KIM IL SUNG
SOBRE A PROPAGAÇÃO E
O DESENVOLVIMENTO DA
LUTA ARMADA NA PÁTRIA
ARQUIVO
MARXISTA
NA INTERNET
PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNI-VOS!
KIM IL SUNG
SOBRE A PROPAGAÇÃO E
O DESENVOLVIMENTO DA
LUTA ARMADA NA PÁTRIA
Discurso proferido na Conferência de Líderes de
Organizações Revolucionárias Clandestinas e de
Agentes Políticos na região de Onsong
11 de Março de 1933
Tradução: João Victor Bastos Batalha
Camaradas:
É de suma importância que os líderes de organizações
revolucionárias clandestinas e os agentes políticos se reúnam
na pátria para deliberar sobre as medidas necessárias à
concretização, o quanto antes, da histórica causa da
libertação nacional.
Os senhores, inspirados pela fundação de nosso exército
guerrilheiro e pelo estabelecimento de suas bases,
desempenharam um trabalho notável.
Em primeiro lugar, intensificaram a propaganda
antijaponesa junto ao povo no interior da pátria, mobilizando
esforços para organizá-lo em agrupamentos revolucionários.
Como resultado, o fervor antijaponês das massas cresce a
cada dia e o número de membros nessas organizações se
expande rapidamente.
Ademais, destacaram-se no apoio ao exército
guerrilheiro. Apesar da severa vigilância do inimigo, as
organizações revolucionárias da pátria enviaram numerosos
suprimentos, como tecidos, calçados, papel, medicamentos e
outros itens essenciais, o que representa um significativo
estímulo ao movimento guerrilheiro.
Permitam-me expressar meus mais sinceros
agradecimentos por essa inestimável ajuda moral e material.
Camaradas:
1
Vinte e três anos se passaram desde que os agressores
imperialistas japoneses ocuparam nossa pátria, uma terra de
três mil ris, tão magnífica quanto um bordado de ouro.
Desde então, os imperialistas têm intensificado, dia após dia,
sua brutal dominação colonialista, empenhando esforços
desesperados para escapar da crise econômica generalizada
que assola o mundo capitalista há anos.
Buscando uma saída para essa crise, dedicaram-se,
primeiramente, à exploração implacável e ao saque dos
operários e camponeses coreanos.
Como resultado, as condições de vida desses
trabalhadores têm se deteriorado rapidamente.
Os operários coreanos, submetidos a trabalhos escravos
mal remunerados desde a ocupação, perderam seus empregos
durante a crise econômica e agora enfrentam a fome
iminente. Os camponeses, esmagados por arrendamentos
exorbitantes, tributos abusivos e a queda drástica dos preços
agrícolas, mal conseguem sobreviver, alimentando-se de
raízes e cascas de árvores. Os horrores da exploração são
evidentes: latifundiários e capitalistas não hesitam em
confiscar suas propriedades ou até mesmo sequestrar os
queridos filhos de camponeses endividados. O desespero
forçou um número crescente de operários e camponeses a
abandonar suas terras e migrar para o Japão ou a Manchúria
em busca de meios de subsistência. Contudo, onde quer que
vão, não encontram alívio para suas privações e a miséria os
persegue como um espectro.
2
A exploração e opressão implacáveis dos imperialistas
japoneses e seus asseclas têm aprofundado drasticamente a
diferenciação de classe em nosso país. Nas cidades, a classe
média está sendo reduzida à condição de despossuída,
enquanto no campo o camponês está sendo transformando
em arrendatário.
Para superar o ápice da crise econômica, os imperialistas
japoneses seguiram o caminho da agressão contra a China.
Após tomarem a Manchúria pela força das armas,
preparam-se freneticamente para expandir sua dominação
pelo continente. Para transformar a Coreia e a Manchúria em
sua “retaguarda segura”, instauraram uma política de
despotismo medieval sem precedentes. Ampliaram suas
forças militares e policiais, retiraram todos os direitos de
nossa nação e suprimiram os últimos resquícios de liberdade.
Os imperialistas japoneses estão ensandecidos em sua
tentativa de sufocar a luta antijaponesa de nosso povo e
esmagar qualquer aspiração de independência nacional. Na
Manchúria, sob o pretexto de preservar a “paz pública” e
“eliminar” os comunistas, perpetraram atrocidades
indescritíveis: detêm, encarceram e assassinam combatentes
coreanos e chineses; incendiam vilarejos habitados por
coreanos; e exterminam pessoas inocentes, sem distinção de
idade ou sexo.
