Plano de Trabalho de Luiz Felipe Pessanha
Plano de Trabalho
Título Sugerido: Estratégias Didáticas Diferenciadas para o Fortalecimento da Aritmética
nos Anos Finais: Um Estudo Multi-seriado com Metodologias Ativas, Abordagens
Japonesas e Jogos
Orientando: Luiz Felipe Pessanha
Orientadora: Profa. Nancy Baygorrea
Justiicativa:
A aprendizagem da tabuada constitui um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento do
pensamento matemático nos anos finais do Ensino Fundamental. Contudo, é recorrente a
constatação de que alunos do 7º, 8º e 9º ano apresentam defasagens significativas nesse conteúdo, o
que compromete não apenas o desempenho em operações básicas, mas também a compreensão de
temas mais complexos, como números inteiros, potenciação, equações e funções. Essa dificuldade
persistente, muitas vezes atribuída a uma abordagem centrada na memorização mecânica e
descontextualizada, evidencia a necessidade de repensar as práticas didáticas tradicionalmente
utilizadas.
A presente pesquisa justifica-se, primeiramente, pela relevância social e educacional do problema. A
fluência aritmética, quando construída com compreensão, impacta diretamente a autoestima do
aluno, sua participação em sala de aula e seu percurso escolar posterior. A abordagem por meio de
jogos e atividades lúdicas já se mostra promissora em diversos contextos, mas ainda carece de
estudos que articulem essa estratégia com uma diferenciação intencional para diferentes anos
escolares, considerando as especificidades cognitivas e curriculares de cada etapa. Em segundo
lugar, a pesquisa justifica-se pela inovação metodológica que propõe. Diferentemente de trabalhos
que aplicam uma mesma sequência didática para um único ano, este estudo opta por um desenho
multi-seriado, com intervenções adaptadas para 7º, 8º e 9º anos. Essa diferenciação respeita o
princípio de que a tabuada não é um conteúdo a ser “repassado” da mesma forma para todos, mas
sim uma ferramenta cuja consolidação e aplicação exigem estratégias específicas em cada momento
da escolaridade. Ainda, incorpora elementos da educação matemática japonesa, como o uso de
problemas abertos, representações múltiplas e o ensino do cálculo mental estratégico, aliados a
metodologias ativas e híbridas, como a criação de jogos e o uso de tecnologias digitais.
Do ponto de vista acadêmico, a pesquisa está alinhada às diretrizes da BNCC, que preconizam o
desenvolvimento de competências como raciocínio lógico, resolução de problemas e autoconfiança
matemática. Além disso, os resultados obtidos poderão subsidiar a elaboração de um produto
educacional, um caderno de sequências didáticas, que servirá como recurso para professores de
Matemática dos anos finais, ampliando o alcance social da investigação. Por fim, como trabalho de
conclusão do PROFMAT, a proposta atende à dupla finalidade do programa: aprofundar os
conhecimentos matemáticos do professor-pesquisador e gerar um produto que impacte
positivamente a prática docente, contribuindo para a melhoria do ensino de Matemática na
Educação Básica.
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2. Objetivos:
2.1 Objetivo Geral: Desenvolver, implementar e avaliar uma sequência didática fundamentada em
jogos, atividades lúdicas, metodologias ativas e princípios da educação matemática japonesa, com
estratégias diferenciadas para os 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, visando ao fortalecimento
da aprendizagem da tabuada e à superação das dificuldades recorrentes nesse conteúdo.
2.2 Objetivos específicos:
1. Diagnosticar as dificuldades específicas dos alunos de 7º, 8º e 9º ano em relação à tabuada,
considerando não apenas a rapidez e a precisão, mas também a flexibilidade de raciocínio e
as estratégias utilizadas.
2. Elaborar e validar três sequências didáticas distintas, cada uma adequada às necessidades e
ao momento curricular das respectivas turmas:
• Para o 7º ano: foco na consolidação e construção de significados por meio de jogos
estruturantes e da Tabela Pitagórica.
