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PEDAGÓGICOS
Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA) – Parte I
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
260220542129
CARLINHOS COSTA
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Conhecimentos Pedagógicos
Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I
Carlinhos Costa
SUMÁRIO
Lei n. 8.069/1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I . . . . . . . . . . . . . . . 4
Princípios, Estrutura e Direitos Fundamentais do ECA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
O Surgimento do ECA: Contexto Histórico e Jurídico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Direitos Fundamentais de Crianças e Adolescentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Direito à Vida, Saúde e Desenvolvimento Integral. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Do Direito à Convivência Familiar e Comunitária. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
Do Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
Resumo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
Exercícios. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Gabarito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
Gabarito Comentado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122
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Vamos tratar da principal abordagem que antecede o ECA, consistem no Código Mello
Matos (1927)1 e a sua revisão em 1979. No Código de Menores de 1927 (Código Mello Mattos),
o enfoque residia na questão de “menores abandonados ou delinquentes”. Vejamos o trecho
que se refere ao seu objeto e finalidade:
Art. 1º O menor, de um outro sexo, abandonado ou delinquente, que tiver menos de 18 anos
de idade, será submetido pela autoridade competente às medidas de assistência e proteção
contidas neste código (REVOGADO)
1
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Parte Geral:
1. Título I – Disposições Preliminares
− – Define os princípios fundamentais, como o direito à proteção integral e à prioridade
absoluta para crianças e adolescentes.
2. Título II – Dos Direitos Fundamentais
• Capítulo I: Do Direito à Vida e à Saúde
− Discorre sobre os direitos à sobrevivência e às condições adequadas de saúde.
• Capítulo II: Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade
− Trata da liberdade de opinião, convivência familiar e social e proteção contra tra-
tamentos degradantes.
• Capítulo III: Do Direito à Convivência Familiar e Comunitária
− Estabelece regras para guarda, tutela, adoção e medidas protetivas.
• Capítulo IV: Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer
− Garante o acesso à educação, cultura, esporte e lazer como direitos básicos.
• Capítulo V: Do Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho
− Regula o trabalho do adolescente, assegurando condições adequadas.
Parte Especial
3. Título III – Da Prevenção
• Capítulo I: Disposições Gerais
− Normas preventivas contra situações de risco para crianças e adolescentes.
• Capítulo II: Da Prevenção Especial
− Medidas para evitar violências e violações de direitos.
4. Título IV – Das Medidas de Proteção
− Lista medidas para garantir os direitos de crianças e adolescentes em situações
de risco.
5. Título V – Do Conselho Tutelar
− Normas sobre a criação, composição, atribuições e funcionamento do Conselho
Tutelar.
6. Título VI – Do Acesso à Justiça
− Regras sobre a representação jurídica, Ministério Público e Defensoria Pública no
âmbito infantojuvenil.
7. Título VII – Dos Crimes e das Infrações Administrativas
− Tipifica condutas criminosas e infrações administrativas relacionadas aos direitos
de crianças e adolescentes.
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Parte Final:
8. Disposições Transitórias e Finais
− Regras complementares e prazos para adequação de legislações e políticas públicas.
Princípios fundamentais: proteção integral e prioridade absoluta
No âmbito do direito infantojuvenil no Brasil, normas e diretrizes materializam a doutrina
da proteção integral para crianças e adolescentes, correspondendo ao princípio da dignidade
da pessoa humana. Os direitos da criança e do adolescente passaram por uma profunda
reformulação com o surgimento da Constituição Federal de 1988, sendo sua essência jurídica
reconhecida como ius cogens (conjunto de normas imperativas do direito internacional que
não podem ser alteradas, exceto por outras normas de igual natureza). Nesse contexto,
cabe ao Estado a obrigação de garantir sua função de proteção e regulação na salvaguarda
dos direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes.
O princípio da prioridade absoluta está previsto na Constituição Federal, em seu artigo
227, e no Estatuto da Criança e do Adolescente, no artigo 4º e no artigo 100, parágrafo único,
II. Os artigos mencionados anteriormente, como será demonstrado, asseguram a prevalência
dos direitos de crianças e adolescentes em todas as áreas de interesse. Analisemos o que
dispõe a Constituição Federal:
O Parágrafo Único do Art. 2º diz que “nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente
este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade”2.
A distinção entre criança e adolescente é especialmente relevante em temas como
adoção, permissão para viagens e responsabilização por atos infracionais.
2
Grifo nosso.
Exceções de casos em que maiores de 18 anos (adultos) respondem segundo as normas do ECA. Isso pode ocorrer com
pessoas entre 18 e 21 anos, excepcionalmente, nos casos a seguir:
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• Colocação em família substituta e adoção: nessas situações, a criança deve ser ouvida,
sempre que possível, para manifestar sua opinião ou desejo. Por outro lado, no caso
do adolescente, tanto a adoção, quanto a inclusão em família substituta dependem
de sua concordância.
• Consequências relacionadas à prática de ato infracional: quando uma criança comete
um ato infracional, são aplicadas medidas de proteção. No entanto, para adolescentes
que praticam atos infracionais, são impostas medidas socioeducativas, podendo ser
cumuladas com medidas protetivas.
• Autorização para viagem: de forma geral, a criança necessita de autorização judicial
para viajar sem a companhia dos pais, seja em território nacional ou internacional.
Quanto aos adolescentes, aqueles com menos de 16 anos precisam de autorização,
quando não estiverem acompanhados pelos pais. Já os maiores de 16 anos não
necessitam de permissão para viagens dentro do país, mas a autorização é obrigatória
para viagens internacionais.
O Art. 3º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é um dos pilares que fundamentam
a ideia de proteção integral, reafirmando o reconhecimento de crianças e adolescentes
como sujeitos plenos de direitos. O artigo estabelece que crianças e adolescentes possuem
os mesmos direitos fundamentais que qualquer pessoa. Isso significa que não podem
ser tratados de forma inferiorizada, devendo ser respeitados em sua dignidade, liberdade
e cidadania.
Medida socioeducativa: em situações em que o ato infracional tenha sido cometido durante a menoridade e tenha sido
determinada a aplicação de uma medida socioeducativa de internação, essa poderá ser cumprida até o limite de 3 anos.
Nessas condições, o jovem pode permanecer internado, mas deverá ser liberado ao completar 21 anos de idade.
Competência para adoção: geralmente, os processos de adoção envolvendo crianças e adolescentes são tratados na
Vara da Infância e Juventude, enquanto as adoções de pessoas maiores de idade são de competência da Vara de Famí-
lia. Contudo, quando o maior de idade que será adotado já estava sob a guarda ou tutela do adotante antes de atingir
os 18 anos, a competência permanece com a Vara da Infância e Juventude. O artigo 40 do ECA esclarece essa questão,
estipulando que, para menores de 18 anos, aplicam-se as disposições do Estatuto, enquanto para maiores de idade são
aplicadas as normas do Direito de Família.
Art. 40 – O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou
tutela dos adotantes.
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Mental
Físico
Moral,
espiritual
e social
Desenvolvimento
Parágrafo único. Os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as crianças e adolescentes,
sem discriminação de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou
crença, deficiência, condição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica,
ambiente social, região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias
ou a comunidade em que vivem.
Esse trecho foi incluído pela Lei n. 13.257, de 8 de março de 2016 que, entre outros
aspectos, dispõe sobre as políticas públicas para a primeira infância e altera a Lei n. 8.069,
de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente).
O Art. 4º do ECA estabelece a responsabilidade compartilhada entre família, comunidade,
sociedade em geral e poder público para garantir, com absoluta prioridade, os direitos
fundamentais das crianças e dos adolescentes, incluindo vida, saúde, alimentação, educação,
esporte, lazer, cultura, profissionalização, dignidade, respeito, liberdade e convivência
familiar e comunitária.
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Responsabilidade
Família
compartilhada
Sociedade
em geral
Esse artigo consolida o princípio da proteção integral, enfatizando que todas as esferas
sociais devem atuar de forma articulada para promover o pleno desenvolvimento físico,
mental, emocional e social de crianças e adolescentes, sempre respeitando sua dignidade
e autonomia.
