0% acharam este documento útil (0 voto)
1 visualizações43 páginas

COMPLETO

O documento explora como as angústias do passado podem influenciar nossas vidas e comportamentos, destacando a importância de reestruturar a percepção desses eventos. Através da memória, é possível mudar o significado do passado, permitindo um crescimento pessoal e libertação emocional. O autor enfatiza que, embora não possamos alterar os fatos, podemos transformar a maneira como os percebemos, promovendo um estado de bem-estar no presente.

Enviado por

weslleyjhonny
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
1 visualizações43 páginas

COMPLETO

O documento explora como as angústias do passado podem influenciar nossas vidas e comportamentos, destacando a importância de reestruturar a percepção desses eventos. Através da memória, é possível mudar o significado do passado, permitindo um crescimento pessoal e libertação emocional. O autor enfatiza que, embora não possamos alterar os fatos, podemos transformar a maneira como os percebemos, promovendo um estado de bem-estar no presente.

Enviado por

weslleyjhonny
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Como libertar-

se das
angústias do
passado
Publicado porMiguel Lucas
Compartilhar

Cada um de nós comporta em si a sua história, composta por


tudo o que vivemos até ao dia de hoje. Inevitavelmente muitas
dos acontecimentos são esquecidos, quer bons e menos bons.
No entanto, existem eventos da nossa vida que são mais
marcantes, influenciando as nossas acções e decisões do dia a
dia. Em psicologia, podemos chamar isso de condicionamento.
Agimos, emitindo um determinado padrão de comportamento
que é altamente influenciado por acontecimentos marcantes
(usualmente de cariz emocional), ambos, positivos e negativos.
Evidentemente, que os acontecimentos marcantes negativos
geram-nos algum tipo de dor emocional, normalmente
traduzido no sentimento de angústia. Viaje comigo até ao seu
passado e aprenda a liberta-se das angústias que teimam em
paralisar a sua vida.

Mudar o passado
Quero neste artigo transmitir-lhe a mensagem que existe a
possibilidade de poder mudar o significado do
seu passado, do presente e do futuro. O presente e o futuro,
até pode ser razoável, provavelmente pensa você. Mas o
passado? Como é que podemos mudar algo que ocorreu?

Há onze anos atrás li um livro: Como construir uma máquina


do tempo, do autor Paul Davies. Numa manhã ao pequeno
almoço, lembrei-me de colocar uma questão ao meu filho, na
altura com cinco anos. “Filho como é que achas que podíamos
viajar no tempo?” Surpreendentemente ele responde: “Através
da memória”. Nesse exato momento, o meu filho fez-me
quebrar o padrão mental que me fazia estar focado apenas
na possibilidade externa, tipo máquina do tempo.

A partir desse dia, essa ideia fez-me pensar no assunto do


ponto de vista da psicologia. E é, de acordo com esta
perspetiva de podermos aceder ao passado através do
mecanismo da memória, que vos apresento a possibilidade real
de podermos mudar o significado do nosso passado.

O passado o presente e o futuro, relacionam-se de forma


intrínseca num só tempo, no aqui e agora. Mudar o presente, à
primeira vista é a tarefa que nos parece ser mais viável, fácil e
acessível de podermos executar. Nada podia estar mais longe
da verdade. De um ponto de vista operacional, e dado que os
três momentos estão intrinsecamente ligados, todos,
inevitavelmente são mudados no exato momento em que se
estabelece algum tipo de mudança.

Passo a explicar: alterando o significado dos eventos


passados, automaticamente estes têm impacto no momento
presente e permitem projetar-nos no futuro. Sendo que esse
futuro em possibilidade, é estruturado pela ideia que temos
dele no momento presente. Por sua vez, a ideia que temos no
presente momento sofre influências oriundas do nosso
passado.
Dica: Passado, presente e futuro, são exatamente o mesmo
tempo. Aqui e agora!

Condicionados de forma
dramática pelo passado
Ficarmos demasiado condicionados pelo passado, conduz-nos
na grande maioria da vezes a padrões cíclicos de vitimização e
dificuldades em iniciar novos desafios na vida. Por vezes,
geram-se medos, cristalizam-se formas rígidas de pensamento,
caminhamos na vida com demasiados mecanismos de defesa
e em estados de alerta disfuncionais. Tornamo-nos
especialistas na deteção do perigo, e onde e como podemos
ser magoados. Tudo isto poderia encaixar-se perfeitamente
com naturalidade não fosse o terrível incómodo causado por
essa forma desajustada de viver a vida.

Certamente, alguns acontecimentos do passado deixam


marcas profundas, infligem sofrimento, dor, aflição, tristeza,
pesar. E alguns desses estados emocionais, fizeram-nos
adaptar de forma mais funcional à nova realidade. Permitiram
que nos movimentássemos, que fizéssemos coisas na tentativa
de atingir novamente um estado de equilíbrio emocional.

Quando conseguimos ter essa atitude positiva, vemos o


benefício a emergir do sofrimento e da dificuldade. Mas,
provavelmente todos nós em algum período da nossa vida não
conseguimos fazer este exercício de deixar ir o passado, de
conseguir retirar um saldo positivo dos acontecimentos.
Perante este cenário encontramo-nos paralisados pelo
passado. Encontramo-nos tremendamente condicionados de
forma dramática pelo passado. E isto é castrador!

Para aprofundar este assunto, pondere ler o artigo: Viva no


presente. Não se paralise pelo passado
Onde é que existe o passado?
Podermos “viajar” no passado, foi para mim uma descoberta
maravilhosa, razão pela qual fiquei profundamente grato ao
meu filho. Passo a explicar o alcance desta ideia. Na verdade,
através das nossas memórias não podemos de forma alguma
mudar os factos da nossa história. Mas visto que não está
documentada, que não existem registos factuais dos
acontecimentos, a nossa história é sempre uma construção
dependente da forma como observámos e gravámos os
acontecimentos, as experiências e as emoções envolvidas.

A reter: O nosso passado está relacionado com a forma como


percepcionamos a nossa experiência.

De certa forma, o passado não existe. Bem, pelo menos não


existe enquanto fatos. Existe sim, enquanto percepção da ideia
que temos daquilo que nos aconteceu e como vivemos essa
experiência passada. E este é um bom princípio para podermos
viajar até ao nosso passado e alterar a percepção que temos
dele, a nosso favor. Novamente, relembro que não podemos
mexer nos acontecimentos em si, mas sim na ideia que temos
acerca deles, e consequentemente da nossa percepção
registada na altura.

Os eventos do passado não existem em nenhum outro lugar, a


não ser nas nossas memórias, que dão origem aos
sentimentos e pensamentos que temos sobre eles. Por si só, é
claro, os eventos são neutros. Nós colocamos juízos
sobre os eventos com base na forma com eles nos
afetaram, tornando bons julgamentos sobre as coisas que
nos beneficiaram e julgamentos ruins sobre as coisas que
nos prejudicaram. São os sentimentos que resultam
desses julgamentos que permanecem connosco, não os
próprios acontecimentos.

Embora nós não possamos mudar as nossas memórias dos


eventos, podemos mudar a percepção que temos deles,
reestruturando e alterando uma ideia traumática para um
enquadramento facilitador e benéfico.

A reter: De fato podemos mudar o passado, da única maneira


que importa, não alterando o que realmente aconteceu, mas
mudando o significado do que aconteceu e, portanto, podendo
libertar-se das angústias do passado e dos sentimentos daí
resultantes.

Como o passado pode ser


mudado?
Como já referi, nós podemos viajar até ao nosso
passado através da nossa memória, reestruturar o significado
de alguns eventos negativos e traumáticos e
consequentemente encontrar uma forma de criar valor a
partir desses eventos, que até à data entendíamos como
prejudiciais.

