22222
22222
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
CENTRO DE ENGENHARIAS
CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA
MOSSORÓ – RN
2018
JERDISON LIMA MOREIRA
Mossoró - RN
2018
© Todos os direitos estão reservados a Universidade Federal Rural do Semi-Árido. O conteúdo desta obra é de inteira
responsabilidade do autor, sendo o mesmo, passível de sanções administrativas ou penais, caso sejam infringidas as leis que
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9.610/1998. O conteúdo desta obra tomar-se-á de domínio público após a data de defesa e homologação da sua respectiva
ata. A mesma poderá servir de base literária para novas pesquisas, desde que a obra e seu (a) respectivo (a) autor (a)
sejam devidamente citados e mencionados os seus créditos bibliográficos.
O serviço de Geração Automática de Ficha Catalográfica para Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC´s) foi desenvolvido pelo
Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP) e gentilmente cedido para o Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (SISBI-UFERSA), sendo customizado pela Superintendência de Tecnologia
da Informação e Comunicação (SUTIC) sob orientação dos bibliotecários da instituição para ser adaptado às necessidades dos al unos
dos Cursos de Graduação e Programas de Pós-Graduação da Universidade.
JERDISON LIMA MOREIRA
BANCA EXAMINADORA
_________________________________________
Prof. Dr. Alex Sandro De Araújo Silva (UFERSA)
Presidente
_________________________________________
Prof.a M.a Romênia Gurgel Vieira (UFERSA)
Membro Examinador
_________________________________________
Prof. Dr. Antônio Ronaldo Gomes Garcia (UFERSA)
Membro Examinador
Aos meus avós paternos Francisco Moreira
Amorim e Maria Luzia Amorim, que mesmo não
estando presente, não deixam de ficar presentes em
meus pensamentos.
Primeiramente a Deus por me dar força, garra e perseverança para conquistar essa vitória.
Aos meus pais, por desde sempre incentivar o meu estudo e me apoiar durante toda a minha
jornada, perpetrando todos os esforços possíveis e impossíveis, sendo para mim referencias de
caráter e humildade. Aos meus irmãos por todo companheirismo e amizade e por muitas vezes
terem sido o apoio mais próximo ao qual podia recorrer. A Natalia Ferreira por estar sempre
ao meu lado nos momentos difíceis, de angústias e por agora estar dividindo comigo este
momento de alegria. Agradeço imensamente ao meu orientador o professor Dr. Alex Sandro
De Araújo Silva por sempre ter sido prestativo nos momentos de dúvidas. A todos os mestres,
professores, amigos, colegas de trabalho, que contribuíram para que fosse possível a conclusão
deste trabalho.
"Dois importantes fatos, nesta vida,
saltam aos olhos; primeiro, que cada um de nós
sofre inevitavelmente derrotas temporárias, de
formas diferentes, nas ocasiões mais diversas.
Segundo, que cada adversidade traz consigo a
semente de um benefício equivalente. Ainda
não encontrei homem algum bem-sucedido na
vida que não houvesse antes sofrido derrotas
temporárias. Sempre que um homem supera os
reveses, torna-se mental e espiritualmente mais
forte... É assim que aprendemos o que devemos
com a grande lição da adversidade."
(Andrew Carnegie)
RESUMO
O grande avanço tecnológico, ocorrido nas últimas décadas, permitiu uma expansão das
técnicas aerodinâmicas e o desenvolvimento dos Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs),
como também tornou o seu uso mais comum. Recentemente uma categoria dessas aeronaves,
denominada como VANT híbrido, tem ganhado destaque por apresentarem o melhor das
aeronaves de asas moveis, tais como o fato de ser um VTOL (do inglês, Vertical Take-Off and
Landing) e sua praticidade de realizar manobras, aliadas as vantagens das aeronaves de asas
fixas, que são a sua velocidade de voo e sua autonomia. Porém apresenta uma alta complexidade
de projeto, o que requer uma elaboração de um sistema de controle. Dessa forma, propõe-se
simular, nos softwares Matlab/Simulink®, as condições dinâmicas do VANT híbrido a partir
das equações do movimento da aeronave, as quais descrevem a dinâmica e são obtidas através
do método de Newton-Euler. O programa de simulação foi desenvolvido baseado no modelo
dinâmico proposto com a finalidade de realizar testes conforme o desejado para voo e
posteriormente, aplicar em um sistema de controle de uma aeronave não tripulada híbrida.
