0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações12 páginas

DCT

A Resolução CEE-TO nº 108 institui o Documento Curricular para o Território do Tocantins - Etapa Ensino Médio (DCT-TO), orientando sua implementação nas redes de ensino do estado. O DCT-TO visa promover uma formação integral dos estudantes, considerando suas especificidades regionais e culturais, e é estruturado em Formação Geral Básica e Itinerários Formativos. O documento também enfatiza a importância da participação da comunidade escolar e a flexibilidade curricular para atender às necessidades dos alunos.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações12 páginas

DCT

A Resolução CEE-TO nº 108 institui o Documento Curricular para o Território do Tocantins - Etapa Ensino Médio (DCT-TO), orientando sua implementação nas redes de ensino do estado. O DCT-TO visa promover uma formação integral dos estudantes, considerando suas especificidades regionais e culturais, e é estruturado em Formação Geral Básica e Itinerários Formativos. O documento também enfatiza a importância da participação da comunidade escolar e a flexibilidade curricular para atender às necessidades dos alunos.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

103 Sul, Rua SO 01, Lote 08, Centro

Palmas – Tocantins | CEP 77.015.014


Tel.: +55 63 3218 6221|6220|1487|1761
[Link] | conseduc@[Link]

RESOLUÇÃO CEE-TO Nº 108, DE 21 DE JUNHO DE 2022.


Publicada no D.O.E n° 6.115, de 27 de junho de 2022, p. 18

Institui o Documento Curricular para o Território do


Tocantins - DCT-TO - Etapa Ensino Médio, orienta a sua
implementação e dá outras providências.

O Conselho Estadual de Educação do Tocantins - CEE/TO, no uso de suas atribuições


conferidas pela Lei Complementar nº 08, de 11 de dezembro de 1995, nos termos do Art. 133 da
Constituição Estadual do Tocantins e do Art. 33 do Regimento Interno do CEE/TO; tendo em vista
o processo Administrativo nº SGD 2022/27000/3756, e considerando ainda:

I - Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017, que institui e orienta a implantação


da Base Nacional Comum Curricular a ser respeitada, obrigatoriamente, ao longo das etapas e
respectivas modalidades no âmbito da Educação Básica;

II - a Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da


Educação Nacional, alterada pela Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017, que institui o novo
Ensino Médio;

III - a Resolução CNE/CEB nº 3, de 21 de novembro de 2018, que atualiza as Diretrizes


Curriculares Nacionais para o Ensino Médio;

IV - a Resolução CNE/CP nº 4, de 17 de dezembro de 2018, que Institui a Base Nacional


Comum Curricular na Etapa do Ensino Médio (BNCC-EM), como etapa final da Educação Básica,
nos termos do art. 35 da LDB, complementando o conjunto constituído pela BNCC da Educação
Infantil e do Ensino Fundamental, com base na Resolução CNE/CP nº 2/2017, fundamentada no
Parecer CNE/CP nº 15/2017, estabelecendo que os currículos do Ensino Médio sejam compostos
por Formação Geral Básica (FGB) e Itinerários Formativos (IF);

V - a Portaria MEC nº 1.432/2018, que estabelece os referenciais para elaboração dos


Itinerários Formativos conforme preveem as Diretrizes Nacionais do Ensino Médio;

VI - a Resolução CNE/CP nº 1, de 5 de janeiro de 2021, que define as Diretrizes Curriculares


Nacionais Gerais para a Educação Profissional e Tecnológica,

RESOLVE:
CAPÍTULO I
Das Disposições Gerais

Art. 1º Esta Resolução tem por finalidade instituir o Documento Curricular para o
Território do Tocantins - Etapa Ensino Médio (DCT-TO - Etapa Ensino Médio) e orientar a sua
implementação tornando o Currículo, ora aprovado, referencial para a organização curricular do
Ensino Médio para as redes e instituições de ensino do Território do Tocantins, na expectativa
também de fundamentar a concepção teórica e prática do currículo, como também a avaliação da
aprendizagem.

Parágrafo único: O DCT-TO - Etapa Ensino Médio deve ser referência estadual para as
instituições e rede de ensino, públicas e privadas, pertencentes ao Sistema de Ensino Estadual
(SEE/TO), para construírem ou reestruturarem seus currículos do Ensino Médio.

