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Doce Pecado

Bella está prestes a se casar com Jacob, mas se vê confusa após conhecer Edward, o irmão de sua melhor amiga, que é padre. A atração entre Bella e Edward é intensa, levando-a a questionar seus sentimentos por Jacob. Enquanto isso, Alice tenta convencê-la a deixar Edward celebrar seu casamento, o que adiciona mais complexidade à situação.
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Doce Pecado

Bella está prestes a se casar com Jacob, mas se vê confusa após conhecer Edward, o irmão de sua melhor amiga, que é padre. A atração entre Bella e Edward é intensa, levando-a a questionar seus sentimentos por Jacob. Enquanto isso, Alice tenta convencê-la a deixar Edward celebrar seu casamento, o que adiciona mais complexidade à situação.
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Eu não sabia mais o que fazer. nunca fui mulher de fugir da raia.

Mas estava tudo tão


confuso, tão complicado que era dificil imaginar que ha duas semanas atras eu iria me
casar com Jacob. Três anos de namoro e eu simplesmente desisti de tudo. Desisti de me
casar por algo muito mais forte quase irreal.

- Sabe que eu te amo,Bella. Mas isso é pecado.

Encarei minha melhor amiga.

- E sabe muito bem que tem uma grande parcela de culpa nisso tudo. Eu poderia muito
bem estar casada agora. Eu não tinha nada que atender ao seu pedido.

-Eu sei,Bella. Sinto muito.

- Tudo bem, Alice. So não me recrimine, por favor.

- Eu entendo você Bella. Mas isso é loucura. Pelo amor de Deus, ele é PADRE!!!!

Bella POV

Pela quinta vez eu relia aquela lista sem acreditar. Eu que nem conhecia tanta gente
assim de repente me via diante de uma enorme lista de convidados para meu casamento.
Estava agora com 23 anos e em dois meses me casaria com meu namorado de infância
Jake. Meus pais, embora morasses distante, achavam que ainda era cedo, mas eu tinha
plena convicção do que queria. Gostava do Jake, nós dávamos bem em tudo e
namorávamos desde os 16 anos. Era obvio que iria chegar o momento de nos casarmos.
Eu tinha acabado de cursar a Faculdade de Medicina. Tinha me especializado em
cardiologia. Jake também terminara a Faculdade, mas ao contrário de mim tinha cursado
direito. Morávamos desde sempre em Nova Yorque e meus pais moravam no Chile.
Minha melhor amiga e louca também se formara comigo em medicina. E era para ela
que eu dirigia meu olhar incrédulo.

- Tem certeza que não tem nenhum problema de cabeça,Alice?


- Que isso,Bella? Por que essa violência gratuita?

- esse absurdo aqui, Alice. Eu não conheço metade dessas pessoas que você convidou.

- E daí? São pessoas importantes,influentes.

- Isso não altera nada pra mim,Alice.

- ai, Bella......você é tão fresquinha. Faremos uma festa de arromba. E nem pense em
economizar. Sei que tem dinheiro.

Eu ri.

- E mesmo se não tivesse você daria um jeito não é?

- com certeza.

- Deixe essa lista pra lá, depois penso nela.

- De jeito nenhum,Bella. Seu casamento é daqui a dois meses.

- Tem muito tempo.

- Tem nada. O tempo voa, minha filha. Quando assustar já estará casada e com um filho
na barriga.

- Deus me livre,Alice. Nem penso nisso agora.

- Não quer ter filhos?

- Sim, mas não agora.

-Acho um desperdício se casar tão nova.

- Não pense em se casar com Jasper?

- Sim, mas não agora.

Alice e Jasper namoravam desde que entramos para a faculdade. Era um homem bonito,
alto e loiro. A família de Alice era muito rica. A minha também tinha posses, mas não
tanto quanto a dela. Seu pai era diretor chefe do maior hospital da cidade. E eu sonhava
em trabalhar com ele.

- Ainda da tempo de pensar melhor na idéia do casamento.....

Não sei por que mas as vezes eu tinha a impressão que Alice não gostava do Jake. Mas
sempre que eu perguntava ela dizia que eu estava imaginando coisas. Eu não insistia no
[Link] demais dos dois para que entrasse em atrito por causa de bobagens.

- O que faremos nesse fim de semana, Alice? Poderíamos ir ao clube, o que acha?
- Ah...não posso. Meu irmão chega amanhã. Vai fazer o batizado da Carol. Alice se
referia a sua sobrinha, filha do seu irmão Emmet. Emmet se casara com Rose há três
anos e tinha tido uma filhinha recentemente. Emmet era irmão gêmeo de Edward que
morava em Roma.

- Acho que me falou mesmo. Acabei me esquecendo.

- E você tem que ir . Aliás...........

Alice estava de olhos arregalados. A mão no peito e sem fala.

- O que foi,Alice? Parece que viu um fantasma.

- Ai,meu pai...tive uma idéia brilhante.

Eu morria de medo dessas idéias brilhantes de Alice.

- O que foi dessa vez?

- Bella.....eu quero que me faça um favor. Um favor de amiga, de irmã. Seus lábios
tremiam.

- Por favor....

- Meu Deus do céu, Alice. Está me deixando nervosa. Fale logo.

- por favor, por favor, por favor............deixe meu irmão celebrar seu casamento?

- O QUÊ?

- Ia ser lindo, Bella. Minha melhor amiga e meu irmão que amo tanto. -Alice...mas eu
nem sei se da pra escolher essas coisas.

- Claro que da. Deixe de ser boba. Além do mais Edward tem influência.

- E se ele não quiser?

- Puff....não conhece meu irmão. Edward é ótimo.

Só então eu me ative a um detalhe. Emmet me parecia ser bem jovem. E era gêmeo de
Edward.

- Quantos anos ele tem,Alice?

- 25.

- Caramba.

- E desde quando é padre?


- Foi pra Roma depois que completou 18 anos.

Tão jovem e padre. Se fosse bonito como Emmet. Alice nunca tinha me mostrado
sequer uma foto dele.

- Diz que sim,Bella. Eu mesma peço isso a ele.

Suspirei. Eu sabia que ela iria insistir ate conseguir.

- Tudo bem,Alice. Eu permito que Edward celebre meu casamento.

Ela riu e bateu palmas. Tudo pela minha amiga.

Edward POv

Guardei todos os objetos na Sacristia antes de trancá-la. Minha última missa celebrada
em Roma. Em breve estaria embarcando para Nova Iorque. Estava na hora de me mudar
novamente. Já estava me preparando para sai quando o arcebispo Aro Volturi veio falar
comigo.

- já está com saudades,Edward?

- Confesso que sentirei falta daqui, Aro.

- Sei.....acho que vamos perder metade das nossas fiéis agora.

Apesar de sermos padre e arcebispo isso não nos impedia de fazer certas brincadeiras,
às vezes. Nesse caso tudo o que Aro dizia era verdade.

- Deixe de ser malicioso, Aro.

- É a verdade, Edward. Sabe que metade dessas mulheres vem a igreja só pra ver o seu
rostinho bonito.

Eu ri [Link] um fundo de razão. Se Aro ao menos imaginasse a quantidade de


cantada que já levei no confessionário. Algumas chegavam ao ponto de me pedir para
que largasse a batina para ficar com elas. Isso nunca me passou pela cabeça. Apesar de
ser jovem ainda, eu jamais conheci os prazeres da carne, então não sabia se isso valeria
a pena. Eu até gostava da vida que levava. Mas não sei realmente se isso estava dentro
de mim. Entrei nessa vida mais por imposição. Tudo aconteceu por causa de uma
promessa que minha fez assim que nasci. Ela estava grávida de gêmeos: eu e meu irmão
Emmet. Emmet nasceu primeiro. Eu nasci quase cinco minutos depois, bem fraco, e
com uma disfunção no coração. Minha mãe se desesperou. O seu medo de me perder
era tanto que fez uma promessa: se eu sobreviesse ela me entregaria para servir a Deus,
ou seja, me tornar padre. E aqui estou eu. Hoje completamente curado. Sequer pensei
em ir contra a vontade da minha mãe. Era uma promessa que precisaria ser cumprida.
Despedi-me de Aro e dali mesmo fui para o aeroporto. Agora estava indo para a nova
paróquia que eu iria comandar em minha cidade, perto da minha família. No domingo
eu celebraria o batismo da minha sobrinha. Emmet fazia questão. O vôo foi cansativo e
cheguei em casa quase amanhecendo. Mas, como eu deveria ter imaginado, Alice já me
esperava acordada.

- EDWARD!

Veio correndo e pulou em meu pescoço. Já estava sentindo falta desses rompantes dela.

- Oi minha linda...que saudades de você.

- Eu também,Edward......que bom que esta de volta pra nós. Esparramei-me no sofá


deixando minhas malas por ali mesmo.

- Estão todos dormindo ainda?

- Sim. Apenas eu coloquei o relógio para despertar para te esperar.

- Sempre ansiosa demais.

-É a saudade.

Ela se enroscou e meu peito e ficou abraçada a mim. Mas uns minutos depois se
levantou.

- Deve estar cansado e estou te atrapalhando. Não quer tomar um banho? Daqui há
pouco todos estarão de pé.

-É uma ótima idéia realmente. Vou subir.

Alice subiu comigo e foi para o seu quarto. Entrei no meu e nem acreditei. Dona Esme
teve o trabalho de reformar tudo. Estava na mais perfeita ordem. Não era bem assim que
eu me lembrava dele.

Eram roupas e cd’s espalhados pelo quarto quando morei aqui. Tomei um longo banho,
mas quando sai para me vestir lembrei-me que minhas malas tinham ficado no andar de
baixo. Sai enrolado apenas na toalha. Sempre andei assim pela casa e além do mais
estávamos em família. Mas assim que sai do meu quarto dei de cara com Alice......e ao
lado dela a mulher mais linda que eu já tinha visto em toda minha merda de vida. Fiquei
parado, ainda sem ação, afinal apenas uma toalha em volta da cintura me impedia de
ficar completamente nu a frente delas.

-Desculpe-me. Não sabia que tínhamos visita.

- Erro meu,Edward. Esqueci de avisar. Venha Bella.

Saiu com a mulher muda dali. Bella..................

Bella POV
Eu andava pelo corredor,olhando pra trás, com Alice me empurrando. Eu estava
fascinada com o que via. A maravilha de homem continuou parado no corredor,em toda
a sua perfeição olhando nós duas nos afastarmos.

- Anda,Bella.

- Calma,Alice.

Entrou no quarto e fechou a porta.

- O que foi aquilo, pelo amor de Deus?

-Aquilo o que,Bella?

- Aquilo tudo de homem que vi ali.

Alice riu.

- Meu irmão.

-Irmão?

-Sim,Bella. Edward.

- Puta que pariu...........o padre?

-Sim.

Esse mundo ta virado mesmo. Estava acostumada com padres mais velhos,barrigudos.
Ta certo que eu sabia que Edward era novo.E a julgar pela beleza de Emmet e Alice, ele
também deveria ser [Link] ele não era bonito. Era [Link] Deus do
céu.....que padre mais gostoso.........Estava enrolado numa minúscula toalha,revelando o
tórax perfeito e barriga [Link] coxas eram firmes e musculosas. Os olhos eram
verdes como os de [Link] os cabelos eram cor de cobre, estavam
desgrenhados,talvez por causa do banho recém tomado.

-Isso é um pecado.

- O que é pecado,Bella?

-Um homem daqueles....padre?

-Realmente,Edward é lindo.

- Lindo? Está ofendendo chamando só de lindo.

-Então...depois vamos conversar com ele a respeito do seu casamento. Edward é ótimo.
Vai adorar ele.
Com certeza eu ia adorar.............. Depois que tomamos banho,Alice e eu descemos para
o café. A família toda já estava de pé quando chegamos. Inclusive o lindã[Link] vestia
jeans e camisa de malha. E mesmo assim estava um espetáculo.

-Edward.....deixa eu te apresentar minha amiga Bella.

Porra...eu estremeci ligeiramente quando a mão dele tocou a minha. E aquela voz então?

-Como vai,Bella?É um prazer conhecê-la.

- O prazer é todo meu,Edward.

- Então é você que irá se casar?

- Eu vou?

- Bella......acorda....seu casamento,esqueceu?

-Ah....sim...é..vou....

-Alice quer saber se eu posso celebrar,não é isso?

-Não foi idéia minha.

Ele deu um sorriso e puta merda...........que coisa deliciosa.

-Sei que não. Mas não vejo problema algum.

-viu,Bella?Te falei que meu irmão era maravilhoso.

-Estou vendo.

-BELLITA!!!!!

A voz de trovão do Emmet quase me fez pular de [Link] me dando um beijo.

-Tudo pronto para se enforcar?

-Mais ou menos.

-Como mais ou menos?

- É mesmo, Bella. Há dois dias atrás afirmou categoricamente que se casaria.

Olhei para Edward que me encarava, um vinco formado em sua testa.

- Sim....eu sei...foi modo de dizer.


O que mais eu poderia dizer? Que depois que bati os olhos naquele homem, padre....mas
homem e muito gostoso, eu me esqueci completamente de tudo? Casar? Pra que?
Oh....meu Deus....estava enlouquecendo. Fato.

- Eu sempre achei que deveria pensar melhor,Bella.

A voz rouca e grave de Edward me arrepiou por inteiro.

- Está incerta sobre o que deseja,Bella?

- Eu.....não sei.....

- Pense bem. É um passo importante que dará daqui pra frente.

O passo que eu queria dar era em direção a ele e beijar aquela boca deliciosa.

- Converse com Edward mais tarde, Bella. Ele é ótimo para essas coisas. - Se quiser
estarei a disposição.

- Claro....

Meu Deus .....que coisa vergonhosa eu estava sentindo. Me sentia palpitando só de me


imaginar sozinha com ele, mesmo que fosse apenas conversando. Na primeira
oportunidade Alice me afastou dali.

- Bella....o que está acontecendo? Parece estar em outro mundo.

- Nada.

- Não sou boba, te conheço. Anda.....desembucha.

- Alice....acredita em amor a primeira vista?

Ela fez uma careta.

- já vem você com essa baboseira. Você mesmo disse que não foi assim entre você e
Jake.

- não estou falando do Jake.

- Está falando do que então, lesa?

- Nada....ah...Alice. Não estou bem hoje.

- tudo bem. Espere aqui então.

- O que vai fazer?

Alice desapareceu e me deixou sozinha em seu quarto. Minutos depois uma batida na
porta. Estranhei. Abri a porta e quase cai dura.
- Edward?!!

- Alice me falou que talvez precisasse falar comigo.

- Err....Alice.....sei lá.....cismou com isso.

- Quer falar?

Abri espaço para que ele entrasse. Ah....Jesus.....o cheiro dele era bom demais. Sentou-
se na cama e me encarou.

- O que houve?

- Não sei,Edward. Alice é que está....imaginando coisas. Acho que ela não gosta muito
do meu noivo...e fica com essas maluquices.

Ele deu um sorriso.................ai...merda de homem gostoso.

- Não vá na onda de Alice. Sempre foi muito doidinha. Ouça somente a voz do seu
coração.

Ah....então..........

- Edward.....acredita mesmo nisso? Quer dizer, eu não deveria ouvir minha mente?

- Nossa mente é um campo complicado,Bella. Tantas coisas ruins acontecendo,tanta


preocupação com essa vida atribulada que levamos....Muitas vezes ficamos confusos
com o que somos, com quem somos. Mas eu acho que o seu coração, não. Aí ficam
todos os seus sentimentos. Principalmente os bons. Então se você ouvir o que seu
coração manda que faça, há uma grande chance de acertar.

- Mas o coração também não se engana?

- Com certeza. Assim como nossa mente.

Um silêncio desconcertante reinou entre nós.

- Não sabe o que sente de verdade pelo seu noivo?

- Eu....pensei que sabia. Quase tinha certeza que gostava dele, que queria realmente
estar com ele.

- E o que aconteceu para mudar isso?

Porra....to louca por você, padre gostoso.

- Eu...não sei ao certo.

- Então é melhor que descubra logo. Duas semanas voam,Bella.


- Sim. Pensarei melhor sobre isso. Obrigada, Edward.

- Disponha sempre que precisar.

Ele se dirigiu à porta e fiquei olhando a bunda bem delineada. Puta merda...eu estava a
perigo ou endoidei de vez.

- Não vai descer? Estão todos no jardim.

- Sim. Irei,é claro. Daqui a pouco. Edward saiu e me deixou com meus pensamentos.

Ah...merda....o que estava acontecendo comigo afinal? Falta de sexo? Que


saco....Edward era totalmente proibido. Mas eu amava essas coisas proibidas e
perigosas. Depois de muito tempo me reuni a eles no jardim. Edward estava com Carol
no colo e conversava com Rose. Provavelmente acertando os detalhes do batizado. A
noite nos reunimos todos na sala, jogando conversa fora. Emmet e Rose ficariam
também. Eu não conseguia deixar de olhar para Edward que conversava com Carlisle
seriamente. Alguém se sentou ao meu lado, mas só percebi quem era quando cochichou
ao meu ouvido.

- É impressão minha ou está vidrada no padreco?

- Ai...Emmet......que susto.

- Está viajando ai, heim? Babando pelo meu irmãozinho padre.

- Pare com isso,Emmet. Isso chega a ser pecado.

- E você está louca para cometer esse pecado,não é?

Merda.....fiquei calada. Deveria estar óbvio demais.

- Quer saber? Se quiser desencaminhar meu irmãozinho eu dou o maior apoio. Sempre
achei uma palhaçada essa coisa dele ser padre.

- Não pode estar falando sério.

- Estou adorando isso,Bellita. Você seduzindo o padreco.....

- Emmet pare com isso.

- Fica só entre nós dois.

Engoli em seco. Emmet estava falando sério. Apesar do ar debochado dele, eu via que
não estava brincando.

- por que está me dizendo essas coisas?

- Porque vejo que está louca por ele. E já falei....essa idéia de ser padre é ridícula.
- Ta.....e acha que terei alguma chance? Ele é tão sério.

- É só fazer a coisa certa, Bellita. Antes de ser padre ele é homem. E você? Bem....você
é gostosa.

Dei um soco em seu ombro e ele gargalhou chamando a atenção sobre nós. Rose nos
olhou estreitando os olhos.

- já tenho vários planos em mente.

Mas antes que ele me dissesse pelo menos um deles, Rose sentou -se ao nosso lado.

- Seja lá o que for que ele tenha dito, não vá na onda dele, Bella. Esse homem é doido.

- Sabe o que descobri,Rose?

- O que?

- Emmet! Não se atreva.

- Agora fiquei curiosa. Fala logo.

- Bella está pegando fogo...louquinha pelo meu irmão.

- Ai....Edward?

- Eu tenho outro irmão, Rose?

- Ah....meu Deus....isso não vai prestar.

Mas deu um sorriso malicioso.

- to doida pra ver o bicho pegar.

- Meu Deus....é tão louca quanto Emmet.

E eu era mais louca ainda. Estava embarcando no delírio dos dois. Olhei mais uma vez
para Edward do outro lado da sala. Ele olhava para nós com curiosidade. Dei meu
melhor sorriso pra ele. E fui retribuída.

Bella POV

Idiota.....era isso o que eu era. Uma perfeita idiota por acreditar naquele vaco daquele
[Link] uma idéia, uma sugestão.....[Link] só pensava no que poderia fazer para
pegar aquele padre gostoso. Padre gostoso....puta que pariu, eu estava a perigo
[Link]....correndo atrás de um padre? Se bem que na minha mente não era uma
padre, era apenas um homem danado de gostoso. Só o jeito de me olhar me arrepiava da
cabeça aos pés. Imagina se fizesse outras coisas. No entanto isso ia ser difícil, quase
impossível. O som estridente do telefone me fez pular da cama.
- Bellitaaaa!!!!Está pronta?

- Pronta pra quebrar sua cara, seu corno.

- Que isso? É assim que fala com seu futuro cunhado?

-Ai,Emmet. Nem fala isso.

-Está pronta para o batizado?

-Não. Estava na cama ainda.

- Aff.....Bicha mole. Desprega esse traseiro dai e anda. Vá direto para a igreja.

- Mas não está cedo ainda?

-Está. Mas você pode dar uma "mãozinha" para Edward lá.

Estremeci.

- ele já está lá?

- Sim.....foi cedo pra lá.

- Ai, meu pai...E o que faço?

- nada por enquanto. Converse banalidades. Pelo amor de Deus, não vá agarrar o
homem.

Ouvi uma voz e uma risada ao fundo. Emmet riu.

- O que Rose disse?

- Disse que duvida que vá resistir. Ta doida pra dar pro cara.

Arfei. Rose era tão terrível quanto Emmet. Ele gargalhou.

- ande logo antes que comecem a chegar mais pessoas.

- tudo bem. Estou indo.

- Ah.....e Bella?

-Sim?

- Tem algum vestido azul?

- Azul?

-Sim. Vá com ele.


- Mas por.....

Desligou na minha cara. Vagabundo. Vestido azul..........tinha três. E agora, qual deles?
E aliás....em que um vestido azul poderia me ajudar? Mas já vou eu embarcando nas
loucuras do Emmet. Um deles era muito justo.....numa igreja? Decidi -me por um mais
solto. Mas o decote realçava meus seios. E como realçava. Calcei sandálias prata e
passei uma leve maquiagem.

Até que não estava de se jogar fora. Fui o mais rápido que pude até a igreja. Quando
cheguei a igreja já estava decorada com flores. Nunca vi isso para um batizado. Aposto
que era idéia de Alice. Edward estava de costas para a entrada, ainda com a roupa usual.
Calor...........

O tapete macio no corredor da igreja abafavam meus passos.

Quando estava a alguns passos dele percebi claramente seus músculos enrijecendo.
Virou-se para trás e fui jogada naquele mar verde esmeralda. Fiquei presa ali ate que
seus olhos percorreram muito rapidamente meu corpo,voltando aos meus olhos.

-Bom dia,Bella.

- Bom dia. Como vai?

- Apressado. Chegou cedo.

Ah...merda....o que eu diria? Que o louco do irmão me mandou fazer isso?

- É....hum....Rose me pediu para verificar se estava tudo bem.

Ele sorriu. Ah....pára.....vou avançar nele daqui a pouco.

- Só faltam as crianças agora.

Olhei ao redor tentando disfarçar minha ansiedade.

- Está muito bonito.

- Coisas de Alice, pra variar. Aposto como ela irá fazer isso no seu casamento,Bella.

-Eu....não sei.....se irei me casar.

Ele me olhou novamente, o cenho franzido.

- Ainda em dúvida?

- Milhares de dúvidas.
- Quer conversar sobre isso?

Quero....de preferência na minha cama.

- Tipo....uma confissão?

Ele sorriu de novo. Merda de homem gostoso....eu ia enlouquecer....certeza.

- Tipo....você é quem sabe. Posso ouvi-la como padre e posso ouvi-la como amigo.

Se me ouvir como homem, vai me ouvir gemer feito animal no cio.

Pensa rápido, sua idiota.

- Acho que como amigo é melhor.

- Podemos conversar lá em casa. É só me chamar, tudo bem?

Ah, meu, pai......eu chamo.....

- Ok.

Aproximei-me mais dele, olhando o que ele lia. A bíblia, é óbvio. Fiz questão que meu
seio roçasse de leve em seu braço. Notei o arrepio em sua pele e meus mamilos
imediatamente intumesceram. Merda.....era visível sobre o vestido. Edward claramente
engoliu em seco, mas disfarçou.

- Essa cor fica muito bem em você.

- Ah..sim. Obrigada.

Obrigada,Emmet.

- Eu...preciso ir até a sacristia. Importa-se de ficar sozinha?

- Não. Claro que não.

Eu precisava mesmo controlar meu tremor. E dar um jeito de trocar minha calcinha que
já estava encharcada. Sentei-me em um dos bancos. A cabeça entre as mãos. Coisa
horrorosa ter esses pensamentos dentro da igreja. O que eu estava fazendo? Eu não tinha
a mínima chance. Estava parecendo homens...pensando com a outra cabeça......e olha
que eu nem tinha outra.

- viva ainda, cunhadinha?

Dei um pulo no banco.

- Que merda,Emmet. Pare de me assustar.

- Olha o palavrão na casa do Senhor.


Era um filho da puta mesmo.

- Viu só,Rose? Olha o look da gata.......Look agarra padreco.

Gargalhou alto.

- Shhh....Emmet. Daqui a pouco Edward vem brigar com você.

- Cara.....eu odeio esse irmão certinho. Aposto que ele é bom de foda como eu e fica
desperdiçando a vida atrás da batina.

- Meu Deus do céu, Emmet. Pare de falar essas coisas na igreja.

-Fica nervosinha só de pensar heim,Bella? Aposto como está imaginando o padreco na


sua cama agora.

Decididamente Emmet só iria piorar as coisas. Devia estar muito desesperada quando
aceitei a ajuda dele.

- Rose...peça seu marido pra parar, por favor.

- Você deu corda, Bella. Agora agüente.

Era uma quadrilha......bando de mafiosos despudorados, desvirtuadores de pessoas


indefesas. Ah..meu Deus. Estou filosofando agora......

- Bom diaaaaaaa.

Graças a Deus Alice chegava com seus pais Outras pessoas também chegavam com
seus filhos e logo a igreja estava lotada de crianças.

- Vou lá dentro falar com Edward. você vem,Bella?

- Vou, Alice.

Quando Alice descobrisse isso iria me açoitar,com certeza. Entramos na sacristia e


Edward já estava vestido....com a batina.

Ah....Jesus....e mesmo assim era gostoso. Será que não usava nada por baixo? Seria tão
fácil enfiar a mão ali......Não. Olhei bem e vi que ainda vestia a calça por baixo.

- Oi, Alice. Já estou indo.

- A igreja está lotada, Edward.

-É....tem muita criança para ser batizada hoje. Vamos lá? Senão atrasa muito.

Passou um braço no ombro de Alice e outro no meu. Obviamente estremeci dos pés a
cabeça. Isso só fez com que Edward tirasse rapidamente o braço. Merda. Sentei-me bem
na frente. E passei o tempo todo babando em Edward. De vez em quando Emmet me
dava um cutucão para eu fechar a boca. Edward realmente levava jeito pra coisa. Mas
com aqueles cabelos desgrenhados maravilhosos levava jeito para o sexo também.
Ninfomaníaca do caralho....era isso o que eu era.

Foi demorado. Porra...nunca vi tantas crianças juntas. Esse povo faz filho, heim? Não
conhece camisinha não? Eu estava doida para apresentar uma a Edward. Mais de três
horas depois, felizmente terminou. Mas ai tinha aquele bando de gente querendo tirar
fotos. Fomos os últimos, é claro. Emmet logo me empurrou para ficar ao lado de
Edward. Ah....Deus....não sabia que padre tinha um cheiro tão bom.

Dali fomos direto para a casa de Alice. Estava tudo tão bonitinho. Eles realmente
caprichavam nas coisas.

- Foi lindo, não foi? E Edward? Estava perfeito.

-Realmente. Estava lindo, Esme.

- Sabe....no começo achei que não daria certo? Mas Edward leva jeito pra ser padre, não
acha?

- Acho.

E leva jeito de garanhão na minha cama.

- Não sei, Esme. Acho que ele acabou se adaptando. Somente isso.

- Nem comece, Carlisle. Sei que você sempre foi contra.

Pelo visto havia uma certa discordância nesse assunto. Carlisle também não era a favor
de Edward se tornar padre. Quem sabe mais um aliado. Estava distraída quando Emmet
sussurrou ao meu ouvido, me assustando de novo.

- O padreco esta olhando pra você.

- Juro por Deus,Emmet. Se continuar me assustando assim vou cortar seu pau fora.

- Hum....deu até pra sentir a dor. olha lá......ele vem vindo. Tchau.

Sorriu ao se aproximar.

- Foi lindo, Edward.

- Fico feliz que tenha gostado. Já pode ter uma idéia de como será seu casamento.

Baixei meus olhos, sem graça.


- Está indecisa mesmo, não é? Quer conversar agora?

- Acho que seria uma boa.

- Vamos comigo até meu quarto, então. É mais tranqüilo.

Ah....gostosão.....não fala isso que ficou louca..

-Então vamos.

Alice vinha se aproximando.

- Alice...vou conversar um instante com a Bella. Se alguém me procurar...

- Algum problema, Bella?

- Depois te falo, Alice.

- Tudo bem. Quando o almoço for servido eu chamo vocês.

Subi atrás de Edward. Não era uma boa idéia ficar olhando aquele monumento por trás.

- Seu quarto é lindo, Edward.

- minha mãe e Alice. Antigamente não era assim.

- Venha cá. Sente-se aqui.

Sentei-me ao seu lado na cama. Não ajudava muito. O cheiro dele + aquela cama
enorme= pensamentos eróticos.

- Então, Bella? O que está acontecendo?

Remexi minhas mãos sobre o colo, nervosa. Isso era apenas uma tática para não enfiar
meus dedos naqueles cabelos.

