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aula03

O documento apresenta um guia para estudantes sobre o uso do CERS Book em conjunto com videoaulas, destacando a importância da argumentação lógica no raciocínio lógico para concursos públicos. O Capítulo 3 foca na argumentação, abordando conceitos como silogismo, validade de argumentos e encadeamento lógico, com exemplos práticos e questões comentadas. O material visa preparar os alunos para questões que envolvem lógica proposicional e raciocínio lógico em provas.

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O documento apresenta um guia para estudantes sobre o uso do CERS Book em conjunto com videoaulas, destacando a importância da argumentação lógica no raciocínio lógico para concursos públicos. O Capítulo 3 foca na argumentação, abordando conceitos como silogismo, validade de argumentos e encadeamento lógico, com exemplos práticos e questões comentadas. O material visa preparar os alunos para questões que envolvem lógica proposicional e raciocínio lógico em provas.

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CERS TRIBUNAIS

TRIBUNAIS

RACIOCÍNIO LÓGICO

CAPÍTULO 03
Recado para você que está assistindo às videoaulas

Prezado aluno, a princípio, estamos trazendo algumas informações relevantes para você que está
assistindo às nossas videoaulas e complementará os estudos através do conteúdo do nosso CERS Book.
Portanto, você deve estar atento que:

O CERS book foi desenvolvido para complementar a aula do professor e te dar um suporte nas
revisões!

Um mesmo capítulo pode servir para mais de uma aula, contendo dois ou mais temas, razão pela
qual pode ser eventualmente repetido;

A ordem dos capítulos não necessariamente é igual à das aulas, então não estranhe se o capítulo
03 vier na aula 01, por exemplo. Isto acontece porque a metodologia do CERS é baseada no estudo dos
principais temas mais recorrentes na sua prova de concurso público, por isso, nem todos os assuntos
apresentados seguem a ordem natural, seja doutrinária ou legislativa;

Esperamos que goste do conteúdo!

Bons estudos 

1
CAPÍTULOS

Capítulo 1 – Lógica Proposicional: Proposições e Conectivos 

Capítulo 2 – Lógica Proposicional: Fórmulas Promocionais 

Capítulo 3 (você está aqui) – Argumentação Lógica 

Capítulo 4 – Sequências Lógicas 

Capítulo 5 – Razão e Proporção 

Capítulo 6 – Raciocínio Matemático 

Capítulo 7 – Equações Matemáticas 

Capítulo 8 – Geometria Básica 

2
SOBRE ESTE CAPÍTULO

A parte introdutória foi trabalhada nos capítulos anteriores, agora chegou a hora de

sedimentarmos o aprendizado aplicando os conceitos explorados em questões que trazem um


encadeamento de proposições compostas.

Nos dois capítulos iniciais falamos de lógica proposicional para, agora, passarmos a tratar

de argumentação. Nessa etapa, estamos aprofundando nossos conhecimentos sobre o mesmo


assunto. Começamos com o estudo sobre as proposições simples, depois as proposições

compostas e seus conectivos, as negações e equivalências, passamos pelas proposições


categóricas e, ainda, o silogismo categórico. Agora passaremos a focar, neste terceiro capítulo,

nos encadeamentos lógicos, ou seja, uma composição com várias proposições compostas,
poderíamos dizer que é algo semelhante ao que já vimos: silogismo categórico.

Ah, uma dica: Se constar no edital uma cobrança objetiva, do tipo: “ lógica sentencial”,

“lógica proposicional”, “tabela verdade”, ou mesmo se o item estiver escrito de forma mais
requintada, em textos que a gente lê e fica na dúvida do que se trata, algo como: “Estrutura
lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; deduzir novas
informações das relações fornecidas e avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura
daquelas relações. Compreensão e elaboração da lógica das situações por meio de: raciocínio
verbal, raciocínio matemático, raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal, formação
de conceitos, discriminação de elementos”, tenha certeza de que haverá uma questão similar à
que passaremos a analisar agora.

3
SUMÁRIO

RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO ................................................................................................... 5

Capítulo 3 .................................................................................................................................................. 5

3. Argumentação Lógica ...................................................................................................................... 5

3.1 Argumento ...................................................................................................................................................... 5


3.1.1 Silogismo ......................................................................................................................................................... 6
3.1.2 Validade do argumento ................................................................................................................................... 6
3.2 Encadeamento lógico ...................................................................................................................................... 9
3.3 Correlacionamento lógico.............................................................................................................................. 13
3.3.1 Ordenação .................................................................................................................................................... 14
3.3.2 Dedução ........................................................................................................................................................ 17
3.3.3 Hipóteses ...................................................................................................................................................... 22

QUADRO SINÓPTICO ............................................................................................................................ 26

QUESTÕES COMENTADAS ................................................................................................................... 28

GABARITO ............................................................................................................................................... 47

QUESTÃO DESAFIO ................................................................................................................................ 48

GABARITO QUESTÃO DESAFIO ........................................................................................................... 49

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................................................... 55

4
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO

Capítulo 3

Iniciaremos com os comentários daquilo que devemos entender por argumento. Vale
ressaltar que estamos trabalhando com Raciocínio Lógico para concursos públicos, logo, os

esclarecimentos estão totalmente focados neste objetivo.

1. Argumentação Lógica

1.1 Argumento

Usamos a argumentação, baseada no raciocínio, para provocar o convencimento do outro.

O raciocínio envolve juízos existentes cujo objetivo é chegar a conclusões adequadas. Já


a argumentação faz uso de raciocínio baseado em lastros sólidos e argumentações aceitáveis.

Para o raciocínio lógico, objeto de concursos públicos, argumento é a relação entre um


conjunto de proposições (sentenças declarativas) com uma proposição conclusiva. Nessa relação,
denominam-se premissas as primeiras, que resultam em uma sentença declarativa denominada

“conclusão”.

Argumento

Premissas
Conclusão
Proposição 1
Proposição 2
Proposição
Proposição 3
....

5
1.1.1 Silogismo

O silogismo é uma construção especial de argumentação na qual estarão presentes duas,


e somente duas, premissas seguidas da conclusão. Muito explorado em provas, principalmente

com a inserção de proposições categóricas (visto no capítulo 2).

1.1.2 Validade do argumento

É importante não confundir valor lógico de cada uma das premissas (verdadeira ou falsa)
com o valor lógico da argumentação (validade do argumento).

O argumento poderá ter premissas verdadeiras, conclusão verdadeira, mas a relação entre

premissas e conclusão não foi o que garantiu a verdade da última. Então, estamos diante de
um argumento inválido.

Adicionalmente, podemos encontrar argumentação válida para uma conclusão com valor

lógico falso. Ou seja, a estrutura está correta, porém a falsidade de uma das premissas resultou
em uma conclusão falsa. Neste caso, o resultado foi totalmente deduzido através das premissas,

a estrutura está correta, portanto, o argumento é dito “válido”.

As premissas e a conclusão são classificadas por seus valores lógicos (verdadeiros e falsos).
A estrutura ou argumentação é classificada como válida ou inválida. Será válida quando a

conclusão estiver totalmente fundamentada nas premissas que a antecedem.

6
Foi citado, lá no início, existem editais com itens em linguagem requintada, pois bem,

estamos seguindo a mesma linha, o que não é tão bom assim. Voltamos, então, para uma
comunicação menos formal na resolução de questões para, na prática, entendermos o que

definimos por argumento, que nada mais é, senão, a estruturação ou encadeamento lógico.

(VUNESP – Prefeitura de Guarulhos/SP – Inspetor Fiscal de Rendas – 2019) Considere os


argumentos a seguir.

I. O dobro de um número é um número par. O dobro de 1,5 é 3. Logo, o número 3


é um número par.
II. Todos os atletas são fortes. Juca é forte. Logo, Juca é atleta.
III. Os cachorros têm quatro patas. As vacas têm quatro patas. Logo, as vacas são
cachorros.

Na ordem em que estão expressas, os argumentos são, respectivamente,

a) válido, válido e inválido.


b) inválido, inválido e válido.
c) válido, inválido e inválido.
d) inválido, inválido e inválido.
e) válido, inválido e válido.

Comentários:

Os três itens tem a mesma estrutura: duas premissas e uma conclusão, portanto,

silogismos, para os quais verificaremos se a argumentação é válida ou, como dito na parte
teórica, se a conclusão está alicerçada nas premissas.

