PEÇAS
PEÇAS
Obs.: o candidato não deve deixar de estudar a peça cobrada anteriormente, porque é
possível a repetição das peças. Além disso, têm preferência por ADI, mandado de
segurança e ação popular, isto é, são as peças mais cobradas na segunda fase de
direito constitucional.
Então, em primeiro lugar, mandado de segurança e ADI, pois já “caíram” oito vezes na
FGV. Ainda, “caiu” seis vezes a Ação popular; quatro vezes o Recurso extraordinário; duas
vezes a Ação comum; duas vezes o Recurso Ordinário Constitucional (ROC); duas vezes a
ADPF; uma vez a ação civil pública; uma vez a ADI por omissão (ADO); uma vez o habeas
data; uma vez o mandado de injunção coletivo; uma vez a apelação; uma vez a Reclamação
constitucional; uma vez a ADC.
5m
Por exemplo:
• Ação comum;
• Ação popular;
• Ação civil pública;
• Mandado de segurança;
• Mandado de segurança coletivo;
• Habeas data;
[Link] 1
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
• Mandado de injunção;
• Mandado de injunção coletivo;
• Habeas corpus;
• Parecer;
• Reclamação constitucional;
• Ação de impugnação de mandato eletivo;
• Ações do controle concentrado;
– ADI, ADC, ADO, ADPF.
Endereçamentos
10m
Existe uma regra que serve para ação popular, para ação comum e para ação
civil pública.
A regra:
• O próximo passo é saber quem faz parte da ação. Se a pessoa jurídica que faz parte da
ação estiver presente no artigo 109, I, da CF, isto é, se for a União; a autarquia fede-
ral; a empresa pública federal; a fundação pública federal, manda-se ao juízo federal.
O endereçamento fica ao juízo da Vara federal da sessão judiciária do estado […].
15m
• Se não fizer parte do artigo 109, I, da CF, e for uma pessoa jurídica de direito público,
por exemplo, os estados, os municípios, as autarquias, a fundação pública estadual
ou municipal, manda-se ao juízo estadual. O endereçamento fica ao juízo de direito
da Vara da fazenda pública da comarca […] do estado […].
20m
• Se for uma pessoa jurídica de direito privado, por exemplo, as empresas públicas
estaduais ou municipais, as sociedades de economia mista, federais, estaduais,
municipais, manda-se ao juízo estadual. O endereçamento fica ao juízo de direito
da Vara cível da comarca […] do estado […].
[Link] 2
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute Rocha.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
tura exclusiva deste material.
[Link] 3
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento e Ação Popular
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Petição Inicial
A base de todas as peças processuais se encontra no art. 319 do CPC. Esse disposi-
tivo é uma norma que estabelece os requisitos básicos para a petição inicial em um pro-
cesso judicial.
I – O inciso I define que se deve indicar o juízo a que é dirigida. Ou seja, significa que se
deve fazer o endereçamento.
II – Já o inciso II determina as qualificações, como os nomes, prenomes, estado civil,
existência de união estável, a profissão, o número de inscrição no CPF, Cadastro Nacional
de Pessoa Jurídica, endereço eletrônico, domicílio, residência etc. Ou seja, tem-se a defi-
nição da qualificação.
III – O inciso III define os fatos e os fundamentos jurídicos que as peças têm.
IV – O inciso IV determina os pedidos.
V – O dispositivo do inciso V estabelece como norma o valor da causa.
VI – Trata da produção de provas.
VII – O inciso VII define a conciliação/mediação.
Nesse caso, para realizar a peça processual, é necessário seguir esses requisitos
definidos pelo art. 319. Além disso, utiliza-se da lei específica se tiver, a depender do
tipo de peça.
[Link] 1
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento e Ação Popular
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Exemplo: habeas data – utiliza-se as bases do art. 319 do CPC e a Lei Específica n.
9.507/1997.
Ação Popular
Ela tem previsão no seguinte dispositivo:
10m
Art. 5º LXXIII: LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular
que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado
participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico
e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do
ônus da sucumbência;
Portanto, a primeira característica que o candidato deve saber é que a pessoa jurí-
dica não ajuíza uma ação popular, visto que somente o indivíduo que está em gozo dos
direitos e deveres políticos pode ajuizá-la.
Objeto: defender o interesse coletivo face à pratica de um ato ilegal e/ou lesivo ao
patrimônio e/ou moralidade administrativa, ao meio ambiente, patrimônio histórico
e cultura.
Como base, utiliza-se também a Lei n. 4.717/1965, bem como o art. 319 do CPC.
� Obs.: não há foro por prerrogativa na AÇÃO POPULAR. Isso porque ela está em
primeiro grau.
A prova da cidadania, para ingresso em juízo, será feita com o título eleitoral, ou com
documento que a ele corresponda.
Art. 2º São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no arti-
go anterior, nos casos de:
15m a) incompetência;
b) vício de forma;
c) ilegalidade do objeto;
d) inexistência dos motivos;
e) desvio de finalidade.
Parágrafo único. Para a conceituação dos casos de nulidade observar-se-ão as se-
guintes normas:
[Link] 2
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento e Ação Popular
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: o art. 2º é um dos mais importantes dispositivos para ação popular. Geralmente,
sempre é possível utilizá-los nas peças propostas pela banca FGV, segundo a
professora Ana Paula.
[Link] 3
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento e Ação Popular
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Art. 11. A sentença que, julgando procedente a ação popular, decretar a invalidade
do ato impugnado, condenará ao pagamento de perdas e danos os responsáveis
pela sua prática e os beneficiários dele, ressalvada a ação regressiva contra os fun-
cionários causadores de dano, quando incorrerem em culpa.
Art. 12. A sentença incluirá sempre, na condenação dos réus, o pagamento, ao au-
tor, das custas e demais despesas, judiciais e extrajudiciais, diretamente relaciona-
das com a ação e comprovadas, bem como o dos honorários de advogado.
Exemplo:
AO JUÍZO _____ DA VARA ______DA COMARCA_______DO ESTADO_______
(10 linhas)
NOME, estado civil, profissão, domicílio e residência, CPF e RG, endereço eletrônico,
título de eleitor (primeira especificidade da ação popular, promete que não se esquecerá
do TÍTULO DE ELEITOR, por favor?), por seu advogado, procuração em anexo, escritó-
rio na, vem perante Vossa Excelência com fulcro no artigo 5º, inciso LXXIII, da CRFB/88
c/c a Lei n. 4.717/65, propor AÇÃO POPULAR, com pedido de liminar (normalmente tem
pedido de liminar), contra... (colocar no polo passivo todo mundo que estiver envolvido
no caso, e qualificar um por um), ante os fatos e fundamentos jurídicos abaixo expostos:
25m
DO CABIMENTO
É cabível a ação popular, pois visa a proteção..., na forma da Lei n. 4.717/65 e do
artigo 5º, inciso LXXIII, da CRFB/88, vejamos:
Art. 5º... LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que
vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado par-
ticipe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e
cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do
ônus da sucumbência;
DA LEGITIMIDADE
Qualquer cidadão no pleno gozo de seus direitos políticos é parte legítima para propor
Ação Popular, logo (nome do cidadão) satisfaz plenamente o requisito da cidadania nos
termos do artigo 5º, inciso LXXIII, da CRFB/88 e artigo 1º da Lei Federal n. 4717/65.
_______ é legitimado passivo, pois foi o responsável.... Além do mais, _______ também
é legitimado passivo pois, são atribuídos os atos praticados por seus agentes na forma
do artigo 6º da Lei Federal n. 4.717/65.
[Link] 4
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento e Ação Popular
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DOS FATOS
Resumir
(faça isso no máximo em 6 linhas)
DO DIREITO
...
DA LIMINAR
A fumaça do bom direito está presente nos argumentos fáticos e jurídicos expostos
acima __________ (Coloque os artigos que foram violados).
O perigo da demora, por sua vez, consiste no risco de lesão, na medida em que
__________.
Assim, requer a concessão de liminar para (assegurar/sustar/suspender.) ____________
até decisão final.
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, requer a Vossa Excelência:
a) A confirmação da liminar para ____________, nos termos do artigo 5º, §4º da Lei n.
4.717/65; (Aqui você pede para assegurar/suspender/sustar, pois o pedido de anulação é
na procedência dos pedidos).
b) A procedência dos pedidos, para declarar a invalidade (ou nulidade) do ato impug-
nado ________________________________ (no caso concreto dizer qual foi o ato), conde-
nando ao pagamento de perdas e danos os responsáveis pela sua prática e os beneficiá-
rios dele, nos termos do artigo 11 da Lei n. 4.717/65; (Percebeu que é só copiar o artigo
11? Então para quê decorar?)
c) A citação dos réus para contestarem a ação, nos termos do artigo 7º, inciso I, alínea
a, da Lei n. 4.717/65;
d) A intimação do representante do Ministério Público, nos termos do artigo 7º, inciso
I, alínea a, da Lei n. 4.717/65;
e) A condenação dos réus, o pagamento, ao autor, das custas e demais despesas, judi-
ciais e extrajudiciais, diretamente relacionadas com a ação e comprovadas, bem como
o dos honorários de advogado, nos termos do artigo 12 da Lei n. 4.717/65; (só copiar o
artigo 12!!!!! Oba, que maravilha)
[Link] 5
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento e Ação Popular
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute Rocha.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela
leitura exclusiva deste material.
[Link] 6
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
AÇÃO POPULAR II
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, requer a V. Exa:
a) A designação de audiência prévia de conciliação ou mediação, de acordo com o Art.
319, inc. VII do CPC.
b) A confirmação da tutela de urgência para que seja assegurada a imediata inclusão do
autor no programa de bolsas, até a decisão final da presente ação.
c) A citação União e da Universidade particular para contestarem a ação.
d) A procedência do pedido para condenar os Réus a incluir o Autor, em definitivo, no pro-
grama de bolsas do Governo;
e) A condenação dos réus nos ônus da sucumbência, custas e honorários advocatícios.
f) A produção de todos os meios de prova em direito admitidas, especialmente a pericial
e testemunhal
g) A juntada dos documentos em anexo.
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Como o texto informou que era especialmente a pericial e testemunhal, é válido que
também se coloque. No entanto, não foi pontuado, porém, tecnicamente, seria ideal men-
ciona-los. Quando ao valor da causa de R$ 80 mil, perceba que esse corresponde a R$ 20
mil por ano multiplicado por quatro anos.
AÇÃO POPULAR
Primeiramente, é importante frisar que a ação popular, muito cobrada pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV), tem uma forma de estrutura muito semelhante à da ação comum.
Contudo, o objeto totalmente diferente, logo, não é possível confundir uma ação comum com
uma ação popular. No caso da ação popular, o objeto é bem definido, uma vez que ela visa
anular ato lesivo ao patrimônio público, a um meio ambiente, a moralidade. Por outro lado, no
mandado de segurança individual ou uma ação comum, que tem interesse individual. A ação
popular é algo para toda a coletividade.
5m
Constituição Federal
Art. 5º, LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa,
ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé,
isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
Ao mencionar “qualquer cidadão”, o Art. 5º, inc. LXXIII da Constituição Federal está se
referindo a Súmula 365 do Supremo Tribunal Federal (STF), a qual define que pessoa jurí-
dica não tem legitimidade para propor ação popular. Portanto, na ação popular, somente o
cidadão pode propor esta ação. Nesse sentido, o cidadão pode ser tanto o brasileiro nato,
quanto o brasileiro naturalizado, ambos que estejam em pleno gozo de seus direitos políticos.
Súmula 365 do Supremo Tribunal Federal (STF): Pessoa jurídica não tem legitimi-
•
dade para propor ação popular;
Outro detalhe, analfabetos, maiores de 70 anos e quem tem entre 16 e 18 anos podem
ajuizar a ação popular. Segundo a maioria da doutrina, esses indivíduos também podem
ajuizar ação popular. Além disso, é preciso compreender a situação em relação aos portu-
gueses. Nesse caso, se os portugueses estiverem alistados e houver reciprocidade com os
brasileiros equiparadas em Portugal, poderão também apresenta-las. Esse tema, em geral,
é cobrado em prova objetiva, mas não na peça.
