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Dip

A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção que se propaga do colo do útero para a região pélvica, podendo causar dor, corrimento e complicações como infertilidade. Fatores de risco incluem início precoce da atividade sexual, baixo nível socioeconômico e uso de duchas vaginais, sendo o tratamento baseado em antibióticos e, em casos graves, cirurgia. A prevenção envolve uso de preservativos e rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis, destacando a necessidade de educação em saúde e políticas públicas eficazes.

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A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção que se propaga do colo do útero para a região pélvica, podendo causar dor, corrimento e complicações como infertilidade. Fatores de risco incluem início precoce da atividade sexual, baixo nível socioeconômico e uso de duchas vaginais, sendo o tratamento baseado em antibióticos e, em casos graves, cirurgia. A prevenção envolve uso de preservativos e rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis, destacando a necessidade de educação em saúde e políticas públicas eficazes.

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A doença inflamatória pélvica (DIP) é considerada um  Início precoce de atividade sexual

conjunto de processos inflamatórios da região pélvica  Baixo nível socioeconômico


devido à propagação ascendente de microrganismos a  Uso de duchas vaginais
partir do colo do útero, particularmente da endocérvix, e  Tabagismo
da vagina, em direção ao endométrio, tubas, peritônio e
Procedimentos invasivos diu, curetagem, histeroscopia
estruturas adjacentes. Essa propagação, denominada
“canalicular”, ocorre de forma direta, do colo uterino para Sintomas
os órgãos superiores
Dor pélvica, corrimento, sangramento (sinussiorragia),
sintoma urinário, febre (caso mais complicados),
dispareunia

Critério maiores

 Dor abdominal infraumbilical ou dor pélvica


 Dor a palpação dos anexos
 Dor a mobilização do colo

Critérios menores:
Quais as bactérias mais comuns Neisseria Gonorrhaeae,  Temperatura axilar maior que 38,3
Chlamydia trachomtis;  Corrimento endocervical anormal
 Massa pélvica
Mais comuns nos jovens, tem a ver com a vida sexual
 Leucocitose
ativa
 PTN reativa e VHS aumentado
Adolescente tem risco 3x maior que mulheres >25 anos  Mais de cinco leucócitos por campo em secreção
endocervical
Baixa mortalidade em países desenvolvidos com uso  Comprovação laboratorial de infecção cervical
adequado de antibióticos, por clamídia, gonococo e Mycoplasma
Pode cronificar abcesso, infertilidade e dor crônica.  São alterações relacionadas ao exame físico e
laboratorial
Gardinerela pode causar também – queixa de corrimento,
ecoli (uretra próxima do canal vaginal) Critérios elaborados:

15% por agentes entéricos ex influenza.  Evidência AP de endometriose


 Presença de abscesso tubo-ovariano em fundo
Fisiopatologia de saco de Douglas, em estudo de imagem
 VLP – evidência DIP
Agente sobre pelo colo do útero e entra pela trompa e
fluxo menstrual retrogrado, as trompas perdem o epitélio
ciliado e com a inflamação causa obstrução da trompa

Exames de imagem

TC pélvica ou RM pélvica

Detecção de abscesso tubo-ovariano, líquido livre na


cavidade, sinais de endometrite.

O exame de imagem normal não exclui a doença


Fatores de risco →Sinais laparoscópicos: hiperemia da superfície tubária,
edema de parede tubária, exsudato purulento cobrindo a
 Jovens
superfície tubária ou extravasando pela extremidade
 Múltiplos parceiros
fimbriada
 Relações sem preservativos
 ISTs previa O diagnóstico é dado por 1 critério elaborado ou 3
 Episódios passados de dip critérios maiores e 1 menor
 Parceiro com ist
Exames complementares Tratamento cirúrgico

