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O documento aborda o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) no contexto de transmissões de bens e serviços, detalhando os regimes de tributação, incluindo o Geral, Transitório e de Não Sujeição. Também menciona isenções específicas, taxas aplicáveis e obrigações declarativas dos sujeitos passivos. A taxa padrão do IVA é de 14%, com exceções na Província de Cabinda, e estabelece diretrizes para a liquidação e pagamento do imposto.

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O documento aborda o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) no contexto de transmissões de bens e serviços, detalhando os regimes de tributação, incluindo o Geral, Transitório e de Não Sujeição. Também menciona isenções específicas, taxas aplicáveis e obrigações declarativas dos sujeitos passivos. A taxa padrão do IVA é de 14%, com exceções na Província de Cabinda, e estabelece diretrizes para a liquidação e pagamento do imposto.

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Incidência Subjectiva

O Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) incide sobre as transmissões de bens, as prestações de
serviços efectuadas no território nacional, a título oneroso, por um sujeito passivo, agindo nessa
qualidade, bem como sobre as importações de bens.
Regimes de Tributação
a) Regime Geral
Estão enquadrados neste regime todos os contribuintes cadastrados na Repartição Fiscal dos
Grandes Contribuintes, bem como aqueles que voluntariamente solicitem a sua adesão a este
regime, desde que verificados os requisitos previstos no artigo 62.º do Código do Imposto Sobre o
Valor Acrescentado;
b) Regime Transitório
Enquadram-se neste regime todos os contribuintes que possuem um volume anual de facturação ou
operações de importações superior ao equivalente em Kwanzas a USD 250 000,00 (Duzentos e
Cinquenta Mil Dólares Americanos). Este regime vigora até 31 de Dezembro de 2020, findo o qual
estes contribuintes passarão para o regime geral de tributação do Imposto sobre o Valor
Acrescentado. Durante a vigência deste regime, os contribuintes nele enquadrados pagam o
imposto à taxa de 3% sobre o seu volume de venda ou serviços efectivamente recebidos;
c) Regime de Não Sujeição
Estão enquadrados neste regime todos os contribuintes que possuem um volume anual de
facturação ou operações de importações igual ou inferior ao equivalente em Kwanzas a USD 250
000,00 (Duzentos e Cinquenta Mil Dólares Americanos).
Incidência Subjectiva
São sujeitos passivos do IVA:

• As pessoas singulares, colectivas ou entidades que exerçam, de modo independente,


actividades económicas, incluindo de produção, de comércio ou de prestação de
serviço, profissões liberais, actividade extractivas, agrícola, aquícola, apícola, avícola,
pecuária, piscatória e silvícola;
• Pessoas singulares, colectivas ou entidades que realizem importações de bens, que
mencionem indevidamente o IVA em factura ou documentos equivalentes, que sejam
adquirentes de serviços a entidades não residentes sem domicílio, sede ou
estabelecimento estável no território nacional;
• Estado, entidades governamentais e outros organismos públicos, quando não actuem
no âmbito dos seus poderes de autoridade;
• Partidos, coligações políticas, sindicatos e as instituições religiosas, quando pratiquem
operações tributáveis (transmissões de bens, prestações de serviços e importações).

Isenções
Estão isentas do Imposto sobre o Valor Acrescentado:
1. Operações Internas (Transmissão de bens e prestações de serviços);

• A transmissão dos bens alimentares, conforme anexo I do presente código;


