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Hist ria do Estado de Roraima para
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Introdução
A história de Roraima, o estado mais setentrional do Brasil, é marcada por uma trajetória
complexa de ocupação, disputas territoriais e desenvolvimento. Desde os primeiros contatos
com povos indígenas até a sua elevação à categoria de estado, Roraima passou por
transformações significativas que moldaram sua identidade. Este documento visa apresentar
um panorama detalhado da história roraimense, abordando os principais eventos e períodos,
com foco em informações relevantes para concursos públicos.
1. A Ocupação Territorial de Roraima
A ocupação territorial de Roraima, inicialmente habitada por povos indígenas, teve um processo
relativamente tardio em comparação com outras regiões do Brasil. A região do vale do Rio
Branco, onde hoje se localiza o estado, foi desbravada pelos portugueses apenas no século
XVIII, cerca de 200 anos após o início da colonização do Brasil [1], [3].
Os primeiros colonizadores portugueses chegaram à região pelo Rio Branco, o principal curso
d’água local. Entre os pioneiros estavam Francisco Ferreira e o padre carmelita Jerônimo
Coelho, cujos objetivos iniciais eram aprisionar indígenas e coletar ovos de tartaruga para a
produção de manteiga [2]. Outros, como José Miguel Aires, também subiram o Rio Branco com
a meta de escravizar indígenas para vender em Belém do Pará e São Luís do Maranhão [1].
Essa ocupação inicial não foi pacífica, sendo marcada por conflitos com os povos nativos e,
principalmente, por disputas com outras potências europeias interessadas na região [1].
2. Interesses Estrangeiros na Região
A região que hoje compreende Roraima foi, desde os primórdios da colonização, alvo de
intensa cobiça por parte de diversas potências europeias, além de Portugal. Sua localização
estratégica e a riqueza de seus recursos naturais atraíram interesses de espanhóis,
neerlandeses (holandeses) e ingleses [1], [2], [3].
Espanhóis: Promoviam invasões através da Venezuela, chegando a fundar povoações
como Santa Bárbara, São João Batista de Caya Caya e Santa Rosa no rio Uraricoera, após
atravessarem a cordilheira de Pacaraima. Contudo, foram expulsos pelas forças
portuguesas [1].
Neerlandeses (Holandeses): Atuavam a partir da Guiana, fomentando o comércio de
escravos indígenas pelos rios Jauaperi e Tacutu para suas colônias. Nicolau Horstman, um
comerciante escravista holandês, é um exemplo dessa presença em 1741 [1].
Ingleses: Também manifestaram interesse na região, realizando incursões e disputas
territoriais [1].
Esses interesses estrangeiros resultaram em constantes conflitos e na necessidade de Portugal
em estabelecer e manter sua soberania na área, o que levou à construção de fortificações e ao
envio de expedições para expulsar os invasores [1].
3. A Presença Portuguesa
A presença portuguesa na região de Roraima foi fundamental para a consolidação da soberania
do Brasil sobre o território, especialmente diante dos interesses estrangeiros. A estratégia
portuguesa envolveu a exploração dos rios, a construção de fortificações e a introdução de
atividades econômicas [1], [2].
Exploração e Reconhecimento: A chegada dos primeiros colonizadores portugueses ao
vale do Rio Branco, como Pedro Teixeira em 1639, marcou o início do reconhecimento da
região. Expedições como as de Francisco Ferreira e Frei Jerônimo Coelho, e
posteriormente de José Miguel Aires, adentraram o território, inicialmente com o objetivo de
aprisionar indígenas e explorar recursos [1], [2].
Forte São Joaquim do Rio Branco: Diante da constante ameaça de invasões estrangeiras
(espanhóis, holandeses e ingleses), Portugal decidiu construir uma fortaleza para assegurar
sua posse. O Forte São Joaquim do Rio Branco, erguido em 1775, tornou-se um marco da
soberania portuguesa na região. Embora hoje desaparecido, sua construção foi crucial para
a defesa do território [1].
Planta do Forte São Joaquim do Rio Branco (século XVIII) [1].