- Edward....acha mesmo que Deus perdoa todos os nossos pecados?

- Você vai achar que sou um padre louco. Afinal eu deveria dizer que sim. Mas prefiro
dizer não.

Realmente por essa eu não esperava.

- Sabe....por mais que eu queira acreditar que Deus perdoa, eu não consigo imaginar
como uma pessoa que mata um inocente, uma criança, por exemplo.....a troco de nada.
Pura maldade. Isso tem perdão? Talvez meu lado homem esteja falando mais alto. Mas
creio que nesse caso não há perdão.

Queria que o lado homem dele falasse mais alto de outra maneira.
- Mas tipo assim....acha que ele perdoa os pecados......da carne?

Ele me encarou um longo tempo, o cenho franzido.

- Acredito que sim.....se isso for um momento de fraqueza, principalmente.

- Acha então que posso ser perdoada?

Meu coração batia freneticamente, quase saltando pela boca. Minhas mãos suavam.

- o que fez nesse sentido para ser perdoada?

- Eu......

Olhei para o rosto deslumbrante....a boca perfeita e sexy.

Antes que eu pudesse impedir, meu lado tarado, safado e vadio falou mais alto. Avancei
sobre ele e enterrei meus dedos em seus cabelos. Ele me olhou aturdido mas não dei
chance para que escapasse. Empurrei seu corpo atônito sobre a cama caindo sobre
ele............e o beijando..........na boca.

Edward POV

Catatônico.....era assim que eu me encontrava nesse momento. Eu gostaria muito de


saber porque eu não reagia. De forma alguma. Meu cérebro parecia congelado e
simplesmente se recusava a mandar qualquer mensagem de perigo ao meu corpo. Bella
simplesmente se jogou sobre mim, enterrando suas mãos em meus cabelos e me
beijando a boca. Fiquei estático por um minutos, enquanto a língua profana devastava a
minha boca. Como minha mente se recusava a agir meu corpo adquiriu vida própria.
Minha língua deixou-se enredar na dela aceitando seu beijo. Bella gemeu e se esfregou
mais em mim. Novamente meu corpo reagiu. Minhas mãos apertaram sua cintura,
prendendo-a mais em mim. Sua mão desceu pelo meu peito, tentando abrir minha
camisa. Então ouvi o estalo em meu cérebro. Parecia finalmente ter acordado e gritado:
ISSO É ERRADO!

Minhas mãos agora seguravam sua cintura, mas afastando-a de mim.

- Bella.....

Ela continuava me beijando, quase enlouquecida. Segurei seu pulso com firmeza,
afastando seu rosto do meu.

- Bella......não.......

Ela me olhou em choque,como se antes estivesse possuída. Levou as mãos a boca,


continuando a me encarar em choque.

-Ah....meu Deus....que vergonha.

Colocou-se de pe rapidamente, a respiração ofegante.


- Bella....espere......

- Não...Edward....o que eu fiz?

Saiu correndo do quarto sem ao menos me dar a chance de conversar com ela. Que
loucura foi essa? A troco do que ela fez isso? Ela não iria se casar? eu não estava
entendendo muita coisa. Ainda fiquei mais meia hora no quarto. não iria descer de
imediato e deixá-la sem graça. Preparava-me para descer quando Emmet entrou no
quarto.

- Que cara é essa, meu irmão?

- Nada, Emmet. Estava apenas.....meditando.

- Tem certeza?

- Por que pergunta?

- Bella chegou na sala totalmente....sei lá...quase histérica.

Sentei-me na cama novamente, passando as mãos pelos cabelos.

- Ela me beijou, Emmet.

- Caraca......mesmo e ai?

- Como e ai?

- Você a beijou também? Gostou?

- Emmet, pelo amor de Deus!!! Eu sou um padre.

- É padre mas não está morto.

Encarei-o por uns instantes, meu olhar em fenda.

- Tem dedo seu ai.

- Meu???

- Não se faça de besta comigo, Emmet. O que vocês dois estão tramando?

- Edward, não delira. Ta bom...ela desceu assustada e me falou que beijou você.

- O que deu nela, afinal?

- Tesão , meu amigo. Já ouviu falar?

- Mas....por que eu? Justo eu?


- Gostou do beijo?

- Emmet não comece.

- Ela beija bem?

- Como vou saber, Emmet? Só beijei uma garota quando tinha 15 anos, era um moleque
ainda.

- Gostou ou não gostou?

Fechei meu olhos e inspirei profundamente.

- Ta vou quebrar seu galho. Não precisa responder.

- Meu Deus do céu, Emmet. Ela vai entender tudo errado. Eu não devia ter feito isso.

- Epa.....isso o que?

- Ter correspondido.

- VOCÊ O QUÊ?

Ele explodiu numa gargalhada.

- A pilantra disse que você não correspondeu.

- Bem...só um pouco.

- Então gostou de beijá-la.

- Emmet...eu não sei o que dizer. Ela é uma garota bonita...

- Edward....escuta meu conselho. Larga essa batina e cai matando com ela.

- Eu não sei por que ainda insisto em conversar com você.

- Mas é a verdade. Vai me dizer que não sentiu tesão?

- Emmet...é melhor você descer. E por favor, não a incentive.

- É padreco....acho que terá penitência hoje.

- Padreco é a puta que pariu.

- Epa,.....homem de Deus não pode falar palavrão.

- Por favor, me deixe sozinho.


Ele saiu, com um sorrisinho idiota no rosto. Ele estava certo. Eu teria que me
penitenciar hoje. Peguei minha bíblia e me ajoelhei em frente ao oratório que havia em
meu quarto. Precisava pedir perdão por não ter impedido aquilo. Por aceitar e
corresponder ao beijo de Bella. E principalmente.........por ter gostado.

Bella POV

Meu Deus....até onde minha tara por esse padre iria me levar? Até agora não conseguia
acreditar no que tinha feito. Apesar de ter sido bom demais. Assim que sai do quarto
dele, fui direto para a varanda, mais pálida que um fantasma. Emmet, é claro, percebeu
e veio atrás de mim.

- O que houve? Parece que viu o capeta.

- Vi. Me olhei no espelho.

Ele gargalhou.

- Você é ótima. O que foi? Quantas ave Maria o padreco te mandou rezar?

- Emmet.....eu o beijei.

- O QUÊ?

- Não sei o que me deu....quando vi já estava sobre ele, beijando aquela boca
deliciosa..ui...

Só de falar um arrepio percorreu meu corpo.

- Puta que pariu, Bella. E ele? Excomungou você?

- Não....ele...não fez nada. Depois me afastou.

- Ah...não...só porque é padre tem que ser viado também? Ele não sentiu nada? Nem de
leve....nem ficou assim.....de pau duro?

Fiquei roxa de vergonha.

-Ai, emmet. Não....deixa de ser escroto.

- Vou lá falar com ele.

- Não faça isso.

- Deixe de ser boba. confie no cunhadão aqui.

Esse era o problema. Confiar no Emmet. Pouco depois Alice veio para o meu lado.
- Conversou com Edward?

- Sim.

- E ai? Ele é ótimo não é?

- Ah...se é.

- Ele deu conselhos?

- Sim. E idéias.....

Ta certo que cada idéia mais pervertida que a outra. Mas deu, sem ao menos saber disso.

- E você? Vai desistir mesmo do casamento?

- Irei pensar sobre isso, Alice.

Mais de uma hora depois Edward desceu. Seu olhar bateu diretamente sobre mim e
minhas pernas tremeram. Puta que pariu. Gostoso...filho da mãe. Claro que não falei
para o Emmet, mas por uns míseros momentos, Edward correspondeu ao meu beijo. E
me apertou junto ao corpo dele. Juro que pude sentir todos os seus músculos perfeitos.
Se eu tivesse durado mais cinco minutos sobre ele, provavelmente eu teria gozado. Para
meu desespero ele veio direto ate mim.

- Edward..por favor....

- Bella, escute. Não estou chateado. De verdade. Acho que está um pouco confusa.

- Um pouco? Estou confusa por inteiro.

- Pense com tranqüilidade.

Mas depois disso ele não mais ficou por perto.

- Acho que você espantou o padreco.

- Emmet....vai me matar de susto qualquer hora dessa.

- Vai morrer e deixar o padreco virgem por ai? Falta de graça.

Mas o resto do dia passou tranqüilamente. Edward conversou amenidades comigo, mas
sempre na presença dos demais. Alice me pediu desculpas e saiu com Jasper. Mas pela
cara de safada dela eu já sabia pra onde iam. Eu, claro ia voltar pra casa e dormir
sozinha. Merda. - Bom...acho que também vou indo ou vai ficar muito tarde.

- Ah...que pena Bella. O dia foi tão agradável.

- Foi mesmo, Esme. Mas confesso que estou um pouco cansada.


- Eu entendo, querida. Você chegou muito cedo a igreja.

- Realmente. Vou chamar um táxi.

- Táxi? Não veio de carro?

- Não, Emmet. Eu odeio dirigir quando estou com saltos muito altos.

- Com medo de fazer alguma barbeiragem?

- Nem vou te responder.

- Eu levo você, Bella.

Ai, meu Deus. Tudo menos isso. Sozinha com ele outra vez? Minha carne é fraca e meu
sexo já está pulsando de tanto tesão. Isso não ia dar certo.

- Obrigada, mas não é preciso, Edward. Rapidinho estou em casa.

- Edward está certo,Bella. Vá com ele. É muito perigoso uma jovem como você andar
sozinha por ai. Nem táxi é tão seguro assim.

Emmet interrompeu.

- Isso mesmo. Edward a leva. Eu adoraria, mas Carol já dormiu então.... Ok. Todas
contra Bella....só pode.

- tudo bem, então, Edward. Podemos ir?

Despedi - me de todos e fui com Edward até seu volvo. Cacete....dentro do carro o
cheiro dele era ainda mais gostoso.

- Mora sozinha?

- Sim. Meus pais moram no Chile.

- Não se sente solitária, às vezes?

- Não muito. Trabalho o dia todo. Chego em casa querendo apenas cama.

- Você e Alice trabalham no mesmo hospital não é?

- Sim. É ótimo trabalhar com Alice.

- Alice é muito pra cima, espirituosa.

Saco...como eu podia conversar tranqüilamente com ele se no momento eu só pensava


em levá-lo pra cama? Meu pai...esse homem podia fazer o que quisesse de mim que eu
iria feliz. Caramba....eu tinha certeza que ele era bom de cama. Eu estava começando a
ter alucinações. Porque eu me via claramente sentada sobre ele, cavalgando delicioso
nele. Jesus.....calor......Arrisquei olhar pra ele e Edward me [Link] e desviei
meu olhar. Eu iria queimar no fogo do inferno, tinha certeza. Felizmente...ou
infelizmente minha casa não ficava muito longe. Quando dei por mim já estávamos
parados em frente a ela.

- Obrigada, Edward. Foi muita gentileza.

- Vou acompanhá-la até a porta.

- Não precisa.

- Precisa. Ainda mais que mora sozinha. Precaução nunca é demais.

Foi comigo até a porta. Destranquei-a e acendi a luz.

- Vê? Nada com o que se preocupar.

-Então...está entregue.

- Quer entrar um pouco?

Ah...meu Deus......lá estava eu de novo...querendo atacar o gostoso.

- Melhor não. Já é tarde.

- Está certo. Mais uma vez, obrigada.

- De nada.

- Edward? Não está mesmo chateado comigo?

- Não. Esqueça isso.

- Boa noite.

- Boa noite, Bella.

Edward tocou de leve meu rosto ao me dar boa noite. Eu juro que não fiz por querer.
Mas seu simples toque fez minhas pernas bambearem e escorei no batente da porta,
completamente zonza. Edward rapidamente me segurou pela cintura.

- O que foi? Não se sente bem?

- Estou ótima. Só...uma vertigem, mas já estou bem.

- Tem certeza?

- Sim.
Mas não estava...aquelas mãos na minha cintura, aquele cheiro, o olhar preocupado......e
a maldita boca deliciosa..... Eu sabia que eu já tinha uma passagem para o inferno.....ida
e volta. Mas pensando bem.....eu não queria voltar mesmo. Então que eu me enfiasse
nele de vez. joguei meus braços no pescoço dele e o beijei de novo. Colei meu corpo no
dele quando seu braço se apertou mais em minha cintura. Está certo....eu iria para o
inferno. Mas ia levar o padreco comigo......porque dessa vez ele
correspondia...afoitamente.

Bella POV

Definitivamente esse padre beijava muiiiito bem. A boca macia moldava -se
perfeitamente a minha, nossas línguas se enroscando. Segurei com mais força em seus
cabelos quando senti o aperto em minha cintura [Link] e rocei meu corpo no
dele. Foi o que bastou para que ele se afastasse, me segurando pelos ombros.

- Pare.

- Não.....Você também quer...

Ele se afastou, mas ao invés de sair ele entrou para minha casa.

- Não....não quero. você ficou louca?

- Fiquei.....louca por você.

- Por favor, eu sou um padre. Você tem que parar de ficar me agarrando. - Vai dizer que
não gostou? VocÊ retribuiu.

- Não retribui...o que? Olha, Bella.....

Ele passou as mãos pelos cabelos e andou pela sala. Isso não estava ajudando muito.
Aquele corpaço desfilando na minha frente......tava pedindo pra ser jogado na cama.

- Não é a primeira vez que uma mulher....se encanta comigo. Eu até entendo. É uma
coisa proibida, vocês ficam mais....

- Excitadas. É exatamente assim que estou agora.

Ele parou me encarando mas não disse nada. Aproveitei a deixa e me aproximei ficando
frente a frente com ele. Peguei em sua mão e levei-a ao meu peito, bem em cima do meu
seio.

- Sente como bate mais forte....por você. Eu desisti de tudo,Edward. De me casar...por


você.

- Você sabe que é impossível. Bella, pelo amor de Deus, fique longe de mim.

- E se eu não ficar?
- Então terei que ignorar você. Me responda uma coisa: tem dedo do Emmet nessa
historia, não tem?

- claro que não. Faço tudo por conta própria. Sigo as minhas vontades. Agora, por
exemplo.....eu quero te beijar....

Fui me aproximando mais e Edward deu um passo para trás. Não tinha mais espaço.
CAiu sentado sobre o sofá.REalmente eu devia estar louca, mas eu estava me fodendo
para qualquer coisa agora. Me joguei sobre ele novamente, buscando sua boca. Dessa
vez ele virou o rosto.

- Por favor,Bella.

- Eu sei que me quer. Posso sentir o seu corpo tremendo sob o meu.

Ele não disse nada. Virei seu rosto novamente, forçando-o a me olhar. E o beijei de
novo. Ah...Deus...eu poderia morrer agora que iria muito feliz. Mesmo sabendo que iria
para o inferno. Cara de pau...e ainda dizia que não queria. Sua língua devastava minha
boca e senti meu tesão escorrer na hora. REbolei sobre ele e mais uma vez ele me
empurrou, saindo do sofá.

- Você é maluca, completamente maluca. Olha,Bella....eu nem vou mais ficar na casa
dos meus pais. Vou procurar um outro lugar pra ficar. Até que você esqueça essa
loucura. Não quero ter que me encontrar com você novamente.

Aquilo me feriu, me magoou. Também o que eu esperava? Meu Deus....ele era um


padre. Mesmo assim.....se afastar para não ter que me ver de novo? Senti meu rosto
queimando e lágrimas de vergonha vieram aos meus olhos, incontroláveis.

- Ah....Deus...desculpe-me, Edward. Eu não....sei.....merda....

Virei meu rosto para que ele não visse que estava a ponto de desabar. Ainda assim ele
percebeu e se aproximou,segurando meu rosto.

- Não....Bella. Eu não queria magoá-la, por favor. MAs entenda. Isso nunca será
possível.

Meus olhos ardiam e eu não queria abri-los.

- Só quero que vocÊ fique bem. Tente.....esquecer isso.

Abri meus olhos e o encarei. Porra de homem mais gostoso. Eu não conseguia pensar
direito.

- Você vai encontrar seu caminho. Encontrar alguém que você goste e que goste de você
como você merece.

- Você não sentiu nada, Edward? Ao me beijar?

- Senti......vergonha. Eu não poderia ter permitido isso.


- Não fale assim.....você retribuiu.

- Bella não torne as coisas mais difíceis do que já estão.

- Então me responda só uma coisa e deixo vocÊ ir.

- O que é?

- Se você não fosse padre, você sentiria desejo por mim?

-Bella...como posso responder isso? Eu não sei.

- Ok....vou reformular. Se você não fosse padre, eu teria alguma chance com você?

- Isso não muda nada. Eu sou padre.

- Eu teria alguma chance,Edward?

Ele suspirou fundo. Deslizou a mão em meu cabelo.

- Sim,Bella. Você teria chance. Provavelmente seria a única.

Me deu um beijo na cabeça.

- Boa noite.

Saiu pela noite escura me deixando ainda mais tarada por ele. Me respondeu tudo. Me
joguei no sofá, gargalhando. Eu teria chance.....eu seria única.

- Ah.....Edward...você será meu, pode apostar.

MAs eu resolvi mudar de estratégia. Mesmo com a boceta pegando fogo de vontade de
dar para Edward eu iria sumir por uns [Link]. Ele iria sentir minha falta. Liguei para o
Emmet e contei os últimos acontecimentos.

-Haha....Bellinha...o padreco já [Link] na sua.

- Acha mesmo,Emmet?

- Certeza. Só uma questão de tempo para ele cair em tentação.

Ouvi Rose falando algo do outro lado da [Link] gargalhou.

- O que Rose disse?

- Falou para você comprar muito lubrificante, muita pomadinha anestesiante.. .....que o
padreco virá com tudo.

Só de ouvir isso meu músculo latejou.


- Deus a ouça, Emmet.

-Deus.....se Deus ouvir você ta fodida sem o pau de Edward. Que o capeta a ouça.

Com essa eu tive que rir.

E cumpri minha promessa. Enfiei a cara no trabalho e não apareci na casa de [Link]
me chamou várias vezes, eu sempre recusava.

Felizmente a semana passou depressa. Já era sexta feira e eu estava feliz em ter
conseguido seguir adiante com meu [Link] desisti, na hora do café, conversando
com Alice.

- Não é possível que tenha tanta coisa para fazer assim,Bella. Poxa....a semana inteira e
não foi lá em casa nenhum dia.

- Estou cansada Alice.

- Até Edward estranhou.

- Edward?

- Sim. Perguntou várias vezes por você.

Abri um sorriso de pura satisfaçã[Link]....Edward....estava pronto para ser beijado


novamente. Estava morrendo de saudades dele.

- Diga a ele que mandei um abraço.

Resisti mais uma vez e não fui a casa de Alice nessa noite. Fiquei em casa assistindo tv.
Até que Emmet me ligou.

- Bellita.....boas novas.

- Fala logo, sem rodeios.

- Amanhã iremos comemorar o aniversario da Rose. Aqui em casa. TODOS virão,


inclusive você.

- Muito obrigada pelo convite.

-Hã....sem graça. Não desdenha não. É o seguinte....o padreco também vem. No entanto
ele tem um encontro com outros padres antes. E só depois ele vem pra cá.

- Ta, Emmet. E dai?

- E dai que ele não virá direto pra cá,ne Bella? Vai passar em casa primeiro. E a casa
estará VAZIA.
Minhas pernas tremeram. Eu e Edward sozinhos de novo.

-Emmet...você é o melhor cunhado do mundo.

Ele riu alto.

-Eu [Link] ficar em contato com [Link] que ele tiver em casa eu te aviso.

- EMMETTTTT!!!!!!!!!!!!TE AMOOOOOO.

- Hahaha.....ta bom. Bellita?

- O que foi?

- Não vá me decepcionar. Arrebenta com o padreco.

Ai.....sai pulando pela casa. Eu e Edward.........não ia conseguir dormir essa noite.


Calma, Bella...........inspira........Ainn....não da. Nervos a flor da pele. Óbvio precisei de
um calmante para dormir. Não adiantou muita coisa.

Na manhã seguinte eu nem ousei me levantar da cama. Vai que eu escorrego em alguma
coisa.....quebro uma perna....um braço...Não. Melhor ficar quietinha. Fiquei tão
quietinha que acabei dormindo novamente. Acordei com o telefone tocando.

- Piriguete, que voz de sono é essa?

- Estava dormindo Emmet.

- Então [Link] de falar com Edward. Estava terminando de fechar a igreja e ia pra
casa. É sua chance.

- To indo pra lá,Emmet.

- Hã.....Bella?

- Sim?

-Nem os empregados estão na casa hoje. Estive lá mais cedo....por "esquecimento" eu


deixei a porta da biblioteca aberta.

- Já falei que te amo hoje?

Ele riu alto.

- Bota pra quebrar,neguinha.

Levantei correndo e tomei um banho rápido. em quinze minutos eu já estava a caminho


da casa de Edward. Comecei a tremer assim que vi seu carro estacionado em frente a
casa. Passei pelo jardim e fui até a porta que dava acesso a biblioteca. Emmet não
mentira. Estava [Link] primeiro andar da casa ele não estava. Então
provavelmente deveria estar no seu [Link] um tempo parada do lado de fora sem
saber como agir. Dei uma leve batida na [Link] não respondeu,então abri. O quarto
estava vazio, no entanto eu pude ouvir o barulho do chuveiro ligado. Não.....era bom
demais para ser verdade. Tirei minha sandália e caminhei lentamente até lá. A porta
estava aberta. Senti meu coração disparar e o sangue ferver como fogo em minhas veias.
Se existia coisa mais linda nesse mundo,eu ainda não conhecia. Fiquei boquiaberta com
o que vi. Que padre que nada. Era o próprio Deus. Uma escultura [Link]
estava de costas pra porta, a testa encostada na parede enquanto a água escorria pelo seu
corpo. Ombros...costas.....músculos firmes e perfeitos. E aquela bunda.....o que era
aquilo, meu pai? Era demais pra minha mente perversa e insana. Quase sem suspirar,
me despi. E me preparei para entrar no banho com ele. Assim que abri a porta do Box e
entrei,Edward virou-se assustado.

- O que...????

Inevitavelmente meus olhos desceram pelo seu corpo até encontrar o caminho do
paraíso....no meu caso do inferno mesmo.

Imediatamente Edward levou as duas mãos a frente, tapando a visão maravilhosa.

- Saia,Bella, por favor. O que pensa que está fazendo?

Só então ele pareceu se dar conta que eu também estava nua. Seu olhar desceu
queimando em cada parte do meu corpo. Sorri ao ver sua respiração ficar suspensa e ele
ofegar. Enquanto ele olhava embasbacado para o meu corpo, eu me aproximei e tirei
suas mãos da frente. Minha boca salivou ao ver seu pau grande, grosso.........e duro?
Sem qualquer pudor abracei-o com força, beijando seu peito.

-Bella, pare....

Suas mãos pegaram meus braços com força, mas eu estava agarrada, grudada nele.

- Você é lindo.....demais.

- E você é louca demais. Me solte, por favor.

Mordi seu peito e passei a língua. Um grunhido desesperado escapando pelos lábios
dele. Ergui meus olhos para ele.

-Sou louca por você. E eu te quero.

Era certo que eu queria engolir a boca dele. Me jogar em volta da sua cintura e implorar
para que entrasse dentro de mim. Mas dizer que eu esperava por isso seria
[Link] soltou meus braços, segurou meu rosto entre as mãos....e devorou
minha boca. A língua imediatamente buscando passagem em minha boca. Suas mãos
soltaram meu rosto e me seguraram pela cintura com força. Minhas mãos voaram ate os
cabelos de sua nuca, apertando e puxando- mais. A boca de Edward passou ao meu
pescoço, beijando, mordendo. Vergonhosamente eu gemi alto e levei uma mão até o pau
dele. Estava pelando e duro demais. Edward abraçou minha cintura. Enlacei seu
pescoço e impulsionei meu corpo para cima, abraçando sua cintura com minhas pernas.
Ele não esperava por isso. Seu corpo tombou um pouco para frente, minhas costas se
chocando contra o azulejo frio. Busquei sua boca novamente. Sua língua se enrosca
cada vez mais ávida na minha. A boca desceu traçando linha de fogo em meu pescoço.
Totalmente descontrolada eu gemi alto novamente quando sua mão quente e grande se
fechou sobre meu seio, apertando meu mamilo rígido.

- Ah.......eu quero vocÊ...agora.

Segurei seu pau e levei-o até minha entrada. Era delicioso sentir sua cabeça em minha
entrada e eu quase gozei com isso. Mas ao que parece, foi exatamente esse contato que
tirou Edward do transe. Me soltou bruscamente, nós dois ainda ofegantes.

-Não....

Ficou de costas pra mim e abracei-o por trás.

- Bella, por favor, não faça isso comigo.

Mordi suas costas e seu corpo estremeceu. Edward se virou, me segurando pelos
ombros, mas mantendo uma distância segura.

- Bella....pela última vez, pare com essa maluquice. Eu não posso.

- Não pode, mas quer.

- Prometa-me que vai parar de me atentar assim?

Sorri.

- Atentar você? Estou certa,não é? Você me quer.

Edward olhou mais uma vez, demoradamente para o meu corpo.

- Eu.....não posso querer você.

Abriu a porta do Box e saiu. MAs eu continuei lá, sorrindo, de olhos fechados.... Era
óbvio que ele me queria também. Mas lutava contra isso, e nesse ponto eu o entendia. A
porta do Box se abriu de novo e vi Edward,já vestido num roupão, estendo a toalha para
mim.

- Obrigada.

Ele saiu novamente. me sequei rapidamente e sai. Porra.....Edward era muito rápido. Já
estava vestido. Merda.

- vista-se. Emmet está me esperando.

Tirei a toalha e Edward fechou os olhos.

- Não precisa disso. VocÊ já viu tudo.


- Você complica demais a minha vida,Bella.

Ele foi ate a janela, ficando de costas para mim.

- Você irá também?

- Aonde?

- A casa do Emmet?

- Ah....ainda não sei.

- Por que não?

Me aproximei dele, já vestida.

- Você quer que eu vá? Pediu para ficar longe.

Edward me olhou intensamente. Perdi o foco.

- Você sumiu esses dias.

Sentira minha falta. Fato.

-Trabalhando demais.

Nós dois nos encarávamos. Era visível a tensão entre nós.

- Está de carro?

- Sim. É melhor ir antes que Emmet ligue atrás de você.

- Nós dois sabemos que ele não vai ligar,não é, Bella?

- Como?

-É óbvio que ele sabe que você está aqui.

Eu ri e não respondi. Não era preciso.

- Bella....você é linda. Tente seguir sua vida. Eu não sou homem pra você.

- É. É o homem certo pra mim. E eu vou ter você.

Passou o polegar pelo meu rosto.

- Não desapareça mais.

- Você pediu para eu me afastar.


- Tudo bem. Não precisa se afastar. Só não me ataque mais.

- Eu vou tentar.

- Ja me fez pecar uma infinidade de vezes,Bella.

-Claro que não. Só te beijei três vezes.

- A gente peca por pensamentos também,Bella.

Sorri novamente.

- O que você pensou?

-Nada. É melhor nós irmos.....sem ataque.

Cruzei os dedos na boca.

- prometo....por enquanto.

Sorrimos um para o outro. Ele sentira minha falta e me queria por [Link] estava
ganhando terreno. Era questão de dias para eu jogá-lo em minha cama. E fazê-lo desistir
dessa loucura de ser padre.

Edward POV

Balancei minha cabeça,desanimado.Não adiantava tentar ficar bravo com Emmet. Ele
realmente era um [Link] de divertindo perversamente às minhas custas. Eu via
a curiosidade brilhando nos olhos dele. Eu não tinha me enganado,então. Ele realmente
estava mancomunado com Bella para me provocar.E até certo ponto....alcançaram seu
objetivo. Com certeza fora idéia dele também, a de Bella usar um biquíni daquele
tamanho. E isso nem tinha muita relevância, já que eu a vira completamente nua. Fechei
meus olhos com força e levei minha mão ao meu rosto;aquela imagem perfeitamente
nítida em minha [Link] era linda, mas isso não justifica minha reaçã[Link] eu
pude reagir daquela maneira? Beijando-a, quase a ponto de.....não....nem gostava de me
lembrar.O que eu estava pensando afinal? Eu senti...desejo. Alias nem foi tanto por vê-
la nua,ali na minha frente. Eu já estava pensando nela, no beijo que havíamos trocado.
Já estava ereto sem precisar vê-la. Eu nem deveria estar aqui agora. Deveria estar me
penitenciando por esses malditos pensamentos maliciosos. Era uma sensação totalmente
nova pra mim.

- Linda,não é?

Só então percebi que eu encarava Bella.

- Emmet....você me ajudaria muito se parasse de jogá-la pra cima de mim.

- Eu???Ela mesma se joga pra cima de você, Edward. E pra ser sincero,se fosse você,
caía matando.
- Não duvido. Você é um vagabundo. Mas eu sou um padre, lembra-se?

