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RACIOCÍNIO LÓGICO

O documento aborda conceitos fundamentais de raciocínio lógico, incluindo proposições, tabelas verdade, negações e equivalências. Ele define proposições simples e compostas, apresenta regras para conectivos lógicos e discute a análise de proposições. Além disso, inclui exemplos práticos e princípios da lógica, como o princípio do terceiro excluído e da não contradição.

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RACIOCÍNIO LÓGICO

O documento aborda conceitos fundamentais de raciocínio lógico, incluindo proposições, tabelas verdade, negações e equivalências. Ele define proposições simples e compostas, apresenta regras para conectivos lógicos e discute a análise de proposições. Além disso, inclui exemplos práticos e princípios da lógica, como o princípio do terceiro excluído e da não contradição.

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RACIOCÍNIO LÓGICO

0
PROPOSIÇÃO ........................................................................................................................................ 2
TABELA VERDADE .............................................................................................................................. 4
NEGAÇÕES ............................................................................................................................................. 6
EQUIVALÊNCIAS ................................................................................................................................. 11
ANÁLISE DE PROPOSIÇÕES ...........................................................................................................12
DIAGRAMAS LÓGICOS ......................................................................................................................13
ORDENAÇÃO LÓGICA ...................................................................................................................... 17
ASSOCIAÇÃO LÓGICA ...................................................................................................................... 19
VERDADES E MENTIRAS ................................................................................................................ 20
RACIOCÍNIO SEQUENCIAL ..............................................................................................................21

1
PROPOSIÇÃO

Proposição
É toda sentença declarativa, onde conseguimos atribuir um valor lógico, (V) ou (F).

Exemplos
Natal é a capital do Rio Grande do Norte.
Beatriz é inteligente.
Rafael não gosta de estudar.
O 2 é o único número par primo.

Sentença Aberta
É toda sentença, onde não conseguimos atribuir um valor lógico, (V) ou (F).

Exemplos
Que dia hoje?
Boa prova.
Que belo dia!
Ele é um advogado muito competente.
X + 15 = 56.

Não são proposições


• Frases interrogativas (?) e exclamativas (!)
• Frases imperativas (ordem)
• Sentenças com ausência de verbo
• Sentenças com: isso, isto, aquilo, ele, ela...
• Desejos
• Sentenças matemáticas sem conclusão
• x + 3 = 12 y – 4 ≥ 13

IMPORTANTE!!!
Ele é um excelente profissional.
Como não sabemos quem é “ele”, trata-se de uma sentença aberta.
Se Marcos passar no concurso, então ele ficará feliz.
Nesse caso, por sabermos quem é ele (Marcos), trata-se de uma proposição.

IMPORTANTE!!!
Uma proposição também pode ser falsa.

Exemplos
Um dia tem 10 horas.
Icó é a capital da Itália.

2
35 + 22 = 62.
2021 é um ano bissexto.

Todas são proposições.

Princípios Fundamentais da Lógica


Princípio do 3º excluído
Uma proposição só pode ser (V) ou (F), não há uma terceira opção.
Princípio da não contradição
Uma proposição não pode ser (V) e (F), ao mesmo tempo.
Princípio da Identidade
Uma proposição (V) é (V), e uma proposição (F) é (F).

Proposição Simples
É aquela que apresenta:
1 só ideia
Ela não apresenta conectivo
Exemplos:
Caio gosta de estudar.
Daniel não é médico.

Proposição Composta
É aquela que apresenta:
+ 1 ideia
Ela apresenta conectivo

Exemplos
Arthur é rico e Gabriela é pobre.
Se Marcos receber dinheiro, então sairá com os seus amigos mais tarde.
Alguns pontos importantes
• Uma proposição também pode ser chamada de sentença fechada.
• A lógica bivalente, obedece aos três princípios fundamentais da lógica.
• O “e”, nem sempre será um conectivo.