• Para o 8º ano: ênfase em fluência estratégica, cálculo mental e uso de tecnologias
híbridas, comparando uma turma de intervenção com uma turma de controle.
• Para o 9º ano: aplicação da tabuada em contextos de resolução de problemas e
conexão com conteúdos de maior complexidade (equações, potenciação, funções).
3. Aplicar as sequências didáticas ao longo de oito semanas, registrando observações,
produções dos alunos e os processos de interação durante as atividades.
4. Avaliar o impacto das intervenções por meio de uma abordagem mista (quantitativa e
qualitativa), analisando os resultados dos testes pré e pós-intervenção, o engajamento dos
alunos e suas percepções sobre a aprendizagem.
5. Comparar a eficácia da metodologia ativa na turma de 8º ano com a turma de controle que
utilizará abordagem tradicional, contribuindo para a validação das estratégias propostas.
6. Produzir um material didático (caderno de sequências didáticas) contendo as atividades
desenvolvidas, orientações para aplicação e sugestões de adaptação, destinado a professores
de Matemática dos anos finais do Ensino Fundamental.
3. Fundamentação Teórica e Alinhamento com a BNCC
A persistência das dificuldades com a tabuada do 7º ao 9º ano não é um problema isolado, mas um
reflexo de práticas que priorizam a memorização mecânica em detrimento da compreensão
conceitual. A pesquisa de Williamson (2007) demonstrou que, quando os alunos percebem a
tabuada apenas como um conjunto de fatos a serem decorados (aprendizagem passiva), eles se
sentem inseguros para resolver problemas novos. Por outro lado, quando ensinados a usar a tabuada
como ferramenta para raciocinar (aprendizagem ativa), desenvolvem maior confiança e
flexibilidade cognitiva .
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3.1 Fundamentos para uma abordagem inovadora
A dissertação se apoiará em três pilares teóricos principais:
Pilar 1 : Compreensão Conceitual vs. Memorização Mecânica
• Teoria dos Campos Conceituais (Gérard Vergnaud): A multiplicação deve ser compreendida
em suas múltiplas dimensões (adição repetida, combinatória, proporcionalidade, disposição
retangular), não apenas como um fato a ser memorizado.
• Teoria das Situações Didáticas (Guy Brousseau): A aprendizagem ocorre quando o aluno é
colocado em situações-problema que exigem a construção ativa do conhecimento.
Pilar 2: Aprendizagem Baseada em Evidências Cognitivas:
Estudos recentes apontam que a fluência aritmética eficaz combina três princípios fundamentais :
• Recuperação Ativa (Retrieval): O ato de trazer à mente um fato matemático fortalece a
memória muito mais do que a simples releitura
• Espaçamento (Spacing): Distribuir a prática ao longo do tempo, revisitando conteúdos em
intervalos crescentes, combate o esquecimento
• Intercalação (Interleaving): Alternar diferentes tipos de problemas (ex: tabuadas misturadas,
ou multiplicação com adição) força o aluno a identificar a estratégia correta, resultando em
aprendizagem mais duradoura
Pilar 3: Princípios da Educação Matemática Japonesa:
A metodologia japonesa não se baseia em "truques", mas em:
• Ensino Estruturado (Jyugyou Kenkyuu): Planejamento meticuloso da aula, com problemas
desafiadores desde o início.
• Uso de Representações Múltiplas: Conexão entre o concreto, o pictórico e o abstrato.
• Comunicação Matemática: Valorização da explicação do raciocínio, não apenas da resposta
final.
• Cálculo Mental com Estratégia: O "Make 10" (completar 10) é um exemplo: para calcular 9
x 8, pensa-se "o número antes de 8 é 7 (para 70) e quanto falta para 10 a partir de 8? 2 →
72" . Isso transforma um fato decorado em uma estratégia de raciocínio.
3.2 Alinhamento com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular)
A pesquisa se justifica por atender diretamente às seguintes habilidades da BNCC, adaptadas por
ano:
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Habilidade
Ano Descrição
BNCC
Resolver e elaborar problemas com números inteiros, envolvendo as
7º
(EF07MA01) operações básicas. A fluência na tabuada é pré-requisito para a compreensão
Ano
da multiplicação e divisão com números negativos.
