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Sistemas Lineares
Critérios de Convergência
Alguns autores fizeram uma adaptação desse teorema chamando-o de Critério das Linhas, onde estabelece a garantia de convergência
na aplicação MGJ e MGS em um sistema linear A = b, independente da aproximação inicial (0) , se
n
X
|j |
j=1
j,
α = mx α < 1 onde α = .
1≤≤n | |
Note que verificar o critério das linhas é o mesmo que verificar se a matriz dos coeficientes é estritamente diagonal dominante. Porém,
vale aqui algumas observações interessantes sobre a diagonal dominância estrita:
Alguns autores fizeram uma adaptação desse teorema chamando-o de Critério das Linhas, onde estabelece a garantia de convergência
na aplicação MGJ e MGS em um sistema linear A = b, independente da aproximação inicial (0) , se
n
X
|j |
j=1
j,
α = mx α < 1 onde α = .
1≤≤n | |
Note que verificar o critério das linhas é o mesmo que verificar se a matriz dos coeficientes é estritamente diagonal dominante. Porém,
vale aqui algumas observações interessantes sobre a diagonal dominância estrita:
É Quanto mais próximo de zero for α, maior é a taxa de convergência, isto é, mais rápida é a convergência.
Alguns autores fizeram uma adaptação desse teorema chamando-o de Critério das Linhas, onde estabelece a garantia de convergência
na aplicação MGJ e MGS em um sistema linear A = b, independente da aproximação inicial (0) , se
n
X
|j |
j=1
j,
α = mx α < 1 onde α = .
1≤≤n | |
Note que verificar o critério das linhas é o mesmo que verificar se a matriz dos coeficientes é estritamente diagonal dominante. Porém,
vale aqui algumas observações interessantes sobre a diagonal dominância estrita:
É Quanto mais próximo de zero for α, maior é a taxa de convergência, isto é, mais rápida é a convergência.
É Resultados empíricos mostram que se na matriz dos coeficientes de um sistema linear A = b existir pelo menos uma linha k onde
n
X
|kk | > |kj |
j=1
j,k
e nas demais
n
X
| | = |j |
j=1
j,
com = 1, 2, . . . , k − 1, k + 1, . . . , n, então mesmo assim a convergência para o MGJ e MGS é garantida independente da aproximação
inicial.
Alessandro Alves Santana Cálculo Numérico - Sistemas Lineares - Critérios de Convergência 2
Observação 1
A diagonal dominância estrita estabelece uma condição suficiente para garantia de convergência, mas não necessária. Isso
quer dizer que existem sistemas lineares A = b onde A não é EDD mas mesmo assim ocorre a convergência do MGJ e MGS quando
aplicados aos mesmos, independente da aproximação inicial.
Se sistemas lineares A = b tiverem como matriz dos coeficiente as matrizes abaixo, haverá convergência na aplicação do MGJ e MGS
mesmo que não sendo nenhuma delas EDD.
−3 −1 4 −2 3 3 −3 −4
4 −3 3 8 −9 −1 1 3 −3 −4 0 3 0 1
A = 7 4 −4
A = 2 8 −8
A= A =
2 2 4 −1 −1 0 3 2
7 −2 8 0 −7 6
3 4 1 −4 −5 −3 −4 −5
Se sistemas lineares A = b tiverem como matriz dos coeficiente as matrizes abaixo, haverá convergência na aplicação do MGJ e MGS
mesmo que não sendo nenhuma delas EDD.
−3 −1 4 −2 3 3 −3 −4
4 −3 3 8 −9 −1 1 3 −3 −4 0 3 0 1
A = 7 4 −4
A = 2 8 −8
A= A =
2 2 4 −1 −1 0 3 2
7 −2 8 0 −7 6
3 4 1 −4 −5 −3 −4 −5
Existe um critério específico para o MGS chamado Critério de Sassenfeld. Esse critério estabelece que se β = mx β < 1, onde
1≤≤n
n
X
−1 n
|j | X X
j=1
|j |βj + |j |
j, j=1 j=+1
β1 = e β = (1)
| | | |
para = 2, 3, . . . , n, então o MGS gera uma sequência convergente para solução exata do sistema linear A = b, indenpendente da
aproximação inicial (0) . São observações quanto ao Critério de Sassenfeld:
Se sistemas lineares A = b tiverem como matriz dos coeficiente as matrizes abaixo, haverá convergência na aplicação do MGJ e MGS
mesmo que não sendo nenhuma delas EDD.
