EBOOK 2024 RIDE
EBOOK 2024 RIDE
2024
CONTEXTO HISTÓRICO-GEOGRÁFICO DO
DISTRITO FEDERAL E A RIDE + 110
QUESTÕES COM GABARITO COMENTADO.
ATUALIZADO
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Prof. Wesley Santos: Realidade Histórica e Geográfica do Distrito Federal e a RIDE.
geográfica de Goiás e ressaltou o valor estratégico do Planalto Central, que atenderia as vantagens
estratégicas (segurança contra invasões) e demográficas (povoar o interior) da capital ideal.
Naquele Planalto Central devia estar uma Nova Lisboa (outros nomes virão a surgir, tais como:
Pedrália, Petrópole, Petrópolis, Brasília, essas ao tempo do Império; e tempos depois, já no período
republicano, Vera Cruz).
Na época, a contratação foi realizada para prestar serviços ao primeiro Governador de Goiás, Dom
Marcos de Noronha, conhecido como Conde dos Arcos.
1789- INCONFIDÊNCIA MINEIRA:
A ideia de estabelecer a capital do Brasil no interior do país ainda ganharia mais um capítulo no
século 18 na Inconfidência Mineira (1789). Os inconfidentes mineiros, que lutavam por nossa independência
de Portugal, queriam que a capital da república imaginada por eles fosse a cidade de São João del-Rey
(MG).
A Inconfidência Mineira pretendia estabelecer um governo republicano independente de Portugal,
criar indústrias no país que surgiria, uma universidade em Vila Rica. Além de fazer de São João del-Rei a
nova capital.
Esse movimento foi uma insurreição das elites locais de Minas Gerais contra a cobrança abusiva de
impostos da metrópole portuguesa. Delatada por traidores do movimento, presos,
muitos dos inconfidentes, temendo severas punições, não confessaram seus crimes.
O único a fazê-lo foi Tiradentes, que, por isso mesmo, recebeu a pena mais dura, em
um processo transcorrido na cidade do Rio de Janeiro, que só teve fim em 21 de abril
de 1792. Tiradentes foi “enforcado, decapitado e esquartejado. Para que os súditos
da Coroa nunca se esquecessem da lição, a cabeça de Tiradentes foi encravada num
estaca e exposta em praça pública em Vila Rica, e seus membros, espalhados pela
estrada que levava ao Rio de Janeiro.”
Tiradentes é considerado o primeiro herói e mártir brasileiro, especialmente quando surgiu a
República no país. Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960. A data não fora escolhida ao acaso: o
novo centro de decisões da República viria ao mundo oficialmente no Dia de Tiradentes, símbolo da luta
pela independência e pelos valores republicanos no Brasil.
Nos anos seguintes O Rei D. João VI também vai reconhecer essa necessidade, quando da
transferência da corte para o Rio de Janeiro, em 1808.
1813- HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA:
Em 1813 Hipólito José da Costa, fundador do jornal Correio Braziliense,
editado em Londres, defendia em artigos publicados no periódico, "a interiorização
da capital do Brasil”.
Resenhas da ideia da interiorização da capital registram cinco intervenções
de Hipólito José da Costa, feita no jornal Correio Braziliense. Nessas intervenções
encontram-se já os parâmetros de localização da nova capital — adotados depois por
José Bonifácio, Varnhagen e outros.
Em seus escritos, Hipólito José da Costa, deixou planos de colonização e dificuldades do Rio de
Janeiro como Capital (março de 1813), Hipólito indicou:
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(...) um país do interior, central e imediato às cabeceiras dos grandes rios; edificariam ali uma
nova cidade, começariam por abrir estradas que se dirigissem a todos os portos do mar e
removeriam os obstáculos naturais que tem os diferentes rios navegáveis (...).
Hipólito José da Costa, defendia que este ponto central se acha nas cabeceiras do famoso rio São
Francisco. Em suas vizinhanças estão vertentes de caudalosos rios, que se dirigem ao norte, ao sul, ao
nordeste (...). Região essa onde exatamente temos a atual localização do Distrito Federal.
Hipólito voltou ao tema em Nova capital, novas estradas e medidas para a criação de povoados
(julho de 1816); e em Programa para o desenvolvimento do Brasil (1816), novamente propondo atrair
imigrantes como forma de obter conhecimentos e experiência para o estabelecimento dos mais diversos
empreendimentos. Neste último artigo, situa o local da capital mais a leste, entre o rio Doce e o São
Francisco, em Minas Gerais.
Declarada a independência do Brasil e encerrada a publicação do Correio Braziliense, Hipólito —
agora representante diplomático do país em Londres — envia ao ministro José Bonifácio os "Apontamentos
para um plano de Correios, Estradas e Colonização do Brasil", com sugestões de ordem prática para o
projeto de desenvolvimento defendidas ao longo da existência do jornal: vias de comunicação,
parcelamento da terra, imigração, colonização, mineração etc.
"Finalmente, Hipólito recomendava que se transferisse a capital do Rio de Janeiro para o interior,
menos por razões militares do que para atender objetivos de ordem econômica e demográfica". Segundo
ele, a localização da capital no litoral era perigosa, ficava muito vulnerável a ataques estrangeiros. Além de
dificultar a comunicação com as demais regiões do vasto território brasileiro
1823- JOSÉ BONIFÁCIO:
Essa história remonta às vésperas da Independência do Brasil. Para José Bonifácio de Andrada e
Silva, poderoso ministro de D. Pedro I, em ação antes e depois do 07 de setembro de 1822 (Independência).
Em 1821, José Bonifácio, considerado o patriarca da Independência, inspirado
pelos escritos de Hipólito José da Costa percebeu que se a capital do Brasil
continuasse no litoral – naquela época, a cidade do Rio de Janeiro era a capital
brasileira, mas antes havia sido Salvador, uma cidade litorânea também – todo o país
estaria vulnerável ao ataque de possíveis invasores de outros países, como os
corsários franceses, que saqueavam e pilhavam colônias em terras americanas.
Sendo assim, durante a Constituinte encarregada da elaboração da primeira
Constituição do Império do Brasil (1824). José Bonifácio sugeriu que no Planalto
Central brasileiro fosse construída a nova capital.
Apesar da sugestão do estadista, a primeira constituição imperial, outorgada em 1824, porém, não
incorporou a tese da interiorização da capital. O texto proposto para a constituição dizia que:
"Parece muito útil, até necessário, que se edifique uma nova capital do império no interior do
Brasil para assento da corte, da assembleia legislativa e dos tribunais superiores, que a
Constituição determinar. Esta capital poderá chamar-se Petrópole, ou Brasília".
Até aí, a indicação de Bonifácio apontava para a comarca de Paracatu do Príncipe, Minas Gerais. O
que se aproxima bastante da localização final adotada, uma vez que a divisa leste do atual Distrito Federal
é o rio Preto, afluente do Paracatu.
1824 – CONSTITUIÇÃO IMPERIAL DE 1824:
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Reúne em si as três grandes conchas fluviais do império". "... bastante central, onde se deve
colocar a Capital do Império, parece, quanto a nós, estar indicada pela própria natureza na
própria região elevada de seu território, donde baixariam as ordens como baixam as águas
que vão pelo Tocantins ao Norte, pelo Prata ao sul e pelo São Francisco a Leste". “Elevados
chapadões, de ares puros, de boas aguas, e até de abundantes mármores, vizinhos ao
triangulo formado pelas três lagoas, Formosa, Feia e Mestre d'Armas, das quais manam
aguas para o Amazonas, para o S. Francisco, e para o Prata!”.
De volta ao posto diplomático em Viena, Varnhagem publicou em 1877 o
livreto A questão da capital: marítima ou no interior? com apenas 32 páginas, onde
reuniu as informações e argumentos anteriores. Defendeu, em 1877, que uma nova
cidade fosse construída na região em que se situam as lagoas Feia, Formosa e
Mestre D’Armas.
1883- DOM BOSCO:
Em agosto de 1883 na cidade de Turim na Itália, Giovanni Melchior Bosco, ou simplesmente Dom
Bosco, como é mais conhecido, sonhou que fazia uma viagem à América do Sul – continente que jamais
visitou. No sonho, ele passou por várias terras entre a Colômbia e o sul da Argentina, vislumbrando povos
e riquezas. Ao chegar à região entre os paralelos 15° e 20°, viu um local especial, onde, nas palavras de um
anjo que o acompanhava em sua visão, apareceria “a terra prometida” e que seria “uma riqueza
inconcebível”.
“Entre os graus 15 e 20 havia uma enseada bastante longa e bastante larga, que partia de
um ponto onde se formava um lago. Disse então uma voz repetidamente: - Quando se vierem
a escavar as minas escondidas no meio destes montes, aparecerá aqui a terra prometida,
de onde jorrará leite e mel. Será uma riqueza inconcebível.”
Tais palavras são consideradas por muitos como uma profecia da construção
de Brasília. São o relato de um sonho de São João Bosco, santo italiano fundador
da Congregação dos Salesianos. Elas aparecem no livro “Memórias Biográficas de
São João Bosco”, escrito por seu assistente, padre Lemoyne.
Setenta e sete anos depois do sonho, era inaugurada no Planalto Central
brasileiro a cidade de Brasília, exatamente dentro do intervalo de coordenadas geográficas mencionado na
visão de Dom Bosco e emoldurada pelo Lago Paranoá.
A vinculação com o sonho do santo existiu desde o começo da
construção da capital, tanto que a primeira obra de alvenaria a ser
erguida foi a Ermida Dom Bosco, uma pequena capela em forma
piramidal, projetada por Oscar Niemeyer e localizada às margens do
Lago Paranoá. Foi construída em 1957 como uma homenagem ao santo
– mais tarde feito padroeiro de Brasília ao lado de Nossa Senhora
Aparecida – e como um pedido para que ele abençoasse a nova cidade. Além disso, a congregação fundada
por São João Bosco, a dos Salesianos, desde 1956 se fez presente nos acampamentos dos trabalhadores
– foi a primeira ordem religiosa a chegar ao Distrito Federal.
1891- 1º CONSTITUIÇÃO REPUBLICANA
Com o advento da República em 1889, o debate sobre a transferência da capital ressurgiu. A
construção da Capital Federal ficou consolidada na 1º Constituição Republicana de 1891, que estabelecia:
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Constituições são promulgadas no período pós Revolução de 30, sendo criadas as constituições de 1934 e
de 1937.
Na Constituição de 1934, a ideia de transferência da capital foi citada no artigo 4º das Disposições
Transitórias, onde afirmava que:
Essa união partidária não se efetivou e o PSD lançou no ano de 1955 a candidatura de Juscelino
Kubitschek, aliando-se ao PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e tendo João Goulart como candidato a vice-
presidente, portanto, efetivou-se uma forte aliança política com o intuito de ganhar as eleições.
A ascensão de Juscelino Kubitschek à presidência do Brasil desde os momentos iniciais da
campanha até o momento da vitória nas urnas foi marcada por tensões políticas.
Com a experiência de grandes obras como prefeito de Belo Horizonte, em Minas Gerais, JK se alçou
no cenário político nacional prometendo criar um ciclo de desenvolvimento econômico no país durante seu
governo, celebrizado pelo lema 50 anos em 5. A base desta proposta foi o Plano de Metas, onde o plano
era composto por 30 metas, alicerçado no desenvolvimento de cinco setores: energia, transporte, indústria,
educação e alimentação.
A mudança da construção de Brasília começa a mudar em 4 de abril de 1955, em um comício na
cidade de Jataí (GO), JK é questionado por Antônio Soares Neto, ou Toniquinho, como era conhecido.
Se há quem duvide se a provocação de Toniquinho realmente mudou o curso da história, é bom ouvir
o que disse o próprio JK:
"Confesso que, até àquela altura, eu não havia pensado nesse assunto, mas quando
Toniquinho me colocou o problema, pensei subitamente. Dei um ou dois segundos de espera
e disse: 'Se a Constituição exige a construção da nova capital, vou respeitá-la e construirei a
nova capital do Brasil no Planalto Central'", disse JK.
Àquela altura, o projeto de metas do candidato continha 30 itens e estava pronto. Nenhum deles fazia
referência à construção de uma nova capital. Brasília então se tornou a 31ª meta, ou meta síntese. "Os
depoimentos de JK são claríssimos. Ele diz que não havia pensado no assunto até aquela pergunta. A
importância do Toniquinho é fundamental para a história do Brasil".
Com a eleição de JK, a construção da capital começa a se tornar realidade. Após sua posse, em
janeiro de 1956, afirmou o seu empenho “de fazer descer do plano dos sonhos a realidade de Brasília”.
OPOSIÇÃO A CONSTRUÇÃO DA CAPITAL
Deputado pelo então Distrito Federal, o jornalista Carlos Lacerda, da União Democrática Nacional
(UDN), tinha mãos e dedos afiados. Na incerteza da sucessão, Lacerda defendeu abertamente que as
Forças Armadas impedissem a posse de JK, eleito em 1955. Sem sucesso, coube a ele combater a punhos
de ferro a principal proposta do então recém-empossado presidente.
Apesar da descrença generalizada. Em 1956, o presidente Juscelino Kubitschek encaminhou ao
Congresso a chamada Mensagem de Anápolis, propondo, entre outras medidas, a criação de uma empresa
responsável pela construção da nova capital. Dessa forma, mesmo enfrentando grande oposição, Juscelino
conseguiu aprovar no Congresso, em 19 de setembro de 1956, a Lei n.º 2.874, que daria seguimento ao
processo de construção e criaria a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), responsável pela
execução do projeto e deu o nome de Brasília à capital. Restava ainda definir como seria a nova capital. Em
12 de março de 1957, instalou-se a Comissão julgadora do Concurso Público para a escolha do Plano Piloto
da cidade de Brasília.
Para tanto foi realizado um concurso público onde participaram arquitetos e urbanistas de vários
países, entre os 26 projetos inscritos, o vencedor foi o projeto do arquiteto e urbanista Lúcio Costa. A
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Oscar Niemeyer, o arquiteto que projetou edifícios de Brasília nasceu em 15 de dezembro de 1907
no Rio de Janeiro, formou-se em arquitetura em1934. A partir daí começou a trabalhar como arquiteto, no
escritório de Lucio Costa.
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Em 1940, conheceu JK, então prefeito de BH, que encomendou a criação do Conjunto Arquitetônico
da Pampulha. Em 1956, JK entrou novamente em contato com Niemeyer para falar sobre a construção de
Brasília. O arquiteto se empolgou e aceitou o desafio de projetar a nova capital:
“Comecei a pensar em Brasília certa manhã - setembro de 1956 - quando JK, descendo do
seu carro na Estrada da Gávea, parou no meu portão e, levando-me para a cidade, expôs o
problema. Minha primeira reação correspondeu ao interesse que essa obra representava,
interesse profissional e afetivo, pois via nela empenhado o velho amigo a quem me ligavam
outros trabalhos, outras dificuldades e uma antiga e fiel amizade. Daí em diante passei a viver
em função de Brasília”.
Em 1957, foi nomeado chefe do Departamento de Urbanismo e Arquitetura. No ano seguinte, decidiu
mudar-se para o local da construção. O objetivo era acompanhar
de perto o andamento das obras, em tempo integral.
“Não podemos dizer que as condições encontradas fossem satisfatórias.
Contudo, prevaleceram, com surpresa, um entusiasmo, uma
determinação e um espírito esportivo que afastaram todas as
dificuldades. Sentíamos, por outro lado, que colaborávamos numa obra
importante; uma cidade que surgia como uma flor naquela terra agreste
e deserta”, afirmou o arquiteto.
Em Brasília, Niemeyer elaborou mais de cem projetos,
todos em pouco tempo. As mais famosas estão na Esplanada dos Ministérios, os monumentos projetados
por Oscar Niemeyer, são obras primas da arquitetura moderna, como o Museu Nacional, a Catedral, os
ministérios e o Itamaraty. Ao chegar na Praça dos Três Poderes e admirar as colunas do Palácio do Planalto,
o estilo arrojado do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), o visitante entende porque
Brasília é uma cidade única em todo o mundo. Mas as obras de Niemeyer vão além, estão espalhadas por
todos os cantos do Plano Piloto e também podem ser vistas em outras regiões administrativas, como
Ceilândia e Lago Norte.
Além de monumentos, Niemeyer fez prédios que nem de longe se parecem com as suntuosas
edificações erguidas ao longo do Eixo Monumental, como edifícios comerciais no Setor Comercial Sul e
residenciais nas superquadras 107 e 108 Sul. Projetou igrejas, casas, hospital, palácios, museus. Uma
infinidade criativa que se estendeu até meses antes de sua morte. O último projeto dele construído em
Brasília foi a Torre de TV Digital, concebida em 2008, quando Niemeyer já tinha 101 anos.
O mineiro Israel Pinheiro, foi a autoridade escolhida por JK, como responsável pela construção de
Brasília. Escolhido como presidente da Novacap, era formado em
engenharia pela Escola de Minas de Ouro Preto. Filho de João
Pinheiro, Israel já possuía respeitável biografia quando assumiu a
Novacap em 1956. Foi um dos pioneiros da metalurgia e da
siderurgia no país.
Em sua trajetória, já possuía desde os anos 30 grande
reconhecimento pelo seu trabalho. Foi nomeado secretário dos
Negócios da Agricultura, Indústria, Viação e Obras Públicas de Minas Gerais pelo interventor Benedito
Valadares. Em 1941, integrou a Comissão de Acordos de Washington, que visava assegurar a viabilidade
de uma política de cooperação entre o Departamento de Estado norte-americano e o Itamarati. No ano
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seguinte, liderou a fundação da Companhia Vale do Rio Doce, da qual se tornou o primeiro presidente.
Elegeu-se também deputado federal nos anos de 1945, 1950 e 1954.
Israel era favorável à mudança da capital para o interior por considerar que era um projeto estratégico
para o desenvolvimento econômico do país. Além de ser o homem da confiança de JK e engenheiro de larga
experiência, Israel Pinheiro, era famoso pela sua enorme disposição para o trabalho. No período da
construção de Brasília, trabalhava de seis da manhã às oito da noite. Ficava no escritório da Novacap ou
dentro de uma Rural Willys, percorrendo as obras.
“Israel Pinheiro foi o grande esteio da construção da cidade. Mandava e desmandava,
prometia e cumpria, virava e desvirava a mesa. Resolvia as coisas”. (COUTO, Ronaldo Costa.
Brasília Kubitschek de Oliveira. 6ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 100).
Israel Pinheiro Foi o primeiro prefeito de Brasília, permanecendo no cargo até 31 de janeiro de 1961,
momento da posse de Jânio Quadros. Israel Pinheiro faleceu em Belo Horizonte, devido a uma fulminante
angina pectoris, no dia 06 de julho de 1973, aos 76 anos.
Bernardo Sayão, um dos diretores da Novacap, nasceu em 18 de junho de 1901, na cidade do Rio
de Janeiro. Em 1956, Sayão foi nomeado diretor da Novacap, alguns meses após assumir o cargo, em
novembro do mesmo ano, ele se mudou com toda a família para Brasília. Sayão foi o primeiro engenheiro a
se mudar para a cidade. Juscelino Kubitschek descreveu o trabalho de Bernardo Sayão em Brasília da
seguinte maneira:
“Quem olhasse o local onde estava sendo iniciada a construção de Brasília, sempre o veria:
chapelão na cabeça; rosto queimado de sol, suando em bica. Estava em toda a parte e
sempre em atividade. Reservava para si as tarefas mais árduas e perigosas e as executava
com seu inextinguível bom humor. À beleza viril do físico privilegiado aliava-se invejável
formação moral. Era bom por natureza e bravo por instinto”.
Sayão era apaixonado pela construção de estradas, em
1958, Sayão foi encarregado pelo presidente JK de dirigir a
construção da Belém-Brasília, que não começou do zero, pois já
havia alguns trechos construídos. No dia 15 de janeiro de 1959,
Sayão trabalhava na construção da estrada no estado do Pará, a
trinta quilômetros da fronteira com o Maranhão, em plena hiléia
amazônica. O ritmo das obras era intenso, onze construtoras
participavam da empreitada, eram mais de três mil homens. Uma árvore enorme foi cortada e caiu
exatamente sobre a barraca em que estava Bernardo Sayão, de 57 anos. No dia anterior ele havia mandado
mudar a barraca de lugar para ficar mais próximo do serviço e por acidente, a árvore tombou sobre ele.
