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Maluci

O documento discute circuitos elétricos com baterias e resistores, abordando a determinação da força eletromotriz (fem) de uma bateria e as quedas de potencial em diferentes pontos do circuito. Também apresenta cálculos sobre a corrente elétrica, potenciais em pontos específicos e a relação entre as correntes em circuitos interconectados. O texto inclui exemplos práticos e fórmulas para resolver problemas relacionados a circuitos elétricos.

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O documento discute circuitos elétricos com baterias e resistores, abordando a determinação da força eletromotriz (fem) de uma bateria e as quedas de potencial em diferentes pontos do circuito. Também apresenta cálculos sobre a corrente elétrica, potenciais em pontos específicos e a relação entre as correntes em circuitos interconectados. O texto inclui exemplos práticos e fórmulas para resolver problemas relacionados a circuitos elétricos.

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a) Qual é a energia (em kWh) gerada em 5 horas de exposição ao Determine a fem da bateria B. 86.

Determine a fem da bateria B. 86. O circuito esquematizado a seguir contém duas baterias con- A última parcela do segundo membro da expres- Assim, temos:
De D a E, ocorre uma queda de 12 V na força contraeletromotriz
Sol? sideradas ideais e três resistores R1, R2 e R3, de resistências
e uma queda de 4 i 5 4 ? 1 5 4 V na resistência. Então: são anterior precisa ser incluída, porque na resistên-
b) O gráfico abaixo representa a corrente utilizada para carregar R1 R1 iguais a 6 Ω, 3 Ω e 2 Ω, respectivamente. (A) A
as baterias do satélite em função do tempo de exposição dos
Queda Queda
R2 cia do trecho comum aos “caminhos” (trecho ABC
+ + + B C
módulos fotovoltaicos ao Sol. Qual é a carga das baterias em – 12 V – – 12 V –
+ B νE 5 42 – 12 – 4 ⇒ νE 5 26 V da figura anterior) ocorre uma variação a mais de
Ah (1 Ah 5 3 600 C) após 5 horas de exposição dos módulos B
potencial, devido à passagem, pelo mesmo local, da
ao Sol? De E a F há uma queda de 10 i 5 10 ? 1 5 10 V. Assim: +
A A
Queda R1 12 V 6V R3 corrente do outro caminho.
0,6 +
R2 R2 Para você entender quando se usa o sinal (1) i1 I i1 B i II i2
Circuito I Circuito II νF 5 26 – 10 ⇒ νF 5 16 V ou o sinal (–) nessa equação, é preciso lembrar 2

0,5 A A
De F a G ocorrem duas quedas: uma de 10 V, na força contra- que, quando percorremos um resistor no senti-
82. E.R. Com relação ao circuito dado a seguir, determine: eletromotriz, e outra de 2 i 5 2 ? 1 5 2 V, na resistência. Assim: Calcule as intensidades e os sentidos das correntes elétricas em
0,4 a) a intensidade e o sentido da corrente elétrica; R1, R2 e R3.
do da corrente, verificamos nele uma queda de
Queda Queda
b) os potenciais nos pontos A, B, C, D, E, F e G, supondo nulo potencial. Entretanto, quando o percorremos no
0,3 o potencial da Terra (potencial de referência); νG 5 16 – 10 – 2 ⇒ νG 5 4 V 87. (Mack-SP) No trecho de circuito elétrico mostrado abaixo, os sentido oposto ao da corrente, passamos a verifi- C
I (A)

geradores de tensão são ideais. A ddp entre os terminais A e B é:


c) a diferença de potencial entre os pontos C e G (UCG 5 νC – νG). car nele uma elevação de potencial. As correntes i1, de 3 A, e i2, de 5 A, em seus sentidos corretos.
Observemos que de G a A ocorre mais uma queda, de 4 i 5 4 ? 1 5 a) 3 V b) 5 V c) 7 V d) 8 V e) 9 V
0,2
B 5Ω – +C 20 Ω D 4Ω E 5 4 V, o que nos leva de volta ao potencial zero do qual partimos. 3Ω 3V
2Ω i R
+– c) UCG 5 νC – νG 5 62 – 4 A A B (B)
0,1 3A A 5A
+ 36 V 12 V
– 36 V UCG 5 58 V 18 V
Se você percorrer esse resistor no sentido de A para B, observará
0,0 4Ω 2A
0 1 2 3 4 5 10 Ω Nota: uma queda de potencial igual a R i. Entretanto, no percurso de B
t (horas) 5Ω t4FBUFSSÈTTFNPTPVUSPQPOUPEPDJSDVJUP RVFOÍPPQPOUPA, para A, observará uma elevação de potencial igual a R i.
os potenciais de todos os pontos seriam alterados. As diferen- B
ças de potencial, porém, ficariam inalteradas. UCG, por exem- I B II
80. E.R. Nos circuitos 1 e 2 representados a seguir, o ampe- –+
plo, continuaria igual a 58 V.
88. (EEM-SP) O circuito da figura tem dois geradores ideais e três Assim, se você está equacionando, por exemplo,
A lâmpadas incandescentes L1, L2 e L3, de resistências 1,0 Ω, 2,0 Ω
rímetro A e as baterias de forças eletromotrizes ε1 e ε2 têm re- 0V 4Ω G 2Ω F Portanto para calcular diferenças de potencial em um circui- o “caminho” I, e a corrente no “caminho” ao lado dele
sistências internas desprezíveis. Do circuito 1 para o 2, a única 10 V e 3,0 Ω, respectivamente. Determine qual lâmpada apresenta
to, você pode considerar o potencial zero em qualquer um de (“caminho” II) tem o mesmo sentido da corrente no
mudança foi a inversão da polaridade da bateria de fem ε2. maior intensidade luminosa quando a chave S estiver: 3A 2A
seus pontos. 5A
Observe as intensidades e os sentidos das correntes nos dois Resolução: a) aberta; b) fechada. “caminho” I, usará o sinal (1), significando o acrés-
casos e calcule ε2. a) O sentido da corrente deve ser horário, pois só assim a L1 L2 cimo de mais uma queda de potencial no segundo 3A C 5A
soma das forças eletromotrizes supera a soma das forças con- 83. (UFV-MG) A figura abaixo representa o ramo de um circuito membro da expressão anterior.
traeletromotrizes (se o sentido da corrente, por acaso, estiver elétrico percorrido por uma corrente I. A partir dos dados indica- As correntes em todos os trechos do circuito. Observe que, no
errado, a intensidade da corrente resultará negativa, porém seu dos na figura, calcule:
Entretanto, se a corrente no “caminho” ao lado trecho comum, a intensidade da corrente é a diferença entre i2 e
+ 12 V tiver sentido oposto ao da corrente no “caminho”
ε2 – ε2 –+ módulo será o mesmo). a) a diferença de potencial entre os pontos d e a; 12 V S i1, pois estas “percorrem” esse trecho em sentidos opostos
R R
S fem 5 S fcem 1 Req i b) a potência dissipada no resistor de 4 Ω. I, você usará o sinal (–), porque para a equação do (i2 – i1 5 5 A – 3 A 5 2 A, para cima).