- O que eu acho um absurdo. Me responde sinceramente: você sentiu tesão por ela?

- Me recuso a responder isso,Emmet.

- Ta....sem querer já me [Link].....esse não é você. Coisa absurda isso.


Nossa mãe fazer essa promessa ridícula.

- Ela só queria me salvar,Emmet.

-Ta, tudo bem. Mas a gente faz promessa pra gente mesmo cumprir. E não para os
outros cumprirem pra gente.

- Eu a entendo,Emmet.

- Umpft....mas eu não. Está perdendo uma mulher maravilhosa,Edward. Voltei a olhar


pra Bella. Será que o Emmet tinha razão? Eu não nasci mesmo pra isso? Confesso que
nunca pensei muito no assunto. Talvez tenha me acostumado, me acomodado. Ou talvez
porque eu nunca tinha conhecido uma mulher que colocasse em xeque a minha vocação.
A minha ereção hoje pela manhã era uma prova irrefutável disso.

- Pense bem, cara.

Emmet saiu me deixando com meus pensamentos. Logo Alice veio para o meu lado e
esqueci um pouco aquela [Link]ças a Deus ela distraiu minha atenção o resto do
dia. E Bella cumprira sua promessa, não se aproximara mais de mim. Fui embora mais
cedo que os outros. Tinha muito trabalho pela frente. Depois da reunião que tive mais
cedo, soube que a comunidade da paróquia que eu assumira era muito carente.
Precisaríamos de dentistas, médicos, além de outras coisas. De cara, eu pude contar com
[Link]ão.......seria uma oportunidade e tanto para que eu esquecesse uma certa
imagem de uma certa mulher nua. cheguei em casa e fui direto para o oratório que
ficava em meu quarto. Eu precisava me punir......por desejar tanto aquela mulher.

Bella POV

Não sei como não surtei nos últimos dias. Desde a festa na casa do Emmet eu não parei
de sonhar com Edward. A imagem dele nu a minha frente só ganhava força em minha
mente. Estava disposta a continuar com minha tática de não ir muito a casa de Alice.
Mas uma Alice me disse uma coisa que me fez mudar de idéia. A comunidade da qual
Edward tomaria conta agora era muito carente. Precisavam de muita coisa,
inclusive.....médicos. Ok....lá estaria Bella para ajudar seu padreco. Nem par Alice eu
contei que iria ajudar. Queria fazer uma surpresa. Já haviam se passados quatro dias
desde a cena no banheiro. E eu estava mais que ansiosa para revê-lo.

- O que vai fazer hoje, Alice?

- DAqui vou direto para a paróquia. Edward me quer lá hoje.


- Hum...

- E você?

- Eu...tenho algumas coisas a resolver.

- Que pena. Seria uma boa se você pudesse ir também.

- Quem sabe outro dia não é?

Mal sabia ela que eu já estava pronta para ir. Era tempo de ir ate em casa e trocar de
roupa. Acho que estava com síndrome de Alice, quase pulando de ansiedade. Apenas
Emmet,é claro,sabia das minhas pretensões. Tão logo eu sai do hospital, ele me ligou.

- E ai? Tudo pronto?

- Só vou passar em casa,Emmet.

- Vai dar certo,Bella. Acredite em mim. Ele está na sua. Só precisa deixar de ser frouxo
e criar coragem para abandonar a batina.

- Eu sei. Pode demorar, mas eu não desisto.

- É assim que se fala, garota.

Tomei um banho antes de sair, é claro. O foda era ter Alice por perto. Adorava Alice,
mas ela era uma empata foda de marca maior. Estacionei meu carro um pouco afastado
da igreja e caminhei ate lá. Estava fechada. Ao lado dela havia o salão paroquial.
Deduzi que era lá que estariam. Fui até lá e parei na porta que estava entreaberta. Alice
sentada num banco mais afastado, cercada de crianças. Edward estava de pé, também de
costas pra porta. Nossa.....só de olhar aquela bunda, me dava calor. ainda bem que
estava no salão e não n igreja, senão minha descida ao inferno seria mais dolorosa.

- Boa tarde.

Edward imediatamente se virou ao som da minha voz. Me olhou de cima a baixo,


reparando na minha roupa e na minha maleta. Franziu o cenho e caminhou até mim.

- Bella?

- Oi. Soube que está precisando de voluntários aqui.

- Você?

- Sou médica, esqueceu?

- Não, mas....Alice...

- Alice não sabia. Só me decidi....hoje.


- ah...sim...

Edward estava realmente surpreso....e admirado.

- Mãos a obra? Estou louca para trabalhar.

Alice acenou para mim e fui ate ela, deixando Edward aturdido.

- Bella..........que ótimo ter vindo. Então conseguiu um tempo livre?

- Consegui, Alice e estou louca para começar.

Muitas crianças de várias idades se aglomeravam ali. Alice me contou o que faríamos
primeiro. Dali a dois dias seriam com os idosos. E o que começou como uma tática de
sedução revelou-se um trabalho prazeroso. Realmente por alguns minutos eu consegui
me esquecer completamente de Edward. Ele ajudava outras crianças fazendo o cadastro
delas. Estava tão entretida que não reparei que estávamos no fim. Eu estava sentada, um
pouco curvada e quando endireitei minhas costas eu o vi me encarando. Minha pulsação
disparou. Estava recostado numa pilastra, de abraços cruzados me encarando.

- Vai acordar com uma bela dor nas costas amanhã.

- Sabe que só agora percebia posição em que estava?

- Eu já terminei, Bella.

- Eu também ,Alice. Estão indo agora?

- Sim. Veio de carro?

- Está do outro lado da rua.

- Vamos fechar tudo e já iremos.

Alice se afastou e Edward se aproximou de mim.

- Obrigado, Bella. Foi...uma surpresa.

- Não ha de que, Edward. Pode contar comigo.....sempre que precisar. Seu olhar era
muito penetrante. Merda de homem. Sabe que sou louca por ele. Por que faz essas
coisas?

- Bom...acho que já vou.

- Bella....eu precisava falar com você. Posso te acompanhar até sua casa?

Só faltei pular e gritar de alegria. Não me importava nem um pouco o que ele iria dizer.
Ele iria até minha casa. Isso já me bastava. Nos despedimos de Alice e seguimos para
minha casa, cada um no seu carro. O que será que Edward queria falar comigo?
Nossa........queria poder ler mentes. Eu já estava latejando só de imaginá-lo naquele
sofá. Mas em uma outra vida, na época de Cristo...eu devo ter jogado pedra na cruz.
Tinha que dar alguma coisa errado. Estacionamos em frente a minha casa e Edward
saltou do carro.

- Vamos entrar?

- Sei que está cansada, Bella. Prometo não me demorar.

- Não tem problema, Edward. Nem estou tão cansada assim.

Mentira. Eu estava exausta. Entrei em casa seguida por Edward e parei em choque. O
que aquele merda estava fazendo ali?

- Jake!!

- Oi amor.

Senti claramente Edward se retesar logo atrás de mim. Eu tinha conversado com Jake
por telefone, anunciando minha decisão de adiar o casamento. Não seria justo terminar
com ele por telefone. Mas nos últimos dias eu tinha me esquecido completamente da
existência dele.

- Não sabia que...tinha voltado.

- acabei de chegar. Estava com saudades.

Levantou-se e me deu um selinho. Maldito. Na frente de Edward? Jake olhou com


curiosidade para ele.

- Esse é Edward, irmão da Alice.

- Ah...sim...o padre. como vai Edward? Sou Jake.

Deram um aperto de mão.

- Tudo bem, Jake?

- É....mais ou menos, não é Bella?

Ai....saco......eu mereço.

- bom....acho que vou deixá-los a sós.

- Não, Edward...espere.....você....

- Eu converso com você outra hora,Bella.

Por que aquele idiota do Jake não falava nada? Não falava que ELE iria esperar?
Vontade de chutar as bolas dele.
- Eu....acompanho você.

- Até mais, Jake.

- Até, Edward.

Edward caminhou rapidamente até o carro. Rápido demais, para o meu gosto.

- obrigado por tudo,Bella.

Ia entrando no carro sem ao menos me olhar. Segurei-o.

- Edward....você precisava falar comigo.

Ele se virou pra mim e eu vi.....raiva?

- Pelo jeito seu noivo também precisa falar com você.

- Eu estou falando de nós dois, Edward.

- Que nós dois? Bella....você não tem vergonha? Ficava me agarrando pelos cantos e
ainda está noiva?

- jake estava viajando..não podia terminar com ele por telefone.

- Não me deve explicações da sua vida,Bella.

Um sorriso me escapou.

- Está com ciúmes, padre?

- Já pensou no absurdo que está falando?

- Está sim....senão por que estaria tão bravo?

Ele não disse nada, apenas continuou me olhando. Me aproximei e toquei em seu peito.

- Eu quero você,Edward. É você...só você.

- Pare com isso....eu não quero ouvir isso.

Eu ignorei e quase colei meu corpo no dele. Toquei seu [Link] fechou os olhos
quase em desespero.

- Não faça isso.

Mas ao contrário de suas palavras, suas mãos se fecharam em minha cintura.


Continuava de olhos fechados e entreabriu os lábios quando rocei de leve os meus no
dele.
- Se entregue pra mim, Edward.

Seu gemido ao invadir minha boca foi agoniado. E nosso beijou durou muito pouco.

- Eu não posso, Bella. Entenda isso.

- Então por que veio? O que queria me falar?

- Eu só vim...pedir....

- Pedir o que?

- Case-se logo, Bella. Talvez assim eu consiga expulsá-la da minha mente.

Eu não acreditava no que ouvia. Edward queria que eu me casasse? Era isso? Absurdo.
Cara de pau. Colei meu corpo no dele novamente, me esfregando nela. Dessa vez seu
gemido foi de prazer.

- Eu me caso....só se for com você.

- Bella, pelo amor de Deus....me esqueça.

- Eu não quero isso.....nem você. Você já é meu, Edward. Só você não vê isso.

- Prometa...prometa que não vai mais tentar nada comigo.

- Tudo bem. Eu prometo...se você me prometer uma coisa também.

Ele engoliu com dificuldade.

- O que?

- Todo mundo já pecou uma vez na vida....você é humano....

- O que quer dizer?

- Peque comigo então...uma única vez. Faça amor comigo.

Ele arregalou os olhos e empalideceu.

- VOCÊ......você ficou maluca?

Agarrei-o pela gola da camisa.

- Edward...não é isso o que Deus quer? Ele mesmo disse: amai- vos uns aos outros?
Crescei-vos e multiplicai-vos?

- Bella....deixe de ser louca.....não é nesse sentido que está pensando.

- Mas perto de você eu só consigo pensar nesse sentido.


- Isso seria....uma...heresia....sei lá que nome dar a isso.

Beijei sua boca de novo. Meu desejo se tornando ardente,incontrolável. Desci minha
mão....seu desejo explodindo como o meu. Eu gemi, me contorcendo quando ele me
apertou com mais força em seus braços.

- Me ame, Edward....uma única vez.

- Termine com seu noivo,Bella.....e eu me rendo a você.

PUTA. QUE .PARIU......eu ouvi direito????

Bella POV

Entrei em casa me arrastando, em choque. Era aquilo mesmo que eu tinha ouvido?
Edward iria se render a mim? Iria pra cama comigo? Ele disse isso e entrou no
carro,arrancando em seguida. Mas minha euforia durou pouco. Eu pedi que ele fizesse
amor comigo uma vez. Ele me disse que renderia. Se renderia uma vez? Porra.....não era
isso o que eu queria. Eu queria.....milhares de vezes. Queria Edward como meu homem.
Queria Edward esparramado no meu sofá......exatamente como Jake estava agora. Entrei
e fechei a porta emburrada.

- Algum problema com o padre?

- Por que não me avisou que vinha,Jake?

- Desde quando preciso disso pra ver você?

- Jake...conversei com você.....

-Sim....sobre adiarmos o casamento.

- Eu não quero mais adiar o casamento.

Ele sorriu.

- Vai marcar novamente? Era isso que o padre queria conversar?

- Não. Eu ....quero romper definitivamente.

Ele arregalou os olhos.

-Como?

- Olha, Jake....sinto muito. Sei que nos conhecemos ha anos. Mas eu descobri que não é
amor.

- Como assim,Bella? Nós sempre nos demos tão bem....você dizia que me amava.

-Sim, mas me enganei. Eu pensava realmente isso, ate conhecer....


- Conhecer????Está me dizendo que se apaixonou por outro?

- Sim. Estou apaixonada por outro.

- Quem é ele?

- Pra que isso, agora? Não vai mudar nada.

- Quem é ele?

Suspirei fundo. Como amigo eu ainda gostava do Jake.

- Edward.

Ele parou de andar de um lado a outro e me encarou. Sério.

- Ficou louca? Pirou é isso? Está falando do padre?

- Ele mesmo.

- Bella....caramba....o que você anda bebendo? Hello......ele é um PADRE. - Eu sei. Mas


a gente não escolhe essas coisas.

- Nesses casos escolhe, Bella. Ele nunca poderá te dar nada.....pense bem... ele NUNCA
fará sexo com você.

- Eu me contento em....amá-lo sozinha.

Jake sentou- se no sofá, as mãos no rosto. Passou as mãos na nuca, massageando.

- Eu...trocado por um padre...

- Jake...sinto muito. Mas eu não posso continuar enganando você.

- O que pensa em fazer agora? Com relação a ele?

Jake nem estava bravo, o que só reforçava o que eu pensava . Nos amávamos sim, como
amigos.

- Eu não sei. O irmão dele tem me ajudado. Mas Edward....o que vou
dizer....está......ah .sei lá, Jake.

- O irmão a ajudando. Uma dupla de mafiosos pecadores. Eu queria muito te desejar boa
sorte, Bella. Mas acho impossível ficarem juntos. Suspirei, derrotada.

- Às vezes eu também penso assim, Jake.

- Pelo menos eu posso ficar aqui hoje? Não estou a fim de sair a essa hora.

- Claro que sim, Jake. Sempre que quiser. Sabe que gosto de você.
- Engraçado.....eu nem estou chateado. Acho que....amor de irmãos? Será isso?

Eu ri.

- Acredito que sim.

- Não....irmãos não transam, Bella. E admito que gosto de fazer sexo com você. Mas
não responda nada...sei que agora só pensa no.....nele. Bell...já pensou que jamais
poderá tocá-lo? Beijá-lo?

Agora eu gargalhei.

- Desculpe, Jake. Sei que foi traição.

- O que foi traição?

- Eu beijei Edward.

- O QUE? VOCÊ O QUE?

- Não só beijei.....como entrei com ele no banho. Hummmm...inteiramente nu....lindo.

- PUTA QUE PARIU!!! Bella.....você vai para o inferno!

Dei de ombros. Já estava fudida mesmo.

- Isso se não virar mula sem cabeça. Dizem que mulher de padre vira mula sem cabeça.

Dessa vez eu rolei no sofá de rir.

- Eu não imaginava que acreditasse nessas coisas, Jake.

Ele riu também.

- Só pode ser, ne? É pecado oras....

- Pensando bem....acho que ele ficou com ciúmes de mim.

Sorri....idéias mirabolantes passando pela minha cabeça. Lógico que só as colocaria em


prática em último caso. Jake percebeu e se afastou de mim.

- Nem vem.....quero um lugar no céu quando morrer.

- Só em último caso, Jake.

Passei horas conversando com Jake. Quanta besteira iríamos fazer. Iríamos nos casar
sem amor, impedindo o outro de encontrar alguém para amar de verdade. Era quase uma
da manhã quando meu celular tocou. Era Emmet.

- Emmet? o que foi? Rose não deu no couro hoje?


- Haha...engraçadinha.

- O que foi? Para me ligar a essa hora?

- o que aconteceu entre você e o padreco?

- Nada. Por que?

- Como nada? Ele acabou de sair daqui. Ele está.....porra....está louco, bella.
Literalmente.

- Como assim? Me explica direito.

- Bella.....nunca vi meu irmão desse jeito. Ele estava desesperado, desnorteado. Sem
rumo.

- Mas....por que? O que ele disse?

- Não disse coisa com coisa. Só queria saber o que você dizia sobre ele.

- E você disse o que?

- A verdade ue...que você estava louca por ele?

- Só isso? Emmet ele vai pensar que so quero levá-lo pra cama.

- E não é?

- É .....mas não é so isso. Eu estou apaixonada por ele, sabe disso.

- Ele ta pirando ,Bella. E eu tive uma ótima idéia. Seu golpe final.

- Ah...meu Deus...manda.

- Não mete Deus nesse meio. Escuta so isso....

Cara.....eu merecia um cunhado como o Emmet. Ia ser meu padrinho de casamento com
seu irmão quase ex padre.

- Emmet...juro que será meu padrinho de casamento.

Ele gargalhou.

- Vai com cuidado,Bella. Pode matar o padreco do coração. Tadinho...nem deve saber o
gosto de uma boceta.

- PARA TUDOOOOOOOO!!!!! O que você está dizendo?

- O que?
- Ele não sabe o gosto.....

Jake me encarava divertido.

- Bellita....ele entrou para o celibato com 17, 18 anos,sei lá.....ele so beijou uma garota
na vida. Ele mesmo me confessou isso.

Ploft. Cai sentada no sofá. Meu delicioso padreco é virgem.

- Ta viva ainda?

- Emmet....ai...e agora?

- hahaha.....agora? vai devagar para não machucá-lo. hahaha.

Era um filho da puta mesmo. Estava se divertindo. Me despedi dele e baixou a Alice em
mim. Dando pulinhos pela sala. Jake já rolava de rir.

- Ta feliz por que vai estuprar o padre? Cuidado para ele não errar o buraco....

Olhei com cara feia pra ele. Se Jake conhecesse Emmet....isso não ia prestar. Pensei em
tudo que Emmet me disse. Será que daria mesmo certo?

Edward POV

Maluco.....maluco, burro e pervertido. Aonde eu estava com a cabeça ao dizer aquelas


coisa pra Bella? Com pude fazer isso, meu Deus? prometer a ela que....faria sexo com
ela? O que foi? Será que o vinho que servia na missa estava com quantidade exagerada
de álcool? So pode. Ah.....a quem eu queria enganar? Ela virava minha vida de cabeça
pra baixo. Eu estava literalmente.....maluco por ela. Louco de vontade de...... Droga.O
que eu faria agora? Eu não poderia largar minha vida celibatária assim, podia? E minha
mãe? Meu pai? Não.....estava errado. E o pior de tudo era que ela estava mexendo
demais comigo, tudo por culpa da ajuda do pervertido do meu irmão. Olhei as horas. Já
era tarde mas eu precisava falar com ele. Dirigi ate a casa do Emmet e Rose me atendeu.

- Edward? O que houve? Meu Deus....está péssimo.

Se até Rose percebeu então a coisa era feia.

- Preciso falar com Emmet.

Rose saiu em disparada e pouco depois Emmet apareceu,vestindo um roupão, me


olhando preocupado.

- Cara...o que houve? Que cara é essa? Ah....meu Deus....caiu em tentação?

- Não,Emmet. Ainda não. mas sinto que vou cair. Eu não tenho mais força.....ah...Deus.
Joguei minha cabeça entre as mãos. Ato de total desespero.

- Mas o que aconteceu? Quer dizer....ate ontem você estava firme.

- Firme feito prego na areia. Eu...acho que fiquei com ciúmes do noivo dela e fiz
besteira.

- Ah..Jesus, que besteira você fez?

- Eu prometi a ela....

Engoli em [Link] pude agir tão levianamente?

- Fala, homem.

- Eu prometi a ela que....me renderia a ela.

Emmet assoviou.

- Porra, Edward. Então é porque é isso o que quer. Saia logo dessa vida e vá ser feliz
com ela.

- Não posso. E minha promessa pra Deus?

- Promessa é promessa....prometeu a ela também. E agora?

E agora eu estava ferrado. Isso era uma provação? Levantei-me.

- Eu preciso ir.

- Espere, Edward. Está muito abalado.

- o que ela fala sobre mim, Emmet?

- Que está louca por você. Ela vai brigar por isso, cara.

- Eu...vou até a igreja.

- Edward.....

- Estou bem. Obrigado por conversar comigo.

Mas eu não estava bem. Dirigi feito um desesperado e fui ate a igreja. Abri a porta e
caminhei ate o altar. Encarei a imagem a minha frente um bom tempo antes de explodir.

- O QUE É? VAI FICAR ME OLHANDO AI SEM DIZER NADA? E EU ?


COMO EU FICO? ESTÁ SE DIVERTINDO NÃO ESTÁ? O QUE VOCÊ QUER
DE MIM? ME MOSTRAR QUE SOU UM FROUXO?PERVERTIDO?
TAÍ....CONSEGUIU!!!!
Cai de joelhos em frente ao altar, ainda olhando a imagem.

-POR QUE NÃO ME RESPONDE? AONDE ESTÁ?

So então percebi que além de gritar, eu chorava, em desespero.

- Me ajude....me diz o que fazer....que rumo seguir....me dê uma luz. Um


sinal...qualquer sinal.

Cai deitado ali, aos pés do altar.

- Antes que eu enlouqueça....e faça besteira.

ACordei com alguém me sacudindo pelo ombro.

- padre? Aconteceu alguma coisa?

Olhei para a cara do sacristão, ainda meio aturdido. Merda. Dormi no chão da igreja.

- A porta ficou aberta. O senhor dormiu aqui?

- Senhor é aquele ali, Brian.

- Sim, desculpe.

- Estava orando....acho que acabei pegando no sono.

- Tem trabalhado muito. Está quase na hora da confissão.

- Sim. Vou tomar um banho e já volto.

Corri ate minha casa, inventando uma desculpa qualquer para minha mãe por não ter
dormido em casa. Voltei rapidamente para a igreja, algumas fiéis já aguardando para se
confessarem. Eu que precisava ser ouvido hoje. Mas eu não tinha esse direito. não agora
. momento em que tantos espíritos agoniados como eu precisavam de uma palavra.
Foram horas.....o povo anda pecando bastante.

Fiquei ainda um bom tempo depois que a ultima pessoa saiu. Levei minhas mãos ao
rosto, cansado. Já me preparava para fechar a janela do confessionário quando percebi
que alguém se sentou.

- Edward?

Congelei. Aquela voz.....a origem de todos os meu problemas. Tentei ser frio.

- Veio se confessar?
- Sim.

- Estou ouvindo, Pode abrir seu coração.

Era sempre assim que eu agia. Não poderia ser diferente com ela apenas porque....deixa
pra lá.

- Eu....acho que pequei, mesmo não tem sido intencionalmente.

- Continue.

- Eu me apaixonei.....por alguém proibido pra mim. Mas acho que o amor não deveria
ser pecado. É algo bonito, puro.....e sincero. Pelo menos o que eu sinto.

Fechei meus olhos, agoniado.

- Eu....so peço perdão por não ter refreado meus instintos e colocar em provação a
escolha dessa pessoa. Você me perdoa?

- Só Deus pode perdoar.

- Sim, mas você é o representante dele. Acha que ele me perdoará? Ainda que eu não
ache pecado, o fato de ter me apaixonado. Eu amo......e sinto crescer a cada dia.

- Sim....ele irá perdoá-la.

Por que ela fazia isso comigo? Ela estava ali se declarando pra mim, eu bem sabia.
Dissipando todas as minhas dúvidas em relação aos sentimentos dela. Pensei seriamente
que fosse simples desejo. E não era.

- Qual será minha penitência, padre?

Fiquei em silêncio.

- Edward?

- Estou te ouvindo.

- Qual será minha penitência, então? Me ajoelhar e rezar o rosário cem vezes?

- Vá para casa, Bella.

- Mas.....não temos que orar? Para que Deus acredite em nós.....em nosso
arrependimento?

- Como você mesma disse....você não escolheu....não procurou por isso. não tem do que
se arrepender.

- Então....
- Vá para sua casa, Bella..........e me espere lá.

- Ed.....

- Por favor.....apenas me espere lá.

- Sim.

Ela se foi e deixei meu corpo escorregar pela cadeira. Eu simplesmente não tinha força
para fugir disso. Eu procurei respostas com Deus......

Respostas que não vieram. Simplesmente porque essas respostas estavam dentro de mim
mesmo. Eu mesmo teria que ter coragem para assumir essas respostas e suas
conseqüências. Sai do confessionário e me troquei, guardando minha batina. Ainda
olhei um pouco para ela. Não sabia quanto tempo mais eu a usaria. Entreguei as chaves
ao sacristão e segui para a casa de Bella. Fosse o que fosse, acontecesse o que
acontecesse, eu teria que ser sincero e fiel primeiramente comigo. E o que eu mais
queria nesse momento era estar nos braços dela. Ainda que isso fosse um pecado. Parei
em frente a sua casa e tentei me acalmar, ignorar minha mente que me dizia que era
totalmente errado o que eu iria fazer. Bella abriu a porta tão logo eu toquei a campainha.

- Oi.

Se afastou para que eu entrasse. Fechei a porta atras de mim, sem desviar meu olhar do
dela. Tensos.....os dois.

- Quer conversar?

- Iremos conversar, Bella. Mais tarde.

Sua respiração ficou suspensa.

- Então......

Aproximei-me dela, ficando quase colado a ela.

- Não vou me negar a você. E não vou mais me negar o que eu desejo tanto.

- Edward.....

- Estou aqui.....

Abri meus braços pra ela.

- E me rendo a você.

Chocou seu corpo contra ao meu no momento em que nossas bocas se encontraram.
Decidi que qualquer pensamento referente a medo, a ideia de que estava pecando, seria
deixado la fora. Trancado dentro do meu carro. Para que somente depois esses
fantasmas voltassem a me assombrar. No momento eu so iria pensar em cumprir minha
promessa, e fazer o que ambos queríamos: me entregar a ela.

Bella POV

Agora eu estava nervosa. Como nunca tinha estado em minha vida. Será que enfim eu
conseguira? Eu teria Edward? Emmet estava certo. Edward tinha dúvidas quanto aos
meus sentimentos. Talvez por isso não tivesse se entregado antes. Mas Emmet me
convencera a me “confessar” com ele, abrir meu coração com ele. E foi o que fiz.
Edward me ouvira, às vezes em silêncio. E me pedira para esperá-lo em casa. E se ele
desistisse? Eu andava de um lado para o outro, nervosa demais para que conseguisse
ficar sentada. Há meia hora eu o deixara na igreja. Eu estava fervendo.....por vários
motivos. O toque do telefone quase me fez cair para trás. Era Emmet.

- E então?

- Fiz o que me falou.

- E ele? Te deu uma penitência? 700 ave Maria?

- Não.

- O que ele fez então?

- Me mandou vir para casa....e esperar por ele aqui.

- EITA...............hoje a casa vai tremer. Desligue o celular, piriguete.

- Acha mesmo que ele.....

- Bella.....Edward está louco por você. Pude notar isso.....está desnorteado e só pode ser
porque quer você. E agora que você expôs seus sentimentos......Não tenho dúvida
nenhuma. É hoje que o padreco perde a virgindade.

Um arrepio me percorreu de cima a baixo ao ouvir isso.

- Eu prometo que não vou te perguntar os detalhes.

- Aff....era só o que me faltava, não é?

- Tadinho....deve ta aflito so de pensar no que deverá fazer primeiro....

Minha conversa foi interrompida pela campainha. Minhas pernas tremeram.

- Preciso desligar,Emmet.

- Ele chegou?

- Parece......que sim.
- Uhu......solta essa franga então.......agarra esse padreco de vez.

- Se foi um desejo de boa sorte......obrigada.

- Boa trepada que eu quis dizer.

- Aff....

Desliguei e escancarei a porta. Tremi ainda mais. Isso sim era pecado. Um homem
bonito e gostoso desse jeito. Era uma afronta a nossa sanidade.

- Oi.

Me afastei para que ele entrasse, nossos olhares conectados.

- Quer conversar? - Iremos conversar, Bella. Mais tarde.

Prendi minha respiração.

- Então......

Edward se aproximou de mim, quase colado ao meu corpo, seu cheiro delicioso me
invadindo.

- Não vou me negar a você. E não vou mais me negar o que eu desejo tanto.

- Edward.....

- Estou aqui.....

Abriu os braços para mim

- E me rendo a você.

Grudei meu corpo no dele ao mesmo tempo em que colei nossas bocas. Meu corpo
tremia em antecipação, agarrada a [Link] que lutei tanto por isso agora não sabia como
agir. Eu deveria chamá-lo para o quarto? Ah....merda....ia ser tão....sem pudor. E dai,
sua idiota? Depois de tudo o que fez? Entrou no banho com ele, esqueceu? Aff.....era
verdade. Tomei coragem. Separei - me dele e sem desviar meu olhar peguei-o pela mão.

- Vem....

Sua mão estava suada e ele estava visivelmente [Link] em meu quarto e para
minha felicidade, assim que fechei a porta Edward me puxou novamente para os seus
braços. A língua quente se misturando à minha, segurando meu rosto em suas mãos.

