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O documento aborda as doenças de notificação obrigatória no Brasil, enfatizando a importância da notificação para o controle de epidemias e a saúde pública. Ele detalha o histórico, os procedimentos de notificação, e a classificação das doenças, além de apresentar uma lista de enfermidades que devem ser comunicadas às autoridades. O Sistema Nacional de Informação Zoossanitária (SIZ) é mencionado como um recurso crucial para a coleta e disseminação de informações relacionadas à saúde animal.

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Eduardo Stover
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O documento aborda as doenças de notificação obrigatória no Brasil, enfatizando a importância da notificação para o controle de epidemias e a saúde pública. Ele detalha o histórico, os procedimentos de notificação, e a classificação das doenças, além de apresentar uma lista de enfermidades que devem ser comunicadas às autoridades. O Sistema Nacional de Informação Zoossanitária (SIZ) é mencionado como um recurso crucial para a coleta e disseminação de informações relacionadas à saúde animal.

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Serviço Nacional de Aprendizagem Rural

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária


DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA

Jamil Manoel Leal Filho


Pesquisador da Embrapa Gado de Corte

Campo Grande - MS
INTRODUÇÃO

• Histórico e organismos internacionais.


• Por que notificar enfermidades?
• O SisBraVet/SIZ.
• Vigilância Sanitária e Fluxo de informação.
• A quem devo notificar as enfermidades?
• Procedimentos de notificação.
• Critérios e classificação das enfermidades.
• Lista de enfermidades de notificação obrigatória.
HISTÓRICO
• 1920, Foco de Peste Bovina na Bélgica.
• 1924, ONU e Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
• 1934, Decreto n°24.548, de 03 de Julho de 1934.
• 1946, Organização Mundial de Saúde (OMS/WHO).
• 1973, Código Sanitário para os Animais Terrestres.
• 2004, WAHIS.
• 2009, 118 enfermidades listadas (aquáticas e terrestres).
• 2013, Instrução Normativa n°50, de 24 de Setembro de 2013.
DOENÇA DE NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA

“ É doença inscrita em uma lista pela autoridade veterinária e


cuja presença deve ser levada ao seu conhecimento assim
que for detectada ou suspeitada, em conformidade com a
regulamentação nacional”. (OIE)
POR QUE NOTIFICAR ENFERMIDADES?
• Compromisso com a OIE.
• Controle de epidemias no Homem e nos Animais;
• Rápido acesso à informação;
• Controle de trânsito de animais, seus produtos e subprodutos e
de pessoas.
• Estabelecer critérios para o Diagnóstico.
• Políticas de vigilância sanitária em saúde animal e saúde
pública.
POR QUE NOTIFICAR ENFERMIDADES?
• Cumprir acordos bilaterais entre os países.
• MERCOSUL, NAFTA, União Aduaneira e União Européia;
• Certificação zoosanitária internacional.
• Estabelecer a distribuição de uma enfermidade em uma região.
• Avaliar programas sanitários oficiais do MAPA.
• Garantir a transparência e credibilidade do Serviço Veterinário
na atenção à Saúde Animal.
POR QUE NOTIFICAR ENFERMIDADES?
Aspecto legal
– Decreto n°24.548, de 03 de Julho de 1934
– Decreto n° 5.741, de 30 de Março de 2006.
 Obrigatoriedade de notificação para integrantes do setor público e privado.
 “Art. 5º. Os participantes da cadeia produtiva estão obrigados a cientificar à autoridade
competente, na forma por ela requerida:
 (...) III - ocorrência de alterações das condições sanitárias e fitossanitárias registrada em seus
estabelecimentos, unidades produtivas ou propriedades.”
– IN n° 50, de 24 de Setembro de 2013.
– Resolução CFMV n°722, de 16 de Agosto de 2002.
 “Art. 6º. São deveres do Médico Veterinário: VII - fornecer informações de interesse da
saúde pública e de ordem econômica às autoridades competentes nos casos de
enfermidades de notificação obrigatória; (...)”
SISBRAVET E SIZ
Sistema de Nacional de Informação Zoossanitária (SIZ).