+
+
(36 1 36) 5 (12 1 10) 1 50 i ⇒ i51A I = 2 A ε1 = 15 V ε2 = 2 V L3 “caminho” I passamos a ter uma elevação de poten-
– ε1 = 12 V – ε1 = 12 V 4Ω 2Ω
cial na resistência do trecho comum. Essa elevação Note, na figura B, que no nó A entram duas cor-
b) O potencial, em A, é nulo: νA 5 0 a b c d 89. No circuito representado a seguir, calcule a resistência do reos- deveria, então, ser escrita no primeiro membro da rentes, uma de 3 A e outra de 2 A, saindo uma cor-
i = 3A i' = 1A
tato para que se anule a diferença de potencial entre os pontos A e B: rente de 5 A. No nó C entra uma corrente de 5 A,
Partimos, então, de A, no sentido da corrente, e chegamos em 84. No circuito, A B equação do “caminho” I, o que equivale a deixá-la no
A A V 0,5 Ω 12 V saindo uma de 2 A e outra de 3 A. A corrente total
B. Encontramos uma queda de potencial na resistência de 5 Ω, determine a indicação A B segundo membro, mas com sinal negativo.
Circuito 1 Circuito 2 igual a 5 i 5 5 ? 1 5 5 V, e uma elevação de 36 V corresponden- 9V –+ que entra em cada nó deve ser igual à que dele sai
UAB do voltímetro, 12 V Vamos, então, escrever aquela expressão para
Resolução: te à força eletromotriz. Assim, o potencial, em B, é: suposto ideal.
(Continuidade da Corrente Elétrica).
No circuito 1, as baterias são dois geradores em série: cada “caminho”:
Queda Elevação 1Ω
Reostato
Vamos, agora, resolver novamente o mesmo cir-
S fem 5 S fcem 1 Req i ⇒ 12 1 ε2 5 R ? 3 (I) 2Ω 2Ω
νB 5 νA – 5 V 1 36 V 5 0 – 5 V 1 36 V 0,3 Ω S fem 5 S fcem 1 Req ? ino “caminho” ± cuito, supondo que os sentidos atribuídos arbitra-
+–
No circuito 2, a bateria de 12 V opera como geradora e a outra, riamente às correntes tivessem sido os representa-
como receptora: νB 5 31 V ± Rdo trecho comum ? ino “caminho” ao lado
C 36 V dos na figura a seguir:
S fem 5 S fcem 1 Req i’ ⇒ 12 5 ε2 1 R i’ ⇒ 12 – ε2 5 R ? 1 (II) Seguindo de B até C (sempre no sentido da corrente), encontra- 85. É dado o circuito a seguir: 90. O circuito A foi ligado ao circuito B pelo fio MN: “Caminho” I: R1 = 2 Ω
Dividindo membro a membro a expressão (I) pela expressão (II), mos uma queda de 5 i 5 5 ? 1 5 5 V e uma elevação de 36 V. A
24 V 36 V +
obtemos: Sendo νB 5 31 V, temos: 2Ω 4Ω ε3 = 15 V
12 1 ε2
M N – +
15 5 20 1 15 i1 1 10 i2 ⇒ 15 i1 1 10 i2 1 5 5 0 (I) ε1 = 15 V
+

+
5 3 ⇒ ε2 5 6 V Queda Elevação – r3 = 4 Ω – ε4 = 5 V
12 2 ε2 +
12 V – “Caminho” II:
νC 5 31 V 2 5 V 1 36 V ⇒ νC 5 62 V 1Ω
100 Ω 10 Ω 5 5 45 1 14 i2 1 10 i1 ⇒ 10 i1 1 14 i2 1 40 5 0 (II) I II
81. (UFC-CE) Os circuitos I e II, da figura abaixo, foram monta- De C a D, ocorre uma queda igual a 20 i 5 20 V na resistência. 18 V 9Ω i1 i1 B i2 i2
r4 = 3 Ω
3Ω r1 = 1 Ω
dos para a determinação do valor da força eletromotriz, fem, da Então, temos, em D: A B 5Ω Resolvendo o sistema constituído pelas equa-
P S Q +
bateria B. Neles foram utilizados os mesmos componentes elétri- Queda – 11 V ções (I) e (II), obtemos: i1 5 3 A e i2 5 25 A
cos. Na montagem do circuito I, o amperímetro, A, indicou uma Determine: 6Ω R2 = 6 Ω
νD 5 62 – 20 Concluindo, temos que a corrente i1 vale 3 A no +–
corrente I1 5 1 A e, na montagem do circuito II, indicou uma a) a diferença de potencial entre os pontos Q e P; –+
corrente I2 5 3 A. As resistências internas das duas baterias e do νD 5 42 V b) a diferença de potencial entre os pontos Q e P, se o circuito for Determine a intensidade de corrente no circuito A, no circuito B e sentido suposto na figura anterior e a corrente i2 vale r2 = 2 Ω C r5 = 1 Ω
amperímetro são de valor desprezível. ε2 = 5 V ε5 = 30 V
cortado no ponto S. no fio MN. 5 A, mas em sentido contrário ao pré-admitido.

Tópico 3 – Circuitos elétricos 195 196 Parte II – Eletrodinâmica 198 Parte II – Eletrodinâmica

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Aplicando a expressão já usada, obtemos: 93. Calcule as intensidades das correntes elétricas nos ramos do 94. Calcule as intensidades das correntes elétricas nos ramos Atração e repulsão

Sérgio Dotta Jr./The Next


3A A 5A
circuito a seguir: do circuito a seguir:
“Caminho” I: 2A
O ímã da foto entrou em Se você manusear dois ímãs de polos magnéticos
A 6V
50 Ω
4V contato com limalhas conhecidos, facilmente descobrirá que:
15 5 20 1 15 i1 – 10 i2 ⇒ 15 i1 – 10 i2 1 5 5 0 (I) +– – +
de ferro. Observe a
“Caminho” II: maior quantidade de
I B II 4Ω
45 5 5 1 14 i2 – 10 i1 ⇒ 14 i2 – 10 i1 – 40 5 0 (II) limalhas acumuladas Polos magnéticos de mesmo nome se repelem
3Ω 5V
Resolvendo o sistema constituído pelas equa- em suas extremidades, e polos magnéticos de nomes diferentes se atraem.
–6V 7Ω +–
ções (I) e (II), obtemos: i1 5 3 A e i2 5 5 A. 3A + nas quais se loca-
2A 5A lizam os seus polos a)
Então, a corrente i1 vale 3 A e a corrente i2 vale 70 V –
7Ω magnéticos.
+
5 A. Como ambos os resultados são positivos, concluí- 3A C 5A 4Ω 100 Ω
mos que os sentidos pré-admitidos estão corretos: Notas: B Quando um desses ímãs é suspenso pelo seu
S N N S
A t O número de equações que devemos montar (número centro de gravidade, como no caso da agulha mag-
de “caminhos” considerados) deve ser igual ao número de nética da bússola, ele se alinha aproximadamente b)
correntes distintas, não consideradas as correntes em na direção norte-sul geográfica do local.
trechos comuns, pois elas são combinações das demais. Exercícios nível 2 N S S N
Observe a ilustração abaixo: a extremidade do
I i1 II i2 Assim, no circuito que acabamos de resolver, tínhamos ímã que se volta para o polo norte geográfico recebe
i1 B i2
duas correntes distintas i1 e i2 e, por isso, montamos duas 95. (UFC-CE) No circuito visto na figura, as baterias são ideais, 96. (FEI-SP) No circuito esquematizado na figura, sabemos que c)
suas fem são dadas em volts e as resistências em ohms. Determi- I 5 2 A. O valor de R e a potência dissipada na resistência de 20 Ω
o nome de polo norte magnético. Da mesma for-
equações, ou seja, consideramos dois “caminhos”.
ne, em volts, a diferença de potencial Vab, isto é, Va – Vb. valem, respectivamente: ma, a extremidade que aponta para o polo sul geo-
t 0NÏUPEPEFSFTPMVÎÍPEFDJSDVJUPTEFTDSJUPOFTUFJUFN S N S N
a) 15 Ω e 240 W. c) 10 Ω e 240 W. e) 15 Ω e zero. gráfico chama-se polo sul magnético.
foi proposto pelo físico escocês James Clerk Maxwell 1 1 b) 15 Ω e 20 W. d) 10 Ω e 20 W.
a
C (1831-1879).
Em a e b, os ímãs se repelem, pois polos de mesmo nome estão
– +
3
próximos: norte-norte e sul-sul, respectivamente. Em c, os ímãs
se atraem, já que polos de nomes diferentes estão próximos.
Exercícios nível 1 I 30 V 10 Ω
2 2 20 V Esse fato leva-nos a concluir que, se o polo norte
R +– Polo norte
1 geográfico magnético da agulha da bússola aponta para o polo
92. E.R. No circuito dado a seguir, determine as intensida-
i1 5 2 2 A e i2 5 1 A 20 Ω
norte geográfico, é porque no polo norte geográfi-
des e os sentidos de todas as correntes elétricas. 3 3 10 11
10 V co existe um polo sul magnético. Da mesma for-
5Ω N
– +
S Polo norte ma, no polo sul geográfico existe um polo norte
1Ω 1Ω
+
Isso significa que a corrente i1 vale 2 A, porém em sentido con- b
magnético
magnético.
– 4V 3 Polo sul
Polo sul
+ 2Ω magnético Salientamos ainda que, na verdade, os polos ge-
– 2V trário ao atribuído, enquanto i2 vale 1 A no sentido atribuído. geográfico
1Ω 3 ográficos e os polos magnéticos da Terra não estão
+ Temos, então: 2 1 exatamente no mesmo local. Foi por isso que disse-
1Ω – 4V i1 =
3
A
M
i2 =
3
A
Descubra mais mos anteriormente que a agulha da bússola indica
aproximadamente a direção norte-sul geográfica.
Resolução: 1 1. Uma bateria participa de um circuito elétrico, operando como geradora, e o potencial elétrico de seu polo
Canadá Polo norte geográfico