• As transmissões de medicamentos destinados exclusivamente a fins terapêuticos e
profilácticos;
• As transmissões de cadeiras de rodas e veículos semelhantes, accionados
manualmente ou por motor, para portadores de deficiência, aparelhos, máquinas de
escrever com caracteres braille, impressoras para caracteres braille e os artefactos que
se destinam a ser utilizados por invisuais ou a corrigir a audição;
• A transmissão de livros, incluindo em formato digital;
• A locação de bens imóveis destinados a fins habitacionais, designadamente prédios
urbanos, fracções autónomas destes ou terrenos para construção, com excepção das
prestações de serviços de alojamento, efectuadas no âmbito da actividade hoteleira ou
de outras com funções análogas;
• As operações sujeitas ao Imposto de SISA, ainda que dele, isentas;
• A exploração e a prática de jogos de fortuna ou azar e de diversão social, bem como
as respectivas comissões e todas as operações relacionadas, quando as mesmas
estejam sujeitas a Imposto Especial sobre o Jogos, nos termos da legislação aplicável;
• O transporte colectivo de passageiros;
• As operações de intermediação financeira, incluindo as descritas no anexo III do
Código do IVA, excepto as que dão lugar ao pagamento de uma taxa, ou
contraprestação específica e pré-determinada pela sua realização;
• O seguro de saúde, bem como a prestação de serviços de seguros e resseguros do
ramo vida;
• As prestações de serviços que tenham por objecto o ensino, efectuadas por
estabelecimentos integrados, conforme definidos na Lei de Bases do Sistema de
Educação e Ensino, bem como por estabelecimentos de Ensino Superior devidamente
reconhecidos pelo Ministério de Tutela;
• As prestações de serviço médico sanitário, efectuadas por estabelecimentos
hospitalares, clínicas, dispensários e similares;
• O transporte de doentes ou feridos em ambulâncias ou outros veículos apropriados
efectuados por organismos devidamente autorizados;
• Os equipamentos médicos para exercício da actividade dos estabelecimentos de
saúde.
• A transmissão de produtos petrolíferos conforme anexo II presente no Código do IVA.

2. Importações

• As importações definitivas de bens cuja transmissão no território nacional seja isenta


de imposto;
• As importações de ouro, moedas ou notas de banco, efectuadas pelo Banco Nacional
de Angola;
• A importação de bens destinados a ofertas para atenuar os efeitos das calamidades
naturais, tais como cheias, tempestades, secas, ciclones, sismos, terramotos e outros
de idêntica natureza, desde que devidamente autorizado pelo Titular do Poder
Executivo;
• A importação de mercadorias ou equipamentos destinados exclusivos e directamente
à execução das operações petrolíferas e mineiras, nos termos da Lei que estabelece o
Regime Aduaneiro do Sector Petrolífero e do Código Mineiro, respectivamente.
• As importações de bens efectuadas no âmbito de tratados e acordos internacionais de
que a República de Angola seja parte, nos termos previstos nesses tratados e acordos;
• As importações de bens efectuadas no âmbito de relações Diplomáticas e Consulares,
quando a isenção resulte de tratados e acordos internacionais celebrados pela
República de Angola;
• A importação de moeda estrangeira efectuada pelas Instituições Financeiras Bancárias,
nos termos definidos pelo Banco Nacional de Angola.

3. Exportações, operações assimiladas e transportes internacionais;

• As transmissões de bens expedidos ou transportados com destino ao estrangeiro pelo


vendedor ou por um terceiro por conta deste;
• As transmissões de bens de abastecimento postos a bordo das embarcações que
efectuem navegação marítima em alto mar e que assegurem o transporte remunerado
de passageiros ou o exercício de uma actividade comercial, industrial ou de pesca;
• As transmissões de bens de abastecimento postos a bordo das aeronaves utilizadas
por companhias de navegação aérea que se dediquem principalmente ao tráfego
internacional e que assegurem o transporte remunerado de passageiros ou o exercício
de uma actividade comercial ou industrial;
• As transmissões de bens de abastecimento postos a bordo das embarcações de
salvamento, assistência marítima, pesca costeira e embarcações de guerra, quando
deixem o país com destino a um porto ou ancoradouro situado no estrangeiro;
• As transmissões, transformações, reparações, manutenção, frete e aluguer, incluindo a
locação financeira, de embarcações e aeronaves afectas às companhias de navegação
aérea e marítima que se dediquem principalmente ao tráfego internacional, assim como
as transmissões de bens de abastecimento postos a bordo das mesmas e as
prestações de serviços efectuadas com vista à satisfação das suas necessidades
directas e da respectiva carga;
• As transmissões de bens efectuadas no âmbito de relações Diplomáticas e Consulares
cuja isenção resulte de acordos e convénios internacionais celebrados por Angola;
• As transmissões de bens destinados a organismos internacionais reconhecidos por
Angola ou a membros dos mesmos organismos, nos limites e com as condições
fixadas em acordos e convénios internacionais celebrados por Angola;
• As transmissões de bens efectuadas no âmbito de tratados e acordos internacionais
de que a República de Angola seja parte, quando a isenção resulte desses mesmos
tratados e acordos;
• O transporte de pessoas provenientes ou com destino ao estrangeiro.