I. O dobro de um número é um número par. O dobro de 1,5 é 3. Logo, o número


3 é um número par.
7
Premissas:

 O dobro de um número é um número par.


 O dobro de 1,5 é 3.

Conclusão:

 O número 3 é um número par.

A conclusão “o número 3 é um número par” traz uma informação falsa, diríamos que ela
é uma proposição simples com valor lógico falso. Entretanto, o objetivo é verificar a validade

do argumento e não a veracidade da informação.

Existe uma premissa genérica denominada premissa maior: “O dobro de um número é


um número par” e outra premissa específica denominada premissa menor: “O dobro de 1,5 é

3”.

A conclusão é exatamente a junção das duas premissas já que o número três é o dobro
de 1,5 e considerando ser o dobro de outro número, ele é par. Então, a estrutura está bem

elaborada e o argumento é válido.

II. Todos os atletas são fortes. Juca é forte. Logo, Juca é atleta.

A primeira premissa informa que “todos os atletas são fortes”, ou seja, qualquer pessoa
que seja atleta, com certeza é forte. A recíproca não é verdadeira, não dá para afirmar que todas
as pessoas fortes são atletas. Portanto, o argumento é inválido.

Uma opção válida seria: “Todos os atletas são fortes. Juca é atleta, Logo, Juca é forte”.

III. Os cachorros têm quatro patas. As vacas têm quatro patas. Logo, as vacas são
cachorros.

As duas premissas são do tipo premissas menores, não existe na argumentação o termo
maior, portanto, a conclusão não é um resultado lógico delas.

8
Precisaríamos de alguma coisa como “tudo que tem quatro patas é cachorro. As vacas

têm quatro patas. Logo, as vacas são cachorros” para que a argumentação fosse considerada
válida.

Este item tem argumentação inválida.

Gabarito: C

1.2 Encadeamento lógico

Trataremos de uma sequência de proposições compostas (premissas) das quais


extrairemos a conclusão ou conclusões.

(FCC – Sefaz/SC – Auditor Fiscal da Receita Estadual – 2018) Considere as seguintes


premissas:

 Se eu vou para a academia, eu durmo bem.


 Eu durmo bem e me alimento bem.
 Eu me alimento bem ou trabalho o dia inteiro.

A partir dessas premissas, uma conclusão válida é

a) “eu trabalho o dia inteiro e me alimento bem”.


b) “se eu trabalho o dia inteiro, eu durmo bem”.
c) “eu vou para a academia e durmo bem”.
d) “se eu vou para a academia, eu trabalho o dia inteiro”.
e) “eu vou para a academia ou trabalho o dia inteiro”.

Comentários:
9
As premissas citadas são, nada mais nada menos, que nosso objeto de estudo desde o

Capítulo 1, proposições compostas. Apesar de não estar expresso diretamente no enunciado,


nós consideramos todas as premissas verdadeiras. Entretanto, isto não significa que as

proposições simples contidas em cada uma delas sejam, da mesma forma, verdadeiras.

Existem casos em que a união de proposições simples falsas culmina em outra nova,
portanto composta, e que pode ser verdadeira.

Definimos que as premissas são verdadeiras e trabalharemos com o objetivo de confirmar

qual o valor lógico de cada proposição simples.

Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

Eu vou para a academia. → Eu durmo bem.

Eu durmo bem. ∧ Me alimento bem.

Eu me alimento bem. ∨ Trabalho o dia inteiro.

Vamos interromper a resolução para uma recomendação:

No dia em que você estiver fazendo a sua prova, sugiro fortemente que reescreva as

proposições de forma estruturada, semelhante ao que estamos fazendo aqui, porém, não há
necessidade de reescrever todo o texto. Por vezes, apenas uma palavra é o suficiente para

representar a proposição simples.

Por exemplo, na prova, para esta questão específica, a representação simples seria:

Academia → Durmo

Durmo ∧ Alimento

10
Alimento ∨ Trabalho

Como esta é nossa sugestão, vamos seguir com o quadro resumido, pelo menos para
esta questão, servindo como modelo.

Retomando a resolução, verificamos que, em algumas situações, o próprio enunciado traz

o valor lógico de determinada proposição simples, ou mesmo, das premissas (proposições


compostas) apresentadas. É o caso da conjunção (conectivo “e”). Como sabemos, para que a

conjunção seja verdadeira, ambas as proposições simples devem ser igualmente verdadeiras. É
isto que temos na segunda premissa.

A condicional encontrada na segunda linha é composta de duas proposições simples que,

por consequência, são ambas verdadeiras (caso haja dúvidas, veja a tabela verdade da conjunção
no capítulo 1).

Academia → Durmo

Durmo ∧ Alimento

Alimento ∨ Trabalho

Fica definido que:

1- as proposições simples verdadeiras serão grifadas


2- as proposições falsas serão riscadas.

As mesmas proposições simples repetem-se em outras linhas. Para elas replicamos os


valores lógicos conhecidos.

Academia → Durmo

Durmo ∧ Alimento

Alimento ∨ Trabalho

Definimos os valores lógicos possíveis a partir das informações disponibilizadas. Reparem

que duas proposições simples não foram valoradas. Elas podem assumir tanto a condição de
verdadeiras como falsas. Para estes casos dizemos que o valor lógico é indeterminado.

11
Vamos às explicações.

Na primeira linha, o segundo termo da condicional, por ser verdadeiro, faz com que a
proposição composta sempre seja verdadeira independente do valor lógico do primeiro termo.

Na terceira linha, para que a disjunção seja verdadeira basta que uma das proposições

simples seja verdadeira. Se a primeira parte for verdadeira, o segundo termo pode assumir
qualquer valor lógico que a proposição composta mantém-se verdadeira.

Feita análise completa do enunciado, passamos às alternativas:

a) “eu trabalho o dia inteiro e me alimento bem”.

A alternativa é uma disjunção que será verdadeira somente se ambos os termos também
o forem.

“Me alimento bem” é uma proposição simples verdadeira, conforme explicações

anteriores. Já a outra, “Eu trabalho o dia inteiro”, tem valor lógico indeterminado, portanto, não
podemos afirmar ser ela uma proposição verdadeira.

Alternativa errada.

b) “se eu trabalho o dia inteiro, eu durmo bem”.

Estamos diante de uma proposição composta condicional cujo primeiro termo é


desconhecido e o segundo verdadeiro.

Pois bem, lembra da tabela verdade da condicional, ela nos diz que a proposição
composta sempre será verdadeira quando o segundo termo, da mesma forma, for verdadeiro.

Concluímos que, mesmo desconhecendo o valor lógico de “eu trabalho o dia inteiro”, a

proposição composta condicional é verdadeira.

Alternativa correta.

c) “eu vou para a academia e durmo bem”.

12
Novamente uma disjunção para a qual temos que o primeiro termo é indefinido e o

segundo verdadeiro. Uma vez que não podemos afirmar qual o valor lógico do primeiro termo,
também nada se conclui acerca da proposição composta.

Alternativa errada.

d) “se eu vou para a academia, eu trabalho o dia inteiro”.

Neste caso ambos os termos são indeterminados, portando, nada podemos concluir em

relação à proposição composta condicional.

Alternativa errada.

e) “eu vou para a academia ou trabalho o dia inteiro”.

Mesma explicação dada no item anterior, os termos são desconhecidos, logo, nada se

conclui sobre a proposição composta disjuntiva.

Alternativa errada.

Gabarito: B

1.3 Correlacionamento lógico

O correlacionamento é uma forma de lógica estruturada, porém, não há o encadeamento


observado pela repetição de proposições simples, ou seja, é modalidade de argumentação, cuja
estrutura é composta de informações (disponibilizadas no enunciado da questão) e, a partir

delas, inferimos novas informações que servirão de resposta para a questão.

Classificações:

Não existe regra definida para a resolução de questões de correlacionamento. O que vale
mesmo é sua atenção nas informações da questão, para poder esquematizá-las, geralmente
lançamos mão do auxílio de diagramas ou planilhas, na busca da conclusão lógica adequada.
13
Contudo, mesmo sem que exista uma regra específica, adotaremos uma classificação

básica que abarca as diferentes questões sobre o tema, são elas, ordenação, dedução e
hipóteses.

1.3.1 Ordenação

Podemos entender ordenação como a reestruturação do ordenamento das informações

para, enfim, chegar à conclusão. Todas as informações são conhecidas, porém estão fora de
ordem.