Art. 2º O DCT-TO - Etapa Ensino Médio para o Território do Tocantins, ora instituído, está
organizado da seguinte forma:

I - Caderno 1 - Disposições Gerais, contendo os pressupostos teóricos e filosóficos;


II - Caderno 2 - Formação Geral Básica;
III - Caderno 3 - Itinerários Formativos (Unidades Curriculares):
a) Trilhas de Aprofundamento por áreas de conhecimento.
IV - Caderno 4 - Itinerários Formativos (Unidades Curriculares):
a) Eletivas;
b) Projeto de Vida.

Parágrafo único. O novo Currículo da Etapa Ensino Médio está construído para atender às
especificidades do Território do Tocantins e apresentam-se numa linguagem acessível, que
contempla os fundamentos estabelecidos na BNCC, com ênfase nos requisitos regionais e locais.

Art. 3º O DCT-TO - Etapa Ensino Médio, elaborado sob os fundamentos da Base Nacional
Comum Curricular do Ensino Médio (BNCC-EM) apresenta-se como um conjunto de orientações e
indicações curriculares de caráter normativo que definem parâmetros das aprendizagens
essenciais que devem ser desenvolvidas com base em conhecimentos, competências e
habilidades.

§ 1º É um documento base para fundamentar e referenciar a elaboração/revisão das


propostas pedagógicas das unidades escolares do território tocantinense, dando continuidade às
definições expressas no Documento Curricular do Território do Tocantins da Educação Infantil e
do Ensino Fundamental, aprovado pela Resolução CEE/TO nº 024/2019.

§ 2º É, também, um documento norteador de procedimentos e fundamentos que visam


subsidiar a prática educacional, considerando a pluriculturalidade, a diversidade étnica e as
peculiaridades locais, contextos, culturas, concepções amazônicas e tocantinenses dos diferentes
povos que compõem a população do estado.

§ 3º Representa inovação na oferta do Ensino Médio, visto que contempla competências


que afluem para a formação integral dos estudantes, nos âmbitos cognitivo, cultural e
socioemocional, de forma que estes possam fazer escolhas na vida de forma autônoma, tendo
como fundamento orientador o seu Projeto de Vida, produzindo sentido e significado na vida dos
estudantes.

§ 4º Possibilita a participação da comunidade escolar com voz ativa para colaborar com a
implementação de forma que todo o processo de ensino e aprendizagem seja referenciado pelas
diretrizes e princípios norteadores contidos no DCT-TO - Etapa Ensino Médio.

2
CAPÍTULO II
Da Estruturação do DCT-TO - Etapa Ensino Médio

Art. 4º O DCT-TO - Etapa Ensino Médio foi estruturado como currículo para o território do
Tocantins, considerando as seguintes premissas:

I - Centralidade no estudante - repensar a escola com propósito de reconectá-la à juventude


tocantinense, sua forma de perceber e estar no mundo, suas potencialidades e seus desafios,
seus desejos, suas ansiedades e necessidades;

II - Protagonismo juvenil - promover a autonomia, a responsabilidade, a participação e a


atuação dos estudantes como agentes do seu próprio destino e de transformações positivas no
mundo, por meio do projeto de vida;

III - Desenvolvimento integral - promover o desenvolvimento integral do estudante,


considerando suas dimensões intelectual, física, cultural, social e emocional;

IV - Interdisciplinaridade - permitir que estudantes tenham uma visão mais ampla e uma
compreensão mais orgânica e menos fragmentada do conhecimento, visto que a organização por
áreas do conhecimento busca potencializar a interdisciplinaridade como forma de promover
maior integração e contextualização curricular, ainda que preservando os conceitos e
procedimentos de cada componente curricular;

V - Metodologias ativas - promover abordagens pedagógicas mais práticas, interativas,


inclusivas e diversificadas, de forma que os processos de ensino e aprendizagem requeiram maior
articulação entre teoria e prática, análise, reflexão crítica e problematização, leitura e produção
escrita com foco no desenvolvimento da capacidade de estudantes de aprender;

VI - Flexibilização curricular - oportunizar mais autonomia para redes e instituições de


ensino para criar, contextualizar e diversificar seus currículos, consentindo a flexibilização do
currículo para o estudante, que tem o direito de escolher, conforme seus interesses, suas
aptidões e seus objetivos, considerando-se a capacidade de oferta de sua rede ou escola.

Art. 5º O DCT-TO - Etapa Ensino Médio é composto pela Formação Geral Básica e por
Itinerários Formativos, que deverão ser organizados por meio da oferta de diferentes arranjos
curriculares, conforme a relevância para o contexto local e as possibilidades das redes e
instituições de ensino do território tocantinense.

