Doce Pecado
Doce Pecado
- E sabe muito bem que tem uma grande parcela de culpa nisso tudo. Eu poderia muito
bem estar casada agora. Eu não tinha nada que atender ao seu pedido.
- Eu entendo você Bella. Mas isso é loucura. Pelo amor de Deus, ele é PADRE!!!!
Bella POV
Pela quinta vez eu relia aquela lista sem acreditar. Eu que nem conhecia tanta gente
assim de repente me via diante de uma enorme lista de convidados para meu casamento.
Estava agora com 23 anos e em dois meses me casaria com meu namorado de infância
Jake. Meus pais, embora morasses distante, achavam que ainda era cedo, mas eu tinha
plena convicção do que queria. Gostava do Jake, nós dávamos bem em tudo e
namorávamos desde os 16 anos. Era obvio que iria chegar o momento de nos casarmos.
Eu tinha acabado de cursar a Faculdade de Medicina. Tinha me especializado em
cardiologia. Jake também terminara a Faculdade, mas ao contrário de mim tinha cursado
direito. Morávamos desde sempre em Nova Yorque e meus pais moravam no Chile.
Minha melhor amiga e louca também se formara comigo em medicina. E era para ela
que eu dirigia meu olhar incrédulo.
- esse absurdo aqui, Alice. Eu não conheço metade dessas pessoas que você convidou.
- ai, Bella......você é tão fresquinha. Faremos uma festa de arromba. E nem pense em
economizar. Sei que tem dinheiro.
Eu ri.
- com certeza.
- Tem nada. O tempo voa, minha filha. Quando assustar já estará casada e com um filho
na barriga.
Alice e Jasper namoravam desde que entramos para a faculdade. Era um homem bonito,
alto e loiro. A família de Alice era muito rica. A minha também tinha posses, mas não
tanto quanto a dela. Seu pai era diretor chefe do maior hospital da cidade. E eu sonhava
em trabalhar com ele.
Não sei por que mas as vezes eu tinha a impressão que Alice não gostava do Jake. Mas
sempre que eu perguntava ela dizia que eu estava imaginando coisas. Eu não insistia no
[Link] demais dos dois para que entrasse em atrito por causa de bobagens.
- O que faremos nesse fim de semana, Alice? Poderíamos ir ao clube, o que acha?
- Ah...não posso. Meu irmão chega amanhã. Vai fazer o batizado da Carol. Alice se
referia a sua sobrinha, filha do seu irmão Emmet. Emmet se casara com Rose há três
anos e tinha tido uma filhinha recentemente. Emmet era irmão gêmeo de Edward que
morava em Roma.
- Bella.....eu quero que me faça um favor. Um favor de amiga, de irmã. Seus lábios
tremiam.
- Por favor....
- por favor, por favor, por favor............deixe meu irmão celebrar seu casamento?
- O QUÊ?
- Ia ser lindo, Bella. Minha melhor amiga e meu irmão que amo tanto. -Alice...mas eu
nem sei se da pra escolher essas coisas.
- Claro que da. Deixe de ser boba. Além do mais Edward tem influência.
Só então eu me ative a um detalhe. Emmet me parecia ser bem jovem. E era gêmeo de
Edward.
- 25.
- Caramba.
Tão jovem e padre. Se fosse bonito como Emmet. Alice nunca tinha me mostrado
sequer uma foto dele.
Edward POv
Guardei todos os objetos na Sacristia antes de trancá-la. Minha última missa celebrada
em Roma. Em breve estaria embarcando para Nova Iorque. Estava na hora de me mudar
novamente. Já estava me preparando para sai quando o arcebispo Aro Volturi veio falar
comigo.
Apesar de sermos padre e arcebispo isso não nos impedia de fazer certas brincadeiras,
às vezes. Nesse caso tudo o que Aro dizia era verdade.
- É a verdade, Edward. Sabe que metade dessas mulheres vem a igreja só pra ver o seu
rostinho bonito.
- EDWARD!
Veio correndo e pulou em meu pescoço. Já estava sentindo falta desses rompantes dela.
-É a saudade.
Ela se enroscou e meu peito e ficou abraçada a mim. Mas uns minutos depois se
levantou.
- Deve estar cansado e estou te atrapalhando. Não quer tomar um banho? Daqui há
pouco todos estarão de pé.
Alice subiu comigo e foi para o seu quarto. Entrei no meu e nem acreditei. Dona Esme
teve o trabalho de reformar tudo. Estava na mais perfeita ordem. Não era bem assim que
eu me lembrava dele.
Eram roupas e cd’s espalhados pelo quarto quando morei aqui. Tomei um longo banho,
mas quando sai para me vestir lembrei-me que minhas malas tinham ficado no andar de
baixo. Sai enrolado apenas na toalha. Sempre andei assim pela casa e além do mais
estávamos em família. Mas assim que sai do meu quarto dei de cara com Alice......e ao
lado dela a mulher mais linda que eu já tinha visto em toda minha merda de vida. Fiquei
parado, ainda sem ação, afinal apenas uma toalha em volta da cintura me impedia de
ficar completamente nu a frente delas.
Bella POV
Eu andava pelo corredor,olhando pra trás, com Alice me empurrando. Eu estava
fascinada com o que via. A maravilha de homem continuou parado no corredor,em toda
a sua perfeição olhando nós duas nos afastarmos.
- Anda,Bella.
- Calma,Alice.
-Aquilo o que,Bella?
Alice riu.
- Meu irmão.
-Irmão?
-Sim,Bella. Edward.
-Sim.
Esse mundo ta virado mesmo. Estava acostumada com padres mais velhos,barrigudos.
Ta certo que eu sabia que Edward era novo.E a julgar pela beleza de Emmet e Alice, ele
também deveria ser [Link] ele não era bonito. Era [Link] Deus do
céu.....que padre mais gostoso.........Estava enrolado numa minúscula toalha,revelando o
tórax perfeito e barriga [Link] coxas eram firmes e musculosas. Os olhos eram
verdes como os de [Link] os cabelos eram cor de cobre, estavam
desgrenhados,talvez por causa do banho recém tomado.
-Isso é um pecado.
- O que é pecado,Bella?
-Realmente,Edward é lindo.
-Então...depois vamos conversar com ele a respeito do seu casamento. Edward é ótimo.
Vai adorar ele.
Com certeza eu ia adorar.............. Depois que tomamos banho,Alice e eu descemos para
o café. A família toda já estava de pé quando chegamos. Inclusive o lindã[Link] vestia
jeans e camisa de malha. E mesmo assim estava um espetáculo.
Porra...eu estremeci ligeiramente quando a mão dele tocou a minha. E aquela voz então?
- Eu vou?
- Bella......acorda....seu casamento,esqueceu?
-Ah....sim...é..vou....
-Estou vendo.
-BELLITA!!!!!
-Mais ou menos.
- Eu.....não sei.....
O passo que eu queria dar era em direção a ele e beijar aquela boca deliciosa.
- Converse com Edward mais tarde, Bella. Ele é ótimo para essas coisas. - Se quiser
estarei a disposição.
- Claro....
- Nada.
- já vem você com essa baboseira. Você mesmo disse que não foi assim entre você e
Jake.
Alice desapareceu e me deixou sozinha em seu quarto. Minutos depois uma batida na
porta. Estranhei. Abri a porta e quase cai dura.
- Edward?!!
- Quer falar?
Abri espaço para que ele entrasse. Ah....Jesus.....o cheiro dele era bom demais. Sentou-
se na cama e me encarou.
- O que houve?
- Não sei,Edward. Alice é que está....imaginando coisas. Acho que ela não gosta muito
do meu noivo...e fica com essas maluquices.
- Não vá na onda de Alice. Sempre foi muito doidinha. Ouça somente a voz do seu
coração.
Ah....então..........
- Edward.....acredita mesmo nisso? Quer dizer, eu não deveria ouvir minha mente?
- Eu....pensei que sabia. Quase tinha certeza que gostava dele, que queria realmente
estar com ele.
Ele se dirigiu à porta e fiquei olhando a bunda bem delineada. Puta merda...eu estava a
perigo ou endoidei de vez.
- Sim. Irei,é claro. Daqui a pouco. Edward saiu e me deixou com meus pensamentos.
- Ai...Emmet......que susto.
- Quer saber? Se quiser desencaminhar meu irmãozinho eu dou o maior apoio. Sempre
achei uma palhaçada essa coisa dele ser padre.
Engoli em seco. Emmet estava falando sério. Apesar do ar debochado dele, eu via que
não estava brincando.
- Porque vejo que está louca por ele. E já falei....essa idéia de ser padre é ridícula.
- Ta.....e acha que terei alguma chance? Ele é tão sério.
- É só fazer a coisa certa, Bellita. Antes de ser padre ele é homem. E você? Bem....você
é gostosa.
Dei um soco em seu ombro e ele gargalhou chamando a atenção sobre nós. Rose nos
olhou estreitando os olhos.
Mas antes que ele me dissesse pelo menos um deles, Rose sentou -se ao nosso lado.
- Seja lá o que for que ele tenha dito, não vá na onda dele, Bella. Esse homem é doido.
- O que?
- Ai....Edward?
E eu era mais louca ainda. Estava embarcando no delírio dos dois. Olhei mais uma vez
para Edward do outro lado da sala. Ele olhava para nós com curiosidade. Dei meu
melhor sorriso pra ele. E fui retribuída.
Bella POV
Idiota.....era isso o que eu era. Uma perfeita idiota por acreditar naquele vaco daquele
[Link] uma idéia, uma sugestão.....[Link] só pensava no que poderia fazer para
pegar aquele padre gostoso. Padre gostoso....puta que pariu, eu estava a perigo
[Link]....correndo atrás de um padre? Se bem que na minha mente não era uma
padre, era apenas um homem danado de gostoso. Só o jeito de me olhar me arrepiava da
cabeça aos pés. Imagina se fizesse outras coisas. No entanto isso ia ser difícil, quase
impossível. O som estridente do telefone me fez pular da cama.
- Bellitaaaa!!!!Está pronta?
- Aff.....Bicha mole. Desprega esse traseiro dai e anda. Vá direto para a igreja.
-Está. Mas você pode dar uma "mãozinha" para Edward lá.
Estremeci.
- nada por enquanto. Converse banalidades. Pelo amor de Deus, não vá agarrar o
homem.
- Disse que duvida que vá resistir. Ta doida pra dar pro cara.
- Ah.....e Bella?
-Sim?
- Azul?
Desligou na minha cara. Vagabundo. Vestido azul..........tinha três. E agora, qual deles?
E aliás....em que um vestido azul poderia me ajudar? Mas já vou eu embarcando nas
loucuras do Emmet. Um deles era muito justo.....numa igreja? Decidi -me por um mais
solto. Mas o decote realçava meus seios. E como realçava. Calcei sandálias prata e
passei uma leve maquiagem.
Até que não estava de se jogar fora. Fui o mais rápido que pude até a igreja. Quando
cheguei a igreja já estava decorada com flores. Nunca vi isso para um batizado. Aposto
que era idéia de Alice. Edward estava de costas para a entrada, ainda com a roupa usual.
Calor...........
Quando estava a alguns passos dele percebi claramente seus músculos enrijecendo.
Virou-se para trás e fui jogada naquele mar verde esmeralda. Fiquei presa ali ate que
seus olhos percorreram muito rapidamente meu corpo,voltando aos meus olhos.
-Bom dia,Bella.
- Coisas de Alice, pra variar. Aposto como ela irá fazer isso no seu casamento,Bella.
- Ainda em dúvida?
- Milhares de dúvidas.
- Quer conversar sobre isso?
- Tipo....uma confissão?
- Tipo....você é quem sabe. Posso ouvi-la como padre e posso ouvi-la como amigo.
- Ok.
Aproximei-me mais dele, olhando o que ele lia. A bíblia, é óbvio. Fiz questão que meu
seio roçasse de leve em seu braço. Notei o arrepio em sua pele e meus mamilos
imediatamente intumesceram. Merda.....era visível sobre o vestido. Edward claramente
engoliu em seco, mas disfarçou.
- Ah..sim. Obrigada.
Obrigada,Emmet.
Eu precisava mesmo controlar meu tremor. E dar um jeito de trocar minha calcinha que
já estava encharcada. Sentei-me em um dos bancos. A cabeça entre as mãos. Coisa
horrorosa ter esses pensamentos dentro da igreja. O que eu estava fazendo? Eu não tinha
a mínima chance. Estava parecendo homens...pensando com a outra cabeça......e olha
que eu nem tinha outra.
Gargalhou alto.
- Cara.....eu odeio esse irmão certinho. Aposto que ele é bom de foda como eu e fica
desperdiçando a vida atrás da batina.
Decididamente Emmet só iria piorar as coisas. Devia estar muito desesperada quando
aceitei a ajuda dele.
- Bom diaaaaaaa.
Graças a Deus Alice chegava com seus pais Outras pessoas também chegavam com
seus filhos e logo a igreja estava lotada de crianças.
- Vou, Alice.
Ah....Jesus....e mesmo assim era gostoso. Será que não usava nada por baixo? Seria tão
fácil enfiar a mão ali......Não. Olhei bem e vi que ainda vestia a calça por baixo.
-É....tem muita criança para ser batizada hoje. Vamos lá? Senão atrasa muito.
Passou um braço no ombro de Alice e outro no meu. Obviamente estremeci dos pés a
cabeça. Isso só fez com que Edward tirasse rapidamente o braço. Merda. Sentei-me bem
na frente. E passei o tempo todo babando em Edward. De vez em quando Emmet me
dava um cutucão para eu fechar a boca. Edward realmente levava jeito pra coisa. Mas
com aqueles cabelos desgrenhados maravilhosos levava jeito para o sexo também.
Ninfomaníaca do caralho....era isso o que eu era.
Foi demorado. Porra...nunca vi tantas crianças juntas. Esse povo faz filho, heim? Não
conhece camisinha não? Eu estava doida para apresentar uma a Edward. Mais de três
horas depois, felizmente terminou. Mas ai tinha aquele bando de gente querendo tirar
fotos. Fomos os últimos, é claro. Emmet logo me empurrou para ficar ao lado de
Edward. Ah....Deus....não sabia que padre tinha um cheiro tão bom.
Dali fomos direto para a casa de Alice. Estava tudo tão bonitinho. Eles realmente
caprichavam nas coisas.
- Sabe....no começo achei que não daria certo? Mas Edward leva jeito pra ser padre, não
acha?
- Acho.
- Não sei, Esme. Acho que ele acabou se adaptando. Somente isso.
Pelo visto havia uma certa discordância nesse assunto. Carlisle também não era a favor
de Edward se tornar padre. Quem sabe mais um aliado. Estava distraída quando Emmet
sussurrou ao meu ouvido, me assustando de novo.
- Juro por Deus,Emmet. Se continuar me assustando assim vou cortar seu pau fora.
- Hum....deu até pra sentir a dor. olha lá......ele vem vindo. Tchau.
Sorriu ao se aproximar.
- Fico feliz que tenha gostado. Já pode ter uma idéia de como será seu casamento.
-Então vamos.
Subi atrás de Edward. Não era uma boa idéia ficar olhando aquele monumento por trás.
Sentei-me ao seu lado na cama. Não ajudava muito. O cheiro dele + aquela cama
enorme= pensamentos eróticos.
Remexi minhas mãos sobre o colo, nervosa. Isso era apenas uma tática para não enfiar
meus dedos naqueles cabelos.
- Você vai achar que sou um padre louco. Afinal eu deveria dizer que sim. Mas prefiro
dizer não.
- Sabe....por mais que eu queira acreditar que Deus perdoa, eu não consigo imaginar
como uma pessoa que mata um inocente, uma criança, por exemplo.....a troco de nada.
Pura maldade. Isso tem perdão? Talvez meu lado homem esteja falando mais alto. Mas
creio que nesse caso não há perdão.
Queria que o lado homem dele falasse mais alto de outra maneira.
- Mas tipo assim....acha que ele perdoa os pecados......da carne?
Meu coração batia freneticamente, quase saltando pela boca. Minhas mãos suavam.
- Eu......
Antes que eu pudesse impedir, meu lado tarado, safado e vadio falou mais alto. Avancei
sobre ele e enterrei meus dedos em seus cabelos. Ele me olhou aturdido mas não dei
chance para que escapasse. Empurrei seu corpo atônito sobre a cama caindo sobre
ele............e o beijando..........na boca.
Edward POV
- Bella.....
Ela continuava me beijando, quase enlouquecida. Segurei seu pulso com firmeza,
afastando seu rosto do meu.
- Bella......não.......
Saiu correndo do quarto sem ao menos me dar a chance de conversar com ela. Que
loucura foi essa? A troco do que ela fez isso? Ela não iria se casar? eu não estava
entendendo muita coisa. Ainda fiquei mais meia hora no quarto. não iria descer de
imediato e deixá-la sem graça. Preparava-me para descer quando Emmet entrou no
quarto.
- Tem certeza?
- Caraca......mesmo e ai?
- Como e ai?
- Meu???
- Não se faça de besta comigo, Emmet. O que vocês dois estão tramando?
- Edward, não delira. Ta bom...ela desceu assustada e me falou que beijou você.
- Como vou saber, Emmet? Só beijei uma garota quando tinha 15 anos, era um moleque
ainda.
- Meu Deus do céu, Emmet. Ela vai entender tudo errado. Eu não devia ter feito isso.
- Epa.....isso o que?
- Ter correspondido.
- VOCÊ O QUÊ?
- Bem...só um pouco.
- Edward....escuta meu conselho. Larga essa batina e cai matando com ela.
Bella POV
Meu Deus....até onde minha tara por esse padre iria me levar? Até agora não conseguia
acreditar no que tinha feito. Apesar de ter sido bom demais. Assim que sai do quarto
dele, fui direto para a varanda, mais pálida que um fantasma. Emmet, é claro, percebeu
e veio atrás de mim.
Ele gargalhou.
- Você é ótima. O que foi? Quantas ave Maria o padreco te mandou rezar?
- Emmet.....eu o beijei.
- O QUÊ?
- Não sei o que me deu....quando vi já estava sobre ele, beijando aquela boca
deliciosa..ui...
- Ah...não...só porque é padre tem que ser viado também? Ele não sentiu nada? Nem de
leve....nem ficou assim.....de pau duro?
Esse era o problema. Confiar no Emmet. Pouco depois Alice veio para o meu lado.
- Conversou com Edward?
- Sim.
- Ah...se é.
- Sim. E idéias.....
Ta certo que cada idéia mais pervertida que a outra. Mas deu, sem ao menos saber disso.