- Bella, eu não quero magoar você....mas.....


- Não diga nada. Você não irá me magoar.

- Talvez.....eu não seja exatamente o que você espera de um homem.

- Eu não espero nada de homem algum. Só espero de você.....que você me ame.

- Bella.....

Coloquei meu dedo em seus lábios.

- Deixe-se levar, Edward.....apenas sinta o prazer de estar comigo. Meu corpo reage tão
facilmente ao seu....é impossível que.....

Edward me puxou novamente, dessa vez pela cintura. Minhas mãos se emaranharam em
seus cabelos quando Edward forçou seus quadris contra os meus. Eu resfoleguei e quase
tive uma síncope ali mesmo. Edward estava DURO....muito duro. Suas mãos subiram
pelo meu corpo, passando sobre meus seios. As minhas desceram até sua camisa,
desabotoando e jogando ao chão. Colei minha boca em seu peito másculo. Edward
suspirou levando as mãos até o zíper do meu vestido. Deslizou lentamente ate que ele
caiu aos meus pés. Fiquei apenas de calcinha a sua frente.

Edward fechou os olhos, soltando o ar com força e abrindo - os novamente. Segurou-os


em concha, os dedos entre os mamilos. Mordi meus lábios,mesmo assim um gemido me
escapou. Abraçou meu corpo, a boca deslizando em meu pescoço. Desci minhas mãos
pelas suas costas e voltei a frente abrindo o zíper de sua calça. Edward gemeu
enterrando o rosto em meus cabelos, as mãos descendo ate minha bunda, apertando com
firmeza. Forcei seu corpo a sentar-se na cama e me ajoelhei a sua frente,tirando seus
sapatos e descendo sua calça juntamente com a boxer. Apertei suas coxas, maravilhada
com a visão e perfeição de seu corpo. Seu pau estava ereto, grande e grosso, salivei
instantaneamente. Desde que o vi nu, naquele banheiro eu sonhava em sentir seu sabor.
Mas antes que eu fizesse qualquer coisa, Edward me puxou, deixando-me de pé em
frente a ele. Puxou-me pela bunda, a boca colando-se a minha barriga, deixando beijos
cálidos.

Segurei seus cabelos depois desci minhas unhas pela sua nuca até os ombros. Edward
passou as mãos pelos meus quadris e uma delas passou por minha virilha até meu sexo.
Olhou em meus olhos enquanto seu dedão massageava meu músculo latejante. Eu gemi
vergonhosamente alto. Eu estava completamente encharcada.

- Edward...

Abaixei-me novamente a sua frente, passando novamente minhas mãos pelas coxas
musculosas e subindo até seu pau duro e latejante. Edward estava fervendo quando
segurei-o com as duas mãos. Massageei lentamente, meu dedo circulando a cabeça
inchada. Um gemido e seus quadris se impulsionaram mais para frente. Olhei-o e baixei
lentamente minha cabeça.
- Não faça isso.....

- Preciso sentir seu sabor Edward.

- Bella.....eu.....

Minha língua passou pela cabeça, sorvendo a pequena quantidade de líquido que
escorria ali.

- Ah....Bella....

Seus dedos se enfiaram em meus cabelos afastando-os do meu rosto. Abri meus lábios e
praticamente engoli toda sua extensão, o sabor delicioso penetrando meu organismo e
fazendo uma cachoeira deslizar de meu sexo. Chupei e mordisquei, Edward gemendo
cada vez mais alto, aumentando meu tesão, como se isso fosse possível. Porra....merda
de homem delicioso. Eu ia pirar. Minha vontade era sentar logo em seu pau e gozar
como nunca. Mas me contive e continuei desfrutando de seu sabor maravilhoso.

- Bella......por favor...

Seu pau pulsava como louco dentro da minha boca, a cabeça inchando cada vez mais.

- Deite-se aqui, Edward.

Prontamente ele obedeceu, deitando sua cabeça nos travesseiros macios. Beijei sua boca
e desci novamente por todo seu corpo. Edward tremia da cabeça aos pés, tão louco de
desejo quanto eu. Ajoelhei sobre ele, minhas pernas ao lado de seus quadris e
desamarrei minha calcinha, jogando-a para o lado. Edward mordeu os lábios, as mãos
voando até meus quadris. Segurei em seu pau e me preparava para sentar-me nele
quando Edward me virou rapidamente na cama, jogando seu corpo sobre o meu. A boca
invadiu a minha, faminta, desesperada. Depois desceu pelo meu pescoço mordendo,
chupando. Meu sexo pedia clemência. Pingava, implorando por Edward dentro de mim.
Desceu a boca sobre meus seios, alternando entre eles, mordiscando meus mamilos e
passando a língua pela aureola. Gemi e me contorci sob ele, que descia a boca pelo meu
corpo, mordendo minha barriga e parando sobre meu sexo. Eu
palpitava,latejava,completamente encharcada. Edward passou um dedo sobre meu
clitóris, um espasmo atravessando meu corpo.

- Bella.....eu...

- Faça....o que quiser.....Edward. Sou sua.

Então a língua quente e macia deslizou em meu clitóris. Eu berrei despudoramente. Ele
era paciente e traçava círculos nele antes de efetivamente sugá-lo.

- Porra....Edward.

Vai me desculpar.....mas Edward devia ter andado comendo alguma freira. Ele não era
virgem nunca. Como fazia aquilo daquele jeito? Me enlouquecendo? Berrei novamente
quando sua língua me penetrou. Edward gemeu, a boca ainda colada em mim.
- Edward....por favor.....pare....

Ele me olhou confuso, como se pensasse que eu não estivesse gostando.

- Eu preciso ter você. Agora.

Forcei sua saída de cima de mim e me posicionei novamente sobre ele. Sua mão
novamente em minha cintura.

- Eu amo você, Edward.

Desci meu corpo sobre o dele, a cabeça do seu pau forçando minha entrada apertada.
Nós dois gememos, nossos olhares fixos um no outro. Ondas de calor e frio me
percorreram de cima a baixo quando finalmente eu tive seu pau inteiro dentro de mim.
Gritamos.....muito alto.....os dois em uníssono. Parei...tentando em vão controlar as
batidas frenéticas do meu coração. As mãos de Edward subiram até meus seios,
apertando levemente e voltaram a minha cintura. E ao mesmo tempo nós começamos a
nos mover. Edward ainda segurava em minha cintura e coloquei minhas mãos sobre a
dele, cavalgando nele, sentindo toda sua delícia me devastando. Edward gemia cada vez
mais e mais alto, erguendo um pouco seus quadris e PUTA QUE PARIU.....

socando seu pau com toda força dentro de mim. Segurou-me apenas com uma das mãos
e a outra massageou meu clitóris. Homem......inteiramente homem.....com todas as
letras.....nada de padreco aqui. Virou-me na cama, sem sair de dentro de mim e
continuando a estocar, a boca entreaberta buscando ar. Mas eu sabia que talvez ele não
se segurasse e eu estava certa.

- Bella.....

Antes que ele falasse qualquer coisa seu jato quente me invadiu. Quente e abundante.
Tão abundante que penetrou meu organismo e escorreu pelo meu corpo empapando o
lençol. Edward gemeu alto e demoradamente, o corpo estremecendo, os dentes cravados
em meu pescoço. Parou um pouco os movimentos, acho que para tomar fôlego. E
recomeçou novamente.

Enlacei sua cintura com minhas pernas, forçando seus quadris contra os meus. Seu pau
se enterrou ainda mais profundamente, me tirando o fôlego.

Eu gemia, agarrada em suas costas banhadas de suor. Edward buscou minha boca,
abafando nossos gemidos. Sua mão agora acariciava meu seio, enquanto aumentava o
ritmo de suas estocadas.

- Edward....te amo......

-Ahhh.......Bella....
Edward ergueu meus quadris. Seu pau se enterrou tão fundo.....em algum lugar ainda
desconhecido......me fez gritar de prazer. Meu sexo se contraiu,apertando-o com força e
eu explodi. Edward lambeu minha orelha,sussurrando em meu ouvido. Isso so
prolongou meu orgasmo, já intenso.

- Bella.....minha linda. Adoro você.......

Eu gemi novamente, mais alto.....seu sêmen novamente invadindo meu corpo. Foi
intenso....muito mais forte do que eu esperava.

Eu tremia....Edward tremia.

Eu ofegava....Edward ofegava.

Eu chorava.....Edward chorava.

Foi lindo.....perfeito. Seu corpo ainda repousava sobre o meu, a cabeça em meus seios,
as lágrimas deslizando pelo meu ventre e se perdendo pelo meu corpo. Beijei seus
cabelos, apertando-o mais a mim. Deus......eu so rezava para não ver arrependimento
nos olhos de Edward.

Edward POV

Eu não tinha como fugir. Eu não tinha por que fugir. Pra que tentar me enganar assim?
Foi maravilhoso sentir meu corpo dentro do corpo de Bella. Sentir sua entrega e seu
prazer. Sentir o meu próprio prazer que foi avassalador. Nunca me senti tão homem.
Tão vivo.....tão..... Caramba....eu estava chorando.Não estava preparado para tanta
intensidade. Na verdade, mesmo depois de saber dos sentimentos de Bella, eu vim
preparado para fazer sexo com ela. Obviamente eu tinha a teoria da coisa. Prática, é
claro que não. Já senti desejo por uma mulher,é claro antes de entrar para o seminário.
Nada que se comparasse ao que senti por Bella. Não fizemos sexo. Fizemos amor.
Parecia que todo o desejo que deveria ter tido todos esses anos estava prestes a
irromper. Olhei seu corpo nu, lindo sobre a cama. Os cabelos mogno contrastando com
os lençóis da cama. Seu rosto ainda estava em Êxtase, as bochechas coradas. Mais linda
do que nunca. E me olhava. Eu poderia....eu queria passar o resto dessa noite fazendo
amor com ela.

- Bella.....acho que.....não sei...talvez eu...

- Edward, nem ouse dizer que não foi bom pra mim.

- Eu fui antes de você.

- Nada mais natural. Está há tempo demais sem........

Eu ri.

- Há tempo demais sem NUNCA ter tido uma mulher.


Ela se virou sobre meu corpo.

- E foi tão bom pra vocÊ quanto pra mim?

- Tão bom que pretendo.....

Ela me calou com um beijo, me abraçando com força.

- Eu vou ser sincera. Não esperava que você tivesse..hã....uma pegada tão forte.

- Talvez seja por sua causa.

- Ficaria muito feliz em saber disso.

- Pode ficar então. Você mexe comigo,Bella. Não consigo afastá-la de minha mente.
Agora então vai piorar. Eu.....

- Você???

- Eu...fiquei louco por você, desde a primeira vez que te vi.

Tive a certeza de tê-la surpreendido. Seus olhos brilharam.

- Eu também,Edward. Foi exatamente assim comigo.

- Por isso não consegui me segurar...acabei me entregando a você.

Bella pousou a cabeça em meu peito.

- Nunca sentiu desejo Edward? Por alguma mulher?

- Depende da época. Antes de me tornar padre?

- AS duas.

- Depois de entrar para o seminário jamais.

- E antes?

- Antes,sim.

- E não teve nada com ela por que?

Suspirei. Foi há tanto tempo. E hoje se comparado ao que sentia por Bella......era quase
nada.

- Ela tinha namorado.

- Hummm. Era bonita?


- Sim. Tânia era linda. E namorava com....o Jasper.

Bella arregalou os olhos.

- Por isso Alice a odeia.

Percebi que seu rosto desmoronou um pouco.

- Não se pode comparar vocês duas. Você é..nossa.....incomparável,Bella.

- Sei....

- Olhe pra mim.

Ela me olhou e eu disse algo que vinha martelando minha mente há dias. - Se eu tivesse
conhecido você antes.....eu jamais teria ido para o seminário, Bella.

Ela arfou e se jogou sobre mim. Quando dei por mim, rolávamos na cama. Meu
membro duro, latejando, pronto para estar dentro dela.

Loucura.....Linda. Bella tinha o corpo perfeito, delicioso, me tirava o fôlego, o juizo e a


razão.

- Quero você, Edward. De novo.

- Eu também,Bella. De novo e sempre.

Prensei seu corpo sobre a cama, abrindo suas pernas com meus joelhos. Olhei seu corpo
inteiro enquanto a penetrava lentamente. Bella ergueu-se um pouco, seus quadris
chocando-se contra os meus. Aquilo era bom demais, viciante demais. Eu estava
enlouquecido por ela. Segurei-a com firmeza e investi fundo dentro dela. Eu gemia
alto,seguido por ela. Suas unhas penetravam minha pele, mas eu não me importava. Me
dava prazer. Num ato de loucura que nem eu sabia que eu era capaz, virei-a de bruços
na cama. O bumbum durinho e empinado me chamando. Como se adivinhasse, Bella
empinou ainda mais, deixando- o totalmente preparado para mim. Desci minha língua
por suas costas, sua pele se arrepiando à minha passagem. Desci até a região que estava
me dando água na boca. Beijei, mordi, lambi, deixando Bela ensandecida.

- Vem, Edward, por favor.

Não esperei mais e penetrei-a. Bella gemeu alto, se empinando mais. Passei minha mão
sob seu corpo, massageando seu músculo delicado e pulsante. Bella rebolou gemendo
meu nome, me enlouquecendo ainda mais.

Puxei-a para cima, deixando-se de joelhos sobre o colchão,voltando a me enfiar dentro


dela. Fiquei doido...tarado...... Bella era muito apertada e ficou ainda mais nessa
posição. Fiquei esmagado dentro dela. Delicioso.
Segurei sua cintura puxando-a para mim, no exato momento em que ela impulsionou
seus quadris. Nossos corpos se chocaram com violência, minhas bolas batendo em seu
clitóris. Eu gemi alto,estocando dentro dela.

- Edward.....ah...Deus...eu vou gozar.

Segurei-a pelos ombros,ficando totalmente colado a ela. Por mim...não [Link]


aquilo tudo ainda era novo demais para meu [Link] não ia conseguir me segurar com
tanta gostosura assim. Sai de dentro dela.

- Não....

- Vem cá.....quero ver você.

Fiz menção de deitá-la novamente, mas Bella empurrou meu corpo, jogando-se sobre
mim, meu pau se enfiando dentro dela sem qualquer cerimônia. Eu queria ver seu
rosto,seu prazer. Bella deitou seu corpo sobre o meu,tomando minha boca. Segurei-a
com força pela bunda.

Meu pau roçava suas paredes que o esmagavam, se contraindo a cada [Link] seu
rosto trasbordando prazer quando um espasmo atravessou seu corpo,suas unhas
cravando-se em meu peito. Seu gozo escorrendo pelo meu pau me enlouqueceu e eu
gemi alto, deixando fluir minha semente dentro dela. Abracei-a com força,esperando
que meu corpo parasse de tremer, minhas mãos traçando círculos em suas costas. Bella
se desvencilhou,deitando-se ao meu [Link] olhou um tanto....apreensiva?

- O que foi?

-Nada.

Eu podia imaginar o que se passava ali. Bella não tinha noção de como aquilo tudo tinha
sido mágico, lindo pra mim. Minha primeira mulher.....minha única e última mulher. E
não digo isso por ser padre, por enquanto. Digo isso porque depois de Bella, mulher
nenhuma teria qualquer chance comigo. Estava louco, tarado, viciado nela.

-Pensou que eu fosse fugir desesperado por essa porta?

Ela riu um pouco,passando a perna sobre mim e a cabeça em meu peito. - Pensei.

- Não farei isso.

Sentei-me na cama e puxei-a colocando-a sentada sobre mim, o que não foi grande
idéia,pois imediatamente meu pau deu sinal de vida.

- E não farei isso simplesmente porque não consigo encontrar uma forma de me afastar
de você. Não sei como te esquecer.....e nem faço questão de saber.
- Edward....

-Estou me entregando a você,Bella. Meu corpo,minha mente, meu coração...minha


alma...meu amor.

Ela inspirou profundamente, segurando a respiração em seguida. Eu não podia e não iria
negar mais, Nem a mim, nem a Bella...nem a ninguém.

Eu estava completamente, perdidamente apaixonado por ela.

Bella POV

Acordei com medo de abrir os olhos. E se tudo não tivesse passado de um sonho? Um
sonho absurdamente delicioso. Um sonho onde fui penetrada a noite inteira, de todas as
formas, cada uma mais intensa que a outra? O corpo másculo agarrado ao meu indicava
que não. Mas e se não fosse o corpo que eu queria? Sei lá.....vai que bebi demais e fui
pra cama com qualquer vagabundo por ai.? E se eu abrisse os olhos e visse um monstro
ao meu lado? Ainn...medo....A noite tinha sido tão perfeita que só poderia ter sido um
sonho. inspirei profundamente sentindo o cheiro delicioso que emanava do corpo dele.
Mas não foi o bastante para me convencer. Resolvi arriscar e abri apenas um olho. Lá
estava ele....meu padreco lindo e gostoso. Dormindo tranqüilamente, quase sorrindo.
Aff.....suspirei aliviada. Não foi um sonho. Porra....quer dizer que Edward fez realmente
aquilo tudo comigo? Mamãe.....se isso foi a primeira vez dele, nem queria pensar na
última. Gostoso, filho da puta....negando isso a pobres mortais. Quer dizer....ainda bem
que negou e eu fui a primeira. Não resisti e dei um beijo na boca deliciosa. Edward
imediatamente abriu os olhos. A imensidão verde tomando conta de todo o espaço em
minha mente.

- Desculpe-me. não quis acordá-lo.

- Já estava na hora.

Me apertou com força.

- Dormiu bem?

- Muito bem. Você?

- Como ha muito tempo não dormia.

Beijei seu peito.

- Fiquei com medo de não vê-lo mais quando eu acordasse.

- E perder a chance de acordar ao lado da mulher mais linda que já conheci?

Pousei minha cabeça em seu peito, feliz demais para conseguir falar qualquer coisa. E
com medo de fazer perguntas pra ele. Acho que ele não merecia isso agora. Seus dedos
enrolavam uma mecha de meu cabelo, sua respiração era tranqüila, como se tivesse
dormido novamente. Senti seus lábios em meus cabelos.

- Acho que eu preciso ir.

- Eu sei.

Seu indicador levantou meu queixo, me fazendo olhar para [Link] boca se aproximou
da minha, a língua já forçando a entrada. Enlacei-o pelo pescoço e colei mais meu corpo
ao dele. Senti sua ereção pulsando em meu ventre e deixei escapar um gemido. Sua
boca passou a meu pescoço e sua mão deslizou ate minha bunda, apertando-a.

- Acho melhor pararmos....ou não vou conseguir sair.

- Você quer mesmo parar?

Ele se afastou um pouco, me olhando nos olhando. Estava bem óbvio que ele queria
continuar.

- Não....não quero parar. Nem sei se consigo.

Continuamos deitados de lado na cama, de frente um para o outro. Segurei em seu


ombro, me arrastando ate ele. Sua boca tomou a minha novamente, devastando-a com
sua língua. Enterrou seu rosto em meus cabelos,

- Adoro seu cheiro.

- Eu adoro você. Amo você,Edward...

Edward segurou com firmeza em minha coxa, erguendo-a ate a altura dos seus quadris.
Minhas unhas se cravaram involuntariamente em seus ombros quando seu pau se enfiou
inteiro dentro de mim.

Edward gemeu e segurou meus quadris impulsionando os seus, entrando e saindo de


mim de forma deliciosa. Sua boca desceu ate meus seios, prendendo meus mamilos
entre seus dentes. subi minhas mãos ate seus cabelos, apertando- o mais de encontro a
mim. Edward me deixava acesa, em chamas, já estava alçando o orgasmo, meu sexo
apertando -se em volta dele.

- Ah....Deus,....Edward......você...

Edward estocou com mais força, e desaguou seu sêmen dentro de mim, gemendo pra
mim.

- Ah....Bella....eu te amo....
Gemi alto e demorado, me deliciando com aquelas palavras, deixando que meu homem
tomasse meu corpo por [Link] ainda tremia, mas fui capaz de responder suas
palavras.

- Eu também te amo.

Aos poucos ele parou de se mover, sem nunca deixar de me olhar. Um pouco depois ele
se levantou e me arrastou ate o banheiro. Entrou comigo no box e abriu a ducha sobre
nós. Abracei seu corpo enquanto a água deslizava por nós. Edward riu e levantei minha
cabeça para olhá-lo. - O que foi?

- Estou me lembrando de você. Invadindo meu banheiro.

Eu ri.

- Nunca vi coisa mais gostosa em toda minha vida.

- Nem eu. Quase me deixou louco.

- Sério?

- Verdade. Quando olhei pra você e vi esse corpo lindo...nu...

Me abraçou mais forte.

- Vai ser minha perdição, Bella.

- Edward...o que vai dizer para sua mãe? Quer dizer...ela vai querer saber aonde passou
a noite.

- Direi a ela que estava tendo um encontro comigo mesmo.

Olhei para ele, sem entender.

- É isso mesmo,Bella. Meu encontro com você foi um encontro comigo mesmo. Me
encontrei em você. E não vejo como ficar longe de você agora.

- Ah...Edward. Não sabe como é bom ouvir isso.

- E pode acreditar que é a mais pura verdade.

- Eu sei disso.

Terminamos nosso banho e Edward se preparou para sair. Antes parou em frente a mim,
segurando meus rosto.

- Não me leve a mal se eu não aparecer por alguns dias. Não tem nada a ver com
você....com nós dois. Eu só preciso resolver as coisas. E sei que não será tão simples.
Mas eu preciso resolver isso, para estar inteiramente com você. Entende isso?
- Sim. Vou ficar louca de saudade, mas eu entendo.

- Será melhor assim. Depois disso terá que me expulsar da sua vida.

- Nunca.

Me deu um beijo longo e apaixonado e se afastou.

- A gente se fala depois.

Parou pouco antes da saída e se virou novamente.

- você terminou com seu noivo?

Dei um sorriso largo.

- Essa era sua condição, lembra?

- Depois de ter feito tudo o que fizemos...só agora me lembrei disso.

- Estou livre pra você.

- E eu estarei pra você. Breve.

Beijou-me mais uma vez e se foi de vez. Fechei a porta, um sorriso largo. corri para o
telefone e liguei para o Emmet. Assim que ele atendeu eu berrei e nem esperei que ele
respondesse, desliguei o telefone.

- EMMET, EU TE AMOOOO!!!

Fui para meu quarto, me arrumar para o trabalho. Ia ser difícil esconder minha
felicidade hoje. Felicidade que tinha endereço e nome: Edward.

Edward POV

Não entendia como minha cabeça virou tão rapidamente. Aliás...sabia sim. Bella. Ela
era maravilhosa. Impossível não se apaixonar por ela,mesmo sendo um padre. Linda,
sexy, feminina...jamais passei por provação maior em toda minha vida. Na verdade eu
estava ate acostumado com a cantada das mulheres. Muitas agiam como Bella. Iam ao
confessionário e lá começavam suas propostas. Umas apenas sexo, outras que eu
largasse a batina. Mas confesso que jamais senti qualquer atração por nenhuma delas,
por mais bonita que fossem. então eu estava convicto da minha vocação. Até conhecer
Bella no corredor da minha casa. Me pegou de surpresa, de guarda baixa. Não tive a
mínima chance. Agora estava eu aqui....louco de amor por ela...e ainda por cima tinha
acabado de sair de sua cama. Passei a noite inteira fazendo amor com ela. Deus do
céu.....como pude ser fraco assim? Não estava arrependido, de forma alguma. Mas...isso
era errado não era? Grave demais. Pedi um tempo a ela. Para me organizar e
principalmente....preparar a minha mãe. Prepará-la para ouvir que eu não seria mais
padre. Simplesmente não dava, apaixonado do jeito que estava. Assim que cheguei em
casa, ela já veio pra cima de mim.

- Meu filho...o que houve? Não veio pra casa, não avisou.

- Desculpe, mãe. Eu...precisava ficar só.....acabei me esquecendo de avisar.

- Algum problema,filho?

- Não. Só crises existenciais...nada grave.

- Vou para o meu quarto...estudar um pouco.

- Vá, meu filho. Daqui a pouco levo um café pra você.

Meu pai estava sentado no sofá lendo um jornal. Apenas acenou com a cabeça. Sentei
em minha cama, com a cabeça entre as mãos. Por onde começar?

- Filho?

Meu pai estava logo atrás de mim.

- Oi pai. Sentou-se ao meu lado.

- Quer conversar?

- por que?

- O que está acontecendo, Edward? Percebo que não está bem.

- Estou bem, pai. Só preciso...pensar um pouco.

- Edward....sabe o quanto respeito sua privacidade,suas escolhas, enfim..a vida que você
leva. Mas posso te fazer uma pergunta indiscreta?

- Claro que pode, pai.

- Essa garota....Bella. Ela já se insinuou para você?

Olhei para meu pai em choque.

- Como?

- Filho...eu percebi a tensão entre vocês dois, no dia em que conversaram a sós. Vi
como ela olha pra você....e ..você reage bem a ela. - Está imaginando coisas, pai.

- Eu não vou recriminar você. Edward, você é jovem, é lindo.....e sabe que eu sempre
fui contra isso de sacerdócio. Já conversei varias vezes com sua mãe...Se por
acaso....você descobrir que não é isso o que quer para sua vida, sai fora. Não deve
cumprir uma coisa que nem foi você quem prometeu.
Pensei um pouco. Estava a oportunidade para me aliviar um pouco.

- Me apaixonei por ela, pai.

- Que bom pra você, filho. E o que pretende fazer agora?

- Falar com minha mãe....eu não posso mais continuar. Eu....eu...

- Você??

- Eu fiz amor com ela, pai.

Ele me olhou durante um bom tempo, depois sorriu.

- E foi bom?

- Ahhh...pai...

Eu ri também.

- Você sempre teve a cabeça no lugar, filho. Vai saber lidar com isso da melhor maneira
possível.

- obrigado por me ouvir, pai

- Acho que em breve verei você do outro lado do altar, não é?

- Espero que sim.

Fiquei sozinho, pensando...milhares de coisas todas ao mesmo tempo. Sai do quarto


apenas para almoçar, já que minha mãe não dava trégua. Voltei em seguida para o meu
quarto. Mas sempre que eu começava a pensar em como agir primeiro, a imagem dela
vinha a minha mente. Peguei as chaves do meu carro e desci. Apenas meu pai estava na
sala, graças a Deus.

- Pai, avise a minha mãe que não volto hoje.

Ele sorriu.

- Eu invento uma desculpa. Se cuide......e mande um abraço pra Bella.

- Darei.

Cheguei a casa dela sem ao menos avisar. Toquei a campainha e longos minutos depois
ela abriu a porta, enrolada apenas no roupão. Seu sorriso iluminou a casa.

- Edward!!!!

- Não consegui ficar longe.


Bella pulou em mim, se agarrando ao meu pescoço.

- Te amo...te amo.........ah...Edward....

- Você vira minha cabeça, Bella.

Peguei - a no colo.

- E pra sua informação: eu também amo você.

Como fugir? Como dizer não? Como negar ao nosso coração o que ele anseia? Como
negar a mim mesmo uma nova vida, se aquela mulher em meus braços era minha vida
agora?

Bella POV

Agora eu tinha a certeza de estar certa. Certa em ter instigado, provocado Edward até
seu limite. Estava muito óbvio que ele não nasceu para ser padre. Tentou,mas não
conseguiu ficar longe de mim. E isso me deixou feliz ao extremo. Seu corpo tremia de
desejo ao me levar para cama. Edward estava fervendo. Não esperou muito tempo para
me penetrar e me levar ao delírio novamente. E de novo...e de novo....Parecia que ele
queria tirar todo o atraso dos últimos anos nesses dois dias. E eu não me incomodava
nem um pouco. Levantei-me enquanto ele dormia. Passava um pouco das oito da noite e
tínhamos que comer alguma coisa. Se continuássemos nesse ritmo,logo estaríamos em
frangalhos. Vesti o roupão e fui até a cozinha,tentando me decidir sobre o que fazer.
Mas eu não conseguia pensar muito bem em nada que não fosse o jeito gostoso como
Edward me pegava em seus braços. Deus do céu...que homem era esse?
Foco,Bella....você não pode agir como uma ninfomaníaca. Caramba...parece que só
pensa em sexo. Bom..mas com ele qual idiota não pensaria? Resolvi pensar em outras
coisas....se eu conseguisse. Estava estranhando o fato de Emmet não ter me ligado ainda
para saber das novidades. Devia estar fervilhando de curiosidade,mas provavelmente
Rose o estava segurando. Abaixei-me em frente ao armário e peguei uma massa...é seria
o ideal agora. Quando ergui novamente meu corpo eu senti as mãos em minha cintura.
Edward colou seu corpo no meu e minha respiração se acelerou ao sentir seu pau,já duro
junto a mim. A boca desceu ao meu pescoço,me fazendo arrepiar.

-A cama estava fria sem você....