Resolver e elaborar problemas com números reais, incluindo potências e
8º
(EF08MA01) notação científica. A tabuada é base para compreender as propriedades das
Ano
potências.
9º Resolver e elaborar problemas que envolvam equações do 2º grau. A
(EF09MA03)
Ano manipulação algébrica exige fluência aritmética para fatoração e resolução.
Além disso, a proposta dialoga com as competências gerais da BNCC, como o desenvolvimento do
raciocínio lógico, da criatividade e da autonomia .
4. Desenho Metodológico: Pesquisa-Aplicação com Validação Multi-seriada
A metodologia da pesquisa foi estruturada com base em uma abordagem mista (quanti-qualitativa),
combinando elementos da Engenharia Didática (Artigue, 1996), da Pesquisa-Ação (Tripp, 2005) e
de um delineamento quase-experimental (Campbell & Stanley, 1979). Essa escolha metodológica
justifica-se pela necessidade de, ao mesmo tempo, compreender os processos de ensino e
aprendizagem em profundidade (Pesquisa-Ação e Engenharia Didática) e verificar a eficácia das
intervenções por meio de comparações controladas (quase-experimental). A pesquisa é do tipo
aplicada, pois visa gerar um produto educacional (sequências didáticas) que possa ser utilizado por
outros professores.
A seguir, detalhamos as fases da pesquisa, os participantes, os instrumentos de coleta de dados e os
procedimentos de análise e validação.
4.1. Delineamento da Pesquisa
A pesquisa organiza-se em quatro etapas interligadas:
1. Diagnóstico e Análise das Dificuldades (Pré-teste)
2. Planejamento e Validação das Sequências Didáticas
3. Implementação das Intervenções (Aplicação)
4. Avaliação, Análise e Sistematização dos Resultados
Cada etapa será descrita detalhadamente, com indicação dos instrumentos, sujeitos e referenciais
teóricos utilizados.
4.2 Participantes e Contexto
A pesquisa será realizada em uma escola pública da rede de ensino, com a seguinte composição de
turmas:
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Nº de
Turma Caracterização Foco da Intervenção
Alunos
Consolidação e raciocínio: superação de defasagens,
7º Ano 25 Turma única
construção de significados e conexão com números inteiros.
8º Ano Grupo Fluência estratégica: uso de metodologias ativas, abordagens
40
A experimental japonesas e tecnologias híbridas.
8º Ano Grupo de Ensino tradicional: aulas expositivas e exercícios de fixação
40
B controle (sem jogos ou estratégias inovadoras).
Aplicação e conexões: uso da tabuada como ferramenta em
9º Ano 30 Turma única
problemas de equações, funções e potenciação.
A inclusão de um grupo de controle no 8º ano permite uma comparação mais rigorosa dos efeitos
das metodologias ativas, atendendo a critérios de validade interna (Campbell & Stanley, 1979). As
demais turmas (7º e 9º) serão analisadas quanto à evolução de desempenho e engajamento, mas sem
controle direto, dado o foco na adaptação das sequências às suas especificidades.
4.3. Etapas da Pesquisa
Etapa 1: Diagnóstico Inicial (Pré-teste)
Objetivo: Mapear as dificuldades específicas dos alunos em relação à tabuada, considerando não
apenas a rapidez, mas a flexibilidade de raciocínio e as estratégias de cálculo.
Instrumentos:
• Teste diagnóstico de fluência aritmética: composto por:
• Parte A (velocidade e precisão): 20 operações de multiplicação e divisão (tempo
limite: 3 minutos).
• Parte B (flexibilidade): questões abertas como:
• “De quantas maneiras diferentes você pode calcular 7 × 8? Explique.”
• “Se você não lembrar o resultado de 12 × 15, como faria para descobrir?
Mostre pelo menos duas estratégias.”
