Asma
1. Aprendizados - Introdução
★Além da broncoconstrição, são fatores que prejudicam o fluxo de ar:
o Edema,
o Muco, e
o Remodelamento.
★Os pilares fisiopatológicos consistem em inflamação crônica e disfunção
epitelial-mesenquimal da via aérea.
o Inflamação crônica é o fundamento central da asma, e envolve células dendríticas, mastócitos,
eosinófilos, linfócitos T e macrófagos alveolares, além de mediadores como IgE, IL-4, IL-5 e IL-13.
o Essa resposta inflamatória é desencadeada pela exposição a alérgenos previamente sensibilizados,
ou outros irritantes, levando aos processos de hiper-responsividade brônquica, broncoconstrição,
broncorreia, e lesão tecidual.
o Disfunção epitelial-mesenquimal é um conceito mais recente, que descreve o papel ativo do epitélio
danificado na liberação de mediadores inflamatórios, os quais ativam fibroblastos, músculo liso e
outras células estruturais, levando a um estímulo perpétuo de inflamação e remodelamento
tecidual.
o Esses dois mecanismos ocorrem de forma interdependente e ajudam a explicar os diferentes
fenótipos clínicos da asma.
★Na maioria dos casos, a resposta inflamatória é Th2.
o A resposta Th2 está envolvida principalmente em doenças imunomediadas do tipo alérgico e
parasitoses, e é caracterizada pela ativação de linfócitos T auxiliares tipo 2 e produção de IL-4, IL-5,
IL-13.
o A IL-4 leva à diferenciação de mais linfócitos em células Th2, estimula a produção de IgE por
linfócitos B, e medeia a expressão de adesinas específicas para eosinófilos, basófilos e linfócitos,
facilitando o seu recrutamento.
o A IL-5 tem um efeito hematopoiético que regula a proliferação e sobrevivência de eosinófilos,
enquanto a IL-13 parece estar vinculada à intersecção entre a disfunção epitelial-mesenquimal e a
perpetuação da inflamação.
★Os cristais de Charcot-Leyden são achados histopatológicos marcadores da resposta
inflamatória eosinofílica.
o Uma das características marcantes da inflamação relacionada a asma é a presença de
eosinófilos no epitélio respiratório.
o Os cristais de Charcot-Leyden (CLC) foram descritos há mais de um século, e podem ser
observados em diversas doenças com padrão inflamatório eosinofílico, como rinite alérgica e
asma.
★As espirais de Curschmann são achados acelulares na microscopia do escarro em pacientes
com doença pulmonar.
★Os corpos de Creola são aglomerados de células epiteliais descamadas.
★Tipos
o É dita com limitação persistente do fluxo quando há uma obstrução persistente ou
incompletamente responsiva do fluxo aéreo ao tratamento, em pacientes com asma de longa
data.
ーÉ uma forma com maior evidência clínica de remodelação das vias aéreas inferiores.
Factualmente, é uma condição que mistura características de asma e DPOC.
★Se a mãe é tabagista, qual medida durante a gestação pode reduzir o risco de asma? Vitamina C.
★Qual hipovitaminose é um provável fator de risco? Deficiência de vitamina D.
2. Sibilância
★Sibilância se refere a um quadro com episódios de sibilos e sintomas respiratórios recorrentes
em crianças menores de 5 anos.
o A sibilância se refere a um distúrbio mais transitório do que aquele que está implícito na
“asma”, a qual é, por definição, crônica.
o E das crianças que sibilam, há pelo menos 2 grupos com características similares à asma:
ーO primeiro grupo é composto por crianças pequenas com infecções virais, que
apresentam sintomas intermitentes.
ーO segundo grupo é composto por crianças mais velhas e com francas características
atópicas (e.g., dermatite atópica, antecedente familiar).
o No primeiro caso, há evolução benigna, com melhora conforme o final da primeira infância.
No segundo, há uma tendência à persistência.
o Esse conceito é a base para escores de predição de asma em crianças, sendo o de
Castro-Rodriguez o mais utilizado no Brasil.
o E mesmo predizendo o risco, factualmente, não se pode identificar de forma prospectiva qual
criança terá uma futura experiência de asma… Pois, mesmo na presença destes cenários, a
criança pode não possuir asma. E até na ausência, nada impede o desenvolvimento futuro.
