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Poder Executivo

O documento aborda o Poder Executivo no contexto do Direito Constitucional brasileiro, detalhando suas atribuições e funcionamento conforme a Constituição Federal de 1988. Discute aspectos como o sistema de governo, a estrutura do Poder Executivo e as condições de elegibilidade para os cargos. Além disso, menciona jurisprudências relevantes e temas de responsabilidade dos governantes.

Enviado por

Emyli Mendes
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Poder Executivo

O documento aborda o Poder Executivo no contexto do Direito Constitucional brasileiro, detalhando suas atribuições e funcionamento conforme a Constituição Federal de 1988. Discute aspectos como o sistema de governo, a estrutura do Poder Executivo e as condições de elegibilidade para os cargos. Além disso, menciona jurisprudências relevantes e temas de responsabilidade dos governantes.

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Poder Executivo
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Arquivo revisado e atualizado em 19/05/2025

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DIREITO CONSTITUCIONAL

AU
Poder Executivo

AR
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SUMÁRIO

RC
GA
SUMÁRIO ..........................................................................................................................................................................3

UE
DIREITO CONSTITUCIONAL ......................................................................................................................................5

IQ
QUAL DEVE SER O FOCO? .........................................................................................................................................5

NR
1. PODER EXECUTIVO .................................................................................................................................................5
73316

HE
1.1. Sistema de governo...........................................................................................................................................5

LO
1.2. Poder Executivo na CF/88 ...............................................................................................................................6

AU
4P
1.2.1 Exercício do Poder Executivo ..................................................................................................................6

20
1.2.2 Atribuições do Presidente da República (art. 84, CF) ......................................................................7

15
1.2.3 Condições de elegibilidade.......................................................................................................................9

07
19
1.2.4 Processo Eleitoral ........................................................................................................................................9

04
1.2.5 Impedimento e vacância dos cargos .................................................................................................. 10
JO
[Link] Mandato-tampão.............................................................................................................................. 11
AU

[Link] Ausência do país do Presidente e Vice- Presidente da República e licença do


AR

Congresso Nacional ....................................................................................................................................... 12


IA
RC

1.3. Ministros de Estado ........................................................................................................................................ 13


GA

73316
1.3.1 Atribuições ................................................................................................................................................. 13
UE

1.3.2 Crimes de responsabilidade.................................................................................................................. 14


IQ

1.4. Conselho da República .................................................................................................................................. 14


NR

1.5. Conselho de Defesa Nacional ..................................................................................................................... 15


HE

1.6. Crimes de Responsabilidade ....................................................................................................................... 16


O
UL

1.6.1 Procedimento ............................................................................................................................................ 17


PA

1.7. Crimes comuns ................................................................................................................................................ 21


04

1.7.1. Prefeitos Municipais ............................................................................................................................... 23


52
71

1.7.2. Vereadores municipais .......................................................................................................................... 26


90

1.7.3. Governadores ........................................................................................................................................... 27


1
04

1.7.4. Foro por prerrogativa de função e desmembramento ................................................................. 31


JO

2. JURISPRUDÊNCIA .................................................................................................................................................. 34
AU

3. TESES COM REPERCUSSÃO GERAL - STF .................................................................................................. 36


AR

TAREFAS PARA O ESTUDO ATIVO..................................................................................................................... 37


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DIREITO CONSTITUCIONAL

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Poder Executivo

AR
DIREITO CONSTITUCIONAL

IA
RC
GA
TEMA DO DIA

UE
DIREITO CONSTITUCIONAL:

IQ
Poder Executivo

NR
ARTIGOS IMPORTANTES:

HE
CF 88 – Arts. 44 a 126

LO
AU
QUAL DEVE SER O FOCO?

4P
20
1. Impedimento e vacância do Chefe do Executivo

15
2. Imunidades do Presidente da República

07
3. Responsabilidade dos Governadores e Prefeitos

19
04
1. PODER EXECUTIVO
JO
AU
AR

O Poder Executivo é o poder responsável pela função administrativa do Estado. Mas, além
de sua função típica, que é administrar, o Poder Executivo também legisla, por meio de medidas
IA
RC

provisórias (CF, art. 62), e julga, no contencioso administrativo, exercendo, assim, tarefas atípicas.
GA

73316

1.1. Sistema de governo


UE
IQ
NR

O sistema de governo adotado pela CF/88 é o presidencialista, influenciado pelo sistema norte-
HE

americano.
O
UL

● NO SISTEMA PRESIDENCIALISTA, as funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo


PA

encontram-se nas mãos de uma única pessoa, o Presidente da República.


04
52

73316

● NO PARLAMENTARISMO, a função de Chefe de Estado é exercida pelo Presidente da


71
90

República (República parlamentarista) ou Monarca (monarquia parlamentarista), enquanto a


1

função de Chefe de Governo, pelo Primeiro-Ministro, chefiando o gabinete.


04
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NR

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04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
IA
CLASSIFICAÇÃO DO EXECUTIVO (DUVERGER)

RC
GA
A) Executivo monocrático: Rei, imperador, ditador, presidente;
B) Executivo Colegial: Exercido por dois homens com poderes iguais, como os

UE
cônsules romanos;

IQ
NR
C) Executivo diretorial: Grupo em comitês, como era na URSS e ainda é na Suíça;

HE
D) Executivo Dual: Parlamentarismo. 73316

⇨ O art. 76 da CF/88 consagra a figura de um executivo monocrático.

LO
AU
4P
20
1.2. Poder Executivo na CF/88

15
07
1.2.1 Exercício do Poder Executivo

19
04
JO
A. ÂMBITO FEDERAL – Exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de
AU
Estado.
AR

B. ÂMBITO ESTADUAL – Exercido pelo Governador de Estado, auxiliado pelos Secretários e


IA
RC

substituído pelo vice, com as seguintes regras:


GA

o Mandato de 04 anos; 73316

o Eleição no 1º domingo de outubro, e no último domingo de outubro em segundo turno


UE

e a posse ocorrerá em 6 de janeiro do ano subsequente (Alteração do “caput” do art.


IQ
NR

28 da CF pela EC nº 111/2021);
HE

o Perderá o mandato o governador que assumir outro cargo ou função na administração


direta ou indireta, salvo posse em concurso público e o art. 38, i, iv e v;
O
UL

o Subsídio fixado por lei de iniciativa da assembleia legislativa.


PA

C. ÂMBITO DISTRITAL: Mandato de 04 anos.


04
52
71

D. ÂMBITO MUNICIPAL:
90

o Eleição para prefeito e vice, para mandato de 04 anos, em um só turno, no primeiro


1
04

domingo de outubro, e em segundo turno para Municípios com mais de 200 mil
JO

eleitores, permitida a reeleição para um único período subsequente.


AU

o Perderá o mandato o prefeito que assumir outro cargo ou função na administração


AR

direta ou indireta, salvo posse em concurso público e o art. 38, I, IV e V;


IA

E. ÂMBITO DOS TERRITÓRIOS: Governador nomeado pelo Presidente da República, após


RC

aprovação do Senado Federal.


GA
UE
IQ
NR

6
HE
O
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PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
Em razão da temporariedade dos mandatos dos Chefes do Poder Executivo, o STF

IA
RC
recentemente decidiu que é inconstitucional, por violação aos princípios republicano, democrático,

GA
da moralidade, da impessoalidade e da igualdade, lei municipal que concede pensão especial
mensal e vitalícia a viúvas de ex-prefeitos (ADPF 975/CE, relatora Min. Cármen Lúcia, julgamento

UE
virtual finalizado em 7.10.2022 (sexta-feira), às 23:59. INFORMATIVO 1071).

IQ
NR
HE
1.2.2 Atribuições do Presidente da República (art. 84, CF)

LO
AU
● Atribuições de Chefe de Estado: Incisos VII, VIII e XIX do art. 84.

4P
● Atribuições de Chefe de Governo: demais incisos.

20
● O rol do art. 84 CF é MERAMENTE EXEMPLIFICATIVO, podendo o Presidente exercer

15
outras atribuições.

07
● O presidente só pode delegar as atribuições previstas nos incisos VI, XII e XXV, primeira

19
parte, aos MINISTROS DE ESTADO, PGR, AGU (MESMO RACIOCÍNIO PARA O ÂMBITO

04
ESTADUAL, ANTE O PRINCÍPIO DA SIMETRIA):
JO
AU

VI - Dispor, mediante decreto, sobre:


AR

o Organização e funcionamento da administração federal, quando não


IA
RC

implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;


GA

Extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;


73316
o
UE

(...)
IQ
NR
HE

XII - Conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos


órgãos instituídos em lei;
O
UL
PA

(...)
04
52

73316
XXV - Prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei –
71

Abrange inclusive a atribuição para DESPROVER cargos, praticando-se


90
1

atos demissionários de servidores públicos.


04
JO

Conforme já se manifestou o STF, quem tem competência para nomear também tem
AU

competência para “desnomear”.


AR
IA
RC

JURISPRUDÊNCIA DO STF
GA
UE
IQ
NR

7
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
STF: É inconstitucional — por violar os princípios da impessoalidade e da moralidade

IA
RC
administrativa (CF/1988, art. 37, “caput”) e por incorrer em desvio de finalidade — decreto

GA
presidencial que, ao conceder indulto individual (graça em sentido estrito), visa atingir objetivos

UE
distintos daqueles autorizados pela Constituição Federal de 1988, eis que observa interesse

IQ
pessoal ao invés do público. Vejamos:

NR
O indulto é um dos mecanismos políticos de extinção da punibilidade

HE
previstos expressamente pela atual ordem constitucional e cuja utilização

LO
é vedada para crimes específicos. A partir de um complexo sistema de

AU
freios e contrapesos, ele é considerado como importante instrumento de

4P
política criminal, voltado a atenuar possíveis incorreções legislativas ou

20
judiciárias em prol da reinserção e ressocialização de condenados que a ele

15
07
façam jus.