Dica: Se podemos realmente utilizar eventos passados que


podem ter sido traumáticos como trampolim para o
nosso crescimento e desenvolvimento pessoal, reinterpretando-
os em acontecimentos positivos, nós podemos libertar-nos da
dor associada às memórias que temos deles. E isto é
libertador!

A grande maioria da pessoas, que têm na sua história de vida


acontecimentos que os prejudicaram, maltrataram ou que
passaram por grandes dificuldades ou situações arrebatadoras
que tenham provocando choques do ego, passam por
momentos de angústia sempre que isso vem à sua memória,
condicionando-lhe inevitavelmente as suas atitudes e ações.
Se percebermos que podemos mudar o significado, que
podemos libertar-nos dessa carga negativa, demos o primeiro
passo para uma viagem reestruturante.

Para aprofundar o assunto, pondere ler o artigo: Mude a


sua história. Se estás insatisfeito faça algo de Diferente

Tal como já referi anteriormente, leve em consideração que


para mudar a sua história, seja ela passado, presente ou
futuro, a única possibilidade é fazê-lo no momento presente.

Como podemos então libertar-nos do passado?

Podemos usar o passado como combustível para o


crescimento no presente. Se quando pensamos num evento do
nosso passado e ele continua a ser doloroso, devemos
compreender que a dor é uma indicação de que
temos problemas inacabados, não com quem ou com o que
estava envolvido no evento em si, mas connosco mesmos.
Talvez alguém o tenha ferido. Talvez alguém o tenha traído.
Talvez tenha feito uma escolha errada, com base no seu medo
ou raiva e que agora lamenta.

Perder tempo em recriminações ou desejando que pudesse


voltar atrás no tempo para mudar o que aconteceu, não é uma
estratégia capacitadora e realista. Aquilo que pode ser
verdadeiramente eficaz e exequível é encontrar uma
maneira de transformar essa mágoa ou arrependimento
num catalisador para o crescimento pessoal e avançar a
partir de hoje.

Se você conseguir realmente pensar sobre o passado desta


maneira, vá até lá, faça essa viagem por si mesmo. Em vez de
pensar nos traumas dolorosos uma e outra vez, que só lhe
provocam angústia e incapacidade, olhe para os
acontecimentos como uma oportunidade para fortalecer-se e
seguir em frente.

Viajar ao passado e mudar o seu


significado
Entre na sua máquina do tempo (aceda à sua memória)
accione a sua consciência, ligue os seus sentimentos e ative a
sua percepção, a viagem vai começar. Remeta-se para um
acontecimento passado que lhe cause angústia, perceba em
que estado se encontra (de incapacidade, de vitimização,
com sentimentos negativos, dor emocional, desesperançado,
humilhado, com sentimento de culpa), pare um pouco nessas
imagens e reflita sobre isso.

Sinta o que lhe está a acontecer no corpo, que sentimentos


estão a ser gerados no momento presente. Com esse
sentimento em mente, tente perceber o que é que isso
influencia a sua vida. O que é que esses sentimentos
relacionados com o passado condicionam o seu presente, os
seus projetos de vida, as sua ações, as suas atitudes, as suas
escolhas?

Tente perceber o quando o seu passado o está a travar, o


impede de libertar-se e viver a vida que deseja, sem entraves,
sem remorsos, sem sentimento de culpa, sem vitimizações,
sem rancores, sem lamechismo. Entenda que tipo de
manifestações, que tipo de padrão mental foi construído com
base nos acontecimentos passados. Entenda em que medida
a sua vida mudaria para melhor se conseguir atribuir um
significado mais capacitador aquilo que o impede de seguir o
que deseja? Observe até que ponto a sua experiência passada
de negatividade lhe pode servir para potenciar o presente?

Para aprofundar o assunto, pondere ler o artigo: Estrutura


mental positiva, o elixir da felicidade

Viva no
presente. Não
se paralise pelo
passado!
Publicado porMiguel Lucas
Compartilhar

Há um ditado que diz: “A única coisa constante na vida é a


mudança.” A maioria das pessoas acredita que isto é verdade.
À medida que avançamos com a nossa vida, as pessoas que
conhecemos, as coisas que vemos, e as emoções que
sentimos nunca permanecem as mesmas. Impreterivelmente,
as pessoas que conhecemos hoje, não serão o mesmo
amanhã por causa do simples fato de que elas cresceram e
ficaram um dia mais velhas, as coisas que conquistámos, que
adquirimos ou que ajudámos a construir podem ser retiradas
apenas num piscar de olhos. Até mesmo as nossas emoções
são muitas das vezes imprevisíveis. Aquilo que sentimos
exatamente de uma determinada forma hoje, muito
provavelmente não poderá ser sentida da mesma forma
novamente. Neste mundo confuso, nada é permanente a não
ser a própria mudança. Por tudo isso, não se paralise pelo
passado!

Citação: “Tudo o que alguém fez para você no passado não


tem poder sobre o presente. Só você lhe pode dar esse poder.
“- Oprah

NÃO SE PARALISE PELO


PASSADO
Tudo na vida vai e vem, mas há uma coisa que não se altera: o
passado. Pelo menos de forma concreta e factual. Como está
definido no dicionário, é algo que está acabado, completo, e já
não está mais na existência. Algo como palavras pronunciadas,
oportunidades que foram ignoradas e eventos que há muito
tempo que aconteceram. Este é aquele tipo de coisas que não
podemos ter de volta ou voltar atrás, são coisas que nunca
poderemos ter novamente e da mesma forma.
Nós nunca poderemos voltar atrás, voltar a estar no
mesmo lugar, ao mesmo tempo, não podemos voltar atrás
no tempo para apagar as coisas que fomos fazendo, ou
proteger-nos do sofrimento que sentimos no passado. Nós
já sabemos que desejar que pudéssemos mudar o passado é
algo inútil, mas como seres humanos que somos, muitos de
nós continuaremos a lamentarmo-nos e a ter a esperança de
voltarmos a ter a chance de fazer tudo novamente. Mas
porquê?

Há momentos na nossa vida em que nós simplesmente não


conseguimos deixar as coisas ir. No que diz respeito por
exemplo aos assuntos do coração, todas as pessoas que
viveram a separação ou perda no amor certamente sentiram
dor e mágoa. Por circunstâncias desconhecidas, as promessas
e as esperanças que tinham não se tornaram realidade, as
coisas caíram num vazio, seguindo-se um tormento e
desilusão.

Quando estas coisas acontecem, as pessoas quase sempre


optam por viver na miséria e solidão. Inicialmente, este é
apenas um mecanismo de enfrentamento que temos como
seres humanos para diminuir a dor, mas ao permitirmos que a
tristeza e desilusão nos engula o prazer da vida, somos
obrigados a tê-las connosco durante muito tempo e em alguns
casos para o resto das suas vidas, podendo desenvolver
alguns problemas psicológicos, como: fobia social, ataques de
pânico, insónias, ansiedade, depressão. É tempo de
percebermos que aprender com o passado e viver com ele
ou dependente dele, são duas coisas diferentes.

VOCÊ NÃO É AS SUAS


EMOÇÕES
É provável que você tenha sofrido e continue a sofrer com algo
relacionado com o passado, talvez isso tenha feito com que
você tenha deixado de ser feliz, para sentir-se infeliz e triste.
Veja, que não referi que você passou a ser infeliz ou triste, e
sabe porque não usei essas expressões de “Ser”? Porque,
acredito que estar a sentir-se infeliz ou triste, não é a mesma
coisa de ser infeliz ou triste.