★Em crianças pequenas, pode-se predizer o risco de asma com o índice de Castro-Rodriguez.
o Do índice, é composto por 2 critérios maiores (i.e., dermatite atópica, antecedente parental
de asma), e 3 critérios menores (rinite alérgica, sibilância, eosinofilia), sendo considerado
positivo, quando há 1 critério maior ou 2 menores.
o Por definição, é usado em crianças de até 3 anos, e pode ser aplicado em dois contextos. O
primeiro é a criança com antecedente de qualquer sibilo (Loose índex); o segundo é a criança
com sibilância recorrente (Stringent index).
o Para a análise estatística, não foi comparado a um teste padrão-ouro, mas sim com o
desfecho clínico longitudinal de cada paciente, no caso, a presença, ou não, de asma ativa em
idade escolar (6 a 13 anos).
o Note que, pela montagem do estudo, há clara divisão entre uma ferramenta de rastreio, que
considera qualquer sibilo, e uma de predição, que avalia o sibilante recorrente.
o No final das contas, o estudo mostrou que, em ambos os cenários, é um índice de elevada
especificidade (~85% e >95%), mas péssima sensibilidade (~42% e ~16%)… Motivo pelo qual
é usado para predizer a asma, e não rastrea-lá.
3. Asma
★Os principais sintomas são:
o Tosse
ーmais comum a noite, após exposição
ーpode ser produtiva
o Chiado,
o Aperto no peito, e/ou
o Falta de ar.
★Alérgeno é a mesma coisa que irritante? Não.
o Os sintomas podem ocorrer após exposição a substâncias que irritam as vias aéreas por
efeito físico-químico, mas sem desencadear resposta imunológica mediada por IgE, sendo,
portanto, um irritante e não um alérgeno
★Quando relacionada ao exercício, os sintomas começam 15 minutos após o início da atividade -
Diferente da dispneia do DPOC, que começa imediatamente.
4. Exames
★O exame complementar mais utilizado para o diagnóstico é a espirometria com teste de
broncodilatação.
o Durante os períodos assintomáticos, a espirometria costuma ser normal. Quando
sintomático, a limitação do fluxo aéreo geralmente está presente, conforme indicado por
uma relação VEF1/CVF inferior aos limites inferiores da normalidade.
o Volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1): representa o volume de ar exalado
no primeiro segundo durante a manobra de CVF.
o Capacidade vital forçada (CVF): representa o maior volume de ar mobilizado em uma
expiração através de manobras forçadas.
o Dessa forma, a relação entre ambas demonstra a capacidade de fluxo da via aérea. Na
imagem abaixo de um resultado de espirometria, os loops são plotados com o fluxo (eixo y)
em relação ao volume pulmonar absoluto (eixo x). A intersecção à esquerda com o eixo
horizontal está na capacidade pulmonar total (TLC, inspiração máxima) e a intersecção à
direita está no volume residual (RV, expiração máxima).
★Todo paciente com asma tem espirometria alterada? Não necessariamente. De fato, a maioria
tem. Todavia…
o Na asma, por definição, há um distúrbio ventilatório obstrutivo VARIÁVEL e REVERSÍVEL.
Assim, a espirometria pode ser totalmente normal.
★Pelo GINA 2025, pode ser feito dx em crianças < 5 anos
o esse dx é clínico
o Com base na presença de todos os 3 critérios clínicos, que são:
ーPresença de sibilância, seja com 2 episódios agudos no último ano, ou 1 episódio
acompanhado de outros sintomas de asma (e.g., tosse, piora aos esforços) com duração
superior a 24 horas,
ーExclusão de causas alternativas mais prováveis (e.g., bronquiolite), e
ーPresença de resposta positiva ao teste terapêutico, seja com SABA durante episódio de
exacerbação, ou corticosteroides inalatórios no período de 2 a 3 meses.
ーNa ausência de um destes critérios, o diagnóstico é considerado “suspeito”.
o Pelo GINA, o diagnóstico em crianças com ≤ 5 anos é suspeito quando:
ーHistória de episódio de sibilância, e
ーResposta ao tratamento medicamentoso.
ーAlém disso, o quadro não pode ser melhor explicado por outra condição (e.g.
bronquiolite). Nesse caso, o diagnóstico seria a própria condição…
★Na espirometria
o A presença da obstrução do fluxo expiratório é documentada por VEF1/CVF
(Tiffeneau-Pinelli)
ーVolume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1): representa o volume de ar
exalado no primeiro segundo durante a manobra de CVF.
ーCapacidade vital forçada (CVF): representa o maior volume de ar mobilizado em uma
expiração através de manobras forçadas.
ーDessa forma, a relação entre ambas demonstra a capacidade de fluxo da via aérea.
o A gravidade da obstrução do fluxo expiratório é documentada por qual parâmetro? VEF1.
o Durante a espirometria, após o uso do broncodilatador, espera-se aumento do VEF1 e/ou
CVF.
ーEm crianças, aumento do VEF1 em ≥ 12% do previsto.
o Pelo GINA, em adultos, a resposta significativa ao broncodilatador é definida por um
aumento de ≥ 12% e ≥ 200mL no VEF1 ou CVF.