Sobre a garantia de prioridade, o texto do ECA preconiza ainda no artigo 4º:
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Omissão Ação
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Art. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação
de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso,
em condições dignas de existência.
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A Lei também assegura, neste mesmo artigo, que o Sistema Único de Saúde (SUS)
disponibilize testes de triagem neonatal no âmbito do Programa Nacional de Triagem
Neonatal (PNTN), implementados de forma escalonada. Esses testes abrangem condições
como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, galactosemias, doenças
lisossômicas e atrofia muscular espinhal, entre outras, divididas em cinco etapas progressivas.
Essa medida reforça o cuidado integral à saúde do recém-nascido, garantindo a detecção
precoce de doenças e a implementação de tratamentos oportunos.
A lista de doenças rastreadas pelo teste do pezinho será revisada periodicamente
com base em evidências científicas (§ 2º), priorizando condições prevalentes e tratáveis
no SUS. Além disso, o rol pode ser ampliado conforme critérios (§ 3º), e é obrigatório
informar gestantes e acompanhantes sobre a relevância do teste e as diferenças entre
as modalidades disponíveis no SUS e na rede privada. (§ 4º)
O artigo 11 assegura o acesso integral às linhas de cuidado voltadas à saúde da criança e
do adolescente no SUS, com base no princípio da equidade. Garante atendimento inclusivo
e sem discriminação a crianças e adolescentes com deficiência, abrangendo necessidades
gerais e específicas de saúde, habilitação e reabilitação. Prevê ainda o fornecimento gratuito
de medicamentos, órteses, próteses e tecnologias assistivas para tratamento, e estabelece
a formação contínua de profissionais para identificar riscos ao desenvolvimento psíquico
na primeira infância e oferecer o acompanhamento necessário.
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Além disso, ressalta que as gestantes ou mães que desejem entregar seus filhos para
adoção devem ser encaminhadas à Justiça da Infância e Juventude sem constrangimento.
E ainda: serviços de saúde e assistência social devem priorizar o atendimento de crianças
de primeira infância em situações de violência, desenvolvendo intervenções em rede e
acompanhamentos específicos para proteger e promover o bem-estar.
Obrigatoriamente
Mães que
encaminhadas Justiça da Infância
desejam entregar o
sem e Juventude.
filho pra adoção.
constragimento.
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O artigo 14 determina que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve implementar programas
de assistência médica e odontológica com foco na prevenção de doenças comuns na infância.
Além disso, enfatiza a realização de campanhas de educação sanitária direcionadas a pais,
educadores e alunos, promovendo conscientização e práticas saudáveis para garantir o
bem-estar das crianças.
Os parágrafos que se seguem, preconizam que Sistema Único de Saúde (SUS) adotará
uma abordagem integral e preventiva à saúde de crianças e gestantes, promovendo a
atenção à saúde bucal de forma integrada com outras linhas de cuidado, conforme o §
2º. Além disso, o § 3º estabelece ações educativas e preventivas em saúde bucal desde
o pré-natal, até os 12 anos, enquanto o § 4º garante atendimento especializado para
crianças com necessidades odontológicas especiais. Por fim, o § 5º exige a aplicação de
protocolos específicos nos primeiros 18 meses de vida para identificar possíveis riscos ao
desenvolvimento psíquico da criança, reforçando o compromisso com a saúde integral e o
desenvolvimento saudável na infância.
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O ECA, em seu artigo 15, assegura que crianças e adolescentes sejam reconhecidos
como sujeitos plenos de direitos, garantindo a eles o respeito à liberdade, à dignidade e
à sua condição peculiar de pessoas em desenvolvimento.
O próximo artigo trata dos aspectos que integram o direito à liberdade de crianças e
adolescentes.
II – opinião e expressão;
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física
inviolabilidade da
integridade
Art. 17. O direito ao
psíquica
respeito
moral
desumano
violento
pondo-os a salvo de
aterrorizante
qualquer tratamento
vexatório
constrangedor
O Art. 18-A assegura que crianças e adolescentes devem ser educados e cuidados sem
o uso de castigos físicos ou tratamentos cruéis e degradantes, independentemente
da intenção de correção, disciplina ou educação. Esse direito se aplica a pais, familiares,
responsáveis e agentes públicos envolvidos em medidas socioeducativas, bem como a
qualquer pessoa encarregada de cuidar, educar ou proteger os menores.
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ação de natureza
disciplinar ou punitiva
aplicada com o uso da
força física sobre a criança
ou o adolescente que
resulte em sofrimento físico
castigo físico
lesão
conduta ou forma
cruel de tratamento humilhe
em relação à criança
ou ao adolescente
que
tratamento cruel ou
ameace gravemente
degradante
ridicularize
O Art. 18-B estabelece que os responsáveis pelo cuidado, educação e proteção de crianças
e adolescentes, incluindo pais, familiares, responsáveis e agentes públicos, que utilizarem
castigo físico ou tratamento cruel e degradante, estarão sujeitos a sanções, além de outras
medidas cabíveis, conforme a gravidade do caso.
O ECA estabelece que tais medidas serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem prejuízo
de outras providências legais.
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e, excepcionalmente,
em família substituta
ser criado e educado no
seio de sua família
Art. 19. É direito da assegurada a convivência
criança e do adolescente familiar e comunitária
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A execução pode ser realizada por entidades públicas ou privadas e qualquer violação das
regras deve ser prontamente informada à autoridade judiciária competente.
Os artigos 20, 21 e 22 do ECA reforçam a igualdade e a proteção integral dos direitos
das crianças e adolescentes no âmbito familiar. O Art. 20 consagra o princípio da igualdade
na filiação, garantindo que todos os filhos, independentemente de serem biológicos ou
adotivos, tenham os mesmos direitos e qualificações, sem discriminação.
havidos ou não da
relação do
casamento, ou terão os mesmos
por adoção direitos e
qualificações
Já o Art. 21 assegura que o poder familiar seja exercido de forma igualitária entre pai e
mãe, permitindo que, em caso de divergência, a questão seja submetida à autoridade judicial.
na forma do que
será exercido,
dispuser a legislação
em igualdade de
civil
condições, pelo
pai e pela mãe
Art. 21 O poder
familiar assegurado a qualquer
deles o direito de, em caso
de discordância, recorrer à
autoridade judiciária
competente para a solução
da divergência.
No Artigo 22, com a redação atualizada pela Lei nº 15.240/2025, consolida o conceito
de paternidade e maternidade responsáveis, transmutando o antigo poder familiar em
um conjunto de deveres práticos e afetivos. Ao incluir explicitamente a convivência e a
assistência afetiva ao lado do sustento material e da educação, a lei reconhece que o
desenvolvimento saudável de uma criança depende tanto do suporte financeiro quanto
da presença emocional constante. Além disso, o texto reforça a autoridade do Judiciário
ao impor aos pais a obrigação estrita de cumprir determinações judiciais, garantindo que
o interesse superior do menor prevaleça sobre conflitos particulares entre os genitores.
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Art. 23. A carência de recursos materiais não justifica a perda ou suspensão do poder familiar.
Sem outro motivo, a criança/adolescente deve permanecer com a família de origem, que será
§ 1º
incluída em serviços de proteção, apoio e promoção.
A condenação criminal do pai/mãe não implica destituição do poder familiar, salvo em crimes
§ 2º
dolosos com reclusão contra outro titular do poder familiar, filho ou descendente.
Perda ou suspensão do poder familiar é decretada judicialmente, em procedimento contraditório,
Art. 24
conforme a legislação civil ou descumprimento injustificado dos deveres do Art. 22.
O ECA define família natural como a formada pelos pais e seus descendentes, ampliando
o conceito para incluir a família extensa, que abrange parentes próximos com laços de
convivência e afeto. Filhos fora do casamento podem ser reconhecidos por diversas formas,
como em registro de nascimento ou testamento, antes ou após o nascimento, ou mesmo após
o falecimento, se deixarem herdeiros. O direito de reconhecimento da filiação é garantido
a qualquer tempo e não pode ser renunciado, sendo protegido pelo segredo de Justiça.