Quando você se refere a si mesmo como sendo uma pessoa


infeliz, está a personalizar esse estado, e considera que esse
estado é permanente, mas digo-lhe que não é, isso é uma
ilusão. E sabe porque razão não é infeliz? Porque nem você
nem ninguém, está permanentemente 24/24 horas nesse
estado de ser (infeliz). As suas emoções não são reacções
fixas às circunstâncias externas, elas emergem dos seus
pensamentos, das suas crenças e das suas avaliações.

Pondere ler: Aprenda a gerir as emoções e a ter controlo na


sua vida.

Pergunto-lhe, quando não está a ser infeliz, em que estado é


que está? Provavelmente noutro. Vamos supor que está num
estado de alegria temporária, isto quer dizer que nesse
momento não é infeliz ou triste. Então o que é? Será que é
contente? Nem uma coisa nem outra, nós vamos sendo várias
coisas a todo o momento. Temos a capacidade de sentir um
espectro alargado de emoções e sentimentos. Quer dizer,
que quando nos identificamos e nos fundimos com o nosso
sentimento e qualificamos isso como algumas coisas que nós
somos: “Sou triste, sou infeliz”, é uma ilusão.

Claro que muitas vezes referimo-nos a nós mesmos nesses


termos, no entanto, trata-se apenas de uma forma de
expressão facilitadora. Esta forma de expressão facilitadora,
pode tornar-se prejudicial quando nos fundimos a ela, nos
identificamos com ela e personalizamos uma forma negativa,
incapacitante e destruidora de Ser(mos). Se as nossas
emoções não são reacções fixas, também o nosso estado de
“Ser” não é fixo. E isto é extraordinário, é libertador!

Pondere ler: Porque é que não consigo ser feliz?


Você, eu, e todos nós somos aquele que “É”. Isto quer dizer
que somos várias coisas. Evite fundir-se ao seu passado ou
ao seus sentimentos, o passado é algo que ficou para trás,
é imutável, já nada pode fazer sobre o que aconteceu. No
entanto no que se refere aos sentimentos que são accionados
pelos pensamentos que tem, ou interpretações que faz acerca
do que lhe aconteceu ou viveu no passado, isso você pode, e
se quiser consegue mudar.

Como já referi: O seu passado e aquilo que sente acerca dele,


são duas coisas distintas.

Alerto para um facto muito importante, tenha atenção a um


factor duplamente prejudicial relativamente a algo que lhe
aconteceu no passado e lhe possa estar a prejudicar ou a
condicionar o presente: Chamo-lhe Dupla Fusão. O que é
então a Dupla Fusão? Isto acontece quando você se funde aos
acontecimentos do passado (normalmente os traumáticos e
angustiantes) e se funde aos sentimentos oriundos desses
traumas e/ou angustias. Cria-se uma força altamente
incapacitante, pois você fica “preso” no tempo, fica “preso” e
cristalizado nos sentimentos que gerou naquela altura e que
transporta agora, julgando “Ser” aquilo que sente e lhe
aconteceu. Puro engano. Na verdade, tudo isso, não passa de
um erro de raciocínio. O mais encorajador é que você pode sair
dessa situação, é possível descomprometer-se com a
sua Dupla Fusão e desapegar-se dela. Você tem de fazer uma
Desfusão emocional/situacional.

Invista no conhecimento das suas emoções, são de extrema


importância, conhecê-las e saber lidar com elas torna-se numa
vantagem para a vida de cada um de nós. Aumente o seu
sucesso entendendo as suas emoções.

USE O PASSADO A SEU


FAVOR
Há apenas duas escolhas que você tem por onde se decidir: ou
você aprende com o que lhe sucedeu, ou vive com isso para o
resto da sua vida. Para aprender com o passado é necessário
muita força de vontade e coragem, pois terá que aceitar o facto
de que algumas das coisas que fez não correram bem, ou que
sofreu alguma injustiça, ou que algum acontecimento não lhe
deveria ter surgido, ou que em alguma altura da sua vida foi
por caminhos inadequados e que eventualmente cometeu
alguns erros. Esta constatação gira em torno da ideia de que a
vida não é uma estrada lisa por onde podemos viajar sempre
calmamente, ela tem sempre voltas e reviravoltas que podem
enganar-nos e confundir-nos.

Por outro lado, viver com o passado é mais simples


(supostamente).Você só tem que manter as memórias
dolorosas e punir-se sempre que fechar e abrir os olhos. Não
há muito a fazer (provavelmente você poderá pensar isso), a
não ser reavivar a dor todos os dias e recusar-se a aprender a
lição que vem com o infortúnio. Acredito que se disputar este
tipo de raciocínio, certamente concordará que não é adequado
nem construtivo.

Abordo de forma mais profunda este assunto no artigo: A


felicidade é possível mas é opcional.

Você pode optar por tomar o caminho da vitimização (ainda


que com legitimidade), por vezes dura o suficiente para desistir
e render-se à tristeza e mágoa? Ou será que você pode aceitar
a realidade dos factos, encarar o sentimento de tristeza,
injustiça e fazer algo para mudar isso? Relembre-se que pode
mudar aquilo que sente (seja: tristeza, ansiedade, fúria,
desesperança, sintomas da depressão, entre outros). E pode
mudar aquilo que sente, porque está capacitado para sentir
várias coisas! Ainda que seja difícil, opte por aquilo que quer.
Se optar por mudar aquilo que sente para aquilo que quer
sentir, certamente será possível. Claro que tem de fazer coisas
para que isso aconteça. Tem de fazer coisas para alcançar a
felicidade.
Pondere ler: Combater a sensação de incapacidade e
desesperança.

É VOCÊ QUE FAZ AS SUAS


ESCOLHAS
Só você pode fazer a melhor escolha para si mesmo. Ninguém
pode ditar o que você deve fazer em relação ao seu passado,
só você pode aprender/ensinar-se a viver hoje com ou sem ele.
Coisas do passado só podem afetar o seu presente, se você
deixar que isso aconteça, ele pode assombrá-lo a qualquer
hora do dia, pode estar com você onde quer que vá, e nunca
pode ser apagado. Pode, mas não pode, se você não permitir
que ele possa.

Não é uma tarefa fácil de superar o passado e viver o presente,


mas vai valer a pena no final. Nada é mais difícil do que deixar
de ir (desapegar-se) do que se lamenta, nada é mais doloroso
do que aceitar a realidade que você foi magoado sem sequer
ter um aviso, e nada é mais difícil do que aceitar que você é
capaz de fazer os seus próprios erros na vida. Mas só se
conseguir desapegar-se (desfusão), aceitar e compreender que
essas coisas acontecem, você conseguirá definir-se quem é, e
quem quer ser, e assim permitir-se deixar para trás o passado
onde ele pertence, e viver o presente. Então, pergunte a si
mesmo: “Eu prefiro viver no passado ou viver o presente?

SEIS PASSOS PARA


TREINAR “VIVER NO
MOMENTO PRESENTE”
Na atualidade, as pessoas muitas vezes vivem a experiência
da sua vida repleta de responsabilidades, planos
e preocupações. É provável que você passe muito do
seu tempo pensando sobre o que lhe aconteceu no passado,
ou o que pretende ou “deve” realizar no futuro,
que provavelmente esquece-se de experienciar plenamente o
momento em que você está agora. No entanto, experienciar
plenamente cada momento é essencial para reduzir
a depressão e manter a felicidade. Desta forma, é possível
trabalhar no sentido de promover a capacidade de viver no
momento presente.

