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O documento aborda a Lei n. 8.069/1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), destacando seus princípios, estrutura e direitos fundamentais. O ECA surge em um contexto histórico de transformação no Brasil, reconhecendo crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e priorizando sua proteção integral. O texto também discute a evolução das legislações anteriores, que não reconheciam adequadamente os direitos infantojuvenis.

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O documento aborda a Lei n. 8.069/1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), destacando seus princípios, estrutura e direitos fundamentais. O ECA surge em um contexto histórico de transformação no Brasil, reconhecendo crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e priorizando sua proteção integral. O texto também discute a evolução das legislações anteriores, que não reconheciam adequadamente os direitos infantojuvenis.

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CONHECIMENTOS

PEDAGÓGICOS
Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA) – Parte I

Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra

Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às
penalidades previstas civil e criminalmente.

CÓDIGO:
260220542129

CARLINHOS COSTA

Servidor Efetivo da Agência Nacional de Águas e da Secretaria de Educação do DF,


ocupando atualmente o cargo de Analista Processual e Administrativo, com passagens
pela assessoria do Subsecretário de Educação Básica, Diretoria de Ensino Fundamental,
Gestor de Escola Pública e Coordenador Intermediário. Técnico em Magistério para
a Educação Infantil e Anos Iniciais dos Ensino Fundamental, Graduado em Ciências
Biológicas e Pedagogia, Especialista em Direito Educacional e Gestão/Orientação
Educacional e Mestre em Metodologia do Ensino. Professor de Cursos Preparatórios
para Vestibulares e Concursos desde 2007. Professor desde 2001 em atuação em
todos os níveis da educação escolar.

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Conhecimentos Pedagógicos
Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I
Carlinhos Costa

SUMÁRIO
Lei n. 8.069/1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I . . . . . . . . . . . . . . . 4
Princípios, Estrutura e Direitos Fundamentais do ECA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
O Surgimento do ECA: Contexto Histórico e Jurídico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Direitos Fundamentais de Crianças e Adolescentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Direito à Vida, Saúde e Desenvolvimento Integral. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Do Direito à Convivência Familiar e Comunitária. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
Do Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Resumo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
Exercícios. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Gabarito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
Gabarito Comentado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122

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LEI N. 8.069/1990 – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO


ADOLESCENTE (ECA) – PARTE I

PRINCÍPIOS, ESTRUTURA E DIREITOS FUNDAMENTAIS DO ECA

O SURGIMENTO DO ECA: CONTEXTO HISTÓRICO E JURÍDICO


O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei n. 8.069/1990, surgiu
em um momento de transformações significativas no Brasil, tanto no campo histórico
quanto no jurídico.
De forma sintética, veja a trajetória nesta tabela.

Período Marco/Evento Descrição/Impacto


Cilindros giratórios em instituições de caridade
permitiam o abandono anônimo de bebês. As condições
Colonial (1726) Rodas dos expostos
eram precárias, a mortalidade infantil era alta e faltava
o reconhecimento de direitos.
Permitia punição a menores a partir de 9 anos, desde
Código Criminal de
Império (1830) que apresentassem discernimento. A infância era vista
1830
de forma utilitarista ou como um “problema social”.
O Código Penal considerava a capacidade de julgamento
Teoria do de menores entre 9 e 14 anos, marcando um pequeno
República (1890)
Discernimento avanço no reconhecimento das peculiaridades da
infância.
Fixou a maioridade penal em 14 anos, sinalizando
República (1921) Lei n. 4.242/1921 uma mudança progressiva em direção à proteção da
infância.
Primeira legislação exclusiva para crianças e
Código de Menores adolescentes. Proibiu as Rodas dos Expostos e definiu
República (1927)
(1927) instituições para menores. Ainda tinha um enfoque
assistencialista e punitivo.
O Serviço de Assistência a Menores centralizou ações
Era Vargas (1941) Criação do SAM para crianças abandonadas e menores infratores, com
enfoque autoritário e disciplinador.
Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor e
suas filiadas estaduais ampliaram o sistema
Período Militar (1964) FUNABEM e FEBEM
institucionalizado e repressivo. Maus-tratos,
superlotação e violação de direitos eram recorrentes.
Reconheceu crianças e adolescentes como titulares de
direitos, baseando-se nos dispositivos constitucionais
Redemocratização (1985) Emenda Criança
que originaram o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA).

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Período Marco/Evento Descrição/Impacto


Prioriza crianças e adolescentes como sujeitos de
Constituição de 1988 Artigo 227 direitos. Estabelece responsabilidade compartilhada
entre Estado, sociedade e família, base do ECA.
Regulamenta o Art. 227 da Constituição e define
Estatuto da Criança e proteção integral e prioritária. Alinhado à ONU,
1990
do Adolescente (ECA) reorganizou o sistema de garantia de direitos e
medidas socioeducativas.

Vamos tratar da principal abordagem que antecede o ECA, consistem no Código Mello
Matos (1927)1 e a sua revisão em 1979. No Código de Menores de 1927 (Código Mello Mattos),
o enfoque residia na questão de “menores abandonados ou delinquentes”. Vejamos o trecho
que se refere ao seu objeto e finalidade:

Art. 1º O menor, de um outro sexo, abandonado ou delinquente, que tiver menos de 18 anos
de idade, será submetido pela autoridade competente às medidas de assistência e proteção
contidas neste código (REVOGADO)

Destacava-se nessa legislação o viés assistencialista, o caráter punitivo e a criança


era interpretada como um problema em potencial. Posteriormente, em 1979, o código
foi revogado pela Lei n. 6.697, de 1979. Seu enfoque residia na questão dos menores em
“situação irregular”. Tal lei foi promulgada durante o regime militar. Sua visão não refletia
uma preocupação com os direitos da criança e do adolescente, mas trazia uma ênfase
no controle.
Ou seja, as legislações anteriores ao ECA não reconheciam crianças e adolescentes
como sujeitos de direitos. As políticas públicas eram restritas, insuficientes e muitas vezes
seletivas, com foco na caridade e no controle social.
A Constituição de 1988, conhecida como “Constituição Cidadã”, foi promulgada, marcando
um compromisso com os direitos fundamentais. O artigo 227 trouxe o princípio da prioridade
absoluta, determinando que a família, a sociedade e o Estado garantissem os direitos das
crianças e adolescentes.
Em 1990, o ECA rompe com a lógica dos códigos anteriores, substituindo a ideia da
“situação irregular” pela proteção integral, que reconhece crianças e adolescentes como
cidadãos plenos e prioriza o respeito aos seus direitos fundamentais.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei n. 8.069, de 13 de julho
de 1990, é uma norma fundamental que regulamenta os direitos e deveres relacionados à
infância e adolescência no Brasil. Sua estrutura é organizada da seguinte forma:

1
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Parte Geral:
1. Título I – Disposições Preliminares
− – Define os princípios fundamentais, como o direito à proteção integral e à prioridade
absoluta para crianças e adolescentes.
2. Título II – Dos Direitos Fundamentais
• Capítulo I: Do Direito à Vida e à Saúde
− Discorre sobre os direitos à sobrevivência e às condições adequadas de saúde.
• Capítulo II: Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade
− Trata da liberdade de opinião, convivência familiar e social e proteção contra tra-
tamentos degradantes.
• Capítulo III: Do Direito à Convivência Familiar e Comunitária
− Estabelece regras para guarda, tutela, adoção e medidas protetivas.
• Capítulo IV: Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer
− Garante o acesso à educação, cultura, esporte e lazer como direitos básicos.
• Capítulo V: Do Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho
− Regula o trabalho do adolescente, assegurando condições adequadas.
Parte Especial
3. Título III – Da Prevenção
• Capítulo I: Disposições Gerais
− Normas preventivas contra situações de risco para crianças e adolescentes.
• Capítulo II: Da Prevenção Especial
− Medidas para evitar violências e violações de direitos.
4. Título IV – Das Medidas de Proteção
− Lista medidas para garantir os direitos de crianças e adolescentes em situações
de risco.
5. Título V – Do Conselho Tutelar
− Normas sobre a criação, composição, atribuições e funcionamento do Conselho
Tutelar.
6. Título VI – Do Acesso à Justiça
− Regras sobre a representação jurídica, Ministério Público e Defensoria Pública no
âmbito infantojuvenil.
7. Título VII – Dos Crimes e das Infrações Administrativas
− Tipifica condutas criminosas e infrações administrativas relacionadas aos direitos
de crianças e adolescentes.

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Parte Final:
8. Disposições Transitórias e Finais
− Regras complementares e prazos para adequação de legislações e políticas públicas.
Princípios fundamentais: proteção integral e prioridade absoluta
No âmbito do direito infantojuvenil no Brasil, normas e diretrizes materializam a doutrina
da proteção integral para crianças e adolescentes, correspondendo ao princípio da dignidade
da pessoa humana. Os direitos da criança e do adolescente passaram por uma profunda
reformulação com o surgimento da Constituição Federal de 1988, sendo sua essência jurídica
reconhecida como ius cogens (conjunto de normas imperativas do direito internacional que
não podem ser alteradas, exceto por outras normas de igual natureza). Nesse contexto,
cabe ao Estado a obrigação de garantir sua função de proteção e regulação na salvaguarda
dos direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes.
O princípio da prioridade absoluta está previsto na Constituição Federal, em seu artigo
227, e no Estatuto da Criança e do Adolescente, no artigo 4º e no artigo 100, parágrafo único,
II. Os artigos mencionados anteriormente, como será demonstrado, asseguram a prevalência
dos direitos de crianças e adolescentes em todas as áreas de interesse. Analisemos o que
dispõe a Constituição Federal:

Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao


jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer,
à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade e opressão.

O Estatuto da Criança e do Adolescente versa em suas disposições preliminares, já


no artigo 1º, a respeito da proteção integral à criança e ao adolescente. Para esse fim,
considera como criança e adolescente (Art. 2º):

Criança pessoa até doze anos de idade incompletos


Adolescente pessoa entre doze e dezoito anos de idade

O Parágrafo Único do Art. 2º diz que “nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente
este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade”2.
A distinção entre criança e adolescente é especialmente relevante em temas como
adoção, permissão para viagens e responsabilização por atos infracionais.

2
Grifo nosso.
Exceções de casos em que maiores de 18 anos (adultos) respondem segundo as normas do ECA. Isso pode ocorrer com
pessoas entre 18 e 21 anos, excepcionalmente, nos casos a seguir:

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• Colocação em família substituta e adoção: nessas situações, a criança deve ser ouvida,
sempre que possível, para manifestar sua opinião ou desejo. Por outro lado, no caso
do adolescente, tanto a adoção, quanto a inclusão em família substituta dependem
de sua concordância.
• Consequências relacionadas à prática de ato infracional: quando uma criança comete
um ato infracional, são aplicadas medidas de proteção. No entanto, para adolescentes
que praticam atos infracionais, são impostas medidas socioeducativas, podendo ser
cumuladas com medidas protetivas.
• Autorização para viagem: de forma geral, a criança necessita de autorização judicial
para viajar sem a companhia dos pais, seja em território nacional ou internacional.
Quanto aos adolescentes, aqueles com menos de 16 anos precisam de autorização,
quando não estiverem acompanhados pelos pais. Já os maiores de 16 anos não
necessitam de permissão para viagens dentro do país, mas a autorização é obrigatória
para viagens internacionais.
O Art. 3º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é um dos pilares que fundamentam
a ideia de proteção integral, reafirmando o reconhecimento de crianças e adolescentes
como sujeitos plenos de direitos. O artigo estabelece que crianças e adolescentes possuem
os mesmos direitos fundamentais que qualquer pessoa. Isso significa que não podem
ser tratados de forma inferiorizada, devendo ser respeitados em sua dignidade, liberdade
e cidadania.

Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa


humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou
por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento
físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.

Medida socioeducativa: em situações em que o ato infracional tenha sido cometido durante a menoridade e tenha sido
determinada a aplicação de uma medida socioeducativa de internação, essa poderá ser cumprida até o limite de 3 anos.
Nessas condições, o jovem pode permanecer internado, mas deverá ser liberado ao completar 21 anos de idade.
Competência para adoção: geralmente, os processos de adoção envolvendo crianças e adolescentes são tratados na
Vara da Infância e Juventude, enquanto as adoções de pessoas maiores de idade são de competência da Vara de Famí-
lia. Contudo, quando o maior de idade que será adotado já estava sob a guarda ou tutela do adotante antes de atingir
os 18 anos, a competência permanece com a Vara da Infância e Juventude. O artigo 40 do ECA esclarece essa questão,
estipulando que, para menores de 18 anos, aplicam-se as disposições do Estatuto, enquanto para maiores de idade são
aplicadas as normas do Direito de Família.
Art. 40 – O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou
tutela dos adotantes.

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O texto destaca que devem ser asseguradas todas as oportunidades e facilidades


para o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social. Essas dimensões do
desenvolvimento refletem que o bem-estar de crianças e adolescentes vai além do físico.

Mental
Físico

Moral,
espiritual
e social

Desenvolvimento

Nesse sentido, não deverá haver nenhuma distinção ou discriminação, conforme


preconiza o parágrafo único do referido artigo:

Parágrafo único. Os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as crianças e adolescentes,
sem discriminação de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou
crença, deficiência, condição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica,
ambiente social, região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias
ou a comunidade em que vivem.

Esse trecho foi incluído pela Lei n. 13.257, de 8 de março de 2016 que, entre outros
aspectos, dispõe sobre as políticas públicas para a primeira infância e altera a Lei n. 8.069,
de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente).
O Art. 4º do ECA estabelece a responsabilidade compartilhada entre família, comunidade,
sociedade em geral e poder público para garantir, com absoluta prioridade, os direitos
fundamentais das crianças e dos adolescentes, incluindo vida, saúde, alimentação, educação,
esporte, lazer, cultura, profissionalização, dignidade, respeito, liberdade e convivência
familiar e comunitária.

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Responsabilidade
Família
compartilhada

Poder público Comunidade

Sociedade
em geral

Esse artigo consolida o princípio da proteção integral, enfatizando que todas as esferas
sociais devem atuar de forma articulada para promover o pleno desenvolvimento físico,
mental, emocional e social de crianças e adolescentes, sempre respeitando sua dignidade
e autonomia.
Sobre a garantia de prioridade, o texto do ECA preconiza ainda no artigo 4º:

§1º A garantia de prioridade compreende: (Incluído pela Lei nº 15.240, de 2025)


a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias;
b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública;
c) preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas;
d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à
infância e à juventude.
§ 2º Compete aos pais, além de zelar pelos direitos de que trata o art. 3º desta Lei, prestar
aos filhos assistência afetiva, por meio de convívio ou de visitação periódica, que permita o
acompanhamento da formação psicológica, moral e social da pessoa em desenvolvimento.
(Incluído pela Lei nº 15.240, de 2025)
§ 3º Para efeitos desta Lei, considera-se assistência afetiva: (Incluído pela Lei nº 15.240,
de 2025)
I – orientação quanto às principais escolhas e oportunidades profissionais, educacionais e
culturais; (Incluído pela Lei nº 15.240, de 2025)
II – solidariedade e apoio nos momentos de intenso sofrimento ou de dificuldade; (Incluído
pela Lei nº 15.240, de 2025)
III – presença física espontaneamente solicitada pela criança ou adolescente quando possível
de ser atendida. (Incluído pela Lei nº 15.240, de 2025)

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Esse conjunto de garantias é essencial para promover o pleno desenvolvimento e a


proteção integral, destacando o compromisso coletivo da sociedade e do poder público
em resguardar seus direitos.
Vejamos agora os aspectos tratados pelos artigos 5º e 6º:

Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência,


discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer
atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.
Parágrafo único. Considera-se conduta ilícita, sujeita a reparação de danos, sem prejuízo de
outras sanções cabíveis, a ação ou a omissão que ofenda direito fundamental de criança ou de
adolescente previsto nesta Lei, incluídos os casos de abandono afetivo. (Incluído pela Lei nº
15.240, de 2025).
Art. 6º Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela se dirige, as
exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a condição peculiar da
criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento.

O artigo 5º do ECA, recentemente atualizado pela Lei nº 15.240/2025, reafirma a


proteção integral e a prioridade absoluta devida à juventude brasileira ao estabelecer uma
rede de proteção contra qualquer forma de violência ou descaso. Ao tipificar como conduta
ilícita não apenas as agressões físicas e a exploração, mas também a omissão e o abandono
afetivo, o texto legal reconhece que o cuidado emocional é um direito fundamental e que a
ausência de amparo psicológico gera danos passíveis de reparação. Assim, a norma impõe
uma responsabilidade civil e jurídica rigorosa tanto ao Estado quanto à família e à sociedade,
garantindo que qualquer atentado — seja por uma ação direta ou pela negligência afetiva —
seja devidamente punido e reparado. A proibição de negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade e opressão abrange diversas formas de abuso: físico, psicológico,
sexual e institucional. É importante destacar que a responsabilização legal não se limita à
ação direta, mas também se aplica à omissão, ou seja, à falta de providências necessárias
para evitar ou corrigir tais violações.
A proibição de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão
abrange diversas formas de abuso: físico, psicológico, sexual e institucional. É importante
destacar que a responsabilização legal não se limita à ação direta, mas também se aplica à
omissão, ou seja, à falta de providências necessárias para evitar ou corrigir tais violações.

Omissão Ação

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Esse artigo reflete o princípio da proteção integral e do melhor interesse da criança e


do adolescente, presentes na Constituição Federal e nos tratados internacionais de direitos
humanos. Ele também estabelece um fundamento legal para políticas públicas e medidas
protetivas, como o funcionamento de conselhos tutelares e programas de enfrentamento
à violência.
Em síntese, o Art. 5º exige uma postura ativa de todos – família, sociedade e Estado –
para assegurar que crianças e adolescentes vivam com dignidade, livres de qualquer forma
de violação de seus direitos, com a garantia de punição aos responsáveis por tais atos.
O Art. 6º, por sua vez, orienta que a interpretação do ECA deve ser realizada com
uma visão ampla e sensível, levando em consideração o contexto social, as necessidades
individuais e coletivas e o fato de que crianças e adolescentes estão em desenvolvimento.
Esse princípio garante que a legislação seja aplicada de forma eficaz, sempre priorizando
o bem-estar e os direitos da criança e do adolescente.

DIREITOS FUNDAMENTAIS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

DIREITO À VIDA, SAÚDE E DESENVOLVIMENTO INTEGRAL


O artigo 7º aborda os direitos fundamentais das crianças e adolescentes no contexto
da saúde e proteção à vida, bom como o papel das políticas públicas na efetivação
desses direitos.

Art. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação
de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso,
em condições dignas de existência.

O princípio da proteção integral serve como fundamento para a interpretação de todo


o Estatuto da Criança e do Adolescente. Com base nesse princípio, o legislador busca
assegurar essa proteção desde a vida intrauterina, ou seja, a partir do período gestacional,
garantindo diversos direitos à gestante e à mãe, com o objetivo de promover o nascimento
e o desenvolvimento em condições adequadas e dignas. O Estado, por meio do Sistema
Único de Saúde, tem o dever de implementar programas e políticas voltadas para a saúde
da mulher, abrangendo desde o pré-natal, até o período pós-natal, além de oferecer acesso
a iniciativas de planejamento familiar e reprodutivo.
Já o Art. 8º expande essa proteção ao garantir às mulheres, especialmente às gestantes,
acesso a serviços de saúde adequados, como atenção humanizada, nutrição apropriada
e acompanhamento integral durante a gestação, parto e puerpério, por meio do Sistema
Único de Saúde.

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Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I
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Art. 8º É assegurado a todas as mulheres o acesso aos programas e às políticas de saúde da


mulher e de planejamento reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada
à gravidez, ao parto e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no
âmbito do Sistema Único de Saúde. (Redação dada pela Lei n. 13.257, de 2016)

Agora, vejamos os pontos mencionados em cada um dos parágrafos referentes ao


artigo 8º:

§ 1º O atendimento pré-natal será realizado por profissionais da atenção primária.


Os profissionais de saúde de referência da gestante garantirão sua vinculação, no último trimestre da
§ 2º
gestação, ao estabelecimento em que será realizado o parto, garantido o direito de opção da mulher.
Os serviços de saúde onde o parto for realizado assegurarão às mulheres e aos seus filhos recém-
§ 3º nascidos alta hospitalar responsável e contrarreferência na atenção primária, bem como o acesso a
outros serviços e a grupos de apoio à amamentação.
Incumbe ao poder público proporcionar assistência psicológica à gestante e à mãe, no período pré
§ 4º
e pós-natal, inclusive como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal.
A assistência referida no § 4 o deste artigo deverá ser prestada também a gestantes e mães que
§ 5º manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção, bem como a gestantes e mães que se
encontrem em situação de privação de liberdade.
A gestante e a parturiente têm direito a 1 (um) acompanhante de sua preferência durante o período
§ 6º
do pré-natal, do trabalho de parto e do pós-parto imediato.
A gestante deverá receber orientação sobre aleitamento materno, alimentação complementar
§ 7º saudável e crescimento e desenvolvimento infantil, bem como sobre formas de favorecer a criação
de vínculos afetivos e de estimular o desenvolvimento integral da criança.
A gestante tem direito a acompanhamento saudável durante toda a gestação e a parto natural
§ 8º cuidadoso, estabelecendo-se a aplicação de cesariana e outras intervenções cirúrgicas por motivos
médicos.
A atenção primária à saúde fará a busca ativa da gestante que não iniciar ou que abandonar as
§ 9º
consultas de pré-natal, bem como da puérpera que não comparecer às consultas pós-parto.
Incumbe ao poder público garantir, à gestante e à mulher com filho na primeira infância que se
encontrem sob custódia em unidade de privação de liberdade, ambiência que atenda às normas
§ 10º
sanitárias e assistenciais do Sistema Único de Saúde para o acolhimento do filho, em articulação
com o sistema de ensino competente, visando ao desenvolvimento integral da criança.
A assistência psicológica à gestante, à parturiente e à puérpera deve ser indicada após avaliação do
§ 11º
profissional de saúde no pré-natal e no puerpério, com encaminhamento de acordo com o prognóstico.

Os dispositivos abordam a garantia de um atendimento integral e humanizado à gestante,


destacando a atuação da atenção primária no acompanhamento pré-natal, a vinculação

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da gestante ao local de parto e o suporte pós-parto com acesso a serviços e apoio à


amamentação. Asseguram também assistência psicológica às mães, especialmente em
situações de vulnerabilidade, como privação de liberdade ou entrega de filhos para adoção.

Além disso, reforçam o direito à escolha de um acompanhante durante a gestação e o


parto, a orientação sobre cuidados com o bebê e a promoção de um ambiente saudável,
priorizando o desenvolvimento integral da criança e a saúde materna em todas as etapas.
No que diz respeito à gravidez na adolescência, o artigo 8º-A institui uma importante
abordagem:

Fica instituída a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, a ser


realizada anualmente, na semana que incluir o dia 1º de fevereiro, com o objetivo de
Art. 8º-A.
disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a
redução da incidência da gravidez na adolescência. (Incluído pela Lei n. 13.798, de 2019)
Parágrafo único. As ações destinadas a efetivar o disposto no caput deste artigo ficarão a cargo do poder
público, em conjunto com organizações da sociedade civil, e serão dirigidas prioritariamente ao público
adolescente.

O Art. 9º enfatiza a responsabilidade do poder público, instituições e empregadores em


criar condições favoráveis ao aleitamento materno, estendendo essa garantia inclusive
às mães privadas de liberdade. Essa proteção ao aleitamento é reforçada pelo § 1º, que
determina que profissionais de saúde devem adotar ações contínuas de promoção, proteção
e apoio à prática, além de incentivar uma alimentação complementar saudável.
Já o § 2º prevê que unidades de terapia intensiva neonatal ofereçam infraestrutura
adequada, com bancos ou unidades de coleta de leite humano, para atender às necessidades
de recém-nascidos em condições críticas, fortalecendo o cuidado e a saúde neonatal. Essa
abordagem assegura que o direito ao aleitamento materno seja amplamente efetivado,
independentemente do contexto.

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I – manter registro das atividades desenvolvidas, através de


prontuários individuais, pelo prazo de dezoito anos;
II – identificar o recém-nascido mediante o registro de sua
impressão plantar e digital e da impressão digital da mãe,
sem prejuízo de outras formas normatizadas pela autoridade
administrativa competente;
III – proceder a exames visando ao diagnóstico e terapêutica
de anormalidades no metabolismo do recém-nascido, bem como
prestar orientação aos pais;
Art. 10. Os hospitais e demais
IV – fornecer declaração de nascimento onde constem
estabelecimentos de atenção à saúde
necessariamente as intercorrências do parto e do desenvolvimento
de gestantes, públicos e particulares,
do neonato;
são obrigados a:
V – manter alojamento conjunto, possibilitando ao neonato a
permanência junto à mãe.
VI – acompanhar a prática do processo de amamentação,
prestando orientações quanto à técnica adequada, enquanto a
mãe permanecer na unidade hospitalar, utilizando o corpo técnico
já existente.
VII – desenvolver atividades de educação, de conscientização e
de esclarecimentos a respeito da saúde mental da mulher no
período da gravidez e do puerpério.

A Lei também assegura, neste mesmo artigo, que o Sistema Único de Saúde (SUS)
disponibilize testes de triagem neonatal no âmbito do Programa Nacional de Triagem
Neonatal (PNTN), implementados de forma escalonada. Esses testes abrangem condições
como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, galactosemias, doenças
lisossômicas e atrofia muscular espinhal, entre outras, divididas em cinco etapas progressivas.
Essa medida reforça o cuidado integral à saúde do recém-nascido, garantindo a detecção
precoce de doenças e a implementação de tratamentos oportunos.
A lista de doenças rastreadas pelo teste do pezinho será revisada periodicamente
com base em evidências científicas (§ 2º), priorizando condições prevalentes e tratáveis
no SUS. Além disso, o rol pode ser ampliado conforme critérios (§ 3º), e é obrigatório
informar gestantes e acompanhantes sobre a relevância do teste e as diferenças entre
as modalidades disponíveis no SUS e na rede privada. (§ 4º)
O artigo 11 assegura o acesso integral às linhas de cuidado voltadas à saúde da criança e
do adolescente no SUS, com base no princípio da equidade. Garante atendimento inclusivo
e sem discriminação a crianças e adolescentes com deficiência, abrangendo necessidades
gerais e específicas de saúde, habilitação e reabilitação. Prevê ainda o fornecimento gratuito
de medicamentos, órteses, próteses e tecnologias assistivas para tratamento, e estabelece
a formação contínua de profissionais para identificar riscos ao desenvolvimento psíquico
na primeira infância e oferecer o acompanhamento necessário.

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O artigo 12 assegura o direito à permanência de um dos pais ou responsável em tempo


integral nos estabelecimentos de saúde durante a internação de crianças ou adolescentes,
incluindo unidades neonatais e de terapia intensiva.
O artigo 13 traz considerações importantes. Estabelece a obrigatoriedade de comunicar
ao Conselho Tutelar casos de suspeita ou confirmação de violência contra crianças e
adolescentes, garantindo a proteção e a aplicação de medidas legais.

Além disso, ressalta que as gestantes ou mães que desejem entregar seus filhos para
adoção devem ser encaminhadas à Justiça da Infância e Juventude sem constrangimento.
E ainda: serviços de saúde e assistência social devem priorizar o atendimento de crianças
de primeira infância em situações de violência, desenvolvendo intervenções em rede e
acompanhamentos específicos para proteger e promover o bem-estar.

Obrigatoriamente
Mães que
encaminhadas Justiça da Infância
desejam entregar o
sem e Juventude.
filho pra adoção.
constragimento.

Essa é uma campanha do Conselho Nacional de Justiça.

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O artigo 14 determina que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve implementar programas
de assistência médica e odontológica com foco na prevenção de doenças comuns na infância.
Além disso, enfatiza a realização de campanhas de educação sanitária direcionadas a pais,
educadores e alunos, promovendo conscientização e práticas saudáveis para garantir o
bem-estar das crianças.

§ 1º É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades


sanitárias.

Os parágrafos que se seguem, preconizam que Sistema Único de Saúde (SUS) adotará
uma abordagem integral e preventiva à saúde de crianças e gestantes, promovendo a
atenção à saúde bucal de forma integrada com outras linhas de cuidado, conforme o §
2º. Além disso, o § 3º estabelece ações educativas e preventivas em saúde bucal desde
o pré-natal, até os 12 anos, enquanto o § 4º garante atendimento especializado para
crianças com necessidades odontológicas especiais. Por fim, o § 5º exige a aplicação de
protocolos específicos nos primeiros 18 meses de vida para identificar possíveis riscos ao
desenvolvimento psíquico da criança, reforçando o compromisso com a saúde integral e o
desenvolvimento saudável na infância.