10m
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
A palavra “anular” citada no Art. 5º, inc. LXXIII da Constituição Federal, fará parte da
procedência dos pedidos. Nessa etapa, o candidato deve escrever “A procedência dos pedi-
dos para anular ato lesivo a moralidade”, se o caso envolver moralidade. Já se envolver
meio ambiente, deve-se escrever “A procedência dos pedidos para anular ato lesivo ao meio
ambiente”, bem como se o ato violar o patrimônio. Observe que o Art. 5º, inc. LXXIII, já apre-
senta qual o objeto da ação popular, sendo fácil de se identificar no momento da prova.
• Lei n. 4.717/1965;
Na sequência, o candidato deve abordar a Lei n. 4.717/1965 no que tange a ação popular.
Objeto
Defender o interesse coletivo face à pratica de um ato ilegal e/ou lesivo ao patrimônio e/
ou moralidade administrativa, ao meio ambiente, patrimônio histórico e cultural.
Esteja atento, pois o objeto da ação popular é defender o interesse coletivo, ou seja, não
há relação algumas com o objeto da ação comum. Vale recordar que a ação comum está vin-
culada a perdas e danos, a uma indenização, a uma ação de cobrança e uma reintegração.
Diferentemente da ação popular, que tem interesse coletivo e público, por exemplo, atos que
estão lesionando meio ambiente ou destruindo o patrimônio público. Nesse caso, o cidadão
propõe uma ação popular.
Súmula 101 do Supremo Tribunal Federal (STF): Mandado de segurança não subs-
•
titui a ação popular.
Sempre que se tratar de pessoa jurídica, lembre-se da Súmula 101 do STF, a qual esta-
belece que mandado de segurança não substitui a ação popular. No que diz respeito a ação
popular, vale frisar que ela não é encaminhada diretamente par ao STF, Tribunal de Justiça,
Tribunal Regional Federal ou Supremo Tribunal Federal (STF). Sendo assim, o endereça-
mento da ação popular é o mesmo da ação comum. Ao observar o Art. 109, se a União está
no polo, por exemplo, segue para a Justiça Federal. Enquanto isso, se o estado ou município
está no polo, será encaminhado para a Vara da Fazenda Pública, ou seja, juiz de direito.
15m
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Atenção ao próximo ponto que, provavelmente, não será cobrado na peça, porém, even-
tualmente, pode apesar na prova objetiva. Lembre-se que a ação popular é em primeiro grau,
ou seja, Vara Federal, Vara da Fazenda Pública ou Vara Cível. Contudo, em alguma questão
pode aparecer uma exceção, a qual está disposta no Art. 102, inc. I, alínea ‘n’ da Constitui-
ção Federal.
Conforme o dispositivo, compete ao STF julgar a ação popular na ação em que todos
os membros da magistratura sejam, direta ou indiretamente, interessados. E ainda, naquela
em que mais da metade dos membros do tribunal de origem esteja impedido, ou seja, direta-
mente ou indiretamente, interessados.
A segunda exceção está prevista no Art. 102, inc. I, alínea ‘f’ da Constituição Federal. O
dispositivo prevê que será julgada no STF as causas e os conflitos entre a União e os esta-
dos, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive, a respectivas entidades da
administração indireta. Apesar de existir as duas exceções, é pouco provável que elas sejam
cobradas em concurso. Assim, sempre que se tratar de ação popular, lembre-se que é pri-
meiro grau, desde que não haja um dos conflitos previsto no Art. 102 da Constituição Federal.
Para fazer uma ação popular, o candidato deve ter conhecimento sobre o Art. 319 do
CPC e a Lei n. 4.717/1965. Nesse contexto, a prova da cidadania é detalhada no Art. 1º, §
3º da Lei n. 4.717/1965. Lembre-se que o endereçamento e a qualificação são estruturados
da mesma forma que são feitas na ação comum. Todavia, a única diferença é que necessita
incluir o título de eleitor na qualificação.
20m
Art. 2º São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior,
nos casos de:
a) incompetência;
b) vício de forma;
c) ilegalidade do objeto;
d) inexistência dos motivos;
e) desvio de finalidade.
Parágrafo único. Para a conceituação dos casos de nulidade observar-se-ão as seguintes normas:
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
a) a incompetência fica caracterizada quando o ato não se incluir nas atribuições legais do agente
que o praticou;
b) o vício de forma consiste na omissão ou na observância incompleta ou irregular de formalidades
indispensáveis à existência ou seriedade do ato;
c) a ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em violação de lei, regulamento
ou outro ato normativo;
d) a inexistência dos motivos se verifica quando a matéria de fato ou de direito, em que se funda-
menta o ato, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido;
e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele
previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência.
Observe que o Art. 2º, alínea ‘a’, da Lei n. 4.717/1965, define o conceito de incompetên-
cia, assim como o Art. 2º, alínea ‘a’, discorre sobre o vício de forma. Um exemplo de vício de
forma é quando havia a necessidade de fazer licitação, mas não foi feita. Nesse sentido, é
fundamental salientar que, sempre que o candidato for fazer uma ação popular, é essencial
colocar dois vícios dos que estão previstos no Art. 2º da Lei n. 4.717/1965. Portanto, na fun-
damentação jurídica sempre será necessário mencionar no mínimo dois vícios.
Para fins de prova, geralmente, os pontos cobrados são a ilegalidade do objeto e o desvio
de finalidade, a qual deve ser pública. Por exemplo, o prefeito está querendo se auto promo-
ver, logo, há um desvio de finalidade. Posteriormente, discorrendo sobre o tema e correla-
cionando com o caso concreto, ao fim, é preciso escrever que são nulos os atos lesivos ao
patrimônio, quando existe, por exemplo, ilegalidades do objeto, desvio de finalidade ou qual-
quer um dos outros vícios mencionados no Art. 2º da Lei n. 4.717/1965.
25m
Art. 5º, § 4º Na defesa do patrimônio público caberá a suspensão liminar do ato lesivo impugnado.
Vale recordar que em todas as outras peças colocam-se “da liminar”. Nesse sentido, per-
ceba que refere-se a mesma coisa que a tutela de urgência, mas, tecnicamente, o ideal colo-
car em todas as outras “liminar”. Já na ação comum, tutela de urgência. E ainda, a estrutura
da liminar é o mesmo da tutela de urgência, porém, nesse caso, acrescenta-se a fumaça do
bom direito e o perigo na demora.
Art. 6º A ação será proposta contra as pessoas públicas ou privadas e as entidades referidas no
Art. 1º, contra as autoridades, funcionários ou administradores que houverem autorizado, aprova-
do, ratificado ou praticado o ato impugnado, ou que, por omissas, tiverem dado oportunidade à
lesão, e contra os beneficiários diretos do mesmo.
§ 3º A pessoas jurídica de direito público ou de direito privado, cujo ato seja objeto de impugnação,
ANOTAÇÕES
5 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
poderá abster-se de contestar o pedido, ou poderá atuar ao lado do autor, desde que isso se afigu-
re útil ao interesse público, a juízo do respectivo representante legal ou dirigente.
Art. 7º A ação obedecerá ao procedimento ordinário, previsto no Código de Processo Civil, obser-
vadas as seguintes normas modificativas:
I – Ao despachar a inicial, o juiz ordenará:
a) além da citação dos réus, a intimação do representante do Ministério Público;
b) a requisição, às entidades indicadas na petição inicial, dos documentos que tiverem sido referi-
dos pelo autor (Art. 1º, § 6º), bem como a de outros que se lhe afigurem necessários ao esclareci-
mento dos fatos, ficando prazos de 15 (quinze) a 30 (trinta) dias para o atendimento.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
6 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
d) a inexistência dos motivos se verifica quando a matéria de fato ou de direito, em que se funda-
menta o ato, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido;
e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele
previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência.
Art. 5º, § 4º Na defesa do patrimônio público caberá a suspensão liminar do ato lesivo impugnado.
Art. 6º A ação será proposta contra as pessoas públicas ou privadas e as entidades referidas no
Art. 1º, contra as autoridades, funcionários ou administradores que houverem autorizado, aprova-
do, ratificado ou praticado o ato impugnado, ou que, por omissas, tiverem dado oportunidade à
lesão, e contra os beneficiários diretos do mesmo.
§ 3º A pessoas jurídica de direito público ou de direito privado, cujo ato seja objeto de impugnação,
poderá abster-se de contestar o pedido, ou poderá atuar ao lado do autor, desde que isso se afigu-
re útil ao interesse público, a juízo do respectivo representante legal ou dirigente.
É comum que os candidatos esqueçam, no momento de fazer uma ação popular, do Art.
6º da Lei n. 4.717/1965. Percebam que o caput do dispositivo trata sobre o polo passivo e da
legitimidade passiva. Já quanto ao Art. 6º, § 3º, suponha que há uma lesão ao meio ambiente
no município de Goiânia. Nessa situação, é necessário colocar como polo passivo o municí-
pio, porém, Goiana também. Por essa razão, há o Art. 6º, § 3º, assim, se o município desejar,
ele poderá atuar ao lado do autor.
Art. 7º A ação obedecerá ao procedimento ordinário, previsto no Código de Processo Civil, obser-
vadas as seguintes normas modificativas:
I – Ao despachar a inicial, o juiz ordenará:
a) além da citação dos réus, a intimação do representante do Ministério Público;
b) a requisição, às entidades indicadas na petição inicial, dos documentos que tiverem sido referi-
dos pelo autor (Art. 1º, § 6º), bem como a de outros que se lhe afigurem necessários ao esclareci-
mento dos fatos, ficando prazos de 15 (quinze) a 30 (trinta) dias para o atendimento.
IV – O prazo de contestação é de 20 (vinte) dias, prorrogáveis por mais 20 (vinte), a requerimento
do interessado, se particularmente difícil a produção de prova documental, e será comum a todos
os interessados, correndo da entrega em cartório do mandado cumprido, ou, quando for o caso, do
decurso do prazo assinado em edital.
Note que o Art. 7º, inc. I, alínea ‘a’ da Lei n. 4.717/1965, já menciona que há a intimação
do Ministério Público.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Art. 11. A sentença que, julgando procedente a ação popular, decretar a invalidade do ato impug-
nado, condenará ao pagamento de perdas e danos os responsáveis pela sua prática e os bene-
ficiários dele, ressalvada a ação regressiva contra os funcionários causadores de dano, quando
incorrerem em culpa.
Esteja atento aos Arts. 11 e 12, sendo que o Art. 11 pode se copiado na procedência dos
pedidos. Por exemplo, o candidato pode escrever: “A procedência dos pedidos para decretar
invalidade do ato impugnado”, porém, a professora prefere que seja “A procedência dos pedi-
dos para decreta nulidade do ato impugnado”. Lembrando que ao mencionar o ato impug-
nado, está se referindo a unidade ato lesivo, por exemplo, ao meio ambiente. E na sequência,
copie também o restante do dispositivo.
Art. 12. A sentença incluirá sempre, na condenação dos réus, o pagamento, ao autor, das custas e
demais despesas, judiciais e extrajudiciais, diretamente relacionadas com a ação e comprovadas,
bem como o dos honorários de advogado.
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
No que diz respeito a ação popular, é essencial não se esquecer da citação da pessoa
jurídica lesada, isto é, do ente, bem como da liminar que, nesse caso, normalmente, tem.
Outro detalhe fundamental é do cabimento e da legitimidade. Lembre-se que a ação popular
visa defender interesses coletivos face à ato legal ou lesivo ao patrimônio, a moralidade, ao
meio ambiente, etc.
Vale ressaltar que, na ação popular, o endereçamento é igual como na ação comum,
podendo ser na Vara Federal, da Fazenda Pública ou Cível. Além disso, não se esqueça
de colocar todas as pessoas que estiverem envolvidas as vezes. Em alguns casos de ação
popular, é necessário qualificar cinco ou seis pessoas, portanto, todos os relacionados com
o caso, devem ser mencionados.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
É fundamental citar o título de eleitor que, geralmente, valerá meio ponto na prova.
Enquanto isso, para definir a competência, é preciso observar o ente. Por exemplo, se a
União está no polo, será Justiça Federal, mas se os municípios e estados estiverem no polo,
será Vara da Fazenda Pública.
É necessário ter muita atenção com os Arts. 11 e 12 da Lei n. 4.717/1965. Vale citar que
ainda é preciso haver a citação dos réus para contestar. No Direito, deve-se citar, ao menos,
dois vícios do Art. 2º. Lembre-se também que é preciso intimar o Ministério Público e que a
ação popular começa em primeiro grau e, posteriormente, da sentença caberá a apelação.