Exemplo:
Ana é rica e Bia é pobre. (Conectivo)
Carlos e Bia são amigos. (Não é conectivo)

IMPORTANTE!!!
Antes de classificarmos uma proposição, primeiro verificamos se a sentença
é ou não uma proposição!
Exemplo:
Ele é inteligente e ela não é legal.
Não sabemos quem é “ele”, e quem é “ela”, portanto trata-se de uma sen-
tença aberta.

3
TABELA VERDADE

Simbolo- Proposição com-


Conectivos Regra da Tabela Verdade
gia posta

e ˄ Conjunção Será V se ambas forem V

Disjunção não ex-


ou ˅ Será V se aparecer V
cludente
Disjunção exclu-
ou ... ou ˅ Será V se apenas 1 for V
dente
Se ... então → Condicional Será F na VF

Se, e somente Será V se possuírem os mes-


↔ Bicondicional
se mos valores lógicos

CONJUNÇÃO (E)

A ˄ B (lê-se “Premissa A e Premissa B”)

A conjunção só será verdadeira, se as 2 premissas forem verdadeiras.

A B A˄B
V V V
F V F
F F F
V F F

DISJUNÇÃO NÃO EXCLUDENTE (OU)

A ˅ B (lê-se “Premissa A ou Premissa B”)

A disjunção não excludente será verdadeira, se pelo menos uma das premissas for
verdadeira.

A B A˅B
V V V
V F V
F V V
F F F

DISJUNÇÃO EXCLUDENTE (OU...OU)

A ˅ B (lê-se “Ou Premissa A, ou Premissa B”)

4
A disjunção excludente será verdadeira, se apenas uma das premissas for verda-
deira.

A B A˅B
V V F
V F V
F V V
F F F

CONDICIONAL (SE ... ENTÃO)


A → B (lê-se “Se premissa A, então premissa B”)

Só existe uma possibilidade da condicional ser falsa, se a primeira premissa for (V) e a
segunda for (F).
A B A→B
V V V
F V V
F F V
V F F

BICONDICIONAL (SE E SOMENTE SE)

A ↔ B (lê-se “Premissa A, se e somente se a premissa B”)

A bicondicional será verdadeira, se as premissas possuírem os mesos valores lógicos.

A B A↔B
V V V
F V F
F F V
V F F

Tabela verdade simplificada

p q p˄q p˅q p˅q p→q p↔q


V V V V F V V
V F F V V F F
F V F V V V F
F F F F F V V

5
Nº DE LINHAS DE UMA TABELA VERDADE
Determinamos o número de linhas de uma tabela verdade através da operação on-
dem n representa o número de proposições simples (ideias) diferentes ou número de
letras diferentes.

Exemplo 1: (p ˄ q) → (r ˄ ~q)
Como são 3 letras diferentes: p, q e r, 2 elevado a 3, teremos 8 linhas.

Exemplo 2: Caio é infiel ou Nilo é leal.


Como são 2 ideias diferentes: 2 elevado a 2, teremos 4 linhas.

Importante!
Existem casos, em que o conectivo “ou”, é um “ou...ou”, disfarçado.

- Ou (pode ser os 2 ao mesmo tempo)


Exemplo: Ana é rica ou inteligente.

- Ou...ou (só pode ser 1)


Exemplo: Carlos é cearense ou gaúcho.

ALGUNS PONTOS IMPORTANTES


- É muito comum o então”, não aparecer (ele está oculto).
- A condicional é a única das proposições compostas, onde a ordem importa.
- Disjunção não excludente pode ser chamada d disjunção inclusiva.
- Disjunção excludente pode ser chamada de disjunção exclusiva.
- Condicional pode ser chamada de implicação.
- Bicondicional pode ser chamada de Bi-implicação.

NEGAÇÕES

NEGAÇÕES (~) OU ()

TABELA VERDADE

A ~A
V F
F V

6
LEIS DE AUGUSTUS DE MORGAN (NEGAÇÕES DAS PROPOSIÇÕES COMPOSTAS)

Todas as propriedades a seguir podem ser verificadas com a construção das tabelas verdades.

