SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE
Gerência de Integração aos Cuidados à Saúde- GEICS /DIAS
Gerência de Rede Ambulatorial Especializada – GERAE /DMAC
Gerência de Regulação do Acesso Ambulatorial -GERAM/DMAC
PROPEDÊUTICA DO CÂNCER DE MAMA
No município de Belo Horizonte, o rastreamento de câncer de mama é de responsabilidade da
Atenção Primária e não é realizado na Atenção Secundária. A mamografia de rastreamento
(screening), deverá ser solicitada para mulheres assintomáticas e com exame clínico das mamas sem
alterações, na faixa etária de 50 a 69 anos e a cada dois anos, conforme protocolos ministerial e
municipal.
Protocolo de agendamento de consultas nas especialidades Mastologia Atenção Secundária ou
Onco/Mastologia
Todos os encaminhamentos devem ser realizados pelo médico do Centro de Saúde, via SIGRAH.
Informes mínimos necessários para inserção de pedidos de consultas para Mastologia Atenção
Secundária ou Onco/Mastologia:
Breve história clínica e da patologia atual, achados relevantes ao exame clínico das mamas,
tratamentos já realizados e relacionados ao quadro atual;
Resultados de exames atuais com data relacionados à patologia atual (exames de imagem com
descritivo do achado e BI-RADS, exame cito ou anatomopatológico com conclusão final).
Pacientes com achados mamográficos atuais, categorizados como BI-RADS 4 ou 5 devem ser
referenciadas para a especialidade onco/mastologia, sendo então encaminhadas a um dos serviços
habilitados para atendimento em oncologia pelo SUS em Belo Horizonte. Pacientes com achados
ultrassonográficos categorizados como BI-RADS 5, excluídos os abscessos, também devem ser
referenciadas para a especialidade onco/mastologia.
As consultas na especialidade onco/mastologia são destinadas às pacientes ainda não tratadas
cirurgicamente para o quadro atual, com pelo menos um dos achados: diagnóstico clínico
irrefutável de neoplasia maligna, mamografia categoria BI-RADS 4 ou 5, ultrassonografia
mamária categoria BI-RADS 5 (excluídos os abscessos) ou com diagnóstico cito ou histológico de
malignidade.
ATUALIZADO EM NOVEMBRO 2023
Seguimento pós tratamento de câncer de mama deve ser realizado na Atenção Terciária enquanto a
usuária precisar de atenção específica para especialidade oncológica. Quando não necessitar mais
acompanhamento oncológico, será referenciada para o Centro de Saúde, através de alta responsável e
com garantia de retorno à Atenção Terciária, se necessário. Estas usuárias não farão
“acompanhamento” com Mastologista na Atenção Secundária.
Pacientes que desejam plástica mamária devem ser encaminhadas para a especialidade Cirurgia
Plástica e não para a Mastologia / Atenção Secundária.
Cirurgia plástica reconstrutora / reparadora pós tratamento de câncer de mama é de
responsabilidade do serviço de oncologia ao qual a usuária está vinculada.
Pacientes que desejam mastectomia ou implante de próteses no processo de transexualização têm sua
demanda atendida em fluxo específico e não pela Mastologia / Atenção Secundária.
Para usuários com achados mamográficos categoria BI-RADS 2, sem outras alterações, não estão
previstos exames complementares adicionais ou acompanhamento na Atenção Secundária.
As unidades secundárias e centros de especialidades não realizam atendimento de urgências, como os
abscessos mamários, que devem ser direcionados às unidades de pronto atendimento.
Critérios para agendamento e prioridades para consultas de Mastologia / Atenção Secundária no
município de Belo Horizonte:
PRIORIDADE ALTÍSSIMA (SOB REGULAÇÃO) – INSERIR SOB ACOR
VERMELHA NO SIGRAH
Achados ultrassonográficos recentes categorizados como BI-RADS 4;
Achados recentes de nódulos palpáveis (exceto os nódulos sabidamente císticos), de
limites imprecisos e consistência aumentada; retrações, abaulamentos ou edema,
especialmente em pacientes com mais de 35 anos;
Descarga papilar espontânea, unilateral, cristalina ou sanguinolenta;
Lesões eczematosas, “dermatites” refratárias ao tratamento tópico, evolutivas em
complexo aréolo-mamilar unilaterais.
PRIORIDADE ALTA – INSERIR SOB A COR LARANJA NO SIGRAH
Nódulos evolutivos, em pacientes com 30 anos ou mais (exceto os sabidamente
císticos);
Descritivo no laudo mamográfico atual de densidade assimétrica, principalmente as não
ATUALIZADO EM NOVEMBRO 2023
atenuadas à incidência complementar com compressão.