Por fim, a ação popular é proposta por cidadão, ou seja, pessoa física que está em pleno
gozo dos seus direitos políticos.
AÇÃO POPULAR
Vamos aprender a fazer uma ação popular?
1. (XXVIII) A sociedade empresária K, concessionária do serviço de manutenção de uma
estrada municipal, na qual deveria realizar investimentos sendo remunerada com o
valor do pedágio pago pelos usuários do serviço, decidiu ampliar suas instalações de
apoio. Após amplos estudos, foi identificado o local que melhor atenderia às suas ne-
cessidades. Ato contínuo, os equipamentos foram alugados e foi providenciado o cerco
do local com tapumes. De imediato, foi fixada a placa, assinada por engenheiro respon-
sável, indicando a natureza da obra a ser realizada e a data do seu início, o que ocorre-
ria trinta dias depois, prazo necessário para a conclusão dos preparativos. João da Sil-
va, usuário da rodovia e candidato ao cargo de deputado estadual no processo eleitoral
que estava em curso, ficou surpreso com a iniciativa da sociedade empresária K, pois
era público e notório que o local escolhido era uma área de preservação ambiental per-
manente do Município Alfa. Considerando esse dado, formulou requerimento, dirigido
à concessionária, solicitando que a obra não fosse realizada. A sociedade empresária
K indeferiu o requerimento, sob o argumento de que o local escolhido fora aprovado
pelo Município, que concedeu a respectiva licença, assinada pelo prefeito Pedro dos
Santos, permitindo o início das obras. O local, ademais, era o que traria maiores bene-
fícios aos usuários. João da Silva, irresignado com esse estado de coisas, contratou
seus serviços, como advogado(a). Ele afirmou que quer propor uma ação judicial para
que seja declarada a nulidade da licença concedida e impedida a iminente realização
das obras no local escolhido, que abriga diversas espécies raras da flora e da fauna
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
É importante salientar que, nem sempre, a questão irá especificar que é um cidadão. Ela
pode mencionar que se trata de um candidato ao cargo de deputado estadual ou até mesmo
o deputado federal. Nessa situação, já se sabe que ele é um cidadão, porque é uma condição
intrínseca ao cargo ter título eleitoral. Isto é, para ser votado, precisa votar. Sendo assim, já
se tem conhecimento de que João da Silva é um cidadão.
10m
Ao mencionar “era público e notório que o local escolhido era uma área de preserva-
ção ambiental permanente do Município Alfa”, já se define o tema da peça. Portanto, o pri-
meiro passo é identificar em que parte da Constituição Federal é abordado o assunto meio
ambiente. Perceba que o texto induz o candidato a pensar que o que está ocorrendo está
correto, no entanto, não está, uma vez que viola o meio ambiente. Note também que João
da Silva deseja que “seja declarada a nulidade da licença concedida e impedida a iminente
realização das obras no local escolhido”, ou seja, uma liminar.
Nesse caso, esteja atento, pois a primeira etapa corresponde ao endereçamento. A hipó-
tese apresentada está acontecendo em um município e não há envolvimento da União, de
uma autarquia federal ou de empresa pública federal. Logo, não é competência da Justiça
federal. Nesse ponto, a prova admite a Vara da Fazenda Pública e Vara Cível, ou seja, Jus-
tiça Estadual. Tecnicamente, o ideal seria colocar Vara da Fazenda Pública, porque envolve
o município que é pessoa jurídica de direito público. A mesma recomendação serve para
quando se tratar dos estados e das autarquias estaduais no polo passivo. De qualquer forma,
se colocar uma das duas, estará correto o endereçamento.
JOÃO DA SILVA, estado civil, profissão, domicílio e residência, CPF e RG, endereço
eletrônico, título de eleitor, por seu advogado, procuração em anexo, escritório na, vem
perante Vossa Excelência com fulcro no Art. 5º, inc. LXXIII, da Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988 c/c a Lei n. 4.717/1965, propor ação popular, com pedido
de liminar, contra Pedro dos Santos, prefeito do Município Alfa, estabelecido na..., contra o
ANOTAÇÕES
5 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Município Alfa, pessoa jurídica de direito público interno, CNPJ, com sede na... e a Socie-
dade Empresária, pessoa jurídica de direito privado, CNPJ, com sede na... pelos fatos e
fundamentos jurídicos abaixo expostos:
ATENÇÃO
No endereçamento, não se deve mencionar somente a Lei n. 4.717/1965, é preciso tam-
bém citar o Art. 5º, inc. LXXIII, da Constituição Federal de 1988.
Em relação a Pedro dos Santos, não é necessário detalhar CPF, RG, estado civil.
Basta escrever: “Pedro dos Santos, prefeito do Município Alfa, estabelecido na...”. Como a
peça menciona “sociedade empresária K”, no endereçamento, é ideal também escrever da
mesma forma.
Perceba que, na ação popular, deve-se colocar todos no polo passivo, ou seja, quem se
beneficiou, bem como quem praticou o ato lesivo. Quanto a qualificação, essa é bastante sim-
ples e não é necessário repetir estado civil, profissão, domicílio, residência de todos. Nesse
caso, o relevante é saber todos os que estão envolvidos nessa lesão ao meio ambiente.
DO CABIMENTO
É cabível a ação popular, pois visa anular ato lesivo ao patrimônio público, da morali-
dade e do meio ambiente na forma da Lei n. 4.717/1965 e do Art. 5º, inc. LXXIII, da Consti-
tuição da República Federativa do Brasil de 1988:
“Art. 5º (...) LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular
ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade adminis-
trativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada
má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
ANOTAÇÕES
6 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Outra parte específica da ação popular é do cabimento, sendo que, a partir desse
momento, todas as outras ações, devem ser abertas do cabimento. Nesse sentido, a profes-
sora recomenda que não faça enumeração dos títulos para não se confundir. Perceba que
é do cabimento, pois é cabível ação popular. Logo, nesse ponto, se discorre mencionando o
Art. 5º, inc. LXXIII da Constituição Federal ou a Lei n. 4.717/1965.
Nessa hipótese, no cabimento, seria possível escrever somente lesivo ao meio ambiente.
Contudo, se houver alguma dúvida, por exemplo, pode ser que também viole o patrimônio
público ou a moralidade, consequentemente, pode-se escrever: “ato lesivo ao patrimônio
público, da moralidade e do meio ambiente”. Além disso, na forma da Lei n. 4.717/1965, é
possível ainda copiar o Art. 5º, se desejar.
20m
DA LEGITIMIDADE
ATENÇÃO
É de extrema importância estar atento a legitimidade, pois muitos candidatos não sabem
fazer e, atualmente, essa parte vale um ponto e meio quando a prova aborda ação popular.
Nesse sentido, é essencial que o candidato explique porque aquele cidadão é parte legíti-
ma para propor a ação popular e esclarecer ainda porque os demais estão no polo passivo.
Note que esse detalhamento deve ser feito um por um.
A legitimidade ativa de João da Silva decorre do fato de ser cidadão conforme dispõe o
Art. 5º, inc. LXXIII, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e o Art. 1º,
caput, da Lei n. 4.717/1965, qualidade intrínseca à sua condição de candidato ao cargo de
Deputado Estadual.
A Legitimidade passiva do prefeito Pedro dos Santos decorre do fato de ter concedido a
licença de construção nos termos da Lei n. 4.717/1965, Art. 6º, caput.
A Legitimidade passiva do Município Beta por se almejar obstar os efeitos de uma licença
que concedeu por intermédio do prefeito nos termos do Art. 6º, § 3º, da Lei n. 4.717/1965.
Por fim, a legitimidade passiva da sociedade empresária K pelo fato de ser a beneficiária
da licença concedida nos termos do Art. 6º, caput, da Lei n. 4.717/1965.
ANOTAÇÕES
7 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Nesse caso, sabe-se que João da Silva é cidadão, porque é candidato ao cargo de depu-
tado estadual. Caso não houve essa especificação, a banca deveria mencionar na peça que
ele é um cidadão, para que não gere algum tipo de problema, como ter a possibilidade de
ser outra peça. Relembre que ser cidadão é uma condição intrínseca a candidatura de um
cargo político.
Analise o segundo parágrafo, foi mencionado que a legitimidade passiva de Pedro dos
Santos deve pelo fato de ter concedido a licença de construção. Observe que o texto base
informa que foi Pedro dos Santos que concedeu a licença de construção nos termos da Lei
n. 4.717/1965, Art. 6º, caput. Logo, ele praticou um ato lesivo.
O próximo passo é iniciar um novo parágrafo para discorrer sobre a legitimidade do muni-
cípio. Vale enfatizar que o Art. 6º, § 3º, da Lei n. 4.717/1965, estabelece que se o município
ou o ente desejar, ele poderá atuar ao lado do autor. Por fim, não é suficiente apenas escre-
ver que “É parte legítima o município, a sociedade empresária e também Pedro dos Santos”.
Portanto, é necessário especificar um por um.
DOS FATOS
(Daquele jeito, só resumir o enunciado).
Nos fatos, deve-se escrever entre cinco a seis linhas, pois, geralmente, a banca não se
foca para os fatos.
25m
DO DIREITO
A licença concedida pelo Prefeito Pedro dos Santos é lesiva ao meio ambiente, porque o
local abriga uma área de preservação ambiental permanente do Município Alfa, sendo cabí-
vel a sua anulação conforme o Art. 5º, inc. LXXIII, da Constituição da República Federativa
do Brasil de 1988 ou Lei n. 4.717/1965, Art. 2º, parágrafo único, alínea ‘c’.
Além do mais, não merece ser acolhido o argumento de que o possível benefício dos usu-
ários justifica a lesão ao meio ambiente, pois os atos do poder concedente e do concessio-
nário devem ser praticados em harmonia com a sua proteção, nos termos do Art. 225, caput,
da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
Mas não é só isso, a proteção ao meio ambiente deve ser observada no âmbito da ativi-
dade econômica, conforme dispõe o Art. 170, inc. VI, da Constituição da República Federa-
tiva do Brasil de 1988.
ANOTAÇÕES
8 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Vale frisar que, do direito, a fundamentação jurídica segue a mesma forma de qualquer
outra ação, porque envolve o direito material.
DO PEDIDO DE LIMINAR
A fumaça do bom direito está presente nos argumentos fáticos e jurídicos expostos acima,
decorrendo da flagrante ilegalidade da licença de construção, violando o Art. 5º, inc. LXXIII,
225, 170, inc. VI, e 37 caput da Constituição Federal de 1988.
O perigo da demora decorre da iminência de serem causados danos irreversíveis ao meio
ambiente, considerando as raras espécies da fauna e da flora silvestre existentes no local.
Requer a concessão da liminar, para impedir que a sociedade empresária K inicie as
obras no local.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
9 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
AÇÃO POPULAR IV
DO DIREITO
A licença concedida pelo Prefeito Pedro dos Santos é lesiva ao meio ambiente, porque o
local abriga uma área de preservação ambiental permanente do Município Alfa, sendo cabí-
vel a sua anulação conforme o Art. 5º, inc. LXXIII, da Constituição da República Federativa
do Brasil de 1988 ou Lei n. 4.717/1965, Art. 2º, parágrafo único, alínea ‘c’.
Além do mais, não merece ser acolhido o argumento de que o possível benefício dos usu-
ários justifica a lesão ao meio ambiente, pois os atos do poder concedente e do concessio-
nário devem ser praticados em harmonia com a sua proteção, nos termos do Art. 225, caput,
da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
Mas não é só isso, a proteção ao meio ambiente deve ser observada no âmbito da ativi-
dade econômica, conforme dispõe o Art. 170, inc. VI, da Constituição da República Federa-
tiva do Brasil de 1988.
Ademais, a licença concedida afrontou a concepção mais ampla de legalidade, prevista
no Art. 37, caput, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
Por fim, a sociedade empresária K, enquanto concessionária do serviço público, não
deve causar danos ao meio ambiente, ainda que amparada por um ato estatal que nitida-
mente o permita.
Nesse caso, o candidato poderia especificar mais relatando que existe uma ilegalidade do
objeto e copiar o conceito disposto no Art. 2º, parágrafo único, alínea ‘c’ da Lei n. 4.717/1965.