Mais de uma hora depois Edward desceu. Seu olhar bateu diretamente sobre mim e
minhas pernas tremeram. Puta que pariu. Gostoso...filho da mãe. Claro que não falei
para o Emmet, mas por uns míseros momentos, Edward correspondeu ao meu beijo. E
me apertou junto ao corpo dele. Juro que pude sentir todos os seus músculos perfeitos.
Se eu tivesse durado mais cinco minutos sobre ele, provavelmente eu teria gozado. Para
meu desespero ele veio direto ate mim.
- Edward..por favor....
- Bella, escute. Não estou chateado. De verdade. Acho que está um pouco confusa.
Mas o resto do dia passou tranqüilamente. Edward conversou amenidades comigo, mas
sempre na presença dos demais. Alice me pediu desculpas e saiu com Jasper. Mas pela
cara de safada dela eu já sabia pra onde iam. Eu, claro ia voltar pra casa e dormir
sozinha. Merda. - Bom...acho que também vou indo ou vai ficar muito tarde.
- Não, Emmet. Eu odeio dirigir quando estou com saltos muito altos.
Ai, meu Deus. Tudo menos isso. Sozinha com ele outra vez? Minha carne é fraca e meu
sexo já está pulsando de tanto tesão. Isso não ia dar certo.
- Edward está certo,Bella. Vá com ele. É muito perigoso uma jovem como você andar
sozinha por ai. Nem táxi é tão seguro assim.
Emmet interrompeu.
- Isso mesmo. Edward a leva. Eu adoraria, mas Carol já dormiu então.... Ok. Todas
contra Bella....só pode.
Despedi - me de todos e fui com Edward até seu volvo. Cacete....dentro do carro o
cheiro dele era ainda mais gostoso.
- Mora sozinha?
- Não muito. Trabalho o dia todo. Chego em casa querendo apenas cama.
- Não precisa.
-Então...está entregue.
- De nada.
- Boa noite.
Edward tocou de leve meu rosto ao me dar boa noite. Eu juro que não fiz por querer.
Mas seu simples toque fez minhas pernas bambearem e escorei no batente da porta,
completamente zonza. Edward rapidamente me segurou pela cintura.
- Tem certeza?
- Sim.
Mas não estava...aquelas mãos na minha cintura, aquele cheiro, o olhar preocupado......e
a maldita boca deliciosa..... Eu sabia que eu já tinha uma passagem para o inferno.....ida
e volta. Mas pensando bem.....eu não queria voltar mesmo. Então que eu me enfiasse
nele de vez. joguei meus braços no pescoço dele e o beijei de novo. Colei meu corpo no
dele quando seu braço se apertou mais em minha cintura. Está certo....eu iria para o
inferno. Mas ia levar o padreco comigo......porque dessa vez ele
correspondia...afoitamente.
Bella POV
Definitivamente esse padre beijava muiiiito bem. A boca macia moldava -se
perfeitamente a minha, nossas línguas se enroscando. Segurei com mais força em seus
cabelos quando senti o aperto em minha cintura [Link] e rocei meu corpo no
dele. Foi o que bastou para que ele se afastasse, me segurando pelos ombros.
- Pare.
Ele se afastou, mas ao invés de sair ele entrou para minha casa.
- Por favor, eu sou um padre. Você tem que parar de ficar me agarrando. - Vai dizer que
não gostou? VocÊ retribuiu.
Ele passou as mãos pelos cabelos e andou pela sala. Isso não estava ajudando muito.
Aquele corpaço desfilando na minha frente......tava pedindo pra ser jogado na cama.
- Não é a primeira vez que uma mulher....se encanta comigo. Eu até entendo. É uma
coisa proibida, vocês ficam mais....
Ele parou me encarando mas não disse nada. Aproveitei a deixa e me aproximei ficando
frente a frente com ele. Peguei em sua mão e levei-a ao meu peito, bem em cima do meu
seio.
- Você sabe que é impossível. Bella, pelo amor de Deus, fique longe de mim.
- E se eu não ficar?
- Então terei que ignorar você. Me responda uma coisa: tem dedo do Emmet nessa
historia, não tem?
- claro que não. Faço tudo por conta própria. Sigo as minhas vontades. Agora, por
exemplo.....eu quero te beijar....
Fui me aproximando mais e Edward deu um passo para trás. Não tinha mais espaço.
CAiu sentado sobre o sofá.REalmente eu devia estar louca, mas eu estava me fodendo
para qualquer coisa agora. Me joguei sobre ele novamente, buscando sua boca. Dessa
vez ele virou o rosto.
- Por favor,Bella.
- Eu sei que me quer. Posso sentir o seu corpo tremendo sob o meu.
Ele não disse nada. Virei seu rosto novamente, forçando-o a me olhar. E o beijei de
novo. Ah...Deus...eu poderia morrer agora que iria muito feliz. Mesmo sabendo que iria
para o inferno. Cara de pau...e ainda dizia que não queria. Sua língua devastava minha
boca e senti meu tesão escorrer na hora. REbolei sobre ele e mais uma vez ele me
empurrou, saindo do sofá.
- Você é maluca, completamente maluca. Olha,Bella....eu nem vou mais ficar na casa
dos meus pais. Vou procurar um outro lugar pra ficar. Até que você esqueça essa
loucura. Não quero ter que me encontrar com você novamente.
Virei meu rosto para que ele não visse que estava a ponto de desabar. Ainda assim ele
percebeu e se aproximou,segurando meu rosto.
- Não....Bella. Eu não queria magoá-la, por favor. MAs entenda. Isso nunca será
possível.
Abri meus olhos e o encarei. Porra de homem mais gostoso. Eu não conseguia pensar
direito.
- Você vai encontrar seu caminho. Encontrar alguém que você goste e que goste de você
como você merece.
- O que é?
- Ok....vou reformular. Se você não fosse padre, eu teria alguma chance com você?
- Boa noite.
Saiu pela noite escura me deixando ainda mais tarada por ele. Me respondeu tudo. Me
joguei no sofá, gargalhando. Eu teria chance.....eu seria única.
MAs eu resolvi mudar de estratégia. Mesmo com a boceta pegando fogo de vontade de
dar para Edward eu iria sumir por uns [Link]. Ele iria sentir minha falta. Liguei para o
Emmet e contei os últimos acontecimentos.
- Acha mesmo,Emmet?
- Falou para você comprar muito lubrificante, muita pomadinha anestesiante.. .....que o
padreco virá com tudo.
-Deus.....se Deus ouvir você ta fodida sem o pau de Edward. Que o capeta a ouça.
E cumpri minha promessa. Enfiei a cara no trabalho e não apareci na casa de [Link]
me chamou várias vezes, eu sempre recusava.
Felizmente a semana passou depressa. Já era sexta feira e eu estava feliz em ter
conseguido seguir adiante com meu [Link] desisti, na hora do café, conversando
com Alice.
- Não é possível que tenha tanta coisa para fazer assim,Bella. Poxa....a semana inteira e
não foi lá em casa nenhum dia.
- Edward?
Resisti mais uma vez e não fui a casa de Alice nessa noite. Fiquei em casa assistindo tv.
Até que Emmet me ligou.
- Bellita.....boas novas.
-Hã....sem graça. Não desdenha não. É o seguinte....o padreco também vem. No entanto
ele tem um encontro com outros padres antes. E só depois ele vem pra cá.
- E dai que ele não virá direto pra cá,ne Bella? Vai passar em casa primeiro. E a casa
estará VAZIA.
Minhas pernas tremeram. Eu e Edward sozinhos de novo.
-Eu [Link] ficar em contato com [Link] que ele tiver em casa eu te aviso.
- EMMETTTTT!!!!!!!!!!!!TE AMOOOOOO.
- O que foi?
Na manhã seguinte eu nem ousei me levantar da cama. Vai que eu escorrego em alguma
coisa.....quebro uma perna....um braço...Não. Melhor ficar quietinha. Fiquei tão
quietinha que acabei dormindo novamente. Acordei com o telefone tocando.
- Então [Link] de falar com Edward. Estava terminando de fechar a igreja e ia pra
casa. É sua chance.
- Hã.....Bella?
- Sim?
- O que...????
Inevitavelmente meus olhos desceram pelo seu corpo até encontrar o caminho do
paraíso....no meu caso do inferno mesmo.
Só então ele pareceu se dar conta que eu também estava nua. Seu olhar desceu
queimando em cada parte do meu corpo. Sorri ao ver sua respiração ficar suspensa e ele
ofegar. Enquanto ele olhava embasbacado para o meu corpo, eu me aproximei e tirei
suas mãos da frente. Minha boca salivou ao ver seu pau grande, grosso.........e duro?
Sem qualquer pudor abracei-o com força, beijando seu peito.
-Bella, pare....
Suas mãos pegaram meus braços com força, mas eu estava agarrada, grudada nele.
- Você é lindo.....demais.
Mordi seu peito e passei a língua. Um grunhido desesperado escapando pelos lábios
dele. Ergui meus olhos para ele.
Era certo que eu queria engolir a boca dele. Me jogar em volta da sua cintura e implorar
para que entrasse dentro de mim. Mas dizer que eu esperava por isso seria
[Link] soltou meus braços, segurou meu rosto entre as mãos....e devorou
minha boca. A língua imediatamente buscando passagem em minha boca. Suas mãos
soltaram meu rosto e me seguraram pela cintura com força. Minhas mãos voaram ate os
cabelos de sua nuca, apertando e puxando- mais. A boca de Edward passou ao meu
pescoço, beijando, mordendo. Vergonhosamente eu gemi alto e levei uma mão até o pau
dele. Estava pelando e duro demais. Edward abraçou minha cintura. Enlacei seu
pescoço e impulsionei meu corpo para cima, abraçando sua cintura com minhas pernas.
Ele não esperava por isso. Seu corpo tombou um pouco para frente, minhas costas se
chocando contra o azulejo frio. Busquei sua boca novamente. Sua língua se enrosca
cada vez mais ávida na minha. A boca desceu traçando linha de fogo em meu pescoço.
Totalmente descontrolada eu gemi alto novamente quando sua mão quente e grande se
fechou sobre meu seio, apertando meu mamilo rígido.
Segurei seu pau e levei-o até minha entrada. Era delicioso sentir sua cabeça em minha
entrada e eu quase gozei com isso. Mas ao que parece, foi exatamente esse contato que
tirou Edward do transe. Me soltou bruscamente, nós dois ainda ofegantes.
-Não....
Mordi suas costas e seu corpo estremeceu. Edward se virou, me segurando pelos
ombros, mas mantendo uma distância segura.
Sorri.
Abriu a porta do Box e saiu. MAs eu continuei lá, sorrindo, de olhos fechados.... Era
óbvio que ele me queria também. Mas lutava contra isso, e nesse ponto eu o entendia. A
porta do Box se abriu de novo e vi Edward,já vestido num roupão, estendo a toalha para
mim.
- Obrigada.
Ele saiu novamente. me sequei rapidamente e sai. Porra.....Edward era muito rápido. Já
estava vestido. Merda.
- Aonde?
- A casa do Emmet?
-Trabalhando demais.
- Está de carro?
- Como?
- Bella....você é linda. Tente seguir sua vida. Eu não sou homem pra você.
- Eu vou tentar.
Sorri novamente.
- prometo....por enquanto.
Sorrimos um para o outro. Ele sentira minha falta e me queria por [Link] estava
ganhando terreno. Era questão de dias para eu jogá-lo em minha cama. E fazê-lo desistir
dessa loucura de ser padre.
Edward POV
Balancei minha cabeça,desanimado.Não adiantava tentar ficar bravo com Emmet. Ele
realmente era um [Link] de divertindo perversamente às minhas custas. Eu via
a curiosidade brilhando nos olhos dele. Eu não tinha me enganado,então. Ele realmente
estava mancomunado com Bella para me provocar.E até certo ponto....alcançaram seu
objetivo. Com certeza fora idéia dele também, a de Bella usar um biquíni daquele
tamanho. E isso nem tinha muita relevância, já que eu a vira completamente nua. Fechei
meus olhos com força e levei minha mão ao meu rosto;aquela imagem perfeitamente
nítida em minha [Link] era linda, mas isso não justifica minha reaçã[Link] eu
pude reagir daquela maneira? Beijando-a, quase a ponto de.....não....nem gostava de me
lembrar.O que eu estava pensando afinal? Eu senti...desejo. Alias nem foi tanto por vê-
la nua,ali na minha frente. Eu já estava pensando nela, no beijo que havíamos trocado.
Já estava ereto sem precisar vê-la. Eu nem deveria estar aqui agora. Deveria estar me
penitenciando por esses malditos pensamentos maliciosos. Era uma sensação totalmente
nova pra mim.
- Linda,não é?
- Eu???Ela mesma se joga pra cima de você, Edward. E pra ser sincero,se fosse você,
caía matando.
- Não duvido. Você é um vagabundo. Mas eu sou um padre, lembra-se?
- O que eu acho um absurdo. Me responde sinceramente: você sentiu tesão por ela?
-Ta, tudo bem. Mas a gente faz promessa pra gente mesmo cumprir. E não para os
outros cumprirem pra gente.
- Eu a entendo,Emmet.
Emmet saiu me deixando com meus pensamentos. Logo Alice veio para o meu lado e
esqueci um pouco aquela [Link]ças a Deus ela distraiu minha atenção o resto do
dia. E Bella cumprira sua promessa, não se aproximara mais de mim. Fui embora mais
cedo que os outros. Tinha muito trabalho pela frente. Depois da reunião que tive mais
cedo, soube que a comunidade da paróquia que eu assumira era muito carente.
Precisaríamos de dentistas, médicos, além de outras coisas. De cara, eu pude contar com
[Link]ão.......seria uma oportunidade e tanto para que eu esquecesse uma certa
imagem de uma certa mulher nua. cheguei em casa e fui direto para o oratório que
ficava em meu quarto. Eu precisava me punir......por desejar tanto aquela mulher.
Bella POV
Não sei como não surtei nos últimos dias. Desde a festa na casa do Emmet eu não parei
de sonhar com Edward. A imagem dele nu a minha frente só ganhava força em minha
mente. Estava disposta a continuar com minha tática de não ir muito a casa de Alice.
Mas uma Alice me disse uma coisa que me fez mudar de idéia. A comunidade da qual
Edward tomaria conta agora era muito carente. Precisavam de muita coisa,
inclusive.....médicos. Ok....lá estaria Bella para ajudar seu padreco. Nem par Alice eu
contei que iria ajudar. Queria fazer uma surpresa. Já haviam se passados quatro dias
desde a cena no banheiro. E eu estava mais que ansiosa para revê-lo.
- E você?
Mal sabia ela que eu já estava pronta para ir. Era tempo de ir ate em casa e trocar de
roupa. Acho que estava com síndrome de Alice, quase pulando de ansiedade. Apenas
Emmet,é claro,sabia das minhas pretensões. Tão logo eu sai do hospital, ele me ligou.
- Vai dar certo,Bella. Acredite em mim. Ele está na sua. Só precisa deixar de ser frouxo
e criar coragem para abandonar a batina.
Tomei um banho antes de sair, é claro. O foda era ter Alice por perto. Adorava Alice,
mas ela era uma empata foda de marca maior. Estacionei meu carro um pouco afastado
da igreja e caminhei ate lá. Estava fechada. Ao lado dela havia o salão paroquial.
Deduzi que era lá que estariam. Fui até lá e parei na porta que estava entreaberta. Alice
sentada num banco mais afastado, cercada de crianças. Edward estava de pé, também de
costas pra porta. Nossa.....só de olhar aquela bunda, me dava calor. ainda bem que
estava no salão e não n igreja, senão minha descida ao inferno seria mais dolorosa.
- Boa tarde.
- Bella?
- Você?
- Não, mas....Alice...
Alice acenou para mim e fui ate ela, deixando Edward aturdido.
Muitas crianças de várias idades se aglomeravam ali. Alice me contou o que faríamos
primeiro. Dali a dois dias seriam com os idosos. E o que começou como uma tática de
sedução revelou-se um trabalho prazeroso. Realmente por alguns minutos eu consegui
me esquecer completamente de Edward. Ele ajudava outras crianças fazendo o cadastro
delas. Estava tão entretida que não reparei que estávamos no fim. Eu estava sentada, um
pouco curvada e quando endireitei minhas costas eu o vi me encarando. Minha pulsação
disparou. Estava recostado numa pilastra, de abraços cruzados me encarando.
- Eu já terminei, Bella.
- Não ha de que, Edward. Pode contar comigo.....sempre que precisar. Seu olhar era
muito penetrante. Merda de homem. Sabe que sou louca por ele. Por que faz essas
coisas?
- Bella....eu precisava falar com você. Posso te acompanhar até sua casa?
Só faltei pular e gritar de alegria. Não me importava nem um pouco o que ele iria dizer.
Ele iria até minha casa. Isso já me bastava. Nos despedimos de Alice e seguimos para
minha casa, cada um no seu carro. O que será que Edward queria falar comigo?
Nossa........queria poder ler mentes. Eu já estava latejando só de imaginá-lo naquele
sofá. Mas em uma outra vida, na época de Cristo...eu devo ter jogado pedra na cruz.
Tinha que dar alguma coisa errado. Estacionamos em frente a minha casa e Edward
saltou do carro.
- Vamos entrar?
Mentira. Eu estava exausta. Entrei em casa seguida por Edward e parei em choque. O
que aquele merda estava fazendo ali?
- Jake!!
- Oi amor.
Senti claramente Edward se retesar logo atrás de mim. Eu tinha conversado com Jake
por telefone, anunciando minha decisão de adiar o casamento. Não seria justo terminar
com ele por telefone. Mas nos últimos dias eu tinha me esquecido completamente da
existência dele.
Ai....saco......eu mereço.
- Não, Edward...espere.....você....
Por que aquele idiota do Jake não falava nada? Não falava que ELE iria esperar?
Vontade de chutar as bolas dele.
- Eu....acompanho você.
- Até, Edward.
Edward caminhou rapidamente até o carro. Rápido demais, para o meu gosto.
- Que nós dois? Bella....você não tem vergonha? Ficava me agarrando pelos cantos e
ainda está noiva?
Um sorriso me escapou.
Ele não disse nada, apenas continuou me olhando. Me aproximei e toquei em seu peito.
Eu ignorei e quase colei meu corpo no dele. Toquei seu [Link] fechou os olhos
quase em desespero.
Seu gemido ao invadir minha boca foi agoniado. E nosso beijou durou muito pouco.
- Eu só vim...pedir....
- Pedir o que?
Eu não acreditava no que ouvia. Edward queria que eu me casasse? Era isso? Absurdo.
Cara de pau. Colei meu corpo no dele novamente, me esfregando nela. Dessa vez seu
gemido foi de prazer.
