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O Contexto

O documento detalha a evolução dos sistemas operacionais da IBM e Microsoft, começando com o desenvolvimento do MS-DOS em 1981 até o lançamento do Windows 11 em 2021. Ele descreve as fases de transição de sistemas baseados em linha de comando para interfaces gráficas e, posteriormente, para uma arquitetura unificada e moderna. A narrativa destaca a importância de decisões estratégicas e inovações tecnológicas que moldaram o mercado de computação pessoal ao longo das décadas.

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O Contexto

O documento detalha a evolução dos sistemas operacionais da IBM e Microsoft, começando com o desenvolvimento do MS-DOS em 1981 até o lançamento do Windows 11 em 2021. Ele descreve as fases de transição de sistemas baseados em linha de comando para interfaces gráficas e, posteriormente, para uma arquitetura unificada e moderna. A narrativa destaca a importância de decisões estratégicas e inovações tecnológicas que moldaram o mercado de computação pessoal ao longo das décadas.

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O Contexto: A IBM e o Nascimento de uma Era

No início dos anos 1980, a IBM — então a maior e mais poderosa empresa de
computadores do mundo — trabalhava no desenvolvimento de um computador pessoal
baseado no microprocessador Intel 8088. Para isso, precisava de um sistema operacional.

A IBM procurou inicialmente a Digital Research, empresa de Gary Kildall, criador do


sistema CP/M. Porém, Kildall estava ausente e muito ocupado para se reunir com a IBM —
o que muitos historiadores consideram o maior erro de toda a história corporativa da
computação. Se tivesse fechado o acordo, Kildall provavelmente teria se tornado o homem
mais rico do planeta.

Recusada pela Digital Research, a IBM recorreu a Bill Gates, cofundador da Microsoft,
que na época era principalmente fornecedora da linguagem de programação BASIC para
microcomputadores de 8 bits. Gates agiu rapidamente: comprou um clone do CP/M de uma
empresa local chamada Seattle Computer Products, adaptou-o para o IBM PC e o
licenciou para a IBM. Esse sistema foi renomeado como MS-DOS 1.0 (Microsoft Disk
Operating System) e distribuído com o primeiro IBM PC em 1981.

Fase 1 — MS-DOS (1981–1994): A Era da Linha de Comandos

O MS-DOS era um sistema operacional de 16 bits, em modo real, dedicado a um único


usuário, orientado à linha de comandos e com apenas 8 KB de código residente na
memória. Não havia interface gráfica — tudo era feito via texto.

Ano Versão Destaque

1981 MS-DOS 1.0 Versão inicial para IBM PC

1983 MS-DOS 2.0 Suporte para PC/XT

1984 MS-DOS 3.0 Suporte para PC/AT com Intel 286

1991 MS-DOS 5.0 Incluiu gerenciamento de


memória

1995 MS-DOS 7.0 Embutido no Windows 95

Em 1986, com o PC/AT baseado no Intel 286, o MS-DOS passou a ter 36 KB, mas
continuou sendo um sistema de linha de comandos, executando um único aplicativo por
vez.

Fase 2 — Windows Baseado no MS-DOS (1990–2000): A Interface


Gráfica Chega

A Inspiração Gráfica
A ideia de uma interface gráfica foi desenvolvida originalmente por Doug Engelbart no
Stanford Research Institute e refinada na Xerox PARC. Tanto o Apple Lisa quanto o
Apple Macintosh comercializaram essa ideia antes da Microsoft.

Inspirada por isso, a Microsoft criou o Windows — mas nas primeiras versões (1985 e
1987), o sistema não fez muito sucesso, principalmente pelas limitações de hardware da
época.

Windows 3.0 — O Grande Salto (1990)

Em 1990, a Microsoft lançou o Windows 3.0 para o Intel 386. Em apenas seis meses,
vendeu mais de um milhão de cópias. Porém, era ainda um ambiente gráfico
construído sobre o MS-DOS — não um sistema operacional verdadeiro. Todos os
programas rodavam no mesmo espaço de endereçamento, e um erro em qualquer um
poderia congelar o sistema inteiro.

Windows 95 — Uma Revolução (1995)

Em agosto de 1995, foi lançado o Windows 95, com características de um sistema


operacional completo:

●​ Memória virtual
●​ Gerenciamento de processos
●​ Multiprogramação
●​ Interfaces de programação de 32 bits

Ainda havia resquícios do MS-DOS no núcleo, e os problemas de isolamento entre


aplicativos e sistema persistiam. O Windows 98 e o Windows Me continuaram usando
código assembly de 16 bits no coração do sistema — o que causava instabilidades
constantes.

Fase 3 — Windows Baseado no NT (1993–2007): A Arquitetura


Profissional

A Origem do NT e Dave Cutler

No final dos anos 1980, a Microsoft percebeu que o MS-DOS não seria o futuro. O mercado
de desktops corporativos e servidores era dominado pelo UNIX, e a Microsoft estava
preocupada com a competitividade de seus processadores Intel frente às arquiteturas RISC.

Para resolver isso, a Microsoft contratou um grupo de engenheiros da DEC (Digital


Equipment Corporation), liderado por Dave Cutler — um dos principais projetistas do
sistema operacional VMS da DEC. Cutler foi encarregado de criar do zero um sistema
operacional de 32 bits completamente novo, chamado internamente de NT OS/2.