Observe que se o candidato apenas mencionar o artigo, o examinador não irá ler o disposi-
tivo. Portanto, escreva, por exemplo: “Tendo em vista que, sendo cabível a sua anulação e
que há uma ilegalidade do objeto” e copie o conceito de ilegalidade do objeto.
Em relação ao segundo parágrafo, é fundamental frisar que o candidato deve rebater
todo os pontos do texto. Nessa situação, lembre-se que o texto apresentava como argumento
o benefício dos usuários. Assim, o candidato preciso encontrar uma forma para argumentar
sobre isso. Por exemplo, se a banca sempre tem razão e afirma que justifica esse benefício
aos usuários, o candidato defende o contrário, ou seja, que não justifica. Para isso, o candi-
dato deve mencionar um artigo ou um princípio.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DO PEDIDO DE LIMINAR
A fumaça do bom direito está presente nos argumentos fáticos e jurídicos expostos acima,
decorrendo da flagrante ilegalidade da licença de construção, violando o Art. 5º, inc. LXXIII,
225, 170, inc. VI, e 37 caput da Constituição Federal de 1988.
O perigo da demora decorre da iminência de serem causados danos irreversíveis ao meio
ambiente, considerando as raras espécies da fauna e da flora silvestre existentes no local.
Requer a concessão da liminar, para impedir que a sociedade empresária K inicie as
obras no local.
Vale ressaltar que a liminar será praticamente a mesma coisa da tutela de urgência, alte-
rando apenas o nome. Nesse ponto, o candidato precisa abordar a fumaça do bom direito e
o perigo da demora. Nesse caso, ao tratar da fumaça do bom direito, é necessário também
citar os principais artigos que foram violados. Quanto ao perigo da demora, lembre-se que a
própria peça faz essa menção, ou seja, está no próprio texto.
Sendo assim, o texto é idêntico ao da tutela de urgência. Logo, se o candidato sabe fazer
tutela de urgência, ele também consegue fazer um liminar, uma vez que a forma de ambas é
a mesma. Por exemplo, houve casos em que uma ação popular que coloca tutela de urgência
ou a banca aceitou liminar. Nesse ponto, note que o correto é colocar liminar e, somente na
ação comum, que será tutela de urgência.
Esteja atento, pois não basta apenas citar que está presente a fumaça do bom direito e o
perigo da demora. É essencial explicar porque elas estão presentes, abordar os argumentos
fáticos e jurídicos que foram demonstrados na fundamentação jurídica, afirmando que houve
violação ao meio ambiente. Enquanto isso, o perigo da demora corresponde ao fato de que
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
as obras serão iniciadas naquele local, o que causará danos irreversíveis ao meio ambiente.
Portanto, o candidato deve escrever “Por isso, Vossa Excelência, quero urgentemente que
impeça a sociedade empresária inicie as obras no local”.
No que diz respeito aos pedidos definitivos, perceba que é estruturada praticamente da
mesma forma como na ação comum. No item ‘b’, já é diferente, pois a intimação é do Minis-
tério Público. Porém, não há necessidade de decorar, pois o Art. 7º, inc. I, alínea ‘a’, da Lei n.
4.717/1965, já define essa especificação. Além disso, no item ‘c’, o candidato precisa escre-
ver a confirmação, assim como na ação comum.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Outro ponto importante e o que mais pontua é a procedência dos pedidos. Nessa etapa,
considerando esse exemplo, é preciso abordar o previsto no Art. 11 da Lei n. 4.717/1965 e
explicar de acordo com o caso concreto que se deseja. E ainda, copie o trecho final pedindo
a condenação em perdas e danos.
10m
Na sequência, deve-se copiar o Art. 12 da Lei n. 4.717/1965, porém, é possível também
fazer da forma como na ação comum. Ou seja, o candidato pode escrever: “A condenação
dos réus e no ônus da sucumbência, notadamente honorários advocatícios e custos proces-
suais”. Quem decide é o candidato, a professora afirma que tem preferência em escrever
conforme a Lei n. 4.717/1965, porque ela é específica. Independente da forma que escolher,
a pontuação será dada da mesma forma.
Quanto aos itens ‘g’ e ‘f’, ambos também estão na ação comum, no entanto, nesse caso,
deve-se colocar nos documentos o título de eleitor. Desse modo, se o candidato não recordar
como se estrutura uma ação popular, a recomendação é fazer de uma forma parecida com a
ação comum. Assim, ele conseguirá uma boa nota, uma vez que não muito o que diferenciar
de uma para outra.
Por exemplo, a qualificação e o endereçamento são escritos da mesma maneira, con-
tudo, na qualificação, a diferença é o título de eleitor. É preciso estar atento a legitimidade,
pois a banca costuma trata-la na ação popular. Em relação aos fatos, também é feito um
resumo dos fatos, os quais não são pontuados. Quanto ao direito, isso dependerá do direito
material e, dos pedidos, é praticamente idêntico.
Com isso, perceba que ambas são muito semelhantes. Vale citar que, na ação popular,
o candidato irá incluir, por exemplo, a intimação do Ministério Público, porque a própria Lei
n. 4.717/1965 estabelece dessa forma. Nesse sentido, também é importante frisar que o que
muda um pouco é o mandado de segurança, assim como a habeas data.
ATENÇÃO
Para fazer o exercício, não se baseie no modelo apresentado. Faça e tente observar o que
poderia ser mencionado, qual artigo da Constituição Federal ou de outra lei poderia ser
tratado. Depois, faça a correção de acordo com o modelo apresentado. O exercício é uma
peça do Exame XXXI.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. (XXXI) Como parte das iniciativas de modernização que vêm sendo adotadas no plano
urbanístico do Município Beta, bem sintetizadas no slogan “Beta rumo ao século XXII”,
o prefeito municipal João determinou que sua assessoria realizasse estudos para a
promoção de uma ampla reforma dos prédios em que estão instaladas as repartições
públicas municipais. Esses prédios, localizados na região central do Município, formam
um belo e importante conjunto arquitetônico do século XVIII, tendo sua importância no
processo evolutivo da humanidade reconhecida por diversas organizações nacionais e
internacionais, tanto que tombados.
A partir desses estudos, foi escolhido o projeto apresentado por um renomado arquiteto
modernista, que substituiria as fachadas originais de todos os prédios, as quais passa-
riam a ser compostas por estruturas mesclando vidro e alumínio. Concluída a licitação,
o Município Beta, representado pelo prefeito municipal, celebrou contrato administrativo
com a sociedade empresária WW, que seria responsável pela realização das obras de
reforma, o que foi divulgado em concorrida cerimônia.
No dia seguinte à referida divulgação, Joana, cidadã brasileira, atuante líder comuni-
tária e com seus direitos políticos em dia, formulou requerimento administrativo soli-
citando a anulação do contrato, o qual foi indeferido pelo prefeito municipal João, no
mesmo dia em que apresentado, sob o argumento de que a modernização dos prédios
indicados fora expressamente prevista na Lei municipal n. XX/2019, que determinara o
rompimento com uma tradição que, ao ver da maioria dos munícipes, era responsável
pelo atraso civilizatório do Município Beta.
Muito preocupada com o início das obras, já que a primeira fase consistiria na demo-
lição parcial das fachadas, de modo que pudessem receber os novos revestimentos,
Joana procurou você, como advogado(a), para que elabore a petição inicial da
medida judicial cabível, com o objetivo de preservar o patrimônio histórico e cul-
tural descrito acima, evitando-se lesão a este importante conjunto arquitetônico.
(Valor: 5,00)
15m
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
ANOTAÇÕES
5 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
AÇÃO POPULAR IV
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. (XXXI) Como parte das iniciativas de modernização que vêm sendo adotadas no plano
urbanístico do Município Beta, bem sintetizadas no slogan “Beta rumo ao século XXII”,
o prefeito municipal João determinou que sua assessoria realizasse estudos para a
promoção de uma ampla reforma dos prédios em que estão instaladas as repartições
públicas municipais. Esses prédios, localizados na região central do Município, formam
um belo e importante conjunto arquitetônico do século XVIII, tendo sua importância no
processo evolutivo da humanidade reconhecida por diversas organizações nacionais e
internacionais, tanto que tombados.
A partir desses estudos, foi escolhido o projeto apresentado por um renomado arquiteto
modernista, que substituiria as fachadas originais de todos os prédios, as quais passa-
riam a ser compostas por estruturas mesclando vidro e alumínio. Concluída a licitação,
o Município Beta, representado pelo prefeito municipal, celebrou contrato administrativo
com a sociedade empresária WW, que seria responsável pela realização das obras de
reforma, o que foi divulgado em concorrida cerimônia.
No dia seguinte à referida divulgação, Joana, cidadã brasileira, atuante líder comuni-
tária e com seus direitos políticos em dia, formulou requerimento administrativo soli-
citando a anulação do contrato, o qual foi indeferido pelo prefeito municipal João, no
mesmo dia em que apresentado, sob o argumento de que a modernização dos prédios
indicados fora expressamente prevista na Lei municipal n. XX/2019, que determinara o
rompimento com uma tradição que, ao ver da maioria dos munícipes, era responsável
pelo atraso civilizatório do Município Beta.
Muito preocupada com o início das obras, já que a primeira fase consistiria na demo-
lição parcial das fachadas, de modo que pudessem receber os novos revestimentos,
Joana procurou você, como advogado(a), para que elabore a petição inicial da
medida judicial cabível, com o objetivo de preservar o patrimônio histórico e cul-
tural descrito acima, evitando-se lesão a este importante conjunto arquitetônico.
(Valor: 5,00)
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Perceba que diante da situação apresenta, uma cidadã, Joana, formulou um requeri-
mento administrativo solicitando a anulação do contrato. Posteriormente, ela acionou um
advogado para que, esse, elaborasse uma petição inicial com o objetivo de preservar o patri-
mônio histórico e cultural. Ou seja, essa é uma peça de fácil identificação, pois Joana não
quer algo para ela, e sim, para toda a coletividade. Nesse caso, o objetivo é justamente a
anulação do contrato, porque existe uma lesão ao patrimônio histórico e cultural.
A peça pode ter gerado conflitos, pois se assemelha muito com Direito Administrativo.
Geralmente, se estuda no Direito Administrativo o tema tombamento, mas pode ser tratado
também em Direito Constitucional. Todavia, nesse segundo caso, se limita ao que prevê a
Constituição Federal. Logo, não era preciso que o candidato fizesse pesquisa no Decreto n.
25 1937 para compreender tudo sobre tombamento. Portanto, é necessário somente identifi-
car, na Constituição Federal, onde se encontram os dispositivos relacionados à proteção do
patrimônio histórico e cultural.
5m
Sendo assim, na peça processual, está claro que Joana é uma cidadã, logo, está no
pleno gozo dos seus direitos políticos. Ela deseja algo que irá beneficiar a coletividade, isto
é, a anulação do contrato que lesiona o patrimônio histórico e cultural. Dessa forma, trata-
-se de uma ação popular. Diferentemente caso fosse uma associação, que seria uma ação
civil pública.
Quanto a peça, observe que tudo está acontecendo no âmbito municipal. Logo, como a
ação popular é sempre primeiro grau, não será encaminhada para a Vara Federal. Já se a
União estivesse no polo ou se isso acontecesse no âmbito da União, como de uma autarquia
federal, seguiria para a Vara Federal. Desse modo, como aconteceu em âmbito municipal,
será destinada a Vara da Fazenda Pública e, nesse caso, a banca também aceitou Vara Cível.
JOANA, estado civil, profissão, domicílio e residência, CPF e RG, endereço eletrônico,
título de eleitor, por seu advogado, procuração em anexo, escritório na, vem perante Vossa
Excelência com fulcro no Art. 5º, inc. LXXIII, da Constituição da República Federativa
do Brasil de 1988 c/c a Lei n. 4.717/1965, propor ação popular, com pedido de liminar,
contra JOÃO, prefeito do Município X, estabelecido na..., contra o Município X, pessoa
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
jurídica de direito público interno, CNPJ, com sede na... e a Sociedade Empresária WW,
pessoa jurídica de direito privado, CNPJ, com sede na... pelos fatos e fundamentos jurídicos
abaixo expostos.
Nesse caso, o candidato poderia escrever “Ao juízo de direito da Vara Da Fazenda Pública
da Comarca Beta, estado...”. Lembre-se que, na prova, não se deve pular as 10 linhas.