Assim obteve-se através do Matlab/Simulink® um programa capaz de simular o comportamento
dinâmico da aeronave. Também é abordado sobre os componentes eletrônicos (bateria,
sensores, motores, etc.) presentes no VANT híbrido.
Siglas
Letras Latinas
Letras Gregas
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 11
1.1 Problemática ................................................................................................................... 12
1.2 Justificativa ..................................................................................................................... 12
1.3 Objetivo........................................................................................................................... 13
1.3.1 Objetivo Geral .......................................................................................................... 13
1.3.2 Objetivos Específicos ............................................................................................... 13
2 ESTADO DA ARTE ............................................................................................................. 14
2.1 Evolução tecnológica dos VANTs .................................................................................. 14
3 DISPOSITIVOS UTILIZADOS EM VANT ........................................................................ 18
3.1 Bateria ............................................................................................................................. 18
3.2 ESC ................................................................................................................................. 20
3.3 Microcontrolador ............................................................................................................ 21
3.4 Magnetômetro ................................................................................................................. 22
3.5 Acelerômetro................................................................................................................... 23
3.6 Altímetro ......................................................................................................................... 24
3.7 GPS ................................................................................................................................. 25
3.8 Motores ........................................................................................................................... 26
4 ANÁLISE DINÂMICA ......................................................................................................... 27
4.1 Modelo dinâmico ............................................................................................................ 27
4.2 Simulação........................................................................................................................ 32
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO........................................................................................... 37
5.1 Dispositivos utilizados em vant ...................................................................................... 37
5.2 Análise dinâmica............................................................................................................. 38
6 CONCLUSÃO ....................................................................................................................... 42
REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 43
ANEXO ..................................................................................................................................... 45
11
1 INTRODUÇÃO
Nos últimos anos os VANTs (Veículo Aéreo Não Tripulado) vêm ganhando destaque
relevante no cenário mundial, seja pelo uso de entretenimento, seja pelo uso militar. Isso se
deve aos avanços tecnológicos ocorrido nas últimas décadas, que permitiram o melhor
desenvolvimento dos componentes eletrônicos e das baterias empregadas nos VANTs, como
também tornou o seu uso mais comum, devido a diminuição de custo (E. CETINSOY et al.,
2012).
Recentemente uma categoria específica dessas aeronaves, conhecida como VANT
híbrido, tem ganhado destaque por apresentarem o melhor das aeronaves de asas moveis, tais
como o fato de ser um VTOL (Vertical Take-Off and Landing, que em português significa
"Decolagem e Aterrissagem Vertical") e sua praticidade de realizar manobras, aliadas as
vantagens das aeronaves de asas fixas, que são a velocidade de voo e autonomia. Porém
apresenta uma alta complexidade de projeto, o que requer uma elaboração de um sistema de
controle e de sensores eficientes (MOURA, 2016; E. CETINSOY et al., 2012).
Os componentes eletrônicos, tais como sensores, baterias e atuadores, são de
fundamental importância para o bom desempenho, autonomia e precisão de um VANT, e é
muito devido a essa ênfase, que os mesmos vêm constantemente recebendo novas atualizações.
Fazendo com que as aeronaves possam ter maior capacidade de voo e de carga, e permitindo
novas aplicações as mesmas.
O desenvolvimento e implementação de sistemas embarcados para aeronaves híbridas
põe muitos desafios interessantes, entre eles, o limite de carga, tempo de voo, dinâmicas rápidas
e estáveis e integração fina de controle e sensores. Isto torna o projeto de um VANT hibrido
ainda mais desafiador (ABREU, 2014). Tornando o seu desenvolvimento um projeto atrativo
às universidades e as empresas de tecnologia, pois agrega vantagens econômicas, quanto
desafios acadêmicos.
Os principais componentes do sistema embarcado de uma aeronave hibrida são: Bateria,
ESC (do inglês, Eletronic Speed Controllers), Microcontrolador, Sensores (Magnetômetro,
Acelerômtro, Giroscópio, Altímetro e GPS) e Motores.