Ahh....puta que pariu....aquela voz rouca em meu ouvido era demais pra mim. Meu
corpo inteiro amoleceu, o pacote de massa indo ao chão. Girei meu corpo,ficando de
frente pra ele, a língua ávida imediatamente invadiu minha [Link] sexo latejou em
resposta. Edward me ergueu do chão, me colocando sentada sobre a mesa.

-Me faz perder o controle,Bella....não consigo pensar direito com você por perto.

-Não pense.
Mordi seu pescoço e Edward gemeu, abrindo meu roupão. Suas mãos cobriram meu
seio e depois sua boca desceu sobre [Link] e Deitei um pouco meu corpo,apoiando-
me nas mãos. Sua boca chupava e mordia meus mamilos,rígidos e doloridos,sua mão
descendo até meu sexo. Dois dedos me penetraram e gemi mais alto, rebolando meus
quadris e segurando seu pau. Passei o polegar na cabeça inchada e molhada,apertando
na saída.

Edward gemeu e investiu mais seus dedos dentro de mim.

- Ah...Bella....preciso ter você agora.

Retirou os dedos e sem esperar se enfiou dentro de mim. Meu sexo se abriu e
imediatamente se fechou com força em volta dele. Edward rosnou e começou a estocar
dentro de mim. Enlacei sua cintura, meu corpo já quase totalmente deitado sobre a
mesa.

- Ah.....Deus....Edward....que gostoso que você é.....

Sua boca procurou a minha novamente, me deixando sem fôlego. Agarrei-me aos seus
ombros, rebolando nele. Essa posição deixava seu corpo muito colado ao meu, sua
pélvis roçando meu clitóris e me deixando ensandecida.

- Vou gozar, Edward....

Edward aumentou o ritmo, o ar saindo com força de meus pulmões. Segurei-me com
força nele, a mesa sob nós rangia e eu tive medo que ela se partisse. Senti seu pau inchar
dentro de mim e em seguida seu liquido me preencher. Meu corpo se contorceu
incontrolável,gozando deliciosamente junto com ele. Edward puxou meu corpo para
cima, me abraçando até que nossa respiração voltou ao normal. Encostei minha cabeça
em seu peito.

- Te amo,Edward....

- Vai acabar comigo, Bella.

- Eu? Você que veio atrás de mim.

- aliás...o que estava fazendo aqui?

- vim preparar alguma coisa para a gente comer.

- hum....e eu atrapalhei você?

- Não.

Eu ri, desavergonhada. Sua mãos escovou meu cabelo e acariciou minhas costas.

- Não consegui ficar longe.


- Eu fico feliz por isso.

- Bella?meu pai já está sabendo sobre nós.

Me afastei, olhando -o assustada, mas sua expressão era tranqüila.

- Como? Emmet....

- Não. Claro que não. Emmet jamais faria uma coisa dessas. É doido, mas nem tanto.
Meu pai percebeu, na verdade. Aliás ele já tinha percebido desde o dia em que você me
beijou, lá em casa.

- E o que ele pensa a respeito?

- Ele me apóia. Meu pai sempre foi contra o fato de eu se padre também. - Quer dizer
que nossa única batalha será sua mãe?

- Em termos.

- por que?

- Ainda tem a igreja,Bella. Não é tão fácil assim.

- Eu espero o tempo que for preciso,Edward.

-Eu conto com isso.

Ele suspirou.

-É tão errado o que estou fazendo...mas é mais forte que eu. Muito mais forte.

-Eu sei. Mas eu já vi tanto caso de padre pedófilo..que pega garotos...Você está com
uma mulher adulta.

Ele gargalhou.

- Isso não me redime de nada, Bella.

- Edward, mas você não está fazendo isso por perversão. É por amor...ou não é?

-É claro que é. Amo você.

- Então...Deus perdoa não é?

- Sinceramente....não sei. Mas não pense que vou fugir porque não irei.

- Eu sei que não vai.

- Sabe que me enfeitiçou,não é?


Eu ri baixinho.

- Agora me deixe fazer nosso jantar.

Edward fechou meu roupão.

- Vou ficar quietinho aqui.

-Sim. fique ai enquanto vou lavar minhas mãos. Não saia dai.

- Sim, senhora.

Voltei rapidamente e ele estava sentado tranqüilamente com uma taça de vinho a sua
frente.

- Não sabia que podia beber sem ser durante a missa.

- Eu não posso fazer um monte de coisa,não é Bella? E no entanto estou fazendo.

- É verdade. Me ocupei em colocar a água para ferver.

Peguei o queijo e o presunto e passei para Edward.

- Faça alguma coisa. Pique assim....

Mostrei a ele como eu queria.

- Mandona heim?

- Pra sair mais rápido,Edward.

- E por que a pressa?

- Assim posso voltar pra cama com você.

Senti meu rosto queimar. Edward se levantou e parou a minha frente, me prensando
contra a pia.

- Com vergonha? Você me beijou, me atacou, entrou nua no banho comigo e agora está
com vergonha?

- Não estou com vergonha.

- Não? Melhor assim.

Ergueu meu corpo novamente e me colocou sobre a pia.

- Edward....
Meus dedos se enfiaram em seus cabelos e Edward abriu meu roupão já se enfiando
dentro de mim.

- Viu como é mais forte que eu?

- Sim....

Mais uma vez Edward me levou ao prazer, tomando meu corpo como só ele sabia fazer.
Ele desligou o fogo e foi comigo para o quarto, de onde só sai na manhã
seguinte,assustada com a campainha berrando. Edward acordou meio aturdido ainda.
Provavelmente morto de sono, já que praticamente não dormimos.

- Está esperando alguém?

- Não.

Vesti meu roupão passando a mão no cabelo e fui até a porta. Notei que Edward vinha
logo atrás.

- Ahhh.....

Quase cai pra traz ao ver Emmet e Rose na minha porta.

- você sumiu,...vim saber das.....

Sua voz foi morrendo e um sorriso se alargando em seu rosto ao ver Edward parado,
vestindo apenas o roupão como eu.

Seus cabelos estavam ainda mias desalinhados e ele nunca esteve tão sexy como agora.

- Bom...nem preciso saber porque sumiu.

- Bom dia, Emmet. Rose....

Edward estava sério. Mas Rose e Emmet sorriam, já instalados em meu sofá.

- Bom dia meeeesmo, não é?

- Sem gracinhas, por favor.

- Ah...qual é, Edward? Está apaixonado e comendo uma mulher maravilhosa. Que mal
ha nisso?

- Emmet...modere seu palavreado.

- o seu não fica muito atrás,não é Rose?

-Sim...mas só entre nós dois.

- Hum....pensa que não me lembro do que falou sobre Edward?


Rose ficou vermelha. Fiquei curiosa e me sentei em frente a eles.

- o que você disse,Rose?

- Nada.

- Eu não quero ouvir.

Edward estava vermelho também.

- o que ela disse, Emmet?

- Disse que Edward era gostoso e que provavelmente estaria arrombando você com o
pau dele.

- Caralho...

- Vocês dois são dois pervertidos mesmo. onde já viu discutir minha vida assim?

- Ela mentiu, Edward?

- Não é da sua conta.

- Sei que não. Mas ela estava certa. olha isso. Bella está com o pescoço todo mordido.
Tirou o atraso, heim irmão?

- Chega. Vou tomar um banho e façam -me o favor de não bombardear Bella com
perguntas.

- Não....Edward...eu vou com você . Emmet espera aqui.

Emmet ergueu a sobrancelha e riu.

- Vá lá, piriguete. Eu espero com maior prazer. Só não gritem muito...sabem como
é....posso ficar excitado e querer pegar a Rose aqui mesmo.

- Credo, Emmet. Agora até eu fiquei sem graça.

- Você, Rose? Faz-me rir.

- Venha, Edward. Deixe esses dois pra lá.

Entrei com Edward no banho, seus braços envolvendo meu corpo.

- Fique tranqüila. Não farei nada.

- Eu não me importaria se fizesse.

- Louca....
Sua boca tomou a minha, mas sem avidez. Edward parecia querer guardar para si todo
meu sabor, meu cheiro.

- Não está pensando em ir embora agora, não é?

- Não...ficarei mais um tempo com você.

Terminamos nosso banho e voltamos para a sala. Agora Emmet estava mais sério.

- Estou feliz por vocês, de verdade.

- Eu sei disso, Emmet. O problema é que você não consegue ser gentil o tempo todo.

Emmet gargalhou e abraçou Edward.

- Sabe que estou do seu lado.

- Claro que está. Coisa errada é com você mesmo.

Os dois riram.

- Mas eu fico grato que tenha nos ajudado, de certa forma. É tudo meio louco....

- É complicado. E eu não queria estar na sua pele. Já pensou como e quando vai contar a
Dona Esme?

- Não....simplesmente não sei como fazer isso. Mas pelo menos tem uma coisa boa.

- O que?

- Nosso pai já sabe.

- Serio?

-Sim. Ele percebeu é claro. E apóia.

-Ahhh....mas então ...ficará bem mais fácil assim.

- Será uma ajuda, com certeza.

- E quanto a igreja?

- Bom...eu resolvi e ...irei viajar para a Itália ainda hoje.

Por essa eu não esperava. Arfei e olhei pra ele, surpresa e triste ao mesmo tempo.
Surpresa porque não imaginei que ele fosse fazer isso tão depressa. E triste porque então
eu ficaria alguns dias sem vê-lo.

- Você não me falou nada....


- pensei nisso ha poucos minutos.

- Vá lá,cara, faça isso. Você está certo em querer resolver isso logo.

Eu estava com os olhos fixos em minhas mãos sobre o colo. Era idiotice me sentir tão
triste assim.

- Bella? Edward me chamou e ergui meus olhos pra ele.

- Eu pensei....quer dizer....você não consegue uma folga lá no hospital?

- Como assim?

- Por uns dias. Assim você poderia ir comigo.

- Está querendo dizer...ir com você pra Itália?

- Sim.

Meu peito parecia querer explodir de felicidade. Pulei em seu colo, beijando-o.

- Ah...Edward....eu quero...quero muito....verei isso agora.

Sua boca tomou a minha novamente, sem se importar com Emmet e Rose que olhavam
a cena e riam satisfeitos. Segurei em seus cabelos, olhando em seus olhos.

- Amo você.

- Também te amo,Edward.

Eu me senti mais forte com isso. Edward me amava e me levar para Itália com ele para
tentar resolver sua situação, bem antes de falar com Esme, era prova irrefutável disso.
Tinha a certeza agora, que poderia acontecer o que fosse, estaríamos juntos. Ele era
meu, definitivamente.

Edward POV

Malas prontas. Tudo preparado para minha viagem. Já poderia estar na porta de Bella
pronto para viajarmos. É certo que ainda tinha 5 horas de folga até o horário do nosso
vô[Link]...mas eu queria estar com ela e não em casa, enfrentando um interrogatório.

-Mas você não me falou nada,meu filho.

-Foi de última hora,mãe. Aro me ligou....precisava conversar comigo.

-Se eu soubesse poderia ir com você. Eu adoro o Vaticano.

-Mãe, não estou indo a [Link] outra vez, quem sabe,iremos juntos não é?
-Será que querem que você volte pra lá? Quero vocÊ aqui, perto de mim. De certa forma
eu me sentia mal por estar fazendo isso com minha mãe. Ainda que eu estivesse nessa
situação por culpa dela, eu não poderia enganá-la desse jeito. Mas eu sei também, que
ela faria um drama quando soubesse das minhas intenções. Difícil seria fazê-la entender
que aquela não era minha vida. Poderia ate ter sido durante um tempo. Enquanto eu
ainda não tinha conhecido Bella. Aliás, eu já estava louco de saudades dela.

-Nós conversaremos quando eu chegar,mãe. Vou acabar me atrasando e perdendo o


vôo.

-Então vá,meu filho. Não quero atrapalhar.

Minha mãe me abraçou e senti o peso do remorso se abater sobre mim. Era tão injusto
enganá-la dessa forma. Mas meu pai tinha a mesma opinião. Era melhor conversar com
minha mãe quando já estivesse tudo [Link] até parecer covardia de
minha parte, mas eu conhecia minha mãe. Ela iria usar de todos os meios para me fazer
desistir. Peguei minhas coisas e levei-as ate o carro,voltando depois para me despedir do
meu pai.

-Boa sorte,meu filho.

-Boa sorte com o que?

Meu pai revirou os olhos e abraçou minha mãe.

-Com qualquer coisa,Esme. Não estamos torcendo para que não seja um pedido para
que ele volte pra Itália?

-Sim. Tem razão.

Abracei os dois e voei para casa de Bella.Céus...como eu sentia falta dela..Como é que
uma pessoa pode se tornar tão essencial para outra assim,tão de repente? Estacionei o
carro e nem prestei atenção a um outro veículo parado pouco a frente. Toquei a
campainha e esperei, até que a porta foi aberta....pelo ex noivo dela. Por um instante
fiquei mudo. O que ele estava fazendo aqui afinal? Já não bastava o tempo que fiquei
longe dela,ainda teria alguém para me atrapalhar?

-Edward! Como vai? Entre.....Bella está terminado de se arrumar.

-Tudo bem,Jacob?

-Sim,obrigado. Bella já deve ter saído do banho. Está ha horas lá. -Ah...no banho.

Por que aquilo estava me irritando tanto? Ciúmes,é lógico. Mas Bella não seria capaz
de..... Melhor nem pensar.

Mas ele já foi noivo dela! O que fazia aqui enquanto ela tomava banho? Ou melhor...o
que fez antes do banho? CAlma,Edward. Melhor não pensar besteiras. Sentei-me
enquanto esperava por ela. Jacob desapareceu para a cozinha.
Não resisti e fui até o quarto de Bella. Pelo menos a porta do quarto estava fechada. Dei
uma leve batida.

-Pode entrar,amor.

Abri a porta e a vi ainda nua, passando creme no corpo. Estava com uma das pernas
sobre a cama enquanto deslizava o creme sobre ela.

-Esse amor sou eu?

Ela sorriu.

-Quem mais poderia ser?

-Como poderia saber que era eu?

-Ouvi sua voz conversando com o Jake.

Passei discretamente a chave na porta e me aproximei dela, abraçando-a por trás.

-Alias..o que ele está fazendo aqui? Sozinho com minha namorada?

Mordi seu ombro e sorri satisfeito ao constatar o arrepio em sua pele e seus joelhos
fraquejarem. Segurei em sua cintura e sua cabeça pendeu para trás.

-Somos.....amigos.....

Sua voz falhou ao sentir minha mão envolvendo um dos seios.

-De noivos a amigos?

-Sim...Descobrimos que.....ah..meu Deus...

Bella gemeu ao ouvir o som do meu zíper sendo aberto.

-Descobriram?

Forcei seu corpo na cama. A posição em que se encontrava favorecia, mas deixa-a com
as mãos e os joelhos sobre o colchão.

-Descobrimos que sempre fomos apenas amig....ah..merda.

Ela quase gritou ao me sentir todo dentro dela. Já entrei dando uma estocada com força,
fazendo seu corpo estremecer.

Sim...ela me iniciara [Link] teria que agüentar.

-Edward....Jake está....

-Dane-se. Quero você e tem que ser agora.


Segurei mais forte sua cintura, praticamente içando seu corpo do colchão enquanto
bombeava com força dentro dela.

-Você é minha,não é? Somente minha?

Sai devagar de dentro dela,somente a cabeça ainda dentro. -Simmmmmm.....

Bella gemeu alto quando entrei com força novamente. Perdeu as forças e seu corpo
estendeu-se na cama,levando-me com ela.

De bruços,totalmente esticada na cama,Bella se contorcia pedindo [Link] de


joelhos, meus quadris na altura de sua bunda e me enfiei nela [Link] jeito
Bella ficou ainda mais apertada e gemeu...de dor talvez. Mesmo assim continuei
bombeando para dentro dela, minha mão sob seu corpo,acariciando seu músculo.

- Porra...eu vou gozar.

Foi o que bastou para que meu jato abandonasse meu corpo e penetrasse o [Link]
rebolou os quadris me arrancando um gemido. Afastei-me e deitei ao seu lado. Suas
bochechas estavam vermelhas e ela ofegava.

-Isso foi por ciúme?

-Talvez.

-Acho que eu deveria fazer isso mais vezes então.

-Não foi engraçado.

Ela deu um sorriso lindo e suspirou em seguida.

- Posso terminar de me arrumar agora?

- Pode.

Levantou-se e puxou-me pelo braço.

-Toma um banho comigo rapidinho. Não podemos viajar cheirando a sexo.

-Só banho?

- Só banho. Edward...o que ha com você? Você não era assim.

-Estava preso na jaula, você liberta e agora reclama?

- Não estou reclamando.

Enfiei-me sob a ducha com ela, mas realmente foi apenas um banho. Afinal eu mais que
ninguém tinha ânsia em pegar aquele vôo e resolver minha vida. Pelo menos boa parte
dela. Quando descemos, jake estava na sala.
- Tinha feito um café, mas as coisas apreciam meio "quentes" lá em cima. Resolvi não
chamar.

Como era possível Bela ficar envergonhada? Uma mulher que fazia o que fez comigo?

- Obrigada, Jake. Mas acho que estamos meio atrasados. Não é Edward? - Um pouco.

Jake se levantou e abraçou Bella. Devo confessar que aquilo me incomodou.

- Estou torcendo para que tudo dê certo pra vocês.

- Obrigada. Eu mal posso esperar para ver o resultado disso.

Apertou minha mão.

- Cuide dela. É meio maluquinha.

- É...acho que já pude constatar isso.

- O que acha de Jake nos levar, Edward? Seu carro pode ficar aqui.

- Não precisa. Alice irá buscá-lo mais tarde no aeroporto. Mesmo assim, obrigado.

Somente conseguir relaxar de verdade quando já estávamos no avião. Bella segurou


minha mão e posou sua cabeça em meu ombro.

- Bella....tem certeza do que quer?

- Não é meio tarde para perguntar isso?

- Bella....você tem noção que eu jamais deixarei de ser padre, não é? É como se eu
ficasse afastado. Poderia viver com você sem estar em pecado...mas nunca me casar.

- Eu sei. Não me importo se não me casar, contanto que fique comigo.

- É por você que estou fazendo isso. Por nós dois.

- Mas eu já ouvi falar que depois de um tempo um padre afastado pode se casar.

- Demora. Eu já vi um caso assim. Foram quinze anos até ele conseguir se casar.

- Eu não ligo. Pretendo passar o resto da minha vida com você.

Brinquei com seus dedos e depois beijei-os.

- Quando chegarmos lá tenho uma surpresa pra você.

- O que é?
- Surpresa,esqueceu?

- Chato.

Eu ri.

- Descanse um pouco. Tente dormir.

- Realmente estou com sono.

Sussurrei em seu ouvido.

- Eu sei que algumas coisas te deixam com sono.

Ela riu, mas seus olhos já começavam a fechar. Fechei meus olhos mas sem conseguir
dormir. embora eu não pudesse me casar com ela, eu colocaria aquele anel em seu dedo.
Era o mínimo que eu poderia fazer para mostrar a ela que eu me casaria com ela sim, se
eu pudesse. Fácil não iria ser. mas antes de tudo eu queria estar em paz com minha
consciência. Só assim eu poderia viver plenamente meu amor com ela.

Bella POV

Acordei meio perdida, sem saber onde estava ate sentir seu cheiro delicioso ao meu
lado. Edward dormia com os braços em volta de mim. Olhei pela janela e vi a Roma a
meus pés. Linda.

- Amor?

Imediatamente Edward abriu os olhos. Tinha o sono leve.

-Oi.

- Acho que estamos chegando.

Edward consertou o corpo, remexendo-se na poltrona. Passou as mãos pelos cabelos,


tentando em vão ajeitá-los.

- Onde ficaremos Edward?

- Em um hotel, é claro. Depois vou levar você para conhecer alguns lugares.

- Dizem que tem uma igreja linda...

- Uma não...várias. Mas o que você quer fazer numa igreja? Pensei que queria distância.

- bobo. Eu quero VOCÊ distante da igreja, mas não tão distante que nem possa entrar.
Alguns minutos depois desembarcávamos e entrávamos para nossa suíte no hotel.

- Bella, eu sou muito conhecido por aqui. É melhor não ficarmos muito...

- Sim, eu sei. Embora eu preferisse andar por ai abraçada a você, eu irei me controlar.

Edward virou-me de frente pra ele e me segurou pela cintura, colando nossos corpos.

- Eu sei. Mas é preciso ser assim. Mas eu prometo fazer um programa, só nós dois..

- Mas você mesmo disse que é muito conhecido aqui.

- Aqui sim. Mas existem outros lugares.

-Como assim? Não entendi.

- Aqui é tudo tão perto, Bella. Nunca esteve na Europa?

- Não.

-Humm...então eu vou te levar para um lugar lindo. Tenho certeza que vai adorar.

-Não sei....tudo perto de você perde um pouco a graça. Você é mais lindo do que tudo
que já vi.

- Tão mentirosa...

Seus braços me envolveram completamente.

- Amo você, Bella.

- Eu também amo você.

- Hoje a tarde irei conversar com um velho amigo. Ele irá comigo conversar com o
bispo e fazer todo o procedimento que deve ser feito.

- Ele já sabe?

- Sim. Eu precisei conversar com ele sobre isso.

- E o que ele pensa a esse respeito?

- Riu muito. Ele sempre comentava como as mulheres me assediavam. Achou que
demorou até muito tempo para eu desistir dessa vida.

Não gostei de ouvir isso. Claro que Edward era lindo e que fatalmente as mulheres
dariam em cima dele. Mas eu não pude evitar meu ciúme.

- Quer dizer então que já se sentiu tentado por alguma mulher?


- Epa....eu não disse isso. Disse que as mulheres davam em cima e é verdade. Mas eu
nunca....nunca sequer tive qualquer pensamento a respeito disso. Até conhecer você.

Eu ri, feliz e o encarei.

- somente eu?

- Só você, meu amor. Pare de colocar palavras em minha boca.

- Tudo bem....acho que colocarei "outras" coisas em sua boca então.

Sua boca roçou meu pescoço me provocando calafrios e me apertei mais a ele.

-Sabe que eu estava pensando justamente nisso?

Mas não fomos em frente. Seu celular tocou justamente na hora.

- Tenho que atender. Pode ser Aro.

E era. Queria saber se já havíamos chegado. Esperei que Edward conversasse com ele e
aproveitei para guardar nossas roupas. Edward havia falado três dias, mas eu pedi uma
semana de licença. eu não sabia quanto tempo isso poderia demorar.

- Vamos sair. Almoçaremos com o Aro.

- Mas...eu...

- Bella...você é parte interessada nisso. Obviamente que quando eu for falar com o bispo
você não irá.

- Tudo bem. Da tempo para um banho?

- Claro que sim.

Agora que chegava a hora, eu começava a ficar apreensiva. Eu não fazia idéia de tudo o
que Edward deveria fazer ou falar para conseguir isso. E confesso que tinha medo que
não desse certo, ele não quisesse viver "em pecado".

Ele, é claro, percebeu minha aflição.

- Aconteça o que acontecer, eu jamais irei desistir de você. você é minha vida, Bella.

- Sim. Desculpe. Estou um pouco nervosa.

- Eu entendo você. Mas não fique. Vai dar certo.

Saímos em direção ao restaurante. Era muito estranho andar ao lado de Edward e não
poder tocá-lo. E ainda ter que agüentar as várias cabeças femininas que se viravam para
olhá-lo. Quando entramos no elegante restaurante um homem de longos cabelos pretos,
presos num rabo de cavalo nos aguardava.

- Bella, esse é Aro, meu amigo.

- Aro...Bella...minha....

Aro deu um sorriso largo e me surpreendeu ao me abraçar.

- Sua noiva, namorada....qualquer coisa. Como vai, Bella?

- Bem,Aro. E você?

-Agora entendo você. Ela é realmente linda.

Senti minha pele em chamas e nos sentamos.

A princípio os dois conversaram sobre outros assuntos. Será que todo padre tinha que
ser bonito? Aro realmente era um belo homem. -É...Edward...lembra-se das nossas
conversas? Eu tinha razão não tinha?

Olhei com curiosidade para os dois. Não acredito que Edward falava de mulheres
enquanto era padre.

Ah..deixa de ser idiota,Bella. Ele ainda É padre e come você todo dia. Só de pensar
nisso meu corpo estremeceu.

- Não foi bem assim,Aro. eu me apaixonei.

- Entendo....

- Também...do jeito que ela me cercou seria difícil fugir.

-Edward!

Meu rosto ficou completamente em brasas.

- Minto?

- Não, mas...

Os dois gargalharem deixando-me ainda mais sem graça.

Foi um almoço agradável. Gostei do Aro. era simpático e parecia gostar muito de
Edward. Mas chegando a hora de Edward sair com ele eu comecei a ficar nervosa. Os
dois me acompanharam ate o hotel. Apenas Edward subiu comigo até a suíte.

- Amor, estou vendo que está nervosa. Fique tranqüila. Pelo menos tente. Independente
do que eu ouvir hoje, é com você que ficarei. Ainda que seja em pecado.
Sorri.

- Um doce pecado, eu diria.

- Doce e delicioso pecado.

Ele disse antes de me beijar.

- Vou ficar quietinha aqui, vendo tv até você voltar.

- Você é quem sabe. Quando voltar a gente resolve o que faremos a noite.

Mas assim que a porta se fechou eu cai em prantos. idiotice, loucura, eu sei. Eu nem
sabia porque estava chorando. Mas eu sentia uma agonia tão forte, uma dor que não
sabia explicar.

Eu deveria estar na TPM, só pode. TPM? Tensão pré-menstrual?

Falando nisso...Corri em busca de um calendário. Eu não poderia estar ficando louca.


Isso seria demais.