−3 −1 4 −2 3 3 −3 −4
4 −3 3 8 −9 −1 1 3 −3 −4 0 3 0 1
A = 7 4 −4
A = 2 8 −8
A= A =
2 2 4 −1 −1 0 3 2
7 −2 8 0 −7 6
3 4 1 −4 −5 −3 −4 −5
Existe um critério específico para o MGS chamado Critério de Sassenfeld. Esse critério estabelece que se β = mx β < 1, onde
1≤≤n
n
X
−1 n
|j | X X
j=1
|j |βj + |j |
j, j=1 j=+1
β1 = e β = (1)
| | | |
para = 2, 3, . . . , n, então o MGS gera uma sequência convergente para solução exata do sistema linear A = b, indenpendente da
aproximação inicial (0) . São observações quanto ao Critério de Sassenfeld:
É Um observação interessante quanto ao Critério de Sassenfeld é que quanto mais próximo de zero estiver β mais rápida é a
convergência do MGS
Se sistemas lineares A = b tiverem como matriz dos coeficiente as matrizes abaixo, haverá convergência na aplicação do MGJ e MGS
mesmo que não sendo nenhuma delas EDD.
−3 −1 4 −2 3 3 −3 −4
4 −3 3 8 −9 −1 1 3 −3 −4 0 3 0 1
A = 7 4 −4
A = 2 8 −8
A= A =
2 2 4 −1 −1 0 3 2
7 −2 8 0 −7 6
3 4 1 −4 −5 −3 −4 −5
Existe um critério específico para o MGS chamado Critério de Sassenfeld. Esse critério estabelece que se β = mx β < 1, onde
1≤≤n
n
X
−1 n
|j | X X
j=1
|j |βj + |j |
j, j=1 j=+1
β1 = e β = (1)
| | | |
para = 2, 3, . . . , n, então o MGS gera uma sequência convergente para solução exata do sistema linear A = b, indenpendente da
aproximação inicial (0) . São observações quanto ao Critério de Sassenfeld:
É Um observação interessante quanto ao Critério de Sassenfeld é que quanto mais próximo de zero estiver β mais rápida é a
convergência do MGS
É É importante ressaltar que esse critério fornece uma condição apenas suficiente para convergência do MGS, mas não necessária.
Se sistemas lineares A = b tiverem como matriz dos coeficiente as matrizes abaixo, haverá convergência na aplicação do MGJ e MGS
mesmo que não sendo nenhuma delas EDD.
−3 −1 4 −2 3 3 −3 −4
4 −3 3 8 −9 −1 1 3 −3 −4 0 3 0 1
A = 7 4 −4
A = 2 8 −8
A= A =
2 2 4 −1 −1 0 3 2
7 −2 8 0 −7 6
3 4 1 −4 −5 −3 −4 −5
Existe um critério específico para o MGS chamado Critério de Sassenfeld. Esse critério estabelece que se β = mx β < 1, onde
1≤≤n
n
X
−1 n
|j | X X
j=1
|j |βj + |j |
j, j=1 j=+1
β1 = e β = (1)
| | | |
para = 2, 3, . . . , n, então o MGS gera uma sequência convergente para solução exata do sistema linear A = b, indenpendente da
aproximação inicial (0) . São observações quanto ao Critério de Sassenfeld:
É Um observação interessante quanto ao Critério de Sassenfeld é que quanto mais próximo de zero estiver β mais rápida é a
convergência do MGS
É É importante ressaltar que esse critério fornece uma condição apenas suficiente para convergência do MGS, mas não necessária.
É Existem sistemas lineares onde a matriz dos coeficientes não são do tipo EDD mas satisfazem o Critério de Sassenfeld.
(a) A matriz A não é EDD. Basta ver que |22 | = |21 |+ |23 | e |33 | = |31 |+ |32 |, ou seja, |− 5| = |3|+ |2| e |4| = |− 2|+ |− 2|, respectivamente.
Baseando apenas no teorema não podemos afirmar nada quanto convergência ou divergência uma vez que este teorema
fornece uma condição suficiente mas não necessária para que seja garantida a convergência do MGJ e do MGS.