19
Diante de sua natureza jurídica de ato de governo ou ato político (espécie

04
do gênero ato administrativo), o indulto reveste-se de ampla
JO
discricionariedade, contudo, disso não resulta a sua impossibilidade
AU
absoluta de ser questionado perante o Poder Judiciário, em especial para
AR

verificar se o seu objeto está de acordo com os ditames constitucionais. Na


IA

linha da jurisprudência desta Corte, é possível realizar o controle de


RC

constitucionalidade de decreto de indulto, notadamente quanto a possível


GA

73316

ocorrência de desvio de finalidade.


UE

Na espécie, o então Presidente da República, utilizando-se de sua


IQ

competência constitucional, editou decreto de indulto individual em favor


NR

de parlamentar federal que no dia imediatamente anterior73316


foi condenado,
HE

pelo Plenário do STF, à pena de oito anos e nove meses de reclusão, em


O
UL

regime inicial fechado, pela prática dos crimes de ameaça ao Estado


PA

Democrático de Direito e de coação no curso do processo. Nesse contexto,


04

verificado que o benefício foi concedido de modo absolutamente


52

desconectado do interesse público — mas em razão do mero vínculo de


71

afinidade político-ideológico entre o chefe do Poder Executivo e o


90

beneficiário — há evidente desrespeito aos princípios norteadores da


1
04

Administração Pública, principalmente o da impessoalidade e da


JO

moralidade administrativa.
AU

ADPF 964/DF, relatora Ministra Rosa Weber, julgamento finalizado em


AR

10.5.2023. INFORMATIVO 1094.


IA

ADPF 965/DF, relatora Ministra Rosa Weber, julgamento finalizado em


RC

10.5.2023. INFORMATIVO 1094.


GA
UE
IQ
NR

8
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
ADPF 966/DF, relatora Ministra Rosa Weber, julgamento finalizado em

IA
RC
10.5.2023. INFORMATIVO 1094.

GA
ADPF 967/DF, relatora Ministra Rosa Weber, julgamento finalizado em

UE
10.5.2023. INFORMATIVO 1094.

IQ
STF: É inconstitucional — por manifesta violação ao art. 84, VI, “b”, da Constituição

NR
Federal — a extinção de cargos e funções que estejam ocupados na data da edição do decreto

HE
do presidente da República. Vejamos:

LO
O decreto de competência privativa do chefe do Poder Executivo federal,

AU
previsto no art. 84, VI, da CF/1988, se limita às hipóteses de “organização

4P
e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento
73316

20
de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos” (alínea a), e de

15
07
“extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos” (alínea b).

19
Em ambas as situações, a atuação do presidente da República não tem

04
força criadora autônoma, nem é dotada de condições para inovar
decisivamente na ordem jurídica. JO
AU
(ADI 6.186/DF, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual
AR

finalizado em 17.4.2023 (segunda-feira), às 23:59. INFORMATIVO 1091)


IA
RC

STF: Reconhece a existência de decretos autônomos e admite o controle por ADI


GA

73316

Genérica, em caso de decreto autônomo revestido de conteúdo normativo, de caráter abstrato


UE

e geral.
IQ
NR

1.2.3 Condições de elegibilidade


HE
O
UL

● SER BRASILEIRO NATO;


PA

● ESTAR EM PLENO EXERCÍCIO DOS DIREITOS POLÍTICOS;


04

● ALISTAMENTO ELEITORAL;
52

● DOMICÍLIO ELEITORAL NA CIRCUNSCRIÇÃO;


71

● FILIAÇÃO PARTIDÁRIA;
90

● IDADE MÍNIMA DE 35 ANOS;


1
04

● NÃO SER INALISTÁVEL NEM ANALFABETO;


JO

● NÃO SER INELEGÍVEL NOS TERMOS DO ART. 14, §7º CF.


AU
AR

1.2.4 Processo Eleitoral


IA
RC

Eleição: 1º domingo de outubro, em primeiro turno, e último domingo de outubro, em segundo


GA

turno, sendo eleito se obtiver a MAIORIA DOS VOTOS VÁLIDOS.


UE
IQ
NR

9
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
NÃO haverá segundo turno se o candidato obtiver no primeiro a MAIORIA ABSOLUTA de

IA
RC
votos, NÃO computados os em branco e os nulos.

GA
Havendo necessidade de segundo turno, se antes houver morte, desistência ou impedimento,

UE
convocar-se-á dentre os remanescentes, o de maior votação. Havendo empate, o desempate

IQ
considera a idade.

NR
HE
Mandato de 04 anos, permitida uma única reeleição, para um único período subsequente.

LO
AU
Art. 82. O mandato do Presidente da República é de 4 (quatro) anos e terá
73316

4P
início em 5 de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição. (Redação dada pela

20
Emenda Constitucional nº 111, de 2021)

15
07
1.2.5 Impedimento e vacância dos cargos

19
04
PRESIDENTE DA REPÚBLICA:
JO
AU
● SUCEDIDO PELO VICE – VACÂNCIA (Impossibilidade definitiva para assunção do cargo)
AR

● SUBSTITUÍDO – IMPEDIMENTO (Substituição em caráter temporário – Férias, doença etc.)


IA
RC

O Vice é o sucessor e substituto natural do Presidente, além de possuir outras atribuições


GA

73316
conferidas em LEI COMPLEMENTAR.
UE

SUBSTITUTOS EVENTUAIS OU LEGAIS:


IQ
NR
HE

Segue a seguinte ordem SUCESSIVA, SEMPRE EM CARÁTER TEMPORÁRIO:


O
UL

● PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS;


PA

● PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL;


04

● PRESIDENTE DO STF.
52
71
90

ÂMBITO ESTADUAL:
1
04

● Presidente da Assembleia Legislativa;


JO

● Presidente do TJ local.
AU
AR

ÂMBITO DF:
Presidente da Câmara Legislativa;
IA


RC

● Presidente TJDFT.
GA
UE

MUNICÍPIOS:
IQ
NR

10
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
IA
● Presidente da Câmara Municipal;

RC
● Em alguns casos, Vice- Presidente da Câmara Municipal.

GA
UE
Para Lenza, NÃO seria razoável que o Presidente do TJ assumisse em âmbito

IQ
Municipal, já que NÃO existe judiciário Municipal!

NR
HE
[Link] Mandato-tampão

LO
AU
VACÂNCIA DE AMBOS OS CARGOS NOS PRIMEIROS 02 ANOS DE MANDATO:

4P
20
Eleição em 90 dias depois de aberta a última vaga. Será eleição direta, pelo sufrágio universal,

15
07
e voto direto e secreto;

19
04
VACÂNCIA NOS 02 ÚLTIMOS ANOS DE MANDATO:
JO
AU
Eleição em 30 dias após a última vaga, pelo Congresso Nacional, sendo eleição indireta.
AR
IA

Os eleitos deverão apenas completar o período de seus antecessores => MANDATO TAMPÃO!
RC
GA

73316
73316

JURISPRUDÊNCIA DO STF
UE
IQ

STF: Os Estados podem legislar na hipótese de eleição indireta, definindo o procedimento,


NR

mesmo NÃO havendo lei federal sobre o assunto. Entenderam os Ministros que o modelo
HE

federal NÃO é de observância compulsória e, havendo previsão na CE, poderia a Assembleia


O

Legislativa local disciplinar a matéria, pois no caso não seria lei materialmente eleitoral (de
UL

competência da União), pois apenas regula sucessão extravagante do Chefe do Executivo.


PA
04

STF: É inconstitucional, por violação ao princípio democrático, norma de Constituição estadual


52

que, a pretexto de disciplinar a dupla vacância no último biênio do mandato do chefe do Poder
71
90

Executivo, suprime a realização de eleições.


1

(ADI 7137/SP, relatora Min. Rosa Weber, julgamento virtual finalizado em 19.8.2022 (sexta-feira),
04

às 23:59. ADI 7142/AC, relatora Min. Rosa Weber, julgamento virtual finalizado em 19.8.2022
JO
AU

(sexta-feira), às 23:59. INFORMATIVO 1064)


AR
IA

OBSERVAÇÃO
RC

Segundo o STF, réu em processo criminal não pode assumir, como substituto, o cargo de
GA

Presidente da República.
UE
IQ
NR

11
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
Os substitutos eventuais do Presidente da República a que se refere o art.

IA
RC
80 da CF/88, caso ostentem a posição de réus criminais perante o STF,

GA
ficarão impossibilitados de exercer o ofício de Presidente da República. No

UE
entanto, mesmo sendo réus, podem continuar na chefia do Poder por eles
73316

IQ
titularizados. Ex.: o Presidente do Senado Renan Calheiros tornou-se réu

NR
em um processo criminal; logo, ele não poderá assumir a Presidência da

HE
República na forma do art. 80 da CF/88; porém, ele pode continuar

LO
normalmente como Presidente do Senado, não precisando ser afastado

AU
deste cargo. STF. Plenário. ADPF 402 MC-REF/DF, Rel. Min. Marco Aurélio,

4P
julgado em 7/12/2016 (Info 850).

20
15
[Link] Ausência do país do Presidente e Vice- Presidente da República e licença do Congresso

07
Nacional

19
04
JO
O Presidente e o Vice NÃO poderão, sem licença do CN, ausentar-se do país por período
AU
superior a 15 dias, sob pena de perda do cargo. Durante o período de afastamento, o cargo será
AR

ocupado, seja pelo vice ou na forma do art. 80;


IA
RC

JURISPRUDÊNCIA DO STF
GA

73316

STF: Tanto a previsão de substituição como a necessidade de autorização são normas de


UE

reprodução obrigatória para os demais entes federativos.


IQ
NR
HE

OBSERVAÇÃO
O

Constituição Estadual não pode prever que o Governador (ou o Vice) precisará de autorização para
UL

se ausentar do país "em qualquer tempo"; a autorização só pode ser exigida se o período
PA

afastamento for superior a 15 dias


04
52
71

A exigência de prévia autorização da assembleia legislativa para o


90

governador e o vice-governador do Estado ausentarem-se, “em qualquer


1
04

tempo”, do território nacional mostra-se incompatível com os postulados


JO

da simetria e da separação dos Poderes. A Constituição Federal, em seu


AU

art. 49, III e em seu art. 83, prevê que é da competência do Congresso
AR

Nacional autorizar o Presidente e o Vice-presidente da República a se


IA

ausentarem do País quando a ausência for por período superior a 15 dias.