Família natural: formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. (Art. 25)
Família extensa ou ampliada: inclui parentes próximos além de pais e filhos, com vínculos de
convivência e afetividade. (Art. 25, Parágrafo único)
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Lei n. 8.069/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Parte I
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Art. 28. A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção,
independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei.
§ 1º Sempre que possível, a criança ou o adolescente será previamente ouvido por equipe
interprofissional, respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as
implicações da medida, e terá sua opinião devidamente considerada. (Redação dada pela Lei n.
12.010, de 2009) Vigência
§ 2º Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido
em audiência. (Redação dada pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 3º Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade
ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida. (Incluído
pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 4º Os grupos de irmãos serão colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família
substituta, ressalvada a comprovada existência de risco de abuso ou outra situação que justifique
plenamente a excepcionalidade de solução diversa, procurando-se, em qualquer caso, evitar o
rompimento definitivo dos vínculos fraternais. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 5º A colocação da criança ou adolescente em família substituta será precedida de sua preparação
gradativa e acompanhamento posterior, realizados pela equipe interprofissional a serviço da
Justiça da Infância e da Juventude, preferencialmente com o apoio dos técnicos responsáveis
pela execução da política municipal de garantia do direito à convivência familiar. (Incluído pela
Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 6º Em se tratando de criança ou adolescente indígena ou proveniente de comunidade
remanescente de quilombo, é ainda obrigatório: (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
I – que sejam consideradas e respeitadas sua identidade social e cultural, os seus costumes
e tradições, bem como suas instituições, desde que não sejam incompatíveis com os direitos
fundamentais reconhecidos por esta Lei e pela Constituição Federal; (Incluído pela Lei n. 12.010,
de 2009) Vigência
II – que a colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou junto a
membros da mesma etnia; (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
III – a intervenção e oitiva de representantes do órgão federal responsável pela política indigenista,
no caso de crianças e adolescentes indígenas, e de antropólogos, perante a equipe interprofissional
ou multidisciplinar que irá acompanhar o caso. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência.
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SOBRE A GUARDA
A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional
Art. 33. Obrigações da
à criança ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a
guarda
terceiros, inclusive aos pais.
Destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou
Art. 33., § 1º –
incidentalmente, nos procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção
Finalidade da guarda
por estrangeiros.
Pode ser deferida fora dos casos de tutela e adoção para atender a situações
Art. 33., § 2º – Exceções
peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou responsável, incluindo o direito
para deferimento
de representação para atos determinados.
Art. 33., § 3º – Condição Confere à criança ou adolescente a condição de dependente para todos os fins
de dependente e efeitos de direito, inclusive previdenciários.
Art. 33., § 4º – Direito Salvo determinação judicial em contrário, a guarda não impede o exercício do
de visitas e alimentos direito de visitas pelos pais, nem os exime do dever de prestar alimentos.
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SOBRE A GUARDA
O poder público estimulará, por meio de assistência jurídica, incentivos fiscais
Art. 34. – Incentivo à
e subsídios, o acolhimento, sob a forma de guarda de criança ou adolescente
guarda
afastado do convívio familiar.
Art. 34., § 1º – A inclusão da criança ou adolescente em programas de acolhimento familiar
Acolhimento familiar terá preferência ao acolhimento institucional, observado o caráter temporário
preferencial e excepcional.
Art. 34., § 2º –
Pessoas ou casais cadastrados em programas de acolhimento familiar podem
Cadastrados no
receber a criança ou adolescente mediante guarda, conforme os Art. de 28 a 33.
programa
Art. 34., § 3º – Serviços A União apoiará serviços que organizem acolhimento temporário em famílias
de acolhimento capacitadas e selecionadas, fora do cadastro de adoção.
Art. 34., § 4º – Recursos Recursos públicos podem ser utilizados para manutenção dos serviços e repassados
para acolhimento às famílias acolhedoras.
Art. 35. – Revogação da A guarda poderá ser revogada a qualquer tempo, mediante ato judicial
guarda fundamentado, ouvido o Ministério Público.
SOBRE A TUTELA
Art. 36. Definição da A tutela será deferida, nos termos da lei civil, à pessoa de até 18 (dezoito) anos
tutela incompletos.
Art. 36. Parágrafo O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou suspensão do
único – Requisitos poder familiar e implica necessariamente o dever de guarda.
Art. 37. O tutor nomeado por testamento ou documento autêntico deve, no prazo de 30
Controle judicial (trinta) dias após a abertura da sucessão, ingressar com pedido de controle judicial.
Art. 37. Parágrafo
O pedido de tutela será avaliado conforme os Art. 28 e 29, sendo deferido à pessoa
único –
indicada na última vontade apenas se for comprovada sua vantagem ao tutelando e
Critérios de
inexistência de pessoa mais apta.
avaliação
Art. 38. Destituição
Aplica-se à destituição da tutela o disposto no art. 24 desta Lei.
da tutela
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Adoção Irrevogável
É vedada a adoção
por procuração
Art. 41. A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres,
inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos
matrimoniais.
§ 1º Se um dos cônjuges ou concubinos adota o filho do outro, mantêm-se os vínculos de filiação
entre o adotado e o cônjuge ou concubino do adotante e os respectivos parentes.
§ 2º É recíproco o direito sucessório entre o adotado, seus descendentes, o adotante, seus
ascendentes, descendentes e colaterais até o 4º grau, observada a ordem de vocação hereditária.
O ECA determina ainda que, para a adoção conjunta, os adotantes devem ser casados
civilmente ou viver em união estável, desde que comprovem a estabilidade familiar.
O § 4º estabelece que divorciados, separados judicialmente e ex-companheiros podem
adotar conjuntamente, desde que haja acordo sobre guarda e visitas, o estágio de convivência
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Enquanto não der conta de sua administração e saldar o seu alcance, não pode o tutor ou
o curador adotar o pupilo ou o curatelado.
A adoção depende do
consentimento dos pais ou do
representante legal do adotando.
Consentimento
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Art. 47. O vínculo da adoção constitui-se por sentença judicial, que será inscrita no registro civil
mediante mandado do qual não se fornecerá certidão.
§ 1º A inscrição consignará o nome dos adotantes como pais, bem como o nome de seus
ascendentes.
§ 2º O mandado judicial, que será arquivado, cancelará o registro original do adotado.
§ 3 o A pedido do adotante, o novo registro poderá ser lavrado no Cartório do Registro Civil do
Município de sua residência. (Redação dada pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 4 o Nenhuma observação sobre a origem do ato poderá constar nas certidões do registro.
(Redação dada pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 5º A sentença conferirá ao adotado o nome do adotante e, a pedido de qualquer deles, poderá
determinar a modificação do prenome. (Redação dada pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 6º Caso a modificação de prenome seja requerida pelo adotante, é obrigatória a oitiva do
adotando, observado o disposto nos §§ 1 o e 2 o do art. 28 desta Lei. (Redação dada pela Lei n.
12.010, de 2009) Vigência
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Art. 49. A morte dos adotantes não restabelece o poder familiar dos pais naturais.
O Art. 50 do ECA determina que a autoridade judiciária deve manter, em cada comarca
ou foro regional, registros organizados de crianças e adolescentes em condição para adoção
e outro de pessoas interessadas em adotar.
Os parágrafos de 1 a 15 do Art. 50 tratam do processo de inscrição e regulamentação
para adoção, estabelecendo regras e procedimentos específicos. Eles abordam a necessidade
de consulta prévia aos órgãos técnicos e ao Ministério Público, antes da inscrição, requisitos
legais para deferimento, a preparação psicossocial e jurídica dos candidatos e a criação de
cadastros estaduais, distrital e nacional para crianças/adolescentes disponíveis para adoção
e para pretendentes habilitados. Também regulam situações de adoção internacional,
colocação em guarda provisória, fiscalização pelo Ministério Público e hipóteses excepcionais
de adoção por candidatos não cadastrados. Por fim, garantem prioridade para adoção de
crianças/adolescentes com necessidades específicas ou em grupos de irmãos.