(a) A matriz A não é EDD. Basta ver que |22 | = |21 |+ |23 | e |33 | = |31 |+ |32 |, ou seja, |− 5| = |3|+ |2| e |4| = |− 2|+ |− 2|, respectivamente.
Baseando apenas no teorema não podemos afirmar nada quanto convergência ou divergência uma vez que este teorema
fornece uma condição suficiente mas não necessária para que seja garantida a convergência do MGJ e do MGS.
(b) Como a matriz dos coeficientes não é EDD, segue que a mesma não satisfaz o Critério das Linhas, uma vez esse critério é derivado da
diagonal dominância estrita.
(a) A matriz A não é EDD. Basta ver que |22 | = |21 |+ |23 | e |33 | = |31 |+ |32 |, ou seja, |− 5| = |3|+ |2| e |4| = |− 2|+ |− 2|, respectivamente.
Baseando apenas no teorema não podemos afirmar nada quanto convergência ou divergência uma vez que este teorema
fornece uma condição suficiente mas não necessária para que seja garantida a convergência do MGJ e do MGS.
(b) Como a matriz dos coeficientes não é EDD, segue que a mesma não satisfaz o Critério das Linhas, uma vez esse critério é derivado da
diagonal dominância estrita.
(c) Vamos verificar se o Critério de Sassenfeld é satisfeito para a matriz dos coeficientes. Aplicando a fórmula (1), segue que
(a) A matriz A não é EDD. Basta ver que |22 | = |21 |+ |23 | e |33 | = |31 |+ |32 |, ou seja, |− 5| = |3|+ |2| e |4| = |− 2|+ |− 2|, respectivamente.
Baseando apenas no teorema não podemos afirmar nada quanto convergência ou divergência uma vez que este teorema
fornece uma condição suficiente mas não necessária para que seja garantida a convergência do MGJ e do MGS.
(b) Como a matriz dos coeficientes não é EDD, segue que a mesma não satisfaz o Critério das Linhas, uma vez esse critério é derivado da
diagonal dominância estrita.
(c) Vamos verificar se o Critério de Sassenfeld é satisfeito para a matriz dos coeficientes. Aplicando a fórmula (1), segue que
|12 | + |12 | | − 1| + | − 1| 2 |21 |β1 + |23 | |3| 23 + |2| 4 |31 |β1 + |32 |β2 | − 2| 23 + | − 2| 45 11
β1 = = = β2 = = = β3 = = =
|11 | |3| 3 |22 | | − 5| 5 |33 | |4| 15
(a) A matriz A não é EDD. Basta ver que |22 | = |21 |+ |23 | e |33 | = |31 |+ |32 |, ou seja, |− 5| = |3|+ |2| e |4| = |− 2|+ |− 2|, respectivamente.
Baseando apenas no teorema não podemos afirmar nada quanto convergência ou divergência uma vez que este teorema
fornece uma condição suficiente mas não necessária para que seja garantida a convergência do MGJ e do MGS.
(b) Como a matriz dos coeficientes não é EDD, segue que a mesma não satisfaz o Critério das Linhas, uma vez esse critério é derivado da
diagonal dominância estrita.
(c) Vamos verificar se o Critério de Sassenfeld é satisfeito para a matriz dos coeficientes. Aplicando a fórmula (1), segue que
|12 | + |12 | | − 1| + | − 1| 2 |21 |β1 + |23 | |3| 23 + |2| 4 |31 |β1 + |32 |β2 | − 2| 23 + | − 2| 45 11
β1 = = = β2 = = = β3 = = =
|11 | |3| 3 |22 | | − 5| 5 |33 | |4| 15
4
Como β = mx β = 5
< 1, segue que haverá garantia de convergência na aplicação do MGS.
1≤≤3
Teorema 2
Se A é uma matriz n × n, então
Æ
(i) ||A||2 = ρ(At A)
(ii) ρ(A) < ||A|| para qualquer norma natural (também chamada norma induzida).
Teorema 2
Se A é uma matriz n × n, então
Æ
(i) ||A||2 = ρ(At A)
(ii) ρ(A) < ||A|| para qualquer norma natural (também chamada norma induzida).
