aula03
aula03
TRIBUNAIS
RACIOCÍNIO LÓGICO
CAPÍTULO 03
Recado para você que está assistindo às videoaulas
Prezado aluno, a princípio, estamos trazendo algumas informações relevantes para você que está
assistindo às nossas videoaulas e complementará os estudos através do conteúdo do nosso CERS Book.
Portanto, você deve estar atento que:
O CERS book foi desenvolvido para complementar a aula do professor e te dar um suporte nas
revisões!
Um mesmo capítulo pode servir para mais de uma aula, contendo dois ou mais temas, razão pela
qual pode ser eventualmente repetido;
A ordem dos capítulos não necessariamente é igual à das aulas, então não estranhe se o capítulo
03 vier na aula 01, por exemplo. Isto acontece porque a metodologia do CERS é baseada no estudo dos
principais temas mais recorrentes na sua prova de concurso público, por isso, nem todos os assuntos
apresentados seguem a ordem natural, seja doutrinária ou legislativa;
Bons estudos
1
CAPÍTULOS
2
SOBRE ESTE CAPÍTULO
A parte introdutória foi trabalhada nos capítulos anteriores, agora chegou a hora de
Nos dois capítulos iniciais falamos de lógica proposicional para, agora, passarmos a tratar
nos encadeamentos lógicos, ou seja, uma composição com várias proposições compostas,
poderíamos dizer que é algo semelhante ao que já vimos: silogismo categórico.
Ah, uma dica: Se constar no edital uma cobrança objetiva, do tipo: “ lógica sentencial”,
“lógica proposicional”, “tabela verdade”, ou mesmo se o item estiver escrito de forma mais
requintada, em textos que a gente lê e fica na dúvida do que se trata, algo como: “Estrutura
lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; deduzir novas
informações das relações fornecidas e avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura
daquelas relações. Compreensão e elaboração da lógica das situações por meio de: raciocínio
verbal, raciocínio matemático, raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal, formação
de conceitos, discriminação de elementos”, tenha certeza de que haverá uma questão similar à
que passaremos a analisar agora.
3
SUMÁRIO
Capítulo 3 .................................................................................................................................................. 5
GABARITO ............................................................................................................................................... 47
4
RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
Capítulo 3
Iniciaremos com os comentários daquilo que devemos entender por argumento. Vale
ressaltar que estamos trabalhando com Raciocínio Lógico para concursos públicos, logo, os
1. Argumentação Lógica
1.1 Argumento
“conclusão”.
Argumento
Premissas
Conclusão
Proposição 1
Proposição 2
Proposição
Proposição 3
....
5
1.1.1 Silogismo
É importante não confundir valor lógico de cada uma das premissas (verdadeira ou falsa)
com o valor lógico da argumentação (validade do argumento).
O argumento poderá ter premissas verdadeiras, conclusão verdadeira, mas a relação entre
premissas e conclusão não foi o que garantiu a verdade da última. Então, estamos diante de
um argumento inválido.
Adicionalmente, podemos encontrar argumentação válida para uma conclusão com valor
lógico falso. Ou seja, a estrutura está correta, porém a falsidade de uma das premissas resultou
em uma conclusão falsa. Neste caso, o resultado foi totalmente deduzido através das premissas,
As premissas e a conclusão são classificadas por seus valores lógicos (verdadeiros e falsos).
A estrutura ou argumentação é classificada como válida ou inválida. Será válida quando a
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Foi citado, lá no início, existem editais com itens em linguagem requintada, pois bem,
estamos seguindo a mesma linha, o que não é tão bom assim. Voltamos, então, para uma
comunicação menos formal na resolução de questões para, na prática, entendermos o que
definimos por argumento, que nada mais é, senão, a estruturação ou encadeamento lógico.
Comentários:
Os três itens tem a mesma estrutura: duas premissas e uma conclusão, portanto,
silogismos, para os quais verificaremos se a argumentação é válida ou, como dito na parte
teórica, se a conclusão está alicerçada nas premissas.
