avó na janela e Mirabel esconde-se)
Abuela: (olha para uma foto do Pedro, ela está muito triste) Ah, Pedro! Preciso tanto de Q! Há
rachas na nossa casita. Se a nossa família soubesse o quão vulnerável realmente estamos. Se
soubessem que o milagre está a morrer. Não podemos voltar a perder a nossa casa! (olha para
o céu) Porque é que isto está a acontecer?! Indica-me o caminho! Se a resposta está aqui,
ajuda-me a encontrá-la. Ajuda-me a proteger a nossa família. Ajuda-me a salvar o nosso
milagre. (Beija a foto com ternura e tristeza e sai)
Mirabel: Casita, eu sei que não sonhei, diz-me o que se passa! (pausa e fica a olhar em volta) Já
sei! Eu vou salvar o milagre! (pega no seu saco, arruma tudo rapidamente e põe se pronta para
a sua aventura) Calma, mas como é que eu salvo o milagre? Bem, eu posso não saber o que
está a acontecer, mas conheço alguém que ouve tudo o que acontece nesta casa! Se há
alguém que sabe o que se passa de errado com o milagre, é ela!
(Mirabel vai ter com Dolores, está de costas (tem o lenço na cabeça)
Mirabel: (com ar de graxa) Hey, Dolores! Sabes?! De todos os meus primos mais velhos, tu, és
Qpo, a minha prima favorita. E por isso sinto mesmo que posso falar conQgo sobre qualquer
coisa,... da mesma forma que TU podes falar comigo sobre qualquer coisa. Como por exemplo
aquele problema com a magia ontem à noite com o qual ninguém se pareceu importar mas
que se calhar tu ouviste e que eu se calhar devesse saber?!
Dolores: A única pessoa preocupada com a magia és tu… e os ratos dentro das paredes. (segue
caminho, mas lembra-se de uma coisa e volta-se a virar para Mirabel) Oh, e a Luisa! Eu ia jura
que ouvi o olho dela a tremer a noite toda.
CENA IV Luísa
Neuza : Luísa, podes mudar o curso do rio?!
Mirabel: Luisa! Luisa, espera! Tens de me contar acerca da magia! O que é que se passa? O que
é que estás a esconder?
Luisa: Nada… Tenho muitas tarefas para fazer, talvez seja melhor voltares para casa.
Bárbara: Luisa, os meus burros voltaram a fugir!
Mirabel: (mete-se á frente da Luisa) Há alguma coisa que te está a pôr nervosa.
Luisa: Mirabel, sai da frente, ainda te cai um pedregulho em cima. (conQnua a andar, Mirabel
fica para trás)
Mirabel: Luisa! Ugh (suspira e mete as mãos à cabeça) Diz me só o que se passa!
Mirabel: Não me enganas! Há alguma coisa que te está a pôr nervosa! Conta-me! Se isso
interferir com a magia e ela deixar de estar bem…
Luisa: (vira-se para Mirabel e quase que grita) Mas está tudo bem! (ambas param) Oh, wow,
uhm, desculpa, isto escalou um bocado. O que eu queria dizer era… porque é que alguma coisa
não estaria bem? Eu estou bem, a magia está bem, a Luisa está bem. Eu estou completamente
não stressada. (fica outra vez com cara de caso e com os olhos a piscar muito forte)
Movo tudo
Calmamente
Dura sou, disso estou bem ciente
Não pergunto se é exigente
Inquebrável, aguento-me sempre
Prata, plaQna, esmagar é roQna
Aceito sem medo e parto e não cedo, mas
No fundo, sempre
Me sinto indiferente se não esQver presente
Está tudo mal, o golpe final
Destruição total, a destruição total
Pressão como um plin plin plin que não vai parar, whoa
Pressão que faz Qc Qc Qc que até rebentar, whoah-uh-uh
Dá à tua irmã que é mais crescida
Dá-lhe todo o peso a mais na nossa vida
Quem serei se não puder ajudar? Se
cedo à
No fundo, sempre
EsQve nervosa e pior agora, sinto-me impotente
No fundo, sempre
Nenhum icebergue o impede, o barco segue em frente
No fundo, sempre
Pensei se ser valente seria permanente
Alinhar o dominó, a brisa soprou
Tu tentas impedi-lo só que nunca mais parou
Pressão como um pim pim pim que não vai parar, whoa
Pressão que faz Qc Qc Qc que até rebentar, whoah-uh-uh
Dá à tua irmã porque não lhe custa
Fardos de família já a nenhum assusta
Vê a torcer-se depressa mas não quebrar
Sem errar
Luísa: (pega na Mirabel antes de ela terminar a frase; aperta-a com força) Se calhar tens razão.