Esse tipo de questão apresenta informações relacionadas a uma situação sequencial, por

exemplo: Pessoas na fila do caixa bancário, espectadores sentados lado a lado nas cadeiras do
cinema, provas sobrepostas de acordo com as notas, fila organizada pela altura dos jogadores
de basquete, ordem de emissoras de TV conforme pontos em pesquisa de audiência e assim

por diante.

A resolução dessas questões, consideradas fáceis na maior parte das vezes, é feita com a
leitura atenta da questão e alocação dos elementos identificados na sequência correta, de

acordo com as diretrizes propostas pelo examinador.

(FCC – SEMEF Manaus – Auditor Fiscal de Tributos Municipais – 2019) Há sete cidades,
chamadas A, B, C, D, E, F e G, ao longo de uma estrada que corre em direção norte-sul. Essas
cidades se localizam uma em relação a outra de acordo com os seguintes dados:

14
 Há exatamente 3 cidades ao sul de A.
 D está ao norte de F, mas não é a cidade mais ao norte de todas, e F não é a
cidade mais ao sul de todas.
 A primeira cidade ao norte de C é E.
 Dentre as cidades que se encontram entre D e C está B.
 Não há cidades entre F e E.

Então,

a) não há cidades entre G e B.


b) G é a cidade mais ao sul de todas.
c) E está ao norte de A
d) não há cidades entre D e F.
e) F está ao sul de A

Comentários:

Vamos direto ao ponto, a estrada corre na direção norte-sul em cujo trajeto estão
alinhadas 7 cidades. A esta informações seguem os dados que serão analisados um a um.

Há exatamente 3 cidades ao sul de A. Norte ___ ___ ___ A ___ ___ ___ Sul

A primeira informação determina a posição de “A”. Já a segunda, apesar de informar, não

é o suficiente para, neste momento, definir posições. Então, faremos uma representação sem
marcar posição.

D está ao norte de F, mas não é a


cidade mais ao norte de todas, e F não Norte ____ D F ____ Sul
é a cidade mais ao sul de todas.
Repare que “D” não é a cidade mais ao norte e nem “F” a cidade mais ao sul.

Ficamos também com a representação sem marcar posição para a terceira informação do
enunciado. A diferença é que aqui as cidades citadas são vizinhas.

A primeira cidade ao norte de C é E. Norte EC Sul

Seguimos com a penúltima informação.


15
Dentre as cidades que se encontram
Norte D B C Sul
entre D e C está B.
Por fim.

Não há cidades entre F e E. Norte FE Sul

Partimos para a análise concomitante de informações, por exemplo, esta última pode

unir-se a terceira.

Terceira e quinta informações. Norte FEC Sul

Acrescentamos a segunda informação.

Segunda, terceira e quinta


Norte ___ D F E C Sul
informações.
Voltando ao início, a certeza de que a cidade “A” ocupa a posição central nos leva a crer

que ocupa a posição imediata ao lado norte (à esquerda) de “F”, bem como “C” a posição mais
ao sul.

Primeira, segunda, terceira e quinta


Norte ___ D A F E C Sul
informações.
As letras sublinhadas correspondem às cidades cujas posições foram definidas.

Resta a quarta informação para fechar a sequência.

Dentre as cidades que se encontram


Norte D B A F E C Sul
entre D e C está B.
À única cidade não citada resta a posição mais ao norte.

As cidades estão dispostas ao longo


Norte G D B A F E C Sul
da estrada de norte a sul:
Definida a sequência, procedemos a comparação com as alternativas.

a) não há cidades entre G e B.

D está entre G e B. Alternativa errada.

b) G é a cidade mais ao sul de todas.

16
G está no limite norte. Alternativa errada.

c) E está ao norte de A

E está ao sul de A. Alternativa errada.

d) não há cidades entre D e F.

São duas cidades entre D e F. Alternativa errada.

e) F está ao sul de A

Correto. De fato, F está ao sul de A.

Gabarito: E

1.3.2 Dedução

A análise das informações disponíveis serve de parâmetro para deduzirmos novas

informações que são, necessariamente, consequência das existentes.

São os casos em que o examinador disponibiliza alguns dados relacionados a grandezas


diferentes e que se relacionam entre si.

Por exemplo, a questão diz que três irmãs usam vestidos de cores diferentes. Então, são
dadas algumas dicas iniciais e, finalmente, é solicitada qual a cor do vestido que cada uma das
irmãs está usando.

Resolva as questões com este perfil alinhando as grandezas em linhas e colunas como
numa planilha do excel. As células que representam o cruzamento de linha e coluna são
preenchidas com “SIM” ou “NÃO”, considerando se a relação está correta ou errada,

respectivamente.

Para aprender e fixar o conceito, nada melhor do que praticar.

17
(FCC – Sefaz/BA – Auditor Fiscal – 2019) O Presidente da República de determinado país
chamou para conversas individuais cinco ministros das seguintes pastas: Economia, Educação,
Meio-Ambiente, Justiça e Saúde. Foram, assim, chamados os Ministros Alberto, Camargo, Eliseu,
Delcídio e Josenildo, em certa ordem. Depois de Camargo, que não é Ministro da Educação, foi
chamado o Ministro da Saúde. Josenildo foi o primeiro a ser chamado. O Ministro da Economia,
Alberto, foi chamado logo após o Ministro da Educação. O Ministro da Justiça não é Delcídio e
nem Eliseu. Eliseu foi o último chamado, logo após o Ministro da Saúde.

Conclui-se, com base nessas afirmações, que

a) Eliseu é o Ministro do Meio-Ambiente.


b) Camargo foi o segundo a ser chamado.
c) Alberto é o Ministro da Educação.
d) Delcídio é o Ministro da Educação.
e) O segundo a ser chamado foi o Ministro da Saúde.

Comentários:

Segundo o enunciado da questão, temos cinco ministérios e cinco ministros, para deduzir

qual o ministro de cada ministério, utilizaremos como ferramenta uma planilha com ministros
nas linhas e ministérios nas colunas.

Economia Educação M. Ambiente Justiça Saúde

Alberto
Camargo

Eliseu

Delcídio

Josenildo

18
Caso haja um terceiro parâmetro (certamente haverá) você vai acrescentar a informação

juntamente com as duas existentes. Na questão, a informação adicional é a ordem em que os


ministros foram chamados pelo presidente (logo veremos isso).

Agora, utilizaremos as outras informações disponíveis no enunciado para tirarmos nossas

conclusões.

 Depois de Camargo, que não é Ministro da Educação, foi chamado o Ministro da


Saúde.
o Camargo não é Ministro da Educação.
o Camargo não é Ministro da Saúde.
o Camargo não foi o último a ser chamado.

A cada nova conclusão vamos atualizando na planilha.

Economia Educação [Link] Justiça Saúde

Alberto

Camargo
Não Não
(Antes do M. Saúde)

Eliseu

Delcídio

Josenildo

 Josenildo foi o primeiro a ser chamado.

Economia Educação [Link] Justiça Saúde

Alberto
Camargo
Não Não
(Antes do M. Saúde)

Eliseu

Delcídio
Josenildo
(Primeiro)

 O Ministro da Economia, Alberto, foi chamado logo após o Ministro da Educação.


o Alberto é Ministro da Economia.
o Ministro da Educação foi chamado antes do Ministro da Economia.

19
Educação
Economia (Antes do M. [Link] Justiça Saúde
Economia)

Alberto Sim Não Não Não Não


Camargo
Não Não Não
(Antes do M. Saúde)

Eliseu Não
Delcídio Não
Josenildo
Não
(Primeiro)

Observação: Para cada célula definida como “sim”, preencha as demais células da linha e

da coluna correspondente com “não”.

 O Ministro da Justiça não é Delcídio e nem Eliseu.