Quanto a Joana, nos documentos, não foi pontuado o título de eleitor. Nessa situação, não há
problema, no entanto, vale destacar que o candidato deve treinar sempre de forma técnica.
Assim, alguns itens que não foram pontuados, poderão ser pontuados posteriormente. De
qualquer forma, é preciso apresentar o título de eleitor.
Outro detalhe essencial é que não se deve abordar somente a Lei n. 4.717/1965, porém,
também o Art. 5º, inc. LXXIII da Constituição Federal de 1988. Além disso, se o candidato
esquecer de colocar “com pedido de liminar”, não há problema, uma vez que se for aberto um
tópico para eliminar, a pontuação será dada da mesma forma. Caso tenha inserido também
na qualificação, está correto, assim como se colocar apensa ação popular.
10m
É relevante ressaltar que todos os envolvidos devem ser colocados no polo passivo.
Nesse sentido, basta somente escrever “João, prefeito do Município X, estabelecido na...”.
Portanto, não é necessário fazer uma nova qualificação, colocando estado civil, domicílio ou
residência. Na sequência, é preciso colocar que ele está “contra o próprio município”. Sobre
isso, é importante recordar que, apesar de o município estar sendo lesado também, deve-se
colocá-lo no ente, pois, se desejar, ele poderá atuar ao lado do autor, de acordo com o Art.
6º, § 3º da Lei n. 4.717/1965.
Seguindo, o fato aconteceu no âmbito municipal, logo, se qualifica mencionado se tratar
de “pessoa jurídica de direito público interno, com CNPJ, com sede na...”. E ainda, há a socie-
dade empresária WW, a qual que seria responsável pela realização das obras de reforma e
se beneficiou do ato.
Considerando as informações apresentadas, o primeiro objetivo é fazer o endereçamento
para a Vara da Fazenda Pública ou para a Vara Cível. Segundo ponto, o candidato recebe
pontuação por ter inserido o nome de Joana, a cidadã que iniciou com a ação. Enquanto
isso, o terceiro ponto essencial é ter colocado no polo passivo o município, o prefeito João e
a sociedade empresária WW.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DO CABIMENTO
É cabível a ação popular, pois visa anular ato lesivo ao patrimônio histórico e cultural
na forma da Lei n. 4.717/1965 e do Art. 5º, inc. LXXIII, da Constituição da República Federa-
tiva do Brasil de 1988:
Art. 5º (...) LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular
ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade adminis-
trativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada
má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
Em relação ao cabimento, é necessário estar atento ao Art. 5º, inc. LXXIII, da Constitui-
ção Federal de 1988. Diante desse dispositivo, o candidato deveria identificar que houve vio-
lação ao patrimônio histórico e cultural. Assim, a recomendação é que, no cabimento, fosse
citado o ato lesivo ao patrimônio histórico e cultural. Nesse sentido, se houve citação do Art.
5º, inc. LXXIII, mencione a Lei n. 4.717/1965 antes do dispositivo, para que ele fique mais
próximo do trecho apresentado e respeitando as normas técnicas.
15m
Nesse caso, é possível fazer um recuo de aproximadamente quatro dedos e escrever o
próprio inciso. Ao fazer isso, apresentará uma boa estética e o examinador notará que o can-
didato sabe fazer citações no momento correto e que copia o artigo que é mais importante.
Vale mencionar que não se deve escrever todos os incisos e os artigos, porém, na parte do
cabimento, justamente por ser bastante simples, a recomendação é copiar o artigo e o inciso
referente. Ou seja, nesse item, era preciso ter citado diretamente que houve uma violação
ao patrimônio histórico e cultural. Já se fosse uma violação ao meio ambiente, o candidato
deveria escreve: “É cabível a ação popular, pois visa anular ato lesivo ao meio ambiente”.
Enquanto isso, se fosse relacionado a moralidade, seria escrito “É cabível a ação popular,
pois visa anular ato lesivo à moralidade”.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DA LEGITIMIDADE
A legitimidade ativa de Joana decorre do fato de ser cidadã com direitos políticos vigentes
conforme título de eleitor dispõe o Art. 5º, inc. LXXIII da Constituição da República Federativa
do Brasil de 1988 e o Art. 1º, caput da Lei n. 4.717/1965.
A Legitimidade passiva do prefeito João, por ser o responsável pela celebração do con-
trato administrativo nos termos do Art. 6º, caput da Lei n. 4.717/1965.
A Legitimidade passiva da sociedade empresária WW, por ter celebrado o contrato admi-
nistrativo e ser beneficiada por ele, nos termos Art. 6º, caput da Lei n. 4.717/1965.
A Legitimidade passiva do Município Beta, por se almejar a declaração de nulidade do
contrato administrativo, nos termos do Art. 6º, § 3º da Lei n. 4.717/1965.
5 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DOS FATOS
(Daquele jeito, só resumir o enunciado).
Quanto aos fatos, é suficiente apenas apresentar um resumo do que foi informado no
enunciado. Vale mencionar que, em toda a peça processual, deve-se escrever no máximo
seis ou sete linhas sobre os fatos. Nesse caso, a parte mais importante é a do direito.
DO DIREITO
A Lei Municipal n. XX/2019 é materialmente inconstitucional, visto que a Constituição
Federal dispõe que é da competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artís-
tico e cultural(...), de acordo com o Art. 23, inc. III Constituição da República Federativa do
Brasil de 1988.
No mesmo sentido, o Art. 30, inc. IX, da Constituição da República Federativa do Brasil
de 1988 prevê que compete aos Municípios promover a proteção do patrimônio histórico-cul-
tural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual, assim, é dever
do Município proteger os bens de valor.
Além disso, a lei Municipal n. XX/2019 afronta o dever do Município de impedir sua des-
caracterização, segundo o Art. 23, inciso IV, da Constituição da República Federativa do
Brasil de 1988, vejamos:
Art. 23, IV – impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros
bens de valor histórico, artístico ou cultural;
Como se não bastasse o conjunto urbano de valor histórico, alcançado pelo contrato
administrativo, integra o patrimônio cultural brasileiro, conforme o Art. 216, inc. V, da Consti-
tuição da República Federativa do Brasil de 1988.
Vale registrar que a inconstitucionalidade da Lei Municipal n. XX/2019 deve ser reconhe-
cida incidentalmente.
6 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Perceba que no modelo está escrito “A Lei Municipal n. XX/2019 é materialmente incons-
titucional”. No entanto, o candidato pode pensar que é formalmente, porque entender que
se tratava de uma inconstitucionalidade formal orgânica. Por essa razão, esteja muito atento
para não confundir a inconstitucionalidade material com a inconstitucionalidade formal. É
importante salientar que a inconstitucionalidade material está relacionada ao conteúdo.
25m
Enquanto isso, a inconstitucionalidade formal, por exemplo, a orgânica, está vinculada
à competência para legislar sobre o tema. Por outro lado, o Art. 23, inc. III está relacionado
a uma competência material. Porém, se fosse uma violação ao Art. 22, isto é, competência
privativa da União, ou uma violação ao Art. 24, em relação a competência concorrente, se
caracterizaria como inconstitucionalidade formal orgânica.
Todavia, a violação foi em relação ao Art. 23, que é uma competência administrativa, e não
uma competência legiferante. É possível perceber essa diferença apenas pelos verbos men-
cionados, por exemplo, “zelar” pela Constituição e “proteger” os documentos. Logo, se houve
violação em relação ao Art. 23, se está diante da chamada inconstitucionalidade material.
Ainda sobre o texto, note que nos parágrafos subsequentes foi abordado somente o
que está previsto na própria Constituição Federal. Depois, é preciso fazer a correlação com
o caso concreto. No decorrer da elaboração, se o candidato desejar colocar outros artigos
que discorrem praticamente sobre a mesma coisa, pode-se escrever: “No mesmo sentido, o
Art...”. Nesse contexto, o candidato que colocou o Art. 23, inc. III, como aquele que inseriu o
Art. 30, inc. IX, escreveram corretamente. Porém, o ideal é sempre mencionar ambos, pois, é
possível que o examinador cobre apenas Art. 23, inc. III ou somente o Art. 30, inc. IX.
Vale frisar que essa não foi a primeira vez que foi cobrado dessa forma na prova. Lembre-
-se que, quando for uma ação popular ou uma ação que não é do controle concentrado, será
preciso pedir a inconstitucionalidade incidental, a qual é feita em sede no controle difuso.
Portanto, se não for as ações do controle concentrado, isto é, Ação Direta de Inconstitucio-
nalidade (ADI), Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC), Ação Direta de Inconstitu-
cionalidade por Omissão (ADO) e Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental
(ADPF), e existir uma violação à Constituição Federal, solicita-se que seja reconhecida a
inconstitucionalidade incidentalmente.
30m
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
ANOTAÇÕES
7 [Link]
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Ação Popular V e Ação Civil Pública I
DO PEDIDO DE LIMINAR
A fumaça do bom direito está presente nos argumentos fáticos e jurídicos expostos acima,
decorrendo da flagrante ofensa à ordem constitucional, o que acarreta a nulidade do ato.
O perigo da demora decorre da iminência de serem causados danos ao patrimô-
nio-histórico.
Requer a concessão da liminar para impedir o início de execução do contrato adminis-
trativo, com a demolição parcial das fachadas, segundo o Art. 5º, § 4º, da Lei n. 4.717/1965.
Outro ponto de dificuldade para muitos candidatos é a estruturação da liminar. É impor-
tante recordar que ela será de acordo com o caso, o qual, geralmente, menciona que existe
em uma certa urgência. Nesse caso, deve-se mencionar os principais artigos que foram vio-
lados, por exemplo, os Arts. 23, III, e o 30, IX. Portanto, foi apresentada a fumaça do bom
direito. Na sequência, é preciso tratar sobre o perigo da demora.
Esteja atento, pois, quando o candidato for escrever uma liminar ou uma tutela de urgên-
cia, no caso da ação comum, será possível perceber no texto o porquê da urgência e o
porquê de abrir um tópico da liminar. Nessa hipótese, o objetivo é justamente impedir o início
da execução do contrato administrativo com a possibilidade de ter uma omissão parcial
das fachadas.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Ação Popular V e Ação Civil Pública I
Por fim, há a questão dos pedidos definitivos. Vale ressaltar que, nesse caso, a intimação
é do Ministério Público. Outro detalhe é que, em geral, nos pedidos da ação popular, são pon-
tuados o item ‘c’ e ‘d’. No item ‘c’, o candidato irá confirmar a liminar e repetir que foi reque-
rido no pedido da liminar. Enquanto isso, no item ‘d’, é necessário abordar a procedência dos
pedidos para declarar a nulidade do contrato.
Note que, nesse caso, não foram pontuadas a produção de provas, a juntada dos docu-
mentos ou a condenação dos réus. Ou seja, nos pedidos, foram pontuadas apenas a con-
firmação da liminar e a procedência para declarar a nulidade do contrato. Por essa razão,
alguns candidatos acreditam que tiveram um bom desempenho na prova, porque lembraram
de todos os pedidos. Entretanto, às vezes, não é dessa forma, pois ele não faz uma boa fun-
damentação jurídica. Sendo assim, mesmo que o candidato esqueça de alguns pedidos, se
ele fizer uma boa fundamentação o resultado pode ser melhor.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Ação Popular V e Ação Civil Pública I
DISTRIBUIÇÃO DE PONTOS
ITEM PONTUAÇÃO
Endereçamento
1. A petição deve ser endereçada ao Juízo Cível da Comarca X ou ao Juízo de
0,00/0,10
Fazenda Pública da Comarca X (0,10).
2. Demandante: Joana (0,10). 0,00/0,10
3. Demandados: João, prefeito do Município Beta (0,10), a sociedade empresária
0,00/0,10/0,20/0,30
WW (0,10) e o Município Beta (0,10).
4. Preliminar de legitimidade ativa de Joana, no sentido e que a autora é cidadã
com direitos políticos vigentes, conforme título de eleitor (0,10), tal como exige o
0,00/0,10/0,20
Art. 5º, inc. LXXIII da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 ou o
Art. 1º, caput, da Lei n. 4.717/1965 (0,10).
Legitimidade passiva
5. de João, por ser o responsável pela celebração do contrato administrativo (0,10),
0,00/0,10/0,20
nos termos do Art. 6º, caput, da Lei n. 4.717/65, (0,10).