§ 1º A Formação Geral Básica, composta por um conjunto de competências e habilidades


previstas na Base Nacional Comum Curricular - BNCC, etapa do Ensino Médio, visa consolidar,
aprofundar e ampliar as aprendizagens essenciais do Ensino Fundamental, assegurando a
formação integral do estudante, mediante a compreensão de problemas complexos e a reflexão
sobre soluções para eles, com carga horária total máxima de 1.800 horas, distribuídas nos três do
ensino médio, organizada por área de conhecimento, a saber:

I - linguagens e suas tecnologias;


II - matemática e suas tecnologias;
III - ciências da natureza e suas tecnologias;
IV - ciências humanas e sociais aplicadas;
V - formação técnica e profissional

3
§ 2º O ensino da Língua Portuguesa e da Matemática, contemplado nas áreas de linguagens
e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias será obrigatório nos três anos do Ensino
Médio, devendo a carga horária desses componentes curriculares ser fixada em consonância com
o Projeto Político-Pedagógico - PPP da respectiva instituição ou rede de ensino.

§ 3º Itinerários Formativos é o conjunto de situações e atividades educativas que os


estudantes podem escolher, conforme seu interesse, para aprofundar e ampliar aprendizagens
em uma ou mais Áreas de Conhecimento e/ou na Formação Técnica e Profissional, com carga
horária total mínima de 1.200 horas, distribuídas ao longo do ensino médio, e deve organizar-se a
partir de quatro eixos estruturantes:

I - Investigação Científica;
II - Processos Criativos;
III - Mediação e Intervenção Sociocultural; e
IV - Empreendedorismo

§ 4º Os itinerários Formativos, como parte flexível do currículo contemplado no DCT-TO -


Etapa Ensino Médio, é composto por Unidades Curriculares, denominadas:

I - Trilhas de Aprofundamentos;
II - Eletivas;
III - Projeto de Vida;
IV - Unidades Curriculares Integradoras, específicas para as instituições de ensino de tempo
integral.

§ 5º As Trilhas de Aprofundamentos, organizadas por área de conhecimento, estão


estruturadas, conforme se seguem:
I - Área de Linguagens e suas Tecnologias
a) Amplifica! A linguagem em movimento - Carga horária: 400 horas;
b) Eu sou o meu padrão - Carga horária: 400 horas;
c) Cultura Digital nas Vibes das Redes - Carga horária: 400 horas;
d) Clubes dos Literatos Juvenis - Carga horária: 800 horas.

II - Área de Matemática e suas Tecnologias


a) Meu mundo, Meu futuro: Me ajuda a construir? - Carga horária: 400 horas
b) Modelagem Matemática aplicada à vida: construindo o saber matemático a partir das
relações sociais - Carga horária: 400 horas;
c) Finanças Pessoais: o que o mundo exige na vida adulta que a gente pode aprender na
escola? - Carga horária: 400 horas;
d) Como a Matemática se conecta com a Juventude, com a democracia e a sociedade? -
Carga horária: 400 horas;
e) Contribuições da matemática para o mundo digital - Carga horária: 400 horas.

III - Área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias


a) Agronegócio da Agricultura Familiar - Carga horária: 400 horas;
b) Ecoturismo em Face do Empreendedorismo - Carga horária: 400 horas;
c) Energias Renováveis: Expectativa - Energia Fotovoltaica (Solar), Realidade - Usinas
Hidrelétricas - Carga horária: 400 horas;
d) Nutrição e Qualidade de Vida: Cuidado do Corpo e da Mente - 800 horas.

IV - Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

4
a) Sementes do cerrado: Cidadania e Sustentabilidade - Carga Horária: 400 horas;
b) Vozes da juventude: passado e presente para um novo futuro - Carga Horária: 400
horas;
c) Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão - Carga horária: 400 horas.

§ 6º As instituições de ensino privadas têm autonomia para criar novas trilhas de


aprofundamento que melhor atendam a sua realidade educacional, desde que cumpram o que
determinam o DCT - Etapa Ensino Médio, a Lei nº 13.4115/2018, Resolução CNE/CEB nº 03/2018,
Resolução CNE/CEB Nº 04/2018 e Portaria MEC nº 1.432/2018 vigentes, ou outras que vierem a
substituir.

§ 7º cabe à instituição de ensino submeter sua nova proposta de Unidades Curriculares


(trilha de aprofundamento e eletivas) à equipe técnica de currículo e avaliação da aprendizagem
da Diretoria Regional de Educação - DRE pertencente, para avaliação e emissão de parecer de
aprovação e autorização.