Em seguida apresento seis


passos que o podem ajudar a
viver no momento presente:

PASSO 1: ELIMINAR O
AUTO-FOCO
Quando você se concentra naquilo que o preocupa ou naquilo
que acha que não consegue fazer, você cria um ambiente
interno de ansiedade. O Auto-foco drena a sua energia e o seu
entusiasmo, se você está esperando por uma mesa para
jantar ou pretende fazer uma apresentação em palco. Imagine-
se a executar uma tarefa com eficácia antes de realmente fazê-
lo, esta simples técnica permite eliminar o foco de si mesmo.

Quanto mais vezes você repetir um cenário de sucesso na


sua mente, menos ansioso você vai estar quando realizar a
sua tarefa. O mesmo pode ser feito para algo que lhe sucedeu
no passado e lhe limita agora o presente. Foque-se na
estratégia que o pode levar a ultrapassar a dificuldade em que
se encontra. Foque-se no processo, momento a momento.
Veja-se a encontrar soluções e pratique isso no terreno.
Certamente conseguiu deslocar o foco de atenção de si para
algo capacitador e construtivo, o objetivo foi cumprido.

PASSO 2: SABOREIE
PEQUENOS MOMENTOS DE
PRAZER E SATISFAÇÃO
A felicidade vem não apenas de grandes eventos, mas também
de pequenos prazeres quotidianos. Dedique tempo para
prestar atenção a esses pequenos prazeres como o gosto de
uma boa chávena de café ou a sensação de relaxamento de
um banho quente. Foque-se nas coisas belas que você pode
experimentar neste momento. à medida que você for
saboreando pequenos prazeres, você vai começar a
experimentar mais satisfação e alegria na vida .

PASSO 3: USE A
RESPIRAÇÃO
Concentre-se na sua respiração. Esta é uma estratégia
essencial para viver o momento. A respiração profunda pode
ajudar a reduzir a sua ansiedade e preocupação. Use esta
distração momentânea para evitar uma discussão acalorada,
relaxar os músculos tensos ou prevenir um ataque de pânico.

PASSO 4: PERDER A NOÇÃO


DO TEMPO
Tire o máximo proveito do seu tempo, perdendo a noção do
mesmo. Participe em atividades envolventes e desafiadoras,
nas quais você pode tornar-se completamente absorvido. Tente
actividades como a construção de modelos, golfe, pintura,
escultura e jardinagem (ou qualquer outra coisa que goste e o
absorva completamente). Quando você se torna absorvido
numa atividade e perde a percepção do tempo, consegue
certamente experienciar satisfação e alegria na vida .
PASSO 5: ACEITAR A
REALIDADE DAS COISAS
MENOS BOAS
No artigo: A felicidade é possível mas opcional, abordei a ideia
acerca da tendência que existe em grande parte de nós para a
hipersensibilidade ao desconforto e à negatividade, ou aos
sentimentos negativos e consequente evitamento. As
consequências podem ser extremas por evitar este tipo de
emoções negativas, como
stress, ansiedade, depressão, desapontamento e solidão. O
evitamento só amplifica a negatividade. Encare as suas
emoções negativas e aceite-as como uma parte da sua vida.
Isso pode ajudar a reduzir a quantidade de energia que você
investe na negatividade, deixando mais energia para desfrutar
o momento presente.

A prática da Atenção Plena (Mindfulness), é uma ótima


abordagem para treinar a aceitação. Mindfulness: é a
capacidade de colocar a atenção no momento presente sem
julgar (desapego). Este tipo de atenção permite desenvolver
uma maior consciência, claridade e aceitação da realidade do
momento presente.

PASSO 6: ABRACE A
MUDANÇA
A rotina, prepara o terreno para a desatenção, para a vida em
automático. Esta é a experiência de estar tão perdido na rotina
dos seus pensamentos que não vislumbra o momento
presente. Mesmo pequenas alterações na sua rotina diária,
podem ajudá-lo a sair dos seus processamentos
automáticos. A rotina é uma forma de viver o passado no
momento presente. Se faz sempre aquilo que fez, esta é uma
forma de viver praticamente sempre as mesmas coisas da
mesma forma. Esta é uma outra forma de ficar “agarrado” ao
seu passado. De viver as mesmas coisas dia após dia.
Observe e experimente a mudança na sua rotina, a mudança
pode envolver simplesmente uma nova rota de trajeto, uma
programação diferente do seu dia, ou encomendar algo
diferente do “costume” para o almoço.

Curar o
passado:
Ressignifique
os
acontecimentos
traumáticos
numa história
capacitadora
Publicado porMiguel Lucas
Compartilhar

O passado é talvez aquilo que mais nos pesa, não só porque


nos acontecem coisas das quais gostaríamos de esquecer, ou
não ter vivido, mas também porque transportamos connosco, o
arrependimento, vergonha e sentimento de culpa de coisas das
quais não nos orgulhamos. Gravamos na nossa mente e
igualmente no nosso corpo as experiências que nos
incapacitam, guardamos as memórias dos acontecimentos e do
impacto emocional que tiveram, e sempre que uma situação
idêntica nos transporta para os cenários passados, voltamos a
reviver os mesmos pensamentos e sentimentos, reforçando
ainda mais tudo aquilo que nos manda para baixo.

Alguns acontecimentos podem mesmo condicionar de forma


negativa toda uma vida. Não só porque podem derrubar de
forma arrebatadora a pessoa que passou pela situação,
alterando o que pensa acerca do mundo, de si e dos outros,
mas principalmente porque pode ficar num estado de
ressentimento exagerado, olhando para tudo e para todos
quase sempre de uma forma hostil, e num estado de proteção,
em modo de sobrevivência.

Na altura em que os acontecimentos indesejados ocorrem, na


grande maioria das vezes, ficamos com uma ideia acerca do
que nos aconteceu e do quanto isso nos afeta, ou pode vir a
afetar no futuro. Essa história que compomos de acordo com a
nossa experiência de vida, crenças e modo de pensar, joga um
papel tremendamente importante acerca da forma como isso
nos vai afetar daí em diante.

“Um homem é sempre um contador de histórias. Ele vê


tudo que lhe acontece através delas. E, ele tenta viver a sua
vida, como se estivesse contando uma história.” –
Jean Paul Sartre
“Quem é que eu vou ser nesta história? Em que é que eu
realmente acredito, o que realmente dou valor, e quanto vale a
pena lutar por mim?”

Somos todos contadores de


histórias
De acordo com António Damásio, o nosso corpo está
cartografado no nosso cérebro, o que quer dizer que a um nível
subconsciente grande parte das alterações fisiológicas que
ocorrem no nosso organismo são lidas pelo nosso cérebro, e
este constrói uma representação mental do que está a
acontecer. As alterações fisiológicas (por exemplo, emoções e
sentimentos) são acionados pela nossa percepção do ambiente
ou pelos nossos pensamentos. O que o nosso cérebro observa
e regista que está a acontecer no corpo, é contado na forma de
uma história (pensamentos) que são criados na nossa mente.

Quando estes pensamentos surgem na mente, nós tomamos


consciência deles, e nesse momento construímos a nossa
história. A história é baseada na experiência externa que
registamos na nossa memória (fatos sobre o acontecimento) e
ao mesmo tempo o nosso cérebro emocional (sistema límbico)
faz-nos sentir uma emoção, é esta emoção que sentimos no
corpo que nos deixa uma forte “impressão” associando na
nossa memória os fatos e as emoções vividas nesse exato
momento. Formamos uma memória emocional, que mais tarde
conseguimos descrever por palavras, constituindo e
construindo a nossa história dos acontecimentos.