Fabio Colombini
i3 = A
Inicialmente, devemos atribuir sentidos arbitrários às correntes 3 positivo é menor que o potencial elétrico de seu polo negativo. Dê um exemplo de um circuito em que isso
nos “caminhos”: acontece. Como fica, nesse caso, a equação do gerador? S
1Ω 1Ω i1 i2 2. Em que situações a diferença de potencial entre os terminais de uma bateria é, em valor absoluto, maior que
+ I II i I II
i1 2 sua força eletromotriz?
– 4V
+ 2Ω 3. Considere o circuito a seguir, em que um gerador considerado ideal está ligado a um fio metálico também
– I i2 II
2V i1 +
i2 considerado ideal:
i1 1Ω

4V

1Ω
Sentidos corretos N ε +–
Em seguida, para cada “caminho”, aplicamos:
No trecho comum, a intensidade da corrente é a diferença entre N
S fem 5 S fcem 1 Req ido “caminho” ± Rdo trecho comum ido “caminho” i
i1 e i2. Continente antártico
Polo sul geográfico
ao lado No trecho comum, temos:
Temos que: i 5 ε O polo sul magnético da Terra encontra-se no Canadá, a cerca de
I: 2 5 4 1 4 i1 1 2 i2  4 i1 1 2 i2 5 22 i3 5 i1 2 i2 5 1 A para cima. Req
1 300 km do polo norte geográfico, e seu polo norte magnético
 ⇒  3
II: 4 5 4 1 4 i2 1 2 i1  2 i1 1 4 i2 5 0 A magnetita, um dos minérios de óxido de ferro está na costa do continente antártico. Dessa maneira, a Terra
Observe que, no nó M, a soma das correntes que entram é igual Fazendo Req tender a zero, i tende ao infinito! Comente essa última afirmação.
(Fe3O4), é um ímã natural, ou seja, é encontrada na se comporta aproximadamente como o ímã representado, que
Resolvendo esse sistema de equações, obtemos: à corrente que sai.
natureza com os polos magnéticos norte e sul. forma cerca de 11° com a direção norte-sul geográfica.

Tópico 3 – Circuitos elétricos 199 200 Parte II – Eletrodinâmica Tópico 1 – O campo magnético e sua influência sobre cargas elétricas 227

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Lei das interações entre Inseparabilidade dos polos 3. O campo magnético de um ímã Veja, na ilustração anterior, uma bússola sob a B2 Você verá, então, a configuração de linhas de
polos magnéticos de um ímã ação do campo magnético de um ímã. Suponha des- indução mostrada a seguir, denominada padrão do
Introdução prezíveis outros eventuais campos magnéticos na campo magnético.
Em 1750, o geólogo e astrônomo inglês John A experiência mostra que é impossível separar região, inclusive o da Terra. B1

SLP/LatinStock
Michell (1724-1793) usou uma balança de torção, os polos magnéticos de um ímã. Isso significa que é Vimos que uma massa cria uma região de O vetor indução magnética B, criado pelo ímã,
N S
que ele mesmo inventou, para investigar as forças impossível conseguir um pedaço de ímã que tenha só influências sobre outras massas, denominada cam- na posição em que a bússola está, com sua agulha
de campo entre polos magnéticos de ímãs e concluiu o polo norte magnético ou só o polo sul magnético. po gravitacional, que é descrita pelo vetor campo em equilíbrio estável, tem a seguinte orientação:
a seguinte lei: De fato, quando dividimos um ímã ao meio, obtemos gravitacional g.
dois outros ímãs, cada um com seus próprios polos Vimos, também, que uma carga elétrica estática Direção: da reta r com a qual a agulha se
norte e sul. B3
Dois polos magnéticos se atraem ou se repe- cria uma região de influências sobre outras cargas, alinha.
Se dividirmos ao meio esses dois novos ímãs, denominada campo eletrostático, que é descrita Sentido: para onde aponta o polo norte
lem na razão inversa do quadrado da distância
obteremos quatro ímãs também com seus próprios pelo vetor campo elétrico E. magnético da agulha. Na região externa a um ímã, as linhas de in-
que os separa.
polos norte e sul e assim sucessivamente, o que será Um ímã, por sua vez, também cria uma região dução orientam-se do polo norte para o polo sul.
estudado no Tópico 2 seguinte. Observe as figuras: de influências que são significativas tanto em ou- Então, se conhecermos o vetor indução magnéti-
F F ca em determinado local, saberemos também como Nessa verificação experimental, cada fragmento
S N S N tros ímãs como em alguns materiais, como o ferro, Para a visualização das linhas de indução, tam-
S N o cobalto, o níquel e algumas ligas. Essa região é a agulha da bússola vai se estabilizar naquele local: bém podemos utilizar limalha de ferro: coloque um da limalha de ferro imanta-se na presença do campo
denominada campo magnético, que também será Vetor indução magnética no ponto P. ímã debaixo de uma placa de papelão, plástico ou magnético do ímã, comportando-se como uma mi-
d
descrita por um vetor, como veremos adiante. madeira fina e, em seguida, pulverize limalha de núscula agulha magnética.
B
Veja, na ilustração a seguir, alguns corpos sub- ferro por toda a placa, como sugere a figura a seguir. A limalha de ferro também é útil para observar-
S N S N
F F P
S N S N metidos ao campo magnético de um ímã. mos o padrão do campo magnético de ímãs com ou-
4 4 Limalha de tros formatos.
Prego de ferro ferro
Moeda B Placa
2d S N S N S N S N Nota:
Dobrando a distância entre os polos, a intensidade das forças É impossível separar os polos magnéticos de um ímã. Cada 5 de
níquel N S t .VJUBTWF[FT PWFUPSJOEVÎÍPNBHOÏUJDBB é chamado de
reduz-se a um quarto do valor inicial. pedaço continuará sendo sempre um dipolo magnético. P vetor campo magnético e até mesmo de campo mag-
N Ímã em forma de barra reta nético, simplesmente.
S
Faça você mesmo S N