Educação
Economia (Antes do M. [Link] Justiça Saúde
Economia)

Alberto Sim Não Não Não Não


Camargo
Não Não Não
(Antes do M. Saúde)

Eliseu Não Não


Delcídio Não Não
Josenildo
Não
(Primeiro)

 Eliseu foi o último chamado, logo após o Ministro da Saúde.


o Eliseu foi o último, logo, não pode ser Ministro da Educação.
o Eliseu não é Ministro da Saúde.
o Ministro da Saúde foi o penúltimo a ser chamado.
Educação
Saúde
Economia (Antes do M. [Link] Justiça
(Penúltimo)
Economia)

Alberto Sim Não Não Não Não


Camargo
Não Não Não
(Antes do M. Saúde)
Eliseu
Não Não Não Não
(Último)

Delcídio Não Não

20
Josenildo
Não
(Primeiro)

Finalizadas as informações do enunciado, passamos a interpretação daquilo que foi


inserido na planilha, por exemplo, o cruzamento “Josenildo” com ”Saúde” é algo contraditório,

pois o Ministro da Saúde foi o penúltimo a ser chamado, enquanto Josenildo foi o primeiro.

Como existe a contradição, completamos a respectiva célula com “não” e, olhando para
a mesma coluna, concluímos que o Ministro da Saúde só pode ser Delcídio e completamos a

linha do Delcídio com “não”.

Educação
Saúde
Economia (Antes do M. [Link] Justiça
(Penúltimo)
Economia)

Alberto Sim Não Não Não Não


Camargo
Não Não Não
(Antes do M. Saúde)
Eliseu
Não Não Não Não
(Último)

Delcídio Não Não Não Não Sim


Josenildo
Não Não
(Primeiro)

Na sequência, veja que na linha Eliseu não resta outra alternativa senão o ministério do
Meio-Ambiente. Ainda, completando respectiva a coluna do ministério do Meio-Ambiente com

“Não”, percebe-se que o Ministro da Justiça é Camargo.

Educação
Saúde
Economia (Antes do M. [Link] Justiça
(Penúltimo)
Economia)

Alberto Sim Não Não Não Não


Camargo
Não Não Não Sim Não
(Antes do M. Saúde)
Eliseu
Não Não Sim Não Não
(Último)

Delcídio Não Não Não Não Sim


Josenildo
Não Não Não Não
(Primeiro)

Finalmente, restou a Josenildo o Ministério da Educação.


21
Educação
Saúde
Economia (Antes do M. [Link] Justiça
(Penúltimo)
Economia)

Alberto Sim Não Não Não Não


Camargo
Não Não Não Sim Não
(Antes do M. Saúde)
Eliseu
Não Não Sim Não Não
(Último)

Delcídio Não Não Não Não Sim


Josenildo
Não Sim Não Não Não
(Primeiro)

Outra conclusão obtida por meio da planilha é a ordem em que foram chamados:

Josenildo (antes do Ministro da Economia), Alberto, Camargo (antes do Ministro da Saúde),


Delcídio e Eliseu.

Gabarito: A

1.3.3 Hipóteses

A terceira e última classificação, nas questões que envolvam verdades e mentiras, são as

hipóteses. O desenvolvimento e a resolução do problema passam pela criação de hipóteses,


considerando situações ora verdadeiras, ora mentirosas.

O objetivo é testar cada uma das situações hipotéticas até chegar a uma conclusão, sem

que haja contradições entre as premissas e a conclusão.

Por exemplo: São dadas três afirmativas e a questão informa que duas delas são falsas e
a outra é verdadeira, porém, não se sabe qual. Logo, é preciso formular as possíveis situações

e testar cada uma delas:

Hipótese 1 Hipótese 2 Hipótese 3

Afirmativa 1 Verdade Falso Falso

Afirmativa 2 Falso Verdade Falso

22
Afirmativa 3 Falso Falso Verdade

Então, para as informações falsas, faz-se a negação e, finalmente, identifica-se a hipótese


que não apresenta contradição e dela se retira a resposta para a questão.

(FCC – Sefaz/MA – Auditor Fiscal da Receita Estadual – 2016) Quatro meninos têm 5, 7, 9
e 11 carrinhos cada um. A respeito da quantidade de carrinhos que cada um tem, eles afirmaram:

 Antônio: Eu tenho 5 carrinhos;


 Bruno: Eu tenho 11 carrinhos;
 Cássio: Antônio tem 9 carrinhos;
 Danilo: Eu tenho 9 carrinhos.

Se apenas um deles mentiu, tendo os outros dito a verdade, então é correto concluir que
a soma do número de carrinhos de Antônio, Bruno e Cássio é igual a

a) 27.
b) 22.
c) 23.
d) 25.
e) 21.

Comentários:

Conforme a teoria, utilizaremos o seguinte quadro com as hipóteses possíveis:

Hipótese 1 Hipótese 2 Hipótese 3 Hipótese 4

Antônio tem 5 carrinhos Mentira Verdade Verdade Verdade

Bruno tem 11 carrinhos Verdade Mentira Verdade Verdade

23
Antônio tem 9 carrinhos Verdade Verdade Mentira Verdade

Danilo tem 9 carrinhos Verdade Verdade Verdade Mentira

Percebe a quantidade de hipóteses a serem testadas? Imagine que você teste cada uma
delas para, somente na última, encontrar a correta!

Dica “Contradição”: Informações contraditórias revelam a existência de valores lógicos


opostos, um verdadeiro e outro falso. Isso pode eliminar alguma ou algumas hipóteses.

Vamos lá!

Observe essas duas afirmações:

Antônio e Cássio fazem afirmações contraditórias,


Antônio: Eu tenho 5 carrinhos. uma vez que não há possibilidade de Antônio ter
Cássio: Antônio tem 9 carrinhos. quantidades diferentes de carrinhos, ou seja, um
deles mente.

Ainda, aproveitando o que afirmou Cássio, compare com o que Danilo disse.

De acordo com as informações, Antônio e Danilo


Cássio: Antônio tem 9 carrinhos. teriam a mesma quantidade de carrinhos, ou seja,
Danilo: Eu tenho 9 carrinhos. contraditório de acordo com o enunciado. Logo,
um deles mente.

Como existe apenas um mentiroso, concluímos ser o menino Cássio (aquele que figura
nas duas contradições apresentadas anteriormente). Portanto, Antônio não tem 9 carrinhos.

Vejamos cada uma das afirmações.

24
Hipótese 3 Conclusão

Antônio tem 5 carrinhos Verdade Antônio tem 5 carrinhos.

Bruno tem 11 carrinhos Verdade Bruno tem 11 carrinhos.

Antônio tem 9 carrinhos Mentira Antônio não tem 9 carrinhos

Danilo tem 9 carrinhos Verdade Danilo tem 9 carrinhos.


Por exclusão, Cássio tem 7 carrinhos, que somado às quantidades de Antônio e Bruno, 5
e 11, chegamos ao total de 23 carrinhos.

Gabarito: C

25
QUADRO SINÓPTICO

ARGUMENTAÇÃO LÓGICA

Relação entre um conjunto de proposições (sentenças


ARGUMENTO declarativas), denominadas premissas, com uma proposição
conclusiva, ou seja, a conclusão.
As premissas e a conclusão são classificadas por seus valores
lógicos (verdadeiros e falsos). A estrutura ou argumentação é
VALIDADE DO
classificada como válida ou inválida. Será válida quando a
ARGUMENTO
conclusão estiver totalmente fundamentada nas premissas que a
antecedem.
Sequência de proposições compostas (premissas) das quais
extrairemos a conclusão ou conclusões. A resolução do problema
ENACADEAMENTO
está em considerar todas as proposições compostas verdadeiras
LÓGICO
para então chegar ao objetivo que são os valores lógicos das
proposições simples.

Argumento

Premissas
Conclusão
Proposição 1
Proposição 2 Proposição
Proposição 3
....

26
CORRELACIONAMENTO LÓGICO

Problemas relacionados a situações sequenciais (filas) cuja ordem


não foi definida. O objetivo e analisar as informações dadas e, a
partir delas, definir qual a sequência correta.
ORDENAÇÃO
A resolução dá-se por meio de leitura atenta e interpretação delas.
Interessante considerar diagramas, tabelas, desenhos para
organizar as ideias,
Algumas informações são conhecidas e delas deduzirmos outras.
Existe um relacionamento entre grandezas diferentes, por exemplo:
cores, idades, profissões, veículos e por aí vai.
Resolva as questões com este perfil alinhando as grandezas em
DEDUÇÃO
linhas e colunas como numa planilha do excel. As células que
representam o cruzamento de linha e coluna são preenchidas com
“SIM” ou “NÃO”, considerando se a relação está correta ou errada,
respectivamente.
São as famosas questões que envolvam verdades e mentiras.
O desenvolvimento e a resolução do problema passam pela
criação de hipóteses, considerando situações ora verdadeiras, ora
HIPÓTESES mentirosas.
O objetivo é testar cada uma das situações hipotéticas até chegar
a uma conclusão, sem que haja contradições entre as premissas e
a conclusão.