Tentativas de Povoamento: A construção do forte gerou a expectativa de prosperidade,
levando à criação de povoados nas margens dos rios Uraricoera, Tacutu e Branco. No
entanto, a resistência indígena às imposições portuguesas resultou no abandono e
desaparecimento desses povoados [1].
Introdução da Pecuária: No final do século XVIII, o comandante lusitano Manuel da Gama
Lobo D’Almada foi pioneiro na introdução da criação de gado bovino e equino na região, em
1789. As condições geográficas favoráveis impulsionaram essa atividade, que visava
manter a presença portuguesa e civilizada no local. Foram criadas as Fazendas do Rei,
como a Fazenda São Marcos, que existe até hoje [1], [2].
Apesar dos desafios e conflitos, a presença portuguesa estabeleceu as bases para a futura
configuração territorial e econômica de Roraima.
4. A Vida na Região no Século XIX
O século XIX em Roraima foi um período de estagnação econômica e pouca atenção por parte
da Coroa Portuguesa e, posteriormente, do Império do Brasil. A região continuou a ser palco de
disputas e uma economia baseada principalmente na pecuária e no extrativismo [1], [2].
Estagnação Econômica: Após a introdução da pecuária no final do século XVIII, a região
não experimentou um grande desenvolvimento. A chegada da família real portuguesa ao
Rio de Janeiro desviou o foco e os recursos para outras áreas do Brasil, deixando Roraima
em segundo plano [1].
Pecuária e Conflitos: A criação de gado bovino e equino continuou sendo a principal
atividade econômica, especialmente nas fazendas do Rei, como a São Marcos. No entanto,
a opressão dos nativos pelos colonizadores prosseguia, e a região era marcada por
conflitos com indígenas e disputas territoriais [2]. Um evento notável foi a “revolta da praia
de sangue” em 1790, causada por distúrbios indígenas, que resultou em muitas mortes [1].
Questão do Pirara: Um dos episódios mais marcantes do século XIX foi a “Questão do
Pirara”, uma disputa territorial entre Brasil e Grã-Bretanha pela área do Pirara, na fronteira
com a Guiana. A questão foi resolvida apenas no início do século XX, com a arbitragem do
rei da Itália, Vítor Emanuel III, que dividiu o território contestado [1].
Nascimento de Boa Vista: Em 1890, foi fundado o município de Boa Vista do Rio Branco,
que viria a ser a capital do estado. A criação do município visava impulsionar o
desenvolvimento da região, embora a população ainda fosse pequena [2], [3].
5. Roraima no Século XX
O século XX foi um período de grandes transformações para Roraima, marcado pela criação do
Território Federal, a intensificação da exploração de recursos naturais, a construção de
infraestruturas e o início de um processo de maior integração com o restante do Brasil [1], [2],
[3].
Criação do Território Federal do Rio Branco (1943): Em 1943, durante o governo de
Getúlio Vargas, foi criado o Território Federal do Rio Branco, desmembrado do estado do
Amazonas. Essa medida visava a melhor administração e controle da região, além de
promover o povoamento e a dinamização econômica. Foram implementadas ações como a
criação de escolas, colônias agrícolas e incentivos para a vinda de novos habitantes,
especialmente maranhenses [2], [3].
Mudança de Nome para Território Federal de Roraima (1962): Em 1962, o Território
Federal do Rio Branco teve seu nome alterado para Território Federal de Roraima. A
mudança ocorreu para evitar confusão com a capital do Acre, que também se chamava Rio
Branco, e atendeu a um clamor popular. O nome “Roraima”, de origem Yanomami, significa
“Monte Verde” [2], [3].
O Garimpo: O garimpo, especialmente de ouro, foi uma atividade econômica de grande
destaque na região, principalmente no final da década de 1980 e 1990. Embora tenha
atraído garimpeiros de todo o país e impulsionado a economia local, também causou
grande devastação ambiental e conflitos sociais, especialmente em terras indígenas [1], [3].
Construção da BR-174: A construção da BR-174, que interliga Manaus a Boa Vista e se
estende até a Venezuela, foi uma obra de infraestrutura crucial para a integração de
Roraima. Essa rodovia facilitou o comércio e o fluxo de pessoas, contribuindo para o
desenvolvimento da região [1], [3].