~ (p  q) = ~p  ~q

p q pq ~ (p  q) ~p ~q ~p  ~q
V V V F F F F
V F F V F V V
F V F V V F V
F F F V V V V

~ (p  q) = ~p  ~q ~ (p → q) = p  ~q

p q pq ~ (p  q) ~p ~q ~p  ~q p q ~q p  ~q p→q ~ (p → q)
V V V F F F F V V F F V F
V F V F F V F V F V V F V
F V V F V F F F V F F V F
F F F V V V V
F F V F V F

~ (p  q) = p ↔ q

p q pq ~ (p  q) p↔q
V V F V V
V F V F F
F V V F F
F F F V V

7
~ (p ↔ q) = p  q

p q p↔q ~ (p ↔ q) pq
V V V F F
V F F V V
F V F V V
F F V F F

IMPORTANTE!!!
Quando na sentença aparecer “Não é verdade que”, negamos o que vem
depois dele!

IMPORTANTE!!!
A negação de uma negação é uma afirmação →~(~p)=p.

p: “Paula é inteligente”.

~p: “Paula não é inteligente”.

~(~p): “Não é verdade que Paula não é inteligente” = É verdade que Paula
é inteligente.

8
NEGAÇÃO DO TODO A É B.

Algum

Pelo menos um Repete 1º Nega 2º

Existe

Exemplo: Negação de Todo cientista é inteligente.

Algum cientista não é inteligente.

Pelo menos um cientista não é inteligente.

Existe cientista que não é inteligente.


NEGAÇÃO DO NENHUM A É B.

Algum

Pelo menos um Repete 1º Repete 2º

Existe

Exemplo: Negação de Nenhum professor é rico.

Algum professor é rico.

Pelo menos um professor é rico.

Existe professor que é rico.

9
NEGAÇÃO DO ALGUM A É B.

Todo Repete 1º Nega 2º

Nenhum Repete 1º Repete 2º

Exemplo: Negação de Algum estrangeiro é tímido.

Todo estrangeiro não é tímido.

Nenhum estrangeiro é tímido.


IMPORTANTE!!! A negação de “Existe A que é B”.
A negação de “Existe A que é B”.
Negamos da mesma forma do Algum A é B.
Negamos da mesma forma do Algum A é B.
A única diferença é que podemos negar o existe, com não existe.
A única diferença é que podemos negar o existe, com não existe.

Exemplo: Negação de Existe mulher que não é vaidosa.

Toda mulher é vaidosa.

Nenhuma mulher não é vaidosa.

Não existe mulher que não é vaidosa.

OUTRAS NEGAÇÕES

Negação do > é ( ≤ )

Negação do < é ( ≥ )

Negação do ≤ é ( > )

Negação do ≥ é ( < )

Negação do = é ( ≠ )

Negação do ≠ é ( = )

Exemplos:

Negação de x ≤ 4 é x > 4.

Negação de y < 3 é y ≥ 3.
10
EQUIVALÊNCIAS

Duas proposições são equivalentes quando possuem os mesmos valores lógicos na ta-
bela verdade, ou ainda, quando podem substituir uma à outra sem perda do sentido
lógico.

Ser equivalente é:

→ Ter os mesmos valores lógicos

→ Ter a mesma tabela verdade

→ Ter as mesmas valorações

Principais equivalências

IMPORTANTE!!!
As negações e os seus desenvolvimentos são considerados equivalên-
cias!

Exemplos:
~ (p → q) = p ∧ ~ q
~ (p ∨ q) = ~ p ∧ ~ q
~ (p ∧ q) = ~ p ∨ ~ q

11
Equivalência do Todo pelo Nenhum
Troca um pelo outro repete a 1º Nega 2º
Exemplo: Equivalência do: Todo homem é batalhador.
Exemplo: Equivalência do: Nenhuma mulher é vaidosa.
Condição Suficiente e Condição Necessária
Em uma condicional p → q, dizemos que p é condição suficiente para q, e também dize-
mos que q é condição necessária para p.
Ex: Se Ana receber dinheiro, então comprará um sapato novo.
Na contrapositiva: ~q → ~p, a primeira parte continua sendo condição suficiente e a se-
gunda parte continua sendo a condição necessária.
Ex: Se Ana não comprou um sapato novo, então não recebeu dinheiro.
Condição Suficiente e Condição Necessária
Em uma bicondicional p ↔ q, dizemos que p é condição necessária e suficiente para q,
e vice-versa.
Ex: Bia se casará com Carlos se, e somente se, Carlos passar no concurso.