“O cérebro é um espetador forçado do espetáculo do


corpo.” – António Damásio

António Damásio, em “O Erro de Descartes” diz: “É-me muito


difícil, se não impossível, pensar que espécie de emoção de
medo restaria se não se verificasse a sensação de aceleração
do ritmo cardíaco, de respiração suspensa, de tremura dos
lábios e pernas enfraquecidas, de pele arrepiada e de aperto
no estômago. Poderá alguém imaginar o estado de raiva e não
ver o peito em ebulição, o rosto congestionado, as narinas
dilatadas, os dentes cerrados e o impulso para a ação
vigorosa, mas, ao invés, músculos flácidos, respiração calma e
um rosto plácido?“

Mas o mesmo é válido para o nosso meio ambiente. De certa


forma, aquilo que nos rodeia também está cartografado no
nosso cérebro. Nós temos milhões de células nervosas, a que
chamamos neurónios, que se organizam em redes neuronais
especializadas, que por sua vez permitem interpretar o que
acontece no nosso meio externo.

A estrutura mental positiva ou negativa que vamos edificando


pela força do hábito, pelas interpretações que vamos fazendo,
pela forma de pensar que vamos instituindo acerca das coisas,
uma e outra vez, pela forma como vamos enraizando algumas
crenças e como estas vão criando e reforçando as redes
neuronais é que nos fazem pensar de uma determinada forma.
Tudo isto vai alterando a nossa estrutura cerebral, para que de
forma antecipada nos prepare para processarmos estímulos
idênticos aos que temos vindo a receber.
A forma como vamos pensando acerca da nossa história
(daquilo que vamos fazendo e que nos vai acontecendo) vai
alterando e enraizando o nosso mapa mental do mundo e
igualmente da ideia que temos acerca de nós mesmos. Se
aquilo que vivemos, e a forma como olhamos o mundo é
depreciativo, traumático, angustiante, frustrante, depressivo e
negativo, ambas as cartografias do nosso cérebro (interna do
corpo e externa do meio ambiente) trabalham em uníssono,
contando e sentido a mesma história.

Uma história que fica entranhada no corpo e no cérebro, na


forma de uma memória. Se no momento presente nos formos
movimentando por essa memória do passado, pela nossa
história, e esta for incapacitante, iremos recorrentemente viver
num estado idêntico aos acontecimentos desagradáveis
e negativos que provocaram mal-estar, infelicidade e tristeza.
Assim se constrói uma história baseada num ressentimento,
assim se vive uma vida de ressentimento, imposta pela força
do hábito.

Se não está contente com a sua história, ou pretende viver de


hoje para o futuro de forma diferente, mais capacitadora e
positiva, leia: Mude a sua história, se está insatisfeito, faça algo
de diferente.

A seu favor ou contra si


E você, qual o seu ponto de vista acerca da sua história e
das muitas coisas que lhe acontecem? Mesmo uma
curta história acerca de algo engraçado que lhe possa ter
acontecido hoje, revela o papel que você escolhe ter na sua
vida, os valores que a suportam, e a maneira que lida com a
adversidade. É a ideia que constrói da sua vida a partir de um
ponto de vista na primeira pessoa, que vai construindo a noção
que tem de si mesmo. Esta é a história que você
prefere contar acerca de si mesmo.
Mas, o problema é que nem todas as histórias pessoais são as
mesmas em termos de promoção do nosso bem-estar, no
sentido de conduzir-nos do ponto A ao B na nossa vida, e
fazendo isso de uma maneira que descreve a nossa
perseverança, aprendizado, resistência e crescimento.
Algumas das nossas histórias preferidas limitam o
desenvolvimento de uma fase da vida para outra e, assim,
mantêm-nos presos a um certo ponto de vista no nosso
cronograma de vida. Algumas histórias que contamos a nós
mesmo podem-nos restringir, ao invés de abrir
possibilidades para novas formas de ser, mais adequadas,
funcionais e vantajosas.

A forma como olhamos para os acontecimentos na nossa vida,


a forma como os avaliamos e o impacto emocional que têm,
contribui em larga escala para a tomada de decisão que
fazemos e nas estratégias que utilizamos para lidar com a
situação. A posição que tomamos, de vítima ou de resiliência,
deprimida ou esperançosa, frustrada ou de aceitação, irá
contribuir para vivermos à sombra dos acontecimentos, ou ao
invés, resignificar o que sucedeu emergindo sentimentos de
coragem, orgulho, e superação.

Podemos não ter controlo sobre o que nos acontece, e numa


primeira fase, podemos até reagir de forma negativa,
inadequada e prejudicial, mas com o passar do tempo, temos a
possibilidade de analisar os fatos e as emoções envolvidas,
atribuindo-lhe um significado de aceitação, para que possa
interpretá-los de uma forma a que retire algum tipo de
aprendizado que possa ser útil. No entanto, ainda que possa
não ver utilidade, pelos menos não permita que a relembrança
do sucedido lhe prejudique ainda mais a vida do que o evento
em si.

O que pode facilitar o descondicionamento, ou seja a


separação do seu estado emocional memorizado e as
lembranças dos fatos passados do bom desenrolar da sua vida
presente é, dissociar-se das emoções sentidas e dos fatos
registados. Por outras palavras, você não é os seus
acontecimentos, e apesar de algumas histórias da sua vida
terem sido desagradáveis abalando a sua forma de olhar o
mundo, você tem sempre a possibilidade de criar uma visão de
si mesmo independente daquilo que lhe aconteceu. O que lhe
aconteceu pode avaliar-se como perturbador, angustiante,
injusto, aterrador, no entanto você pode não percepcionar-se
como sendo uma pessoa perturbada, que vive em angústia,
injusta e com medo do futuro.

Dica: O que importa é o ponto de vista pessoal que você


expressa acerca do que lhe acontece e não propriamente o
que lhe acontece.

Só você saberá o caminho que quer percorrer para o resto da


sua vida, e o quanto vai interpretar os acontecimentos como
incapacitantes, ou não. Você é única pessoa que pode
construir uma descrição dos acontecimentos que faça sentido
para si, podendo ajudá-lo nas suas decisões, ou não, e o
quanto podem influenciar a sua história pessoal a seu favor, ou
não.
Use a sua história pessoal como
ajuda para a mudança positiva
No artigo, viva no presente não se paralise pelo
passado expliquei que nós não somos as nossas emoções, e
como podemos usar o passado a nosso favor. No artigo, como
libertar-se das angústias do passado, apresentei a ideia de
pudermos viajar até ao passado usando a nossa memória dos
acontecimentos, e como através da atribuição de um novo
significado era possível fazer uma nova interpretação, mais
positiva.

Aprofundei o assunto no artigo, como dar um novo significado


aos acontecimentos passados através da implementação de
nova informação, transportada do momento presente para os
fatos passados, complementado com o seguinte vídeo:

Em seguida vou explicar


passo a passo o processo
que o pode guiar na
construção de uma história
mais capacitadora:
Como é que você sabe se a história que constrói acerca da
experiência é mais certo do que errado? Se a história for mais
adequada, funcional e positiva, você vai começar a sentir-se
mais livre e pronto para avançar, e a sua compreensão
evidencia as suas necessidades e desejos, e faz sentido com
as características da vida que você viveu até ao momento, mas
igualmente com as que pretende vir a viver.

É importante perceber que a atividade de colocar a


experiência em forma de história merece a sua atenção
consciente e reforçada. Você não deve simplesmente ignorar
as coisas negativas, ou colocar uma visão positiva em cima das
coisas que lhe aconteceram. O processo reflexivo que o pode
conduzir a uma nova produção da sua história é uma tarefa
psicologicamente desafiadora. Você tem que:

Primeiro, considerar os seus pensamentos e sentimentos,


mesmo os que você pode estar tentando evitar ou negar.
Sentimentos de medo, vergonha, arrependimento, injustiça,
nojo, raiva, traição, dúvida, entre outros. Permita que invadam
a sua mente, tente verbalizá-los. Enfrente o seu mundo interior
de frente, não olhe mais para o lado como se nada tivesse
acontecido, evitando não abordar o assunto consigo mesmo.