Conclusão:
A conclusão “o número 3 é um número par” traz uma informação falsa, diríamos que ela
é uma proposição simples com valor lógico falso. Entretanto, o objetivo é verificar a validade
3”.
A conclusão é exatamente a junção das duas premissas já que o número três é o dobro
de 1,5 e considerando ser o dobro de outro número, ele é par. Então, a estrutura está bem
II. Todos os atletas são fortes. Juca é forte. Logo, Juca é atleta.
A primeira premissa informa que “todos os atletas são fortes”, ou seja, qualquer pessoa
que seja atleta, com certeza é forte. A recíproca não é verdadeira, não dá para afirmar que todas
as pessoas fortes são atletas. Portanto, o argumento é inválido.
Uma opção válida seria: “Todos os atletas são fortes. Juca é atleta, Logo, Juca é forte”.
III. Os cachorros têm quatro patas. As vacas têm quatro patas. Logo, as vacas são
cachorros.
As duas premissas são do tipo premissas menores, não existe na argumentação o termo
maior, portanto, a conclusão não é um resultado lógico delas.
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Precisaríamos de alguma coisa como “tudo que tem quatro patas é cachorro. As vacas
têm quatro patas. Logo, as vacas são cachorros” para que a argumentação fosse considerada
válida.
Gabarito: C
Comentários:
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As premissas citadas são, nada mais nada menos, que nosso objeto de estudo desde o
proposições simples contidas em cada uma delas sejam, da mesma forma, verdadeiras.
Existem casos em que a união de proposições simples falsas culmina em outra nova,
portanto composta, e que pode ser verdadeira.
No dia em que você estiver fazendo a sua prova, sugiro fortemente que reescreva as
proposições de forma estruturada, semelhante ao que estamos fazendo aqui, porém, não há
necessidade de reescrever todo o texto. Por vezes, apenas uma palavra é o suficiente para
Por exemplo, na prova, para esta questão específica, a representação simples seria:
Academia → Durmo
Durmo ∧ Alimento
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Alimento ∨ Trabalho
Como esta é nossa sugestão, vamos seguir com o quadro resumido, pelo menos para
esta questão, servindo como modelo.
conjunção seja verdadeira, ambas as proposições simples devem ser igualmente verdadeiras. É
isto que temos na segunda premissa.
por consequência, são ambas verdadeiras (caso haja dúvidas, veja a tabela verdade da conjunção
no capítulo 1).
Academia → Durmo
Durmo ∧ Alimento
Alimento ∨ Trabalho
Academia → Durmo
Durmo ∧ Alimento
Alimento ∨ Trabalho
que duas proposições simples não foram valoradas. Elas podem assumir tanto a condição de
verdadeiras como falsas. Para estes casos dizemos que o valor lógico é indeterminado.
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Vamos às explicações.
Na primeira linha, o segundo termo da condicional, por ser verdadeiro, faz com que a
proposição composta sempre seja verdadeira independente do valor lógico do primeiro termo.
Na terceira linha, para que a disjunção seja verdadeira basta que uma das proposições
simples seja verdadeira. Se a primeira parte for verdadeira, o segundo termo pode assumir
qualquer valor lógico que a proposição composta mantém-se verdadeira.
A alternativa é uma disjunção que será verdadeira somente se ambos os termos também
o forem.
anteriores. Já a outra, “Eu trabalho o dia inteiro”, tem valor lógico indeterminado, portanto, não
podemos afirmar ser ela uma proposição verdadeira.
Alternativa errada.
Pois bem, lembra da tabela verdade da condicional, ela nos diz que a proposição
composta sempre será verdadeira quando o segundo termo, da mesma forma, for verdadeiro.
Concluímos que, mesmo desconhecendo o valor lógico de “eu trabalho o dia inteiro”, a
Alternativa correta.
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Novamente uma disjunção para a qual temos que o primeiro termo é indefinido e o
segundo verdadeiro. Uma vez que não podemos afirmar qual o valor lógico do primeiro termo,
também nada se conclui acerca da proposição composta.
Alternativa errada.
Neste caso ambos os termos são indeterminados, portando, nada podemos concluir em
Alternativa errada.