RC

Logo, afronta os princípios da separação dos Poderes e da simetria a norma


GA

da Constituição estadual que exige prévia licença da Assembleia


UE

Legislativa para que o Governador e o Vice-governador se ausentem do


IQ
NR

12
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
País por qualquer prazo. Os Estados-membros não podem criar novas

IA
RC
ingerências de um Poder na órbita de outro que não derivem explícita ou

GA
implicitamente de regra ou princípio previsto na Constituição Federal. STF.

UE
Plenário. ADI 5373 MC/RR, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 9/5/2019

IQ
(Info 939).

NR
HE
No concurso da PGE SC (2018), o tema foi cobrado da seguinte forma:

LO
Quanto ao Presidente da República, é correto afirmar:

AU
4P
A) O poder executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado por Ministros de

20
Estado, os quais serão nomeados após terem seus nomes submetidos à votação pelo

15
Senado Federal.

07
B) Em caso de vacância dos cargos de Presidente e de Vice-Presidente, serão

19
sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos

04
Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.
JO
AU
C) O Presidente da República, na vigência de seu mandato, poderá ser responsabilizado
AR

por atos estranhos ao exercício de suas funções, desde que a acusação seja admitida por
dois terços da Câmara dos Deputados.
IA
RC

D) O Presidente da República não poderá, sem licença do Congresso Nacional, ausentar-


GA

73316
se do país por mais de 24 horas, sob pena de perda do cargo.
E) Nos crimes de responsabilidade, admitida a acusação por dois terços do Senado Federal,
UE

o Presidente da República ficará suspenso de suas funções.


IQ
NR

A alternativa considerada correta foi a letra B.


HE
O
UL

1.3. Ministros de Estado


PA

73316
São auxiliares do Presidente da República no exercício do Poder Executivo e na direção superior
04
52

da Administração Federal.
71
90

São cargos de provimento em comissão e devem preencher os seguintes requisitos:


1
04
JO

● SER BRASILEIRO NATO OU NATURALIZADO (SE MINISTRO DA DEFESA, BRASILEIRO


AU

NATO, OBRIGATORIAMENTE);
AR

● TER MAIS DE 21 ANOS DE IDADE;


IA

● ESTAR NO EXERCÍCIO DOS DIREITOS POLÍTICOS.


RC
GA

1.3.1 Atribuições
UE
IQ
NR

13
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
● Exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da Administração

IA
RC
Federal e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente (É o referendo ministerial,
73316

GA
e para Michel Temer, os atos e decretos presidenciais não referendados pelos Ministros de
Estado seriam NULOS).

UE
Expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos (As instruções são

IQ

NR
inferiores a lei, decreto e regulamentos, possuindo as funções: (i) de regulamentar as leis -

HE
assemelha-se aos decretos presidenciais regulamentares, com âmbito validade restrito ao

LO
Ministério; (ii) Regulamentar decretos; (iii) Regulamentos.

AU
● Apresentar ao Presidente da República o relatório anual de sua gestão no Ministério;

4P
● Praticar atos pertinentes às atribuições outorgadas ou delegadas pelo Presidente.

20
15
1.3.2 Crimes de responsabilidade

07
19
Os Ministros de Estado praticam crime de responsabilidade nas seguintes situações:

04
● Quando convocados pela Câmara, Senado ou quaisquer de suas comissões para prestar,
JO
pessoalmente, informações sobre assuntos previamente determinados e inerentes às suas
AU

atribuições e deixarem de comparecer, salvo justificação adequada;


AR

● Quando as Mesas da Câmara ou do Senado encaminharem pedidos escritos de informação


IA
RC

aos Ministros de Estado e estes se recusarem a fornecê-la ou não atenderem ao pedido no


GA

prazo de 30 dias ou prestarem informações falsas;


73316

● Quando praticarem crime de responsabilidade conexos e da mesma natureza com os crimes


UE

de responsabilidade praticados com o Presidente.


IQ
NR
HE

LOGO:
O
UL

● Crimes de responsabilidade praticados SEM conexão com o Presidente e crimes comuns –


PA

julgamento pelo STF (SEM necessidade de autorização da Câmara);


04

● Crimes de responsabilidade praticados COM conexão ao Presidente – Julgamento pelo


52

SENADO FEDERAL (COM necessidade de autorização da Câmara).


71
90
1

1.4. Conselho da República


04
JO

Órgão Superior de consulta do Presidente, e suas manifestações NÃO terão caráter vinculatório
AU

aos atos a serem tomados pelo Presidente.


AR
IA

Se reúne quando convocado e é presidido pelo Presidente.


RC
GA

COMPETÊNCIAS - Pronunciar-se sobre:


UE

● INTERVENÇÃO FEDERAL;
IQ
NR

14
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
ESTADO DE DEFESA;

IA

RC
● ESTADO DE SÍTIO;

GA
● QUESTÕES RELEVANTES PARA A ESTABILIDADE DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS.

UE
COMPOSIÇÃO:

IQ
PRESIDENTE DA REPÚBLICA;

NR

● VICE-PRESIDENTE;

HE
● PRESIDENTE DA CÂMARA;

LO
● PRESIDENTE DO SENADO;

AU
● LÍDERES DA MAIORIA E MINORIA DA CÂMARA;

4P
● LÍDERES DA MAIORIA E MINORIA DO SENADO;

20
MINISTROS DE JUSTIÇA;

15

07
● 6 CIDADÃOS BRASILEIROS NATOS, COM MAIS DE 35 ANOS, PARA MANDATO DE 03

19
ANOS, VEDADA A RECONDUÇÃO, SENDO:

04
o 02 NOMEADOS PELO PRESIDENTE;
o 02 PELO SENADO; JO
AU
o 02 PELA CÂMARA.
AR
IA

1.5. Conselho de Defesa Nacional


RC
GA

73316
73316

Órgão de consulta para assuntos relacionados à soberania nacional e defesa do Estado


UE

Democrático.
IQ
NR

COMPOSIÇÃO:
HE

● PRESIDENTE;
O
UL

● VICE-PRESIDENTE;
PA

● PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS;


PRESIDENTE DO SENADO;
04


52

● MINISTRO DA JUSTIÇA;
71

● MINISTRO DA DEFESA;
90

● MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES;


1
04

● MINISTRO DO PLANEJAMENTO;
JO

● COMANDANTES DA MARINHA, EXERCITO E AERONÁUTICA.


AU
AR

COMPETÊNCIA:
IA

● Opinar sobre as hipóteses de declaração de guerra e celebração de paz, bem como decretação
RC

de estado de defesa, estado de sítio e intervenção nacional;


GA

● Propor os critérios e as condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do


UE

território nacional e opinar sobre o seu efetivo uso, especialmente faixa de fronteira;
IQ
NR

15
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
● Estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias à independência

IA
RC
nacional e defesa do estado democrático.

GA
1.6. Crimes de Responsabilidade

UE
IQ
É infração administrativa, crime de natureza política, submetendo os detentores de altos cargos

NR
públicos ao processo de impeachment (impedimento).

HE
LO
Obs.: Deputados Federais e Senadores NÃO praticam crime de responsabilidade.

AU
4P
São CRIMES DE RESPONSABILIDADE do Presidente (exemplificativamente) os que

20
atentarem contra – Vide art. 85 CF:

15
07
● EXISTÊNCIA DA UNIÃO;

19
● LIVRE EXERCÍCIO DO PODER LEGISLATIVO, DO PODER JUDICIÁRIO, DO MP E DOS

04
PODERES CONSTITUCIONAIS DAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO;
● JO
EXERCÍCIO DOS DIREITOS POLÍTICOS, INDIVIDUAIS E SOCIAIS;
AU
● SEGURANÇA INTERNA73316
DO PAÍS;
AR

● PROBIDADE NA ADMINISTRAÇÃO;
IA

● LEI ORÇAMENTÁRIA;
RC

● CUMPRIMENTO DAS LEIS E DECISÕES JUDICIAIS.


GA

73316
UE

Os crimes de responsabilidade serão definidos em Lei especial, que estabelecerá normas de


IQ

processo e julgamento, devendo ser necessariamente votada pelo CN (art. 22, I CF), competência
NR

privativa da União para a edição da referida Lei.


HE
O

JURISPRUDÊNCIA DO STF
UL
PA

Súmula vinculante 46: A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das


04

respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da


52

União.
71
90
1

ATENÇÃO
04
JO

Poderão ser responsabilizados politicamente e destituídos através de impeachment:


AU

● PRESIDENTE DA REPÚBLICA;
AR

● VICE-PRESIDENTE;
IA

● MINISTROS DE ESTADO, NOS CRIMES CONEXOS COM OS DO PRESIDENTE;


RC

● MINISTROS DO STF;
GA

● MEMBROS DO CNJ E CNMP;


UE

● PGR
IQ
NR

16
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
AGU;

IA

RC
● GOVERNADORES;

GA
● PREFEITOS.

UE
Os crimes de responsabilidade estão previstos:

IQ
● Quanto ao Presidente da República: no art. 85 da CF/88 e Lei nº 1.079/50.

NR
● Quanto aos Governadores de Estado: na Lei n. 1.079/50.

HE
● Quanto aos Prefeitos: no DL 201/67.

