Estudando
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Noções de Contabilidade
CONCEITO DE CONTABILIDADE
A contabilidade pelo seu conjunto de princípios, normas e procedimentos próprios, é uma ciência
com o objetivo de conhecer a situação patrimonial das pessoas e as suas mutações. Diversos são
os conceitos apresentados, onde destacamos:
OBJETIVO DA CONTABILIDADE
A contabilidade tem por objeto o patrimônio administrável e em constante alteração.
FINALIDADES DA CONTABILIDADE
Estudar e controlar o patrimônio, fornecendo informações a quem dela necessitar. Modernamente
as finalidades da contabilidade são reunidas em duas: FINALIDADE DE PLANEJAMENTO E
FINALIDADE DE CONTROLE.
O CONTROLE está ligado à análise da obediência das definições adotadas pela organização. A
informação contábil apresenta-se como o indicador da situação patrimonial tornando possível a
verificação do desempenho da organização em atingir as metas traçadas. Como conseqüência, e
pelo possível retorno no caso de êxito no atingimento das metas e políticas delineadas, a
informação contábil além de meio de comunicação é uma forma de promover a motivação de todo
o corpo organizacional.
TÉCNICA CONTÁBEIS
Para atingir os seus objetivos a contabilidade se utiliza de técnicas próprias, quais sejam:
Entende-se por ESCRITURAÇÃO a técnica pela qual as ocorrências com efeitos no patrimônio
são registradas. Algumas regras devem ser seguidas para que as informações possam ser
aproveitadas e compreendidas por todos aqueles interessados. A escrituração é um meio utilizado
para possibilitar, pela agregação dos diversos fatos ocorridos, a elaboração de demonstrativos
capazes de formar a posição da riqueza patrimonial.
Essas pessoas são direta ou potencialmente vinculadas a entidade indo, os seus interesses,
desde o sentimentalismo, até o de retorno de investimentos. Resumidamente apresentamos os
principais interessados na informação contábil:
· EMPREGADO DA EMPRESA: tem interesse por ser, a empresa, a sua fonte individual de
recursos traduzidos pelo salário, gratificações e participações nos lucros. É normalmente, o
responsável pela manutenção da sua família devendo haver, portanto, o esforço pessoal para os
bons resultados da sua fonte de renda. ·
· SÓCIOS E ACIONISTAS: podem ser encarados sob vários aspectos. Os sócios e acionistas
podem ter como principal interesse o retorno do investimento feito nas empresas e a segurança
da aplicação. Se, além da participação na sociedade, são responsáveis pelas decisões na
empresa, a quantidade e qualidade das informações são maiores pela responsabilidade de dirigir
o destino da organização, traçando planos e metas. Nas organizações mais fechadas ainda existe
a ligação sentimental, havendo o respeito e amor pela obra realizada.
· GOVERNO: tem dois grandes interesses que podem tornar como suporte as informações
contábeis. O financiamento da atividade governamental, para o bem-estar de toda a população,
necessita de recursos que, em grande parte, vem da atividade empresarial sob o forma de
tributos. Outra informação que pode ser extraída da contabilidade é sobre o desenvolvimento em
áreas geográficas, setores de atividade e outras que, convenientemente compiladas, podem
orientar a politica de desenvolvimento da nação.
Patrimônio
CONCEITO
Pela maioria dos autores patrimônio é definido como o "conjunto de bens, direitos e obrigacões,
susceptíveis de avaliação em dinheiro e vinculados e uma pessoa (física ou jurídico)".
COMPONENTES
· BENS: Os bens são as coisas transformadas pelo homem para a satisfação de suas necessidades e
avaliáveis em dinheiro. Podem ser classificados em corpóreos e incorpóreos, também denominados
materiais ou imateriais. Como corpóreos temos mercadorias, veículos e outros. Como incorpóreos, por
exemplo, fundo de comércio, patentes de invenção etc. Os bens são também chamados de direitos reais,
pois recaem sobre coisas avaliáveis em dinheiro.
· OBRIGAÇÕES: As obrigações são também decorrentes de operações de crédito tendo como favorecido
um terceiro ao patrimônio em análise, contra este.
EXEMPLOS:
BENS:
· Mercadorias;
· Dinheiro;
· Veículos;
· Imóveis;
· Máquinas;
· Equipamentos;
· Patentes.
DIREITO:
· Duplicatas a receber;
· Títulos a receber;
OBRIGAÇÕES:
· Títulos a pagar;
· Duplicatas a pagar;
· Impostos a recolher;
· Salários a pagar.