Outro ponto relevante nessa área de estudo, são os escassos casos de estudos na área de
aeronaves híbridas, em decorrência da grande complexidade que se tem em manter uma
aeronave estável e hábil para voo, assim como a relevante importância dessa aérea de estudo
nos projetos de veículos aéreos não tripulados (MOURA, 2016; E. CETINSOY et al., 2012). O
12
1.1 Problemática
Os sistemas embarcados dos VANTs têm ganhado notória relevância, pois são partes
fundamentais na realização das atividades promovidas pelo mesmo, e sendo sua composição
fundamental para o bom desempenho da aeronave, o sistema embarcado pode representar até
metade ou mais do peso total da aeronave e dos seus custos. Para tanto vários critérios têm que
ser levado em conta, tais como, peso agregado ao projeto, autonomia de voo, funcionalidade,
aplicabilidade, custo total, etc.
1.2 Justificativa
1.3 Objetivo
2 ESTADO DA ARTE
Este capitulo está dedicado a expor trabalhos relevantes referentes aos componentes do
sistema embarcado e a evolução tecnológica envolvendo os VANTs, dos componentes
eletrônicos e suas importâncias para as atividades realizadas pelos VANTs e sua maior difusão.
Mas nos últimos anos vêm aumentando o interesse do mercado civil por essa área da
aviação, com isso também o aumento dos investimentos em pesquisas, principalmente da
indústria do petróleo e gás, que utilizam os VANTs nas vistorias de dutos e outras estações
(GUIMARÃES, 2012). E é justamente nesse cenário que os modeles que não são de asas fixas
se destacam. Dessa categoria o quadrotor é o modelo que apresenta maior difusão e
16
.
Figura 3.1: Diagrama esquemático dos dispositivos utilizados em um VANT
Fonte: Melo (2010)
3.1 Bateria
É possível observar que das especificações, a que apresenta maior diferença entre os itens
selecionados são os valores de carga e o peso, de modo, que a bateria de LiPo (do inglês,
lithium-ion polymer) é a que apresenta os melhores parâmetros, mas também é importante
mantendo-se atento na capacidade de carga, pois o peso da carga é quase que inversamente
proporcional a autonomia de voo, por conta do aumento de consumo de energia dos motores.
As baterias de maior capacidade são mais pesadas. Sendo que a escolha dessas baterias,
resultariam na necessidade de motores mais potentes, que possuem um maior consumo de
carga. Por fim, nota-se que a carga da bateria e a potência dos motores são propriedades
contraditórias com relação ao tempo de voo, e deve-se ter cuidado na escolha destes dois
dispositivos (NASCIMENTO, 2011).
Outras características importantes na bateria do tipo LiPo são: permite ser recarregada,
20
não possui o efeito de memória, o que lhe proporcionando maior vida útil, possui uma baixa
auto descarga (de aproximadamente 5% ao mês), tem maior densidade de carga, alta tensão em
malha aberta (3,6V a 3,7V por célula) e disposição de fornecer corrente elevada de descarga
(NASCIMENTO, 2011). Por esses motivos são as mais empregadas para esse tipo de projeto.
3.2 ESC
Figura 3.3: Diagrama de ESC com entrada de controle por PWM, onde R, S e T são os
terminais que devem ser conectados às três fases de um motor brushless.
Fonte: Melo (2010).
Para tolerarem o nível de corrente fornecido para os motores brushless (sem escova), os
ESCs utilizam transistores do tipo MOSFET (do inglês, Metal Oxide Semiconductor Field
21
Effect Transistor), dois para cada fase, outra característica desses transistores é que eles
permitem ser usados como chave para ligar ou desligar o enrolamento de acordo com o sinal
PWM (NASCIMENTO, 2011; MELO, 2010).
A seguir são apresentados alguns modelos de ESCs de acordo com Nascimento (2011):
• TURNIGY Plush 18amp Speed Controller, que fornece uma corrente de 18A na
forma continua, e até 22A na máxima, 19g de massa e velocidade máxima para
motores BLDC de 210000rpm (2 polos), 70000rpm (6 polos) e 35000rpm (12
polos).
• TURNIGY Plush 25amp Speed Controller, que fornece uma corrente de 25A na
forma continua, e até 35A na máxima, 22g de massa e velocidade máxima para
motores BLDC de 210000rpm (2 polos), 70000rpm (6 polos) e 35000rpm (12
polos).