Mesma explicação dada no item anterior, os termos são desconhecidos, logo, nada se
Alternativa errada.
Gabarito: B
Classificações:
Não existe regra definida para a resolução de questões de correlacionamento. O que vale
mesmo é sua atenção nas informações da questão, para poder esquematizá-las, geralmente
lançamos mão do auxílio de diagramas ou planilhas, na busca da conclusão lógica adequada.
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Contudo, mesmo sem que exista uma regra específica, adotaremos uma classificação
básica que abarca as diferentes questões sobre o tema, são elas, ordenação, dedução e
hipóteses.
1.3.1 Ordenação
para, enfim, chegar à conclusão. Todas as informações são conhecidas, porém estão fora de
ordem.
Esse tipo de questão apresenta informações relacionadas a uma situação sequencial, por
exemplo: Pessoas na fila do caixa bancário, espectadores sentados lado a lado nas cadeiras do
cinema, provas sobrepostas de acordo com as notas, fila organizada pela altura dos jogadores
de basquete, ordem de emissoras de TV conforme pontos em pesquisa de audiência e assim
por diante.
A resolução dessas questões, consideradas fáceis na maior parte das vezes, é feita com a
leitura atenta da questão e alocação dos elementos identificados na sequência correta, de
(FCC – SEMEF Manaus – Auditor Fiscal de Tributos Municipais – 2019) Há sete cidades,
chamadas A, B, C, D, E, F e G, ao longo de uma estrada que corre em direção norte-sul. Essas
cidades se localizam uma em relação a outra de acordo com os seguintes dados:
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Há exatamente 3 cidades ao sul de A.
D está ao norte de F, mas não é a cidade mais ao norte de todas, e F não é a
cidade mais ao sul de todas.
A primeira cidade ao norte de C é E.
Dentre as cidades que se encontram entre D e C está B.
Não há cidades entre F e E.
Então,
Comentários:
Vamos direto ao ponto, a estrada corre na direção norte-sul em cujo trajeto estão
alinhadas 7 cidades. A esta informações seguem os dados que serão analisados um a um.
Há exatamente 3 cidades ao sul de A. Norte ___ ___ ___ A ___ ___ ___ Sul
é o suficiente para, neste momento, definir posições. Então, faremos uma representação sem
marcar posição.
Ficamos também com a representação sem marcar posição para a terceira informação do
enunciado. A diferença é que aqui as cidades citadas são vizinhas.
Partimos para a análise concomitante de informações, por exemplo, esta última pode
unir-se a terceira.
que ocupa a posição imediata ao lado norte (à esquerda) de “F”, bem como “C” a posição mais
ao sul.
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G está no limite norte. Alternativa errada.
c) E está ao norte de A
e) F está ao sul de A
Gabarito: E
1.3.2 Dedução
Por exemplo, a questão diz que três irmãs usam vestidos de cores diferentes. Então, são
dadas algumas dicas iniciais e, finalmente, é solicitada qual a cor do vestido que cada uma das
irmãs está usando.
Resolva as questões com este perfil alinhando as grandezas em linhas e colunas como
numa planilha do excel. As células que representam o cruzamento de linha e coluna são
preenchidas com “SIM” ou “NÃO”, considerando se a relação está correta ou errada,
respectivamente.
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(FCC – Sefaz/BA – Auditor Fiscal – 2019) O Presidente da República de determinado país
chamou para conversas individuais cinco ministros das seguintes pastas: Economia, Educação,
Meio-Ambiente, Justiça e Saúde. Foram, assim, chamados os Ministros Alberto, Camargo, Eliseu,
Delcídio e Josenildo, em certa ordem. Depois de Camargo, que não é Ministro da Educação, foi
chamado o Ministro da Saúde. Josenildo foi o primeiro a ser chamado. O Ministro da Economia,
Alberto, foi chamado logo após o Ministro da Educação. O Ministro da Justiça não é Delcídio e
nem Eliseu. Eliseu foi o último chamado, logo após o Ministro da Saúde.
Comentários:
Segundo o enunciado da questão, temos cinco ministérios e cinco ministros, para deduzir
qual o ministro de cada ministério, utilizaremos como ferramenta uma planilha com ministros
nas linhas e ministérios nas colunas.