Definição 3
Uma matriz A n × n é convergente se
lim (Ak )j = 0
k→+∞
para cada = 1, 2, . . . , n e j = 1, 2, . . . , n.
Definição 3
Uma matriz A n × n é convergente se
lim (Ak )j = 0
k→+∞
para cada = 1, 2, . . . , n e j = 1, 2, . . . , n.
Essa definição diz que a matriz será convergente se cada um de seus argumentos tender a zero quando k → +∞.
Definição 3
Uma matriz A n × n é convergente se
lim (Ak )j = 0
k→+∞
para cada = 1, 2, . . . , n e j = 1, 2, . . . , n.
Essa definição diz que a matriz será convergente se cada um de seus argumentos tender a zero quando k → +∞.
Teorema 3
As seguintes afirmações são equivalentes:
(i) A é uma matriz convergente.
(ii) lim ||Ak || = 0 para alguma norma natural.
k→+∞
Exemplo 2
Considere um sistema linear A = b onde
−9 2 3
A = −7 −10 −3
−8 1 −7
e verifique, usando o último teorema apresentado, considerando apenas as normas naturais ||A||∞ , ||A||1 e ||A||2 , se há garantia de
convergência para o MGJ e para o MGS.
Resolução: O primeiro passo é obter as matrizes de iteração do MGJ e do MGS. Decompondo a matriz A em uma soma das matrizes L, D
e U, temos que
Exemplo 2
Considere um sistema linear A = b onde
−9 2 3
A = −7 −10 −3
−8 1 −7
e verifique, usando o último teorema apresentado, considerando apenas as normas naturais ||A||∞ , ||A||1 e ||A||2 , se há garantia de
convergência para o MGJ e para o MGS.
Resolução: O primeiro passo é obter as matrizes de iteração do MGJ e do MGS. Decompondo a matriz A em uma soma das matrizes L, D
e U, temos que
Exemplo 2
Considere um sistema linear A = b onde
−9 2 3
A = −7 −10 −3
−8 1 −7
e verifique, usando o último teorema apresentado, considerando apenas as normas naturais ||A||∞ , ||A||1 e ||A||2 , se há garantia de
convergência para o MGJ e para o MGS.
Resolução: O primeiro passo é obter as matrizes de iteração do MGJ e do MGS. Decompondo a matriz A em uma soma das matrizes L, D
e U, temos que
−9 2 3
−7 −10 −3
−8 1 −7
| {z }
A
Exemplo 2
Considere um sistema linear A = b onde
−9 2 3
A = −7 −10 −3
−8 1 −7
e verifique, usando o último teorema apresentado, considerando apenas as normas naturais ||A||∞ , ||A||1 e ||A||2 , se há garantia de
convergência para o MGJ e para o MGS.
Resolução: O primeiro passo é obter as matrizes de iteração do MGJ e do MGS. Decompondo a matriz A em uma soma das matrizes L, D
e U, temos que
−9 2 3
−7 −10 −3 =
−8 1 −7
| {z }
A
Exemplo 2
Considere um sistema linear A = b onde
−9 2 3
A = −7 −10 −3
−8 1 −7
e verifique, usando o último teorema apresentado, considerando apenas as normas naturais ||A||∞ , ||A||1 e ||A||2 , se há garantia de
convergência para o MGJ e para o MGS.
Resolução: O primeiro passo é obter as matrizes de iteração do MGJ e do MGS. Decompondo a matriz A em uma soma das matrizes L, D
e U, temos que
−9 2 3 0 0 0
−7 −10 −3 = −7 0 0
−8 1 −7 −8 1 0
| {z } | {z }
A L
Exemplo 2
Considere um sistema linear A = b onde
−9 2 3
A = −7 −10 −3
−8 1 −7
e verifique, usando o último teorema apresentado, considerando apenas as normas naturais ||A||∞ , ||A||1 e ||A||2 , se há garantia de
convergência para o MGJ e para o MGS.