• HobbyWing FlyFun Brushless ESC 30A, que fornece uma corrente de 30A na
forma continua, e até 40A na máxima durante o período de 10 segundos, 25g de
massa e velocidade máxima para motores BLDC de 210000rpm (2 polos),
70000rpm (6 polos) e 35000rpm (12 polos).
• HobbyWing FlyFun Brushless ESC 18A, que fornece uma corrente de 18A na
forma continua, e até 22A na máxima durante o período de até 10 segundos, 18g
de massa e velocidade máxima para motores BLDC de 210000rpm (2 polos),
70000rpm (6 poios) e 35000rpm (12 poios).
3.3 Microcontrolador
3.4 Magnetômetro
(imãs) próximos ao magnetômetro e são geralmente erros constantes. Devido a essa última
característica, eles são fáceis de corrigir, bastando apenas calibrar o componente com uma certa
periodicidade. Outro erro comum é o de Soft Iron, que são perturbações no campo magnético
causadas por campos magnéticos induzidos por certos materiais e não podem ser corrigidos,
por ser erros que variam com o tempo, nesse caso os magnetômetros são instalados, confinado,
de forma a minimizar essa fonte de erro (SILVA, 2016).
Alguns exemplos de magnetômetro:
• HMC5883L da Honeywell (Figura 3.5) - Possui interface 12C simples, baixo
consumo de corrente e resolução de 5 mili-gauss (NASCIMENTO, 2011).
• Gy-271 - Possui interface 12C simples, baixo consumo de corrente e resolução de
5 mili-gauss (ELETROGATE, 2018).
3.5 Acelerômetro
3.6 Altímetro
3.7 GPS
O GPS (do inglês, Global Positioning System) é um sistema de rádio navegação, baseado
em satélites, que permite o usuário saber várias informações, como sua localização, velocidade
e tempo, 24 horas por dia, independente das condições atmosféricas e do ponto do globo
terrestre (NASCIMENTO, 2011).
O cálculo da posição é determinado a partir da determinação da distância entre o receptor
e os satélites. Através das distâncias de pelo menos três satélites.
Alguns exemplos de GPS:
• MediaTek MT3329: Arquitetura de chip único, 66 canais, alta sensibilidade - até
-165dBm de rastreamento para performances urbanas, baixo consumo de energia
(48mA), taxa de atualização entre 1Hz e 10Hz e peso de 9,45g (ALTIGATOR
BACK TO TOP, 2018).
• GPS SparkFun Venus com conector SMA: Produz sentenças padrão NMEA-0183
ou SkyTraq Binary a uma taxa padrão de 9600bps (ajustável para 115200bps),
com taxas de atualização de até 20Hz, também permite o registro limitado no chip,
bem como o registro externo usando um chip de memória flash SPI (SPARKFUN
ELECTRONICS, 2018).
26
3.8 Motores
Os motores comumente usados nesse tipo de projeto, são motores elétricos de corrente
contínua por ser o tipo de alimentação utilizado em projetos VANT de pequeno porte
(NASCIMENTO, 2011).
Eles podem ser de dois tipos: brushed (com escova) e brushless (sem escova).
Os motores brushed são mais baratos, entretanto requerem uma vistoria constante, devido
ao desgaste das escovas, e apresenta centelhamento durante o funcionamento, o que torna
perigoso quando aplicado em ambientes com produtos inflamáveis, exemplo da indústria
petroquímica.
Os Motores BLDC, Figura 3.7, possuem várias vantagens em relação aos motores com
escova, dentre algumas:
• Melhor característica velocidade x torque;
• Resposta dinâmica alta;
• Alta eficiência;
• Maior vida útil;
• Silencioso;
• Altas taxas de velocidade;
• Não produz centelhamento.
Suas desvantagens são o preço é a necessita de um componente para varia a polaridade
da corrente em cada bobina, o elemento responsável por criar esse sinal alternado e controla
esse tipo de motor é justamente o ESC (MALDONADO, 2015).
Os motores BLDC podem ser de configuração em fase única, duas fases e três fases, que
são os mais comuns. Neste ocorre a comutação da corrente em cada fase, por isso são os mais
utilizados.
27
4 ANÁLISE DINÂMICA
Tem-se nesse capítulo a aquisição de um modelo dinâmico para cada modo de voo do
VANT, que são os modos vertical, horizontal e de transição. Utilizando o formalismo de
Newton-Euler. Na segunda etapa do capitulo será realizado as simulações, com o objetivo de
verificar a influência dos parâmetros em relação ao comportamento da aeronave.
