Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo
Campus Birigui
Bacharelado em Engenharia da Computação
Relatório de Física
Prática 07: Conservação do Momento Bidimensional
Discentes: Matrículas:
ANA CLARA MARTINEZ DA COSTA BI3042103
CARLOS EDUARDO DA SILVA SATURNINO BI3041182
DIEGO PIRES GONÇALVES BI3025845
GIOVANA FERREIRA DOURADO RIBEIRO BI3043134
HEITOR CAMILO MELOTI DE SOUZA BI3041841
TAINÁ REIS OLIVEIRA BI3041778
Docente: Allan Victor Ribeiro Turma: 251
Componente Curricular: Física I - Experimental
Birigui – São Paulo
2026
Sumário
1. Resumo ................................................................................................................... 3
2. Objetivo .................................................................................................................. 3
3. Material .................................................................................................................. 3
4. Fundamentos Teóricos ........................................................................................... 4
5. Procedimento Experimental ................................................................................... 6
6. Apresentação dos Resultados ................................................................................. 7
7. Discussão ................................................................................................................ 7
8. Conclusão ............................................................................................................... 8
9. Bibliografia............................................................................................................. 8
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1. Resumo
Este estudo investiga a preservação do momentum linear em colisões elásticas em um
plano bidimensional por meio de um Mini Lançador PASCO. O método envolveu o disparo
horizontal de uma esfera metálica de 16 mm contra outra esfera que estava em repouso,
posicionada em um dispositivo de colisão 2-D. A investigação se baseia na autonomia dos
movimentos: enquanto o tempo de descida se mantém constante devido à altura fixa, a distância
horizontal se relaciona diretamente com o momento linear. Os resultados mostram que a colisão
resultou em uma nova distribuição vetorial do momento inicial (ponto de referência de 133,7
cm) em duas direções divergentes: a primeira esfera moveu-se 78 cm a 40,6 graus e a segunda
continuou 110 cm a 87,6 graus. A soma das componentes horizontais validou a conservação ao
longo do eixo x, enquanto as componentes verticais tendem a se cancelar no eixo y. Pequenos
desvios observados foram atribuídos à resistência do ar e a erros no alinhamento manual.
Palavras-chave: Preservação do Momento Linear; Colisão Elástica; Lançamento Horizontal;
Física Experimental; Análise Vetorial.
2. Objetivo
O presente experimento tem por objetivo analisar a validade da Lei de Conservação do
Momento Linear aplicada a colisões elásticas bidimensionais, avaliando simultaneamente o
princípio de independência dos movimentos nos eixos ortogonais a partir de um arranjo
composto por um lançador mecânico (Mini Launcher), duas esferas de aço de 16 mm de
diâmetro, papel carbono e um suporte para colisão livre. Por meio do mapeamento dos pontos
de impacto e da quantificação dos alcances horizontais, busca-se demonstrar que o momento
linear final na componente vertical (𝑦) conserva-se nulo (𝑝1𝑦 + 𝑝2𝑦 = 0) em conformidade
com as condições iniciais do sistema, enquanto o momento inicial no eixo horizontal (x)
equivale à soma dos momentos resultantes de ambas as esferas após o choque. Desse modo, o
trabalho visa consolidar a relação de proporcionalidade direta entre o alcance físico dos
projéteis, suas velocidades de saída e suas respectivas quantidades de movimento,
comprovando na prática as previsões teóricas da mecânica clássica.
3. Material
Para a realização deste experimento de colisão bidimensional, foram utilizados os
seguintes itens:
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• Mini Lançador e duas esferas de aço: Equipamento principal para o disparo controlado
e esferas metálicas para os eventos de colisão.
• Acessório de Colisão 2-D: Suporte ajustável montado na frente do lançador para
posicionar a esfera alvo.
• Papel Carbono e Papel Branco: Utilizados para registrar os pontos de impacto das
esferas sobre a mesa de teste.
• Prumo e Fio: Para projetar verticalmente o ponto de contato das esferas no momento da
colisão sobre o papel.
• Transferidor e Régua e trena: Instrumentos para medição dos ângulos de deflexão e das
distâncias horizontais percorridas.
• Fita Adesiva: Para fixação dos papéis na mesa.
• Grampos: Para fixar firmemente a base do lançador à mesa, minimizando o recuo
durante o disparo.