Colonização Dirigida: Na década de 1980, foram implantadas mais de 42 colônias
agrícolas com incentivo para a vinda de colonos de outros estados, visando o
desenvolvimento agrícola e o povoamento do território [2].
6. A Delimitação das Fronteiras
A delimitação das fronteiras de Roraima foi um processo complexo e demorado, envolvendo
disputas internacionais e acordos diplomáticos que moldaram a configuração territorial atual do
estado [1].
Questão do Pirara: Uma das mais significativas disputas territoriais foi a “Questão do
Pirara”, que envolveu o Brasil e a Grã-Bretanha no final do século XIX e início do século
XX. A área contestada, rica em recursos naturais, localizava-se na fronteira com a então
Guiana Britânica. A questão foi submetida à arbitragem do rei da Itália, Vítor Emanuel III,
que em 1904 proferiu uma sentença dividindo o território. Parte da área foi incorporada ao
Brasil, e outra parte à Guiana Britânica, consolidando parte da fronteira leste de Roraima
[1].
Fronteira com a Venezuela: A fronteira com a Venezuela, ao norte e noroeste, também foi
objeto de negociações e demarcações ao longo da história. A presença do Monte Roraima,
um marco natural na tríplice fronteira (Brasil, Venezuela e Guiana), é um elemento
importante nessa delimitação [1], [3].
Fronteiras Internas: As fronteiras com os estados do Amazonas (ao sul e oeste) e Pará
(ao sudeste) foram definidas no contexto da organização territorial brasileira, especialmente
com a criação do Território Federal do Rio Branco em 1943, que desmembrou a região do
Amazonas [2], [3].
Esses processos de delimitação foram cruciais para a garantia da soberania brasileira na região
e para a definição dos limites geográficos que hoje compõem o estado de Roraima.
7. A Criação do Território Federal
A criação do Território Federal do Rio Branco em 1943 representou um marco fundamental na
história de Roraima, alterando significativamente sua organização político-administrativa e
impulsionando um novo ciclo de desenvolvimento e povoamento [1], [2], [3].
Contexto: Em 13 de setembro de 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, o Brasil
passava por um período de redefinição territorial, impulsionado pela Segunda Guerra
Mundial e pela necessidade de integrar e desenvolver regiões de fronteira. Através do
Decreto-Lei nº 5.812, foram criados cinco Territórios Federais, entre eles o do Rio Branco,
desmembrado do estado do Amazonas [2], [3].
Objetivos: A criação do Território Federal tinha como principais objetivos [3]:
Melhorar a administração e o controle da região.
Promover o povoamento e a ocupação efetiva do território.
Dinamizar a economia local.
Garantir a soberania nacional em áreas de fronteira.
Ações Governamentais: Para alcançar esses objetivos, o governo federal implementou
diversas ações, como a criação de escolas, cursos normais, residências e colônias
agrícolas. Houve um forte incentivo para a vinda de novos habitantes, especialmente de
estados nordestinos, como o Maranhão [2], [3]. Militares também tiveram um papel
importante na construção e organização da capital.
Mudança de Nome: Em 13 de dezembro de 1962, o Território Federal do Rio Branco teve
seu nome alterado para Território Federal de Roraima, por meio da Lei nº 4.182. Essa
mudança visava evitar confusão com a capital do Acre, que também se chamava Rio
Branco, e refletia o desejo da população local por uma identidade própria. O nome
“Roraima”, de origem indígena, significa “Monte Verde” [1], [2], [3].
A fase de Território Federal foi crucial para a estruturação de Roraima, lançando as bases para
seu futuro desenvolvimento e para a posterior elevação à categoria de estado.
8. Os Fluxos Migratórios
Os fluxos migratórios desempenharam um papel fundamental na formação demográfica e
cultural de Roraima, influenciando seu desenvolvimento econômico e social ao longo da
história. Diversas ondas migratórias contribuíram para a diversidade populacional do estado [2],
[4].
Migração Interna (Século XIX e XX): Desde o século XIX, a região de Roraima atraiu
brasileiros de outras regiões do país, especialmente nordestinos, que buscavam novas
oportunidades, fugindo da seca em suas regiões de origem. Esses migrantes se dedicaram
principalmente à pecuária [2]. Com a criação do Território Federal do Rio Branco em 1943,
houve um incentivo governamental para a vinda de colonos de outros estados, visando o
povoamento e o desenvolvimento agrícola. Na década de 1980, mais de 42 colônias
agrícolas foram implantadas, atraindo um grande número de migrantes [2].