É importante destaca que na análise é feito uso de dois sistemas de referência, um inercial
28
com subscrito 𝑤, e outro fixo no corpo da aeronave com subscrito 𝑏. Suas orientações são
mostradas na Figura 4.1. A velocidade e posição linear são expressas da mesma forma para os
dois sistemas de coordenadas, a Equação 4.1 mostra a posição e a velocidade linear no sistema
de coordenadas inercial.
𝑇
𝑃𝑤 = [𝑋, 𝑌, 𝑍]𝑇 , 𝑉𝑤 = 𝑃𝑤̇ = [𝑋̇, 𝑌̇, 𝑍̇] (4.1)
𝑇
𝛼𝑤 = [𝜑, 𝜃, 𝜓]𝑇 , Ω𝑤 = 𝛼̇ 𝑤 = [𝜑̇ , 𝜃̇ , 𝜓̇] (4.2)
𝐶𝜓 𝐶𝜃 𝑆𝜑 𝑆𝜃 𝐶𝜓 − 𝐶𝜑 𝑆𝜓 𝐶𝜑 𝑆𝜃 𝐶𝜓 + 𝑆𝜑 𝑆𝜓
𝑅𝑤𝑏 (𝜑, 𝜃, 𝜓) = [𝑆𝜓 𝐶𝜃 𝑆𝜑 𝑆𝜃 𝑆𝜓 + 𝐶𝜑 𝐶𝜓 𝐶𝜑 𝑆𝜃 𝑆𝜓 − 𝑆𝜑 𝐶𝜓 ] (4.3)
−𝑆𝜃 𝑆𝜑 𝐶𝜃 𝐶𝜑 𝐶𝜃
1 0 −𝑆𝜃
𝐸(𝛼𝑤 ) = [0 𝐶𝜑 𝑆𝜑 𝐶𝜃 ] (4.4)
0 −𝑆𝜑 𝐶𝜑 𝐶𝜃
𝑚𝐼 0 𝑉𝑤̇ 0 𝐹
[ ][ ]+ [ ] = [ 𝑡] (4.5)
0 𝐼𝑏 Ω̇𝑏 Ω𝑏 × (𝐼𝑏 Ω𝑏 ) 𝑀𝑡
Onde
𝑘𝜔12
𝐶𝜃1 𝐶𝜃2 𝐶𝜃3 𝐶𝜃4
𝑘𝜔22
𝐹𝑡ℎ =[ 0 0 0 0 ] 2 (4.7)
−𝑆𝜃1 −𝑆𝜃2 −𝑆𝜃3 −𝑆𝜃4 𝑘𝜔3
[𝑘𝜔42 ]
−𝑆𝜃
𝐹𝑔 = [ 𝜑 𝐶𝜃 ] 𝑚𝑔
𝑆 (4.9)
𝐶𝜑 𝐶𝜃
perturbações externas, 𝑀𝐷 .
As equações podem ser escritas para cada um dos modos voo, que são o modo quadrotor,
Figura 4.2a, o modo de transição, Figura 4.2b, e o modo de asa fixa, Figura 4.2c. Porém no
modo quadrotor as forças aerodinâmicas não serão consideradas visto que 𝜃𝑓 = 𝜃𝑟 = 𝜋⁄2.
(a) (b)
(c)
Figura 4.2: Modelo CAD do VANT Híbrido. (a) no modo quadrotor; (b) no modo de
transição; (c) no modo de asa fixa.
Fonte: E. CETINSOY et al. (2012, p.728).