• “Sem fazer a conta, qual é maior: 18 × 24 ou 19 × 23? Justifique.”
• Questionário de percepção inicial: para avaliar a autoconfiança, o interesse pela matemática
e a experiência prévia com jogos ou atividades lúdicas.
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Análise dos resultados: Os dados quantitativos serão tabulados e analisados por meio de estatística
descritiva (médias, desvios). As respostas qualitativas serão categorizadas segundo a tipologia de
estratégias utilizadas (decomposição, comutatividade, aproximação etc.), com base na classificação
proposta por Vergnaud (2009) para os campos conceituais multiplicativos.
Referência: Vergnaud, G. (2009). A teoria dos campos conceituais. In: Brun, J. (Org.). Didática das
Matemáticas. Lisboa: Instituto Piaget.
Etapa 2: Planejamento e Validação das Sequências Didáticas
a) Elaboração das Sequências Diferenciadas
Com base nos resultados do diagnóstico, serão elaboradas três sequências didáticas, uma para cada
ano, respeitando as competências da BNCC e incorporando os princípios da aprendizagem ativa e
da educação matemática japonesa. O quadro a seguir sintetiza as atividades planejadas:
Ano Atividades Estratégias e Ferramentas Referências
1. Tabela Pitagórica Investigativa –
construção coletiva da tabela,
descoberta de padrões
Souza (2025);
(comutatividade, regularidades). Aprendizagem colaborativa,
Planejamentos de Aula
2. Jogo “Domínio da uso de material concreto
7º Ano (2026); Brousseau
Multiplicação” – dominó adaptado (tabela impressa),
(1998) – Teoria das
com desafios de decomposição. gamificação.
Situações Didáticas.
3. “Corrida da Tabuada” –
competição em equipes com
cronômetro.
1. Problemas abertos (ex.:
comparar produtos sem calcular).
2. Cálculo mental estratégico InnovaMat (2025) –
(Make 10, decomposição, Metodologias ativas, ensino Fluência Zone; Khan
8º Ano distributiva). híbrido (alternância entre Academy (2024) –
(Experim 3. Quiz interativo digital (Kahoot!, digital e presencial), uso de Make 10; European
ental) Quizizz) com questões intercaladas tecnologias, trabalho School Education
(multiplicação, divisão, colaborativo. Platform (2026) – uso
potenciação). de ferramentas digitais.
4. Criação de jogos (tabuleiro ou
Scratch) em grupos.
8º Ano Aulas expositivas com exercícios Ensino tradicional (sem
(Control de repetição, correção de listas, intervenções lúdicas ou
e) ênfase na memorização. tecnológicas).
9º Ano 1. Resolução de problemas Aprendizagem baseada em
contextualizados envolvendo projetos (PBL), conexão
equações do 2º grau, funções e com o cotidiano.
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Ano Atividades Estratégias e Ferramentas Referências
áreas.
2. Projeto “Matemática na
Cozinha” – ajuste de receitas, uso
de multiplicação, divisão e frações.
b) Validação das Sequências Didáticas
Antes da implementação, as sequências serão submetidas a um processo de validação composto por:
• Validação teórica: análise por três professores de Matemática da Educação Básica e um
docente do PROFMAT, utilizando um roteiro de avaliação que verifica: (a) coerência com a
BNCC; (b) adequação à faixa etária; (c) clareza das instruções; (d) potencial para promover
o raciocínio lógico e a participação.
• Piloto: aplicação parcial das atividades em uma turma de 8º ano não participante da pesquisa
(ou em horário extracurricular) para ajustes finos de tempo, linguagem e materiais.
As sugestões da validação serão incorporadas antes da implementação definitiva.
Referência: Artigue, M. (1996). Engenharia Didática. In: Brun, J. (Org.). Didática das
Matemáticas. Lisboa: Instituto Piaget.
Etapa 3: Implementação das Intervenções (Aplicação)
Cronograma: 8 semanas, com 2 encontros semanais de 50 minutos por turma.
• Semanas 1-2: Aplicação do diagnóstico e introdução das metodologias (para as turmas
experimentais e 7º/9º).