ASPECTOS PATRIMONIAIS
O patrimônio, como visto, é um conjunto de bens, direitos e obrigações, avaliáveis em dinheiro e
pertencentes a uma pessoa física ou jurídica com fins lucrativos ou ideais: Pela relação com terceiros,
movimentação e avaliação de recursos, o patrimônio é estudado sob diversos aspectos como os abaixo:
ASPECTO JURÍDICO O patrimônio é definido como um "conjunto de direitos e obrigações de uma pessoa,
apreciáveis em dinheiro" ou como o "complexo de relações jurídicas de uma pessoa tendo valor
pecuniário". O direcionamento dado é o estudo da propriedade, das relações jurídicas, pecuniárias, com
terceiros. O patrimônio, sob este aspecto, compreende os direitos reais (bens), direitos pessoais e as
obrigações.
ASPECTO FINANCEIRO
Sob o aspecto financeiro, estuda-se as disponibilidades e ingressos financeiros para fazer face às
obrigações ou saídas de recursos. Pondera-se a solvabilidade do patrimônio pela medida do fluxo de
recursos.
ASPECTO ESPECÍFICO
Diz respeito à nomenclatura dos diversos elementos, positivos e negativos, e de seus agrupamentos de
acordo com as funções exercidas e classificadas tecnicamente. Temos, por exemplo, entre os elementos
disponíveis, as contas caixa (dinheiro em poder da empresa), bancos conta movimento (dinheiro da
empresa nas instituições financeiras) e aplicações de liquidez imediata (valores aplicados no mercado
financeiro rapidamente "retornáveis").
ASPECTO CONTÁBIL
O patrimônio, sob o aspecto contábil, é um todo coordenado, composto de elementos materiais e
imateriais e direcionado ao objetivo-fim da organização. Temos a análise dos elementos patrimoniais
voltada para dois aspectos: qualitativo e quantitativo. No aspecto qualitativo os elementos são separados
pela sua natureza e representsdos por contas que são títulos agrupadores dos componentes de mesma
natureza. A qualidade do patrimônio é atribuída sob o prisma julgado relevante ao analista vinculado, claro,
à melhor composição necessária ao atingimento dos seus fins. Sob o aspecto quantitativo o patrimônio é
visto como um fundo de valores; de um lado, valores positivos (o ATIVO, formado pelo conjunto de bens e
direitos) e, do outro, valores negativos (o PASSIVO, formado pelas obrigações assumidas). A medida de
valor para que se tenha um todo mensurável deve ser uniforme, utilizando-se a moeda como medidor
comum.
No confronto entre valores positivos e negativos, três situações podem ocorrer, quais sejam:
Nesse caso, os bens e direitos, valores positivos, são maiores que as obrigações, valores negativos,
resultando uma SITUAÇÃO LÍQUIDA ATIVA (SLa) também denominada POSITIVA, SUPERAVITÁRIA ou
FAVORÁVEL. Graficamente:
ATIVO PASSIVO
BENS OBRIGAÇÕES
E
DIREITOS
Os bens e direitos são suficientes apenas para honrar as obrigações. A SITUAÇÃO LÍQUIDA é NULA ou
COMPENSADA
ATIVO PASSIVO
BENS OBRIGAÇÕES
E
DIREITOS
Teríamos insuficiência de bens e direitos para o pagamento das obrigações. A diferença entre o passivo e
o ativo é denominada SITUAÇÃO LÍQUIDA PASSIVA (SLp) também denominada NEGATIVA,
DEFICITÁRIA ou DESFAVORÁVEL. O excesso de elementos negativos quando relacionados com os
positivos, demonstra um PASSIVO A DESCOBERTO.
Ou graficamente:
ATIVO PASSIVO
BENS OBRIGAÇÕES
E
DIREITOS
O ATIVO, também denominado ATIVO REAL, é composto pelos elementos positivos ao patrimônio: os
bens e direitos.
Analisando-se mais detidamente os elementos componentes do ativo, podemos observar que são
destinações de recursos, ou seja, supondo uma empresa do ramo comercial existe a necessidade de
comprar mercadorias para revenda. Os recursos são aplicados na aquisição das mercadorias. Assim como
este, todos os demais elementos podem ser considerados destinação de recursos ou APLICAÇÕES DE
RECURSOS.