Segundo, promova o entendimento e significado usando


este processo para escolher o papel que melhor sirva os
seus objectivos, metas e propósitos da sua vida. A grande
questão que importa focalizar-se é: “Quem é você, o que quer
pensar, o que quer sentir e como quer agir?” Você pode decidir
que precisa exercer ações mais auto-orientadas para os seus
objectivos, nesta fase da sua [Link], você decida que uma
grande mudança é errado para você, porque você está
vivendo a vida que sente ser a mais autêntica. Mas, se você
sente que ficou preso no passado, ou que transporta um fardo
que lhe consome grande parte da sua energia,
então ressignifique a sua história.

Separe-se dos fatos e das emoções sentidas, interprete a


situação como tendo fugido ao seu controlo, ou tendo sido
imposta por condições externas. Se tiver de perdoar alguém
faça-o, se tiver de se perdoar a si mesmo, faça-o. Desapegue-
se daquilo que o faz sofrer, do que lhe enviesa o pensamento,
que serve de justificação para continuar paralisado na sua vida.
O que aconteceu não está mais aqui e agora. O que
permanece consigo são apenas memórias, eventos mentais
que lhe aparecem na mente e lhe condicionam as ações
desprendidas.
Em terceiro lugar, pegue nas histórias dentro de você,
perceba como o fazem sentir, e perceba que esses
sentimentos não descrevem quem você é, ou pretende vir
a ser. Essas histórias que estão dentro de você e que o
empurram para o fundo, não são você, ganhe consciência
disso. Podem conter algumas das suas frustrações, mágoas e
arrependimentos e eventualmente fixaram-se na forma como
você pensa.

Desapegue-se disso, focalize-se no que quer sentir, como quer


pensar e o que pretende fazer para iniciar um novo capítulo na
sua vida. Visualize-se a agir sem interferência do seu passado.
Olhe para ele à distância, olhe para ele de forma positiva, como
algo que lhe aconteceu, como algo que faz parte da sua
história, mas que não o define como a pessoa que é, ou que
pretende vir a ser. Olhe de forma positiva, percebendo que
apesar de ter vivido maus momentos consegue seguir em
frente, desprendido, e ciente que você é muito mais do que
aquilo que lhe acontece. E isso, só pode ser positivo.

Certifique-se que conta a


história que lhe serve
Depois de ter revisto e olhado para alguns dos acontecimentos
que definem a sua história mais marcante, perceba e reflita
se é exatamente assim que você escolhe recordar e
resignificar essa parte da sua experiência de vida?

Para refletir: Tenha cuidado, porque a história que você conta


(ou constrói) sobre o que aconteceu é realmente o que você
está interiorizando. Você está registando este capítulo da sua
vida, como você o vê. Tenha a total certeza de que é a história
que deseja contar e que é a que lhe dá mais opções para
esculpir o próximo capítulo da sua vida.

As histórias mais edificantes e úteis para nós, são as contadas


por pessoas que foram resilientes. Ao lidar com os seus
problemas de uma forma resistente, você realiza ações físicas
e mentais que mudam a sua vida. O processo anterior é um
conjunto de passos mentais que permitem expandir a sua
compreensão e perspetiva para que possa ver de que maneiras
você está preso num passado castrador.

Você começa a analisar os significados que deu para as


experiências, permitindo verificar se elas têm potenciado ou
limitado os seus objetivos, metas e propósito de vida. Agora,
você adquiriu um auto-conhecimento e uma perspetiva que lhe
desenvolveu um “olho de falcão” que lhe expande os
horizontes, olhando à sua volta e percebendo que tem asas
para voar mais longe. Altos e baixos vão acontecer sempre na
sua vida, mas, o que mais importa é a maneira como você lida
com eles, e acima de tudo como conta a sua história de
superação, coragem e combatividade. E, isso é uma grande
experiência para contar (principalmente para si mesmo).

Cure o seu passado


Se você sente que o seu passado está prejudicando a sua
vida, se está infligindo sofrimento diário e inibe o seu futuro e
projetos de vida, temos à sua disposição uma forma de terapia
que tem sido de grande utilidade na superação do Transtorno
de Stress Pós-traumático e que é aplicada igualmente a outros
traumas ou problemas de grande impacto emocional. Esta
terapia inovadora é apelidada de Terapia Perspetiva de
Tempo (Inglês: Time Perspective Therapy).

Esta nova abordagem atrativa enraizada na Teoria Temporal


desenvolvida pelo Dr. Philip Zimbardo ajuda a quem sofre
de Transtorno de Stress Pós-traumático a parar de viver no
“passado castrador” e olhar para a frente para um futuro
positivo.

Se tem vindo a sofrer com as angústias do seu passado e,


apesar dos seus esforços não vê melhorias, pondere adquirir a
minha Palestra em Vídeo: Superar o Passado e Promover o
Futuro. Você Irá receber ensinamentos de como dar um novo
significado aos acontecimentos passados e como gerir as
emoções negativas que o atormentam no presente. Serão
divulgadas estratégias para eliminar o autofoco, aumentar o
autocontrole e restaurar a capacidade para saborear momentos
de prazer e satisfação.

Como fazer as
pazes com o
seu passado
castrador
Publicado porMiguel Lucas
Compartilhar

O passado faz parte das nossas vidas. O passado vive em nós.


Por vezes o passado pode ter sido tão incisivo que nos deixa
marcas carregadas de negatividade. Se pouco a pouco
transformamos essa negatividade numa cruz que carregamos
diariamente, o peso da cruz pode ser tal que nos inferniza a
vida. Todos podemos recordar momentos das nossas vidas
que consideramos como terríveis.

Se esses acontecimentos na atualidade afetam a sua vida de


forma a empobrecê-la do ponto de vista emocional, esses
acontecimentos não foram apenas terríveis no passado, eles
continuam dia após dia a abrir feridas. Certamente alguns
desses acontecimentos foram duros, exigiram de si, fizeram-no
sofrer, foram injustos, afastaram-no do caminho que pretendia
realizar.

Talvez você tenha ficado ressentido e isso se verifique na sua


forma de pensar, na sua atitude e comportamentos, não só
consigo mesmo, mas também com os outros. Eventualmente
você sente a sua vida a fugir-lhe entre os dedos, e até pode ter
desejado ser de uma outra forma. Mas apesar de todos os
esforços, o passado aparece-lhe tal “fantasma” e atormenta-lhe
a vida.

Conseguir superar o passado castrador pode trazer à sua vida


algo de muito bom, tal como tem acontecido a pessoas que
conseguem elevar-se acima dos seus acontecimentos
traumáticos e retiram valor para as suas vidas.
Em psicologia apelidamos esse fenómeno de crescimento pós-
traumático.

Preso no passado
Em algumas tentativas desesperadas de ultrapassar o seu
passado, pode até ter enveredado por comportamentos menos
próprios e institui alguns maus hábitos na sua vida. Tem
consciência disso, mas acabou por aceitá-los e convive agora
com eles. Afeiçoou-se, assumiu-os como seus, fazendo agora
parte de si.

É como a célebre frase: “Se não consegues vencê-los junta-te


a eles“. Assim parece acontecer com o nosso passado, com os
caminhos que vamos percorrendo e que nos empurram para
um trilho de insatisfação. Sabemos que estamos no lado errado
da margem, mas como não encontramos forma de
atravessarmos para o outro lado, vamos levando a vida
olhando para o lado desejado.
Nós estamos do lado errado e vamos contemplando o lado em
que desejaríamos estar. É como uma tortura permanente. É
como estar a viver no passado olhando para o presente.
Vivemos a vida que julgamos ter de viver, olhando para aquela
que gostaríamos de estar a viver. Este cenário tem tudo de
destruidor, de gerador de infelicidade.

“Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e


sofrer novamente.” – William Shakespeare

Não quero com esta descrição transmitir a ideia que não é


possível deixarmos o passado onde ele pertence, no passado.
Os acontecimentos negativos passados vivem em nós como
memórias que deixaram uma tatuagem emocional de grande
impacto, que nos empurram para a outra margem. Ou melhor,
nós criamos a “ilusão” que os acontecimentos passados nos
empurram para a outra margem.

Na verdade o que nos retira do caminho desejado são todas as


alterações que fomos fazendo na nossa forma de pensar, sentir
e agir. À luz do passado fomos instituindo crenças limitadoras
que moldaram de forma negativa a nossa forma de ser.

“Não hipoteque os seus sonhos e a si mesmo ficando


preso no passado castrador. Você é tudo quanto você
têm.”

Aceitar o passado é benéfico, mas aceitar passivamente o


quão os acontecimentos passados nos alteraram
negativamente, aceitar os comportamentos indesejados que
nos “forçou” a adotarmos, isso não, isso é destruidor.

Devemos aceitar as consequências que os acontecimentos


passados tiveram, mas cuidadosamente analisar o impacto que
podem ter tido em nós, e o quanto o ressentimento, angústia
e deceção gerada nos afeta a forma como enfrentamos
atualmente a vida. O quão a forma como agimos à luz dos
acontecimentos negativos passados nos prejudica a vida
presente e futura.

A reter: Abraçar o seu passado, mesmo que seja um passado


muito castrador, é um dos maiores presentes que você pode
dar a si mesmo.

O que acontece quando você fica preso na lamentação,


vitimização, vergonha e outros sentimentos
negativos? Isso tem um enorme impacto negativo na sua vida
atual, promove a infelicidade e impede que você siga em
frente. O passado castrador é como uma sombra escura e
deprimente, acinzentando tudo o que você faz, sente e diz.

É importante abraçar este tempo escuro da sua vida e até


mesmo perceber que pode ter sido um trampolim para a
pessoa que você se irá tornar, mas apenas se for capaz de
aprender com ele, seguir em frente e concentrar-se no que é
importante: o presente e o futuro e a ideia que você tem
daquilo que quer vir a tornar-se.

A reter: Não deixe que as suas falhas, angústias, incertezas,


medos, pensamentos e sentimentos negativos oriundos do
passado se transformem no seu carrasco. Não deixe que isso
determine as suas ações e muito menos quem você é. Você
tem de decidir os seus objetivos e o que pretende ser, por você
mesmo. Pelo seu estado de ser mais elevado, positivo, otimista
e esperançoso.
Aceite e faça as pazes com o
passado
Aceite o seu passado, faça as pazes com o seu passado. Isso
promove a superação dos acontecimentos castradores. No
entanto, perceba que o condicionamento que o seu passado
pode ter feito na sua vida e na sua forma de olhar o mundo,
empurrou-o para a margem do rio que você não quer estar.

É preciso monitorizar que efeitos pejorativos isso tem vindo a


ter na pessoa que você é hoje, e o que pode fazer para mudar
para melhor. O que pode fazer no que diz respeito à
aprendizagem de novos comportamentos, atitudes e formas de
pensar para libertar-se das angústias do passado?

Então, como pode você ver o lado positivo na escuridão do


seu passado? Como pode você fazer as pazes com o seu
passado castrador e potenciar a sua vida?

Lembre-se que você estava num lugar diferente na sua


vida. Nesse momento difícil as circunstâncias eram diferentes
do que são agora. Podem estar no momento atual a gerar-lhe
arrependimento, ou angústia ou algum tipo de reatividade
negativa.

Se você está arrependido e sente remorsos ou sentimento de


culpa, perceba que você teve os seus motivos para agir da
maneira que causou o problema. Talvez o seu comportamento
tenha permitido aguentar uma determinada situação.

Talvez você agisse por segurança ou por medo. Ou talvez você


não tivesse atingido um estado de desenvolvimento e
conhecimento que lhe permitisse agir satisfatoriamente. O que
importa perceber hoje, é que a situação não pode ser
comparada com a maneira como você pensa, sente e age na
atualidade.

Olhe o seus erros passados de forma a retirar algo que lhe


sirva para seguir em frente sem cometer os mesmo erros. Se
foi um acontecimento que esteve fora do seu controle, mas que
o perturba, alterou a sua rotina ou forma de estar na vida,
entenda que nada lhe serve indignar-se com a situação. É você
que sofre com os sentimentos negativos daí advindos e
certamente não o capacitam em nada.

Veja o seu passado como um portal que o conduziu para o


lugar que você está agora. Talvez você esteja numa relação
mais saudável. Talvez você já tenha superado as suas lutas
com a redução de peso e ter um relacionamento saudável com
seu corpo agora. Talvez você tenha encontrado a carreira dos
seus sonhos ou, talvez, você só tenha crescido como pessoa.

Se a apreciação que faz do estado em que se encontra é de


sofrimento, então importa ter esse sentimento como ponto de
partida e perceber que existe a possibilidade de olhar o seu
passado por outra perspetiva.

Olhe o passado pela perspetiva positiva. Olhe o seu passado


menos bom como uma possibilidade de elevar-se acima dos
acontecimentos que o fizeram e continuam a fazer sofrer. Você
tem agora possibilidade de olhar para si como um agente do
seu futuro. Como uma pessoa que pode perceber o quanto o
seu passado o tem afetado e decidir não deixar que isso se
perpetue.

Você tem a possibilidade de lidar com a decepção do seu


passado, desapegar-se dele, aproveitar o que pode vir a servir-
lhe e inibir o que o prejudica. Comemore esse fato.

Use-o para o bem. Verifique se a sua experiência pode ser


uma mais valia para outras pessoas que possam esteja a sofrer
com algo idêntico à sua experiência passada. O que você pode
fazer para usar o seu passado para criar uma mudança
duradoura na vida de outras pessoas? Como você pode usar
as lições que aprendeu para ajudar outras pessoas na mesma
situação?

Dê aos seus acontecimentos difíceis do passado uma boa


razão e utilidade e usando-os para fazer deste mundo um lugar
melhor.

Deixe ir o passado. Utilize a sua capacidade imaginativa e de


visualização criando um cenário na sua mente que leve em
consideração o ponto um, e perdoe a si mesmo, ou aqueles
que o magoaram, ou à própria vida que possa ter sido incisiva
e trágica. Seja sincero e compassivo para com você mesmo.

Ao desapegar-se do seu passado dando um novo significado


aos acontecimentos perturbadores você permite curar o
passado. Encerre esse capítulo da sua vida com o final que
você deseja e possa servir-lhe no futuro. Não, você não vai
esquecer o que aconteceu, mas agora isso pertence ao
passado e você pode olhar para o futuro sem inibição ou
perturbação das suas decisões e bem-estar. Viva no presente.
Não se paralise pelo passado.

“Encarar a vida pela frente… Sempre… Encarar a vida pela


frente, e vê-la como ela é… Por fim, entendê-la e amá-la pelo
que ela é… E depois deixá-la seguir… Sempre os anos entre
nós, sempre os anos… Sempre o amor… Sempre a razão…
Sempre o tempo… Sempre… As horas.”

– Virginia Woolf

Faça as pazes com o seu passado


e viva a sua vida
Se tem vindo a sofrer com as angústias do seu passado e
apesar de todos os seus esforços não vê melhorias, pondere
adquirir a minha Palestra em Vídeo: Superar o Passado e
Promover o Futuro.