4. Operações específicas do regime especial aduaneiro e que são definidas nos termos da
legislação aduaneira em vigor:

• As importações de bens que, sob controlo aduaneiro e de acordo com as disposições


aduaneiras especificamente aplicáveis, sejam postas nos regimes de zona franca, que
sejam introduzidas em armazéns de regimes aduaneiros ou lojas francas, enquanto
permanecerem sob tais regimes;
• As transmissões de bens que sejam expedidos ou transportados para as zonas ou
depósitos mencionados na alínea anterior, bem como as prestações de serviços
directamente conexas com tais transmissões;
• As transmissões de bens que se efectuem nos regimes a que se refere a alínea a),
assim como as prestações de serviços directamente conexas com tais transmissões,
enquanto os bens permanecerem naquelas situações;
• As transmissões de bens que se encontrem nos regimes de trânsito, draubaque ou
importação temporária e as prestações de serviços directamente conexas com tais
operações, enquanto os mesmos forem considerados abrangidos por aqueles regimes;
• A reimportação de bens por quem os exportou, no mesmo estado em que foram
exportados, quando beneficiem de isenção de direitos aduaneiros.

Taxa
A taxa do Imposto Sobre o Valor Acrescentado é de 14%.
Na Província de Cabinda, a taxa do Imposto sobre o Valor Acrescentado para a importação de
mercadorias e transmissão de bens, é de 2%.
Liquidação e Pagamento
A liquidação do Imposto sobre o Valor Acrescentado deve ser efectuada:

• Pelos sujeitos passivos;


• Pelos Serviços Aduaneiros, no caso de importação de bens;
• Pela Administração Geral Tributária, no caso de liquidação oficiosa do Imposto;

Imposto Cativo
As Sociedades Investidoras Petrolíferas, o Estado, bem como quaisquer dos seus serviços,
estabelecimentos e organismos, ainda que personalizados e as autarquias locais, exceptuando as
Empresas Públicas, devem efectuar a cativação de 100% do IVA que conste das facturas ou
documentos equivalentes emitidos pelos seus fornecedores de bens ou serviços;
O Banco Nacional de Angola, os bancos comerciais, as seguradoras e resseguradoras e as
operadoras de telecomunicações devem efectuar a cativação de 50% do IVA que conste das
facturas ou documentos equivalentes emitidos pelos seus fornecedores de bens ou serviços;
O Imposto cativo deve ser entregue pelos adquirentes de bens e serviços que efectuaram a
cativação.
Direito Cativo
Para o apuramento do imposto a entregar ao Estado, os sujeitos passivos do Imposto sobre o Valor
Acrescentado têm direito de deduzir ao imposto liquidado nas transmissões de bens e prestações
de serviços que efectuaram o seguinte:

• O Imposto que lhes foi facturado na aquisição de bens e serviços por outros sujeitos
passivos;
• O Imposto pago na importação de bens;
• O Imposto liquidado resultante de operações tributáveis efectuadas por sujeitos
passivos estabelecidos no estrangeiro, quando estes não tenham no território nacional
um representante fiscal e não tenham incluído o imposto na factura ou documento
equivalente.

O pagamento do Imposto sobre o Valor Acrescentado é da responsabilidade dos sujeitos passivos


nas transmissões de bens ou prestações de serviços e do importador no caso de importações de
bens.
O Imposto sobre o Valor Acrescentado deve ser entregue até ao final do mês seguinte relativamente
às operações realizadas no mês anterior.
O pagamento do Imposto sobre o Valor Acrescentado é da responsabilidade dos sujeitos passivos
nas transmissões de bens ou prestações de serviços e do importador no caso de importações de
bens.
O Imposto sobre o Valor Acrescentado deve ser entregue até ao final do mês seguinte relativamente
às operações realizadas no mês anterior.
Obrigações Declarativas
Os sujeitos passivos do Imposto sobre o Valor Acrescentado estão obrigados a entregar a
declaração de início, de alteração ou cessação da sua actividade e entregar mensalmente a
declaração periódica e seus anexos correspondentes às operações efectuadas no exercício da sua
actividade no decurso do mês procedente.

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