O PASSIVO, ou PASSIVO REAL, de forma contrária ao ativo, é onde reúnem-se as obrigações da
empresa com terceiros, elementos negativos, que representam, digamos, os valores que terceiros ao
patrimônio entregam a este para o seu funcionamento. Um empréstimo feito numa instituição financeira,
por exemplo, é bem representativo de que no passivo encontramos as ORIGENS DE RECURSOS DE
TERCEIROS ou CAPITAIS DE TERCEIROS à disposição do patrimônio.
Sobre a SITUAÇAO LÍOUIDA devemos tecer alguns comentários adicionais. Vimos, até agora, que a
situação líquida funciona como um equilibrador, é uma "meia verdade". Os registros na contabilidade são
feitos envolvendo, no mínimo, dois elementos: um fornecendo o recurso para ser aplicado no outro, o que
na verdade acontece em qualquer situação. Um exempto bem simples: fazer compras. No ato do
pagamento das compras feitas, você está movimentando dois elementos de seu patrimônio: o primeiro é o
dinheiro que você tem que dispor e o segundo, o estoque de mantimentos. O seu dinheiro, que vai
diminuir, é a ORIGEM DOS RECURSOS que foram APLICADOS no seu estoque de mantimentos. Da
mesma forma acontece se você pagar com cheque (ORIGEM NA CONTA BANCÁRIA) ou, mesmo, se
você comprar a prazo, gerando uma obrigação (ORIGEM DA CONTA A PAGAR).
Devemos ter nítida a separação na análise das origens e aplicações de recursos. Quando definido que os
elementos ativos são aplicações recursos e os passivos são origens de, recursos, estabelecemos uma
definição sob o ponto de vista ESTÁTICO, ou seja, do patrimônio apresentado, “fotografado". O "retrato”,
entretanto, é formado após uma série de operações e em cada uma delas existem a ORIGEM e a
APLICAÇÃO DOS RECURSOS independentes de ser elemento ativo ou passivo, como foi o caso acima,
pois, na operação, houve a ORIGEM DE RECURSOS em elemento ativo (dinheiro ou conta corrente
bancária). É uma definição sob o ponto de vista DINÂMICO, a própria alteração patrimonial.
Por sempre estar envolvendo no mínimo dois elementos, um funcionando como fornecedor e outro como
recebedor do recurso, existe a garantia da igualdade no patrimônio e como conseqüência o equilíbrio. O
sentido que queremos dar agora à situação líquida é a de ORIGEM DE RECURSOS PRÓPRIOS ou
CAPITAIS PRÓPRIOS. A Constituição das empresas segue um ritual próprio, formal, existindo o
comprometimento dos sócios para a formação do CAPITAL SOCIAL, integralizado, em boa parte das
vezes, em dinheiro. É a primeira origem de recursos próprios, aplicado, no caso, em dinheiro ¾ um
disponível da empresa.
São também componentes da situação líquida os resultados obtidos, lucros ou prejuízos, na atividade
operacional. Os lucros fortalecem os capitais próprios pelo aumento na situação líquida, tornando cada vez
melhor a situação da empresa. Prejuízos seguidos podem levar à situação líquida nula, quando consumido
todo o Capital Social e à situação de passivo a descoberto, quando ultrapassam o valor do Capital Social.
Temos portanto
PATRIMÔNIO
ATOS E FATOS CONTÁBEIS Os ATOS CONTÁBEIS, têm a característica de não alterar a situação
patrimonial embora, potencialmente, possam trazer efeitos à estrutura patrimonial. Podemos destacar,
dentre a infinidade de atos, a assinatura de contratos, a remessa de duplicatas para cobrança bancária,
hipotecas, avais e fianças prestadas, dentre outros. Por si só, são atividades que não provocam alterações
patrimoniais mas que podem trazê-las.
Os FATOS CONTÁBEIS, por outro lado, são as atividades exercidas que modificam a estrutura
patrimonial, em seus elementos e valores. Os fatos contábeis são classïficados em: · Fatos contábeis
permutativos ou compensativos; · Fatos contábeis modificativos; · Fatos contábeis mistos ou compostos.
FATOS PERMUTATIVOS OU COMPENSATIVOS São os fatos que modificam o valor dos bens, direitos e
obrigações sem, entretanto, alterar a situação líquida do patrimônio. Subdividem-se em:
- FATOS PERMUTATIVOS ENTRE ELEMENTOS ATIVOS, representados pela mutação (+ A – A). É o
caso de compra de mercadorias a vista, pois diminui um elemento ativo (dinheiro) aumentando, em seu
lugar, um outro elemento ativo (mercadorias).
