PLANO DE ENSINO
UNIDADE UNIVERSITÁRIA: Faculdade de Ciências e Tecnologia
CURSO: Geografia
DEPARTAMENTO RESPONSÁVEL: Educação - Prof. Dr. Divino José da Silva
IDENTIFICAÇÃO
NOME: Fundamentos da Educação
NOME (em inglês):
CÓDIGO:
SERIAÇÃO IDEAL:
2º ANO
1º SEMESTRE
☐ANUAL x☐SEMESTRAL
x☐OBRIGATÓRIA(O)
☐OPTATIVA(O)
PRÉ-REQUISITO(S):
CO-REQUISITO(S):
CARGA HORÁRIA EM CRÉDITOS
TEÓRICA:
PRÁTICA:
CARGA HORÁRIA
CRÉDITOS: TOTAL ACEU (se aplicável):
1 crédito = 15 h/a
EM CRÉDITOS: 04
1 h/a = 60 minutos CARGA HORÁRIA EM HORAS
EM HORAS: 60
TEÓRICA: 60
PRÁTICA:
ACEU (se aplicável):
NÚMERO MÁXIMO DE ALUNOS POR TURMA
AULAS TEÓRICAS AULAS PRÁTICAS ACEU (se aplicável)
EMENTA (descrição sucinta e objetiva das unidades temáticas abordadas)
Conhecimentos de História, Sociologia e Filosofia da Educação que fundamentam as ideias e práticas didático-
pedagógicas da formação de professores. História e atualidade das ideias filosóficas e pedagógicas na educação
brasileira.
OBJETIVOS (o aluno deverá ser capaz de:)
1. Analisar e propor subsídio conceitual básico, mas também complementar, a respeito dos conhecimentos históricos,
sociológicos e filosóficos que fundamentam as ideias e as práticas pedagógicas.
2. Propor a análise de conteúdos de história, sociologia e filosofia que abordem problemas contemporâneos da educação
escolar e, por conseguinte, dos critérios de validade de pressupostos importantes no uso didático e pedagógico de
algumas teorias sobre o homem, a sociedade e a educação.
3. Fazer o educando aceder a uma competência didático-pedagógica, à medida que ele constrói e exercita a capacidade
de problematização do discurso (do conhecimento mediado por conceitos), isto é, apropria-se reflexivamente do
conteúdo, a partir do qual construirá a competência da leitura significativa da realidade educacional, da prática da
docência e da gestão do ensino.
A apropriação reflexiva desses conteúdos propriamente históricos, sociológicos e filosóficos deverá se articular com a
apropriação ativa de conhecimentos inerentes à especificidade de tais conteúdos no quadro curricular de um curso de
Licenciatura, evitando-se, desta maneira, toda e qualquer forma de academicismo ou de supressão da formação
didático-pedagógica do professor.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (título e discriminação das unidades programáticas)
1. ÉTICA, EDUCAÇÃO E CONTEMPORANEIDADE.
1.1. Educação e modernidade.
1.1.1. Os ideais emancipatórios da educação iluminista.
1.1.2. Críticas, demandas e acusações feitas à escola atual.
1.2. Educação escolar e os limites da emancipação na atualidade.
1.2.1. Educação e poder.
1.2.2. O caráter disciplinar da educação escolar e as relações de saber-poder.
1.3. Ética e agência docente.
1.3.1. Aspectos da subjetividade na relação pedagógica.
1.3.2. O éthos do professor na contemporaneidade.
2. ESCOLA E EDUCAÇÃO COMO PROCESSO SOCIAL.
2.1. Análise da educação contemporânea.
2.1.1. Sujeitos, estruturas e processos sociais.
2.1.2. Conjuntura econômica, política e cultural na educação escolar.
3. EDUCAÇÃO BRASILEIRA E HISTÓRIA DAS IDEIAS PEDAGÓGICAS.
3.1. Atualidade das ideias filosóficas e pedagógicas na educação brasileira.
METODOLOGIA DO ENSINO
A metodologia de ensino prevê proporcionar aos estudantes condições e meios para o aprendizado dos conteúdos e das
práticas didático-pedagógicas implicados no processo de construção do conhecimento e das habilidades requeridas à
formação de professores, compreendendo:
1. Aulas expositivas; seminários informativos e de integração de estudos; estudos dirigidos; e relatórios de aula.
2. Utilização de Tecnologias da Comunicação e Informação (TICs) como recurso pedagógico e para o
desenvolvimento pessoal e profissional.
AÇÕES EXTENSIONISTAS (conforme Resolução Unesp n⁰ 75/2020)
BIBLIOGRAFIA BÁSICA (apresentar a bibliográfica preferencialmente conforme Norma ABNT
6023/2018)
ADORNO, Theodor. Educação após Auschwitz. In: ______. Educação e emancipação. Tradução de Wolfgang Leo-Maar.
Petrópolis: Vozes, 1995.
ADORNO, Theodor. Tabus acerca do magistério. In: ______. Educação e emancipação. Tradução de Wolfgang Leo-
Maar. Petrópolis: Vozes, 1995.
BEISIEGEL, C.R. A qualidade do ensino na escola pública. Brasília: Líber Livro, 2005.
BRANDÃO, Carlos Rodrigues; CHAUÍ, Marilena; FREIRE, Paulo. O educador: vida e morte. Rio de Janeiro: Graal, 1982.
CAMBI, Franco. História da pedagogia. São Paulo: UNESP, 1999.
CHAUÍ, Marilena. O que é ser educador hoje? Da arte à ciência: a morte do educador. In: BRANDÃO, Carlos Rodrigues;
CHAUÍ, Marilena; FREIRE, Paulo. O educador: vida e morte. Rio de Janeiro: Graal, 1982. p. 53-70.