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DO DIREITO À LIBERDADE, AO RESPEITO E À DIGNIDADE


Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas
humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais
garantidos na Constituição e nas leis.
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:
I – ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais;
II – opinião e expressão;
III – crença e culto religioso;
IV – brincar, praticar esportes e divertir-se;
V – participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação;
VI – participar da vida política, na forma da lei;
VII – buscar refúgio, auxílio e orientação.
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da
criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia,
dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de
qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de
castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina,
educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos
responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer
pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los. (Incluído pela Lei n.
13.010, de 2014)
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se:
I – castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre
a criança ou o adolescente que resulte em:
a) sofrimento físico; ou
b) lesão;
II – tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança
ou ao adolescente que:
a) humilhe; ou
b) ameace gravemente; ou
c) ridicularize.
Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os agentes públicos
executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e
de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento
cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto
estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintes medidas, que serão
aplicadas de acordo com a gravidade do caso: (Incluído pela Lei n. 13.010, de 2014)
I – encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família;
II – encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico;

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III – encaminhamento a cursos ou programas de orientação;


IV – obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado;
V – advertência.
VI – garantia de tratamento de saúde especializado à vítima.
Parágrafo único. As medidas previstas neste artigo serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem
prejuízo de outras providências legais.

O ECA, em seu artigo 15, assegura que crianças e adolescentes sejam reconhecidos
como sujeitos plenos de direitos, garantindo a eles o respeito à liberdade, à dignidade e
à sua condição peculiar de pessoas em desenvolvimento.
O próximo artigo trata dos aspectos que integram o direito à liberdade de crianças e
adolescentes.

I – ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços


comunitários, ressalvadas as restrições legais;

II – opinião e expressão;

III – crença e culto religioso;

Art. 16. O direito à liberdade


compreende os seguintes
aspectos: IV – brincar, praticar esportes e divertir-se;

V – participar da vida familiar e comunitária, sem


discriminação;

VI – participar da vida política, na forma da lei;

VII – buscar refúgio, auxílio e orientação.

O artigo 16 é fundamental, porque detalha os direitos que garantem a liberdade plena


de crianças e adolescentes, assegurando-lhes uma infância saudável, com autonomia para
se expressarem, se divertir, praticar atividades físicas, participar da vida social e política de
forma respeitosa e sem discriminação. Ao listar esses direitos, o artigo reforça a importância
de tratar crianças e adolescentes como cidadãos plenos.
O artigo 17 destaca a importância do respeito à integridade de crianças e adolescentes,
reconhecendo-os como indivíduos com direito à proteção de sua integridade física,
psíquica e moral.

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física
inviolabilidade da
integridade
Art. 17. O direito ao
psíquica
respeito

moral

Esse respeito abrange aspectos essenciais, como a preservação da imagem, identidade


e autonomia dos jovens, assegurando que seus valores, ideias e crenças sejam respeitados,
bem como seus espaços e objetos pessoais.
O Art. 18 diz que é dever de todos zelar pela dignidade da criança e do adolescente:

desumano

violento

pondo-os a salvo de
aterrorizante
qualquer tratamento

vexatório

constrangedor

O Art. 18-A assegura que crianças e adolescentes devem ser educados e cuidados sem
o uso de castigos físicos ou tratamentos cruéis e degradantes, independentemente
da intenção de correção, disciplina ou educação. Esse direito se aplica a pais, familiares,
responsáveis e agentes públicos envolvidos em medidas socioeducativas, bem como a
qualquer pessoa encarregada de cuidar, educar ou proteger os menores.

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ação de natureza
disciplinar ou punitiva
aplicada com o uso da
força física sobre a criança
ou o adolescente que
resulte em sofrimento físico

castigo físico

lesão

conduta ou forma
cruel de tratamento humilhe
em relação à criança
ou ao adolescente
que
tratamento cruel ou
ameace gravemente
degradante

ridicularize

O Art. 18-B estabelece que os responsáveis pelo cuidado, educação e proteção de crianças
e adolescentes, incluindo pais, familiares, responsáveis e agentes públicos, que utilizarem
castigo físico ou tratamento cruel e degradante, estarão sujeitos a sanções, além de outras
medidas cabíveis, conforme a gravidade do caso.

I – encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família;


II – encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico;
MEDIDAS III – encaminhamento a cursos ou programas de orientação;
(de acordo com a
gravidade do caso) IV – obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado;
V – advertência.
VI – garantia de tratamento de saúde especializado à vítima.
Obs.: sem prejuízo de outras sanções cabíveis.

O ECA estabelece que tais medidas serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem prejuízo
de outras providências legais.

DO DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA


O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também aborda de forma detalhada e
abrangente o direito à convivência familiar e comunitária, reconhecendo sua importância

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para o pleno desenvolvimento da criança e do adolescente. Esse direito é tratado como


essencial para a formação de vínculos afetivos, para a socialização e para a construção
de valores, assegurando que sejam criadas condições para que a criança e o adolescente
possam crescer em um ambiente de proteção e cuidado, preferencialmente no seio da família
natural ou, excepcionalmente, em família substituta, sempre respeitando os princípios da
dignidade.

e, excepcionalmente,
em família substituta
ser criado e educado no
seio de sua família
Art. 19. É direito da assegurada a convivência
criança e do adolescente familiar e comunitária

em ambiente que garanta


seu desenvolvimento
integral.

Demais considerações do artigo 19


terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três)
meses, devendo a autoridade judiciária competente, com
Toda criança ou adolescente que estiver base em relatório elaborado por equipe interprofissional
§ 1º inserido em programa de acolhimento ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela
familiar ou institucional possibilidade de reintegração familiar ou pela colocação em
família substituta, em quaisquer das modalidades previstas
no art. 28 desta Lei.
não se prolongará por mais de 18 (dezoito) meses, salvo
A permanência da criança e do ado-
comprovada a necessidade que atenda ao seu superior
§ 2º lescente em programa de acolhimento
interesse, devidamente fundamentada pela autoridade
institucional
judiciária.
em relação a qualquer outra providência, caso em que será
A manutenção ou a reintegração de esta incluída em serviços e programas de proteção, apoio e
§ 3º criança ou adolescente à sua família promoção, nos termos do § 1 o do art. 23, dos incisos I e IV
terá preferência do caput do art. 101 e dos incisos I a IV do caput do art. 129
desta Lei.
Será garantida a convivência da criança por meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável
§ 4º e do adolescente com a mãe ou o pai ou, nas hipóteses de acolhimento institucional, pela entidade
privado de liberdade responsável, independentemente de autorização judicial.
Será garantida a convivência integral da
§ 5º que estiver em acolhimento institucional.
criança com a mãe adolescente
§ 6º A mãe adolescente será assistida por equipe especializada multidisciplinar.

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Em síntese, o artigo 19 e seus parágrafos reforçam a prioridade do direito da criança e


do adolescente à convivência familiar e comunitária, seja no seio de sua família natural ou,
excepcionalmente, em família substituta. As disposições garantem a avaliação periódica
em situações de acolhimento, a limitação temporal de sua permanência, a preferência pela
reintegração familiar, bem como a manutenção de vínculos mesmo em situações adversas,
sempre assegurando o melhor interesse da criança e do adolescente.
O artigo 19-A da Lei n. 13.257/2016 trata do direito da gestante ou mãe que deseja
entregar seu filho para adoção. De acordo com esse artigo, a mãe, ao manifestar interesse
em realizar a entrega, seja antes ou logo após o nascimento, deve ser encaminhada à Justiça
da Infância e da Juventude. Essa medida visa a assegurar que o processo de entrega para
adoção seja conduzido de forma legal, respeitando os direitos da mãe e da criança, garantindo
o acompanhamento da Justiça para que o processo seja realizado com responsabilidade e
em conformidade com as normas estabelecidas.

§ 1º A gestante ou mãe será ouvida pela equipe interprofissional da Justiça da Infância e da


Juventude, que apresentará relatório à autoridade judiciária, considerando inclusive os eventuais
efeitos do estado gestacional e puerperal. (Incluído pela Lei n. 13.509, de 2017)
§ 2º De posse do relatório, a autoridade judiciária poderá determinar o encaminhamento da
gestante ou mãe, mediante sua expressa concordância, à rede pública de saúde e assistência
social para atendimento especializado. (Incluído pela Lei n. 13.509, de 2017)
§ 3º A busca à família extensa, conforme definida nos termos do parágrafo único do art. 25 desta
Lei, respeitará o prazo máximo de 90 (noventa) dias, prorrogável por igual período. (Incluído pela
Lei n. 13.509, de 2017)
§ 4º Na hipótese de não haver a indicação do genitor e de não existir outro representante da
família extensa apto a receber a guarda, a autoridade judiciária competente deverá decretar a
extinção do poder familiar e determinar a colocação da criança sob a guarda provisória de quem
estiver habilitado a adotá-la ou de entidade que desenvolva programa de acolhimento familiar
ou institucional. (Incluído pela Lei n. 13.509, de 2017)
§ 5º Após o nascimento da criança, a vontade da mãe ou de ambos os genitores, se houver pai
registral ou pai indicado, deve ser manifestada na audiência a que se refere o § 1 o do art. 166
desta Lei, garantido o sigilo sobre a entrega. (Incluído pela Lei n. 13.509, de 2017)
§ 6º Na hipótese de não comparecerem à audiência nem o genitor nem representante da família
extensa para confirmar a intenção de exercer o poder familiar ou a guarda, a autoridade judiciária
suspenderá o poder familiar da mãe, e a criança será colocada sob a guarda provisória de quem
esteja habilitado a adotá-la. (Incluído pela Lei n. 13.509, de 2017)
§ 7º Os detentores da guarda possuem o prazo de 15 (quinze) dias para propor a ação de adoção,
contado do dia seguinte à data do término do estágio de convivência. (Incluído pela Lei n. 13.509,
de 2017)
§ 8º Na hipótese de desistência pelos genitores – manifestada em audiência ou perante a equipe
interprofissional – da entrega da criança após o nascimento, a criança será mantida com os
genitores, e será determinado pela Justiça da Infância e da Juventude o acompanhamento
familiar pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias. (Incluído pela Lei n. 13.509, de 2017)

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§ 9º É garantido à mãe o direito ao sigilo sobre o nascimento, respeitado o disposto no art. 48


desta Lei. (Incluído pela Lei n. 13.509, de 2017)
§ 10º Serão cadastrados para adoção recém-nascidos e crianças acolhidas não procuradas por
suas famílias no prazo de 30 (trinta) dias, contado a partir do dia do acolhimento. (Incluído pela
Lei n. 13.509, de 2017)

Essas medidas objetivam assegurar um processo transparente e respeitoso para todos


os envolvidos.
O Art. 19-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) trata especificamente sobre
o apadrinhamento. Ele estabelece que crianças e adolescentes que estejam inseridos em
programas de acolhimento institucional ou familiar podem ser incluídos em um programa
de apadrinhamento.
Para fins de programa de apadrinhamento, deverão ser observados os seguintes aspectos,
conforme esquema abaixo:

Art. 19-B. A criança e o adolescente em programa de acolhimento institucional


ou familiar poderão participar de programa de apadrinhamento.

§ 1º O apadrinhamento consiste em estabelecer e proporcionar à criança e ao


adolescente vínculos externos à instituição para fins de convivência familiar
e comunitária e colaboração com o seu desenvolvimento nos aspectos social,
moral, físico, cognitivo, educacional e financeiro.

§ 2º Podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de 18 (dezoito)


anos não inscritas nos cadastros de adoção, desde que cumpram os
Apadrinhamento

requisitos exigidos pelo programa de apadrinhamento de que fazem parte

§ 3º Pessoas jurídicas podem apadrinhar criança ou adolescente, a fim de


colaborar para o seu desenvolvimento.

§ 4º O perfil da criança ou do adolescente a ser apadrinhado será definido no


âmbito de cada programa de apadrinhamento, com prioridade para crianças
ou adolescentes com remota possibilidade de reinserção familiar ou
colocação em família adotiva

§ 5º Os programas ou serviços de apadrinhamento apoiados pela Justiça da


Infância e da Juventude poderão ser executados por órgãos públicos ou por
organizações da sociedade civil.

§ 6º Se ocorrer violação das regras de apadrinhamento, os responsáveis pelo


programa e pelos serviços de acolhimento deverão imediatamente notificar a
autoridade judiciária competente.

O apadrinhamento, conforme os §§ 1º a 6º do artigo 19-B do ECA, estabelece um


mecanismo para que crianças e adolescentes acolhidos possam criar vínculos externos à
instituição, contribuindo para seu desenvolvimento integral. Ele é aberto tanto a pessoas
físicas, maiores de 18 anos não inscritas nos cadastros de adoção, quanto a pessoas jurídicas,
priorizando crianças e adolescentes com poucas chances de reinserção familiar ou adoção.

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A execução pode ser realizada por entidades públicas ou privadas e qualquer violação das
regras deve ser prontamente informada à autoridade judiciária competente.
Os artigos 20, 21 e 22 do ECA reforçam a igualdade e a proteção integral dos direitos
das crianças e adolescentes no âmbito familiar. O Art. 20 consagra o princípio da igualdade
na filiação, garantindo que todos os filhos, independentemente de serem biológicos ou
adotivos, tenham os mesmos direitos e qualificações, sem discriminação.

havidos ou não da
relação do
casamento, ou terão os mesmos
por adoção direitos e
qualificações

Art. 20. Os filhos


proibidas quaisquer
designações
discriminatórias
relativas à filiação

Já o Art. 21 assegura que o poder familiar seja exercido de forma igualitária entre pai e
mãe, permitindo que, em caso de divergência, a questão seja submetida à autoridade judicial.

na forma do que
será exercido,
dispuser a legislação
em igualdade de
civil
condições, pelo
pai e pela mãe

Art. 21 O poder
familiar assegurado a qualquer
deles o direito de, em caso
de discordância, recorrer à
autoridade judiciária
competente para a solução
da divergência.

No Artigo 22, com a redação atualizada pela Lei nº 15.240/2025, consolida o conceito
de paternidade e maternidade responsáveis, transmutando o antigo poder familiar em
um conjunto de deveres práticos e afetivos. Ao incluir explicitamente a convivência e a
assistência afetiva ao lado do sustento material e da educação, a lei reconhece que o
desenvolvimento saudável de uma criança depende tanto do suporte financeiro quanto
da presença emocional constante. Além disso, o texto reforça a autoridade do Judiciário
ao impor aos pais a obrigação estrita de cumprir determinações judiciais, garantindo que
o interesse superior do menor prevaleça sobre conflitos particulares entre os genitores.

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O quadro a seguir sintetiza as informações dos artigos 23 e 24 sobre a manutenção do


poder familiar, destacando que a falta de recursos materiais não justifica sua suspensão
ou perda. Nessas situações, é obrigatória a inclusão da família em programas de apoio. Já
a condenação criminal só afeta o poder familiar em casos de crimes dolosos graves contra
descendentes ou outro titular. A perda ou suspensão do poder familiar ocorre judicialmente,
com contraditório, em situações previstas na lei civil ou pelo descumprimento dos deveres
parentais.

Art. 23. A carência de recursos materiais não justifica a perda ou suspensão do poder familiar.
Sem outro motivo, a criança/adolescente deve permanecer com a família de origem, que será
§ 1º
incluída em serviços de proteção, apoio e promoção.
A condenação criminal do pai/mãe não implica destituição do poder familiar, salvo em crimes
§ 2º
dolosos com reclusão contra outro titular do poder familiar, filho ou descendente.
Perda ou suspensão do poder familiar é decretada judicialmente, em procedimento contraditório,
Art. 24
conforme a legislação civil ou descumprimento injustificado dos deveres do Art. 22.

O ECA define família natural como a formada pelos pais e seus descendentes, ampliando
o conceito para incluir a família extensa, que abrange parentes próximos com laços de
convivência e afeto. Filhos fora do casamento podem ser reconhecidos por diversas formas,
como em registro de nascimento ou testamento, antes ou após o nascimento, ou mesmo após
o falecimento, se deixarem herdeiros. O direito de reconhecimento da filiação é garantido
a qualquer tempo e não pode ser renunciado, sendo protegido pelo segredo de Justiça.

Família natural: formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. (Art. 25)

Família extensa ou ampliada: inclui parentes próximos além de pais e filhos, com vínculos de
convivência e afetividade. (Art. 25, Parágrafo único)

Família substituta: a inserção da criança ou adolescente em uma família substituta ocorrerá


por meio de guarda, tutela ou adoção, independentemente do estado jurídico da criança ou
adolescente.

Filhos fora do casamento: podem ser reconhecidos conjunta ou separadamente


Art. 26. pelos pais, por meio de registro, testamento, escritura ou outro documento público,
independentemente da origem da filiação.
Parágrafo único. O reconhecimento pode ocorrer antes do nascimento ou após o falecimento, caso o filho
(Art. 26.) tenha deixado descendentes.
Reconhecimento de filiação: direito personalíssimo, indisponível e imprescritível,
Art. 27.
exercitável contra pais ou herdeiros, com sigilo de Justiça.

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Segue, na íntegra, o texto do Art. 28 do ECA, que detalha os critérios e procedimentos


para a colocação de crianças e adolescentes em famílias substitutas, abordando aspectos
fundamentais como o respeito à opinião do menor, a preservação de vínculos familiares
e culturais, e as condições específicas para casos envolvendo comunidades indígenas ou
quilombolas:

Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção,
independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei.
§ 1º Sempre que possível, a criança ou o adolescente será previamente ouvido por equipe
interprofissional, respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as
implicações da medida, e terá sua opinião devidamente considerada. (Redação dada pela Lei n.
12.010, de 2009) Vigência
§ 2º Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido
em audiência. (Redação dada pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 3º Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade
ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida. (Incluído
pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 4º Os grupos de irmãos serão colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família
substituta, ressalvada a comprovada existência de risco de abuso ou outra situação que justifique
plenamente a excepcionalidade de solução diversa, procurando-se, em qualquer caso, evitar o
rompimento definitivo dos vínculos fraternais. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 5º A colocação da criança ou adolescente em família substituta será precedida de sua preparação
gradativa e acompanhamento posterior, realizados pela equipe interprofissional a serviço da
Justiça da Infância e da Juventude, preferencialmente com o apoio dos técnicos responsáveis
pela execução da política municipal de garantia do direito à convivência familiar. (Incluído pela
Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 6º Em se tratando de criança ou adolescente indígena ou proveniente de comunidade
remanescente de quilombo, é ainda obrigatório: (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
I – que sejam consideradas e respeitadas sua identidade social e cultural, os seus costumes
e tradições, bem como suas instituições, desde que não sejam incompatíveis com os direitos
fundamentais reconhecidos por esta Lei e pela Constituição Federal; (Incluído pela Lei n. 12.010,
de 2009) Vigência
II – que a colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou junto a
membros da mesma etnia; (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
III – a intervenção e oitiva de representantes do órgão federal responsável pela política indigenista,
no caso de crianças e adolescentes indígenas, e de antropólogos, perante a equipe interprofissional
ou multidisciplinar que irá acompanhar o caso. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência.

Os Art. 29 a 32 do ECA estabelecem critérios para garantir que a colocação em família


substituta seja segura e atenda ao melhor interesse da criança ou adolescente. O Art. 29 veda
a concessão a pessoas que não sejam compatíveis com a medida ou que não ofereçam um

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ambiente adequado. O Art. 30 proíbe a transferência da criança a terceiros ou instituições


sem autorização judicial. Já o Art. 31 define que a colocação em família estrangeira só
ocorre em casos excepcionais e exclusivamente por adoção. Por fim, o Art. 32 exige que o
responsável assuma compromisso formal de cumprir corretamente suas obrigações.
O ECA estabelece as diferenças entre guarda, tutela e adoção como formas de proteção
à criança e ao adolescente. A guarda é tratada nos artigos 33 a 35. A tutela é abordada
nos artigos 36 a 38 do ECA, que tratam da sua aplicação, das condições e dos direitos
dos tutores e dos tutelados. Já a adoção, nos artigos 39 a 52. Cada um desses institutos
tem regras específicas para proteger os direitos da criança e do adolescente, garantindo
a convivência familiar adequada.
A guarda destina-se a regularizar a posse de fato e garantir a assistência material, moral
e educacional, podendo ser concedida liminar ou incidentalmente em situações de tutela
e adoção, exceto nos casos de adoção por estrangeiros, ou excepcionalmente quando os
pais ou responsáveis estiverem ausentes.
A criança e ao adolescente têm o direito de ser criados e educados por seus pais.
Contudo, quando os responsáveis pelo poder familiar não cumprem com suas obrigações,
o ECA prevê a possibilidade de perda ou suspensão do poder familiar, por meio de decisão
judicial, para assegurar o desenvolvimento integral da criança ou do adolescente, mesmo
que isso envolva sua inserção em uma família substituta.
Suspensão – A suspensão do poder familiar é uma restrição temporária no exercício
das funções parentais, determinada judicialmente e que dura enquanto for necessária para
atender aos interesses do filho.
Perda – A perda do poder familiar é uma medida mais severa, que implica na extinção
completa dos direitos e deveres dos pais em relação ao filho ou filhos.
A seguir, um quadro-síntese com as principais informações:

SOBRE A GUARDA
A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional
Art. 33. Obrigações da
à criança ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a
guarda
terceiros, inclusive aos pais.
Destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou
Art. 33., § 1º –
incidentalmente, nos procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção
Finalidade da guarda
por estrangeiros.
Pode ser deferida fora dos casos de tutela e adoção para atender a situações
Art. 33., § 2º – Exceções
peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou responsável, incluindo o direito
para deferimento
de representação para atos determinados.
Art. 33., § 3º – Condição Confere à criança ou adolescente a condição de dependente para todos os fins
de dependente e efeitos de direito, inclusive previdenciários.
Art. 33., § 4º – Direito Salvo determinação judicial em contrário, a guarda não impede o exercício do
de visitas e alimentos direito de visitas pelos pais, nem os exime do dever de prestar alimentos.

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SOBRE A GUARDA
O poder público estimulará, por meio de assistência jurídica, incentivos fiscais
Art. 34. – Incentivo à
e subsídios, o acolhimento, sob a forma de guarda de criança ou adolescente
guarda
afastado do convívio familiar.
Art. 34., § 1º – A inclusão da criança ou adolescente em programas de acolhimento familiar
Acolhimento familiar terá preferência ao acolhimento institucional, observado o caráter temporário
preferencial e excepcional.
Art. 34., § 2º –
Pessoas ou casais cadastrados em programas de acolhimento familiar podem
Cadastrados no
receber a criança ou adolescente mediante guarda, conforme os Art. de 28 a 33.
programa
Art. 34., § 3º – Serviços A União apoiará serviços que organizem acolhimento temporário em famílias
de acolhimento capacitadas e selecionadas, fora do cadastro de adoção.
Art. 34., § 4º – Recursos Recursos públicos podem ser utilizados para manutenção dos serviços e repassados
para acolhimento às famílias acolhedoras.
Art. 35. – Revogação da A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato judicial
guarda fundamentado, ouvido o Ministério Público.

Os Art. de 36 a 38 do ECA tratam da tutela, estabelecendo que essa medida se aplica


a pessoas de até 18 anos incompletos e depende da perda ou suspensão do poder familiar,
implicando o dever de guarda. O tutor pode ser nomeado por testamento ou documento
autêntico. A destituição da tutela segue os procedimentos previstos no art. 24 da Lei,
conforme descrito no quadro-síntese.

SOBRE A TUTELA
Art. 36. Definição da A tutela será deferida, nos termos da lei civil, à pessoa de até 18 (dezoito) anos
tutela incompletos.
Art. 36. Parágrafo O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do
único – Requisitos poder familiar e implica necessariamente o dever de guarda.
Art. 37. O tutor nomeado por testamento ou documento autêntico deve, no prazo de 30
Controle judicial (trinta) dias após a abertura da sucessão, ingressar com pedido de controle judicial.
Art. 37. Parágrafo
O pedido de tutela será avaliado conforme os Art. 28 e 29, sendo deferido à pessoa
único –
indicada na última vontade apenas se for comprovada sua vantagem ao tutelando e
Critérios de
inexistência de pessoa mais apta.
avaliação
Art. 38. Destituição
Aplica-se à destituição da tutela o disposto no art. 24 desta Lei.
da tutela

Já a adoção é uma medida definitiva de vinculação parental, com o objetivo de estabelecer


um vínculo permanente e irrevogável de filiação. A seguir, serão apresentados os aspectos
fundamentais tratados no artigo 39 do ECA, que dispõe sobre a adoção.

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Deve-se recorrer apenas


quando esgotados os
recursos de manutenção
da criança ou
adolescente na família Medida
natural ou extensa excepcional

Adoção Irrevogável

É vedada a adoção
por procuração

Em caso de conflito entre os direitos e interesses do adotando e os de outras pessoas,


incluindo seus pais biológicos, o parágrafo §3º do artigo 39 determina que devem prevalecer
os direitos e os interesses do adotando, priorizando sempre o melhor interesse da criança
ou adolescente.
O Art. 40 estabelece que a adoção só pode ser requerida para crianças e adolescentes
com até 18 anos, exceto nos casos em que o adotando já esteja sob guarda ou tutela dos
adotantes.
Outras informações importantes e que precisam ser levadas em consideração a respeito
da adoção.

Art. 41. A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres,
inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos
matrimoniais.
§ 1º Se um dos cônjuges ou concubinos adota o filho do outro, mantêm-se os vínculos de filiação
entre o adotado e o cônjuge ou concubino do adotante e os respectivos parentes.
§ 2º É recíproco o direito sucessório entre o adotado, seus descendentes, o adotante, seus
ascendentes, descendentes e colaterais até o 4º grau, observada a ordem de vocação hereditária.

Maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil.


Quem pode adotar? Não podem adotar os ascendentes e os irmãos do adotando.
O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando.

O ECA determina ainda que, para a adoção conjunta, os adotantes devem ser casados
civilmente ou viver em união estável, desde que comprovem a estabilidade familiar.
O § 4º estabelece que divorciados, separados judicialmente e ex-companheiros podem
adotar conjuntamente, desde que haja acordo sobre guarda e visitas, o estágio de convivência

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tenha iniciado enquanto ainda conviviam e sejam comprovados vínculos de afinidade e


afetividade com o não detentor da guarda que justifique a excepcionalidade da adoção.
Desde que comprovado benefício ao adotando, o texto assegura a guarda compartilhada
nesses casos, conforme o disposto no Art. 1.584 do Código Civil. O § 6º prevê que em caso
do falecimento do adotante, a adoção pode ser concedida, desde que tenha ocorrido
manifestação clara de sua vontade.

Enquanto não der conta de sua administração e saldar o seu alcance, não pode o tutor ou
o curador adotar o pupilo ou o curatelado.

A adoção depende do
consentimento dos pais ou do
representante legal do adotando.
Consentimento

O consentimento será dispensado


em relação à criança ou adolescente
cujos pais sejam desconhecidos ou
tenham sido destituídos do poder
familiar.

Em se tratando de adotando maior


de 12 anos, será também
necessário o seu consentimento.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu Art. 46, trata do estágio de


convivência, destacando-o como uma etapa indispensável ao processo de adoção, salvo
exceções previstas em lei.

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O Estatuto da Criança e do Adolescente determina aspectos que precisam ser observados


no que diz a esse respeito, conforme elencado no esquema a seguir:

O estágio de convivência poderá ser dispensado se o


adotando já estiver sob a tutela ou guarda legal do
adotante durante tempo suficiente para que seja possível
A adoção será precedida de avaliar a conveniência da constituição do vínculo.
estágio de convivência com a
criança ou adolescente, pelo
prazo máximo de 90
(noventa) dias, observadas a A simples guarda de fato não autoriza, por si só, a dispensa
idade da criança ou da realização do estágio de convivência
adolescente e as
peculiaridades do caso.

O prazo máximo pode ser prorrogado por igual período,


mediante decisão fundamentada da autoridade judiciária.
Estágio de
convivência

O estágio de convivência para adoção por residente ou


domiciliado fora do país será de 30 a, no máximo, 45
dias, prorrogável uma vez por igual período mediante
decisão judicial fundamentada, com laudo final da equipe
interprofissional recomendando ou não a adoção.