FATOS MODIFICATIVOS
Os FATOS MODIFICATIVOS têm a característica de, a partir de uma alteração em um elemento ativo ou
passivo, modificar a situação líquida. Subdividem-se em:
- Os FATOS MODIFICATIVOS DIMINUTIVOS são representados pelas mutações (- A - SL) e (+P - SL). No
primeiro caso, temos como exemplo, o pagamento dos salários dos funcionários no final do mês, diminui
um elemento ativo (dinheiro) diminuindo a situação líquida. O segundo caso, também vinculado às
despesas com pessoal, pode acontecer quando no final do mês a empresa não paga o salário dos
funcionários, utilizando uma autorização legal de pagar apenas no início do mês seguinte, prática comum
hoje. No final do mês, entretanto, a empresa reconhece que já está devendo aquele valor, pois o fato
gerador da despesa já ocorreu, no caso, os serviços prestados pelos funcionários. O reconhecimento é
feito pelo registro aumentando uma obrigação (salário a pagar) e diminuindo a situação líquida.
São provenientes de permutação entre elementos ativos, passivos ou ativos e passivos: FATOS MISTOS
AUMENTATIVOS são, principalmente, os que apresentam as seguintes mutações:
(+ A - A + SL)
É uma permutação entre elementos ativos modificando aumentativamente a situação líquida. Como
exemplo, podemos citar a venda de mercadoria com lucro pois, se uma mercadoria custou $ 10 e foi
vendida por $ 12, o elemento estoque é diminuído de $ 10, o caixa é aumentado de $ 12 e a situação
líquida tem um aumento de $ 2 pelo lucro.
(+ P - P + SL)
É uma permutação entre elementos passivos, aumentando a situação líquida. Por exemplo: uma permuta
de obrigações onde é concedido um abatimento na obrigação na obrigação inicial.
(- A - P + SL)
Permutações entre elementos ativos e passivos com aumento na situação líquida. Pagamento de uma
duplicata (-P) com dinheiro disponível (-A) obtendo um desconto por pontualidade (+SL).
(+ A + P + SL)
Permutação aditiva, acréscimos no ativo e passivo com aumento na situação líquida. Compra de um
veículo (+A) a prazo (+p) com desconto (+SL).
As outras permutações possíveis são bem menos freqüentes, desnecessário o comentário, inclusive
quando envolve vários elementos do ativo e/ou passivo.
(+ A - A - SL)
Permutação entre elementos ativos com diminuição da situação líquida. Pode ser citado como exemplo, o
recebimento de uma duplicata (-A) com crédito em conta corrente bancária (+A), concedendo-se um
desconto ao cliente (-SL).
(+ P - P - SL)
Permutação entre elementos passivos com redução da situação líquida. A troca de uma obrigação com
acréscimos de juros provoca este fato.
(- A - P - SL)
Permutação redutiva, diminuição no ativo e passivo e redução da situação líquida. Um dos fatos possíveis
é o pagamento de uma duplicata devida (-P), com dinheiro disponível (-A), inclusive juros de mora por
atraso (-SL). (+ A + P - SL)
Mutação (+ A - A + SL)
ATIVO PASSIVO
Caixa 200.000,00 Dupl. A pagar 200.000,00
Bancos 200.000,00
(+A) -> Dupl. a receb. 280.000,00
(-A) -> Mercadorias 50.000,00 SITUAÇÃO LÍQUIDA
Veículos 40.000,00 Capital Social 400.000,00
Instalações 60.000,00 130.000,00 <--(+SL)
TOTAL 730.000,00 TOTAL 730.000,00
Mutação (- A - SL)
ATIVO PASSIVO
(-A) -> Caixa 190.000,00 Dupl. A pagar 200.000,00
Bancos 100.000,00
Dupl. a receb. 280.000,00
Mercadorias 50.000,00 SITUAÇÃO LÍQUIDA
Veículos 40.000,00 Capital Social 400.000,00
Instalações 60.000,00
120.000,00 <--(-SL)
TOTAL 720.000,00 TOTAL 720.000,00
Mutação (+ P - SL)
ATIVO PASSIVO