Agulha magnética em equilíbrio estável no ponto P. Outras características das linhas Observe que, como na região externa ao ímã
de indução a orientação dessas linhas foi convencionada de
Construção de uma bússola Amostra de S
N
Suponhamos, agora, um ímã e várias bússolas norte para sul, elas se orientam de sul para norte
cobalto Bússola bem pequenas ao seu redor, todos sobre uma mesa de t"TMJOIBTEFJOEVÎÍPEPDBNQPNBHOÏUJDPEF na região interna.
Deslize várias vezes em uma agulha de cos-
madeira, como mostra a ilustração a seguir. Podemos um ímã não existem apenas na região externa t"TMJOIBTEFJOEVÎÍPEFVNDBNQPNBHOÏUJ-
tura, sempre no mesmo sentido, o mesmo polo de
traçar linhas de um polo a outro do ímã, de modo que a ele, mas também em seu interior. Portanto co não podem se cruzar. Se isso acontecesse,
um ímã, como mostra a figura ao lado:
Vetor indução magnética elas tangenciem as agulhinhas das bússolas. essas linhas são fechadas (figura A). o vetor B teria duas orientações possíveis no
Passando o ímã na agulha, sempre de A para
S cruzamento, o que é absurdo. Veja a figura B.
B, como mostra a figura, ela é imantada, de modo O campo magnético de um ímã também é des- A Você deve se lembrar de que essa mesma
que a extremidade A se torna um polo norte crito por um vetor. Esse vetor é denominado vetor proibição existe com relação às linhas de força
magné tico e a extremidade B, um polo sul mag- indução magnética e simbolizado por B. de um campo elétrico.
nético. N Por enquanto, veremos apenas a direção e o sen-
N S
Espete a agulha em um tablete de isopor e A B tido de B. No item 5, abordaremos sua intensidade. B B1
B2
coloque o sistema para flutuar na água de um re- r
cipiente que não seja de ferro – pode ser de vidro,
plástico ou alumínio.
B
Construímos, assim, uma bússola. Observe Mesa vista de cima. S
N
que a agulha tende sempre a se alinhar em uma Isopor N
S Essas linhas são denominadas linhas de indu-
mesma direção, que é, aproximadamente, a dire- ção do campo magnético do ímã; na região externa ao t"P SFQSFTFOUBS VN DPOKVOUP EF MJOIBT EF
ção norte-sul geográfica. ímã, elas são orientadas convencionalmente do polo indução, a concentração dessas linhas (den-
norte para o polo sul, como mostra a figura a seguir. sidade de linhas) é maior onde o campo mag-
Nota:
nético é mais intenso. Confirme isso, obser-
t /P5ØQJDPTFHVJOUF WFSFNPTQPSRVFPÓNÍ N S Desse modo, o vetor B, que tangencia essas li-
vando a concentração das linhas de indução
imantou a agulha. Bacia de alumínio. nhas em cada um de seus pontos, tem sentido con-
Ímã nas proximidades dos polos do ímã.
cordando com o das linhas.

228 Parte III – Eletromagnetismo Tópico 1 – O campo magnético e sua influência sobre cargas elétricas 229 230 Parte III – Eletromagnetismo

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4. Campo magnético uniforme Outra representação Para estudar a força magnética Fm numa par- boratório (ou ímã), também não se submetem a Na ausência do ímã representado na figura, os Se |q| 5 2 ? 10 –6 C, v 5 3 ? 106 m/s e Fm 5 60 N,
tícula eletrizada com carga q, vamos supor que ela forças magnéticas, independentemente do sinal prótons emitidos pelo canhão movem-se sensivel- por exemplo, temos:
Imaginemos um campo magnético uniforme em
esteja com velocidade v em relação a um referencial da carga e do sentido do movimento: mente em linha reta, com velocidade v em relação ao
Definição que as linhas de indução são perpendiculares ao pla- 60 N
no desta página.
R, numa posição em que se submete a um campo B B
laboratório, atingindo o ponto P da tela. Na presen- B 5 5 10 N
magnético estacionário, cujo vetor indução magné- v v ça do ímã, entretanto, a trajetória modifica-se, e os 2 ? 1026C ? 3 ? 106 m/s C ? m/ s
Se o sentido do campo for para fora do papel, N S N S
Campo magnético uniforme é aquele em tica, nesse mesmo referencial R, é igual a B. qF =0
Fm = 0
q prótons desviam-se para cima, atingindo P’ em vez Observemos, então, que a intensidade do vetor
que o vetor indução magnética B tem o mesmo ele será representado por um conjunto de pontos
Descreveremos a seguir alguns resultados que
m
de P. Concluímos, então, que o campo magnético
uniformemente distribuídos, como representa a indução magnética expressa a intensidade de força
módulo, a mesma direção e o mesmo sentido em podem ser obtidos experimentalmente. Ficaremos atuou nos prótons.
figura a seguir. magnética por unidade de carga e por unidade de
todos os pontos do meio. sabendo que Fm só se manifesta quando a velocida- Esse experimento revela que, embora os prótons velocidade perpendicular a B.
de v do portador de carga elétrica não é nula e, além se desviem verticalmente para cima, o módulo de N
Embora possam ser desenhadas em todos os A unidade é denominada tesla
disso, tem direção diferente da do vetor indução suas velocidades permanece o mesmo. Assim, a força C ? m/s
pontos do campo, as linhas de indução de um cam- B magnética B. magnética Fm que o campo magnético faz surgir em (símbolo: T), em homenagem ao físico e inventor iu-
po magnético uniforme são representadas por al- cada próton deve ter direção perpendicular ao plano goslavo Nikola Tesla (1856-1943).
gumas linhas retas paralelas entre si e igualmente definido pelos vetores B e v e sentido para cima. Portanto, no SI, a unidade de medida da intensi-
Carga elétrica em repouso
orientadas. Além disso, elas são traçadas com espa- dade de B é o tesla, e podemos dizer que:
çamentos iguais para indicar que a intensidade do Se tivermos um ímã em repouso em um labo- A força magnética na partícula de carga q é nula. Assim,
campo é igual em toda a região: ratório (referencial R) e uma partícula com carga enquanto nenhuma outra força relevante atuar nessa partícula, Fm Um tesla (1 T) é a intensidade de um cam-
elétrica q for abandonada em suas proximidades, ela realizará um movimento retilíneo e uniforme.
po magnético uniforme em que uma partícula
B B
com velocidade nula em relação ao ímã (e, portan- +
Portanto, dentro das condições estabelecidas, hipoteticamente eletrizada com carga igual a
to, também nula em relação ao laboratório), não v
B
podemos afirmar que: 1 C, movendo-se com velocidade de 1 m/s,
surgirá força magnética na partícula, independen- perpendicularmente ao campo, submete-se a
temente do sinal de sua carga: uma força magnética de 1 N de intensidade.
B Um campo magnético estacionário não atua A força magnética tem direção perpendicular ao plano
Campo magnético uniforme “saindo do papel”. em cargas elétricas que se movem na mesma di- definido por B e v. F /
B 5 m ⇒ 1T 5
B reção desse campo. |q|v 1C ? 1 m/s
Se substituirmos o canhão de prótons por um de
Em um campo magnético uniforme, as linhas de indução são Se ocorrer o contrário, isto é, se o sentido do B elétrons e repetirmos o experimento descrito ante-
representadas por linhas retas paralelas, igualmente espaçadas campo for para dentro do papel, ele será representa- q riormente, vamos observar que os elétrons se des-
e com a mesma orientação. Carga elétrica em movimento de direção Fm= 1 N
do por um conjunto de “cruzinhas” também unifor- viam para baixo. Isso significa que a força magnética B=1T
memente distribuídas, conforme a próxima figura. N
v=0 Fm = 0 diferente da do campo Fm tem sentido para baixo.
O campo magnéti-
co na região destacada Carga movendo-se perpendicularmente B
– v = 1 m/s
na figura ao lado, entre N B
ao campo v q=1C
os polos de um ímã em Ímã
Na figura a seguir, um canhão de prótons está aco-
forma de U, é aproxi- Ímã em repouso no laboratório. A força magnética na partícula
plado a um tubo de vidro em que se fez o vácuo. Sua Fm
madamente uniforme. de carga q e v 5 0 é nula. Assim, se ela também estiver livre de
outras forças, permanecerá em repouso na posição em que foi extremidade mais larga é uma tela recoberta interna-
S abandonada. mente com material fluorescente, de modo que o pon-
to atingido pelos prótons torna-se luminescente. Carga movendo-se em uma direção qualquer
Portanto, dentro das condições estabelecidas na
/BDBSHBOFHBUJWB BGPSÎBNBHOÏUJDBDPOUJOVBDPN
introdução deste item, podemos afirmar que: Se a velocidade v da partícula eletrizada formar
direção perpendicular ao plano definido por B e v, mas
Canhão de com o vetor indução magnética B um ângulo θ qual-
SPL/Latinstock

com sentido invertido.