- Eu não quero isso.....nem você. Você já é meu, Edward. Só você não vê isso.
- O que?
- Edward...não é isso o que Deus quer? Ele mesmo disse: amai- vos uns aos outros?
Crescei-vos e multiplicai-vos?
Beijei sua boca de novo. Meu desejo se tornando ardente,incontrolável. Desci minha
mão....seu desejo explodindo como o meu. Eu gemi, me contorcendo quando ele me
apertou com mais força em seus braços.
Bella POV
Entrei em casa me arrastando, em choque. Era aquilo mesmo que eu tinha ouvido?
Edward iria se render a mim? Iria pra cama comigo? Ele disse isso e entrou no
carro,arrancando em seguida. Mas minha euforia durou pouco. Eu pedi que ele fizesse
amor comigo uma vez. Ele me disse que renderia. Se renderia uma vez? Porra.....não era
isso o que eu queria. Eu queria.....milhares de vezes. Queria Edward como meu homem.
Queria Edward esparramado no meu sofá......exatamente como Jake estava agora. Entrei
e fechei a porta emburrada.
Ele sorriu.
-Como?
- Olha, Jake....sinto muito. Sei que nos conhecemos ha anos. Mas eu descobri que não é
amor.
- Como assim,Bella? Nós sempre nos demos tão bem....você dizia que me amava.
- Quem é ele?
- Quem é ele?
- Edward.
- Ele mesmo.
- Nesses casos escolhe, Bella. Ele nunca poderá te dar nada.....pense bem... ele NUNCA
fará sexo com você.
Jake nem estava bravo, o que só reforçava o que eu pensava . Nos amávamos sim, como
amigos.
- Eu não sei. O irmão dele tem me ajudado. Mas Edward....o que vou
dizer....está......ah .sei lá, Jake.
- O irmão a ajudando. Uma dupla de mafiosos pecadores. Eu queria muito te desejar boa
sorte, Bella. Mas acho impossível ficarem juntos. Suspirei, derrotada.
- Pelo menos eu posso ficar aqui hoje? Não estou a fim de sair a essa hora.
- Claro que sim, Jake. Sempre que quiser. Sabe que gosto de você.
- Engraçado.....eu nem estou chateado. Acho que....amor de irmãos? Será isso?
Eu ri.
- Não....irmãos não transam, Bella. E admito que gosto de fazer sexo com você. Mas
não responda nada...sei que agora só pensa no.....nele. Bell...já pensou que jamais
poderá tocá-lo? Beijá-lo?
Agora eu gargalhei.
- Eu beijei Edward.
- Isso se não virar mula sem cabeça. Dizem que mulher de padre vira mula sem cabeça.
Passei horas conversando com Jake. Quanta besteira iríamos fazer. Iríamos nos casar
sem amor, impedindo o outro de encontrar alguém para amar de verdade. Era quase uma
da manhã quando meu celular tocou. Era Emmet.
- Como nada? Ele acabou de sair daqui. Ele está.....porra....está louco, bella.
Literalmente.
- Bella.....nunca vi meu irmão desse jeito. Ele estava desesperado, desnorteado. Sem
rumo.
- Não disse coisa com coisa. Só queria saber o que você dizia sobre ele.
- Só isso? Emmet ele vai pensar que so quero levá-lo pra cama.
- E não é?
- Ele ta pirando ,Bella. E eu tive uma ótima idéia. Seu golpe final.
- Ah...meu Deus...manda.
Cara.....eu merecia um cunhado como o Emmet. Ia ser meu padrinho de casamento com
seu irmão quase ex padre.
Ele gargalhou.
- Vai com cuidado,Bella. Pode matar o padreco do coração. Tadinho...nem deve saber o
gosto de uma boceta.
- O que?
- Ele não sabe o gosto.....
- Bellita....ele entrou para o celibato com 17, 18 anos,sei lá.....ele so beijou uma garota
na vida. Ele mesmo me confessou isso.
- Ta viva ainda?
- Emmet....ai...e agora?
Era um filho da puta mesmo. Estava se divertindo. Me despedi dele e baixou a Alice em
mim. Dando pulinhos pela sala. Jake já rolava de rir.
- Ta feliz por que vai estuprar o padre? Cuidado para ele não errar o buraco....
Olhei com cara feia pra ele. Se Jake conhecesse Emmet....isso não ia prestar. Pensei em
tudo que Emmet me disse. Será que daria mesmo certo?
Edward POV
- Não,Emmet. Ainda não. mas sinto que vou cair. Eu não tenho mais força.....ah...Deus.
Joguei minha cabeça entre as mãos. Ato de total desespero.
- Firme feito prego na areia. Eu...acho que fiquei com ciúmes do noivo dela e fiz
besteira.
- Eu prometi a ela....
- Fala, homem.
Emmet assoviou.
- Porra, Edward. Então é porque é isso o que quer. Saia logo dessa vida e vá ser feliz
com ela.
- Eu preciso ir.
- Que está louca por você. Ela vai brigar por isso, cara.
- Edward.....
Mas eu não estava bem. Dirigi feito um desesperado e fui ate a igreja. Abri a porta e
caminhei ate o altar. Encarei a imagem a minha frente um bom tempo antes de explodir.
Olhei para a cara do sacristão, ainda meio aturdido. Merda. Dormi no chão da igreja.
- Sim, desculpe.
Corri ate minha casa, inventando uma desculpa qualquer para minha mãe por não ter
dormido em casa. Voltei rapidamente para a igreja, algumas fiéis já aguardando para se
confessarem. Eu que precisava ser ouvido hoje. Mas eu não tinha esse direito. não agora
. momento em que tantos espíritos agoniados como eu precisavam de uma palavra.
Foram horas.....o povo anda pecando bastante.
Fiquei ainda um bom tempo depois que a ultima pessoa saiu. Levei minhas mãos ao
rosto, cansado. Já me preparava para fechar a janela do confessionário quando percebi
que alguém se sentou.
- Edward?
Congelei. Aquela voz.....a origem de todos os meu problemas. Tentei ser frio.
- Veio se confessar?
- Sim.
Era sempre assim que eu agia. Não poderia ser diferente com ela apenas porque....deixa
pra lá.
- Continue.
- Eu me apaixonei.....por alguém proibido pra mim. Mas acho que o amor não deveria
ser pecado. É algo bonito, puro.....e sincero. Pelo menos o que eu sinto.
- Eu....so peço perdão por não ter refreado meus instintos e colocar em provação a
escolha dessa pessoa. Você me perdoa?
- Sim, mas você é o representante dele. Acha que ele me perdoará? Ainda que eu não
ache pecado, o fato de ter me apaixonado. Eu amo......e sinto crescer a cada dia.
Por que ela fazia isso comigo? Ela estava ali se declarando pra mim, eu bem sabia.
Dissipando todas as minhas dúvidas em relação aos sentimentos dela. Pensei seriamente
que fosse simples desejo. E não era.
Fiquei em silêncio.
- Edward?
- Estou te ouvindo.
- Qual será minha penitência, então? Me ajoelhar e rezar o rosário cem vezes?
- Mas.....não temos que orar? Para que Deus acredite em nós.....em nosso
arrependimento?
- Como você mesma disse....você não escolheu....não procurou por isso. não tem do que
se arrepender.
- Então....
- Vá para sua casa, Bella..........e me espere lá.
- Ed.....
- Sim.
Ela se foi e deixei meu corpo escorregar pela cadeira. Eu simplesmente não tinha força
para fugir disso. Eu procurei respostas com Deus......
Respostas que não vieram. Simplesmente porque essas respostas estavam dentro de mim
mesmo. Eu mesmo teria que ter coragem para assumir essas respostas e suas
conseqüências. Sai do confessionário e me troquei, guardando minha batina. Ainda
olhei um pouco para ela. Não sabia quanto tempo mais eu a usaria. Entreguei as chaves
ao sacristão e segui para a casa de Bella. Fosse o que fosse, acontecesse o que
acontecesse, eu teria que ser sincero e fiel primeiramente comigo. E o que eu mais
queria nesse momento era estar nos braços dela. Ainda que isso fosse um pecado. Parei
em frente a sua casa e tentei me acalmar, ignorar minha mente que me dizia que era
totalmente errado o que eu iria fazer. Bella abriu a porta tão logo eu toquei a campainha.
- Oi.
Se afastou para que eu entrasse. Fechei a porta atras de mim, sem desviar meu olhar do
dela. Tensos.....os dois.
- Quer conversar?
- Então......
- Não vou me negar a você. E não vou mais me negar o que eu desejo tanto.
- Edward.....
- Estou aqui.....
- E me rendo a você.
Chocou seu corpo contra ao meu no momento em que nossas bocas se encontraram.
Decidi que qualquer pensamento referente a medo, a ideia de que estava pecando, seria
deixado la fora. Trancado dentro do meu carro. Para que somente depois esses
fantasmas voltassem a me assombrar. No momento eu so iria pensar em cumprir minha
promessa, e fazer o que ambos queríamos: me entregar a ela.
Bella POV
Agora eu estava nervosa. Como nunca tinha estado em minha vida. Será que enfim eu
conseguira? Eu teria Edward? Emmet estava certo. Edward tinha dúvidas quanto aos
meus sentimentos. Talvez por isso não tivesse se entregado antes. Mas Emmet me
convencera a me “confessar” com ele, abrir meu coração com ele. E foi o que fiz.
Edward me ouvira, às vezes em silêncio. E me pedira para esperá-lo em casa. E se ele
desistisse? Eu andava de um lado para o outro, nervosa demais para que conseguisse
ficar sentada. Há meia hora eu o deixara na igreja. Eu estava fervendo.....por vários
motivos. O toque do telefone quase me fez cair para trás. Era Emmet.
- E então?
- Não.
- Bella.....Edward está louco por você. Pude notar isso.....está desnorteado e só pode ser
porque quer você. E agora que você expôs seus sentimentos......Não tenho dúvida
nenhuma. É hoje que o padreco perde a virgindade.
- Preciso desligar,Emmet.
- Ele chegou?
- Parece......que sim.
- Uhu......solta essa franga então.......agarra esse padreco de vez.
- Aff....
Desliguei e escancarei a porta. Tremi ainda mais. Isso sim era pecado. Um homem
bonito e gostoso desse jeito. Era uma afronta a nossa sanidade.
- Oi.
- Então......
Edward se aproximou de mim, quase colado ao meu corpo, seu cheiro delicioso me
invadindo.
- Não vou me negar a você. E não vou mais me negar o que eu desejo tanto.
- Edward.....
- Estou aqui.....
- E me rendo a você.
Grudei meu corpo no dele ao mesmo tempo em que colei nossas bocas. Meu corpo
tremia em antecipação, agarrada a [Link] que lutei tanto por isso agora não sabia como
agir. Eu deveria chamá-lo para o quarto? Ah....merda....ia ser tão....sem pudor. E dai,
sua idiota? Depois de tudo o que fez? Entrou no banho com ele, esqueceu? Aff.....era
verdade. Tomei coragem. Separei - me dele e sem desviar meu olhar peguei-o pela mão.
- Vem....
Sua mão estava suada e ele estava visivelmente [Link] em meu quarto e para
minha felicidade, assim que fechei a porta Edward me puxou novamente para os seus
braços. A língua quente se misturando à minha, segurando meu rosto em suas mãos.
- Bella.....
- Deixe-se levar, Edward.....apenas sinta o prazer de estar comigo. Meu corpo reage tão
facilmente ao seu....é impossível que.....
Edward me puxou novamente, dessa vez pela cintura. Minhas mãos se emaranharam em
seus cabelos quando Edward forçou seus quadris contra os meus. Eu resfoleguei e quase
tive uma síncope ali mesmo. Edward estava DURO....muito duro. Suas mãos subiram
pelo meu corpo, passando sobre meus seios. As minhas desceram até sua camisa,
desabotoando e jogando ao chão. Colei minha boca em seu peito másculo. Edward
suspirou levando as mãos até o zíper do meu vestido. Deslizou lentamente ate que ele
caiu aos meus pés. Fiquei apenas de calcinha a sua frente.
Segurei seus cabelos depois desci minhas unhas pela sua nuca até os ombros. Edward
passou as mãos pelos meus quadris e uma delas passou por minha virilha até meu sexo.
Olhou em meus olhos enquanto seu dedão massageava meu músculo latejante. Eu gemi
vergonhosamente alto. Eu estava completamente encharcada.
- Edward...
Abaixei-me novamente a sua frente, passando novamente minhas mãos pelas coxas
musculosas e subindo até seu pau duro e latejante. Edward estava fervendo quando
segurei-o com as duas mãos. Massageei lentamente, meu dedo circulando a cabeça
inchada. Um gemido e seus quadris se impulsionaram mais para frente. Olhei-o e baixei
lentamente minha cabeça.
- Não faça isso.....
- Bella.....eu.....
Minha língua passou pela cabeça, sorvendo a pequena quantidade de líquido que
escorria ali.
- Ah....Bella....
Seus dedos se enfiaram em meus cabelos afastando-os do meu rosto. Abri meus lábios e
praticamente engoli toda sua extensão, o sabor delicioso penetrando meu organismo e
fazendo uma cachoeira deslizar de meu sexo. Chupei e mordisquei, Edward gemendo
cada vez mais alto, aumentando meu tesão, como se isso fosse possível. Porra....merda
de homem delicioso. Eu ia pirar. Minha vontade era sentar logo em seu pau e gozar
como nunca. Mas me contive e continuei desfrutando de seu sabor maravilhoso.
- Bella......por favor...
Seu pau pulsava como louco dentro da minha boca, a cabeça inchando cada vez mais.
Prontamente ele obedeceu, deitando sua cabeça nos travesseiros macios. Beijei sua boca
e desci novamente por todo seu corpo. Edward tremia da cabeça aos pés, tão louco de
desejo quanto eu. Ajoelhei sobre ele, minhas pernas ao lado de seus quadris e
desamarrei minha calcinha, jogando-a para o lado. Edward mordeu os lábios, as mãos
voando até meus quadris. Segurei em seu pau e me preparava para sentar-me nele
quando Edward me virou rapidamente na cama, jogando seu corpo sobre o meu. A boca
invadiu a minha, faminta, desesperada. Depois desceu pelo meu pescoço mordendo,
chupando. Meu sexo pedia clemência. Pingava, implorando por Edward dentro de mim.
Desceu a boca sobre meus seios, alternando entre eles, mordiscando meus mamilos e
passando a língua pela aureola. Gemi e me contorci sob ele, que descia a boca pelo meu
corpo, mordendo minha barriga e parando sobre meu sexo. Eu
palpitava,latejava,completamente encharcada. Edward passou um dedo sobre meu
clitóris, um espasmo atravessando meu corpo.
- Bella.....eu...
Então a língua quente e macia deslizou em meu clitóris. Eu berrei despudoramente. Ele
era paciente e traçava círculos nele antes de efetivamente sugá-lo.
- Porra....Edward.
Vai me desculpar.....mas Edward devia ter andado comendo alguma freira. Ele não era
virgem nunca. Como fazia aquilo daquele jeito? Me enlouquecendo? Berrei novamente
quando sua língua me penetrou. Edward gemeu, a boca ainda colada em mim.
- Edward....por favor.....pare....
Forcei sua saída de cima de mim e me posicionei novamente sobre ele. Sua mão
novamente em minha cintura.
Desci meu corpo sobre o dele, a cabeça do seu pau forçando minha entrada apertada.
Nós dois gememos, nossos olhares fixos um no outro. Ondas de calor e frio me
percorreram de cima a baixo quando finalmente eu tive seu pau inteiro dentro de mim.
Gritamos.....muito alto.....os dois em uníssono. Parei...tentando em vão controlar as
batidas frenéticas do meu coração. As mãos de Edward subiram até meus seios,
apertando levemente e voltaram a minha cintura. E ao mesmo tempo nós começamos a
nos mover. Edward ainda segurava em minha cintura e coloquei minhas mãos sobre a
dele, cavalgando nele, sentindo toda sua delícia me devastando. Edward gemia cada vez
mais e mais alto, erguendo um pouco seus quadris e PUTA QUE PARIU.....
socando seu pau com toda força dentro de mim. Segurou-me apenas com uma das mãos
e a outra massageou meu clitóris. Homem......inteiramente homem.....com todas as
letras.....nada de padreco aqui. Virou-me na cama, sem sair de dentro de mim e
continuando a estocar, a boca entreaberta buscando ar. Mas eu sabia que talvez ele não
se segurasse e eu estava certa.
- Bella.....
Antes que ele falasse qualquer coisa seu jato quente me invadiu. Quente e abundante.
Tão abundante que penetrou meu organismo e escorreu pelo meu corpo empapando o
lençol. Edward gemeu alto e demoradamente, o corpo estremecendo, os dentes cravados
em meu pescoço. Parou um pouco os movimentos, acho que para tomar fôlego. E
recomeçou novamente.
Enlacei sua cintura com minhas pernas, forçando seus quadris contra os meus. Seu pau
se enterrou ainda mais profundamente, me tirando o fôlego.
Eu gemia, agarrada em suas costas banhadas de suor. Edward buscou minha boca,
abafando nossos gemidos. Sua mão agora acariciava meu seio, enquanto aumentava o
ritmo de suas estocadas.
- Edward....te amo......
-Ahhh.......Bella....
Edward ergueu meus quadris. Seu pau se enterrou tão fundo.....em algum lugar ainda
desconhecido......me fez gritar de prazer. Meu sexo se contraiu,apertando-o com força e
eu explodi. Edward lambeu minha orelha,sussurrando em meu ouvido. Isso so
prolongou meu orgasmo, já intenso.
Eu gemi novamente, mais alto.....seu sêmen novamente invadindo meu corpo. Foi
intenso....muito mais forte do que eu esperava.
Eu tremia....Edward tremia.
Eu ofegava....Edward ofegava.
Eu chorava.....Edward chorava.
Foi lindo.....perfeito. Seu corpo ainda repousava sobre o meu, a cabeça em meus seios,
as lágrimas deslizando pelo meu ventre e se perdendo pelo meu corpo. Beijei seus
cabelos, apertando-o mais a mim. Deus......eu so rezava para não ver arrependimento
nos olhos de Edward.
Edward POV
Eu não tinha como fugir. Eu não tinha por que fugir. Pra que tentar me enganar assim?
Foi maravilhoso sentir meu corpo dentro do corpo de Bella. Sentir sua entrega e seu
prazer. Sentir o meu próprio prazer que foi avassalador. Nunca me senti tão homem.