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§ 1º O deferimento da inscrição dar-se-á após prévia consulta aos órgãos técnicos do juizado,
ouvido o Ministério Público.
§ 2º Não será deferida a inscrição se o interessado não satisfizer os requisitos legais, ou verificada
qualquer das hipóteses previstas no art. 29.
§ 3º A inscrição de postulantes à adoção será precedida de um período de preparação psicossocial
e jurídica, orientado pela equipe técnica da Justiça da Infância e da Juventude, preferencialmente
com apoio dos técnicos responsáveis pela execução da política municipal de garantia do direito
à convivência familiar. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 4º Sempre que possível e recomendável, a preparação referida no § 3º deste artigo incluirá o
contato com crianças e adolescentes em acolhimento familiar ou institucional em condições
de serem adotados, a ser realizado sob a orientação, supervisão e avaliação da equipe técnica
da Justiça da Infância e da Juventude, com apoio dos técnicos responsáveis pelo programa de
acolhimento e pela execução da política municipal de garantia do direito à convivência familiar.
(Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 5º Serão criados e implementados cadastros estaduais, distrital e nacional de crianças e
adolescentes em condições de serem adotados e de pessoas ou casais habilitados à adoção, que
deverão obrigatoriamente ser consultados pela autoridade judiciária em qualquer procedimento
de adoção, ressalvadas as hipóteses do § 13 deste artigo e as particularidades das crianças e
adolescentes indígenas ou provenientes de comunidade remanescente de quilombo previstas
no inciso II do § 6º do art. 28 desta Lei. (Redação dada pela Lei n. 14.979, de 2024)
§ 6º Haverá cadastros distintos para pessoas ou casais residentes fora do País, que somente serão
consultados na inexistência de postulantes nacionais habilitados nos cadastros mencionados
no § 5 o deste artigo. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 7º As autoridades estaduais e federais em matéria de adoção terão acesso integral aos
cadastros, incumbindo-lhes a troca de informações e a cooperação mútua, para melhoria do
sistema. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 8º A autoridade judiciária providenciará, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, a inscrição das
crianças e adolescentes em condições de serem adotados que não tiveram colocação familiar
na comarca de origem, e das pessoas ou casais que tiveram deferida sua habilitação à adoção
nos cadastros estadual e nacional referidos no § 5º deste artigo, sob pena de responsabilidade.
(Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 9º Compete à Autoridade Central Estadual zelar pela manutenção e correta alimentação dos
cadastros, com posterior comunicação à Autoridade Central Federal Brasileira. (Incluído pela
Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
§ 10. Consultados os cadastros e verificada a ausência de pretendentes habilitados residentes
no País com perfil compatível e interesse manifesto pela adoção de criança ou adolescente
inscrito nos cadastros existentes, será realizado o encaminhamento da criança ou adolescente
à adoção internacional. (Redação dada pela Lei n. 13.509, de 2017)
§ 11. Enquanto não localizada pessoa ou casal interessado em sua adoção, a criança ou o
adolescente, sempre que possível e recomendável, será colocado sob guarda de família cadastrada
em programa de acolhimento familiar. (Incluído pela Lei n. 12.010, de 2009) Vigência
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Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico,
bem como participar da definição das propostas educacionais.
O Art. 53-A do ECA estabelece que instituições de ensino, clubes, agremiações recreativas
e similares têm o dever de implementar medidas para conscientizar, prevenir e combater
o uso ou a dependência de drogas ilícitas. Essa norma reforça a responsabilidade dessas
entidades em promover ambientes seguros e ações educativas que contribuam para a
proteção e o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.
No esquema a seguir, serão apresentados os deveres do Estado estabelecidos pelo
Art. 54 do ECA, que garantem os direitos fundamentais à educação, ao atendimento
educacional especializado, à oferta de ensino gratuito, entre outros aspectos essenciais
para o desenvolvimento integral da criança e do adolescente.
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Art. 59-A. As instituições sociais públicas ou privadas que desenvolvam atividades com crianças e
adolescentes e que recebam recursos públicos deverão exigir e manter certidões de antecedentes
criminais de todos os seus colaboradores, as quais deverão ser atualizadas a cada 6 (seis) meses.
Parágrafo único. Os estabelecimentos educacionais e similares, públicos ou privados, que
desenvolvem atividades com crianças e adolescentes, independentemente de recebimento
de recursos públicos, deverão manter fichas cadastrais e certidões de antecedentes criminais
atualizadas de todos os seus colaboradores.
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Art. 71. A criança e o adolescente têm direito à informação, cultura, lazer, esportes, diversão,
espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em
desenvolvimento.
Esse direito assegura que os jovens tenham acesso a atividades recreativas e culturais que
favoreçam seu bem-estar, socialização e qualidade de vida. O ECA enfatiza a importância
do lazer como uma forma de promover a convivência social, a diversão e o desenvolvimento
integral, garantindo que as crianças e os adolescentes possam desfrutar de momentos de
lazer em ambientes seguros, acessíveis e estimulantes.
Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na
condição de aprendiz.
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Art. 64. Ao adolescente até quatorze anos de idade é assegurada bolsa de aprendizagem.
Art. 65. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas
e previdenciários.
Art. 66. Ao adolescente portador de deficiência é assegurado trabalho protegido.
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RESUMO
Parabéns por ter chegado até aqui! Estudar os artigos 1º ao 69 do Estatuto da Criança e
do Adolescente (ECA) é um marco importante para quem está se preparando para concursos
públicos e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de aprofundar-se em temas essenciais
para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Ao longo deste material, você percorreu fundamentos que não apenas configuram
obrigações legais, mas também representam compromissos éticos e sociais com a garantia
de direitos fundamentais. O ECA, em seus primeiros artigos, estabelece os pilares da proteção
integral e da prioridade absoluta, conceitos que norteiam todas as ações voltadas à infância
e à adolescência. Já os dispositivos subsequentes detalham as obrigações do poder público,
da família e da sociedade na promoção e defesa desses direitos.
Para quem busca aprovação em concursos, compreender com profundidade esses
dispositivos é essencial. Eles aparecem frequentemente em questões objetivas e construir
domínio sobre eles pode ser um diferencial significativo. Mais do que isso, compreender
o ECA é essencial para exercer, de forma consciente, um papel profissional que impacta
diretamente a vida de crianças e adolescentes.
Por outro lado, a relevância desses dispositivos vai além do contexto de estudos. Ao
dominar esses artigos, você se torna mais apto a identificar situações em que direitos
estão sendo violados e a contribuir para a formação de um ambiente social que valorize o
respeito e a dignidade humana desde os primeiros anos de vida.
Agora que você concluiu essa etapa de aprendizado, o próximo passo é consolidar os
conhecimentos adquiridos. Coloque-se à prova resolvendo questões que envolvam o ECA,
revisando pontos específicos e integrando esse aprendizado às demais disciplinas do
seu concurso.
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EXERCÍCIOS
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c) a pessoa com até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela com idade entre
doze e dezessete anos incompletos.
d) a pessoa com até onze anos de idade completos, e adolescente aquela com idade entre
doze e dezoito anos.
e) a pessoa com até onze anos de idade incompletos, e adolescente aquela com idade entre
onze e dezoito anos incompletos.
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011. (IADES/PROF SEDUC GO/2022) No caput do art. 227 da Constituição Federal de 1988,
encontra-se uma das principais diretrizes do direito da criança e do adolescente, que é o
princípio da prioridade absoluta, conforme o qual cada criança e adolescente deve receber
tratamento especial do Estado e ser priorizado nas respectivas políticas públicas. Assinale
a alternativa que apresenta um dispositivo regido por esse princípio.
a) A Lei n. 8.069/1990, que dispõe a respeito do Estatuto da Criança e do Adolescente e dá
outras providências.
b) A Lei Complementar n. 150/2015, que trata do contrato de trabalho doméstico.
c) A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n. 115/2015, que prevê a redução da maioridade
penal.