– Responsável por coletar, elaborar e divulgar as informações para


tomada de decisão sobre as estratégias e ações de vigilância,
controle e erradicação das doenças dos animais e de saúde pública.
– Alimentado pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO).
– Apoio aos tomadores de decisão.
– Monitoramento de resultados dos programas sanitários.
– Detecção e controle de endemias e emergências.
– Aperfeiçoamento dos serviço veterinários.
Dados da vigilância veterinária Dados sobre o sistema agropecuário Dados
Administrativos e gerenciais
Exemplos: Exemplos: Exemplos:

Atendimento às notificações de Estrutura do serviço veterinário


Demografia animal
suspeitas

Atividades de fiscalização e inspeção Movimentação e comercialização Gestão dos programas sanitários


de animais

Sistema de informação veterinária

Dados não Dados geográficos


geográficos
Relatórios

Planilhas Mapas
Dados da vigilância veterinária Dados sobre o sistema agropecuário Dados
Administrativos e gerenciais
Exemplos: Exemplos: Exemplos:

Atendimento às notificações de Estrutura do serviço veterinário


Demografia animal
suspeitas

Atividades de fiscalização e inspeção Movimentação e comercialização Gestão dos programas sanitários


de animais

Sistema de informação veterinária

Dados não Dados geográficos


geográficos
Relatórios

Planilhas Mapas
Dados da vigilância veterinária Dados sobre o sistema agropecuário Dados
Administrativos e gerenciais
Exemplos: Exemplos: Exemplos:

Atendimento às notificações de Estrutura do serviço veterinário


Demografia animal
suspeitas

Atividades de fiscalização e inspeção Movimentação e comercialização Gestão dos programas sanitários


de animais

Sistema de informação veterinária

Dados não Dados geográficos


geográficos
Relatórios

Planilhas Mapas
Dados da vigilância veterinária Dados sobre o sistema agropecuário Dados
Administrativos e gerenciais
Exemplos: Exemplos: Exemplos:

Atendimento às notificações de Estrutura do serviço veterinário


Demografia animal
suspeitas

Atividades de fiscalização e inspeção Movimentação e comercialização Gestão dos programas sanitários


de animais

Sistema de informação veterinária

Dados não Dados geográficos


geográficos
Relatórios

Planilhas Mapas
Dados da vigilância veterinária Dados sobre o sistema agropecuário Dados
Administrativos e gerenciais
Exemplos: Exemplos: Exemplos:

Atendimento às notificações de Estrutura do serviço veterinário


Demografia animal
suspeitas

Atividades de fiscalização e inspeção Movimentação e comercialização Gestão dos programas sanitários


de animais

Sistema de informação veterinária

Dados não Dados geográficos


geográficos
Relatórios

Planilhas Mapas
VIGILÂNCIA EM SAÚDE ANIMAL

• Processo contínuo de coleta e análise de dados;

• Produção de informação sobre saúde animal;

• Objetivo de orientar as ações para o controle dos fatores que


interferem na ocorrência de doenças.
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo Serviço Veterinário Oficial
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo Serviço Veterinário Oficial

Evento
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo Serviço Veterinário Oficial

Evento
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo Serviço Veterinário Oficial

Notificação
Evento
Captação
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo Serviço Veterinário Oficial

Notificação
Evento Dados
Captação
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo Serviço Veterinário Oficial

Notificação
Evento Dados
Captação
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo Serviço Veterinário Oficial

Notificação
Evento Dados
Captação

Análise &
Interpretação

Informação
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo Serviço Veterinário Oficial

Notificação
Evento Dados
Captação

Análise &
Interpretação

Informação
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo Serviço Veterinário Oficial

Notificação
Evento Dados
Captação

Análise &
Interpretação

Disseminação
Intervenção Informação
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo Serviço Veterinário Oficial

Notificação
Evento Dados
Captação

Análise &
Interpretação

Disseminação
Intervenção Informação
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo Serviço Veterinário Oficial

Notificação
Evento Dados
Captação

Análise &
Interpretação

Disseminação
Intervenção Informação
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo Serviço Veterinário Oficial