Diante dessa repressão fascista intensificada, que
elimina qualquer possibilidade de atividade política ou social
legal, muitos de nossos operários, camponeses, jovens e
estudantes, em todas as partes do país, ergueram-se resolutos
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na luta contra os invasores. Ao mesmo tempo, no nordeste da
China, o povo chinês também se mobilizou em massa para
combater os imperialistas armados.
Em um ano desde a fundação da Guerrilha Popular
Antijaponesa1, obtivemos inúmeros sucessos.
No decorrer dessa luta, nossa Guerrilha cresceu e se
fortaleceu rapidamente.
Temos ampliado continuamente suas fileiras com jovens
vigorosos que, inspirados pela empolgante notícia da
fundação do exército guerrilheiro, se uniram à luta armada.
Juntaram-se aos jovens das bases guerrilheiras, bem como a
operários, camponeses e jovens intelectuais já testados e
forjados na resistência ao imperialismo japonês.
Paralelamente, enquanto nos equipamos com armas tomadas
do inimigo, empreendemos esforços enérgicos para fabricar
armamentos com nossos próprios recursos. Assim, nossas
fileiras se expandiram e a base de armamento do exército
guerrilheiro foi significativamente reforçada.
Em combates sangrentos contra o inimigo, os
guerrilheiros acumularam vasta experiência e se tornaram
ainda mais aguerridos. No árduo percurso de aniquilar os
saqueadores imperialistas japoneses, nossos combatentes
enfrentaram, na prática, os rigores da luta revolucionária,
1 A Guerrilha Popular Antijaponesa, fundada por Kim Il Sung na floresta
de Antu, localizada na região nordeste da China, no dia 25 de abril de
1932, foi um destacamento armado revolucionário, cuja função principal
era libertar a nação das sucessivas agressões do imperialismo japonês e
constituir um governo de orientação socialista.
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aprimorando tanto sua preparação física quanto espiritual
para superar quaisquer dificuldades ou provações. Partindo
do zero, sem referências prévias de guerra de guerrilha,
nossos combatentes aprenderam e dominaram táticas
eficazes, capazes de transformar um inimigo poderoso em
um adversário vulnerável, permitindo sua aniquilação
mesmo com forças menores.
O avanço rumo ao sul e ao norte da Manchúria,
realizado pelos nossos guerrilheiros ao longo dos últimos
seis meses, desde o verão passado, desempenhou um papel
crucial no fortalecimento da Guerrilha Popular Antijaponesa
como força armada revolucionária.
Essa marcha não apenas demonstrou ao povo dessas
amplas regiões a força e a determinação de nossa luta, mas
também incutiu neles a fé na vitória e uma poderosa
influência revolucionária. Como resultado, conseguimos
atrair muitos compatriotas para as organizações
revolucionárias. Além disso, consolidamos a frente aliada
antijaponesa ao lado das unidades nacionalistas chinesas,
anteriormente hostis aos comunistas coreanos devido ao
atraso político e à política de discórdia nacional promovida
pelo imperialismo japonês.
Outro grande êxito alcançado no último ano foi o
estabelecimento de bases guerrilheiras, a partir das quais
intensificamos operações militares e políticas, desferindo
golpes severos ao inimigo.
Desde a primavera passada, consolidamos bases
guerrilheiras ao longo das margens do rio Tuman. Essas
5
bases abrigam organizações e governos revolucionários,
aliados dedicados ao apoio dos guerrilheiros, bem como
instalações essenciais, como oficinas de reparo de
armamentos e hospitais que servem à Guerrilha. Dessa
forma, nossos guerrilheiros, que enfrentam os imperialistas
japoneses sem o suporte estatal ou de forças armadas
regulares, passaram a contar com bases político-militares e
logísticas. Para o povo, essas bases representam centros
estratégicos e táticos da revolução coreana.
Apoiando-nos nas bases guerrilheiras estabelecidas nas
vastas regiões próximas ao rio Tuman, desferimos golpes
político-militares devastadores contra o inimigo nas áreas
fronteiriças. Isso exerceu uma profunda influência
revolucionária sobre o povo no interior da pátria,
incentivando-o a se levantar contra a ocupação. Como
resultado, sob o impacto da Luta Armada Antijaponesa, uma
resistência antijaponesa ininterrupta está sendo travada por
todo o país, assumindo diversas formas de combate.