IMPORTANTE!!!

Nem sempre resolvemos questões de equivalências pelo método di-


reto (bizus). Em alguns casos, temos que recorrer a tabela verdade.
p → ( q ∧ p ) é equivalente a p → q?

ANÁLISE DE PROPOSIÇÕES

Análise de Proposições
1º passo: Iniciamos, quando houver, pela proposição simples (Ideia única). Ela será con-
siderada uma informação verdadeira.
2º passo: Buscamos uma informação semelhante a ela (P.S.). Pode ser a sua repetição
ou a sua negação.
3º passo: As proposições compostas do enunciado, a princípio, são verdadeiras. Faze-
mos os devidos ajustes, para que isso aconteça. (Utilizar as regras da Tabela Verdade)

Exemplo 1:
Caso ou compro uma bicicleta.
Viajo ou não caso.
Vou morar em Pasárgada ou não compro uma bicicleta.

Ora, não vou morar em Pasárgada. Assim,


a) não viajo e caso.
b) viajo e caso.
c) não vou morar em Pasárgada e não viajo.
d) compro uma bicicleta e não viajo.
e) compro uma bicicleta e viajo.

Exemplo 2:

12
– Se Paulo é médico, então Sandra não é estudante.
– Se Sandra não é estudante, então Ana é secretária.
– Ou Ana não é secretária, ou Marina é enfermeira.
– Marina não é enfermeira.

Logo, pode-se concluir que:


a) Paulo é médico ou Ana é secretária
b) Sandra é estudante e Paulo é médico
c) Ana não é secretária e Sandra não é estudante.
d) Paulo é médico ou Ana não é secretária.
e) Sandra não é estudante e Paulo é médico.

Existem casos em que não há a proposição simples


Caso 1: Quando aparece o conectivo “e”
− Se o dia está quente, então estou de camiseta.
− Ou estou de camiseta ou estou de meia.
− Se estou de meia, então estou de gravata.
− O dia está quente se, e somente se, não estou de sapato.
− O dia não está quente e não estou de gravata.

Existem casos em que não há a proposição simples


Caso 2: Quando não aparece o conectivo “e”
− Se não corro, então pulo.
− Se estou tranquilo, então corro.
− Se corro, então não estou tranquilo.
− Se não estou tranquilo, então não pulo.

Casos em que há proposição indeterminada


Exemplo 1:
− Daniel não bebe cerveja.
− Se André prefere doces, então Bernardo bebe água.
− Se Caio gosta de feijoada, então Daniel bebe cerveja.
− Bernardo bebe água ou Caio gosta de feijoada.

Casos em que há proposição indeterminada


Exemplo 2:
− Se Maria é bonita, então Carlos é rico.
− Se Ana é feliz, então José é um herói.
− Maria é bonita e Ana não é feliz.

DIAGRAMAS LÓGICOS

NENHUM
Não existe interseção entre os conjuntos.
Exemplo:

“Nenhum soldado é covarde”.

13
ALGUM

Existe pelo menos um elemento na interseção entre os conjuntos, mas nem todos.
Exemplo:
“Alguns soldados são covardes”.

TODO
O 1º dos conjuntos é subconjunto do 2º.
Exemplo:
“Todos os soldados são covardes”.