Alberto
Camargo
Eliseu
Delcídio
Josenildo
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Caso haja um terceiro parâmetro (certamente haverá) você vai acrescentar a informação
conclusões.
Alberto
Camargo
Não Não
(Antes do M. Saúde)
Eliseu
Delcídio
Josenildo
Alberto
Camargo
Não Não
(Antes do M. Saúde)
Eliseu
Delcídio
Josenildo
(Primeiro)
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Educação
Economia (Antes do M. [Link] Justiça Saúde
Economia)
Eliseu Não
Delcídio Não
Josenildo
Não
(Primeiro)
Observação: Para cada célula definida como “sim”, preencha as demais células da linha e
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Josenildo
Não
(Primeiro)
pois o Ministro da Saúde foi o penúltimo a ser chamado, enquanto Josenildo foi o primeiro.
Como existe a contradição, completamos a respectiva célula com “não” e, olhando para
a mesma coluna, concluímos que o Ministro da Saúde só pode ser Delcídio e completamos a
Educação
Saúde
Economia (Antes do M. [Link] Justiça
(Penúltimo)
Economia)
Na sequência, veja que na linha Eliseu não resta outra alternativa senão o ministério do
Meio-Ambiente. Ainda, completando respectiva a coluna do ministério do Meio-Ambiente com
Educação
Saúde
Economia (Antes do M. [Link] Justiça
(Penúltimo)
Economia)
Outra conclusão obtida por meio da planilha é a ordem em que foram chamados:
Gabarito: A
1.3.3 Hipóteses
A terceira e última classificação, nas questões que envolvam verdades e mentiras, são as
O objetivo é testar cada uma das situações hipotéticas até chegar a uma conclusão, sem
Por exemplo: São dadas três afirmativas e a questão informa que duas delas são falsas e
a outra é verdadeira, porém, não se sabe qual. Logo, é preciso formular as possíveis situações
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Afirmativa 3 Falso Falso Verdade
(FCC – Sefaz/MA – Auditor Fiscal da Receita Estadual – 2016) Quatro meninos têm 5, 7, 9
e 11 carrinhos cada um. A respeito da quantidade de carrinhos que cada um tem, eles afirmaram:
Se apenas um deles mentiu, tendo os outros dito a verdade, então é correto concluir que
a soma do número de carrinhos de Antônio, Bruno e Cássio é igual a
a) 27.
b) 22.
c) 23.
d) 25.
e) 21.
Comentários:
23
Antônio tem 9 carrinhos Verdade Verdade Mentira Verdade
Percebe a quantidade de hipóteses a serem testadas? Imagine que você teste cada uma
delas para, somente na última, encontrar a correta!
Vamos lá!
Ainda, aproveitando o que afirmou Cássio, compare com o que Danilo disse.
Como existe apenas um mentiroso, concluímos ser o menino Cássio (aquele que figura
nas duas contradições apresentadas anteriormente). Portanto, Antônio não tem 9 carrinhos.
24
Hipótese 3 Conclusão
Gabarito: C
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QUADRO SINÓPTICO
ARGUMENTAÇÃO LÓGICA
Argumento
Premissas
Conclusão
Proposição 1
Proposição 2 Proposição
Proposição 3
....
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CORRELACIONAMENTO LÓGICO
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QUESTÕES COMENTADAS
Prezado aluno, uma vez que não existem muitas questões recentes acerca do tema, tornou-
se necessário incluir questões de outros concursos, mas não há prejuízo ao aprendizado, haja vista
que todas possuem comentários extremamente importantes para a fixação da matéria.
Questão 1
(ESAF – Receita Federal do Brasil – Auditor-Fiscal) Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista.
Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. Se Ana é pianista, Denise é violinista. Se Ana é
violinista, então Denise é pianista. Se Beatriz é violinista, então Denise é pianista. Sabendo-se
que nenhuma delas toca mais de um instrumento, então Ana, Beatriz e Denise tocam,
respectivamente:
Comentário:
As questões de encadeamento lógico são atemporais. Esta, mesmo tendo sido cobrada
em 2012, tem as mesmas características das cobradas atualmente.
como resolução da questão. Além disso, para não perder tempo no dia da prova, acostume-se
a usar abreviaturas, como faremos aqui:
A para Ana,
B para Beatriz e
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D para Denise.