Caixa 190.000,00 Dupl. A pagar 200.000,00
Bancos 100.000,00 Salário a pagar 50.000,00 <-- (+P)
Dupl. a receb. 280.000,00
Mercadorias 50.000,00 SITUAÇÃO LÍQUIDA
Veículos 40.000,00 Capital Social 400.000,00
Instalações 60.000,00 Lucro 70.000,00 <--(-SL)
TOTAL 720.000,00 TOTAL 720.000,00
Mutação (- A - P - SL)
ATIVO PASSIVO
Caixa 190.000,00 Dupl. A pagar 150.000,00 <-- (-P)
(-A) -> Bancos 45.000,00 Salário a pagar 50.000,00
Dupl. a receb. 280.000,00
Mercadorias 50.000,00 SITUAÇÃO LÍQUIDA
Veículos 40.000,00 Capital Social 400.000,00
Instalações 60.000,00 Lucro 70.000,00 <--(-SL)
TOTAL 665.000,00 TOTAL 665.000,00
Mutação (+ A - A + SL)
ATIVO PASSIVO
Caixa 190.000,00 Dupl. A pagar 200.000,00 <-- (-P)
(+A) -> Bancos 350.000,00 Salário a pagar 50.000,00
(-A) -> Dupl. a receb. 0,00
Mercadorias 50.000,00 SITUAÇÃO LÍQUIDA
Veículos 40.000,00 Capital Social 400.000,00
Instalações 60.000,00 Lucro 70.000,00 <--(-SL)
TOTAL 690.000,00 TOTAL 665.000,00
Mutação (+ P - P)
ATIVO PASSIVO
Caixa 190.000,00 Dupl. A pagar 0,00 <-- (-P)
Bancos 350.000,00 Promis. a pagar 150.000,00 <-- (+P)
Mercadorias 50.000,00 Salário a pagar 50.000,00
Veículos 40.000,00 SITUAÇÃO LÍQUIDA
Instalações 60.000,00 Capital Social 400.000,00
TOTAL 690.000,00 Lucro 90.000,00
TOTAL 690.000,00
Mutação (+ A - A + SL)
ATIVO PASSIVO
Caixa 190.000,00 Dupl. A pagar 200.000,00 <-- (-P)
(+A) -> Bancos 350.000,00 Salário a pagar 50.000,00
(-A) -> Dupl. a receb. 0,00
Mercadorias 50.000,00 SITUAÇÃO LÍQUIDA
Veículos 40.000,00 Capital Social 400.000,00
Instalações 60.000,00 Lucro 70.000,00 <--(-SL)
TOTAL 690.000,00 TOTAL 665.000,00
Mutação (+ P - P)
ATIVO PASSIVO
Caixa 190.000,00 Dupl. A pagar 0,00 <-- (-P)
Bancos 350.000,00 Promis. a pagar 150.000,00 <-- (+P)
Mercadorias 50.000,00 Salário a pagar 50.000,00
Veículos 40.000,00 SITUAÇÃO LÍQUIDA
Instalações 60.000,00 Capital Social 400.000,00
TOTAL 690.000,00 Lucro 90.000,00
TOTAL 690.000,00
Mutação (+ A + SL)
ATIVO PASSIVO
(+A)-> Caixa 190.000,00 Promis. a pagar 150.000,00
Bancos 350.000,00 Salário a pagar 50.000,00 <-- (+P)
Mercadorias 50.000,00
Veículos 40.000,00 SITUAÇÃO LÍQUIDA
Instalações 60.000,00 Capital Social 400.000,00
TOTAL 720.000,00 Lucro 120.000,00 <-(+SL)
TOTAL 720.000,00
Capital
CONCEITO
Várias ciências apontam definições próprias de CAPITAL. A economia tem duas correntes: uma leva em
conta a qualidade dos elementos componentes do patrimônio e a sua capacidade de gerar riquezas; uma
outra situa o capital como uma categoria histórica, não geradora de riquezas. De uma forma geral,
considera o capital como o conjunto de bens como máquinas, equipamentos, matéria-primas e outros
utilizados para a obtenção de outros bens. O direito considera capital o valor registrado sob este título no
contrato social registrado da empresa. Na contabilidade, diversos conceitos de capital são apresentados.
Destacamos os seguintes:
CAPITAL DE TERCEIROS
É o montante de recursos de terceiros ao patrimônio, postos a disposição deste para o desenvolvimento de
sua operação. São as obrigações da empresa.
CAPITAL AUTORIZADO
Não é de muita utilização embora exista a previsão. É um limite fixado nos estatutos sociais, em valor ou
número de ações, até o qual pode haver a deliberação de aumentar o capital da companhia sem uma
reforma no estatuto.
CAPITAL SUBSCRITO
É o montante de recursos "prometido" pelos sócios a ser entregue, com contribuições em dinheiro ou bens
suscetíveis de avaliação em dinheiro, à empresa.
