PEI – Plano de desenvolvimento
individual
PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL, SEM AUTORIZAÇÃO.
Lei nº 9610/98 – Lei de Direitos Autorais
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Plano de Desenvolvimento Individual -
PEI
O Plano de Desenvolvimento Individual (PEI), conforme explica Correa (1999), se configura
como um instrumento fundamental para o sucesso da educação inclusiva, pois permite a
elaboração de um roteiro personalizado para o atendimento das necessidades
educacionais específicas de cada aluno com deficiência ou com transtornos funcionais e
de aprendizagem.
Este documento é obrigatório para todos os alunos com deficiência que estão
matriculados em escolas regulares, conforme determinado pela Lei Brasileira de Inclusão
da Pessoa com Deficiência (LBI) e pelas Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na
Educação Básica.
O PEI tem como principal função nortear o processo de ensino e aprendizagem do aluno
com deficiência, garantindo que ele tenha acesso a um ensino de qualidade e que suas
necessidades educacionais sejam atendidas de forma individualizada e eficaz. Sua
elaboração é um processo colaborativo que envolve diversos profissionais da escola, como
professores, psicopedagogos, diretores e outros especialistas, além dos pais ou
responsáveis pelo aluno. O aluno, quando possível, também deve participar ativamente do
processo.
Para a elaboração do PEI, é necessária uma avaliação detalhada das necessidades
educacionais do aluno, considerando seus aspectos físicos, sensoriais, intelectuais,
emocionais e sociais. Correa (1999) explica que essa avaliação pode envolver a aplicação
de testes, entrevistas e observações, além da análise de documentos como o histórico
escolar e o laudo médico. Dessa forma, o PEI se torna uma ferramenta eficaz para
assegurar que o processo educativo seja inclusivo e adaptado às particularidades de cada
estudante, promovendo um ambiente de aprendizado acolhedor e acessível.
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O que o PEI deve conter?
O PEI deve conter os seguintes elementos:
Dados do aluno: nome, idade, data de nascimento, escolaridade, deficiência ou
transtorno funcional e de aprendizagem.
Histórico escolar: incluindo informações sobre o desempenho do aluno em
disciplinas anteriores, dificuldades e progressos.
Avaliação das necessidades educacionais: detalhando os aspectos físicos,
sensoriais, intelectuais, emocionais e sociais do aluno.
Objetivos educacionais: definindo metas específicas e mensuráveis para o
desenvolvimento do aluno.
Proposta curricular: definindo os conteúdos, as metodologias e os recursos
pedagógicos que serão utilizados para alcançar os objetivos educacionais.
Estratégias de ensino: detalhando as formas como o professor irá abordar os
conteúdos e as atividades em sala de aula.
Atividades de apoio: especificando os recursos e os serviços de apoio que serão
disponibilizados ao aluno, como acompanhamento individualizado, monitoria,
intérprete de Libras, tecnologia assistiva, entre outros.
Critérios de avaliação: definindo como o progresso do aluno será acompanhado e
avaliado.
Cronograma de acompanhamento: estabelecendo datas para revisão e
atualização do PEI.
Responsabilidades: definindo as responsabilidades de cada profissional envolvido
na execução do PEI.
Observações: incluindo informações relevantes sobre o processo de ensino e
aprendizagem do aluno.
Nesse contexto, o Plano de Desenvolvimento Individual (PEI) é utilizado como um guia
essencial para o planejamento das aulas, a organização do ambiente escolar e a interação
com o aluno, orientando os professores e demais profissionais da escola na adaptação do
currículo e na implementação de estratégias pedagógicas que atendam às necessidades
específicas do aluno com deficiência. Além disso, o PEI é uma ferramenta crucial para
acompanhar o progresso do aluno ao longo do tempo, permitindo ajustes no ensino
conforme suas necessidades evoluem.
Em sua obra, Correa (1999) ressalta como o PEI desempenha um papel fundamental ao
garantir o direito à educação de qualidade para todos os alunos, independentemente de
suas características individuais. Ele possibilita que o aluno com deficiência tenha acesso a
um ensino personalizado e eficaz, contribuindo significativamente para sua inclusão tanto
no ambiente escolar quanto social. Ao assegurar que suas necessidades educacionais
sejam atendidas de maneira adequada, o PEI promove um ambiente escolar mais inclusivo
e acolhedor, onde todos os estudantes podem desenvolver seu potencial plenamente.
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Referências
BUENO, José Geralda Silveira. A inclusão escolar de alunos deficientes em classes comuns
do ensino regular. Revista Temas sobre Desenvolvimento, [S. l.], v. 9, n. 54, 2001.
CARVALHO, Rosita Edler. Educação Inclusiva: com os pingos nos “is”. Porto Alegre:
Mediação, 2004.
CORREA, Luís de Miranda. Alunos com Necessidades Educativas Especiais nas
classes regulares. Portugal: Porto Editora, 1999.