Notificação
Evento Dados
Captação

Análise &
Interpretação

Disseminação
Intervenção Informação

OIE
CICLO DA INFORMAÇÃO ZOOSSANITÁRIA
Campo Serviço Veterinário Oficial

Notificação
Evento Dados
Captação

Análise &
Interpretação

Disseminação
Intervenção Informação

OIE
PROCEDIMENTOS DE NOTIFICAÇÃO
• Qualquer cidadão, instituição ou organização que tenha
animais ou conhecimento deve notificar casos conhecidos ou
suspeitos.
• Comunicar o SVO sobre as ocorrências:
– Serviço Veterinário Estadual, na unidade de atenção veterinária local; ou,
– Serviço Veterinário ou Federal, na SFA da UF;
– Diretamente ou via telefone, inclusive 0800, fax, e-mail ou quaisquer outros
meios necessários.
• Se Médico Veterinário, poderá preencher o FORM NOTIFICA.
CRITÉRIOS PARA ELABORAÇÃO DA
LISTA DE DOENÇAS
CRITÉRIOS PARA COMPOR A LISTA DE DOENÇAS
• Obedecer ao Código Sanitário dos Animais Terrestres e
Aquáticos – OIE e;
– É obrigatória a doença contida em lista publicada pela autoridade veterinária
([Link]).

• Presença ou ausência no País, território ou zona;


• Características epidemiológicas ou poder de disseminação;
• Existência de programa sanitário oficial para prevenção,
controle ou erradicação;
• Risco para saúde pública;
CRITÉRIOS PARA COMPOR A LISTA DE DOENÇAS

• Impacto para a pecuária e comércio de animais, seus produtos


e subprodutos;
• Importância estratégica para produção nacional; e
• Compromisso de certificação sanitária internacional;
• De acordo com a espécie animal acometida.
• Com interesse do Serviço Veterinário Estadual, a UF poderá
incluir doenças de interesse regional.
CRITÉRIOS PARA NOTIFICAÇÃO IMEDIATA
• Doenças com notificação em 24 h.:
• aparecer pela primeira vez ou reaparecer no País, estado, zona ou compartimento
declarado oficialmente livre;
• aparecer pela primeira vez qualquer nova cepa de agente patogênico no país, zona ou
compartimento;
• apresentar mudanças repentinas e inesperadas nos parâmetros epidemiológicos de
uma doença da Lista que ocorre no país, estado, zona ou compartimento
• mudanças de perfil epidemiológico, como mudança de hospedeiro, de patogenicidade
ou cepa, principalmente se houver repercussões zoonóticas;

• Qualquer doença exótica, não pertencente a lista (IN


50/2013), emergente com potencial zoonótico, índice de
morbidade ou mortalidade significativo.
CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS DE
NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA
LISTA DE DOENÇAS OBRIGATÓRIAS
• 1. Doenças erradicadas ou nunca registradas no País, com
notificação IMEDIATA de CASO SUSPEITO OU
CONFIRMADO;
• 2. Doenças que requerem notificação IMEDIATA de
QUALQUER CASO SUSPEITO;
• 3. Doenças que requerem notificação IMEDIATA de CASO
CONFIRMADO;
• 4. Doenças com notificação MENSAL pelo SVO de casos
confirmados.
LISTA DE DOENÇAS OBRIGATÓRIAS
• 1. Doenças erradicadas ou nunca registradas no País, com
notificação IMEDIATA de CASO SUSPEITO OU
CONFIRMADO;
• 2. Doenças que requerem notificação IMEDIATA de
QUALQUER CASO SUSPEITO;
• 3. Doenças que requerem notificação IMEDIATA de CASO
CONFIRMADO;
• 4. Doenças com notificação MENSAL pelo SVO de casos
confirmados.
LISTA DE DOENÇAS OBRIGATÓRIAS
• 1. Doenças erradicadas ou nunca registradas no País, com
notificação IMEDIATA de CASO SUSPEITO OU
CONFIRMADO;
Verificação pelo SVO
• 2. Doenças que requerem notificação IMEDIATA de
QUALQUER CASO SUSPEITO;
• 3. Doenças que requerem notificação IMEDIATA de CASO
CONFIRMADO;
• 4. Doenças com notificação MENSAL pelo SVO de casos
confirmados.
DOENÇAS DA LISTA - 1 (IN50/2013)

• Imediata, caso suspeito ou confirmado por diagnóstico laboratorial.


