Elias J.
Gonçalves,
Médico Pneumologista, Fev 2026
SUMÁRIO
[Link] nº1
[Link]ção – DPOC/Exacerbação/Fenótipo(s)
[Link]
[Link]
[Link]
[Link] para Diagnóstico
[Link] Diferencial
[Link] de avaliação/Abordagem - conduta/Follow up
[Link] sobre sinais de gravidade
[Link] sobre Ventilação não Invasiva
[Link] nº2
[Link]óstico
26/04/2014.
B. S, 71 anos, ♀
• Evolução subaguda
• Vários acessos de tosse produtiva;
• Expectoração mucoide, abundante, “ferruginosa”.
• Dor pleurítica.
• Dispnéia MRC 3
Exame Objectivo
• Bom estado nutricional;
• Polipnéica com recurso a musculatura acessória, FR 48 ipm, apiretica, anictérica e
acianótica;
• SatO2 84 – 86% aa.
• PA: 150/110 mmHg V sistólico. 100/90 mmHg V diastólico. B2 hiperfonético, sem
sopros.
• MV + diminuído à direita com estertores finos e sibilância difusamente distribuídos
nos dois hemitórax.
• Edemas discretos peri maleolares bilaterais.
Exames complementares (relevantes)
• Leucócitos: 15 x 10³ / uL, Neutrófilos: 79.2%
A Nossa Abordagem
Fazia seguimento no exterior do país. Estava medicada:
o Amlodipino 10mg/d (diidropiridinas – acçao > no musc lisa e sistema
venoso+++/3)
o Verapamil 120 mg/d (Fenilalquilinas selectico Ca+ - acção nos musc
cardiaco e nivel vascular menor)
o Espironolactona 25 mg /d
o Furosemida 40 mg/d
o Seretaide 50/250 (disku)
o N acetilcisteína 200 mg
• Negou tabagismo.
• Exposição de Biomassa (cozinha lenha +++/3).
TC Tórax
Outros exames complementares
solicitados
o pBAAR : 3 amostras foram negativas.
o Pro BNP: 64.11 pg /mL (valores de ref. <100)
Eco cardiograma
Prova função pulmonar
Resumo
• 71 anos, ♀;
• tosse produtiva, expectoração mucoide, abundante, “ferruginosa”.
• Dor pleurítica.
• Dispnéia MRC 3
• Polipnéica com recurso a musculatura acessória, FR 48 ipm, apiretica, anictérica e
acianótica;
• SatO2 84 – 86% aa.
• PA: 150/110 mmHg V sistólico. 100/90 mmHg V diastólico. B2 hiperfonético, sem sopros.
• MV + diminuído à direita com estertores finos e sibilância difusamente distribuídos nos
dois hemitórax.
• Edemas discretos peri maleolares bilaterais.
PFP:
• índice de tiffeneau 62% previsto
• FEV1 0.69 litros (35.8% previsto)
• FVC 1.11 litros (47.6% previsto
• Fluxos intermediários: MEF 75: 1.32 L/s (47.8% previsto)
MEF 50: 0.29 L/s (8.7% previsto)
MEF 25: 0.23 L/s 23% previsto)
• CPT : 4.61 litros (99 % previsto)
• VR: 3.52 litros (177% previsto)
• Ñ houve resposta significativa BD inalado (atrovent)
Ecocardiograma:
• VD ligeiramente dilatado
• Regurgitamento tricúspide ligeiro, PSAP 50 mmHg
Nossa conduta
• Oxigenoterapia 3 litros /mto ( com melhora da Sat 02 para 94 – 95%).
• N acetil cisteína – 200 mg: (pcts)1 x d.
• Nebulização – brometo de ipratrópio: 2 ml (250 mcg/ml) diluídos em 3 ml
SF 0.9%) 4xd
• Moxifloxacino 400 mg / dia por 10 dias
EVOLUTIVAMENTE
• Leucócitos: 5.600/mm3 (4.230 – 9.070)
• Segmentados 35.7%
• Linfócitos 49.3%
Perfil lipídico
• Colesterol total:253 mg/dL
• LDL: 183.6 mg/dL
▪ LABA + LAMA – associamos CSI
Brometo de ipratropium (resgate)
▪ Foram mantidas a dose Verapamil, diminuída a da Anlodipina para 5
mg
▪ Deixadas doses dos diuréticos: Lasix 40 mg/d e espironolactona 25/d
Recomendação para seguimento: Pneumologia / Cardiologia
Exacerbação infecciosa
Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)
DEFINIÇÃO
GOLD, 2025
É uma doença pulmonar heterogênea caracterizada por sintomas
respiratórios crônicos (dispneia, tosse, produção de escarro e/ou
exacerbações) devido a anormalidades das vias aéreas (bronquite,
bronquiolite) e / ou alvéolos (enfisema) que causam obstrução do fluxo de
ar de forma persistente, muitas vezes progressiva.