1
(−𝐶𝜑 𝑆𝜃 𝐶𝜓 − 𝑆𝜑 𝑆𝜓 )𝑢1
𝑚
1
(−𝐶𝜑 𝑆𝜃 𝑆𝜓 + 𝑆𝜑 𝐶𝜓 )𝑢1
𝑚
𝑋̈ 𝐶𝜑 𝐶𝜃
𝑌̈ − 𝑢 +𝑔
𝑍̈ = 𝑚 1
𝑢2 𝐼𝑦𝑦 − 𝐼𝑧𝑧 𝐽𝑝𝑟𝑜𝑝 (4.10)
𝑝̇ + 𝑞𝑟 − 𝑞𝜔𝑝
𝑞̇ 𝐼𝑥𝑥 𝐼𝑥𝑥 𝐼𝑥𝑥
[ 𝑟̇ ] 𝑢3 𝐼𝑧𝑧 − 𝐼𝑥𝑥 𝐽𝑝𝑟𝑜𝑝
+ 𝑝𝑟 + 𝑝𝜔𝑝
𝐼𝑦𝑦 𝐼𝑦𝑦 𝐼𝑦𝑦
𝑢4 𝐼𝑥𝑥 − 𝐼𝑦𝑦
+ 𝑝𝑞
[ 𝐼𝑧𝑧 𝐼𝑧𝑧 ]
1
[(𝐶𝜓 𝐶𝜃 𝐶𝜃𝑓 − (𝐶𝜑 𝑆𝜃 𝐶𝜓 + 𝑆𝜑 𝑆𝜓 )𝑆𝜃𝑓 )𝑢1 + 𝑊𝑥 ]
𝑚
1
[(𝑆𝜓 𝐶𝜃 𝐶𝜃𝑓 − (𝐶𝜑 𝑆𝜃 𝐶𝜓 − 𝑆𝜑 𝑆𝜓 )𝑆𝜃𝑓 )𝑢1 + 𝑊𝑦 ]
̈ 𝑚
𝑋 1
𝑌̈ [(−𝑆𝜃 𝐶𝜃𝑓 − 𝐶𝜑 𝐶𝜃 𝑆𝜃𝑓 )𝑢1 + 𝑚𝑔 + 𝑊𝑧 ]
𝑍̈ = 𝑚
𝑢2 𝐼𝑦𝑦 − 𝐼𝑧𝑧 𝐽𝑝𝑟𝑜𝑝 (4.12)
𝑝̇ + 𝑞𝑟 − 𝑞𝜔𝑝 𝑆𝜃𝑓
𝑞̇ 𝐼𝑥𝑥 𝐼𝑥𝑥 𝐼𝑥𝑥
[ 𝑟̇ ] 𝑢3 𝐼𝑧𝑧 − 𝐼𝑥𝑥 𝐽𝑝𝑟𝑜𝑝
+ 𝑝𝑟 + (𝑝𝑆𝜃𝑓 + 𝑟𝐶𝜃𝑓 )𝜔𝑝 + 𝑊𝑡
𝐼𝑦𝑦 𝐼𝑦𝑦 𝐼𝑦𝑦
𝑢4 𝐼𝑥𝑥 − 𝐼𝑦𝑦 𝐽𝑝𝑟𝑜𝑝
+ 𝑝𝑞 − 𝑞𝜔𝑝 𝐶𝜃𝑓
[ 𝐼𝑧𝑧 𝐼𝑧𝑧 𝐼𝑧𝑧 ]
Já para o ultimo modo de voo, ou seja, o de asa fixa quando os ângulos das asas da frente
e traseira são definidos zero. A dinâmica da aeronave é definida de acordo com a Equação 4.13.
1
[𝐶 𝐶 𝑢 + 𝑊𝑥 ]
𝑚 𝜓 𝜃 1
1
[𝑆 𝐶 𝑢 + 𝑊𝑦 ]
𝑚 𝜓 𝜃 1
𝑋̈ 1
𝑌̈ [−𝑆𝜃 𝑢1 + 𝑚𝑔 + 𝑊𝑧 ]
𝑍̈ = 𝑚
𝑢2 𝐼𝑦𝑦 − 𝐼𝑧𝑧 (4.13)
𝑝̇ + 𝑞𝑟
𝑞̇ 𝐼𝑥𝑥 𝐼𝑥𝑥
[ 𝑟̇ ] 𝑢3 𝐼𝑧𝑧 − 𝐼𝑥𝑥 𝐽𝑝𝑟𝑜𝑝
+ 𝑝𝑟 + 𝑟𝜔𝑝 + 𝑊𝑡
𝐼𝑦𝑦 𝐼𝑦𝑦 𝐼𝑦𝑦
𝑢4 𝐼𝑥𝑥 − 𝐼𝑦𝑦 𝐽𝑝𝑟𝑜𝑝
+ 𝑝𝑞 − 𝑞𝜔𝑝
[ 𝐼𝑧𝑧 𝐼𝑧𝑧 𝐼𝑧𝑧 ]
𝑓
𝑊𝑥 2 (𝐹𝐷 (𝜃𝑓 , 𝑣𝑥 , 𝑣𝑧 ) + 𝐹𝐷𝑟 (𝜃𝑟 , 𝑣𝑥 , 𝑣𝑧 ))
𝑊𝑦 𝑅𝑤𝑏 0
𝑓
𝑊𝑧 = 2 (𝐹𝐿 (𝜃𝑓 , 𝑣𝑥 , 𝑣𝑧 ) + 𝐹𝐿𝑟 (𝜃𝑟 , 𝑣𝑥 , 𝑣𝑧 ))
(4.14)
0 [ 0 ]
𝑊𝑡 𝑓
[0] 2𝑙𝑙 (𝐹𝐿 (𝜃𝑓 , 𝑣𝑥 , 𝑣𝑧 ) + 𝐹𝐿𝑟 (𝜃𝑟 , 𝑣𝑥 , 𝑣𝑧 ))
[ 0 ]
Onde 𝐹𝐿𝑖 (𝜃𝑖 , 𝑣𝑥 , 𝑣𝑧 ) e 𝐹𝐷𝑖 (𝜃𝑖 , 𝑣𝑥 , 𝑣𝑧 ) são as forças de sustentação e de arrasto produzidas
nas asas, os índices 𝑓 e 𝑟 define os ângulos dianteiros e traseiros respectivamente.
4.2 Simulação
Figura 4.3: Diagrama de blocos para simulação no Simulink® dos modos de voo.
Fonte: Autoria própria (2018).
33
Nessa etapa foi escrito um código no Simulink®, Figura 4.3, para simulação do modelo
com base nas equações desenvolvidas, um modelo dinâmico para os três modos de voo. Os
dados de alimentação da simulação são mostrados na Tabela 4.1 e foram adquiridos por meio
do modelo desenvolvido por E. Cetinsoy et al. (2012, p. 733).
𝒎 Massa 4.5 kg
Constante adimensional de
𝑲 1
força do motor
O bloco para o modo de voo de transição, Figura 4.5, foi escrito de modo análogo ao
modo de voo quadrotor, sendo esse implementado de acordo com a Equação 4.12. Nessas modo
as asas são inclinadas da orientação vertical para a horizontal, com isso o 𝜃𝑓 varia de 𝜋⁄2 a 2𝜋.