• Erradicadas ou nunca registradas no País.
• Doenças de MÚLTIPLAS ESPÉCIES:
– Brucelose (B. melitensis); – Febre do Vale do Rift;
– Cowdriose; – Febre hemorrágica de Crimea-
– Doença hemorrágica epizoótica; Congo;
– Encefalite japonesa; – Miíase (Chrysomya bezziana);
– Febre do Nilo Ocidental; – Peste Bovina;
– Triquinelose;
– Tularemia.
DOENÇAS DA LISTA - 1 (IN50/2013)

• Imediata, de caso suspeito ou confirmado por diagnóstico laboratorial.


• Erradicadas ou nunca registradas no País.
• Doenças de BOVINOS e BUBALINOS:
• Dermatose nodular contagiosa;
• Pleuropneumonia contagiosa bovina;
• Tripanosomose (transmitida por tsetsé).
DOENÇAS DA LISTA - 2 (IN50/2013)

• Imediata de qualquer CASO SUSPEITO.

• Doenças de MÚLTIPLAS ESPÉCIES:

– Antraz (carbúnculo hemático); – Febre Aftosa;


– Doença de Ausjesky; – Língua Azul;
– Estomatite vesicular; – Raiva.
DOENÇAS DA LISTA - 2 (IN50/2013)

• Imediata de qualquer CASO SUSPEITO.

• Doenças de MÚLTIPLAS ESPÉCIES:

– Antraz (carbúnculo hemático); – Febre Aftosa;


– Doença de Ausjesky; – Língua Azul;
– Estomatite vesicular; – Raiva.
DOENÇAS DA LISTA - 2 (IN50/2013)
• Imediata de qualquer CASO SUSPEITO.

• Doenças de BOVINOS e BUBALINOS:

– Encefalopatia espongiforme bovina – EEB.


DOENÇAS DA LISTA - 3 (IN50/2013)
• Imediata de qualquer CASO CONFIRMADO

• Doenças de MÚLTIPLAS ESPÉCIES:

– Brucelose (Brucella suis);


– Febre Q;
– Paratuberculose;
DOENÇAS DA LISTA - ITEM 3 (IN50/2013)
• Imediata de qualquer CASO CONFIRMADO

• Doenças de BOVINOS e BUBALINOS:


• Brucelose (Brucella abortus);
• Teileriose;
• Tuberculose.
DOENÇAS DA LISTA - 4 (IN50/2013)
• Qualquer CASO CONFIRMADO.
• Doencas não passíveis de acompanhamento do SVO.
• Doenças de MÚLTIPLAS ESPÉCIES:

– Botulismo; – Disenteria vibriônica (Campilobacter


– Carbúnculo sintomático/manqueira jejuni);
(Clostridium chauvei); – Ectima contagioso;
– Cisticercose suína; – Enterotoxemia (C. perfringens);
– Clostridioses (exceto C. chauvei. C. – Equinococose/hidatidose;
botulinum, C. perfringens e C. tetani); – Fasciolose hepática;
– Coccidiose; – Febre catarral maligna;
– Filariose;
DOENÇAS DA LISTA - 4 (IN50/2013)
• MENSAL de qualquer CASO CONFIRMADO.

• Doenças de MÚLTIPLAS ESPÉCIES:


– Foot-rot/podridão do casco – Miíase por Cochliomyia hominivorax;
(Fusobacterium necrophorum); – Pasteureloses (exceto P. multocida);
– Leishmaniose; – Salmoneloe intestinal;
– Leptospirose; – Tétano (Clostridium tetani);
– Listeriose; – Tripanosomose (T. vivax);
– Melioidose (Burkholderia pseudomallei); – Surra (Trypanossoma evansi).
DOENÇAS DA LISTA – 4 (IN50/2013)
• Qualquer CASO CONFIRMADO.
• Doenças de BOVINOS e BUBALINOS:
– Anaplasmose bovina; – Rinotraqueíte infecciosa
– Babesiose bovina; bovina/vulvovaginite pustular
infecciosa;
– Campilobacteriose genital bovina
(Campilobacter fetus veneralis); – Septicemia hemorrágica
(Pasteurella multocida);
– Diarréia viral bovina;
– Varíola bovina;
– Leucose enzoótica bovina;
– Tricomonose
Obrigado.

Jamil Manoel Leal Filho


Pesquisador da Embrapa Gado de Corte

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