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Nessa situação hipotética, em conformidade com o ECA, como medida preventiva para o
enfrentamento de violência contra crianças e adolescentes, a qual, muitas vezes se dá de
forma silenciosa, a professora deverá
a) comunicar a suspeita ao conselho tutelar, de imediato.
b) aguardar a criança se sentir mais segura para confirmar a suspeita e poder comunicar
o fato concreto ao conselho tutelar.
c) conversar com a amiga informalmente sobre a suspeita e resolver sozinha o caso, de
modo a abafá-lo.
d) encaminhar relatório para toda a rede de proteção da criança e do adolescente, informando
a suspeita, desde não tenha experiência para resolver o caso descrito.
e) investigar primeiro o caso para ter certeza e só depois encaminhá-lo para o conselho
tutelar, de forma anônima, para não se comprometer com a amiga.
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II – O castigo físico consiste em ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso
da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em sofrimento físico ou lesão.
III – O tratamento cruel ou degradante consiste em conduta ou forma cruel de tratamento
em relação à criança ou ao adolescente que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize.
IV – Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante
e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão comunicados, obrigatoriamente,
à autoridade judicial local, que poderá, de maneira fundamentada e se entender cabível,
encaminhar o caso ao Conselho Tutelar da respectiva localidade para a adoção de providências.
Assinale a opção correta.
a) Apenas os itens I e II estão certos.
b) Apenas os itens I e IV estão certos.
c) Apenas os itens II e III estão certos.
d) Apenas os itens III e IV estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
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026. (FGV/SEAD AP/2022) “Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao
respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como
sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis”. (Estatuto
da Criança e do Adolescente). Avalie se o direito à liberdade compreende, entre outros,
os seguintes aspectos: I. Ir, vir e estar, sem restrições legais ou impostas, nos logradouros
públicos e espaços comunitários. II. Opinião e expressão. III. Brincar, praticar esportes e
divertir-se. IV. Buscar refúgio, auxílio e orientação. Estão corretos os itens:
a) I e II, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) II, III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
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a) V – F – V – F.
b) V – V – F – F.
c) F – V – V – F.
d) F – F – V – F.
e) F – F – F – F.
032. (FGV/ASSISTENTE SOCIAL/TJ SC/2024) Toda criança ou adolescente que estiver inserido
em programa de acolhimento familiar ou institucional terá sua situação reavaliada, no
máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base
em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma
fundamentada pela possibilidade de:
a) manter o acolhimento institucional.
b) recorrer ao apadrinhamento, sob guarda.
c) proceder à reintegração familiar ou à colocação em família substituta, sob guarda, tutela
ou adoção.
d) promover a adoção internacional.
e) indicar o acolhimento familiar, sob tutela.
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039. (FGV/TJ RJ/PSICÓLOGO/ – 2024) Contar ao filho sobre a adoção pode gerar muita
ansiedade e insegurança nos pais adotivos.
De acordo com o previsto na legislação, assinale a afirmativa correta.
a) É recomendável manter segredo sobre a origem genética do adotado para evitar a busca
aos pais verdadeiros.
b) O sigilo sobre a adoção garante que os adotados sejam tratados como se fossem filhos
legítimos.
c) A revelação da adoção ficará a cargo da equipe técnica do Juízo de Infância e Juventude
onde tramitou o processo.
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d) O adotado tem direito de conhecer sua origem biológica e de obter acesso ao processo
no qual a medida foi aplicada.
e) A mudança de prenome é obrigatória na adoção e visa impedir que a família de origem
localize o filho adotado.
042. (FGV/JE TJSC/TJ SC/2024) Beatriz e Lauro são habilitados à adoção e iniciam a
aproximação com duas crianças destituídas do poder familiar por sentença transitada em
julgado que se encontram em acolhimento institucional, Kayla, de 5 anos, e Brayan, de 7
anos. O casal propõe ação de adoção, sendo exitoso o estágio de convivência.
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Nos estudos técnicos realizados pela equipe do juízo, Beatriz e Lauro reafirmam o desejo
de adotar os irmãos, restando comprovado o forte vínculo afetivo estabelecido entre as
crianças e os requerentes. O magistrado designa audiência de instrução e julgamento, sendo
informado de que Lauro faleceu em razão de um infarto.
Considerando o disposto na Lei n. 8.069/1990 (ECA), é correto afirmar que:
a) em razão do falecimento do requerente antes de prolatada a sentença, o pedido deverá
ser julgado procedente apenas em relação à Beatriz.
b) a alteração da situação fática decorrente do falecimento de Lauro exigirá a realização
de novos estudos técnicos e a renovação da habilitação à adoção requerida por Beatriz.
c) o falecimento do requerente tem como efeito prático o reinício do estágio de convivência,
por expressa previsão legal e pelo prazo de até noventa dias.
d) o pedido poderá ser julgado procedente em relação a ambos os requerentes, diante da
inequívoca manifestação da vontade de Lauro de adotar as crianças.
e) verifica-se a ocorrência da impossibilidade jurídica do pedido de adoção formulado
por requerente que vem a falecer no curso do processo, sendo nula eventual sentença de
procedência.
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As gestantes ou mães que manifestarem interesse em entregar seus filhos para a adoção
deverão ser compulsoriamente encaminhadas ao Conselho Tutelar para a realização de
escuta qualificada.
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A criança e o adolescente têm direito à escola pública e gratuita, próxima de sua residência,
garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa
ou o mesmo ciclo de ensino da Educação Básica.
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GABARITO
1. e 35. c 69. C
2. c 36. a 70. C
3. b 37. a 71. E
4. b 38. e 72. C
5. b 39. d 73. E
6. d 40. b 74. E
7. d 41. c 75. C
8. a 42. d 76. C
9. a 43. e 77. C
10. c 44. c 78. E
11. a 45. b 79. C
12. a 46. b 80. C
13. d 47. c 81. E
14. a 48. c 82. E
15. b 49. c 83. E
16. c 50. c 84. E
17. d 51. E 85. C
18. c 52. C 86. C
19. d 53. C 87. E
20. a 54. E 88. E
21. b 55. E 89. C
22. a 56. C 90. E
23. e 57. E 91. C
24. d 58. C 92. C
25. c 59. C 93. C
26. c 60. E 94. C
27. c 61. C 95. C
28. d 62. C 96. C
29. a 63. E 97. C
30. d 64. C 98. E
31. e 65. E 99. C
32. c 66. E 100. C
33. b 67. C
34. e 68. C
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GABARITO COMENTADO
A assertiva I está correta, conforme texto do Parágrafo Único do artigo 3º do ECA, que versa:
[…] os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as crianças e adolescentes, sem
discriminação de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença,
deficiência, condição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica, ambiente
social, região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a
comunidade em que vivem.
A assertiva II também está correta, conforme caput do artigo 4º que atribui à família, à
comunidade, à sociedade em geral e ao poder público as obrigações mencionadas pelo item.
A assertiva III também está de acordo com o que versa o parágrafo 5º do referido estatuto.
Sendo assim, gabarito, letra E.
Letra e.
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O ECA estabelece em seu artigo 2º que para os efeitos da referida legislação, é considerada
criança a pessoa até doze anos de idade incompletos e adolescente aquela entre doze e
dezoito anos de idade. Portanto, o único item em consonância com esse aspecto é o item C.
Letra c.
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A primeira afirmação é falsa, pois o artigo 3º versa que a criança e o adolescente gozam
de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. Conforme o artigo 2º, é
considerada criança a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela
entre doze e dezoito anos de idade. Sendo assim, é falsa a afirmação que diz que o gozo
dos direitos fundamentais depende da maioridade. A segunda e a terceira afirmativa são
verdadeiras e correspondem aos artigos 2º e 4º, respectivamente.
Letra b.
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O item A está incorreto, pois de acordo com o ECA, é considerada criança a pessoa até doze
anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. O
item C está incorreto. Segundo o Art. 13, os casos de suspeita ou confirmação de castigo
físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou adolescente
serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem
prejuízo de outras providências legais. O item D está incorreto, pois conforme o Art. 20, os
filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos
e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. Por
fim, o item E está em desacordo com o Art. 23 que diz que a falta ou a carência de recursos
materiais não constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do poder familiar.
Letra b.