Um campo magnético estacionário não N
prótons quer, podemos determinar as componentes de v na
atua em portadores de carga elétrica que este- A intensidade da força magnética que atua numa direção de B e na direção perpendicular a B.
jam em repouso. Trajetória modificada partícula eletrizada pode ser obtida a partir do des-
Campo magnético uniforme “entrando no papel”. pela presença do vio sofrido pela partícula. Experimentos mostram
campo magnético que, em determinado campo magnético, a intensi-
do ímã (em repouso Fm
Carga elétrica em movimento no laboratório) v B dade dessa força é proporcional ao módulo da car- v// B
+
Nota: na mesma direção do campo P’ ga elétrica e ao módulo da velocidade da partícula v⊥ θ
t &TTFTQPOUPT t FFTTBTiDSV[JOIBTw ) também podem P (quando v é perpendicular a B). A intensidade de B, v
ser usados para representar um campo magnético não Partículas com carga q, movendo-se entre os nesse caso, pode ser definida pela expressão:
uniforme e quaisquer outras grandezas vetoriais, e até polos de um ímã em repouso no laboratório, na Trajetória na ausência
Padrão do campo magnético criado por um ímã em forma de U, mesmo correntes elétricas “saindo” ou “entrando” no mesma direção do campo uniforme de indução de campo magnético,
Fm v// é a componente de v na direção de B (paralela a B).
Tela fluorescente B 5
obtido com limalhas de ferro. papel. magnética B e com velocidade v em relação ao la- isto é, sem ímã |q|v v⊥ é a componente de v na direção perpendicular a B.

Tópico 1 – O campo magnético e sua influência sobre cargas elétricas 231 Tópico 1 – O campo magnético e sua influência sobre cargas elétricas 235 236 Parte III – Eletromagnetismo

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A componente v// tem a mesma direção de B e, num campo de indução magnética B e submetendo- B Quando a velocidade v tem direção
como já vimos, não provoca o surgimento de for- -se a uma força magnética Fm. Regra de Fleming ou regra perpendicular a B
ça magnética. A componente v⊥ é perpendicular Para determinar o sentido dessa força, aponte, da mão esquerda R
a B e, portanto, faz surgir uma força magnética com a mão direita espalmada, o polegar no sentido +–
Fm
Veja, na figura abaixo, a representação de um
tal que: Esta é uma regra prática alternativa para + B‘ campo magnético uniforme e constante, perpen-
da velocidade v e os outros dedos no sentido de B. determinar a orientação da força magnética v1 i
dicular a esta página e apontando para você. Uma
Fm A força Fm será, então, perpendicular à palma da atuante em uma partícula eletrizada. Para usá-
B5 ⇒ Fm 5 |q| v⊥ B (I) P Q Campo magnético na região R, no instante t’. partícula de massa m, dotada de carga positiva q, é
|q|v ⊥ mão, “saindo” dela. -la, devemos dispor o dedo indicador na dire- R1 B
lançada perpendicularmente ao campo.
Como v⊥ 5 v sen θ, temos, de (I): ção e no sentido de B, e o dedo médio na dire- O campo magnético na região R é uniforme,
ção e no sentido de v. Assim, o polegar indicará mas não é constante, pois varia com o tempo. B
B a direção e o sentido da força magnética +– v2 Portanto, um campo magnético é uniforme
Fm 5 |q| v B sen θ Fm Fm
Fm, como ilustra a fi- F – e constante quando o vetor B, além de ser igual q
i
v gura, caso a carga da
m
em todos os pontos, não apresenta variações com o m +
v
em que θ é o menor ângulo entre v e B. P passar do tempo.
+ partícula seja posi- R2
Q
q Mão direita tiva. Se for nega- É importante saber que, com grande frequên-
tiva, o sentido cia, encontramos textos classificando um campo
Observe, na expressão que acabamos de B
O polegar aponta no sentido de v. Os outros da força Fm simplesmente como uniforme em situações em que Fm
obter, alguns fatos já descritos neste item: dedos apontam no sentido de B. A força também é necessário dizer que ele é constante.
Se v 5 0, então Fm 5 0. será oposto Note que a corrente tem o sentido indicado, quer
“sai” da palma da mão.
ao previsto os portadores móveis tenham carga positiva e velo-
B pela regra. cidade v1 (região R1), quer tenham carga negativa e 8. Movimento de portadores de carga
Se θ 5 0º , então Fm
Mão esquerda v velocidade v2 (região R 2). elétrica lançados em um campo
v
Observe que, nas duas situações, os portadores
q+ se submetem a forças magnéticas orientadas para magnético uniforme e constante Como a força magnética Fm é perpendicular à
sen θ 5 0 e Fm 5 0. velocidade v, o movimento da partícula é unifor-
B a esquerda. Vamos estudar, agora, os tipos de movimento que
B v Desse modo, na região R 1 haverá um acúmulo uma partícula dotada de carga elétrica pode realizar me: Fm só pode modificar a direção de v fazendo a
+q partícula descrever uma trajetória curvilínea plana.
Se θ 5 180º , então de cargas positivas no lado esquerdo, o que torna o em um campo magnético uniforme e constante.
v
6. Efeito Hall potencial elétrico do ponto P, νP, maior que o do
v Supondo que, após a partícula ser lançada com Sendo Fm uma força centrípeta, e o ângulo θ, en-
Em 1879, o físico norte-americano Edwin Hall ponto Q, νQ. velocidade v no interior do campo magnético, a
sen θ 5 0 e Fm 5 0. B Fm
(1855-1938) realizou um experimento para desco- Na região R 2, por sua vez, haverá um acúmulo de tre B e v, igual a 90º, podemos escrever:
única força possível de atuar nela seja devida a esse
brir o sinal, positivo ou negativo, da carga das par- cargas negativas, também no lado esquerdo, o que 2
Se θ 5 90º, então sen θ 5 1 e Fm 5 |q| v B.
torna νP menor que νQ.
campo, vamos acompanhar as análises seguintes. Fm 5 Fcp ⇒ |q| v B sen 90° 5 mv ⇒
Exemplos de aplicação da regra da mão direita tículas que constituem a corrente elétrica em um R
Além disso: Medindo, então, a diferença de potencial entre
espalmada no caso de cargas positivas. condutor qualquer. Quando a velocidade v tem mv mv
Se q 5 0 (partícula eletricamente neutra), P e Q, podemos descobrir se os portadores móveis ⇒ |q| B 5 ⇒R5 q B
Veja, nas ilustrações a seguir, duas regiões retan- R
Fm 5 0. Para carga negativa têm carga positiva ou negativa. A conclusão expe- mesma direção de B
gulares, R1 e R 2, condutoras, percorridas por corren- rimental de que νP é maior que νQ revela-nos que
Como vimos, se a partícula é lançada na mes- Como os valores de m, v, q e B são os mesmos
Se a carga for negativa, a força magnética terá tes elétricas no sentido indicado. Essas regiões estão os portadores têm carga positiva. Se, porém, con- em todos os pontos da trajetória da partícula, o raio
imersas num campo magnético “saindo” dessa pági- ma direção do campo magnético, o ângulo θ, entre
Regra da mão direita espalmada sentido oposto ao que teria se a carga fosse positiva. cluirmos que νP é menor que νQ , saberemos que os de curvatura R dessa trajetória também é igual em
na, perpendicularmente a ela. portadores têm carga negativa. v e B, é igual a 0° ou 180°. Assim, sen θ é igual a
Nesse caso, a força também é perpendicular à palma zero, e a força magnética também é nula. Conse- todos os pontos. Por isso, a curva plana descrita pela
Até aqui, vimos como calcular a intensidade Fm da mão, mas “entrando” nela. partícula é uma circunferência.
quentemente, a partícula realiza um movimento
da força magnética estudada, e conhecemos tam- retilíneo e uniforme (MRU): B
bém a direção dessa força, que é perpendicular ao
plano definido pelos vetores B e v.
Exercícios nível 1 B v
q +
– v
Agora, vamos ver como determinar o sentido + MRU
B Fm
da força magnética. Para isso, usaremos uma regra v 14. E.R. Julgue falsa ou verdadeira cada uma das seguintes Resolução: Fm +
v
prática, denominada regra da mão direita espal- afirmações: I. Falsa, porque a força magnética só existirá se o portador –– MRU
Fm – I. Um portador de carga elétrica imerso em um campo magné- estiver em movimento e, além disso, se a direção do movi- Fm v
mada, que está de acordo com as observações expe- q
tico sempre fica submetido a uma força, devido a esse campo. mento for diferente da direção do campo.
θ = 0° R
rimentais. v II. Um portador de carga elétrica imerso em um campo elétri- II. Verdadeira, porque a força elétrica (Fe 5 q E) independe da B
B
co sempre fica submetido a uma força, devido a esse campo. velocidade do portador. v +
MRU
Para carga positiva III. A força magnética atuante em um portador de carga elétri- III. Verdadeira, porque, sendo perpendicular à velocidade, a
ca não modifica o módulo de sua velocidade, porque a for- força magnética só pode alterar a direção da velocidade v
MRU –
Considere uma partícula dotada de carga Exemplos de aplicação da regra da mão direita ça e a velocidade são perpendiculares. Assim, essa força do portador. Note, então, que essa força não realiza tra-
não realiza trabalho. balho.
positiva q, movimentando-se com uma velocidade v espalmada no caso de cargas negativas. θ = 180°