Ou ainda, você poderia usar AP para Ana é pianista, e assim por diante com as demais
proposições.
A pianista. → B violinista.
A violinista. → B pianista.
A pianista. → D violinista.
A violinista. → D pianista.
B violinista. → D pianista
Na questão há uma série de condicionais, escolhemos uma única proposição simples (de
preferência com mais repetições) e definimos o seu valor lógico (verdadeiro ou falso). A partir
dela, calculamos os valores lógicos das demais proposições simples respeitando as regras da
condicional.
A pianista → B violinista
A violinista → B pianista
A pianista → D violinista
A violinista → D pianista
B violinista → D pianista
Duas conclusões são possíveis:
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Segunda: Os segundos termos das proposições condicionais (primeira e terceira
linhas) são verdadeiros, uma vez que a verdade do termo antecedente implica na
verdade do termo consequente, para que a proposição composta seja verdadeira.
A pianista → B violinista
A violinista → B pianista
A pianista → D violinista
A violinista → D pianista
B violinista → D pianista
Lembrete: Convencionamos que as proposições grifadas são verdadeiras enquanto
que as falsas estão riscadas.
Estas informações iniciais são suficientes para determinar os valores lógicos para as
proposições simples restantes. (Vide tabela abaixo).
A pianista → B violinista
A violinista → B pianista
A pianista → D violinista
A violinista → D pianista
B violinista → D pianista
Observem que na última linha, em negrito, a condicional tem o primeiro termo verdade
e o segundo falso. Este é a única situação em que a proposição composta condicional é falsa.
Logo, existe uma contradição. Assim, para resolver a questão, retomamos o quadro inicial
e invertemos o valor lógico assumido anteriormente para a proposição simples “A pianista”, que
agora assume o valor FALSO. Como demonstrado abaixo:
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A pianista → B violinista
A violinista → B pianista
A pianista → D violinista
A violinista → D pianista
B violinista → D pianista
É certo que Ana não é pianista. Que tal partirmos para a segunda linha e assumirmos a
A pianista → B violinista
A violinista → B pianista
A pianista → D violinista
A violinista → D pianista
B violinista → D pianista
Para os segundos termos das segunda e quarta linhas, completamos com o valor lógico
“verdadeiro”. Caso contrário, as proposições compostas seriam falsas.
A pianista → B violinista
A violinista → B pianista
A pianista → D violinista
A violinista → D pianista
B violinista → D pianista
Assim, temos que B pianista e D pianista também são verdadeiros.
Uma vez que há informação suficiente, valoramos as demais proposições simples até
completarmos o quadro.
A pianista → B violinista
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A violinista → B pianista
A pianista → D violinista
A violinista → D pianista
B violinista → D pianista
Perfeito, todos os valores lógicos das proposições simples são conhecidos bem como
todas as proposições compostas são verdadeiras.
Gabarito: B
Questão 2
atribuições profissionais, auditores fiscais sempre fazem afirmações verdadeiras, ao passo que
sonegadores sempre fazem proposições falsas.
Durante uma audiência para tratar da autuação da empresa X, um auditor fiscal fez as
Nessa situação hipotética, à luz da premissa estabelecida no texto, assinale a opção que
preparam este tipo de questão, mas, só a aparência... Confirmamos por não haver repetição de
proposições simples.
dado que auditores fiscais sempre fazem afirmações verdadeiras, delas não podemos concluir
nada sobre as proposições simples.
Para não nos tornarmos repetitivos, uma vez que a equivalência foi amplamente discutida
no capítulo 1, vamos a uma breve revisão.
Aplicando na questão:
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A alternativa apresenta uma proposição simples cujo valor lógico não é possível
determinar.
Alternativa errada.
Alternativa errada.
Trata-se de uma proposição composta conjuntiva formada por três proposições simples:
Não há equivalência para a condicional (se, então) que resulte em uma conjunção (e).
