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Espaço

No ano de 2189, a capitã Elisa Moreira lidera uma missão ao misterioso vazio conhecido como Horizonte, onde descobrem uma estrutura artificial de uma civilização que dominava viagens entre dimensões. Ao explorarem, percebem que essa civilização foi apagada da existência por uma entidade primordial, e enquanto tentam escapar, a realidade ao redor deles começa a se reescrever. Eles ativam um motor quântico e acabam em um universo alternativo, onde a humanidade nunca desenvolveu tecnologia espacial, iniciando uma nova missão de observação.

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Espaço

No ano de 2189, a capitã Elisa Moreira lidera uma missão ao misterioso vazio conhecido como Horizonte, onde descobrem uma estrutura artificial de uma civilização que dominava viagens entre dimensões. Ao explorarem, percebem que essa civilização foi apagada da existência por uma entidade primordial, e enquanto tentam escapar, a realidade ao redor deles começa a se reescrever. Eles ativam um motor quântico e acabam em um universo alternativo, onde a humanidade nunca desenvolveu tecnologia espacial, iniciando uma nova missão de observação.

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# PDF 3 – Ficção Científica

## **Projeto Horizonte**

No ano de 2189, a humanidade já não enxergava o céu como um limite. Colônias


espalhadas por Marte, Europa e Titã transformaram o Sistema Solar em uma vasta rede de
cidades interligadas por portais gravitacionais. Mesmo assim, existia um lugar onde
ninguém havia chegado: um estranho vazio localizado entre as estrelas, conhecido apenas
como Horizonte.

O Horizonte não aparecia em mapas antigos. Ele surgiu décadas antes, quando telescópios
detectaram uma região onde a luz simplesmente desaparecia. Nenhum sinal atravessava
aquele espaço. Satélites enviados para investigá-lo sumiam sem deixar destroços ou
transmissões finais.

Durante anos, cientistas acreditaram que fosse um fenômeno natural desconhecido. Outros
defendiam que era uma forma de vida colossal. Havia até quem dissesse que se tratava da
porta de entrada para outro universo.

A capitã Elisa Moreira foi escolhida para comandar a primeira missão tripulada ao
Horizonte. Sua nave, a Aurora, era equipada com o mais avançado sistema de inteligência
artificial já construído: Íris, capaz de controlar todos os sistemas da embarcação e tomar
decisões em milésimos de segundo.

A tripulação era composta por oito especialistas. Astrônomos, engenheiros, médicos e


físicos trabalhavam juntos com um único objetivo: descobrir o que existia além daquela
fronteira invisível.

Depois de seis meses de viagem, a Aurora finalmente alcançou o destino.

O vazio era ainda mais estranho do que as imagens mostravam. Não havia estrelas ao
redor. Não existia radiação. Nem poeira espacial.

Era como olhar para um buraco desenhado no próprio universo.

Íris detectou algo inesperado.

— Estrutura artificial localizada.

Toda a tripulação ficou em silêncio.

No centro da escuridão surgiu uma construção gigantesca. Parecia uma esfera feita de um
metal desconhecido, coberta por símbolos luminosos que mudavam constantemente de
posição.

Nenhum material conhecido poderia sobreviver ali.

Mesmo assim, aquela estrutura permanecia intacta.


Elisa autorizou a aproximação.

À medida que a Aurora chegava perto, os equipamentos começaram a apresentar falhas.


Relógios marcavam horários diferentes. Computadores exibiam datas inexistentes. Alguns
tripulantes afirmavam ouvir vozes familiares vindas do rádio.

Íris informou que o tempo estava sofrendo pequenas distorções.

Era impossível.

As leis da física simplesmente deixavam de funcionar próximas à esfera.

Quando tocaram sua superfície, uma abertura apareceu automaticamente.

Não havia portas.

O metal simplesmente se dissolveu.

Dentro da estrutura existia uma cidade inteira.

Arranha-céus.

Rios.

Pontes.

Tudo completamente vazio.

Nenhum sinal de habitantes.

Nenhum cadáver.

Nenhuma planta.

Como se milhões de pessoas tivessem desaparecido ao mesmo tempo.

Enquanto exploravam o local, encontraram uma sala repleta de dispositivos transparentes.

Íris conseguiu traduzir parte dos símbolos.

A mensagem dizia:

**"Se estão lendo isto, vocês chegaram tarde demais."**

A frase era seguida por milhares de registros.

Aquela civilização dominava viagens entre dimensões.


Conseguia alterar a gravidade.

Criar estrelas artificiais.

Controlar o tempo.

Mas havia descoberto algo muito maior.

Uma inteligência existente antes mesmo do nascimento do universo.

Eles tentaram estudá-la.

Fracassaram.

A entidade começou a apagar sua existência.

Não matou ninguém.

Apenas fez com que jamais tivessem existido.

Planetas inteiros desapareceram da história.

Constelações mudaram de posição.

Memórias foram apagadas.

A própria realidade começou a se reorganizar como se aquela civilização nunca tivesse


surgido.

A esfera era o último lugar protegido desse apagamento.

Enquanto Elisa lia os registros, Íris interrompeu.

— Detectei uma alteração temporal.

Todos olharam pela janela.

As estrelas estavam desaparecendo.

Uma por uma.

Como velas sendo apagadas.

A entidade havia encontrado a esfera.

A tripulação correu de volta para a Aurora.


Os motores ligaram imediatamente.

Mas o espaço ao redor já não era o mesmo.

Marte havia desaparecido dos mapas.

Júpiter possuía apenas duas luas.

A Via Láctea parecia diferente.

Íris confirmou o impossível.

— O universo está sendo reescrito.

Sem alternativas, Elisa decidiu ativar um protótipo experimental: um motor quântico capaz
de saltar para uma realidade paralela.

Nunca havia sido testado.

A chance de sobrevivência era mínima.

Mesmo assim, era melhor do que deixar de existir.

Quando o motor entrou em funcionamento, uma onda branca envolveu toda a nave.

Durante alguns segundos, ninguém enxergou nada.

Depois, silêncio.

A Aurora surgiu em outro espaço.

Outro céu.

Outro Sistema Solar.

Os planetas tinham formas diferentes.

As constelações jamais vistas brilhavam acima deles.

Íris realizou uma análise completa.

— Confirmado. Este universo possui constantes físicas diferentes do anterior.

A Terra existia.

Mas nunca havia desenvolvido tecnologia espacial.

Nenhuma transmissão de rádio.


Nenhum satélite.

Nenhuma estação orbital.

Era uma humanidade vivendo no século XXI.

Elisa compreendeu que jamais conseguiria voltar.

A missão de explorar o Horizonte havia terminado.

Agora começava outra.

Observar um universo completamente novo sem interferir em sua história.

Enquanto a Aurora iniciava sua órbita silenciosa ao redor daquela Terra desconhecida, um
último aviso apareceu nos monitores.

Não vinha de Íris.

Nem da nave.

Apenas uma frase formada por símbolos que se traduziram sozinhos:

**"Nós encontramos vocês novamente."**

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