Todas as assertivas estão corretas e em consonância com o artigo 4º, que estabelece que é
dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com
absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à
educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à
liberdade e à convivência familiar e comunitária.
Letra d.
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O ECA considera a criança e o adolescente como sujeito de direitos (Art. 3º e Artigo 15,
por exemplo) ao mesmo tempo em que rompe com visões que consideram a criança e o
adolescente como pequenos adultos, biologicamente incompletos, sendo considerado,
portanto, um grande avanço para a legislação brasileira.
Letra d.
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A alternativa correta, letra A, expressa a ruptura com o modelo anterior de políticas baseadas
em um olhar punitivo, característico da Doutrina da Situação Irregular. A proteção integral
reconhece a criança e o adolescente como sujeitos plenos de direitos, com prioridade absoluta
em sua proteção e desenvolvimento integral (Art. 227 da CF e Art. 1º do ECA). As demais
falham em captar o princípio fundamental do ECA, pois trazem conceitos como doutrina
retributiva, centralidade exclusiva da família ou investimento seletivo, incompatíveis com
a proteção integral.
Letra a.
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O ECA aponta para todas as questões mencionadas, respectivamente em seus artigos 4º,
5º e 69, exceto com relação ao que afirma o item C, pois o ECA menciona em seu artigo 4º
que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar,
com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação,
à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à
liberdade e à convivência familiar e comunitária.
Letra c.
011. (IADES/PROF SEDUC GO/2022) No caput do art. 227 da Constituição Federal de 1988,
encontra-se uma das principais diretrizes do direito da criança e do adolescente, que é o
princípio da prioridade absoluta, conforme o qual cada criança e adolescente deve receber
tratamento especial do Estado e ser priorizado nas respectivas políticas públicas. Assinale
a alternativa que apresenta um dispositivo regido por esse princípio.
a) A Lei n. 8.069/1990, que dispõe a respeito do Estatuto da Criança e do Adolescente e dá
outras providências.
b) A Lei Complementar n. 150/2015, que trata do contrato de trabalho doméstico.
c) A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n. 115/2015, que prevê a redução da maioridade
penal.
d) A Lei Complementar n. 101/2000, que institui a responsabilidade fiscal.
e) O Código Civil de 1916, em que os filhos eram classificados como legítimos e como
ilegítimos.
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É verdadeiro que o ECA, tenha sido sancionado em 1990 e é um conjunto de normas que
regulamentam detalhadamente os direitos da criança e do adolescente, quem deve aplicá-los
ou garanti-los, e como isso deve ser feito. Também é verdadeiro que O ECA é subordinado à
Constituição, portanto, qualquer de seus artigos que contradiga algum direito assegurado
no texto de 1988 não tem validade. No entanto é falso que o ECA se submeta a emendas
parlamentares ou decretos presidenciais.
Letra a.
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Os itens A e B estão incorretos, pois o ECA, em seu artigo 16, estabelece que o direito à
liberdade compreende a crença e o culto religioso e o direito de participar da vida política.
Com relação ao item C, o Art. 56 do ECA determina que os dirigentes de estabelecimentos
de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de reiteração de faltas
injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares. No que se refere ao item
E, o ECA não apresenta esse tipo de condicionamento. Portanto, o item D é a alternativa
correta. O ECA prevê que os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente de
crianças na primeira infância receberão formação específica e permanente para a detecção
de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico, bem como para o acompanhamento
que se fizer necessário (Art. 10, parágrafo 3º).
Letra d.
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A afirmativa IV está incorreta porque o ECA estabelece em seu artigo 10, inciso IV, que os
hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e particulares,
são obrigados a fornecer declaração de nascimento, em que constem necessariamente as
intercorrências do parto e do desenvolvimento do neonato. A afirmativa V está incorreta
por estar em desacordo com o artigo 20, que diz que os filhos, havidos ou não da relação do
casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer
designações discriminatórias relativas à filiação. As afirmativas I, II e III estão em consonância
com o que prevê o ECA, respectivamente nos artigos 8º, 11 e 17.
Letra c.
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e) Apesar de serem garantidas às mulheres e aos seus filhos recém-nascidos alta hospitalar
responsável e contrarreferência na atenção primária, o acesso a grupos de amamentação
depende de lei do ente federativo competente.
A alternativa A está incorreta. O ECA, em seu artigo 8º, diz que é assegurado a todas as
mulheres o acesso aos programas e às políticas de saúde da mulher e de planejamento
reprodutivo e, às gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada à gravidez, ao parto
e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no âmbito do
Sistema Único de Saúde. Cabe ainda esclarecer que, segundo o § 2º, “Os profissionais
de saúde de referência da gestante garantirão sua vinculação, no último trimestre da
gestação, ao estabelecimento em que será realizado o parto, garantido o direito de opção
da mulher”. Nesse último caso, entende-se a opção pelo estabelecimento. Ainda no §8º do
mesmo artigo, diz que a gestante tem direito a acompanhamento saudável durante toda a
gestação e a parto natural cuidadoso, estabelecendo-se a aplicação de cesariana e outras
intervenções cirúrgicas por motivos médicos. Sendo assim, não há menção direta a escolha
de modalidade de tipo de parto no ECA. Sobre a alternativa B, a expressão “desde que haja
previsão em convenção coletiva” torna a alternativa incorreta. Alternativa C, incorreta. O
ECA prevê assistência psicológica às mães que manifestem interesse em entregar os filhos
para adoção, mas não exclui a obrigatoriedade de apoio psicológico em outros casos, como
períodos pré e pós-natal em geral. Alternativa E, incorreta. O ECA assegura às mães e aos
recém-nascidos alta hospitalar responsável, contrarreferência e acesso a grupos de apoio
à amamentação, sem necessidade de legislação específica do ente federativo.
Letra d.
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A afirmação I de que “é dever exclusivo dos pais e responsáveis velar pela dignidade da
criança e do adolescente” é incorreta. Embora os pais e responsáveis tenham esse dever,
o ECA estabelece que a responsabilidade pela proteção das crianças e adolescentes é
compartilhada com o poder público e a sociedade. A afirmativa IV está incorreta, pois
o ECA prevê, no artigo 13, que os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de
tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão
obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo
de outras providências legais. As afirmativas II e III estão em consonância com o que
estabelece o ECA.
Letra c.
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O item A está incorreto porque o direito à liberdade não tem relação com liderança em culto
religioso. O item C está incorreto, pois o texto da lei não menciona a expressão “orientação
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religiosa”. O item D erra ao mencionar “orientações restritas da lei”. O item E peca ao inserir
a expressão “sem supervisão direta” e “indicados por lei apenas”. O artigo 16 preconiza os
direitos das crianças e adolescentes:
Letra b.
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O item que completa corretamente a lacuna é o item C, conforme redação que se segue:
Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas
humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais
garantidos na Constituição e nas leis.
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026. (FGV/SEAD AP/2022) “Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao
respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como
sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis”. (Estatuto
da Criança e do Adolescente). Avalie se o direito à liberdade compreende, entre outros,
os seguintes aspectos: I. Ir, vir e estar, sem restrições legais ou impostas, nos logradouros
públicos e espaços comunitários. II. Opinião e expressão. III. Brincar, praticar esportes e
divertir-se. IV. Buscar refúgio, auxílio e orientação. Estão corretos os itens:
a) I e II, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) II, III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
As afirmativas II, III e IV estão de acordo com o ECA. A alternativa I está errada, pois o texto
original diz “ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as
restrições legais”.
Letra c.
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O item A está incorreto, pois, conforme o Art. 19-B, § 3º, pessoas jurídicas podem sim
apadrinhar. O item B está incorreto, pois, conforme Art. 19-B, § 5º programas ou serviços de
apadrinhamento apoiados pela Justiça da Infância e da Juventude poderão ser executados
por órgãos públicos ou por organizações da sociedade civil. O item D está incorreto, pois
de acordo com Art. 19-B, § 2º, podem ser padrinhos ou madrinhas pessoas maiores de
18 (dezoito) anos não inscritas nos cadastros de adoção. E por fim, o erro do item E tem
justificativa no Art. 19-B: a criança e o adolescente em programa de acolhimento institucional
ou familiar poderão participar de programa de apadrinhamento.