Migração para o Garimpo: A descoberta e a exploração de ouro, especialmente no final da
década de 1980 e 1990, geraram um intenso fluxo migratório de garimpeiros de diversas
partes do Brasil para Roraima. Essa migração, embora tenha impulsionado a economia
local, também trouxe desafios sociais e ambientais [1], [3].
Migração Internacional (Século XXI): Mais recentemente, Roraima tem sido um dos
principais destinos de imigrantes e refugiados venezuelanos, devido à crise econômica e
social em seu país de origem. Esse fluxo migratório tem gerado desafios humanitários e
sociais para o estado, que busca formas de acolher e integrar essa população [4].
Esses movimentos populacionais contribuíram para a riqueza cultural de Roraima, mas também
impuseram desafios relacionados à infraestrutura, serviços públicos e integração social.
9. A Criação do Estado e dos seus Municípios
A elevação de Roraima à categoria de estado federado, em 1988, foi um marco decisivo em
sua história, conferindo-lhe maior autonomia política e administrativa e impulsionando a
organização de seus municípios [1], [2].
Constituição de 1988: A Constituição Federal de 1988, conhecida como a “Constituição
Cidadã”, foi responsável por transformar os Territórios Federais de Roraima e do Amapá em
estados federados. Essa mudança representou o fim da tutela federal e o início de uma
nova fase de autogoverno para Roraima [1], [2].
Instalação do Estado: Embora a Constituição de 1988 tenha elevado Roraima à categoria
de estado, sua instalação de facto ocorreu em 1991, com a eleição e posse dos primeiros
governadores e representantes legislativos estaduais [1].
Criação dos Municípios: Com a transformação em estado, Roraima passou a ter a
prerrogativa de organizar seus próprios municípios. Atualmente, o estado é dividido em 15
municípios, que se agrupam em regiões geográficas intermediárias e imediatas, como Boa
Vista, Pacaraima, Rorainópolis-Caracaraí e Caracaraí [5]. A capital, Boa Vista, já havia sido
fundada em 1890 como município de Boa Vista do Rio Branco [2].
Poderes Estaduais: A partir da criação do estado, Roraima passou a ser governado por
três poderes: o Executivo (governador), o Legislativo (Assembleia Legislativa do Estado de
Roraima) e o Judiciário (Tribunal de Justiça do Estado de Roraima) [1].
A criação do estado e a organização de seus municípios foram passos essenciais para o
fortalecimento da identidade roraimense e para o desenvolvimento de políticas públicas mais
alinhadas às necessidades locais.
10. Patrimônios Históricos de Roraima
Roraima possui um rico acervo de patrimônios históricos, culturais e paisagísticos, que contam
a trajetória do estado desde sua ocupação inicial. Embora a história de Roraima seja
relativamente recente como estado, há mais de 600 itens considerados patrimônios, conforme
lista elaborada pelo Ministério Público Estadual (MPRR) [6].
Principais Patrimônios Materiais:
Entre os bens materiais tombados ou reconhecidos, destacam-se [6]:
Pedra Pintada: Sítio arqueológico com pinturas rupestres que evidenciam a presença de
povos pré-colombianos na região.
Casa da Cultura Madre Leotávia Zoller: Edificação de valor histórico e cultural.
Árvore Samaúma: Exemplar de grande porte com significado cultural e ambiental.
Serra do Tepequém: Região de beleza natural e importância histórica, ligada ao ciclo do
diamante.
Corredeiras do Bem-Querer: Formação natural com importância paisagística e histórica.
Lago do Caracaranã: Lago de grande beleza cênica e importância para as comunidades
locais.
Monte Roraima e Caburaí: Marcos geográficos e naturais de grande relevância, com
associações históricas e culturais.
Pontes do Macuxi, Surumu e Uraricoera: Infraestruturas que representam o
desenvolvimento e a integração do estado.