Tão vivo.....tão..... Caramba....eu estava chorando.Não estava preparado para tanta
intensidade. Na verdade, mesmo depois de saber dos sentimentos de Bella, eu vim
preparado para fazer sexo com ela. Obviamente eu tinha a teoria da coisa. Prática, é
claro que não. Já senti desejo por uma mulher,é claro antes de entrar para o seminário.
Nada que se comparasse ao que senti por Bella. Não fizemos sexo. Fizemos amor.
Parecia que todo o desejo que deveria ter tido todos esses anos estava prestes a
irromper. Olhei seu corpo nu, lindo sobre a cama. Os cabelos mogno contrastando com
os lençóis da cama. Seu rosto ainda estava em Êxtase, as bochechas coradas. Mais linda
do que nunca. E me olhava. Eu poderia....eu queria passar o resto dessa noite fazendo
amor com ela.
- Edward, nem ouse dizer que não foi bom pra mim.
Eu ri.
- Eu vou ser sincera. Não esperava que você tivesse..hã....uma pegada tão forte.
- Pode ficar então. Você mexe comigo,Bella. Não consigo afastá-la de minha mente.
Agora então vai piorar. Eu.....
- Você???
- AS duas.
- E antes?
- Antes,sim.
Suspirei. Foi há tanto tempo. E hoje se comparado ao que sentia por Bella......era quase
nada.
- Sei....
Ela me olhou e eu disse algo que vinha martelando minha mente há dias. - Se eu tivesse
conhecido você antes.....eu jamais teria ido para o seminário, Bella.
Ela arfou e se jogou sobre mim. Quando dei por mim, rolávamos na cama. Meu
membro duro, latejando, pronto para estar dentro dela.
Prensei seu corpo sobre a cama, abrindo suas pernas com meus joelhos. Olhei seu corpo
inteiro enquanto a penetrava lentamente. Bella ergueu-se um pouco, seus quadris
chocando-se contra os meus. Aquilo era bom demais, viciante demais. Eu estava
enlouquecido por ela. Segurei-a com firmeza e investi fundo dentro dela. Eu gemia
alto,seguido por ela. Suas unhas penetravam minha pele, mas eu não me importava. Me
dava prazer. Num ato de loucura que nem eu sabia que eu era capaz, virei-a de bruços
na cama. O bumbum durinho e empinado me chamando. Como se adivinhasse, Bella
empinou ainda mais, deixando- o totalmente preparado para mim. Desci minha língua
por suas costas, sua pele se arrepiando à minha passagem. Desci até a região que estava
me dando água na boca. Beijei, mordi, lambi, deixando Bela ensandecida.
Não esperei mais e penetrei-a. Bella gemeu alto, se empinando mais. Passei minha mão
sob seu corpo, massageando seu músculo delicado e pulsante. Bella rebolou gemendo
meu nome, me enlouquecendo ainda mais.
- Não....
Fiz menção de deitá-la novamente, mas Bella empurrou meu corpo, jogando-se sobre
mim, meu pau se enfiando dentro dela sem qualquer cerimônia. Eu queria ver seu
rosto,seu prazer. Bella deitou seu corpo sobre o meu,tomando minha boca. Segurei-a
com força pela bunda.
Meu pau roçava suas paredes que o esmagavam, se contraindo a cada [Link] seu
rosto trasbordando prazer quando um espasmo atravessou seu corpo,suas unhas
cravando-se em meu peito. Seu gozo escorrendo pelo meu pau me enlouqueceu e eu
gemi alto, deixando fluir minha semente dentro dela. Abracei-a com força,esperando
que meu corpo parasse de tremer, minhas mãos traçando círculos em suas costas. Bella
se desvencilhou,deitando-se ao meu [Link] olhou um tanto....apreensiva?
- O que foi?
-Nada.
Eu podia imaginar o que se passava ali. Bella não tinha noção de como aquilo tudo tinha
sido mágico, lindo pra mim. Minha primeira mulher.....minha única e última mulher. E
não digo isso por ser padre, por enquanto. Digo isso porque depois de Bella, mulher
nenhuma teria qualquer chance comigo. Estava louco, tarado, viciado nela.
Ela riu um pouco,passando a perna sobre mim e a cabeça em meu peito. - Pensei.
Sentei-me na cama e puxei-a colocando-a sentada sobre mim, o que não foi grande
idéia,pois imediatamente meu pau deu sinal de vida.
- E não farei isso simplesmente porque não consigo encontrar uma forma de me afastar
de você. Não sei como te esquecer.....e nem faço questão de saber.
- Edward....
Ela inspirou profundamente, segurando a respiração em seguida. Eu não podia e não iria
negar mais, Nem a mim, nem a Bella...nem a ninguém.
Bella POV
Acordei com medo de abrir os olhos. E se tudo não tivesse passado de um sonho? Um
sonho absurdamente delicioso. Um sonho onde fui penetrada a noite inteira, de todas as
formas, cada uma mais intensa que a outra? O corpo másculo agarrado ao meu indicava
que não. Mas e se não fosse o corpo que eu queria? Sei lá.....vai que bebi demais e fui
pra cama com qualquer vagabundo por ai.? E se eu abrisse os olhos e visse um monstro
ao meu lado? Ainn...medo....A noite tinha sido tão perfeita que só poderia ter sido um
sonho. inspirei profundamente sentindo o cheiro delicioso que emanava do corpo dele.
Mas não foi o bastante para me convencer. Resolvi arriscar e abri apenas um olho. Lá
estava ele....meu padreco lindo e gostoso. Dormindo tranqüilamente, quase sorrindo.
Aff.....suspirei aliviada. Não foi um sonho. Porra....quer dizer que Edward fez realmente
aquilo tudo comigo? Mamãe.....se isso foi a primeira vez dele, nem queria pensar na
última. Gostoso, filho da puta....negando isso a pobres mortais. Quer dizer....ainda bem
que negou e eu fui a primeira. Não resisti e dei um beijo na boca deliciosa. Edward
imediatamente abriu os olhos. A imensidão verde tomando conta de todo o espaço em
minha mente.
- Já estava na hora.
- Dormiu bem?
Pousei minha cabeça em seu peito, feliz demais para conseguir falar qualquer coisa. E
com medo de fazer perguntas pra ele. Acho que ele não merecia isso agora. Seus dedos
enrolavam uma mecha de meu cabelo, sua respiração era tranqüila, como se tivesse
dormido novamente. Senti seus lábios em meus cabelos.
- Eu sei.
Seu indicador levantou meu queixo, me fazendo olhar para [Link] boca se aproximou
da minha, a língua já forçando a entrada. Enlacei-o pelo pescoço e colei mais meu corpo
ao dele. Senti sua ereção pulsando em meu ventre e deixei escapar um gemido. Sua
boca passou a meu pescoço e sua mão deslizou ate minha bunda, apertando-a.
Ele se afastou um pouco, me olhando nos olhando. Estava bem óbvio que ele queria
continuar.
Edward segurou com firmeza em minha coxa, erguendo-a ate a altura dos seus quadris.
Minhas unhas se cravaram involuntariamente em seus ombros quando seu pau se enfiou
inteiro dentro de mim.
- Ah....Deus,....Edward......você...
Edward estocou com mais força, e desaguou seu sêmen dentro de mim, gemendo pra
mim.
- Ah....Bella....eu te amo....
Gemi alto e demorado, me deliciando com aquelas palavras, deixando que meu homem
tomasse meu corpo por [Link] ainda tremia, mas fui capaz de responder suas
palavras.
- Eu também te amo.
Aos poucos ele parou de se mover, sem nunca deixar de me olhar. Um pouco depois ele
se levantou e me arrastou ate o banheiro. Entrou comigo no box e abriu a ducha sobre
nós. Abracei seu corpo enquanto a água deslizava por nós. Edward riu e levantei minha
cabeça para olhá-lo. - O que foi?
Eu ri.
- Sério?
- Edward...o que vai dizer para sua mãe? Quer dizer...ela vai querer saber aonde passou
a noite.
- É isso mesmo,Bella. Meu encontro com você foi um encontro comigo mesmo. Me
encontrei em você. E não vejo como ficar longe de você agora.
- Eu sei disso.
Terminamos nosso banho e Edward se preparou para sair. Antes parou em frente a mim,
segurando meus rosto.
- Não me leve a mal se eu não aparecer por alguns dias. Não tem nada a ver com
você....com nós dois. Eu só preciso resolver as coisas. E sei que não será tão simples.
Mas eu preciso resolver isso, para estar inteiramente com você. Entende isso?
- Sim. Vou ficar louca de saudade, mas eu entendo.
- Será melhor assim. Depois disso terá que me expulsar da sua vida.
- Nunca.
Beijou-me mais uma vez e se foi de vez. Fechei a porta, um sorriso largo. corri para o
telefone e liguei para o Emmet. Assim que ele atendeu eu berrei e nem esperei que ele
respondesse, desliguei o telefone.
- EMMET, EU TE AMOOOO!!!
Fui para meu quarto, me arrumar para o trabalho. Ia ser difícil esconder minha
felicidade hoje. Felicidade que tinha endereço e nome: Edward.
Edward POV
Não entendia como minha cabeça virou tão rapidamente. Aliás...sabia sim. Bella. Ela
era maravilhosa. Impossível não se apaixonar por ela,mesmo sendo um padre. Linda,
sexy, feminina...jamais passei por provação maior em toda minha vida. Na verdade eu
estava ate acostumado com a cantada das mulheres. Muitas agiam como Bella. Iam ao
confessionário e lá começavam suas propostas. Umas apenas sexo, outras que eu
largasse a batina. Mas confesso que jamais senti qualquer atração por nenhuma delas,
por mais bonita que fossem. então eu estava convicto da minha vocação. Até conhecer
Bella no corredor da minha casa. Me pegou de surpresa, de guarda baixa. Não tive a
mínima chance. Agora estava eu aqui....louco de amor por ela...e ainda por cima tinha
acabado de sair de sua cama. Passei a noite inteira fazendo amor com ela. Deus do
céu.....como pude ser fraco assim? Não estava arrependido, de forma alguma. Mas...isso
era errado não era? Grave demais. Pedi um tempo a ela. Para me organizar e
principalmente....preparar a minha mãe. Prepará-la para ouvir que eu não seria mais
padre. Simplesmente não dava, apaixonado do jeito que estava. Assim que cheguei em
casa, ela já veio pra cima de mim.
- Meu filho...o que houve? Não veio pra casa, não avisou.
- Algum problema,filho?
Meu pai estava sentado no sofá lendo um jornal. Apenas acenou com a cabeça. Sentei
em minha cama, com a cabeça entre as mãos. Por onde começar?
- Filho?
- Quer conversar?
- por que?
- Edward....sabe o quanto respeito sua privacidade,suas escolhas, enfim..a vida que você
leva. Mas posso te fazer uma pergunta indiscreta?
- Como?
- Filho...eu percebi a tensão entre vocês dois, no dia em que conversaram a sós. Vi
como ela olha pra você....e ..você reage bem a ela. - Está imaginando coisas, pai.
- Eu não vou recriminar você. Edward, você é jovem, é lindo.....e sabe que eu sempre
fui contra isso de sacerdócio. Já conversei varias vezes com sua mãe...Se por
acaso....você descobrir que não é isso o que quer para sua vida, sai fora. Não deve
cumprir uma coisa que nem foi você quem prometeu.
Pensei um pouco. Estava a oportunidade para me aliviar um pouco.
- Você??
- E foi bom?
- Ahhh...pai...
Eu ri também.
- Você sempre teve a cabeça no lugar, filho. Vai saber lidar com isso da melhor maneira
possível.
Ele sorriu.
- Darei.
Cheguei a casa dela sem ao menos avisar. Toquei a campainha e longos minutos depois
ela abriu a porta, enrolada apenas no roupão. Seu sorriso iluminou a casa.
- Edward!!!!
- Te amo...te amo.........ah...Edward....
Peguei - a no colo.
Como fugir? Como dizer não? Como negar ao nosso coração o que ele anseia? Como
negar a mim mesmo uma nova vida, se aquela mulher em meus braços era minha vida
agora?
Bella POV
Agora eu tinha a certeza de estar certa. Certa em ter instigado, provocado Edward até
seu limite. Estava muito óbvio que ele não nasceu para ser padre. Tentou,mas não
conseguiu ficar longe de mim. E isso me deixou feliz ao extremo. Seu corpo tremia de
desejo ao me levar para cama. Edward estava fervendo. Não esperou muito tempo para
me penetrar e me levar ao delírio novamente. E de novo...e de novo....Parecia que ele
queria tirar todo o atraso dos últimos anos nesses dois dias. E eu não me incomodava
nem um pouco. Levantei-me enquanto ele dormia. Passava um pouco das oito da noite e
tínhamos que comer alguma coisa. Se continuássemos nesse ritmo,logo estaríamos em
frangalhos. Vesti o roupão e fui até a cozinha,tentando me decidir sobre o que fazer.
Mas eu não conseguia pensar muito bem em nada que não fosse o jeito gostoso como
Edward me pegava em seus braços. Deus do céu...que homem era esse?
Foco,Bella....você não pode agir como uma ninfomaníaca. Caramba...parece que só
pensa em sexo. Bom..mas com ele qual idiota não pensaria? Resolvi pensar em outras
coisas....se eu conseguisse. Estava estranhando o fato de Emmet não ter me ligado ainda
para saber das novidades. Devia estar fervilhando de curiosidade,mas provavelmente
Rose o estava segurando. Abaixei-me em frente ao armário e peguei uma massa...é seria
o ideal agora. Quando ergui novamente meu corpo eu senti as mãos em minha cintura.
Edward colou seu corpo no meu e minha respiração se acelerou ao sentir seu pau,já duro
junto a mim. A boca desceu ao meu pescoço,me fazendo arrepiar.
Ahh....puta que pariu....aquela voz rouca em meu ouvido era demais pra mim. Meu
corpo inteiro amoleceu, o pacote de massa indo ao chão. Girei meu corpo,ficando de
frente pra ele, a língua ávida imediatamente invadiu minha [Link] sexo latejou em
resposta. Edward me ergueu do chão, me colocando sentada sobre a mesa.
-Me faz perder o controle,Bella....não consigo pensar direito com você por perto.
-Não pense.
Mordi seu pescoço e Edward gemeu, abrindo meu roupão. Suas mãos cobriram meu
seio e depois sua boca desceu sobre [Link] e Deitei um pouco meu corpo,apoiando-
me nas mãos. Sua boca chupava e mordia meus mamilos,rígidos e doloridos,sua mão
descendo até meu sexo. Dois dedos me penetraram e gemi mais alto, rebolando meus
quadris e segurando seu pau. Passei o polegar na cabeça inchada e molhada,apertando
na saída.
Retirou os dedos e sem esperar se enfiou dentro de mim. Meu sexo se abriu e
imediatamente se fechou com força em volta dele. Edward rosnou e começou a estocar
dentro de mim. Enlacei sua cintura, meu corpo já quase totalmente deitado sobre a
mesa.
Sua boca procurou a minha novamente, me deixando sem fôlego. Agarrei-me aos seus
ombros, rebolando nele. Essa posição deixava seu corpo muito colado ao meu, sua
pélvis roçando meu clitóris e me deixando ensandecida.
Edward aumentou o ritmo, o ar saindo com força de meus pulmões. Segurei-me com
força nele, a mesa sob nós rangia e eu tive medo que ela se partisse. Senti seu pau inchar
dentro de mim e em seguida seu liquido me preencher. Meu corpo se contorceu
incontrolável,gozando deliciosamente junto com ele. Edward puxou meu corpo para
cima, me abraçando até que nossa respiração voltou ao normal. Encostei minha cabeça
em seu peito.
- Te amo,Edward....
- Não.
Eu ri, desavergonhada. Sua mãos escovou meu cabelo e acariciou minhas costas.
- Como? Emmet....
- Não. Claro que não. Emmet jamais faria uma coisa dessas. É doido, mas nem tanto.
Meu pai percebeu, na verdade. Aliás ele já tinha percebido desde o dia em que você me
beijou, lá em casa.
- Ele me apóia. Meu pai sempre foi contra o fato de eu se padre também. - Quer dizer
que nossa única batalha será sua mãe?
- Em termos.
- por que?
Ele suspirou.
-É tão errado o que estou fazendo...mas é mais forte que eu. Muito mais forte.
-Eu sei. Mas eu já vi tanto caso de padre pedófilo..que pega garotos...Você está com
uma mulher adulta.
Ele gargalhou.
- Edward, mas você não está fazendo isso por perversão. É por amor...ou não é?
- Sinceramente....não sei. Mas não pense que vou fugir porque não irei.
-Sim. fique ai enquanto vou lavar minhas mãos. Não saia dai.
- Sim, senhora.
Voltei rapidamente e ele estava sentado tranqüilamente com uma taça de vinho a sua
frente.
- Mandona heim?
Senti meu rosto queimar. Edward se levantou e parou a minha frente, me prensando
contra a pia.
- Com vergonha? Você me beijou, me atacou, entrou nua no banho comigo e agora está
com vergonha?
- Edward....
Meus dedos se enfiaram em seus cabelos e Edward abriu meu roupão já se enfiando
dentro de mim.
- Sim....
Mais uma vez Edward me levou ao prazer, tomando meu corpo como só ele sabia fazer.
Ele desligou o fogo e foi comigo para o quarto, de onde só sai na manhã
seguinte,assustada com a campainha berrando. Edward acordou meio aturdido ainda.
Provavelmente morto de sono, já que praticamente não dormimos.
- Não.
Vesti meu roupão passando a mão no cabelo e fui até a porta. Notei que Edward vinha
logo atrás.
- Ahhh.....
Sua voz foi morrendo e um sorriso se alargando em seu rosto ao ver Edward parado,
vestindo apenas o roupão como eu.
Seus cabelos estavam ainda mias desalinhados e ele nunca esteve tão sexy como agora.
Edward estava sério. Mas Rose e Emmet sorriam, já instalados em meu sofá.
- Ah...qual é, Edward? Está apaixonado e comendo uma mulher maravilhosa. Que mal
ha nisso?
- Nada.
- Disse que Edward era gostoso e que provavelmente estaria arrombando você com o
pau dele.
- Caralho...
- Vocês dois são dois pervertidos mesmo. onde já viu discutir minha vida assim?
- Sei que não. Mas ela estava certa. olha isso. Bella está com o pescoço todo mordido.
Tirou o atraso, heim irmão?
- Chega. Vou tomar um banho e façam -me o favor de não bombardear Bella com
perguntas.
- Vá lá, piriguete. Eu espero com maior prazer. Só não gritem muito...sabem como
é....posso ficar excitado e querer pegar a Rose aqui mesmo.
- Louca....
Sua boca tomou a minha, mas sem avidez. Edward parecia querer guardar para si todo
meu sabor, meu cheiro.