O estágio de convivência será cumprido no território


nacional, preferencialmente na comarca de residência da
criança ou adolescente, ou, a critério do juiz, em cidade
limítrofe, respeitada, em qualquer hipótese, a competência
do juízo da comarca de residência da criança

O Art. 47 do ECA aborda os aspectos formais e legais da constituição do vínculo de


adoção, destacando o papel da sentença judicial como elemento constitutivo. O dispositivo
regula a inscrição do adotado no registro civil, a alteração de dados como prenome e os
efeitos jurídicos decorrentes da adoção, além de estabelecer regras sobre o armazenamento
dos processos relacionados.

Art. 47. O vínculo da adoção constitui-se por sentença judicial, que será inscrita no registro civil
mediante mandado do qual não se fornecerá certidão.
§ 1º A inscrição consignará o nome dos adotantes como pais, bem como o nome de seus
ascendentes.
§ 2º O mandado judicial, que será arquivado, cancelará o registro original do adotado.
§ 3 o A pedido do adotante, o novo registro poderá ser lavrado no Cartório do Registro Civil do
Município de sua residência. (Redação dada pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 4 o Nenhuma observação sobre a origem do ato poderá constar nas certidões do registro.
(Redação dada pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 5º A sentença conferirá ao adotado o nome do adotante e, a pedido de qualquer deles, poderá
determinar a modificação do prenome. (Redação dada pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 6º Caso a modificação de prenome seja requerida pelo adotante, é obrigatória a oitiva do
adotando, observado o disposto nos §§ 1 o e 2 o do art. 28 desta Lei. (Redação dada pela Lei n.
12.010, de 2009) Vigência

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§ 7º A adoção produz seus efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva,


exceto na hipótese prevista no § 6 o do art. 42 desta Lei, caso em que terá força retroativa à
data do óbito. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 8º O processo relativo à adoção assim como outros a ele relacionados serão mantidos em
arquivo, admitindo-se seu armazenamento em microfilme ou por outros meios, garantida a
sua conservação para consulta a qualquer tempo. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 9º Terão prioridade de tramitação os processos de adoção em que o adotando for criança ou
adolescente com deficiência ou com doença crônica. (Incluído pela Lei n. 12.955, de 2014)
§ 10. O prazo máximo para conclusão da ação de adoção será de 120 (cento e vinte) dias, prorrogável
uma única vez por igual período, mediante decisão fundamentada da autoridade judiciária

Terão prioridade de tramitação os processos de adoção em que o adotando for criança


ou adolescente com deficiência ou com doença crônica. O prazo máximo para conclusão
da ação de adoção será de 120 (cento e vinte) dias, prorrogável uma única vez por igual
período, mediante decisão fundamentada da autoridade judiciária.

O Art. 48 do ECA assegura ao adotado o direito de conhecer sua origem biológica e de


acessar integralmente o processo de adoção e seus incidentes após completar 18 anos.
Para menores de 18 anos, esse acesso pode ser concedido a pedido, assegurada orientação
e assistência jurídica e psicológica.

Art. 49. A morte dos adotantes não restabelece o poder familiar dos pais naturais.

O Art. 50 do ECA determina que a autoridade judiciária deve manter, em cada comarca
ou foro regional, registros organizados de crianças e adolescentes em condição para adoção
e outro de pessoas interessadas em adotar.
Os parágrafos de 1 a 15 do Art. 50 tratam do processo de inscrição e regulamentação
para adoção, estabelecendo regras e procedimentos específicos. Eles abordam a necessidade
de consulta prévia aos órgãos técnicos e ao Ministério Público, antes da inscrição, requisitos
legais para deferimento, a preparação psicossocial e jurídica dos candidatos e a criação de
cadastros estaduais, distrital e nacional para crianças/adolescentes disponíveis para adoção
e para pretendentes habilitados. Também regulam situações de adoção internacional,
colocação em guarda provisória, fiscalização pelo Ministério Público e hipóteses excepcionais
de adoção por candidatos não cadastrados. Por fim, garantem prioridade para adoção de
crianças/adolescentes com necessidades específicas ou em grupos de irmãos.

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§ 1º O deferimento da inscrição dar-se-á após prévia consulta aos órgãos técnicos do juizado,
ouvido o Ministério Público.
§ 2º Não será deferida a inscrição se o interessado não satisfizer os requisitos legais, ou verificada
qualquer das hipóteses previstas no art. 29.
§ 3º A inscrição de postulantes à adoção será precedida de um período de preparação psicossocial
e jurídica, orientado pela equipe técnica da Justiça da Infância e da Juventude, preferencialmente
com apoio dos técnicos responsáveis pela execução da política municipal de garantia do direito
à convivência familiar. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 4º Sempre que possível e recomendável, a preparação referida no § 3º deste artigo incluirá o
contato com crianças e adolescentes em acolhimento familiar ou institucional em condições
de serem adotados, a ser realizado sob a orientação, supervisão e avaliação da equipe técnica
da Justiça da Infância e da Juventude, com apoio dos técnicos responsáveis pelo programa de
acolhimento e pela execução da política municipal de garantia do direito à convivência familiar.
(Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 5º Serão criados e implementados cadastros estaduais, distrital e nacional de crianças e
adolescentes em condições de serem adotados e de pessoas ou casais habilitados à adoção, que
deverão obrigatoriamente ser consultados pela autoridade judiciária em qualquer procedimento
de adoção, ressalvadas as hipóteses do § 13 deste artigo e as particularidades das crianças e
adolescentes indígenas ou provenientes de comunidade remanescente de quilombo previstas
no inciso II do § 6º do art. 28 desta Lei. (Redação dada pela Lei n. 14.979, de 2024)
§ 6º Haverá cadastros distintos para pessoas ou casais residentes fora do País, que somente serão
consultados na inexistência de postulantes nacionais habilitados nos cadastros mencionados
no § 5 o deste artigo. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 7º As autoridades estaduais e federais em matéria de adoção terão acesso integral aos
cadastros, incumbindo-lhes a troca de informações e a cooperação mútua, para melhoria do
sistema. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 8º A autoridade judiciária providenciará, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, a inscrição das
crianças e adolescentes em condições de serem adotados que não tiveram colocação familiar
na comarca de origem, e das pessoas ou casais que tiveram deferida sua habilitação à adoção
nos cadastros estadual e nacional referidos no § 5º deste artigo, sob pena de responsabilidade.
(Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 9º Compete à Autoridade Central Estadual zelar pela manutenção e correta alimentação dos
cadastros, com posterior comunicação à Autoridade Central Federal Brasileira. (Incluído pela
Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 10. Consultados os cadastros e verificada a ausência de pretendentes habilitados residentes
no País com perfil compatível e interesse manifesto pela adoção de criança ou adolescente
inscrito nos cadastros existentes, será realizado o encaminhamento da criança ou adolescente
à adoção internacional. (Redação dada pela Lei n. 13.509, de 2017)
§ 11. Enquanto não localizada pessoa ou casal interessado em sua adoção, a criança ou o
adolescente, sempre que possível e recomendável, será colocado sob guarda de família cadastrada
em programa de acolhimento familiar. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência

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§ 12. A alimentação do cadastro e a convocação criteriosa dos postulantes à adoção serão


fiscalizadas pelo Ministério Público. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 13. Somente poderá ser deferida adoção em favor de candidato domiciliado no Brasil não
cadastrado previamente nos termos desta Lei quando: (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009)
Vigência
I – se tratar de pedido de adoção unilateral; (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
II – for formulada por parente com o qual a criança ou adolescente mantenha vínculos de afinidade
e afetividade; (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
III – oriundo o pedido de quem detém a tutela ou guarda legal de criança maior de 3 (três) anos
ou adolescente, desde que o lapso de tempo de convivência comprove a fixação de laços de
afinidade e afetividade, e não seja constatada a ocorrência de má-fé ou qualquer das situações
previstas nos arts. 237 ou 238 desta Lei. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 14. Nas hipóteses previstas no § 13 deste artigo, o candidato deverá comprovar, no curso do
procedimento, que preenche os requisitos necessários à adoção, conforme previsto nesta Lei.
(Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 15. Será assegurada prioridade no cadastro a pessoas interessadas em adotar criança ou
adolescente com deficiência, com doença crônica ou com necessidades específicas de saúde,
além de grupo de irmãos. (Incluído pela Lei n. 13.509, de 2017)

§ 15. Será assegurada prioridade no cadastro a pessoas interessadas em adotar criança


ou adolescente com deficiência, com doença crônica ou com necessidades específicas
de saúde, além de grupo de irmãos.

Os Art. 51 e 52 do ECA abordam a adoção internacional, estabelecendo diretrizes


específicas para casos em que os adotantes residem ou são domiciliados fora do país. Ele
regula o processo para garantir que sejam respeitados os direitos da criança ou adolescente,
assegurando que a adoção internacional seja realizada de forma criteriosa e em conformidade
com as normas legais, priorizando sempre o melhor interesse do adotando.

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Os pontos mais importantes do Art. 52 do ECA sobre adoção internacional são:


1. Habilitação no país de acolhida: os interessados devem obter a habilitação inicial
junto à Autoridade Central do país onde residem, que verificará identidade, capacidade
jurídica, aptidão e motivos para adoção.
2. Relatórios e documentação: a Autoridade Central do país de acolhida encaminha
relatório detalhado às Autoridades Centrais brasileiras, incluindo estudo psicossocial e
documentação autenticada e traduzida.
3. Requisitos legais e laudo de habilitação: a compatibilidade entre a legislação do país
de acolhida e a brasileira é avaliada, e, se preenchidos os requisitos, emite-se um laudo de
habilitação válido por até um ano.
4. Processo no Brasil: após a habilitação, o pedido formal de adoção deve ser realizado
no Juízo da Infância e Juventude, com supervisão das Autoridades Centrais estaduais
e federal.
5. Credenciamento de organismos intermediadores: apenas organismos sem fins
lucrativos, idôneos, qualificados e vinculados a países que ratificaram a Convenção de Haia
podem atuar no Brasil. Esses organismos devem apresentar relatórios periódicos e seguir
normas éticas e legais.
6. Validade e supervisão: a habilitação de postulantes e o credenciamento de organismos
têm prazos limitados, com possibilidade de renovação mediante critérios.
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7. Saída do país e trânsito em julgado: a saída do adotando do Brasil só é permitida após


o trânsito em julgado da decisão judicial, com expedição de alvará e passaporte contendo
detalhes do adotado.
8. Proibição de contatos diretos não autorizados: é vedado o contato direto entre
representantes de organismos e crianças ou adolescentes, sem autorização judicial.
9. Punições e controle: cobranças abusivas, falhas em relatórios ou descumprimento
de normas podem acarretar suspensão ou descredenciamento de organismos.
10. Fiscalização contínua: a Autoridade Central Brasileira pode monitorar a situação
das crianças/adolescentes adotados e limitar novos credenciamentos, se necessário.
O Art. 52-A do ECA proíbe o repasse direto de recursos de organismos estrangeiros de
adoção internacional a organismos nacionais ou pessoas físicas, sob pena de responsabilidade
e descredenciamento. O parágrafo único permite repasses apenas via Fundo dos Direitos
da Criança e do Adolescente, sujeitos à aprovação do Conselho de Direitos correspondente.
O Art. 52-B do ECA determina que a adoção por brasileiro residente em país ratificante
da Convenção de Haia será automaticamente reconhecida no Brasil, desde que respeite
a legislação local e a alínea “c” do artigo 17 da Convenção. O §1º exige homologação pelo
STJ, caso a alínea não seja atendida. O §2º obriga brasileiros em países não ratificantes a
solicitarem homologação da sentença estrangeira ao STJ ao reingressar no Brasil.
O Art. 52-C do ECA trata das adoções internacionais em que o Brasil é o país de acolhida. A
decisão do país de origem será reconhecida pela Autoridade Central Estadual, que informará
à Federal e providenciará o Certificado de Naturalização Provisório. O §1º permite a recusa
da adoção se for contrária à ordem pública ou ao interesse superior da criança. O §2º
estabelece que, em caso de recusa, o Ministério Público tomará medidas para proteger os
interesses da criança, comunicando as ações às autoridades competentes.
E por fim, o Art. 52-D do ECA estabelece que, nas adoções internacionais em que o
Brasil é o país de acolhida, caso a adoção não tenha sido deferida no país de origem por
delegação legal ou se o país de origem não for signatário da Convenção de Haia, o processo
de adoção seguirá as mesmas regras aplicáveis às adoções nacionais.

DO DIREITO À EDUCAÇÃO, À CULTURA, AO ESPORTE E AO


LAZER
Com base nos fundamentos educacionais estabelecidos pela UNESCO para o século XXI,
nas áreas de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, garante-se à criança e ao adolescente a
chance de aprender a ser, a aprender, a conhecer, a aprender, a fazer, a aprender a conviver e,
igualmente, a aprender a sonhar. Essas aprendizagens são essenciais para o desenvolvimento
das competências nas dimensões pessoal, cognitiva, produtiva, social e no que se refere
ao projeto de vida.
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O Art. 53 abre temática desse capítulo tratando a respeito da educação:


Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de
sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho [...]

Para isso, deve ser assegurado: condições de igualdade no acesso e na permanência na


escola; o respeito por parte dos educadores; o direito de contestar critérios avaliativos com
possibilidade de recurso; a liberdade para organizar e participar de entidades estudantis,
além do acesso a escolas públicas e gratuitas próximas à residência, com a garantia de vaga
para irmãos na mesma etapa ou ciclo da educação básica.

Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico,
bem como participar da definição das propostas educacionais.

O Art. 53-A do ECA estabelece que instituições de ensino, clubes, agremiações recreativas
e similares têm o dever de implementar medidas para conscientizar, prevenir e combater
o uso ou a dependência de drogas ilícitas. Essa norma reforça a responsabilidade dessas
entidades em promover ambientes seguros e ações educativas que contribuam para a
proteção e o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.
No esquema a seguir, serão apresentados os deveres do Estado estabelecidos pelo
Art. 54 do ECA, que garantem os direitos fundamentais à educação, ao atendimento
educacional especializado, à oferta de ensino gratuito, entre outros aspectos essenciais
para o desenvolvimento integral da criança e do adolescente.

I – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os


que a ele não tiveram acesso na idade própria;

II – progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao


ensino médio;

III – atendimento educacional especializado aos portadores de


deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;
Art. 54. É dever
do Estado IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a
assegurar à cinco anos de idade;
criança e ao
adolescente V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da
criação artística, segundo a capacidade de cada um;

VI – oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do


adolescente trabalhador;

VII – atendimento no ensino fundamental, através de programas


suplementares de material didático-escolar, transporte,
alimentação e assistência à saúde.

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O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.


O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa
responsabilidade da autoridade competente.

Os §§ 1º e 2º do Art. 54 do ECA destacam a importância do acesso ao ensino obrigatório e


gratuito como um direito público subjetivo. Além disso, a norma responsabiliza as autoridades
competentes caso o ensino não seja oferecido ou seja disponibilizado de forma irregular,
reforçando a obrigação do poder público em garantir educação de qualidade como base
para o desenvolvimento pleno e o exercício da cidadania.
O § 3º e o Art. 55 do ECA reforçam a corresponsabilidade entre o poder público e os
responsáveis legais na garantia do direito à educação. Ao poder público, cabe identificar e
registrar os educandos no ensino fundamental, realizar a chamada escolar e garantir, em
parceria com os pais ou responsáveis, a frequência regular às aulas. Por sua vez, os pais ou
responsáveis têm a obrigação legal de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de
ensino, assegurando seu acesso à educação como direito fundamental e instrumento de
desenvolvimento social.
O Art. 56 trata das responsabilidades dos dirigentes de estabelecimentos de ensino
fundamental, determinando que estes comuniquem ao Conselho Tutelar as seguintes
situações:

I – maus-tratos envolvendo seus alunos;

Art. 56. Os dirigentes de


estabelecimentos de ensino II – reiteração de faltas injustificadas e de evasão
fundamental comunicarão ao escolar, esgotados os recursos escolares;
Conselho Tutelar os casos de:
III – elevados níveis de repetência.

Os Arts. 57, 58 e 59 do ECA destacam medidas essenciais para garantir inclusão e


desenvolvimento integral no processo educacional. O Art. 57 prevê que o poder público
deve estimular inovações pedagógicas para reintegrar crianças e adolescentes excluídos
do ensino fundamental obrigatório.
A nova redação do artigo 58, atualizada pela Lei nº 15.240/2025, estabelece o processo
educacional como um espaço de pluralismo e respeito à identidade, indo além da simples
transmissão de conteúdos curriculares. Ao determinar que o ensino deve respeitar os valores
culturais, éticos e o contexto social do aluno, a legislação protege a criança e o adolescente
de práticas pedagógicas padronizadas que ignorem suas raízes, assegurando o direito à

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liberdade de criação e à democratização do acesso à cultura. Essa abordagem humanista


busca formar cidadãos críticos e conectados com sua própria história, transformando a
escola em um ambiente de preservação da diversidade e de fomento ao potencial criativo
individual. Já o Art. 59 atribui aos municípios, com apoio dos estados e da União, o estímulo
à destinação de recursos e espaços para atividades culturais, esportivas e de lazer voltadas
à infância e juventude.

Art. 59-A. As instituições sociais públicas ou privadas que desenvolvam atividades com crianças e
adolescentes e que recebam recursos públicos deverão exigir e manter certidões de antecedentes
criminais de todos os seus colaboradores, as quais deverão ser atualizadas a cada 6 (seis) meses.
Parágrafo único. Os estabelecimentos educacionais e similares, públicos ou privados, que
desenvolvem atividades com crianças e adolescentes, independentemente de recebimento
de recursos públicos, deverão manter fichas cadastrais e certidões de antecedentes criminais
atualizadas de todos os seus colaboradores.

Assim como os demais direitos assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente


(Lei n. 8.069/90), o direito à cultura é essencial e deve ser garantido a toda a população
infanto-juvenil. Da mesma forma que devem frequentar a escola e ter acesso a cuidados
adequados com saúde e alimentação, também é fundamental que crianças e adolescentes
tenham, desde cedo, a oportunidade de vivenciar a cultura.
É importante ressaltar que o direito à cultura não se limita apenas ao acesso a bens e
espaços culturais, como assistir a filmes, visitar exposições de arte, participar de peças
teatrais ou assistir a shows musicais. O conceito de cidadania cultural envolve também
assegurar que qualquer indivíduo, incluindo crianças e adolescentes, tenha a oportunidade
de se tornar produtor de cultura. Para isso, é necessário que existam espaços públicos que
permitam a expressão cultural dessa parte da população nas diversas formas artísticas.
Uma forma de cumprir o que estabelece o Estatuto é garantir a participação de crianças
e adolescentes na formulação das políticas públicas para o setor cultural, por meio da
participação nos conselhos de cultura em níveis nacional, estadual e municipal. Os espaços
de diálogo proporcionados por esses órgãos asseguram que a população jovem possa
definir suas prioridades para a área cultural. A compreensão de que o acesso à cultura, em
suas diversas manifestações, é crucial para o exercício da cidadania, é fundamental para
o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.
Considerando que se trata de um direito de toda a população infanto-juvenil, os
adolescentes que cumprem medidas socioeducativas também devem ter garantido o
acesso à cultura. Assim, as instituições que atuam nessa área devem assegurar em suas
instalações as condições adequadas para a promoção de atividades culturais voltadas aos
adolescentes privados de liberdade.

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O lazer é um dos direitos assegurados pela legislação no Estatuto da Criança e do


Adolescente (ECA), conforme o artigo 71 da Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990.

Art. 71. A criança e o adolescente têm direito à informação, cultura, lazer, esportes, diversão,
espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em
desenvolvimento.

Esse direito assegura que os jovens tenham acesso a atividades recreativas e culturais que
favoreçam seu bem-estar, socialização e qualidade de vida. O ECA enfatiza a importância
do lazer como uma forma de promover a convivência social, a diversão e o desenvolvimento
integral, garantindo que as crianças e os adolescentes possam desfrutar de momentos de
lazer em ambientes seguros, acessíveis e estimulantes.

DO DIREITO À PROFISSIONALIZAÇÃO E À PROTEÇÃO NO TRABALHO


O Capítulo V do ECA, abrangendo os artigos 60 a 69, trata do direito à profissionalização
e à proteção no trabalho de crianças e adolescentes. Este capítulo estabelece regras que
garantem o desenvolvimento saudável e seguro no contexto laboral, regulamentando as
condições de trabalho permitidas e assegurando medidas de proteção contra práticas que
possam comprometer os direitos, a saúde ou a educação dos jovens.
O Art. 60 trata de uma questão fundamental relacionada à proteção dos direitos das
crianças e adolescentes no Brasil. Ele estabelece uma vedação relacionada ao trabalho,
buscando garantir que a infância e adolescência sejam preservadas para o desenvolvimento
pleno e saudável dos menores:

Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na
condição de aprendiz.

Os Arts. 61 e 62 tratam da regulamentação do trabalho de adolescentes. O Art. 61


afirma que a proteção ao trabalho dos adolescentes é definida por uma legislação específica,
mas sem prejudicar o que está estabelecido na legislação geral. Já o Art. 62 define que a
“aprendizagem” é a formação técnico-profissional oferecida de acordo com as diretrizes
e bases da legislação educacional em vigor. Isso assegura que o trabalho de aprendizagem
seja compatível com a educação.
O Art. 63 determina que a formação técnico-profissional deve seguir certos princípios,
que orientam como a qualificação deve ser oferecida aos adolescentes, garantindo sua
compatibilidade com o desenvolvimento educacional e profissional.

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I – garantia de acesso e frequência


obrigatória ao ensino regular;

Art. 63. A formação


técnico-profissional II – atividade compatível com o
obedecerá aos desenvolvimento do adolescente;
seguintes princípios:
III – horário especial para o exercício das
atividades.

Vejamos outros aspectos que o ECA:

Art. 64. Ao adolescente até quatorze anos de idade é assegurada bolsa de aprendizagem.
Art. 65. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas
e previdenciários.
Art. 66. Ao adolescente portador de deficiência é assegurado trabalho protegido.

Esses dispositivos visam a garantir a proteção, a formação e a equidade para os


adolescentes no mercado de trabalho.
O Art. 64 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que “ao adolescente até
quatorze anos de idade é assegurada bolsa de aprendizagem”. No entanto a aplicação prática
desse dispositivo é limitada, uma vez que a legislação trabalhista brasileira, especialmente
a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permite a contratação de aprendizes a partir
dos 14 anos de idade. Consequentemente, adolescentes com menos de 14 anos não podem
ser formalmente contratados como aprendizes, o que restringe a efetividade da bolsa de
aprendizagem prevista no ECA.
Em termos de jurisprudência específica sobre o Art. 64 do ECA, não há um volume
significativo de decisões que abordem diretamente esse dispositivo. A escassez de casos
judiciais pode ser atribuída às limitações legais mencionadas anteriormente, que dificultam
a implementação prática da bolsa de aprendizagem para adolescentes abaixo de 14 anos.
O Art. 65 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura aos adolescentes
aprendizes, com idade superior a 14 anos, todos os direitos trabalhistas e previdenciários. Isso
significa que, ao serem contratados como aprendizes, esses jovens têm garantidos direitos
como salário-mínimo proporcional, férias, 13º salário, jornada de trabalho compatível com
a escola, entre outros previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e na legislação
previdenciária.
O Art. 66 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que “ao adolescente
portador de deficiência é assegurado trabalho protegido”. Isso significa que adolescentes
com deficiência têm o direito de exercer atividades laborais em condições que garantam
sua segurança, dignidade e desenvolvimento, respeitando suas limitações e promovendo
sua inclusão social.

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O Art. 67 determina que, ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de


trabalho, aluno de escola técnica, assistido em entidade governamental ou não governamental:

I – noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia


e as cinco horas do dia seguinte;

II – perigoso, insalubre ou penoso;


É vedado
o trabalho:
III – realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao
seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social;

IV – realizado em horários e locais que não permitam a


freqüência à escola.

O Art. 68 estabelece que os programas sociais baseados em trabalho educativo, sob a


responsabilidade de entidades governamentais ou não governamentais sem fins lucrativos,
devem garantir ao adolescente a capacitação para atividades remuneradas. O §1º define
trabalho educativo como uma atividade em que as exigências pedagógicas, voltadas ao
desenvolvimento pessoal e social do adolescente, têm prioridade sobre a produção. O §2º
esclarece que a remuneração recebida pelo adolescente pelo trabalho ou a participação na
venda dos produtos de seu trabalho não descaracteriza o caráter educativo da atividade.
Por fim, o Art. 69 estabelece que o adolescente tem direito à profissionalização e à
proteção no trabalho, observados os seguintes aspectos, entre outros:

I – respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento;


II – capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho.

O respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, conforme abordado,


é um princípio fundamental para a proteção e promoção dos direitos dos adolescentes.
Esse princípio reconhece que os adolescentes estão em fase de formação, tanto pessoal
quanto social, e, portanto, as atividades que envolvem o trabalho devem ser estruturadas
de maneira a respeitar e apoiar esse processo de desenvolvimento.

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RESUMO
Parabéns por ter chegado até aqui! Estudar os artigos 1º ao 69 do Estatuto da Criança e
do Adolescente (ECA) é um marco importante para quem está se preparando para concursos
públicos e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de aprofundar-se em temas essenciais
para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Ao longo deste material, você percorreu fundamentos que não apenas configuram
obrigações legais, mas também representam compromissos éticos e sociais com a garantia
de direitos fundamentais. O ECA, em seus primeiros artigos, estabelece os pilares da proteção
integral e da prioridade absoluta, conceitos que norteiam todas as ações voltadas à infância
e à adolescência. Já os dispositivos subsequentes detalham as obrigações do poder público,
da família e da sociedade na promoção e defesa desses direitos.
Para quem busca aprovação em concursos, compreender com profundidade esses
dispositivos é essencial. Eles aparecem frequentemente em questões objetivas e construir
domínio sobre eles pode ser um diferencial significativo. Mais do que isso, compreender
o ECA é essencial para exercer, de forma consciente, um papel profissional que impacta
diretamente a vida de crianças e adolescentes.
Por outro lado, a relevância desses dispositivos vai além do contexto de estudos. Ao
dominar esses artigos, você se torna mais apto a identificar situações em que direitos
estão sendo violados e a contribuir para a formação de um ambiente social que valorize o
respeito e a dignidade humana desde os primeiros anos de vida.
Agora que você concluiu essa etapa de aprendizado, o próximo passo é consolidar os
conhecimentos adquiridos. Coloque-se à prova resolvendo questões que envolvam o ECA,
revisando pontos específicos e integrando esse aprendizado às demais disciplinas do
seu concurso.

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EXERCÍCIOS

001. (FGV/TJ RJ/PSICÓLOGO/2024) O Estatuto da Criança e do Adolescente é a lei especial


em vigor. De acordo com as disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente, avalie as
afirmativas a seguir.
I – Os direitos do ECA se aplicam a todas as crianças e adolescentes sem discriminação de
nascimento, situação familiar, sexo, raça, etnia ou cor, condição econômica, região e local
de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a comunidade em
que vivem.
II – É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar,
com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, ao lazer, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
III – Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de discriminação,
violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou
omissão, aos seus direitos fundamentais.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e III.

002. (CEBRASPE/CESPE/ASSISTENTE SOCIAL/PREF. CAMAÇARI/2024) Conforme a legislação


brasileira, é considerado
a) criança o indivíduo com até quinze anos de idade completos.
b) adolescente o indivíduo entre os dez e os quatorze anos de idade.
c) criança o indivíduo com até doze anos de idade incompletos.
d) criança o indivíduo a partir dos dezesseis anos incompletos.
e) adolescente o indivíduo entre os onze anos de idade completos e os dezoito anos de
idade incompletos.

003. (CEBRASPE/CESPE/ITAIPU/ASSISTENTE SOCIAL/2024) De acordo com a Lei n.º 8.069/1990


(Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA), considera-se criança
a) a pessoa com até doze anos de idade completos, e adolescente aquela com idade entre
doze e dezoito anos.
b) a pessoa com até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela com idade entre
doze e dezoito anos.
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c) a pessoa com até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela com idade entre
doze e dezessete anos incompletos.
d) a pessoa com até onze anos de idade completos, e adolescente aquela com idade entre
doze e dezoito anos.
e) a pessoa com até onze anos de idade incompletos, e adolescente aquela com idade entre
onze e dezoito anos incompletos.