27
QUESTÕES COMENTADAS

Prezado aluno, uma vez que não existem muitas questões recentes acerca do tema, tornou-
se necessário incluir questões de outros concursos, mas não há prejuízo ao aprendizado, haja vista
que todas possuem comentários extremamente importantes para a fixação da matéria.

Questão 1

(ESAF – Receita Federal do Brasil – Auditor-Fiscal) Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista.
Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. Se Ana é pianista, Denise é violinista. Se Ana é

violinista, então Denise é pianista. Se Beatriz é violinista, então Denise é pianista. Sabendo-se
que nenhuma delas toca mais de um instrumento, então Ana, Beatriz e Denise tocam,
respectivamente:

a) piano, piano, piano.


b) violino, piano, piano.
c) violino, piano, violino.
d) violino, violino, piano.
e) piano, piano, violino.

Comentário:

As questões de encadeamento lógico são atemporais. Esta, mesmo tendo sido cobrada
em 2012, tem as mesmas características das cobradas atualmente.

Vamos reescrever as proposições de modo estruturado para facilitar, tanto a visualização,

como resolução da questão. Além disso, para não perder tempo no dia da prova, acostume-se
a usar abreviaturas, como faremos aqui:

 A para Ana,
 B para Beatriz e

28
 D para Denise.

Ou ainda, você poderia usar AP para Ana é pianista, e assim por diante com as demais
proposições.

Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

A pianista. → B violinista.

A violinista. → B pianista.

A pianista. → D violinista.

A violinista. → D pianista.

B violinista. → D pianista
Na questão há uma série de condicionais, escolhemos uma única proposição simples (de
preferência com mais repetições) e definimos o seu valor lógico (verdadeiro ou falso). A partir

dela, calculamos os valores lógicos das demais proposições simples respeitando as regras da
condicional.

Caso ocorra alguma contradição, voltamos ao começo e repetimos o mesmo processo,

alterando aquele valor lógico inicialmente atribuído.

Vamos lá, assumiremos o valor lógico VERDADE para a proposição “A pianista”.

Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

A pianista → B violinista

A violinista → B pianista

A pianista → D violinista

A violinista → D pianista

B violinista → D pianista
Duas conclusões são possíveis:

 Primeira: Ana não é violinista (nenhuma delas toca mais de um instrumento).

29
 Segunda: Os segundos termos das proposições condicionais (primeira e terceira
linhas) são verdadeiros, uma vez que a verdade do termo antecedente implica na
verdade do termo consequente, para que a proposição composta seja verdadeira.

Portanto, se A pianista é verdadeiro, então temos que os segundos termos B violinista e

D violinista possuem valores lógicos verdadeiros também. (Veja tabela abaixo).

Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

A pianista → B violinista

A violinista → B pianista

A pianista → D violinista

A violinista → D pianista

B violinista → D pianista
 Lembrete: Convencionamos que as proposições grifadas são verdadeiras enquanto
que as falsas estão riscadas.

Estas informações iniciais são suficientes para determinar os valores lógicos para as
proposições simples restantes. (Vide tabela abaixo).

Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

A pianista → B violinista

A violinista → B pianista

A pianista → D violinista

A violinista → D pianista

B violinista → D pianista
Observem que na última linha, em negrito, a condicional tem o primeiro termo verdade
e o segundo falso. Este é a única situação em que a proposição composta condicional é falsa.

Logo, existe uma contradição. Assim, para resolver a questão, retomamos o quadro inicial
e invertemos o valor lógico assumido anteriormente para a proposição simples “A pianista”, que
agora assume o valor FALSO. Como demonstrado abaixo:

Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

30
A pianista → B violinista

A violinista → B pianista

A pianista → D violinista

A violinista → D pianista

B violinista → D pianista
É certo que Ana não é pianista. Que tal partirmos para a segunda linha e assumirmos a

hipótese de Ana ser violinista? É o que foi realizado na tabela abaixo.

Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

A pianista → B violinista

A violinista → B pianista

A pianista → D violinista

A violinista → D pianista

B violinista → D pianista
Para os segundos termos das segunda e quarta linhas, completamos com o valor lógico
“verdadeiro”. Caso contrário, as proposições compostas seriam falsas.

Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

A pianista → B violinista

A violinista → B pianista

A pianista → D violinista

A violinista → D pianista

B violinista → D pianista
Assim, temos que B pianista e D pianista também são verdadeiros.

Uma vez que há informação suficiente, valoramos as demais proposições simples até
completarmos o quadro.

Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

A pianista → B violinista

31
A violinista → B pianista

A pianista → D violinista

A violinista → D pianista

B violinista → D pianista
Perfeito, todos os valores lógicos das proposições simples são conhecidos bem como
todas as proposições compostas são verdadeiras.

Concluímos que Ana toca violino; Beatriz, piano e Denise, piano.

Gabarito: B

Questão 2

(CEBRASPE – Sefaz/RS – Auditor Fiscal da Receita Estadual – 2019) No exercício de suas

atribuições profissionais, auditores fiscais sempre fazem afirmações verdadeiras, ao passo que
sonegadores sempre fazem proposições falsas.

Durante uma audiência para tratar da autuação da empresa X, um auditor fiscal fez as

seguintes afirmações sobre essa empresa:

 A1: “Se identifiquei erro ou inconsistência na declaração de imposto da empresa X,


eu a notifiquei”.
 A2: “Se o erro não foi sanado, eu a autuei”.
 A3: “Se a empresa não recorreu da autuação, eu a multei”.

Nessa situação hipotética, à luz da premissa estabelecida no texto, assinale a opção que

apresenta uma proposição necessariamente verdadeira.

a) “A empresa X errou em sua declaração de imposto”.


b) “A empresa X apresentou inconsistência em sua declaração de imposto”.
c) “A empresa X foi notificada, autuada e multada”.
d) “A empresa X não sanou o erro identificado e foi autuada”.
e) “A empresa X recorreu da autuação ou foi multada”.
32
Comentário:

A aparência é de encadeamento lógico, da mesma forma como as bancas em geral

preparam este tipo de questão, mas, só a aparência... Confirmamos por não haver repetição de
proposições simples.

Primeiro Termo Conectivo Segundo Termo

Identifiquei erro ou inconsistência. → Notifiquei.

Erro não foi sanado. → Autuei.

Empresa não recorreu. → Foi multada.


Existe uma relação entre as proposições devido à contextualização, porém, não há
encadeamento. Sendo assim, baseado apenas na constatação de que as três são verdadeiras,

dado que auditores fiscais sempre fazem afirmações verdadeiras, delas não podemos concluir
nada sobre as proposições simples.

Qual a intenção do examinador então?

Para obtermos uma proposição necessariamente verdadeira, a única saída é testar a

equivalência das proposições compostas condicionais.

Para não nos tornarmos repetitivos, uma vez que a equivalência foi amplamente discutida
no capítulo 1, vamos a uma breve revisão.

São duas as equivalências da condicional:

 Na primeira, altera-se a posição dos termos, inverte o valor lógico de ambos e


mantém-se o mesmo conectivo.
 Na outra equivalência, inverte o valor lógico do primeiro termo e altera o conectivo
de condicional (se, então) para disjunção (ou).

Aplicando na questão:

a) “A empresa X errou em sua declaração de imposto”.

33
A alternativa apresenta uma proposição simples cujo valor lógico não é possível

determinar.

Alternativa errada.

b) “A empresa X apresentou inconsistência em sua declaração de imposto”.

Como a alternativa anterior, trata-se de uma proposição simples.

Alternativa errada.

c) “A empresa X foi notificada, autuada e multada”.

Trata-se de uma proposição composta conjuntiva formada por três proposições simples:

“A empresa X foi notificada”, “a empresa X foi autuada” e “a empresa X multada”.

Não há equivalência para a condicional (se, então) que resulte em uma conjunção (e).

Alternativa errada.

d) “A empresa X não sanou o erro identificado e foi autuada”.

Novamente, a conjunção formada pelas proposições simples “A empresa X não sanou o


erro identificado” e “a empresa X foi autuada” não é considerada uma equivalente da proposição

composta condicional.