SILOGISMO
É um modelo de raciocínio baseado na ideia da dedução, composto por duas premis-
sas que geram uma conclusão. O precursor desta linha de pensamento lógico foi o fi-
lósofo grego Aristóteles, conhecido por ser um dos primeiros pensadores e filósofos de
todos os tempos.
Exemplo:
Todos os homens são mortais. (Premissa 1)

14
Antônio é homem. (Premissa 2)
Logo, Antônio é mortal. (Conclusão)

TERMO MÉDIO
É o termo que se repete nas premissas.
Exemplo:
Todos os homens são mortais. (Premissa 1)
Antônio é homem. (Premissa 2)
Logo, Antônio é mortal. (Conclusão)

O termo semelhante nas premissas (termo médio) desaparece, restando na conclusão


os termos restantes das premissas.

IMPORTANTE
Os diagramas lógicos, ajudam muito na resolução das questões de silogismos.
Na maioria das questões de silogismos, há mais de um desenho.
Para a conclusão ser considerada correta, deve ser verificada com todos os desenhos.
Caso não dê certo com um deles, a conclusão está incorreta.

Exemplo 1
Se as afirmações "Alguma figura geométrica é circular" e "Nenhum polígono é circular"
são verdadeiras, necessariamente é também verdade que:
a) alguma figura geométrica não é polígono.
b) algum polígono é figura geométrica.
c) alguma figura geométrica é polígono.
d) nenhum polígono é figura geométrica.
e) nenhuma figura geométrica é polígono.

Exemplo 2

Em uma orquestra sinfônica, todos os pianistas tocam violino. Todos coristas são pia-
nistas. Diante do exposto, é possível afirmar que alguns violinistas não são coristas.

Certo ou Errado?

Argumento
Argumentar é apresentar uma proposição como sendo uma consequência de uma ou
mais proposições.

De uma forma geral, um argumento é constituído pelas proposições p., P ...P, chama-
das premissas, nas quais nos baseamos para garantir a veracidade da proposição c, de-
nominada conclusão.

15
Um argumento válido é aquele cuja conclusão decorre do que foi afirmado nas pre-
missas. Ou seja, um argumento é válido quando, sendo as premissas simultanea-
mente verdadeiras, inevitavelmente a conclusão também é verdadeira.

Exemplo 1

Todos os paranaenses são brasileiros (Premissa 1)


Anselmo é paranaense (Premissa 2)
Anselmo é brasileiro (Conclusão)

Temos um argumento válido, com conteúdo verdadeiro.


Exemplo 2

Todos os paranaenses são pessimistas (Premissa 1)


Anselmo é paranaense (Premissa 2)
Anselmo é pessimista (Conclusão)

Temos um argumento verdadeiro, com conteúdo falso.

Exemplo 3
Todos os paranaenses são brasileiros
Existem brasileiros pessimistas
Existem paranaenses pessimistas

16
A conclusão nesse caso, não é necessariamente verdadeira.

Temos assim, um argumento inválido (Sofisma ou Falácia).

ORDENAÇÃO LÓGICA

Esse tipo de questão dá apenas informações verdadeiras, que nos permite colocar em
ordem pessoas, objetos, datas, idades, cores, figuras ou qualquer outra coisa, mediante
pistas que devem ser seguidas. O fato de colocar os dados fornecidos na ordem dese-
jada permitirá identificar o item correto a ser marcado.

EXEMPLO 1:
Aline é mais velha que Bruna, que é mais nova que Carol, mas esta não é a mais velha
de todas. Sejam A, B e C as respectivas idades de Aline, Bruna e Carol, defina a ordem
das idades.

Sejam A, B e C as respectivas idades de Aline, Bruna e Carol, então:

A > B (Aline é mais velha que Bruna)


C > B (Bruna é mais nova que Carol)

Como “Carol não é a mais velha”, podemos ordenar as idades das meninas da seguinte
forma:

A>C>B

EXEMPLO 2:
João é mais velho do que Pedro, que é mais novo do que Carlos; Antônio é mais velho
do que Carlos, que é mais novo do que João. Antônio não é mais novo do que João e
todos os quatro meninos têm idades diferentes. O mais jovem deles é:

a) João
b) Antônio
c) Pedro
d) Carlos

Como a questão quer o que tem a menor idade, eliminamos todos que aparecem com
idade maior. Sendo assim, descartamos João, Carlos e Antônio. Por eliminação concluí-
mos que quem tem menos idade é Pedro.
Item C

Geralmente nas questões de ordenação lógica, ele pede o menor ou o maior de todos.
Uma dica importante:

•Quando se pedir o menor deles, eliminamos todos que aparecem maior que alguém!