PRIORIDADE MÉDIA – INSERIR SOB A COR AMARELA NO SIGRAH
Nódulos volumosos, palpáveis sabidamente císticos;
Mamografia atual com achado categoria BI-RADS 3;
Pacientes com achados mamográficos recentemente categorizados como BI- RADS 0 e/ou
indicação do médico assistente para ultrassonografia mamária complementar.
PRIORIDADE BAIXA – INSERIR SOB A COR VERDE NO SIGRAH
Dúvida diagnóstica de ginecomastia em adultos;
Pacientes com nódulos palpáveis, pouco suspeitos, em adultos jovens, menos de 30 anos (exceto
os já investigados, os sabidamente císticos, os não evolutivos e presentes há vários anos);
Pacientes com história de abscessos peri areolares recorrentes (galactoforite crônica
redicivante), sem atividade atual, e com suspeita e/ou confirmação de fistula (atentar que os
quadros de abscesso mamário devem ser referenciados às unidades de urgência).
MAMOGRAFIA DE RASTREAMENTO:
A mamografia de rastreamento (mamografia realizada em pacientes assintomáticas, sem sinais ou
sintomas de câncer de mama) poderá ser solicitada por médico ou enfermeiro, conforme as
recomendações do Ministério da Saúde, ou seja, em mulheres na faixa etária entre 50 e 69 anos, com
intervalo mínimo de dois anos entre os exames. Em pacientes com risco aumentado**, a mamografia de
rastreamento será realizada a partir dos 35 anos, após avaliação e solicitação médica.
RISCO AUMENTADO DESENVOLVER CÂNCER DE MAMA:
Mulheres com história familiar de, pelo menos, um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou
filha) com diagnóstico de câncer de mama antes dos 50 anos;
Mulheres com história familiar de, pelo menos, um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou
filha) com diagnóstico de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário em qualquer faixa
etária;
Mulheres com história familiar com câncer de mama masculino;
Mulheres com diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou
neoplasia lobular in situ;
Mulheres com história pessoal de câncer de mama tratado.
MAMOGRAFIA DIAGNÓSTICA:
A mamografia diagnóstica (mamografia para pacientes que apresentam sinais ou sintomas) será agendada
ATUALIZADO EM NOVEMBRO 2023
após avaliação e solicitação médica diante dos seguintes achados:
Nódulos palpáveis ao exame físico, avaliação complementar de espessamento notado à
palpação da mama;
Nódulos axilares palpáveis e endurecidos (linfonodos suspeitos);
Descarga papilar espontânea sanguinolenta ou cristalina uniductal;
Lesões eczematosas evolutivas em complexo aréolo-mamilar unilateral;
Fístula periareolar;
Cistos mamários;
Nódulos pouco suspeitos à palpação em pacientes jovens;
Ginecomastia (para os casos suspeitos ou confirmados de ginecomastia, a mamografia
será solicitada pelo especialista da Atenção Secundária; caberá à Atenção Primária o
encaminhamento do paciente ao Mastologista, não sendo necessário solicitar a
mamografia antes do encaminhamento).
ULTRASSOM DE MAMAS:
A indicação e solicitação de ultrassonografia mamária com ou sem região axilar é prerrogativa
única e exclusiva do mastologista da atenção secundária, após avaliação clínica da usuária e análise das
mamografias atual e anteriores.
PRINCIPAIS INDICAÇÕES
Exame ultrassonográfico prévio à solicitação de biópsia guiada por ultrassom de lesões mamárias
não palpáveis. As lesões palpáveis devem ser biopsiadas pelo mastologista da atenção
secundária, através de punção biópsia, biópsia de fragmento (core biopsy) ou de biópsia
incisional. As solicitações para biópsia ecoguiada pressupõem a existência de ultrassom prévio
que identifique a(s) lesão (ões).
Avaliação de lesões mamárias não palpáveis, em complementação à mamografia:
o Diferenciação de lesões não palpáveis (se sólidas ou císticas);
o Densidade assimétrica que não se atenua após compressão localizada;
o Nódulos recentes detectados à mamografia;
o Complementarmente ao estudo de áreas suspeitas, não categorizadas ou não
identificadas pelo radiologista;
Estudo de lesões em pacientes grávidas;
Avaliação de região axilar e supraclavicular nos casos de linfonodomegalias suspeitas;
Avaliação de lesões mamárias palpáveis nunca investigadas, a critério do especialista;
ATUALIZADO EM NOVEMBRO 2023
Acompanhamento de alterações ultrassonográficas, a critério do especialista, até que o mesmo
conclua pela benignidade.
ATUALIZADO EM NOVEMBRO 2023