6. da sociedade empresária WW, por ter celebrado o contrato administrativo e ser
0,00/0,10/0,20
beneficiada por ele (0,10), nos termos Art. 6º, caput, da Lei n. 4.717/1965 (0,10).
7. a do Município Beta, por se almejar a declaração de nulidade do contrato admi-
0,00/0,10/0,20
nistrativo (0,10), nos termos do Art. 6º, § 3º, da Lei n. 4.717/1965 (0,10).
Cabimento da ação
8. é possível o uso da ação popular porque o contrato administrativo é lesivo ao
patrimônio histórico (0,20), com base no Art. 5º, inc. LXXIII, da Constituição da 0,00/0,20/0,30
República Federativa do Brasil de 1988 (0,10).
9. A Lei Municipal n. XX/2019 é materialmente inconstitucional (0,20). 0,00/0,20
9.1. Ela afronta o dever do Município de proteger os bens de valor histórico (0,40),
com base no Art. 23, inciso III, da Constituição da República Federativa do Brasil
0,00/0,40/0,50
de 1988 ou no Art. 30, inc. IX, da Constituição da República Federativa do Brasil
de 1988 (0,10).
9.2. Ela afronta o dever do Município de impedir sua descaracterização (0,40),
segundo o Art. 23, inc. IV, da Constituição da República Federativa do Brasil de 0,00/0,40/0,50
1988 (0,10).
10. O conjunto urbano de valor histórico, alcançado pelo contrato administrativo,
integra o patrimônio cultural brasileiro (0,40), conforme o Art. 216, inc. V, da Cons- 0,00/0,40/0,50
tituição da República Federativa do Brasil de 1988 (0,10).
11. A inconstitucionalidade da Lei Municipal n. XX/2019 deve ser reconhecida inci-
0,00/0,20
dentalmente (0,20).
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Ação Popular V e Ação Civil Pública I
Quanto à ação civil pública, vale frisar que ela é estruturada praticamente da mesma
forma que uma ação popular e uma ação comum. Perceba que uma ação civil pública tutela
interesses coletivos da mesma forma que uma ação popular. Esteja atento para não se con-
fundir, a ação popular está relacionada ao cidadão. Já a ação civil pública vincula-se aos
legitimados indicados no art. 5º da Lei n. 7.347/1985. Ou seja, a diferença é justamente em
relação aos legitimados.
Por exemplo, se a questão da prova informar que houve violação ao meio ambiente e afir-
mar que quem está propondo a ação é uma pessoa física, isto é, uma cidadã, corresponde a
uma ação popular. Por outro lado, se for uma pessoa jurídica, por exemplo, uma associação,
será uma ação civil pública. Vale citar que muitos candidatos não estudam ação civil pública
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Ação Popular V e Ação Civil Pública I
por acreditar que não se trata de uma peça típica de constitucional. Contudo, é uma peça que
tem possibilidade de ser cobrada em prova e é muito semelhante à ação popular, alterando
apenas o legitimado.
Nesse sentido, se for uma ação civil pública, provavelmente, será uma associação bus-
cando anular ato lesivo ao meio ambiente, ao patrimônio, etc. Assim, é difícil, por exemplo,
ter a Defensoria Pública como autora de uma ação civil pública.
10m
No que tange ao endereçamento, segue o mesmo da ação popular. Dessa forma, inicia
no primeiro grau e, se quem estiver no polo for alguém dos previstos no Art. 109 da Constitui-
ção Federal, será encaminhada para a Vara Federal. Em contrapartida, se forem os estados
ou os municípios, segue para a Vara da Fazenda Pública. Ou ainda, também existe a possi-
bilidade de ser encaminhada a Vara Cível.
Lei n. 7.347/1985
Art. 1º Regem-se pelas disposições desta Lei, sem prejuízo da ação popular, as ações de respon-
sabilidade por danos morais e patrimoniais causados: (Redação dada pela Lei n. 12.529, de 2011).
l – ao meio-ambiente;
ll – ao consumidor;
III – a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;
IV – a qualquer outro interesse difuso ou coletivo. (Incluído pela Lei n. 8.078 de 1990)
V – por infração da ordem econômica; (Redação dada pela Lei n. 12.529, de 2011)
VI – à ordem urbanística. (Incluído pela Medida provisória n. 2.180-35, de 2001)
VII – à honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos. (Incluído pela Lei n.
12.966, de 2014)
VIII – ao patrimônio público e social. (Incluído pela Lei n. 13.004, de 2014)
É essencial recordar que a Lei n. 7.347/1985 é a lei da ação civil pública. Em relação ao
Art. 1º, I da Lei n. 7.347/1985, que trata sobre meio ambiente, lembre-se de que, se for um
cidadão quem estiver ajuizando uma peça, será ação popular. Porém, se for uma pessoa jurí-
dica, será ação civil pública. Portanto, o objeto é o mesmo da ação popular.
Retomando ao exemplo trabalhado anteriormente, se fosse uma associação quem
estivesse propondo a ação, seria uma ação civil pública com base no Art. 1º, III da Lei n.
7.347/1985. Sendo assim, o Art. 1º da Lei n. 7.347/1985 serviria para o candidato escrever a
parte do cabimento e especificar qual é a violação.
Art. 3º A ação civil poderá ter por objeto a condenação em dinheiro ou o cumprimento de obrigação
de fazer ou não fazer
ANOTAÇÕES
5 [Link]
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Ação Popular V e Ação Civil Pública I
Enquanto isso, o art. 3º da Lei n. 7.347/1985 será base para a elaboração da procedência
dos pedidos.
Art. 5º Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar: (Redação dada pela Lei
n. 11.448, de 2007).
I – o Ministério Público; (Redação dada pela Lei n. 11.448, de 2007).
II – a Defensoria Pública; (Redação dada pela Lei n. 11.448, de 2007).
III – a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; (Incluído pela Lei n. 11.448, de 2007).
IV – a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista; (Incluído pela Lei
n. 11.448, de 2007).
V – a associação que, concomitantemente: (Incluído pela Lei n. 11.448, de 2007).
a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil; (Incluído pela Lei n.
11.448, de 2007).
b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social,
ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de
grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico
e paisagístico. (Redação dada pela Lei n. 13.004, de 2014)
§ 1º O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente como
fiscal da lei.
É relevante destacar que, pouco provável, o autor da ação civil pública seja os previstos
no Art. 5º, I a IV. Ou seja, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União, os Estados,
o Distrito Federal e os Municípios, bem como uma autarquia, empresa pública, fundação
ou sociedade de economia mista. Logo, normalmente, quando é abordada uma ação civil
pública, o autor será uma associação que irá propô-la.
Quando o candidato tratar sobre a associação, a respeito do tópico da legitimidade, é
fundamental mencionar o art. 5º, V, ‘a’ e ‘b’ da Lei n. 7.347/1985. Isso porque contará pontos
para a prova. Por exemplo, se a prova afirmar que a legitimidade da associação está consti-
tuída há três anos. Como resposta, na legitimidade, o candidato irá escrever “A associação
atende o requisito para propor a ação civil pública, tendo em vista que ela está constituída há
pelo menos um ano, de acordo com a lei”, na sequência, deve ser citado o Art. 5º, V, da Lei
n. 7.347/1985.
15m
ANOTAÇÕES
6 [Link]
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Ação Popular V e Ação Civil Pública I
O PULO DO GATO
Na legitimidade, inicie um novo parágrafo e discorra sobre as finalidades institucionais
daquela associação. Nesse caso, essas informações são encontradas no próprio texto.
Depois, mencionar o Art. 5º, V, ‘b’ da Lei n. 7.347/1985. Sendo assim, na legitimidade, o
candidato deve afirmar o que a associação inclui entre suas finalidades institucionais e
observar o que está relacionado ao caso. Por exemplo, se for meio ambiente, escreve-se
“Inclui entre suas finalidades institucionais a proteção ao meio ambiente, de acordo com o
Art. 5º, V, ‘b’ da Lei n. 7.347/1985”.
Por fim, note que, conforme o Art. 5º, § 1º da Lei n. 7.347/1985, haverá a intimação do
Ministério Público.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. (XXI) A Associação Alfa, constituída há 3 (três) anos, cujo objetivo é a defesa do patri-
mônio social e, particularmente, do direito à saúde de todos, mostrou-se inconformada
com a negativa do Posto de Saúde Gama, gerido pelo Município Beta, de oferecer
atendimento laboratorial adequado aos idosos que procuram esse serviço. O argumen-
to das autoridades era o de que não havia profissionais capacitados e medicamentos
disponíveis em quantitativo suficiente. Em razão desse estado de coisas e do elevado
número de idosos correndo risco de morte, a Associação resolveu peticionar ao Secre-
tário Municipal de Saúde, requerendo providências imediatas para a regularização do
serviço público de Saúde. O Secretário respondeu que a situação da Saúde é realmen-
te precária e que a comunidade precisa ter paciência e esperar a disponibilização de
repasse dos recursos públicos federais, já que a receita prevista no orçamento muni-
cipal não fora integralmente realizada. Reiterou, ao final e pelas razões já aventadas,
a negativa de atendimento laboratorial aos idosos. Apesar disso, as obras públicas da
área de lazer do bairro em que estava situado o Posto de Saúde Gama, nos quais eram
utilizados exclusivamente recursos públicos municipais, continuaram a ser realizadas.
Considerando os dados acima, na condição de advogado(a) contratado(a) pela Asso-
ciação Alfa, elabore a medida judicial cabível para o enfrentamento do problema, inclu-
sive com providências imediatas, de modo que seja oferecido atendimento adequado
a todos os idosos que venham a utilizar os serviços do Posto de Saúde. A demanda
exigirá dilação probatória. (Valor: 5,00)
7 [Link]
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Ação Popular V e Ação Civil Pública I
Nessa hipótese, já na primeira linha, observa-se que se trata de uma ação civil pública.
Primeiramente, quem está propondo a ação é uma associação, segundo, trata sobre a
defesa do patrimônio, logo, está relacionado a um interesse coletivo e difuso. Lembrando
que, quando se aborda interesse difuso e interesse coletivo, há a possibilidade de ser uma
ação civil pública. É importante enfatizar que a associação pode aparecer também em man-
dado de segurança coletivo, mas, nessa situação, o objeto seria distinto.
A recomendação é que, durante a leitura da peça processual, o candidato já marque os
temas, nesse exemplo, seria saúde, idosos, risco de morte e providências imediatas. Dessa
forma, será mais fácil escrever a fundamentação. Sendo assim, na situação apresentada no
texto, os idosos estavam morrendo, enquanto, os recursos públicos para o lazer estavam
sendo destinados normalmente. Note que é necessário contestar essa informação, porque
ela não foi mencionada sem algum propósito.
20m
Além disso, a demanda exigirá dilação probatória para que, de forma alguma, a pessoa
não pense em colocar um mandado de segurança coletivo. Lembre-se de que a associação
também é legitimada no mandado de segurança coletivo. Assim, para não gerar nenhuma
dúvida, o examinador ainda destaca ao final do texto que a demanda exigirá a dilação pro-
batória. Nesse ponto, é fundamental salientar que mandado de segurança não admite a pro-
dução de provas.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
8 [Link]
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Ação Civil Pública II
Obs.: quando for uma ação civil pública, deve-se colocar o art. 129, § 1º, da CRFB/88 e a
Lei n. 7.347/85. No polo passivo, é preciso colocar um por um e fazer a qualificação.
DO CABIMENTO:
O cabimento exclusivo da ação civil pública decorre do fato de o objetivo da demanda
judicial ser a defesa de todos os idosos que procuram o atendimento do Posto de Saúde
Gama, nos termos das finalidades estatutárias da Associação defesa do patrimônio social e,
particularmente, do direito à saúde de todos –, e não eventual defesa de direito ou interesse
individual. Como se discute a qualidade do serviço público oferecido à população e esses
idosos não podem ser individualizados, trata-se de típico interesse difuso, enquadrando-se
no Art. 1º, incisos IV OU VIII, da Lei n. 7.347/85.
DA LEGITIMIDADE:
A legitimidade ativa da Associação Alfa decorre do fato de ter sido constituída há mais de
1 (um) ano e destinar-se à defesa do patrimônio social e do direito à saúde de todos, aten-
dendo ao disposto no art. 5º, inciso V, alíneas 'a' e 'b', da Lei n. 7.347/85.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Ação Civil Pública II
A legitimidade passiva do Município Beta é justificada por ser o responsável pela gestão
do Posto de Saúde Gama.