Terminamos nosso banho e voltamos para a sala. Agora Emmet estava mais sério.
- Eu sei disso, Emmet. O problema é que você não consegue ser gentil o tempo todo.
Os dois riram.
- Mas eu fico grato que tenha nos ajudado, de certa forma. É tudo meio louco....
- É complicado. E eu não queria estar na sua pele. Já pensou como e quando vai contar a
Dona Esme?
- Não....simplesmente não sei como fazer isso. Mas pelo menos tem uma coisa boa.
- O que?
- Serio?
- E quanto a igreja?
Por essa eu não esperava. Arfei e olhei pra ele, surpresa e triste ao mesmo tempo.
Surpresa porque não imaginei que ele fosse fazer isso tão depressa. E triste porque então
eu ficaria alguns dias sem vê-lo.
- Vá lá,cara, faça isso. Você está certo em querer resolver isso logo.
Eu estava com os olhos fixos em minhas mãos sobre o colo. Era idiotice me sentir tão
triste assim.
- Como assim?
- Sim.
Meu peito parecia querer explodir de felicidade. Pulei em seu colo, beijando-o.
Sua boca tomou a minha novamente, sem se importar com Emmet e Rose que olhavam
a cena e riam satisfeitos. Segurei em seus cabelos, olhando em seus olhos.
- Amo você.
- Também te amo,Edward.
Eu me senti mais forte com isso. Edward me amava e me levar para Itália com ele para
tentar resolver sua situação, bem antes de falar com Esme, era prova irrefutável disso.
Tinha a certeza agora, que poderia acontecer o que fosse, estaríamos juntos. Ele era
meu, definitivamente.
Edward POV
Malas prontas. Tudo preparado para minha viagem. Já poderia estar na porta de Bella
pronto para viajarmos. É certo que ainda tinha 5 horas de folga até o horário do nosso
vô[Link]...mas eu queria estar com ela e não em casa, enfrentando um interrogatório.
-Mãe, não estou indo a [Link] outra vez, quem sabe,iremos juntos não é?
-Será que querem que você volte pra lá? Quero vocÊ aqui, perto de mim. De certa forma
eu me sentia mal por estar fazendo isso com minha mãe. Ainda que eu estivesse nessa
situação por culpa dela, eu não poderia enganá-la desse jeito. Mas eu sei também, que
ela faria um drama quando soubesse das minhas intenções. Difícil seria fazê-la entender
que aquela não era minha vida. Poderia ate ter sido durante um tempo. Enquanto eu
ainda não tinha conhecido Bella. Aliás, eu já estava louco de saudades dela.
Minha mãe me abraçou e senti o peso do remorso se abater sobre mim. Era tão injusto
enganá-la dessa forma. Mas meu pai tinha a mesma opinião. Era melhor conversar com
minha mãe quando já estivesse tudo [Link] até parecer covardia de
minha parte, mas eu conhecia minha mãe. Ela iria usar de todos os meios para me fazer
desistir. Peguei minhas coisas e levei-as ate o carro,voltando depois para me despedir do
meu pai.
-Com qualquer coisa,Esme. Não estamos torcendo para que não seja um pedido para
que ele volte pra Itália?
Abracei os dois e voei para casa de Bella.Céus...como eu sentia falta dela..Como é que
uma pessoa pode se tornar tão essencial para outra assim,tão de repente? Estacionei o
carro e nem prestei atenção a um outro veículo parado pouco a frente. Toquei a
campainha e esperei, até que a porta foi aberta....pelo ex noivo dela. Por um instante
fiquei mudo. O que ele estava fazendo aqui afinal? Já não bastava o tempo que fiquei
longe dela,ainda teria alguém para me atrapalhar?
-Tudo bem,Jacob?
-Sim,obrigado. Bella já deve ter saído do banho. Está ha horas lá. -Ah...no banho.
Por que aquilo estava me irritando tanto? Ciúmes,é lógico. Mas Bella não seria capaz
de..... Melhor nem pensar.
Mas ele já foi noivo dela! O que fazia aqui enquanto ela tomava banho? Ou melhor...o
que fez antes do banho? CAlma,Edward. Melhor não pensar besteiras. Sentei-me
enquanto esperava por ela. Jacob desapareceu para a cozinha.
Não resisti e fui até o quarto de Bella. Pelo menos a porta do quarto estava fechada. Dei
uma leve batida.
-Pode entrar,amor.
Abri a porta e a vi ainda nua, passando creme no corpo. Estava com uma das pernas
sobre a cama enquanto deslizava o creme sobre ela.
Ela sorriu.
-Alias..o que ele está fazendo aqui? Sozinho com minha namorada?
Mordi seu ombro e sorri satisfeito ao constatar o arrepio em sua pele e seus joelhos
fraquejarem. Segurei em sua cintura e sua cabeça pendeu para trás.
-Somos.....amigos.....
-Descobriram?
Forcei seu corpo na cama. A posição em que se encontrava favorecia, mas deixa-a com
as mãos e os joelhos sobre o colchão.
Ela quase gritou ao me sentir todo dentro dela. Já entrei dando uma estocada com força,
fazendo seu corpo estremecer.
-Edward....Jake está....
Bella gemeu alto quando entrei com força novamente. Perdeu as forças e seu corpo
estendeu-se na cama,levando-me com ela.
Foi o que bastou para que meu jato abandonasse meu corpo e penetrasse o [Link]
rebolou os quadris me arrancando um gemido. Afastei-me e deitei ao seu lado. Suas
bochechas estavam vermelhas e ela ofegava.
-Talvez.
- Pode.
-Só banho?
Enfiei-me sob a ducha com ela, mas realmente foi apenas um banho. Afinal eu mais que
ninguém tinha ânsia em pegar aquele vôo e resolver minha vida. Pelo menos boa parte
dela. Quando descemos, jake estava na sala.
- Tinha feito um café, mas as coisas apreciam meio "quentes" lá em cima. Resolvi não
chamar.
Como era possível Bela ficar envergonhada? Uma mulher que fazia o que fez comigo?
- Obrigada, Jake. Mas acho que estamos meio atrasados. Não é Edward? - Um pouco.
- O que acha de Jake nos levar, Edward? Seu carro pode ficar aqui.
- Não precisa. Alice irá buscá-lo mais tarde no aeroporto. Mesmo assim, obrigado.
- Bella....você tem noção que eu jamais deixarei de ser padre, não é? É como se eu
ficasse afastado. Poderia viver com você sem estar em pecado...mas nunca me casar.
- Mas eu já ouvi falar que depois de um tempo um padre afastado pode se casar.
- Demora. Eu já vi um caso assim. Foram quinze anos até ele conseguir se casar.
- O que é?
- Surpresa,esqueceu?
- Chato.
Eu ri.
Ela riu, mas seus olhos já começavam a fechar. Fechei meus olhos mas sem conseguir
dormir. embora eu não pudesse me casar com ela, eu colocaria aquele anel em seu dedo.
Era o mínimo que eu poderia fazer para mostrar a ela que eu me casaria com ela sim, se
eu pudesse. Fácil não iria ser. mas antes de tudo eu queria estar em paz com minha
consciência. Só assim eu poderia viver plenamente meu amor com ela.
Bella POV
Acordei meio perdida, sem saber onde estava ate sentir seu cheiro delicioso ao meu
lado. Edward dormia com os braços em volta de mim. Olhei pela janela e vi a Roma a
meus pés. Linda.
- Amor?
-Oi.
- Em um hotel, é claro. Depois vou levar você para conhecer alguns lugares.
- Uma não...várias. Mas o que você quer fazer numa igreja? Pensei que queria distância.
- bobo. Eu quero VOCÊ distante da igreja, mas não tão distante que nem possa entrar.
Alguns minutos depois desembarcávamos e entrávamos para nossa suíte no hotel.
- Bella, eu sou muito conhecido por aqui. É melhor não ficarmos muito...
- Sim, eu sei. Embora eu preferisse andar por ai abraçada a você, eu irei me controlar.
Edward virou-me de frente pra ele e me segurou pela cintura, colando nossos corpos.
- Eu sei. Mas é preciso ser assim. Mas eu prometo fazer um programa, só nós dois..
- Não.
-Humm...então eu vou te levar para um lugar lindo. Tenho certeza que vai adorar.
-Não sei....tudo perto de você perde um pouco a graça. Você é mais lindo do que tudo
que já vi.
- Tão mentirosa...
- Hoje a tarde irei conversar com um velho amigo. Ele irá comigo conversar com o
bispo e fazer todo o procedimento que deve ser feito.
- Ele já sabe?
- Riu muito. Ele sempre comentava como as mulheres me assediavam. Achou que
demorou até muito tempo para eu desistir dessa vida.
Não gostei de ouvir isso. Claro que Edward era lindo e que fatalmente as mulheres
dariam em cima dele. Mas eu não pude evitar meu ciúme.
- somente eu?
Sua boca roçou meu pescoço me provocando calafrios e me apertei mais a ele.
E era. Queria saber se já havíamos chegado. Esperei que Edward conversasse com ele e
aproveitei para guardar nossas roupas. Edward havia falado três dias, mas eu pedi uma
semana de licença. eu não sabia quanto tempo isso poderia demorar.
- Mas...eu...
- Bella...você é parte interessada nisso. Obviamente que quando eu for falar com o bispo
você não irá.
Agora que chegava a hora, eu começava a ficar apreensiva. Eu não fazia idéia de tudo o
que Edward deveria fazer ou falar para conseguir isso. E confesso que tinha medo que
não desse certo, ele não quisesse viver "em pecado".
- Aconteça o que acontecer, eu jamais irei desistir de você. você é minha vida, Bella.
Saímos em direção ao restaurante. Era muito estranho andar ao lado de Edward e não
poder tocá-lo. E ainda ter que agüentar as várias cabeças femininas que se viravam para
olhá-lo. Quando entramos no elegante restaurante um homem de longos cabelos pretos,
presos num rabo de cavalo nos aguardava.
- Aro...Bella...minha....
- Bem,Aro. E você?
A princípio os dois conversaram sobre outros assuntos. Será que todo padre tinha que
ser bonito? Aro realmente era um belo homem. -É...Edward...lembra-se das nossas
conversas? Eu tinha razão não tinha?
Olhei com curiosidade para os dois. Não acredito que Edward falava de mulheres
enquanto era padre.
Ah..deixa de ser idiota,Bella. Ele ainda É padre e come você todo dia. Só de pensar
nisso meu corpo estremeceu.
- Entendo....
-Edward!
- Minto?
- Não, mas...
Foi um almoço agradável. Gostei do Aro. era simpático e parecia gostar muito de
Edward. Mas chegando a hora de Edward sair com ele eu comecei a ficar nervosa. Os
dois me acompanharam ate o hotel. Apenas Edward subiu comigo até a suíte.
- Amor, estou vendo que está nervosa. Fique tranqüila. Pelo menos tente. Independente
do que eu ouvir hoje, é com você que ficarei. Ainda que seja em pecado.
Sorri.
- Você é quem sabe. Quando voltar a gente resolve o que faremos a noite.
Mas assim que a porta se fechou eu cai em prantos. idiotice, loucura, eu sei. Eu nem
sabia porque estava chorando. Mas eu sentia uma agonia tão forte, uma dor que não
sabia explicar.
Edward POV
Mais de cinco horas em reunião com o bispo e eu já começava a ficar aflito. Não pela
reunião em si, mas pelo fato de ficar tanto tempo longe de Bella. Tai mais uma prova de
que não poderia mais viver sem ela.
Tive que contar praticamente toda minha história com Bella. A certa altura o bispo
Raphael me perguntara se eu tinha certeza que isso não era apenas luxuria, prazeres da
carne. Se eu estivesse realmente arrependido Deus perdoaria. Mas eu não estava
arrependido, tampouco buscava o perdão de Deus. Bella e eu nos amávamos e eu
acreditava piamente que Deus não condenaria o amor. O processo era longo e lento.
Mas uma vez que eu dei entrada em meu pedido de afastamento das atividades
religiosas, eu já poderia deixar de me considerar padre.
Mas como Aro bem me lembrara, não existem ex-padres. Uma vez feito os votos... era
para sempre. Mesmo se eu desistisse para sempre, como era meu caso, eu seria um
padre afastado apenas.
O que tinha que ser feito, foi feito. Agora não tinha mais como voltar atrás. Não que eu
quisesse isso. Mas se minha mãe ao menos insinuasse isso, não teria mais como
desfazer.
- Sabe... eu espero que isso mude um dia.
Aro falou assim que saímos.
- Mesmo que nunca mais voltemos ao sacerdócio, ficar carregando sempre o nome de
“padre afastado”. Eu não concordo com isso, sabe? Quem nunca se arrependeu de suas
escolhas? E no seu caso, particularmente, nem foi escolha sua. Isso tem que mudar. A
igreja não pode ser tão retrógrada.
- É assim desde que o mundo é mundo, Aro. E quer saber? Eu não me importo. O que
me interessa é estar com Bella, sem o peso do pecado em nossas costas.
- É... e já pecaram bastante, não é?
Eu ri.
- Amo essa mulher, Aro. Entrou feito louca na minha vida. Deus do céu... o dia em que
essa mulher me beijou eu quis morrer....
- Morrer de que?
Ele gargalhou.
- Sei lá... de tudo. De vergonha, de medo, desejo...
- Ainda bem que o desejo falou mais alto, não é?
- E como. Ainda mais com o louco do meu irmão e da minha cunhada dando apoio. Mas
o que me preocupa é minha mãe. Sei lá... pode ter um ataque quando souber. E nem
posso pensar da hipótese dela vir maltratar a Bella.
- Tudo se ajeita com o tempo, Edward. Eu sempre te falei que era um desperdício você
como padre. Você tem um coração enorme, que eu sei. Mas não precisa do sacerdócio
para fazer boas ações. Eu sempre notei que você não tinha vocação, ainda que
disfarçasse muito bem. É bonito, jovem, cheio de energia. E haja energia. É só olhar
para vocês e notar as faíscas.
Eu ri alto dessa vez. Nem parecia conversa de padres.
-Mas sinceramente eu jamais pensei em uma mulher assim, Aro. Depois que entrei para
a igreja.
- Eu sei. Você ficava até irritado com o assédio. Até que apareceu o furacão Bella.
Aliás... pretendem ficar muito tempo aqui?
- Não sei. Vou esperar o Raphael e depois verei o que ela me diz. Mas amanhã pretendo
levá-la ate a Áustria.
- Lua de mel antes do casamento.
Eu ri, sem vontade. Eu odiava ter que tirar isso de Bella. Durante muitos anos
ficaríamos sem poder nos casar realmente. Talvez esse dia nunca chegasse.
- Quem me dera Aro.
- Ajam como se fosse, Edward. Um casamento comum, a lua de mel. O que importa é o
que vocês sentem. Mas vem cá... onde pretende levá-la?
- Acho que irei levá-la até Insbruck. Adoro aquele lugar.
- Realmente lá é belíssimo. Tenho certeza que ela irá gostar.
Já estávamos na porta do hotel e convidei Aro para subir.
- De jeito nenhum. Sei que está aflito para ver Bella. Deixe um abraço. E por favor, não
vá embora sem se despedir.
- De jeito nenhum. Obrigado por me acompanhar.
- Conte comigo. Bom... agora preciso ir. Ainda tenho uma missa para celebrar.
- Até mais então.
Abraçamos-nos e fiquei observando enquanto ele se afastava. Iria sentir falta dele.
Apesar da diferença de idade, eu e ele nos demos bem logo de cara. Tornamos-nos
amigos de verdade.
E eu sabia que ele era um pouco solitário. Só torcia para que ele fosse feliz no caminho
que decidiu seguir.
Subi até o quarto e encontrei Bella dormindo, a televisão ligada. Sentei-me ao seu lado,
observando seu rosto, que não estava tranqüilo e sereno como sempre. Provavelmente
preocupada com nossa situação. Toquei sua bochecha.
- Amor?
Vagarosamente ela abriu os olhos, que por sinal estavam muito vermelhos.
- Você andou chorando, Bella?
Bastou eu fazer essa pergunta e ela desabou em lágrimas.
- Deus... Bella, o que foi?
Peguei-a no colo, abraçando seu corpo inteiro. Ela tremia e continuava a chorar o rosto
enterrado em meu peito.
-Está me deixando preocupado. O que foi?
- Nada. Eu só... ah, Edward....não sei. Estou assim. Chorando desde que você saiu.
- Amor, me escute. Vai dar certo. Sei que é isso que a preocupa. Já está tudo
encaminhado. Não temos que nos preocupar se estamos vivendo em pecado. Agora
somos homem e mulher... nada de padre aqui.
- Eles... aceitaram bem?
- Eles nunca são impiedosos ou coisas do tipo, Bella. Apenas seguem as doutrinas. É
claro que não ficam satisfeitos. Mas também não podem nos obrigar. Ele me ouviu, fez
perguntas, mas nada que eu não esperasse.
- Podemos ficar despreocupados, então?
- Claro que sim. E como te prometi, amanhã vou levá-la a um lugar.
- Que lugar?
- Vamos para a Áustria. Uma cidade chamada Insbruck. É linda... Mas acho que
precisaremos de roupas mais quentes.
- Mas trouxemos bastante.
- Bella... lá é m frio que não tem noção.
- Você é muito conhecido lá?
Eu ri, já prevendo o que iria dizer.
- Não. Por quê?
- Porque assim como agir como sua namorada.
Alisei seus cabelos, beijando seu rosto.
- Vai poder amor. Tudo o que quiser.
Saímos mais tarde e compramos roupas ainda mais quentes do que as trouxemos. Mas
alguma coisa preocupava Bella. Estava calada, quase assustada. À noite me amou com
loucura, quase desespero. Como se aquela fosse a última vez que iria me ver. Isso me
preocupou. Alguma coisa estava acontecendo e Bella insistia em esconder de mim.
Bella POV
Edward estava feliz. Feliz demais até. Eu tentava me esforçar para mostrar o mesmo
entusiasmo que ele, mas tenho quase certeza que estava fracassando. Senti seus braços
em volta do meu ombro e olhei pela janela do trem. Sem dúvida alguma a paisagem era
belíssima, de tirar o fôlego. Raiva de mim mesma por ser tão fraca e não dizer logo a
verdade para Edward.
- Você viaja muito por esses lados, Edward?
- Não. De vez em quando eu e Aro resolvíamos nos divertir um pouco. Vínhamos
esquiar.
- Você sabe esquiar?
- Não é difícil. Você vai gostar.
- Não está pensando que farei isso, está?
- Por que não? Nunca teve medo de nada.