4. Fundamentos Teóricos
4.1. Lançamento Horizontal e Cinemática
O experimento baseia-se no lançamento de esferas a partir de uma altura fixa h acima
do solo. No lançamento horizontal, o movimento é decomposto em dois eixos independentes:
• Eixo Vertical (y): Um movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV) sob a
influência da aceleração da gravidadeg, onde o tempo de queda t é determinado
estritamente pela altura do lançamento, conforme a relação:
2ℎ
𝑡=√ (1)
𝑔
• Eixo Horizontal (x): Um movimento retilíneo uniforme (MRU), caracterizado por
apresentar velocidade v constante.
O alcance horizontal R percorrido pela esfera é definido pelo produto da velocidade de
lançamento pelo tempo de percurso:
4
𝑅 =𝑣⋅𝑡 (2)
Como o tempo de queda permanece constante para todas as esferas lançadas de uma
mesma plataforma, o alcance horizontal torna-se diretamente proporcional à velocidade inicial
de saída do corpo.
4.2. Conservação do Momento Linear (Quantidade de Movimento)
O princípio fundamental testado neste ensaio é a Lei de Conservação do Momento
Linear. Em um sistema isolado onde a resultante das forças externas líquidas é nula, o momento
total imediatamente antes da colisão deve ser igual ao momento total após o impacto.
A quantidade de movimento p consiste em uma grandeza vetorial definida pelo produto
da massa m do corpo por sua respectiva velocidade v:
𝑝=𝑚⋅𝑣 (3)
Para uma colisão em duas dimensões entre uma esfera incidente (massa 𝑚1 ) e uma
esfera alvo (massa 𝑚2 , inicialmente em repouso), a equação vetorial que rege o sistema é
expressa por:
𝑚1 ⋅ 𝑣1𝑖 = 𝑚1 ⋅ 𝑣1𝑓 + 𝑚2 ⋅ 𝑣2𝑓 (4)
4.3. Análise Vetorial Bidimensional
Como a colisão ocorre de maneira plana sobre a superfície de análise, a conservação do
momento deve ser avaliada em duas componentes ortogonais:
• Eixo x (Direção original do movimento): O momento linear inicial da esfera 1 deve ser
igual à soma das componentes x dos momentos de ambas as esferas após o choque.
• Eixo y (Direção lateral): O momento linear inicial neste eixo é nulo. Portanto, após o
impacto, as componentes laterais dos momentos das duas esferas devem apresentar
magnitudes iguais e sentidos opostos, anulando-se mutuamente:
𝑝1𝑦 + 𝑝2𝑦 = 0 (5)
4.4. Colisões Elásticas e Inelásticas
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O experimento utiliza esferas de aço com o objetivo de aproximar-se de uma colisão
perfeitamente elástica, na qual, além do momento linear, a energia cinética total do sistema
também se conserva. Caso ocorra perda dissipativa de energia (convertida em energia sonora
ou térmica), a colisão é classificada como inelástica, embora a conservação do momento linear
do sistema ainda se mantenha válida.
5. Procedimento Experimental
O experimento foi dividido em etapas para analisar diferentes tipos de interação
mecânica, garantindo que a altura de lançamento fosse constante em todos os casos para
simplificar a análise do momento.
5.1. Configuração Inicial e Nivelamento
1. Montagem do Lançador: O equipamento foi fixado na extremidade da mesa na posição
superior, garantindo o lançamento horizontal da esfera primária (0º).
2. Preparação da Superfície de Impacto: Realizou-se disparos de teste no ajuste de curto
alcance para posicionar o papel branco e o papel carbono no local correto.
3. Instalação do Acessório 2-D: O suporte foi acoplado ao cano do lançador e rotacionado
levemente para o lado para permitir colisões oblíquas sem que a esfera primária batesse
no próprio cano após o impacto.
5.2. Execução dos Disparos
1. Linha de Base (Sem Colisão): Realizou-se cinco disparos apenas com a esfera 1 para
determinar o momento horizontal inicial (v1) sem interferência do alvo.
2. Colisão Elástica:
o Posicionou-se a esfera 2 no suporte lateral.
o Efetuou-se o disparo da esfera 1, registrando os pontos onde ambas as esferas
atingiram a mesa simultaneamente.
o O procedimento foi repetido cinco vezes para obter uma média estatística das
deflexões.
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5.3. Processamento de Dados e Análise de Momento
1. Marcação do Ponto de Referência: Utilizou-se o prumo para marcar no papel o ponto
exato diretamente abaixo do local de contato das esferas ("ponto de contato").