Sayão morreu no mesmo dia, dentro de helicóptero que o levava em busca de socorro médico. Foi a primeira
pessoa a ser enterrada em Brasília, no cemitério batizado de Campo da Esperança, local que ele mesmo
demarcara havia menos de dois anos.
O projeto dos mais belos jardins de Brasília tem uma assinatura, Roberto Burle Marx. O artista deixou
marcas de sua matéria-prima viva no Plano Piloto e inovou ao usar o buriti – uma espécie de palmeira – nos
espaços urbanos. Quando Tarsila do Amaral conheceu as praças de Burle Marx, logo o chamou de Poeta
dos Jardins. E, assim, sintetizou uma das grandezas do paisagista, projetar áreas verdes como quem pinta
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um quadro. Foi deste modo que o artista ganhou renome internacional e conseguiu aliar o seu talento aos
traços modernos da nova Capital Federal.
Seu primeiro convite de trabalho, foi feito pelo vizinho Lucio Costa. Em
1932, preparou o paisagismo de uma casa projetada por ele.
A relação de Burle Marx com Brasília, em contrapartida, sempre foi
conflituosa. Tudo começou após a divulgação do concurso do Plano Piloto.
Insatisfeito criticou a falta de um projeto paisagístico para a nova capital. Após
o desentendimento, Marx recebeu o convite do amigo Lucio Costa para
projetar os jardins do Palácio do Itamaraty única obra tombada do artista, do
Palácio da Justiça, do Jaburu, do Teatro Nacional, do TCU, da Praça das
Fontes e da Praça dos Cristais. Ele também foi responsável pelo paisagismo
da Superquadra 308 Sul entre outros.
Considerado um dos maiores paisagistas do século XX, ele rejeitou as flores exóticas usadas e trouxe
para as praças da cidade a antes desprezada vegetação nativa. Assim como os modernistas Oscar
Niemeyer e Lucio Costa, Burle Marx marcou seu nome na história da Capital Federal compondo jardins
como quem cria obras de arte. O artista morreu no Rio de Janeiro, com 84 anos, no dia 4 de junho de 1994.
Athos Bulcão é um artista plástico carioca, nasceu no Rio de Janeiro, no dia 2 de julho de 1918.
Ainda jovem deixou o curso de medicina para se dedicar as artes visuais. Foi apadrinhado por Cândido
Portinari aos 21 anos de idade. Por meio de Portinari, conheceu o arquiteto Oscar Niemeyer, e a convite do
mesmo mudou-se para Brasília onde viveu até o seu último dia de vida.
Suas intervenções com elementos geométrico-abstratos estão presentes em várias obras
arquitetônicas. Athos Bulcão era um artista de rara sensibilidade. Foi
pintor, escultor e desenhista. Deixou sua marca inconfundível na
construção da capital da República.
Em 1958, com a transferência da capital para Brasília, a convite do
arquiteto Oscar Niemeyer, foi requisitado do MEC para a Companhia
Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Foi a oportunidade que
esperava. Com essa parceria se tornou um dos principais artistas a
desenvolver uma obra de arte integrada a Arquitetura. Sua obra está
ligada aos espaços públicos, entre murais, painéis e relevos para os edifícios do Congresso Nacional,
Câmara dos Deputados, Teatro Nacional Cláudio Santoro, Palácio do Itamaraty, Palácio do Jaburu,
Memorial Juscelino Kubitschek, Capela do Palácio da Alvorada, Hospital Sarah Kubistchek e outros.
Em seus azulejos destacam-se a modulação e o grafismo habilmente criados com base nas formas
geométricas. Athos Bulcão recebeu vários prêmios e condecorações pelo conjunto da obra, como a Ordem
do Mérito Cultural do Ministério da Cultura, em 1995.
Faleceu em 2008, aos 90 anos de idade, no Hospital Sarah Kubitschek em Brasília, devido a
complicações do mal de Parkinson.
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Engenheiro calculista pernambucano pioneiro de Brasília, Cardozo foi decisivo para que os rabiscos
líricos de Oscar Niemeyer ganhassem forma no pesado e duro concreto armado tão presente nas
edificações da cidade. Os dois se conheceram nos anos 40, no extinto
Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (SPHAN), hoje
Iphan. Especialista em cálculos de estrutura, Cardozo chamou atenção
do jovem arquiteto pela inteligência e sensibilidade. Nasceria ali uma
amizade fraterna para toda uma vida.
O primeiro trabalho que fizeram juntos foi o Complexo da
Pampulha, em Belo Horizonte. Para muitos especialistas, Brasília
começaria ali. Basta conferir as formas onduladas do projeto para perceber que a engenharia poética de
Joaquim Cardozo se fazia presente.
Como pioneiro da nova capital, o engenheiro deixaria um legado inestimável para os traços
arquitetônicos de Niemeyer. Porque só ele, diante de alfarrábios quilométricos ou um quadro negro com
equações enormes que fariam corar Albert Einstein, calculava e extraia resultados que pudesse materializar
as ideias do amigo.
Com todos os cálculos feitos na mão, com ajuda apenas de uma calculadora de engenheiro. Certa
vez, Oscar Niemeyer mandou alguns desses projetos para engenheiros com modernos computadores nos
Estados Unidos e Japão. Todos sustentaram, categoricamente, que as obras previstas em seus desenhos
não ficariam de pé. “Nas mãos do Joaquim Cardozo, as toneladas de concreto e ferro que exigiam os
projetos do Oscar Niemeyer se tornavam aladas, leves…”, constata Severino Francisco, também em
depoimento ao portal do GDF.
Apenas uma mulher fez parte da equipe de artistas do arquiteto Oscar Niemeyer na construção de
Brasília: Marianne Peretti. A artista plástica franco-brasileira foi a responsável por adornar os monumentos
idealizados por Niemeyer com os vitrais que tanto fascinam
moradores e turistas.
A obra mais conhecida da artista está no monumento
mais visitado da cidade. São 2.240 metros quadrados de
vitrais que compõem os traços de Niemeyer na Catedral.
Cada um dos 16 vitrais de 30 metros de altura foi desenhado
em tamanho natural nas cores azul, verde, branco e marrom.
Marianne também foi a responsável pela criação dos vitrais
do Panteão da Pátria e do vitral suspenso nas cores roxo e vermelho que ficam no alto da câmara mortuária
do Monumento JK.
As obras da artista plástica também podem ser vistas no Congresso Nacional. No Salão Verde, está
a obra Araguaia feita com superposição de placas de vidro e, no Salão Nobre, o vitral Phasifae. Peretti
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também foi responsável pelos vitrais da capela localizada na Câmara dos Deputados e pelo painel
Alumbramento, feito de uma estrutura de ferro e vidro e que foi doado ao Senado em 1978.
A primeira obra da artista em Brasília foi no Palácio Jaburu. Na sala de visitas um painel feito em
camadas de vidro e de metal. A capela do Jaburu também conta com vitrais da artista.
No Superior Tribunal de Justiça (STJ) um exemplo de integração entre arte e arquitetura. A fachada feita
por Marianne se incorporou perfeitamente ao projeto de Niemeyer. No mesmo prédio é possível admirar
outra obra da artista: A Mão de Deus, localizada no Plenário do Tribunal.
Esculturas – Além dos vitrais, Peretti também possui esculturas nos pontos turísticos. Uma delas é o pássaro
de bronze localizado no Teatro Nacional. O Salão Verde da Câmara dos Deputados também ostenta um
pássaro feito de ferro fundido e laqueado. Marianne faleceu recentemente em 25 de abril de 2022.
MAS QUEM CONSTRUIU BRASÍLIA?
Em 1957 chegaram ao local da futura capital os primeiros trabalhadores, uma massa enorme de
trabalhadores de origem rural e quase que totalmente analfabeta, que migrou para começar a construção.
Uma massa humana de diferentes origens e características sociais que, mesmo sem garantia de conforto
ou de bem-estar, dispunha-se a trabalhar para a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).
Eram os primeiros “candangos”, como ficaram conhecidos aqueles
trabalhadores pioneiros, que vinham atraídos pela possibilidade
de um novo começo e novas oportunidades.
Candango é um termo hoje utilizado para definir os
pioneiros construtores de Brasília. Na origem, porém, o termo era
pejorativo: servia para identificar os portugueses ou, ainda, pessoa
de mau gosto. Com o passar do tempo, designou os senhores de
engenho e, depois, os cafuzos (mestiços de índios e negros).
O escritor Euclides da Cunha, por sua vez, usava o termo “candango” para designar o sertanejo de
aparência triste e cansada. A expressão desembarcou em Brasília para se referir aos milhares de
nordestinos que lá chegavam tangidos pela seca e pela miséria.
Esses candangos saíam da terra natal com uma mala e pouquíssimo dinheiro — às vezes nem isso,
só com a roupa do corpo — e lotavam a carroceria dos caminhões para viajar 45 dias em estradas precárias,
de terra batida, até o local demarcado para a construção de Brasília, onde só havia mato e poeira.
De acordo com o censo daquele ano, esses 256 primeiros migrantes vieram de todas as regiões do
país, mas predominantemente eram nordestinos, mineiros e
goianos, que se deslocaram para trabalhar na construção por
vários fatores. Em grande maioria vieram atraídos pela
propaganda oficial de que a construção de Brasília
representava um novo Eldorado – isto era feito por rádios,
revistas, jornais e pelos “empreiteiros” (pessoas contratadas
pelas construtoras” para espalhar, principalmente no
nordeste, que a vida em Brasília era fácil, com trabalho farto e
muito dinheiro. “A cidade onde jorrava leite e mel. Como no sonho de Dom Bosco.
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Contrariamente ao que pregava a propaganda oficial, a vida nos primeiros anos da construção era
extremamente árdua, como diziam os operários “comia-se, em Brasília, o pão que o diabo amassou, isto é,
claro quando o pão sobrava”.
Os operários trabalhavam das 6 horas da manhã até o meio-dia, faziam um intervalo de uma hora e
depois encaravam novo turno até as 18 horas. Em alguns casos, trabalhavam 14, 15, 16 horas por dia. O
salário era pago por horas trabalhadas, e, para aumentar seus rendimentos, muitos faziam serão.
Os acidentes de trabalho ocorriam com frequência, e os operários eram atendidos no hospital geral,
construído perto da Cidade Livre (atual Núcleo Bandeirante) e chefiado pelo primeiro médico da cidade,
Édson Porto, que viera de Goiânia. Mais tarde foi construído o Hospital Distrital, hoje HDB, e para lá iam os
candangos acidentados. O serviço de ortopedia, chefiado pelo médico Campos da Paz, deu origem à futura
Rede Sarah,
Durante as obras muitos trabalhadores morreram, entre eles dois operários soterrados durante a
construção da Universidade de Brasília. No local do acidente foi construído o auditório que hoje se chama
“Dois Candangos”.
Muitas eram as queixas dos operários durante a construção, mas as mais frequentes eram:
Longas Jornadas de trabalho, Péssima qualidade da alimentação,
Falta de segurança nos locais de trabalho, Ação da Guarda Especial de Brasília – GEB
GEB- A GUARDA ESPECIAL DE BRASÍLIA
Guarda Especial de Brasília (GEB), era um serviço de vigilância ligado à NOVACAP. Tinha como
premissa atender à necessidade de proteger os inúmeros canteiros de obras que se espalhavam pela área
da futura capital do país.
Durante o período de construção de Brasília, contando com
baixo efetivo, falta de preparo dos guardas e pouco controle sobre a sua
ação, a GEB foi acusada de praticar várias arbitrariedades contra a
população, principalmente, a mais humilde. O principal deles ocorreu no
Carnaval de 1959, quando uma briga nas instalações da Construtora
Pacheco Fernandes Dantas, que ficava na área da atual Vila Planalto.
Após reclamar de uma comida estragada, vários operários começaram a discutir com os funcionários da
construtora, resultando em um quebra-quebra generalizado. Para conter a confusão, a GEB foi chamada,
mas não conseguiu fazer muita coisa, pois foi impedida pelas centenas de candangos que estavam no local.
Humilhados, os guardas voltaram à noite em maior número e com mais armamento, invadindo os
acampamentos. A partir daí, as versões dessa história ficam
diferentes. Oficialmente, apenas uma pessoa morreu. Mas
trabalhadores que estiveram ali relatam ter visto caminhões com as
caçambas cheias de cadáveres saindo da Pacheco Fernandes no
dia seguinte. Conta-se que foram enterrados na área onde seria
construída a Torre de TV. Nada foi comprovado até hoje.
Protesto contra a ação da GEB Efetivada a mudança da capital em 1960, da cidade do Rio
de Janeiro para Brasília, o seu efetivo de vigilantes foi aproveitado para suprir os quadros de servidores do
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DFSP - Departamento Federal de Segurança Pública (atual Polícia Federal), já que os policiais da Polícia
Civil do novo Estado da Guanabara não se interessaram em deixá-la, transferindo-se para o recém
inaugurado Distrito Federal.
Nessa época passou a fazer o policiamento urbano, apoiando o Serviço de Polícia Metropolitana,
encarregado das atribuições de polícia judiciária, responsável pelos distritos policiais e delegacias
especializadas. Algumas vezes os guardas deixavam o uniforme para auxiliar nos serviços burocráticos dos
distritos. A partir dessa época passou a selecionar os guardas entre os reservistas das forças armadas e
do CPOR, através de provas intelectuais (de nível primário) e de capacidade física. Criou uma tropa de
choque denominada de Companhia de Serviços Especiais.
Ao longo do tempo, os servidores da GEB foram incorporados à Polícia Militar do Distrito Federal e
Polícia Civil do Distrito Federal.
A INAUGURAÇÃO DE BRASÍLIA
Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960. A data não fora escolhida ao acaso, o novo centro de
decisões da República viria ao mundo oficialmente no Dia de Tiradentes, símbolo da luta pela independência
e pelos valores republicanos no Brasil, sendo a 3ªcapítal do Brasil. Às 9h30, no Salão de Despachos do
Palácio do Planalto, cercado por seus ministros e embaixadores especiais, o presidente Juscelino
Kubitschek declarou inaugurada a cidade de Brasília, Capital
do Brasil, centro das futuras decisões políticas. No mesmo
instante, o Poder Legislativo e Judiciário confirmaram a
inauguração do Distrito Federal.
No momento da inauguração, a cidade não estava
totalmente concluída, mas já dispunha de condições mínimas
para ser a sede do governo. Ainda havia muito a ser feito,
poucos prédios estavam prontos, mas o ato marcou,
simbolicamente, a transferência da capital.
O novo centro do governo brasileiro causou surpresa nas pessoas que para lá rumaram com o
objetivo de acompanhar aquele momento histórico. A cidade era realmente única, respirava ares de
modernidade. Os brasileiros não estavam acostumados a ver edifícios tão grandiosos e diferentes, alguns
arredondados, com formas curvas e outros que pareciam flutuar na água. A construção de Brasília em
menos de cinco anos foi a marca registrada do governo Juscelino Kubitschek.
O dia foi intenso, missa, festas, apresentações, baile, abertura de espaços, desfile da Caravana de
Integração Nacional e fogos de artifício. No entanto, para que a solenidade saísse como planejada, além do
trabalho duro já realizado nos canteiros de obras e na finalização urbanística, muitas providências foram
tomadas de última hora.
OUTRAS CURIOSIDADES SOBRE BRASÍLIA
PRIMEIRA RESIDÊNCIA OFICIAL:
O Catetinho foi a primeira residência oficial do presidente do Brasil Juscelino Kubitschek no
novo Distrito Federal. O Catetinho foi inaugurado em 10 de novembro de 1956. A pequena construção de
madeira — chamada na época de ‘palácio de tábuas’ — foi a primeira erguida na região e abrigava também
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visitantes e acompanhantes do presidente. O projeto fora rascunhado por Oscar Niemeyer e imediatamente
aprovado por Juscelino.
Na clareira aberta no Cerrado foi erigida uma construção retangular, com telhado de uma só água,
dois cômodos e uma varanda. O Catetinho foi ampliado em 1957, com a construção de um segundo prédio,
residencial, igual ao primeiro. As obras mobilizaram caravanas do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, a
equipe incluía amigos de longa data de Juscelino, como Roberto Pena e Bernardo Sayão. A construção não
duraria mais de dez dias — entre 22 e 31 de outubro daquele ano — e sua inauguração ocorreria dias
depois, com um almoço oferecido por Juscelino aos convidados. O nome foi dado pelo compositor
Dilermando Reis, um dos idealizadores do prédio, em referência jocosa ao palácio do Catete, sede do
governo federal no Rio de Janeiro.
Foi planejado sem conforto ou honras oficiais, para que o Presidente não se distanciasse dos
trabalhadores, que viviam em barracos e tendas. Um regato
próximo garantia o abastecimento de água. Um gerador foi
trazido para fornecer energia. Da varanda, Juscelino e os
visitantes contemplavam, à noite, o céu incomparavelmente
estrelado do planalto Central.
O Catetinho é hoje uma obra tombada e funciona como
museu. Abrem-se, aos visitantes, alguns cômodos, como a
antiga suíte presidencial, a sala de despachos, o quarto dos
membros do governo, o quarto de hóspedes e a sala de refeições no térreo.
O Catetinho foi tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atual Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1959.
BRASÍLIA, PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE:
Por se tratar de uma cidade projetada, Brasília teve o seu Plano Piloto tombado como patrimônio
histórico nacional. Além disso, a Unesco
inscreveu o plano na lista do Patrimônio
Mundial. Brasília é considerada um marco
da arquitetura e urbanismo modernos, por
isso, ambas as medidas foram adotadas
com o objetivo de preservar as
características primordiais do excelente
projeto urbanístico realizado para as
gerações futuras.
Quando houve a inscrição do Plano Piloto de Brasília na Lista do Patrimônio Mundial, a cidade
ganhou a primeira normativa específica de preservação de seu projeto urbanístico. Trata-se do Decreto nº
10.829/1987 editado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) como garantia jurídica para atender à exigência
da Unesco. O Iphan teve participação decisiva na edição desse dispositivo que, aliás, não se constituía em
tombamento, mas na regulamentação do Art. 38 da Lei nº 3.751/1960. A partir desse ato a preservação de
Brasília entra definitivamente no cotidiano da cidade.
O Patrimônio cultural de Brasília é composto por monumentos, edifícios ou sítios que tenham valor
histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico, e a compreensão da sua
preservação reafirma a necessidade de se executar políticas públicas capazes de assegurar a proteção
desse patrimônio.
Segundo o decreto 10.829/87, os limites da área tombada de Brasília são definidos pelo lago
Paranoá, a leste; pelo córrego Vicente Pires, ao sul; pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA),
ao oeste; e pelo córrego Bananal, ao norte. Dessa forma, abrange áreas das regiões administrativas do
Plano Piloto, Cruzeiro, do Sudoeste/Octogonal e da Candangolândia.
O PLANO PILOTO:
Plano piloto é uma denominação genérica de um projeto que pode ter várias finalidades. O Plano
Piloto de Lúcio Costa para a construção de Brasília é a ideia geradora e caracteriza o esboço inicial que
resultou no Plano Urbanístico da Capital Federal. O Plano Piloto para
Brasília, "nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele
toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio
sinal da cruz".
O nome Plano Piloto, originalmente atribuído ao projeto
urbanístico da cidade, passou a designar toda a área construída. A
Região Administrativa I é formada pela Asa Norte, Asa Sul, Setor Militar
Urbano, Setor de Clubes, Setor de Garagens e Oficinas, Noroeste, Eixo
Monumental, Esplanada dos Ministérios, Setor de Embaixadas Sul e
Norte, Vila Planalto, Vila Telebrasília, Setor de áreas Isoladas Norte e sedia os três poderes da República:
Executivo, Legislativo e Judiciário.
O PRIMEIRO CIDADÃO BRASILIENSE:
Brasiliano Pereira da Silva — ou Brasil, como ficou conhecido — foi a primeira criança a nascer em
Brasília, na manhã da inauguração da nova capital. Os padrinhos, naturalmente, foram Juscelino e dona
Sarah. Brasiliano nasceu em casa, com a ajuda da parteira Luísa, bem na hora em que os fogos de artifício
começaram a estourar. Era filho de candangos que moravam no antigo acampamento da Vila IAPI, na
Cidade Livre.