Alternativa errada.
composta condicional.
Alternativa errada.
Equivalência da Condicional
“Se a empresa não recorreu da autuação, eu
Afirmação de A3:
a multei.”
Alterar o conectivo condicional (se,
ou.
então) para a disjunção (ou).
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Inverter o valor lógico do primeiro
A empresa recorreu da autuação ou ...
termo.
Manter o valor lógico do segundo A empresa recorreu da autuação ou eu a
termo. multei.
Com os ajustes da conjugação verbal, a alternativa traz a mesma informação que aquela
pronunciada pelo auditor A3.
Alternativa correta.
Gabarito: E
Questão 3
Comentário:
35
Proposição Simples Conectivo Proposição Simples
Entretanto, uma vez que não temos o valor lógico de determinada proposição simples,
inicialmente não estava correto, então, de volta ao começo e invertemos o valor lógico
inicialmente atribuído.
Por exemplo, vamos assumir que a proposição “está chovendo” tem valor lógico
verdadeiro.
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Proposição Simples Conectivo Proposição Simples
denominado Dilema Construtivo, algo bastante simples e que te leva direto para a resposta
correta.
O Dilema Construtivo, apesar de sua longa existência, é quase que uma novidade em
provas de concursos públicos. A Vunesp, por exemplo, cobrou questão semelhante a esta na
prova para o TJ de São Paulo, no ano de 2017. Agora em 2019, esta questão foi cobrada na
prova para Auditor em Curitiba. Fique atento, pois esse tipo de questão pode tornar-se a
Enfim, o que você precisa saber é apenas isso: O Dilema Construtivo é a consequência
em que: “A implica B”, “C implica D” e “A ou C” e tem-se por conclusão que “B ou D”.
Condicional A → B
Condicional C → D
A ∨ C
Dilema Construtivo
B ∨ D
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Preste atenção, os dois primeiros termos das proposições compostas condicionais formam
uma disjunção. Estabelecida esta estrutura, infere-se que os termos consequentes das mesmas
condicionais formam outra disjunção.
Questão 4
econômica em que atuam. Quanto ao porte, cada empresa recebe uma única classificação:
microempresa (ME), pequena (P), média (M) ou grande (G). Quanto ao setor, cada empresa
também recebe uma única classificação: 1, 2, 3, 4 ou 5. Não há empresa que receba,
simultaneamente, a mesma classificação de porte e de setor que outra empresa já recebe. Para
a realização dessa fiscalização, tais empresas foram distribuídas igualmente e designadas a
quatro auditores fiscais, Aldo, Bruno, Carlos e Dário. Cada empresa foi fiscalizada por apenas
um desses auditores. Após a conclusão do trabalho, os auditores fizeram as seguintes
afirmações:
Considerando que, nessa situação hipotética, somente uma das afirmações feitas pelos
auditores seja falsa, assinale a opção que apresenta o maior número de empresas de porte G
que podem ser fiscalizadas por um mesmo auditor.
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5
Comentário:
39
Eis uma daquelas questões com enunciado rebuscado para qual é necessária uma leitura
Tomando por base o que foi dito, identificamos qual dos auditores fez a afirmativa falsa.
que cada setor tem apenas quatro empresas, por exemplo, ME1, P1, M1 e G1, e não existe a
possibilidade de os dois terem fiscalizado a mesma empresa.
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A sua tarefa é testar e confirmar se foi o Aldo ou Bruno quem mentiu. Por hipótese,
A conclusão é de que a afirmação falsa foi dito por Aldo. Então, voltamos aos dizeres dos
auditores.
ficou entre micros e médias empresas e Dário não necessariamente fiscalizou empresas de porte
grande (e se tivesse feito seria 3 no máximo), a melhor hipótese é de que Alto tenha fiscalizado
Para que não restem dúvidas, segue uma simulação completa da divisão das empresas
entre os auditores.
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Bruno. ME1, P1, M1, G1, P2.