ーOu seja, mensura-se o VEF1 antes e após o broncodilatador, e realiza-se a razão e a
diferença entre ambos.
ーSe a razão for ≥ 12% E a diferença ≥ 200mL, há resposta significativa.
o Pelo GINA, em crianças, a resposta significativa ao broncodilatador é definida por um
aumento de ≥ 12% no VEF1.
ーOu seja, dispensa-se o critério de variação do volume e só se leva em consideração o
VEF1.
★Além da espirometria, outros exames úteis para avaliar variabilidade de fluxo da via aérea são:
★Teste de broncoprovocação
o No teste de broncoprovocação, utiliza-se algum estímulo provocativo para estimular
broncoconstrição — assim evidenciando hiper-reatividade da via aérea —, e avaliar se ela é
reversível com broncodilatador.
o Pelo GINA, a resposta significativa no teste de provocação é definida pela queda de ≥ 20%
no VEF1.
o provocador = metacolina
★Peak flow.
o O peak flow é um pequeno aparelho portátil, sendo útil para mensurar o pico de fluxo
expiratório (PFE). O PFE é uma medida da maior velocidade com que uma pessoa consegue
expirar o ar dos pulmões. A variação diária do PFE é um indicador da variabilidade do fluxo
aéreo.
o Pelo GINA, em crianças, considera-se variabilidade significativa da via aérea quando
variação diária média for ≥ 13% no peak flow.
o Pelo GINA, em adultos, considera-se variabilidade significativa da via aérea quando
variação diária média for ≥ 10% no peak flow.
5. Tratamento
Budesonida:
🧑 Adultos e adolescentes (≥12 anos)
Baixa dose: 200–400 mcg/dia
Dose média: 400–800 mcg/dia
Alta dose: >800 mcg/dia
👦 Crianças 6–11 anos
Baixa dose: 100–200 mcg/dia
Dose média: 200–400 mcg/dia
Alta dose: >400 mcg/dia
👶 Crianças ≤5 anos (pré-escolar)
Aqui o GINA é menos rígido (menos evidência), mas usa:
Baixa dose: ~100 mcg/dia
Dose média: 200 mcg/dia
Alta dose: >200–400 mcg/dia
★Broncodilatador contraindicado: fenoterol - efeitos colaterais cardiovasculares, como
taquicardia, desconforto torácico e maior mortalidade relacionada à asma.
★No início do tratamento…
o STEP 1- Sintomas ≤2 vezes por [Link] ausência de fatores de risco para exacerbações.
o STEP 2 - sintomas de 3 a 5 vezes na semana
o STEP 3 - Sintomas diários, despertar noturno ou redução de função pulmonar
o STEP 4 - Sintomas diários E despertar noturno E redução de função pulmonar. Pode ser 4
também por exacerbação recente.
★MART/ SMAR/ Budform
o A possibilidade de uso da beclometasona-formoterol como MART é mais recente e menos
documentada que a já consolidada budesonida-formoterol (BUDFORM).
o LABA tem que ser formoterol, o ICS é beclometasona ou budesonida
o Pode ser feita a partir dos 5 anos
o A atual preferência pela terapia MART (Maintenance and Reliever Therapy), em detrimento do uso de corticoide
inalatório (CI) isolado, baseia-se em evidências robustas e em uma mudança de paradigma no manejo da asma
proposta por diretrizes internacionais, sendo defendido pelo GINA a partir de 2019.
o Tradicionalmente, o tratamento consistia em CI em dose fixa para controle da inflamação, associado ao uso de
β₂-agonista de curta duração (SABA) para alívio dos sintomas. Essa estratégia, embora eficaz no controle basal,
apresenta uma limitação importante: durante as exacerbações, o paciente tende a aumentar
apenas o uso de SABA, sem intensificar a terapia anti-inflamatória, exatamente no momento
em que a inflamação das vias aéreas está mais ativa. Esse padrão de uso excessivo de SABA
está associado a maior risco de exacerbações graves, hospitalizações e até mortalidade por
asma.
o Na MART, utiliza-se o mesmo inalador contendo CI associado a formoterol, um β₂-agonista de longa duração
com início de ação rápido (LABA), tanto para a manutenção diária quanto para o alívio dos sintomas. Assim, cada
inalação extra para controle de crises fornece não apenas broncodilatação imediata, mas também aumento
concomitante da dose de CI, promovendo intensificação da ação anti-inflamatória no momento crítico.
★STEPS
o 1 - O tratamento é de resgate, preferencialmente, com formoterol e CI de baixa dose.
ーNo step 1 o tratamento alternativo é com SABA e CI de resgate.