DOS FATOS
...
DOS FUNDAMENTOS
Obs.: é preciso lembrar de todos os artigos que dispõem sobre a saúde, a saúde é um di-
reito social e, aqui, está relacionado ao risco de morte. O art.5º dispõe sobre direito à
vida. Se há risco de morte, fere o princípio da dignidade da pessoa humana. Na fun-
damentação, quanto mais artigos e dispositivos citados, maior a chance de acertar
todo o espelho.
O Município Beta não oferecer atendimento laboratorial adequado aos idosos que procu-
ram esse serviço, acarretando o elevado número de idosos correndo risco de morte, violando
o princípio da dignidade da pessoa humana, previsto no artigo 1, III da CRFB/88., a vida, pre-
visto no art.5º, e a saúde (art.6º e 196 da CF).
Obs.: pode-se também começar pela Constituição. O importante é fazer a junção de dispo-
sitivo constitucional com o caso concreto.
10m
Além disso, a Constituição protege o idoso, conforme exposto no art.230 da CF, vejamos:
Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegu-
rando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes
o direito à vida.
Ademais, os direitos estão sendo preteridos para a realização de obras públicas na área
de lazer, o que é constitucionalmente inadequado em razão da maior importância dos referi-
dos direitos. Afinal, sem vida e saúde, não há possibilidade de lazer. O Município tem o dever
de assegurar o direito à saúde dos idosos e de cumprir a competência constitucional confe-
rida para fins de prestação do serviço público de saúde (Art. 30, inciso VII, Art. 196 e Art. 230,
todos da CRFB/88).
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Ação Civil Pública II
Obs.: tudo que estiver fundamentado que não está a favor, é preciso ser contestado, mes-
mo que não há um dispositivo sobre isso.
V – DA LIMINAR
A fumaça do bom direito está presente, pois houve violação ao artigo, 1º III, 5º, 6º.
196,230 da CRFB.
Por sua vez o perigo na demora está presente, pois eventual demora no processo cau-
sará lesão de difícil reparação uma vez que os idosos estão sujeitos a complicações de
saúde e a risco de morte, caso não recebam o tratamento de saúde adequado.
15m
Requer a concessão da liminar a fim de compelir o Município a regularizar o sistema de
saúde e prestar o atendimento laboratorial adequado aos idosos na localidade abrangida
pelo Posto de Saúde.
Obs.: liminar é algo que se quer com urgência. No caso, quer-se, com urgência, que o
sistema de saúde seja regularizado, que se preste o atendimento laboratorial até a
decisão final.
VI – PEDIDOS
Ante o exposto, requer a Associação que V. Exª. determine:
A) A confirmação da liminar para impor ao Município a prestação adequada do serviço
público de saúde pelo Posto Gama.
B) A citação dos réus na pessoa de seus representantes judiciais para que querendo con-
teste a ação sob pena de aplicação dos efeitos da revelia.
Obs.: a citação dos réus é citação dos réus em qualquer ação, não importando o uso de
formas diferentes.
C) A procedência dos pedidos para impor definitivamente ao Município a prestação ade-
quada do serviço público de saúde pelo Post Gama (obrigação de fazer).
D) A produção de todos os meios de provas em direito admitidos, especialmente a
documental.
E) A condenação dos réus em honorários advocatícios e custas processuais.
F) A juntada dos documentos em anexo.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Ação Civil Pública II
O PULO DO GATO
A ação civil pública deve ser feita, praticamente, da mesma forma de uma ação comum ou
popular. O que vai pontuar é a fundamentação jurídica, uma boa liminar, se é sabido o por-
quê se quer a ação, a procedência dos pedidos para impor definitivamente uma obrigação
de fazer do município, a prestação adequada do serviço público. O segredo é parar de ficar
pensando na estrutura da peça e investir o tempo na fundamentação jurídica.
20m
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento
Iniciais:
• Mandado de Segurança (peça mais cobrada na segunda fase de Direito Constitucional);
• Mandado de Injunção;
• Ação Civil Pública (cobrada com pouca frequência, mas é típica de Direito Cons-
titucional);
• Habeas data (um pouco mais difícil de cair, pois a sua parte de fundamentação não
explora o conhecimento do examinando, contudo, isso não significa dizer que ela não
pode ser cobrada);
• Habeas corpus (nunca caiu na segunda fase de Direito Constitucional);
5m
• Ação de procedimento comum (embora não seja a peça preferida da FGV em Consti-
tucional, tem chances de ser cobrada nos próximos exames, principalmente quando a
prova não der margem para um mandado de segurança);
• Ação Popular (cobrada com bastante frequência);
• Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (um pouco difícil de cair em prova, mas é
uma possibilidade que não deve ser excluída).
BASE LEGAL
DA PETIÇÃO INICIAL
Seção I
Dos Requisitos da Petição Inicial
O art. 319 do Código de Processo Civil (CPC) é considerado uma base para a elaboração
de quase todas as iniciais das peças processuais.
No entanto, há casos em que existem leis próprias, como é o caso do mandado de segu-
rança e da ação popular.
CPC, Art. 319. A petição inicial indicará:
I – o juízo a que é dirigida; (endereçamento)
10m II – os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de
inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endere-
ço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu;
ANOTAÇÕES
[Link] 1
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento
Art. 320. A petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação.
Art. 104. O advogado não será admitido a postular em juízo sem procuração, salvo para evitar
preclusão, decadência ou prescrição, ou para praticar ato considerado urgente.
15m
Em regra, não são o TST, o TSE e o STM que são cobrados na segunda fase de Direito
Constitucional.
Nesse sentido, vale lembrar que no primeiro grau de jurisdição, em que atuam os juízes
de direito, existe uma divisão em Vara da Fazenda Pública e Vara Cível. Já no caso do juiz
federal, tem-se a Vara Federal.
ANOTAÇÕES
[Link] 2
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento
Acima dos juízes de direito estão os Tribunais de Justiça. Já acima dos juízes federais
estão os Tribunais Regionais Federais.
Assim, é importante lembrar que a ação popular só começa em primeiro grau. O man-
dado de segurança pode ser impetrado diretamente no TJ, no TRF ou mesmo no STJ e no
STF. Por conta disso, é importante ter atenção quanto ao endereçamento.
Regra:
1º O Ente/Entidade da peça está presente no artigo 109, I da CF/1988?
Sim:
Nesse caso, o endereçamento será para a Justiça Federal. Assim, é importante observar
o que dispõe a CF/1988:
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:
I – as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas
na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de
trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho;
Dicas:
• É possível utilizar “ao meritíssimo...”. Evite “excelentíssimo”;
• Cuidado para não escrever “sessão” no lugar de “seção”;
25m
• Se a banca trouxer algum nome aleatório para o estado (ex.: Alfa), o examinando deve
inserir esse nome. Se não houver uma menção a um estado, basta preencher com três
pontinhos “...”;
• É importante memorizar os endereçamentos.
Não:
Nesse caso, deve-se utilizar a segunda regra, que é o endereçamento para o Juiz Estadual.
ANOTAÇÕES
[Link] 3
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento
Vale lembrar que em Direito Constitucional, quando envolve a justiça estadual, são acei-
tas tanto a Vara da Fazenda Pública quanto a Vara Cível. No entanto, o examinando deve
ser o mais técnico possível.
Se for pessoa jurídica de Direito Privado, o endereçamento será para a Vara Cível.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
[Link] 4
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento II
Em suma...
Obs.: o art. 41 do Código Civil dispõe quais sãos as pessoas jurídicas de direito público.
Dessa forma, é possível diferenciá-las das pessoas jurídicas de direito privado.
A ação comum não é cobrada com muita frequência na segunda fase de Direito Constitu-
cional. Todavia, há grandes chances de que ela seja cobrada nas próximas provas, visto que
pode envolver temas como saúde e educação quando não existe a possibilidade de impetrar
um mandado de segurança.
[Link] 1
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento II
Vale lembrar que a ação comum admite dilação probatória, ou seja, é possível a produ-
ção de provas.
10m
Além disso, não há prerrogativa de foro. Dessa forma, os únicos endereçamentos possí-
veis são aqueles para o primeiro grau de jurisdição (Vara da Fazenda Pública ou Vara Cível).
15m
EXEMPLO DE QUESTÃO DE PROVA
Obs.: no trecho acima, a banca trouxe informações sobre José. Tais informações devem
constar na peça da maneira que a banca as trouxe, pois, caso contrário, isso pode
configurar identificação de peça. Percebe-se, do trecho acima, que houve uma viola-
ção ao princípio da dignidade da pessoa humana e que a prova versa sobre saúde.
20m
Adamastor, também desempregado, pai de José, revela que, segundo laudo do médico
responsável, seu filho necessita urgentemente ser removido para um hospital que
possua CTI, pois José corre risco de sofrer danos irreversíveis à sua saúde e, inclusive,
o de morrer. Informa ainda que o médico mencionou a existência de hospitais municipais,
estaduais e federais nas proximidades de onde José se encontra internado, todos possuido-
res de CTI.
[Link] 2
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Peças Processuais – Endereçamento II
Obs.: percebe-se que o trecho acima traz uma hipótese de perigo de dano na demora.
Nesse sentido, a professora orienta que, quando se tratar de ação comum, deve-
-se escrever “tutela de urgência”. Já quando forem outras ações, deve-se escrever
“liminar”.
Indignado com todo o ocorrido, e ansioso para preservar a saúde de seu filho, Adamas-
tor o procura para, na qualidade de advogado, identificar e minutar a medida judicial ade-
quada à tutela dos direitos de José em face de todos os entes que possuem hospitais próxi-
mos ao local onde José se encontra e que seja levado em consideração o tratamento hostil
por ele recebido no hospital municipal. (Valor: 5,0)
25m
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
[Link] 3
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação de Procedimento Comum
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Como o enunciado acima não traz uma autoridade coatora, não se pode falar em man-
dado de segurança. Além disso, vale lembrar que para o mandado de segurança é inviá-
vel a postulação de perdas e danos. No caso narrado, será solicitada uma indenização por
danos morais.
Outro fator importante é que, no caso narrado, existe a necessidade da produção de
provas testemunhais e de uma prova pericial, justamente para a aferição dos danos e do
risco de vida.
5m
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação de Procedimento Comum
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Percebe-se que a peça acima é de identificação mais complexa, contudo, é possível per-
ceber que se trata de uma ação de procedimento comum.
Abaixo, a professora disponibilizou a peça pronta:
Obs.: a professora recomenda escrever 10 linhas e pular uma. Isso porque quanto maior a
quantidade de fundamentações for inserida pelo examinando, maiores são as suas
chances de ganhar pontos.
Obs.: é importante lembrar que José está em estado de incapacidade absoluta, logo, será
representado por seu pai.
10m
José, representado por Adamastor, nacionalidade (ou brasileiro), estado civil, profissão,
RG n., do CPF n., endereço eletrônico, residente e domiciliado..., por seu advogado, procu-
ração em anexo, com escritório... endereço que indica para os fins do art. 77, V, do CPC,
com fundamento no art. 319, do CPC vem perante Vossa Excelência propor AÇÃO COMUM
COM PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA contra o Município “ABC”, pessoa jurídica de
direito público, CNPJ, com sede... contra o Estado X pessoa jurídica de direito público, CNPJ,
com sede... e contra a União pessoa jurídica de direito público, CNPJ, com sede... pelos fatos
e fundamentos jurídicos a seguir:
Obs.: a professora recomenda decorar e treinar bastante a forma como é elaborada essa
qualificação.
DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA
15m
Inicialmente, requer a [Link], a concessão da gratuidade de justiça, tendo em vista que
o autor está desempregado e sem condições de arcar com as custas processuais e demais
despesas processuais, sem prejuízo do sustento próprio e de sua família, de acordo com o
art. 98 do CPC e 5º, LXXIV, da CRFB.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação de Procedimento Comum
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: a professora recomenda ter cuidado ao ficar apenas copiando modelos de peças pro-
fissionais. Em prova, o examinando não terá um modelo à sua disposição e precisará
fazê-la conforme os seus conhecimentos.