LO
ATENÇÃO

AU
O Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou regra da Lei Orgânica do Distrito Federal (LODF)

4P
que atribuía à Câmara Legislativa a competência para julgar o governador por crime de

20
responsabilidade. Em sessão virtual, o Plenário, por unanimidade, julgou procedente o pedido

15
07
formulado pela Procuradoria-Geral da República na ADI 3466. Barroso destacou que: ‘de acordo

19
com a jurisprudência pacífica da Corte (Súmula Vinculante 46), ainda que a autoridade em

04
julgamento esteja vinculada a outro ente federativo, a definição dos crimes de responsabilidade e
JO
o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da competência
AU
legislativa privativa da União’. Ressaltou ainda que a Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950), em
AR

respeito à sistemática constitucional, estabelece a separação entre a admissibilidade da acusação


IA

e o julgamento propriamente dito. Nos casos de crime de responsabilidade do governador, o


RC

juízo prévio de admissibilidade é feito pela Casa73316


Legislativa, e o julgamento é realizado por um
GA

tribunal composto por cinco membros do Legislativo e cinco desembargadores, sob a


UE

presidência do presidente do Tribunal de Justiça local. Segundo Barroso, concentrar as duas


IQ

etapas na Câmara Legislativa do Distrito Federal ofende a lógica prevista no artigo 86 da


NR

Constituição.
HE
O
UL

1.6.1 Procedimento
PA

A) CÂMARA DOS DEPUTADOS


04
52
71

A acusação poderá ser formalizada por qualquer cidadão em gozo dos direitos políticos,
90

momento a partir do qual o Presidente será acusado, possuindo garantia ao contraditório e à ampla
1
04

defesa.
JO

A Câmara dos Deputados, pela maioria qualificada de 2/3, poderá autorizar a instauração do
AU

processo, para que o Presidente seja julgado pelo Senado Federal nos crimes de responsabilidade.
AR
IA

73316
Importante esclarecer que o Presidente da Câmara faz um juízo prévio de admissibilidade da
RC

denúncia e poderia já tê-la rejeitado liminarmente se entendesse que o pedido apresentado era
GA

inepto ou que não tinha justa causa. Assim, seu papel no recebimento dessa denúncia não é
UE

meramente burocrático, havendo um juízo decisório. Nesse sentido, confira precedente do STF:
IQ
NR

17
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
IA
RC
(...) a competência do Presidente da Câmara dos Deputados e da Mesa do

GA
Senado Federal para recebimento, ou não, de denúncia no processo de

UE
impeachment não se restringe a uma admissão meramente burocrática,

IQ
cabendo-lhes, inclusive, a faculdade de rejeitá-la, de plano, acaso entendam

NR
ser patentemente inepta ou despida de justa causa. (...) STF. Plenário. MS

HE
30672 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 15/09/2011.

LO
AU
Indagações probatórias deverão ser feitas no Senado, órgão que julga e processa o presidente,

4P
e não na Câmara, que apenas verifica a procedibilidade da acusação.

20
15
A Câmara realiza juízo político.

07
19
B) SENADO FEDERAL

04
JO
Não há direito à defesa prévia antes do recebimento da denúncia pelo Presidente da Câmara
AU
(ADPF 378).
AR
IA

Havendo autorização da Câmara dos Deputados, o Senado realizará novo73316


juízo de
RC

admissibilidade do processo que, sendo positivo,


73316 instaurará o processo sob a presidência do
GA

Presidente do STF, submetendo o presidente ao julgamento e com garantia do contraditório e ampla


UE

defesa, podendo absolve-lo ou condená-lo pelo crime de responsabilidade.


IQ
NR

Contudo, o STF entendeu (ADPF 378) que se o processo de impeachment for autorizado pela
HE

Câmara, o Senado é obrigado a processar e julgar a Presidente. Nas palavras do DoD: A CF/88 afirma
O

que compete ao Senado, privativamente, “processar e julgar” o Presidente (art. 52, I, da CF/88).
UL

Segundo entendeu o STF, esta locução abrange não apenas o julgamento final, mas também a
PA

realização de um juízo inicial de instauração ou não do processo, isto é, de recebimento ou não da


04

denúncia autorizada pela Câmara. No regime atual, a Câmara não funciona como um “tribunal de
52

pronúncia”, mas apenas implementa ou não uma condição de procedibilidade para que a acusação
71
90

prossiga no Senado.- A atuação da Câmara dos Deputados deve ser entendida como parte de um
1

momento pré-processual, isto é, anterior à instauração do processo pelo Senado. Nas palavras do
04

Min. Roberto Barroso: "a Câmara apenas autoriza a instauração do processo: não o instaura por si
JO

própria, muito menos determina que o Senado o faça". - Os arts. 23, §§ 1º e 5º; 80 e 81, da Lei nº
AU
AR

1.079/50 não foram recepcionados por serem incompatíveis com os arts. 51, I; 52, I; e 86, § 1º, II, da
CF/1988. - Votaram neste sentido: Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen
IA
RC

Lúcia, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Celso de Mello.


GA
UE
IQ
NR

18
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
Desta forma, caso a Câmara autorize a instauração do processo de impeachment, esta será

IA
RC
ainda uma autorização "provisória" (mera condição de procedibilidade), considerando que o Senado
73316

GA
ainda irá examinar o pedido nos termos do art. 52, I, da CF/88. Nas exatas palavras do Min. Roberto
Barroso (redator para o acórdão):

UE
IQ
"(...) a Câmara dos Deputados somente atua no âmbito pré-processual, não

NR
valendo a sua autorização como um recebimento da denúncia, em sentido

HE
técnico. Assim, a admissão da acusação a que se seguirá o julgamento

LO
pressupõe um juízo de viabilidade da denúncia pelo único órgão competente

AU
para processá-la e julgá-la: o Senado."

4P
20
15
07
O que diz a CF/88 O que diz o STF

19
04
Art. 51. Compete privativamente à Câmara Essa autorização não deve ser entendida
dos Deputados: JO
como recebimento da denúncia, em sentido
AU
I - autorizar, por dois terços de seus técnico.
AR

membros, a instauração de processo contra Caberia à Câmara apenas verificar se há


IA

o Presidente (...) condição de procedibilidade, ou seja, se a


RC

acusação deve ser admitida. Essa decisão


GA

73316

da Câmara não vincula o Senado.


UE

Quem decide se instaura ou não o processo


IQ
NR

é o Senado.
HE

Art. 52. Compete privativamente ao Quando a CF/88 fala em “processar” o


O
UL

Senado Federal: Presidente, isso significa que cabe ao


PA

I - processar e julgar o Presidente e o Vice- Senado decidir se deve ou não processar


04

Presidente da República nos crimes de (se deve ou não instaurar o processo).


52

responsabilidade (...) O recebimento da denúncia no processo de


71

impeachment ocorre apenas após a decisão


90
1

do Plenário do Senado.
04

A decisão da Câmara não obriga o Senado


JO

a instaurar o processo.
AU
AR
IA
RC

(Tabela DoD)
GA
UE
IQ
NR

19
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
Instaurado o processo, o Presidente ficará suspenso de suas atividades pelo prazo de 180

IA
RC
dias, cessando o afastamento se o julgamento não for concluído nesse período.

GA
A CF/88, em seu art. 86, § 1º, II, prevê o seguinte:

UE
§ 1º - O Presidente ficará suspenso de suas funções:

IQ
NR
(...)

HE
II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo

LO
Senado Federal.

AU
Sentença condenatória: Será sob a forma de RESOLUÇÃO DO SENADO, proferida por 2/3

4P
dos votos, limitando-se a condenação à perda do cargo e inabilitação para o exercício de qualquer

20
função pública por 08 anos, SEM PREJUÍZO DAS DEMAIS SANÇÕES CABÍVEIS.

15
07
19
Pelo art. 15 da Lei nº 1.079/50, a denúncia só poderá ser recebida enquanto o denunciado não

04
tiver, por qualquer motivo, deixado definitivamente o cargo. No entanto, o STF entendeu que a

JO
renúncia ao cargo NÃO extingue o processo quando já iniciado. AU
AR

JURISPRUDÊNCIA DO STJ
IA
RC

Nesse mesmo sentido, o STJ entendeu que: “A renúncia ao cargo de governador impede
GA

o recebimento de pedido de abertura de impeachment.”. No presente caso, para disputar a vaga


73316

para a Presidência da República, o governador renunciou ao cargo. E de acordo com o art. 15 da


UE

Lei n. 1.079/1950 "A denúncia só poderá ser recebida enquanto o denunciado não tiver, por
IQ
NR

qualquer motivo, deixado definitivamente o cargo". A mesma solução se aplica aos governadores
HE

estaduais, conforme se infere da leitura do art. 76, parágrafo único, do mesmo diploma legal: "Art.
76. A denúncia assinada pelo denunciante e com a firma reconhecida, deve ser acompanhada dos
O
UL

documentos que a comprovem, ou da declaração de impossibilidade de apresentá-los com a


PA

indicação do local em que possam ser encontrados. Nos crimes de que houver prova testemunhal,
04

conterão rol das testemunhas, em número de cinco pelo menos. Parágrafo único. Não será recebida
52

a denúncia depois que o Governador, por qualquer motivo, houver deixado definitivamente o
71

cargo". Portanto, diante da renúncia ocorrida, que inviabiliza o recebimento da denúncia oferecida.
90
1

(RMS 68.932-SP, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em
04

73316

16/08/2022, DJe 06/09/2022. INFORMATIVO 753)


JO
AU
AR

OBSERVAÇÃO
IA

Como o julgamento é de natureza POLÍTICA, levando em conta critérios de conveniência e


RC

oportunidade, não seria razoável o controle judicial. No entanto, o STF admite o controle judicial
GA

em razão de lesão ou ameaça a direito (Ex: procedimento que viole a ampla defesa).
UE
IQ
NR

20
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
O Senado NÃO atua como órgão legislativo, mas como órgão judicial híbrido, pois composto

IA
RC
de senadores e é presidido por membro do Poder Judiciário.

GA
UE
JURISPRUDÊNCIA DO STF

IQ
STF: O Poder Judiciário NÃO dispõe de competência para alterar a decisão do senado no processo

NR
de impeachment

HE
LO
1.7. Crimes comuns

AU
4P
Da mesma forma que nos crimes de responsabilidade, também haverá controle político de

20
admissibilidade pela Câmara dos Deputados, que autorizará ou não o recebimento de denúncia pelo

15
07
STF através do voto de 2/3 de seus membros.

19
04
Admitida a acusação do Presidente da República, por 2/3 dos membros da Câmara, será ele
submetido a julgamento perante o STF. JO
AU
AR

A denúncia será ofertada pelo PGR.


IA
RC

Recebida a denúncia ou queixa, o Presidente


73316ficará suspenso de suas funções por 180 dias,
GA

voltando a exercê-las, decorrido tal prazo.