Edward POV
Mais de cinco horas em reunião com o bispo e eu já começava a ficar aflito. Não pela
reunião em si, mas pelo fato de ficar tanto tempo longe de Bella. Tai mais uma prova de
que não poderia mais viver sem ela.
Tive que contar praticamente toda minha história com Bella. A certa altura o bispo
Raphael me perguntara se eu tinha certeza que isso não era apenas luxuria, prazeres da
carne. Se eu estivesse realmente arrependido Deus perdoaria. Mas eu não estava
arrependido, tampouco buscava o perdão de Deus. Bella e eu nos amávamos e eu
acreditava piamente que Deus não condenaria o amor. O processo era longo e lento.
Mas uma vez que eu dei entrada em meu pedido de afastamento das atividades
religiosas, eu já poderia deixar de me considerar padre.
Mas como Aro bem me lembrara, não existem ex-padres. Uma vez feito os votos... era
para sempre. Mesmo se eu desistisse para sempre, como era meu caso, eu seria um
padre afastado apenas.
O que tinha que ser feito, foi feito. Agora não tinha mais como voltar atrás. Não que eu
quisesse isso. Mas se minha mãe ao menos insinuasse isso, não teria mais como
desfazer.
- Sabe... eu espero que isso mude um dia.
Aro falou assim que saímos.
- Mesmo que nunca mais voltemos ao sacerdócio, ficar carregando sempre o nome de
“padre afastado”. Eu não concordo com isso, sabe? Quem nunca se arrependeu de suas
escolhas? E no seu caso, particularmente, nem foi escolha sua. Isso tem que mudar. A
igreja não pode ser tão retrógrada.
- É assim desde que o mundo é mundo, Aro. E quer saber? Eu não me importo. O que
me interessa é estar com Bella, sem o peso do pecado em nossas costas.
- É... e já pecaram bastante, não é?
Eu ri.
- Amo essa mulher, Aro. Entrou feito louca na minha vida. Deus do céu... o dia em que
essa mulher me beijou eu quis morrer....
- Morrer de que?
Ele gargalhou.
- Sei lá... de tudo. De vergonha, de medo, desejo...
- Ainda bem que o desejo falou mais alto, não é?
- E como. Ainda mais com o louco do meu irmão e da minha cunhada dando apoio. Mas
o que me preocupa é minha mãe. Sei lá... pode ter um ataque quando souber. E nem
posso pensar da hipótese dela vir maltratar a Bella.
- Tudo se ajeita com o tempo, Edward. Eu sempre te falei que era um desperdício você
como padre. Você tem um coração enorme, que eu sei. Mas não precisa do sacerdócio
para fazer boas ações. Eu sempre notei que você não tinha vocação, ainda que
disfarçasse muito bem. É bonito, jovem, cheio de energia. E haja energia. É só olhar
para vocês e notar as faíscas.
Eu ri alto dessa vez. Nem parecia conversa de padres.
-Mas sinceramente eu jamais pensei em uma mulher assim, Aro. Depois que entrei para
a igreja.
- Eu sei. Você ficava até irritado com o assédio. Até que apareceu o furacão Bella.
Aliás... pretendem ficar muito tempo aqui?
- Não sei. Vou esperar o Raphael e depois verei o que ela me diz. Mas amanhã pretendo
levá-la ate a Áustria.
- Lua de mel antes do casamento.
Eu ri, sem vontade. Eu odiava ter que tirar isso de Bella. Durante muitos anos
ficaríamos sem poder nos casar realmente. Talvez esse dia nunca chegasse.
- Quem me dera Aro.
- Ajam como se fosse, Edward. Um casamento comum, a lua de mel. O que importa é o
que vocês sentem. Mas vem cá... onde pretende levá-la?
- Acho que irei levá-la até Insbruck. Adoro aquele lugar.
- Realmente lá é belíssimo. Tenho certeza que ela irá gostar.
Já estávamos na porta do hotel e convidei Aro para subir.
- De jeito nenhum. Sei que está aflito para ver Bella. Deixe um abraço. E por favor, não
vá embora sem se despedir.
- De jeito nenhum. Obrigado por me acompanhar.
- Conte comigo. Bom... agora preciso ir. Ainda tenho uma missa para celebrar.
- Até mais então.
Abraçamos-nos e fiquei observando enquanto ele se afastava. Iria sentir falta dele.
Apesar da diferença de idade, eu e ele nos demos bem logo de cara. Tornamos-nos
amigos de verdade.
E eu sabia que ele era um pouco solitário. Só torcia para que ele fosse feliz no caminho
que decidiu seguir.
Subi até o quarto e encontrei Bella dormindo, a televisão ligada. Sentei-me ao seu lado,
observando seu rosto, que não estava tranqüilo e sereno como sempre. Provavelmente
preocupada com nossa situação. Toquei sua bochecha.
- Amor?
Vagarosamente ela abriu os olhos, que por sinal estavam muito vermelhos.
- Você andou chorando, Bella?
Bastou eu fazer essa pergunta e ela desabou em lágrimas.
- Deus... Bella, o que foi?
Peguei-a no colo, abraçando seu corpo inteiro. Ela tremia e continuava a chorar o rosto
enterrado em meu peito.
-Está me deixando preocupado. O que foi?
- Nada. Eu só... ah, Edward....não sei. Estou assim. Chorando desde que você saiu.
- Amor, me escute. Vai dar certo. Sei que é isso que a preocupa. Já está tudo
encaminhado. Não temos que nos preocupar se estamos vivendo em pecado. Agora
somos homem e mulher... nada de padre aqui.
- Eles... aceitaram bem?
- Eles nunca são impiedosos ou coisas do tipo, Bella. Apenas seguem as doutrinas. É
claro que não ficam satisfeitos. Mas também não podem nos obrigar. Ele me ouviu, fez
perguntas, mas nada que eu não esperasse.
- Podemos ficar despreocupados, então?
- Claro que sim. E como te prometi, amanhã vou levá-la a um lugar.
- Que lugar?
- Vamos para a Áustria. Uma cidade chamada Insbruck. É linda... Mas acho que
precisaremos de roupas mais quentes.
- Mas trouxemos bastante.
- Bella... lá é m frio que não tem noção.
- Você é muito conhecido lá?
Eu ri, já prevendo o que iria dizer.
- Não. Por quê?
- Porque assim como agir como sua namorada.
Alisei seus cabelos, beijando seu rosto.
- Vai poder amor. Tudo o que quiser.
Saímos mais tarde e compramos roupas ainda mais quentes do que as trouxemos. Mas
alguma coisa preocupava Bella. Estava calada, quase assustada. À noite me amou com
loucura, quase desespero. Como se aquela fosse a última vez que iria me ver. Isso me
preocupou. Alguma coisa estava acontecendo e Bella insistia em esconder de mim.

Bella POV
Edward estava feliz. Feliz demais até. Eu tentava me esforçar para mostrar o mesmo
entusiasmo que ele, mas tenho quase certeza que estava fracassando. Senti seus braços
em volta do meu ombro e olhei pela janela do trem. Sem dúvida alguma a paisagem era
belíssima, de tirar o fôlego. Raiva de mim mesma por ser tão fraca e não dizer logo a
verdade para Edward.
- Você viaja muito por esses lados, Edward?
- Não. De vez em quando eu e Aro resolvíamos nos divertir um pouco. Vínhamos
esquiar.
- Você sabe esquiar?
- Não é difícil. Você vai gostar.
- Não está pensando que farei isso, está?
- Por que não? Nunca teve medo de nada.
O que eu diria? Não vou por que tenho medo de cair e perder o bebê que acho que estou
esperando? Quer dizer... pelo menos o teste que fiz deu positivo. Assim que pensei na
possibilidade de uma gravidez eu corri ate uma farmácia e comprei um teste, que deu
positivo.
Eu nunca confiei muito nesses testes de farmácia, sei lá por que. E torcia para que eu
estivesse certa. Eu grávida de Edward? Isso já era loucura demais. Não que eu não
quisesse um filho. Eu queria e muito. Mas não agora, quando nossa situação ainda era
tão delicada. E eu achava injusto falar isso para Edward agora.
- Assim que chegarmos lá irei levá-la a um lugar que pra mim é lindo. Não sei se vai
gostar.
- Onde é?
- JÁ ouviu falar nos cristais Swarovski?
- Sim.
- Então... muitos chamam o lugar de museu, mas não chega a tanto. Você verá assim
que chegarmos lá. Mas primeiro iremos deixar nossas coisas no hotel. Só então iremos
para lá.
Assim que chegamos meu queixo caiu ainda mais. Eu gostava dessa paisagem. Frio.
quase gélido. O hotel era lindo e não poderia ser diferente. Tudo naquele lugar era
belíssimo.
Mas o que me chamou a atenção e me fez literalmente perder o fôlego foram as
esculturas no Swarovski Crystal Worlds, lugar que Edward havia comentado.
Cada uma mais linda e perfeita que a outra. Tigres, ursos, algumas que nem consegui
decifrar o que era. Mas a que mais me encantou e chamou a atenção foi a de um rosto.
Perdi a noção do tempo, ali, parada, olhando boquiaberta.
- É a minha preferida também.
Ele falou passando o braço em volta da minha cintura.
- Deus do céu, Edward... é...nossa...estou sem palavras.
- Claro que nada disso se compara a você.
Virei-me para ele e olhei em seu rosto, cheio de amor por mim. Não resisti e me joguei
em seus braços, envolvendo seu pescoço e beijando sua boca
- Eu amo você. Amo demais. Promete que nunca irá me deixar?
- Ficou louca? Depois de tudo o que estamos enfrentando? Nunca... você é minha
vida,Bella.
Apertei-me com força ao seu corpo. Eu diria a ele sobre minha preocupação. Ainda hoje
eu diria.
E não teria como escapar. Percebi que Edward ficou chateado por eu não querer esquiar.
Fiquei sentada vendo-o. Era lindo demais. Meu Deus... como uma pessoa podia ser
perfeita em tudo? Até mesmo com aquela roupa estranha própria para se esquiar ele
ficava lindo e gostoso.
Eu poderia passar horas ali, só observando a paisagem e olhando Edward deslizar pelo
“gelo”.
Quando ele veio até mim suas bochechas estavam coradas pelo frio, mesmo com todo
agasalho. Seu sorriso era radiante. Totalmente desprovido de qualquer preocupação.
-Medrosa... não sabe o que perdeu.
- Não perdi nada. Só de ver você... não existe nada melhor que isso no mundo.
- Um dia ainda voltaremos aqui. Ai eu te convenço.
- Com certeza.
Encostei minha cabeça em seu ombro e ficamos um bom tempo apenas apreciando a
paisagem.
Só fomos embora quando a noite começava a cair. Tomamos um banho juntos, depois
de fazermos amor, é claro. Em seguida Edward me levou para frente da lareira que já
estava acesa.
- Vem se aquecer um pouco. Depois eu aqueço você.
- Está me saindo bem safadinho, Edward.
- Também... com a professora que eu tive.
DEU-me um beijo e depois se levantou, voltando em seguida com um vinho e duas
taças. Encheu as duas e me entregou uma.
- Er... acho que não irei beber.
Ele me olhou por um tempo, depois suspirou e colocou as duas taças no chão.
- Tudo bem. Agora chega. Vai me dizer o que está havendo ou não? Estou vendo que
não está tranqüila, Bella.
- É que... ah...
- Bella... sabe que pode confiar em mim. O que te aflige?
Comecei a chorar. Que ódio que eu tinha de mim nessas horas.
- Eu... estava assim desde cedo...chorando. Pensei que fosse TPM.
- E não é?
- Edward... eu...olhei um calendário. Estou atrasada.
Ele congelou.
- Me diga com todas as letras.
- Eu acho... eu até fiz um teste de farmácia. Deu positivo.
Olhei em seus olhos, engolindo em seco.
- É provável que eu esteja grávida.
Mais lágrimas. Mas agora. lagrimas minhas....e dele.
- Edward, sinto muito, eu...
- Sente muito? Como assim? Bella, amor... nosso filho!!!
Abraçou-me com força, beijando meus cabelos.
- Pensei que fosse ficar chateado.
- Deus do céu... pare de dizer loucura...eu te amo. E isso só me completa.
- Mas Edward... nós ainda estamos...
- Não estamos nada. Estamos juntos. Como um casal de verdade.
- Mas quando engravidei você ainda era padre, então...
- Não vai me dizer que acredita que mulher de padre vira mula sem cabeça e tem bebês
jeguinhos sem cabeça.
- Não, mas...
Ele riu alto... feliz.
- Amo você, meu anjo. E agora ainda mais.
- Está feliz então?
- Você não está?
- Claro que sim. Estava com medo da sua reação.
- Quer que te prove como estou feliz?
Sua boca cobriu a minha antes que eu respondesse. Gentilmente forçou meu corpo a se
deitar e se colocou sobre mim. Suas mãos me apertavam firmes e suaves ao mesmo
tempo. Ali mesmo, no chão ele me amou me fazendo perceber o quanto meus medos
eram infundados.
Eu estava com Edward. Não havia nada a temer.

Bella POV

Eu sabia que Edward tinha os olhos cravados em mim. Mas eu evitava olhar para ele.
Não queria que ele visse o medo e apreensão em meus olhos.
Roma, Vaticano, Áustria ja estavam somente na lembrança. Nosso vôo de volta para
casa acabava de pousar. E agora era hora de enfrentar, na minha opinião, o maior
problema de todos: Esme.

Eu sabia que agora era um caminho praticamente sem volta para Edward. Mas eu tinha
medo da reação da Esme. O orgulho que ela sentia por Edward ser padre era quase
exagerado. E era capaz de ter um piripaque quando soubesse da verdade.

- Bella?
- Sim?
- Por que está evitando me olhar?
- Não estou evitando,Edward.

Ele segurou meu queixo e forçou-me a encara-lo.


- Bella, não importa a opinião da minha mãe. Não mais...Eu amo você e ficarei com
você. Com você e com nosso bebê.
-Deus...é pior ainda.
Fechei meus olhos agoniada. Eu não poderia ter deixado chegar a esse ponto. O baque
ia ser ainda maior.

- O que é pior?
- você abandonando a batina e ainda por cima será pai. Sabe como isso será para sua
mãe?
- Bella, calma. Eu me entendo com ela. So me prometa que vai ficar calma. Isso pode
fazer mal ao bebê.
- Eu prometo que irei tentar.

Ele riu e beijou meus cabelos. Faria isso por ele. Afinal nunca fui uma covarde. O que
estava acontecendo comigo agora? Eu imaginava o por que. A possibilidade de perder
Edward me assombrava de maneira cruel.

A dor que eu sentia toda vez que pensava nisso era tão forte que me tirava o fôlego.
Talvez o fato de estar grávida piorasse um pouco a situação.

Assim que pegamos nossa bagagem, avistei Emmet aguardando no desembarque. Sorria
de orelha a orelha com Rosalie ao lado dele.

-Sabia que ele viria?


- Avisei pra ele que viríamos nesse vôo, mas não imaginei que viesse nos buscar.
- E ai, padreco? Vai finalmente tirar aquela saia?
Emmet perguntou debochado, enquanto abraçava Edward. Rose também me deu um
abraço caloroso.

- E então? Divertiu? Conheceu novos lugares?


- Fomos à Austrália, Rose. Lá é lindo.
- Imagino que seja.
Emmet aproximou-se de mim, dando-me um beijo estalado no rosto.
- Oi, piriguete, feliz agora? Vai poder se esbaldar com seu ex padreco...
Sem conseguir me conter eu desabei em lágrimas. Medo. Somente isso justificava
minha reação.

- Meu Deus... eu nem falei nada...desculpa mesmo assim.


- Deixe Emmet. Ela está um pouco nervosa.
Rosalie arqueou as sobrancelhas.
- Nervosa?
- Vamos... conversamos no caminho.

Entrei no carro amparada pelos braços fortes de Edward. Meu rosto enterrado em seu
peito molhava sua camisa.
- Calma amor. Vai dar tudo certo.
- Desculpe Edward. Não sei o que me deu.
- Vamos para casa da Bella, Emmet.

Meu corpo tremia ligeiramente. Eu tentava pensar em tudo de bom que me aconteceu
desde que conheci Edward. Pensei em suas palavras de amor e carinho, mas foi tudo em
vão. O medo da reação de Esme nublava qualquer pensamento feliz que eu viesse ter.
Já em casa reunimo-nos na sala, mas antes que começássemos qualquer assunto a
campainha tocou.

- Quer que eu abra Bella?


- Pode deixar Edward.
Qual não foi minha surpresa ao ver Alice parada ali.
- Bella! O que foi? Estava chorando?
- Oi Alice.
- Posso entrar? Você sumiu. Sabia que iria viajar, mas pensei que seria apenas um ou
dois dias.
- Entre.
Dei passagem a ela que parou logo em seguida.

-Edward? Não estava na Itália?


-Voltei hoje, Alice.
- Emmet e Rose... o que...
Alice voltou os olhos para mim e para Edward, nossa bagagem ainda no chão da sala.
Caminhou até o sofá de olhos arregalados, mais pálida que o normal.

- Vocês... afinal o que faz aqui, Edward? Vocês viajaram juntos?


- Alice, é bom que tenha vindo. Precisamos conversar.
- Não... não...não... Se for o que eu estou pensando... nem quero ouvir.
Edward ignorou o chilique.

- Como não sei o que está pensando, vou falar assim mesmo. Você está certa. Bella e eu
viajamos juntos. Aliás, já estamos juntos há um tempo.
- Como assim. estão juntos?
- Juntos... num relacionamento..homem-mulher.
- Para com palhaçada... você é um padre, Edward.
- Ex-padre. Esse foi o motivo da minha visita à Itália.
- Não acredito nisso.
- É verdade, Alice. Estou apaixonada por Edward. Aliás, estou desde a primeira vez que
o vi, aquele dia na sua casa.
- Meu Deus do céu, Bella... ele é padre.
- Não é mais.
- Mas era quando você... Emmet e Rose já sabiam, é claro.
- Não somente sabia como ajudei.

Alice enterrou o rosto nas mãos, balançando a cabeça. Notei que suas mãos tremiam
ligeiramente. O choque foi demais pra ela. Edward estava tranqüilo, sereno. Eu também
tremia. Emmet e Rose a mesma cara de paisagem de sempre. Como se isso fosse a coisa
mais natural do mundo.
- Vocês têm noção do que fizeram? Tem noção de como nossos pais irão reagir,
Edward?
- Nosso pai já sabe.
Ela arregalou os olhos novamente.

- E apóia, pelo visto.


- Sim.
- E nossa mãe, Edward? Vai matá-la de desgosto.
- Alice, eu não procurei por isso. Você bem sabe que durante esses anos eu jamais tive
qualquer pensamento a respeito do sexo feminino. Quantas e quantas amigas você levou
à nossa casa, à beira da piscina e eu jamais manifestei qualquer entusiasmo?

Olha só como eu sou idiota. Só de imaginar uma piscina cheia de mulheres e Edward
por perto olhando o ciúmes corroia meu peito. Merda. Era insano, eu sei. Mas eu
simplesmente não conseguia evitar. Tudo o que eu sentia ultimamente era intenso.
Amor, ciúme, raiva, tesão...tudo em excesso.

- Eu sei disso, Edward...mas...


- Não tem mas, Alice. Eu me apaixonei pela Bella. Tentei fugir, mas foi mais forte que
eu .
- Tudo bem, Edward. Mas nossa mãe não irá aceitar isso nunca. Ela vai...nem quero
pensar no que ela pode fazer. É capaz de ter um ataque do coração.
- Alice...sei que é difícil, mas eu amo a Bella. Ficarei com ela independente de qualquer
coisa. Ainda mais agora que está grávida.
- GRÁVIDA?
Emmet berrou colocando-se de pé.

- Como assim...piriguete tá grávida? Eu serei tio de uma mulinha sem cabeça? Ah...dá
cá um abraço.
Emmet me pegou num único puxão, me colocando em seu colo e girando comigo.
- Pare com isso, seu maluco.
- Eu serei titio...eu mereço ser padrinho, heim, Bellitcha? Afinal eu dei a maior força.
- E como deu não é, Emmet? Coisa errada é com você mesmo.
- Coisa errada não, Alice. Coisa certa.
Foi Rose quem falou. Até Emmet parou comigo no colo para ouvi-la. Rose geralmente
era mais contida quando era assunto de família, por isso o assombro.

- Existe coisa mais certa que o amor? Eles se apaixonaram, se entregaram a essa
paixão...o filho é conseqüência. Você não viu, Alice...esse homem chegar a minha casa
desesperado procurando pelo Emmet, em busca de conselho, de socorro. Ele tentou
resistir, eu sei.
- É mas a Bellinha é fogo na roupa. Atentou o padreco até ele não resistir mais.

Alice apoiou o queixo sobre a mão, o olhar perdido. Ninguém se atreveu a dizer nada.
Emmet me colocou de volta ao sofá ao lado de Edward. Ele me abraçou e beijou meus
cabelos, segurando minha cabeça em seu ombro.

Não queria que Alice ficasse mal comigo. Que pensasse que eu me aproveitei da nossa
amizade para conquistar Edward. Talvez eu tenha feito realmente isso. Mas como disse
a Rose...existe coisa mais certa que o amor?
Foi com alívio que ouvi as palavras de Alice. Eu sabia que não teríamos o apoio de
Esme, então quanto mais pessoas estivessem do nosso lado, melhor.

- Só me resta apoiar vocês. Você sempre foi o mais cabeça feita de nós, Edward. Se
chegou a tal ponto...vai ser pai...creio que sabe muito bem o que quer da vida. Então
quem serei eu para julgar?
- Ai...Alice...
Corri até ela e a abracei. Sempre gostei tanto dela. Não queria ganhar um amor e perder
um amigo. Eu sou gulosa...quero tudo.

- Obrigada, Alice.
- Bonito, heim? Jogando charme pro meu irmão debaixo do meu nariz...
- Caramba...desde aquele dia em que o vi apenas de toalha...
Olhei para Edward que ficou vermelho, mas sorriu.

- Conta pra ela do dia em que invadiu o banheiro quando ele tomava banho.
Alice arregalou os olhos, mas sorria ligeiramente.
- Você não fez isso, sua maluca. Lá em casa?
- Sim...e foi idéia do Emmet.
- Nem tem como culpar você, Edward. Jogaram duro.

Todos nós gargalhamos. Pelo menos nesse momento eu consegui me descontrair. Todo
mundo conversava animadamente. Rose e Alice me davam idéias sobre o bebê, roupas,
decoração de quarto e até nomes. Edward e Emmet estavam absortos conversando,
sérios demais para o meu [Link] coisa não deveria ser. Emmet raramente ficava tão
compenetrado [Link] suspeitas se confirmaram quando Edward sentou-se ao
meu lado, segurando minha mão.

- Amor...está muito cansada? Ou acha que consegue sair?


- Por quê? O que pretende fazer?
- Emmet acha e eu concordo com ele, que deveríamos falar já com minha mãe. Antes
que ela fique sabendo de outra forma.
- Mas...
- Se você não estiver se sentindo bem, deixaremos para outro dia. O importante é que
você e o bebê estejam bem.
-Estou bem...e se acham melhor assim...então iremos.

Entretanto Edward ainda insistiu para que eu tomasse um banho. Realmente foi bom.
Ajudou-me a relaxar um pouco. Mas nem por isso o tremor abandonou meu corpo.

Seguimos todos para a casa dos pais de Edward. Quando chegamos, estávamos todos
sérios, inclusive Emmet.

Esme estava na sala ajeitando umas flores no vaso. Assim que a vi meu coração
disparou feito louco. Carlisle como sempre estava debruçado sobre um livro.

- Edward...meu filho, você voltou.


Esme praticamente voou até Edward, o que só fez aumentar minha angú[Link] um
abraço apertado nele.
- Como está mãe?
-Feliz que esteja de volta. E que surpresa boa... a família toda reunida. E Bella... estava
sumida.
- Como vai, Esme?
- Ah... muito bem, querida.

Cumprimentou cada um dos filhos. Cumprimentei Carlisle que em seguida lançou um


olhar significativo para Edward. Edward afirmou com um aceno de cabeça.

-Reunião de família em plena semana é muito bom. Ou só vieram matar as saudades do


Edward?
- Também, mãe.
Emmet respondeu e sentou-se ao lado de Carlisle.
- Como foi a viagem, filho? Deu tudo certo?
- Sim, mãe. Tudo certo. Aliás é sobre isso que quero conversar.
- Aposto que sentiu falta, não foi? Aquela paróquia nunca mais será a mesma sem você.
Muitas pessoas já falaram comigo sobre as coisas boas que tem feito por lá. Aliás
muitos me perguntaram também se você foi à Itália para trazer algo de bom para eles,
eu disse que não sabia, mas...

Esme disparou a falar, o que so complicou ainda mais a situação. Edward se remexeu ao
meu lado. Eu estava sentada entre ele e Rose. Emmet permanecia de pé. Acho que era
pedir demais para ele ficar quieto.

- Esme, querida, acho que nosso filho tem algo a dizer. Por que não espera ele falar?

Carlisle interrompeu de maneira delicada e seus olhos pousaram sobre mim em seguida.
Agradeci com um breve sorriso.

- Ah,sim. Fale, Edward. Estou ouvindo.


- Bem, mãe...o motivo pelo qual fui a Itália não tem a ver, pelo menos diretamente com
a Paróquia, tem a ver comigo mesmo, com o que quero pra mim.
-Continue.
-Então...conversei com algumas pessoas, fiz o que deveria ter feito, e a partir de hoje eu
não irei mais participar daquela paróquia, nem de nenhuma outra.
- Como assim? Vai embora de novo?
Esme levou as mãos à boca; suas mãos tremiam.
- Quer ir viver na Itália de novo, não é? Eu sabia que não iria se adaptar aqui
novamente. Mas eu te apoio,meu filho. Logicamente que os fiéis irão sentir sua falta,
mas creio que la também você poderá continuar o trabalho que vinha fazendo aqui e...

- Mãe!
Edward a interrompeu e Esme calou-se.
- Eu quis dizer que não irei participar de paróquia nenhuma, nunca mais em qualquer
lugar do mundo. Eu estou... abandonando a vida religiosa.

Esme arfou e levou as mãos ao peito, a respiração se acelerando visivelmente. Estava


tão pálida que Carlisle segurou em suas mãos ,tentando acalmá-la. Seus olhos estavam
fixos em Edward, mas pareciam ao mesmo tempo fora de órbita.
- Você...você o que? Eu acho que não ouvi muito bem.
- Você ouviu sim, querida. Edward está abandonando a vida religiosa. Uma vida aliás
que ele não escolheu.
- E daí? Ele não escolheu mas aceitou. E ama essa vida. Ele tem amor pelo que faz,
ele...
- Mãe...meu pai está certo. Eu não escolhi. Apenas aceitei. E durante muito tempo eu
pensei que realmente gostava do que fazia. E de fato cheguei a gostar. Mas isso foi
completamente esquecido depois que me apaixonei.

- O QUE? SE APAIXONOU? COMO ASSIM? POR...UMA MULHER?


- Calma, mãe...
Emmet colocou as mãos sobre os ombros de Esme.
- sim, mãe. Apaixonei-me por uma mulher. E é com ela que ficarei. Por isso fui até a
Itália. Pedir meu afastamento para que eu possa viver com ela.

- VOCÊ NÃO FEZ ISSO! QUER MATAR SUA MÃE DE DESGOSTO. ISSO FOI
UMA PROMESSA, EDWARD. NÃO PODE ABANDONAR POR CAUSA DE UM
RABO DE SAIA. SEI QUE ESSAS VAGABUNDAS DÃO EM CIMA DE VOCÊ,
MAS ISSO PASSA.
- Mãe...ela não é nenhuma vagabunda. Eu me apaixonei por ela porque é meiga, doce,
linda...
Baixei meus olhos, meus dedos cruzados sobre o colo.

- Quem é essa ordinária que está desviando você?


- Não fale assim da mulher que eu amo, mãe.Não fale assim da mãe do meu filho.
Esme que tinha se levantado, caiu de costas no sofá, as mãos novamente no peito.
Carlisle olhou para Edward, meio sorrindo.
- Filho?
- Sim,pai. Vou ter um filho.
Esme levantou-se feito uma onça.

-VOCÊS SABIAM...VOCÊS SABIAM DE TUDO. HÁ QUANTO TEMPO ESTÁ


FAZENDO ISSO, SEU DEGENERADO? MANTENDO UM CASO COM UMA
MULHER SENDO UM PADRE?

Edward suspirou fundo e me olhou antes de falar.


- Desde quando conheci Bella eu comecei a ter esses pensamentos com ela. E agora
teremos um filho.
O olhar de ódio de Esme pairou sobre mim. Ergui meu olhar para ela e quase me
arrependi . Ela parecia prestes a arrancar meus olhos.
-VOCÊ...SUA COBRA...COBRA QUE ACOLHEMOS EM NOSSA CASA COM
TODO CARINHO. POR QUE FEZ ISSO COM MEU FILHO, SUA VAGABUNDA?
- Eu o amo, Esme.
-AMA MERDA NENHUMA. ISSO É SÓ TESÃO QUE AS VAGABUNDAS TÊM
QUANDO VÊM UM PADRE BONITO.
Edward levantou-se e ficou cara a cara com ela.

- Sei que está nervosa, mas não irei permitir que trate a Bella assim. Pare de chamá-la
de vagabunda. Nos amamos e estamos juntos. Mãe...nós teremos um filho...seu neto.
-NUNCA! NUNCA QUE ESSE FILHO DO PECADO E DA PERVERSÃO SERÁ
MEU NETO. EU ABOMINO A SITUAÇÃO DE VOCÊS...EU...EXCOMUNGO ESSA
UNIÃO...EXCOMUNGO ESSE FILHO BASTARDO.

Edward deu um passo para trás, em choque. A família inteira ficou quieta, chocados
demais com as palavras de Esme. Vi lágrimas nos olhos de Edward e meu coração se
apertou por ter sido eu a causadora de tudo isso.

- Como pode falar assim, mãe?


-NÃO ME CHAME DE MÃE! SE VOCÊ PREFERE FICAR COM ESSA DAÍ E COM
ESSE FILHO DO PECADO...EU NÃO TENHO MAIS FILHO! SOMENTE EMMET
E ALICE. VOCÊ, EDWARD, NÃO É MAIS MEU FILHO. EU QUERO QUE SUMA
DAQUI E VÁ VIVER SEU PECADO. SERÃO INFELIZ POIS LEVARÃO UMA
VIDA EXCOMUNGADA. E SEU...ESSA COISA QUE IRÁ NASCER...

-CHEGA, ESME. É NOSSO FILHO...COMO PODE FALAR ASSIM COM ELE?EU


SEMPRE FIQUEI QUIETO E ACEITEI SUA SANDICE, MAS AGORA CHEGA!
ELE NUNCA LEVOU JEITO PRA SER PADRE, SÓ VOCÊ COM ESSA MENTE
LOUCA...

Esme desabou num choro. Foi um alvoroço. Mas Edward permanecia de pé, imóvel. Fui
até ele e o abracei. As lágrimas deslizavam em abundância pelo rosto perfeito.

- Saia dessa casa, Edward. Saia e não volte nunca mais.


- Está me colocando pra fora mãe?
- Você e essa infeliz que carrega esse monstro dentro dela.
A dor em meu peito foi excruciante. Esme foi cruel ao falar assim do neto, fruto do
nosso amor.

- Alice...pode por favor, depois levar minhas coisas?


-Edward, filho...não vá.
- Pai, é melhor assim.

Alice chorava e percebi, surpresa que Emmet e Rose também. Evidentemente estavam
tão feridos quanto Edward. Aliás...Edward estava bem mais, é óbvio.

Edward estendeu a mão para mim e entrelaçou nossos dedos.


Esme chorava sem olhar para nós dois. Carlisle e os demais vieram até nós e abraçaram
Edward.

- Tudo vai se ajeitar, mano. Ela está nervosa.