§ 8º As Trilhas de Aprofundamento expressas no parágrafo anterior estão estabelecidas no


Caderno 3 do DCT-TO - Etapa de Ensino Médio e devem ser observadas pelas instituições e redes
de ensino na reestruturação do currículo escolar, quando assim as requererem.

§ 9º A Educação Profissional Técnica de Nível Médio - EPT como Unidades Curriculares deve
ser ofertada a partir de:
a) Formação técnica de nível médio;
b) Cursos de Qualificação Profissional;
c) Formações Experimentais.

§ 10. As Unidades Curriculares Eletivas são de livre escolha dos estudantes e que lhes
possibilitam experimentar diferentes temas, vivências e aprendizagens, de maneira a diversificar
e enriquecer o seu Itinerário Formativo, podendo o estudante:
I - cursar Eletivas associadas à mesma Área do Conhecimento ou Formação Técnica e
Profissional em que estiver se aprofundando;
II - optar por diversificar a sua formação, escolhendo Eletivas de temas de seu interesse
associados a outras Áreas do Conhecimento;
III - na Formação Técnica e Profissional, as FICs (Curso de Qualificação Profissional) também
podem ser ofertadas como eletivas, desde que respeitada a carga horária mínima estabelecida na
legislação ou em normas específicas.

§ 11. Incumbem às redes e instituições de ensino do território coordenar, organizar e


atualizar portfólios de Unidades Curriculares Eletivas construídas por seus professores,
considerando:
I - o diagnóstico da realidade local e as possibilidades dos arranjos curriculares;
II - a escuta sugestiva dos estudantes;
III - a prevalência do caráter mais lúdico e prático com a criatividade docente garantindo a
intencionalidade pedagógica;
IV - a articulação com e entre as Áreas do Conhecimento, com as Competências Gerais da
BNCC, com as habilidades gerais, específicas e com os eixos estruturantes dos itinerários
formativos.

§ 12. A Unidade Curricular Eletivas deve ter duração semestral e uma carga horária de uma
a três aulas semanais e cada estudante deve cursar, no mínimo, duas eletivas distintas por ano,

5
ao longo do Ensino Médio, exceto para a oferta de Unidade Curricular Eletivas FICs. Quando a
oferta de Unidade Curricular for por meio de FICs, será ofertada em mais de um semestre, com
carga horária mínima de 160 horas.

§ 13. As Unidades Curriculares Eletivas construídas pelas unidades escolares pertencentes à


rede estadual de ensino deverão, impreterivelmente, seguir as orientações e critérios
pedagógicos definidos no Caderno 4 do DCT/TO - Etapa Ensino Médio.

§ 14. As Unidades Curriculares da parte flexível referente às Trilhas de Aprofundamento e


Eletivas proposta no DCT-TO - Etapa de Ensino Médio é aberta para as inserções e proposições de
novos módulos de acordo com o Projeto Político-Pedagógico/Proposta Pedagógica Curricular da
unidade escolar, desde que atenda à carga horária mínima prevista na Lei
Federal nº 13.415/2017, e deve estar contemplada nas estruturas curriculares das redes e
instituições de ensino aprovadas pelo CEE/TO.

§ 15. Para a rede estadual de ensino, as Unidades Curriculares Eletivas contemplarão


especificidades, a saber:
I- Saberes e Fazeres do Campo - obrigatória para as unidades escolares do campo;
II- Língua Indígena - obrigatória para as unidades escolares indígenas;
III- Cultura Quilombola - obrigatória para as unidades escolares quilombolas;
IV- Língua Espanhola - obrigatória para o ensino médio regular, quando contemplada na
estrutura curricular e condicionada sua oferta obrigatória, conforme a disponibilidade de
docente habilitado.

§ 16. As instituições de ensino privadas integrantes do sistema estadual de ensino deverão


incluir nos processos de aprovação das estruturas curriculares do Ensino Médio, junto ao CEE/TO,
a projeto político-pedagógico/proposta pedagógica e o portfólio das unidades curriculares
construídos pela instituição, a partir das orientações e critérios pedagógicos explícitos no Caderno
4, DCT-TO - Etapa Ensino Médio.

§ 17. O Projeto de Vida, sendo ponto focal enquanto estratégia de reflexão para as escolhas
e definições assertivas na construção do presente e do futuro dos estudantes tocantinenses, deve
atender às dimensões da vida pessoal, social/cidadã e produtiva/profissional, e pode:
I - ser trabalhado nas três séries do Ensino Médio;
II - ser ofertado como unidade curricular dos itinerários formativos;
III - ser ofertado de forma transversal, perpassando à formação geral básica e demais
unidades curriculares.