O projeto ficou conhecido como NT (New Technology) — também por causa do


processador-alvo original, o Intel 860 (codinome N10). O sistema foi projetado para
funcionar em diferentes processadores, com ênfase em segurança, confiabilidade e
compatibilidade com versões anteriores do Windows.
A influência da DEC aparece em vários aspectos do NT, com muita similaridade entre o
projeto NT e o VMS e outros sistemas projetados por Cutler (ilustrado na Figura 11.2 do
material original).

Linha do Tempo NT
Ano Versão Destaque

1993 NT 3.1 Suporte a x86 em 32bits, MIPS, Alpha

1995 NT 3.51 Suporte para PowerPC

1996 NT 4.0 Aparência e comportamento do Windows 95

2000 Windows 2000 Plug-and-play, serviços de diretório, melhor energia

2001 Windows XP Interface amigável, substituiu Win98, suporte x64

2006 Windows Vista Reformulação gráfica; não conseguiu suplantar o


XP

2009 Windows 7 Melhoria significativa; tornou-se o mais popular

Windows XP — O Mais Duradouro (2001)

O Windows XP uniu pela primeira vez o público doméstico e corporativo sob uma única
base NT. Tinha uma interface gráfica mais amigável, eliminando a necessidade de
jumpers e contatos manuais com plug-and-play aprimorado. Foi instalado em centenas de
milhões de PCs no mundo ao longo de seus primeiros anos.

Windows Vista — O Tropeço (2006)

O Vista foi o projeto de SO mais extenso da Microsoft até aquele momento. Lançado mais
de cinco anos após o XP, trouxe reformulação gráfica e novos recursos, mas foi lançado
em uma época em que os usuários preferiam computadores mais simples e leves
(netbooks). O Vista nunca foi bem aceito de forma generalizada.

Windows 7 — A Redenção (2009)

O Windows 7 foi muito bem testado via telemetria e automação de desempenho. Embora
trouxesse poucas mudanças funcionais visíveis em relação ao Vista, era melhor
arquitetado e mais eficiente. Rapidamente suplantou o Vista e, por fim, até o próprio XP,
tornando-se a versão mais popular do Windows até aquele momento.

Fase 4 — Windows Moderno (2012–2021): A Era dos Dispositivos

Windows 8 e o Novo Paradigma (2012)

No momento do lançamento do Windows 7, a indústria começou a mudar radicalmente. O


sucesso do Apple iPhone, o advento do iPad e o surgimento dos tablets e smartphones
Android prenunciava uma mudança de paradigma. O antigo mundo dos computadores
desktop e notebook estava sendo substituído por dispositivos com telas pequenas e
aplicativos simples, distribuídos em lojas digitais.

A Microsoft iniciou um processo de se reposicionar como empresa de dispositivos e


serviços, para competir com Google e Apple. O resultado foi o Windows 8, baseado na
abordagem OneCore — um núcleo único que poderia ser escalonado para diferentes
dispositivos.

●​ Primeira versão com suporte nativo ao ARM


●​ Foco em tablets e dispositivos touch
●​ A falta do botão Iniciar na barra de tarefas foi muito mal recebida pelos usuários

Windows 8.1 (2013)

Lançado no primeiro semestre de 2014, resolveu os problemas do 8 e trouxe novos


recursos, como melhor integração com a nuvem e melhorias de desempenho que, inclusive,
reduziram os requisitos mínimos de hardware — algo inédito na história do Windows.

Windows 10 — A Unificação (2015–2020)

O Windows 10 foi o ápice da visão multidispositivo da Microsoft. Ele forneceu um sistema


operacional único e unificado para desktops, notebooks, tablets, smartphones,
dispositivos tudo-em-um, Xbox, HoloLens e o Surface Hub.

Destaques:

●​ Plataforma UWP (Universal Windows Platform) para apps multiplataforma


●​ Autenticação biométrica e de múltiplos fatores
●​ Segurança baseada em virtualização
●​ Suporte para arquitetura ARM de 64 bits
●​ Programa Windows Insider para feedback contínuo da comunidade
●​ Lançamentos de atualizações a cada 6 meses
●​ Alcançou 1,3 bilhão de dispositivos em execução em outubro de 2021

Windows 11 — A Versão Mais Recente (2021)

Disponibilizado publicamente em 5 de outubro de 2021, o Windows 11 trouxe:

●​ Interface do usuário totalmente renovada


●​ Melhor gerenciamento de janelas e recursos multitarefa
●​ Suporte para até 2.048 processadores lógicos e mais de 64 processadores por
soquete
●​ Emulação de aplicativos x64 em dispositivos ARM de 64 bits
●​ Possibilidade de executar aplicativos para Android
●​ Base de segurança muito mais alta, com recursos como:
○​ Secure Boot
○​ Device Guard
○​ Application Guard
○​ Control Flow Guard
○​ Hardware Stack Protection (proteção da pilha de hardware no modo
núcleo)

O Windows 11 é considerado a versão mais segura do Windows de todos os tempos.

Resumo Visual da Evolução


1981 ──► MS-DOS 1.0 (IBM PC)
1990 ──► Windows 3.0 (Interface gráfica sobre MS-DOS)
1993 ──► Windows NT 3.1 (Arquitetura NT — Dave Cutler/DEC)
1995 ──► Windows 95 (Fusão gráfica + MS-DOS)
2001 ──► Windows XP (NT unifica doméstico e corporativo)
2009 ──► Windows 7 (O mais popular da era NT)
2012 ──► Windows 8 (Era moderna, ARM, OneCore)
2015 ──► Windows 10 (Unificação total de dispositivos)
2021 ──► Windows 11 (Segurança máxima, ARM, Android)

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