Alternativa errada.

e) “A empresa X recorreu da autuação ou foi multada”.

O conectivo “ou” é um bom indicativo de equivalência da condicional. Mais, veja que


repetem-se as duas proposições simples da afirmação do auditor fiscal A3.

Equivalência da Condicional
“Se a empresa não recorreu da autuação, eu
Afirmação de A3:
a multei.”
Alterar o conectivo condicional (se,
ou.
então) para a disjunção (ou).

34
Inverter o valor lógico do primeiro
A empresa recorreu da autuação ou ...
termo.
Manter o valor lógico do segundo A empresa recorreu da autuação ou eu a
termo. multei.

Com os ajustes da conjugação verbal, a alternativa traz a mesma informação que aquela
pronunciada pelo auditor A3.

Alternativa correta.

Gabarito: E

Questão 3

(NC-UFPR – Prefeitura de Curitiba/PR – Auditor Fiscal de Tributos Municipais – 2019)

Considere verdadeiras as seguintes proposições:

 Se está chovendo, então faz frio.


 O mar não está calmo ou posso mergulhar.
 Está chovendo ou o mar está calmo.

Dessas proposições, conclui-se corretamente que:

a) faz frio ou posso mergulhar.


b) está chovendo e posso mergulhar.
c) o mar está calmo.
d) não faz frio e não posso mergulhar.
e) se faz frio, então está chovendo.

Comentário:

Muita atenção nesta questão, é um caso bem particular.

Se você for pelo caminho natural, pensaria mais ou menos assim:

Reescrever as proposições compostas.

35
Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

Está chovendo. → Faz frio.

Mar não está calmo. ∨ Posso mergulhar.

Está chovendo. ∨ Mar está calmo.


Até aí tudo bem.

Entretanto, uma vez que não temos o valor lógico de determinada proposição simples,

nem mesmo uma conjunção entre as proposições compostas apresentadas, o padrão é


selecionar uma proposição simples, de preferência aquela com várias repetições, e atribuir a ela
um valor lógico (verdadeiro ou falso). Caso haja contradição, é sinal que o valor lógico atribuído

inicialmente não estava correto, então, de volta ao começo e invertemos o valor lógico
inicialmente atribuído.

Por exemplo, vamos assumir que a proposição “está chovendo” tem valor lógico

verdadeiro.

Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

Está chovendo. → Faz frio.

Mar não está calmo. ∨ Posso mergulhar.

Está chovendo. ∨ Mar está calmo.


Apenas estas proposições simples podem ser valoradas. Observe que só conseguimos dar

o valor na proposição simples da segunda coluna, apenas na condicional, primeira linha.

Ainda, considerando a mesma proposição simples, antes verdadeira, agora falsa.

Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

Está chovendo. → Faz frio.

Mar não está calmo. ∨ Posso mergulhar.

Está chovendo. ∨ Mar está calmo.


Também não é possível definir o valor lógico de todas as proposições simples.

36
Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

Está chovendo. → Faz frio.

Mar não está calmo. ∨ Posso mergulhar.

Está chovendo. ∨ Mar está calmo.


Também não é possível definir o valor lógico de todas as proposições simples.

Na verdade o examinador está testando o seu conhecimento quanto a um item específico,

denominado Dilema Construtivo, algo bastante simples e que te leva direto para a resposta
correta.

O Dilema Construtivo, apesar de sua longa existência, é quase que uma novidade em
provas de concursos públicos. A Vunesp, por exemplo, cobrou questão semelhante a esta na

prova para o TJ de São Paulo, no ano de 2017. Agora em 2019, esta questão foi cobrada na
prova para Auditor em Curitiba. Fique atento, pois esse tipo de questão pode tornar-se a

queridinha das bancas.

Enfim, o que você precisa saber é apenas isso: O Dilema Construtivo é a consequência
em que: “A implica B”, “C implica D” e “A ou C” e tem-se por conclusão que “B ou D”.

Veja de forma estrutura para melhor entendimento e para fixar a regra.

Condicional A → B

Condicional C → D

A ∨ C
Dilema Construtivo
B ∨ D

37
Preste atenção, os dois primeiros termos das proposições compostas condicionais formam

uma disjunção. Estabelecida esta estrutura, infere-se que os termos consequentes das mesmas
condicionais formam outra disjunção.

Mas, não temos duas condicionais na questão!!!!

Caro concursando, relembre-se da equivalência da condicional e aplique na segunda


proposição:

Equivalência da Condicional (Caminho Inverso)


“O mar não está calmo ou posso
Proposição:
mergulhar.”
Alterar o conectivo disjunção (ou)
Se... então.
para condicional (se, então).
Inverter o valor lógico do primeiro
Se o mar está calmo, então...
termo.
Manter o valor lógico do segundo Se o mar está calmo, então posso
termo. mergulhar.
Substituir a segunda proposição pela sua equivalente.

Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

Está chovendo. → Faz frio.

Mar está calmo. → Posso mergulhar.

Está chovendo. ∨ Mar está calmo


Estamos diante do Dilema Construtivo, bastando apenas a disjunção dos termos

consequentes das duas condicionais.

Proposição Simples Conectivo Proposição Simples

Está chovendo. → Faz frio.

Mar está calmo. → Posso mergulhar.

Está chovendo. ∨ Mar está calmo.

Faz frio. ∨ Posso mergulhar.


Veja se não está exatamente assim: “Faz frio ou posso mergulhar”.
38
Gabarito: A

Questão 4

(CEBRASPE – Sefaz/RS – Auditor Fiscal da Receita Estadual – 2019) Em determinada cidade,


foram fiscalizadas 20 empresas, classificadas quanto ao porte e quanto ao setor de atividade

econômica em que atuam. Quanto ao porte, cada empresa recebe uma única classificação:
microempresa (ME), pequena (P), média (M) ou grande (G). Quanto ao setor, cada empresa
também recebe uma única classificação: 1, 2, 3, 4 ou 5. Não há empresa que receba,

simultaneamente, a mesma classificação de porte e de setor que outra empresa já recebe. Para
a realização dessa fiscalização, tais empresas foram distribuídas igualmente e designadas a
quatro auditores fiscais, Aldo, Bruno, Carlos e Dário. Cada empresa foi fiscalizada por apenas
um desses auditores. Após a conclusão do trabalho, os auditores fizeram as seguintes

afirmações:

I. Aldo: “Fiscalizei cinco empresas de porte médio”.


II. Bruno: “Fiscalizei quatro empresas de um mesmo setor”.
III. Carlos: “Fiscalizei cinco empresas cujo porte recebe uma classificação que começa
com a letra M”.
IV. Dário: “Fiscalizei três empresas de um setor e duas empresas de outro setor”.

Considerando que, nessa situação hipotética, somente uma das afirmações feitas pelos

auditores seja falsa, assinale a opção que apresenta o maior número de empresas de porte G
que podem ser fiscalizadas por um mesmo auditor.

a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

Comentário:

39
Eis uma daquelas questões com enunciado rebuscado para qual é necessária uma leitura

atenta e, de preferência, sublinhando as informações importantes.

Observe como isso seria feito.

Trechos do Enunciado Interpretação

“Em determinada cidade, foram fiscalizadas 20 empresas,


classificadas quanto ao porte e quanto ao setor de 20 Empresas.
atividade econômica em que atuam”.
“Quanto ao porte, cada empresa recebe uma única
classificação: microempresa (ME), pequena (P), média (M) Porte: ME, P, M, G.
ou grande (G). Quanto ao setor, cada empresa também Setor: 1, 2, 3, 4 ou 5.
recebe uma única classificação: 1, 2, 3, 4 ou 5”.
Desta primeira parte, sobre as empresas, bastam as informações da coluna da direita.

Seguimos com análise do texto.

Não há empresa que receba, simultaneamente, a mesma Classificação:


classificação de porte e de setor que outra empresa já ME1, ME2, ME3, ME4, ME5,
recebe. P1, P2 e assim por diante.
Para a realização dessa fiscalização, tais empresas foram
distribuídas igualmente e designadas a quatro auditores Cada auditor fiscalizou 5
fiscais, Aldo, Bruno, Carlos e Dário. Cada empresa foi empresas.
fiscalizada por apenas um desses auditores.
Estas foram as informações sobre as fiscalizações.

Tomando por base o que foi dito, identificamos qual dos auditores fez a afirmativa falsa.