 Beta Hcg  Abcesso tubo roto


 Hemograma com leucocitose  Falha tratamento clinico 48 h 72h
 PCR e VHS  Abcesso tubo ovariano > 8 cm sem resposta
 Bacterioscopia  Piora clinica apesar da antibioticoterapia
 Ultrassonografia primeira linha adequada
 Liquido livre em fundo de saco
Procedimento:
 Abcesso tubo ovariano
 Ressonância  Laparoscopia ou laparotomia para drenagem
 Invasivos  de abscesso
 Culdocentese  Salpingectomia (remoção da trompa
 Laparoscopia padrão ouro comprometida)
 Ooforectomia (em casos de destruição ovariana
Diagnostico diferencial
extensa)
Causas ginecológicas: gravidez ectópica, torção de ovário,  Histerectomia total (casos graves refratários)
rotura de cisto ovariano, endometriose,
Tratamento do parceiro
dismenorreia
Todos parceiros nos últimos 60 dias, azitromicina 1g Vo
Causas gastrointestinais: apendicite aguda, diverticulite,
dose única + ceftriaxona 500mg IM dose única.
doença inflamatória intestinal, colecistite,
obstrução intestinal Durante o tratamento não pode ter relação sexual.
Causas urológicas: infecção urinária, pielonefrite, DIP na gestação
nefrolitíase, cistite intersticial
 Risco de parto prematuro
Estagio I DIP não complicada – tratamento ambulatorial  Corioamnionite
 Sepse neonatal
Estagio II DIP complicada – salpingite mais intensa –
 Baixo peso ao nascer
hospitalar
Doxiciclina não indicada – substituir por azitromicina –
Estágio III – DIP com abscesso - hospitalar
internação obrigatória. Antibiótico parenteral.
Estágio IV – DIP grave abscesso roto - cirurgico
Complicações:
Tratamento
 Infertilidade
 Dor pélvica crônica
 Gravidez ectópica – afeta mov ciliar das trompas
 Abcesso tubo ovariano
 Seguimento clínico e terapêutico

Nos internamentos, avaliar clinicamente, 2 vezes/dia. As


pacientes externas com DIP devem ser reavaliadas em até
Esquema alternativo levofloxacino 72 horas e hospitalizadas, se seu estado não melhorar ou
se houver intolerância à medicação VO .
Indicação internação
No tratamento ambulatorial, acompanhar a paciente a
 Suspeita de abcesso cada 2 dias e instruí-la a retornar ao serviço a qualquer
 Estado geral grave náusea, vomito ou febre tempo caso haja piora dos sintomas
 Falha tratamento ambulatorial
 Gestante Avaliar a resposta após 48 a 72 horas da instituição da
 Intolerante antibiótico antibioticoterapia, sobretudo em relação às queixas de
dor e temperatura. Lembrar que, eventualmente, a
resposta pode se estender por mais 1 ou 2 dias, devendo-
se avaliar cada caso em particular

A resposta ao tratamento deverá ser avaliada por meio


de:

 Melhora do estado geral


 Melhora do quadro térmico (requisitar aferição
da temperatura na forma de curva térmica a
cada 6 horas).
 ∘ Melhora da dor evidenciada por meio da
palpação e toque vaginal
 Melhora das provas inflamatórias (leucocitose,
bastonetose, VHS e proteína C reativa), que
devem ser realizadas a c 2 dias
 Ultrassonografia ginecológica demonstrando
manutenção ou ausência de aumento das
dimensões nos casos de AT Deverá ser realizada
ao mínimo a cada 2 dias
 Em casos de não evidência de melhora, avaliar a
necessidade de intervenção cirúrgica, sobretudo
na possibilidade de existência de foco de
abscessos em outros locais abdominais (goteiras
parietocólicas, subfrênico, peri-hepático na
síndrome de Fritz-Hugh-Curtis etc.), ou
resistência ao esquema ou dose dos antibióticos
inicialmente utilizados (Brasil, 2022; Carvalho,
2004)
 Alta após a melhora clínico-laboratorial, que
ocorre habitualmente após 3 a 7 dias, com
esquema de antibiótico para uso VO em
domicílio
 Para alta, sempre deve ser considerada a
ausência de temperatura elevada, quando
existente, por no mínimo 2 dias
 Na alta, marcar seguimento em ambulatório
especializado, onde deverão ser discutidas
eventuais consequências à fertilidade e possíveis
riscos de gravidez ectópica, e também
aconselhar sobre prevenção de ISTs e posterior
ambulatorial a médio prazo se necessário.

SÍNDROME DE FITZ-HUGH-CURTIS (SFHC) Síndrome das


Cordas de violino

Prevenção

 Uso de preservativo – método mais eficaz


 Rastreio de ists – screening anual de clamídia e
gonorreia < 25 anos
 Tratamento precoce – tratamento de cervicites e
vulvovaginites
 Educação em saúde
 Tratamento do parceiro.

A DIP é um problema de saúde pública no Brasil e


medidas de educação em saúde urgem planejamento e
implementação, tanto para a população em geral quanto
para os profissionais de saúde. É uma doença
negligenciada, assim como a maioria das ISTs, apesar dos
programas governamentais existentes, disponibilidade de
diagnóstico e tratamentos garantidos por meio do
Rename. Embora no Brasil não existam normativas para
rastreio populacional da clamídia, gonococo e
micoplasmas, nem mesmo entre as adolescentes, este
fato merece análise cuidadosa dos gestores dos serviços
de saúde, pois o custo de um programa de rastreamento
de cervicites é muito inferior ao de assistência,
diagnóstico e tratamento de casos agudos de DIP e de
suas sequelas, como dor pélvica crônica, infertilidade e
gravidez ectópica.

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