Exacerbação/ DPOC
“...Piora dos sintomas ao longo de alguns dias (até 14 dias), caracterizado por
aumento da dispneia, tosse e expectoraçao que pode ser acompanhada de
taquipneia e/ou dificuldade respiratória, associado frequentemente a
inflamação local e sistémica, causada por infecções, poluentes ambientais ou
outras agressões a nível da via aérea/pulmonar ...”
GOLD, 2025
Importância da exacerbação da DPOC
Impacto negativo:
▪ Estado de saúde
▪ Agravamento da obstrução do fluxo aérea
▪ Progressão da doença (↑)
▪ Taxas de hospitalização e Readmissão (↑)
▪ Risco de óbito (↑)
FENOTIPO (S) DPOC
A. Bronquítico
B. Enfisematoso
C. Misto
Fenótipo misto
▪ História de tabagismo
▪ História de asma e/ou atopia
▪ Reversibilidade pós teste broncodilatador
▪ Eosinofilia no escarro, IgE elevada e sinais alergénicos
▪ VEF1 /CVF <0,7
▪ Cianose precoce
▪ Recurso a musculatura acessória
▪ Hipoxemia e hipercapnia em graus variáveis
▪ Exacerbações frequentes
▪ Maior risco de cor pulmonale/hipertensão pulmonar
Fisiopatologia – Doença pulmonar obstrutiva crónica
A) Obstrução das vias aereas e air trapping
B) Hiperinsuflação
C) Anomalia nas trocas gasosas
D) Alteração da circulaçao pulmonar – ↓P02/hiperplasia-hipertrofia íntima e
do musc vascular/resposta inflamatória vascular: Hipertensão pulmonar
E) Exacerbações frequentes
A) Multimorbilidade – termo “sindemia”:(DPOC + Co-ocorrencia de factores q
compartilham mecanismos). Obstrução via aerea + hiperinsuflaçao→Função cardíaca.
Mediadores inflamatorios circulaçao → caquexia→Doença cardíaca Isquemica,
osteoporosis, anemia normocitica→Diabetes→ Sind metabólico → depressao/ansiedade
+ Cancer pulmao
Taxonomia – Doença pulmonar obstrutiva crónica
Ajuda a ampliar horizontes sobre heterogeneidade dos processos que contribuem para apresentação peculiar do
doença
Classificação Descrição
DPOC – G Deficiência de α1 antitripsina
Geneticamente determinado Outras variantes genéticas de pequena acção
DPOC – D Eventos do inicio da vida, incluindo prematuridade,
Relacionado a anomalia de desenvolvimento baixo peso ao nascer
pulmonar
DPOC: Relacionado ao meio ambiental Tabagismo activo e passivo (incluindo in utero);
▪ DPOC – C: Tabagismo Vaping ou c-cigarette; cannabis
▪ DPOC – P : Exposição biomassa/poluição
DPOC – I Infecções repetidas infância, VIH, PTLD(pós TBp)
Devidos Infecções
DPOC - A Particularidade da infancia
DPOC & Asma
DPOC - U -------
Causa desconhecida
AUXILIO COMPLEMENTAR PARA DIAGNÓSTICO
A) PLESTIMOGRAFIA
A) CAPACIDADE DE DIFUSÃO DE MONÓXIDO DE CARBONO DOS
PULMÕES (DLCO)
A) TESTE DE CAMINHADA DE 6 MINUTOS/TESTE CARDIOPULMONAR
DO EXERCICIO
B) GASIMETRIA ARTERIAL
C) BIOMARCADORES
D) OXIMETRIA DE PULSO NOTURNA
AUXILIO COMPLEMENTAR PARA DIAGNÓSTICO
▪ Radiografia do tórax – PA e Perfil
▪ Tomografia tórax
▪ PET - SCAN
Aspectos epidemiológicos
▪ Uma das principais causas de morbimortalidade em todo mundo
▪ Fardo económico e social substancial crescente
▪ Prevalência, morbilidade e mortalidade variável entre os países
▪ Importancia da relação directa com tabagismos (muitos países alta
renda); Indoor pollution e outdoor pollution (alguns países baixa e
media renda); exposição ocupacional e domestica (biomassa).