Aldo: "Fiscalizei cinco empresas de porte médio". Pode ser verdade.

Se Aldo disse a verdade,


Bruno: "Fiscalizei quatro empresas de um mesmo setor".
então Bruno mentiu.
Aldo fiscalizou todas as empresas de porte médio: M1, M2, M3, M4 e M5. Considerando

que cada setor tem apenas quatro empresas, por exemplo, ME1, P1, M1 e G1, e não existe a
possibilidade de os dois terem fiscalizado a mesma empresa.

40
A sua tarefa é testar e confirmar se foi o Aldo ou Bruno quem mentiu. Por hipótese,

vamos dizer que foi o Bruno quem mentiu.

Neste caso as fiscalizações estariam assim distribuídas:

 Aldo: M1, M2, M3, M4 e M5.


 Carlos: ME1, ME2, ME3, ME4 e ME5.

Ainda, se Bruno mentiu, Dário teria dito a verdade.

Dário: "Fiscalizei três empresas de um setor e duas


Impossível!
empresas de outro setor".
Não restaram 3 empresas de um mesmo setor, por exemplo: P1, G1, M1. Uma pelo menos
seria repetida.

A conclusão é de que a afirmação falsa foi dito por Aldo. Então, voltamos aos dizeres dos
auditores.

Por exemplo: ME1, P1, M1,


Bruno: "Fiscalizei quatro empresas de um mesmo setor".
G1 e outra qualquer.
São micro empresas ou
Carlos: "Fiscalizei cinco empresas cujo porte recebe uma
médias, irrelevante para a
classificação que começa com a letra M".
resposta.
Dário: "Fiscalizei três empresas de um setor e duas Pode ser no máximo 3
empresas de outro setor". empresas grandes.
Uma vez que Bruno obrigatoriamente fiscalizou uma empresa de grande porte, que Carlos

ficou entre micros e médias empresas e Dário não necessariamente fiscalizou empresas de porte
grande (e se tivesse feito seria 3 no máximo), a melhor hipótese é de que Alto tenha fiscalizado

as outras 4 empresas de grande porte (além daquela fiscalizada pelo Bruno).

Resposta: Considerando a situação apresentada, o maior número de empresas de porte


G que podem ser fiscalizadas por um mesmo auditor é igual a 4.

Para que não restem dúvidas, segue uma simulação completa da divisão das empresas
entre os auditores.

41
Bruno. ME1, P1, M1, G1, P2.

Carlos. ME2, ME3, ME4, M2, M3.

Dário. ME5, P5, M5, P4, M4

Aldo. G2, G3, G4, G5, P3

É uma questão mais trabalhosa que difícil.

Gabarito: D

Questão 5

(Banca: FCC - 2018 - TRT - 15ª Região (SP) - Analista Judiciário - Área Administrativa)
Considere os dois argumentos a seguir:

I. Se Ana Maria nunca escreve petições, então ela não sabe escrever petições. Ana Maria nunca

escreve petições. Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.

II. Se Ana Maria não sabe escrever petições, então ela nunca escreve petições. Ana Maria nunca
escreve petições. Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.

Comparando a validade formal dos dois argumentos e a plausibilidade das primeiras premissas
de cada um, é correto concluir que

A) o argumento I é inválido e o argumento II é válido, mesmo que a primeira premissa de I seja

mais plausível que a de II.

B) ambos os argumentos são válidos, a despeito das primeiras premissas de ambos serem ou
não plausíveis.

C) ambos os argumentos são inválidos, a despeito das primeiras premissas de ambos serem ou
não plausíveis.

42
D) o argumento I é inválido e o argumento II é válido, pois a primeira premissa de II é mais

plausível que a de I.

E) o argumento I é válido e o argumento II é inválido, mesmo que a primeira premissa de II seja


mais plausível que a de I.

Comentário:

GABARITO “E”.

I. Se Ana Maria nunca escreve petições, então ela não sabe escrever petições. Ana Maria nunca

escreve petições. Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.

Sendo verdade que Ana Maria nunca escreve petições, podemos voltar na primeira premissa e
concluir que, de fato, ela não sabe escrever petições. Argumento VÁLIDO.

II. Se Ana Maria não sabe escrever petições, então ela nunca escreve petições. Ana Maria nunca
escreve petições. Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.

Sendo verdade que Ana Maria nunca escreve petições, a primeira premissa já é verdadeira,

independentemente de Ana Maria saber ou não escrever. Não podemos chegar na conclusão
de que ela não sabe escrever petições. Argumento INVÁLIDO.

Questão 6

(Banca: CESPE / CEBRASPE - 2018 - STJ - Conhecimentos Básicos - Cargos: 10 e 12) Considere

as proposições P e Q a seguir.

P: Todo processo que tramita no tribunal A ou é enviado para tramitar no tribunal B ou no


tribunal C.

Q: Todo processo que tramita no tribunal C é enviado para tramitar no tribunal B.

43
A partir dessas proposições, julgue o item seguinte.

Se um processo for iniciado no tribunal A, então, com certeza, ele tramitará no tribunal B.

( ) Certo

( ) Errado

Comentário:

CERTO. Se o processo começa em A, ele pode ir para B ou C, segundo a proposição P. Mas


note que, caso o processo seja enviado de A para C, na sequência ele será enviado para B, como

vemos na proposição Q. Portanto, todo processo que começa em A acaba passando por B em
algum momento.

Questão 7

(Banca: CESPE / CEBRASPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO) Considerando o texto CB2A6BBB, julgue
o item seguinte, concernente à argumentação e aos tipos de argumentos.

“A maior prova de honestidade que realmente posso dar neste momento é dizer que continuarei
sendo o cidadão desonesto que sempre fui”.

A partir da frase apresentada, conclui-se que, não sendo possível provar que o que é enunciado
é falso, então o enunciador é, de fato, honesto.

44
( ) Certo

( ) Errado

Comentário:

GABARITO: ERRADO.

Trata-se de um item que contém um paradoxo (se você aceitar que o cidadão é honesto,
concluirá que ele é desonesto), motivo pelo qual o gabarito preliminar deve ser ERRADO. A
partir de um paradoxo, não se chega a qualquer conclusão.

Questão 8

(Ano: 2017 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TRT - 7ª Região (CE) Provas: CESPE - 2017 -
TRT - 7ª Região (CE)) Texto CB1A5BBB – Argumento formado pelas premissas (ou proposições)

P1 e P2 e pela conclusão C.

P1: Se eu assino o relatório, sou responsável por todo o seu conteúdo, mesmo que tenha escrito

apenas uma parte.

P2: Se sou responsável pelo relatório e surge um problema em seu conteúdo, sou demitido.

C: Logo, escrevo apenas uma parte do relatório, mas sou demitido.

O argumento apresentado no texto CB1A5BBB se tornaria válido do ponto de vista da lógica


sentencial, se, além das premissas P1 e P2, a ele fosse acrescentada a proposição

45
A) Não sou demitido ou não escrevo uma parte do relatório.

B) Sou responsável apenas pela parte que escrevi do relatório.

C) Eu escrevo apenas uma parte do relatório, assino o relatório e surge um problema em seu
conteúdo.

D) Se não escrevo nenhuma parte do relatório, não sou demitido.

Comentário:

GABARITO: "C".

P1: Se eu assino o relatório, sou responsável por todo o seu conteúdo, mesmo que tenha

escrito apenas uma parte.

P2: Se sou responsável pelo relatório e surge um problema em seu conteúdo, sou demitido.

Termo comum: em vermelho.

46
GABARITO

Questão 1 – B

Questão 2 – E

Questão 3 – A

Questão 4 – D

Questão 5 – E

Questão 6 – CERTO

Questão 7 – ERRADO

Questão 8 – C

47
QUESTÃO DESAFIO

As afirmativas a seguir são todas verdadeiras.

 Alice não ser empresária é condição necessária e suficiente


para Diego ser atleta.
 Edilson é farmacêutico ou Breno é estudante.
 Ou Camila é auditora ou Alice é empresária.
 Se Edilson é farmacêutico, então Diego não é atleta.
 Com certeza, Camila é auditora.

Considerando apenas as informações conhecidas, pode-se


necessariamente concluir que:

a) Edilson é farmacêutico e Diego é atleta.


b) Ou Diego é atleta ou Breno não é estudante.
c) Camila não é auditora ou Edilson é farmacêutico.
d) Se Alice não é empresária, então Breno não é estudante.
e) Edilson ser farmacêutico é condição necessária para Breno ser
estudante e Diego ser atleta.