Resolução: O primeiro passo é obter as matrizes de iteração do MGJ e do MGS. Decompondo a matriz A em uma soma das matrizes L, D
e U, temos que
−9 2 3 0 0 0
−7 −10 −3 = −7 0 0 +
−8 1 −7 −8 1 0
| {z } | {z }
A L
Exemplo 2
Considere um sistema linear A = b onde
−9 2 3
A = −7 −10 −3
−8 1 −7
e verifique, usando o último teorema apresentado, considerando apenas as normas naturais ||A||∞ , ||A||1 e ||A||2 , se há garantia de
convergência para o MGJ e para o MGS.
Resolução: O primeiro passo é obter as matrizes de iteração do MGJ e do MGS. Decompondo a matriz A em uma soma das matrizes L, D
e U, temos que
−9 2 3 0 0 0 −9 0 0
−7 −10 −3 = −7 0 0 + 0 −10 0
−8 1 −7 −8 1 0 0 0 −7
| {z } | {z } | {z }
A L D
Exemplo 2
Considere um sistema linear A = b onde
−9 2 3
A = −7 −10 −3
−8 1 −7
e verifique, usando o último teorema apresentado, considerando apenas as normas naturais ||A||∞ , ||A||1 e ||A||2 , se há garantia de
convergência para o MGJ e para o MGS.
Resolução: O primeiro passo é obter as matrizes de iteração do MGJ e do MGS. Decompondo a matriz A em uma soma das matrizes L, D
e U, temos que
−9 2 3 0 0 0 −9 0 0
−7 −10 −3 = −7 0 0 + 0 −10 0 +
−8 1 −7 −8 1 0 0 0 −7
| {z } | {z } | {z }
A L D
Exemplo 2
Considere um sistema linear A = b onde
−9 2 3
A = −7 −10 −3
−8 1 −7
e verifique, usando o último teorema apresentado, considerando apenas as normas naturais ||A||∞ , ||A||1 e ||A||2 , se há garantia de
convergência para o MGJ e para o MGS.
Resolução: O primeiro passo é obter as matrizes de iteração do MGJ e do MGS. Decompondo a matriz A em uma soma das matrizes L, D
e U, temos que
−9 2 3 0 0 0 −9 0 0 0 2 3
−7 −10 −3 = −7 0 0 + 0 −10 0 + 0 0 −3
−8 1 −7 −8 1 0 0 0 −7 0 0 0
| {z } | {z } | {z } | {z }
A L D U
Exemplo 2
Considere um sistema linear A = b onde
−9 2 3
A = −7 −10 −3
−8 1 −7
e verifique, usando o último teorema apresentado, considerando apenas as normas naturais ||A||∞ , ||A||1 e ||A||2 , se há garantia de
convergência para o MGJ e para o MGS.
Resolução: O primeiro passo é obter as matrizes de iteração do MGJ e do MGS. Decompondo a matriz A em uma soma das matrizes L, D
e U, temos que
−9 2 3 0 0 0 −9 0 0 0 2 3
−7 −10 −3 = −7 0 0 + 0 −10 0 + 0 0 −3
−8 1 −7 −8 1 0 0 0 −7 0 0 0
| {z } | {z } | {z } | {z }
A L D U
Para obter GGJ = −D−1 (L + U), matriz de iteração do MGJ, precisamos inverter a matriz diagonal D, que é simples, pois bastar inverter os
números da diagonal, e depois multiplicar pela soma L + U. Para obter GGS = −(L + D)−1 U, matriz de iteração do MGS, precisamos inverter a
matriz triangular inferior L + D, que pode ser invertida via operações elementares, e depois multiplicar por U. Calculando,
pode-se notar que todas as normas naturais para o MGJ foram maiores que 1. Para o MGS podemos afirmar, pela norma infinita e pela
norma 2, que haverá convergência pois ||GGS ||∞ < 1 e ||GGS ||2 < 1. Agora vem uma observação muito importante sobre o teorema que aqui
utilizamos.
pode-se notar que todas as normas naturais para o MGJ foram maiores que 1. Para o MGS podemos afirmar, pela norma infinita e pela
norma 2, que haverá convergência pois ||GGS ||∞ < 1 e ||GGS ||2 < 1. Agora vem uma observação muito importante sobre o teorema que aqui
utilizamos.