Diagnóstico Diferencial
A) Asma
B) Insuficiência cardíaca
C) Edema agudo do pulmão
D) Bronquiectasias
E) Tuberculose pulmonar
F) Bronquilites
Obliterante (pós-infecciosa) / Constrictiva (ex pós-transplante) / Folicular (BALT- auto-
imunidade
A) Panbronquilite difusa
Aspectos epidemiológicos (cont.)
1. Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica
As doenças respiratórias impõem (DPOC),
uma imensa carga para a saúde 2. Asma,
mundial, 3. Infecção aguda do trato respiratório
inferior (Pneumonia),
e cinco doenças respiratórias estão
4. Tuberculose pulmonar,
entre as causas mais comuns de morte
em todo o mundo 5. Câncer de pulmão
As doenças respiratórias representam mais de 10% de todos os anos de vida perdidos
ajustados por incapacidade (DALY), uma métrica que estima a quantidade de perda de vida
ativa e produtiva devido a alguma doença. Perde apenas para doenças cardiovasculares (ex
...AVC).
Aspectos epidemiológicos (cont.)
Safari at al Wang at al Adloye at al Bowers at al
Resp Res, Lancet respir JAMA netw
BMJ 2022 2025 Med 2022. open 2025
Population -
GB Data 2019 GB Data 2021 based study Other sources
Prevalência (%)
2.6 2.5 10.3 10.6
Nº casos ( por
milhão) 212 213 392 479
Preve-se um aumento no numero de casos de DPOC nas próximas décadas – em cerca
de 600 milhões de pacientes até 2050 .
Aspectos epidemiológicos (cont.)
Os países de baixa renda e de renda média
(LMICs);
Carregam uma carga desproporcionalmente alta da
morbimortalidade global causada por doenças
respiratórias crónicas – Asma, DPOC, Bronquiectasias,
PTLD (Doença pulmonar pós-tuberculose)
Discute;
▪ Os aspectos epidemiológicos: estudos
existentes, factores de risco doenças,
determinantes sociais e ambientais;
▪ Desafios de diagnóstico;
AVALIAÇÃO,
ABORDAGEM / CONDUTA
e FOLLOW-UP
GOLD – Global Initiative Obstructive Lung Disease/
DPOC
Principais pilares
Gravidade Avaliação sintomas/Exacerbações
(obstrução do fluxo aéreo – espirometria) Sistema A B E
▪ Leve – 1 Grupo A – poucos sintomas
▪ Moderada – 2 ▪ mMRC 0 – 1
CAT < 10
▪ Grave – 3 ▪
▪ Exacerbações moderadas/ano
▪ Muito grave – 4 ▪ Sem hospitalização
Grupo B – muitos sintomas
▪ mMRC ≥ 2
▪ CAT ≥ 10
▪ Exacerbações moderadas/ano
▪ Sem hospitalização
Grupo E – Exacerbadores
▪ CAT ≥ 10
▪ ≥ 2 Exacerbações moderadas/ano
▪ ≥ 1 Exacerbação com hospitalizações
• As recomendações da GOLD 2025 para o tratamento de
pacientes com DPOC são baseadas em categorias de
limitação do fluxo de ar:
• GOLD 1 (Leve): VEF1 ≥80% do previsto
• GOLD 2 (Moderado): 50% ≤ VEF1<80% do previsto
• GOLD 3 (Grave): 30% ≤ VEF1<50% do previsto
• GOLD 4 (Muito Grave): VEF1 <30% do previsto
ESCALA MODIFICADA MRC ( m MEDICAL RESEARCH
COUNCIL)
Classificar a intensidade da falta de ar (dispneia) em pacientes
A) Grau 0: Sem falta de ar.
B) Grau I: Dispneia apenas com esforço intenso.
C) Grau II: Dispneia ao andar em ritmo lento ou devagar na própria caminhada no
plano.
D) Grau III: Falta de ar ao andar distâncias curtas (100 metros ou poucos minutos no
plano), obrigando a parar para respirar.
E) Grau IV: Falta de ar que impede a pessoa de sair de casa.