Gabarito: D
Questão 5
(Banca: FCC - 2018 - TRT - 15ª Região (SP) - Analista Judiciário - Área Administrativa)
Considere os dois argumentos a seguir:
I. Se Ana Maria nunca escreve petições, então ela não sabe escrever petições. Ana Maria nunca
II. Se Ana Maria não sabe escrever petições, então ela nunca escreve petições. Ana Maria nunca
escreve petições. Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.
Comparando a validade formal dos dois argumentos e a plausibilidade das primeiras premissas
de cada um, é correto concluir que
B) ambos os argumentos são válidos, a despeito das primeiras premissas de ambos serem ou
não plausíveis.
C) ambos os argumentos são inválidos, a despeito das primeiras premissas de ambos serem ou
não plausíveis.
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D) o argumento I é inválido e o argumento II é válido, pois a primeira premissa de II é mais
plausível que a de I.
Comentário:
GABARITO “E”.
I. Se Ana Maria nunca escreve petições, então ela não sabe escrever petições. Ana Maria nunca
Sendo verdade que Ana Maria nunca escreve petições, podemos voltar na primeira premissa e
concluir que, de fato, ela não sabe escrever petições. Argumento VÁLIDO.
II. Se Ana Maria não sabe escrever petições, então ela nunca escreve petições. Ana Maria nunca
escreve petições. Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.
Sendo verdade que Ana Maria nunca escreve petições, a primeira premissa já é verdadeira,
independentemente de Ana Maria saber ou não escrever. Não podemos chegar na conclusão
de que ela não sabe escrever petições. Argumento INVÁLIDO.
Questão 6
(Banca: CESPE / CEBRASPE - 2018 - STJ - Conhecimentos Básicos - Cargos: 10 e 12) Considere
as proposições P e Q a seguir.
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A partir dessas proposições, julgue o item seguinte.
Se um processo for iniciado no tribunal A, então, com certeza, ele tramitará no tribunal B.
( ) Certo
( ) Errado
Comentário:
vemos na proposição Q. Portanto, todo processo que começa em A acaba passando por B em
algum momento.
Questão 7
(Banca: CESPE / CEBRASPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO) Considerando o texto CB2A6BBB, julgue
o item seguinte, concernente à argumentação e aos tipos de argumentos.
“A maior prova de honestidade que realmente posso dar neste momento é dizer que continuarei
sendo o cidadão desonesto que sempre fui”.
A partir da frase apresentada, conclui-se que, não sendo possível provar que o que é enunciado
é falso, então o enunciador é, de fato, honesto.
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( ) Certo
( ) Errado
Comentário:
GABARITO: ERRADO.
Trata-se de um item que contém um paradoxo (se você aceitar que o cidadão é honesto,
concluirá que ele é desonesto), motivo pelo qual o gabarito preliminar deve ser ERRADO. A
partir de um paradoxo, não se chega a qualquer conclusão.
Questão 8
(Ano: 2017 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TRT - 7ª Região (CE) Provas: CESPE - 2017 -
TRT - 7ª Região (CE)) Texto CB1A5BBB – Argumento formado pelas premissas (ou proposições)
P1 e P2 e pela conclusão C.
P1: Se eu assino o relatório, sou responsável por todo o seu conteúdo, mesmo que tenha escrito
P2: Se sou responsável pelo relatório e surge um problema em seu conteúdo, sou demitido.
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A) Não sou demitido ou não escrevo uma parte do relatório.
C) Eu escrevo apenas uma parte do relatório, assino o relatório e surge um problema em seu
conteúdo.
Comentário:
GABARITO: "C".
P1: Se eu assino o relatório, sou responsável por todo o seu conteúdo, mesmo que tenha
P2: Se sou responsável pelo relatório e surge um problema em seu conteúdo, sou demitido.