Mirabel: Mas, como é que isso aconteceu? Achas que há alguma coisa a enfraquecer a magia?!
Luisa: Não sei, mas eu ouvi os adultos a falar, antes da Qa Bruna desaparecer. Ela teve uma
visão terrível sobre isso.
Luisa: Ninguém sabe, nunca ninguém a encontrou. Mas se há algo de errado com a magia,
procura na torre da Bruna. Encontra a visão.
Mirabel: Espera! Como é que se encontra uma visão?! O que é que tenho de procurar
exatamente?
Luisa: Se a encontrares, vais saber! Mas tem cuidado. Aquela torre está fechada por algum
moQvo…
(sons de telhas)
(sons de telhas)
Mirabel: Oh não, tantas escadas. Não, foca-te. Pela magia (começa a subir as escadas e a
“cantar” sempre sem fôlego) Esta é a família Madrigal! Há tantas escadas na casa Madrigal!
Podia haver outra maneira de subir, porque somos mágicos, mas não. (diz cansada) É mágico
como tantas escadas cabem numa torre. Bruna, o teu quarto é o pior deles todos. Phew (chega
ao topo)
Mirabel: Será isto a visão da Bruna? Finalmente vou descobrir o que está a enfraquecer a
magia!
Mirabel: (vê a imagem que aparece) Uh! (suspira assustada) Sou eu!
Abuela: Mas de onde vens tu com tanta pressa? E o que é isso no teu cabelo?
Luisa: (da outra ponta do palco) O MEU DOM! (começa a chorar e passa pela Abuela) estou a
perder o meu dom!! (chora)
Abuela: O quê?
Luisa: Eu e a Mirabel estávamos a ter uma conversinha sobre eu carregar peso a mais, então eu
tentei não carregar tanto, mas apercebi-me que estava a ficar para trás, e que ia desiludir toda
a gente. Depois eu senQ-me mesmo mal e só me apetecia pegar naquelas pedras e acabar de
construir a casa, mas quando fui para pegar nas pedras elas eram… demasiado pesadas (sai a
chorar)
Abuela: (para Mirabel) O que é que tu fizeste? O que é que lhe disseste?
Mirabel: (muito atrapalhada e confusa) Ah, nada, não disse nada, eu…
Abuela: Não voltes a falar com a tua irmã até eu conseguir falar com ela primeiro. E o que quer
que seja que estás a fazer, para de o fazer!
(Aparece a Qa Pepa, com uma caixa na mão e uma nuvem na cabeça. Mirabel fica muito
surpreendida e coloca-se à frente da visão)
Pepa: (coloca a caixa de lado) : Desculpa, não queria interromper, só vinha buscar umas coisas
da Antónia e depois ouvi o nome que não pronunciamos. (Em Sussurro). FantásQco, agora
estou a trovejar, o que vai criar uma chuva miudinha, a chuva vai provocar chuviscos!!! (Tenta
relaxar) Céu limpo, céu limpo, uuhhh, céu limpo
Mirabel: (a medo de interromper o momento chill da Pepa): Tia Pepa, Quando o Bru…
(interrompe) quando ele Qnha uma visão sobre alguém, o que é que isso significava para essa
pessoa?
Mirabel: Sim, mas se ele te visse numa visão seria posiQvo… ou negaQvo…
Pepa: Félix!
Félicia: ela tem de saber!
(Som de campainha)
AugusQna: Não dizemos nada, a Abuela quer uma noite perfeita. Enquanto os
Guzman cá esQverem, não foste à Torre do Bruno, a magia não está a morrer, a
casa não está a derrocar, o dom da Luísa não está a desaparecer. Ninguém
saberá. Age com naturalidade. (AugusQna vai agarrando Mirabel pelos ombros.
Não a larga. A porta abre-se. Dolores está à escuta)
Maria: Logo hoje em que tudo tem de correr bem! Concentração, vá! É só não
Qrar os olhos de cima da Dolores. Oh meu Deus!
Érica: Não! A Dolores vai contar a toda a gente! E Não comas isso porque tem
óleo de palma.
Érica: o que é?
Maria: Que contou à Pepa. Oh não, vem aí uma tempestade, de certeza! (Som
de chuva)
AugusQna: Então não está! Ela só está nervosa porque quer ver este pedido de
casamento. Que devia acontecer, o mais rápido possível!
Mirabel: sim!
Camila: Mas ela não vai casar. Não com esta nuvem.
Dolores: Ela vai mesmo casar? (Com voz de quase choro) Luísa:
Maribel: Não estou a fazer nada! É a visão do Bruno! (Sai de palco. Passa por
Abuela que não a olha, Maribel desiste de tentar falar com ela)
Abuela: (dirige-se para o publico) a magia é forte! Está tudo bem! Nós somos a
família Madrigal! (Sai de cena. Fora de palco) Mirabel!