004. (FGV/PROFESSOR AAE/PREF CARAGUATATUBA/2024) Com relação ao Estatuto da


Criança e do Adolescente, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) A pessoa passa a gozar de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana


após maioridade.
( ) Considera-se criança a pessoa entre zero e doze anos de idade incompletos.
( ) Às crianças e aos adolescentes é garantida preferência na formulação e na execução
das políticas sociais públicas.

As afirmativas são, respectivamente,


a) F – V – F.
b) F – V – V.
c) V – F – F.
d) V – V – F.
e) F – F – V.

005. (QUADRIX/PREF. ALTO PARAÍSO DE GOIÁS/2023) Conforme o ECA, assinale a


alternativa correta.
a) Considera-se criança, para os fins legais, a pessoa de até dez anos de idade incompletos
e adolescente a pessoa de dez a dezesseis anos de idade.
b) É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar,
com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação,
à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à
liberdade e à convivência familiar e comunitária.
c) Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante
e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatória e exclusivamente
comunicados à autoridade policial.
d) Os filhos havidos da relação do casamento e os filhos não havidos da relação do casamento
terão os mesmos direitos e qualificações, mas os filhos havidos por adoção não poderão
ostentar os sobrenomes dos pais adotivos.
e) A falta ou a carência de recursos materiais constitui motivo suficiente para a perda ou a
suspensão do poder familiar, se disso decorrer prejuízo para a criança ou para o adolescente.

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Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I
Carlinhos Costa

006. (CEBRASPE/CESPE/PREF SÃO CRISTÓVÃO/2023) Conforme o Estatuto da Criança e do


Adolescente, é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público
assegurar às crianças e aos adolescentes, com prioridade absoluta, a efetivação do direito
I – à saúde.
II – à vida.
III – ao esporte.
IV – à cultura.
Assinale a opção correta.
a) Está certo apenas o item I.
b) Está certo apenas o item II.
c) Estão certos apenas os itens III e IV.
d) Todos os itens estão certos.

007. (FGV/DPE RS/ASSISTÊNCIA SOCIAL/ 2023) Um marco importante na instituição do Estatuto


da Criança e do Adolescente é a concepção que considera a criança e o adolescente como
a) pequenos adultos.
b) indivíduos biologicamente incompletos.
c) pessoas demandantes de vínculos familiares.
d) sujeitos de direitos.
e) identidades em construção.

008. (FGV/AG EDUC/PREF SJC/2023) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu


artigo 4º, diz que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder
público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à
saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
A referida prioridade compreende
a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias.
b) manter alojamento conjunto, possibilitando ao neonato a permanência junto à mãe.
c) acesso à escola pública no mesmo estabelecimento que os irmãos que frequentem.
d) estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas restrições legais.
e) tramitação os processos de adoção em que o adotando for pessoa com deficiência.

009. (FGV/TJDFT/APOIO ESPECIALIZADO/SERVIÇO SOCIAL/2022) A Doutrina da Proteção


Integral que fundamenta o ECA, Lei n. 8.069/1990, está em linha com uma concepção de
sociedade que:
a) reconheça a criança e o adolescente como sujeitos de direito e não como objeto do olhar
punitivo que caracterizou as legislações anteriores;

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b) pautada na doutrina retributiva, coloque no centro das políticas sociais o indivíduo em


sua singularidade e dignidade;
c) valorize a família como ente exclusivo e incontornável do cuidado e do disciplinamento
dos filhos;
d) reconheça a criança e o adolescente como seres em desenvolvimento, objetos da proteção
e da educação dos pais;
e) coloque em perspectiva o futuro da nação, dependente que é do investimento seletivo
nas crianças e adolescentes que mais se destacam.

010. (QUADRIX/CFP/2022) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) dispõe sobre a


proteção integral da criança e do adolescente, filiando-se à Doutrina de Proteção Integral da
Infância e Juventude, doutrina jurídica que veio, a partir da segunda metade do século 20,
desenvolvendo-se a nível internacional, em substituição à Doutrina do Menor em Situação
Irregular, que intervia apenas quando a criança ou o adolescente estivesse em situação de
abandono/conflito com a lei. O ECA, em consonância com a Doutrina de Proteção Integral
à Criança, não aponta para
a) destinação privilegiada de recursos públicos às áreas que atendem à Proteção Integral
da Criança e do Adolescente.
b) atendimento prioritário da criança/adolescente no sentido de receber proteção/socorro
em qualquer circunstância.
c) responsabilização exclusiva do Estado e da Família no dever de resguardar os direitos da
criança e do adolescente.
d) proibição de exposição da criança e do adolescente à situações de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão.
e) necessidade de sempre considerar a criança e o adolescente em sua condição de pessoa
em desenvolvimento.

011. (IADES/PROF SEDUC GO/2022) No caput do art. 227 da Constituição Federal de 1988,
encontra-se uma das principais diretrizes do direito da criança e do adolescente, que é o
princípio da prioridade absoluta, conforme o qual cada criança e adolescente deve receber
tratamento especial do Estado e ser priorizado nas respectivas políticas públicas. Assinale
a alternativa que apresenta um dispositivo regido por esse princípio.
a) A Lei n. 8.069/1990, que dispõe a respeito do Estatuto da Criança e do Adolescente e dá
outras providências.
b) A Lei Complementar n. 150/2015, que trata do contrato de trabalho doméstico.
c) A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n. 115/2015, que prevê a redução da maioridade
penal.

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Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I
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d) A Lei Complementar n. 101/2000, que institui a responsabilidade fiscal.


e) O Código Civil de 1916, em que os filhos eram classificados como legítimos e como
ilegítimos.

012. (FGV/PREF PAULÍNIA/2021) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi formulado


no contexto da redemocratização no Brasil e foi sancionado apenas dois anos após a
Constituição de 1988. Até a atualidade, ele continua sendo a maior referência para os
direitos dos menores de 18 anos.
A respeito do ECA e de suas relações com a Constituição de 1988, avalie as afirmativas a
seguir, assinalando (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.

( ) O ECA, sancionado em 1990, é um conjunto de normas que regulamentam


detalhadamente os direitos da criança e do adolescente, quem deve aplicá-los ou
garanti-los, e como isso deve ser feito.
( ) O ECA é subordinado à Constituição, portanto, qualquer de seus artigos que contradiga
algum direito assegurado no texto de 1988 não tem validade.
( ) O ECA, por ser apenas uma lei complementar à Constituição, está submetida às lei
internacionais e às emendas parlamentares ou decretos presidenciais no Brasil.

As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,


a) V – V – F.
b) V – F – V.
c) F – V – V.
d) F – F – V.
e) V – V – V.

013. (CEBRASPE/CESPE/PREF JOINVILLE/EDUCADOR/2024) Acerca da garantia de direitos


da infância, assinale a opção correta.
a) As crianças devem seguir a religião dos pais ou dos seus guardiões legais.
b) As crianças não devem participar da vida política.
c) Não é responsabilidade dos profissionais de educação garantir que a criança não falte
às aulas.
d) Está prevista no ECA a formação adequada para os profissionais que atuam na educação
da primeira infância.
e) O direito de acesso à escola é condicionado somente ao número de vagas disponíveis.

014. (CEBRASPE/CESPE/PREF CAMAÇARI/2024) Uma professora do ensino fundamental


suspeita que um de seus alunos, de nove anos de idade, filho de uma amiga sua, está
sofrendo agressões físicas em casa; entretanto, quando conversa sobre a suspeita, esse
aluno, sempre muito retraído, nega tal fato.
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Nessa situação hipotética, em conformidade com o ECA, como medida preventiva para o
enfrentamento de violência contra crianças e adolescentes, a qual, muitas vezes se dá de
forma silenciosa, a professora deverá
a) comunicar a suspeita ao conselho tutelar, de imediato.
b) aguardar a criança se sentir mais segura para confirmar a suspeita e poder comunicar
o fato concreto ao conselho tutelar.
c) conversar com a amiga informalmente sobre a suspeita e resolver sozinha o caso, de
modo a abafá-lo.
d) encaminhar relatório para toda a rede de proteção da criança e do adolescente, informando
a suspeita, desde não tenha experiência para resolver o caso descrito.
e) investigar primeiro o caso para ter certeza e só depois encaminhá-lo para o conselho
tutelar, de forma anônima, para não se comprometer com a amiga.

015. (FGV/ASSISTENTE SOCIAL/TJ SC/2024) De acordo com o Estatuto da Criança e do


Adolescente, os serviços de saúde em suas diferentes portas de entrada, os serviços de
assistência social em seu componente especializado, o Centro de Referência Especializado
de Assistência Social (CREAS) e os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos da
Criança e do Adolescente deverão conferir máxima prioridade ao atendimento das crianças
na faixa etária da primeira infância com suspeita ou confirmação de violência de qualquer
natureza, formulando projeto terapêutico singular que
a) privilegie a atuação no âmbito da família extensa.
b) inclua intervenção em rede e, se necessário, acompanhamento domiciliar.
c) enfatize as ações sobre o núcleo biológico.
d) afaste a criança da convivência familiar, lócus da ocorrência da violência.
e) fomente o acolhimento institucional da criança.

016. (FGV/ASSISTENTE SOCIAL/2023) A Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, representou


um divisor de águas na cidadania de crianças e adolescentes no Brasil. De acordo com o
desta lei, analise as afirmativas a seguir.
I – Os serviços de saúde onde o parto for realizado assegurarão às mulheres e aos seus filhos
recém-nascidos alta hospitalar responsável e contrarreferência na atenção primária, bem
como o acesso a outros serviços e a grupos de apoio à amamentação.
II – A criança e o adolescente com deficiência serão atendidos, sem discriminação ou
segregação, em suas necessidades gerais de saúde e específicas de habilitação e reabilitação.
III – O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral
da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da
autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.

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IV – Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos


e particulares deverão fornecer declaração de nascimento sem informações sobre
intercorrências do parto e do desenvolvimento do neonato.
V – Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão direitos e
qualificações diferenciadas, ainda que sejam proibidas quaisquer designações discriminatórias
relativas à filiação.
Estão corretas as afirmativas
a) I, II, III, IV e V.
b) II, III, IV e V, apenas.
c) I, II e III, apenas.
d) III, IV e V, apenas.
e) I, III e V, apenas.

017. (CEBRASPE/CESPE/MPE TO/2022) Com relação ao direito da criança e do adolescente


à vida e à saúde, assinale a opção correta.
a) Nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, são asseguradas às gestantes
nutrição adequada e atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério no âmbito
do Sistema Único de Saúde, devendo ser respeitada sua escolha pessoal em relação à
modalidade de parto.
b) Compete ao poder público e aos empregadores privados, desde que haja previsão na
convenção coletiva, garantir condições adequadas ao aleitamento materno.
c) Ressalvada a hipótese das mães que tenham manifestado interesse em entregar seus
filhos para adoção, é dever do poder público proporcionar assistência psicológica à mãe
nos períodos pré e pós-natal.
d) A atenção primária à saúde deverá realizar a busca ativa de gestante que tenha abandonado
as consultas de pré-natal, bem como de puérpera que, após o parto, não compareça às
consultas médicas programadas.
e) Apesar de serem garantidas às mulheres e aos seus filhos recém-nascidos alta hospitalar
responsável e contrarreferência na atenção primária, o acesso a grupos de amamentação
depende de lei do ente federativo competente.

018. (CEBRASPE/CESPE/DPE RO/2022) Acerca dos direitos fundamentais da criança e do


adolescente previstos no Estatuto da Criança do Adolescente (ECA), julgue os itens a seguir.
I – É dever exclusivo dos pais e dos responsáveis velar pela dignidade da criança e do
adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante,
vexatório ou constrangedor.

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II – O castigo físico consiste em ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso
da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em sofrimento físico ou lesão.
III – O tratamento cruel ou degradante consiste em conduta ou forma cruel de tratamento
em relação à criança ou ao adolescente que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize.
IV – Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante
e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão comunicados, obrigatoriamente,
à autoridade judicial local, que poderá, de maneira fundamentada e se entender cabível,
encaminhar o caso ao Conselho Tutelar da respectiva localidade para a adoção de providências.
Assinale a opção correta.
a) Apenas os itens I e II estão certos.
b) Apenas os itens I e IV estão certos.
c) Apenas os itens II e III estão certos.
d) Apenas os itens III e IV estão certos.
e) Todos os itens estão certos.

019. (IADES/TUTOR EDUCAÇÃO INCLUSIVA/UNDF/2022) Em casos de suspeita ou confirmação


de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou
adolescente, segundo o art. 13 da Lei Federal n. 8.069/1990, que trata do Estatuto da
Criança e do Adolescente, recomenda-se às instituições escolares e a seus profissionais
a) não interferir, pois isso expõe todos os envolvidos e não faz parte das suas competências.
b) encaminhar ao psicólogo escolar ou da comunidade local para melhor averiguar o caso,
antes de tomar qualquer decisão.
c) convocar os responsáveis pelos alunos para orientá-los conforme a lei.
d) encaminhar imediatamente ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo
das outras providências legais.
e) informar as autoridades superiores, solicitando orientação legal.

020. (FGV/TJ RO/PEDAGOGO/2021) Mário procura a pedagoga da Comarca de Cerejeiras


para apresentar a proposta de implantação no município de uma Semana Municipal de
Prevenção de Gravidez na Adolescência. A pedagoga afirma que, segundo o Estatuto da
Criança e do Adolescente, uma semana nacional sobre o tema já existe, e sugere alinhar a
semana municipal com a nacional. Mário aceita a sugestão e implanta a semana municipal
na mesma data da semana nacional.
Sendo assim, a semana ocorrerá:
a) anualmente, na semana que incluir o dia 1º de fevereiro.
b) anualmente, na semana que anteceder o Natal.
c) semestralmente, na primeira semana de fevereiro e de outubro.

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d) mensalmente, na primeira semana de cada mês.


e) mensalmente, na última semana de cada mês.

021. (CEBRASPE/CESPE/ITAIPU//ASSISTENTE SOCIAL/2024) Considerando o disposto no ECA,


assinale a opção que apresenta corretamente aspectos do direito à liberdade da criança
e do adolescente.
a) opinião e expressão; crença e liderança em culto religioso; brincar e viver em comunidade
sem sofrer discriminação.
b) participar da vida política de acordo com a lei; opinião e expressão; participar da vida
familiar e comunitária sem sofrer discriminação.
c) opinar e se expressar sob o respaldo da lei; crença e orientações religiosas; brincar, praticar
esportes sem distinção; buscar orientação.
d) participar da vida familiar e comunitária de acordo com as orientações restritas da lei;
brincar, jogar e expressar-se politicamente.
e) ir e vir nos logradouros sem supervisão direta; participar da vida política de forma direta;
brincar, jogar e buscar refúgio em locais indicados por lei apenas.

022. (FGV/CSJT/2023) A Constituição da República de 1988 (Art. 227) estabelece que é


dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem,
com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar
e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão.
Tendo em vista os princípios relacionados a esse tema, é INCORRETO afirmar que:
a) o reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível e imprescritível,
podendo ser exercitado contra os pais ainda em vida, excluídos os herdeiros, sem qualquer
restrição, observado o segredo de Justiça.
b) será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de
liberdade, por meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses de
acolhimento institucional, pela entidade responsável, independentemente de autorização
judicial.
c) a mãe e o pai, ou os responsáveis, têm direitos iguais e deveres e responsabilidades
compartilhados no cuidado e na educação da criança, devendo ser resguardado o direito
de transmissão familiar de suas crenças e culturas, assegurados os direitos da criança
estabelecidos em lei.
d) a permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional
não se prolongará por mais de dezoito meses, salvo comprovada necessidade que atenda
ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária.

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e) a criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de


castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina,
educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada,
pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por
qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.

023. (FGV/AG EDUC/PREF SJC/2023) Crianças e adolescentes têm os mesmos direitos


humanos gerais que os adultos e direitos específicos que reconhecem suas necessidades
especiais. As crianças e os adolescentes não são propriedade de seus pais nem são objetos
indefesos de caridade. Eles são seres humanos e são sujeitos de seus próprios direitos.
Adaptado de UNICEF. Os direitos das crianças e dos adolescentes e por que eles são
importantes.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o direito específico à Liberdade
compreende os seguintes aspectos, à exceção de um. Assinale-o.
a) opinião e expressão.
b) buscar refúgio, auxílio e orientação.
c) brincar, praticar esportes e divertir-se.
d) participar da vida política, na forma da lei.
e) optar por homeschooling ou escola pública.

024. (FGV/MPE GO/ANALISTA EM SERVIÇO SOCIAL/2022) De acordo com o ECA, os pais, os


integrantes da família ampliada, os responsáveis, os agentes públicos executores de medidas
socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes,
tratá-los, educá-los ou protegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou
degradante como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto
estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, à seguinte medida que será
aplicada de acordo com a gravidade do caso:
a) afastamento do convívio familiar até decisão judicial em contrário.
b) reclusão de 3 meses a 2 anos.
c) acolhimento institucional, pela entidade responsável, da criança ou adolescente.
d) encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico.
e) prestação de serviços comunitários.

025. (FGV/SEAD AP/2022) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu


Art. 15, a criança e o adolescente têm direito à _____ como pessoas humanas em processo
de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na
Constituição e nas leis.
A lacuna fica corretamente preenchida por

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a) vigilância, ao desrespeito e à indignidade.


b) procriação, ao amadurecimento exclusivo e ao culto à personalidade.
c) liberdade, ao respeito e à dignidade.
d) submissão, à dependência e ao desrespeito.
e) subordinação, ao respeito e à autoridade.

026. (FGV/SEAD AP/2022) “Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao
respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como
sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis”. (Estatuto
da Criança e do Adolescente). Avalie se o direito à liberdade compreende, entre outros,
os seguintes aspectos: I. Ir, vir e estar, sem restrições legais ou impostas, nos logradouros
públicos e espaços comunitários. II. Opinião e expressão. III. Brincar, praticar esportes e
divertir-se. IV. Buscar refúgio, auxílio e orientação. Estão corretos os itens:
a) I e II, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) II, III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.

027. (FGV/JE/TJSC/2024) Em razão de violações de direitos causadas pelos genitores, o


juiz da Infância e da Juventude aplica a Samantha, criança de 8 anos, medida protetiva de
acolhimento familiar. Após a realização de estudos social e psicológico pela equipe do juízo
e do serviço de acolhimento, as referidas equipes técnicas entendem que Samantha deve
ser reintegrada a sua tia paterna, que se disponibiliza a exercer a guarda da sobrinha e com
quem a criança mantém fortes vínculos afetivos. O magistrado determina a reintegração
familiar e concede a guarda provisória de Samantha à tia, além de determinar a inclusão
da criança em programa de apadrinhamento afetivo desenvolvido por organização da
sociedade civil que presta atendimento a criança e adolescente existente no município.
Considerando o disposto na Lei n. 8.069/1990 (ECA), é correto afirmar que:
a) é vedado a pessoas jurídicas o apadrinhamento de criança ou adolescente a fim de
colaborar para o seu desenvolvimento.
b) os programas ou serviços de apadrinhamento de crianças e adolescentes somente podem
ser executados pelo Poder Judiciário.
c) a criança não se adequa ao perfil prioritário de inserção em programa de apadrinhamento
afetivo, em razão da reintegração à família extensa.
d) pessoas maiores de 18 anos podem ser padrinhos ou madrinhas, desde que estejam
inscritas nos cadastros de adoção e cumpram os requisitos exigidos pelo programa de
apadrinhamento de que fazem parte.

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e) a criança e o adolescente que se encontram em serviço de acolhimento familiar não


poderão participar de programa de apadrinhamento, em razão da incompatibilidade do
apadrinhamento com essa modalidade de acolhimento.

028. (CEBRASPE/CESPE/CEDUC/PREF CAMAÇARI/2024) A entidade que oferece acolhimento


institucional deve preparar gradativamente a criança e o adolescente para o processo de
desligamento, nos casos de reintegração à família de origem ou de encaminhamento para
adoção. Nos termos do disposto no ECA, esse processo, salvo comprovada necessidade
devidamente fundamentada pela autoridade judiciária, que atenda ao interesse superior
da criança e do adolescente, não se prolongará por mais de
a) três meses.
b) seis meses.
c) nove meses.
d) dezoito meses.
e) doze meses.

029. (IBADE/PREFEITURA DE MANAUS/AM/ANALISTA MUNICIPAL/ASSISTÊNCIA SOCIAL/2024)


De acordo com a Lei N. 8.069/1990, a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e
seus descendentes é conhecida como
a) família natural.
b) tutela.
c) família extensa.
d) guarda.
e) família ampliada.

030. (FGV/PROFESSOR/PREF VITÓRIA/2024) A Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, aprova o


Estatuto da Criança e do Adolescente. Com base nessa Lei, avalie se as afirmativas a seguir
são verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar


ou institucional terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 6 (seis) meses.
( ) Não poderão ser utilizados recursos municipais para a manutenção dos serviços de
acolhimento em família acolhedora.
( ) As crianças menores de doze anos somente poderão ingressar e permanecer nos
locais de apresentação ou exibição quando acompanhadas dos pais ou responsável.
( ) A internação do adolescente, antes da sentença, pode ser determinada pelo prazo
máximo de sessenta dias.

As afirmativas são, respectivamente,

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a) V – F – V – F.
b) V – V – F – F.
c) F – V – V – F.
d) F – F – V – F.
e) F – F – F – F.

031. (FGV/EDUCADOR SOCIAL/PREF CARAGUATATUBA/2024) Segundo a Constituição da


República de 1988, a família é a base da sociedade. O Estatuto da Criança e do Adolescente
indica que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público
assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos de crianças e adolescentes.
Considerando a importância da família na socialização primária e na corresponsabilidade
protetiva, assinale a afirmativa correta.
a) A família desestruturada deve ser destituída do pátrio poder em defesa dos direitos das
crianças e adolescentes.
b) A família natural, ou seja, a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus
descendentes, é o modelo mais protetivo.
c) Os filhos havidos fora do casamento não poderão ser reconhecidos pelos pais.
d) A condenação criminal do pai ou da mãe implicará a destituição do poder familiar.
e) A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda
ou a suspensão do poder familiar.

032. (FGV/ASSISTENTE SOCIAL/TJ SC/2024) Toda criança ou adolescente que estiver inserido
em programa de acolhimento familiar ou institucional terá sua situação reavaliada, no
máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base
em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma
fundamentada pela possibilidade de:
a) manter o acolhimento institucional.
b) recorrer ao apadrinhamento, sob guarda.
c) proceder à reintegração familiar ou à colocação em família substituta, sob guarda, tutela
ou adoção.
d) promover a adoção internacional.
e) indicar o acolhimento familiar, sob tutela.

033. (CEBRASPE/CESPE/PREF SÃO CRISTÓVÃO/2023) O Estatuto da Criança e do Adolescente


vigente prevê
a) a orientação, o apoio e o acompanhamento temporário do menor, a serem realizados
privativamente pelo Conselho Tutelar.
b) a colocação do menor em família substituta.

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c) o abrigo do menor em entidade.


d) a inclusão do menor em programa comunitário ou oficial de auxílio à família, à criança
e ao adolescente.

034. (EDUCA/PREFEITURA DE CABEDELO-PB /ASSISTENTE SOCIAL/2024) Adoção é o ato


pelo qual se cria um vínculo de filiação, até então inexistente, em que não há laço natural
(genético). Para que uma adoção se concretize, existem requisitos previstos em lei, são eles:
I – Decisão Judicial.
II – Consentimento dos pais biológicos (a não ser que sejam destituídos do poder familiar);
III – Consentimento do adotando (se maior de 12 anos);
IV – Estágio de convivência, entre outros.
Estão CORRETAS:
a) I apenas.
b) I, II apenas,
c) I, II, III apenas.
d) I, III, IV apenas.
e) I, II, III, IV.

035. (FGV/TEC ADMIN/ALEMA/ASSISTENTE SOCIAL/2023) Um dos cinco direitos fundamentais


instituídos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é o do Direito à Convivência
Familiar e Comunitária.
Assinale a afirmativa que contradiz os artigos previstos para este direito de crianças e
adolescentes.
a) Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores.
b) É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e,
excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária.
c) A falta ou a carência de recursos materiais constitui motivo suficiente para a perda ou
a suspensão do poder familiar.
d) Será garantida a convivência integral da criança com a mãe adolescente que estiver em
acolhimento institucional.
e) Serão cadastrados para adoção recém-nascidos e crianças acolhidas não procuradas por
suas famílias no prazo de 30 (trinta) dias, contado a partir do dia do acolhimento.

036. (FGV/PREF MANAUS /ASSISTENTE SOCIAL/2022) Walter e Brenda são estrangeiros


e moram fora do Brasil. Não podem ter filhos, mas gostariam de cuidar de uma criança
brasileira. Procuram a Assistente Social a fim de se candidatarem na modalidade Família
Substituta. A Assistente Social informa que, de acordo com o Estatuto da Criança e do
Adolescente, a colocação de uma criança em família estrangeira

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a) constitui medida excepcional, somente possível sob a forma de adoção.


b) seja precedida de um período de adaptação de, no mínimo, seis meses, no Brasil.
c) somente é permitida se um dos pais for brasileiro ou naturalizado brasileiro.
d) deve ser realizada após o exame dos documentos dos solicitantes pela embaixada brasileira.
e) só poderá ser feita se a criança tiver menos de um ano de idade, a fim de evitar choques
culturais.

037. (FGV/MPE GO/ANALISTA EM SERVIÇO SOCIAL/2022) O Estatuto da Criança e do


Adolescente (ECA) reconhece a existência de três espécies de família. Assinale a opção
que as indica.
a) Natural, extensa e substituta.
b) Legítima, matrimonial e civil.
c) Monoparental, ampliada e protetiva.
d) Originária, monogâmica e limitada.
e) Consanguínea, patriarcal e estável.

038. (FGV/TJ RJ /ASSISTENTE SOCIAL/2024) Em se tratando do processo de adoção, os


divorciados, os judicialmente separados e os ex-companheiros.
a) só poderão adotar separadamente, sendo necessário reabrir o processo e comprovar
competência para cuidar do adotando.
b) não mais poderão adotar conjuntamente, pois todos os trâmites foram realizados quando
ainda havia uma vida conjunta.
c) para adoção conjunta, é indispensável que os adotantes sejam casados civilmente ou
mantenham união estável, comprovada a estabilidade da família.
d) é necessário que o estágio de convivência será acompanhado pela equipe interprofissional
a serviço da Justiça da Infância e da Juventude, para determinar se há litígio entre o casal.
e) podem adotar conjuntamente, desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado
na constância do período de convivência.

039. (FGV/TJ RJ/PSICÓLOGO/ – 2024) Contar ao filho sobre a adoção pode gerar muita
ansiedade e insegurança nos pais adotivos.
De acordo com o previsto na legislação, assinale a afirmativa correta.
a) É recomendável manter segredo sobre a origem genética do adotado para evitar a busca
aos pais verdadeiros.
b) O sigilo sobre a adoção garante que os adotados sejam tratados como se fossem filhos
legítimos.
c) A revelação da adoção ficará a cargo da equipe técnica do Juízo de Infância e Juventude
onde tramitou o processo.

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d) O adotado tem direito de conhecer sua origem biológica e de obter acesso ao processo
no qual a medida foi aplicada.
e) A mudança de prenome é obrigatória na adoção e visa impedir que a família de origem
localize o filho adotado.

040. (CEBRASPE/CESPE/PREF CAMAÇARI/PREF CAMAÇARI/2024) Acerca do processo de


adoção de criança e adolescente, assinale a opção correta.
a) O adotante pode ser representado mediante procuração.
b) O processo de adoção é medida excepcional e irrevogável.
c) Os maiores de dezesseis anos de idade podem adotar.
d) Na adoção conjunta, não é necessário que os adotantes sejam casados civilmente ou
que mantenham união estável.
e) O adotante deve ter dezoito anos de diferença do adotado.

041. (FGV/TJSC/2024) Fabrícia e Márcio são brasileiros e residem na cidade de Paris, na


França, há quinze anos, realizando viagens ao Brasil ao final de cada ano, para visitar seus
parentes no Natal. Após diversas tentativas não exitosas de filiação biológica, o casal decide
se habilitar à adoção de criança brasileira, tendo em vista o forte vínculo existente com o
Brasil, apesar de possuírem residência habitual na França. O casal protocoliza procedimento
de habilitação à adoção na comarca onde residem os seus parentes no Brasil, tendo como
objetivo adotar uma criança com até 10 anos de idade, sem comorbidades.
Considerando o disposto na Lei n. 8.069/1990 (ECA), é correto afirmar que a adoção
pretendida por Fabrícia e Márcio é:
a) nacional, pois o casal é brasileiro e viaja frequentemente ao país para as festas de final
de ano.
b) nacional, com preferência em relação a pessoas ou casais estrangeiros, nos casos de
adoção de criança brasileira.
c) internacional, pois o casal, apesar de ser detentor de nacionalidade brasileira, possui
residência habitual na França.
d) nacional, pois o critério definidor da natureza da adoção decorre da nacionalidade da
criança pretendida, que é brasileira, no caso narrado.
e) internacional, com preferência de Fabrícia e Márcio em relação aos adotantes habilitados
residentes no Brasil com perfil compatível com a criança ou adolescente, após consulta ao
Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA).