Letra c.
Os itens A, B, C e E estão incorretos, pois o Art. 19, § 2º, traz a seguinte redação:
Letra d.
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O item A é o gabarito. De acordo com o ECA, família natural é a comunidade formada pelos
pais ou qualquer deles e seus descendentes. Já a tutela é uma medida que pressupõe a prévia
decretação da perda ou suspensão do poder familiar e implica necessariamente o dever de
guarda. Família extensa ou ampliada, é aquela que se estende para além da unidade pais
e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou
adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade. E guarda consiste na
situação que obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou
adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais.
Portanto, a alternativa que atende ao enunciado é a letra A.
Letra a.
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e) F – F – F – F.
A afirmativa 2 também está equivocada, pois, conforme Art. 34, §4º, poderão ser utilizados
recursos federais, estaduais, distritais e municipais para a manutenção dos serviços de
acolhimento em família acolhedora. A afirmativa 3 está correta, conforme Parágrafo único
do Art. 75. E por fim, a afirmativa 4 também é falsa, conforme Art. 108, a internação, antes
da sentença, pode ser determinada pelo prazo máximo de quarenta e cinco dias.
Letra d.
O item correto é o item E. O ECA não faz em seu texto nenhuma menção como a afirmada
pelo item A. Sobre o item B, embora o Artigo 19 determine que seja direito da criança e do
adolescente ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família
substituta, o Estatuto da Criança não realiza juízo de valor sobre qual modelo de família é o
mais protetivo, preocupando-se em considerar primordialmente o direito e o bem-estar da
criança em qualquer situação. Com relação ao item C, o Artigo 26 diz que os filhos havidos
fora do casamento poderão ser reconhecidos pelos pais, conjunta ou separadamente, no
próprio termo de nascimento, por testamento, mediante escritura ou outro documento
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público, qualquer que seja a origem da filiação. Por fim, o item D está também em desacordo
com o ECA, pois o § 2º do Artigo 23 explica que a condenação criminal do pai ou da mãe
não implicará a destituição do poder familiar, exceto na hipótese de condenação por crime
doloso, sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar
ou contra filho, filha ou outro descendente.
Letra e.
032. (FGV/ASSISTENTE SOCIAL/TJ SC/2024) Toda criança ou adolescente que estiver inserido
em programa de acolhimento familiar ou institucional terá sua situação reavaliada, no
máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a autoridade judiciária competente, com base
em relatório elaborado por equipe interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma
fundamentada pela possibilidade de:
a) manter o acolhimento institucional.
b) recorrer ao apadrinhamento, sob guarda.
c) proceder à reintegração familiar ou à colocação em família substituta, sob guarda, tutela
ou adoção.
d) promover a adoção internacional.
e) indicar o acolhimento familiar, sob tutela.
[…] toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de acolhimento familiar
ou institucional terá sua situação reavaliada, no máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a
autoridade judiciária competente, com base em relatório elaborado por equipe interprofissional
ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela possibilidade de reintegração familiar
ou pela colocação em família substituta, em quaisquer das modalidades previstas no Art. 28
desta Lei.
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A alternativa B está correta, pois reproduz a previsão contida no Art. 28 do ECA, enquanto
as demais apresentam incorreções. A alternativa A está incorreta, pois o ECA, em seu Art.
136, não atribui ao Conselho Tutelar as funções mencionadas. A alternativa C também está
incorreta, uma vez que o termo “abrigo” foi substituído por “acolhimento institucional”
na legislação vigente. Por fim, a alternativa D não está correta devido à alteração do Art.
101, IV, do ECA, que agora prevê a inclusão em serviços e programas de proteção, apoio e
promoção da família, da criança e do adolescente, conforme a redação atualizada pela Lei
n. 13.257/2016.
Letra b.
Todas as afirmativas estão corretas e foram embasadas nos artigos 45 e 47 do ECA. Esses
requisitos asseguram o melhor interesse da criança ou adolescente, promovendo sua
proteção integral e respeitando os direitos de todos os envolvidos no processo.
Letra e.
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A alternativa A está correta, pois, de acordo com o ECA, a adoção internacional é tratada
como uma medida de exceção, sendo considerada após esgotadas todas as possibilidades de
colocação em uma família brasileira. A alternativa B está incorreta, pois o ECA não determina
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um período de adaptação com duração específica para adoção por estrangeiros. A alternativa
C também é falsa, já que não se exige que os adotantes internacionais possuam nacionalidade
brasileira. Quanto à alternativa D, apesar de a análise documental ser imprescindível, ela é
realizada pelas autoridades judiciárias competentes e não exclusivamente pela embaixada.
Por fim, a alternativa E está errada, pois o ECA não impõe uma restrição de idade específica
para a adoção internacional.
Letra a.
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A alternativa que está em consonância com o ECA é a E, ancorada no Art. 42, § 4º, que versa
acerca dos divorciados, dos judicialmente separados e dos ex-companheiros. Eles podem
adotar conjuntamente, contanto que acordem sobre a guarda e o regime de visitas e desde
que o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância do período de conjugal e
que seja comprovada a existência de vínculos de afinidade e afetividade com aquele não
detentor da guarda, que justifiquem a excepcionalidade da concessão.
Letra e.
039. (FGV/TJ RJ/PSICÓLOGO/2024) Contar ao filho sobre a adoção pode gerar muita
ansiedade e insegurança nos pais adotivos.
De acordo com o previsto na legislação, assinale a afirmativa correta.
a) É recomendável manter segredo sobre a origem genética do adotado para evitar a busca
aos pais verdadeiros.
b) O sigilo sobre a adoção garante que os adotados sejam tratados como se fossem filhos
legítimos.
c) A revelação da adoção ficará a cargo da equipe técnica do Juízo de Infância e Juventude
onde tramitou o processo.
d) O adotado tem direito de conhecer sua origem biológica e de obter acesso ao processo
no qual a medida foi aplicada.
e) A mudança de prenome é obrigatória na adoção e visa impedir que a família de origem
localize o filho adotado.
O adotado tem direito de conhecer sua origem biológica, bem como de obter acesso irrestrito ao
processo no qual a medida foi aplicada e seus eventuais incidentes, após completar dezoito anos.
Letra d.
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A adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados
os recursos de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa, na forma
do parágrafo único do Art. 25 desta Lei.
A alternativa A está incorreta, porque conforme o mesmo artigo, é vedada a adoção. A letra
C está incorreta, pois o Art. 42 diz que podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos. O
item D, Art. 42, §2º, para adoção conjunta, é indispensável que os adotantes sejam casados
civilmente ou mantenham união estável, comprovada a estabilidade da família. E a letra
E está incorreta, pois segundo o §3º do Art. 42 o adotante há de ser, pelo menos, 16 anos
mais velho que o adotando.
Letra b.
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De acordo com a Lei n. 8.069/1990 (ECA), o critério para determinar se uma adoção é
nacional ou internacional não está vinculado à nacionalidade dos adotantes, mas sim à sua
residência habitual. No caso apresentado, embora Fabrícia e Márcio sejam brasileiros, sua
residência habitual é na França, o que configura a adoção como internacional, nos termos do
Art. 51 do ECA. Assim, a alternativa correta é a letra C, pois considera a residência habitual
como o fator determinante.
Letra c.
042. (FGV/JE TJSC/TJ SC/2024) Beatriz e Lauro são habilitados à adoção e iniciam a
aproximação com duas crianças destituídas do poder familiar por sentença transitada em
julgado que se encontram em acolhimento institucional, Kayla, de 5 anos, e Brayan, de 7
anos. O casal propõe ação de adoção, sendo exitoso o estágio de convivência.
Nos estudos técnicos realizados pela equipe do juízo, Beatriz e Lauro reafirmam o desejo
de adotar os irmãos, restando comprovado o forte vínculo afetivo estabelecido entre as
crianças e os requerentes. O magistrado designa audiência de instrução e julgamento, sendo
informado de que Lauro faleceu em razão de um infarto.