ーO tratamento preferencial é com formoterol, um LABA. Quando não está disponível, utiliza-se
um SABA.
o 2 -o tratamento preferencial é de resgate, enquanto o tratamento alternativo é de
manutenção. Feito com formoterol e CI de baixa dose.
ーNo step 2 o tratamento alternativo é com CI de baixa dose, em esquema de manutenção.
ーRecorde que o step 2 é o único que muda de resgate, no esquema preferencial, para de
manutenção, no esquema alternativo.
o 3 - Manutenção, preferencialmente com formoterol e CI de baixa dose.
ーTodos os dias, o paciente usa a associação de formoterol-CI. Ainda, se apresentar
exacerbações, faz o uso do mesmo fármaco como método de resgate.
ーNo step 3 o tratamento alternativo é com LABA e CI de baixa dose.
ーO uso de qualquer LABA no esquema de manutenção se deve ao fato de que o resgate, no
tratamento alternativo, é feito com SABA ± CI.
ーSendo assim, dispensa a necessidade específica de formoterol, que é um LABA com tempo de
ação mais rápido, utilizável tanto no resgate, quanto na manutenção do esquema preferencial.
o 4 - Manutenção, preferencialmente, com formoterol e CI de média dose.
ーAtenção, a partir do step 4 há um aumento na dose do corticoide inalatório. De resto, é
igual ao step 3, com uso diário do formoterol-CI, e durante episódios de exacerbação.
ーNa tabela está como o MART
ーNo step 4 o tratamento alternativo é com LABA e CI de média dose.
ーAnteriormente, também poderia usar altas doses de corticoide… mas isso foi desautorizado no
GINA 2025, tornando-o uma conduta específica ao step 5, e por tempo limitado!
o 5 - Manutenção, preferencialmente, com formoterol e CI de alta dose.
o Resgate no esquema alternativo: SABA + CI
★Em crianças de 6-11 anos, o tratamento é o alternativo dos adultos!!
★Menores de ou com 5 anos:
o RESGATE: SABA - Não se usa CI + formoterol
o 1 - O tratamento de “manutenção" do step 1 é considerar CI em crises.
o 2 - Tto de manutenção com CI de baixa dose
o 3 - TTO é o dobro do step 2
ーOu seja, com o dobro de CI de baixa dose.
★Na progressão de steps, a alternativa para aumentar a dose de CI é iniciar antagonistas de
leucotrieno - montelucaste p.e. - são 2ª linha e menos eficientes
★Avaliação do tratamento
o Para determinar o controle dos sintomas, avalia-se a presença dos seguintes nas
últimas 4 semanas:
ーSintomas diurnos - pontua se >= 2-3x/ semana
ーDespertares noturnos - pontua se 1 episódio
ーUso da medicação de resgate - pontua se é necessária ≥2-3 vezes na semana.
ーLimitação funcional - relato do paciente
o Para avaliação do nível de controle:
ーBem controlada - não para todas as perguntas
ーParcialmente controlada - sim para <= 2
ーNão controlada - sim para >= 3 perguntas
o Step down → controle por 3 meses
★Além de tto, orientar vacinação
★Em casos graves e refratários, pode-se usar anticorpos monoclonais contra
o IgE - Omalizumabe
o IL-4 - dupilumabe
o IL-5 - Mepolizumabe, Reslizumabe, e Benralizumabe. - muito bem resolvido
o TSLP. - tezepelumabe
ーé o único imunobiológico para a asma não alérgica
Aprendizados
1. Doses
★O tratamento deve começar com medidas não farmacológicas: higiene ambiental, cessar
tabagismo direto ou indireto, realizar atividade física, alimentação saudável. O tratamento
medicamentoso inicial se baseia no controle dos sintomas e na presença de exacerbações:
o - STEP 1: resgate com Salbutamol (beta2 de ação curta) + corticoide inalatório (ICS)\* nas
crises;
o - STEP 2: ICS baixa dose + Salbutamol de resgate;
o - STEP 3: ICS dose média ou ICS + LABA dose baixa ou MART dose muito baixa
o - STEP 4: ICS + LABA dose média ou MART dose baixa + especialista
o - STEP 5 ICS + LABA dose alta, avaliação fenotípica, LAMA, biológicos.
o ** Se sintomas controlados por 3 meses, retroceder linha de tratamento. Avançar se não
houver controle dos sintomas.
★DOSES DO ESQUEMA MART Budesonida-Formoterol - 6-11 anos:
o Step 3: 100+6 mccg/dia (dose muito baixa)\
o Step 4: 200+12 mcg/dia (dose baixa)\
o Step 5: não recomendado\
o \* dose 400+24 mcg: dose do Step 4 para pacientes a partir de 12 anos.
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ainda não assisti
estudei muito pouco sobre
rever
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tranquilo
vale a pena 10/10?
teve essa aula?
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