•Quando se pedir o maior deles, eliminamos todos que aparecem menor que alguém!

17
Exercício 1
João e Maria estão em uma fila e Maria está à frente de João. Há 8 pessoas à frente de
Maria, e 14 pessoas atrás dela. Há 7 pessoas atrás de João. O número de pessoas que
está à frente de João é:

a) 13
b) 14
c) 15
d) 16
e) 17

Exercício 2
Quatro meninas possuem idades diferentes. Rosa é mais nova que Cíntia. Cíntia não é
a mais velha. Sandra é mais nova que Cíntia e que Madalena. Madalena tem mais
idade que Rosa. Assim, a menina com maior idade é:

a) Madalena
b) Sandra
c) Cíntia
d) Rosa

Exercício 3
Marina, Kátia, Carolina e Joana se sentam em uma mesa hexagonal (seis assentos),
conforme indica a figura.

Sabe-se que Carolina se senta imediatamente à direita de Marina e em frente à Kátia;


e que Joana não se senta em frente a um lugar vazio. Dessa forma, é correto afirmar
que, necessariamente:
a) Kátia se senta imediatamente ao lado de dois lugares vazios.
b) Joana se senta imediatamente ao lado de Kátia.
c) Marina se senta em frente à Kátia.
d) Carolina se senta imediatamente ao lado de dois lugares vazios.
e) Carolina está tão distante de Kátia na mesa quanto está de Marina.

18
Exercício 4
Cinco times: Antares, Bilbao, Cascais, Deli e Elite, disputam um campeonato de bas-
quete e, no momento, ocupam as cinco primeiras posições na classificação geral.
Sabe-se que:
• Antares está em um primeiro lugar e Bilbao está em quinto;
• Cascais está exatamente na posição intermediária entre Antares e Bilbao;
• Deli está à frente do Bilbao, enquanto que o Elite está imediatamente atrás do
Cascais.
Nessas condições, é correto afirmar que:

a) Cascais está em segundo lugar.


b) Deli está em quarto lugar.
c) Deli está em segundo lugar.
d) Elite está em segundo lugar.
e) Elite está em terceiro lugar.

ASSOCIAÇÃO LÓGICA

Como todas as informações dadas são verdadeiras, o que será importante é saber or-
ganizar as informações em uma tabela para cruzar os dados.
Por exemplo, cada coluna trata das informações de uma determinada pessoa e as li-
nhas tratam das características dessas pessoas.
O que devemos fazer é preencher a tabela cruzando as informações de cada uma das
pessoas, iniciando pelas informações diretas e posteriormente deduzindo as outras.

Dicas importantes:
•No enunciado, geralmente no final, a questão dá algumas dicas. De onde partirem es-
sas dicas, colocamos na tabela vertical, as demais partes na horizontal.
•Lembrar que sempre que colocarmos o “sim”, devemos completar com “não”, para
cada parte. Fazemos isso, para que completemos a tabela mais rapidamente.

Exemplo 1:
Três amigos foram juntos a uma loja. O vendedor notou que um era paulista, o outro
carioca e o outro, mineiro. Ele sabia que o nome deles eram Breno, Elias e Silvio e que
cada um deles gostava de um dos brinquedos: carrinho, bola e videogame. Sabemos
das seguintes informações:
O paulista: “Não gosto de bola nem de videogame”.
O carioca: “Meu nome não é Elias nem Silvio”.
O mineiro: “Nem eu, nem Elias gostamos de bola”.
Podemos concluir que: “O paulista é Elias e ele gosta de carrinho”.