042. (FGV/JE TJSC/TJ SC/2024) Beatriz e Lauro são habilitados à adoção e iniciam a
aproximação com duas crianças destituídas do poder familiar por sentença transitada em
julgado que se encontram em acolhimento institucional, Kayla, de 5 anos, e Brayan, de 7
anos. O casal propõe ação de adoção, sendo exitoso o estágio de convivência.

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Nos estudos técnicos realizados pela equipe do juízo, Beatriz e Lauro reafirmam o desejo
de adotar os irmãos, restando comprovado o forte vínculo afetivo estabelecido entre as
crianças e os requerentes. O magistrado designa audiência de instrução e julgamento, sendo
informado de que Lauro faleceu em razão de um infarto.
Considerando o disposto na Lei n. 8.069/1990 (ECA), é correto afirmar que:
a) em razão do falecimento do requerente antes de prolatada a sentença, o pedido deverá
ser julgado procedente apenas em relação à Beatriz.
b) a alteração da situação fática decorrente do falecimento de Lauro exigirá a realização
de novos estudos técnicos e a renovação da habilitação à adoção requerida por Beatriz.
c) o falecimento do requerente tem como efeito prático o reinício do estágio de convivência,
por expressa previsão legal e pelo prazo de até noventa dias.
d) o pedido poderá ser julgado procedente em relação a ambos os requerentes, diante da
inequívoca manifestação da vontade de Lauro de adotar as crianças.
e) verifica-se a ocorrência da impossibilidade jurídica do pedido de adoção formulado
por requerente que vem a falecer no curso do processo, sendo nula eventual sentença de
procedência.

043. (FEPESE/PREFEITURA DE CAÇADOR-SC/PROFESSOR ENSINO FUNDAMENTAL I/2024)


Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): A criança e o adolescente têm direito
à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas _______________________
e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
a) autônomas
b) incompletas
c) independentes
d) em processo de aprendizagem
e) em processo de desenvolvimento

044. (FGV/TJ MS/ASSISTENTE SOCIAL/2024) Segundo o ECA, independente da situação


jurídica da criança ou adolescente, a colocação em família substituta será feita mediante:
a) curatela.
b) acolhimento.
c) adoção.
d) apadrinhamento.
e) abrigamento.

045. (CEBRASPE/CESPE-PJ/MPE AM/2023) De acordo com o ECA, a adoção de crianças


indígenas ou quilombolas deve observar, obrigatoriamente,

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a) a consideração e o respeito à identidade social e cultural dos adotados, bem como os


seus costumes e suas tradições, reconhecendo-se, assim, a chamada adoção à brasileira.
b) a colocação familiar dos adotados prioritariamente no seio de sua comunidade de origem
ou junto a membros da mesma etnia.
c) o respeito às instituições das comunidades originárias dos adotados, ainda que não sejam
totalmente compatíveis com os direitos fundamentais reconhecidos pelo ECA e pela CF de
1988, em atenção ao direito à identidade étnica.
d) a oitiva da comunidade em que vivem e de antropólogos perante a equipe interprofissional
ou multidisciplinar que irá acompanhar o caso.
e) apenas a relação de afinidade ou de afetividade dos adotados com os adotantes, a fim
de facilitar a adoção de crianças não pertencentes a comunidades integradas.

046. (CEBRASPE/CESPE-DPE RO/2022) De acordo com o ECA, o adotante deve


a) ser maior de vinte e um anos e ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o
adotando.
b) ser maior de dezoito anos e ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando.
c) ser maior de vinte e um anos e ser, pelo menos, vinte e um anos mais velho do que o
adotando.
d) ser maior de vinte e um anos e ser, pelo menos, dezoito anos mais velho do que o adotando.
e) ser maior de dezoito anos e ser, pelo menos, vinte e um anos mais velho do que o adotando.

047. (CEBRASPE/CESPE/PROFESSOR/PREF. JOINVILLE/2024) Um aluno menor de idade


da rede municipal de ensino fundamental teve reiteradas faltas injustificadas ao longo
do semestre, as quais caracterizaram indício de evasão escolar. Feita a comunicação aos
pais e esgotados os recursos escolares, a situação não foi solucionada. Nessa situação
hipotética, conforme o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente, o dirigente do
estabelecimento de ensino tem a obrigação de comunicar o fato ao(à)
a) Ministério da Educação.
b) Defensoria Pública.
c) Conselho Tutelar.
d) Secretaria de Educação do Estado.
e) Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.

048. (FGV/PROFESSOR DE ARTE/PREF J GUARARAPES/2023) Analise o fragmento a seguir.


Têm assegurado: a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; o
direito de ser respeitado por seus educadores; o direito de contestar critérios avaliativos,
podendo recorrer às instâncias escolares superiores; o direito de organização e participação
em entidades estudantis; o acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência,

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garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa


ou ciclo de ensino da educação básica.
Os direitos citados no fragmento acima estão listados
a) na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.
b) na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
c) no Estatuto da Criança e do Adolescente.
d) na Política Nacional de Educação Especial na perspectiva Inclusiva.
e) na Constituição da República Federativa do Brasil.

049. (FGV/EDUCADOR SOCIAL//PREF CARAGUATATUBA/2024) O Estatuto da Criança e do


Adolescente (Lei n. 8.069/1990) proíbe o desempenho de qualquer atividade laboral por
menores de 16 anos, podendo o adolescente trabalhar como aprendiz a partir dos 14 anos.
Com relação ao adolescente aprendiz, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a
verdadeira e (F) para a falsa.

( ) O adolescente deverá escolher entre a escola e o trabalho.


( ) O adolescente com deficiência não poderá exercer a função de aprendiz.
( ) O adolescente poderá exercer atividade noturna somente até 23:30h.
( ) A remuneração que o adolescente recebe pelo trabalho efetuado ou a participação
na venda dos produtos de seu trabalho não desfigura o caráter educativo.

Afirmativas são, respectivamente,


a) V – F – V – F.
b) F – V – F – V.
c) F – F – F – V.
d) V – F – F – V.
e) V – V – V – V.

050. (FGV/ASSISTENTE SOCIAL/TJ SC/2024) Marlete, em seu trabalho no âmbito da política


de assistência social, recebe de Sulamita a denúncia de que uma fábrica está empregando
crianças entre 10 e 12 anos para a confecção de bolas de tênis. O proprietário alega que as
mãos das crianças, pelo seu tamanho e delicadeza, são fundamentais para esse trabalho.
Marlete explicita que, de acordo com o ECA:
a) os pais possuem a prerrogativa de autorizar ou não o trabalho de crianças maiores de
10 anos.
b) mediante comprovação de matrícula e frequência regular em escola, o trabalho é permitido
a partir dos 12 anos.
c) qualquer trabalho de menores de 14 anos é proibido, salvo na condição de aprendiz.
d) o trabalho de menores de 16 anos é proibido em qualquer situação.
e) o trabalho infantil é permitido, desde que autorizado pelo Conselho Tutelar após análise.

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051. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR/MP TCE-SC/2022) Julgue o item a seguir, acerca


dos direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes, conforme os preceitos
constitucionais e legais.
Aos adolescentes é permitido o trabalho insalubre, desde que lhes seja assegurado o
fornecimento de equipamento de proteção individual capaz de elidir, de forma eficaz, o
agente insalubre.

052. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR/PREFEITURA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM/2024)


Tendo por base o que dispõem o Código Civil e o Estatuto da Criança e do Adolescente,
julgue o item a seguir.
Considera-se criança a pessoa até doze anos de idade incompletos.

053. (CEBRASPE/CESPE/MONITOR DE CRECHE/PREF PIRES DO RIO/2022) À luz do Estatuto


da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o item que se segue.
São consideradas adolescentes as pessoas que têm idade entre doze e dezoito anos.

054. (CEBRASPE/CESPE/ MONITOR DE CRECHE/PREF PIRES DO RIO/2022) À luz do Estatuto


da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o item que se segue.
Assegurar a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde e à educação das crianças e
dos adolescentes é dever da família e do poder público, e não da sociedade em geral.

055. (QUADRIX/SEE DF/ADMINISTRAÇÃO/2022) No que concerne ao Estatuto da Criança e


do Adolescente (ECA), Lei Federal n. 8.069/1990 e suas alterações, julgue o item a seguir.
Em casos excepcionais, o ECA considerará adolescente a pessoa maior de dezoito anos de
idade.

056. (QUADRIX/SEE DF/ADMINISTRAÇÃO/2022) No que concerne ao Estatuto da Criança e


do Adolescente (ECA), Lei Federal n. 8.069/1990 e suas alterações, julgue o item a seguir.
O escopo de proteção conferido pelo ECA à criança e ao adolescente não é taxativo e não
exclui, por outras leis ou meios, oportunidades e facilidades para seu desenvolvimento
físico, mental, moral, espiritual e social.

057. (QUADRIX/SEE DF/ADMINISTRAÇÃO/2022) No que concerne ao Estatuto da Criança e


do Adolescente (ECA), Lei Federal n. 8.069/1990 e suas alterações, julgue o item a seguir.
A garantia de prioridade reconhecida à criança e ao adolescente compreende destinação
exclusiva de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude.

058. (QUADRIX/SEE DF/ADMINISTRAÇÃO/2022) No que concerne ao Estatuto da Criança e


do Adolescente (ECA), Lei Federal n. 8.069/1990 e suas alterações, julgue o item a seguir.

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A interpretação do ECA deve levar em consideração, além da condição peculiar da criança


e do adolescente, as exigências do bem comum.

059. (QUADRIX/SEE DF/ADMINISTRAÇÃO/2022) No que concerne ao Estatuto da Criança e


do Adolescente (ECA), Lei Federal n. 8.069/1990 e suas alterações, julgue o item a seguir.
Os direitos enunciados no ECA não poderão promover qualquer ação que discrimine as
pessoas ou a comunidade em que vivem.

060. (CEBRASPE/CESPE/MPE TO/ASSISTÊNCIA SOCIAL/2024) Julgue o próximo item, a


respeito da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída pelo
Estatuto da Criança e do Adolescente.
A referida semana será realizada a cada dois anos, na primeira semana de fevereiro.

061. (CEBRASPE/CESPE/MPE TO/ASSISTÊNCIA SOCIAL/2024) Julgue o próximo item, a


respeito da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída pelo
Estatuto da Criança e do Adolescente.
As ações e campanhas educativas da referida semana serão realizadas pelo poder público
em conjunto com organizações da sociedade civil.

062. (CEBRASPE/CESPE/PREF CACHOEIRO DO ITAPEMIRIM/2024) Acerca de políticas sociais


dirigidas aos segmentos, e de diretrizes, ações e desafios na área da família, da criança e
do adolescente, julgue o item que se segue.
Prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, a Semana Nacional de Prevenção da
Gravidez na Adolescência possui caráter preventivo e educativo.

063. (CEBRASPE/CESPE/TJ ES/APOIO ESPECIALIZADO/– PEDAGOGIA/2023) Com base no


Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o item que se segue.
O Estado só passa a ser responsável pelo bem-estar e pela segurança da criança a partir
do nascimento dela.

064. (CEBRASPE/CESPE/AAAJ/DP DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) Com relação ao direito à vida


e à saúde conforme o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o
item a seguir.
A gestante e a parturiente têm direito a um acompanhante de sua preferência durante o
período do pré-natal, do trabalho de parto e do pós-parto imediato.

065. (CEBRASPE/CESPE/AAAJ/DP DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) Com relação ao direito à vida


e à saúde conforme o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o
item a seguir.
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As gestantes ou mães que manifestarem interesse em entregar seus filhos para a adoção
deverão ser compulsoriamente encaminhadas ao Conselho Tutelar para a realização de
escuta qualificada.

066. (CEBRASPE/CESPE/AAAJ/DP DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) Com relação ao direito à vida


e à saúde conforme o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o
item a seguir.
Os casos de confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-
tratos contra criança ou adolescente devem ser obrigatoriamente comunicados à vara da
infância e juventude da respectiva localidade.

067. (CEBRASPE/CESPE/ AAAJ/DP DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) Com relação ao direito à vida


e à saúde conforme o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o
item a seguir.
Nos casos de internação de criança ou adolescente, os estabelecimentos de atendimento à
saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de cuidados intermediários,
deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais
ou responsável.

068. (CEBRASPE/CESPE/ASSISTENTE SOCIAL/FUB/2022) Maria tem 26 anos de idade, está


grávida, é solteira e mãe de uma menina de 5 anos de idade, chamada Laura, atendida no
serviço de saúde por consequências de castigo físico. Com base nessa situação hipotética,
julgue o item subsecutivo.
Maria tem direito de escolher seu acompanhante durante o período em que permanecer
na maternidade por ocasião do parto.

069. (CEBRASPE/CESPE/ASSISTENTE SOCIAL/FUB/2022) Maria tem 26 anos de idade, está


grávida, é solteira e mãe de uma menina de 5 anos de idade, chamada Laura, atendida no
serviço de saúde por consequências de castigo físico.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item subsecutivo.
O responsável pelo atendimento de Laura no serviço de saúde deve acionar o Conselho
Tutelar local para as providências cabíveis.

070. (QUADRIX/SEE DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)


é um dos principais documentos a serem utilizados no exercício profissional do assistente
social na área da educação. Nele estão expostos os princípios legais que versam sobre a
defesa dos direitos da criança e do adolescente e as normativas sobre a adoção e a guarda.
Trata-se de um instrumento fundamental no enfrentamento à violência contra crianças e
adolescentes. Com base no ECA, julgue o item a seguir.

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Segundo o ECA, o tratamento cruel ou degradante em relação à criança ou ao adolescente


refere-se a condutas que humilhem, ameacem gravemente ou ridicularizem.

071. (QUADRIX/SEE DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)


é um dos principais documentos a serem utilizados no exercício profissional do assistente
social na área da educação. Nele estão expostos os princípios legais que versam sobre a
defesa dos direitos da criança e do adolescente e as normativas sobre a adoção e a guarda.
Trata-se de um instrumento fundamental no enfrentamento à violência contra crianças e
adolescentes. Com base no ECA, julgue o item a seguir.
Aos pais ou responsáveis que utilizarem de castigo físico ou tratamento cruel ou degradante
como formas de correção à criança ou ao adolescente deverá ser aplicada a medida corretiva
de encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família, pelo promotor
da infância e juventude.

072. (QUADRIX/AGENTE FISCAL/CRESS/2022) Considerando o Estatuto da Criança e do


Adolescente, julgue o item. As gestantes ou mães que manifestarem interesse em entregar
seus filhos para adoção serão obrigatoriamente encaminhadas à Justiça da Infância e da
Juventude.

073. (CEBRASPE/CESPE/MPE TO/ASSISTÊNCIA SOCIAL/2024) Julgue o item subsecutivo, à luz


do Estatuto da Criança e do Adolescente. O adolescente tem o direito de ser cuidado pelos
agentes públicos executores de medidas socioeducativas sem o uso de tratamento cruel ou
degradante, devendo o castigo físico ser utilizado apenas nas ações de natureza punitiva.

074. (CEBRASPE/CESPE/CNMP/APOIO JURÍDICO/2023) Com base no Estatuto da Criança e do


Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item a seguir. À medida que garante tratamento
de saúde especializado à criança vítima de castigo físico somente poderá ser aplicada pela
autoridade judiciária.

075. (CEBRASPE/CESPE/TJ ES/APOIO ESPECIALIZADO/SERVIÇO SOCIAL/2023) Cláudia, de


vinte anos de idade, é solteira, servidora pública e considerada pessoa com deficiência
moderada. Considerando a situação hipotética anterior, julgue o item a seguir. É possível a
participação de Cláudia em programa de apadrinhamento de uma criança em situação de
acolhimento institucional.

076. (CEBRASPE/CESPE/CNMP/APOIO JURÍDICO/DIREITO/2023) Com base no Estatuto da


Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item a seguir. Família natural é a
comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes.

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Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I
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077. (CEBRASPE/CESPE/CNMP/APOIO JURÍDICO/DIREITO/2023) Com base no Estatuto da


Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item a seguir.
Família extensa ou ampliada é aquela formada por parentes próximos com os quais a criança
ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade.

078. (CEBRASPE/CESPE/PSICOLOGIA/PREF CACH ITAPEMIRIM/2024) Com base no Estatuto


da Criança e do Adolescente, julgue o próximo item, relativo à adoção de adolescente com
13 anos de idade.
O adotado receberá o nome do adotante e, apenas mediante solicitação do adotante, o
prenome do adotado poderá ser modificado.

079. (CEBRASPE/CESPE/DPE RS/2022) Com base no ECA, julgue o item a seguir.


A adoção é medida excepcional e irrevogável à qual se deve recorrer apenas quando esgotados
os recursos de manutenção da criança ou do adolescente na família natural ou extensa,
sendo vedada a adoção por procuração.

080. (CEBRASPE/CESPE/ MONITOR DE CRECHE/PREF PIRES DO RIO/2022) À luz do Estatuto


da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o item que se segue.
Quem detém a guarda de criança ou adolescente é obrigado a prestar-lhe assistência
material, moral e educacional, podendo opor-se a terceiros, inclusive aos pais do menor.

081. (CEBRASPE/CESPE/ MONITOR DE CRECHE/PREF PIRES DO RIO/2022) À luz do Estatuto


da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o item que se segue.
O adotante deve ser, pelo menos, dezoito anos mais velho que o adotando.

082. (CEBRASPE/CESPE/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL/2022) Com


relação aos direitos das crianças e dos adolescentes, conforme a Constituição Federal de
1988, o ECA e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional — LDB (Lei n.º 9.394/1996),
julgue o item a seguir.
Segundo previsão expressa do ECA, a criança e o adolescente têm direito à educação, sendo-
lhes assegurado acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-
se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos, ainda que estejam em diferentes etapas ou
ciclos de ensino da educação básica.

083. (CEBRASPE/CESPE /ASSISTENTE SOCIAL/2022) Com base no Estatuto da Criança e do


Adolescente (ECA), julgue o item a seguir.
É permitido ao adolescente o trabalho noturno até às 23 horas, de forma a garantir o seu
descanso e frequência escolar diurna.

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084. (CEBRASPE/CESPE /ASSISTENTE SOCIAL/FUB/2022) Com base no Estatuto da Criança


e do Adolescente (ECA), julgue o item a seguir.
É justificável a ausência escolar do adolescente que trabalhe em local e horário não
compatíveis com a escola.

085. (CEBRASPE/CESPE/MP TCE-SC/2022) Julgue o item a seguir, acerca dos direitos


fundamentais das crianças e dos adolescentes, conforme os preceitos constitucionais e legais.
É vedado o trabalho realizado em locais prejudiciais à formação e ao desenvolvimento físico,
psíquico, moral e social do adolescente.

086. (CEBRASPE/CESPE/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA/PREF CACH ITAPEMIRIM/2024)


Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei Brasileira de Inclusão, julgue o
próximo item.
É direito da criança contestar os critérios avaliativos adotados pelo professor, devendo a
escola permitir o uso de recurso às instâncias escolares superiores para a discussão desses
critérios.

087. (QUADRIX/AGENTE FISCAL/CRESS 7/RJ/2022) As legislações sociais são importantes


instrumentos no exercício profissional do assistente social. A respeito do Estatuto da
Criança e do Adolescente, da Lei Maria da Penha e do Estatuto da Pessoa Idosa, julgue o
item a seguir.
A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não
se prolongará por mais de 24 meses, salvo comprovada necessidade que atenda ao seu
superior interesse, devidamente fundamentada pelo Conselho Tutelar.

088. (QUADRIX/GESTOR EM POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO EDUCACIONAL/SEE DF/SERVIÇO


SOCIAL/2022) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é um dos principais documentos
a serem utilizados no exercício profissional do assistente social na área da educação. Nele
estão expostos os princípios legais que versam sobre a defesa dos direitos da criança e
do adolescente e as normativas sobre a adoção e a guarda. Trata-se de um instrumento
fundamental no enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes. Com base no
ECA, julgue o item a seguir.
Um dos critérios da concessão da guarda é que o guardião seja, pelo menos, dezesseis anos
mais velho do que a criança ou o adolescente.

089. (QUADRIX/GESTOR EM POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO EDUCACIONAL/SEE DF/SERVIÇO


SOCIAL/2022)O direito à educação está presente em várias legislações, entre as quais se
destacam a Lei Maria da Penha, o ECA e o Estatuto do Idoso. Quanto às diretrizes da política
educacional direcionada a mulheres, idosos e crianças e adolescentes, julgue o item a seguir.

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A criança e o adolescente têm direito à escola pública e gratuita, próxima de sua residência,
garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa
ou o mesmo ciclo de ensino da Educação Básica.

090. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR/MINISTÉRIO PÚBLICO/TC DF/2021) Da união entre


Tiago, condenado criminalmente pela prática do crime de furto, e Daniela, desempregada,
casados sob o regime de separação legal de bens, nasceram dois filhos, atualmente com
cinco e dez anos de idade.
No que se refere a essa situação hipotética, julgue o item a seguir, à luz do disposto no
Código Civil e no Estatuto da Criança e do Adolescente e do entendimento jurisprudencial
dos tribunais superiores. Dada a condenação criminal de Tiago, seu poder familiar sobre
os filhos será extinto.

091. (CEBRASPE/CESPE /ASSISTENTE SOCIAL/SESAU AL/2021) Quanto às legislações sociais


que dispõem sobre os direitos das crianças e dos adolescentes, julgue o seguinte item.
O autor de um crime de feminicídio contra a genitora de seus filhos, por ato judicial, será
destituído do poder familiar.

092. (CEBRASPE/CESPE/TCE-SC/2022) Julgue o item a seguir, acerca dos direitos fundamentais


das crianças e dos adolescentes, conforme os preceitos constitucionais e legais.
A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação
de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e
harmonioso, em condições dignas de existência.

093. (CEBRASPE/CESPE/SEE PE/SERVIÇO SOCIAL/2022) Julgue o item a seguir com base no


Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Os profissionais com atribuições relacionadas ao cuidado contínuo de crianças na primeira
infância devem ser capacitados para a identificação de sinais de risco para o desenvolvimento
psíquico.

094. (QUADRIX/SEE DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)


é um dos principais documentos a serem utilizados no exercício profissional do assistente
social na área da educação. Nele estão expostos os princípios legais que versam sobre a
defesa dos direitos da criança e do adolescente e as normativas sobre a adoção e a guarda.
Trata-se de um instrumento fundamental no enfrentamento à violência contra crianças e
adolescentes. Com base no ECA, julgue o item a seguir.
As situações de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante
e de maus-tratos contra a criança ou o adolescente deverão ser, obrigatoriamente,
comunicadas ao Conselho Tutelar.

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095. (QUADRIX/AGENTE FISCAL/CRESS/2022) Considerando o Estatuto da Criança e do


Adolescente, julgue o item.
O direito ao respeito refere-se à inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da
criança e do adolescente e abrange a preservação da imagem, da identidade, da autonomia,
dos valores, das ideias, das crenças, dos espaços e dos objetos pessoais.

096. (QUADRIX/AGENTE FISCAL/CRESS 7-RJ/2022) As legislações sociais são importantes


instrumentos no exercício profissional do assistente social. A respeito do Estatuto da
Criança e do Adolescente, da Lei Maria da Penha e do Estatuto da Pessoa Idosa, julgue o
item a seguir.
O encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico e o encaminhamento a cursos ou
programas de orientação são algumas das medidas que poderão ser aplicadas pelo Conselho
Tutelar, aos pais, membros da família ampliada, responsáveis, agentes públicos executores
de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de
adolescentes que utilizarem de castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como
formas de correção, disciplina ou educação.

097. (CEBRASPE/CESPE/MPE TO/ASSISTÊNCIA SOCIAL/2024) Julgue o item subsecutivo,


à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente. É dever de todos velar pela dignidade da
criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento,
aterrorizante, vexatório ou constrangedor.

098. (CEBRASPE/CESPE/CNMP/APOIO JURÍDICO/DIREITO/2023) Com base no Estatuto da


Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item a seguir. A permanência da
criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por
mais de doze meses, salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse,
devidamente fundamentada pelo juiz.

099. (CEBRASPE/CESPE/MPE TO/ESPECIALIZADO/ASSISTÊNCIA SOCIAL/2024) Com base na


legislação que dispõe sobre os direitos da criança, do adolescente e da mulher vítima ou
testemunha de violência, julgue o item que se segue.
O profissional de educação que identifique ato de violência no ambiente escolar tem o
dever de comunicá-lo ao conselho tutelar.

100. (QUADRIX/AGENTE FISCAL/CRESS/2022) Considerando o Estatuto da Criança e do


Adolescente, julgue o item.
As instituições de ensino, clubes e agremiações recreativas e de estabelecimentos congêneres
possuem o dever de assegurar medidas de conscientização, prevenção e enfrentamento
ao uso ou à dependência de drogas ilícitas.

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GABARITO

1. e 35. c 69. C
2. c 36. a 70. C
3. b 37. a 71. E
4. b 38. e 72. C
5. b 39. d 73. E
6. d 40. b 74. E
7. d 41. c 75. C
8. a 42. d 76. C
9. a 43. e 77. C
10. c 44. c 78. E
11. a 45. b 79. C
12. a 46. b 80. C
13. d 47. c 81. E
14. a 48. c 82. E
15. b 49. c 83. E
16. c 50. c 84. E
17. d 51. E 85. C
18. c 52. C 86. C
19. d 53. C 87. E
20. a 54. E 88. E
21. b 55. E 89. C
22. a 56. C 90. E
23. e 57. E 91. C
24. d 58. C 92. C
25. c 59. C 93. C
26. c 60. E 94. C
27. c 61. C 95. C
28. d 62. C 96. C
29. a 63. E 97. C
30. d 64. C 98. E
31. e 65. E 99. C
32. c 66. E 100. C
33. b 67. C
34. e 68. C

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GABARITO COMENTADO

001. (FGV/TJ RJ/PSICÓLOGO//2024) O Estatuto da Criança e do Adolescente é a lei especial


em vigor. De acordo com as disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente, avalie as
afirmativas a seguir.
I – Os direitos do ECA se aplicam a todas as crianças e adolescentes sem discriminação de
nascimento, situação familiar, sexo, raça, etnia ou cor, condição econômica, região e local
de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a comunidade em
que vivem.
II – É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar,
com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, ao lazer, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
III – Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de discriminação,
violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou
omissão, aos seus direitos fundamentais.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e III.

A assertiva I está correta, conforme texto do Parágrafo Único do artigo 3º do ECA, que versa:

[…] os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as crianças e adolescentes, sem
discriminação de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença,
deficiência, condição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica, ambiente
social, região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a
comunidade em que vivem.

A assertiva II também está correta, conforme caput do artigo 4º que atribui à família, à
comunidade, à sociedade em geral e ao poder público as obrigações mencionadas pelo item.
A assertiva III também está de acordo com o que versa o parágrafo 5º do referido estatuto.
Sendo assim, gabarito, letra E.
Letra e.

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002. (CEBRASPE/CESPE/ASSISTENTE SOCIAL/PREF. CAMAÇARI/2024) Conforme a legislação


brasileira, é considerado
a) criança o indivíduo com até quinze anos de idade completos.
b) adolescente o indivíduo entre os dez e os quatorze anos de idade.
c) criança o indivíduo com até doze anos de idade incompletos.
d) criança o indivíduo a partir dos dezesseis anos incompletos.
e) adolescente o indivíduo entre os onze anos de idade completos e os dezoito anos de
idade incompletos.

O ECA estabelece em seu artigo 2º que para os efeitos da referida legislação, é considerada
criança a pessoa até doze anos de idade incompletos e adolescente aquela entre doze e
dezoito anos de idade. Portanto, o único item em consonância com esse aspecto é o item C.
Letra c.