• Semanas 3-6: Desenvolvimento das atividades conforme as sequências planejadas.
• Semanas 7-8: Pós-teste e coleta final de dados.
Durante a implementação, o professor-pesquisador manterá um diário de campo registrando:
engajamento dos alunos, dificuldades emergentes, estratégias espontâneas observadas, interações
em grupo e adaptações realizadas.
Abordagem híbrida: No 8º ano experimental, as atividades digitais (Quizizz, Kahoot!) serão
intercaladas com atividades presenciais (jogos de tabuleiro, criação de jogos), caracterizando um
modelo de ensino híbrido (Bacich & Moran, 2018), que combina momentos online e offline para
potencializar a aprendizagem ativa.
Referência: Bacich, L., & Moran, J. (2018). Metodologias ativas para uma educação inovadora:
uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso.
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Etapa 4: Avaliação e Análise dos Dados
A avaliação será mista, utilizando os seguintes instrumentos e procedimentos:
Instrumento Aplicação Natureza Análise
Comparação de médias (teste t de
Quantitativa (acertos,
Pré-teste e pós- Início e fim da Student) entre grupos e dentro do
tempo) e qualitativa
teste intervenção mesmo grupo; análise de
(estratégias)
categorias de estratégias.
Análise de conteúdo (Bardin,
Ao longo da Qualitativa 2016) para identificar categorias
Diário de campo
intervenção (observações) de engajamento, interações e
resistências.
Análise documental das estratégias
Registros dos Durante as Qualitativa (produções,
utilizadas, criatividade e domínio
alunos atividades jogos criados)
conceitual.
Quantitativa (escala Estatística descritiva e análise de
Questionários de Pré e pós-
Likert) e qualitativa conteúdo para avaliar mudanças na
percepção intervenção
(perguntas abertas) autoconfiança e motivação.
Final da Qualitativa (entrevista
Grupo focal
intervenção semiestruturada)
Análise da eficácia das sequências didáticas:
• Comparação intra-grupos: evolução do 7º ano, do 9º ano e do 8º ano experimental do pré
para o pós-teste (teste t pareado).
• Comparação entre grupos: diferenças entre o 8º ano experimental e o 8º ano controle no pós-
teste, controlando o desempenho prévio (ANCOVA).
• Triangulação de dados: os resultados quantitativos serão cruzados com as observações
qualitativas e as percepções dos alunos para uma compreensão aprofundada dos fatores que
influenciam a aprendizagem.
A validação das sequências didáticas também será avaliada pela replicabilidade e aceitação pelos
alunos (avaliada nos questionários e grupos focais).
Referência: Bardin, L. (2016). Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70.
5. Referências Bibliográficas
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• SOUZA, Willian Fernando Santos. Sequência didática a partir da tabela pitagórica para
o ensino da tabuada nos anos finais do ensino fundamental, 6º ano. Trabalho de
Conclusão de Curso (Licenciatura em Matemática) – Universidade do Estado da Bahia,
Alagoinhas, 2025.
• WILLIAMSON, Victoria. Mental Maths - Passive to Active. Mathematics Teaching
Incorporating Micromath, n. 201, p. 12-15, mar. 2007.
• PLANEJAMENTOS DE AULA. Aprendendo a Tabuada de Forma Divertida: Jogos no
6º Ano. Disponível em: [Link]
divertida-jogos-no-6o-ano/. Acesso em: 31 mar. 2026.
• INNOVAMAT BLOG. The Fluency Zone in Atlas Math: how to learn the multiplication
tables with understanding—and make them stick. 18 set. 2025. Disponível em:
[Link] Acesso em: 31 mar. 2026.
• KHAN ACADEMY SUPPORT COMMUNITY. 9-Multiples using Make10. Postagem de
fórum, 26 abr. 2024. Disponível em:
[Link] Acesso em: 31
mar. 2026.
• EUROPEAN SCHOOL EDUCATION PLATFORM. Empowering Math Literacy Skills of
Learners Through Innovative Digital Tools – World Multiplication Table Day.