UE
IQ

O Presidente da República, durante a vigência de mandato, NÃO poderá ser responsabilizado


NR

por atos estranhos ao exercício de suas funções (art. 86, §4º do CF). => Logo, O PRESIDENTE SÓ
HE

PODERÁ SER RESPONSABILIZADO PELA PRÁTICA DE INFRAÇÃO PENAL COMUM NO


O

EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES.


UL
PA

73316

As infrações penais praticadas antes do exercício do mandato, ou que não guarde relação com
04
52

a função presidencial NÃO poderão ser objeto da persecutio criminis, acarretando a suspensão da
71

prescrição => IRRESPONSABILIDADE PENAL RELATIVA.


90
1
04

ATENÇÃO
JO

REGRA APLICADA APENAS AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA:


AU
AR

Não é possível aplicar o art. 86, § 4º, da CF/88 para o Presidente da


IA

Câmara dos Deputados, considerando que a garantia prevista neste


RC

dispositivo é destinada expressamente ao chefe do Poder Executivo da


GA

União (Presidente da República). Desse modo, por se tratar de um


UE
IQ
NR

21
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
dispositivo de natureza restritiva, não é possível qualquer interpretação

IA
RC
que amplie a sua incidência a outras autoridades, notadamente do Poder

GA
Legislativo.

UE
(STF. Plenário. Inq 3983/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 02 e

IQ
03/03/2016) (Info 816).

NR
Fonte: Dizer o Direito.

HE
LO
Quanto às infrações de natureza civil, política, administrativa, fiscal ou tributária, poderá o

AU
Presidente ser responsabilizado, pois a imunidade só se restringe à persecutio criminis por ilícitos

4P
penais.

20
15
Oferecida a denúncia no STF, havendo autorização da Câmara, julgando-se procedente o

07
pedido formulado pelo PGR, a condenação aplicada será a prevista no tipo penal e não a perda do

19
cargo, esta se dará pela via reflexa, em virtude da suspensão temporária dos direitos políticos,

04
enquanto durarem os efeitos da sentença criminal condenatória, transitada em julgado.
JO
AU
AR

Enquanto NÃO sobrevier sentença condenatória, nas infrações penais comuns, o Presidente
NÃO estará sujeito à prisão.
IA
RC
GA

73316

OBSERVAÇÃO
UE

STF: As regras sobre a imunidade formal em relação à prisão e à imunidade penal relativa NÃO
IQ

podem ser estendidas a Governadores de Estado, DF e Prefeitos por atos normativos próprios, já
NR

que essas regras são de competência exclusiva da União.


HE
O
UL

A imunidade formal prevista no art. 51, I, e no art.73316


86, caput, da CF/88 não
PA

se estende para os codenunciados que não se encontrem investidos nos


cargos de Presidente da República, Vice-Presidente da República e
04
52

Ministro de Estado. A finalidade dessa imunidade é proteger o exercício


71

regular desses cargos, razão pela qual não é extensível a codenunciados


90

que não se encontrem ocupando tais funções. STF. Plenário. Inq 4483
1
04

AgR-segundo/DF e Inq 4327 AgR-segundo/DF, rel. Min. Edson Fachin,


JO

julgados em 14 e 19/12/2017 (Info 888).


AU
AR

No concurso da SEFAZ-AL (2020), o tema foi cobrado da seguinte forma:


IA
RC

Quanto à organização dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, julgue o item a


GA

seguir.
UE
IQ
NR

22
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
IA
RC
Tanto em caso de infrações penais comuns quanto de crimes de responsabilidade, compete

GA
à Câmara dos Deputados o juízo de admissibilidade da acusação apresentada contra o
presidente da República.

UE
IQ
NR
O item foi considerado CORRETO.

HE
1.7.1. Prefeitos Municipais

LO
AU
REGRAS:

4P
CRIME COMUM – TJ LOCAL (possui foro por prerrogativa de função fixado pela própria CF/88 –

20
Art. 29, X, CF/88) – VIDE SÚMULA 702/STF:

15
07
● CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA;

19
● CRIMES COMUNS DO ART.1º, DEC-LEI 201/67;

04
● CRIMES FUNCIONAIS;
● ABUSO DE AUTORIDADE; JO
AU
● AÇÕES DE NATUREZA CIVIL;
AR

● CRIME DE PREFEITO EM DETRIMENTO DE BENS, SERVIÇOS OU INTERESSES DO


IA

MUNICÍPIO.
RC
GA

73316

JURISPRUDÊNCIA DO
73316 STJ
UE
IQ

SÚMULA 209/STJ: Compete à Justiça Estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba
NR

transferida e incorporada ao patrimônio municipal.


HE
O

● CRIME DE RESPONSABILIDADE – CÂMARA MUNICIPAL;


UL

● CRIMES ELEITORAIS – TRE;


PA

● CRIMES FEDERAIS – TRF


04
52
71

JURISPRUDÊNCIA DO STJ
190

SÚMULA 208/STJ: Compete à JF processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba
04

sujeita à prestação de contas perante órgão federal.


JO
AU

CRIMES DE RESPONSABILIDADE (JULGAMENTO PELA CÂMARA MUNICIPAL):


AR
IA

ART. 4º, DEC-LEI 201/67;


RC


CASO DEIXE DE EFETUAR O REPASSE DOS VALORES AO PODER LEGISLATIVO
GA


SEGUNDO AS REGRAS DO ART. 29-A CF, OU SEJA:
UE
IQ
NR

23
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
Efetuar repasse que supere os limites do art. 29-A;

IA
o

RC
o Não enviar o repasse até o dia 20 de cada mês;

GA
o Enviar o repasse a menor em relação à proporção fixada em Lei Orçamentária;

UE
IQ
ATENÇÃO

NR
73316

ATENÇÃO 1:

HE
LO
STJ: Não sendo o crime praticado em razão e durante o exercício do cargo ou função, as regras

AU
de competência não são alteradas pela superveniente posse no cargo de Prefeito Municipal.

4P
20
Vejamos:

15
O foro por prerrogativa de função exige contemporaneidade e pertinência

07
temática entre os fatos em apuração e o exercício da função pública, haja

19
vista que o Supremo Tribunal Federal decidiu que, "não obstante as

04
recorrentes discussões doutrinárias e jurisprudenciais acerca da
JO
competência absoluta em razão da prerrogativa de função, o Supremo
AU

Tribunal Federal assentou posicionamento, ainda que restrito a Deputados


AR

Federais e Senadores, de que o foro por prerrogativa de função aplica-se tão


IA
RC

somente aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados


GA

às funções desempenhadas, sendo que, terminada a instrução processual, a


73316

competência para processar e julgar ações penais não mais será afetada em
UE

razão de o agente público vir a ocupar cargo ou deixar o cargo que ocupava"
IQ
NR

(AP n. 937 QO/RJ, Rel. Ministro Roberto Barroso, Tribunal Pleno, julgado em
HE

3/5/2018).
No caso, além de o crime ser anterior à posse como chefe do Poder Executivo
O
UL

Municipal, o ato praticado não guarda relação com o seu cargo eletivo, não
PA

havendo que se falar em deslocamento do feito para julgamento pelo Pleno


04

do Tribunal de Justiça.
52

Esta Sexta Turma entende que as regras de competência não são alteradas
71

quando, após a prolação da sentença, um dos réus passa a exercer cargo de


90
1

Prefeito Municipal, mantendo-se o julgamento do recurso interposto por


04

órgão fracionário do Tribunal de origem.


JO

(REsp 1.982.779-AC, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado


AU

do TRF da 1ª Região), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em


AR

14/09/2022, DJe 20/09/2022. INFORMATIVO 755)


IA
RC

ATENÇÃO 2:
GA
UE
IQ
NR

24
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
IA
STJ: A superveniente aposentadoria da autoridade detentora do foro por prerrogativa de

RC
função cessa a competência do Superior Tribunal de Justiça para o processamento e julgamento

GA
do feito.

UE
IQ
73316

Vejamos:

NR
O Pleno do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento, no julgamento

HE
do Recurso Extraordinário 549.560, com repercussão geral reconhecida,

LO
fixando a seguinte tese: "O foro especial por prerrogativa de função não

AU
se estende a magistrados aposentados."

4P
Mais recentemente, no julgamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade

20
6.513, a questão foi novamente objeto de apreciação, tendo a Corte

15
reiterado o entendimento no sentido de que a aposentadoria do detentor

07
19
de foro faz cessar a regra excepcional de competência por prerrogativa de

04
função, transferindo-a para processamento e julgamento ao primeiro grau
de jurisdição.
JO
AU
Assim, no caso, diante da superveniente aposentadoria compulsória da
AR

autoridade detentora do foro por prerrogativa de função, cessa a


IA

competência do Superior Tribunal de Justiça para o processamento e


RC

julgamento do feito.
GA

73316

(Processo sob segredo de justiça, Rel. Ministro Francisco Falcão, Corte


UE

Especial, por unanimidade, julgado em 7/12/2022, DJe 16/12/2022.


IQ

INFORMATIVO 762)
NR
HE

ATENÇÃO 3:
O
UL

CRIMES DO ART. 1º DO DL 201/67 X CRIMES DO ART. 4º DO DL 201/67:


PA

Os crimes previstos no art. 1º, apesar de constarem como “crimes de responsabilidade” são, na
04
52

verdade, crimes comuns, crimes funcionais dos Prefeitos.


71
90

Os crimes previstos no art. 4º são crimes de responsabilidade efetivamente, que são chamados
1

também de infrações político-administrativas.


04
JO

Nesse sentido: STF. Plenário. HC 70671, Rel. Min. Carlos Velloso, julgado em 13/04/1994.
AU
AR

SUMULA 164-STJ: O prefeito municipal, após a extinção do mandato, continua sujeito a processo
IA

por crime previsto no art. 1º do Dec. lei n. 201, de 27/02/67.


RC
GA

SÚMULA 703-STF: A extinção do mandato do Prefeito não impede a instauração de processo pela
UE

prática dos crimes previstos no art. 1º do DL 201/67.