Exemplo 2:
Ana, Maria e Severina são amigas e trabalham juntas. Uma delas médica, outra enfer-
meira e a outra psicóloga. Cada uma delas viajou para uma cidade diferente: uma foi
para o Rio de Janeiro, outra foi para Salvador e a outra foi para São Luís. Considere as

19
afirmações a seguir: A médica: não viajei pra Salvado nem para São Luís. A enfer-
meira: meu nome não é Maria e nem Severina. A psicóloga: nem eu nem Maria viaja-
mos para Salvador. De acordo com as afirmações anteriores pode-se concluir que: "A
médica é Maria e viajou para o Rio de Janeiro".

Exemplo 3: Gabriel, Lucas e Mateus trabalham na mesma empresa em Maceió mas


cada um nasceu em uma cidade diferente. Um nasceu em Atalaia, outro en Coruripe e
outro em Penedo. Sabe-se que Gabriel não nasceu em Penedo Mateus nasceu em Co-
ruripe. Podemos concluir que: "Lucas nasceu em Atalaia".

VERDADES E MENTIRAS

Esse caso requer maior atenção, pois existem verdades e mentiras envolvidas no
enunciado e através da análise das hipóteses chegaremos às devidas conclusões. Por
exemplo, quando um delegado procurar descobrir quem é o verdadeiro culpado entre
três suspeitos, ele lança mão de hipóteses, ou seja, ele vai supondo que cada um deles
seja o culpado e vai analisando a veracidade de informação que ele possui, a fim de
confirmar ou rejeitar a hipótese.

Exemplo 1:
Aline, Bruna e Carol são suspeitas de ter comido a última fatia do bol da vovó. Quando
perguntadas sobre o fato, declararam o seguinte:

- ALINE: "Foi a Bruna que comeu"


- BRUNA: "Aline está mentindo"
- CAROL: "Não fui eu"

Sabendo que apenas uma delas está dizendo a verdade e que apenas uma delas co-
meu o bolo, descubra quem comeu o bolo.

Exemplo 2:
Chico, Serafim, Juvenal e Dirceu trabalham juntos e, em certo momento, Dirceu per-
gunta: Que dia do mês é hoje? As respostas dos outros três foram: Chico: hoje não é
dia 15. Serafim: ontem foi dia 13. Juvenal: hoje é dia 15 Sabe-se que um deles mentiu e
os outros disseram a verdade. O dia em que Dirceu fez a pergunta foi dia:
a) 13
b) 14
c) 15
d) 16
e) 17

Exemplo 3:
Maria disse que sua família possui um único carro. Se Maria mentiu então a sua famí-
lia:
a) não possui carro, ou possui mais de um carro.
b) não possui carro.
c) possui outro tipo de veículo.

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d) não gosta de carros.
e) possui mais de um carro.

Exemplo 4:
Roberto, Sérgio e Tiago estão com bonés de cores diferentes: azul vermelho e amarelo,
não necessariamente nessa ordem. Das afirmativas a segui somente uma é verda-
deira.
• O boné de Roberto é azul.
• O boné de Sérgio não é azul.
• O boné de Tiago não é vermelho.

As cores dos bonés de Roberto, Sérgio e Tiago são, respectivamente:


a) vermelho, amarelo e azul.
b) vermelho, azul e amarelo.
c) amarelo, vermelho e azul.
d) amarelo, azul e vermelho.
e) azul, amarelo e vermelho.

RACIOCÍNIO SEQUENCIAL

Sequências Lógicas
As sequências lógicas podem ser de vários tipos, como: sequências de números, se-
quências de figuras, sequências de letras, etc.