2. Medição de Vetores: Traçaram-se linhas retas do ponto de contato até cada marca de
impacto registrada pelo papel carbono.
3. Decomposição Vetorial: Como o tempo de queda é idêntico para todos os disparos, o
comprimento das linhas foi considerado proporcional ao momento linear.
4. Análise de Conservação: Mediram-se os ângulos de deflexão e calculou-se a soma das
componentes de momento após a colisão para verificar a conservação no eixo x (direção
inicial) e no eixo y (perpendicular).
6. Apresentação dos Resultados
Os resultados foram apresentados em tabela contendo as distâncias medidas, os ângulos
das trajetórias após a colisão e os tempos obtidos experimentalmente. Em seguida, foram
calculadas as médias dos valores registrados, permitindo uma melhor organização e análise dos
dados experimentais. A tabela 1 representa as informações obtidas a partir do experimento.
Tabela 1: distâncias medidas, os ângulos das trajetórias após a colisão e os tempos obtidos
experimentalmente
Trajetória Distância (cm) Distância (m) Ângulo (º)
Reta central 133,7 1,33 0º
Bola 1 após colisão 78 0,78 40,6º
Bola 2 após colisão 110 1,10 87,6º
Fonte: Autoria Própria
Após a colisão, foram observadas duas trajetórias distintas. A primeira apresentou
alcance de 78 cm com ângulo de 40,6°, enquanto a segunda percorreu 110 cm com ângulo de
87,6°. Além disso, a reta central de referência apresentou distância de 133,7 cm.
7. Discussão
A análise dos resultados obtidos no Experimento 6 demonstra a validade do princípio
da conservação do momento linear em colisões elásticas bidimensionais. Utilizando um Mini
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Lançador para disparar esferas de aço de 16 mm, observou-se que a colisão promoveu uma
redistribuição vetorial do momento, resultando em trajetórias divergentes com alcances
distintos. Enquanto a trajetória de referência (sem colisão) atingiu uma distância horizontal de
133,7 cm a 0°, a interação mecânica entre as esferas resultou em dois novos vetores: a primeira
esfera percorreu 78 cm com uma deflexão de 40,6°, e a segunda atingiu 110 cm em um ângulo
de 87,6°.
Como o tempo de queda é idêntico para todos os disparos, o comprimento das linhas
traçadas a partir do ponto de contato projetado pelo prumo é diretamente proporcional ao
momento linear de cada corpo. A soma vetorial das componentes horizontais após o impacto
deve equivaler ao momento inicial, confirmando a independência dos movimentos nos eixos
verticais e horizontais. Apesar da coerência teórica, foram identificados desvios nos resultados
atribuídos à resistência do ar, ao possível desalinhamento do sistema devido à operação
complexa do Mini Lançador e ao erro humano inerente às medições manuais com transferidor
e trena. Tais fatores evidenciam que, embora a conservação seja verificável na prática, a
precisão experimental é limitada pela sensibilidade dos equipamentos utilizados.
8. Conclusão
O presente experimento cumpriu o objetivo de validar a Lei de Conservação do
Momento Linear em colisões elásticas bidimensionais, além de constatar o princípio da
independência dos movimentos nos eixos ortogonais a partir do arranjo com o Mini Launcher
e esferas de aço de 16 mm. Os dados empíricos mostraram-se coerentes com os modelos
teóricos, evidenciando que a colisão promoveu uma redistribuição vetorial da quantidade de
movimento, na qual o momento linear inicial no eixo horizontal (𝑥) equalizou-se à soma dos
momentos resultantes das esferas, enquanto a componente vertical (𝑦) manteve-se nula e
inalterada, com os alcances físicos guardando estrita proporcionalidade com as velocidades e
momentos pós-impacto. Contudo, desvios residuais mínimos foram observados nos resultados
finais, sendo atribuídos a fatores dissipativos como a resistência do ar, ao desalinhamento
mecânico decorrente da complexidade operacional do lançador e ao erro humano sistemático
nas medições. Em suma, o trabalho demonstrou de forma prática a dinâmica dos choques
bidimensionais e a conservação do momento, ressaltando simultaneamente o impacto das
limitações instrumentais e da imprecisão experimental em ensaios de física clássica.
9. Bibliografia
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HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física:
Mecânica. 9. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012. v. 1.
PASCO scientific. Mini Launcher Instruction Manual. Roseville, CA: PASCO, 2026.
(Modelo ME-6825B).