CAPÍTULO III
Da Arquitetura Curricular Para o Território

Art. 6º A arquitetura do DCT-TO - Etapa Ensino Médio é a organização curricular distribuída


em carga horária nos três anos do ensino médio, em atendimento à ampliação do tempo escolar
do estudante, prevista na legislação educacional vigente e poderá ser organizada pelas redes e
instituições de ensino, a partir da oferta de diferentes arranjos formativos, com ofertas de carga
horária diversas, que contemplem o mínimo obrigatório para os três anos do ensino médio, a
saber:

I - opção 1:
a) formação geral básica de 600 horas;
6
b) itinerários formativos de 400 horas.

II - opção 2:

a) 800 horas de formação geral básica e 200 horas de itinerário formativo para a 1ª série;
b) 600 horas de formação geral básica e 400 horas de itinerário formativo para a 2ª série;
c) 400 horas de formação geral básica e 600 horas de itinerário formativo para a 3ª série.

III - opção 3:

a) 1000 horas de formação geral básica - 1ª série;


b) 600 horas de formação geral básica e 400 horas de itinerário formativo para a 2ª série;
c) 200 horas de formação geral básica e 800 horas de itinerário formativo para a 3ª série.

Art. 7º As redes e instituições de ensino poderão escolher, conforme descrito no artigo


anterior, a opção que melhor atenda às suas especificidades, devendo implementar o novo
referencial curricular, a partir do início do ano letivo de 2022, com a obrigatoriedade de
ampliação da carga horária de, no mínimo, 1000 horas anuais para cada série do ensino médio.

CAPÍTULO IV
Da Avaliação da Aprendizagem

Art. 8º Para atendimento aos processos avaliativos na implementação DCT-TO - Etapa


Ensino Médio, a instituição de ensino deve assumir o compromisso de repensar, refletir, discutir e
debater, de forma democrática e coletiva, o processo de avaliação da aprendizagem que deverá
ser adotado, revisitando o projeto político-pedagógico/proposta pedagógica, com o objetivo de
alinhar à concepção pedagógica descrita na BNCC e no DCT-TO - Etapa Ensino Médio,
considerando:
I - a correlação com o entendimento de que o estudante deve ser o centro do processo de
ensino e aprendizagem, tendo como foco o desenvolvimento integral (cognitivo, físico, social,
emocional, valores), o protagonismo, o projeto de vida e a formação do estudante para lidar com
o contexto e os desafios do século XXI;
II - a diversificação dos processos e instrumentos avaliativos, a fim de que sejam capazes de
verificar o desenvolvimento das Competências Gerais da BNCC, das competências específicas e
habilidades das áreas de conhecimento e habilidades gerais e específicas dos itinerários
formativos;
III - as decisões pedagógicas, as quais devem estar orientadas para a indicação clara do que
os estudantes devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos, habilidades,
atitudes e valores) e, sobretudo, do que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses
conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida
cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho);
IV - diversificação dos processos e instrumentos de avaliação que considere a autoavaliação
dos estudantes, a observação compartilhada pelos professores sobre a evolução no desempenho
e atitude dos estudantes em relação às competências e habilidades a serem desenvolvidas, e a
análise dos produtos gerados pelos estudantes;

Art. 9º A principal finalidade do processo avaliativo deve ser o de verificar o atendimento


aos direitos e objetivos de aprendizagem, previstos para esta etapa educacional, que estão
expressos por meio das competências previstas na BNCC e desdobradas no DCT-TO - Etapa Ensino
Médio.

7
Art. 10. A avaliação da aprendizagem deve ser concebida como um instrumento que oriente
a realização do trabalho pedagógico, auxiliando na identificação das dificuldades, apontando
caminhos para garantir a progressão da aprendizagem e ainda auxiliando o estudante na tomada
de consciência dos seus erros e acertos, limites e potencialidades, preparando-o para sua
formação integral, considerando sua realidade.

CAPÍTULO V
Das Formas de Oferta

Art. 11. A rede estadual e as instituições de ensino privadas, com base na legislação
vigente, poderão organizar a oferta do ensino médio de várias formas, a saber:

I - no ensino médio regular diurno, poderá ofertar até 20% (vinte por cento); e no noturno,
até 30% (trinta por cento) da carga horária total, à distância ou na forma não presencial,
incidindo, tanto na formação geral básica, quanto nos itinerários formativos do currículo,
considerando:
a) suporte tecnológico – digital ou não – e pedagógico apropriado;
b) disponibilidade de professor para acompanhamento/coordenação das atividades nas
quais o estudante estiver matriculado.

II - Na modalidade de educação de jovens e adultos, a rede pública e as instituições de


ensino poderão oferecer até 80% (oitenta por cento) de sua carga horária à distância ou na forma
não presencial, tanto a formação geral básica quanto, preferencialmente, nos itinerários
formativos do currículo, desde que:
a) haja suporte tecnológico – digital ou não – e pedagógicos apropriados;
b) haja recursos didáticos e materiais pedagógicos apropriados à oferta não presencial e na
modalidade EaD;
c) atenda à legislação pertinente à modalidade de educação de jovens e adultos e da
Educação a distância - EaD.

III - Para a rede estadual, a oferta de ensino a distancia, na forma Não Presencial (NP),
utilizando as tecnologias síncronas ou assíncronas, ocorrerá da seguinte forma:
a) para o diurno, a oferta será de 17% da carga horária total, sendo 5 horas-aula de forma
NP, por semana, em cada série para os estudantes;
b) para o turno noturno, a oferta será de até 30% Não Presencial (NP), conforme possibilita
a legislação, sendo 9 horas-aula de forma NP, por semana, em cada série.

§ 1º A rede pública e as instituições de ensino poderão decidir pela oferta dos percentuais
de carga horária acima estipulada utilizando-se da modalidade presencial ou não presencial
mediada pelas tecnologias – digitais ou não.

I - A Educação a distância - EaD é a modalidade educacional na qual estudantes e


professores estão separados, física ou temporalmente e, por isso, faz-se necessária a utilização de
meios e tecnologias de informação e comunicação e possui características específicas, tais como:
a) flexibilidade de tempo e espaço ao estudante, que pode assistir às aulas de qualquer
lugar e a qualquer momento;
b) as aulas ocorrem sem a obrigatoriedade da presença do estudante, sendo que a
autogestão do tempo para o estudo é administrada pelo estudante, respeitando o
cronograma estipulado pela instituição de ensino;
8
c) utiliza-se em grande parte da comunicação assíncrona, que tem como premissa a
comunicação que não acontece em tempo real, ou seja, as respostas podem ocorrer de
forma intermitente;
d) utiliza-se de outras formas de comunicação síncronas, cuja finalidade é permitir a
interação entre os atores envolvidos no processo de ensinar e aprender;
e) mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a
utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, nos quais estudantes e
docentes, na maioria das vezes, desenvolvem atividades educativas em lugares ou
tempos diversos.

II - a oferta do ensino presencial, mediado pelas tecnologias ou não, também pode ser
compreendida como ensino não presencial e como uma experiência inovadora que garante um
aprendizado dinâmico e interativo e apresenta-se como um conjunto de atividades realizadas
com a mediação tecnológica ou não, que visa garantir atendimento escolar sem a presença física
de estudantes, mas com interação constante entre docente e discente, considerando:
a) a reformulação do planejamento curricular, de acordo com o DCT-TO - Etapa Ensino
Médio, em atendimento aos componentes curriculares ou atividades que serão ofertadas,
de acordo com a carga horária destinada para a oferta não presencial;
b) a reformulação do Projeto Político-Pedagógico/Proposta Pedagógica, de forma que
seus princípios, metas e estratégias, atendam ao disposto no DCT-TO - Etapa Ensino Médio;
c) as metodologias adequadas, infraestrutura e meios de interação estejam claros na
proposta pedagógica da instituição, conforme disposto na estrutura curricular, em
consonância com DCT-TO - Etapa Ensino Médio;
d) a utilização da comunicação síncrona, incluindo todas as formas de comunicação que
acontecem em tempo real, cujas respostas e as interações são imediatas por meio das
tecnologias da informação e comunicação, criando condições de estudo e de realização de
atividades pedagógicas que assegurem o desenvolvimento das competências e habilidades
nessa etapa de ensino;
e) a necessária capacitação de docentes nas diversas metodologias vinculadas ao
aprendizado não presencial a fim de possibilitar ao docente as condições metodológicas
indispensáveis para o desenvolvimento do trabalho docente;
f) a métrica da frequência do estudante poderá ocorrer mediante entrega de produto, o
qual poderá ser parcial ou final, com base no PPP, e de acordo com o planejamento
curricular da instituição, observado o disposto no DCT-TO - Etapa Ensino Médio.

§ 2º A equipe gestora e pedagógica da rede estadual e instituições de ensino privadas


necessitam compreender que, para o desenvolvimento de Atividades Não Presenciais (NP), as
instituições devem garantir e favorecer a aprendizagem dos estudantes por meio de aulas e
atividades com intencionalidade pedagógica, ofertando atividades bem estruturadas, orientadas,
contextualizadas e significativas para os estudantes de forma síncronas ou assíncronas.

Art. 12. As aulas no formato não presencial poderão ser desenvolvidas por meio de Projetos
Integradores correlacionados às Competências da BNCC e às Competências Específicas da (s) Área
(s) de Conhecimento do DCT-TO, Etapa Ensino Médio.

9
§ 1º Os Projetos Integradores têm como objetivo tornar a aprendizagem dos estudantes
mais concreta, contemplando uma dimensão integrada das áreas do conhecimento, com uma
nova proposta de ensino e aprendizagem, que visa firmar o processo de aprendizagem dos
estudantes, contribuindo para a contextualização dos conteúdos do currículo, estimulando a
criatividade e o interesse, por meio da interdisciplinaridade, pensados para desenvolver as
habilidades e competências propostas pela BNCC.

§ 2º Nas aulas no formato não presencial, os Projetos Integradores poderão ser


desenvolvidos por bimestre, de forma interdisciplinar e transdisciplinar, com apresentação de um
produto parcial e/ou final a cada bimestre por parte dos estudantes contemplados.

§ 3º Os projetos integradores contemplam quatro temas em todas as áreas do


conhecimento:
I - STEAM - é uma abordagem educacional que adota a Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte
e Matemática (do inglês Science, Technology, Engeneering, Arts, Mathematics);
II - Protagonismo Juvenil;
III - Mídia educação; e
IV - Mediação de conflitos.

Art. 13. A rede estadual e instituições de ensino privadas do território poderão usufruir de
outras formas pedagógicas para contemplar o percentual de carga horária estabelecida para a
oferta a distância e/ou não presencial, desde que esteja assegurada no Projeto Político-
Pedagógico/Proposta Pedagógica, no planejamento de ensino da rede ou da instituição de ensino.

Art. 14. A rede estadual e as instituições de ensino deverão encaminhar ao CEE/TO, para
aprovação, a estrutura curricular com os percentuais de carga horária a ser ofertada na forma
presencial, não presencial, mediada ou não pelas tecnologias digitais, e EAD, mediada pelas
tecnologias digitais, conforme disposto na legislação vigente, acompanhada do planejamento
ensino e pedagógico específico para esta forma de oferta.

Art. 15. A rede estadual e as instituições de ensino privadas devem arquivar, de forma
apropriada, as atividades comprobatórias ofertadas a distância ou não presencial e comprovar,
quando solicitada pelos órgãos fiscalizadores do sistema estadual de ensino, as evidências
pertinentes.

CAPÍTULO VI
Da Formação De Professores

Art. 16. Para assegurar, de forma efetiva, a implementação do DCT-TO - Etapa Ensino
Médio, é imprescindível a materialização da formação continuada de professores, visto que
exigirá destes os sólidos conhecimentos dos saberes constituídos e o domínio de conhecimentos
específicos, de pedagogias ativas e contextualizadas, que contribuam com o professor no
desenvolvimento do ensino e do processo de aprendizagem.

Art. 17. Cabe à rede estadual e às instituições de ensino a oferta da formação em serviço de
professores, sendo estas responsáveis por estabelecer um plano de formação docente, que
atenda à perspectiva de implementação do DCT-TO - Etapa Ensino Médio, considerando:

I - a adoção de uma nova postura frente ao desenvolvimento de um novo currículo, a ser


promovido pelas equipes escolares;

10
II - o fortalecimento da cultura de formação em serviço, contemplada no planejamento
coletivo, com amplo debate para definição de temáticas que abarquem os anseios pedagógicos
dos professores, as dificuldades enfrentadas pelos estudantes e o fortalecimento do trabalho da
equipe, enquanto instituição de ensino;

III - a inserção, no projeto político-pedagógico da instituição de ensino, do plano de


formação em serviço com critérios de escolha dos temas a serem abordados, os recursos
humanos e aportes financeiros adequados e, principalmente, as estratégias que garantam a
participação ativa de todos os atores envolvidos no processo de implementação do DCT-TO -
Etapa Ensino Médio.

Art. 18. As redes e instituições de ensino poderão desenvolver ações coordenadas, em


regime de colaboração entre os entes federados, que visem fomentar a formação continuada do
docente, com foco na implementação do DCT-TO - Etapa Ensino Médio.

CAPÍTULO VII
Das Disposições Finais

Art. 19. As instituições privadas e a rede estadual de ensino devem de imediato, alinhar
seus currículos e Projeto Político-Pedagógico/Proposta Pedagógica ao DCT-TO - Etapa Ensino
Médio para o Território do Tocantins.

Parágrafo único. A adequação dos currículos escolares ao DCT-TO - Etapa Ensino Médio
deve ser realizada, obrigatoriamente, para o ano letivo de 2022, conforme normas nacionais e
legislações vigentes.

Art. 20. Na perspectiva de valorização do professor e da sua formação inicial e continuada,


as normas, os currículos dos cursos e programas a eles destinados, devem adequar-se ao DCT-TO
- Etapa Ensino Médio, nos termos do § 8º do Art. 61 da LDB, devendo ser implementados no
prazo de dois anos, contados da publicação desta Resolução, em consonância com Art. 11 da Lei
nº 13.415/2017.

§ 1º A adequação dos cursos e programas destinados à formação continuada de


professores terão início a partir de 2022, conforme previsto em legislação.

§ 2º Conforme previsto na Lei nº 13.415/2017, as instituições de ensino público e privado


que ofertam ensino médio devem disponibilizar formação aos docentes, no prazo de até 1 (um)
ano, a ser desenvolvida em regime de colaboração com os sistema federal de ensino, no caso das
instituições de ensino da rede estadual.

Art. 21. Os programas e projetos pertinentes à Seduc/TO devem ser alinhados ao DCT-TO -
Etapa Ensino Médio do Território do Tocantins, após sua publicação.

Art. 22. A escolha do livro didático, no caso da rede pública, os oriundos do Programa
Nacional do Livro Didático - PNLD, bem como os demais materiais paradidáticos e
complementares, devem atender aos requisitos contidos no DCT-TO - Etapa Ensino Médio do
Território do Tocantins, respeitando a diversidade de currículos, construídos pela rede pública e
instituições de ensino privadas.

11
Art. 23. O DCT-TO - Etapa Ensino Médio do Território do Tocantins deverá ser revisto, no
máximo de 5 (cinco) anos, contados a partir da publicação desta Resolução, ou a qualquer
momento em que a política educacional estadual e nacional assim julgarem necessária.

Art. 24. No prazo de 90 dias, a contar da publicação da presente Resolução, a Secretaria de


Educação editará documento orientador técnico complementar, contendo informações quanto à
implementação do DCT-TO - Etapa Ensino Médio para o Território do Tocantins, nas unidades
escolares, nos termos das concepções, definições e diretrizes estabelecidas na presente norma.

Parágrafo Único. A inobservância do prazo definido no caput, sem justificativa escrita e


fundamentada, ensejará as responsabilidades na forma da lei.

Art. 25. É de responsabilidade da Seduc/TO e CEE/TO possibilitar amplo conhecimento do


DCT-TO - Etapa Ensino Médio, após sua homologação e publicação no DOE/TO às redes públicas e
instituições privadas de ensino do Tocantins.

Art. 26. Para o processo de implementação do DCT-TO – Etapa Ensino Médio, os órgãos e
instituições que compõem o Sistema de Ensino devem:

I - Cabe à Seduc/TO e instituições privadas assegurar a Formação Inicial e Continuada ao


corpo docente e pedagógico, com vistas ao atendimento às especificidades do novo currículo, a
fim de garantir a sua implementação do DCT-TO – Etapa Ensino Médio no território do Tocantins;

II - Será de responsabilidade da Seduc-TO, do Conselho Estadual de Educação - CEE-TO e do


Fórum Estadual de Educação - FEE-TO, no decorrer de dois anos, a contar da data da publicação
desta Resolução, avaliar o processo de implementação e resultados deste novo currículo, com
realização de audiências públicas, assegurando, principalmente, a participação de professores,
coordenadores pedagógicos, gestores escolares, que estão diretamente envolvidos;

III - A Seduc-TO deve observar e contemplar nas vagas existentes para o próximo concurso
público, as especificidades do novo currículo.

Art. 27. Cabe aos órgãos pertencentes à Seduc/TO e às instituições de ensino que compõem
o Sistema de Estadual de Ensino - TO, nos termos da lei, zelar pelo cumprimento desta Resolução.

Art. 28. Os casos omissos serão resolvidos pelo CEE/TO.

Art. 29. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.

SALA DAS SESSÕES DO CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO TOCANTINS, em


Palmas/TO, aos 21 dias do mês de junho do ano de 2022.

12

Você também pode gostar