- Estou bem, Emmet. Fique tranqüilo.
Rose me abraçou, pedindo-me calma. Alice também colocou-se ao meu lado, dando-me
apoio.
- Adeus, mãe.
-NÃO ME CHAME DE MÃE, SEU DEGREDADO! MEU SEGUNDO FILHO ESTÁ
MORTO.

Puxei Edward pela mão. Não iria deixá-lo ser mais maltratado do que já foi. Emmet nos
seguiu até o carro.
- Dirija você, Bella. Ele não está em condições. Mais tarde eu passo lá.
- Obrigada, Emmet.
- De nada.

Não falei nada durante nosso trajeto até minha casa. Agora, nossa casa. Quando
chegamos Edward arrastou –me pela mão e levou-me para nosso [Link] meu
corpo sobre a cama e me beijou com desespero. Senti o gosto salgado das lágrimas que
se misturavam aos nossos beijos.

- Eu te amo.O que aconteceu não irá me separar de você.


- Eu sei. Estarei com você. Eu te amo demais.

Edward enterrou seu rosto em meu ombro e chorou alto, feito um bebê. A minha dor se
misturava à dele. Doía porque eu sofria ao vê-lo sofrer. Ele jamais mereceu tudo o que
ouviu de Esme, embora eu entenda que ela estava nervosa.

Afaguei seus cabelos enquanto ele continuava seu choro sofrido. Choro de quem perdeu
alguém que amava. Mas eu seria forte o bastante para ajudá-lo a se reerguer. Mas as
palavras de Esme excomungado não só a ele como à nosso filho cortaram feito navalha.
E embora eu tivesse certeza que Edward a perdoaria um dia... ele jamais se esqueceria
daquelas palavras.

Edward POV
Olhei pela janela, como fazia todos os dias nesse horário. Em breve Bella estaria de
volta. Continuava trabalhando no hospital mesmo com o barrigão de sete meses. Eu
achava que já era hora de ela se afastar do trabalho. Ela simplesmente ria e dizia que
gravidez não era doença. Sei que me preocupo a toa. Talvez seja carência. Na verdade o
que eu queria era tê-la ao meu lado todas as tardes.

Comecei a dar aulas em uma escola particular. Pelo menos pra isso os anos de seminário
me serviram. Trabalhava somente pela manhã e tinha as tardes livres.

Essa era a parte ruim. Ficar sozinho tanto tempo acabava me fazendo pensar em coisas
que eu não queria.
Tipo: minha mãe.

Ainda me doía demais lembrar-me de todas as suas palavras. Talvez eu tivesse errado
também. Poderia ter conversado com ela primeiro antes de me entregar à Bella. Poderia
ter contado sobre o que me afligia, meus desejos... Mas ,enfim, era tarde para ficar me
remoendo. E nem queria. Sabia que Bella ficava mal sempre que me via assim. Sentia-
se culpada e eu não queria isso.

O que mais me magoou foi o que minha mãe disse sobre meu filho. Ele não era fruto de
nenhum pecado. Era fruto do meu amor por uma mulher. Seria difícil entender isso? Eu
que sempre respeitei meus votos, jamais olhei para uma mulher com outros olhos.
Balancei minha cabeça tentando dissipar essa nuvem de tristeza. O importante é que
Bella e eu estávamos bem. Cada dia mais apaixonados. Nosso filho crescia bem e era
muito amado.

Nunca mais voltei à casa dos meus pais. Alice, Emmett, Rose e meu pai vinham sempre
nos ver. Mas minha mãe nunca fez questão ao menos de saber como eu estava. Era
como ela mesma disse: eu estava morto.

Coloquei a carne para assar e subi para tomar um banho. Na verdade eu queria sair um
pouco. Mas em plena quinta feira...Era bem provável que Bella estivesse em frangalhos.
Chegava exausta. A única coisa que ela não recusava...era fazer amor comigo. Para isso
não existia cansaço.

Eu ri, sob a ducha ao me lembrar do dia em que ela invadiu o banheiro.


Louca...maluquinha de pedra. Mas eu já estava completamente apaixonado por ela,
então nem me importei muito.
Acabava de me vestir quando ouvi o barulho da porta.

-Edward?
- No quarto, amor.
Ela chegou com aquele mesmo sorriso de sempre: cansado, mas feliz.
-Tudo bem?
Aproximei-me dela e dei-lhe um beijo demorado.
- hum... que cheiro bom.
- Meu ou da comida?
- O seu. Mas o da comida também está divino. O que está fazendo?
- Nada muito elaborado. Não quer tomar um banho antes?
- Farei isso. Minhas pernas estão latejando.
- Se quiser faço uma massagem mais tarde.
- Irei adorar.

Ela foi se despindo e meu olhar guloso não se desviava. Era a perfeição em forma de
mulher. Sinceramente, eu acho mulher grávida a coisa mais linda de se ver. Mas Bella
era simplesmente espetacular. Perfeita.

- Dá pra parar de babar?


- Impossível. Está cada dia mais linda.
- Anhã...igual uma cobra que engoliu sapo.
Eu ri alto.
-Deixa de besteira, Bella. Que absurdo. Está linda e gostosa como sempre.

Ela riu também e entrou para o banho. Desci novamente para a cozinha e preparei uma
salada. Bella fazia careta, mas ela precisava disso. E nem adiantava discutir.
Alguns minutos depois ela desceu. Usava um vestido leve e curto, os cabelos molhados
pelo banho recente.
A mesa já estava posta e ela sorriu inspirando profundamente.
- Deu água na boca.
Antes que ela se sentasse fui até ela e toquei seu ventre.
- Como está nosso bebê hoje?
-Está tão quietinho...até me espantei. Não deu trabalho hoje.

No mesmo instante ele se moveu fazendo nós dois rirmos.


- Acho que ele estava com saudades do papai.
Abaixei-me e beijei sua barriga. Eu simplesmente amava sentir nosso filho se mexendo
dentro da barriga dela. Era uma sensação indescritível.
-Sente-se. Não é bom jantar muito tarde.
- E como foi seu dia na escola?
- Normal. O mesmo desinteresse de uns...
- O mesmo interesse de todas.

Eu ri. Bella ficou furiosa quando esteve na escola e viu algumas garotas ao meu redor.
Estavam simplesmente pedindo explicações sobre a matéria e Bella já imaginando
coisas.

Mas admito que algumas eram abusadas. Mas Bella nem poderia sonhar com isso ou
iria surtar. Era ciumenta [Link] pura. Eu só tinha olhos pra ela.

- Nem vou discutir esse assunto, Bella.


-Sabe, eu estive pensando. Nesse final de semana poderíamos sair. Tem algumas coisas
que ainda quero comprar para o bebê.
Dei de ombros.
- Por mim teria ido hoje mesmo. Mas imaginei que talvez estivesse cansada demais pra
isso.
- Hoje realmente estou. Não vejo a hora de ir pra cama.
-E?
Ela riu, sedutoramente.

-Adivinha?
- Bella, você sempre foi fogosa assim?
- Não. Só depois que conheci você.
-Ta...acredito.
-É serio.
-Alias, por onde anda seu ex noivo?
- Estava fazendo um curso fora. Ainda não voltou.
- Como sabe?
- Ai, Edward. Sabe que somos amigos. Conversamos antes que viajasse.
- Tudo bem. Perguntei por perguntar.
Mas eu sentia sim, ciúme. E muito. Sabia que não tinha nada a ver, mas era
simplesmente incontrolável. Entretanto eu jamais falaria isso com Bella, embora
estivesse muito óbvio.

Assim que terminamos o jantar, lavei a louça e praticamente expulsei Bella da cozinha.
-Deite-se lá que daqui a pouco irei fazer sua massagem.

Passei horas massageando pés e pernas [Link] atento a possíveis inchaços.


Felizmente estava tudo bem. Participávamos de um curso para pais e foi lá que aprendi
essas coisas. Além de observar o inchaço, massagear para melhorar a circulação. E
Bella adorava.

- Agora venha se deitar comigo, amor.


Bella abriu os braços e eu, como desde o início, não resisti.
******************
O sábado amanheceu claro e ensolarado. Bella ainda dormia abraçada aos travesseiros.
O corpo inteiramente nu deixava-me ainda sem fôlego. Passei meus dedos pelas costas
macias sentindo seu corpo arrepiar-se. Ela se espreguiçou e levou um dos braços para
trás, enlaçando ,meu pescoço.

- Bom dia.
- Bom dia, amor. Dormiu bem?
- Muito bem. Estou com um pique que você não imagina.
Eu ri, roçando a barba por fazer em seu pescoço.
- Igual estava ontem?
-Exatamente igual.
- Mas agora temos outros planos, não é? Levante-se e vamos sair. Às compras, como
diria Alice.
- Ai, Edward...eu vi uma loja que tem tanta coisa linda.
- Então vamos lá ver as coisas lindas.

Peguei-a no colo e fomos para o banheiro. Adorava lavar os cabelos de Bella.


Alias...que mentira. Eu simplesmente idolatrava tudo naquela mulher.
E tinha minhas razões para ter ciúmes sim. Mesmo com aquela barrigona, os homens se
viravam para olhá-la. Estava começando a me irritar com esse shopping.

- Que cara é essa, amor?


- Esses homens todos deveriam ter sido padres antes. Pra ver se respeitam a mulher dos
outros. Onde já viu? Estão babando em você.
Ela riu alto.
-Deixa de ser bobo, Edward. Está vendo coisas.
Bufei e entrei atrás dela na loja de roupas para bebês. Bella estava indecisa entre o
macacão amarelo e o verde. Ainda não sabíamos o sexo então nada de azul ou rosa.

- Qual você prefere, Edward?


- São todos lindos, Bella.
A vendedora sorriu, mas seu olhar estava em mim. Eu fingia que não via, é claro.
- Deve ser um bebê lindo...vai puxar ao pai.
Ela falou e no mesmo instante ficou vermelha.
Bella jogou os macacões de volta ao balcão com raiva nos olhos.
- Não irei levar mais merda nenhuma.
- Bella...
- Qual é, Edward? Ela esta praticamente cantando você.
-Desculpe-me, senhora. Foi apenas um elogio.

Bella entretanto, pegou sua bolsa e virou-se para sair. Completamente sem graça, eu a
segui.
- Amor...isso foi desnecessário.
- Desnecessário? Você reclamou ha pouco dos homens que ficam me olhando e acha
que vou aceitar uma vadia qualquer dando em cima de você?
- Calma, Bella. Sente-se aqui. Vou comprar uma água pra você.
Ajudei-a se sentar no banco e sai para comprar uma água. Ela estava tremendo.
Voltava para junto dela e quando estava ha pouco centímetros fui interceptado por uma
loira.

- Edward? Edward? Não acredito.


Fechei meus olhos, contrariado. O que mais faltava me acontecer hoje?
- Como vai, Tanya?
- Meu Deus... ha quanto tempo.
- Realmente. Agora preciso ir. Com licença.
Ela segurou meu braço.
- Hei calma... outro dia encontrei o Jasper. Ele me disse que deixou de ser padre?
- Realmente.
Ela riu desavergonhada. Vi que Bella se levantava.

- Preciso ir Tanya.
- Já que largou a batina...podemos nos divertir. Está tão gostoso.
- Vá se divertir com qualquer vagabundo de rua, sua puta.
Ela arregalou os olhos e olhou para trás. Bella estava vermelha e a fuzilava com os
olhos.
- O que é isso?
- Essa é minha esposa, Tanya. Foi por causa dela que abandonei o sacerdócio.
Ela olhou pra Bella de cima a baixo e sorriu com desdém.

- Com essa barriga toda não irá conseguir fazer o que posso fazer por você.
Bella avançou sobre ela, mas no instante seguinte parou, as mãos sobre o ventre.
- Ai...
- Amor...
Deixei cair o copo com a água e segurei-a pela cintura.
Olhei pra Tanya com ódio.
- Suma daqui, sua ordinária. E se acontecer alguma coisa a ela e ao bebê...eu vou atrás
de você até no inferno.

- Que isso, Ed? E aquele tesão todo que sentia por mim?

Fechei meus olhos com força e caminhei com Bella até o banco novamente.
- Bella, amor, fale comigo. O que está sentindo?
- Dor...dor, Edward. Me leve daqui.
Peguei-a no colo e praticamente voei até o carro. Bella se contorcia de dor e entrei em
desespero.
- Me leve para o hospital, Edward.

Rezei em silêncio. Se acontecesse algo com os dois eu jamais me perdoaria. Era tudo
culpa minha. Maldição.
Mesmo fazendo errado, liguei para o hospital enquanto me dirigia pra lá. Quando
cheguei dois enfermeiros já me aguardavam com uma maca.

- O que houve, senhor?


- Não sei. Ela ficou nervosa e dai começou a sentir dores.
- Vamos levá-la para uma sala de exames. O senhor por favor, passe na recepção.

Contrariado fui até lá preencher alguns documentos. Em seguida liguei pra Alice e pra
Rose.
Assim que terminei fui para o local indicado pela recepcionista. Andei de um lado a
outro esperando que alguém viesse dar alguma informação.
Ninguém aparecia. Rose e Alice acabavam de chegar quando o enfermeiro apareceu.

- Senhor?
- Como ela está?
Alice segurou meu braço e Rose postou-se ao meu lado.
- Estamos aguardando a chegada do médico da senhora Isabella. A pressão dela subiu
muito...
- E? E agora? O que...
- Somente o médico poderá responder com mais presteza. Mas creio que talvez
tenhamos que fazer o parto.
- Não. Como? Não pode. Ela está apenas de sete meses...

Comecei a chorar e Alice me puxou para os seus braços.


- Calma, Edward.
A voz de Rose se fez ouvir ao meu lado.
- Ele disse talvez. Vamos esperar a posição do médico. Não fique assim, por favor.
Alice praticamente me arrastou até o banco onde me sentei entre as duas.
- É minha culpa. Tudo minha culpa.
- O que houve, Edward? Ela não estava bem?
-Estava. Mas ficou nervosa quando...quando viu a Tanya.
Alice mordeu os lábios e seu olhar era mortal.

-Meu Deus, Rose...você que já teve filho...o que eu faço?


- O que eu já disse. Esperar, Edward. Ela está sendo cuidada.

Enterrei minha cabeça em minhas mãos. De repente, como num filme, eu me lembrei
das palavras da minha mãe...excomungando meu filho. Sempre acreditei que as palavras
de uma mãe eram poderosas. O medo me dominou. Eu não me perdoaria, não perdoaria
minha mã[Link] não iria suportar isso. Porque se eu perdesse meu filho, com certeza
perderia Bella também. E então eu não teria mais vida.

“Como é duro odiar os que se gostaria de amar.”(Voltaire)

Edward POV
As palavras do médico ainda martelavam em minha mente: cesárea de emergência.
Segundo eles, a pressão de Bella subiu bastante, deixando seu quadro preocupante.
Entretanto eles estavam mais preocupados com o bebê. Bella disse aos médicos que não
estava sentindo-o se mover. Daí um dos principais motivos para fazer a cesárea. Pelo
menos estavam conseguindo controlar a pressão dela, o que me deixava menos
apreensivo.

Senti uma mão forte em meu ombro e nem precisei levantar minha cabeça para ver
quem era. Emmett sentou-se ao meu lado.
- Dará tudo certo, Edward. Os médicos estão otimistas.
- Só ficarei tranqüilo quando vir Bella sã e salva e nosso bebê saudável.
-Eu acho que consigo entendê-lo . Eu fiquei assim também quando Rose deu a luz. E
olhe que no caso dela foi tudo normal, como deveria ser. Mesmo assim eu tive medo. É
normal, eu acho. Não entendemos nada do mundo feminino, Edward. Essa é a verdade.
- Começo a pensar nisso também.
- Edward, sei que não é hora disso, mas... nossa mãe esteve aqui?
-Não. Nunca mais a vi...desde aquele dia.
-Eu não entendo, cara. Juro que não entendo. Até acho que posso ser simpático com a
causa, digo com o fato de nossa mãe ser tão católica e sonhar em ter um filho padre.
Mas ela tem que entender que os pais apenas nos mostram um caminho. Nós é que
temos que decidir. Ninguém nunca pode tomar decisões por nós.

Fiquei um bom tempo apreciando as palavras do Emmett. Era até estranho ouvir isso
dele. Não que ele não fosse cabeça feita, mas era sempre tão moleque que a gente
acabava estranhando quando falava alguma coisa mais séria. Ainda assim eu jamais
poderia me esquecer que grande parte de tudo o que aconteceu comigo e Bella...foi obra
dele e da loucura dela. E sou muito grato por isso.
E agora mais uma vez ele estava ao me lado, reconfortando-me ou pelo menos tentando.

Estava há mais se sete horas nesse hospital. Mas eu não sentia fome, sede ou cansaço.
Somente conseguia pensar em Bella e em nosso bebê.
- Filho?
-Pai...
Levantei-me imediatamente e abracei meu pai, já chorando. Sei que muita gente pode
pensar que é frescura, boiolagem e coisas do tipo. Apesar de sermos chamados de sexo
forte, nós temos sentimentos, pelo menos eu tenho. Tenho sensibilidade, sofro...tenho
medos. E sinto falta da presença de uma mãe...de um [Link] sabia que ele viria. Sempre
me apoiou em tudo, não me deixaria num momento como esse.

- Estou aqui, filho. Para o que der e [Link] carinho e amor por você são tão intensos
que nesse momento posso ser pai e mãe.
Não consegui falar. Apenas me deixei levar pelo choro, tentando afogar assim todas as
tristezas e decepções.
- Agora quero que faça uma coisa, Edward. Por mim.
Passei minha mão pelo meu rosto, secando as lágrimas.
- O que?
- Venha comigo e pelo menos tente comer alguma coisa. Bella precisa de você e não vai
ser nada legal se cair doente.
Sempre a palavra certa, na hora certa.
- Eu irei, pai. Não quer vir, Emmett?
- Não. Daqui a pouco Rose chega e irei pra casa ficar com a Carol.
- Obrigado, Emmett. Por tudo.
- Sei que faria o mesmo por mim.

Afastei-me com meu pai até a lanchonete do hospital. Com muito esforço consegui
comer um sanduíche e um suco. Meu pai não falava nada, apenas comia, respeitando
meu silêncio. Eu mesmo decidi quebrar o gelo.

- Está... tudo bem lá em casa?


- Ah...sim, na medida do possível. É ruim viver sozinho.
- Como assim sozinho?
- Sua mãe e eu mal nos olhamos. Estou dormindo no seu antigo quarto. Alice
praticamente se mudou para a casa do Jasper. Fico lá... naquela imensidão de casa. Às
vezes me pego lembrando de quando estávamos todos reunidos, rindo... felizes.

- Desculpe-me, pai. Por ter tirado tudo isso de nossa família.


- Pare de se crucificar, Edward. Você não tem culpa de nada. Sua mãe é que está cega
de ódio, um fanatismo absurdo, como se o fato de ter um filho padre a tornasse uma
pessoa melhor.
- Ela não é... má pessoa.
- É...é claro que é, Edward. Uma mãe que fala as coisas que ela disse a você? Nem no
auge do desespero, da loucura. Nós colocamos os filhos no mundo para amá-los,
Edward. Para transmitir-lhes lições de vida, de amor. Devemos ser luz na vida de vocês
e vice-versa. O que ela fez foi cruel. Mesmo que eu viva a vida inteira ao lado dela, eu
jamais esquecerei. E jamais perdoarei.

Não disse nada. Porque no fundo eu também não sabia se um dia poderia perdoar. Eu
fui um homem de Deus. Não sou Deus. Sou humano, fraco, com defeitos. E
provavelmente esse seria um deles: a incapacidade de perdoar. E nem era por maldade.
Se fosse apenas uma raiva momentânea, seria fácil perdoar. Mas era mágoa...decepção.
Perdoar isso, só com o tempo. E isso nem era fato provável de acontecer.
Mas foi bom conversar com meu pai. Ouvir as palavras amigas dele deixou-me mais
confiante.

Voltamos para perto da sala de parto no instante em que um dos auxiliares saía.
- Senhor Cullen?
- O que houve?
- Apenas para avisar que estamos começando a cesárea nesse momento. Em breve estará
com sua esposa e seu bebê.
- Ah...meu Deus...obrigado.
Ele se afastou com um sorriso compreensivo. Ali mesmo no corredor, ajoelhei-me e
rezei. Pedi pelo meu filho, por Bella...por nós. Pela vida inteira que ainda teríamos pela
frente.
Alice e Rose se juntaram a mim e ao meu pai. Emmett já tinha ido embora cuidar da
filha.
- Estou doida para ver a carinha do bebê. Será que é parecido com você, Edward?
- Nem consigo pensar nisso, Alice. O que vier eu irei amar do mesmo jeito.
- Eu sei, seu bobo. Só estou tentando distrair você.

Meia hora depois a porta se abriu e um enfermeiro saiu apressadamente com um


embrulho nos braços. Levantei-me imediatamente.
- É meu filho?
- Calma, Edward. Vamos esperar.
Mais alguns minutos e um médico suado e um pouco sujo saiu da sala, sorrindo.
- E então, doutor?
- Sua esposa está bem. Estamos esperando apenas que a pressão se normalize para levá-
la para o quarto.
Meu pai me abraçou forte.
- E o bebê?
- Vai precisar ficar na incubadora por um tempo. Mas está bem forte e grande para um
bebê de sete meses. Parabéns, senhor Cullen. É uma linda garotinha.

Eu chorei feito um bebê quando Alice e Rose disputaram meu abraço. Saíram me
arrastando para a ala dos bebês. Eu não conseguia enxergar nada. As lágrimas não
deixavam.
Aproximamo-nos do vidro e vimos uma enfermeira fazendo os procedimentos em um
bebê que só poderia ser o meu. Quando ela se virou, com o bebê já limpo, sorriu ao nos
ver. Aproximou-se do vidro e então pude ver minha filha pela primeira vez. Tão
pequenininha...e linda. O rosto era bem miúdo. A única coisa em excesso eram os
cabelos iguais aos meus.

- Ela é linda, Edward. Deus... será sua cara.


Alice falava e chorava ao mesmo tempo. A enfermeira voltou e colocou-a na
incubadora. Encostei minha testa no vidro, chorando incontrolavelmente. Meu bebê
estava bem, perfeita...viva.
- Preciso ver Bella.
- Temos que esperar, Edward.

Ficamos ainda um bom tempo olhando aquele bebê minúsculo, mas tão cheio de vida.
Meu coração estava um pouco mais tranqüilo.
- Vou voltar...está demorando. Tenho que ver Bella.
Entretanto não apareceu ninguém para falar qualquer coisa a respeito dela. Andei de um
lado a outro e quando a angústia tornou-se insuportável, eu ameacei invadir o quarto.
Meu pai me deteve.
- Calma, filho. Sei que é difícil, mas tente se controlar.
- Como, pai? Faz quase uma hora que nossa filha nasceu e ela ainda está na sala de
parto. Se não aparecer ninguém para me dar uma satisfação eu vou...
A porta da sala se abriu e vi a maca saindo lá de dentro, empurrada por uma enfermeira.
- Bella...Bella, meu amor.

Corri até ela e segurei sua mão. Deu-me um sorriso débil. Seu rosto estava um pouco
inchado e bastante cansado.
- Você viu? Viu...Edward? Nossa filha?
- Vi, meu amor. Ela é linda. Você está bem?
Ela apenas afirmou, balançando a cabeça.
- Estou levando-a para o quarto, senhor Cullen. Pode nos acompanhar.
Olhei para minha família e eles entenderam. Eu precisava ficar a sós com Bella.
Fiquei parado a um canto do quarto, esperando enquanto a enfermeira ajeitava Bella na
cama.
- Daqui a pouco trarei um medicamento pra dor. E você poderá tomar uma água ou um
suco, se quiser.
- Obrigada.
- Com licença.

Assim que ficamos a sós, aproximei-me de Bella e segurei sua mão.


- Que susto você me deu, meu amor.
- Desculpe. Eu fiquei tão nervosa...com aquela mulher.
- Hei...pare. Não vamos mais pensar nisso. Eu te amo demais. Não existe outra mulher
no mundo que possa substituir você, Bella.
- Eu também te amo. Pensei em você o tempo todo...para ter força.
Beijei sua testa e depois rocei levemente seus lábios.
- Já escolheu o nome dela?
- Ainda não. Quero pensar nisso com você.
- Como está se sentindo?
- Dolorida, mas a enfermeira disse que é normal.
- Quer beber alguma coisa? Ela disse beber...não sei quanto a comida.
- Só um suco. Estou morrendo de sede.

Peguei um suco e um canudo para que ela pudesse beber. Imaginei que ficar sentada
talvez piorasse as dores.
- Edward? Posso te pedir uma coisa?
- Qualquer coisa, meu amor.
-Quero que abra minha camisola...e veja onde foi feito o corte.
- Corte?
- É Edward. Esqueceu que fiz uma cesárea? Mas...estou com medo de ficar uma marca
feia.

Revirei meus olhos e ri. Que coisa para se pensar numa hora dessas!
Mas fiz o que ela pediu. Abri a camisola e vi o corte bem em cima daquela delícia que
me deixava louco.
- E então?
Fui até ela e falei bem em seu ouvido.
- Está bem no meio da boceta deliciosa.
- Edward! Você é um ex padre. Não pode falar essas coisas!.
- Eu pude fazer um filho, Bella.
- Não está feio?
- De jeito nenhum. Quando cicatrizar nem vai dar pra perceber.
- Ah...graças a Deus.
-Boba.

Sentei-me ao lado dela na cama, acariciando seu [Link] depois minha família
entrou para vê-la.
-Sua filha é muito linda,Bella.
-Puxou ao pai,Carlisle. Só poderia ser linda.
-Já escolheu o nome,Bella?
-Ainda não,Alice. Estou em dúvida entre tantos.
-Sabe que até me animei a encomendar outro bebê?
-Deixe o Emmett saber disso.
-Aliás, onde anda aquele padrinho desnaturado?
Olhei pra Bella sem acreditar no que ouvia.
-Padrinho,Bella? Você não vai fazer isso com nossa filhinha.
-Emmett me apoiou em todas as loucuras que fiz para conquistar você, Edward. É meio
maluquinho,mas tem um coração enorme.
-Concordo com você,amor. E assino embaixo.
-Ai Bella... ele vai pirar.
-Com certeza vai.
Era bom demais ver Bella sorrindo [Link] foi apenas um susto.
Obviamente eu passaria a noite com Bella. Aproveitei a presença da minha família e fui
até nossa casa buscar roupas e outras coisas que eu iria precisar.
Sozinho, dentro do meu carro, eu dei vazão ao meu alí[Link] lagrimas caíram com
facilidade impressionante. Eu chorava e rezava agradecendo a Deus.
-Obrigado, pai. Obrigado por me perdoar quando fui fraco. Obrigado por entender que o
que sentimos é amor.
Eu falava isso com toda convicção. Afinal, se fosse pecado, Deus não teria nos
agraciado com uma nova [Link] em paz comigo agora. Decididamente, eu não
precisava do perdão dos homens.

"O amor deveria perdoar todos os pecados, menos um pecado contra o amor. O amor
verdadeiro deveria ter perdão para todas as vidas, menos para as vidas sem
amor."(Oscar Wilde)

Bella POV

Meu dedo deslizava suavemente pelo rosto calmo e sereno da minha filha. Dormia
profundamente no carrinho ao lado do sofá da sala. Há uma semana ela veio ao mundo
para coroar a minha vida e a de Edward. Juntamente com seu nascimento vieram novas
descobertas, novos pensamentos, não só em relação a ela, como em relação à minha
vida com Edward.

Descobri que mesmo loucamente apaixonada por ele, eu teria que controlar o ciúmes
absurdo que sentia. Por causa dele eu coloquei em risco não somente a minha vida como
a da minha filha. Por causa do ciúme que senti ao ver Tânia ao lado de Edward eu entrei
em trabalho de parto antes do previsto. Felizmente minha filha veio bem, cheia de saúde
e so nos alegrava.

Edward estava feliz como nunca e se dependesse dele, nem teria voltado ao trabalho.
Entretanto, ele não podia se dar ao luxo de fazer isso, agora que era tão bem
recomendado na escola. Mas assim que chegava em casa ele ia direto para perto dela.
Era um pai babão, essa era a verdade. E eu percebia que mesmo com poucos dias de
vida, Angelina ficava ainda mais calma quando ele estava por perto.

Hoje seria um dia especial. Ainda não tínhamos contado ao Emmett que ele seria o
padrinho dela. Não sei como Rose conseguiu manter segredo. Estava felicíssima. O
difícil foi escolher a madrinha. Rose também me ajudou muito desde o começo. Mas
Alice sempre foi minha melhor amiga. Por isso ficou decidido que Alice seria a
madrinha de batismo e Rose seria de representação.