PRINCIPAIS FATORES DEFENDIDOS AO LONGO DA HISTÓRIA
PARA A MUDANÇA DA CAPITAL.
1- Segurança Nacional: Acreditava-se que com a capital no interior a ameaça da invasão seria pouco
significativa.
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A história do Distrito Federal, unidade federativa do Brasil, pessoa jurídica de direito público interno,
inicia-se com sua criação em 1891 pela então Constituição dos Estados Unidos do Brasil. O antigo Distrito
Federal (1891–1960) foi criado em 1891 pela primeira constituição da República brasileira, e equivalia ao
território do antigo Município Neutro, a sede da monarquia brasileira, que existiu de 1834 a 1891,
desmembrado da província do Rio de Janeiro.
Com a Proclamação da República, ficou estabelecido que a futura Capital Federal seria estabelecida
em uma zona no planalto central da República. Em 1958, durante o governo JK, com o início das obras de
construção da nova sede de governo, foi desmembrado do território de Goiás, na divisa com o estado de
Minas Gerais, o atual Distrito Federal para nele estabelecer-se a futura Capital Federal. Durante o período
1958-1960, os dois Distritos Federais coexistiram. Em 21 de abril de 1960, com a inauguração de Brasília,
o antigo Distrito Federal (1891–1960) foi extinto por decreto presidencial, sendo convertido no mesmo ato
em um novo estado: o estado da Guanabara,
Na década de 1960, o atual Distrito Federal possuía prefeito, tal qual os municípios brasileiros. O
Engenheiro Israel Pinheiro – presidente da NOVACAP – foi o primeiro prefeito do DF.
Em 1969, por meio da Emenda Constitucional n.º 01, o cargo de prefeito foi transformado para o de
governador, sendo Hélio Prates da Silveira o primeiro governador do DF.
Nas suas primeiras décadas, o governador do atual Distrito Federal era nomeado pelo governo
federal, pois, durante o período da Ditadura Civil-Militar (1964 -1985) não ocorreram eleições no Distrito
Federal. Desta forma, do período de 1969 a 1989, o governador era indicado pelo Presidente da República,
o que deixou de acontecer apenas em 1990.
A conquista da autonomia política e administrativa se deu paulatinamente. Durante quase 30 anos,
os eleitores de Brasília foram praticamente excluídos da participação direta e efetiva da vida nacional. A
retomada do regime democrático se deu com a aprovação da Emenda à Constituição n° 25/1985.
Considerava inadmissível que uma população superior a 1 milhão de habitantes não tivesse representação
para defender seus interesses. Assim, em 1986 foram eleitos pelo voto popular direto e universal 8
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deputados federais e 3 senadores que trabalharam na constituinte (Assembleia criada com a finalidade de
elaborar uma Constituição democrática para o Brasil, após 21 anos sob regime militar).
Desta forma, com a Constituição de 1988, o Distrito Federal adquiriu plena autonomia e a população
adquiriu o direito de eleger seus governantes. Em suma, no DF são usadas as mesmas regras aplicadas as
demais unidades da federação. Portanto, elege Governador, Vice-Governador, Deputado Distrital, Deputado
Federal e Senador.
O Distrito Federal, elege 24 Deputados Distritais (Art. 27 – O número de Deputados da Assembleia
Legislativa corresponderá ao triplo da representação do estado na Câmara dos Deputados CF.1988) e 8
Deputados Federais que são eleitos para mandatos de quatro anos, já os 3 senadores são eleitos para
mandatos de oito anos.
Em 1990, o DF teve suas primeiras eleições para governador e deputados distritais. As eleições
distritais ocorreram em 3 de outubro e nelas foram eleitos o governador Joaquim Roriz, a vice-
governadora Márcia Kubitschek, e em 1991 foi instalada a Câmara Legislativa. A primeira sessão foi
realizada no dia 1º de janeiro de 1991, no Senado Federal, para posse dos deputados eleitos. Também
tomaram posse nesse dia o governador e a vice-governadora do Distrito Federal. A primeira sessão
extraordinária da nova Casa legislativa foi no dia 4 de janeiro para as providências administrativas de
implantação.
A emancipação financeira foi parcialmente viabilizada pelo Fundo Constitucional, criado pela lei nº
10.633, de 27 de dezembro de 2002.
Ainda com a Constituição de 1988, a Capital Federal e o Distrito Federal deixaram de ser considerado
os mesmos. Até antes da Constituição de 1988, a Capital da União e o Distrito Federal eram considerados
os mesmos (a Constituição de 1946 e de 1967 atestavam "O Distrito Federal é a Capital da União"). A partir
da Constituição de 1988, contudo, a Constituição atesta "Brasília é a Capital Federal", que deixou de ser
considerada como o Distrito Federal, para equivaler apenas ao plano piloto de Brasília.
Assim, diferentemente do que ocorria até antes da Constituição de 1988, onde todo o Distrito Federal
era considerado a Capital da União, no atual apenas o plano piloto de Brasília é de facto e de jure a Capital
Federal, no atual Distrito Federal.
Portanto, Brasília é a capital do Brasil, mas não a do Distrito Federal, pois este é uma unidade. Sendo
assim, Brasília, Capital Federal do Brasil, é a sede da administração do Governo Federal, de acordo com o
artigo 18, parágrafo 1º da Constituição Federal de 1988, e sede do Governo do Distrito Federal, conforme
artigo 6 da Lei Orgânica do Distrito Federal. É, também, sede da Administração Regional do Plano Piloto
RA-I.
AS REGIÕES ADMINISTRATIVAS
A organização político-administrativa do atual Distrito Federal apresenta peculiaridades que a
diferencia, fundamentalmente, da que fora adotada na antiga sede.
De acordo com a constituição de 1988, em seu artigo 32, “O Distrito Federal, vedada sua divisão
em municípios, reger-se-á por lei orgânica”. Com a divisão em municípios proibida pela Constituição
Federal, o Distrito Federal organiza-se em Regiões Administrativas, antes chamadas de Cidades-Satélites.
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Outras importantes RA’s como Taguatinga (1º cidade-satélite), Sobradinho e Gama surgiram para
abrigar as populações que estavam faveladas em vilas ao redor dos acampamentos das construtoras.
Posteriormente, várias outras cidades foram sendo criadas em razão do crescimento populacional.
A Lei nº 3.751, de 1960, chamou essas regiões de cidades-satélites, criando em seguida as primeiras
subprefeituras do DF, através do Decreto nº 43, de 28 de março de 1961. A divisão definitiva veio com a Lei
4.545, de 10 de dezembro de 1964, que instituiu os administradores regionais para representar a prefeitura
e coordenar os serviços públicos locais. O Decreto 456, de 21 de outubro de 1965, definiu o funcionamento
de oito Regiões Administrativas. Em seguida o Decreto nº 11.921, de 25 de outubro de 1989, aumentou em
quatro e fixou os novos limites das doze Regiões. De 1992 a 1994 teve sete divisões que resultou num total
de dezenove. A Lei 2.384, de 21 de maio de 1999, criou mais quatro Sub-administrações Regionais. Em
2003, a Lei 3.153, de 6 de maio de 2003, criou mais quatro regiões. Entre 2003 e 2005 mais dez regiões
foram criadas, elevando para vinte e nove. Em 2009 foi criada a 30ª Região Administrativa a de Vicente
Pires, em 2018 a 31º da Fercal e no ano de 2019 foram criadas as RA’s do Sol Nascente/Pôr-do-sol e
Arniqueira.
Em dezembro de 2022 o governo do DF, conseguiu aprovar a criação de mais duas regiões
administrativas: Setor Habitacional Água Quente e Arapoanga.
O Setor Habitacional Água Quente (SHAQ) localiza-se às margens da rodovia DF 280, em parte na
Região Administrativa do Recanto das Emas e em parte na Região Administrativa de Samambaia, fazendo
divisa à oeste com a cidade de Santo Antônio do Descoberto (GO).
A Água Quente soma uma área de 578,874 hectares (ha) e população estimada em 30 mil habitantes.
Seu surgimento ocorreu a partir da expansão de núcleos rurais na década de 1990. Dentro da nova RA está
definida a Área de Regularização de Interesse Social (ARIS) Água Quente, com um total de 208,307 ha.
Já a Região Administrativa de Arapoanga será desmembrada de Planaltina, cuja administração
regional vai ceder ou transferir parcela do acervo patrimonial, assim como, dará todo o apoio operacional
necessário. Vale registrar que a proposta mantém os sítios de características culturais, históricas e
religiosas, tais como a Pedra Fundamental, o morro da Capelinha e o Vale do Amanhecer na RA de
Planaltina, evitando eventual descaracterização da cidade histórica.
Araponga está localiza na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio São Bartolomeu com limites ao
norte pelo córrego Atoleiro e a cidade de Planaltina, ao sul pela DF-230 e pelo Setor Habitacional
Aprodarmas, a leste pelo Núcleo Rural Atoleiro e pelas áreas isoladas Mestre D’Armas, e a oeste pelo
ribeirão Mestre D’Armas.
Não há dados precisos sobre a população da região. A Secretaria de Governo (Segov) estima que
Araponga tem população acima de 100 mil habitantes e a área da nova RA terá aproximadamente 22 mil
há, envolvendo zona rural e urbana.
Assim, essas regiões administrativas foram sendo criadas, na medida que o crescimento
populacional e urbano do DF foi tomando proporções gigantescas, em suma pela política assistencialista de
governadores.
Atualmente, o Distrito Federal possui 35 regiões administrativas que se organizam da seguinte
forma:
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RA – I – Plano Piloto - 21 de abril de 1960 (62 anos) RA – XX – Águas Claras - 16 de dezembro de 1992
RA – II – Gama - 12 de outubro de 1960 (61 anos) (29 anos)
RA – III –Taguatinga - 5 de junho de 1958 (63 anos) RA – XXI – Riacho fundo II - 7 de fevereiro de 1994
RA – IV – Brazlândia - 5 de junho de 1933 (89 anos) (28 anos)
RA – V Sobradinho - 13 de maio de 1960 (62 anos) RA – XXII – Sudoeste/Octogonal - 6 de maio de
RA – VI – Planaltina - 19 de agosto de 1859 (163 1989 (33 anos)
anos) RA – XXIII – Varjão - 6 de maio de 1970 (52 anos)
RA – VII – Paranoá - 25 de outubro de 1957 (65 RA – XXIV - Park Way - 13 de março de 1961 (61
anos) anos)
RA – VIII – Núcleo Bandeirante - 19 de dezembro RA – XXV- Setor Complementar de Indústria e
de 1956 (66 anos) Abastecimento – SCIA/Estrutural - 25 de outubro
RA – IX – Ceilândia - 27 de março de 1971 (51 de 1989 (32 anos)
anos) RA – XXVI – Sobradinho II - 11 de outubro de 1991
RA – X – Guará - 21 de abril de 1969 (53 anos) (31 anos)
RA – XI – Cruzeiro - 30 de novembro de 1959 (62 RA – XXVII – Jardim Botânico - 31 de agosto de
anos) 2004 (18 anos)
RA – XII – Samambaia - 25 de outubro de 1989 (32 RA – XXVIII – Itapuã - 3 de janeiro de 2005 (17
anos) anos)
RA – XIII – Santa Maria - 10 de fevereiro de 1990 RA – XXIX – Setor de Indústria e Abastecimento -
(32 anos) 21 de abril de 1969 (53 anos)
RA – XIV – São Sebastião - 25 de junho de 1993 RA – XXX – Vicente Pires - 26 de maio de 1989 (33
(29 anos) anos)
RA – XV – Recanto das Emas - 28 de julho de 1993 RA – XXXI – Fercal - 11 de setembro de 1956 (66
(29 anos) anos)
RA – XVI – Lago Sul - 10 de janeiro de 1964 (58 RA – XXXII – Sol Nascente e Pôr do Sol - 14 de
anos) agosto de 2019 (4 anos)
RA – XVII – Riacho Fundo - 13 de março de 1990 RA – XXXIII – Arniqueira - 30 de setembro de 2019
(32 anos) (4 anos)
RA – XVIII – Lago Norte - 1 de janeiro de 1964 (58 RA – XXXIV – Setor Habitacional Água Quente –
anos) 7 de dezembro de 2022.
RA – XIX – Candangolândia - 27 de janeiro de 1956 RA – XXXV – Arapoanga – 7 de dezembro de 2022.
(66 anos)
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É importante salientar que o Distrito Federal, ainda que seja uma das unidades federativas
brasileiras, possui uma série de peculiaridades, isso ocorre na medida em que o nosso ordenamento
jurídico é formado por quatro diferentes espécies de entes, sendo eles:
a) União; c) Municípios;
b) Estados; d) Distrito Federal.
Assim, o Distrito Federal não é um Estado, tampouco um Município, mas sim um ente federativo sui
generis.
De acordo com a Constituição Federal de 1988, o Distrito Federal desempenha tanto as
competências elencadas para os Estados quanto aquelas previstas para os Municípios.
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CRIAÇÃO DA RIDE-DF
Diante da necessidade de organização e planejamento integrado da região que se configurou com a
transferência da capital para o hoje território do Distrito Federal e de acordo com o previsto na Constituição
Federal de 1988, Artigos 21, 43 e 48, que prevê a criação de Regiões Integradas de Desenvolvimento
quando houver a formação de aglomerações urbanas envolvendo duas ou mais unidades federativas, foi
instituída pela Lei Complementar 94, de 19 de fevereiro de 1998, a Região Integrada de Desenvolvimento
do Distrito Federal e Entorno (Ride/DF).
Com o intuito de minimizar os problemas urbanos, especialmente nas regiões conurbadas (aquelas
que uma cidade é “colada” na outra, e os espaços urbanos se continuam de uma cidade para outra criando
uma grande área urbana), o Governo Federal criou as Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito
Federal e Entorno (Ride/DF). O maior objetivo na criação da região foi realizar o planejamento conjunto de
serviços públicos comuns a esses entes federados, em especial infraestrutura e geração de empregos. A lei
autoriza ainda a criação de um Programa Especial de Desenvolvimento do Entorno do Distrito Federal para
tratar normas e critérios para unificação de procedimentos relativos aos serviços públicos.
Ocorre que nem todos os municípios integrantes da Ride do DF e Entorno têm relações
metropolitanas (DIRETA) com o Distrito Federal. Este fenômeno pôde ser identificado em diversos estudos,
inclusive o Regiões de Influência das Cidades – REGIC.
De acordo com o (REGIC), realizada pelo IBGE em 2020, Brasília se apresenta como o centro
polarizador da Ride e Metrópole Nacional, que traz no seu bojo critérios para tal classificação, dentre eles o
tamanho e densidade populacional, o grau de urbanização e a coesão interna da área, dada pelos
deslocamentos da população, em função de serviços, acesso ao mercado de trabalho.
Tais parâmetros são um ponto de partida crucial para a identificação e delimitação do Espaço
Metropolitano de Brasília.
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Segundo a REGIC 2020, a região polarizada por Brasília, englobando 107 municípios dos Estados
de Goiás, Minas Gerais, Tocantins e Bahia, parte deles com influência compartilhada com outras metrópoles
como Belo Horizonte, Goiânia e Salvador.
A Ride/DF constitui-se em uma região administrativa composta por três Unidades da Federação (DF,
GO e MG) e 33 municípios que sofrem influência direta ou indireta do Distrito Federal, com área territorial
de 94.570,39 km² e população de aproximadamente 4,5 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE.
De acordo com a Lei Complementar 94/98, a RIDE-DF é constituída pelo Distrito Federal, e pelos
municípios de Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Alto Paraíso de Goiás,
Alvorada do Norte, Barro Alto, Cabeceiras, Cavalcante, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá
de Goiás, Cristalina, Flores de Goiás, Formosa, Goianésia, Luziânia, Mimoso de Goiás, Niquelândia, Novo
Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, São João d’Aliança,
Simolândia, Valparaíso de Goiás, Vila Boa e Vila Propício, no Estado de Goiás, e de Arinos, Buritis,
Cabeceira Grande e Unaí, no Estado de Minas Gerais.
DIFERENÇA ENTRE RIDE E REGIÃO METROPOLITANA
A diferença das RIDEs para as Regiões Metropolitanas é que a RIDE envolve municípios de estados
diferentes (e por isso é criada por Lei Federal), enquanto que as Regiões Metropolitanas têm todos os
municípios envolvidos dentro do mesmo estado (e por isso em geral são criadas por Lei Estadual, mas há
exceção como a Lei federal complementar 14, de 1973, que criou de uma só vez as Regiões Metropolitanas
de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Curitiba, Belém e Fortaleza).
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Por mais que a RIDE, não seja uma região metropolitana, ela apresenta características de regiões
metropolitas.
PRINCIPAIS BENEFICIOS DA RIDE.
Tanto as RIDE como as Regiões Metropolitanas buscam maior integração entre os municípios,
apontando para a realização de planejamento conjunto e integrado regionalmente, para que toda a região
se desenvolva social e economicamente, sem que o desenvolvimento e as ações de um prejudiquem os
demais. As leis que criam essas regiões especiais preveem de modo geral que os Municípios integrantes
dessas regiões que participarem da execução do planejamento integrado e dos serviços comuns
(planejamento integrado do desenvolvimento econômico e social, saneamento básico, transportes, uso do
solo, aproveitamento dos recursos hídricos e controle da poluição ambiental) terão preferência na obtenção
de recursos federais e estaduais, inclusive sob a forma de financiamentos, bem como de garantias para
empréstimos.
Quando existe esse planejamento e as ações são compartilhadas, existe economia de dinheiro
público e benefícios para toda a região. Por isso a RIDE tem um Conselho Administrativo da Região
Integrada de Desenvolvimento (COARIDE) que busca articular ações administrativas do Governo Federal,
Estadual e Municipal para promoção de projetos que objetivem ações de desenvolvimento em escala
regional, integrando os diversos atores sociais e as cadeias produtivas, além de pensar de forma articulada
o meio ambiente, a saúde e as questões sociais na região.
Um dos principais benefícios enquanto instituição legalmente constituída, a RIDE tem prioridade no
recebimento de recursos públicos destinados a investimentos que estejam de acordo com os interesses
consensuais entre os entes. Tais recursos devem contemplar demandas por equipamentos e serviços
públicos, fomentar arranjos produtivos locais, propiciar o ordenamento territorial e, assim, promover o seu
desenvolvimento integrado.
No centro do território está a área mais densa, composta pelo Distrito Federal, centro polarizador da
RIDE, detentor de 66% da população da RIDE do Distrito Federal e Entorno. Há uma grande área conurbada
na direção sul BR-040, incluindo-se nessa região os municípios de Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental,
Novo Gama e Luziânia que representam 11,7% da população da RIDE. Outros municípios bastante
populosos são Águas Lindas de Goiás (margens da BR-070), Formosa (margens da BR-020), Planaltina
(BR-010) e Santo Antônio do Descoberto (BR-060). Esses municípios com o Distrito Federal somam uma
população de aproximadamente 4 milhões de pessoas.
O entorno do DF hoje representa um dos principais centros de contingenciamento populacional no
Estado de Goiás. Dentro os 10 municípios com maior concentração populacional, 4 estão no entorno do
Distrito Federal, segundo dados do IBGE 2022.
1 Goiânia: 1.437.237 Centro Goiano
Mais de 200.000 habitantes
2 Aparecida de Goiânia: 527.550 Centro Goiano
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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI COMPLEMENTAR Nº 94, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998
Autoriza o Poder Executivo a criar a Região Integrada de
Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno - RIDE e
instituir o Programa Especial de Desenvolvimento do
Entorno do Distrito Federal, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte Lei Complementar:
Art. 1º É o Poder Executivo autorizado a criar, para efeitos de articulação da ação administrativa da
União, dos Estados de Goiás e Minas Gerais e do Distrito Federal, conforme previsto nos arts. 21, inciso
IX, 43 e 48, inciso IV, da Constituição Federal, a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal
e Entorno - RIDE.