Sequências Numéricas
Existem alguns tipos de sequências numéricas que devem ser memorizadas para faci-
litar na hora de interpretação de uma determinada questão:

Progressão Aritmética
O próximo número é igual ao anterior somado por um termo denominado de razão.
Nesse caso, a razão é de 2 unidades.
Exemplo: (3,5,7,9,11,13,15,17)

Sequências Numéricas
Progressão Geométrica
O próximo número é igual ao anterior multiplicado por um termo denominado de ra-
zão. Nesse caso, a razão é de 3 unidades.
Exemplo: (1,3,9,27,81,243,729)

Incremento em Progressão
O segundo termo é igual ao primeiro termo mais 1 unidade. O terceiro termo igual ao
segundo termo mais 2 unidades. O quarto termo igual ao terceiro termo mais 3 unida-
des. O quinto termo igual ao quarto termo mais 4 unidades. O sexto termo igual ao
quinto termo mais 5 unidades. O sétimo termo igual ao sexto termo mais 6 unidades.
O oitavo termo igual ao sétimo termo mais 7 unidades. +2 +4
Exemplo: (1,2,4,7,11,16,22,29).

21
Sequência de Fibonacci:
Um termo é igual à soma dos dois termos anteriores a ele.
Exemplo: (1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,144).

O terceiro termo é igual ao segundo mais o primeiro. O quarto termo é igual ao ter-
ceiro mais o segundo. O quinto termo é igual ao quarto mais o terceiro. O sexto ermo é
igual ao quinto mais o quarto. O sétimo termo é igual ao sexto mais o quinto. O oitavo
termo é igual ao sétimo mais o sexto. O nono termo é igual ao oitavo termo mais o sé-
timo, assim por diante.

Sequências de Letras
Nesse caso, devemos analisar a sequência dada e ver como é a variação de um termo
para outro.
Exemplo: (A, B, D, G, K, P, V, C)

Observe que o segundo elemento é o elemento que está uma posição à frente do pri-
meiro. O terceiro elemento é o elemento que está duas posições à frente do segundo.
O quarto elemento é o elemento que está três posições à frente do terceiro. O quinto
elemento é o elemento que está quatro posições à frente do quarto. O sexto elemento
é o elemento que está cinco posições à frente do quinto. O sétimo elemento é o ele-
mento que está seis posições à frente do sexto. O oitavo elemento é o elemento que
está sete posições à frente do sétimo.

Sequências de Figuras
Nesse caso, devemos observar com bastante atenção o padrão entre os elementos da
figura.
Exemplo: Na sequência abaixo, qual a peça que falta?

Note que em cada peça, a soma dos pontos é sempre 6. A única peça que falta cuja
soma é 6 é a

Exemplo: Brincando com palitos, Bernardo criou uma sequência de quadrados e tri-
ângulos como na figura a seguir:

22
Bernardo terminou a brincadeira após construir o 50º quadrado. O número total de
palitos que Bernardo utilizou foi:
a) 330
b) 340
c) 343
d) 347
e) 350

Exemplo: Considere a sequência numérica (1, 4, 5, 9, 14, 23, ...). O primeiro número
dessa sequência a ter 3 algarismos é:
a) 157
b) 116
c) 135
d) 121
e) 149

Exemplo: Observe as figuras abaixo:

Os números que existem dentro de cada uma possuem uma regra lógica que os une.
Então, a diferença x - y é igual a:
a) 20
b) 18
c) 16
d) 12
e) 10

Exemplo: Analise a lógica envolvida na figura a seguir

Qual a letra que substitui o sinal "?"


a) R
b) S
c) T
d) U
e) V

23
Exemplo: A idade de cada uma dessas pessoas possui relação com o seu próprio
nome: Samantha, 19 anos; Cleuza, 3 anos; Paulo, 16 anos; Natasha, 14 anos; Valéria, 22
anos. Maria, Bruno e Roberto, também apresentam a mesma relação. Sendo assim, a
soma das idades de Maria, Bruno e Roberto é igual a:
a) 33
b) 29
c) 42
d) 39
e) 34

Exemplo: A figura ilustra a planificação de um dado comum de 6 faces.

Montando-se o dado, o número da face oposta à face que contém o 1 é:


a) 6
b) 5
c) 4
d) 3
e) 2

Exemplo: Considere os conjuntos de números:

Mantendo para os números do terceiro conjunto a sequência das duas operações efe-
tuadas nos conjuntos anteriores para se obter o número abaixo do traço, é correto afir-
mar que o número x é:
a) 9
b) 16
c) 20
d) 36
e) 40

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