Alarmados pela intensificação das atividades político-
militares de nossa Guerrilha, os imperialistas japoneses
empreendem esforços desesperados para sufocá-la ainda em
seu nascedouro, bem como eliminar suas bases. Formaram o
Destacamento Expedicionário de Jiandao, composto por
forças de infantaria, cavalaria, artilharia e engenharia, e o
mobilizaram rumo ao leste da Manchúria. Em particular,
após deliberarem sobre a intensificação da ofensiva
“punitiva” em uma reunião conjunta de militares e policiais
de alto escalão, realizada em janeiro passado, lançaram
grandes efetivos contra nossas bases. Paralelamente às
investidas militares, promovem uma campanha exasperada
6
para bloqueá-las economicamente. Como parte de um
esquema sinistro para interromper o abastecimento de
alimentos e suprimentos militares, incendiam aldeias
próximas, restringem o movimento da população e impõem
rígido controle sobre o acesso a bens essenciais, como grãos,
tecidos, sal e fósforos. Além disso, infiltram continuamente
espiões, sabotadores e elementos subversivos em nossas
bases, buscando desintegrá-las internamente. Para conter a
influência revolucionária da Luta Armada Antijaponesa
sobre o povo no interior da pátria, intensificaram a vigilância
fronteiriça, concentraram tropas ao longo das fronteiras e
instalaram dependências policiais e estruturas de defesa,
ampliando sua rede de repressão.
Diante dessa situação, é imperativo que ergamos ainda
mais alto a bandeira vermelha da revolução, frustrando as
manobras desesperadas do imperialismo japonês e
expandindo a Luta Armada Antijaponesa. Nesse contexto, o
avanço de nossos guerrilheiros rumo à pátria reveste-se de
grande significância. Somente assim consolidaremos nossas
conquistas, desferiremos golpes político-militares decisivos
contra os imperialistas japoneses, que ocupam nossa bela
terra e infligem incontáveis infortúnios ao nosso povo, e
fortaleceremos a influência revolucionária da Luta Armada
Antijaponesa, inspirando as massas a aderirem
fervorosamente à sagrada luta contra o imperialismo japonês
e a desmantelar definitivamente o bastião da dominação
colonial.
Portanto, é nosso dever expandir e intensificar a Luta
Armada Antijaponesa na pátria, não importando as
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dificuldades que enfrentemos ou as manobras insidiosas do
inimigo.
Para tanto, devemos redobrar nossos esforços para criar
e consolidar mais zonas semi-guerrilheiras em vastas áreas
do país, conectando-as às bases guerrilheiras já estabelecidas
ao longo das margens do rio Tuman.
Por zona semi-guerrilheira, entende-se uma região
revolucionada que, embora sob aparente domínio colonial do
imperialismo japonês, é, na prática, controlada e liderada por
nossa Guerrilha.
O estabelecimento e a consolidação dessas zonas semi-
guerrilheiras têm um valor estratégico incomensurável, tanto
como pontos de apoio político-militares, essenciais para o
desenvolvimento da Luta Armada, quanto como bases
logísticas. Além disso, servem como catalisadores para a
rápida ampliação das fileiras da Guerrilha Popular
Antijaponesa. Por meio dessas zonas, poderemos contar com
o apoio de suas organizações para mobilizar as massas
populares, treinando-as como reservas fiéis à Guerrilha e
garantindo a expansão contínua e vigorosa de nossas forças
armadas revolucionárias.
Ao enviarmos equipes armadas do Exército
Revolucionário da Coreia2 para diferentes regiões da pátria,
estabelecemos uma base sólida de apoio popular para a luta
2 O Exército Revolucionário da Coreia, fundado por Kim Il Sung no dia
6 de julho de 1930, foi a primeira força armada dos comunistas coreanos
guiada pela ideia Juche e uma entidade político-militar que serviu para
organizar os preparativos da iminente Luta Armada Antijaponesa.
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revolucionária, exercendo uma influência revolucionária
sobre nosso povo. Enviamos um grande número de agentes
políticos para Onsong, Hoeryong, Musan, Kyongwon e
outras localidades, onde, em consonância com as
circunstâncias locais, promovemos ativamente a formação de
diversas organizações revolucionárias. Nessas organizações,
integramos as amplas massas populares, educando-as no
espírito revolucionário e transformando essas áreas em zonas
semi-guerrilheiras. Na região de Onsong, em particular,
foram formadas organizações revolucionárias clandestinas e
o trabalho de conscientização das massas segue em ritmo
satisfatório.
Baseando-se nos êxitos alcançados, é imprescindível que
reforcem ainda mais a região de Onsong como uma zona
semi-guerrilheira. Essa área apresenta condições
particularmente favoráveis: além de uma composição de
classe propícia à nossa causa e de uma população
amplamente conscientizada, sua proximidade com zonas
guerrilheiras liberadas e suas vantagens naturais são
estratégicas. A partir do Monte Wangjae, é possível penetrar
profundamente no território nacional, seguindo as cadeias
montanhosas de Hamgyong até o Monte Jung. Ademais, é
crucial que estabeleçamos e consolidemos zonas semi-
guerrilheiras em outras regiões do país.