§ 1º A Região Administrativa de que trata este artigo é constituída pelo Distrito Federal, pelos
Municípios de Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Alto Paraíso de Goiás,
Alvorada do Norte, Barro Alto, Cabeceiras, Cavalcante, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá
de Goiás, Cristalina, Flores de Goiás, Formosa, Goianésia, Luziânia, Mimoso de Goiás, Niquelândia, Novo
Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, São João d’Aliança,
Simolândia, Valparaíso de Goiás, Vila Boa e Vila Propício, no Estado de Goiás, e de Arinos, Buritis,
Cabeceira Grande e Unaí, no Estado de Minas Gerais. (Redação dada pela Lei Complementar nº 163, de
2018)
§ 2º Os Municípios que vierem a ser constituídos a partir de desmembramento de território de Município
citado no § 1º deste artigo passarão a compor, automaticamente, a Região Integrada de Desenvolvimento
do Distrito Federal e Entorno.
Art. 2º É o Poder Executivo autorizado a criar um Conselho Administrativo para coordenar as atividades
a serem desenvolvidas na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno.
Parágrafo único. As atribuições e a composição do Conselho de que trata este artigo serão definidas
em regulamento, dele participando representantes dos Estados e Municípios abrangidos pela RIDE.
Art. 3º Consideram-se de interesse da RIDE os serviços públicos comuns ao Distrito Federal e aos
Municípios que a integram, especialmente aqueles relacionados às áreas de infraestrutura e de geração de
empregos.
Art. 4º É o Poder Executivo autorizado a instituir o Programa Especial de Desenvolvimento do Entorno
do Distrito Federal.
Parágrafo único. O Programa Especial de Desenvolvimento do Entorno do Distrito Federal, ouvidos os
órgãos competentes, estabelecerá, mediante convênio, normas e critérios para unificação de procedimentos
relativos aos serviços públicos, abrangidos tanto os federais e aqueles de responsabilidade de entes
federais, como aqueles de responsabilidade dos entes federados referidos no art. 1º, especialmente em
relação a:
I - tarifas, fretes e seguros, ouvido o Ministério da Fazenda;
II - linhas de crédito especiais para atividades prioritárias;
III - isenções e incentivos fiscais, em caráter temporário, de fomento a atividades produtivas em
programas de geração de empregos e fixação de mão-de-obra.
Art. 5º Os programas e projetos prioritários para a região, com especial ênfase para os relativos à
infraestrutura básica e geração de empregos, serão financiados com recursos:
I - de natureza orçamentária, que lhe forem destinados pela União, na forma da lei;
II - de natureza orçamentária que lhe forem destinados pelo Distrito Federal, pelos Estados de Goiás e
de Minas Gerais, e pelos Municípios abrangidos pela Região Integrada de que trata esta Lei Complementar;
III - de operações de crédito externas e internas.
Art. 6º A União poderá firmar convênios com o Distrito Federal, os Estados de Goiás e de Minas Gerais,
e os Municípios referidos no § 1º do art. 1º, com a finalidade de atender o disposto nesta Lei Complementar.
Art. 7º Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 8º Revogam-se as disposições em contrário.
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COARIDE
O Conselho Administrativo da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno –
COARIDE. Segundo o Art. 2º da lei 94/98, é o Poder Executivo autorizado a criar um Conselho Administrativo
para coordenar as atividades a serem desenvolvidas na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito
Federal e Entorno. Cabendo a este, definir e regulamentar as atribuições e a composição do conselho, dele
participando representantes dos Estados e Municípios abrangidos pela RIDE.
Regulamentando tal previsão, temos o Decreto nº 7.469, de 5 de maio de 2011 e suas alterações
(decreto nº 9.913/2019 e decreto nº 11.057/2022).
Os principais artigos dessa lei são:
Art. 2º O Conselho Administrativo da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno -
COARIDE, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Regional, tem a finalidade de coordenar as
atividades a serem desenvolvidas na RIDE.
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XII - dois representantes dos Municípios do Estado de Minas Gerais que integram a RIDE, indicados, em
comum acordo, pelos Prefeitos dos Municípios que integram a RIDE.
§ 1º Os membros de que tratam os incisos I a IX do caput serão substituídos, em suas ausências e seus
impedimentos, por seus substitutos.
§ 2º Cada membro de que tratam os incisos X a XII do caput terá um suplente, que o substituirá em suas
ausências e seus impedimentos.
§ 3º Os membros de que tratam os incisos X a XII do caput terão mandato de dois anos, permitida a
recondução.
§ 4º Os membros do COARIDE de que tratam os incisos X a XII do caput, e respectivos suplentes, serão
designados pelo Secretário-Executivo do Ministério do Desenvolvimento Regional.” (NR)
A Área Metropolitana
de Brasília (AMB), foi definida
na Nota Técnica 1/2014 da
Codeplan. É constituída pelo
Distrito Federal e 12
municípios goianos que estão
no entorno imediato do Distrito
Federal.
E composta pelo
Distrito Federal e Águas
Lindas de Goiás, Alexânia,
Cidade Ocidental, Cocalzinho
de Goiás, Cristalina, Formosa,
Luziânia, Novo Gama, Padre
Bernardo, Planaltina, Santo
Antônio do Descoberto e
Valparaíso de Goiás.
Dos 12 municípios que formam a região apenas 9 deles fazem divisa com o DF, são eles:
Águas Lindas de Goiás, Cidade Ocidental, Cristalina, Formosa, Novo Gama, Padre Bernardo, Planaltina,
Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás.
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Alexânia, Cocalzinho de Goiás e Luziânia não fazem divisa com o DF, mas sofrem influência direta do
principal centro da área.
De acordo com Jatobá, 2018, p. 7:
“A Área Metropolitana de Brasília (AMB) foi definida em função do reconhecimento da
dinâmica metropolitana existente entre o Distrito Federal e os municípios goianos adjacentes
e do impedimento legal para a criação de uma Região Metropolitana de Brasília, por envolver
duas Unidades da Federação.”
Trata-se de uma região que exerce e sofre influência direta de Brasília em inúmeros aspectos,
afetando políticas de desenvolvimento urbano, transporte, trabalho, saúde, educação, entre outras. Estima-
se que hoje a AMB reúna mais de 4 milhões de habitantes distribuídos em 26.034 Km² de território.
A Área Metropolitana de Brasília (AMB), não é uma RIDE e nem uma Região Metropolitana. Mas
possui as mesmas características que ambas, uma vez que é formada por diferentes unidades da federação
e por possuir o contexto de uma grande cidade central que influencia os municípios em seu entorno.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil possui 15 metrópoles.
Isso indica que estão entre os principais centros urbanos do país, aqueles com os maiores números de
empresas e órgãos públicos e que atraem população de muitas outras cidades em busca de seus bens e
serviços. São Paulo, a maior delas, possui o status de grande metrópole nacional, enquanto Rio de Janeiro
e Brasília compartilham o posto de metrópoles nacionais. As demais metrópoles são Belém, Belo Horizonte,
Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Salvador, Campinas (SP), Florianópolis, Vitória e Manaus.
Para o IBGE, as metrópoles ocupam o topo do funcionamento da rede urbana brasileira, dessa forma,
não estão subordinadas a nenhuma outra cidade, determinando a hierarquia existente entre os centros
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urbanos e as regiões de influência das cidades. Sendo assim, em conjunto, cobrem todo o país com suas
regiões de influência. A definição de metrópole da Regic (Regiões de Influência das Cidades) difere do
conceito de região metropolitana. As regiões metropolitanas são instituídas por leis estaduais para fins de
planejamento e são compostas por municípios limítrofes. (...) Embora haja correlações entre ambas, uma
não necessariamente corresponde à outra.
SOLO:
Há vários tipos de solo no DF,
sendo que predomina o latossolo
vermelho-escuro e vermelho-amarelo. Os
latossolos são profundo, bem drenados,
ácidos e não apresentam boa fertilidade,
rico em alumínio – substância tóxica a
alimentos – e pobre em nutrientes o solo do
Distrito Federal teve de ser estudado por seis
anos e foi preparado para a lavoura antes
mesmo da fundação de Brasília. O governo
teve de intervir para transformar a vocação
das terras da capital, cujo território é formado em 60% por área rural. o que não impediu a expansão da fronteira
agrícola para a área central do país, pois o solo pode ser corrigido para práticas agrícolas por meio da
calagem, etapa do preparo do solo para cultivo agrícola na qual se aplica calcário com os objetivos de elevar
os teores de cálcio e magnésio, neutralização do alumínio trivalente e corrigir o pH do solo, para um
desenvolvimento satisfatório das culturas.
CLIMA:
Brasília é terra de clima tropical, com temperatura média de 23 °C e variações que vão de 13 °C
a 28 °C ao longo do ano, se considerada a média dos últimos 30 anos. Apesar de ser classificado também
como tropical de altitude e tropical de savana, a classificação mais aceita para o DF é a que leva em
consideração a dinâmica das massas de ar, segundo a qual o DF possui um clima TROPICAL SEMIÚMIDO
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Segundo o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram), há no DF
situações de graves conflitos ambientais quanto à ocupação do solo e ao uso dos recursos hídricos. A
realidade é consequência do boom populacional e da intensificação das atividades econômicas nos setores
agropecuário, industrial e de serviços nos últimos anos.
Algumas bacias hidrográficas estão em situações preocupantes. É preciso tomar medidas de curto e
médio prazos que levem em conta a racionalização no uso da água e de outros recursos ambientais. Da
parte governamental, faz-se necessária uma ação conjunta entre as esferas federal, distrital e estadual (de
Goiás e Minas Gerais) para debater e encontrar soluções que garantam políticas de sustentabilidade
capazes de equacionar o rápido crescimento populacional, a questão do abastecimento de água e o
tratamento dos esgotos. Só assim a qualidade e a quantidade dos mananciais hídricos, dos solos e da
biodiversidade serão preservadas.
Na atualidade, os rios do DF que são poluídos e assoreados, enfrentam também o problema da
expansão urbana desordenada que
compromete o lençol freático e,
consequentemente, o volume de água
dos rios. Isso torna mais sério o já
grave problema de abastecimento de
água no DF.
A bacia hídrica do Distrito
Federal é composta por sete
principais bacias, que subdividem das
bacias nacionais, sendo eles:
• Bacia do Descoberto: Trata-se do
maior reservatório de abastecimento
público da região, abastecendo
atualmente cerca de 68% da população atendida do Distrito Federal.
• Bacia do São Bartolomeu: É a maior bacia com aproximadamente 50% da área total do DF. Devido ao
crescimento populacional, parte dessa bacia já está comprometida. Ao longo do tempo, a bacia perdeu boa
parte das matas ciliares, nascentes e veredas.
• Bacia do Rio Preto: trata-se do rio que é utilizado, de forma intensiva, pelas atividades agropecuárias.
Isso ocorre com maior frequência durante o período de estiagem.
• Bacia do Rio Maranhão: o desmatamento de áreas de preservação, a poluição do solo, a extração
irregular de areia, os resíduos de animais jogados no rio são as principais causas dos problemas
encontrados nesta bacia.
• Bacia do Rio Corumbá: a baixa existência de mata ciliar, declividade e pouca fertilidade no solo facilitam
o processo de erosão. É importante salientar que está bacia abastece o novo reservatório de água do Distrito
Federal, a barragem de Corumbá IV.
• Bacia do Paranoá: trata-se de um lago planejado, juntamente com os “Planos de Metas”, em meados do
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século XIX, passou por um processo para seu despoluição, havendo atualmente áreas cujo uso é
conveniente para práticas esportivas e de lazer.
• Bacia do Rio São Marcos: trata-se de uma bacia que apresenta problemas relacionados com a poluição.
Todavia, já existem comitês trabalhando em programas de concretização e bom uso da água.
ÁGUAS EMENDADAS:
A Estação Ecológica de Águas Emendadas é uma estação ecológica localizada no Distrito Federal,
na região administrativa de Planaltina, a uma distância de 50 km do centro de Brasília. Com visitação
controlada, a estação que está sob responsabilidade do Instituto Brasília Ambiental - IBRAM, tem uma área
de 10.547 hectares e é destinada à proteção do ambiente natural, realização de pesquisas básica e aplicada
em ecologia e à educação conservacionista. Por se tratar de uma Unidade de Conservação de Proteção
Integral, as visitas na Estação Ecológica (ESEC) de Águas Emendadas são restritas e apenas ocorrem de
forma guiada, conforme dispõe o seu plano de manejo.
A Estação ecológica tem esse nome por se tratar de um fenômeno hidrográfico de dispersão de
águas, fluindo a partir de um mesmo ponto para lados opostos, formando a Bacia do Tocantins-Araguaia e
a Bacia do Paraná (Platina). Para o norte, o córrego Vereda grande alimenta o Rio Maranhão, que após
desaguar na Lagoa da barragem de Serra da Mesa continua pelo Rio Tocantins que, após se juntar ao Rio
Araguaia, deságua no Oceano Atlântico, na Baía do Marajó; para o sul, o Córrego Brejinho engrossa o
Córrego Fumal, que deságua no Rio Pipiripau e que, após confluir com o Rio Mestre d'Armas, forma o Rio
São Bartolomeu, que, por sua vez, corre para o Rio Corumbá e deste para o Rio Paranaíba, formando então
o Rio Paraná, indo finalmente desaguar no estuário do Prata.
Por conta da sua importância e característica única. Em 1992 foi declarada pela UNESCO área
nuclear da Reserva da Biosfera do Cerrado.
O primeiro registro da região foi feito no Relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central,
coordenada por Luís Cruls, em 1892.
SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DO DF
O abastecimento urbano de
água do DF é responsabilidade da
Companhia de Saneamento Ambiental
do Distrito Federal (Caesb). A rede de
abastecimento é composta por 5
sistemas principais: Descoberto-
Paranoá (antigos sistemas Descoberto),
Torto/Santa Maria,
Sobradinho/Planaltina, São Sebastião e
Brazlândia.
Mais 10 secundários: Água
Quente, Incra 8, Basevi, Vale do
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Amanhecer, Papuda, Chapéu de Pedra, Engenho das Lajes, Total Ville (Setor Meirelles), Santa Mônica e
Palmeiras.
Esses sistemas utilizam 26 mananciais superficiais e 181 subterrâneos, atendendo um percentual
superior a 99% da população do DF.
A qualidade da água distribuída é monitorada sistematicamente, com a realização de análises da
água tratada nas 15 Estações de
Tratamento de Água (ETAs) e
também em amostras coletadas
em diversos pontos da rede de
distribuição.
Em 2017, com a crise
hídrica que atingiu o DF, a Caesb
implementou os subsistemas de
produção de água do Lago
Paranoá e Ribeirão Bananal,
visando ampliar a produção de
água. Ademais, executou interligações com os sistemas Descoberto, Torto/Santa Maria,
Sobradinho/Planaltina e São Sebastião e obras para a transferência de água entre os sistemas Descoberto
e Torto/Santa Maria.
Os sistemas Descoberto e Torto/Santa Maria são os dois maiores sistemas produtores e juntos
fornecem o equivalente a 88,79% do total de água tratada, representando 82,6% da população atendida
pela CAESB.
SISTEMA CORUMBÁ
Encontra-se em processo de finalização o Sistema Corumbá, que suplementará o abastecimento da
porção sul do território do Distrito Federal, atendendo, preferencialmente, as cidades de Santa Maria, Gama
e Recanto das Emas, aumentando a disponibilidade de água também para abastecimento das cidades de
Taguatinga, Ceilândia, Águas Claras e Vicente Pires.
A UHE Corumbá IV está localizada no rio Corumbá, em seu trecho superior, no município de Luziânia,
Goiás. O rio Corumbá é afluente pela margem direita do rio Paranaíba e faz parte do sistema de reservatórios
da bacia hidrográfica do rio Paraná.
Reservatório: o lago da UHE Corumbá IV ocupa aproximadamente 173 km² de área com uma com
uma capacidade de 3,7 trilhões de litros d’água.
LAGO PARANOÁ
O Lago Paranoá é uma das belezas paisagísticas do Distrito Federal (DF). Foi inaugurado em abril
de 1960 por Juscelino Kubitschek e apresenta área de aproximadamente 48 km2 e profundidade máxima de
38 metros. Essa condição atrai muitos turistas e as respectivas embarcações, o que contribui para a
economia do DF. É importante citar que o Lago Paranoá consegue cumprir parte das respectivas funções,
estabelecidas no projeto original de Brasília, e com afetações para toda a região.
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Os possíveis usos do Lago Paranoá são diversos e incluem geração de energia, lazer, atividades
náuticas e motonáuticas, diluição de efluentes de esgoto, abastecimento público, preservação ambiental e
segurança nacional.
VEGETAÇÃO:
O cerrado engloba um terço do conjunto da fauna e da flora brasileiras e 5% da proporção mundial.
É a savana com maior biodiversidade no planeta, abrigando, nos diversos ecossistemas, uma flora com mais
de 11 mil espécies de plantas nativas. Dessas, 4,4 mil são endêmicas, ou seja, são exclusivas daqueles
locais.
A maior parte do território do Distrito Federal é recoberta por vegetação característica do cerrado. A
vegetação é marcada por arbustos retorcidos e, em sua maioria, de médio e pequeno portes, cascas
grossas, folhas cobertas por pelos, raízes profundas e gramíneas. Trata-se de uma forma de adaptação ao
solo ácido, servindo como defesa para suportar o período de seca e as frequentes queimadas.
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Mata Ciliar e Mata de Galeria: Outra formação existe a presença de mata ciliar quanto mata de galeria
referem-se a formações florestais que circundam o leito dos cursos d'água e das redes de drenagem.
Ambas possuem a importante função ambiental de controle dos processos erosivos nas margens dos
rios. Muito comum haver confusão entre as denominações matas ciliares e de matas de galerias, visto
que os dois tipos de cobertura vegetal estão localizados em áreas de drenagem, ou seja, onde existem
cursos de água. Denominadas de vegetação ripária, ambas atuam como uma espécie de filtro,
preservando e auxiliando na qualidade das águas. No entanto, as matas ciliares não formam um túnel
(ou galerias), como as matas de galerias, as quais chegam a encobrir o curso de água. Além disso, a
vegetação que compõem as matas ciliares é composta de árvores que perdem as folhas em determinada
altura do ano (caducifólias), enquanto nas florestas de galeria (perenifólio) isso não ocorre.
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Setor terciário: É o campo com maior valor agregado dentro de uma economia capitalista, sendo
caracterizado pela inclusão comercial do que não faz parte dos primeiro e segundo setores da economia.
O foco dessa área está nas relações interpessoais, sendo assim um setor de comércio e prestação
de serviços.
É nele onde ocorre a comercialização de bens tangíveis e intangíveis, também chamados de
imateriais, como a prestação de serviços, por exemplo.
O Setor Terciário oferece um enorme potencial de desenvolvimento, sendo predominante em países
de primeiro mundo.
ECONOMIA CRIATIVA
Atualmente, Brasília é referência em economia criativa. Música, teatro, dança, moda, novas mídias,
televisão, games e outras produções artísticas fazem parte desse setor que cresce a cada ano. Já são mais
de 22 mil pessoas na economia criativa no Distrito Federal, o que significa 1,5% da fatia do mercado local.
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A Inovação e o desenvolvimento são palavras chave e cada dia mais transforma Brasília em um
grande polo econômico criativo, trazendo novos investimentos e incentivos pro setor criativo da capital.
IDH - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO
No Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Distrito Federal
ocupa o primeiro lugar (0,874), Santa Catarina (0,840), São Paulo (0,833),
Rio de Janeiro (0,832), e Rio Grande do Sul (0,832), situando-se na faixa
de alto desenvolvimento humano.
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Dessa população, a maior parte dela é urbana. Uma característica notada na capital desde sua
formação.
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CARACTERISTICA DA POPULAÇÃO:
55,5% declararam ter
nascido no próprio DF. A maioria dos
que vieram de outro estado para o
DF nasceu em Minas Gerais
(15,5%), Goiás (11,9%) e Bahia
(11,9%).
A PDAD também mostra que
44,7% dos que chegaram de outros
estados para o DF disseram ter se
mudado para acompanhar parentes. Na classe mais alta, onde os de fora são maioria, 39,4% relataram que
vieram ao DF por causa de trabalho. Na classe mais baixa, 25,3% da população veio para o DF procurar
trabalho.
CARACTERISTICA RACIAL:
No que diz respeito à raça e cor
da pele, verificou-se que a resposta
mais comum foi parda, para 46,2% dos
moradores, 40,9% brancos e 11,1%
negros. Há uma predominância de
brancos nas cidades de alta renda
(65,8%) e nas de média-alta renda
(47%) e uma maioria de pardos nas regiões de baixa (55,9%) e média-baixa rendas (54,7%).
ESTADO CÍVIL:
Era uma característica
habitual no DF é o número de
solteiros. Mas com o
envelhecimento da população do
DF, pela primeira vez temos os
casados em maior número na
capital.
Na média do DF, o percentual é de 43,5% da população com 14 anos ou mais de idade eram solteiros.
Contra 46,5% de casados.
ARRANJO FAMILIAR:
Para entender como as pessoas estão
organizadas dentro dos domicílios, foram criados
os seguintes arranjos familiares: unipessoal,
monoparental feminino, casais sem filhos, casais
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com um filho, casais com dois filhos e casais com três ou mais filhos. O arranjo “casal com 1 filho” foi o mais
observado no DF em 2018, em 19,3% dos domicílios, mas a realidade mudou em 2021 com a maioria dos
arranjos familiares citando casal sem filho (23,6%).
ESCOLARIDADE:
Sobre a escolaridade, 96,8%
dos moradores com cinco anos
ou mais de idade declararam
saber ler e escrever. Para as
pessoas entre 4 e 24 anos,
49,1% reportaram frequentar
escola pública. Entre aqueles
que frequentavam escola,
20,8% estudavam no Plano
Piloto.
Entre os moradores de alta renda, 52,8% frequentavam escola particular e 26,9%, a escola pública.
Já entre os habitantes de baixa renda, 60,5%, estavam em escola pública.
O DF é a unidade da federação com maior percentual de pessoas com ensino superior do país.
DESLOCAMENTO:
Em relação ao deslocamento para o trabalho, 48,4% informaram automóvel, 33,3% responderam
utilizar ônibus, 2,5% reportaram o uso de metrô, 3,5% afirmaram usar motocicleta, 1,4% utilizaram a bicicleta
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2030, a proporção de habitantes com até 14 anos de idade será de 17,5%, enquanto aqueles com 60 anos
ou mais representará 16,6% da população total, o que significa 95 idosos para cada 100 crianças e
adolescentes.
O número de idosos aumentou em todas as Regiões Administrativas, principalmente no Lago Sul,
Lago Norte e Plano Piloto.
Esse aumento da população idosa no DF indica o fim do bônus demográfico local a longo prazo. A
diminuição da população mais jovem ocasiona a redução da população em idade ativa e com capacidade
produtiva, de 15 a 59 anos. Tal fator aumenta o contingente de dependentes (menores de 15 e maiores de
59) e a pressão na demanda por serviços públicos e privados frequentemente utilizados por idosos, como
os de saúde, por exemplo.
TAXA DE FECUNDIDADE:
No futuro, as cidades do Distrito Federal vão precisar de mais vagas no Ensino Médio e de mais leitos
geriátricos. De mais centros de convivência de idosos de menos parquinhos. De mais acessibilidade, como
corrimões e escadas, nas vias públicas. Há uma razão básica: a taxa de fecundidade das mulheres
brasilienses reduziu bastante nos
últimos tempos. São 23% em 16
anos, impactando na estrutura
populacional e nos serviços
sociais prestado para a
sociedade. E não apenas isso:
elas estão preferindo ter filhos
mais maduras, com residência e
empregos fixos definidos. O perfil
das mães locais faz parte de
estudo da edição recente da
Pesquisa Distrital por Amostras
de Domicílios (PDAD), da IPE-
DF.
Segundo especialistas em
políticas públicas e demografia, a
queda da fecundidade não tem
nada a ver com fatores biológicos.
Está relacionada às mudanças na
sociedade – que fazem com que a família ou a mulher, por decisão individual, tenha menos rebentos.
E ainda tem o fato de a maternidade agora chegar mais tarde, sendo comum na faixa etária de 30 a
34 anos – com percentual de quase 25%. Antes, o pico dos nascimentos local acontecia no universo de
mães de 20 a 24 anos.
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O aumento da escolaridade e
a inserção no mercado de trabalho
são outros dois fatores que explicam
este fenômeno.
Atualmente, quase 750 mil
mulheres com mais de 14 anos
residentes no Distrito Federal são
mães, o que representa 49% da
população feminina local – sendo 94
mil de genitoras só em Ceilândia.
Desse número, cerca de 31 mil dão à luz por ano no DF.
Segundo um outro levantamento da Codeplan de 2021 sobre natalidade, a queda na taxa de
fecundidade total no DF foi de 23%, passando de 2,19 para 1,69
filhos por mulher. Ou seja, bem abaixo do que a Organização das
Nações Unidas (ONU) considera necessária para recomposição
da população na ausência de migração (2,1).
Alguns indicativos apontados pelo estudo revelam uma
realidade perversa dessa tendência mundial. Quanto menor o
grau de escolaridade e renda, maior o número de filhos. Das
393.644 mães residentes no DF, 93% não estudam mais
– somente 7% ainda estudam. Entre as mães que não estudam mais, 42% concluiu o ensino médio e 31%
cursaram o ensino superior.
SÍMBOLOS DE BRASÍLIA
BANDEIRA
A bandeira do Distrito Federal é
composta por um retângulo branco,
representando a paz. No escudo, o
verde e o amarelo do seu esmalte
único (sinople) e de seu único metal
(ouro) juram fidelidade aos símbolos
nacionais.
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BRASÃO
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2- Com o advento da República em 1889, as Constituições republicanas de 1891, 1934 e 1946 tratavam do
tema da interiorização da capital. Todavia, só na segunda metade dos anos 50 as obras da nova sede político-
administrativa do Brasil foram implementadas no Planalto Central. A inauguração de Brasília se deu em 21 de
abril de 1960.
4- A primeira Missão Cruls tinha o objetivo de escolher o local mais apropriado para a implantação da nova
capital do Brasil.
5- Brasília foi concebida para, além de cidade modernista, contribuir para o processo de interiorização do
desenvolvimento brasileiro.
6- A ideia de transferência da capital brasileira para o interior do país é antiga: no contexto da Independência,
um importante argumento para essa mudança era o da segurança ante a possibilidade de ataque vindo pelo
mar. Na República, no governo de Juscelino Kubitschek, na segunda metade da década de 50 do século XX,
prevalecia a defesa da interiorização do desenvolvimento, incorporando-se aos centros dinâmicos da economia
nacional extensas regiões até então relegadas a um plano secundário
7- Historicamente, o Brasil foi povoado, desde o início da colonização, a partir da região litorânea. A rigor, foi a
partir de meados do século XX que políticas públicas foram lançadas com o objetivo de ocupar extensas áreas
do território nacional com população rarefeita, como seria o caso do Centro‐Oeste.
8- A ideia da transferência da capital brasileira para o interior do país é antiga, presente sobretudo no contexto
da independência (1822). Apesar de inscrita em constituições republicanas, ela apenas se concretizou no
governo JK (1956-1961).
9- A qualidade e a quantidade das águas foram fatores importantes para a determinação do local onde seria
construída a nova capital do Brasil.
10- Historicamente, dois argumentos foram utilizados para justificar a necessidade de transferência da capital
brasileira do litoral para o interior do país: inicialmente, o da defesa, pois isso a tornaria menos suscetível a
ataques pelo mar; mais tarde, a possibilidade de promover a interiorização do desenvolvimento nacional pela
ocupação de áreas do vasto território até então negligenciadas.
11- Em 21 de abril de 1960, Brasília era inaugurada, culminando em uma longa história acerca da transferência
da capital brasileira do litoral para o interior do País. Várias foram as razões apontadas para a construção da
nova cidade no Planalto Central, muitas das quais confirmadas pela passagem do tempo.
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12- Em comício no interior de Goiás, o então candidato à presidência da República Juscelino Kubistchek (JK),
ao ser inquirido por um eleitor, comprometeu-se, se eleito, a transferir a capital brasileira para o interior do
país. Em seu governo, JK comandou a construção de Brasília em tempo recorde, inaugurando-a em abril de
1960.
13- O aniversário de Brasília é em 21 de abril, mas o dia 19 de setembro também tem significado especial para
a história da capital. Há exatos 66 anos, em 19 de setembro de 1956, uma assinatura deu início à história da
cidade. Na data, o então presidente Juscelino Kubitschek sancionou a Lei nº 2.874, que determinou a
construção e o local onde seria a nova capital do Brasil. A lei também criou a Companhia de Urbanização da
Nova Capital (Novacap) – que ficaria responsável pelas obras.
14- Sob a liderança carismática de JK, a construção de Brasília recebeu integral apoio da sociedade,
desconhecendo, a rigor, manifestações oposicionistas quando à transferência da capital para o Planalto Central.
15- Construída em tempo recorde, Brasília pouco interferiu nas contas públicas, já que seu financiamento foi
assegurado por volumosas doações privadas, tanto nacionais quanto externas.
16- A proposta de construção de Brasília foi recebida com entusiasmo pela população e o grande apoio político
para a concretização do projeto veio da União Democrática Nacional (UDN), especialmente de seu líder, Carlos
Lacerda.
17- Brasília, inaugurada em 21 de abril de 1960, fruto de um projeto inovador no seu tempo, guarda algumas
características que geram polêmica entre os planejadores que estudam ou atuam profissionalmente na cidade.
18- O governo de Juscelino Kubitschek malogrou em sua tentativa de fazer crescer econômica e
demograficamente a região Centro-Oeste.
19- O governo de Kubitschek, ao iniciar nova “Marcha para o Oeste”, privilegiou Brasília e não conseguiu
desenvolver a economia goiana nem povoar o interior de Goiás.
20- Com o lema dos 50 anos em 5, o presidente Juscelino Kubitschek toma posse em Brasília e avança com a
urbanização local, ato que causou profundo processo migratório no Planalto Central.
21- Brasília foi base de interesse nacional na chamada "marcha para o oeste" e para a modernização urbana
da cidade planejada, levando em consideração o contexto de rede urbana.
22- Ao Plano de Metas apresentado na caminhada eleitoral para a presidência de 1955, JK acrescentou uma
meta-síntese, que seria a construção da nova capital no Planalto Central do País.
23- O projeto urbanístico de Brasília, elaborado por Lúcio Costa, foi integralmente estendido às chamadas
“cidades-satélites” do Plano Piloto e ao entorno do Distrito Federal.
24- Com o plano urbanístico de Brasília, Lúcio Costa pretendia que as superquadras fossem lugares livres dos
preconceitos sociais que normalmente existem na classe média das cidades brasileiras, contudo, na prática, a
formação espacial de Brasília contém os mesmos traços característicos dos processos sociais que evidenciam
o caráter desigual e excludente das formações dominadas por relações capitalistas de trabalho em outras
grandes cidades brasileiras.
25- A construção de Brasília inscreve-se no contexto de desenvolvimentismo dos anos JK, quando a crença
otimista na modernização do país era embalada, por exemplo, pela conquista da primeira Copa do Mundo de
Futebol.
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26- A construção de Brasília, no governo Juscelino Kubistchek de Oliveira, não ficou imune à ação oposicionista,
tendo a oposição à mudança da capital sido liderada pela seção goiana da União Democrática Nacional (UDN),
contrária à cessão de parte do território de Goiás para o novo Distrito Federal.
27- O tombamento de Brasília foi concedido em 1987 pela Organização das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura (UNESCO), tornando-se a capital federal detentora da maior área tombada do mundo e
único bem contemporâneo a receber tal distinção. Para a preservação desse bem, existe o Plano de
Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), que define, além dos planos de desenvolvimento
local, diversos planos de desenvolvimento e de uso e ocupação do solo.
28- Desde antes da sua criação, Brasília já começava a desenvolver uma economia local. Ainda em 1960, já
existiam mais de 2 mil estabelecimentos comerciais. Por volta de 1965, no Plano Piloto moravam quase 90 mil
pessoas e mais 130 mil nas chamadas cidades satélites.
29- Na época da construção da cidade de Brasília, as redes ferroviárias e rodoviárias estavam em pleno
funcionamento e, ao longo dos anos, foram se expandindo, o que estimulou uma maior ocupação do Centro-
Oeste do Brasil. Esse processo, inclusive, continua até hoje.
30- A cultura da capital federal está diretamente ligada à história da sua construção e também à arquitetura e
ao urbanismo, já que ela é patrimônio Cultural da Humanidade. São 60,25 quilômetros quadrados de área
tombada.
31- Brasília foi inscrita na lista da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(Unesco) em 7 de dezembro de 1987. O objetivo de se inscrever a cidade de Brasília é a sua preservação para
as futuras gerações
32- Brasília foi reconhecida como patrimônio por conta da sua concepção modernista, baseada nas ideias de
Lúcio Costa, que integravam a escala monumental, dos grandes espaços e construções, à intenção bucólica,
de convivência ao redor das áreas verdes.
33- A presença de operários vindos dos mais diversos pontos do país, a exemplo de mineiros e nordestinos,
conhecidos como candangos, foi vital para a construção de Brasília, além de ter contribuído para a diversificada
composição da população do novo Distrito Federal.
Com relação a aspectos geográficos e políticos do Distrito Federal (DF), julgue os próximos itens.
35- A partir dos anos 80, a construção civil perdeu força e não era mais a grande propulsora da economia local,
ao passo que o turismo está em expansão desde o final dos anos 90, quando passou a receber visitantes para
lazer e cultura.
36- A bandeira do Distrito Federal é composta por um retângulo branco, representando a paz. No escudo, o
verde e o amarelo do seu esmalte único (sinople) e de seu único metal (ouro) juram fidelidade aos símbolos
nacionais.
37- O brasão do Distrito Federal foi idealizado pelo poeta Guilherme de Almeida antes da inauguração da
capital. Ele representa a cruz de Brasília, composta por quatro flechas divergentes que remetem aos quatro
pontos cardeais: Norte, Sul, Leste e Oeste. O símbolo também faz alusão ao cruzamento entre o Eixo
Monumental e o Eixo Rodoviário
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38- Desde a inauguração de Brasília, a sua população é predominantemente urbana e é uma área bastante
povoada, possuindo alta densidade demográfica.
39- No Distrito Federal há apenas um município, sendo as demais cidades conhecidas como cidades satélites,
as regiões administrativas.
40- Diferentemente dos estados do país, Brasília não é dividida em cidades e bairros, portanto não há
prefeituras. A capital é composta por 35 Regiões Administrativas conhecidas popularmente como Cidades-
satélites.
41- De acordo com a Secretaria de Estado do Distrito Federal, o DF é dividido em 35 regiões administrativas,
cujos limites físicos definem a jurisdição da ação governamental para fins de descentralização administrativa e
coordenação dos serviços públicos.
42- O Distrito Federal é dividido em 35 Regiões Administrativas e sua capital é Brasília, uma cidade que faz
parte do Planalto Central, no Centro-Oeste do Brasil, que é considerada patrimônio Cultural da humanidade
43- As sedes de antigas fazendas e os setores tradicionais dos assentamentos vernaculares do DF, como
Planaltina e Brazlândia, são exemplos da identidade de uso e ocupação do solo e da morfologia arquitetônica
das cidades do Planalto Central anteriores à construção da cidade de Brasília — à época da construção da
nova capital, essas cidades de pequeno porte eram centros de apoio ao meio rural goiano.
44- O território do Distrito Federal é um mosaico morfológico. Brasília não foi construída em território virgem:
os núcleos urbanos de Planaltina (século XIX) e de Brazlândia (anos 30 do século XX) e sedes isoladas de
fazendas preexistiram à edificação da nova capital. O modernismo clássico de Brasília, de início, contrastou
com o vernáculo de construções seculares.
46- O Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF) levou à formação de uma grande área
de produção moderna de grãos, o que transformou o DF em um polo indutor de desenvolvimento agrícola.
47- Mesmo que de maneira interina, o Distrito Federal já teve três governadoras. Márcia Kubitschek, Arlete
Avelar Sampaio e Maria de Lourdes Abadia.
48- De acordo com levantamento realizado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (CODEPLAN),
entre as regiões administrativas com maior concentração populacional no DF podemos citar Taguatinga, Plano
Piloto, Samambaia e Ceilândia.
49- Brasília possui características próprias, seu contexto territorial apresenta uma grande cidade central, e é
marcado por um processo de polinuclamento de regiões administrativas do Distrito Federal, os quais, mesmo
que intercalados por áreas rurais, são fortemente influenciados pelo centro de aglomeração.
50- Por ser a sede dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), o Distrito Federal está
constitucionalmente impedido de ter autonomia político-administrativa.
51- Passadas seis décadas de sua inauguração, Brasília segue as linhas gerais do plano que norteou sua
construção, especialmente quanto à quantidade máxima de habitantes esperados para a nova capital brasileira.
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52- A estrutura urbana do DF se caracterizou, desde a sua origem na década de 1960, por um padrão
polinucleado fortemente polarizado pelo Plano Piloto com núcleos populacionais dispersos, socioespacialmente
segregados e extremamente dependentes da área central quanto a empregos e a serviços.
53- Diferentemente do Plano Piloto, projetado por Lúcio Costa, a ocupação do entorno do Distrito Federal
praticamente desconheceu o planejamento urbano, o que explica muitos dos problemas que envolvem a região,
como, por exemplo, transporte público, moradia, lazer, saneamento e saúde.
54- A maior crítica que se faz à legislação que criou a Rede Integrada de Desenvolvimento da Região do Distrito
Federal e Entorno (RIDE) é a por ter excluído os municípios mineiros.
55- Tendo por objetivo a articulação da ação administrativa da União, dos estados de Goiás e Minas Gerais e
do Distrito Federal, Lei Complementar de 1998 criou a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal
e Entorno (RIDE), acompanhada do Programa Especial de Desenvolvimento do Entorno do Distrito Federal.
56- A lei que criou a RIDE/DF foi promulgada pelo então presidente da república Fernando Henrique Cardoso,
possui oito artigos e trata da regulamentação e disposição da RIDE em meio ao cenário local, regional e
nacional.
57- Os congestionamentos, as deficiências do transporte público, os longos períodos de tempo gastos nos
deslocamentos e as distâncias entre os municípios do Entorno e as Regiões Administrativas do DF geram uma
deseconomia de escala relacionada ao transporte de massa público e privado na RIDE-DF.
58- A criação da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE) representa uma
tentativa oficial de promover o desenvolvimento de áreas que sofrem influência, direta ou indireta, do Distrito
Federal.
59- A criação da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE) cumpriu
integralmente seu objetivo ao promover a ocupação ordenada e planejada de toda a área limítrofe do Distrito
Federal, ao sanar problemas estruturais com a plena oferta de bens e serviços públicos, oportunidades de
emprego e assistência à saúde no chamado Entorno.
60- No que tange ao uso de serviços de saúde, local de estudo e trabalho, a evidente polarização observada
entre o Plano Piloto e as regiões administrativas do DF é igualmente presente entre Brasília e todos os
municípios da RIDE, devido a sua dependência econômica em relação à capital, de modo que eles mantêm o
perfil de cidades-dormitórios.
61- A RIDE foi criada com a finalidade de solucionar os problemas advindos do crescimento desordenado de
Brasília e seu entorno.
62- A RIDE, em seu recorte territorial, é formada por municípios de três unidades da Federação: Distrito Federal,
Goiás e Minas Gerais.
63- No município de Águas Lindas de Goiás, a prestação de serviços públicos de água potável é feita por meio
do consórcio de empresas públicas do Distrito Federal e do Goiás, em razão de a referida lei complementar
prever como sendo de interesse comum da RIDE serviços relacionados à área de infraestrutura.
64- Conforme a lei complementar 94/98, há impedimentos para a criação de novos municípios, já que estes,
ainda que resultem do desmembramento de territórios da RIDE, não serão considerados parte dos territórios
contemplados por inúmeros benefícios fiscais concedidos pela União.
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66- A criação da RIDE, na teoria, supõe uma integração entre os municípios que a integram para que as
disparidades e desigualdades existentes entre elas sejam diminuídas ao longo dos anos
67- Dificuldades na operacionalização da Ride determinaram, no ano de 2018, a exclusão de vários municípios
que dela faziam parte.
68- A criação da Ride DF tinha por objetivo definir os limites territoriais do DF e os municípios vizinhos, bem
como instituir as obrigações de cada ente federativo envolvido na oferta de serviços públicos de âmbito local.
69-Todos os municípios que integram a Ride DF possuem relações metropolitanas com Brasília, o que configura
a área metropolitana de Brasília.
70- Entre os municípios mais populosos da RIDE, encontram se, além da capital, Anápolis, Luziânia, Águas
Lindas e Formosa.
71- No aspecto saneamento básico, as cidades grandes que se destacam na região integrada de
desenvolvimento (RIDE) consomem mais água, geram mais esgoto e mais lixo, sendo os municípios do entorno,
por sua vez, muitas vezes não dispõem de recursos para um sistema adequado de saneamento básico.
Acerca da Área metropolitana e da zona de influência de Brasília, julgue os itens que seguem.
72- A Área Metropolitana de Brasília (AMB), é constituída pelo Distrito Federal e 12 municípios goianos que
fazem divisa com a cidade.
73- O território e os municípios que compõem a RIDE coincidem com a Área Metropolitana de Brasília (AMB).
74- Com a consolidação de Brasília e o consequente densamento de sua população, o impacto da nova capital
ultrapassou as fronteiras do Distrito Federal, exercendo influência direta sobre vários municípios goianos.
75- É correto afirmar que, no contexto nacional, Brasília apresenta-se como centro polarizador, considerando-
se aspectos como supremacia na gestão pública federal, renda, densidade populacional, grau de urbanização,
coesão interna da área (dada pelos deslocamentos da população em função dos serviços) e acesso ao mercado
de trabalho.
76- Brasília é apontada como uma das três metrópoles nacionais mais importantes no Brasil, e sua influência
urbana direta estende-se por uma larga porção do território nacional, alcançando os estados de Minas Gerais
e de Goiás.
77- Brasília, a capital federal, é um importante centro urbano polarizador de influência regional em diferentes
escalas, uma metropolitana e outra regional, sendo classificada como metrópole nacional.
No que se refere aos aspectos físicos e hidrográficos do Distrito Federal, julgue os próximos itens.
78- O Parque Nacional de Brasília é uma unidade de conservação que abriga o lago artificial de Santa Maria, o
qual abastece parte do Distrito Federal, juntamente com outros sistemas de abastecimento, tais como o
reservatório do Descoberto.
79- A captação de água do sistema Corumbá IV ocorre no município goiano de Luziânia e, a partir dali, a água
captada segue por todo um conjunto de elevatórias e estações de tratamento e distribuição para municípios
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goianos e regiões administrativas do DF; trata-se, portanto, de uma ação de integração política e econômica
entre os entes da RIDE/DF, pois água potável é condição para o desenvolvimento econômico da região.
80- A água captada pelo sistema Corumbá IV destina-se ao abastecimento de todo o DF e das cidades goianas
de maior porte demográfico da RIDE/DF, nas quais a demanda por água potável é maior.
81- O sistema Corumbá IV para fornecimento de água ao DF é uma iniciativa da Companhia de Saneamento
Ambiental do Distrito Federal (CAESB), empresa pública que desenvolveu o projeto de forma unilateral, em
razão de limitações orçamentárias e de recursos humanos jurídicos do governo do estado de Goiás.
82- Por se tratar de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, as visitas na Estação Ecológica (ESEC)
de Águas Emendadas são restritas e apenas ocorrem de forma guiada, conforme dispõe o seu plano de manejo.
83- A função inicial do Lago Paranoá era relativa à condição climática da região, muito seca. Ele deveria suprir
as necessidades de umidade atmosférica do DF e do Entorno.
84- Ao liberar completamente as ocupações irregulares na orla do Lago Paranoá, o governo do DF conseguiu
garantir, na totalidade, o acesso de toda a população ao lago para o lazer, inclusive com transporte gratuito
para todos.
85- Entre as funções iniciais do Lago Paranoá, estava a de suprir necessidades paisagísticas de Brasília e de
lazer da população; mais recentemente, a pavimentação de parte da orla incrementou o turismo local, auxiliando
a questão econômica.
86- O Lago Paranoá, o maior corpo hídrico do Distrito Federal, é resultado do barramento do ribeirão Paranoá
e de seus afluentes para diversos fins.
87- Os possíveis usos do Lago Paranoá são diversos e incluem geração de energia, lazer, atividades náuticas
e motonáuticas, diluição de efluentes de esgoto, abastecimento público, preservação ambiental e segurança
nacional.
No que se refere aos aspectos físicos do Distrito Federal, julgue os próximos itens.
88- No período do ano em que ocorre a maior pluviosidade e se registram os maiores valores de temperatura
do ar, atua, predominantemente, no DF, a massa Equatorial Continental.
89- As chuvas isoladas que ocorrem no Distrito Federal são provocadas pelas condições do relevo.
90- As precipitações pluviométricas no Distrito Federal, em geral, são distribuídas entre os meses de outubro e
abril, o que garante o suprimento de água na barragem do Descoberto, principal reservatório de abastecimento
da cidade
91- O clima do Distrito Federal apresenta dois períodos distintos: um seco e outro chuvoso, definidos,
principalmente, em função da atuação das massas de ar equatorial continental e polar atlântica.
92- O do território do DF é composto por áreas rurais, responsáveis tanto pela produção agropecuária da região
quanto pela contenção do crescimento urbano desordenado e pela preservação de nascentes, mananciais e
áreas de vegetação nativa do cerrado.
93- No DF, a água subterrânea é considerada um recurso hídrico para uso regular durante todas as estações
do ano, sendo aproveitada para incrementar o abastecimento urbano e rural.
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94- Entre as principais causas dos problemas ambientais no Cerrado para o DF, estão o avanço da fronteira
agrícola nas últimas décadas, o crescimento populacional e a grilagem de terra.
95- Poucos pontos do território do DF ultrapassam os dois mil metros de altitude em relação ao nível do mar,
resultado da antiguidade de sua formação e da ação de agentes erosivos externos.
96- No Distrito Federal predomina o clima tropical semiúmido com duas estações bem definidas: uma seca (de
maio a setembro) e outra chuvosa (de outubro a abril). Durante o período de estiagem, a umidade relativa do
ar pode atingir menos de 20%, fato que provoca várias doenças respiratórias, sobretudo nas crianças.
97- Localizada no planalto central brasileiro está Brasília, a capital federal. A cidade fica a cerca de 1.000 metros
acima do nível do mar e tem relevo predominantemente plano formado de chapadas e chapadões
sedimentares.
No que se refere aos aspectos hídricos do Distrito Federal, julgue os próximos itens.
98- Analisando os aspectos físicos do DF, notadamente quanto ao relevo e à hidrografia, é correto afirmar que
a região em que se inserem o estado de Goiás e o Distrito Federal é divisora de águas de três grandes bacias
hidrográficas brasileira.
99- Mesmo não contando com uma grande extensão de rios, o DF possui uma rede hidrográfica propícia para
a pesca em larga escala e rios com condições de navegabilidade.
100- Predominam, no Distrito Federal, rios meândricos e intermitentes, com pequena influência do clima em
suas vazões.
101- Diversos corpos hídricos do DF cumprem importante papel na geração de energia elétrica, a exemplo do
rio Descoberto e do rio Maranhão, que abastecem, respectivamente, as usinas de Serra da Mesa e de Corumbá
IV.
102- A Estação ecológica de Águas Emendadas tem esse nome por se tratar de um fenômeno hidrográfico de
dispersão de águas, fluindo a partir de um mesmo ponto para lados opostos, formando a Bacia do Tocantins-
Araguaia e a Bacia Platina.
103- O produto interno bruto (PIB) do DF está entre os dez primeiros no ranking nacional das economias
medidas pelo PIB, contudo ainda subsiste no DF uma grave situação de desigualdade social e de renda,
informalidade e desemprego, marcadamente nas regiões administrativas mais distantes do Plano Piloto.
104- Acerca da realidade contemporânea do Distrito Federal (DF), é correto afirmar que as atividades terciárias
predominam nos setores econômicos no DF.
105- A grande extensão territorial de unidades de conservação de uso restrito e controlado inibiu o
desenvolvimento do setor agropecuário no DF e a expansão do agronegócio e de hortifrutigranjeiros para
abastecer a capital federal aconteceu nos municípios goianos e mineiros do entorno.
Acerca de aspectos atuais do Distrito Federal e da área compreendida pela RIDE, julgue os itens a
seguir.
106- O espaço urbano do DF acumulou, nas últimas décadas deste século, um déficit habitacional
principalmente entre as classes de baixa renda e, para atender a demanda dessas famílias, tem adotado
programas habitacionais, sendo exemplo disso o empreendimento Jardins Mangueiral, desenvolvido por
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parceria público-privada na região administrativa de São Sebastião como modelo de atendimento para a classe
de menor rendimento da Unidade de Planejamento Territorial Leste (UPT).
107- O aumento da taxa de fecundidade no Distrito Federal, está ligada, ao baixo nível de instrução das
mulheres quando comparado ao dos homens.
108- Entre os principais fatores que explicam a baixa taxa de fecundidade no Distrito Federal, estão, a maior
participação da mulher no mercado de trabalho e o aumento gradual da preferência por parto cesáreo.
109- A mudança recente no perfil socioeconômico de Brasília e o aumento da idade média da população da
capital, apresenta como consequência uma maior concentração de casados, entre aqueles que residem no
Distrito Federal.
110- Uma das principais mudanças observadas em Brasília é que atualmente a cidade passa por um processo
de envelhecimento em seu contingente populacional, um Indicador importante que demonstra essa
característica é a elevada idade média de sua população, superior a 40 anos.
1- A ideia da transferência da capital federal para o centro do Brasil é bastante antiga: no final do século XVIII,
os inconfidentes mineiros defendiam que a capital se mudasse para São João del-Rei (MG), e, no início do
século XIX, o patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva, propôs uma nova capital — com
o nome de Brasília —, que deveria ser situada na atual cidade de Paracatu (MG).
2- Com o advento da República em 1889, as Constituições republicanas de 1891, 1934 e 1946 tratavam do
tema da interiorização da capital. Todavia, só na segunda metade dos anos 50 as obras da nova sede político-
administrativa do Brasil foram implementadas no Planalto Central. A inauguração de Brasília se deu em 21 de
abril de 1960.
QUESTÃO CORRETA: Das 7 constituições brasileiras, 3 deles 1891, 1934 e 1946 tratavam do tema da
interiorização da capital. Sendo a obrigatoriedade da constituição de 1946, usada pelo governo de JK
para a implementação de uma nova capital no interior do país. Sendo a cidade inauguração em 21 de
abril de 1960.
4- A primeira Missão Cruls tinha o objetivo de escolher o local mais apropriado para a implantação da nova
capital do Brasil.
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QUESTÃO CORRETA: Com uma duração de cerca de treze meses, no ano de 1892 a Missão Cruls
produziu um relatório, onde apresentava uma demarcação da área de 14.400km², uma área retangular,
em formato de quadrilátero de 90 x 160 km de largura, pratica comum nos Estados Unidos, que ficou
conhecido como Quadrilátero Cruls.
5- Brasília foi concebida para, além de cidade modernista, contribuir para o processo de interiorização do
desenvolvimento brasileiro.
6- A ideia de transferência da capital brasileira para o interior do país é antiga: no contexto da Independência,
um importante argumento para essa mudança era o da segurança ante a possibilidade de ataque vindo pelo
mar. Na República, no governo de Juscelino Kubitschek, na segunda metade da década de 50 do século XX,
prevalecia a defesa da interiorização do desenvolvimento, incorporando-se aos centros dinâmicos da economia
nacional extensas regiões até então relegadas a um plano secundário
QUESTÃO CORRETA: A posição da capital, hoje incontestável, já foi motivo de muito debate entre os
que defendiam sua manutenção no litoral e os que queriam sua transferência para o interior. Tal debate
arrastou-se por mais de dois séculos, passando desde o debate da defesa até a questão do
desenvolvimento. Tendo o seu ponto de partida no século XVIII, Sendo a cidade inauguração em 21 de
abril de 1960.
7- Historicamente, o Brasil foi povoado, desde o início da colonização, a partir da região litorânea. A rigor, foi a
partir de meados do século XX que políticas públicas foram lançadas com o objetivo de ocupar extensas áreas
do território nacional com população rarefeita, como seria o caso do Centro‐Oeste.
QUESTÃO CORRETA: Historicamente, o Brasil foi povoado, desde o início da colonização, a partir da
região litorânea. Sendo que a partir do século XX políticas públicas como a marcha para o oeste foram
lançadas com o objetivo de ocupar a região central do Brasil. Essa região por ser mais alta em relação
ao nível do mar e conhecida como rarefeita.
8- A ideia da transferência da capital brasileira para o interior do país é antiga, presente sobretudo no contexto
da independência (1822). Apesar de inscrita em constituições republicanas, ela apenas se concretizou no
governo JK (1956-1961).
QUESTÃO CORRETA: A posição da capital, hoje incontestável, já foi motivo de muito debate entre os
que defendiam sua manutenção no litoral e os que queriam sua transferência para o interior. Tal debate
arrastou-se por mais de dois séculos. Sendo efetiva no governo de JK (1956-1961).
9- A qualidade e a quantidade das águas foram fatores importantes para a determinação do local onde seria
construída a nova capital do Brasil.
QUESTÃO CORRETA: A Salubridade também foi um fator importante adotado para transferir a capital.
Entre os motivos de interiorização da capital também foi sugerida a questão da qualidade e a quantidade
das águas. Além da questão do clima e da altitude.
10- Historicamente, dois argumentos foram utilizados para justificar a necessidade de transferência da capital
brasileira do litoral para o interior do país: inicialmente, o da defesa, pois isso a tornaria menos suscetível a
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ataques pelo mar; mais tarde, a possibilidade de promover a interiorização do desenvolvimento nacional pela
ocupação de áreas do vasto território até então negligenciadas.
QUESTÃO CORRETA: O debate sobre a interiorização da capital arrastou-se por mais de dois séculos,
passando desde o debate da defesa, tornando a capital menos suscetível a ataques pelo mar até a
promoção da interiorização do desenvolvimento nacional pela ocupação de áreas do vasto território até
então negligenciadas a segundo plano.
11- Em 21 de abril de 1960, Brasília era inaugurada, culminando em uma longa história acerca da transferência
da capital brasileira do litoral para o interior do País. Várias foram as razões apontadas para a construção da
nova cidade no Planalto Central, muitas das quais confirmadas pela passagem do tempo.
QUESTÃO CORRETA: Entre os principais fatores defendidos para a transferência da capital, podemos
citar a Segurança Nacional, Marcha para o Oeste, Interiorização do povoamento e do desenvolvimento,
a Integração nacional, Obedecer as Constituições, Afastar os governantes (a capital) da concentração
de atividades e das pressões populares e a Salubridade.
12- Em comício no interior de Goiás, o então candidato à presidência da República Juscelino Kubistchek (JK),
ao ser inquirido por um eleitor, comprometeu-se, se eleito, a transferir a capital brasileira para o interior do
país. Em seu governo, JK comandou a construção de Brasília em tempo recorde, inaugurando-a em abril de
1960.
13- O aniversário de Brasília é em 21 de abril, mas o dia 19 de setembro também tem significado especial para
a história da capital. Há exatos 63 anos, em 19 de setembro de 1956, uma assinatura deu início à história da
cidade. Na data, o então presidente Juscelino Kubitschek sancionou a Lei nº 2.874, que determinou a
construção e o local onde seria a nova capital do Brasil. A lei também criou a Companhia de Urbanização da
Nova Capital (Novacap) – que ficaria responsável pelas obras.
14- Sob a liderança carismática de JK, a construção de Brasília recebeu integral apoio da sociedade,
desconhecendo, a rigor, manifestações oposicionistas quando à transferência da capital para o Planalto Central.
15- Construída em tempo recorde, Brasília pouco interferiu nas contas públicas, já que seu financiamento foi
assegurado por volumosas doações privadas, tanto nacionais quanto externas.
QUESTÃO ERRADA: O governo brasileiro da época não tinha os recursos disponíveis para um projeto
estrondoso como o de Brasília. Assim, a estratégia adotada foi a da inflação: emitir mais moeda,
desvalorizando-a como um todo. Para isso foi utilizado um valor estimado em U$83 bilhões em valores
atuais de dinheiro público.
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16- A proposta de construção de Brasília foi recebida com entusiasmo pela população e o grande apoio político
para a concretização do projeto veio da União Democrática Nacional (UDN), especialmente de seu líder, Carlos
Lacerda.
QUESTÃO ERRADA: A construção de Brasília, não ficou imune à ação oposicionista, tendo a oposição
à mudança da capital sido liderada pela União Democrática Nacional (UDN) contrária a construção da
nova capital no Planalto Central. Principalmente de seu líder Carlos Lacerda.
17- Brasília, inaugurada em 21 de abril de 1960, fruto de um projeto inovador no seu tempo, guarda algumas
características que geram polêmica entre os planejadores que estudam ou atuam profissionalmente na cidade.
QUESTÃO CORRETA: O projeto urbanístico de Brasília, elaborado por Lúcio Costa, guarda algumas
características que geram polêmica quanto a sua estrutura. Já que não conseguiu estender seu
planejamento para todas as regiões administrativas do DF.
18- O governo de Juscelino Kubitschek malogrou em sua tentativa de fazer crescer econômica e
demograficamente a região Centro-Oeste.
QUESTÃO ERRADA: Com a construção de Brasília, o governo de JK, conseguiu desenvolver econômica
e demograficamente a população da região.
19- O governo de Kubitschek, ao iniciar nova “Marcha para o Oeste”, privilegiou Brasília e não conseguiu
desenvolver a economia goiana nem povoar o interior de Goiás.
QUESTÃO ERRADA: A construção de Brasília criou novos eixos de desenvolvimento, abrindo estradas,
impulsionando a industrialização, atraindo empresas e negócios. O que foi importante para o
desenvolvimento da economia goiana e do crescimento populacional da região.
20- Com o lema dos 50 anos em 5, o presidente Juscelino Kubitschek toma posse em Brasília e avança com a
urbanização local, ato que causou profundo processo migratório no Planalto Central.
QUESTÃO ERRADA: O primeiro presidente a tomar posse em Brasília foi Jânio Quadros. O presidente
Juscelino Kubitschek tomou posse no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.
21- Brasília foi base de interesse nacional na chamada "marcha para o oeste" e para a modernização urbana
da cidade planejada, levando em consideração o contexto de rede urbana.
QUESTÃO ERRADA: A construção de Goiânia foi base de interesse nacional na chamada "marcha para
o oeste" desenvolvida no governo de Getúlio Vargas.
22- Ao Plano de Metas apresentado na caminha eleitoral para a presidência de 1955, JK acrescentou uma
meta-síntese, que seria a construção da nova capital no Planalto Central do País.
23- O projeto urbanístico de Brasília, elaborado por Lúcio Costa, foi integralmente estendido às chamadas
“cidades-satélites” do Plano Piloto e ao entorno do Distrito Federal.
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QUESTÃO ERRADA: O projeto urbanístico de Brasília, elaborado por Lúcio Costa, guarda algumas
características que geram polêmica quanto a sua estrutura. Já que não conseguiu estender seu
planejamento para todas as regiões administrativas. Algo que não se aplica também ao entorno.
24- Com o plano urbanístico de Brasília, Lúcio Costa pretendia que as superquadras fossem lugares livres dos
preconceitos sociais que normalmente existem na classe média das cidades brasileiras, contudo, na prática, a
formação espacial de Brasília contém os mesmos traços característicos dos processos sociais que evidenciam
o caráter desigual e excludente das formações dominadas por relações capitalistas de trabalho em outras
grandes cidades brasileiras.
QUESTÃO CORRETA: Por mais que Lúcio Costa tenha tentado romper com as características dos
processos que demarcam as relações sociais das cidades brasileiras. O que se nota é que Brasília é
dominada pelas relações capitalistas de trabalho em outras grandes cidades brasileiras.
25- A construção de Brasília inscreve-se no contexto de desenvolvimentismo dos anos JK, quando a crença
otimista na modernização do país era embalada, por exemplo, pela conquista da primeira Copa do Mundo de
Futebol.
26- A construção de Brasília, no governo Juscelino Kubistchek de Oliveira, não ficou imune à ação oposicionista,
tendo a oposição à mudança da capital sido liderada pela seção goiana da União Democrática Nacional (UDN),
contrária à cessão de parte do território de Goiás para o novo Distrito Federal.
QUESTÃO ERRADA: A construção de Brasília, não ficou imune à ação oposicionista, tendo a oposição
à mudança da capital sido liderada pela União Democrática Nacional (UDN) contrária a construção da
nova capital no Planalto Central. Enquanto o seu líder Carlos Lacerda liderava a oposição, a seção
goiana da UDN era favorável à cessão de parte do território de Goiás para o novo Distrito Federal.
27- O tombamento de Brasília foi concedido em 1987 pela Organização das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura (UNESCO), tornando-se a capital federal detentora da maior área tombada do mundo e
único bem contemporâneo a receber tal distinção. Para a preservação desse bem, existe o Plano de
Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), que define, além dos planos de desenvolvimento
local, diversos planos de desenvolvimento e de uso e ocupação do solo.
QUESTÃO ERRADA: O tombamento de Brasília foi consentido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional o IPHAN. Brasília foi inscrita na lista da Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 7 de dezembro de 1987. Sendo Brasília detentora da maior
área tombada do mundo – 112,25 km².
28- Desde antes da sua criação, Brasília já começava a desenvolver uma economia local. Ainda em 1960, já
existiam mais de 2 mil estabelecimentos comerciais. Por volta de 1965, no Plano Piloto moravam quase 90 mil
pessoas e mais 130 mil nas chamadas cidades satélites.
QUESTÃO CORRETA: Desde antes da criação da cidade da capital federal, a região de Brasília já
começava a desenvolver sua economia local. Ainda nos anos 60, já havia mais de dois mil
estabelecimentos comerciais. Por volta de 1965, quando no Plano Piloto moravam quase noventa mil
pessoas e mais 130 mil nas chamadas cidades satélites (hoje, onde são as regiões administrativas), já
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havia produção de pequenas quantidades de frutas como abacaxi, banana, laranja, arroz, amendoim e
mandioca.
29- Na época da construção da cidade de Brasília, as redes ferroviárias e rodoviárias estavam em pleno
funcionamento e, ao longo dos anos, foram se expandindo, o que estimulou uma maior ocupação do Centro-
Oeste do Brasil. Esse processo, inclusive, continua até hoje.
QUESTÃO CORRETA: É importante citar que as redes ferroviárias e rodoviárias foram importantes
durante a época da construção da capital federal, visto que já estavam em pleno funcionamento. Ao
longo do tempo, e até hoje, esse processo estimulou uma maior ocupação de toda a região Centro-
Oeste.
30- A cultura da capital federal está diretamente ligada à história da sua construção e também à arquitetura e
ao urbanismo, já que ela é patrimônio Cultural da Humanidade. São 60,25 quilômetros quadrados de área
tombada.
QUESTÃO ERRADA: Brasília é detentora da maior área tombada do mundo – 112,25 km² – e foi inscrita
pela UNESCO na lista de bens do Patrimônio Mundial em 7 de dezembro de 1987, sendo a primeira
cidade do século XX a merecer essa distinção.
31- Brasília foi inscrita na lista da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(Unesco) em 7 de dezembro de 1987. O objetivo de se inscrever a cidade de Brasília é a sua preservação para
as futuras gerações.
QUESTÃO CORRETA: Por se tratar de uma cidade projetada, Brasília teve o seu Plano Piloto tombado
como patrimônio histórico nacional. Além disso, a Unesco inscreveu o plano na lista do Patrimônio
Mundial. Brasília é considerada um marco da arquitetura e urbanismo modernos, por isso, ambas as
medidas foram adotadas com o objetivo de preservar as características primordiais do excelente projeto
urbanístico realizado.
32- Brasília foi reconhecida como patrimônio por conta da sua concepção modernista, baseada nas ideias de
Lúcio Costa, que integravam a escala monumental, dos grandes espaços e construções, à intenção bucólica,
de convivência ao redor das áreas verdes.
QUESTÃO CORRETA: Lúcio Costa dividiu o projeto de Brasília em 4 escalas, nomeadas por ele em 1961.
A escala monumental e a residencial são fáceis de identificar: a Esplanada dos Ministérios e as
superquadras, respectivamente. As outras duas, a gregária e a bucólica, são as que nos juntam numa
convivência coletiva.
33- A presença de operários vindos dos mais diversos pontos do país, a exemplo de mineiros e nordestinos,
conhecidos como candangos, foi vital para a construção de Brasília, além de ter contribuído para a diversificada
composição da população do novo Distrito Federal.
QUESTÃO CORRETA: Em 1957 chegaram ao local da futura capital os primeiros trabalhadores, uma
massa enorme de trabalhadores de origem rural e quase que totalmente analfabeta, que migrou para
começar a construção. A grande predominância eram de nordestinos, mas os mineiros e goianos
também foram importantes nesse processo, que se deslocaram para trabalhar na construção. O que
favoreceu o cenário multicultural da capital.
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QUESTÃO ERRADA: Contrariamente ao que pregava a propaganda oficial, a vida nos primeiros anos da
construção era extremamente árdua para os candangos. Entre as principais queixas dos operários
durante a construção, estavam as ação arbitrarias da Guarda Especial de Brasília – GEB.
35- A partir dos anos 80, a construção civil perdeu força e não era mais a grande propulsora da economia local,
ao passo que o turismo está em expansão desde o final dos anos 90, quando passou a receber visitantes para
lazer e cultura.
QUESTÃO ERRADA: A partir dos anos dois mil, a construção civil começou a perder força, deixando
assim de ser a grande propulsora da economia local. Foi aí que o setor de serviços começou a ficar
cada vez mais forte. Outro setor da economia que é importante citar devido a sua forte expansão,
principalmente na história recente, é o turismo. Isso porque a cidade de Brasília está estruturada para
receber visitantes, oferecendo lazer e cultura.
36- A bandeira do Distrito Federal é composta por um retângulo branco, representando a paz. No escudo, o
verde e o amarelo do seu esmalte único (sinople) e de seu único metal (ouro) juram fidelidade aos símbolos
nacionais.
37- O brasão do Distrito Federal foi idealizado pelo poeta Guilherme de Almeida antes da inauguração da
capital. Ele representa a cruz de Brasília, composta por quatro flechas divergentes que remetem aos quatro
pontos cardeais: Norte, Sul, Leste e Oeste. O símbolo também faz alusão ao cruzamento entre o Eixo
Monumental e o Eixo Rodoviário.
QUESTÃO CORRETA: O brasão do Distrito Federal foi idealizado pelo poeta Guilherme de Almeida antes
da inauguração da capital. Ele representa a cruz de Brasília, composta por quatro flechas divergentes
que remetem aos quatro pontos cardeais: Norte, Sul, Leste e Oeste. O símbolo também faz alusão ao
cruzamento entre o Eixo Monumental e o Eixo Rodoviário. As cores, oriundas da bandeira nacional,
demonstram, ainda, unidade e reforço sobre a posição e a importância da cidade como capital da nação.
Abaixo do escudo, a inscrição “VENTURIS VENTIS” vem do latim e significa “AOS VENTOS QUE HÃO
DE VIR”.
38- Desde a inauguração de Brasília, a sua população é predominantemente urbana e é uma área bastante
povoada, possuindo alta densidade demográfica.
QUESTÃO CORRETA: No DF ocorreu um fenômeno impulsionado pela construção de sua cidade. Sendo
que em poucas décadas a população urbana cresceu a números exorbitantes. Fato este, que contribuiu
para que a cidade, mesmo nascida após um planejamento baseado nos preceitos do Urbanismo
Moderno, apresentasse desde sua origem uma predominância urbana.
39- No Distrito Federal há apenas um município, sendo as demais cidades conhecidas como cidades satélites,
as regiões administrativas.
QUESTÃO ERRADA: O DF é uma unidade incomum da Federação, porque, em vez de municípios, divide-
se em regiões administrativa. A CF/88 veda expressamente a divisão do DF em municípios.
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40- Diferentemente dos estados do país, Brasília não é dividida em cidades e bairros, portanto não há
prefeituras. A capital é composta por 35 Regiões Administrativas conhecidas popularmente como Cidades-
satélites.
41- De acordo com a Secretaria de Estado do Distrito Federal, o DF é dividido em 35 regiões administrativas,
cujos limites físicos definem a jurisdição da ação governamental para fins de descentralização administrativa e
coordenação dos serviços públicos.
42- O Distrito Federal é dividido em 35 Regiões Administrativas e sua capital é Brasília, uma cidade que faz
parte do Planalto Central, no Centro-Oeste do Brasil, que é considerada patrimônio Cultural da humanidade
43- As sedes de antigas fazendas e os setores tradicionais dos assentamentos vernaculares do DF, como
Planaltina e Brazlândia, são exemplos da identidade de uso e ocupação do solo e da morfologia arquitetônica
das cidades do Planalto Central anteriores à construção da cidade de Brasília — à época da construção da
nova capital, essas cidades de pequeno porte eram centros de apoio ao meio rural goiano.
QUESTÃO CORRETA: A cidade mais antiga é Planaltina (1859), seguida por Brazlândia (1933). Pois a
primeira foi inicialmente demarcada pela Missão Cruls e nela assentada a pedra fundamental.
Posteriormente foi dividida em duas regiões e uma parte incorporada à estrutura do Distrito Federal
passando a ser cidade satélite. Ambas as cidades são marcadas por construções vernaculares que
demarcam sua estrutura singela que marca as suas fundações.
44- O território do Distrito Federal é um mosaico morfológico. Brasília não foi construída em território virgem:
os núcleos urbanos de Planaltina (século XIX) e de Brazlândia (anos 30 do século XX) e sedes isoladas de
fazendas preexistiram à edificação da nova capital. O modernismo clássico de Brasília, de início, contrastou
com o vernáculo de construções seculares.
QUESTÃO CORRETA: Tanto Planaltina (1859) quanto Brazlândia (1933) são marcadas por construções
vernaculares que demarcam a estrutura singela que marcam suas fundações. Com a construção de
Brasília, o modernismo empregado na cidade, contrastou com os vernáculos das construções
seculares.
46- O Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF) levou à formação de uma grande área
de produção moderna de grãos, o que transformou o DF em um polo indutor de desenvolvimento agrícola.
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47- Mesmo que de maneira interina, o Distrito Federal já teve três governadoras. Márcia Kubitschek, Arlete
Avelar Sampaio e Maria de Lourdes Abadia.
48- De acordo com levantamento realizado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (CODEPLAN),
entre as regiões administrativas com maior concentração populacional no DF podemos citar Taguatinga, Plano
Piloto, Samambaia e Ceilândia.
49- Brasília possui características próprias, seu contexto territorial apresenta uma grande cidade central, e é
marcado por um processo de polinuclamento de regiões administrativas do Distrito Federal, os quais, mesmo
que intercalados por áreas rurais, são fortemente influenciados pelo centro de aglomeração.
QUESTÃO CORRETA: O Plano Piloto, aparece como o centro polarizador do Distrito Federal, além de
abrigar a maioria dos serviços da capital. Ainda concentra nada menos que 41,0% dos empregos da
capital.
50- Por ser a sede dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), o Distrito Federal está
constitucionalmente impedido de ter autonomia político-administrativa.
QUESTÃO ERRADA: A CF/88 deu ao Distrito Federal, o seu pleno exercício de sua autonomia política,
administrativa e financeira, observados os princípios constitucionais.
51- Passadas seis décadas de sua inauguração, Brasília segue as linhas gerais do plano que norteou sua
construção, especialmente quanto à quantidade máxima de habitantes esperados para a nova capital brasileira.
QUESTÃO ERRADA: Brasília foi prevista para abrigar de 500 a 700 mil habitantes, teve sua população
aumentada ao longo dos anos, chegando a atingir segundo estimativas recentes, um total de 3.094.325
habitantes
52- A estrutura urbana do DF se caracterizou, desde a sua origem na década de 1960, por um padrão
polinucleado fortemente polarizado pelo Plano Piloto com núcleos populacionais dispersos, socioespacialmente
segregados e extremamente dependentes da área central quanto a empregos e a serviços.
QUESTÃO CORRETA: Por conta da estrutura urbana empregada no modelo urbanístico de Brasília. O
Plano Piloto, aparece como o centro polarizador do Distrito Federal, abrigando a maioria dos serviços
e empregos da capital.
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53- Diferentemente do Plano Piloto, projetado por Lúcio Costa, a ocupação do entorno do Distrito Federal
praticamente desconheceu o planejamento urbano, o que explica muitos dos problemas que envolvem a região,
como, por exemplo, transporte público, moradia, lazer, saneamento e saúde.
QUESTÃO CORRETA: Para manter-se “monumental e também cômoda, eficiente, acolhedora e íntima”,
como queria o urbanista Lúcio Costa, Brasília também deveria abrigar, no máximo, cerca de 500 mil
pessoas. Era o que pediam os organizadores do concurso que escolheu o projeto do Plano Piloto. Mas
diferentemente da nova capital, o entorno não teve os mesmos padrões de planejamento. O que explica
muitos dos problemas que atingem a região
54- A maior crítica que se faz à legislação que criou a Rede Integrada de Desenvolvimento da Região do Distrito
Federal e Entorno (RIDE) é a por ter excluído os municípios mineiros.
QUESTÃO ERRADA: A Ride/DF constitui-se desde sua criação por três unidades da federação (DF, GO
e MG).
55- Tendo por objetivo a articulação da ação administrativa da União, dos estados de Goiás e Minas Gerais e
do Distrito Federal, Lei Complementar de 1998 criou a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal
e Entorno (RIDE), acompanhada do Programa Especial de Desenvolvimento do Entorno do Distrito Federal.
QUESTÃO CORRETA: O principal objetivo da RIDE é a integração da União, dos estados de Goiás e
Minas Gerais e do Distrito Federal. O Poder Executivo será responsável pela instituição de um Programa
Especial de Desenvolvimento do Entorno do DF. Tal programa estabelecerá normas e critérios para
unificação dos procedimentos relativos aos serviços públicos da RIDE, especialmente aqueles
relacionados às áreas de infraestrutura e de geração de empregos.
56- A lei que criou a RIDE/DF foi promulgada pelo então presidente da república Fernando Henrique Cardoso,
possui oito artigos e trata da regulamentação e disposição da RIDE em meio ao cenário local, regional e
nacional.
QUESTÃO CORRETA: A lei complementar 94/98 que criou a RIDE/DF foi promulgada pelo então
presidente da república Fernando Henrique Cardoso, possui oito artigos e trata da articulação da ação
administrativa da União, dos Estados de Goiás e Minas Gerais e do Distrito Federal. E regulamenta as
disposições da RIDE em meio ao cenário local, regional e nacional.
57- Os congestionamentos, as deficiências do transporte público, os longos períodos de tempo gastos nos
deslocamentos e as distâncias entre os municípios do Entorno e as Regiões Administrativas do DF geram uma
deseconomia de escala relacionada ao transporte de massa público e privado na RIDE-DF.
QUESTÃO CORRETA: Os graves problemas de mobilidade urbana que o DF enfrenta causa vários
congestionamentos que se somam as deficiências do transporte público, os longos períodos de tempo
gastos nos deslocamentos e as distâncias entre os municípios do Entorno e as Regiões Administrativas
do DF. Em uma sociedade capitalista onde o tempo é dinheiro. Essa perda relacionada a uma escala de
deslocamento gera uma deseconomia de escala relacionada ao transporte de massa público e privado
na RIDE-DF.
58- A criação da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE) representa uma
tentativa oficial de promover o desenvolvimento de áreas que sofrem influência, direta ou indireta, do Distrito
Federal.
QUESTÃO CORRETA: Por se tratar da primeira RIDE criada no país, pode-se dizer que a RIDE-DF foi
uma tentativa oficial de promover a construção de infraestruturas de interesse comum, visando a
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reduzir as desigualdades sociais em municípios que sofrem influência, direta ou indireta, do Distrito
Federal.
59- A criação da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE) cumpriu
integralmente seu objetivo ao promover a ocupação ordenada e planejada de toda a área limítrofe do Distrito
Federal, ao sanar problemas estruturais com a plena oferta de bens e serviços públicos, oportunidades de
emprego e assistência à saúde no chamado Entorno.
QUESTÃO ERRADA: Por mais que a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno
(RIDE) tenha promovido uma maior integração entre os municípios do entorno e o DF, ela ainda não
conseguiu sanar os principais problemas estruturais que atingem a região como a oferta de bens e
serviços públicos, oportunidades de emprego e assistência à saúde.
60- No que tange ao uso de serviços de saúde, local de estudo e trabalho, a evidente polarização observada
entre o Plano Piloto e as regiões administrativas do DF é igualmente presente entre Brasília e todos os
municípios da RIDE, devido a sua dependência econômica em relação à capital, de modo que eles mantêm o
perfil de cidades-dormitórios.
QUESTÃO ERRADA: A RIDE-DF trata-se de uma região que exerce e sofre influência direta ou Indireta
de Brasília em inúmeros aspectos, afetando políticas de desenvolvimento urbano, transporte, trabalho,
saúde, educação, entre outras. Desta forma, nem todos os municípios mantem essa relação de
dependência em relação a Brasília. Nem o perfil de cidades-dormitórios, que se configura de forma
maior com os municípios do entorno imediato da capital.
61- A RIDE foi criada com a finalidade de solucionar os problemas advindos do crescimento desordenado de
Brasília e seu entorno.
QUESTÃO CORRETA: De acordo com a LC 94/98, no Art. 1º, é o Poder Executivo autorizado a criar, para
efeitos de articulação da ação administrativa da União, dos Estados de Goiás e Minas Gerais e do
Distrito Federal, a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno – RIDE. Visando
ao desenvolvimento e à redução das desigualdades regionais.
62- A RIDE, em seu recorte territorial, é formada por municípios de três unidades da Federação: Distrito Federal,
Goiás e Minas Gerais.
QUESTÃO ERRADA: A Ride/DF constitui-se em uma região administrativa composta por três unidades
da federação (DF, GO e MG) e 33 municípios de duas unidades da federação (GO e MG).
63- No município de Águas Lindas de Goiás, a prestação de serviços públicos de água potável é feita por meio
do consórcio de empresas públicas do Distrito Federal e do Goiás, em razão de a referida lei complementar
prever como sendo de interesse comum da RIDE serviços relacionados à área de infraestrutura.
64- Conforme a lei complementar 94/98, há impedimentos para a criação de novos municípios, já que estes,
ainda que resultem do desmembramento de territórios da RIDE, não serão considerados parte dos territórios
contemplados por inúmeros benefícios fiscais concedidos pela União.
66- A criação da RIDE, na teoria, supõe uma integração entre os municípios que a integram para que as
disparidades e desigualdades existentes entre elas sejam diminuídas ao longo dos anos
67- Dificuldades na operacionalização da Ride determinaram, no ano de 2018, a exclusão de vários municípios
que dela faziam parte.
QUESTÃO ERRADA: A Lei Complementar nº 163, de 14 de junho de 2018, foi criada com o objetivo de
incluir mais 12 municípios a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno. Não
retirando nenhuma das ações criadas anteriormente.
68- A criação da Ride DF tinha por objetivo definir os limites territoriais do DF e os municípios vizinhos, bem
como instituir as obrigações de cada ente federativo envolvido na oferta de serviços públicos de âmbito local.
69-Todos os municípios que integram a Ride DF possuem relações metropolitanas com Brasília, o que configura
a área metropolitana de Brasília.
QUESTÃO ERRADA: A Ride trata-se de uma região onde os municípios integrantes sofrem influência
direta ou indireta de Brasília em inúmeros aspectos, afetando políticas de desenvolvimento urbano,
transporte, trabalho, saúde, educação, entre outras.
70- Entre os municípios mais populosos da RIDE, encontram se, além da capital, Anápolis, Luziânia, Águas
Lindas e Formosa.
QUESTÃO ERRADA: A Ride/DF constitui-se em uma região composta por três unidades da federação.
Brasília não é um município. E entre os municípios goianos citados, Anápolis não integra a região. Dos
municípios que compõem a região os mais populosos são: Águas Lindas de Goiás: 222.850, Luziânia:
214.645, Valparaíso de Goiás: 175.720 e Formosa: 125.705.
71- No aspecto saneamento básico, as cidades grandes que se destacam na região integrada de
desenvolvimento (RIDE) consomem mais água, geram mais esgoto e mais lixo, sendo que esses municípios
do entorno, por muitas vezes não dispõem de recursos para um sistema adequado de saneamento básico.
muitos dos municípios do entorno não contam com uma infraestrutura adequada para lidar com esse
crescimento e a demanda de serviços públicos.
72- A Área Metropolitana de Brasília (AMB), é constituída pelo Distrito Federal e 12 municípios goianos que
fazem divisa com a cidade.
QUESTÃO ERRADA: A Área Metropolitana de Brasília (AMB), foi definida na Nota Técnica 1/2014 da
Codeplan. É constituída pelo Distrito Federal e 12 municípios goianos. Sendo 9 que fazem divisa com a
cidade e 3 que estão no entorno imediato do DF.
73- O território e os municípios que compõem a RIDE coincidem com a Área Metropolitana de Brasília (AMB).
QUESTÃO ERRADA: A Ride/DF constitui-se em uma região administrativa composta por três estados
(DF, GO e MG) e 33 municípios, com área territorial de 94.570,39 km² e população de aproximadamente
4,5 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE. Já a Área Metropolitana de Brasília (AMB), é
constituída pelo Distrito Federal e 12 municípios goianos que estão no entorno imediato do Distrito
Federal. Hoje a AMB reúna mais de 4 milhões de habitantes distribuídos em 26.034 Km² de território.
Logo ambas não coincidem
74- Com a consolidação de Brasília e o consequente densamento de sua população, o impacto da nova capital
ultrapassou as fronteiras do Distrito Federal, exercendo influência direta sobre vários municípios goianos.
QUESTÃO CORRETA: A Área Metropolitana de Brasília (AMB) foi definida em função do reconhecimento
da dinâmica metropolitana existente entre o Distrito Federal e os municípios goianos adjacentes. E
surgiu do crescimento populacional notado primeiro no DF que se expandiu para esses municípios.
75- É correto afirmar que, no contexto nacional, Brasília apresenta-se como centro polarizador, considerando-
se aspectos como supremacia na gestão pública federal, renda, densidade populacional, grau de urbanização,
coesão interna da área (dada pelos deslocamentos da população em função dos serviços) e acesso ao mercado
de trabalho.
QUESTÃO CORRETA: De acordo com o (REGIC), Brasília se apresenta como o centro polarizador da
Ride e Metrópole Nacional, que traz no seu bojo critérios para tal classificação, dentre eles o tamanho
e densidade populacional, o grau de urbanização e a coesão interna da área, dada pelos deslocamentos
da população, em função de serviços, acesso ao mercado de trabalho.
76- Brasília é apontada como uma das três metrópoles nacionais mais importantes no Brasil, e sua influência
urbana direta estende-se por uma larga porção do território nacional, alcançando os estados de Minas Gerais
e de Goiás.
QUESTÃO CORRETA: A crescente influência urbana de Brasília no cenário nacional a consolida como
o principal centro político do país. A região na qual Brasília se insere ainda exerce uma polarização
ainda maior nos estados que fazem divisa com ela. Como é o caso de Goiás e Minas.
77- Brasília, a capital federal, é um importante centro urbano polarizador de influência regional em diferentes
escalas, uma metropolitana e outra regional, sendo classificada como metrópole nacional.
78- O Parque Nacional de Brasília é uma unidade de conservação que abriga o lago artificial de Santa Maria, o
qual abastece parte do Distrito Federal, juntamente com outros sistemas de abastecimento, tais como o
reservatório do Descoberto.
79- A captação de água do sistema Corumbá IV ocorre no município goiano de Luziânia e, a partir dali, a água
captada segue por todo um conjunto de elevatórias e estações de tratamento e distribuição para municípios
goianos e regiões administrativas do DF; trata-se, portanto, de uma ação de integração política e econômica
entre os entes da RIDE/DF, pois água potável é condição para o desenvolvimento econômico da região.
QUESTÃO CORRETA: O sistema amplia o abastecimento de água tratada nos municípios goianos de
Luziânia, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Novo Gama, que já contavam com atendimento
universalizado. No Distrito Federal, a região Sul é beneficiada pela obra, que garante a distribuição
regular inclusive no período de estiagem. Além disso, consideram-se de interesse da RIDE os serviços
públicos comuns ao Distrito Federal, aos Estados de Goiás e de Minas Gerais e aos Municípios que a
integram, relacionados com as seguintes áreas: aproveitamento de recursos hídricos e minerais.
80- A água captada pelo sistema Corumbá IV destina-se ao abastecimento de todo o DF e das cidades goianas
de maior porte demográfico da RIDE/DF, nas quais a demanda por água potável é maior.
QUESTÃO ERRADA: o Sistema Corumbá, que suplementará o abastecimento da porção sul do território
do Distrito Federal, atendendo, preferencialmente, as cidades de Santa Maria, Gama e Recanto das
Emas, aumentando a disponibilidade de água também para abastecimento das cidades de Taguatinga,
Ceilândia, Águas Claras e Vicente Pires. Além dos municípios goianos de Luziânia, Valparaíso de Goiás,
Cidade Ocidental e Novo Gama.
81- O sistema Corumbá IV para fornecimento de água ao DF é uma iniciativa da Companhia de Saneamento
Ambiental do Distrito Federal (CAESB), empresa pública que desenvolveu o projeto de forma unilateral, em
razão de limitações orçamentárias e de recursos humanos jurídicos do governo do estado de Goiás.
QUESTÃO ERRADA: A primeira etapa da obra, que contou com investimentos superiores a R$ 440
milhões, apresenta capacidade de produção de 2.800 litros por segundo de água tratada – distribuídos
igualmente entre a Saneago e a Caesb. Os custos e ações operacionais também foram divididos entre
os governos do Distrito Federal e de Goiás.
82- Por se tratar de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, as visitas na Estação Ecológica (ESEC)
de Águas Emendadas são restritas e apenas ocorrem de forma guiada, conforme dispõe o seu plano de manejo.
QUESTÃO CERTA: Por se tratar de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, as visitas na
Estação Ecológica (ESEC) de Águas Emendadas são restritas devido a sua característica única. Desta
forma ela apenas ocorrem de forma guiada, conforme dispõe o seu plano de manejo.
83- A função inicial do Lago Paranoá era relativa à condição climática da região, muito seca. Ele deveria suprir
as necessidades de umidade atmosférica do DF e do Entorno.
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QUESTÃO ERRADA: O Lago Paranoá foi pensado por Auguste François Marie Glaziou, integrante da
famosa Comissão Exploradora do Planalto Central (1892 a 1896) liderada pelo astrônomo belga Luís
Cruls, a chamada Missão Cruls. Glaziou participou de forma crucial a respeito dos estudos de
demarcação da área de 14.400 Km², para implantação da Nova Capital, apontando em seu relatório a
possibilidade da existência de um Lago, destacando segundo suas palavras a beleza que as águas
correntes haviam de dar à nova capital.
84- Ao liberar completamente as ocupações irregulares na orla do Lago Paranoá, o governo do DF conseguiu
garantir, na totalidade, o acesso de toda a população ao lago para o lazer, inclusive com transporte gratuito
para todos.
QUESTÃO ERRADA: Mesmo com todas as ações tomadas pelo governo, ainda não foi possível liberar
toda a orla do Lago Paranoá. Um aspecto e a dificuldade de acesso a todos os habitantes do DF, a orla
do Lago.
85- Entre as funções iniciais do Lago Paranoá, estava a de suprir necessidades paisagísticas de Brasília e de
lazer da população; mais recentemente, a pavimentação de parte da orla incrementou o turismo local, auxiliando
a questão econômica.
QUESTÃO CORRETA: O Lago Paranoá foi pensado por Auguste François Marie Glaziou. Glaziou
apontou em seu relatório a possibilidade da existência de um Lago, destacando a beleza que as águas
haviam de dar à nova capital. Com a construção o Lazer e as atividades náuticas e motonáuticas, assim
como o turismo são ações que auxiliam na economia local.
86- O Lago Paranoá, o maior corpo hídrico do Distrito Federal, é resultado do barramento do ribeirão Paranoá
e de seus afluentes para diversos fins.
QUESTÃO CORRETA: o Lago Paranoá é um lago artificial localizado em Brasília. Foi idealizado em 1894
pela Missão Cruls e concretizado com a construção da cidade, durante o governo do
presidente Juscelino Kubitschek. O lago é formado pelas águas represadas do Rio Paranoá e os seus
afluentes. Tem 48 quilômetros quadrados de área e profundidade máxima de 38 metros.
87- Os possíveis usos do Lago Paranoá são diversos e incluem geração de energia, lazer, atividades náuticas
e motonáuticas, diluição de efluentes de esgoto, abastecimento público, preservação ambiental e segurança
nacional.
QUESTÃO CORRETA: Os usos do Lago Paranoá são diversos e incluem desde a geração de energia
elétrica, as práticas de lazer, atividades náuticas e motonáuticas (DO VÉI DA LANCHA), diluição de
efluentes de esgoto, abastecimento público do DF, preservação ambiental e segurança nacional.
NO QUE SE REFERE AOS ASPECTOS FÍSICOS DO DISTRITO FEDERAL, JULGUE OS PRÓXIMOS ITENS.
88- No período do ano em que ocorre a maior pluviosidade e se registram os maiores valores de temperatura
do ar, atua, predominantemente, no DF, a massa Equatorial Continental.
QUESTÃO CORRETA: No Distrito Federal durante o verão (quente e chuvoso que vai de outubro a abril)
predomina a ação da MEC (Massa Equatorial Continental) e no Inverno da MPA (Massa Polar Atlântica).
89- As chuvas isoladas que ocorrem no Distrito Federal são provocadas pelas condições do relevo.
QUESTÃO ERRADA: Concordo que as chuvas isoladas podem ser causadas por conta do relevo em
determinadas áreas do DF, mas a forma como o item foi escrito nos dá a impressão de que todas
as chuvas isoladas são influenciadas pelo relevo. Uma vez que temos a atuação das Massas Equatorial
Continental e Polar Atlântica.
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90- As precipitações pluviométricas no Distrito Federal, em geral, são distribuídas entre os meses de outubro e
abril, o que garante o suprimento de água na barragem do Descoberto, principal reservatório de abastecimento
da cidade
QUESTÃO CORRETA: O período com mais chuvas no DF vai de outubro a abril, geralmente fortes e de
curta duração. O que abastece com água o Distrito Federal. Abastecendo o lago artificial do Descoberto
que responde pelo abastecimento de 61% da população do DF.
91- O clima do Distrito Federal apresenta dois períodos distintos: um seco e outro chuvoso, definidos,
principalmente, em função da atuação das massas de ar equatorial continental e polar atlântica.
QUESTÃO CORRETA: No DF predomina duas estações bem distintas: um Verão – quente e chuvoso
que vai de outubro a abril. E um Inverno – frio e seco que vai de maio a setembro. No verão predomina
a ação da MEC (Massa Equatorial Continental) e no Inverno da MPA (Massa Polar Atlântica).
92- O do território do DF é composto por áreas rurais, responsáveis tanto pela produção agropecuária da região
quanto pela contenção do crescimento urbano desordenado e pela preservação de nascentes, mananciais e
áreas de vegetação nativa do cerrado.
QUESTÃO ERRADA: O Distrito Federal tenha uma das maiores produtividades do país no setor
primário por conta de um setor de alta tecnologia e uma área rural que corresponde à
aproximadamente 60% da área total da região. Além de contar com uma grande extens ão territorial
de unidades de conservação de uso restrito e controlado que ajudam a preservação de nascentes,
mananciais e áreas de vegetação nativa.
93- No DF, a água subterrânea é considerada um recurso hídrico para uso regular durante todas as estações
do ano, sendo aproveitada para incrementar o abastecimento urbano e rural.
QUESTÃO CORRETA: No DF, a água subterrânea é considerada um recurso hídrico para uso regular
durante todas as estações do ano, sendo aproveitada principalmente no sistema de abastecimento do
Descoberto, Sobradinho/Planaltina e São Sebastião, para incrementar o abastecimento urbano e rural
da região.
94- Entre as principais causas dos problemas ambientais no Cerrado para o DF, estão o avanço da fronteira
agrícola nas últimas décadas, o crescimento populacional e a grilagem de terra.
95- Poucos pontos do território do DF ultrapassam os dois mil metros de altitude em relação ao nível do mar,
resultado da antiguidade de sua formação e da ação de agentes erosivos externos.
QUESTÃO ERRADA: Nenhum ponto no DF ultrapassa os dois mil metros. O ponto mais alto é o Pico do
Roncador, com 1.341 metros, localizado na Serra do Sobradinho, que fica na região
administrativa de Brazlândia.
96- No Distrito Federal predomina o clima tropical semiúmido com duas estações bem definidas: uma seca (de
maio a setembro) e outra chuvosa (de outubro a abril). Durante o período de estiagem, a umidade relativa do
ar pode atingir menos de 20%, fato que provoca várias doenças respiratórias, sobretudo nas crianças.
QUESTÃO CORRETA: No DF predomina o clima TROPICAL SEMIÚMIDO com duas estações bem
distintas: um Verão – quente e chuvoso que vai de outubro a abril. E um Inverno – frio e seco que vai
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de maio a setembro. O período com baixa umidade e dias mais quentes durante o dia e queda acentuada
de temperatura durante o começo da manhã e noite.
97- Localizada no planalto central brasileiro está Brasília, a capital federal. A cidade fica a cerca de 1.000 metros
acima do nível do mar e tem relevo predominantemente plano formado de chapadas e chapadões
sedimentares.
QUESTÃO CORRETA: De acordo com o site oficial do Distrito Federal, a cidade está localizada a 15°47’
de latitude sul e a 47°56′ de longitude oeste e ocupa uma área de 5.779 km². A cidade fica a cerca de
1.000 metros acima do nível do mar e tem relevo predominantemente plano formado de chapadas e
chapadões sedimentares.
98- Analisando os aspectos físicos do DF, notadamente quanto ao relevo e à hidrografia, é correto afirmar que
a região em que se inserem o estado de Goiás e o Distrito Federal é divisora de águas de três grandes bacias
hidrográficas brasileira.
QUESTÃO CORRETA: No Distrito Federal, assim como no estado de Goiás encontra-se o divisor de
água das três principais bacias hidrográficas brasileiras Paraná, Tocantins/Araguaia e do São
Francisco.
99- Mesmo não contando com uma grande extensão de rios, o DF possui uma rede hidrográfica propícia para
a pesca em larga escala e rios com condições de navegabilidade.
QUESTÃO ERRADA: Mesmo com uma extensão considerável, a rede hidrográfica do DF não é propícia
para a pesca em escala comercial nem apresenta condições de navegabilidade, fora o Lago Paranoá.
100- Predominam, no Distrito Federal, rios meândricos e intermitentes, com pequena influência do clima em
suas vazões.
QUESTAO ERRADA: Rios meândricos são aqueles cujo traçado sinuoso leva o rio a se afastar de sua
posição normal para descrever curvas. Já os rios intermitentes são aqueles cujos leitos secam durante
algum período do ano. Os rios do DF são perenes e intermitentes, sofrendo muita influência do clima
em suas vazões.
101- Diversos corpos hídricos do DF cumprem importante papel na geração de energia elétrica, a exemplo do
rio Descoberto e do rio Maranhão, que abastecem, respectivamente, as usinas de Serra da Mesa e de Corumbá
IV.
QUESTAO ERRADA: Respectivamente O rio Maranhão abastece o lago de Serra da Mesa e o Rio
Descoberto por sua vez, desagua no reservatório de Corumbá IV.
102- A Estação ecológica de Águas Emendadas tem esse nome por se tratar de um fenômeno hidrográfico de
dispersão de águas, fluindo a partir de um mesmo ponto para lados opostos, formando a Bacia do Tocantins-
Araguaia e a Bacia Platina.
QUESTÃO CORRETA: A Estação Ecológica de Águas Emendadas é uma estação ecológica localizada
no Distrito Federal, na região administrativa de Planaltina. E tem esse nome por se tratar de um
fenômeno único de dispersão de águas, fluindo a partir de um mesmo ponto para lados opostos,
formando as Bacia do Tocantins-Araguaia e a Bacia do Paraná (Platina).
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103- O produto interno bruto (PIB) do DF está entre os dez primeiros no ranking nacional das economias
medidas pelo PIB, contudo ainda subsiste no DF uma grave situação de desigualdade social e de renda,
informalidade e desemprego, marcadamente nas regiões administrativas mais distantes do Plano Piloto.
104- Acerca da realidade contemporânea do Distrito Federal (DF), é correto afirmar que as atividades terciárias
predominam nos setores econômicos no DF.
QUESTÃO CORRETA: A maior parte das atividades desempenhadas no Distrito Federal é decorrente da
prestação de serviços. Isso ocorre na medida em que a capital, por conta de ser a sede da administração
pública federal e principal polo de decisões políticas do país, conta com uma grande quantidade de
repartições públicas. Por esse e outros fatores, o setor de Serviços, representa 95,7% da estrutura
produtiva do Distrito Federal, determinando a dinâmica da atividade econômica local.
105- A grande extensão territorial de unidades de conservação de uso restrito e controlado inibiu o
desenvolvimento do setor agropecuário no DF e a expansão do agronegócio e de hortifrutigranjeiros para
abastecer a capital federal aconteceu nos municípios goianos e mineiros do entorno.
QUESTÃO ERRADA: Mesmo contando com um espeço restrito, o DF apresenta elevado nível de
produção no setor agropecuário. Exportando o excedente para outras Unidades da Federação.
106- O espaço urbano do DF acumulou, nas últimas décadas deste século, um déficit habitacional
principalmente entre as classes de baixa renda e, para atender a demanda dessas famílias, tem adotado
programas habitacionais, sendo exemplo disso o empreendimento Jardins Mangueiral, desenvolvido por
parceria público-privada na região administrativa de São Sebastião como modelo de atendimento para a classe
de menor rendimento da Unidade de Planejamento Territorial Leste (UPT).
QUESTÃO ERRADA: Para arrefecer os ânimos sociais e dar legitimidade à sua estratégia o governo
criou uma demanda habitacional para a classe média. Essa condição foi atendida porque, ao
regionalizar o território em UPTs, homogeneizaram-se as demandas sociais por habitação, fazendo com
está tenha sido transferida para o Jardim Botânico, uma vez que foi nessa UPT que o Setor Habitacional
Jardins Mangueirais foi construído na região de São Sebastião.
107- O aumento da taxa de fecundidade no Distrito Federal, está ligada, ao baixo nível de instrução das
mulheres quando comparado ao dos homens.
QUESTÃO ERRADA: Entre os fatores que explicam a baixa taxa de fecundidade, temos uma mudança
no padrão social global, com uma maior participação feminina no mercado de trabalho e a maior
escolaridade das mulheres comparada ao dos homens, 1 ano e 8 meses a mais. Um outro fator é que
as mulheres mais jovens no geral tem buscando melhorar suas qualificações e priorizando o mercado
de trabalho e sua vida profissional. Logo a vida doméstica fica fora do rol de prioridades. É por fim, o
Brasil não tem adotado políticas de restrição populacional. A baixa Taxa de Fecundidade do Distrito
Federal está ligada a outros fatores como as mudanças nos padrões sociais e culturais.
108- Entre os principais fatores que explicam a baixa taxa de fecundidade no Distrito Federal, estão, a maior
participação da mulher no mercado de trabalho e o aumento gradual da preferência por parto cesáreo.
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QUESTÃO CORRETA: As mudanças nos padrões sociais e culturais atualmente, faz com que as
mulheres brasileiras e brasilienses sofram influência dos meios de comunicação, apelos por famílias
cada vez menor, postergação do casamento para depois das realizações pessoais, maior escolaridade
e participação da mulher no mercado de trabalho. Além disso, o Distrito Federal tem nos últimos anos
apresentando uma preferência das mulheres por partos cesáreos, principalmente, na faixa etária acima
dos 30 anos.
109- A mudança recente no perfil socioeconômico de Brasília e o aumento da idade média da população da
capital, apresenta como consequência uma maior concentração de casados, entre aqueles que residem no
Distrito Federal.
QUESTÃO CORRETA: Era uma característica habitual no DF é o número de solteiros. Mas com o
envelhecimento da população do DF, pela primeira vez temos os casados em maior número na capital.
110- Uma das principais mudanças observadas em Brasília é que atualmente a cidade passa por um processo
de envelhecimento em seu contingente populacional, um Indicador importante que demonstra essa
característica é a elevada idade média de sua população, superior a 40 anos.
QUESTÃO ERRADA: A idade média de quem vive na capital é 34 anos. Portanto, inferior a 40 anos de
idade.
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