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GABARITO
Questão 1 – B
Questão 2 – E
Questão 3 – A
Questão 4 – D
Questão 5 – E
Questão 6 – CERTO
Questão 7 – ERRADO
Questão 8 – C
47
QUESTÃO DESAFIO
48
GABARITO QUESTÃO DESAFIO
Portanto, o gabarito para a questão é a alternativa (b) “Ou Diego é atleta ou Breno
não é estudante”.
passos:
O simples fato de colocar cada uma das afirmativas sobre as outras de maneira organizada
Camila é auditora
49
Observação 1: A primeira afirmativa apresenta o termo “condição necessária e suficiente”,
que sinônimo, em lógica proposicional, de “se, e somente se”, ou seja, estamos falando de uma
proposição composta bicondicional.
se pelo menos uma das proposições simples for verdadeira ou mesmo se as duas forem
verdadeiras; já no segundo caso, disjunção exclusiva, será verdadeira se apenas uma das
quando ela está isolada em uma das afirmativas, como se apresenta nesta questão (quinta
afirmativa).
O objetivo é descobrir o valor lógico de cada uma das proposições simples e no início
da resolução será considerando o valor lógico (verdadeiro) da proposição simples isolada em
uma das afirmativas.
Outra opção para iniciar a resolução de questões neste formato é por meio da proposição
composta conjuntiva cujo conectivo é o “e”, caso em que é obrigatória a veracidade de ambas
erros e acertos, ou seja, escolha de uma proposição simples e considerá-la ora verdadeira ora
falsa, a situação que não apresentar contradições será válida para o problema.
50
Alice não é empresária ↔ Diego é atleta
Camila é auditora
A mesma proposição aparece na terceira proposição composta a qual tem mesmo valor
lógico.
A terceira linha, disjunção exclusiva, será verdadeira quando somente um dos lados for
verdadeiro e o outro falso. Se sabemos que a primeira parte é verdadeira, a segunda só pode
ser falsa. Como na primeira linha repete a proposição “Alice é empresária” só que com o valor
lógico trocado, então “Alice é empresária” é falso e “Alice não é empresária” é verdadeiro.
Camila é auditora
Agora a proposição, primeira linha, é a bicondicional. Nela os dois lados devem ter o
mesmo valor lógico para que toda a proposição composta seja verdadeira. Os dois lados são
51
Alice não é empresária ↔ Diego é atleta
Camila é auditora
Quarta linha, condicional, proposição que não admite verdadeiro no primeiro termo e
falso no segundo termo. Já sabemos que o segundo termo é falso, então o primeiro também o
será. Extrapolamos o valor lógico falso para a segunda linha.
Camila é auditora
será verdadeiro.
Camila é auditora
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Breno é estudante.
Camila é auditora.
Analisar as alternativas.
A informação sobre Diego está correta, entretanto, Edilson não é farmacêutico. Como
estamos falando da conjunção “e”, seria necessário que ambas as proposições simples fossem
verdadeiras.
Alternativa errada.
Diego é sim atleta, a primeira parte está correta e a segunda é falsa, na verdade Breno é
estudante. Mas, veja que se trata de uma disjunção exclusiva “ou... ou” cuja verdade efetiva-se
quando apenas um dos termos é verdadeiro e o outro falso, ou seja, a alternativa está perfeita.
Alternativa correta.
Ambas as informações são falsas. Precisaríamos, para a disjunção, que pelo menos uma
fosse verdadeira.
Alternativa errada.
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O primeiro termo “Alice não é empresária” é verdadeiro e o segundo “Breno não é
estudante” é falso. Esta é a única situação em que a condicional “se, então” é falsa (primeiro
termo verdadeiro e o segundo termo falso).
Alternativa errada.
Portanto, na alternativa
Note que a alternativa inicia com a parte final da proposição composta. Ainda, que o
primeiro termo (parte final na alternativa) é uma proposição composta conjuntiva.
V e V → F
Alternativa errada.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARROS, Marcelo Sbicca Monteiro de. Raciocínio Lógico – Coleção Sinopses para Carreiras
Fiscais. Salvador/BA: Editora Juspodivm, 2015.
BARROS, Marcelo Sbicca Monteiro de. Simulaço – 250 Questões Inéditas Elaboradas e
Comentadas. Salvador/BA Editora Juspodivm, 2016.
CARVALHO Fº., Sérgio; CAMPO, Weber. Raciocínio Lógico Simplificado (Volume I). Rio de
Janeiro/RJ: Editora Campus-Elsevier, 2010.
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