Para alcançar esse objetivo, os guerrilheiros devem
intensificar suas operações de combate nas áreas fronteiriças.
Simultaneamente, as organizações revolucionárias
clandestinas que operam na pátria devem empenhar-se
vigorosamente em mobilizar e conscientizar as amplas
massas populares que se opõem ao imperialismo japonês.
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Somente com uma sólida base entre as massas
revolucionárias será possível, com seu respaldo, fortalecer
nossas forças revolucionárias, desestabilizar o sistema de
dominação imperialista japonês e diversificar as formas de
luta antijaponesa. Por isso, é necessário formar uma maioria
dessas massas, transformando-as, por meio do trabalho
revolucionário, em uma força ativa nas zonas semi-
guerrilheiras.
Para a criação dessas zonas, deve-se tirar proveito das
condições naturais favoráveis das regiões florestais,
instalando postos de comunicação secretos e outros pontos
de apoio em locais estratégicos.
Se conseguirmos implantar zonas semi-guerrilheiras que
sirvam de sustentação em todo o país, poderemos expandir e
aprofundar a Luta Armada Antijaponesa no território
nacional.
Outra tarefa que se apresenta é unir toda a nação em
uma força política coesa para a luta contra o imperialismo
japonês.
A fim de expandir a luta armada na pátria e alcançar a
causa histórica da restauração nacional, é indispensável unir
todas as camadas das massas antijaponesas sob a bandeira da
frente unida nacional antijaponesa, fundamentada na aliança
operário-camponesa. Essa abordagem é não apenas adequada
ao caráter da nossa revolução, cujo principal objetivo é a
restauração nacional, mas necessária diante das
circunstâncias atuais, marcadas pela intensificação sem
precedentes da ofensiva reacionária imperialista japonesa
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contra a nação coreana. De fato, apenas reunindo amplas
forças antijaponesas e lutando com base nesse apoio será
possível isolar e enfraquecer as forças
contrarrevolucionárias, esmagar a ofensiva reacionária do
imperialismo japonês e alcançar a vitória na causa histórica
da libertação nacional.
A luta contra os imperialistas japoneses não abrange
apenas operários e camponeses, mas também uma parcela
significativa da pequena burguesia. Até mesmo alguns
industriais têm demonstrado sentimentos hostis, pois sua
política de pilhagem colonial os empurra, cada vez mais, à
falência e à ruína.
Devemos unir, sob a bandeira da frente unida nacional
antijaponesa, todos aqueles que abominam o imperialismo
japonês e almejam sinceramente a restauração da pátria,
independentemente de sua condição econômica, nível
educacional, local de residência ou sexo.
Para consolidar toda a nação em uma única força
política, é indispensável estabelecer múltiplas organizações
de massa de diversas formas. Acredito que seja plenamente
viável criar organizações revolucionárias, tanto legais quanto
clandestinas, com denominações diversas, conforme as
peculiaridades das áreas em que atuam. É urgente formar um
grande número de organizações de massa em todo o
território nacional, bem como nas zonas fronteiriças ao norte,
reunindo amplos setores populares em sua estrutura.
Considerando que a União Operário-Camponesa,
atualmente ativa na área de Onsong, não tem conseguido
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agregar amplos setores das massas antijaponesas, seria mais
prudente reconsiderar seu nome e alterá-lo, de forma a torná-
la mais apta a atrair um número maior de integrantes
revolucionários no futuro.
Entretanto, não basta apenas organizar amplas massas
antijaponesas em organizações; é fundamental educá-las
constantemente na via revolucionária.
Há diversas maneiras de conduzir a educação
revolucionária das massas. Podemos inflamar seu fervor
revolucionário por meio de sessões secretas de leitura ou
materiais de imprensa, bem como através de aulas noturnas
ou explicações informais. É imprescindível combinar
adequadamente essas diferentes estratégias, promovendo
uma educação ativa e contínua.
O trabalho educativo deve estar subordinado ao
cumprimento das tarefas que decorrem de nosso dever
revolucionário. Para isso, é essencial conscientizar as massas
sobre os crimes da agressão imperialista japonesa, a natureza
exploradora dos latifundiários e capitalistas pró-japoneses, a
luta do nosso povo contra o imperialismo japonês e os meios
de enfrentá-lo, para que compreendam claramente o inimigo
e se engajem com determinação na luta revolucionária.