IQ
NR

25
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
IA
RC
OBS.: Vale ressaltar que o DL 201/67 foi recepcionado pela CF/88 como lei ordinária (Súmula 496

GA
do STF).

UE
IQ
1.7.2. Vereadores municipais

NR
Alexandre de Moraes: NÃO há a possibilidade de criação pelas Constituições Estaduais, nem

HE
pelas Leis Orgânicas dos Municípios, de imunidades formais em relação aos vereadores, ou

LO
ampliação da imunidade material, já que a competência para legislar sobre direito civil, penal e

AU
processual penal é privativa da União. No entanto, diversa é a hipótese de previsão de foro

4P
privilegiado para o processo e julgamento dos vereadores, podendo a CE prever o TJ como juízo

20
competente.

15
07
19
Ressalta-se que, em recente decisão, o STF entendeu que não é possível que as Constituições

04
Estaduais prevejam foro por prerrogativa de função para agentes políticos que não estejam previstos,

JO
direta ou indiretamente, na Constituição Federal. Dessa forma, não pode mais a Constituição Estadual
AU
prever foro por prerrogativa de função para os chefes do Poder Executivo Municipal, em razão da
AR

aplicação do princípio republicano que exige uma interpretação restrita sobre o tema.
IA
RC

JURISPRUDÊNCIA DO STF
GA

73316

É inconstitucional foro por prerrogativa de função para Procuradores do


UE

Estado, Procuradores da ALE, Defensores Públicos e Delegados de


IQ
NR

Polícia 73316
HE

É inconstitucional dispositivo da Constituição Estadual que confere foro por


prerrogativa de função, no Tribunal de Justiça, para Procuradores do
O
UL

Estado, Procuradores da ALE, Defensores Públicos e Delegados de Polícia.


PA

A CF/88, apenas excepcionalmente, conferiu prerrogativa de foro para as


04

autoridades federais, estaduais e municipais. Assim, não se pode permitir


52

que os Estados possam, livremente, criar novas hipóteses de foro por


71

prerrogativa de função. STF. Plenário. ADI 2553/MA, Rel. Min. Gilmar


90
1

Mendes, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 15/5/2019 (Info


04

940). Cuidado. O STF possui julgado afirmando que é válida a previsão na


JO

Constituição Estadual de foro por prerrogativa de função para o


AU

Procurador-Geral do Estado: STF. Plenário. HC 103803/RR, rel. Min. Teori


AR

Zavascki, julgado em 01/07/2014 (Info 752).


IA
RC
GA

CUIDADO!
UE
IQ
NR

26
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
O julgado acima fala em foro por prerrogativa de função para o Procurador-Geral do Estado. No

IA
RC
entanto, o STF possui recente julgado afirmando que a Constituição estadual não pode prever foro

GA
por prerrogativa de função, de forma genérica, para os Procuradores do Estado (que não ocupam

UE
o cargo de Procurador-Geral). Nesse sentido: ADI 2553/MA.

IQ
Em crimes dolosos contra a vida: Tribunal do Júri (VIDE SÚMULA 721/STF).

NR
HE
Crime de responsabilidade – Câmara Municipal.

LO
AU
4P
JURISPRUDÊNCIA DO STF

20
SÚMULA VINCULANTE 45 - A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre

15
o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.

07
19
04
1.7.3. Governadores

JO
AU
Também poderá responder por crimes comuns e crimes de responsabilidade:
AR

⮚ CRIMES COMUNS: STJ (art.105, I, “a”) – sem necessidade de autorização da Assembleia


IA

Legislativa:
RC
GA

73316

JURISPRUDÊNCIA DO STF
UE

Não há necessidade de prévia autorização da ALE para que o STJ receba


IQ
NR

denúncia criminal contra o Governador do Estado


HE

Não há necessidade de prévia autorização da Assembleia Legislativa para


que o STJ receba denúncia ou queixa e instaure ação penal contra
O
UL

Governador de Estado, por crime comum. Em outras palavras, não há


PA

73316 necessidade de prévia autorização da ALE para que o Governador do


04

Estado seja processado por crime comum. Se a Constituição Estadual exigir


52

autorização da ALE para que o Governador seja processado criminalmente,


71

essa previsão é considerada inconstitucional. Assim, é vedado às unidades


90
1

federativas instituir normas que condicionem a instauração de ação penal


04

contra Governador por crime comum à previa autorização da Casa


JO

Legislativa. Se o STJ receber a denúncia ou queixa-crime contra o


AU

Governador, ele ficará automaticamente suspenso de suas funções no


AR

Poder Executivo estadual? NÃO. O afastamento do cargo não se dá de


IA
RC

forma automática. O STJ, no ato de recebimento da denúncia ou queixa, irá


GA

decidir, de forma fundamentada, se há necessidade de o Governador do


Estado ser ou não afastado do cargo. Vale ressaltar que, além do
UE
IQ
NR

27
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
afastamento do cargo, o STJ poderá aplicar qualquer uma das medidas

IA
RC
cautelares penais (exs: prisão preventiva, proibição de ausentar-se da

GA
comarca, fiança, monitoração eletrônica etc.). STF. Plenário. ADI 4777/BA,

UE
ADI 4674/RS, ADI 4362/DF, rel. orig. Min. Dias Toffoli, red. p/ o acórdão

IQ
Min. Roberto Barroso, julgado em 9/8/2017 (Info 872). STF. Plenário. ADI

NR
5540/MG, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 3/5/2017 (Info 863). STF.

HE
Plenário. ADI 4764/AC, ADI 4797/MT e ADI 4798/PI, Rel. Min. Celso de

LO
Mello, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgados em 4/5/2017 (Info 863).

AU
4P
● CRIMES DE RESPONSABILIDADE: Tribunal Especial Composto por 5 desembargadores do

20
TJ + 5 membros da assembleia legislativa e quem vai presidir esse tribunal é o presidente do

15
TJ. Precisa de autorização da assembleia legislativa.

07
19
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na sessão desta quinta-feira (4), o

04
julgamento de três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 4798,73316
4764 e 4797), e confirmou
JO
AU
o entendimento de que as unidades federativas não têm competência para editar normas que
AR

exijam autorização da Assembleia Legislativa para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ)
instaure ação penal contra governador e nem para legislar sobre crimes de responsabilidade.
IA
RC

Também foi confirmado que, no caso de abertura de ação penal, o afastamento do cargo não
GA

73316
acontece automaticamente.
UE

VEJA A NOTÍCIA NO STF:


IQ
NR
HE

Quinta-feira, 04 de maio de 2017


O
UL

PLENÁRIO CONFIRMA QUE NÃO É NECESSÁRIA AUTORIZAÇÃO PRÉVIA PARA STJ


PA

JULGAR GOVERNADOR:
04

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na sessão desta quinta-feira (4), o
52
71

julgamento de três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 4798, 4764 e 4797), e confirmou
90

o entendimento de que as unidades federativas não têm competência para editar normas que
1
04

exijam autorização da Assembleia Legislativa para que o Superior Tribunal de Justiça


JO

(STJ) instaure ação penal contra governador e nem para legislar sobre crimes de
AU

responsabilidade. Também foi confirmado que, no caso de abertura de ação penal, o afastamento
AR

do cargo não acontece automaticamente.


IA
RC

Ao pacificar esse entendimento, os ministros aprovaram, por unanimidade, uma tese segundo a
GA

qual “é vedado às unidades federativas instituírem normas que condicionem a instauração de


ação penal contra governador, por crime comum, à previa autorização da casa legislativa, cabendo
UE
IQ
NR

28
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
ao Superior Tribunal de Justiça dispor, fundamentadamente, sobre a aplicação de medidas

IA
RC
cautelares penais, inclusive afastamento do cargo”. De acordo com os ministros, o texto será

GA
usado como base para a propositura de uma Súmula Vinculante sobre a matéria.

UE
Quanto aos crimes de responsabilidade, os ministros mantiveram entendimento já resumido na

IQ
Súmula Vinculante 46, segundo a qual a definição dos crimes de responsabilidade e o

NR
estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa

HE
privativa da União.

LO
AU
NORMAS QUESTIONADAS

4P
20
As ações questionavam as Constituições do Piauí (ADI 4798), do Acre (ADI 4764) e de Mato

15
Grosso (ADI 4797), nos trechos em que tratam da definição de crimes de responsabilidade

07
(infrações político-administrativas), normas sobre processo e julgamento das acusações

19
populares objetivando a decretação de impeachment de governador e que condicionam à prévia

04
autorização da Assembleia Legislativa a instauração, perante o STJ, de ação penal em caso de
JO
AU
crime comum supostamente cometido por governador.
AR

Autor das três ações, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sustentava
IA

que os dispositivos questionados nas constituições estaduais violariam o artigo 22, inciso I, da
RC

Constituição Federal, que atribui à União a competência privativa para legislar sobre direito
GA

73316

processual. Além disso, segundo a OAB, as assembleias legislativas não teriam isenção política
UE

para decidir sobre a autorização necessária para a abertura de processo por crime comum contra
IQ

governador no STJ e também para julgá-lo na própria assembleia nos crimes de responsabilidade.
NR
HE

O julgamento das ações no Plenário do STF começou em agosto de 2015, quando o relator dos
O

três casos, ministro Celso de Mello, alinhou-se à jurisprudência dominante à época no sentido de
UL

que eram válidos artigos de constituições estaduais que condicionavam a abertura de ação penal
PA

contra governador à autorização prévia da Assembleia Legislativa do respectivo estado. O decano


04
52

votou, ainda, no sentido de que as unidades federativas não podem editar normas sobre crimes
71

de responsabilidade, uma vez que compete privativamente à União legislar sobre o crime de
90

responsabilidade
73316 – entendimento que acabou sendo condensado na Súmula Vinculante 46. O
1
04

julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso.
JO
AU

Na sessão desta quinta-feira (4), o ministro Barroso apresentou voto-vista em que divergiu
AR

parcialmente do relator. Ao defender uma mudança na jurisprudência do Supremo quanto à


necessidade de autorização das casas legislativas para a abertura de ação penal contra
IA
RC

governadores, salientou que existem três situações que legitimam uma mutação constitucional e
GA

a superação de uma jurisprudência consolidada: quando há uma mudança na percepção do


direito, quando existem modificações na realidade fática e por força das consequências práticas
UE
IQ
NR

29
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
negativas de uma determinada linha de entendimento. E, para o ministro, no caso concreto, esses

IA
RC
três requisitos estão presentes.
73316

GA
Houve uma mudança na percepção do direito e mudou, também, a realidade fática, representada

UE
por uma “imensa demanda da sociedade por um pouco mais de decência no mundo político”.