Levantei-me e fui para a cozinha começar a preparar o almoço. Apesar de ser sábado,
alguns alunos fariam prova na faculdade e por isso Edward precisou trabalhar. Mas sua
família viria para almoçar então eu teria que me virar sozinha. A família dele, exceto a
mãe que nunca mais falou conosco desde aquele dia fatídico. Às vezes quero acreditar
que Edward não sente mais tanta tristeza como no começo. Mas sei que bem lá no fundo
ele guarda uma mágoa profunda. Ele não comenta nada, é claro. Quer viver plenamente
esse momento pai e se desligou completamente de qualquer coisa que seja relacionado à
mãe.

Carlisle também não comentava mais nada. A única coisa que eu sabia é que os dois
viviam agora como completos estranhos dentro daquela casa. Alice já pensava em se
casar com o Jasper e então brevemente seriam apenas os dois naquela casa imensa. Meu
coração chegava a doer por Carlisle. Ele era tão bom, tão carinhoso comigo, com
Edward e agora com nossa filha. Era injusto viver ao lado de uma mulher tão rancorosa
e amarga.

Separei todos os ingredientes que precisaria e coloquei sob a água para lavar. A carne eu
temperei na véspera e seria preciso apenas levar ao forno. De vez em quando ia ate a
sala para ver como Angelina estava. Dormia sem dar mostras que iria acordar tão cedo.
Voltei para a cozinha e me distrai lavando os legumes quando senti braços fortes em
volta da minha cintura. A boca quente e macia depositou beijos em meu pescoço.

-Quer me matar de susto?

Virei-me de frente pra ele, enlaçando seu pescoço.

-Eu penso em te matar de várias formas...susto definitivamente não está incluído.

-Hum...

Coloquei meu nariz em seu pescoço, sentindo seu cheiro delicioso.

-Não deveria dizer essas coisas para uma mulher impossibilitada como eu.

-Impossibilitada por pouco tempo. Em breve iremos recuperar nosso tempo perdido.

Sua boca colou-se na minha antes que eu respondesse. Fiquei na ponta dos pés e
enrosquei minha língua na dele, puxando-o para mais perto. Edward aumentou o aperto
em volta de mim, levantando-me do chão. Então ouvi o choro.

-Não acredito. Ela dormiu o tempo todo. Acordou justo agora?

Edward riu da minha cara decepcionada, indo até a sala.

-Sentiu o cheiro do pai.

Tirou a filha do carrinho, um sorriso enorme estampando seu rosto.

- Oi, Angie... estava com saudades do papai, hã? Eu também estava louco de saudades.

Fiquei parada à porta da cozinha observando o contato entre pai e filha. Ela ainda não
sabia, mas teria o melhor pai do mundo. O mais carinhoso, o mais amável, o mais
perfeito... em tudo.

-Acho que estamos com fome, mamãe.


Ele falou caminhando para perto de mim, mas olhando para o rosto da filha.

-Com certeza está faminta. Dormiu demais. Vou lavar minhas mãos e já volto.

Lavei minhas mãos e voltei para a sala, pegando Angelina.

-Precisa de ajuda na cozinha?

-Por que não toma um banho primeiro? Dormiu tarde e saiu cedo. Deve estar cansado.

-Um pouco, mas se estiver atrasada com alguma coisa...

-Não se preocupe. Tome seu banho sossegado.

Ele beijou minha cabeça e a bochecha da filha.

-Então vou lá. Não me demoro.

Eu estava certa. Angelina estava mesmo faminta. Começava a duvidar daquilo que
dizem, que o sono sustenta. Pelo jeito com minha filha não acontecia isso. Mamou tanto
que meu seio estava dolorido, mesmo substituindo pelo outro.

-Vai deixar sua mãe com teta de vaca desse jeito.

Ouvi a gargalhada de Edward que já estava de volta. Suspirei ao olhar pra ele. Seria
sempre assim? Bastava aparecer com aquela calça jeans perfeitamente ajustada ao seu
corpo, uma camisa entreaberta e aqueles cabelos respingando água para o meu coração
disparar feito flecha dentro do peito? Quando eu iria me acostumar com o fato de estar
casada com um Deus?

Coloquei Angelina para arrotar e em seguida coloquei-a de volta no carrinho.

-Deixa de ser exagerada, amor. Teta de vaca...

-É mesmo, Edward. Do jeito que ela mama daqui a pouco meus seios irão se encontrar
com o umbigo.

- É bom que fica bem próximo da boceta...me poupa trabalho.

Eu abri minha boca incapaz de falar qualquer coisa. Eu juro que nunca iria me
acostumar a ouvir Edward falando essas coisas. Por mais absurdamente gostoso que
fosse e quase me matasse de tanto prazer...caramba, ele foi padre. Era estranho dizer
essas coisas. Como se lesse meus pensamentos, ele riu.

-Comer você não é estranho, ne?

-Edward, pare com isso. Vou proibi-lo de conversar com o Emmett.

-Mas bem que seguia os conselhos dele para me arrastar pra sua cama.
Desisti de lutar com palavras. Definitivamente, Edward virou um pervertido.

-E você tem boa parcela de culpa nisso.

- E ainda lê meus pensamentos?

Ele gargalhou novamente, já na cozinha, cortando os legumes.

-Estou lendo seu rosto, amor. Não é tão difícil assim. É como ler um gibi.

Bufei e fui olhar a carne no forno. Angelina não deu trabalho e permitiu que nosso
almoço já estivesse quase pronto quando nossa família chegou. Primeiro Alice, Jasper e
Carlisle. E depois Emmett e Rose.

- E então, Jasper...vão mesmo se casar?

-Acho que já está na hora, não é? Não gosto muito de ficar protelando as coisas. Se nos
amamos...pra que esperar?

-Está mais que [Link]-se e vão curtir a vida. Não existe nada melhor que isso.

-Existem algumas coisas ne, Edward?

Emmett veio se aproximando carregando a filha.

- Já vem você, Emmett. Edward já está impossível hoje e ainda vem falar essas coisas
pra ele?

-É mesmo? O que o padreco anda aprontando?

-Nem queira saber.

Edward já tinha se afastado e conversava com Carlisle a um canto. Aposto que falavam
sobre a vida infeliz que ele levava agora. Era realmente uma pena.

-E ai? O padreco já caiu matando?

-Claro que não, Emm. A Bella teve bebê há uma semana.

-Qual é, Rose? Eu peguei você depois de seis dias...debaixo da ducha mas foi.

Rose ficou vermelha e eu boquiaberta.

-Seis dias?

-Não pense em fazer isso, Bella. Doeu pra cacete. E é nojento.

-Não...Deus me livre.

-Bando de frescas. Boceta é bom de qualquer jeito.


-Emmett Cullen...eu te proíbo de falar isso perto da sua afilhada.

Ele parou, o rosto sério. De repente seus lábios começaram a tremer, mas conhecendo o
jeito palhaço dele fiquei na dúvida. Ele estava brincando ou a coisa era de verdade
mesmo?

-Afilhada...padrinho? Está querendo dizer... eu serei padrinho daquela coisinha ali?

Olhou para Angelina nos braços de Alice e vi que o sentimento dele era verdadeiro.
Seus olhos estavam rasos d’água. Aproximei-me dele e o abracei.

-Apesar de você ser um palhaço pervertido... talvez eu não estivesse tão feliz hoje... se
não fosse por sua ajuda.

-Ah...Bellinha...sua viadinha safada. Eu fiz isso porque...

Ele parou de falar, tentando segurar suas lágrimas. Os demais se aproximaram curiosos
com a cena.

-So fiz isso porque seria um pecado deixar o Edward morrer sem comer ninguém.

Todos riram. Era mesmo uma figura.

-Mas é mesmo...que graça tem? Nascer homem e com essa ferramenta toda e nem poder
foder ninguém? Iria usar o pau pra que? So para as necessidades fisiológicas?

Eu ri alto novamente. Carlisle se divertia com as idiotices dele, parecendo totalmente


esquecido da tristeza que passava ultimamente.

-Necessidades fisiológicas, Emmett? Isso não combina com você, filho.

-Está bom, pai. Usar o pau apenas mijar.

-Ai, amor...que nojo. Você é tão escroto às vezes.

-Nojo, Rose? Se eu falo necessidades fisiológicas ta errado. Se eu falo mijar ta errado.

-Fale fazer xixi.

Ele e Edward riram alto, jogando a cabeça para trás.

-Quem faze xixi é mulher, Rose. Homem mija.

Minha barriga doía de tanto rir. Aliás até meus pontos começavam a doer. Mas pelo
menos, a tristeza de alguns aqui presentes não doía tanto nesse momento de
descontração.

Emmett entregou a filha para Rose e pegou Angelina.


-Minha afilhada. Tio Emmett vai te ensinar tanta coisa boa...Coisas que o papai padreco
nem sonha que existem.

-Emmett...

-Não é nada demais, mentes pervertidas. Imagina se faria essas coisas com esse anjinho.

Senti lágrimas nos olhos quando vi Emmett baixar a cabeça e beijar o rosto [Link]
momento eu so pude lamentar pela Esme. Estava perdendo um momento família
lindo.Não quis nem ao menos saber como estávamos, como era a neta. Completamente
indiferente. Bem no fundo de mim, eu sabia que se ela voltasse atrás eu a perdoaria.
Mas vendo agora pai e filho, Edward e Carlisle, abraçados, sorrindo para o Emmett, os
olhos brilhando de felicidade...eu diria que as coisas mudaram. Mesmo doendo ao
pensar nisso...Esme não faria falta nesse meio. Havia amor demais ali. E o tipo de amor
que ela julgava sentir pelos filhos, pela família... a nós era dispensável.

“Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se
der amor e às vezes receber amor em troca.” (Clarice Lispector)

Edward POV

Deitado, eu observava Bella penteando os cabelos de Angelina. O tempo foi cruel e ao


mesmo tempo generoso conosco. Foi cruel porque passou rápido demais e meu
bebezinho já era uma garotinha esperta com três anos de idade. Mas também foi muito
generoso. Principalmente com Bella... cada vez mais linda e agora ainda mais
voluptuosa, o corpo com as curvas ainda mais acentuadas, deixando-me com água na
boca.

Eu continuava trabalhando como professor e Bella no hospital. Por causa disso fomos
obrigados a colocar Angelina em uma escola integral. Às vezes eu ficava com dó. Ela
era ainda tão pequena. Mas chegava em casa com os olhinhos brilhando de felicidade e
logo eu afastava esses pensamentos tolos.

-Pronto... está linda.

-Parece uma princesa.

Angelina sorriu e subiu na cama para me beijar. Era sempre tão carinhosa tanto comigo
quanto com Bella, muito embora ela sempre reclamasse com ciúmes de nós dois. A
primeira palavra que Angelina falou foi papai... e só depois mamãe. Seus primeiros
passos também foram segurando minha mão. Daí o ciúmes daquela maluca. Era
absurdo. Angelina simplesmente idolatrava Bella. Não se cansava de dizer que queria
ser linda como a mãe.

- Padrinho vai demorar?

-Não, anjo. Daqui a pouco ele chega.


Era fim de semana e Emmett levaria Angelina para ficar em sua casa de praia.
Geralmente íamos todos, mas nesse fim de semana Bella e eu resolvemos ficar a sós.

-Eu amo o padrinho.

-Não fale isso que ele fica mais convencido do que já é.

Ela deu uma risadinha gostosa e me beijou novamente.

Estendi minha mão pra Bella.

-Deite-se aqui um pouco, amor.

Ela veio prontamente deitando-se ao meu lado e colocando a cabeça em meu peito.

-Não desobedeça a tia Rose, Angie.

-Eu sou boazinha, mamãe.

-Eu sei que é. Mas também é bem teimosa.

-Meu pai falou que é igual você.

Bella me olhou de cara fechada.

-Pare de dizer essas coisas pra ela, Edward.

-Eu menti?

-Claro que mentiu.

Eu ri alto. Cara de pau. Era teimosa feito uma mula.

A campainha tocou e Angelina disparou pelo quarto.

-Hei... calma.

Levantei-me segurando Bella pela mão e fomos até a sala. Chegamos a tempo de ver
nossa filha pular no colo do Emmett.

-Ah... que abraço gostoso da minha mulinha... tudo bem querida?

-Tudo.

-Emmett... pare de chamá-la assim.

-Sabe o que reza a lenda, Bella. Filha de padre...


Eu ri e nem falei nada. Há anos os dois travavam uma batalha por causa desse apelido.
Não adiantava. Era sempre mulinha... mulinha sem cabeça... Angelina ainda era muito
nova para entender, mas se divertia com as brigas entre Bella e Emmett.

-Tem certeza que não querem ir?

-Dessa vez não, Emm. Edward tem trabalhado demais e eu também. Precisamos
descansar um pouco.

-Puff... aposto que já estão encomendando outra mulinha.

Bella estapeou o braço de Emmett.

-Pare com isso.

-A propósito, Edward... vocês... foram ao hospital?

Baixei minha cabeça e apenas neguei.

-Já imaginava isso. Bom... sabe que nunca irei recriminar você...

-Eu sei.

-Angie... venha despedir desses velhos...agora é hora de se juntar a juventude.

Ela veio correndo e me abraçou e beijou. Depois fez o mesmo com Bella.

-Vou morrer de saudades, princesa.

-Eu também, mamãe.

-Vai nada... padrinho é bem melhor, Angie. Agora vamos senão a Rose me mata.

Fiquei abraçado a Bella enquanto olhávamos os dois se afastarem. Angelina com uma
carinha sorridente que dava gosto ver.

-Pra cama?

-Sim... quero ficar o dia todo lá.

-Fazendo amor comigo?

-É conseqüência... padreco safado.

Eu ri e peguei-a no colo correndo até o quarto. Caímos os dois na cama, aos beijos.

-Eu te amo tanto, Edward.

-Eu te amo mais... muito mais.


Bella segurou meu rosto, buscando alguma coisa em meus olhos.

-Você está bem?

-Sim.

-Pensei que ficaria triste... por causa da pergunta do Emmett.

Suspirei e fechei meus olhos. Há três semanas minha mãe estava internada e seu quadro
não era bom. Pouco depois que Angelina completou dois anos minha mãe descobriu
que tinha câncer de mama. Isso me assustou. Sempre pensei que minha mãe fosse uma
mulher que se cuidava, mas vim a saber que há tempos ela não fazia seus exames
preventivos.

Então foi descoberta a doença. Começou os tratamentos e até parecia que estava
funcionando. Mas logo depois seu estado piorou e ela acabou tendo que retirar uma das
mamas.

Logo que soube eu quis ir visitá-la, mas ela já tinha avisado ao meu pai: não queria
minha presença, nem a de Bella...tampouco da nossa filha. Mais uma vez eu desmoronei
por causa daquela que se dizia minha mãe. Como pode guardar tanto ódio de mim? Será
mesmo que eu era essa aberração que ela insistia em dizer?

Eu sofria cada vez que meu pai vinha me visitar e eu via o sofrimento dele. Minha mãe
tornou-se ainda mais amarga e ressentida. Entretanto continuou o tratamento e
finalmente parecia ter dado certo. Ela parecia bem. Eu a vi uma vez num supermercado,
mas ela simplesmente fingiu que não me viu.

Mas as coisas só pioraram com o passar do tempo. Há três semanas ela se sentiu mal
novamente e nem tinha forças para mais nada. Uma metástase... a doença se espalhou
pelo corpo. Segundo meu pai, ela não tinha mais chances. Às vezes gritava de dor
durante a noite. Foi internada e a última noticia que tive através de Alice foi há dois
dias. Ela não estava nada bem.

-Apesar de tudo ela é minha mãe, Bella. Eu...gosto dela.

-Eu sei, meu amor. Não estou recriminando você. Eu sei como você tem tentando se
mostrar forte. Eu estou aqui viu? Pra tudo o que precisar.

-Eu sei, meu amor. E é so por você e Angelina que eu consigo seguir em frente. Às
vezes dói demais.

Bella ficou quietinha, abraçada ao meu corpo. Ela não tinha noção do bem que fazia à
minha vida. Sem ela eu não era nada.

Empurrei suas costas em minha direção e colei minha boca na dela. Nessas horas eu me
esquecia de tudo. Bastava um beijo... um único beijo para me acender e me entregar.
Girei meu corpo e prensei-a contra a cama, abrindo o zíper do seu vestido. Fechei
minhas mãos sobre seus seios, gemendo ao sentir sua maciez e seus mamilos
intumescidos sob meus dedos.

Bella desceu minha bermuda com as mãos e depois usando os pés terminou de descê-la
pelas minhas pernas. Desci minha boca pelo seu pescoço até engolir seu seio, mordendo
levemente e passando a língua ora em um, ora em outro.

Bella agarrou meus cabelos e rebolou gemendo sob mim. Rapidamente eu retirei
completamente seu vestido enquanto ela massageava meu pau. Escorreguei meu corpo
na cama e passei minha língua na boceta dela.

-Ahh...Edward...

Serpenteei minha língua dentro dela, gemendo ao sentir sua quentura em minha língua.
Embora demorássemos horas nas preliminares, dessa vez estávamos afoitos. Um dia
sem sexo foi suficiente para nos deixar em ponto de bala.

Subi novamente sobre seu corpo e erguendo sua perna eu me apossei do seu corpo,
estocando dentro dela. Em pouco tempo fomos levados ao ápice, nossos corpos suados
tremendo agarrado um ao outro.

***************

Passava da uma da tarde quando Bella e eu resolvemos sair da cama e ir procurar algum
restaurante. Passamos a manhã inteira fazendo amor e confesso... eu continuaria se ela
não tivesse reclamado de fome.

Tomamos um banho rápido e estávamos prestes a sair quando Alice ligou.

-Edward? Venha pra cá.

-Pra ca onde? Onde está Alice?

-No... hospital.

Minhas pernas bambearam. Se ela estava me chamando é porque alguma coisa de ruim
estava acontecendo. Segurei o celular com força, olhando pra Bella que me encarava.

-Nossa mãe... ela não quer me ver, Alice.

-Ela... pediu que viesse. Venha Edward...releve. Emmett já está aqui com Rose e as
meninas.

-Eu...estou indo.

Desliguei o celular e me sentei, a cabeça baixa.

-O que foi,Edward? Algum problema com sua mãe?


-Acho que é o fim, Bella.

-Deus... sinto muito, Edward.

-Vamos lá...ela pediu para me chamar.

Seguimos para o hospital em silêncio. Meu corpo inteiro tremia e de repente eu sentia
frio. E so piorei ao encarar meu pai e meus irmãos. Era visível que eles tinham chorado.
Meu pai veio ate mim e me abraçou.

-As crianças estão com a babá. Se você quiser entrar com a Angie rapidamente...

-Eu... não sei se devo.

-Siga seu coração.

Acabei pedindo a Bella que buscasse Angelina. Conversei com ela antes de entrar no
quarto.

-Querida... você já sabe quem está nesse hospital, não é?

-Sim...a vovó.

-Ela está doente, Angie... mas ela quer conhecer você. Não precisa dizer nada, ok?

Ela afirmou, os olhinhos arregalados. Peguei-a no colo e entrei no quarto. Meu coração
se apertou tanto que chegou a me deixar sem ar. O que restou do seu cabelo estava
caindo um pouco pelo rosto. Sua pele estava flácida e sem vida. Aproximei-me da cama
e comecei a chorar ao ver que ela chorava também.

-Mãe...

Ela estendeu a mão cansada que segurei com delicadeza. Estava tão frágil.

-Minha neta?

-Sim... é a Angelina.

-É tão linda... é a sua cara, meu filho.

Engasgou com as lágrimas e eu também não ousei falar nada. Angelina apertou os
braços em meu pescoço.

-Ah...Deus... quanta coisa eu perdi.

-Mãe...não pense nisso. Talvez...ainda tenhamos chance.

-Não... é o fim da linha pra mim.

Suspirou.
-Perdoe-me, meu filho. Eu te amo tanto... por favor me perdoe.

-Não...não peça perdão.

-Peço...eu errei..fui horrorosa, não fui mãe. Eu preciso do seu perdão.

-Eu perdôo, mãe. Eu também te amo. Nunca vou deixar de amar.

-Bella...chame a Bella, por favor...

-Eu volto, mãe. Converse com a Bella, mas eu volto pra repetir o quanto eu te amo.

Beijei levemente sua testa e sai. Imediatamente Rose correu e pegou Angie dos meus
braços. Encostei-me à parede e Bella se aproximou.

-Ela quer falar com você, amor.

-Comigo?

-Sim, por favor.

Bella me deu um beijo e entrou no quarto. Alice e meu pai me abraçaram...os três aos
prantos. Emmett estava a um canto também chorando. Eu sabia que era o fim.

E doía.

“...Quanta tristeza
Há nesta vida
Só incerteza
Só despedida...” (Vinícius de Moraes)
Bella POV

Há tempos eu estava na mesma posição... olhando a chuva fina através da janela, um


cobertor em volta do corpo. Meus pensamentos estavam longe. Dentro do peito a dor ia
cedendo espaço à tristeza. Era com certeza um dos dias mais tristes da minha vida.

Chegamos do enterro de Esme há algumas horas. Um dia depois de ter chamado


Edward no hospital, ela faleceu. Ainda tive tempo de conversar com ela e aceitar seu
pedido de perdão. Entretanto o que mais me doía era ver a dor de Edward.

Mesmo sem falar, eu sei que por várias vezes ele se crucificou, pensando que tudo
poderia ser diferente se tivéssemos contado a ela desde o começo. Eu sei que não
mudaria nada. Ela teria agido da mesma maneira. O único consolo é saber que ela
partiu, mas perdoando e sendo perdoada.

Edward estava em frangalhos. Assim que chegamos fomos direto para o quarto. Chorou
até dormir, exausto. Angelina não entendia ainda muito bem as coisas, mas percebia a
tristeza do pai. Deitou-se ao lado dele, acariciando seus cabelos e acabou dormindo
também.

Fiquei um pouco ao lado deles, mas em seguida desci, arrumei algumas coisas e agora
olhava a chuva chata que combinava bem com o espírito de todos da família.
Infelizmente essa é a lei da vida. Pra nós que ficamos, aqueles que se foram, o fizeram
cedo demais. Mas quem somo nós para saber nossa hora?

Por isso mesmo eu estava disposta a não deixar a peteca cair em momento algum.
Viver todos os momentos intensamente ao lado da minha família. Mesmo os ruins... são
eles que nos fazem crescer.
Senti minha cintura sendo abraçada e a barba por fazer roçar meu pescoço.

-Pensei que estivesse dormindo ainda.

-Dormi um pouco, mas não consegui... dormir mais.

Virei-me de frente para Edward segurando seu rosto.

-Eu sei que dói. No começo é difícil, mas com o tempo ficarão apenas as lembranças
boas... e a saudade.

-É nisso que me agarro... para não pirar de vez.

-Ela está bem agora, Edward. Estava sofrendo.

Ele me abraçou com força e repousou a cabeça em meu ombro.

-Venha cá.

Enrosquei-me com ele no sofá, passando o cobertor a nossa volta.

-Ela percebeu tarde demais que você estava feliz, Edward. Mas eu tenho certeza que
agora, onde quer que esteja, o que ela mais quer é que você continue. Você é tão
amado... por mim, por sua filha.

Ele beijou minha mão e depois meus lábios.

-Sabe que eu não estaria de pé se não fosse você, não é? Você é minha força.

-E estarei sempre com você.

Ele ficou em silêncio, a boca em meu cabelo, mas pelo ritmo da sua respiração, eu sabia
que estava chorando. Não seria fácil pra ele, eu sei. Sempre teve adoração pela mãe e
vê-la partir de forma tão cruel foi doloroso demais para ele. Para todos, na verdade.

O que ele precisava agora era de carinho... muito mais do que já dispensávamos a ele.

Passamos quase a tarde toda enroscados no sofá até que Angelina acordou e se juntou a
nós.

-Papai?

-Sim, anjo?

-Você ainda está triste?

-Sim, princesa. O papai ainda está triste.


Eu mesma respondi.

-Mas poderemos enchê-los de beijos para que ele fique so um pouquinho mais feliz, o
que acha?

Ela riu e pulou no colo do pai, enchendo o seu rosto de beijos. Eu também o beijei,
fazendo-o rir e apertar nós duas em seus braços.

-Vocês duas... são minha vida... e eu amo demais.

-Nós também te amamos, papai.

Edward olhou em meus olhos e o que vi neles era exatamente a mesma coisa que eu
sentia. Apesar dos pesares, tudo o que passamos, tudo o que sofremos valeu à pena.
Para termos essa felicidade em nossa vida, com certeza faríamos tudo novamente.

****************

2 anos depois...

Olhei desolada para a sala e sentei-me no sofá. Fim de semana era isso. Estava mais que
provado...eu tinha duas crianças em casa: Edward e Angelina. Mas eu nem iria brigar e
estragar a felicidade deles. Edward vinha trabalhando demais e passar o sábado e
domingo correndo pela casa com Angelina era seu passatempo preferido.

O problema era o que vinha depois: o caos. A sala estava em completa desordem:
DVDs, livros, brinquedos... e os dois dormindo tranquilamente no tapete da sala. Olhei
para a expressão cansada, mas feliz dos dois e sorri também.

Aos poucos nossa vida foi voltando ao normal. Edward passou a trabalhar em dois
turnos e eu continuei como sempre no hospital. Quando chegávamos em casa nossa
atenção era toda para Angelina. Contratamos até uma empregada para cuidar da casa
para que não precisássemos nos preocupar com mais nada a não ser nossa filha.

A princípio relutei. Não gostei nada de ter uma empregada tão jovem em casa. Mas
Anne mostrou-se séria e competente, chegava até a abaixar a cabeça quando estava
perto de Edward. Mesmo assim eu ficava de olho. Meu marido estava ainda mais lindo
e gostoso e eu não poderia dar bobeira.

Marido... olhei para a aliança em meu dedo. Edward quis que usássemos. Embora ainda
não tivéssemos conseguido nos unir oficialmente, éramos casados, pelo menos aos
nossos olhos.

Levantei-me e comecei a pegar algumas bonecas espalhadas pelo chão. Quando fui
pegar uma que estava próxima à cabeça de Edward ele me puxou sobre seu corpo. Não
consegui segurar um grito e em seguida tapei minha boca.

-Seu louco... pensei que estivesse dormindo.

-Acordei quando você começou a fazer barulho.


-Eu não fiz barulho.

-Fez sim. Queria me acordar, que eu sei.

Enrosquei-me nele colocando a cabeça em seu peito.

-Estava apenas olhando vocês. A expressão de felicidade dos dois.

-Sabe quem é a responsável por isso, não sabe?

-Não fale assim.

-Ontem mesmo eu estava pensando nisso. Naquela garota maluquinha que me beijou em
minha própria casa... que entrou comigo no banheiro...

Escondi o rosto em seu peito.

-Nem me lembre disso, Edward.

-Por que não? Não valeu a pena?

-Valeu. Qualquer coisa por você vale à pena.

-Hum... e valeria a pena levarmos a Angelina para o quarto dela e irmos para o nosso?

Ele me perguntou, mordendo levemente meus lábios.

-Vale muito a pena.

Edward se afastou e pegou Angelina no colo. Eu me levantei e segui atrás dele. Colocou
nossa filha na cama e em seguida fomos para o nosso quarto. Olhando para mim,
mordendo os lábios ele trancou a porta.

-Não quero ser incomodado.

-E se ela acordar?

-Deixe de ser dissimulada. Sabe que ela não acorda a essa hora.

Edward abraçou meu corpo e foi me empurrando para a cama. Caiu sobre mim e me
beijou com ferocidade, segurando meus cabelos com força. Mal começamos e o celular
dele tocou.

-Não atenda...

-E vai continuar tocando... melhor atender e ficar livre de uma vez.

Ele pegou o celular e gemeu ao olhar o visor.

-Fala Emmett.
-Estamos indo para sua casa. Não se preocupe. Estamos levando comida e bebida.

-Ah não... vocês quem?

-Puta que pariu...padreco mal educado. Eu, Rose, Alice...ah...a família toda.

-Hum... poderiam vir daqui a umas três horas?

Eu ouvi a risada estrondosa do Emmett mesmo um pouco longe de Edward.

-Estão encomendando mais uma mulinha? Ok.. chegaremos daqui a quatro horas.
Nada mais que isso. Mete bronca ai.

-Tudo bem, seu viado.

Desligou o telefone sorrindo.

-Estão vindo pra cá.

-Todos?

-Hanhã...mas temos tempo. Posso te amar do jeito que eu quero.

Deitou-se novamente comigo e em questão de segundos estávamos nus, agarrados um


ao outro. Sua boca passeava pelo meu corpo antes de me beijar.

-Eu amo você. Sempre.

Falou e penetrou meu corpo, fazendo-me agarrar aos seus ombros e fechar meus olhos
de puro deleite.

-Eu também te amo, meu amor.

Nossos corpos fundidos se retorciam na cama e o único som no ambiente eram nossos
gemidos. Isso apenas reforçava o que já disse a Edward. Tudo com e por ele valeria a
pena. Eu ousei... seduzi...pequei, talvez. Mas acima de tudo amei. E amaria sempre.

"Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e
há muito me perdoei." (Martha Medeiros)

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