Além disso, a educação dirigida a diferentes classes ou
setores das massas deve levar em consideração as suas
especificidades e o nível de consciência do povo. Esse
trabalho deve ser realizado com a devida seriedade e de
maneira ativa, adaptando-se às condições ilegais impostas
pela feroz dominação terrorista do imperialismo japonês.
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Ao mobilizar amplas massas sob a bandeira antijaponesa
e proporcionar-lhes educação revolucionária, seremos
capazes de criar áreas revolucionadas em todas o país, onde
o povo participará ativamente de diversas formas na luta
antijaponesa.
Daqui em diante, devemos integrar estreitamente os
movimentos de massa com o trabalho preparatório para a
expansão e o desenvolvimento da luta armada na pátria.
Ampliar e aprofundar a luta armada em território
nacional têm um valor decisivo: não apenas exercerá
influência direta sobre o povo, como também o incentivará
poderosamente a se engajar na luta antijaponesa,
promovendo a erradicação definitiva da dominação
colonialista do imperialismo japonês. Embora a luta de
massas seja de suma importância para criar condições
propícias, fortalecer o ânimo revolucionário das massas e
preparar o terreno para a expansão da luta armada, ela, por si
só, não será suficiente para derrubar o sistema de domínio
colonial dos saqueadores imperialistas japoneses e alcançar a
vitória na causa histórica da libertação da pátria.
Por isso, consideramos essencial a combinação entre a
luta de massas e o trabalho de expansão e desenvolvimento
da Luta Armada Antijaponesa em nosso território. As
organizações revolucionárias clandestinas e os agentes
políticos devem organizar e promover vigorosamente
diversas formas de resistência antijaponesa entre as massas
populares – seja nas cidades, no campo ou nas vilas de
pescadores – sempre ligando essas ações à Luta Armada.
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Dessa forma, não apenas golpearemos decisivamente os
agressores imperialistas japoneses, como também
fortaleceremos e ampliaremos a base popular da revolução,
acelerando a derrota definitiva do imperialismo japonês.
Os revolucionários e o povo no interior da pátria devem
dedicar todos os esforços possíveis para apoiar os
guerrilheiros e os habitantes nas bases guerrilheiras.
Em primeiro lugar, é imprescindível fornecer
informações oportunas sobre a movimentação do inimigo.
Para garantir o sucesso das ações da Guerrilha, é necessário
obter e transmitir informações confiáveis sobre a localização
dos aparatos repressivos e das estruturas de governo do
imperialismo japonês, como gendarmarias, delegacias de
polícia, postos alfandegários de fronteira, subestações
policiais nos portos, escritórios administrativos de condados
e subcondados, bem como os deslocamentos das forças
armadas japonesas. Por ora, a coleta e transmissão de dados
sobre as atividades inimigas serão cruciais para que
possamos atacar pontos estratégicos nas áreas fronteiriças.
Paralelamente, os revolucionários no interior da pátria
devem intensificar as ações de apoio aos guerrilheiros e às
comunidades das bases guerrilheiras. Assim como têm feito
até agora, devem continuar mobilizando as organizações
revolucionárias e o povo para preparar e enviar suprimentos
de guerra e bens essenciais em maior quantidade, utilizando
métodos diversificados e aproveitando as particularidades do
terreno ou outras condições naturais favoráveis. Desse modo,
contribuirão significativamente para motivar os guerrilheiros
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e os habitantes das bases, além de impulsionar o avanço da
Luta Armada Antijaponesa.
Camaradas:
Para alcançar a causa histórica da restauração nacional, é
imperativo mobilizar as forças de toda a nação e travar uma
luta prolongada e sangrenta para esmagar os criminosos
imperialistas japoneses. Essa tarefa revolucionária, por sua
complexidade e dificuldade, exige que tenhamos um estado-
maior organizado para conduzir a revolução. Nesse contexto,
a fundação de um partido marxista-leninista desponta como a
tarefa mais urgente e essencial para nós, comunistas. A
construção desse partido demanda a formação e expansão
das fileiras de comunistas plenamente armados com as ideias
marxistas-leninistas e que tenham sido forjados e testados na
prática revolucionária. Somente com esses quadros como
núcleo central será possível reunir solidamente as massas
revolucionárias ao seu redor e executar, com eficácia, as
tarefas revolucionárias mais complexas. Devemos, portanto,
proteger nossas organizações revolucionárias contra
quaisquer ideias facciosas ou hostis, promovendo nelas um
trabalho contínuo e vigoroso para formar núcleos
firmemente armados com os princípios marxistas-leninistas.
Espero que contribuam de maneira decisiva para o
fortalecimento e a expansão da luta armada em nossa pátria e
para a aproximação do dia da libertação nacional.
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