O que eu diria? Não vou por que tenho medo de cair e perder o bebê que acho que estou
esperando? Quer dizer... pelo menos o teste que fiz deu positivo. Assim que pensei na
possibilidade de uma gravidez eu corri ate uma farmácia e comprei um teste, que deu
positivo.
Eu nunca confiei muito nesses testes de farmácia, sei lá por que. E torcia para que eu
estivesse certa. Eu grávida de Edward? Isso já era loucura demais. Não que eu não
quisesse um filho. Eu queria e muito. Mas não agora, quando nossa situação ainda era
tão delicada. E eu achava injusto falar isso para Edward agora.
- Assim que chegarmos lá irei levá-la a um lugar que pra mim é lindo. Não sei se vai
gostar.
- Onde é?
- JÁ ouviu falar nos cristais Swarovski?
- Sim.
- Então... muitos chamam o lugar de museu, mas não chega a tanto. Você verá assim
que chegarmos lá. Mas primeiro iremos deixar nossas coisas no hotel. Só então iremos
para lá.
Assim que chegamos meu queixo caiu ainda mais. Eu gostava dessa paisagem. Frio.
quase gélido. O hotel era lindo e não poderia ser diferente. Tudo naquele lugar era
belíssimo.
Mas o que me chamou a atenção e me fez literalmente perder o fôlego foram as
esculturas no Swarovski Crystal Worlds, lugar que Edward havia comentado.
Cada uma mais linda e perfeita que a outra. Tigres, ursos, algumas que nem consegui
decifrar o que era. Mas a que mais me encantou e chamou a atenção foi a de um rosto.
Perdi a noção do tempo, ali, parada, olhando boquiaberta.
- É a minha preferida também.
Ele falou passando o braço em volta da minha cintura.
- Deus do céu, Edward... é...nossa...estou sem palavras.
- Claro que nada disso se compara a você.
Virei-me para ele e olhei em seu rosto, cheio de amor por mim. Não resisti e me joguei
em seus braços, envolvendo seu pescoço e beijando sua boca
- Eu amo você. Amo demais. Promete que nunca irá me deixar?
- Ficou louca? Depois de tudo o que estamos enfrentando? Nunca... você é minha
vida,Bella.
Apertei-me com força ao seu corpo. Eu diria a ele sobre minha preocupação. Ainda hoje
eu diria.
E não teria como escapar. Percebi que Edward ficou chateado por eu não querer esquiar.
Fiquei sentada vendo-o. Era lindo demais. Meu Deus... como uma pessoa podia ser
perfeita em tudo? Até mesmo com aquela roupa estranha própria para se esquiar ele
ficava lindo e gostoso.
Eu poderia passar horas ali, só observando a paisagem e olhando Edward deslizar pelo
“gelo”.
Quando ele veio até mim suas bochechas estavam coradas pelo frio, mesmo com todo
agasalho. Seu sorriso era radiante. Totalmente desprovido de qualquer preocupação.
-Medrosa... não sabe o que perdeu.
- Não perdi nada. Só de ver você... não existe nada melhor que isso no mundo.
- Um dia ainda voltaremos aqui. Ai eu te convenço.
- Com certeza.
Encostei minha cabeça em seu ombro e ficamos um bom tempo apenas apreciando a
paisagem.
Só fomos embora quando a noite começava a cair. Tomamos um banho juntos, depois
de fazermos amor, é claro. Em seguida Edward me levou para frente da lareira que já
estava acesa.
- Vem se aquecer um pouco. Depois eu aqueço você.
- Está me saindo bem safadinho, Edward.
- Também... com a professora que eu tive.
DEU-me um beijo e depois se levantou, voltando em seguida com um vinho e duas
taças. Encheu as duas e me entregou uma.
- Er... acho que não irei beber.
Ele me olhou por um tempo, depois suspirou e colocou as duas taças no chão.
- Tudo bem. Agora chega. Vai me dizer o que está havendo ou não? Estou vendo que
não está tranqüila, Bella.
- É que... ah...
- Bella... sabe que pode confiar em mim. O que te aflige?
Comecei a chorar. Que ódio que eu tinha de mim nessas horas.
- Eu... estava assim desde cedo...chorando. Pensei que fosse TPM.
- E não é?
- Edward... eu...olhei um calendário. Estou atrasada.
Ele congelou.
- Me diga com todas as letras.
- Eu acho... eu até fiz um teste de farmácia. Deu positivo.
Olhei em seus olhos, engolindo em seco.
- É provável que eu esteja grávida.
Mais lágrimas. Mas agora. lagrimas minhas....e dele.
- Edward, sinto muito, eu...
- Sente muito? Como assim? Bella, amor... nosso filho!!!
Abraçou-me com força, beijando meus cabelos.
- Pensei que fosse ficar chateado.
- Deus do céu... pare de dizer loucura...eu te amo. E isso só me completa.
- Mas Edward... nós ainda estamos...
- Não estamos nada. Estamos juntos. Como um casal de verdade.
- Mas quando engravidei você ainda era padre, então...
- Não vai me dizer que acredita que mulher de padre vira mula sem cabeça e tem bebês
jeguinhos sem cabeça.
- Não, mas...
Ele riu alto... feliz.
- Amo você, meu anjo. E agora ainda mais.
- Está feliz então?
- Você não está?
- Claro que sim. Estava com medo da sua reação.
- Quer que te prove como estou feliz?
Sua boca cobriu a minha antes que eu respondesse. Gentilmente forçou meu corpo a se
deitar e se colocou sobre mim. Suas mãos me apertavam firmes e suaves ao mesmo
tempo. Ali mesmo, no chão ele me amou me fazendo perceber o quanto meus medos
eram infundados.
Eu estava com Edward. Não havia nada a temer.
Bella POV
Eu sabia que Edward tinha os olhos cravados em mim. Mas eu evitava olhar para ele.
Não queria que ele visse o medo e apreensão em meus olhos.
Roma, Vaticano, Áustria ja estavam somente na lembrança. Nosso vôo de volta para
casa acabava de pousar. E agora era hora de enfrentar, na minha opinião, o maior
problema de todos: Esme.
Eu sabia que agora era um caminho praticamente sem volta para Edward. Mas eu tinha
medo da reação da Esme. O orgulho que ela sentia por Edward ser padre era quase
exagerado. E era capaz de ter um piripaque quando soubesse da verdade.
- Bella?
- Sim?
- Por que está evitando me olhar?
- Não estou evitando,Edward.
- O que é pior?
- você abandonando a batina e ainda por cima será pai. Sabe como isso será para sua
mãe?
- Bella, calma. Eu me entendo com ela. So me prometa que vai ficar calma. Isso pode
fazer mal ao bebê.
- Eu prometo que irei tentar.
Ele riu e beijou meus cabelos. Faria isso por ele. Afinal nunca fui uma covarde. O que
estava acontecendo comigo agora? Eu imaginava o por que. A possibilidade de perder
Edward me assombrava de maneira cruel.
A dor que eu sentia toda vez que pensava nisso era tão forte que me tirava o fôlego.
Talvez o fato de estar grávida piorasse um pouco a situação.
Assim que pegamos nossa bagagem, avistei Emmet aguardando no desembarque. Sorria
de orelha a orelha com Rosalie ao lado dele.
Entrei no carro amparada pelos braços fortes de Edward. Meu rosto enterrado em seu
peito molhava sua camisa.
- Calma amor. Vai dar tudo certo.
- Desculpe Edward. Não sei o que me deu.
- Vamos para casa da Bella, Emmet.
Meu corpo tremia ligeiramente. Eu tentava pensar em tudo de bom que me aconteceu
desde que conheci Edward. Pensei em suas palavras de amor e carinho, mas foi tudo em
vão. O medo da reação de Esme nublava qualquer pensamento feliz que eu viesse ter.
Já em casa reunimo-nos na sala, mas antes que começássemos qualquer assunto a
campainha tocou.
- Como não sei o que está pensando, vou falar assim mesmo. Você está certa. Bella e eu
viajamos juntos. Aliás, já estamos juntos há um tempo.
- Como assim. estão juntos?
- Juntos... num relacionamento..homem-mulher.
- Para com palhaçada... você é um padre, Edward.
- Ex-padre. Esse foi o motivo da minha visita à Itália.
- Não acredito nisso.
- É verdade, Alice. Estou apaixonada por Edward. Aliás, estou desde a primeira vez que
o vi, aquele dia na sua casa.
- Meu Deus do céu, Bella... ele é padre.
- Não é mais.
- Mas era quando você... Emmet e Rose já sabiam, é claro.
- Não somente sabia como ajudei.
Alice enterrou o rosto nas mãos, balançando a cabeça. Notei que suas mãos tremiam
ligeiramente. O choque foi demais pra ela. Edward estava tranqüilo, sereno. Eu também
tremia. Emmet e Rose a mesma cara de paisagem de sempre. Como se isso fosse a coisa
mais natural do mundo.
- Vocês têm noção do que fizeram? Tem noção de como nossos pais irão reagir,
Edward?
- Nosso pai já sabe.
Ela arregalou os olhos novamente.
Olha só como eu sou idiota. Só de imaginar uma piscina cheia de mulheres e Edward
por perto olhando o ciúmes corroia meu peito. Merda. Era insano, eu sei. Mas eu
simplesmente não conseguia evitar. Tudo o que eu sentia ultimamente era intenso.
Amor, ciúme, raiva, tesão...tudo em excesso.
- Como assim...piriguete tá grávida? Eu serei tio de uma mulinha sem cabeça? Ah...dá
cá um abraço.
Emmet me pegou num único puxão, me colocando em seu colo e girando comigo.
- Pare com isso, seu maluco.
- Eu serei titio...eu mereço ser padrinho, heim, Bellitcha? Afinal eu dei a maior força.
- E como deu não é, Emmet? Coisa errada é com você mesmo.
- Coisa errada não, Alice. Coisa certa.
Foi Rose quem falou. Até Emmet parou comigo no colo para ouvi-la. Rose geralmente
era mais contida quando era assunto de família, por isso o assombro.
- Existe coisa mais certa que o amor? Eles se apaixonaram, se entregaram a essa
paixão...o filho é conseqüência. Você não viu, Alice...esse homem chegar a minha casa
desesperado procurando pelo Emmet, em busca de conselho, de socorro. Ele tentou
resistir, eu sei.
- É mas a Bellinha é fogo na roupa. Atentou o padreco até ele não resistir mais.
Alice apoiou o queixo sobre a mão, o olhar perdido. Ninguém se atreveu a dizer nada.
Emmet me colocou de volta ao sofá ao lado de Edward. Ele me abraçou e beijou meus
cabelos, segurando minha cabeça em seu ombro.
Não queria que Alice ficasse mal comigo. Que pensasse que eu me aproveitei da nossa
amizade para conquistar Edward. Talvez eu tenha feito realmente isso. Mas como disse
a Rose...existe coisa mais certa que o amor?
Foi com alívio que ouvi as palavras de Alice. Eu sabia que não teríamos o apoio de
Esme, então quanto mais pessoas estivessem do nosso lado, melhor.
- Só me resta apoiar vocês. Você sempre foi o mais cabeça feita de nós, Edward. Se
chegou a tal ponto...vai ser pai...creio que sabe muito bem o que quer da vida. Então
quem serei eu para julgar?
- Ai...Alice...
Corri até ela e a abracei. Sempre gostei tanto dela. Não queria ganhar um amor e perder
um amigo. Eu sou gulosa...quero tudo.
- Obrigada, Alice.
- Bonito, heim? Jogando charme pro meu irmão debaixo do meu nariz...
- Caramba...desde aquele dia em que o vi apenas de toalha...
Olhei para Edward que ficou vermelho, mas sorriu.
- Conta pra ela do dia em que invadiu o banheiro quando ele tomava banho.
Alice arregalou os olhos, mas sorria ligeiramente.
- Você não fez isso, sua maluca. Lá em casa?
- Sim...e foi idéia do Emmet.
- Nem tem como culpar você, Edward. Jogaram duro.
Todos nós gargalhamos. Pelo menos nesse momento eu consegui me descontrair. Todo
mundo conversava animadamente. Rose e Alice me davam idéias sobre o bebê, roupas,
decoração de quarto e até nomes. Edward e Emmet estavam absortos conversando,
sérios demais para o meu [Link] coisa não deveria ser. Emmet raramente ficava tão
compenetrado [Link] suspeitas se confirmaram quando Edward sentou-se ao
meu lado, segurando minha mão.
Entretanto Edward ainda insistiu para que eu tomasse um banho. Realmente foi bom.
Ajudou-me a relaxar um pouco. Mas nem por isso o tremor abandonou meu corpo.
Seguimos todos para a casa dos pais de Edward. Quando chegamos, estávamos todos
sérios, inclusive Emmet.
Esme estava na sala ajeitando umas flores no vaso. Assim que a vi meu coração
disparou feito louco. Carlisle como sempre estava debruçado sobre um livro.
Esme disparou a falar, o que so complicou ainda mais a situação. Edward se remexeu ao
meu lado. Eu estava sentada entre ele e Rose. Emmet permanecia de pé. Acho que era
pedir demais para ele ficar quieto.
- Esme, querida, acho que nosso filho tem algo a dizer. Por que não espera ele falar?
Carlisle interrompeu de maneira delicada e seus olhos pousaram sobre mim em seguida.
Agradeci com um breve sorriso.
- Mãe!
Edward a interrompeu e Esme calou-se.
- Eu quis dizer que não irei participar de paróquia nenhuma, nunca mais em qualquer
lugar do mundo. Eu estou... abandonando a vida religiosa.
- VOCÊ NÃO FEZ ISSO! QUER MATAR SUA MÃE DE DESGOSTO. ISSO FOI
UMA PROMESSA, EDWARD. NÃO PODE ABANDONAR POR CAUSA DE UM
RABO DE SAIA. SEI QUE ESSAS VAGABUNDAS DÃO EM CIMA DE VOCÊ,
MAS ISSO PASSA.
- Mãe...ela não é nenhuma vagabunda. Eu me apaixonei por ela porque é meiga, doce,
linda...
Baixei meus olhos, meus dedos cruzados sobre o colo.
- Sei que está nervosa, mas não irei permitir que trate a Bella assim. Pare de chamá-la
de vagabunda. Nos amamos e estamos juntos. Mãe...nós teremos um filho...seu neto.
-NUNCA! NUNCA QUE ESSE FILHO DO PECADO E DA PERVERSÃO SERÁ
MEU NETO. EU ABOMINO A SITUAÇÃO DE VOCÊS...EU...EXCOMUNGO ESSA
UNIÃO...EXCOMUNGO ESSE FILHO BASTARDO.
Edward deu um passo para trás, em choque. A família inteira ficou quieta, chocados
demais com as palavras de Esme. Vi lágrimas nos olhos de Edward e meu coração se
apertou por ter sido eu a causadora de tudo isso.
Esme desabou num choro. Foi um alvoroço. Mas Edward permanecia de pé, imóvel. Fui
até ele e o abracei. As lágrimas deslizavam em abundância pelo rosto perfeito.
Alice chorava e percebi, surpresa que Emmet e Rose também. Evidentemente estavam
tão feridos quanto Edward. Aliás...Edward estava bem mais, é óbvio.
Puxei Edward pela mão. Não iria deixá-lo ser mais maltratado do que já foi. Emmet nos
seguiu até o carro.
- Dirija você, Bella. Ele não está em condições. Mais tarde eu passo lá.
- Obrigada, Emmet.
- De nada.
Não falei nada durante nosso trajeto até minha casa. Agora, nossa casa. Quando
chegamos Edward arrastou –me pela mão e levou-me para nosso [Link] meu
corpo sobre a cama e me beijou com desespero. Senti o gosto salgado das lágrimas que
se misturavam aos nossos beijos.
Edward enterrou seu rosto em meu ombro e chorou alto, feito um bebê. A minha dor se
misturava à dele. Doía porque eu sofria ao vê-lo sofrer. Ele jamais mereceu tudo o que
ouviu de Esme, embora eu entenda que ela estava nervosa.
Afaguei seus cabelos enquanto ele continuava seu choro sofrido. Choro de quem perdeu
alguém que amava. Mas eu seria forte o bastante para ajudá-lo a se reerguer. Mas as
palavras de Esme excomungado não só a ele como à nosso filho cortaram feito navalha.
E embora eu tivesse certeza que Edward a perdoaria um dia... ele jamais se esqueceria
daquelas palavras.
Edward POV
Olhei pela janela, como fazia todos os dias nesse horário. Em breve Bella estaria de
volta. Continuava trabalhando no hospital mesmo com o barrigão de sete meses. Eu
achava que já era hora de ela se afastar do trabalho. Ela simplesmente ria e dizia que
gravidez não era doença. Sei que me preocupo a toa. Talvez seja carência. Na verdade o
que eu queria era tê-la ao meu lado todas as tardes.
Comecei a dar aulas em uma escola particular. Pelo menos pra isso os anos de seminário
me serviram. Trabalhava somente pela manhã e tinha as tardes livres.
Essa era a parte ruim. Ficar sozinho tanto tempo acabava me fazendo pensar em coisas
que eu não queria.
Tipo: minha mãe.
Ainda me doía demais lembrar-me de todas as suas palavras. Talvez eu tivesse errado
também. Poderia ter conversado com ela primeiro antes de me entregar à Bella. Poderia
ter contado sobre o que me afligia, meus desejos... Mas ,enfim, era tarde para ficar me
remoendo. E nem queria. Sabia que Bella ficava mal sempre que me via assim. Sentia-
se culpada e eu não queria isso.
O que mais me magoou foi o que minha mãe disse sobre meu filho. Ele não era fruto de
nenhum pecado. Era fruto do meu amor por uma mulher. Seria difícil entender isso? Eu
que sempre respeitei meus votos, jamais olhei para uma mulher com outros olhos.
Balancei minha cabeça tentando dissipar essa nuvem de tristeza. O importante é que
Bella e eu estávamos bem. Cada dia mais apaixonados. Nosso filho crescia bem e era
muito amado.
Nunca mais voltei à casa dos meus pais. Alice, Emmett, Rose e meu pai vinham sempre
nos ver. Mas minha mãe nunca fez questão ao menos de saber como eu estava. Era
como ela mesma disse: eu estava morto.
Coloquei a carne para assar e subi para tomar um banho. Na verdade eu queria sair um
pouco. Mas em plena quinta feira...Era bem provável que Bella estivesse em frangalhos.
Chegava exausta. A única coisa que ela não recusava...era fazer amor comigo. Para isso
não existia cansaço.
-Edward?
- No quarto, amor.
Ela chegou com aquele mesmo sorriso de sempre: cansado, mas feliz.
-Tudo bem?