Mirabel: o quê? Não, não espera aí! Espera, espera!Porque me Qraste da visão?
Maribel: o que significa? Foi por causa dela que voltaste ou… Qo Bruno!!
Bruno: Madeira, bate na madeira. Toc toc toc toc toc (úlQma pancada na
cabeça). Nunca devias ter visto aquela visão. Nem tu nem ninguém.
Bruno: eu? Não, não, não, eu morro de medo. Quem o faz é o Hernando.
(Silêncio constrangedor)
Bruno: pronto, na verdade sou eu. Sempre disse que o meu verdadeiro talento
era atual (coloca um balde na cabeça e levanta uma ferramenta que não sei o
nome kkk) Sou Jorge e sou o estucador!
(Silêncio constrangedor)
Bruno: o meu dom não estava a ajudar a família, mas eu amo a família,
percebes? Só não sei como… Adiante, acho que devias ir porque… Não tenho
uma boa razão, mas , se Qvesse, tu dirias “é melhor ir, é uma boa razão”
Maribel: O que é que eu fazia na tua visão? (Silêncio) Tio Bruno?! Só queria que
a família se orgulhasse de mim. Só por uma vez! Mas se for melhor parar, se eu
esQver a prejudicar a minha família, diz-me de uma vez.
Bruno (cabisbaixo): Não posso dizer-te porque eu não sei. Tive esta visão na
noite em que não recebeste o teu dom. A Abuela preocupava-se com a magia,
por isso implorou-me que olhasse para o futuro e visse o que isso significava. E
eu vi a magia em perigo. Vi a nossa casa… a desfazer-se. E depois… vi-te a Q!
Mas a visão era diferente… mudava. E não havia uma resposta, um desQno
claro. Era como se o teu futuro esQvesse por definir. Mas eu já sabia o que eles
iam pensar, porque sendo eu o Bruno, todos assumem sempre o pior, por isso…
por isso…
Bruno: Não sei qual será o desfecho, mas parece-me que a família, o encanto e
o desQno do próprio milagre… vai depender tudo de Q. (Corte abrupto e grande
energia de repente) ou talvez eu esteja errado! É um mistério. Daí esta visão ser
bbbrrrr. (Vai encaminhando Maribel para fora do palco). Olha se eu pudesse,
ajudava-te mais, mas não sei mais nada. Boa sorte, gostava de ter visto mais.
Maribel: (cabisbaixa) sim… (como quem tem uma ideia de repente) Sim! Sim! Se
gostavas de ter visto mais, então… vê mais! Tem outra visão!
Maribel: Não podes dizer que o peso do mundo está nos teus ombros e pronto.
Se o nosso futuro depende de mim, eu digo para teres outra visão. Talvez
perceba o que tenho de fazer.
Bruno: Olha, mesmo que quisesse… e não quero, destruíste a gruta das visões. O
que é um problema porque eu preciso de um espaço aberto.
Bruno: Onde?
(Som de tempestade, neve e vento. Pepa e Felícia estão no outro lado do palco
e está a nevar sobre Pepa)
Felícia: Ya!
Abuela: Olha à tua volta! Temos de proteger a família, o nosso encanto. Não
podemos perder a casa!
( Cena congela! Entram as vendedoras)
Bruno: Não podes apressar o futuro. E se eu te mostrar algo pior. Se eu vir algo
que não gostas pensarás: “O Bruno provoca desastres. É assustador e a sua
visão matou o meu peixinho”.
Mirabel: Não, eu tenho de saber como acaba. Tem de haver uma resposta.
Alguma coisa que não estamos a ver.
Bruno: Está tudo desordenado. É a vela. Está a ficar mais brilhante. Acho que
vais ajudar a vela.
Mirabel: Como?
Mirabel: o quê?
Mirabel: Quem é?
(Mudança de cenário)
Bruno: Não faço ideia. A família recebeu um milagre. Como ajudar um milagre
familiar? Abraça-se uma irmã.
Mirabel: Não vai funcionar. Ela nunca me vai abraçar, percebes? Ela odeia-me!
Além disso, não sei se ouviste, eu destruí o pedido de casamento.
Bruno: (sussurra): Mirabel
Bruno: Ya, quero dizer, isso também. Hey, depois de salvares o milagre aparece.
Bruno: toc, toc, toc, toc, toc, bate na madeira (ÚlQma pancada na cabeça)
Mirabel: Isa? Olá! Sei que temos Qdo os nossos problemas, mas estou pronta
para ser uma irmã melhor…. Para Q. Então, basta que nos abracemos. Selamos
isto com um abraço, sim?