Tópico 1 – O campo magnético e sua influência sobre cargas elétricas 237 238 Parte III – Eletromagnetismo Tópico 1 – O campo magnético e sua influência sobre cargas elétricas 241

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Concluímos, então, que: movimento retilíneo e uniforme (MRU), com veloci- Resolução:
17. A seção reta de um conjunto de quatro fios paralelos é um
dade v// de módulo igual a v cos θ: Exercícios nível 2
a)
quadrado de lado , igual a 15 cm. A intensidade da corrente em
cada fio é de 30 A, no sentido indicado na figura. Determine o
Quando um portador de carga elétrica é lan- B módulo do vetor indução magnética no centro do quadrado, sa-
çado perpendicularmente a um campo magné- q 10. Uma corrente elétrica necessariamente produz: Considerando somente a interação do elétron com a corrente, é
tico uniforme e constante, ele realiza um movi-
v
+ // MRU a) efeito fisiológico; correto afirmar que o elétron: i1 R A R i2 (
bendo que os fios estão no ar µ 5 4 π ? 1027 Tm .
A )
b) efeito magnético; a) será desviado para a esquerda desta página.
mento circular e uniforme de raio R, dado por: v// 5 v cos θ b) será desviado para a direita desta página. A B
c) efeito Joule; ,
R5
mv d) efeito químico; c) será desviado para dentro desta página. BA
1
BA
2 i i
qB /BEJSFÎÍPEFB, o movimento é retilíneo e uniforme. e) efeito magnético e efeito Joule. d) será desviado para fora desta página.
e) não será desviado. As induções BA1 e BA2 criadas em A, respectivamente por i1 e r r
A componente v⊥, igual, em módulo, a v sen θ, gera i2, têm módulos dados por: , ,
11. (UFPE) O gráfico abaixo representa o comportamento da in-
Vamos, agora, determinar o período T desse mo- um movimento circular e uniforme (MCU), estando a dução magnética em pontos situados a uma distância r de um fio 14. Um fio condutor retilíneo e longo, situado no vácuo, é per- µ i1 µ i2 r P r
vimento. circunferência contida em um plano perpendicular a B: retilíneo e muito longo. Se B foi medido em teslas, qual o valor em corrido por uma corrente elétrica de 100 A. Um elétron encontra- BA 5
1 2πR
e BA 5
2 2πR
ampères da corrente transportada pelo fio? -se a 10 cm do fio e move-se com velocidade escalar igual a i i
Para isso, temos que: 5 ? 10 6 m/s. Calcule a intensidade da força magnética que atua no
Tm ,
A , i 5 i 5 4,0 A e R 5 1,0 m, D C
q BR MCU 30 Como µ 5 4π ? 10–7
R 5 mv ⇒ v 5
v⊥ B (tesla) elétron, quando a direção do seu movimento é 1 2
(I) µ0/2π 25 segue que:
qB m Fm R 20 (µ0 5 4π ? 10 –7 Tm e e 5 1,6 ? 10 –19 C):
A 4π ? 1 27
10
? 4, 0 18. (Unifesp-SP) Numa feira de ciências, um estudante montou
Sabemos, também, que: + B 15 BA 5 BA 5
2 π ? 1, 0
a) radial, afastando-se do fio; 1 2
um experimento para determinar a intensidade do campo magné-
10
v 5 D s ⇒ v 5 2p R
q b) paralela ao fio, no sentido da corrente; tico da Terra. Para tanto, fixou um pedaço de fio de cobre na bor-
(II) 5 BA 5 BA 5 8,0 ? 10–7 T
Dt T /BEJSFÎÍPQFSQFOEJDVMBSBB, o
0
c) perpendicular ao fio e tangente a uma linha de indução. 1 2 da de uma mesa, na direção vertical. Em uma folha de papel, de-
Igualando as expressões (I) e (II), obtemos: movimento é circular e uniforme. senhou dois segmentos de retas perpendiculares entre si e
0 1 2 3 4 Como BA1 e BA2 possuem a mesma direção e o mesmo sen-
r (m) 15. Na figura, temos trechos de dois fios paralelos muito longos, tido, a indução resultante em A, BA, tem módulo dado por: colocou uma bússola de maneira que a direção norte-sul coinci-
situados no vácuo, percorridos por correntes elétricas de módu-
2 p R 5 q BR ⇒ T 5 2p m v⊥ 5 v sen θ R5
mv 1 5 m v sen θ
12. (UFSM-RS) los e sentidos indicados:
disse com uma das retas, e o centro da bússola coincidisse com
o ponto de cruzamento das retas. O papel com a bússola foi colo-
qB qB B A 5 BA 1 BA
T m qB 1 2
cado sobre a mesa de forma que a linha orientada na direção
4 3 N norte-sul encostasse no fio de cobre. O fio foi ligado a uma bate-
Atenção: observe, na expressão obtida, que o pe- Como BA 5 BA 5 8,0 ? 10–7 T, calculemos BA:
O movimento resultante é, então, a composi- i1 = 18 A
1 2
ria e, em função disso, a agulha da bússola sofreu uma deflexão.
ríodo desse movimento não depende do valor da ve- ção do MRU com o MCU, que dá origem a um mo- BA 5 8,0 ? 10–7 1 8,0 ? 10–7 A figura mostra parte do esquema da construção e a orientação
2,0 cm
locidade da partícula nem do raio da circunferência. vimento helicoidal e uniforme (MHU).
5 2
O L das linhas no papel.
i i2 = 10 A
Isso acontece porque a alteração de v (veja a BA 5 1,6 ? 10–6 T
expressão I) acarreta uma alteração proporcional em
MCU
R e, consequentemente, no perímetro 2π R da cir- v⊥
v
p S
1,0 cm b) B
1
cunferência. Assim, quanto maior for v, maior será o P
N
comprimento da circunferência a ser percorrida pela v// B MHU A figura representa um fio condutor perpendicular ao plano da 60°
+ MRU Determine o módulo do vetor indução magnética no ponto P, si-
partícula, mas o período será o mesmo. página, no centro de um círculo que contém os pontos 1, 2, 3, 4 e BB 60° BB O
q L
tuado no mesmo plano dos fios, sendo µ0 5 4π ? 10 –7 Tm .
1
5. O fio é percorrido por uma corrente i que sai desse plano. 2 60°
Esse fato tem grande importância nos acele- A
Ao mesmo tempo em que descreve o MCU, a A agulha de uma bússola sofre deflexão máxima, quando coloca-
radores de partículas para bombardeamento de partícula desloca-se para a direita em MRU. da no ponto: BB S
núcleos atômicos. Portanto o movimento resultante é helicoidal a) 1 c) 3 e) 5 16. E.R. A figura mostra as seções transversais de dois 60°
i1 i2
e uniforme. b) 2 d) 4 fios retilíneos muito longos, percorridos por correntes elé- Fio de
Quando a velocidade v forma com B um A curva descrita pela partícula é denominada
tricas i1 e i 2 de sentidos opostos, mas de mesmo módulo
Os módulos de BB1 e BB2 são dados por:
cobre
Nota: JHVBMB "0TTÓNCPMPT Y F t JOEJDBN SFTQFDUJWBNFO
ângulo θ, tal que 0° , θ , 90° hélice cilíndrica, e o comprimento p indicado na t4VQPOIBPDBNQPNBHOÏUJDPHFSBEPQFMPGJP OPTQPOUPTDPOTJ te, correntes entrando e saindo do papel:
µ i1 µ i2
Como já vimos, a velocidade v com que a partí- figura anterior é o passo da hélice, isto é, a distância derados, mais intenso que o da Terra. BB 5 e BB 5 a) Considerando que a resistência elétrica do fio é de 0,2 Ω, a
B 1 2πR 2 2πR
cula é lançada admite a componente v// , paralela a B, que a partícula percorre na direção de B, em MRU, 13. (UFV-MG) A figura abaixo mostra um elétron e um fio retilí- Tm tensão elétrica da bateria é de 6,0 V, a distância do fio ao cen-
durante um período T do MCU. tro da bússola é de 1,0 ? 10 –1 m e desprezando o atrito da
e a componente v⊥, perpendicular a B. neo muito longo, ambos dispostos no plano desta página. No Como µ 5 4π ? 10–7 A , i1 5 i2 5 4,0 A e R 5 2,0 m,
instante considerado, a velocidade v do elétron é paralela ao fio, temos: agulha da bússola com o seu suporte, determine a intensidade
v Para determinar o passo p, devemos lembrar que: 2,0 m 2,0 m do campo magnético gerado pela corrente elétrica que atra-
v⊥ que transporta uma corrente elétrica i.
T5
2 p m e v 5 v cos θ 4π ? 1
1027 ? 4, 0 vessa o fio no local onde está o centro da agulha da bússola.
BB 5 BB 5 Dado: µ 5 4π ? 10 –7 T ? m/A.
qB // 1 2 2 π ? 2,0
A b) Considerando que, numa posição diferente da anterior mas
i1 i2
Com relação ao MRU, temos: 1,0 m 1,0 m BB 5 BB 5 4,0 ? 10–7 T ao longo da mesma direção norte-sul, a agulha tenha sofrido
1 2
q θ v// v uma deflexão de 60° para a direção oeste, a partir da direção
+ B 2p m Tm
∆s 5 v// t ⇒ p 5 v// T ⇒ p 5 v cos θ ? –
Sendo µ 5 4π ? 10–7 A , determine o módulo do vetor Como o triângulo destacado na figura anterior é equilátero, a norte, e que nesta posição a intensidade do campo magnéti-
qB indução resultante em B tem módulo igual ao de BB1ou co devido à corrente elétrica no fio é de 2 3 ? 10 –5 T, deter-
indução magnética:
A componente v// não se altera, pois o campo i
BB2. Portanto: mine a intensidade do campo magnético da Terra no local do
magnético não influi em movimentos de mesma di- 2 p m v cos θ a) no ponto A;
BB 5 4,0 ? 10–7 T
experimento.
p5
reção que a sua. Assim, teremos, na direção de B, um qB b) no ponto B. Dados: sen 60° 5 3 , cos 60° 5 1 e tg 60° 5 3 .
2 2