Monumento do Garimpeiro e o Coreto: Símbolos da atividade garimpeira e da cultura
local.
Marco do BV-8: Ponto de referência histórica.
Vilas do Mutun, Água Fria e Socó: Antigas vilas que preservam a memória da ocupação
do território.
Igrejas e Prédios Antigos: Diversas edificações religiosas e civis que testemunham o
passado do estado.
Forte São Joaquim do Rio Branco: O único bem tombado a nível federal em Roraima,
crucial para a defesa da soberania portuguesa na região [6].
Monumento ao Garimpeiro, um dos patrimônios históricos de Roraima [6].
Patrimônios Imateriais:
Além dos bens materiais, Roraima também possui um rico patrimônio cultural imaterial, que
inclui [6]:
Termos Macuxi e Wapixana: Como identificação regional dos povos indígenas.
Lendas de Cruviana e Macunaíma: Narrativas que fazem parte do folclore local.
Música Roraimense: Expressão artística e cultural do estado.
Arraiais e Festejos: Como o Arraial de São Sebastião, de Nossa Senhora do Carmo, de
São Francisco, da Nossa Senhora de Aparecida, do Anauá e Boa Vista Junina, além dos
Festejos de São José.
Hino do Estado de Roraima: Símbolo da identidade roraimense.
A preservação desses patrimônios é fundamental para a manutenção da memória e da
identidade cultural de Roraima, sendo um desafio constante para as autoridades e a sociedade
[6].
11. Pontos Turísticos
Roraima oferece uma variedade de pontos turísticos que refletem sua rica natureza, cultura e
história. Muitos desses atrativos estão concentrados na capital, Boa Vista, mas o estado como
um todo possui belezas naturais e locais de interesse [7], [8].
Principais Pontos Turísticos (Boa Vista e Região):
Centro Histórico de Boa Vista: Onde a cidade começou, com a Igreja Matriz Nossa
Senhora do Carmo, o Restaurante Meu Cantinho (antiga sede da Fazenda Boa Vista) e o
prédio da Intendência. Inclui o Monumento aos Pioneiros e a Praça Barreto Leite [7].
Orla Taumanan: Um espaço de lazer às margens do Rio Branco, com bares, restaurantes
e uma bela vista do pôr do sol. “Taumanan” significa “paz” em macuxi. Possui plataformas
Meiremê (“arco-íris”) e Weikepá (“nascer do sol”) [7].
Parque do Rio Branco: Maior obra turística do estado, com ampla área de lazer, praia
urbanizada e o Mirante Edileusa Loz, a maior torre de observação da região Norte, com 120
metros de altura, oferecendo uma vista panorâmica de 360° da cidade [7].
Complexo Ayrton Senna: Um dos maiores complexos poliesportivos do Norte, abrigando a
Praça das Águas, Portal do Milênio, Praça do Picote, Praça Velia Coutinho, Praça Fábio
Paracat e Praça da Pirâmide, com quadras, pista de bicicross e skate, e a Selvinha
Amazônica [7].
Praça do Mirandinha: Popular por seus piqueniques e amplo espaço verde, abriga uma
edição da Selvinha Amazônica (iguana gigante) e a sede do Instituto Boa Vista de Música
(IBVM) [7].
Parque Germano Augusto Sampaio: Com 178.284 m², oferece quadras esportivas, pistas
de bicicross e skate, anfiteatro, lagoa e o Palco e Área de Eventos Aderval da Rocha
Pereira, onde acontece o Natal da Paz [7].
Teatro Municipal de Boa Vista: Considerado um dos maiores do Brasil, com arquitetura
moderna, sala principal (Roraimeira) para 1.100 pessoas e sala menor (Teatro Escola) para
166 lugares [7].
Praça Mané Garrincha: Com iluminação de LED, aparelhos de ginástica, pista de skate,
playground, campo de futebol de areia, quadras de vôlei de areia e praça de alimentação
[7].
Bosque dos Papagaios: Parque Ecológico com 12 hectares de área verde, trilhas
ecológicas e diversas espécies de árvores e animais da região amazônica, como araras e
papagaios [7].
Monumento ao Xavante: Uma aeronave FAB 4493 (Xavante AT-26) instalada em um
suporte de concreto na Avenida João Alencar, simulando um voo baixo [7].