48
GABARITO QUESTÃO DESAFIO

Resposta: A partir das afirmativas, conclui-se que:

 Alice não é empresária.


 Diego é atleta.
 Edilson não é farmacêutica.
 Breno é estudante.
 Camila é auditora.

Portanto, o gabarito para a questão é a alternativa (b) “Ou Diego é atleta ou Breno
não é estudante”.

Para chegar a estas conclusões e ao gabarito da questão passamos pelos seguintes

passos:

 Reescrever as afirmativas com linguagem lógica e de forma resumida.

O simples fato de colocar cada uma das afirmativas sobre as outras de maneira organizada

e utilizando os símbolos que representam os operadores lógicos (conectivos) vai possibilitar a


utilização do recurso visual, muito importante para ter uma visão geral do todo e,

consequentemente, facilitar a resolução do problema.

Alice não é empresária ↔ Diego é atleta

Edilson é farmacêutico ∨ Breno é estudante

Camila é auditora ∨ Alice é empresária

Edilson é farmacêutico → Diego não é atleta

Camila é auditora

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Observação 1: A primeira afirmativa apresenta o termo “condição necessária e suficiente”,

que sinônimo, em lógica proposicional, de “se, e somente se”, ou seja, estamos falando de uma
proposição composta bicondicional.

Observação 2: As segunda e terceira afirmativas são diferentes, naquela a disjunção “ou”


e nesta a disjunção exclusiva “ou... ou”. No primeiro caso, a proposição composta será verdadeira

se pelo menos uma das proposições simples for verdadeira ou mesmo se as duas forem
verdadeiras; já no segundo caso, disjunção exclusiva, será verdadeira se apenas uma das

proposições simples for verdadeira. A diferença é sutil, porém, importante.

 Iniciar a resolução pela proposição simples que está isolada.

Neste tipo de questão sabemos que as afirmativas, normalmente proposições compostas,


são verdadeiras, porém, são desconhecidos os valores lógicos das proposições simples, exceto

quando ela está isolada em uma das afirmativas, como se apresenta nesta questão (quinta
afirmativa).

O objetivo é descobrir o valor lógico de cada uma das proposições simples e no início
da resolução será considerando o valor lógico (verdadeiro) da proposição simples isolada em
uma das afirmativas.

Outra opção para iniciar a resolução de questões neste formato é por meio da proposição
composta conjuntiva cujo conectivo é o “e”, caso em que é obrigatória a veracidade de ambas

as proposições simples para que a afirmativa seja igualmente verdadeira.

Não existindo proposição simples isolada ou proposição conjuntiva, restam as tentativas,

erros e acertos, ou seja, escolha de uma proposição simples e considerá-la ora verdadeira ora
falsa, a situação que não apresentar contradições será válida para o problema.

Enfim, temos uma proposição simples isolada, logo, verdadeira.

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Alice não é empresária ↔ Diego é atleta

Edilson é farmacêutico ∨ Breno é estudante

Camila é auditora ∨ Alice é empresária

Edilson é farmacêutico → Diego não é atleta

Camila é auditora

A mesma proposição aparece na terceira proposição composta a qual tem mesmo valor
lógico.

 Definir os valores lógicos das demais proposições simples.

A terceira linha, disjunção exclusiva, será verdadeira quando somente um dos lados for

verdadeiro e o outro falso. Se sabemos que a primeira parte é verdadeira, a segunda só pode
ser falsa. Como na primeira linha repete a proposição “Alice é empresária” só que com o valor

lógico trocado, então “Alice é empresária” é falso e “Alice não é empresária” é verdadeiro.

Alice não é empresária ↔ Diego é atleta

Edilson é farmacêutico ∨ Breno é estudante

Camila é auditora ∨ Alice é empresária

Edilson é farmacêutico → Diego não é atleta

Camila é auditora

Recordando, proposições sublinhadas são verdadeiras e riscadas são falsas.

Agora a proposição, primeira linha, é a bicondicional. Nela os dois lados devem ter o
mesmo valor lógico para que toda a proposição composta seja verdadeira. Os dois lados são

verdadeiros. Também dá para começar a completar a quarta linha.

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Alice não é empresária ↔ Diego é atleta

Edilson é farmacêutico ∨ Breno é estudante

Camila é auditora ∨ Alice é empresária

Edilson é farmacêutico → Diego não é atleta

Camila é auditora

Quarta linha, condicional, proposição que não admite verdadeiro no primeiro termo e
falso no segundo termo. Já sabemos que o segundo termo é falso, então o primeiro também o
será. Extrapolamos o valor lógico falso para a segunda linha.

Alice não é empresária ↔ Diego é atleta

Edilson é farmacêutico ∨ Breno é estudante

Camila é auditora ∨ Alice é empresária

Edilson é farmacêutico → Diego não é atleta

Camila é auditora

Só falta uma proposição simples, é o segundo termo de um disjunção. Na disjunção pelo


menos um dos lados deve ser verdadeiro. Se o primeiro é falso, o segundo obrigatoriamente

será verdadeiro.

Alice não é empresária ↔ Diego é atleta

Edilson é farmacêutico ∨ Breno é estudante

Camila é auditora ∨ Alice é empresária

Edilson é farmacêutico → Diego não é atleta

Camila é auditora

Pronto, temos a conclusão:

 Alice não é empresária.


 Diego é atleta.
 Edilson não é farmacêutico.

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 Breno é estudante.
 Camila é auditora.

Partimos para a resposta da questão.

 Analisar as alternativas.

Basta comparar a classificação de cada uma das proposições com as alternativas da


questão.

a) Edilson é farmacêutico e Diego é atleta.

A informação sobre Diego está correta, entretanto, Edilson não é farmacêutico. Como
estamos falando da conjunção “e”, seria necessário que ambas as proposições simples fossem

verdadeiras.

Alternativa errada.

b) Ou Diego é atleta ou Breno não é estudante.

Diego é sim atleta, a primeira parte está correta e a segunda é falsa, na verdade Breno é
estudante. Mas, veja que se trata de uma disjunção exclusiva “ou... ou” cuja verdade efetiva-se

quando apenas um dos termos é verdadeiro e o outro falso, ou seja, a alternativa está perfeita.

Alternativa correta.

c) Camila não é auditora ou Edilson é farmacêutico.

Ambas as informações são falsas. Precisaríamos, para a disjunção, que pelo menos uma
fosse verdadeira.

Alternativa errada.

d) Se Alice não é empresária, então Breno não é estudante.

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O primeiro termo “Alice não é empresária” é verdadeiro e o segundo “Breno não é

estudante” é falso. Esta é a única situação em que a condicional “se, então” é falsa (primeiro
termo verdadeiro e o segundo termo falso).

Alternativa errada.

e) Edilson ser farmacêutico é condição necessária para Breno ser estudante e


Diego ser atleta.

Os termos suficiente e necessário são utilizados para representar, respectivamente, a


primeira e a segunda parte da proposição composta condicional

Termo suficiente → Termo necessário

Portanto, na alternativa

Termo suficiente → Termo necessário

Breno ser estudante e Diego ser atleta → Edilson é farmacêutico

Note que a alternativa inicia com a parte final da proposição composta. Ainda, que o
primeiro termo (parte final na alternativa) é uma proposição composta conjuntiva.

Agora os valores lógicos.

Termo suficiente → Termo necessário

Breno ser estudante e Diego ser atleta → Edilson é farmacêutico

V e V → F

A primeira parte da condicional “se, então” é verdadeira (conjunção com ambas as


proposições simples verdadeiras) e a segunda parte é falsa, única situação em que a condicional

é falsa (primeiro termo verdadeiro e segundo termo falso).

Alternativa errada.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARROS, Marcelo Sbicca Monteiro de. Raciocínio Lógico – Coleção Sinopses para Carreiras
Fiscais. Salvador/BA: Editora Juspodivm, 2015.
BARROS, Marcelo Sbicca Monteiro de. Simulaço – 250 Questões Inéditas Elaboradas e
Comentadas. Salvador/BA Editora Juspodivm, 2016.
CARVALHO Fº., Sérgio; CAMPO, Weber. Raciocínio Lógico Simplificado (Volume I). Rio de
Janeiro/RJ: Editora Campus-Elsevier, 2010.
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