Você Irá receber ensinamentos de como dar um novo


significado aos acontecimentos passados e como gerir as
emoções negativas que o atormentam no presente. Serão
divulgadas estratégias para eliminar o autofoco, aumentar o
autocontrole e restaurar a capacidade para saborear momentos
de prazer e satisfação.

Nesta Palestra, você irá aprender a reestruturar o significado


negativo do seu passado, potenciar o envolvimento com as
suas atividades do dia a dia e implementar uma estrutura
mental positiva capaz de apreciar as coisas boas da vida.

Como dar um
novo
significado aos
acontecimentos
passados?
Publicado porMiguel Lucas
Compartilhar

Todos nós provavelmente temos alguns acontecimentos da


nossa vida que gostaríamos de ultrapassar, mudar, esquecer
ou tentar que não interferissem de forma negativa na nossa
vida. Decidi escrever este artigo na sequência dos comentários
expressos por parte dos leitores no artigo: Como libertar-se das
angústias do passado. Percebi que algumas pessoas sentem a
necessidade de aprender estratégias psicológicas que possam
ajudá-las a perceber como dar um novo significado a alguns
acontecimentos incomodativos e/ou traumáticos.

As terapias, aconselhamentos ou programas de


desenvolvimento pessoal, estabelecem uma forte relação com
a aprendizagem. E, para aprender algo é necessário viver uma
nova experiência ou dar um novo significado a algo que nos
aconteceu ou que fizemos. Por outras palavras, é mudar algo.

Nova interpretação dos


acontecimentos
Na prática da Terapia Cognitivo-comportamental conduz-se a
pessoa (cliente) a reviver os acontecimentos marcantes,
perceber que tipo de emoções e sentimentos ficaram
registados, e que impacto emocional teve e continua a ter no
presente.

Quando a pessoa consegue entender as reações que teve,


porque teve, e quais as circunstâncias que contribuíram para o
impacto emocional registado, fica numa posição vantajosa para
reinterpretar e implementar um nova forma de olhar para os
acontecimentos e interpretá-los à luz de nova informação e
numa situação segura e controlada (o momento presente).

Todos nós só existimos no presente. Somos constantemente


bombardeados com informações sensoriais vindas do
ambiente externo, e algumas do nosso ambiente interno
(pensamentos e crenças). A fim de dar sentido a essas
informações, filtramo-las e armazenamo-las como uma
representação interna ou mapa mental (formas de olhar o
mundo). Qualquer acontecimento que não está sendo
experimentado no momento atual é uma memória.

Quando nos sentimos incomodados, nos sentimos paralisados


ou angustiados é a memória de eventos passados que está
causando um problema no presente. Especificamente, é a
forma como a pessoa revive o evento passado durante o
processo de lembrar que a angústia se faz sentir no presente.

Por exemplo, algumas pessoas relatam que alguns eventos da


infância ainda causam problemas associados aos maus
momentos vividos, provocando autoestima diminuída na idade
adulta.
Nova informação, novo
significado
Na minha prática profissional tenho vindo a ajudar a alterar a
história individual de algumas pessoas, permitindo que elas
reavaliem e façam alterações na memória de eventos
passados. Além disso, a pessoa é capaz de fazer uso dos
recursos atuais e dos conhecimentos que tem agora, mas não
tinha acesso no momento que o evento ocorreu.

Então, não sendo possível mudar o que realmente aconteceu,


é possível alterar o significado de eventos passados e,
portanto, o efeito que isso tem sobre o comportamento de um
indivíduo. É possível voltar no tempo com o conhecimento que
você agora tem, rever e dar um novo significado para o evento
original.

Durante o processo de mudança de significado dos


acontecimentos, a pessoa é suportada na revivência das
experiências, primeiro num estado dissociado (desapegado) e
numa segunda fase num estado associado, com o auxílio de
uma âncora (emoções, sentimentos e significado) de recurso
emparelhado. A âncora é cuidadosamente escolhida e
construída pela pessoa (cliente).

A âncora contém recursos emocionais positivos que a pessoa


sente que estavam faltando no momento dos acontecimentos
(por exemplo, autoconfiança, compreensão, clareza, calma,
pensamento funcional). De forma virtual é dada a oportunidade
à pessoa (cliente) para reviver de forma imaginada e poder
interpretar novamente os comportamentos dos indivíduos
envolvidos no evento.

A pessoa é suportada para fazer alterações de significado no


evento, para torná-lo como quer que seja, com o benefício dos
recursos escolhidos. Outros passos são incluídos no processo,
dependendo da natureza da memória problemática passada e
necessidades específicas e objectivos da pessoa.

Na minha experiência, esta abordagem é muito eficaz. É, desta


forma possível diminuir ou eliminar a dor emocional associada
aos eventos traumáticos ou angustiantes do passado. Não há
necessidade das pessoas sofrerem anos a fio, existe a
possibilidade de evitar que as suas memórias incapacitantes
do passado continuem a infligir impacto negativo sobre a vida
no presente.

Esta abordagem psicológica pode ser usada para eliminar a


dor e o sofrimento associado a eventos passados, como o
bullying, abuso, perdas e fobias.

Alguns esclarecimentos
O que é o trauma psicológico? Um trauma é uma resposta
emocional negativa, forte e persistente, a um evento passado,
ou lembrança do mesmo.

Características do trauma:
Um trauma não é uma experiência em si mesmo. É uma
resposta emocional a uma experiência. Se a resposta
emocional é positiva, a experiência não é traumática, não
importa o quão angustiante possam ter sido os detalhes
sensoriais (Pense em todas as pessoas que pagam dinheiro
para ter experiências perigosas e assustadores, como o
rafting!)

Os traumas são aprendidas através de repetição e exagero


de estímulos sensoriais. Imediatamente após uma
experiência negativa, uma pessoa geralmente não fica
traumatizada. É por isso que o tratamento que recebe
imediatamente após a experiência pode mudar o seu resultado.

Os traumas variam de muito menor para maior, e de uma


situação contextualizada para a generalização. Por
exemplo, uma pessoa pode ter uma fobia de besouros, mas
não a outros insetos ou aranhas.

As causas de trauma psicológico variam. Eventos


problemáticos óbvios que acontecem com adultos provocam
respostas traumáticas conhecidas como, Transtorno de
Stress Pós-Traumático. Outros traumas podem acontecer
quando uma pessoa é muito jovem.

Muitas vezes reprimidos ou esquecidos, esses traumas podem


causar problemas difusos com nenhuma causa óbvia. E
algumas pessoas ficam gravemente traumatizadas por um
grande número de eventos aparentemente pequenos e
insignificantes.

A. Um trauma é uma associação entre um evento sensorial


e metainformação (são dados sobre outros dados) sobre esse
evento. A metainformação inclui o significado do evento, e as
respostas emocionais da pessoa. O cérebro armazena
memórias sensoriais e significados separadamente.
Esta separação permite que a pessoa altere a interpretação de
um evento passado, dar-lhe um novo significado, e gerar uma
nova resposta emocional. A remoção da metainformação muda
a memória traumática para uma memória de um evento
sensorial, sem o trauma.

B. Um trauma é uma sequência aprendida, que acaba


associando a pessoa a uma forte emoção negativa.
Geralmente a sequência é extremamente comprimida, de modo
que o evento para além do seu significado associado
e consequentes emoções são reproduzidos quase
instantaneamente.

Isto torna a experiência intensa e difícil para a


pessoa, dificultando o desapego, alterar o gatilho que inicia a
sequência, ou alterar a sequência, e as mudanças de
resultado.

Você também pode gostar