Promovendo o surgimento de força de sustentação e arrasto perpendicular à linha de centro do
perfil, e em consequência uma componente de forças no eixo x. Outra consequência da rotação
das assas é o desenvolvimento da força referente ao empuxo do motor. Assim para uma melhor
transição é desejado que a forças no eixo z seja nula.
Já no bloco do modo de voo em asa fixa, Figura 4.6, escrito de acordo com a Equação
4.13 as asas se encontra na posição horizontal, nesta configuração a força de sustentação estar
totalmente no eixo z, enquanto que as forças de empuxo e de arrasto estão no eixo x. Com isso
o empuxo do motor tem que ser suficiente para superar o arrasto e manter a aeronave em um
voo de cruzeiro. De modo, que a velocidade de rotação dos motores foi o parâmetro de entrada
e por meio desse foi gerado o sinal de entrada.
5 RESULTADOS E DISCURSÃO
componente específico, pois para tanto seria necessário a análise do desempenho do sistema de
propulsão, e só assim seria possível definir qual bateria, motor e até mesmo a hélice usado no
projeto. Mas foi plausível indicar o tipo de bateria e de motor mais adequado a essa aplicação.
Pode-se observar que a massa possui uma grande influência sobre o comportamento do
veículo, de modo que o mesmo levou aproximadamente 10 segundos a mais para realizar a
mesma atividade.
Além do maior tempo para realizar a atividade, observa-se que o mesmo passa um maior
tempo nos modos quadrotor e de transição, muito devido ao fato de serem os modos de voo de
maior sustentação.
42
6 CONCLUSÃO
Pode-se observar com relação a seleção dos componentes do sistema embarcado a maior
relevância de alguns itens, tais como motores, baterias e microcontrolador, sendo esses
indispensáveis para o funcionamento de todos os VANTs, independentemente do tipo e da
atividade ao qual se destina.
Para os demais itens, sua necessidade ocorre de acordo com aplicação da aeronave. Mas
nem por isso a escolha ocorre sem a devida importância, pois o seu conjunto implica
diretamente na autonomia do veículo, como pode ser observado na segunda etapa da simulação.