003. (CEBRASPE/CESPE/ITAIPU//ASSISTENTE SOCIAL/2024) De acordo com a Lei n.º


8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA), considera-se criança
a) a pessoa com até doze anos de idade completos, e adolescente aquela com idade entre
doze e dezoito anos.
b) a pessoa com até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela com idade entre
doze e dezoito anos.
c) a pessoa com até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela com idade entre
doze e dezessete anos incompletos.
d) a pessoa com até onze anos de idade completos, e adolescente aquela com idade entre
doze e dezoito anos.
e) a pessoa com até onze anos de idade incompletos, e adolescente aquela com idade entre
onze e dezoito anos incompletos.

Trata-se de um item de cobrança recorrente. Os itens A, C, D e E estão em desacordo com


artigo 2º do ECA, que esclarece que é considerada criança a pessoa até doze anos de idade
incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. Sendo assim, o item
B é o gabarito da questão.
Letra b.

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004. (FGV/PROFESSOR AAE/PREF CARAGUATATUBA/2024) Com relação ao Estatuto da


Criança e do Adolescente, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) A pessoa passa a gozar de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana


após maioridade.
( ) Considera-se criança a pessoa entre zero e doze anos de idade incompletos.
( ) Às crianças e aos adolescentes é garantida preferência na formulação e na execução
das políticas sociais públicas.

As afirmativas são, respectivamente,


a) F – V – F.
b) F – V – V.
c) V – F – F.
d) V – V – F.
e) F – F – V.

A primeira afirmação é falsa, pois o artigo 3º versa que a criança e o adolescente gozam
de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. Conforme o artigo 2º, é
considerada criança a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela
entre doze e dezoito anos de idade. Sendo assim, é falsa a afirmação que diz que o gozo
dos direitos fundamentais depende da maioridade. A segunda e a terceira afirmativa são
verdadeiras e correspondem aos artigos 2º e 4º, respectivamente.
Letra b.

005. (QUADRIX/PREF. ALTO PARAÍSO DE GOIÁS/2023) Conforme o ECA, assinale a


alternativa correta.
a) Considera-se criança, para os fins legais, a pessoa de até dez anos de idade incompletos
e adolescente a pessoa de dez a dezesseis anos de idade.
b) É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar,
com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação,
à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à
liberdade e à convivência familiar e comunitária.
c) Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante
e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatória e exclusivamente
comunicados à autoridade policial.

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d) Os filhos havidos da relação do casamento e os filhos não havidos da relação do casamento


terão os mesmos direitos e qualificações, mas os filhos havidos por adoção não poderão
ostentar os sobrenomes dos pais adotivos.
e) A falta ou a carência de recursos materiais constitui motivo suficiente para a perda ou a
suspensão do poder familiar, se disso decorrer prejuízo para a criança ou para o adolescente.

O item A está incorreto, pois de acordo com o ECA, é considerada criança a pessoa até doze
anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. O
item C está incorreto. Segundo o Art. 13, os casos de suspeita ou confirmação de castigo
físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou adolescente
serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem
prejuízo de outras providências legais. O item D está incorreto, pois conforme o Art. 20, os
filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos
e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. Por
fim, o item E está em desacordo com o Art. 23 que diz que a falta ou a carência de recursos
materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do poder familiar.
Letra b.

006. (CEBRASPE/CESPE//PREF SÃO CRISTÓVÃO/2023) Conforme o Estatuto da Criança e do


Adolescente, é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público
assegurar às crianças e aos adolescentes, com prioridade absoluta, a efetivação do direito
I – à saúde.
II – à vida.
III – ao esporte.
IV – à cultura.
Assinale a opção correta.
a) Está certo apenas o item I.
b) Está certo apenas o item II.
c) Estão certos apenas os itens III e IV.
d) Todos os itens estão certos.

Todas as assertivas estão corretas e em consonância com o artigo 4º, que estabelece que é
dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com
absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à
educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à
liberdade e à convivência familiar e comunitária.
Letra d.

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007. (FGV/DPE RS/ASSISTÊNCIA SOCIAL/2023) Um marco importante na instituição do Estatuto


da Criança e do Adolescente é a concepção que considera a criança e o adolescente como
a) pequenos adultos.
b) indivíduos biologicamente incompletos.
c) pessoas demandantes de vínculos familiares.
d) sujeitos de direitos.
e) identidades em construção.

O ECA considera a criança e o adolescente como sujeito de direitos (Art. 3º e Artigo 15,
por exemplo) ao mesmo tempo em que rompe com visões que consideram a criança e o
adolescente como pequenos adultos, biologicamente incompletos, sendo considerado,
portanto, um grande avanço para a legislação brasileira.
Letra d.

008. (FGV/AG EDUC/PREF SJC/2023) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu


artigo 4º, diz que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder
público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à
saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
A referida prioridade compreende
a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias.
b) manter alojamento conjunto, possibilitando ao neonato a permanência junto à mãe.
c) acesso à escola pública no mesmo estabelecimento que os irmãos que frequentem.
d) estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas restrições legais.
e) tramitação os processos de adoção em que o adotando for pessoa com deficiência.

A garantia de prioridade compreende primazia de receber proteção e socorro em quaisquer


circunstâncias. Os itens B, C, D e E não fazem referência à prioridade tratada nesse artigo.
Letra a.

009. (FGV/TJDFT/APOIO ESPECIALIZADO/SERVIÇO SOCIAL/2022) A Doutrina da Proteção


Integral que fundamenta o ECA, Lei n. 8.069/1990, está em linha com uma concepção de
sociedade que:
a) reconheça a criança e o adolescente como sujeitos de direito e não como objeto do olhar
punitivo que caracterizou as legislações anteriores;

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b) pautada na doutrina retributiva, coloque no centro das políticas sociais o indivíduo em


sua singularidade e dignidade;
c) valorize a família como ente exclusivo e incontornável do cuidado e do disciplinamento
dos filhos;
d) reconheça a criança e o adolescente como seres em desenvolvimento, objetos da proteção
e da educação dos pais;
e) coloque em perspectiva o futuro da nação, dependente que é do investimento seletivo
nas crianças e adolescentes que mais se destacam.

A alternativa correta, letra A, expressa a ruptura com o modelo anterior de políticas baseadas
em um olhar punitivo, característico da Doutrina da Situação Irregular. A proteção integral
reconhece a criança e o adolescente como sujeitos plenos de direitos, com prioridade absoluta
em sua proteção e desenvolvimento integral (Art. 227 da CF e Art. 1º do ECA). As demais
falham em captar o princípio fundamental do ECA, pois trazem conceitos como doutrina
retributiva, centralidade exclusiva da família ou investimento seletivo, incompatíveis com
a proteção integral.
Letra a.

010. (QUADRIX/CFP/2022) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) dispõe sobre a


proteção integral da criança e do adolescente, filiando-se à Doutrina de Proteção Integral da
Infância e Juventude, doutrina jurídica que veio, a partir da segunda metade do século 20,
desenvolvendo-se a nível internacional, em substituição à Doutrina do Menor em Situação
Irregular, que intervia apenas quando a criança ou o adolescente estivesse em situação de
abandono/conflito com a lei. O ECA, em consonância com a Doutrina de Proteção Integral
à Criança, não aponta para
a) destinação privilegiada de recursos públicos às áreas que atendem à Proteção Integral
da Criança e do Adolescente.
b) atendimento prioritário da criança/adolescente no sentido de receber proteção/socorro
em qualquer circunstância.
c) responsabilização exclusiva do Estado e da Família no dever de resguardar os direitos da
criança e do adolescente.
d) proibição de exposição da criança e do adolescente à situações de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão.
e) necessidade de sempre considerar a criança e o adolescente em sua condição de pessoa
em desenvolvimento.

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Conhecimentos Pedagógicos
Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I
Carlinhos Costa

O ECA aponta para todas as questões mencionadas, respectivamente em seus artigos 4º,
5º e 69, exceto com relação ao que afirma o item C, pois o ECA menciona em seu artigo 4º
que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar,
com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação,
à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à
liberdade e à convivência familiar e comunitária.
Letra c.

011. (IADES/PROF SEDUC GO/2022) No caput do art. 227 da Constituição Federal de 1988,
encontra-se uma das principais diretrizes do direito da criança e do adolescente, que é o
princípio da prioridade absoluta, conforme o qual cada criança e adolescente deve receber
tratamento especial do Estado e ser priorizado nas respectivas políticas públicas. Assinale
a alternativa que apresenta um dispositivo regido por esse princípio.
a) A Lei n. 8.069/1990, que dispõe a respeito do Estatuto da Criança e do Adolescente e dá
outras providências.
b) A Lei Complementar n. 150/2015, que trata do contrato de trabalho doméstico.
c) A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n. 115/2015, que prevê a redução da maioridade
penal.
d) A Lei Complementar n. 101/2000, que institui a responsabilidade fiscal.
e) O Código Civil de 1916, em que os filhos eram classificados como legítimos e como
ilegítimos.

A questão aborda o princípio da prioridade absoluta, previsto no Art. 227 da Constituição


Federal de 1988, que determina a primazia da criança e do adolescente nas políticas públicas
e na proteção integral. A alternativa correta, letra A, aponta o Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA), instituído pela Lei n. 8.069/1990, como dispositivo legal fundamentado
nesse princípio. As demais não estão diretamente relacionadas à proteção prioritária de
crianças e adolescentes.
Letra a.

012. (FGV/PREF PAULÍNIA/2021) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi formulado


no contexto da redemocratização no Brasil e foi sancionado apenas dois anos após a
Constituição de 1988. Até a atualidade, ele continua sendo a maior referência para os
direitos dos menores de 18 anos.

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Conhecimentos Pedagógicos
Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I
Carlinhos Costa

A respeito do ECA e de suas relações com a Constituição de 1988, avalie as afirmativas a


seguir, assinalando (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.

( ) O ECA, sancionado em 1990, é um conjunto de normas que regulamentam


detalhadamente os direitos da criança e do adolescente, quem deve aplicá-los ou
garanti-los, e como isso deve ser feito.
( ) O ECA é subordinado à Constituição, portanto, qualquer de seus artigos que contradiga
algum direito assegurado no texto de 1988 não tem validade.
( ) O ECA, por ser apenas uma lei complementar à Constituição, está submetida às lei
internacionais e às emendas parlamentares ou decretos presidenciais no Brasil.

As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,


a) V – V – F.
b) V – F – V.
c) F – V – V.
d) F – F – V.
e) V – V – V.

É verdadeiro que o ECA, tenha sido sancionado em 1990 e é um conjunto de normas que
regulamentam detalhadamente os direitos da criança e do adolescente, quem deve aplicá-los
ou garanti-los, e como isso deve ser feito. Também é verdadeiro que O ECA é subordinado à
Constituição, portanto, qualquer de seus artigos que contradiga algum direito assegurado
no texto de 1988 não tem validade. No entanto é falso que o ECA se submeta a emendas
parlamentares ou decretos presidenciais.
Letra a.

013. (CEBRASPE/CESPE/PREF JOINVILLE/EDUCADOR/2024) Acerca da garantia de direitos


da infância, assinale a opção correta.
a) As crianças devem seguir a religião dos pais ou dos seus guardiões legais.
b) As crianças não devem participar da vida política.
c) Não é responsabilidade dos profissionais de educação garantir que a criança não falte
às aulas.
d) Está prevista no ECA a formação adequada para os profissionais que atuam na educação
da primeira infância.
e) O direito de acesso à escola é condicionado somente ao número de vagas disponíveis.

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Conhecimentos Pedagógicos
Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I
Carlinhos Costa

Os itens A e B estão incorretos, pois o ECA, em seu artigo 16, estabelece que o direito à
liberdade compreende a crença e o culto religioso e o direito de participar da vida política.
Com relação ao item C, o Art. 56 do ECA determina que os dirigentes de estabelecimentos
de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de reiteração de faltas
injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares. No que se refere ao item
E, o ECA não apresenta esse tipo de condicionamento. Portanto, o item D é a alternativa
correta. O ECA prevê que os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente de
crianças na primeira infância receberão formação específica e permanente para a detecção
de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico, bem como para o acompanhamento
que se fizer necessário (Art. 10, parágrafo 3º).
Letra d.

014. (CEBRASPE/CESPE/PREF CAMAÇARI/2024) Uma professora do ensino fundamental


suspeita que um de seus alunos, de nove anos de idade, filho de uma amiga sua, está
sofrendo agressões físicas em casa; entretanto, quando conversa sobre a suspeita, esse
aluno, sempre muito retraído, nega tal fato.
Nessa situação hipotética, em conformidade com o ECA, como medida preventiva para o
enfrentamento de violência contra crianças e adolescentes, a qual, muitas vezes se dá de
forma silenciosa, a professora deverá
a) comunicar a suspeita ao conselho tutelar, de imediato.
b) aguardar a criança se sentir mais segura para confirmar a suspeita e poder comunicar
o fato concreto ao conselho tutelar.
c) conversar com a amiga informalmente sobre a suspeita e resolver sozinha o caso, de
modo a abafá-lo.
d) encaminhar relatório para toda a rede de proteção da criança e do adolescente, informando
a suspeita, desde não tenha experiência para resolver o caso descrito.
e) investigar primeiro o caso para ter certeza e só depois encaminhá-lo para o conselho
tutelar, de forma anônima, para não se comprometer com a amiga.

O caso apresentado ilustra a responsabilidade dos profissionais de educação na proteção


dos direitos das crianças e adolescentes, sendo o Conselho Tutelar a principal instância
a ser acionada para apurar a situação e tomar as medidas cabíveis. As demais medidas
não são recomendadas e podem representar a continuidade da situação de violência e a
manutenção da criança em situação de risco.
Letra a.

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015. (FGV/ASSISTENTE SOCIAL/TJ SC/2024) De acordo com o Estatuto da Criança e do


Adolescente, os serviços de saúde em suas diferentes portas de entrada, os serviços de
assistência social em seu componente especializado, o Centro de Referência Especializado
de Assistência Social (Creas) e os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos da
Criança e do Adolescente deverão conferir máxima prioridade ao atendimento das crianças
na faixa etária da primeira infância com suspeita ou confirmação de violência de qualquer
natureza, formulando projeto terapêutico singular que
a) privilegie a atuação no âmbito da família extensa.
b) inclua intervenção em rede e, se necessário, acompanhamento domiciliar.
c) enfatize as ações sobre o núcleo biológico.
d) afaste a criança da convivência familiar, lócus da ocorrência da violência.
e) fomente o acolhimento institucional da criança.

A alternativa B reflete diretamente a uma abordagem articulada, integral e com intervenção


em rede para os casos de violência contra crianças na primeira infância, conforme preconiza o
artigo 13, §2º, do ECA. As alternativas A, C, D e E estão incorretas, porque apresentam medidas
que não refletem a abordagem integral e articulada exigida pelo ECA no enfrentamento à
violência na primeira infância.
Letra b.

016. (FGV/ASSISTENTE SOCIAL/2023) A Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, representou


um divisor de águas na cidadania de crianças e adolescentes no Brasil. De acordo com o
desta lei, analise as afirmativas a seguir.
I – Os serviços de saúde onde o parto for realizado assegurarão às mulheres e aos seus filhos
recém-nascidos alta hospitalar responsável e contrarreferência na atenção primária, bem
como o acesso a outros serviços e a grupos de apoio à amamentação.
II – A criança e o adolescente com deficiência serão atendidos, sem discriminação ou
segregação, em suas necessidades gerais de saúde e específicas de habilitação e reabilitação.
III – O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral
da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da
autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.
IV – Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos
e particulares deverão fornecer declaração de nascimento sem informações sobre
intercorrências do parto e do desenvolvimento do neonato.

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V – Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão direitos e


qualificações diferenciadas, ainda que sejam proibidas quaisquer designações discriminatórias
relativas à filiação.
Estão corretas as afirmativas
a) I, II, III, IV e V.
b) II, III, IV e V, apenas.
c) I, II e III, apenas.
d) III, IV e V, apenas.
e) I, III e V, apenas.

A afirmativa IV está incorreta porque o ECA estabelece em seu artigo 10, inciso IV, que os
hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e particulares,
são obrigados a fornecer declaração de nascimento, em que constem necessariamente as
intercorrências do parto e do desenvolvimento do neonato. A afirmativa V está incorreta
por estar em desacordo com o artigo 20, que diz que os filhos, havidos ou não da relação do
casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer
designações discriminatórias relativas à filiação. As afirmativas I, II e III estão em consonância
com o que prevê o ECA, respectivamente nos artigos 8º, 11 e 17.
Letra c.

017. (CEBRASPE/CESPE/MPE TO/2022) Com relação ao direito da criança e do adolescente


à vida e à saúde, assinale a opção correta.
a) Nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, são asseguradas às gestantes
nutrição adequada e atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério no âmbito
do Sistema Único de Saúde, devendo ser respeitada sua escolha pessoal em relação à
modalidade de parto.
b) Compete ao poder público e aos empregadores privados, desde que haja previsão na
convenção coletiva, garantir condições adequadas ao aleitamento materno.
c) Ressalvada a hipótese das mães que tenham manifestado interesse em entregar seus
filhos para adoção, é dever do poder público proporcionar assistência psicológica à mãe
nos períodos pré e pós-natal.
d) A atenção primária à saúde deverá realizar a busca ativa de gestante que tenha abandonado
as consultas de pré-natal, bem como de puérpera que, após o parto, não compareça às
consultas médicas programadas.

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e) Apesar de serem garantidas às mulheres e aos seus filhos recém-nascidos alta hospitalar
responsável e contrarreferência na atenção primária, o acesso a grupos de amamentação
depende de lei do ente federativo competente.

A alternativa A está incorreta. O ECA, em seu artigo 8º, diz que é assegurado a todas as
mulheres o acesso aos programas e às políticas de saúde da mulher e de planejamento
reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada à gravidez, ao parto
e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no âmbito do
Sistema Único de Saúde. Cabe ainda esclarecer que, segundo o § 2º, “Os profissionais
de saúde de referência da gestante garantirão sua vinculação, no último trimestre da
gestação, ao estabelecimento em que será realizado o parto, garantido o direito de opção
da mulher”. Nesse último caso, entende-se a opção pelo estabelecimento. Ainda no §8º do
mesmo artigo, diz que a gestante tem direito a acompanhamento saudável durante toda a
gestação e a parto natural cuidadoso, estabelecendo-se a aplicação de cesariana e outras
intervenções cirúrgicas por motivos médicos. Sendo assim, não há menção direta a escolha
de modalidade de tipo de parto no ECA. Sobre a alternativa B, a expressão “desde que haja
previsão em convenção coletiva” torna a alternativa incorreta. Alternativa C, incorreta. O
ECA prevê assistência psicológica às mães que manifestem interesse em entregar os filhos
para adoção, mas não exclui a obrigatoriedade de apoio psicológico em outros casos, como
períodos pré e pós-natal em geral. Alternativa E, incorreta. O ECA assegura às mães e aos
recém-nascidos alta hospitalar responsável, contrarreferência e acesso a grupos de apoio
à amamentação, sem necessidade de legislação específica do ente federativo.
Letra d.

018. (CEBRASPE/CESPE/DPE RO/2022) Acerca dos direitos fundamentais da criança e do


adolescente previstos no Estatuto da Criança do Adolescente (ECA), julgue os itens a seguir.
I – É dever exclusivo dos pais e dos responsáveis velar pela dignidade da criança e do
adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante,
vexatório ou constrangedor.
II – O castigo físico consiste em ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso
da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em sofrimento físico ou lesão.
III – O tratamento cruel ou degradante consiste em conduta ou forma cruel de tratamento
em relação à criança ou ao adolescente que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize.
IV – Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante
e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão comunicados, obrigatoriamente,

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à autoridade judicial local, que poderá, de maneira fundamentada e se entender cabível,


encaminhar o caso ao Conselho Tutelar da respectiva localidade para a adoção de providências.
Assinale a opção correta.
a) Apenas os itens I e II estão certos.
b) Apenas os itens I e IV estão certos.
c) Apenas os itens II e III estão certos.
d) Apenas os itens III e IV estão certos.
e) Todos os itens estão certos.

A afirmação I de que “é dever exclusivo dos pais e responsáveis velar pela dignidade da
criança e do adolescente” é incorreta. Embora os pais e responsáveis tenham esse dever,
o ECA estabelece que a responsabilidade pela proteção das crianças e adolescentes é
compartilhada com o poder público e a sociedade. A afirmativa IV está incorreta, pois
o ECA prevê, no artigo 13, que os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de
tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão
obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo
de outras providências legais. As afirmativas II e III estão em consonância com o que
estabelece o ECA.
Letra c.

019. (IADES/TUTOR EDUCAÇÃO INCLUSIVA/UNDF/2022) Em casos de suspeita ou confirmação


de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou
adolescente, segundo o art. 13 da Lei Federal n. 8.069/1990, que trata do Estatuto da
Criança e do Adolescente, recomenda-se às instituições escolares e a seus profissionais
a) não interferir, pois isso expõe todos os envolvidos e não faz parte das suas competências.
b) encaminhar ao psicólogo escolar ou da comunidade local para melhor averiguar o caso,
antes de tomar qualquer decisão.
c) convocar os responsáveis pelos alunos para orientá-los conforme a lei.
d) encaminhar imediatamente ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo
das outras providências legais.
e) informar as autoridades superiores, solicitando orientação legal.

Diferentemente do que sugerem as demais, a conduta correta e prevista pelo ECA é a


indicada no item D, conforme preconiza o artigo 13.
Letra d.

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020. (FGV/TJ RO/PEDAGOGO/2021) Mário procura a pedagoga da Comarca de Cerejeiras


para apresentar a proposta de implantação no município de uma Semana Municipal de
Prevenção de Gravidez na Adolescência. A pedagoga afirma que, segundo o Estatuto da
Criança e do Adolescente, uma semana nacional sobre o tema já existe, e sugere alinhar a
semana municipal com a nacional. Mário aceita a sugestão e implanta a semana municipal
na mesma data da semana nacional.
Sendo assim, a semana ocorrerá:
a) anualmente, na semana que incluir o dia 1º de fevereiro.
b) anualmente, na semana que anteceder o Natal.
c) semestralmente, na primeira semana de fevereiro e de outubro.
d) mensalmente, na primeira semana de cada mês.
e) mensalmente, na última semana de cada mês.

O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece, no Art. 8º-A, que fica instituída a


Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, a ser realizada anualmente
na semana que incluir o dia 1º de fevereiro, com o objetivo de disseminar informações
sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da
gravidez na adolescência.
Letra a.

021. (CEBRASPE/CESPE/ITAIPU//ASSISTENTE SOCIAL/2024) Considerando o disposto no ECA,


assinale a opção que apresenta corretamente aspectos do direito à liberdade da criança
e do adolescente.
a) opinião e expressão; crença e liderança em culto religioso; brincar e viver em comunidade
sem sofrer discriminação.
b) participar da vida política de acordo com a lei; opinião e expressão; participar da vida
familiar e comunitária sem sofrer discriminação.
c) opinar e se expressar sob o respaldo da lei; crença e orientações religiosas; brincar, praticar
esportes sem distinção; buscar orientação.
d) participar da vida familiar e comunitária de acordo com as orientações restritas da lei;
brincar, jogar e expressar-se politicamente.
e) ir e vir nos logradouros sem supervisão direta; participar da vida política de forma direta;
brincar, jogar e buscar refúgio em locais indicados por lei apenas.

O item A está incorreto porque o direito à liberdade não tem relação com liderança em culto
religioso. O item C está incorreto, pois o texto da lei não menciona a expressão “orientação

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religiosa”. O item D erra ao mencionar “orientações restritas da lei”. O item E peca ao inserir
a expressão “sem supervisão direta” e “indicados por lei apenas”. O artigo 16 preconiza os
direitos das crianças e adolescentes:

O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:


I – ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais;
II – opinião e expressão;
III – crença e culto religioso;
IV – brincar, praticar esportes e divertir-se;
V – participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação;
VI – participar da vida política, na forma da lei;
VII – buscar refúgio, auxílio e orientação.

Letra b.

022. (FGV/CSJT/2023) A Constituição da República de 1988 (Art. 227) estabelece que é


dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem,
com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar
e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão.
Tendo em vista os princípios relacionados a esse tema, é INCORRETO afirmar que:
a) o reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível e imprescritível,
podendo ser exercitado contra os pais ainda em vida, excluídos os herdeiros, sem qualquer
restrição, observado o segredo de Justiça.
b) será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe ou o pai privado de
liberdade, por meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável ou, nas hipóteses de
acolhimento institucional, pela entidade responsável, independentemente de autorização
judicial.
c) a mãe e o pai, ou os responsáveis, têm direitos iguais e deveres e responsabilidades
compartilhados no cuidado e na educação da criança, devendo ser resguardado o direito
de transmissão familiar de suas crenças e culturas, assegurados os direitos da criança
estabelecidos em lei.
d) a permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional
não se prolongará por mais de dezoito meses, salvo comprovada necessidade que atenda
ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária.
e) a criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de
castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina,
educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada,
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pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por


qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.

A alternativa A está incorreta, pois o Art. 27 do ECA estabelece que o reconhecimento do


estado de filiação é um direito personalíssimo, indisponível e imprescritível, podendo ser
exercido contra os pais ou seus herdeiros. As demais estão em consonância com o disposto
no ECA.
Letra a.

023. (FGV/AG EDUC/PREF SJC/2023) Crianças e adolescentes têm os mesmos direitos


humanos gerais que os adultos e direitos específicos que reconhecem suas necessidades
especiais. As crianças e os adolescentes não são propriedade de seus pais nem são objetos
indefesos de caridade. Eles são seres humanos e são sujeitos de seus próprios direitos.
Adaptado de UNICEF. Os direitos das crianças e dos adolescentes e por que eles são
importantes.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o direito específico à Liberdade
compreende os seguintes aspectos, à exceção de um. Assinale-o.
a) opinião e expressão.
b) buscar refúgio, auxílio e orientação.
c) brincar, praticar esportes e divertir-se.
d) participar da vida política, na forma da lei.
e) optar por homeschooling ou escola pública.

Os aspectos apresentados pelos itens A, B, C e D estão de acordo com o que estabelece


o artigo 16, exceto o que prevê o item E, pois o ECA não faz menção a esse tipo de opção.
Letra e.

024. (FGV/MPE GO/ANALISTA EM/SERVIÇO SOCIAL/2022) De acordo com o ECA, os pais, os


integrantes da família ampliada, os responsáveis, os agentes públicos executores de medidas
socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes,
tratá-los, educá-los ou protegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou
degradante como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto
estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, à seguinte medida que será
aplicada de acordo com a gravidade do caso:
a) afastamento do convívio familiar até decisão judicial em contrário.

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b) reclusão de 3 meses a 2 anos.


c) acolhimento institucional, pela entidade responsável, da criança ou adolescente.
d) encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico.
e) prestação de serviços comunitários.

De acordo com o Art. 18-B, os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os


agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada
de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los que utilizarem
castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina,
educação ou qualquer outro pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções
cabíveis, às seguintes medidas, que serão aplicadas de acordo com a gravidade do caso: I –
encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família; II – encaminhamento
a tratamento psicológico ou psiquiátrico; III – encaminhamento a cursos ou programas
de orientação; IV – obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado; V –
advertência. VI – garantia de tratamento de saúde especializado à vítima. Parágrafo único.
As medidas previstas neste artigo serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem prejuízo de
outras providências legais. Portanto, o gabarito é a letra D.
Letra d.

025. (FGV/SEAD AP/2022) De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu


Art. 15, a criança e o adolescente têm direito à _____ como pessoas humanas em processo
de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na
Constituição e nas leis.
A lacuna fica corretamente preenchida por
a) vigilância, ao desrespeito e à indignidade.
b) procriação, ao amadurecimento exclusivo e ao culto à personalidade.
c) liberdade, ao respeito e à dignidade.
d) submissão, à dependência e ao desrespeito.
e) subordinação, ao respeito e à autoridade.

O item que completa corretamente a lacuna é o item C, conforme redação que se segue:

Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas
humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais
garantidos na Constituição e nas leis.

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Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I
Carlinhos Costa

Os demais itens não correspondem ao texto do ECA.


Letra c.

026. (FGV/SEAD AP/2022) “Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao
respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como
sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis”. (Estatuto
da Criança e do Adolescente). Avalie se o direito à liberdade compreende, entre outros,
os seguintes aspectos: I. Ir, vir e estar, sem restrições legais ou impostas, nos logradouros
públicos e espaços comunitários. II. Opinião e expressão. III. Brincar, praticar esportes e
divertir-se. IV. Buscar refúgio, auxílio e orientação. Estão corretos os itens:
a) I e II, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) II, III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.

