0% acharam este documento útil (0 voto)
0 visualizações2 páginas

Editorial

O texto discute como a literatura distópica, especialmente após o sucesso de 'Jogos Vorazes', reflete e se conecta com a realidade atual, onde opressão e desigualdade são evidentes. Exemplos de protestos e a vida cotidiana revelam semelhanças entre a ficção e a sociedade contemporânea, destacando a luta contra elites privilegiadas e a violência contra aqueles que não se encaixam nos padrões. A autora argumenta que a distopia está se tornando uma realidade, em vez de ser apenas uma ficção imaginária.

Enviado por

Karina Burini
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
0 visualizações2 páginas

Editorial

O texto discute como a literatura distópica, especialmente após o sucesso de 'Jogos Vorazes', reflete e se conecta com a realidade atual, onde opressão e desigualdade são evidentes. Exemplos de protestos e a vida cotidiana revelam semelhanças entre a ficção e a sociedade contemporânea, destacando a luta contra elites privilegiadas e a violência contra aqueles que não se encaixam nos padrões. A autora argumenta que a distopia está se tornando uma realidade, em vez de ser apenas uma ficção imaginária.

Enviado por

Karina Burini
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

NO MEU MUNDO

UM FUTURO DISTÓPICO ESTÁ MAIS PRÓXIMO DO QUE PODEMOS IMAGINAR

Apesar de a literatura Distópica ter surgido à anos atrás, foi recentemente que ela ganhou mais
forças com a chegada da trilogia Jogos Vorazes que conquistou diversos fãs espalhados por todo o
mundo, mas será que apenas uma trilogia é capaz de de fortalecer um gênero literário, ou tem mais
por trás disso?

Distopia é lugar ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero
ou privação. Os traços mais comuns nas obras que retratam uma sociedade distópica são a
exploração da estupidez coletiva, a violência banalizada e generalizada e o poder sendo mantido por
uma elite, mediante a somatização e consequente alívio de certas carências e privações do
indivíduo. Será que isso está mesmo muito distante da nossa atual sociedade? Talvez o que fez com
que a literatura distópica ganhasse cada vez mais forças foi a semelhança com a realidade.

Em 2014, durante protestos contra o golpe militar ocorrido em maio na Tailândia, três estudantes
imitaram um gesto usado como símbolo de uma rebelião no filme Jogos Vorazes e acabaram sendo
detidos e antes deles outros cinco estudantes já haviam sido presos por fazerem o gesto do filme
durante um discurso do primeiro-ministro do país que liderou o golpe como comandante do
Exército.

Os protestos de 2013 no Brasil que ficaram conhecidos como Manifestações dos 20 centavos, foi
mais um exemplo de a literatura distópica influenciando os manifestantes, que estamparam em seus
cartazes frases e símbolos de Divergente, Jogos Vorazes e V de Vingança.

Falando em V de Vingança foi graças às HQ's que o rosto de Guy Fawkes ficou conhecido pelos
movimentos de hacktivismo e assim se tornando um rosto na revolução não apenas cibernética
como também fora dela.

Mas as comparações entre distopia e nossa realidade está longe de ser apenas algo voltado para as
manifestações, é no dia a dia que vemos que estamos cada vez mais vivendo em uma sociedade
distópica. Quem mora em área de risco ou em área de milícia precisa aceitar as ordens impostas por
esses que estão no poder, independente de lei e se for feita qualquer denuncia, pode ter certeza que
antes de uma investigação ser aberta a lei local já terá agido e a pessoa terá sorte se sobreviver.

Como dito anteriormente, algo comum em distopias é vermos o poder sendo mantido por uma elite
que vive em uma vida boa enquanto o resto da população paga por isso e não seria já isso que
acontece todos os dias? Enquanto a população no geral faz longas jornadas de trabalho por um
salário que mal dá para pagar as contas do mês, a elite de políticos tem uma jornada de trabalho
muito mais tranquila e vive em grande mordomia, enquanto a população que produz passa horas na
fila de hospital e acaba morrendo nela, a elite, que muitas vezes nada produz, tem atendimento
domiciliar para uma simples gripe. Enquanto o povo se espreme para pegar um ônibus sem ar-
condicionado em um verão escaldante para ir trabalhar, os políticos estão indo trabalhar em
helicópteros para não pegar trânsito.

E para completar o nosso cenário distópico, é comum vermos em filmes e livros dessa temática um
cenário completamente violento onde ser “fora dos padrões” pode te levar a morte. Em Divergente a
protagonista do filme, a Tris, corre risco de vida quando descobre ser Divergente, pois todos os

KARINA BURINI CORREIA – 2016101228 PÁGINA 1


NO MEU MUNDO

Divergentes devem ser mortos, mesmo que eles não apresentem muitos riscos para a população e
por isso ela tem que esconder ser divergente, será que não podemos traçar um paralelo disso com
pessoas que tem que esconder o que são para não serem mortas? Existem diversos casos pelo
mundo todo de homossexuais que são mortos diariamente por serem considerados “diferentes”,
“fora dos padrões”, assim como os Divergentes eles não apresentam risco à sociedade, mas por
viver em uma sociedade onde a estupidez coletiva prevalece, eles correm riscos sérios de vida.

Distopia deveria ser um lugar ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema
opressão, desespero ou privação, porém a cada dia que passa a distopia está deixando de ser uma
ficção para virar a nossa realidade.

KARINA BURINI CORREIA – 2016101228 PÁGINA 2

Você também pode gostar