IQ
Além disso, o ministro salientou as consequências nefastas produzidas pelo entendimento

NR
anterior, que culminou na impossibilidade da instauração de ações penais contra governadores,

HE
mesmo em caso de evidentes violações à legislação penal.

LO
AU
Quanto ao processamento de ações por crimes de responsabilidade, o ministro manteve o

4P
entendimento já assentado na Súmula Vinculante 46, segundo o qual “a definição dos crimes de

20
responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da

15
competência legislativa privativa da União”.

07
19
Por fim, o ministro Barroso frisou seu ponto de vista contrário ao afastamento automático do

04
governador no caso de abertura de ação penal. O simples recebimento de uma denúncia, um ato
JO
AU
de baixa densidade decisória, segundo o ministro, não pode importar em afastamento automático
AR

do governador. Esse afastamento só pode ocorrer se o STJ entender que há elementos a justificá-
lo. O governador pode ser afastado, mas não como decorrência automática do recebimento da
IA
RC

denúncia, explicou o ministro.


GA

73316

Acompanharam esse entendimento a ministra Rosa Weber e os ministros Alexandre de Moraes,


UE

Edson Fachin, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Cármen Lúcia.
IQ
NR

O relator, ministro Celso de Mello, que manteve o voto anteriormente proferido, ficou vencido no
HE

ponto referente à necessidade de autorização da casa legislativa para instauração de ação penal.
O

O decano afirmou, contudo, que a partir desse julgamento vai observar em seus votos a nova
UL

diretriz jurisprudencial.
PA
04

ATUAÇÃO INDIVIDUAL
52
71

Ao final da sessão, os ministros decidiram que os relatores dos demais casos em tramitação no
90
1

Supremo sobre a mesma matéria poderão decidir monocraticamente as ações, aplicando o


04

entendimento registrado na tese aprovada.


JO
AU

Em 2021, este entendimento foi, mais uma vez reiterado:


AR
IA

JURISPRUDÊNCIA DO STF
RC
GA

STF (INFO 1041/2021): É inconstitucional norma de constituição


estadual que disponha sobre o processamento e julgamento de
UE
IQ
NR

30
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
governador e vice-governador nos casos de crime de responsabilidade.

IA
RC
Isso porque a tipificação dos crimes de responsabilidade e o

GA
estabelecimento de normas relativas ao processamento e julgamento

UE
desses delitos são de competência privativa da União.

IQ
(ADI 4811/MG, relator Min. Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado

NR
em 13.12.2021 (segunda-feira), às 23:59)

HE
LO
1.7.4. Foro por prerrogativa de função e desmembramento

AU
REGRA GERAL

4P
20
Desmembramento do processo, devendo cada réu ser julgado pelo eventual Tribunal

15
competente no caso de ter prerrogativa de foro, ou ser julgado em primeiro grau de jurisdição se não

07
19
exercer qualquer função que enseje a prerrogativa.

04
JO
EXCEÇÃO AU
Em circunstâncias especiais, demonstradas e justificadas em cada caso concreto, será negado
AR

o desmembramento, predominando a de maior graduação, com fulcro em alguns fundamentos:


IA

73316
RC

● DEVIDO PROCESSO LEGAL E DURAÇÃO73316


RAZOÁVEL DO PROCESSO;
GA

● RISCO DE, ADMITIDO O DESMEMBRAMENTO, SEREM PROLATADAS DECISÕES


UE

INCONCILIÁVEIS E CONTRADITÓRIAS;
IQ

EM RAZÃO DA COMPLEXIDADE E VOLUME DE INFORMAÇÕES.


NR


HE

NECESSIDADE DE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL?


O
UL
PA

De acordo com o STF (Info 1110), as investigações contra autoridades com prerrogativa de foro
04

perante o STF submetem-se ao prévio controle judicial, circunstância que inclui a autorização
52

judicial para as investigações. Essa atividade de supervisão judicial deve ser constitucionalmente
71

desempenhada durante toda a tramitação das investigações, desde a abertura dos


90

procedimentos investigatórios até o eventual oferecimento da denúncia.


1
04

Assim, e diante do caráter excepcional das hipóteses constitucionais de foro por prerrogativa de
JO

função, que possuem diferenciações em nível federal, estadual e municipal, o mesmo


AU

entendimento também é aplicável às investigações que envolvem autoridades com foro


AR

privilegiado nos tribunais de segundo grau, motivo pelo qual é necessária a supervisão das
IA

investigações pelo órgão judicial competente.


RC
GA
UE
IQ
NR

31
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
Diante disso, o STF confirmou a necessidade de autorização judicial para a instauração de

IA
RC
investigações penais originárias perante o Tribunal de Justiça, seja pela Polícia Judiciária, seja pelo

GA
Ministério Público.

UE
IQ
Atente-se aos julgados importantes sobre o tema:

NR
HE
JURISPRUDÊNCIA DO STF

LO
Decisão do STF que definiu o rito do processo de impeachment da

AU
presidente Dilma

4P
Principais conclusões do STF na decisão que definiu o rito do processo de

20
impeachment da Presidente Dilma: 1) Não há direito à defesa prévia antes

15
07
do recebimento da denúncia pelo Presidente da Câmara. 2) É possível a

19
aplicação subsidiária dos Regimentos Internos da Câmara e do Senado que

04
tratam sobre o impeachment, desde que sejam compatíveis com os
JO
preceitos legais e constitucionais pertinentes. 3) Após o início do processo
AU
de impeachment, durante a instrução probatória, a defesa tem o direito de
AR

se manifestar após a acusação. 4) O interrogatório deve ser o ato final da


IA

instrução probatória. 5) O recebimento da denúncia no processo de


RC

“impeachment” ocorre apenas após a decisão do Plenário do Senado


GA

73316

Federal. Assim, a Câmara dos Deputados somente atua no âmbito pré-


UE

processual, não valendo a sua autorização como um recebimento da


IQ

denúncia, em sentido técnico. Compete ao Senado decidir se deve receber


NR

ou não a denúncia cujo prosseguimento foi autorizado pela Câmara. O


HE

Senado não está vinculado à decisão da Câmara. 6) A decisão do Senado


O

que delibera se instaura ou não o processo se dá pelo voto da maioria


UL
PA

simples, presente a maioria absoluta de seus membros. 7) É possível a


aplicação analógica dos arts. 44, 45, 46, 47, 48 e 49 da Lei 1.079/1950 —
04
52

os quais determinam o rito do processo de “impeachment” contra Ministros


71

do STF e o PGR — ao processamento no Senado Federal de crime de


90

responsabilidade contra o Presidente da República. 8) Não é possível que


1
04

sejam aplicadas,
73316 para o processo de impeachment, as hipóteses de
JO

impedimento do CPP. Assim, não se pode invocar o impedimento do


AU

Presidente da Câmara para participar do processo de impeachment com


AR

base em dispositivos do CPP. 9) A eleição da comissão especial do


IA

impeachment deve ser feita por indicação dos líderes e voto aberto do
RC

Plenário. Os representantes dos partidos políticos ou blocos parlamentares


GA

que irão compor a chapa da comissão especial da Câmara dos Deputados


UE
IQ
NR

32
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
deverão ser indicados pelos líderes, na forma do Regimento Interno da

IA
RC
Câmara dos Deputados. Assim, não é possível a apresentação de

GA
candidaturas ou chapas avulsas para a formação da comissão especial.

UE
STF. Plenário. ADPF 378/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 16, 17 e

IQ
18/12/2015 (Info 812). 73316

NR
HE
Não é possível que o STF examine questões jurídicas formuladas a

LO
respeito da denúncia antes do seu envio à Câmara dos Deputados para

AU
o juízo político de que trata o art. 86 da CF/88

4P
Imagine que foi formulada denúncia contra o Presidente da República por

20
infrações penais comuns. O STF deverá encaminhar esta denúncia para a

15
Câmara dos Deputados exercer o seu juízo político. É possível que, antes

07
desse envio, o STF analise questões jurídicas a respeito desta denúncia,

19
como a validade dos elementos informativos (“provas”) que a embasaram?

04
NÃO. Não há possibilidade de o STF conhecer e julgar qualquer questão ou
JO
matéria defensiva suscitada pelo Presidente antes que a matéria seja
AU
AR

examinada pela Câmara dos Deputados. O juízo político de admissibilidade


exercido pela Câmara dos Deputados precede a análise jurídica pelo STF
IA
RC

para conhecer e julgar qualquer questão ou matéria defensiva suscitada


GA

pelo denunciado. A discussão sobre o valor probatório dos elementos de


73316

convicção (“provas”), ou mesmo a respeito da validade desses elementos


UE

que eventualmente embasarem a denúncia, constitui matéria relacionada


IQ
NR

com a chamada “justa causa”, uma das condições da ação penal, cuja
HE

constatação ou não se dará por ocasião do juízo de admissibilidade, a ser


levado a efeito pelo Plenário do STF após eventual autorização da Câmara
O
UL

dos Deputados. STF. Plenário. Inq 4483 QO/DF, Rel. Min. Edson Fachin,
PA

julgado em 20 e 21/9/2017 (Info 878).


04
52
71

OBSERVAÇÃO
90

STF (INFO 1040/2021)1: É indispensável a existência de prévia autorização judicial para a


1
04

instauração de inquérito ou outro procedimento investigatório em face de autoridade com foro


JO

por prerrogativa de função em tribunal de justiça.