COSTA, Jurandir Freire. A personalidade somática de nosso tempo. In: ______. O vestígio e a aura. Corpo e
consumismo na moral do espetáculo. Rio de janeiro: Garamond, 2004.
COSTA, Jurandir Freire. Notas sobre a cultura somática. In: ______. O vestígio e a aura. Corpo e consumismo na moral
do espetáculo. Rio de janeiro: Garamond, 2004.
DALBOSCO, Cláudio Almir. Kant e a educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987.
FOUCAULT, Michel. Nascimento da biopolítica. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
KANT, Immanuel. Resposta à pergunta: que é Esclarecimento? In: _____. Textos seletos. Tradução de Floriano de
Sousa Fernandes. Petrópolis: Vozes, 2005.
MASSCHELEIN, Jan; SIMONS, Maarten. Em defesa da escola. Uma questão pública. Tradução de Cristina Antunes.
Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
PASSERON, Jean-Claude. Pedagogia e poder. Revista Teoria e Educação, Porto Alegre, n. 5, p. 03-12, 1992.
PIGNATELLI, Frank. Que posso fazer? Foucault e a questão da liberdade e da agência docente. In: ______. SILVA,
Tomaz Tadeu (Org.). O sujeito da educação. Estudos foucaultianos. Petrópolis: Vozes, 2000.
PIMENTA, S. G.(org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1999.
RAMOS DE OLIVEIRA, Newton. Educação e emancipação. In: BARBOSA, Raquel Lazzari L. Formação de educadores:
desafios e perspectivas. São Paulo: UNESP, 2003.
RANCIÈRE, Jacques. O mestre ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
RIOS, Terezinha A. Compreender e ensinar: por uma docência da melhor qualidade. São Paulo: Cortez, 2001.
RODRIGUES, Alberto Tosi. Sociologia da educação. Rio de janeiro: DP&A, 2004.
SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicos no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2010. (Coleção memória
da educação).
SEVERINO, Antônio Joaquim. Educação, sujeito e história. São Paulo: Olho d’Água, 2001.
SILVA, Divino José. Educação, preconceito e formação de professores. In:______. SILVA, Divino José; LIBÓRIO,
Renata Maria Coimbra. (Orgs.). Valores, preconceito e práticas educativas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2005.
SKLIAR, Carlos. Seis perguntas sobre a questão da inclusão ou de como acabar de uma vez por todas com as velhas –
e novas – fronteiras em educação, Revista Pró-Posições, v. 12, n. 2-3, jul.-nov. 2001.
VEIGA-NETO, Alfredo. LOPES, Maura Corcini. Inclusão, governamentalidade. Educação e Sociedade, Campinas, v. 28,
n. 100, p. 947-963, out. 2007.
VIEIRA, S. L.; FARIAS, I. M. S. de. Política educacional no Brasil: introdução histórica. Brasília: Líber Livro, 2007.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR (apresentar a bibliográfica preferencialmente conforme Norma
ABNT 6023/2018)
LIBANEO, J. C; OLIVEIRA, J. F; TOSCHI, M. S. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. [Link].
São Paulo: Cortez, 2012.
PARO, V. H. Crítica da estrutura da Escola. São Paulo: Cortez, 2011.
PARO, V. H. Gestão democrática da Escola Pública. São Paulo: Ática, 2000.
ROSA, Susel Oliveira da. Os investimentos em capital humano. In: RAGO, Margareth; VEIGA-NETO, Alfredo. Para uma
vida não-fascista. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.
SAVIANI, Dermeval. A nova lei da educação – Trajetória, limites e perspectivas. Campinas: Autores Associados, 1997.
SOARES, Carmen Lúcia. Escultura da carne: o bem-estar e as pedagogias totalitárias do corpo. In: RAGO, Margareth;
VEIGA-NETO, Alfredo. Para uma vida não-fascista. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
Resolução Unesp nº 106/2012, alterada pelas Resoluções nº 23/2013 e 75/2016 (notadamente
quanto à recuperação)
a) Trabalhos ao final de cada unidade ou subunidade (Peso 30% do semestre).
b) 02 Provas ao longo do semestre. (Peso 35% cada uma).
Aplicação da Resolução Unesp nº 75, de 23 de setembro de 2016:
- Sobre a Recuperação: A Resolução Unesp nº 75/2016 alterou a Resolução Unesp nº 106/2012 (incluído o estabelecido
pela Resolução Unesp nº 23/2013) no que se refere ao Regime de Recuperação (RR), excluindo-o da norma vigente. Na
abordagem dada pela nova Resolução, a avaliação e a recuperação devem ser inseridas no desenvolvimento da
disciplina, associadas, portanto, ao processo de ensinar e aprender, cabendo ao professor planejar e aplicar
procedimentos para promover a aprendizagem dos estudantes. Desse modo, fica garantido o oferecimento – ao
estudante cujo aproveitamento não for igual ou superior à nota de aprovação – de atividades avaliativas (relatórios de
aula; fichamento de textos; seminários de estudos dirigidos; entrevistas) que permitam a revisão dos conteúdos e a
progressão da aprendizagem.
- Sobre o Exame Final: Fica instituída também a obrigatoriedade do oferecimento do Exame Final para o estudante com
frequência mínima de 70% e nota final menor do que 5,0, que ensejou a alteração do Regimento Geral da Universidade
– Artigo 81 – por meio da Resolução Unesp nº 76/2016.
APROVAÇÕES PELOS ÓRGÃOS DA UNIDADE
CONSELHO DE CURSO CONGREGAÇÃO /CONSELHO
CONSELHO
DE GRADUAÇÃO DIRETOR
DEPARTAMENTAL
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aprovado ad referendum inserir uma data. data.
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Prof.ª Dr.ª Rosiane de
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Fátima Ponce