242 Parte III – Eletromagnetismo Tópico 2 – A origem do campo magnético 255 256 Parte III – Eletromagnetismo

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30. (UFU-MG) Uma espira quadrada de lados 0,10 m e resistên- São desprezados a influência do ar e todo e qualquer atrito. Deter-
Determine: e) Como a barra está em MRU, a força resultante nela deve ser B M
B (saindo do papel) cia total 20 Ω está imersa em um campo magnético orientado mine:
a) o módulo da força eletromotriz induzida no circuito; nula. Assim, a força Fop aplicada pelo operador deve ter a
perpendicularmente ao plano da espira, conforme a figura abaixo. a) o módulo da força eletromotriz induzida no circuito;
b) o sentido da corrente induzida, em relação ao leitor; mesma intensidade e sentido oposto ao de Fm: b) o sentido da corrente que percorre a barra;
c) a intensidade da corrente induzida;
A R c) a intensidade da corrente induzida;
d) a intensidade e o sentido da força magnética que atua na barra; v = cte 1,0 m
d) a intensidade e o sentido da força magnética atuante na barra;
e) a intensidade e o sentido da força que um operador deve
e) o peso do corpo A;
aplicar na barra, na mesma direção da força magnética, para Fop
Fm f) a potência dissipada no circuito;
A manter sua velocidade constante;
g) a potência desenvolvida pelo peso do corpo A.
R B f) a energia dissipada no circuito, enquanto a barra percorre 5,0 m; N
g) o trabalho realizado pela força aplicada pelo operador, nesse B A v

O fluxo magnético através da espira varia com o tempo de acordo percurso de 5,0 m.
27. Uma espira quadrada de 8,0 · 10 –2 m de lado está disposta com o seguinte gráfico: Portanto, Fop está orientada da esquerda para a direita e sua
Resolução:
em um plano perpendicular a um campo magnético uniforme, intensidade é dada por:
a) Em situações como esta, o módulo da fem induzida é dado por:
cuja indução magnética vale 5,0 · 10 –3 T.
Fop 5 2,5 · 10–2 N
a) Qual é o fluxo magnético através da espira?
b) Se o campo magnético for reduzido a zero em 0,10 s, qual será
10 |ε| 5 B , v
Bloco 3
o valor absoluto da força eletromotriz média induzida na espi- Sendo B 5 2,0 · 10–2 T, , 5 50 cm 5 50 · 10–2 m e v 5 5,0 Nota:

Fluxo magnético (3 10–3 Wb)


ra nesse intervalo de tempo? 8 m/s, calculamos |ε|: t 4FBGPSÎBFop deixar de atuar, o movimento da barra passará a ser
retardado.
10. Transformador de tensão Fonte de
tensão
Núcleo
|ε| 5 2,0 · 10–2 · 50 · 10–2 · 5,0
28. (ITA-SP) Uma bobina circular de raio R 5 1,0 cm e f) A energia dissipada em R é dada por: Imagine uma geladeira, por exemplo, fabri- alternada I1 I2
6
100 espiras de fio de cobre, colocada em um campo de indução cada para funcionar em 110 V e que precisa ser
magnética constante e uniforme, tal que B 5 1,2 T está inicial- |ε| 5 5,0 · 10–2 V Ed 5 Pot · ∆t 5 R i2 ∆t N1 N2 U2
ligada em uma tomada de 220 V, por ser a única U1
mente numa posição tal que o fluxo de B através dela é máxi-
4 b) Com o movimento da barra aumenta o fluxo de indução Fazendo R 5 2,0 · 10–2 Ω, i 5 2,5 A e ∆t 5 1,0 s (inter- disponível.
mo. Em seguida, num intervalo de tempo ∆t 5 1,5 · 10 –2 s, ela
“saindo do papel”. Esse aumento ocorre devido ao aumento valo de tempo para a barra percorrer 5,0 m, movendo-se A maneira mais viável de fazer isso, sem quei-
é girada para uma posição em que o fluxo de B através dela é Primário Secundário
gradativo da área da espira constituída. Portanto, a corrente a 5,0 m/s), calculamos Ed:
nulo. Qual é a força eletromotriz média induzida entre os termi- mar a geladeira, é usar um aparelho de baixíssimas
2 induzida deve surgir num sentido tal que gere um fluxo indu-
nais da bobina? perdas, denominado transformador de tensão. Ele
zido “contrário” ao fluxo indutor, ou seja, um fluxo induzido Ed 5 2,0 · 10–2 · (2,5)2 · 1,0
29. (Unicamp-SP) O princípio de funcionamento dos detectores “entrando no papel”. Para isso, a corrente induzida deve cir- deve receber os 220 V, transformá-los em 110 V e,
0 cular no sentido horário. então, alimentar a geladeira.
de metais utilizados em verificações de segurança é baseado na 0 Ed 5 1,25 · 10–1 J
5 10 15 20 c) A fem induzida é que determina o aparecimento da corrente
Lei de Indução de Faraday. A força eletromotriz induzida por um Os transformadores possuem dois enrolamen-
Tempo (3 10–3 s) induzida. Assim:
fluxo de campo magnético variável através de uma espira gera tos de fio de cobre esmaltado, isolados eletricamen-
g)
|ε| 5 R i ⇒ i 5 ε
Fop
uma corrente. Se um pedaço de metal for colocado nas proximi-
A partir dessas informações é correto afirmar que: R te um do outro. Esses enrolamentos envolvem um Símbolo de um transformador
dades da espira, o valor do campo magnético será alterado, mo- d
dificando a corrente na espira. Essa variação pode ser detectada a) se o campo magnético variar apenas com o tempo, o seu mó- bloco de lâminas ferromagnéticas justapostas, de-
dulo no instante t 5 1,6 · 10 –2 s será igual a 8 T. Fazendo |ε| 5 5,0 · 10–2 V e R 5 2,0 · 10–2 Ω, calculamos i:
e usada para reconhecer a presença de um corpo metálico nas O trabalho realizado pela força do operador é dado por: nominado núcleo do transformador, como mostra a
suas vizinhanças. Adote π 5 3. b) a força eletromotriz induzida entre os pontos A e B, entre os O enrolamento ligado à fonte, cuja tensão
i5
5,0 ? 1022
⇒ i 5 2,5 A
figura a seguir:
a) Considere que o campo magnético B atravessa perpendicu- instantes t 5 0 s e t 5 1,6 · 10 –2 s, será de 2 V. τop 5 Fop d cos θ alternada (ou, pelo menos, variável) queremos
2,0 ? 1022
larmente a espira e varia no tempo segundo a figura. Se a c) de acordo com a Lei de Lenz, a corrente elétrica induzida na transformar, é denominado primário. O outro
espira tem raio de 2 cm, qual é o módulo da força eletromotriz espira circulará de B para A. Fazendo Fop 5 2,5 · 10–2 N, d 5 5,0 m e cos θ 5 cos 0 5 1,
d) A força magnética Fm tem sua intensidade dada por: calculamos τop:
enrolamento, que vai nos fornecer a tensão alter-
induzida? d) a corrente elétrica induzida na espira entre os instantes t 5 0 s Transformador 2
b) A espira é feita de um fio de cobre de 1 mm de raio e a resisti- e t 5 1,6 · 10 –2 s será de 0,025 A.
110 V 3 nada desejada, chama-se secundário.
Fm 5 B i , sen θ τop 5 2,5 · 10–2 · 5,0 · 1
vidade do cobre é ρ 5 2 · 10 –8 ohm · metro. A resistência de A corrente alternada, por ser variável, gera no
L
um fio é dada por: R 5 ρ , em que L é o seu comprimento Como B 5 2,0 · 10–2 T, i 5 2,5 A, , 5 50 cm 5 50 · 10–2 m τop 5 1,25 · 10–1 J primário um fluxo de indução também variável.
A 31. E.R. Uma barra metálica AB de comprimento , 5 50 cm e sen θ 5 sen 90° 5 1, calculamos Fm: Tomada
desliza, sem atrito e com velocidade constante de módulo Esse fluxo propaga-se pelo núcleo e atinge o secun-
e A é a área da sua seção reta. Qual é a corrente na espira? de 220 V
v 5 5,0 m/s, apoiando-se em dois trilhos condutores paralelos Fm 5 2,0 · 10–2 · 2,5 · 50 · 10–2 · 1 Importante: dário, onde induz uma força eletromotriz também
interligados por um resistor de resistência R 5 2,0 · 10 –2 Ω. Podemos constatar, nos itens f e g, a conservação da energia. De fato, Geladeira alternada.
A
5 · 10–4 A barra e os trilhos têm resistência elétrica desprezível. O con- Vamos, agora, relacionar a tensão eficaz no se-
Fm 5 2,5 · 10–2 N concluímos que a energia elétrica dissipada na resistência é igual ao
junto está imerso em um campo de indução magnética unifor- trabalho realizado pela força exercida pelo operador. Esse trabalho é a 1
me e constante, de módulo B 5 2,0 · 10 –2 T, perpendicular ao Fm
B v cundário, U2, com a tensão eficaz no primário, U1,
4 · 10–4 energia que o operador fornece ao sistema e que se converte em ener-
plano dos trilhos, que é horizontal: i gia elétrica.
para o caso de um transformador ideal, isto é, um
3 · 10–4
transformador que entrega ao secundário toda a po-
B
B (T)

A B (”saindo tência que recebe no primário, sem nenhuma perda.


do papel”) 32. Uma barra metálica MN, tracionada horizontalmente por Sendo N1 e N2 as quantidades de espiras do pri-
2 · 10–4
Aplicando a regra da mão direita espalmada, concluímos que um fio suposto ideal que a conecta a um corpo A, translada com
v Vista Fm está orientada da direita para a esquerda. Observe, mais velocidade constante de módulo v 5 10 m/s, apoiando-se em mário e do secundário, respectivamente, pode-se
R ,
1 · 10–4 de topo uma vez, que a força magnética surge de modo que contrarie dois trilhos condutores paralelos um ao outro e interligados por demonstrar que:
o movimento que causa a variação do fluxo. Assim, também um resistor de resistência R 5 1,0 Ω. A barra e os trilhos têm
0
poderíamos partir desse fato para determinar o sentido da resistência elétrica desprezível. O conjunto está imerso em um U1 N
0 1 · 10–2 2 · 10–2 3 · 10–2 4 · 10–2 5 · 10–2 5 1
B corrente induzida. campo de indução magnética uniforme e constante, de módulo U2 N2
t (s) B 5 2,0 T, perpendicular ao plano dos trilhos, que é horizontal: 1. Geladeira. 2. Tomada de 220 V. 3. Transformador.

Tópico 4 – Indução eletromagnética 311 312 Parte III – Eletromagnetismo Tópico 4 – Indução eletromagnética 313

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