CAPITAL A INTEGRALIZAR
Corresponde a diferença entre o capital subscrito e o montante de recursos já entregues pelo subscritor.
CAPITAL REALIZADO
É o capital subscrito menos a parcela a integralizar. Corresponde os valores entregues pelos subscritores
do capital.
CONCEITO DE CONTA
"Conta é o registro de débitos e créditos da mesma natureza, identificados por um título que qualifica um
componente do patrimônio ou uma variação patrimonial".
"Conta é a representação gráfica das mutações patrimoniais de uma mesma espécie e agrupadas sob um
título, referentes a uma pessoa".
Muitos foram os estudiosos que se dedicaram ao estudo das contas. Dezenas de teorias, durante anos
apresentadas, algumas perfeitamente fundamentadas e outras sem qualquer cunho lógico. Restam, ainda
hoje, três teorias ainda usuais seja pela sua facilidade no entendimento da ciência contábil, seja pela
estrutura de classificação das contas apresentadas. São: Teoria Personalística ou Personalista das contas,
que teve como maiores divulgadores: Marchi, Cerboni, Rossi e outros. Teoria Materialística ou da
Materialidade das contas, com Fábio Besta, Morrison e, com variações, Kester, Durmarchey e outros.
Teoria Patrimonialista, partícipe da Teoria Moderna da Contabilidade.
TEORIA PERSONALÍSTICA
Classifica as contas em: Contas de agentes consignatários; Contas de correspondentes; e Contas do
proprietário.
Os AGENTES CONSIGNATÁRIOS são "pessoas" nomeadas pelo proprietário da empresa para serem os
responsáveis pela guarda dos BENS. Cada agente consignatário é o responsável pelo conjunto de bens de
mesma natureza. Teríamos, pois, a conta veículos como um responsável pelos veículos da empresa; a
conta caixa como um responsável pela guarda do dinheiro, etc.
Os CORRESPONDENTES são "pessoas" que mantém relação de débito e crédito com o proprietário da
empresa. São as contas de DIREITOS e OBRIGACÕES.
As CONTAS DO PROPRIETÁRIO são as contas de controle direto do proprietário da empresa, dentre elas
as contas Capital, Reservas, Receitas e Despesas que compõem a SITUAÇÃO LÍQUIDA. O princípio
desta teoria, que as contas são pessoas, é importante para o entendimento do "débito" e "crédito".
Tanto os agentes consignatários como os correspondentes são pessoas com ligação direta com o
proprietário do patrimônio mantendo, com este, uma relação de natureza obrigacional. Tomemos como
exemplo o agente consignatário responsável pelo dinheiro da empresa, o SR. CAIXA. O Sr. Caixa tendo
dinheiro do proprietário é um DEVEDOR deste. Na medida em que mais dinheiro é entregue, MAIS
DEVEDOR ele se torna, sendo, pois, DEBITADO. Se por outro lado o proprietário necessita de dinheiro
para fazer um pagamento qualquer, MENOS DEVEDOR ele se torna, sendo esta uma operação de
CRÉDITO do Sr. Caixa perante o proprietário.
O CRÉDITO e o DÉBITO são definidos, em cada operação, pela situação do agente consignatário ou do
correspondente perante o proprietário do patrimônio. Uma conta de obrigação, por exemplo, será creditada
quando a "pessoa obrigação" tiver mais direitos (crédito) perante o proprietário, que é o caso de uma
compra a prazo feita pelo proprietário do patrimônio. As contas do proprietário devem ser encaradas pela
terminologia cotidiana. O CRÉDITO são ocorrências positivas e o DÉBITO, negativas. Quando é obtida
uma receita, a conta utilizada é CREDITADA e, quando ocorre uma despesa, esta conta é DEBITADA.
TEORIA MATERIALÍSTICA
A teoria materialística classifica as contas em:
As CONTAS INTEGRAIS é o conjunto de contas que compõe o patrimônio da entidade sejam positivas
(bens e direitos) sejam negativas (obrigações). A forma variante da teoria adotou dividir contas integrais
em dois grupos: as CONTAS DE ATIVO (bens e direitos) e as CONTAS DE PASSIVO (obrigações).
As CONTAS DIFERENCIAIS são as contas que determinam as variações na situação patrimonial, ou seja,
as contas de situação líquida (Capital, Reservas, Receitas e Despesas), correspondendo às contas do
proprietário da teoria personalística. Na variante desta teoria chamam-se CONTAS DO LÍQUIDO OU DA
SITUAÇÃO LÍQUIDA.