Observação 4
Esse teorema, o qual assegura a convergência do esquema iterativo (k+1) = G(k) + d desde que a matriz de iteração tenha alguma
norma natural menor do que 1, fornece uma condição suficiente mas não necessária para que haja convergência. Nesse último
exemplo, embora todas as normas naturais utilizadas para calcular as normas de ||GGJ || tenham resultado em valores maiores que 1,
se aplicarmos o MGJ para o sistema linear A = b haverá convergência. Essa afirmação vem do cálculo do chamado raio espectral,
assunto a ser abordado no próximo teorema.
pode-se notar que todas as normas naturais para o MGJ foram maiores que 1. Para o MGS podemos afirmar, pela norma infinita e pela
norma 2, que haverá convergência pois ||GGS ||∞ < 1 e ||GGS ||2 < 1. Agora vem uma observação muito importante sobre o teorema que aqui
utilizamos.
Observação 4
Esse teorema, o qual assegura a convergência do esquema iterativo (k+1) = G(k) + d desde que a matriz de iteração tenha alguma
norma natural menor do que 1, fornece uma condição suficiente mas não necessária para que haja convergência. Nesse último
exemplo, embora todas as normas naturais utilizadas para calcular as normas de ||GGJ || tenham resultado em valores maiores que 1,
se aplicarmos o MGJ para o sistema linear A = b haverá convergência. Essa afirmação vem do cálculo do chamado raio espectral,
assunto a ser abordado no próximo teorema.
Quando todos os outros critérios falham, a última instância que vai resolver a questão da convergência ou divergência,
de um método iterativo da forma (k+1) = G (k) + d, é o cálculo do raio espectral.
(k+1) = G(k) + d
convergirá para a única solução do sistema linear = G + d se, e somente se, ρ(G) < 1.
(k+1) = G(k) + d
convergirá para a única solução do sistema linear = G + d se, e somente se, ρ(G) < 1.
Perceba que, no fundo tanto, o MGJ e o MGS são esquemas iterativos onde o sistema linear A = b original foi transformado em sistema
linear da forma = G + d e com esta relação foi montado um esquema iterativo da forma (k+1) = G(k) + d, lembrando assim o Método do
Ponto Fixo.
(k+1) = G(k) + d
convergirá para a única solução do sistema linear = G + d se, e somente se, ρ(G) < 1.
Perceba que, no fundo tanto, o MGJ e o MGS são esquemas iterativos onde o sistema linear A = b original foi transformado em sistema
linear da forma = G + d e com esta relação foi montado um esquema iterativo da forma (k+1) = G(k) + d, lembrando assim o Método do
Ponto Fixo.
Exemplo 3
Considerando a matriz do último exemplo, temos que ρ(GGJ ) = 0.76468 < 1 e ρ(GGS ) = 0.71871 < 1. Isso justifica a afirmação que foi
feita anteriormente com relação a garantia de convergência para o sistema linear associado ao exemplo.
(k+1) = G(k) + d
convergirá para a única solução do sistema linear = G + d se, e somente se, ρ(G) < 1.
Perceba que, no fundo tanto, o MGJ e o MGS são esquemas iterativos onde o sistema linear A = b original foi transformado em sistema
linear da forma = G + d e com esta relação foi montado um esquema iterativo da forma (k+1) = G(k) + d, lembrando assim o Método do
Ponto Fixo.
Exemplo 3
Considerando a matriz do último exemplo, temos que ρ(GGJ ) = 0.76468 < 1 e ρ(GGS ) = 0.71871 < 1. Isso justifica a afirmação que foi
feita anteriormente com relação a garantia de convergência para o sistema linear associado ao exemplo.
Observação 5
Este último teorema é o teste de verificação de convergência que vai resolver a questão de saber se haverá ou não garantia de
convergência para o MGJ ou MGS quando todos os outros critérios tiverem falhado. A aplicação desse teorema exige o cálculo dos
autovalores da matriz de iteração G.
(k+1) = G(k) + d
convergirá para a única solução do sistema linear = G + d se, e somente se, ρ(G) < 1.
Perceba que, no fundo tanto, o MGJ e o MGS são esquemas iterativos onde o sistema linear A = b original foi transformado em sistema
linear da forma = G + d e com esta relação foi montado um esquema iterativo da forma (k+1) = G(k) + d, lembrando assim o Método do
Ponto Fixo.