Maribel: Isa, sinto que estás chateada. E sabes o que cura isso? Um abraço
apertado.
Isabela: Sai daqui! Estava tudo perfeito, A Abuela estava feliz, a família estava
Feliz. Queres ser uma irmã melhor? Pede desculpa por me arruinares a vida! Vá,
(sussurra) pede desculpa!
Maribel: Eu… peço…. (enrolado) Desculpa
Isabela: Fora!
Maribel: Oh não, espera, está bem! Eu peço desculpa! Não estava a tentar
estragar-te a vida! Alguns de nós têm problemas maiores, sua princesa egoísta!
Isabela (chocada): Egoísta? Toda a minha vida esQve presa a esta imagem de
perfeição! E a única coisa que já fizeste por mim foi dar cabo de tudo!
Maribel: Não dei nada! Ainda podes casar com aquele calmeirão idiota!
Maribel: Oh meu Deus! Isa! Isso é uma confissão muito séria! Ok, anda cá!
Anda! Isa?
Fiz uma coisa inesperada
Afiada, algo novo
Não é simétrico ou perfeito
Mas é belo e, e é meu
O que mais me faltou?
Um furacão de jacarandas
Trapadeiras (еm grande)
E lianas (está bem, mana)
Palma de cera enche o ar enquanto eu descUbro quem sou
O que mais me faltou?
CENA XIII Mirabel confronta a Abuela e a casa
destrói-se
Isabela: (entre risos) Tu és uma má influência!
Maribel: Abuela! Está tudo bem! Está tudo bem… Vamos salvar o milagre. A magia..
Abuela: Estás a falar de quê? Olha para a nossa casa! Para a tua irmã!
Maribel: Não, não! Ela precisava que eu o estragasse! E fizemos tudo isto! A chama da
vela avivou-se e as rachas…
Abuela: Tu tens de parar, Mirabel! As rachas começaram contigo. Bruno partiu por tua
causa. A Luísa está a perder os poderes. A Isabela está descontrolada. Por tua causa.
Não sei porque não recebeste um dom, mas não é desculpa para fazeres mal à
família.
(Os familiares vão chegando desde que começam a ser enumerados atrás. Neste
ponto estão todos em palco)
Mirabel: Por mais que eu tente. (Olha em volta) Por mais que qualquer um de nó
tente. A Luísa nunca será suficientemente forte. A Isabela não será suficientemente
perfeita. O Bruno partiu porque só vias o pior nele.
Mirabel: O Bruno ama a família. Eu amo a família. Todos nós amamos a família. És a
única que não nos ama. Estás a destruir a casa. Tu não te…
Narradoras:
Todas: Maribel!
Érica: Miúda louca, onde te foste meter! A casa vai cair e tu prestes a ruir com ela.
Érica: Deixa lá a vela, vais fazer um traumatismo craniano e a tua mãe não vai ter pão
de queijo para te salvar
Bárbara: Cuidado!
Blackout
Clara: Quando for grande vou fazer um castelo com estas pedras.
Yara: Estas pedras são mágicas, não podemos fazer nada com elas
Clara: (põe-se a pé, com duas pedras na mão) Claro que podemos! A magia do
encanto não está nestes bocados de cimento, está em nós.
Clara: Olhem.. a casa dos Madrigal pode ter caído. Mas temos de manter a
esperança! Aquela vela significava isso.
Clara: As pessoas mudam. De casa, de país. Mesmo quando já não resta nada,
elas caminham.
Íris: Isso é um sonho?
Clara: E é pelos sonhos que o mundo avança. O sonhos são o nosso verdadeiro
poder.
Érica: o quê?
Neuza: Não tem a ver com ser mau. Tem a ver com as crianças que eles um dia
foram.
Érica: Com o que lhes aconteceu e que não foi bom. Por isso, agem de modo
estranho.
Neuza: E bizarro.
BLACKOUT
Abuela: Mirabel
Abuela: Pensei que teríamos uma vida diferente. Pensei que seria uma mulher
diferente ( atrás delas vai estar a reprodução, através de outras atrizes, de
quando era nova, perdeu o Pedro e ganhou o milagre)
Entra Maria
Abuela: Eu pedi ajuda ao meu Pedro… Mirabel. E Ele enviou-te até mim.
(Abraçam-se)
Todos:
Abuela: Brunito…
Mirabel: Vamos!
Mirabel: Mamã!
AugusQna: E havia abelhas por todo o lado. Vai tudo ficar bem
Camilo: Não, se não Qvermos uma casa. (Felix dá-lhe uma cotovelada) Que é?
Não temos uma ca. Não posso dizer? O que é isto? Não é uma casa.
AGRADECIMENTOS!