AU
AR

O Ministério Público deve requerer judicialmente a prévia instauração de investigação


IA

contra autoridade com foro por prerrogativa de função em tribunal de justiça — ou, ao menos, deve
RC

cientificar o aludido tribunal para fins de possibilitar o exercício da atividade de supervisão judicial. A
GA
UE

1
HC 201965/RJ, relator Min. Gilmar Mendes, julgamento em 30.11.2021
IQ
NR

33
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
exigência de supervisão judicial se impõe mesmo em relação aos procedimentos investigativos

IA
RC
instaurados no âmbito do próprio Ministério Público.

GA
Até porque é necessária a prévia autorização judicial para a instauração de inquérito

UE
contra autoridade com foro por prerrogativa de função em tribunal de justiça.

IQ
NR
No caso, para além da ilegalidade das diligências investigativas encomendadas, a

HE
ausência de supervisão judicial das investigações deflagradas pelo Parquet contra autoridade com

LO
foro por prerrogativa de função em tribunal de justiça justifica que seja declarada a nulidade dos

AU
Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) por intercâmbio e das provas deles decorrentes, bem

4P
assim a imprestabilidade de elementos probatórios assim colhidos em procedimento de investigação

20
criminal.

15
07
No concurso da TCE RJ (2021), o tema foi cobrado da seguinte forma:

19
04
JO
Com relação aos poderes da República, julgue o item a seguir.
AU
As constituições dos estados não podem estender aos governadores a prerrogativa do
AR

presidente da República quanto à impossibilidade de prisão, em crimes comuns, até


sentença condenatória transitada em julgado.
IA
RC

73316
GA

73316
O item foi considerado CORRETO.
UE
IQ
NR

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
HE

DIREITO CONSTITUCIONAL ESQUEMATIZADO – PEDRO LENZA


O
UL

SITE DO STF
PA

DIZER O DIREITO.
04
52

2. JURISPRUDÊNCIA
71
190

JURISPRUDÊNCIA DO STF
04
JO

“São incompatíveis com a Constituição Federal de 1988 a concessão e, ainda, a continuidade


AU

do pagamento de pensões mensais vitalícias não decorrentes do RGPS a dependentes de


AR

prefeitos e vice-prefeitos, em razão do mero exercício do mandato eletivo.”


IA

ADPF 783/ES, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 3.3.2023 (sexta-feira),
RC

às 23:59. INFORMATIVO 1085.


GA
UE
IQ
NR

34
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
É inconstitucional — por violar os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa

IA
RC
(CF/1988, art. 37, “caput”) e por incorrer em desvio de finalidade — decreto presidencial que,

GA
ao conceder indulto individual (graça em sentido estrito), visa atingir objetivos distintos

UE
daqueles autorizados pela Constituição Federal de 1988, eis que observa interesse pessoal ao

IQ
invés do público.

NR
ADPF 964/DF, ADPF 965/DF, ADPF 966/DF, ADPF 967/DF, relatora Ministra Rosa Weber,

HE
julgamento finalizado em 10.5.2023. INFORMATIVO 1094.

LO
AU
É inconstitucional — por violar o pressuposto da dupla vacância, previsto para o modelo federal

4P
e cuja observância pelos estados-membros é obrigatória —, norma de Constituição estadual

20
que determina, em caso de vacância, eleição avulsa para o cargo de vice-governador pela

15
Assembleia Legislativa.

07
ADI 999/AL, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 23.6.2023 (sexta-feira),

19
às 23:59. INFORMATIVO 1100.

04
JO
É inconstitucional — por exorbitar os limites outorgados ao Presidente da República (CF/1988,
AU
AR

art. 84, IV) e vulnerar políticas públicas de proteção a direitos fundamentais — norma de
decreto presidencial, editado com base no poder regulamentar, que inova na ordem jurídica e
IA
RC

fragiliza o programa normativo estabelecido pela Lei 10.826/2003 (Estatuto do


GA

Desarmamento).
73316

ADI 6.119/DF, ADI 6.139/DF, ADI 6.466/DF, ADI 6.134 MC/DF, ADI 6.675 MC/DF, ADI 6.676
UE

MC/DF,
IQ
NR

ADI 6.677 MC/DF, ADI 6.680 MC/DF, ADI 6.695 MC/DF, DPF 581 MC/DF, ADPF 586 MC/DF,
HE

relatora Ministra Rosa Weber, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (sexta-feira), às 23:59.
INFORMATIVO 1102.
O
UL
PA

Os Estados possuem autonomia relativa na solução normativa do problema da dupla vacância


04

da Chefia do Poder Executivo, não estando vinculados ao modelo e ao procedimento federal


52

(art. 81, CF), mas tampouco pode desviar-se dos princípios constitucionais que norteiam a
71

73316

matéria, por força do art. 25 da Constituição Federal devendo observar:


90
1

(i) a necessidade de registro e votação dos candidatos a Governador e Vice-Governador por


04

meio de chapa única;


JO

(ii) a observância das condições constitucionais de elegibilidade e das hipóteses de


AU

inelegibilidade previstas no art. 14 da Constituição Federal e na Lei Complementar a que se


AR

refere o § 9º do art. 14;


IA
RC

(iii) que a filiação partidária não pressupõe a escolha em convenção partidária nem o registro
da candidatura pelo partido político;
GA

(iv) a regra da maioria, enquanto critério de averiguação do candidato vencedor, não se mostra
UE
IQ
NR

35
HE
O
UL
PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
afetada a qualquer preceito constitucional que vincule os Estados e o Distrito Federal.”

IA
RC
ADPF 969/AL, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 14.8.2023

GA
(segunda-feira), às 23:59. INFORMATIVO 1104.

UE
IQ
É inconstitucional — por ultrapassar a prerrogativa pautada na mera reorganização

NR
administrativa (CF/1988, art. 84, VI, “a” e “b”) e ofender o princípio da reserva legal (CF/1988,

HE
art. 48, X, c/c o art. 61, § 1º, II, “a”) — norma estadual que autoriza a transformação, mediante

LO
decreto ou outro ato normativo infralegal, de funções de confiança em cargos em comissão ou

AU
vice-versa.

4P
ADI 6.180/SE, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 14.8.2023 (segunda-

20
feira), às 23:59. INFORMATIVO 1104.

15
07
3. TESES COM REPERCUSSÃO GERAL - STF

19
04
TEMA 1326/2024:
JO
● AU
A iniciativa legislativa para definição de obrigações de pequeno valor para pagamento de
AR

condenação judicial não é reservada ao chefe do Poder Executivo.


IA
RC

● TEMA 1084/2023:
GA

73316
É constitucional a lei municipal que delega ao Poder Executivo a avaliação individualizada, para
fins de cobrança do IPTU, de imóvel novo não previsto na Planta Genérica de Valores, desde que
UE

fixados em lei os critérios para a avaliação técnica e assegurado ao contribuinte o direito ao


IQ
NR

contraditório.
HE

TEMA 0576/2019:
O


UL

O processo e julgamento de prefeito municipal por crime de responsabilidade (Decreto-lei


PA

201/67) não impede sua responsabilização por atos de improbidade administrativa previstos na
04

Lei 8.429/1992, em virtude da autonomia das instâncias.


52
71

TEMA 0371/2015:
90


1

Reveste-se de legitimidade jurídica a concessão, pelo Presidente da República, do benefício


04

constitucional do indulto (CF, art. 84, XII), que traduz expressão do poder de graça do Estado,
JO

mesmo se se tratar de indulgência destinada a favorecer pessoa que, em razão de sua


AU

73316

inimputabilidade ou semi-imputabilidade, sofre medida de segurança, ainda que de caráter


AR

pessoal e detentivo.
IA
RC

● TEMA 0835/2016:
GA

Para os fins do art. 1º, inciso I, alínea "g", da Lei Complementar 64, de 18 de maio de 1990,
alterado pela Lei Complementar 135, de 4 de junho de 2010, a apreciação das contas de prefeitos,
UE
IQ
NR

36
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O
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PA
19
04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
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Poder Executivo

AR
tanto as de governo quanto as de gestão, será exercida pelas Câmaras Municipais, com o auxílio

IA
RC
dos Tribunais de Contas competentes, cujo parecer prévio somente deixará de prevalecer por

GA
decisão de 2/3 dos vereadores.

UE
IQ
NR
HE
TAREFAS PARA O ESTUDO ATIVO

LO
AU
01. Qual a função típica e as funções atípicas do Poder Executivo?

4P
20
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04
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02. Diferencie: AU
Sistema Presidencialista Sistema Parlamentarista
AR
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NR
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PA

03. Qual o entendimento do STF sobre lei municipal que concede pensão especial mensal e
04

vitalícia a viúvas de ex-prefeitos?


52
71
90
1
04
JO
AU

04. Cite três atribuições do Presidente da República.


AR
IA
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DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
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Poder Executivo

AR
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RC
05. Quais as condições de elegibilidade para Presidente da República?

GA
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NR
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LO
AU
06. O que acontece em caso de impedimento ou vacância do cargo de Presidente da República?

4P
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07. O que é mandato-tampão? JO
AU
AR
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IQ

08. Quais os requisitos para ser Ministro de Estado?


NR
HE
O
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PA
04
52

09. Em quais situações os Ministros de Estado praticam crime de responsabilidade?


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1
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AR
IA

10. O que é o Conselho da República e quais suas competências?


RC
GA
UE
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DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
IA
RC
GA
11. Quais as competências do Conselho Nacional de Defesa?

UE
IQ
NR
HE
LO
AU
4P
12. Quem pode ser destituído através de impeachment?

20
15
73316

07
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JO
AU
13. Sucintamente, explique o procedimento de impeachment.
AR
IA
RC
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IQ
NR
HE
O
UL
PA

14. Governadores de Estado e do DF e Prefeitos podem ser valer da imunidade formal em relação
04
52

à prisão e à imunidade penal relativa?


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90
1
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JO
AU
AR

15. Procuradores do Estado, Procuradores da ALE, Defensores Públicos e Delegados de Polícia


IA
RC

têm foro por prerrogativa de função?


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NR

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04
DIREITO CONSTITUCIONAL

JO
AU
Poder Executivo

AR
IA
RC
GA
UE
16. É necessária autorização prévia para o STJ julgar Governador?

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4P
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