Exemplo 3
Considerando a matriz do último exemplo, temos que ρ(GGJ ) = 0.76468 < 1 e ρ(GGS ) = 0.71871 < 1. Isso justifica a afirmação que foi
feita anteriormente com relação a garantia de convergência para o sistema linear associado ao exemplo.
Observação 5
Este último teorema é o teste de verificação de convergência que vai resolver a questão de saber se haverá ou não garantia de
convergência para o MGJ ou MGS quando todos os outros critérios tiverem falhado. A aplicação desse teorema exige o cálculo dos
autovalores da matriz de iteração G.
(k+1) = G(k) + d
convergirá para a única solução do sistema linear = G + d se, e somente se, ρ(G) < 1.
Perceba que, no fundo tanto, o MGJ e o MGS são esquemas iterativos onde o sistema linear A = b original foi transformado em sistema
linear da forma = G + d e com esta relação foi montado um esquema iterativo da forma (k+1) = G(k) + d, lembrando assim o Método do
Ponto Fixo.
Exemplo 3
Considerando a matriz do último exemplo, temos que ρ(GGJ ) = 0.76468 < 1 e ρ(GGS ) = 0.71871 < 1. Isso justifica a afirmação que foi
feita anteriormente com relação a garantia de convergência para o sistema linear associado ao exemplo.
Observação 5
Este último teorema é o teste de verificação de convergência que vai resolver a questão de saber se haverá ou não garantia de
convergência para o MGJ ou MGS quando todos os outros critérios tiverem falhado. A aplicação desse teorema exige o cálculo dos
autovalores da matriz de iteração G.
O próximo passo é o cálculo do polinômio característico, p3 (λ) = det(GGS − λ ). Depois de determiná-lo, o passo seguinte é resolver a
equação o3 (λ) = 0 para determinar os autovalores. Se o maior autovalor em módulo for menor que 1, então a convergência é garantida.
Caso contrário, haverá divergência.
Alessandro Alves Santana Cálculo Numérico - Sistemas Lineares - Critérios de Convergência 10
Análises de Alguns Sistemas Lineares
Exemplo 4
Seja A = b um sistema linear onde
−2 0 1
A = 3 3 −2 .
3 −4 −2
Haverá garantia de convergência se aplicarmos o Método de Gauss-Seidel sobre esse sistema linear ? Justifique sua resposta.
O próximo passo é o cálculo do polinômio característico, p3 (λ) = det(GGS − λ ). Depois de determiná-lo, o passo seguinte é resolver a
equação o3 (λ) = 0 para determinar os autovalores. Se o maior autovalor em módulo for menor que 1, então a convergência é garantida.
Caso contrário, haverá divergência.
Alessandro Alves Santana Cálculo Numérico - Sistemas Lineares - Critérios de Convergência 10
1
−λ 0 2
5 5
1
p3 (λ) = det 0 −λ 6
⇒ p3 (λ) = −λ3 + λ 2
⇒ p 3 (λ) = −λ 2
λ−
12 12
5
0 0 12
−λ
Exemplo 5
Considere um sistema linear A = b onde
−2 −1 α
A = 4 −2 −1 .
0 4 −2
Para que valores de α haverá convergência se aplicarmos o MGS sobre esse sistema linear ?
Exemplo 5
Considere um sistema linear A = b onde
−2 −1 α
A = 4 −2 −1 .
0 4 −2
Para que valores de α haverá convergência se aplicarmos o MGS sobre esse sistema linear ?
Resolução: Escrevendo a matriz A como uma soma das matrizes L, D e U, temos que
Exemplo 5
Considere um sistema linear A = b onde
−2 −1 α
A = 4 −2 −1 .
0 4 −2
Para que valores de α haverá convergência se aplicarmos o MGS sobre esse sistema linear ?
Resolução: Escrevendo a matriz A como uma soma das matrizes L, D e U, temos que
−2 −1 α 0 0 0 −2 0 0 0 −1 α
4 −2 −1 = 4 0 0 + 0 −2 0 + 0 0 −1 .
0 4 −2 0 4 0 0 0 −2 0 0 0
| {z } | {z } | {z } | {z }
A L D U
Exemplo 5
Considere um sistema linear A = b onde
−2 −1 α
A = 4 −2 −1 .
0 4 −2
Para que valores de α haverá convergência se aplicarmos o MGS sobre esse sistema linear ?