Disponível em: [Link] Acesso em: 31 mar. 2026.
• BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília:
MEC, 2018. [citação implícita nos alinhamentos]
6. PRODUTO EDUCACIONAL:
Como parte integrante da dissertação, será desenvolvido um produto educacional de natureza
prática, destinado a professores de Matemática dos anos finais do Ensino Fundamental. O produto
consiste em um Caderno de Sequências Didáticas com Abordagem Híbrida, organizado a partir das
intervenções realizadas e validadas na pesquisa. A seguir, sua descrição detalhada.
6.1. Título do Produto
“Tabuada em Ação: Sequências Didáticas Diferenciadas com Metodologias Ativas e Abordagem
Híbrida para os Anos Finais”
6.2. Formato e Estrutura
O caderno será disponibilizado em formato digital (PDF) e impresso (para distribuição local), com
linguagem acessível e layout que facilite a consulta. Sua estrutura contempla:
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1. Apresentação
• Contextualização do problema da tabuada nos anos finais.
• Fundamentos teóricos sintetizados (aprendizagem ativa, ensino híbrido, princípios
japoneses, BNCC).
2. Orientações Gerais ao Professor
• Como fazer o diagnóstico inicial (modelo de teste de fluência e flexibilidade).
• Estratégias para análise dos erros e planejamento adaptado.
• Dicas de organização do tempo e dos espaços (sala de aula, laboratório de
informática, trabalho em grupo).
3. Sequências Didáticas Diferenciadas por Ano Escolar
Cada sequência contém: objetivos de aprendizagem, habilidades BNCC, materiais
necessários, passo a passo das atividades, variações sugeridas, formas de avaliação e
referências.
3.1. 7º Ano – Consolidar e Significar
• Atividade 1: Construção da Tabela Pitagórica Investigativa.
• Atividade 2: Jogo “Domínio da Multiplicação” com desafios de decomposição.
• Atividade 3: Corrida da Tabuada em Equipes (gamificação).
3.2. 8º Ano – Fluência Estratégica e Híbrida
• Atividade 4: Problemas abertos e comparação de produtos.
• Atividade 5: Cálculo mental estratégico (Make 10, decomposição, distributiva).
• Atividade 6: Quiz interativo (Kahoot!, Quizizz) – momento híbrido.
• Atividade 7: Criação de jogos (tabuleiro ou Scratch) em grupos.
3.3. 9º Ano – Aplicação e Conexões
• Atividade 8: Resolução de problemas contextualizados (equações, áreas, funções).
• Atividade 9: Projeto “Matemática na Cozinha” – ajuste de receitas e
proporcionalidade.
4. Recursos Complementares
• Links para quizzes prontos (acessíveis via QR Code).
• Modelos de tabuleiros e fichas para jogos.
• Roteiro para utilização do Scratch na criação de jogos digitais.
• Sugestões de avaliação (rubricas, observação, autoavaliação).
5. Considerações sobre Avaliação e Adaptação
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• Instrumentos de registro (diário de bordo, fichas de observação).
• Orientações para adaptar as atividades a diferentes realidades (turmas multisseriadas,
recursos tecnológicos limitados).
6.3. Natureza e Replicabilidade
O produto educacional é fruto da pesquisa-ação e da engenharia didática desenvolvidas na
dissertação, sendo validado em campo com alunos de 7º, 8º e 9º anos. Por apresentar estratégias
diferenciadas e modularidade, pode ser replicado integralmente ou em partes por outros professores,
independentemente do contexto escolar, bastando ajustar os recursos disponíveis.
6.4. Alinhamento com o PROFMAT e a BNCC
O caderno atende à exigência do PROFMAT de que o trabalho de conclusão resulte em um produto
que contribua efetivamente para a melhoria do ensino de Matemática na Educação Básica. Todas as
atividades estão alinhadas às competências e habilidades da BNCC, especialmente aquelas
relacionadas ao pensamento aritmético, resolução de problemas e uso de tecnologias digitais.