TEORIA PATRIMONIAIS
É a teoria mais em uso atualmente. Classifica as contas em:
DÉBITO
Os débitos são, em cada fato específico, a aplicação de recursos em relação a diminuição dos valores,
representando algo que se tem ou adquire.
DÉBITO
ATIVO PASSIVO SITUAÇÃO LÍQUIDA
Aumento do valor Diminuição do valor Diminuição do valor
Aplicação de recursos Aplicação de recursos Aplicação de recursos
CRÉDITOS
Os créditos são, em cada fato específico, o originador dos recursos que são aplicados na conta que é
debitada. Tem, pois funcionamento inverso do débito.
As CONTAS DO ATIVO são CREDITADAS quando tem o seu valor diminuído. Equivale a dizer que a
"pessoa" ficou devendo menos ao proprietário do patrimônio. Dessa "pessoa" ORIGINAM-SE OS
RECURSOS para a aquisição de outros bens/direitos ou para pagamento de obrigações.
As CONTAS DO PASSIVO quando tem o seu valor aumentado são creditadas. O correspondente forneceu
o recurso e ficou com um crédito maior com o proprietário do patrimônio. As CONTAS DE SITUACÃO
LÍQUIDA também tem o mesmo comportamento das contas do passivo. Desta feita destacamos as contas
de receitas que, quando tem o seu valor aumentado são creditadas, são origens de recursos e, além disso,
fazem crescer a situação líquida.
CRÉDITO
ATIVO PASSIVO SITUAÇÃO LÍQUIDA
Diminuição do valor Aumento do valor Aumento do valor
Origem de recursos Origem de recursos Origem de recursos
SALDO
O saldo de uma conta é determinado pela diferença entre débitos e créditos sendo devedor, se os débitos
forem maiores que os créditos, ou CREDOR, se os créditos forem maiores que os débitos. Como
consequência temos que contas do ativo tem natureza devedora; as CONTAS DO PASSIVO E DO
PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Capital, Reservas e Lucros acumulados anteriormente) TEM NATUREZA
CREDORA, AS CONTAS DE DESPESA (menos situação líquida) DEVEDORA E AS CONTAS DE
RECEITAS (mais situação líquida) CREDORAS.
A conta caixa, por exemplo, sempre terá saldo devedor ou, no máximo, zero. A conta duplicatas a pagar
sempre será credora ou zero pois, ou existe duplicatas a pagar (saldo credor) ou não (saldo zero). Deve
ser observado, também, para a determinação do saldo da conta, se existia algum saldo anterior a ser
transferido de um período para outro pois deve ser levado em consideração. Para exemplificar,
consideremos os seguintes fatos envolvendo a conta Bancos c/ movimento:
BANCOS C/MOVIMENTO
(1) 200.000,00 50.000,00 (2)
(3) 30.000,00 100.000,00 (4)
230.000,00 150.000,00
80.000,00
(1), (2), (3) e (4) : saldo anterior e fatos contábeis. Observe os fatos e justifique os registros a débito e a
crédito. Estamos estudando, no caso, só a conta Bancos c/ movimento. Em resumo, podemos a
apresentar o quadro abaixo:
PLANO DE CONTAS
As contas utilizadas pelas empresas devem ser ordenadas de forma a permitir a uniformidade na
escrituração de fatos semelhantes,facilitar o conhecimento da riqueza patrimonial e atender às normas
legais e princípios contábeis.
A relação ordenada das contas utilizadas pela empresa com as suas funções e funcionamento é o Plano
de Contas, assim definido:
"Conjunto harmonioso de contas a ser utilizado pela empresa, baseado nos seus objetivos atuais, nas
informações necessárias à administração e nas exigências legais em vigor".
Na elaboração do plano de contas deve ser levado em conta a complexidade das operações
desenvolvidas pela empresa de forma a torná-la não excessivo e de difícil consulta. Deve ser FLEXÍVEL,
ou seja, adaptar-se com facilidade às alterações internas e externas devido a novos tipos de fatos
provocados pela administração ou pela própria estrutura do País, suprimindo ou adicionando novas contas.
O plano de contas para satisfazer seus objetivos deve ser simples tanto no que se refere à consulta, como
na interpretação da função e funcionamento das contas, visto ser, no processo de escrituração, muito
consultando pelos responsáveis. Entende-se por FUNCÃO da conta aquilo a que ela deve representar. Se
tivermos exemplo a conta DUPLICATA A PAGAR, a sua função é: registrar as obrigações da empresa em
virtude de compras efetuadas a prazo e representadas por duplicatas.