DPOC – CAT TM (ASSESSMENT TEST)
Aspectos chaves CAT TM
1º) OBJECTIVOS
▪ Quantificar a carga de sintomas da DPOC,
▪ Permite que os profissionais de saúde
acompanhem as mudanças ao longo do
tempo e ajustem os planos de tratamento
2º) Scoring (0 - 40) 3º) Diferença clinicamente importante
▪ Mudança de 2 pontos ou + : considera-se
▪ 0-9 Low impact
clinicamente significativo
▪ 10-20 Medium impact
▪ 21-30 High impact Questionário preenchido pelo próprio
paciente cada 2 – 4 semanas ou antes da
▪ 31-40 Very high impact consulta médica
Os 8 componentes principais (escala 0 – 5)
TRATAMENTO
BEST PRACTICE - BMJ
Permite personalização do tratamento, com foco:
Melhoria sa função pulmonar
Prevençao de futuras exacerbações
TRATAMENTO
Reduzir os sintomas e a gravidade das exacerbações
Melhorar a tolerância ao exercício e o estado de saúde
▪ MUDANÇA DO ESTILO DE VIDA
▪ FISIOTERAPIA RESPIRATORIA
LABAs – Beta 2 agonista longa acção
1. Formoterol – acçao 12 horas
2. Salmeterol – acção 12 horas
3. Indacaterol – acção ultra-longa 24h
4. Vilanterol – acçao ultra-longa 24 h
5. Olodaterol – acção ultra-longa 24h
LAMAs
1. (*) - LAMAs mais recentes – eficácia melhor sobre o
1. Tiotrópio
Tiotrópio:
2. Aclidínio(*)
▪ Mudança em relação ao VEF1,
3. Glicopirrónio (*) ▪ Ao Score do índice da dispneia,
4. Umeclidínio (*) ▪ Score de St George’s
Sinais de gravidade:
A) Insuficiência respiratória aguda (tipo 1 e/ou 2) - com
risco de vida:
I. Fr Resp > 30 rpm;
[Link]ção de musculatura respiratória acessória;
III. Mudança aguda no estado mental
B) Outros sinais/história pregressa:
I. Cianose central ou de aparecimento recente,
[Link]ória prévia de ventilação mecânica,
[Link] hemodinâmica
Conduta
A) Corrigir a hipoxemia – Oxigenoterapia : Oferecer O2
suplementar
(com cautela se SatO2 < 90% a 1-3 l/min)
A) Salbutamol ou equivalente (200-400 mcg) - 2-4 jatos do
aerossol dosimetrado, a cada 4-6 horas até melhora dos
sintomas.
(2,5 - 5 mg, em 10-15 minutos a cada 4-6 horas) diluída em solução
salina fisiológica 0,9% até um volume final de 3 mL
Atrovent (R) – brometo de ipratropium – 250 mcg/1ml / 42 gotas em
3 ml de SF 0.9%
C) Corticoide sistêmico/inalatório: versus Anti-ifnlamatórios (ñ
esteroides
D) Antibioterapia - discute-se Fluorquinolonas, Tetraciclinas e
Macrolideo (amostras para culturas/TSA – incluindo para
micobacterias importante)
• Ventilação não Invasiva
▪ Uso dos músculos acessórios
▪ Dispneia
Quando ▪ Taquicardia
considerar ? ▪ Respiração abdominal/ou/abdominal
paradoxal
▪ PaCO2 > 45 mmHg e pH < 7.35
▪ Valores baixo de PaO2/FiO2
Indicação clínica Evidencia Recomendação
Exacebaçao da DPOC com hipercapnia Alta Forte
Edema Agudo Pulmão Moderada forte
Imunocomprometidos Moderada condicional
Pós-operados Moderada condicional
Cuidados paliativo Moderada condicional
Insuficiência respiratória pós - extubaçao baixa condicional
Obesidade/Síndrome de hipoventiçao baixa condicional
Obesidade/Síndrome de hipoventiçao baixa condicional
Prevenção da hipercapnia na Exacerbação DPOC baixa condicional
• Ventilaçao não Invansiva
Benefícios em ambiente de cuidados agudos: Melhora da troca gasosa, evita
intubaçao + ↓ incidência de PAV, ↓ mortalidade, alivio dos sintomas de angustia
respiratória / ↓ duração hospitalização melhora o conforto.
Benefícios em ambiente de cuidados de longo prazo: Melhoria dos
sintomas, melhoria da qualidade de vida, evita hospitalização, aumenta
sobrevida e a mobilidade.