As afirmativas II, III e IV estão de acordo com o ECA. A alternativa I está errada, pois o texto
original diz “ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as
restrições legais”.
Letra c.

027. (FGV/JE/TJSC/2024) Em razão de violações de direitos causadas pelos genitores, o


juiz da Infância e da Juventude aplica a Samantha, criança de 8 anos, medida protetiva de
acolhimento familiar. Após a realização de estudos social e psicológico pela equipe do juízo
e do serviço de acolhimento, as referidas equipes técnicas entendem que Samantha deve
ser reintegrada a sua tia paterna, que se disponibiliza a exercer a guarda da sobrinha e com
quem a criança mantém fortes vínculos afetivos. O magistrado determina a reintegração
familiar e concede a guarda provisória de Samantha à tia, além de determinar a inclusão
da criança em programa de apadrinhamento afetivo desenvolvido por organização da
sociedade civil que presta atendimento a criança e adolescente existente no município.
Considerando o disposto na Lei n. 8.069/1990 (ECA), é correto afirmar que:
a) é vedado a pessoas jurídicas o apadrinhamento de criança ou adolescente a fim de
colaborar para o seu desenvolvimento;
b) os programas ou serviços de apadrinhamento de crianças e adolescentes somente podem
ser executados pelo Poder Judiciário;

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c) a criança não se adequa ao perfil prioritário de inserção em programa de apadrinhamento


afetivo, em razão da reintegração à família extensa;
d) pessoas maiores de 18 anos podem ser padrinhos ou madrinhas, desde que estejam
inscritas nos cadastros de adoção e cumpram os requisitos exigidos pelo programa de
apadrinhamento de que fazem parte;
e) a criança e o adolescente que se encontram em serviço de acolhimento familiar não
poderão participar de programa de apadrinhamento, em razão da incompatibilidade do
apadrinhamento com essa modalidade de acolhimento.

O item A está incorreto, pois, conforme o Art. 19-B, § 3º, pessoas jurídicas podem sim
apadrinhar. O item B está incorreto, pois, conforme Art. 19-B, § 5º programas ou serviços de
apadrinhamento apoiados pela Justiça da Infância e da Juventude poderão ser executados
por órgãos públicos ou por organizações da sociedade civil. O item D está incorreto, pois
de acordo com Art. 19-B, § 2º, podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de
18 (dezoito) anos não inscritas nos cadastros de adoção. E por fim, o erro do item E tem
justificativa no Art. 19-B: a criança e o adolescente em programa de acolhimento institucional
ou familiar poderão participar de programa de apadrinhamento.
Letra c.

028. (CEBRASPE/CESPE/CEDUC/PREF CAMAÇARI/2024) A entidade que oferece acolhimento


institucional deve preparar gradativamente a criança e o adolescente para o processo de
desligamento, nos casos de reintegração à família de origem ou de encaminhamento para
adoção. Nos termos do disposto no ECA, esse processo, salvo comprovada necessidade
devidamente fundamentada pela autoridade judiciária, que atenda ao interesse superior
da criança e do adolescente, não se prolongará por mais de
a) três meses.
b) seis meses.
c) nove meses.
d) dezoito meses.
e) doze meses.

Os itens A, B, C e E estão incorretos, pois o Art. 19, § 2º, traz a seguinte redação:

[…] a permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não


se prolongará por mais de 18 (dezoito meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu
superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária.

Letra d.

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029. (IBADE/PREFEITURA DE MANAUS/AM/ANALISTA MUNICIPAL/ASSISTÊNCIA SOCIAL/2024)


De acordo com a Lei N. 8.069/1990, a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e
seus descendentes é conhecida como
a) família natural.
b) tutela.
c) família extensa.
d) guarda.
e) família ampliada.

O item A é o gabarito. De acordo com o ECA, família natural é a comunidade formada pelos
pais ou qualquer deles e seus descendentes. Já a tutela é uma medida que pressupõe a prévia
decretação da perda ou suspensão do poder familiar e implica necessariamente o dever de
guarda. Família extensa ou ampliada, é aquela que se estende para além da unidade pais
e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou
adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade. E guarda consiste na
situação que obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou
adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais.
Portanto, a alternativa que atende ao enunciado é a letra A.
Letra a.

030. (FGV/PROFESSOR/PREF VITÓRIA/2024) A Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, aprova o


Estatuto da Criança e do Adolescente. Com base nessa Lei, avalie se as afirmativas a seguir
são verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar


ou institucional terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 6 (seis) meses.
( ) Não poderão ser utilizados recursos municipais para a manutenção dos serviços de
acolhimento em família acolhedora.
( ) As crianças menores de doze anos somente poderão ingressar e permanecer nos
locais de apresentação ou exibição quando acompanhadas dos pais ou responsável.
( ) A internação do adolescente, antes da sentença, pode ser determinada pelo prazo
máximo de sessenta dias.

As afirmativas são, respectivamente,


a) V – F – V – F.
b) V – V – F – F.
c) F – V – V – F.
d) F – F – V – F.

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e) F – F – F – F.

A afirmativa 1 está incorreta, pois conforme Art. 19, §1º,

Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar ou


institucional terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses.

A afirmativa 2 também está equivocada, pois, conforme Art. 34, §4º, poderão ser utilizados
recursos federais, estaduais, distritais e municipais para a manutenção dos serviços de
acolhimento em família acolhedora. A afirmativa 3 está correta, conforme Parágrafo único
do Art. 75. E por fim, a afirmativa 4 também é falsa, conforme Art. 108, a internação, antes
da sentença, pode ser determinada pelo prazo máximo de quarenta e cinco dias.
Letra d.

031. (FGV/EDUCADOR SOCIAL//PREF CARAGUATATUBA/2024) Segundo a Constituição da


República de 1988, a família é a base da sociedade. O Estatuto da Criança e do Adolescente
indica que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público
assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos de crianças e adolescentes.
Considerando a importância da família na socialização primária e na corresponsabilidade
protetiva, assinale a afirmativa correta.
a) A família desestruturada deve ser destituída do pátrio poder em defesa dos direitos das
crianças e adolescentes.
b) A família natural, ou seja, a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus
descendentes, é o modelo mais protetivo.
c) Os filhos havidos fora do casamento não poderão ser reconhecidos pelos pais.
d) A condenação criminal do pai ou da mãe implicará a destituição do poder familiar.
e) A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo suficiente para a perda
ou a suspensão do poder familiar.

O item correto é o item E. O ECA não faz em seu texto nenhuma menção como a afirmada
pelo item A. Sobre o item B, embora o Artigo 19 determine que seja direito da criança e do
adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família
substituta, o Estatuto da Criança não realiza juízo de valor sobre qual modelo de família é o
mais protetivo, preocupando-se em considerar primordialmente o direito e o bem-estar da
criança em qualquer situação. Com relação ao item C, o Artigo 26 diz que os filhos havidos
fora do casamento poderão ser reconhecidos pelos pais, conjunta ou separadamente, no
próprio termo de nascimento, por testamento, mediante escritura ou outro documento

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público, qualquer que seja a origem da filiação. Por fim, o item D está também em desacordo
com o ECA, pois o § 2º do Artigo 23 explica que a condenação criminal do pai ou da mãe
não implicará a destituição do poder familiar, exceto na hipótese de condenação por crime
doloso, sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar
ou contra filho, filha ou outro descendente.
Letra e.

032. (FGV/ASSISTENTE SOCIAL/TJ SC/2024) Toda criança ou adolescente que estiver inserido
em programa de acolhimento familiar ou institucional terá sua situação reavaliada, no
máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base
em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma
fundamentada pela possibilidade de:
a) manter o acolhimento institucional.
b) recorrer ao apadrinhamento, sob guarda.
c) proceder à reintegração familiar ou à colocação em família substituta, sob guarda, tutela
ou adoção.
d) promover a adoção internacional.
e) indicar o acolhimento familiar, sob tutela.

Conforme Artigo 19, §1º:

[…] toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar
ou institucional terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a
autoridade judiciária competente, com base em relatório elaborado por equipe interprofissional
ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela possibilidade de reintegração familiar
ou pela colocação em família substituta, em quaisquer das modalidades previstas no Art. 28
desta Lei.

Para complementar o entendimento, o Art. 28 diz:

[…] a colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção,


independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei.

Portanto, o gabarito é a letra C.


Letra c.

033. (CEBRASPE/CESPE//PREF SÃO CRISTÓVÃO/2023) O Estatuto da Criança e do Adolescente


vigente prevê

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a) a orientação, o apoio e o acompanhamento temporário do menor, a serem realizados


privativamente pelo Conselho Tutelar.
b) a colocação do menor em família substituta.
c) o abrigo do menor em entidade.
d) a inclusão do menor em programa comunitário ou oficial de auxílio à família, à criança
e ao adolescente.

A alternativa B está correta, pois reproduz a previsão contida no Art. 28 do ECA, enquanto
as demais apresentam incorreções. A alternativa A está incorreta, pois o ECA, em seu Art.
136, não atribui ao Conselho Tutelar as funções mencionadas. A alternativa C também está
incorreta, uma vez que o termo “abrigo” foi substituído por “acolhimento institucional”
na legislação vigente. Por fim, a alternativa D não está correta devido à alteração do Art.
101, IV, do ECA, que agora prevê a inclusão em serviços e programas de proteção, apoio e
promoção da família, da criança e do adolescente, conforme a redação atualizada pela Lei
n. 13.257/2016.
Letra b.

034. (EDUCA/PREFEITURA DE CABEDELO-PB/ASSISTENTE SOCIAL/2024) Adoção é o ato


pelo qual se cria um vínculo de filiação, até então inexistente, em que não há laço natural
(genético). Para que uma adoção se concretize, existem requisitos previstos em lei, são eles:
I – Decisão Judicial.
II – Consentimento dos pais biológicos (a não ser que sejam destituídos do poder familiar);
III – Consentimento do adotando (se maior de 12 anos);
IV – Estágio de convivência, entre outros.
Estão CORRETAS:
a) I apenas.
b) I, II apenas,
c) I, II, III apenas.
d) I, III, IV apenas.
e) I, II, III, IV.

Todas as afirmativas estão corretas e foram embasadas nos artigos 45 e 47 do ECA. Esses
requisitos asseguram o melhor interesse da criança ou adolescente, promovendo sua
proteção integral e respeitando os direitos de todos os envolvidos no processo.
Letra e.

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035. (FGV/TEC ADMIN/ALEMA/ASSISTENTE SOCIAL/2023) Um dos cinco direitos fundamentais


instituídos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é o do Direito à Convivência
Familiar e Comunitária.
Assinale a afirmativa que contradiz os artigos previstos para este direito de crianças e
adolescentes.
a) Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores.
b) É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e,
excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária.
c) A falta ou a carência de recursos materiais constitui motivo suficiente para a perda ou
a suspensão do poder familiar.
d) Será garantida a convivência integral da criança com a mãe adolescente que estiver em
acolhimento institucional.
e) Serão cadastrados para adoção recém-nascidos e crianças acolhidas não procuradas por
suas famílias no prazo de 30 (trinta) dias, contado a partir do dia do acolhimento.

As alternativas A, B, D e E estão de acordo com a redação do ECA. O item C é a alternativa


que contradiz a legislação, conforme cobrado pelo enunciado da questão, tendo como
parâmetro o artigo Art. 23. A falta ou a carência de recursos materiais não constitui motivo
suficiente para a perda ou a suspensão do poder familiar.
Letra c.

036. (FGV/PREF MANAUS/ASSISTENTE SOCIAL/2022) Walter e Brenda são estrangeiros


e moram fora do Brasil. Não podem ter filhos, mas gostariam de cuidar de uma criança
brasileira. Procuram a Assistente Social a fim de se candidatarem na modalidade Família
Substituta. A Assistente Social informa que, de acordo com o Estatuto da Criança e do
Adolescente, a colocação de uma criança em família estrangeira
a) constitui medida excepcional, somente possível sob a forma de adoção.
b) seja precedida de um período de adaptação de, no mínimo, seis meses, no Brasil.
c) somente é permitida se um dos pais for brasileiro ou naturalizado brasileiro.
d) deve ser realizada após o exame dos documentos dos solicitantes pela embaixada brasileira.
e) só poderá ser feita se a criança tiver menos de um ano de idade, a fim de evitar choques
culturais.

A alternativa A está correta, pois, de acordo com o ECA, a adoção internacional é tratada
como uma medida de exceção, sendo considerada após esgotadas todas as possibilidades de
colocação em uma família brasileira. A alternativa B está incorreta, pois o ECA não determina

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um período de adaptação com duração específica para adoção por estrangeiros. A alternativa
C também é falsa, já que não se exige que os adotantes internacionais possuam nacionalidade
brasileira. Quanto à alternativa D, apesar de a análise documental ser imprescindível, ela é
realizada pelas autoridades judiciárias competentes e não exclusivamente pela embaixada.
Por fim, a alternativa E está errada, pois o ECA não impõe uma restrição de idade específica
para a adoção internacional.
Letra a.

037. (FGV/MPE GO/ANALISTA EM SERVIÇO SOCIAL/2022) O Estatuto da Criança e do


Adolescente (ECA) reconhece a existência de três espécies de família. Assinale a opção
que as indica.
a) Natural, extensa e substituta.
b) Legítima, matrimonial e civil.
c) Monoparental, ampliada e protetiva.
d) Originária, monogâmica e limitada.
e) Consanguínea, patriarcal e estável.

A alternativa correta é a letra A. Conforme disposto na Lei n. 8.069/1990 (Estatuto da


Criança e do Adolescente – ECA), no Art. 25 em que se define como família natural o núcleo
formado pelos pais, ou por qualquer um deles e seus descendentes. No parágrafo único
do mesmo artigo, o conceito de família extensa ou ampliada é estabelecido como aquela
que vai além da relação entre pais e filhos ou da unidade conjugal, incluindo parentes
próximos com os quais a criança ou o adolescente mantém convivência e vínculos afetivos.
Já o Art. 28 determina que a colocação em família substituta será realizada por meio de
guarda, tutela ou adoção, sem depender da situação jurídica da criança ou do adolescente,
conforme previsto na Lei.
Letra a.

038. (FGV/TJ RJ /ASSISTENTE SOCIAL/– 2024) Em se tratando do processo de adoção, os


divorciados, os judicialmente separados e os ex-companheiros
a) só poderão adotar separadamente, sendo necessário reabrir o processo e comprovar
competência para cuidar do adotando.
b) não mais poderão adotar conjuntamente, pois todos os trâmites foram realizados quando
ainda havia uma vida conjunta.
c) para adoção conjunta, é indispensável que os adotantes sejam casados civilmente ou
mantenham união estável, comprovada a estabilidade da família.
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d) é necessário que o estágio de convivência será acompanhado pela equipe interprofissional


a serviço da Justiça da Infância e da Juventude, para determinar se há litígio entre o casal.
e) podem adotar conjuntamente, desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado
na constância do período de convivência.

A alternativa que está em consonância com o ECA é a E, ancorada no Art. 42, § 4º, que versa
acerca dos divorciados, dos judicialmente separados e dos ex-companheiros. Eles podem
adotar conjuntamente, contanto que acordem sobre a guarda e o regime de visitas e desde
que o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância do período de conjugal e
que seja comprovada a existência de vínculos de afinidade e afetividade com aquele não
detentor da guarda, que justifiquem a excepcionalidade da concessão.
Letra e.

039. (FGV/TJ RJ/PSICÓLOGO/2024) Contar ao filho sobre a adoção pode gerar muita
ansiedade e insegurança nos pais adotivos.
De acordo com o previsto na legislação, assinale a afirmativa correta.
a) É recomendável manter segredo sobre a origem genética do adotado para evitar a busca
aos pais verdadeiros.
b) O sigilo sobre a adoção garante que os adotados sejam tratados como se fossem filhos
legítimos.
c) A revelação da adoção ficará a cargo da equipe técnica do Juízo de Infância e Juventude
onde tramitou o processo.
d) O adotado tem direito de conhecer sua origem biológica e de obter acesso ao processo
no qual a medida foi aplicada.
e) A mudança de prenome é obrigatória na adoção e visa impedir que a família de origem
localize o filho adotado.

O item D está correto, pois reflete o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente


(ECA), que assegura ao adotado o direito fundamental de conhecer sua origem biológica e
acessar as informações sobre seu processo de adoção. Conforme o Art. 48 do ECA:

O adotado tem direito de conhecer sua origem biológica, bem como de obter acesso irrestrito ao
processo no qual a medida foi aplicada e seus eventuais incidentes, após completar dezoito anos.

Letra d.

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040. (CEBRASPE/CESPE/PREF CAMAÇARI/PREF CAMAÇARI/2024) Acerca do processo de


adoção de criança e adolescente, assinale a opção correta.
a) O adotante pode ser representado mediante procuração.
b) O processo de adoção é medida excepcional e irrevogável.
c) Os maiores de dezesseis anos de idade podem adotar.
d) Na adoção conjunta, não é necessário que os adotantes sejam casados civilmente ou
que mantenham união estável.
e) O adotante deve ter dezoito anos de diferença do adotado.

O gabarito correto é a letra B. Conforme o Art. 39, §1º:

A adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados
os recursos de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa, na forma
do parágrafo único do Art. 25 desta Lei.

A alternativa A está incorreta, porque conforme o mesmo artigo, é vedada a adoção. A letra
C está incorreta, pois o Art. 42 diz que podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos. O
item D, Art. 42, §2º, para adoção conjunta, é indispensável que os adotantes sejam casados
civilmente ou mantenham união estável, comprovada a estabilidade da família. E a letra
E está incorreta, pois segundo o §3º do Art. 42 o adotante há de ser, pelo menos, 16 anos
mais velho que o adotando.
Letra b.

041. (FGV/TJSC/2024) Fabrícia e Márcio são brasileiros e residem na cidade de Paris, na


França, há quinze anos, realizando viagens ao Brasil ao final de cada ano, para visitar seus
parentes no Natal. Após diversas tentativas não exitosas de filiação biológica, o casal decide
se habilitar à adoção de criança brasileira, tendo em vista o forte vínculo existente com o
Brasil, apesar de possuírem residência habitual na França. O casal protocoliza procedimento
de habilitação à adoção na comarca onde residem os seus parentes no Brasil, tendo como
objetivo adotar uma criança com até 10 anos de idade, sem comorbidades.
Considerando o disposto na Lei n. 8.069/1990 (ECA), é correto afirmar que a adoção
pretendida por Fabrícia e Márcio é:
a) nacional, pois o casal é brasileiro e viaja frequentemente ao país para as festas de final
de ano.
b) nacional, com preferência em relação a pessoas ou casais estrangeiros, nos casos de
adoção de criança brasileira.
c) internacional, pois o casal, apesar de ser detentor de nacionalidade brasileira, possui
residência habitual na França.

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d) nacional, pois o critério definidor da natureza da adoção decorre da nacionalidade da


criança pretendida, que é brasileira, no caso narrado.
e) internacional, com preferência de Fabrícia e Márcio em relação aos adotantes habilitados
residentes no Brasil com perfil compatível com a criança ou adolescente, após consulta ao
Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA).

De acordo com a Lei n. 8.069/1990 (ECA), o critério para determinar se uma adoção é
nacional ou internacional não está vinculado à nacionalidade dos adotantes, mas sim à sua
residência habitual. No caso apresentado, embora Fabrícia e Márcio sejam brasileiros, sua
residência habitual é na França, o que configura a adoção como internacional, nos termos do
Art. 51 do ECA. Assim, a alternativa correta é a letra C, pois considera a residência habitual
como o fator determinante.
Letra c.

042. (FGV/JE TJSC/TJ SC/2024) Beatriz e Lauro são habilitados à adoção e iniciam a
aproximação com duas crianças destituídas do poder familiar por sentença transitada em
julgado que se encontram em acolhimento institucional, Kayla, de 5 anos, e Brayan, de 7
anos. O casal propõe ação de adoção, sendo exitoso o estágio de convivência.
Nos estudos técnicos realizados pela equipe do juízo, Beatriz e Lauro reafirmam o desejo
de adotar os irmãos, restando comprovado o forte vínculo afetivo estabelecido entre as
crianças e os requerentes. O magistrado designa audiência de instrução e julgamento, sendo
informado de que Lauro faleceu em razão de um infarto.
Considerando o disposto na Lei n. 8.069/1990 (ECA), é correto afirmar que:
a) em razão do falecimento do requerente antes de prolatada a sentença, o pedido deverá
ser julgado procedente apenas em relação à Beatriz.
b) a alteração da situação fática decorrente do falecimento de Lauro exigirá a realização
de novos estudos técnicos e a renovação da habilitação à adoção requerida por Beatriz.
c) o falecimento do requerente tem como efeito prático o reinício do estágio de convivência,
por expressa previsão legal e pelo prazo de até noventa dias.
d) o pedido poderá ser julgado procedente em relação a ambos os requerentes, diante da
inequívoca manifestação da vontade de Lauro de adotar as crianças.
e) verifica-se a ocorrência da impossibilidade jurídica do pedido de adoção formulado
por requerente que vem a falecer no curso do processo, sendo nula eventual sentença de
procedência.

A questão examina os efeitos do falecimento de um dos requerentes no curso de um


processo de adoção, com base no ECA. O falecimento de Lauro, embora tenha ocorrido antes

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da prolação da sentença, não impede que o pedido seja julgado procedente em relação a
ambos os requerentes, desde que comprovada a manifestação inequívoca de sua vontade
em adotar as crianças durante o estágio de convivência e nos estudos técnicos realizados,
conforme Artigo 42, § 6º, que diz que a adoção poderá ser deferida ao adotante que, após
inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer no curso do procedimento, antes de
prolatada a sentença.
Letra d.

043. (FEPESE/PREFEITURA DE CAÇADOR-SC/PROFESSOR ENSINO FUNDAMENTAL I/2024)


Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): A criança e o adolescente têm direito
à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas _______________________
e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
a) autônomas
b) incompletas
c) independentes
d) em processo de aprendizagem
e) em processo de desenvolvimento

O gabarito da questão é justifica-se pelo constante no Art. 15 que reconhece a criança e o


adolescente como pessoas em processo de desenvolvimento.
Letra e.

044. (FGV/TJ MS /ASSISTENTE SOCIAL/2024) Segundo o ECA, independente da situação


jurídica da criança ou adolescente, a colocação em família substituta será feita mediante:
a) curatela.
b) acolhimento.
c) adoção.
d) apadrinhamento.
e) abrigamento.

De acordo com o Art. 28, a colocação em família substituta far-se-á mediante guarda,
tutela ou adoção, independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente, nos
termos desta Lei. As demais hipóteses previstas não se enquadram no aspecto cobrado.
Letra c.

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045. (CEBRASPE/CESPE/PJ-MPE AM/2023) De acordo com o ECA, a adoção de crianças


indígenas ou quilombolas deve observar, obrigatoriamente,
a) a consideração e o respeito à identidade social e cultural dos adotados, bem como os
seus costumes e suas tradições, reconhecendo-se, assim, a chamada adoção à brasileira.
b) a colocação familiar dos adotados prioritariamente no seio de sua comunidade de origem
ou junto a membros da mesma etnia.
c) o respeito às instituições das comunidades originárias dos adotados, ainda que não sejam
totalmente compatíveis com os direitos fundamentais reconhecidos pelo ECA e pela CF de
1988, em atenção ao direito à identidade étnica.
d) a oitiva da comunidade em que vivem e de antropólogos perante a equipe interprofissional
ou multidisciplinar que irá acompanhar o caso.
e) apenas a relação de afinidade ou de afetividade dos adotados com os adotantes, a fim
de facilitar a adoção de crianças não pertencentes a comunidades integradas.

A esse respeito, o Art. 28, §6º, traz os seguintes apontamentos:

em se tratando de criança ou adolescente indígena ou proveniente de comunidade remanescente


de quilombo, é ainda obrigatório:
I – que sejam consideradas e respeitadas sua identidade social e cultural, os seus costumes
e tradições, bem como suas instituições, desde que não sejam incompatíveis com os direitos
fundamentais reconhecidos por esta Lei e pela Constituição Federal;
II – que a colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou junto a
membros da mesma etnia.

Sendo assim, os itens A, C, D e E não atendem a essas determinações.


Letra b.

046. (CEBRASPE/CESPE/DPE RO/2022) De acordo com o ECA, o adotante deve


a) ser maior de vinte e um anos e ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o
adotando.
b) ser maior de dezoito anos e ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando.
c) ser maior de vinte e um anos e ser, pelo menos, vinte e um anos mais velho do que o
adotando.
d) ser maior de vinte e um anos e ser, pelo menos, dezoito anos mais velho do que o adotando.
e) ser maior de dezoito anos e ser, pelo menos, vinte e um anos mais velho do que o adotando.

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Os itens A, C, D e E estão incorretos, pois o Art. 42 diz que podem adotar os maiores de 18
(dezoito) anos, e, em seu § 3º, que o adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais
velho do que o adotando. Portanto, o gabarito é o item B.
Letra b.

047. (CEBRASPE/CESPE/PROFESSOR/PREF. JOINVILLE/2024) Um aluno menor de idade


da rede municipal de ensino fundamental teve reiteradas faltas injustificadas ao longo
do semestre, as quais caracterizaram indício de evasão escolar. Feita a comunicação aos
pais e esgotados os recursos escolares, a situação não foi solucionada. Nessa situação
hipotética, conforme o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente, o dirigente do
estabelecimento de ensino tem a obrigação de comunicar o fato ao(à)
a) Ministério da Educação.
b) Defensoria Pública.
c) Conselho Tutelar.
d) Secretaria de Educação do Estado.
e) Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.

Os itens A, B, D e E estão incorretos, pois, conforme redação do Art. 56, os dirigentes de


estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de
reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares.
Letra c.

048. (FGV/PROFESSOR DE ARTE/PREF J GUARARAPES/2023) Analise o fragmento a seguir.


Têm assegurado: a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; o
direito de ser respeitado por seus educadores; o direito de contestar critérios avaliativos,
podendo recorrer às instâncias escolares superiores; o direito de organização e participação
em entidades estudantis; o acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência,
garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa
ou ciclo de ensino da educação básica.
Os direitos citados no fragmento acima estão listados
a) na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.
b) na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
c) no Estatuto da Criança e do Adolescente.
d) na Política Nacional de Educação Especial na perspectiva Inclusiva.
e) na Constituição da República Federativa do Brasil.
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A questão aborda direitos educacionais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente


(ECA), que assegura às crianças e aos adolescentes condições igualitárias para acesso e
permanência na escola, respeito por parte dos educadores, possibilidade de contestar
critérios avaliativos, participação em entidades estudantis e acesso à escola pública próxima
da residência, incluindo a garantia de vagas no mesmo estabelecimento para irmãos na
mesma etapa ou ciclo de ensino. Esses direitos estão descritos no Art. 53 do ECA, que
enfatiza o compromisso com a educação como direito fundamental. Portanto, a alternativa
correta é a C, uma vez que os direitos mencionados no enunciado estão expressamente
listados no estatuto.
Letra c.

049. (FGV/EDUCADOR SOCIAL//PREF CARAGUATATUBA/2024) O Estatuto da Criança e do


Adolescente (Lei n. 8.069/1990) proíbe o desempenho de qualquer atividade laboral por
menores de 16 anos, podendo o adolescente trabalhar como aprendiz a partir dos 14 anos.
Com relação ao adolescente aprendiz, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a
verdadeira e (F) para a falsa.

( ) O adolescente deverá escolher entre a escola e o trabalho.


( ) O adolescente com deficiência não poderá exercer a função de aprendiz.
( ) O adolescente poderá exercer atividade noturna somente até 23:30h.
( ) A remuneração que o adolescente recebe pelo trabalho efetuado ou a participação
na venda dos produtos de seu trabalho não desfigura o caráter educativo.

Afirmativas são, respectivamente,


a) V – F – V – F.
b) F – V – F – V.
c) F – F – F – V.
d) V – F – F – V.
e) V – V – V – V.

A questão aborda as regras relacionadas ao trabalho do adolescente aprendiz, conforme o


Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A
primeira afirmativa, que afirma que o adolescente deve escolher entre a escola e o trabalho,
é falsa, pois a educação é um direito garantido e o trabalho, na condição de aprendiz, é
vedado em horários e locais que não permitam a frequência à escola. A segunda afirmativa,
que afirma que adolescentes com deficiência não podem ser aprendizes, também é falsa.