Aproximei-me dela e dei-lhe um beijo demorado.
- hum... que cheiro bom.
- Meu ou da comida?
- O seu. Mas o da comida também está divino. O que está fazendo?
- Nada muito elaborado. Não quer tomar um banho antes?
- Farei isso. Minhas pernas estão latejando.
- Se quiser faço uma massagem mais tarde.
- Irei adorar.
Ela foi se despindo e meu olhar guloso não se desviava. Era a perfeição em forma de
mulher. Sinceramente, eu acho mulher grávida a coisa mais linda de se ver. Mas Bella
era simplesmente espetacular. Perfeita.
Ela riu também e entrou para o banho. Desci novamente para a cozinha e preparei uma
salada. Bella fazia careta, mas ela precisava disso. E nem adiantava discutir.
Alguns minutos depois ela desceu. Usava um vestido leve e curto, os cabelos molhados
pelo banho recente.
A mesa já estava posta e ela sorriu inspirando profundamente.
- Deu água na boca.
Antes que ela se sentasse fui até ela e toquei seu ventre.
- Como está nosso bebê hoje?
-Está tão quietinho...até me espantei. Não deu trabalho hoje.
Eu ri. Bella ficou furiosa quando esteve na escola e viu algumas garotas ao meu redor.
Estavam simplesmente pedindo explicações sobre a matéria e Bella já imaginando
coisas.
Mas admito que algumas eram abusadas. Mas Bella nem poderia sonhar com isso ou
iria surtar. Era ciumenta [Link] pura. Eu só tinha olhos pra ela.
-Adivinha?
- Bella, você sempre foi fogosa assim?
- Não. Só depois que conheci você.
-Ta...acredito.
-É serio.
-Alias, por onde anda seu ex noivo?
- Estava fazendo um curso fora. Ainda não voltou.
- Como sabe?
- Ai, Edward. Sabe que somos amigos. Conversamos antes que viajasse.
- Tudo bem. Perguntei por perguntar.
Mas eu sentia sim, ciúme. E muito. Sabia que não tinha nada a ver, mas era
simplesmente incontrolável. Entretanto eu jamais falaria isso com Bella, embora
estivesse muito óbvio.
Assim que terminamos o jantar, lavei a louça e praticamente expulsei Bella da cozinha.
-Deite-se lá que daqui a pouco irei fazer sua massagem.
- Bom dia.
- Bom dia, amor. Dormiu bem?
- Muito bem. Estou com um pique que você não imagina.
Eu ri, roçando a barba por fazer em seu pescoço.
- Igual estava ontem?
-Exatamente igual.
- Mas agora temos outros planos, não é? Levante-se e vamos sair. Às compras, como
diria Alice.
- Ai, Edward...eu vi uma loja que tem tanta coisa linda.
- Então vamos lá ver as coisas lindas.
Bella entretanto, pegou sua bolsa e virou-se para sair. Completamente sem graça, eu a
segui.
- Amor...isso foi desnecessário.
- Desnecessário? Você reclamou ha pouco dos homens que ficam me olhando e acha
que vou aceitar uma vadia qualquer dando em cima de você?
- Calma, Bella. Sente-se aqui. Vou comprar uma água pra você.
Ajudei-a se sentar no banco e sai para comprar uma água. Ela estava tremendo.
Voltava para junto dela e quando estava ha pouco centímetros fui interceptado por uma
loira.
- Preciso ir Tanya.
- Já que largou a batina...podemos nos divertir. Está tão gostoso.
- Vá se divertir com qualquer vagabundo de rua, sua puta.
Ela arregalou os olhos e olhou para trás. Bella estava vermelha e a fuzilava com os
olhos.
- O que é isso?
- Essa é minha esposa, Tanya. Foi por causa dela que abandonei o sacerdócio.
Ela olhou pra Bella de cima a baixo e sorriu com desdém.
- Com essa barriga toda não irá conseguir fazer o que posso fazer por você.
Bella avançou sobre ela, mas no instante seguinte parou, as mãos sobre o ventre.
- Ai...
- Amor...
Deixei cair o copo com a água e segurei-a pela cintura.
Olhei pra Tanya com ódio.
- Suma daqui, sua ordinária. E se acontecer alguma coisa a ela e ao bebê...eu vou atrás
de você até no inferno.
- Que isso, Ed? E aquele tesão todo que sentia por mim?
Fechei meus olhos com força e caminhei com Bella até o banco novamente.
- Bella, amor, fale comigo. O que está sentindo?
- Dor...dor, Edward. Me leve daqui.
Peguei-a no colo e praticamente voei até o carro. Bella se contorcia de dor e entrei em
desespero.
- Me leve para o hospital, Edward.
Rezei em silêncio. Se acontecesse algo com os dois eu jamais me perdoaria. Era tudo
culpa minha. Maldição.
Mesmo fazendo errado, liguei para o hospital enquanto me dirigia pra lá. Quando
cheguei dois enfermeiros já me aguardavam com uma maca.
Contrariado fui até lá preencher alguns documentos. Em seguida liguei pra Alice e pra
Rose.
Assim que terminei fui para o local indicado pela recepcionista. Andei de um lado a
outro esperando que alguém viesse dar alguma informação.
Ninguém aparecia. Rose e Alice acabavam de chegar quando o enfermeiro apareceu.
- Senhor?
- Como ela está?
Alice segurou meu braço e Rose postou-se ao meu lado.
- Estamos aguardando a chegada do médico da senhora Isabella. A pressão dela subiu
muito...
- E? E agora? O que...
- Somente o médico poderá responder com mais presteza. Mas creio que talvez
tenhamos que fazer o parto.
- Não. Como? Não pode. Ela está apenas de sete meses...
Enterrei minha cabeça em minhas mãos. De repente, como num filme, eu me lembrei
das palavras da minha mãe...excomungando meu filho. Sempre acreditei que as palavras
de uma mãe eram poderosas. O medo me dominou. Eu não me perdoaria, não perdoaria
minha mã[Link] não iria suportar isso. Porque se eu perdesse meu filho, com certeza
perderia Bella também. E então eu não teria mais vida.
Edward POV
As palavras do médico ainda martelavam em minha mente: cesárea de emergência.
Segundo eles, a pressão de Bella subiu bastante, deixando seu quadro preocupante.
Entretanto eles estavam mais preocupados com o bebê. Bella disse aos médicos que não
estava sentindo-o se mover. Daí um dos principais motivos para fazer a cesárea. Pelo
menos estavam conseguindo controlar a pressão dela, o que me deixava menos
apreensivo.
Senti uma mão forte em meu ombro e nem precisei levantar minha cabeça para ver
quem era. Emmett sentou-se ao meu lado.
- Dará tudo certo, Edward. Os médicos estão otimistas.
- Só ficarei tranqüilo quando vir Bella sã e salva e nosso bebê saudável.
-Eu acho que consigo entendê-lo . Eu fiquei assim também quando Rose deu a luz. E
olhe que no caso dela foi tudo normal, como deveria ser. Mesmo assim eu tive medo. É
normal, eu acho. Não entendemos nada do mundo feminino, Edward. Essa é a verdade.
- Começo a pensar nisso também.
- Edward, sei que não é hora disso, mas... nossa mãe esteve aqui?
-Não. Nunca mais a vi...desde aquele dia.
-Eu não entendo, cara. Juro que não entendo. Até acho que posso ser simpático com a
causa, digo com o fato de nossa mãe ser tão católica e sonhar em ter um filho padre.
Mas ela tem que entender que os pais apenas nos mostram um caminho. Nós é que
temos que decidir. Ninguém nunca pode tomar decisões por nós.
Fiquei um bom tempo apreciando as palavras do Emmett. Era até estranho ouvir isso
dele. Não que ele não fosse cabeça feita, mas era sempre tão moleque que a gente
acabava estranhando quando falava alguma coisa mais séria. Ainda assim eu jamais
poderia me esquecer que grande parte de tudo o que aconteceu comigo e Bella...foi obra
dele e da loucura dela. E sou muito grato por isso.
E agora mais uma vez ele estava ao me lado, reconfortando-me ou pelo menos tentando.
Estava há mais se sete horas nesse hospital. Mas eu não sentia fome, sede ou cansaço.
Somente conseguia pensar em Bella e em nosso bebê.
- Filho?
-Pai...
Levantei-me imediatamente e abracei meu pai, já chorando. Sei que muita gente pode
pensar que é frescura, boiolagem e coisas do tipo. Apesar de sermos chamados de sexo
forte, nós temos sentimentos, pelo menos eu tenho. Tenho sensibilidade, sofro...tenho
medos. E sinto falta da presença de uma mãe...de um [Link] sabia que ele viria. Sempre
me apoiou em tudo, não me deixaria num momento como esse.
- Estou aqui, filho. Para o que der e [Link] carinho e amor por você são tão intensos
que nesse momento posso ser pai e mãe.
Não consegui falar. Apenas me deixei levar pelo choro, tentando afogar assim todas as
tristezas e decepções.
- Agora quero que faça uma coisa, Edward. Por mim.
Passei minha mão pelo meu rosto, secando as lágrimas.
- O que?
- Venha comigo e pelo menos tente comer alguma coisa. Bella precisa de você e não vai
ser nada legal se cair doente.
Sempre a palavra certa, na hora certa.
- Eu irei, pai. Não quer vir, Emmett?
- Não. Daqui a pouco Rose chega e irei pra casa ficar com a Carol.
- Obrigado, Emmett. Por tudo.
- Sei que faria o mesmo por mim.
Afastei-me com meu pai até a lanchonete do hospital. Com muito esforço consegui
comer um sanduíche e um suco. Meu pai não falava nada, apenas comia, respeitando
meu silêncio. Eu mesmo decidi quebrar o gelo.
Não disse nada. Porque no fundo eu também não sabia se um dia poderia perdoar. Eu
fui um homem de Deus. Não sou Deus. Sou humano, fraco, com defeitos. E
provavelmente esse seria um deles: a incapacidade de perdoar. E nem era por maldade.
Se fosse apenas uma raiva momentânea, seria fácil perdoar. Mas era mágoa...decepção.
Perdoar isso, só com o tempo. E isso nem era fato provável de acontecer.
Mas foi bom conversar com meu pai. Ouvir as palavras amigas dele deixou-me mais
confiante.
Voltamos para perto da sala de parto no instante em que um dos auxiliares saía.
- Senhor Cullen?
- O que houve?
- Apenas para avisar que estamos começando a cesárea nesse momento. Em breve estará
com sua esposa e seu bebê.
- Ah...meu Deus...obrigado.
Ele se afastou com um sorriso compreensivo. Ali mesmo no corredor, ajoelhei-me e
rezei. Pedi pelo meu filho, por Bella...por nós. Pela vida inteira que ainda teríamos pela
frente.
Alice e Rose se juntaram a mim e ao meu pai. Emmett já tinha ido embora cuidar da
filha.
- Estou doida para ver a carinha do bebê. Será que é parecido com você, Edward?
- Nem consigo pensar nisso, Alice. O que vier eu irei amar do mesmo jeito.
- Eu sei, seu bobo. Só estou tentando distrair você.
Eu chorei feito um bebê quando Alice e Rose disputaram meu abraço. Saíram me
arrastando para a ala dos bebês. Eu não conseguia enxergar nada. As lágrimas não
deixavam.
Aproximamo-nos do vidro e vimos uma enfermeira fazendo os procedimentos em um
bebê que só poderia ser o meu. Quando ela se virou, com o bebê já limpo, sorriu ao nos
ver. Aproximou-se do vidro e então pude ver minha filha pela primeira vez. Tão
pequenininha...e linda. O rosto era bem miúdo. A única coisa em excesso eram os
cabelos iguais aos meus.
Ficamos ainda um bom tempo olhando aquele bebê minúsculo, mas tão cheio de vida.
Meu coração estava um pouco mais tranqüilo.
- Vou voltar...está demorando. Tenho que ver Bella.
Entretanto não apareceu ninguém para falar qualquer coisa a respeito dela. Andei de um
lado a outro e quando a angústia tornou-se insuportável, eu ameacei invadir o quarto.
Meu pai me deteve.
- Calma, filho. Sei que é difícil, mas tente se controlar.
- Como, pai? Faz quase uma hora que nossa filha nasceu e ela ainda está na sala de
parto. Se não aparecer ninguém para me dar uma satisfação eu vou...
A porta da sala se abriu e vi a maca saindo lá de dentro, empurrada por uma enfermeira.
- Bella...Bella, meu amor.
Corri até ela e segurei sua mão. Deu-me um sorriso débil. Seu rosto estava um pouco
inchado e bastante cansado.
- Você viu? Viu...Edward? Nossa filha?
- Vi, meu amor. Ela é linda. Você está bem?
Ela apenas afirmou, balançando a cabeça.
- Estou levando-a para o quarto, senhor Cullen. Pode nos acompanhar.
Olhei para minha família e eles entenderam. Eu precisava ficar a sós com Bella.
Fiquei parado a um canto do quarto, esperando enquanto a enfermeira ajeitava Bella na
cama.
- Daqui a pouco trarei um medicamento pra dor. E você poderá tomar uma água ou um
suco, se quiser.
- Obrigada.
- Com licença.
Peguei um suco e um canudo para que ela pudesse beber. Imaginei que ficar sentada
talvez piorasse as dores.
- Edward? Posso te pedir uma coisa?
- Qualquer coisa, meu amor.
-Quero que abra minha camisola...e veja onde foi feito o corte.
- Corte?
- É Edward. Esqueceu que fiz uma cesárea? Mas...estou com medo de ficar uma marca
feia.
Revirei meus olhos e ri. Que coisa para se pensar numa hora dessas!
Mas fiz o que ela pediu. Abri a camisola e vi o corte bem em cima daquela delícia que
me deixava louco.
- E então?
Fui até ela e falei bem em seu ouvido.
- Está bem no meio da boceta deliciosa.
- Edward! Você é um ex padre. Não pode falar essas coisas!.
- Eu pude fazer um filho, Bella.
- Não está feio?
- De jeito nenhum. Quando cicatrizar nem vai dar pra perceber.
- Ah...graças a Deus.
-Boba.
Sentei-me ao lado dela na cama, acariciando seu [Link] depois minha família
entrou para vê-la.
-Sua filha é muito linda,Bella.
-Puxou ao pai,Carlisle. Só poderia ser linda.
-Já escolheu o nome,Bella?
-Ainda não,Alice. Estou em dúvida entre tantos.
-Sabe que até me animei a encomendar outro bebê?
-Deixe o Emmett saber disso.
-Aliás, onde anda aquele padrinho desnaturado?
Olhei pra Bella sem acreditar no que ouvia.
-Padrinho,Bella? Você não vai fazer isso com nossa filhinha.
-Emmett me apoiou em todas as loucuras que fiz para conquistar você, Edward. É meio
maluquinho,mas tem um coração enorme.
-Concordo com você,amor. E assino embaixo.
-Ai Bella... ele vai pirar.
-Com certeza vai.
Era bom demais ver Bella sorrindo [Link] foi apenas um susto.
Obviamente eu passaria a noite com Bella. Aproveitei a presença da minha família e fui
até nossa casa buscar roupas e outras coisas que eu iria precisar.
Sozinho, dentro do meu carro, eu dei vazão ao meu alí[Link] lagrimas caíram com
facilidade impressionante. Eu chorava e rezava agradecendo a Deus.
-Obrigado, pai. Obrigado por me perdoar quando fui fraco. Obrigado por entender que o
que sentimos é amor.
Eu falava isso com toda convicção. Afinal, se fosse pecado, Deus não teria nos
agraciado com uma nova [Link] em paz comigo agora. Decididamente, eu não
precisava do perdão dos homens.
"O amor deveria perdoar todos os pecados, menos um pecado contra o amor. O amor
verdadeiro deveria ter perdão para todas as vidas, menos para as vidas sem
amor."(Oscar Wilde)
Bella POV
Meu dedo deslizava suavemente pelo rosto calmo e sereno da minha filha. Dormia
profundamente no carrinho ao lado do sofá da sala. Há uma semana ela veio ao mundo
para coroar a minha vida e a de Edward. Juntamente com seu nascimento vieram novas
descobertas, novos pensamentos, não só em relação a ela, como em relação à minha
vida com Edward.
Descobri que mesmo loucamente apaixonada por ele, eu teria que controlar o ciúmes
absurdo que sentia. Por causa dele eu coloquei em risco não somente a minha vida como
a da minha filha. Por causa do ciúme que senti ao ver Tânia ao lado de Edward eu entrei
em trabalho de parto antes do previsto. Felizmente minha filha veio bem, cheia de saúde
e so nos alegrava.
Edward estava feliz como nunca e se dependesse dele, nem teria voltado ao trabalho.
Entretanto, ele não podia se dar ao luxo de fazer isso, agora que era tão bem
recomendado na escola. Mas assim que chegava em casa ele ia direto para perto dela.
Era um pai babão, essa era a verdade. E eu percebia que mesmo com poucos dias de
vida, Angelina ficava ainda mais calma quando ele estava por perto.
Hoje seria um dia especial. Ainda não tínhamos contado ao Emmett que ele seria o
padrinho dela. Não sei como Rose conseguiu manter segredo. Estava felicíssima. O
difícil foi escolher a madrinha. Rose também me ajudou muito desde o começo. Mas
Alice sempre foi minha melhor amiga. Por isso ficou decidido que Alice seria a
madrinha de batismo e Rose seria de representação.
Levantei-me e fui para a cozinha começar a preparar o almoço. Apesar de ser sábado,
alguns alunos fariam prova na faculdade e por isso Edward precisou trabalhar. Mas sua
família viria para almoçar então eu teria que me virar sozinha. A família dele, exceto a
mãe que nunca mais falou conosco desde aquele dia fatídico. Às vezes quero acreditar
que Edward não sente mais tanta tristeza como no começo. Mas sei que bem lá no fundo
ele guarda uma mágoa profunda. Ele não comenta nada, é claro. Quer viver plenamente
esse momento pai e se desligou completamente de qualquer coisa que seja relacionado à
mãe.
Carlisle também não comentava mais nada. A única coisa que eu sabia é que os dois
viviam agora como completos estranhos dentro daquela casa. Alice já pensava em se
casar com o Jasper e então brevemente seriam apenas os dois naquela casa imensa. Meu
coração chegava a doer por Carlisle. Ele era tão bom, tão carinhoso comigo, com
Edward e agora com nossa filha. Era injusto viver ao lado de uma mulher tão rancorosa
e amarga.
Separei todos os ingredientes que precisaria e coloquei sob a água para lavar. A carne eu
temperei na véspera e seria preciso apenas levar ao forno. De vez em quando ia ate a
sala para ver como Angelina estava. Dormia sem dar mostras que iria acordar tão cedo.