Considerando o disposto na Lei n. 8.069/1990 (ECA), é correto afirmar que:
a) em razão do falecimento do requerente antes de prolatada a sentença, o pedido deverá
ser julgado procedente apenas em relação à Beatriz.
b) a alteração da situação fática decorrente do falecimento de Lauro exigirá a realização
de novos estudos técnicos e a renovação da habilitação à adoção requerida por Beatriz.
c) o falecimento do requerente tem como efeito prático o reinício do estágio de convivência,
por expressa previsão legal e pelo prazo de até noventa dias.
d) o pedido poderá ser julgado procedente em relação a ambos os requerentes, diante da
inequívoca manifestação da vontade de Lauro de adotar as crianças.
e) verifica-se a ocorrência da impossibilidade jurídica do pedido de adoção formulado
por requerente que vem a falecer no curso do processo, sendo nula eventual sentença de
procedência.
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da prolação da sentença, não impede que o pedido seja julgado procedente em relação a
ambos os requerentes, desde que comprovada a manifestação inequívoca de sua vontade
em adotar as crianças durante o estágio de convivência e nos estudos técnicos realizados,
conforme Artigo 42, § 6º, que diz que a adoção poderá ser deferida ao adotante que, após
inequívoca manifestação de vontade, vier a falecer no curso do procedimento, antes de
prolatada a sentença.
Letra d.
De acordo com o Art. 28, a colocação em família substituta far-se-á mediante guarda,
tutela ou adoção, independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente, nos
termos desta Lei. As demais hipóteses previstas não se enquadram no aspecto cobrado.
Letra c.
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Os itens A, C, D e E estão incorretos, pois o Art. 42 diz que podem adotar os maiores de 18
(dezoito) anos, e, em seu § 3º, que o adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais
velho do que o adotando. Portanto, o gabarito é o item B.
Letra b.
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Não há impedimento, no ECA, nesse sentido. A terceira, que permite atividade noturna até
23h30, é igualmente falsa, pois o trabalho noturno é vedado ao adolescente aprendiz. Por
fim, a quarta afirmativa, que aponta que a remuneração ou participação em vendas não
descaracteriza o caráter educativo do trabalho, é verdadeira, conforme o ECA estabelece
em seu artigo 68, § 2º.
Letra c.
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Aos adolescentes é permitido o trabalho insalubre, desde que lhes seja assegurado o
fornecimento de equipamento de proteção individual capaz de elidir, de forma eficaz, o
agente insalubre.
De acordo com o Art. 7º, inciso XXXIII, da Constituição Federal de 1988, é vedado o trabalho
noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos; é proibido qualquer trabalho a
menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, o que só pode ocorrer a partir dos 14
anos. Assim, mesmo com o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI),
não é permitido que adolescentes menores de 18 anos trabalhem em atividades insalubres.
Errado.
O item está correto, pois, de acordo com o Art. 2º, considera-se criança, para os efeitos
desta Lei, a pessoa até 12 anos de idade incompletos.
Certo.
O item está correto, conforme o Art. 2º, que considera criança, para os efeitos desta Lei, a
pessoa até 12 anos de idade incompletos e adolescente aquela entre 12 e 18 anos de idade.
Certo.
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O item está incorreto. De acordo com o Art. 4º, é dever da família, da comunidade, da
sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação
dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar
e comunitária.
Errado.
Certo.
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O ECA não faz menção a uma destinação exclusiva de recursos, mas menciona uma destinação
privilegiada de recursos. (Art. 4º, Parágrafo Único, alínea “d”).
Errado.
[…] na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela se dirige, as exigências
do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a condição peculiar da criança e
do adolescente como pessoas em desenvolvimento.
Certo.
Os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as crianças e adolescentes, sem discriminação
de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência,
condição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica, ambiente social,
região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a comunidade
em que vivem.
Certo.
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As ações destinadas a efetivar o disposto no caput deste artigo ficarão a cargo do poder público,
em conjunto com organizações da sociedade civil, e serão dirigidas prioritariamente ao público
adolescente.
Certo.
Item correto, de acordo com o Art. 8º-A, essa semana tem o objetivo de disseminar
informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da
incidência da gravidez na adolescência.
Certo.
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Certo.
As gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão
obrigatoriamente encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude.
Errado.
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O item está correto. Segundo o Art. 8º, § 6º, a gestante e a parturiente têm direito a 1 (um)
acompanhante de sua preferência durante o período do pré-natal, do trabalho de parto e
do pós-parto imediato.
Certo.
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O item está correto. Conforme o Art. 13, os casos de suspeita ou confirmação de castigo
físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou adolescente
serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem
prejuízo de outras providências legais.
Certo.
O item está correto. O artigo 18-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no Parágrafo
Único, em sua segunda parte, define o que se entende por tratamento cruel ou degradante
em relação à criança ou ao adolescente. Essa forma de tratamento é caracterizada por
condutas que, de maneira cruel, atentem contra a dignidade do menor, como ações que o
humilhem, o ameacem gravemente ou o ridicularizem.
Certo.
Segundo o Estatuto, as medidas serão aplicadas pelo Conselho Tutelar (18-B, Parágrafo
Único).
Errado.
[…] gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão
obrigatoriamente encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude.
Certo.
Item incorreto. Sob nenhum pretexto poderá ser usado o castigo físico, conforme determina
o Artigo 18-A.
Errado.
O item está incorreto. As medidas previstas serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem
prejuízo de outras providências legais.
Errado.
O item está correto. De acordo com o Art. 19-B, §2º, podem ser padrinhos ou madrinhas
pessoas maiores de 18 (dezoito) anos não inscritas nos cadastros de adoção, desde que
cumpram os requisitos exigidos pelo programa de apadrinhamento de que fazem parte.
Portanto, nada impede que a pessoa ilustrada pelo item participe.
Certo.
O item está em desacordo com a redação do §5º. A sentença conferirá ao adotado o nome
do adotante e, a pedido de qualquer deles, poderá determinar a modificação do prenome.
Outra informação importante acrescentada pelo parágrafo §6º é que, caso a modificação
de prenome seja requerida pelo adotante, é obrigatória a oitiva do adotando, observado o
disposto nos §§ 1º e 2º do Art. 28.
Errado.
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O item está correto. A redação do Art. 33 obriga a prestação de assistência material, moral
e educacional à criança ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a
terceiros, inclusive aos pais.
Certo.
Item errado, pois o ECA determina que o adotante seja, pelo menos, dezesseis anos mais
velho que o adotando.
Errado.
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Item incorreto. Conforme o Art. 53, esse direito é assegurado no caso de irmãos que
frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino da educação básica.
Errado.
Item incorreto. O Art. 67 veda o trabalho noturno, realizado entre as vinte e duas horas de
um dia e as cinco horas do dia seguinte ao adolescente empregado, aprendiz, em regime
familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em entidade governamental ou
não governamental.
Errado.
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O item está correto. De acordo com o ECA, é assegurado o direito da criança e do adolescente
contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores;
Certo.
A especificidade mencionada pelo item se refere aos casos de adoção e não de guarda.
Errado.
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Item correto. É assegurado o acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência,
garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa
ou ciclo de ensino da educação básica.
Certo.
De acordo com o Art. 23, §2º, a condenação criminal do pai ou da mãe não implicará a
destituição do poder familiar, exceto na hipótese de condenação por crime doloso sujeito
à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar ou contra
filho, filha ou outro descendente.
Errado.
Aplica-se a hipótese prevista no Art. 23, §2º, que diz: a condenação criminal do pai ou da
mãe não implicará a destituição do poder familiar, exceto na hipótese de condenação por
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crime doloso sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente titular do mesmo poder
familiar ou contra filho, filha ou outro descendente.
Certo.
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mais de doze meses, salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse,
devidamente fundamentada pelo juiz.
O item está incorreto. O ECA determina que não se prolongará por mais de 18 meses (Art.
19, § 2º).
Errado.
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REFERÊNCIAS
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