É constatado também a necessidade do emprego de componente cada vez mais leve e de
menor consumo energético, onde vem se destacando os sensores do tipo MEMS, sendo hoje o
tipo de sensores mais adequado para esse tipo de aplicação.
Já em relação ao estudo da dinâmica da aeronave em seus diversos modos de voo, é
considerada uma etapa de grande importância nos projetos de veículos autônomos, que sendo a
primeira parte da obtenção do controle, temos que qualquer erro nessa faze será carregado para
demais. Nesse ponto as equações de Newton-Euler se mostraram de fácil compreensão e
bastante eficaz na obtenção do sistema dinâmico.
Por fim esse trabalho permitiu observa a grande complexidade de desenvolver um VANT
hibrido, seja na parte mecânica, de controle e até mesmo na seleção de componentes eletrônico,
pois todas estão interligadas para o bom funcionamento e desempenho do mesmo.
Já como sugestão para trabalhos futuros, a implementação da análise do sistema de
propulsão e dos efeitos dos momentos de inercia sobre o desempenho da aeronave.
43
REFERÊNCIAS
ALTIGATOR BACK TO TOP. MEDIATEK MT3329 GPS 10HZ GPS MODULE - V2.0.
Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 05 abr. 2018.
DRONE FLYERS. 10 Best Quadcopters and drones for 2016. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 23 maio
2016.
GUIMARÃES, João Paulo Ferreira. Controle de Atitude e Altitude Para Um Veiculo Aéreo
Não Tripulado Do Tipo Quadrirrotor. 2012. 67 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de
Engenharia Elétrica e de Computação, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal,
2012.
SPARKFUN ELECTRONICS. SparkFun Venus GPS with SMA Connector. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 05 abr. 2018.
ANEXO
1 0 0
𝑀𝑋 (𝜑) = [0 𝐶 (𝜑) 𝑆(𝜑) ]
0 −𝑆(𝜑) 𝐶 (𝜑)
𝐶 (𝜃 ) 0 −𝑆(𝜃 )
(A.2)
𝑀𝑌 (𝜃 ) = [ 0 1 0 ]
𝑆 (𝜃 ) 0 𝐶 (𝜃 )
𝐶 (𝜑 ) 𝑆 ( 𝜑 ) 0
𝑀𝑍 (𝜓) = [−𝑆(𝜑) 𝐶 (𝜑) 0]
{ 0 0 1
𝐶𝜓 𝐶𝜃 𝑆𝜑 𝑆𝜃 𝐶𝜓 − 𝐶𝜑 𝑆𝜓 𝐶𝜑 𝑆𝜃 𝐶𝜓 + 𝑆𝜑 𝑆𝜓
𝑅𝑤𝑏 (𝜑, 𝜃, 𝜓) = [𝑆𝜓 𝐶𝜃 𝑆𝜑 𝑆𝜃 𝑆𝜓 + 𝐶𝜑 𝐶𝜓 𝐶𝜑 𝑆𝜃 𝑆𝜓 − 𝑆𝜑 𝐶𝜓 ] (A.3)
−𝑆𝜃 𝑆𝜑 𝐶𝜃 𝐶𝜑 𝐶𝜃
𝑝 𝜑̇ 0 0 𝜑̇
[𝑞 ] = [ 0 ] + 𝑀𝑋 (𝜑)−1 [𝜃̇ ] + 𝑀𝑋 (𝜑)−1𝑀𝑌 (𝜃)−1 [ 0 ] = 𝐸(𝛼𝑤 ) [ 𝜃̇ ] (A.4)
𝑟 0 0 𝜓̇ 𝜓̇
1 0 −𝑆𝜃
𝐸(𝛼𝑤 ) = [0 𝐶𝜑 𝑆𝜑 𝐶𝜃 ] (A.5)
0 −𝑆𝜑 𝐶𝜑 𝐶𝜃
1
𝐹𝐷𝑖 − 𝐶𝐷 (𝛼𝑖 )𝜌𝐴𝑣𝛼2
2
[ 0 ] = 𝑅(𝜃𝑖 − 𝛼𝑖 ) 0 (A.6)
𝐹𝐿𝑖 1
(𝛼 )𝜌𝐴𝑣𝛼2
[ − 2 𝐶𝐿 𝑖 ]