Resolução: Escrevendo a matriz A como uma soma das matrizes L, D e U, temos que
−2 −1 α 0 0 0 −2 0 0 0 −1 α
4 −2 −1 = 4 0 0 + 0 −2 0 + 0 0 −1 .
0 4 −2 0 4 0 0 0 −2 0 0 0
| {z } | {z } | {z } | {z }
A L D U
Calculando a matriz de iteração do MGS,
Exemplo 5
Considere um sistema linear A = b onde
−2 −1 α
A = 4 −2 −1 .
0 4 −2
Para que valores de α haverá convergência se aplicarmos o MGS sobre esse sistema linear ?
Resolução: Escrevendo a matriz A como uma soma das matrizes L, D e U, temos que
−2 −1 α 0 0 0 −2 0 0 0 −1 α
4 −2 −1 = 4 0 0 + 0 −2 0 + 0 0 −1 .
0 4 −2 0 4 0 0 0 −2 0 0 0
| {z } | {z } | {z } | {z }
A L D U
Calculando a matriz de iteração do MGS,
α
− 12 0 0 0 −1 α 0 − 21 2
GGS = −(L + D)−1 U ⇒ GGS = − −1 − 12 0 0 0 −1 ⇒ G = 1
0 −1 α − 2 .
GS
−2 −1 − 12 0 0 0 0 −2 2α − 1
As raízes desse polinômio são dadas por λ1 = λ2 = 0 e λ3 = 2α − 2. Duas raízes são em módulo menores que 1 independente de α. Assim
sendo, para garantir convergência via MGS basta determinar α de tal modo que |λ3 | < 1, ou seja, |2α − 2| < 1. Resolvendo essa inequação
modular,
As raízes desse polinômio são dadas por λ1 = λ2 = 0 e λ3 = 2α − 2. Duas raízes são em módulo menores que 1 independente de α. Assim
sendo, para garantir convergência via MGS basta determinar α de tal modo que |λ3 | < 1, ou seja, |2α − 2| < 1. Resolvendo essa inequação
modular,
1 3
|2α − 2| < 1 ⇒ −1 < 2α − 2 < 1 ⇒ 1 < 2α < 3 ⇒ < α < .
2 2
As raízes desse polinômio são dadas por λ1 = λ2 = 0 e λ3 = 2α − 2. Duas raízes são em módulo menores que 1 independente de α. Assim
sendo, para garantir convergência via MGS basta determinar α de tal modo que |λ3 | < 1, ou seja, |2α − 2| < 1. Resolvendo essa inequação
modular,
1 3
|2α − 2| < 1 ⇒ −1 < 2α − 2 < 1 ⇒ 1 < 2α < 3 ⇒ < α < .
2 2
1 3
Portanto, para que se tenha garantia de convergência na aplicação do MGS ao sistema linear em questão, é necessário que α ∈ 2 , 2 .
As raízes desse polinômio são dadas por λ1 = λ2 = 0 e λ3 = 2α − 2. Duas raízes são em módulo menores que 1 independente de α. Assim
sendo, para garantir convergência via MGS basta determinar α de tal modo que |λ3 | < 1, ou seja, |2α − 2| < 1. Resolvendo essa inequação
modular,
1 3
|2α − 2| < 1 ⇒ −1 < 2α − 2 < 1 ⇒ 1 < 2α < 3 ⇒ < α < .
2 2
1 3
Portanto, para que se tenha garantia de convergência na aplicação do MGS ao sistema linear em questão, é necessário que α ∈ 2 , 2 .
−1.6 −1.2 −0.8 −0.4 0.4 0.8 1.2 1.6
−2
−4
−6
y
Podemos afirmar que haverá garantia de convergência se aplicarmos o MGJ ao sistema linear A = b ? Justifique sua resposta.
Observação importante: Para obter um dos autovalores será necessário aplicar o Método de Newton. Nesse caso, tome como
aproximação inicial o ponto médio do intervalo de comprimento 0.4 que contém a raiz de acordo com os números do
gráfico, trabalhe com 6 casas decimais e como critério de parada tome ϵ = 10−5 .
no intervalo [0.4, 0.8], de comprimento 0.4, tomando λ0 = 0.6 como aproximação inicial, trabalhando com 6 casas decimais, temos que: