A RIMA E A CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA
Eixo: Práticas para Ensino Fundamental
A palavra “rima” vem do latim rythmus, e quer dizer de algo relativo a
ritmo, a musicalidade e, consequentemente, a sonoridade. Obviamente, deve
vir da origem a definição mais freqüentes dos dicionários para a palavra rima:
“repetição dum som no final de dois ou mais versos; identidade de som na
terminação de duas ou mais palavras.”
Em geral a rima é a identidade e/ou semelhança sonora existente entre
a palavra final de um verso com a palavra final de outro verso na estrofe.
A consciência fonológica é a percepção do som da fala. É uma
capacidade cognitiva a ser desenvolvida, a qual contribui no processo de
aquisição da leitura e da escrita. Sua importância está ligada a compreensão
do principio alfabético e ao desenvolvimento de habilidades como o
reconhecimento de sílabas e fonemas numa palavra.
TURMA: 2º. Ano
TEMA: Interpretação de Texto
SUBTEMA: Rima
1 OBJETIVO GERAL
Reconhecer que a consciência fonológica é uma condição necessária,
mas não suficiente para a criança se alfabetizar, considerando essencial criar
situações por meio das quais os alunos possam refletir sobre as formas orais e
escritas das palavras.
2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Comparar as palavras quanto às semelhanças sonoras;
Perceber que palavras diferentes possuem partes sonoras iguais;
Identificar a sílaba como unidade fonológica;
Diferenciar poemas e cantigas de roda;
Desenvolver atitudes de interação, colaboração e troca de
experiências em grupo.
Desenvolver a consciência fonológica, por meio da exploração dos
sons finais das palavras (rimas);
3 PROBLEMATIZAÇÃO
Como identificar, diferenciar e comparar as diferentes palavras com a
mesma sonoridade, além de desenvolver o raciocínio rápido e lógico
estimulando a memória?
4 ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO
Iniciar a intervenção estabelecendo combinados da atividade, explicar o
tema e o que será realizado. O professor irá fazer uma breve explicação sobre
o surgimento da rima e como ela se apresenta em um poema. Em seguida irá
apresentar o poema “Infância” de Sonia Miranda (Pra Boi Dormir. Rio de
Janeiro: Record, 1999) em cartolina. Após a apresentação, as crianças irão
identificar com caneta esferográfica azul o nome das crianças, em verde as
brincadeiras e em vermelho os brinquedos, destacando as palavras que rimam
durante a identificação. Logo, o professor irá entregar uma atividade
impressa “O presente pro meu amiguinho”. Será feito em grupo, porém,
cada criança com sua folha.
A seguir, apresentar e/ou lembrar os aluno à cantiga de roda “Casa”,
para assim, apresentar a próxima atividade, o “Jogo da Cantiga”. A sala será
dividida em duas, o professor terá em mãos uma caixa com plaquinhas com
nome das cantigas. Quando a cantiga for sorteada, a equipe que souber cantar
a música ganhará um ponto, ao final, quem tiver mais pontos ganha.
5 RECURSOS DIDÁTICOS
Cartolina
Caneta esferográfica
Folha sulfite impressa
Caixa surpresa
Plaquinhas com o nome das Cantigas de Roda
Quadro negro e Giz, se necessário.
6 AVALIAÇÃO
A avaliação ocorrerá por meio de:
Participação e envolvimento oral dos alunos na apresentação do
conteúdo;
Registros que os alunos apresentarem;
Participação e interação da equipe durante o jogo;
7 PESQUISA DE CONTEÚDO
No cotidiano na sala de aula, professores buscam formas de tornar o
ensino da leitura e escrita mais eficaz e também mais estimulante. Uma das
alternativas é aliar o prazer e o divertimento à aprendizagem. É importante
propiciar o aprendizado da leitura e da escrita de maneira diversificada e
atrativa, para que os alunos possam atribuir mais sentido a esse processo tão
importante em um mundo letrado.
Segundo Lajolo (2002, p.7), é fundamental que o professor no seu
cotidiano desenvolva em suas aulas estratégias de leitura com a finalidade de
desenvolver nos discentes o interesse e o prazer pela mesma, pois ninguém
nasce leitor, o hábito da leitura é desenvolvido no decorrer do cotidiano de
cada indivíduo.
Por isso a necessidade de trabalhar a leitura desde a educação infantil,
na perspectiva de estimular o gosto e o prazer pela prática da leitura através de
métodos interdisciplinares, lúdicos, atividades contextual e dinâmica, além da
importância de envolver e trabalhar os diversos gêneros de leitura desde os
primeiros anos escolares, para que a criança conheça-os, consiga entender e
interpretá-los, pelo fato de se trabalhar a leitura por meio de contos, fábula,
poesia, rimas, história em quadrinho, cordel entre outros. Isso significa que é
necessário que sejam utilizadas de forma rotineira práticas diversificadas e
inovadoras que conduzam as crianças a sentirem afinidade e interesse pela
leitura. Nesse sentido, o trabalho com rimas e parlendas, pode tornar-se
bastante interessante para o avanço na consolidação das habilidades de
leitura.
8 REFERÊNCIAS
BRASIL. Ensino fundamental de nove anos: orientações para a inclusão
da criança de seis anos de idade / organização Jeanete Beauchamp, Sandra
Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento. –Brasília: Ministério da
Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007.
LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo:
Ática, 2002.