Funcionamento
Mecanismo de pressão positiva nas vias aéreas – gradiente de pressão –
diminuindo esforço respiratório → trabalho respiratório. Ao manter expandido
(s) pulmões/caixa torácica : ↑ Capacidade residual funcional (ar nos alvéolos
disponível para a troca gasosa)
Modo(s) VNI
◦ CPAP (pressão positiva continua) – neutraliza PEEP excessiva (ex
DPOC; Melhora Pré-pós carga)
◦ PSV (modo CPAP em dois níveis)
◦ VNI-ST (espontâneo/ temporário (S/T)
• Ventilaçao não Invansiva cont
Contraindicações à VNI
Necessidade de intubaçao “emergência” – PCR, angustia
Absolutas
respiratória grave, arritmia cardíaca instável
Falência de órgãos não respiratórios (potencialmente fatal)
Encefalopatia grave – Glasgow < 10
Hemorragia digestiva alta
Instabilidade hemodinamica
Cirurgia neurologia, face ou trama/deformidade
Relativas Incapacidade de cooperar, proteger as vias aéreas
Obstrução significativa da via aérea – massa laringes, T traqueia
Duração prolongada antecipada da ventilação mecânica(≥4 a 7 dias)
Anastomose gástrica ou esófago recente
Caso nº 2
Caso nº 2
Chico M, 44 anos, masculino, melanodermico
• Evolução crónica do quadro - há cerca de 30 anos: piora
nos ultimos 2 anos(*)
• Dispneia progressiva de esforços (*): chegou a consulta com
dispneia mMRC 3
• acessos de tosse esporadica, a maior parte do tempo improdutiva,
alternando com períodos de escassa expectoração mucóide
• Perda ponderal (não quantificada) (*)
• Sem febre, sem sudorese nocturna e sem dor toracica
APP
1. Exposição ocupacional (importante)
Serralhareiro – madeira, cola,
artesão – cola, madeira, pedra ...
1. Exposiçao tabagica (importante) – carga 80 UMA
Exame objectivo
Razoável estado geral, emagrecido, pele com diminuiçao do
tugor/ elasticidade, ressequida (+/3), mucosas orais e
conjuntivas coradas e anictericas.
SpO2 91 – 93% ar ambiente, FC 108 bpm; FR 24 com Tempo exp
>>>Tempo Insp >.
• Tórax – tunelizado, sem circulação venosa colateral visivel, MV
diminuido sem sibilios com esparsos estetores difusamente
distribuidos sobretudo 2/3 superiores > > Dtª > Esqda. Tons
cardíacos taquicardicos, ritmicos, sem sopros e sem extratons
• Abd – negativos
• Extremidades - negativo
Medicamentos – Novos Arsenais terapeuticos para DPOC
Broncodilatador
1. Inibidores da fosfodiesterase: PDE-3 e PDE-4: +
anti-inflamatório
ex: Ensifentrina (inibidor selectivo PDE-3 e PDE-4) não esteroide
Roflumislaste (inibidor da PDE -4)
1. Anticorpos monoclonal (is) do antagonista do receptor da
InterLeucinas - 4 e 13:
ex: Dupilumabe
Objectivo – Diminuir a exacerbações em pacientes bronquitico (s)
cronico : inflamaçao tipo Th2 / Eosinofilia > 300 ʮg/L (sangue
periferico)
PROGNÓSTICO
≥65%: 0 ponto
50 – 64%: 1 ponto Preditor de sobrevida em
I. VEF1 (% Pós BD previsto) 36 – 49%: 2 pontos Pacientes com DPOC
≤ 35%: 3 pontos
▪ ÍNDICE DE BODE
≥ 350 metros: 0 ponto
250 – 349 metros: 1 ponto ▪ BIOMARCADORES
II. Teste de Caminhada de 6 ▪ adrenomedulina serica
minutos 150 – 249 metros: 2 pontos
▪ ÍNDICE DE CODEX
≤ 149 metros : 3 pontos
▪ Comorbidade,
▪ Obstrução
mMRC 0: 0 ponto ▪ Dispneia
mMRC 1: 0 ponto ▪ Exacerbação
III. mMRC – Score dispneia mMRC 2: 1 ponto
mMRC 3: 2 pontos
mMRC 4: 3 pontos Sobrevida ~ em 4 anos
IV. Índice de massa corpórea <21 : 0 ponto 0 – 2 pontos = 80%
(Kg/m2) ≤ 21: 1 ponto 3 – 4 pontos = 67%
5 – 9 pontos = 57%
7 – 10 pontos =18%
DISPOSITIVOS/FÁRMACOS INALATÓRIOS R ELVAR® Ultibro®
breezhaler
onbrize® Seebr i®
FOSTAIR®
DPI
Muito Obrigado