Voltei para a cozinha e me distrai lavando os legumes quando senti braços fortes em
volta da minha cintura. A boca quente e macia depositou beijos em meu pescoço.
-Hum...
-Não deveria dizer essas coisas para uma mulher impossibilitada como eu.
-Impossibilitada por pouco tempo. Em breve iremos recuperar nosso tempo perdido.
Sua boca colou-se na minha antes que eu respondesse. Fiquei na ponta dos pés e
enrosquei minha língua na dele, puxando-o para mais perto. Edward aumentou o aperto
em volta de mim, levantando-me do chão. Então ouvi o choro.
- Oi, Angie... estava com saudades do papai, hã? Eu também estava louco de saudades.
Fiquei parada à porta da cozinha observando o contato entre pai e filha. Ela ainda não
sabia, mas teria o melhor pai do mundo. O mais carinhoso, o mais amável, o mais
perfeito... em tudo.
-Com certeza está faminta. Dormiu demais. Vou lavar minhas mãos e já volto.
-Por que não toma um banho primeiro? Dormiu tarde e saiu cedo. Deve estar cansado.
Eu estava certa. Angelina estava mesmo faminta. Começava a duvidar daquilo que
dizem, que o sono sustenta. Pelo jeito com minha filha não acontecia isso. Mamou tanto
que meu seio estava dolorido, mesmo substituindo pelo outro.
Ouvi a gargalhada de Edward que já estava de volta. Suspirei ao olhar pra ele. Seria
sempre assim? Bastava aparecer com aquela calça jeans perfeitamente ajustada ao seu
corpo, uma camisa entreaberta e aqueles cabelos respingando água para o meu coração
disparar feito flecha dentro do peito? Quando eu iria me acostumar com o fato de estar
casada com um Deus?
-É mesmo, Edward. Do jeito que ela mama daqui a pouco meus seios irão se encontrar
com o umbigo.
Eu abri minha boca incapaz de falar qualquer coisa. Eu juro que nunca iria me
acostumar a ouvir Edward falando essas coisas. Por mais absurdamente gostoso que
fosse e quase me matasse de tanto prazer...caramba, ele foi padre. Era estranho dizer
essas coisas. Como se lesse meus pensamentos, ele riu.
-Mas bem que seguia os conselhos dele para me arrastar pra sua cama.
Desisti de lutar com palavras. Definitivamente, Edward virou um pervertido.
-Estou lendo seu rosto, amor. Não é tão difícil assim. É como ler um gibi.
Bufei e fui olhar a carne no forno. Angelina não deu trabalho e permitiu que nosso
almoço já estivesse quase pronto quando nossa família chegou. Primeiro Alice, Jasper e
Carlisle. E depois Emmett e Rose.
-Acho que já está na hora, não é? Não gosto muito de ficar protelando as coisas. Se nos
amamos...pra que esperar?
-Está mais que [Link]-se e vão curtir a vida. Não existe nada melhor que isso.
- Já vem você, Emmett. Edward já está impossível hoje e ainda vem falar essas coisas
pra ele?
Edward já tinha se afastado e conversava com Carlisle a um canto. Aposto que falavam
sobre a vida infeliz que ele levava agora. Era realmente uma pena.
-Qual é, Rose? Eu peguei você depois de seis dias...debaixo da ducha mas foi.
-Seis dias?
-Não...Deus me livre.
Ele parou, o rosto sério. De repente seus lábios começaram a tremer, mas conhecendo o
jeito palhaço dele fiquei na dúvida. Ele estava brincando ou a coisa era de verdade
mesmo?
Olhou para Angelina nos braços de Alice e vi que o sentimento dele era verdadeiro.
Seus olhos estavam rasos d’água. Aproximei-me dele e o abracei.
-Apesar de você ser um palhaço pervertido... talvez eu não estivesse tão feliz hoje... se
não fosse por sua ajuda.
Ele parou de falar, tentando segurar suas lágrimas. Os demais se aproximaram curiosos
com a cena.
-So fiz isso porque seria um pecado deixar o Edward morrer sem comer ninguém.
-Mas é mesmo...que graça tem? Nascer homem e com essa ferramenta toda e nem poder
foder ninguém? Iria usar o pau pra que? So para as necessidades fisiológicas?
Minha barriga doía de tanto rir. Aliás até meus pontos começavam a doer. Mas pelo
menos, a tristeza de alguns aqui presentes não doía tanto nesse momento de
descontração.
-Emmett...
-Não é nada demais, mentes pervertidas. Imagina se faria essas coisas com esse anjinho.
Senti lágrimas nos olhos quando vi Emmett baixar a cabeça e beijar o rosto [Link]
momento eu so pude lamentar pela Esme. Estava perdendo um momento família
lindo.Não quis nem ao menos saber como estávamos, como era a neta. Completamente
indiferente. Bem no fundo de mim, eu sabia que se ela voltasse atrás eu a perdoaria.
Mas vendo agora pai e filho, Edward e Carlisle, abraçados, sorrindo para o Emmett, os
olhos brilhando de felicidade...eu diria que as coisas mudaram. Mesmo doendo ao
pensar nisso...Esme não faria falta nesse meio. Havia amor demais ali. E o tipo de amor
que ela julgava sentir pelos filhos, pela família... a nós era dispensável.
“Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se
der amor e às vezes receber amor em troca.” (Clarice Lispector)
Edward POV
Eu continuava trabalhando como professor e Bella no hospital. Por causa disso fomos
obrigados a colocar Angelina em uma escola integral. Às vezes eu ficava com dó. Ela
era ainda tão pequena. Mas chegava em casa com os olhinhos brilhando de felicidade e
logo eu afastava esses pensamentos tolos.
Angelina sorriu e subiu na cama para me beijar. Era sempre tão carinhosa tanto comigo
quanto com Bella, muito embora ela sempre reclamasse com ciúmes de nós dois. A
primeira palavra que Angelina falou foi papai... e só depois mamãe. Seus primeiros
passos também foram segurando minha mão. Daí o ciúmes daquela maluca. Era
absurdo. Angelina simplesmente idolatrava Bella. Não se cansava de dizer que queria
ser linda como a mãe.
Ela veio prontamente deitando-se ao meu lado e colocando a cabeça em meu peito.
-Eu menti?
-Hei... calma.
Levantei-me segurando Bella pela mão e fomos até a sala. Chegamos a tempo de ver
nossa filha pular no colo do Emmett.
-Tudo.
-Dessa vez não, Emm. Edward tem trabalhado demais e eu também. Precisamos
descansar um pouco.
-Já imaginava isso. Bom... sabe que nunca irei recriminar você...
-Eu sei.
Ela veio correndo e me abraçou e beijou. Depois fez o mesmo com Bella.
-Vai nada... padrinho é bem melhor, Angie. Agora vamos senão a Rose me mata.
Fiquei abraçado a Bella enquanto olhávamos os dois se afastarem. Angelina com uma
carinha sorridente que dava gosto ver.
-Pra cama?
Eu ri e peguei-a no colo correndo até o quarto. Caímos os dois na cama, aos beijos.
-Sim.
Suspirei e fechei meus olhos. Há três semanas minha mãe estava internada e seu quadro
não era bom. Pouco depois que Angelina completou dois anos minha mãe descobriu
que tinha câncer de mama. Isso me assustou. Sempre pensei que minha mãe fosse uma
mulher que se cuidava, mas vim a saber que há tempos ela não fazia seus exames
preventivos.
Então foi descoberta a doença. Começou os tratamentos e até parecia que estava
funcionando. Mas logo depois seu estado piorou e ela acabou tendo que retirar uma das
mamas.
Logo que soube eu quis ir visitá-la, mas ela já tinha avisado ao meu pai: não queria
minha presença, nem a de Bella...tampouco da nossa filha. Mais uma vez eu desmoronei
por causa daquela que se dizia minha mãe. Como pode guardar tanto ódio de mim? Será
mesmo que eu era essa aberração que ela insistia em dizer?
Eu sofria cada vez que meu pai vinha me visitar e eu via o sofrimento dele. Minha mãe
tornou-se ainda mais amarga e ressentida. Entretanto continuou o tratamento e
finalmente parecia ter dado certo. Ela parecia bem. Eu a vi uma vez num supermercado,
mas ela simplesmente fingiu que não me viu.
Mas as coisas só pioraram com o passar do tempo. Há três semanas ela se sentiu mal
novamente e nem tinha forças para mais nada. Uma metástase... a doença se espalhou
pelo corpo. Segundo meu pai, ela não tinha mais chances. Às vezes gritava de dor
durante a noite. Foi internada e a última noticia que tive através de Alice foi há dois
dias. Ela não estava nada bem.
-Eu sei, meu amor. Não estou recriminando você. Eu sei como você tem tentando se
mostrar forte. Eu estou aqui viu? Pra tudo o que precisar.
-Eu sei, meu amor. E é so por você e Angelina que eu consigo seguir em frente. Às
vezes dói demais.
Bella ficou quietinha, abraçada ao meu corpo. Ela não tinha noção do bem que fazia à
minha vida. Sem ela eu não era nada.
Empurrei suas costas em minha direção e colei minha boca na dela. Nessas horas eu me
esquecia de tudo. Bastava um beijo... um único beijo para me acender e me entregar.
Girei meu corpo e prensei-a contra a cama, abrindo o zíper do seu vestido. Fechei
minhas mãos sobre seus seios, gemendo ao sentir sua maciez e seus mamilos
intumescidos sob meus dedos.
Bella desceu minha bermuda com as mãos e depois usando os pés terminou de descê-la
pelas minhas pernas. Desci minha boca pelo seu pescoço até engolir seu seio, mordendo
levemente e passando a língua ora em um, ora em outro.
Bella agarrou meus cabelos e rebolou gemendo sob mim. Rapidamente eu retirei
completamente seu vestido enquanto ela massageava meu pau. Escorreguei meu corpo
na cama e passei minha língua na boceta dela.
-Ahh...Edward...
Serpenteei minha língua dentro dela, gemendo ao sentir sua quentura em minha língua.
Embora demorássemos horas nas preliminares, dessa vez estávamos afoitos. Um dia
sem sexo foi suficiente para nos deixar em ponto de bala.
Subi novamente sobre seu corpo e erguendo sua perna eu me apossei do seu corpo,
estocando dentro dela. Em pouco tempo fomos levados ao ápice, nossos corpos suados
tremendo agarrado um ao outro.
***************
Passava da uma da tarde quando Bella e eu resolvemos sair da cama e ir procurar algum
restaurante. Passamos a manhã inteira fazendo amor e confesso... eu continuaria se ela
não tivesse reclamado de fome.
-No... hospital.
Minhas pernas bambearam. Se ela estava me chamando é porque alguma coisa de ruim
estava acontecendo. Segurei o celular com força, olhando pra Bella que me encarava.
-Ela... pediu que viesse. Venha Edward...releve. Emmett já está aqui com Rose e as
meninas.
-Eu...estou indo.
Seguimos para o hospital em silêncio. Meu corpo inteiro tremia e de repente eu sentia
frio. E so piorei ao encarar meu pai e meus irmãos. Era visível que eles tinham chorado.
Meu pai veio ate mim e me abraçou.
-As crianças estão com a babá. Se você quiser entrar com a Angie rapidamente...
Acabei pedindo a Bella que buscasse Angelina. Conversei com ela antes de entrar no
quarto.
-Sim...a vovó.
-Ela está doente, Angie... mas ela quer conhecer você. Não precisa dizer nada, ok?
Ela afirmou, os olhinhos arregalados. Peguei-a no colo e entrei no quarto. Meu coração
se apertou tanto que chegou a me deixar sem ar. O que restou do seu cabelo estava
caindo um pouco pelo rosto. Sua pele estava flácida e sem vida. Aproximei-me da cama
e comecei a chorar ao ver que ela chorava também.
-Mãe...
Ela estendeu a mão cansada que segurei com delicadeza. Estava tão frágil.
-Minha neta?
-Sim... é a Angelina.
Engasgou com as lágrimas e eu também não ousei falar nada. Angelina apertou os
braços em meu pescoço.
Suspirou.
-Perdoe-me, meu filho. Eu te amo tanto... por favor me perdoe.
-Eu volto, mãe. Converse com a Bella, mas eu volto pra repetir o quanto eu te amo.
Beijei levemente sua testa e sai. Imediatamente Rose correu e pegou Angie dos meus
braços. Encostei-me à parede e Bella se aproximou.
-Comigo?
Bella me deu um beijo e entrou no quarto. Alice e meu pai me abraçaram...os três aos
prantos. Emmett estava a um canto também chorando. Eu sabia que era o fim.
E doía.
“...Quanta tristeza
Há nesta vida
Só incerteza
Só despedida...” (Vinícius de Moraes)
Bella POV
Mesmo sem falar, eu sei que por várias vezes ele se crucificou, pensando que tudo
poderia ser diferente se tivéssemos contado a ela desde o começo. Eu sei que não
mudaria nada. Ela teria agido da mesma maneira. O único consolo é saber que ela
partiu, mas perdoando e sendo perdoada.
Edward estava em frangalhos. Assim que chegamos fomos direto para o quarto. Chorou
até dormir, exausto. Angelina não entendia ainda muito bem as coisas, mas percebia a
tristeza do pai. Deitou-se ao lado dele, acariciando seus cabelos e acabou dormindo
também.
Fiquei um pouco ao lado deles, mas em seguida desci, arrumei algumas coisas e agora
olhava a chuva chata que combinava bem com o espírito de todos da família.
Infelizmente essa é a lei da vida. Pra nós que ficamos, aqueles que se foram, o fizeram
cedo demais. Mas quem somo nós para saber nossa hora?
Por isso mesmo eu estava disposta a não deixar a peteca cair em momento algum.
Viver todos os momentos intensamente ao lado da minha família. Mesmo os ruins... são
eles que nos fazem crescer.
Senti minha cintura sendo abraçada e a barba por fazer roçar meu pescoço.
-Eu sei que dói. No começo é difícil, mas com o tempo ficarão apenas as lembranças
boas... e a saudade.
-Venha cá.
-Ela percebeu tarde demais que você estava feliz, Edward. Mas eu tenho certeza que
agora, onde quer que esteja, o que ela mais quer é que você continue. Você é tão
amado... por mim, por sua filha.
-Sabe que eu não estaria de pé se não fosse você, não é? Você é minha força.
Ele ficou em silêncio, a boca em meu cabelo, mas pelo ritmo da sua respiração, eu sabia
que estava chorando. Não seria fácil pra ele, eu sei. Sempre teve adoração pela mãe e
vê-la partir de forma tão cruel foi doloroso demais para ele. Para todos, na verdade.
O que ele precisava agora era de carinho... muito mais do que já dispensávamos a ele.
Passamos quase a tarde toda enroscados no sofá até que Angelina acordou e se juntou a
nós.
-Papai?
-Sim, anjo?
-Mas poderemos enchê-los de beijos para que ele fique so um pouquinho mais feliz, o
que acha?
Ela riu e pulou no colo do pai, enchendo o seu rosto de beijos. Eu também o beijei,
fazendo-o rir e apertar nós duas em seus braços.
Edward olhou em meus olhos e o que vi neles era exatamente a mesma coisa que eu
sentia. Apesar dos pesares, tudo o que passamos, tudo o que sofremos valeu à pena.
Para termos essa felicidade em nossa vida, com certeza faríamos tudo novamente.
****************
2 anos depois...
Olhei desolada para a sala e sentei-me no sofá. Fim de semana era isso. Estava mais que
provado...eu tinha duas crianças em casa: Edward e Angelina. Mas eu nem iria brigar e
estragar a felicidade deles. Edward vinha trabalhando demais e passar o sábado e
domingo correndo pela casa com Angelina era seu passatempo preferido.
O problema era o que vinha depois: o caos. A sala estava em completa desordem:
DVDs, livros, brinquedos... e os dois dormindo tranquilamente no tapete da sala. Olhei
para a expressão cansada, mas feliz dos dois e sorri também.
Aos poucos nossa vida foi voltando ao normal. Edward passou a trabalhar em dois
turnos e eu continuei como sempre no hospital. Quando chegávamos em casa nossa
atenção era toda para Angelina. Contratamos até uma empregada para cuidar da casa
para que não precisássemos nos preocupar com mais nada a não ser nossa filha.
A princípio relutei. Não gostei nada de ter uma empregada tão jovem em casa. Mas
Anne mostrou-se séria e competente, chegava até a abaixar a cabeça quando estava
perto de Edward. Mesmo assim eu ficava de olho. Meu marido estava ainda mais lindo
e gostoso e eu não poderia dar bobeira.
Marido... olhei para a aliança em meu dedo. Edward quis que usássemos. Embora ainda
não tivéssemos conseguido nos unir oficialmente, éramos casados, pelo menos aos
nossos olhos.
Levantei-me e comecei a pegar algumas bonecas espalhadas pelo chão. Quando fui
pegar uma que estava próxima à cabeça de Edward ele me puxou sobre seu corpo. Não
consegui segurar um grito e em seguida tapei minha boca.
-Ontem mesmo eu estava pensando nisso. Naquela garota maluquinha que me beijou em
minha própria casa... que entrou comigo no banheiro...
-Hum... e valeria a pena levarmos a Angelina para o quarto dela e irmos para o nosso?
Edward se afastou e pegou Angelina no colo. Eu me levantei e segui atrás dele. Colocou
nossa filha na cama e em seguida fomos para o nosso quarto. Olhando para mim,
mordendo os lábios ele trancou a porta.
-E se ela acordar?
-Deixe de ser dissimulada. Sabe que ela não acorda a essa hora.
Edward abraçou meu corpo e foi me empurrando para a cama. Caiu sobre mim e me
beijou com ferocidade, segurando meus cabelos com força. Mal começamos e o celular
dele tocou.
-Não atenda...
-Fala Emmett.
-Estamos indo para sua casa. Não se preocupe. Estamos levando comida e bebida.
-Puta que pariu...padreco mal educado. Eu, Rose, Alice...ah...a família toda.
-Estão encomendando mais uma mulinha? Ok.. chegaremos daqui a quatro horas.
Nada mais que isso. Mete bronca ai.
-Todos?
Falou e penetrou meu corpo, fazendo-me agarrar aos seus ombros e fechar meus olhos
de puro deleite.
Nossos corpos fundidos se retorciam na cama e o único som no ambiente eram nossos
gemidos. Isso apenas reforçava o que já disse a Edward. Tudo com e por ele valeria a
pena. Eu ousei... seduzi...pequei, talvez. Mas acima de tudo amei. E amaria sempre.
"Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e
há muito me perdoei." (Martha Medeiros)