Praça da Primeira Infância (Nova Cidade): Espaço dedicado às crianças, com animais
gigantes e coloridos, fontes interativas e playgrounds [7].
Praça da Bandeira: Uma das praças mais antigas da cidade, inaugurada em 1939, com
quiosques, academia ao ar livre, playground, quadra poliesportiva, Monumento à Bandeira
Nacional e um canhão original do Forte São Joaquim [7].
Monte Roraima: Um dos pontos turísticos mais emblemáticos do estado, conhecido por
sua beleza natural e formações geológicas únicas [8].
Vista do Monte Roraima, um dos ícones naturais do estado [8].
Serra do Tepequém: Região de serra com cachoeiras e piscinas naturais, além de
vestígios da antiga exploração de diamantes [8].
Parque Nacional do Viruá: Unidade de conservação que protege uma rica biodiversidade
e paisagens naturais [8].
12. Reservas Indígenas
Roraima é o estado brasileiro com a maior proporção de população indígena em relação ao
total de habitantes, e abriga diversas terras indígenas que são fundamentais para a
preservação cultural e ambiental dos povos originários [4], [9]. As terras indígenas representam
cerca de 46% da área total de Roraima [9].
Principais Terras Indígenas:
Terra Indígena Raposa Serra do Sol: É uma das mais conhecidas e importantes terras
indígenas do Brasil, localizada ao norte de Roraima, com uma extensão de 1.747.464
hectares. É destinada à posse permanente dos povos indígenas Ingaricós, Macuxis,
Patamonas, Taurepangues e Wapichanas. Sua demarcação e homologação foram um
processo longo e controverso, mas fundamental para a garantia dos direitos desses povos
[1], [9], [10].
Outras Terras Indígenas: Roraima possui um total de 32 terras indígenas, habitadas por
povos como Yanomami, Ninam, Sanoma, Yanoma, Yaroame, Ingarikó, Macuxi, Taurepang,
Waimiri-Atroari, Ye’kuana e Wai-wai [4], [9]. Algumas outras terras indígenas mencionadas
incluem Manoá/Pium e Moskow [9].
Importância e Desafios:
As reservas indígenas são cruciais para a manutenção da biodiversidade e dos ecossistemas
amazônicos, além de serem o lar e o espaço de reprodução cultural de diversas etnias. No
entanto, essas áreas enfrentam constantes desafios, como invasões de garimpeiros,
desmatamento e conflitos por terra, que ameaçam a integridade dos territórios e a
sobrevivência dos povos indígenas [1], [9], [10].
13. Governadores do Território Federal de Roraima
Durante o período em que Roraima foi um Território Federal (1943 a 1988), os governadores
eram nomeados pelo Presidente da República. A lista de governadores desse período inclui [5]:
Nº Nome Início do Mandato Fim do Mandato
1 Ene Garcez dos Reis 17 de abril de 1944 21 de julho de 1945
2 Félix Valois de Araújo 21 de julho de 1945 14 de fevereiro de 1946
3 Clóvis Nova da Costa 14 de fevereiro de 1946 12 de setembro de 1946
4 Miguel de Oliveira 12 de setembro de 1946 15 de março de 1948
5 Jerônimo de Albuquerque 15 de março de 1948 21 de junho de 1951
6 Aquilino Mota Duarte 21 de junho de 1951 16 de fevereiro de 1953
7 José Maria de Paula 16 de fevereiro de 1953 14 de março de 1955
8 Ademar de Brito 14 de março de 1955 15 de junho de 1955
9 José de Faria 15 de junho de 1955 12 de setembro de 1955
10 Hélio da Costa Campos 12 de setembro de 1955 14 de fevereiro de 1961
11 Djair Cantuária 14 de fevereiro de 1961 15 de setembro de 1961
12 Clóvis Nova da Costa 15 de setembro de 1961 15 de março de 1963
13 Francisco de Assis 15 de março de 1963 15 de abril de 1964
14 Dilermando de Assis 15 de abril de 1964 15 de março de 1967
15 Hélio da Costa Campos 15 de março de 1967 15 de março de 1970
16 Fernando Ramos Pereira 15 de março de 1970 15 de março de 1974
17 Fernando Ramos Pereira 15 de março de 1974 15 de março de 1979
18 Ottomar Pinto 15 de março de 1979 15 de março de 1983
19 Vicente de Magalhães 15 de março de 1983 15 de março de 1985
20 Getúlio Cruz 15 de março de 1985 15 de março de 1987
21 Roberto Pinheiro 15 de março de 1987 15 de setembro de 1988
22 Romero Jucá 15 de setembro de 1988 31 de dezembro de 1990
(Nota: Romero Jucá foi o último governador nomeado do Território e o primeiro do Estado,
fazendo a transição) [5].