O FUNCIONAMENTO da conta diz respeito a quando ela deve ser debitada e quando creditada, ficando
bem clara a sua interveniência a débito e a crédito. Na conta acima teríamos, simplificadamente, que seria
debitada pelo pagamento da duplicata e creditada pelas compras à prazo, representada por duplicatas.
Alguns planos de contas destacam, ainda o relacionamento da conta em estudo com as demais contas
utilizadas pela empresa.
O ALENCO DE CONTAS difere do plano de contas por ser, apenas, uma relação das contas utilizadas
pela empresa não contendo as suas respectivas funções e funcionamento. É uma parte do plano de
contas. Apresentamos abaixo um elenco de contas para uma maior visualização da estrutura normalmente
adotada pelas empresas comerciais. Recomendamos uma leitura minuciosa.
Elenco de Contas
1000.00 ATIVO
1100.00 ATIVO CIRCULANTE
1110.00 DISPONIBILIDADES
1111.00 CAIXA GERAL
1111.01 Caixa-Matriz
1112.00 BANCOS C/MOVIMENTO
[Link] Banco "A"
1113.00 NUMERÁRIO EM TRÂNSITO
1114.00 APLICAÇÕES DE LIQUIDEZ IMEDIATA
1114.01 Fundo de Aplicação Financeira-FAF
1120.00 CRÉDITOS DE CURTO PRAZO
1121.00 DUPLICATAS A RECEBER
[Link] Cliente "A"
1122.00 / - / DUPLICATAS DESCONTADAS
[Link] Banco "A"
1123.00
TÍTULOS A RECEBER
[Link] Emitente "A"
1124.00 / - / TÍTULOS DESCONTADOS
[Link] Banco "A"
1125.00 CHEQUES A RECEBER
[Link] Emitente "A"
1126.00 BANCOS C/VINCULADAS
[Link] Banco "A"
1127.00 ADIANTAMENTOS DIVERSOS
[Link] Devedor "A"
1128.00 DEVEDORES DIVERSOS
[Link] Devedor "A"
1129.00 ESTOQUES
1130.00 MERCADORIAS
1131.00 MATERIAIS DE EMBALAGENS
1132.00 FRETES, SEGUROS E DESPACHOS
1134.00 / - / DEVOLUÇÁO DE COMPRAS
1135.00 / - / PROVISÃO P/ AJUSTE DE ESTOQUES
1140.00 OUTROS VALORES REALIZAVEIS
1141.00 IMPOSTOS A RECUPERAR
1141.01 ICMS a recuperar
1141.02 IR a recuperar
1150.00 ANTECIPAÇÃO DE DESPESAS
1151.00 JUROS A AMORTIZAR
1152.00 SEGUROS A AMORTIZAR
1153.00 ASSINATURA DE INFORMATIVOS E PERIÓDICOS
1220.00 CONSÓRCIOS
1316.00 IMOBILIZADO
1321.00 TERRENOS
1322.00 EDIFICAÇÕES
1323.00 VEÍCULOS
1325.00 INSTALAÇÕES
1329.01 DIFERIDO
133600
133900
133400
133500
133600
133900
2000.00 PASSIVO
2210.00 FINANCIAMENTO
2210.00 FINANCIAMENTO
3200.00 Vendidas
3210.07 Seguros
3210.11 Depreciações
3220.00 Amortizações
3220.07 Indenizações
3220.08 Refeitório
3240.00 Despachos
3240.01 Propaganda
APURAÇAO DO RESULTADO DO
EXERCÍCIO
5000.00 RESULTADO DO EXERCÍCIO
5100.00 SISTEMA DE COMPENSACÃO
9000.00 CONTAS DE COMPENSAÇÃO DO ATIVO
9100.00 AÇÕES CAUCIONADAS
9110.00 DIRETOR "A"
[Link] SEGUROS CONTRATADOS
9120.00 Companhia "A"
[Link] BANCOS C/ COBRANÇA SIMPLES
9130.00 Banco "A"
[Link] BANCOS C/ COBRANÇA CAUCIONADA
9140.00 Banco "A"
[Link] / - / CONTAS DE COMPENSAÇÃO DO
9200.00 PASSIVO
9210.00 CAUÇÃO DA DIRETORIA
9220.00 CONTRATOS DE SEGUROS
9230.00 ENDOSSO P/ COBRANÇA SIMPLES
9240.00 ENDOSSO P/ COBRANÇA CAUCIONADA