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Não há impedimento, no ECA, nesse sentido. A terceira, que permite atividade noturna até
23h30, é igualmente falsa, pois o trabalho noturno é vedado ao adolescente aprendiz. Por
fim, a quarta afirmativa, que aponta que a remuneração ou participação em vendas não
descaracteriza o caráter educativo do trabalho, é verdadeira, conforme o ECA estabelece
em seu artigo 68, § 2º.
Letra c.

050. (FGV/ASSISTENTE SOCIAL/TJ SC/2024) Marlete, em seu trabalho no âmbito da política


de assistência social, recebe de Sulamita a denúncia de que uma fábrica está empregando
crianças entre 10 e 12 anos para a confecção de bolas de tênis. O proprietário alega que as
mãos das crianças, pelo seu tamanho e delicadeza, são fundamentais para esse trabalho.
Marlete explicita que, de acordo com o ECA:
a) os pais possuem a prerrogativa de autorizar ou não o trabalho de crianças maiores de
10 anos.
b) mediante comprovação de matrícula e frequência regular em escola, o trabalho é permitido
a partir dos 12 anos.
c) qualquer trabalho de menores de 14 anos é proibido, salvo na condição de aprendiz.
d) o trabalho de menores de 16 anos é proibido em qualquer situação.
e) o trabalho infantil é permitido, desde que autorizado pelo Conselho Tutelar após análise.

A questão aborda o trabalho infantil e suas proibições, conforme o Estatuto da Criança e do


Adolescente (ECA) e a Constituição Federal. A alternativa A está incorreta, pois a prerrogativa
dos pais não pode autorizar o trabalho fora das condições previstas em lei. A alternativa B
também é incorreta, já que é proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de
idade, salvo na condição de aprendiz. A alternativa C está correta, de acordo com o Art. 60
do ECA, que versa acerca da proibição de qualquer trabalho a menores de quatorze anos
de idade, salvo na condição de aprendiz. A alternativa D está errada, pois a legislação prevê
a ressalva da condição de aprendiz. A alternativa E também é incorreta, pois o Conselho
Tutelar não tem essa competência.
Letra c.

051. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR/MP TCE-SC/2022) Julgue o item a seguir, acerca


dos direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes, conforme os preceitos
constitucionais e legais.

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Aos adolescentes é permitido o trabalho insalubre, desde que lhes seja assegurado o
fornecimento de equipamento de proteção individual capaz de elidir, de forma eficaz, o
agente insalubre.

De acordo com o Art. 7º, inciso XXXIII, da Constituição Federal de 1988, é vedado o trabalho
noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos; é proibido qualquer trabalho a
menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, o que só pode ocorrer a partir dos 14
anos. Assim, mesmo com o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI),
não é permitido que adolescentes menores de 18 anos trabalhem em atividades insalubres.
Errado.

052. (CEBRASPE (CESPE)/PROCURADOR/PREFEITURA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM/2024)


Tendo por base o que dispõem o Código Civil e o Estatuto da Criança e do Adolescente,
julgue o item a seguir.
Considera-se criança a pessoa até doze anos de idade incompletos.

O item está correto, pois, de acordo com o Art. 2º, considera-se criança, para os efeitos
desta Lei, a pessoa até 12 anos de idade incompletos.
Certo.

053. (CEBRASPE (CESPE)/MCRE (PIRES DO RIO)/PREF PIRES DO RIO/20222) À luz do Estatuto


da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o item que se segue.
São consideradas adolescentes as pessoas que têm idade entre doze e dezoito anos.

O item está correto, conforme o Art. 2º, que considera criança, para os efeitos desta Lei, a
pessoa até 12 anos de idade incompletos e adolescente aquela entre 12 e 18 anos de idade.
Certo.

054. (CEBRASPE/CESPE/MCRE/PREF PIRES DO RIO/2022) À luz do Estatuto da Criança e do


Adolescente (ECA), julgue o item que se segue.
Assegurar a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde e à educação das crianças e
dos adolescentes é dever da família e do poder público, e não da sociedade em geral.

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O item está incorreto. De acordo com o Art. 4º, é dever da família, da comunidade, da
sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação
dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar
e comunitária.
Errado.

055. (QUADRIX/SEE DF/ADMINISTRAÇÃO/2022) No que concerne ao Estatuto da Criança e


do Adolescente (ECA), Lei Federal n. 8.069/1990 e suas alterações, julgue o item a seguir.
Em casos excepcionais, o ECA considerará adolescente a pessoa maior de dezoito anos de
idade.

Conforme o Art. 2º, é considerada adolescente a pessoa entre 12 e 18 anos de idade.


Errado.

056. (QUADRIX/SEE DF/ADMINISTRAÇÃO/2022) No que concerne ao Estatuto da Criança e


do Adolescente (ECA), Lei Federal n. 8.069/1990 e suas alterações, julgue o item a seguir.
O escopo de proteção conferido pelo ECA à criança e ao adolescente não é taxativo e não
exclui, por outras leis ou meios, oportunidades e facilidades para seu desenvolvimento
físico, mental, moral, espiritual e social.

O item está correto, conforme o Art. 3º:

[…] a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa


humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-lhes, por lei ou
por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento
físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.

Certo.

057. (QUADRIX/SEE DF/ADMINISTRAÇÃO/2022) No que concerne ao Estatuto da Criança e


do Adolescente (ECA), Lei Federal n. 8.069/1990 e suas alterações, julgue o item a seguir.
A garantia de prioridade reconhecida à criança e ao adolescente compreende destinação
exclusiva de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude.

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O ECA não faz menção a uma destinação exclusiva de recursos, mas menciona uma destinação
privilegiada de recursos. (Art. 4º, Parágrafo Único, alínea “d”).
Errado.

058. (QUADRIX/SEE DF/ADMINISTRAÇÃO/2022) No que concerne ao Estatuto da Criança e


do Adolescente (ECA), Lei Federal n. 8.069/1990 e suas alterações, julgue o item a seguir.
A interpretação do ECA deve levar em consideração, além da condição peculiar da criança
e do adolescente, as exigências do bem comum.

O item está correto, conforme Art. 6º:

[…] na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela se dirige, as exigências
do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a condição peculiar da criança e
do adolescente como pessoas em desenvolvimento.

Certo.

059. (QUADRIX/SEE DF/ADMINISTRAÇÃO/2022) No que concerne ao Estatuto da Criança e


do Adolescente (ECA), Lei Federal n. 8.069/1990 e suas alterações, julgue o item a seguir.
Os direitos enunciados no ECA não poderão promover qualquer ação que discrimine as
pessoas ou a comunidade em que vivem.

O item está correto, conforme Art. 3º, Parágrafo único:

Os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as crianças e adolescentes, sem discriminação
de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência,
condição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica, ambiente social,
região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a comunidade
em que vivem.

Certo.

060. (CEBRASPE/CESPE/MPE TO/ASSISTÊNCIA SOCIAL/2024) Julgue o próximo item, a


respeito da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída pelo
Estatuto da Criança e do Adolescente.
A referida semana será realizada a cada dois anos, na primeira semana de fevereiro.

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O item está incorreto, pois a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência


será realizada, anualmente, na semana que incluir o dia 1º de fevereiro, com o objetivo de
disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a
redução da incidência da gravidez na adolescência. (Art. 8º-A)
Errado.

061. (CEBRASPE/CESPE/MPE TO/ASSISTÊNCIA SOCIAL/2024) Julgue o próximo item, a


respeito da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída pelo
Estatuto da Criança e do Adolescente.
As ações e campanhas educativas da referida semana serão realizadas pelo poder público
em conjunto com organizações da sociedade civil.

O tem está correto e justifica-se pelo Parágrafo Único do Art.8º-A:

As ações destinadas a efetivar o disposto no caput deste artigo ficarão a cargo do poder público,
em conjunto com organizações da sociedade civil, e serão dirigidas prioritariamente ao público
adolescente.

Certo.

062. (CEBRASPE/CESPE/PREF CACHOEIRO DO ITAPEMIRIM/2024) Acerca de políticas sociais


dirigidas aos segmentos, e de diretrizes, ações e desafios na área da família, da criança e
do adolescente, julgue o item que se segue.
Prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, a Semana Nacional de Prevenção da
Gravidez na Adolescência possui caráter preventivo e educativo.

Item correto, de acordo com o Art. 8º-A, essa semana tem o objetivo de disseminar
informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da
incidência da gravidez na adolescência.
Certo.

063. (CEBRASPE/CESPE/TJ ES/APOIO ESPECIALIZADO/PEDAGOGIA/2023) Com base no


Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o item que se segue.
O Estado só passa a ser responsável pelo bem-estar e pela segurança da criança a partir
do nascimento dela.

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Os artigos 7º e 8º do ECA reforçam o direito à vida e à saúde, abrangendo medidas para


garantir um nascimento digno e um desenvolvimento saudável desde o período gestacional.
Errado.

064. (CEBRASPE/CESPE/AAAJ/DP DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) Com relação ao direito à vida


e à saúde conforme o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o
item a seguir.
A gestante e a parturiente têm direito a um acompanhante de sua preferência durante o
período do pré-natal, do trabalho de parto e do pós-parto imediato.

O item está correto, de acordo com o Art. 8º, § 6º:

A gestante e a parturiente têm direito a 1 (um) acompanhante de sua preferência durante o


período do pré-natal, do trabalho de parto e do pós-parto imediato.

Certo.

065. (CEBRASPE/CESPE/AAAJ/DP DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) Com relação ao direito à vida


e à saúde conforme o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o
item a seguir.
As gestantes ou mães que manifestarem interesse em entregar seus filhos para a adoção
deverão ser compulsoriamente encaminhadas ao conselho tutelar para a realização de
escuta qualificada.

O item está incorreto, considerando o disposto no Art. 13, §1º:

As gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão
obrigatoriamente encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude.

Errado.

066. (CEBRASPE/CESPE/AAAJ/DP DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) Com relação ao direito à vida


e à saúde conforme o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o
item a seguir.

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Os casos de confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-


tratos contra criança ou adolescente devem ser obrigatoriamente comunicados à vara da
infância e juventude da respectiva localidade.

O item está incorreto, pois serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da


respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais, conforme Art. 13.
Errado.

067. (CEBRASPE/CESPE/AAAJ/DP DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) Com relação ao direito à vida


e à saúde conforme o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), julgue o
item a seguir.
Nos casos de internação de criança ou adolescente, os estabelecimentos de atendimento à
saúde, inclusive as unidades neonatais, de terapia intensiva e de cuidados intermediários,
deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais
ou responsável.

O item está correto, com base no Art. 12 do ECA.


Certo.

068. (CEBRASPE/CESPE /ASSISTENTE SOCIAL/FUB/2022) Maria tem 26 anos de idade, está


grávida, é solteira e mãe de uma menina de 5 anos de idade, chamada Laura, atendida no
serviço de saúde por consequências de castigo físico. Com base nessa situação hipotética,
julgue o item subsecutivo.
Maria tem direito de escolher seu acompanhante durante o período em que permanecer
na maternidade por ocasião do parto.

O item está correto. Segundo o Art. 8º, § 6º, a gestante e a parturiente têm direito a 1 (um)
acompanhante de sua preferência durante o período do pré-natal, do trabalho de parto e
do pós-parto imediato.
Certo.

069. (CEBRASPE/CESPE /ASSISTENTE SOCIAL/FUB/2022) Maria tem 26 anos de idade, está


grávida, é solteira e mãe de uma menina de 5 anos de idade, chamada Laura, atendida no
serviço de saúde por consequências de castigo físico.

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Com base nessa situação hipotética, julgue o item subsecutivo.


O responsável pelo atendimento de Laura no serviço de saúde deve acionar o conselho
tutelar local para as providências cabíveis.

O item está correto. Conforme o Art. 13, os casos de suspeita ou confirmação de castigo
físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou adolescente
serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem
prejuízo de outras providências legais.
Certo.

070. (QUADRIX/SEE DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)


é um dos principais documentos a serem utilizados no exercício profissional do assistente
social na área da educação. Nele estão expostos os princípios legais que versam sobre a
defesa dos direitos da criança e do adolescente e as normativas sobre a adoção e a guarda.
Trata-se de um instrumento fundamental no enfrentamento à violência contra crianças e
adolescentes. Com base no ECA, julgue o item a seguir.
Segundo o ECA, o tratamento cruel ou degradante em relação à criança ou ao adolescente
refere-se a condutas que humilhem, ameacem gravemente ou ridicularizem.

O item está correto. O artigo 18-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no Parágrafo
Único, em sua segunda parte, define o que se entende por tratamento cruel ou degradante
em relação à criança ou ao adolescente. Essa forma de tratamento é caracterizada por
condutas que, de maneira cruel, atentem contra a dignidade do menor, como ações que o
humilhem, o ameacem gravemente ou o ridicularizem.
Certo.

071. (QUADRIX/SEE DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)


é um dos principais documentos a serem utilizados no exercício profissional do assistente
social na área da educação. Nele estão expostos os princípios legais que versam sobre a
defesa dos direitos da criança e do adolescente e as normativas sobre a adoção e a guarda.
Trata-se de um instrumento fundamental no enfrentamento à violência contra crianças e
adolescentes. Com base no ECA, julgue o item a seguir.
Aos pais ou responsáveis que utilizarem de castigo físico ou tratamento cruel ou degradante
como formas de correção à criança ou ao adolescente deverá ser aplicada a medida corretiva
de encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família, pelo promotor
da infância e juventude.
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Conhecimentos Pedagógicos
Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I
Carlinhos Costa

Segundo o Estatuto, as medidas serão aplicadas pelo Conselho Tutelar (18-B, Parágrafo
Único).
Errado.

072. (QUADRIX/AG FIS/CRESS/2022) Considerando o Estatuto da Criança e do Adolescente,


julgue o item. As gestantes ou mães que manifestarem interesse em entregar seus filhos
para adoção serão obrigatoriamente encaminhadas à Justiça da Infância e da Juventude.

A questão está correta, conforme o que versa § 1º do Art. 1º:

[…] gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão
obrigatoriamente encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude.

Certo.

073. (CEBRASPE/CESPE/MPE TO/ASSISTÊNCIA SOCIAL/2024) Julgue o item subsecutivo, à luz


do Estatuto da Criança e do Adolescente. O adolescente tem o direito de ser cuidado pelos
agentes públicos executores de medidas socioeducativas sem o uso de tratamento cruel ou
degradante, devendo o castigo físico ser utilizado apenas nas ações de natureza punitiva.

Item incorreto. Sob nenhum pretexto poderá ser usado o castigo físico, conforme determina
o Artigo 18-A.
Errado.

074. (CEBRASPE/CESPE/CNMP/APOIO JURÍDICO/2023) Com base no Estatuto da Criança e do


Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item a seguir. À medida que garante tratamento
de saúde especializado à criança vítima de castigo físico somente poderá ser aplicada pela
autoridade judiciária.

O item está incorreto. As medidas previstas serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem
prejuízo de outras providências legais.
Errado.

075. (CEBRASPE/CESPE/TJ ES/APOIO ESPECIALIZADO/SERVIÇO SOCIAL/2023) Cláudia, de


vinte anos de idade, é solteira, servidora pública e considerada pessoa com deficiência
moderada. Considerando a situação hipotética anterior, julgue o item a seguir. É possível a
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Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I
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participação de Cláudia em programa de apadrinhamento de uma criança em situação de


acolhimento institucional.

O item está correto. De acordo com o Art. 19-B, §2º, podem ser padrinhos ou madrinhas
pessoas maiores de 18 (dezoito) anos não inscritas nos cadastros de adoção, desde que
cumpram os requisitos exigidos pelo programa de apadrinhamento de que fazem parte.
Portanto, nada impede que a pessoa ilustrada pelo item participe.
Certo.

076. (CEBRASPE/CESPE/CNMP/APOIO JURÍDICO/DIREITO/2023) Com base no Estatuto da


Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item a seguir. Família natural é a
comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes.

Item correto, com redação de acordo com o Art. 25.


Certo.

077. (CEBRASPE/CESPE/CNMP/APOIO JURÍDICO/DIREITO/2023) Com base no Estatuto da


Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item a seguir.
Família extensa ou ampliada é aquela formada por parentes próximos com os quais a criança
ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade.

Item correto, conforme Parágrafo Único do Art. 25.


Certo.

078. (CEBRASPE/CESPE/PSICOLOGIA/PREF CACH ITAPEMIRIM/2024) Com base no Estatuto


da Criança e do Adolescente, julgue o próximo item, relativo à adoção de adolescente com
13 anos de idade.
O adotado receberá o nome do adotante e, apenas mediante solicitação do adotante, o
prenome do adotado poderá ser modificado.

O item está em desacordo com a redação do §5º. A sentença conferirá ao adotado o nome
do adotante e, a pedido de qualquer deles, poderá determinar a modificação do prenome.
Outra informação importante acrescentada pelo parágrafo §6º é que, caso a modificação
de prenome seja requerida pelo adotante, é obrigatória a oitiva do adotando, observado o
disposto nos §§ 1º e 2º do Art. 28.
Errado.

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079. (CEBRASPE/CESPE/DPE RS/2022) Com base no ECA, julgue o item a seguir.


A adoção é medida excepcional e irrevogável à qual se deve recorrer apenas quando esgotados
os recursos de manutenção da criança ou do adolescente na família natural ou extensa,
sendo vedada a adoção por procuração.

O item está correto. Redação conforme os §1º e § 2º, do Art. 39.


Certo.

080. (CEBRASPE/CESPE/PREF PIRES DO RIO/2022) À luz do Estatuto da Criança e do


Adolescente (ECA), julgue o item que se segue.
Quem detém a guarda de criança ou adolescente é obrigado a prestar-lhe assistência
material, moral e educacional, podendo opor-se a terceiros, inclusive aos pais do menor.

O item está correto. A redação do Art. 33 obriga a prestação de assistência material, moral
e educacional à criança ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a
terceiros, inclusive aos pais.
Certo.

081. (CEBRASPE/CESPE/MCRE/PREF PIRES DO RIO/2022) À luz do Estatuto da Criança e do


Adolescente (ECA), julgue o item que se segue.
O adotante deve ser, pelo menos, dezoito anos mais velho que o adotando.

Item errado, pois o ECA determina que o adotante seja, pelo menos, dezesseis anos mais
velho que o adotando.
Errado.

082. (CEBRASPE/CESPE/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL/2022) Com


relação aos direitos das crianças e dos adolescentes, conforme a Constituição Federal de
1988, o ECA e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional — LDB (Lei n.º 9.394/1996),
julgue o item a seguir.
Segundo previsão expressa do ECA, a criança e o adolescente têm direito à educação, sendo-
lhes assegurado acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-
se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos, ainda que estejam em diferentes etapas ou
ciclos de ensino da educação básica.

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Item incorreto. Conforme o Art. 53, esse direito é assegurado no caso de irmãos que
frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino da educação básica.
Errado.

083. (CEBRASPE/CESPE/ASSISTENTE SOCIAL/2022) Com base no Estatuto da Criança e do


Adolescente (ECA), julgue o item a seguir.
É permitido ao adolescente o trabalho noturno até às 23 horas, de forma a garantir o seu
descanso e frequência escolar diurna.

Item incorreto. O Art. 67 veda o trabalho noturno, realizado entre as vinte e duas horas de
um dia e as cinco horas do dia seguinte ao adolescente empregado, aprendiz, em regime
familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em entidade governamental ou
não governamental.
Errado.

084. (CEBRASPE/CESPE/ASSISTENTE SOCIAL/FUB/2022) Com base no Estatuto da Criança


e do Adolescente (ECA), julgue o item a seguir.
É justificável a ausência escolar do adolescente que trabalhe em local e horário não
compatíveis com a escola.

Item incorreto. Conforme o Art. 67, ao adolescente empregado, aprendiz, em regime


familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em entidade governamental ou
não governamental, é vedado trabalho realizado em horários e locais que não permitam a
frequência à escola.
Errado.

085. (CEBRASPE/CESPE/MP TCE-SC/2022) Julgue o item a seguir, acerca dos direitos


fundamentais das crianças e dos adolescentes, conforme os preceitos constitucionais e legais.
É vedado o trabalho realizado em locais prejudiciais à formação e ao desenvolvimento físico,
psíquico, moral e social do adolescente.

Item incorreto, segundo o Art. 67 do ECA.


Certo.

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086. (CEBRASPE/CESPE/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA/PREF CACH ITAPEMIRIM/2024)


Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei Brasileira de Inclusão, julgue o
próximo item.
É direito da criança contestar os critérios avaliativos adotados pelo professor, devendo a
escola permitir o uso de recurso às instâncias escolares superiores para a discussão desses
critérios.

O item está correto. De acordo com o ECA, é assegurado o direito da criança e do adolescente
contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores;
Certo.

087. (QUADRIX/AGENTE FISCAL/CRESS 7/RJ/2022) As legislações sociais são importantes


instrumentos no exercício profissional do assistente social. A respeito do Estatuto da
Criança e do Adolescente, da Lei Maria da Penha e do Estatuto da Pessoa Idosa, julgue o
item a seguir.
A permanência da criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não
se prolongará por mais de 24 meses, salvo comprovada necessidade que atenda ao seu
superior interesse, devidamente fundamentada pelo Conselho Tutelar.

O item está incorreto. Não deverá se prolongar por mais de 18 meses.


Errado.

088. (QUADRIX/GESTOR EM POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO EDUCACIONAL SEE DF/SERVIÇO


SOCIAL/2022) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é um dos principais documentos
a serem utilizados no exercício profissional do assistente social na área da educação. Nele
estão expostos os princípios legais que versam sobre a defesa dos direitos da criança e
do adolescente e as normativas sobre a adoção e a guarda. Trata-se de um instrumento
fundamental no enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes. Com base no
ECA, julgue o item a seguir.
Um dos critérios da concessão da guarda é que o guardião seja, pelo menos, dezesseis anos
mais velho do que a criança ou o adolescente.

A especificidade mencionada pelo item se refere aos casos de adoção e não de guarda.
Errado.

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089. (QUADRIX/GESTOR EM POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO EDUCACIONAL/SEE DF/SERVIÇO


SOCIAL/2022) O direito à educação está presente em várias legislações, entre as quais se
destacam a Lei Maria da Penha, o ECA e o Estatuto do Idoso. Quanto às diretrizes da política
educacional direcionada a mulheres, idosos e crianças e adolescentes, julgue o item a seguir.
A criança e o adolescente têm direito à escola pública e gratuita, próxima de sua residência,
garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa
ou o mesmo ciclo de ensino da Educação Básica.

Item correto. É assegurado o acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência,
garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa
ou ciclo de ensino da educação básica.
Certo.

090. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR/MINISTÉRIO PÚBLICO/TC DF/2021) Da união entre


Tiago, condenado criminalmente pela prática do crime de furto, e Daniela, desempregada,
casados sob o regime de separação legal de bens, nasceram dois filhos, atualmente com
cinco e dez anos de idade.
No que se refere a essa situação hipotética, julgue o item a seguir, à luz do disposto no
Código Civil e no Estatuto da Criança e do Adolescente e do entendimento jurisprudencial
dos tribunais superiores. Dada a condenação criminal de Tiago, seu poder familiar sobre
os filhos será extinto.

De acordo com o Art. 23, §2º, a condenação criminal do pai ou da mãe não implicará a
destituição do poder familiar, exceto na hipótese de condenação por crime doloso sujeito
à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar ou contra
filho, filha ou outro descendente.
Errado.

091. (CEBRASPE/CESPE /ASSISTENTE SOCIAL/- SESAU AL – 2021) Quanto às legislações


sociais que dispõem sobre os direitos das crianças e dos adolescentes, julgue o seguinte item.
O autor de um crime de feminicídio contra a genitora de seus filhos, por ato judicial, será
destituído do poder familiar.

Aplica-se a hipótese prevista no Art. 23, §2º, que diz: a condenação criminal do pai ou da
mãe não implicará a destituição do poder familiar, exceto na hipótese de condenação por

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crime doloso sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder
familiar ou contra filho, filha ou outro descendente.
Certo.

092. (CEBRASPE/CESPE/TCE-SC/2022) Julgue o item a seguir, acerca dos direitos fundamentais


das crianças e dos adolescentes, conforme os preceitos constitucionais e legais.
A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação
de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e
harmonioso, em condições dignas de existência.

O item está correto e faz alusão ao Art. 7º do ECA.


Certo.

093. (CEBRASPE/CESPE/SEE PE/SERVIÇO SOCIAL/2022) Julgue o item a seguir com base no


Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Os profissionais com atribuições relacionadas ao cuidado contínuo de crianças na primeira
infância devem ser capacitados para a identificação de sinais de risco para o desenvolvimento
psíquico.

O item está correto, conforme descrito no Art. 11, §3º.


Certo.

094. (QUADRIX/SEE DF/SERVIÇO SOCIAL/2022) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)


é um dos principais documentos a serem utilizados no exercício profissional do assistente
social na área da educação. Nele estão expostos os princípios legais que versam sobre a
defesa dos direitos da criança e do adolescente e as normativas sobre a adoção e a guarda.
Trata-se de um instrumento fundamental no enfrentamento à violência contra crianças e
adolescentes. Com base no ECA, julgue o item a seguir.
As situações de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante
e de maus-tratos contra a criança ou o adolescente deverão ser, obrigatoriamente,
comunicadas ao Conselho Tutelar.

O item está correto, conforme o que preconiza o Art.13.


Certo.

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095. (QUADRIX/AG FIS/CRESS/2022) Considerando o Estatuto da Criança e do Adolescente,


julgue o item.
O direito ao respeito refere-se à inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da
criança e do adolescente e abrange a preservação da imagem, da identidade, da autonomia,
dos valores, das ideias, das crenças, dos espaços e dos objetos pessoais.

O item está correto, de acordo com o que versa o Art. 17.


Certo.

096. (QUADRIX/AG FIS/CRESS 7/RJ/2022) As legislações sociais são importantes instrumentos


no exercício profissional do assistente social. A respeito do Estatuto da Criança e do
Adolescente, da Lei Maria da Penha e do Estatuto da Pessoa Idosa, julgue o item a seguir.
O encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico e o encaminhamento a cursos ou
programas de orientação são algumas das medidas que poderão ser aplicadas pelo Conselho
Tutelar, aos pais, membros da família ampliada, responsáveis, agentes públicos executores
de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de
adolescentes que utilizarem de castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como
formas de correção, disciplina ou educação.

O item está correto e atende ao que preconiza o Art. 18-B do ECA.


Certo.

097. (CEBRASPE/CESPE/MPE TO/ASSISTÊNCIA SOCIAL/2024) Julgue o item subsecutivo,


à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente. É dever de todos velar pela dignidade da
criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento,
aterrorizante, vexatório ou constrangedor.

A redação do item está de acordo com o Art. 18 do ECA.


Certo.

098. (CEBRASPE/CESPE/CNMP/APOIO JURÍDICO/DIREITO/2023) Com base no Estatuto da


Criança e do Adolescente (Lei n.º 8.069/1990), julgue o item a seguir. A permanência da
criança e do adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por

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mais de doze meses, salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse,
devidamente fundamentada pelo juiz.

O item está incorreto. O ECA determina que não se prolongará por mais de 18 meses (Art.
19, § 2º).
Errado.

099. (CEBRASPE/CESPE/MPE TO/ESPECIALIZADO/ASSISTÊNCIA SOCIAL/2024) Com base na


legislação que dispõe sobre os direitos da criança, do adolescente e da mulher vítima ou
testemunha de violência, julgue o item que se segue.
O profissional de educação que identifique ato de violência no ambiente escolar tem o
dever de comunicá-lo ao Conselho Tutelar.

O item está correto, de acordo com o Art. 56 do ECA.


Certo.

100. (QUADRIX/AGENTE FISCALCRESS/2022) Considerando o Estatuto da Criança e do


Adolescente, julgue o item.
As instituições de ensino, clubes e agremiações recreativas e de estabelecimentos congêneres
possuem o dever de assegurar medidas de conscientização, prevenção e enfrentamento
ao uso ou à dependência de drogas ilícitas.

O item está correto, segundo o Art. 53-A.


Certo.

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REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do


Adolescente e dá outras providências. Publicada no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16
jul. 1990.

BRASIL. Decreto n. 17.943-A, de 12 de outubro de 1927. Institui o Código de Menores e dá


outras providências. Publicado no Diário Oficial da União, Brasília, DF, 12 out. 1927.

BRASIL. Lei n. 6.697, de 10 de outubro de 1979. Institui o Código de Menores, revoga o


Decreto n. 17.943-A, de 12 de outubro de 1927, e dá outras providências. Publicado no
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 12 out. 1979.

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