14. Governadores do Estado de Roraima
Com a elevação de Roraima à categoria de estado em 1988 e sua instalação de facto em 1991,
os governadores passaram a ser eleitos por sufrágio universal e voto direto e secreto, para
mandatos de quatro anos, com possibilidade de uma reeleição. A lista de governadores do
Estado de Roraima inclui [5]:
Nº Nome Início do Fim do Partido Observações
Mandato Mandato
1 Romero Jucá 1º de 1º de PRN Primeiro
janeiro de janeiro de governador eleito
1991 1995
2 Neudo 1º de 1º de PPB
Campos janeiro de janeiro de
1995 1999
3 Neudo 1º de 5 de abril PPB Reeleito, renunciou
Campos janeiro de de 2002 para disputar outro
1999 cargo
4 Francisco 5 de abril 1º de PFL Vice-governador
Flamarion de 2002 janeiro de que assumiu
Portela 2003
5 Ottomar Pinto 1º de 11 de PTB Faleceu no cargo
janeiro de maio de
2003 2007
6 José de 11 de 1º de PSDB Vice-governador
Anchieta maio de janeiro de que assumiu, eleito
Júnior 2007 2011 em 2010
7 José de 1º de 4 de abril PSDB Reeleito, renunciou
Anchieta janeiro de de 2014 para disputar outro
Júnior 2011 cargo
8 Chico 4 de abril 1º de PSB Vice-governador
Rodrigues de 2014 janeiro de que assumiu
2015
9 Suely 1º de 1º de PP Primeira mulher a
Campos janeiro de janeiro de governar o estado
2015 2019
10 Antonio 1º de 1º de PSL
Denarium janeiro de janeiro de
2019 2023
Nº Nome Início do Fim do Partido Observações
Mandato Mandato
11 Antonio 1º de Atual Progressistas Reeleito
Denarium janeiro de
2023
Referências
[1] Wikipédia. História de Roraima. Disponível em:
[Link] Acesso em: 21 de julho de 2026.
[2] IBGE Cidades. Roraima: História & Fotos. Disponível em:
[Link] Acesso em: 21 de julho de 2026.
[3] BNDigital. Geografia | Criação do Território Federal do Rio Branco, atual estado de
Roraima, Brasil. Disponível em: [Link]
territorio-federal-do-rio-branco-atual-estado-de-roraima-brasil/. Acesso em: 21 de julho de 2026.
[4] Passei Direto. Geografia e História de Roraima. Disponível em:
[Link]
occupacao-territorial-de-roraima-interesses-est. Acesso em: 21 de julho de 2026.
[5] Wikipédia. Lista de governadores de Roraima. Disponível em:
[Link] Acesso em: 21 de julho de
2026.
[6] Folha BV. Roraima tem mais de 600 itens considerados patrimônios históricos.
Disponível em: [Link]
considerados-patrimonios-historicos/. Acesso em: 21 de julho de 2026.
[7] Prefeitura de Boa Vista. Conheça os principais pontos turísticos de Boa Vista.
Disponível em: [Link]
turisticos-de-boa-vista. Acesso em: 21 de julho de 2026.
[8] TripAdvisor. OS 15 MELHORES pontos turísticos em Roraima. Disponível em:
[Link] Acesso
em: 21 de julho de 2026.
[9] Reporter Brasil. Indígenas de Roraima pedem terras maiores para frear avanço da soja.
Disponível em: [Link]
Acesso em: 21 de julho de 2026.
[10] Wikipédia. Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Disponível em:
[Link] Acesso em: 21 de
julho de 2026.