DOS FATOS
20m
O autor chegou a um hospital municipal que não possui Centro de Tratamento Intensivo
(CTI) sentindo fortes dores de cabeça. José aguardou atendimento na fila da emergência
pelo período de 12 (doze) horas, durante o qual foi tratado de forma áspera e vexatória pelos
servidores do hospital, que, entre outros comportamentos aviltantes, debocharam do fato de
José estar de pé há tanto tempo esperando atendimento.
Após tamanha espera e sofrimento, o quadro de saúde de José agravou-se e ele entrou
em estado de incapacidade absoluta, sem poder locomover-se e sem autodeterminação,
momento no qual, enfim, um médico do hospital veio atendê-lo.
Adamastor, também desempregado, pai de José, revela que, segundo laudo do médico
responsável, seu filho necessita urgentemente ser removido para um hospital que possua
CTI, pois José corre risco de sofrer danos irreversíveis à sua saúde e, inclusive, o de morrer,
o que justifica o ajuizamento da presente ação.
Obs.: é importante lembrar que os fatos não pontuam. Dessa forma, o examinando deve
ser o mais breve possível nos fatos. A professora recomenda que eles sejam feitos
em uma média de cinco linhas. É na parte “do direito” que o examinando pode garan-
tir a sua aprovação. Por isso, quanto maior for o número de fundamentos trazidos,
maior a chance de aprovação.
25m
DO DIREITO
A Constituição Federal dispõe que a saúde é um direito social, sendo um direito de
todos e dever do Estado, conforme os artigos 6º e 196 da CRFB.
Além disso, é da competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pes-
soas portadoras de deficiência de acordo com o artigo 23, II da CRFB/1988.
Obs.: a professora recomenda que o examinando una o caso concreto ao dispositivo, con-
forme feito nesse trecho da peça.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação de Procedimento Comum
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Assim, requer à remoção de José para hospital que possua CTI, além da correspon-
dente internação e o fornecimento de tratamento adequado, em hospital municipal, estadual
ou federal, tendo em vista a solidariedade dos entes federativos na prestação de serviços
de saúde.
30m
Como se não bastasse, José foi tratado de forma áspera e vexatória pelos servidores do
hospital, que, entre outros comportamentos aviltantes, debocharam do fato do autor estar
de pé há tanto tempo esperando atendimento. Há, portanto, responsabilidade objetiva do
Município, pautada na teoria do risco Administrativo, por estarem presentes os elementos
de tal responsabilidade quais sejam: a demonstração da conduta ilícita, nexo causal e resul-
tado danoso.
Obs.: no trecho acima, a professora quis justamente mostrar que José merece uma repara-
ção e que sofreu danos morais. Percebe-se que partes desse trecho foram retiradas
do caso concreto trazido pela banca.
35m
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação de Procedimento Comum II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DO DIREITO
A Constituição Federal dispõe que a saúde é um direito social, sendo um direito de
todos e dever do Estado, conforme os artigos 6º e 196 da CRFB.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação de Procedimento Comum II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: vale lembrar que o art. 37, § 6º da CF/1988 traz a chamada responsabilidade objeti-
va do ente. Trata-se da responsabilidade que dispensa a comprovação do elemento
dolo ou culpa. Assim, José não precisará demonstrar dolo ou culpa, mas sim a exis-
tência da conduta, do nexo e do dano. Vale lembrar que a responsabilidade objetiva
está pautada na chamada teoria do risco administrativo.
5m
Portanto, o autor tem direito à reparação por danos morais em face do Município, de
acordo com o artigo 37§6º da CRFB/1988, que aduz: As pessoas jurídicas de direito público
e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus
agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o
responsável nos casos de dolo ou culpa.
DA TUTELA DE URGÊNCIA
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação de Procedimento Comum II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: nesse sentido, basta citar os principais artigos, que já foram trazidos na fundamenta-
ção jurídica.
O perigo de dano, por sua vez, consiste no risco do autor de sofrer danos irreversíveis à
sua saúde e, inclusive, o de morrer.
Obs.: no caso concreto, o autor da ação corre o risco de sofrer danos irreversíveis à sua
saúde e, até mesmo, de morrer.
Assim, requer a [Link], o deferimento da tutela de urgência para que seja assegurado o
autor a sua internação imediata ao CTI mais próximo, seja em hospital municipal, estadual
ou federal, até a decisão final da presente ação.
10m
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, requer a [Link]:
a) A designação de audiência prévia de conciliação ou mediação, de acordo com o art.
319, VII do CPC;
b) A confirmação da tutela de urgência para que seja assegurado o autor a sua internação
imediata ao CTI mais próximo, seja em hospital municipal, estadual ou federal;
c) A citação do Município, do Estado e da União para contestarem a ação;
d) A procedência do pedido para condenar a União, o Estado e o Município a promo-
verem a internação do autor em CTI, fixando multa em caso de descumprimento da determi-
nação de internação, além da condenação do Município ABC à reparação dos danos morais
sofridos pelo autor;
Obs.: é importante caprichar na procedência dos pedidos (o que se deseja com a ação).
15m
e) A condenação dos réus nos ônus da sucumbência, custas e honorários advocatícios;
f) A produção de todos os meios de prova em direito admitidas; (inclusive a testemunhal
e a pericial)
g) A juntada dos documentos em anexo. (presente em todas as ações comuns)
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação de Procedimento Comum II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação de Procedimento Comum II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
5 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
AÇÃO POPULAR
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: ao ler o texto, marque brasileiro e solteiro. Ao invés de colocar nacionalidade e esta-
do civil, coloque brasileiro, solteiro.
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
A peça então será de ação comum. Quem fez mandado de segurança, a banca conside-
rou também. Porém, tecnicamente, é ação comum uma vez que o estudante pretende produ-
zir provas de todas as espécies.
Não se preocupe em colocar as mesmas palavras que a professora. Será importante
colocar os mesmos artigos.
A professora fez um pouco mais elaborado, com outros dispositivos que poderiam
ser cobrados.
Quanto mais fundamentação, maior a chance de tirar total na peça processual.
Veja abaixo a peça e logo após os comentários sobre ela:
DOS FATOS
(Breve resumo)
FUNDAMENTOS JURÍDICOS
A Constituição Federal dispõe que todos são iguais perante a lei, consoante o art 5º,
caput, da CRFB/88. Além disso, prevê no art.19 que é vedado à União, aos Estados, ao Dis-
trito Federal e aos Municípios criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.
No caso em análise, o autor foi surpreendido com a negativa de seu ingresso em pro-
grama de bolsas financiado pelo Governo Federal, que aduz o não preenchimento de requi-
sitos legais, entre eles está a exigência de pertencer a determinada etnia, uma vez que o
programa é exclusivo de inclusão social para integrantes de grupo étnico descrito no edital.
Ocorre que tal negativa ofende o princípio da isonomia, pois esse tipo de financiamento
não pode beneficiar somente
determinado grupo étnico, conforme exposto nos art.5, caput, e 19 da CRFB/88.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Além disso, o órgão federal informa, ainda, que existe saldo financeiro e que, por isso, o
seu requerimento ficará no aguardo do prazo estabelecido em regulamento. O referido prazo
não consta na lei que instituiu o programa, e o referido ato normativo também não especificou
a limitação do financiamento para grupos étnicos, ofendendo o princípio da legalidade vez
que há confronto entre o regulamento e o texto legal;
Assim, houve ofensa aos princípios constitucionais da Administração Pública, consoante
o artigo 37, caput, da CF, pois o ato da Administração pode ser discricionário, mas não pode
ser arbitrário.
Por fim, houve ofensa ao direito constitucional à educação, que é considerado
um direito social, conforme o art.6º da CRFB/88, e direito de todos e dever do Estado e da
família, sendo promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação
para o trabalho de acordo com ao art.205 da CF/88.
DA TUTELA DE URGÊNCIA
A tutela de urgência na Ação Comum tem previsão no art.300 do CPC.
A probabilidade do direito está presente nos argumentos fáticos e jurídicos acima expos-
tos, notadamente diante da violação dos princípios e dos arts.5º,6º,19 e 205 da Constitui-
ção Federal.
O perigo de dano, por sua vez, consiste no risco do autor prejudicar a continuação do
curso superior, diante da proximidade do início do semestre letivo.
Assim, requer a [Link], o deferimento da tutela de urgência para que seja assegurada a
imediata inclusão do autor no programa de bolsas, até a decisão final da presente ação.
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
5 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Ação Popular
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
6 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Mandado de Segurança
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
MANDADO DE SEGURANÇA
O PULO DO GATO
Essa é a peça processual com mais chance de aparecer na prova. Caso não apareça, ela
irá estar nas questões.
O PULO DO GATO
Se a prova falar que requer produção de provas. Não é mandando de segurança.
• Requisitos:
- Direito Líquido e Certo (cabimento e fundamentação): o direito líquido e certo
foi violado.
- Ato coator (autoridade responsável pela ilegalidade ou abuso de poder). O ende-
reçamento é feito a partir da observação da autoridade coatora.
- Não há condenação ao pagamento de honorários.
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Mandado de Segurança
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Mandado de Segurança
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Definidos na C.E
Governador TJ
Prefeito de capital (caso for pre- AO DESEMBARGADOR PRESI-
Art. 125, §1º CF
feito de cidade que não é capital, DENTE DO TRIBUNAL DE JUS-
usa-se a regra comum) TIÇA DO ESTADO...
Secretário de Estado
Na Lei de Mandado de Segurança, não há esse visu. Esse visu só existe na Lei de
Habeas Data.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Mandado de Segurança II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
MANDADO DE SEGURANÇA II
O PULO DO GATO
Cai muito em prova ato de Presidente, Ministro de Estado e o Governador Prefeito de ca-
pital e Secretário Estadual.
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Mandado de Segurança II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
O PULO DO GATO
No exame 31, na segunda fase, foi cobrada uma peça processual ação popular e 2 ques-
tões envolvendo mandado de segurança.
LEI 12.016/09
Art. 1º Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado
por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer
pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade,
seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça.
§ 2º Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos ad-
ministradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de
serviço público.
Obs.: Decisão administrativa estiver sujeita a recurso, visto que não haverá lesão a direito
do administrado, pois o processo estará paralisado e consequentemente a punição
não será aplicada.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Mandado de Segurança II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: será o ente ao qual a autoridade coautora está vinculada. Ex.: ministro de Estado –
União, Secretário Estadual – Estado, Secretário Municipal - Município.
III – que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido, quando houver fundamento relevante e do
ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida, caso seja finalmente deferida, sendo facul-
tado exigir do impetrante caução, fiança ou depósito, com o objetivo de assegurar o ressarcimento
à pessoa jurídica.
Art. 12. Findo o prazo a que se refere o inciso I do caput do art. 7 o desta Lei, o juiz ouvirá o re-
presentante do Ministério Público, que opinará, dentro do prazo improrrogável de 10 (dez) dias.
Art. 20. Os processos de mandado de segurança e os respectivos recursos terão prioridade sobre
todos os atos judiciais, salvo habeas corpus.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Mandado de Segurança II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurança, a interposição de embargos infrin-
gentes e a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios, sem prejuízo da aplicação de
sanções no caso de litigância de má-fé.
O PULO DO GATO
As súmulas 629 e 630 são as que mais caem.
SÚMULA 632: É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de mandado
de segurança.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Mandado de Segurança III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: autoridade coatora, negativa de informação sobre gastos com pessoal, não exige
produção de provas: mandado de segurança.
Autoridade coatora: secretário municipal de Educação. Ele está vinculado ao município,
por isso vai para a vara da Fazenda Pública.
AO JUÍZO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA X, ESTADO... (10 linhas)
10m
JOÃO, estado civil, profissão, CPF, endereço eletrônico, domicílio e residência, por seu
advogado, procuração em anexo, com escritório na..., vem perante Vossa Excelência com
fulcro no art. 5º LXIX CF e lei 12.016/09 IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA, com
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Mandado de Segurança III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DA LEGITIMIDADE
Obs.: a legitimidade pontua muito na ação civil pública, na ação popular e no mandado de
segurança.
A legitimidade ativa de João decorre do fato de ter o direito de acesso à informação,
sendo titular do direito que postula.
Já a legitimidade passiva do Secretário Municipal de Educação é justificada pelo fato de
ter indeferido o requerimento de João.
DA TEMPESTIVIDADE:
DOS FATOS:
Obs.: resumir em 5 ou 6 linhas, já que os fatos não pontuam.
Relatar os fatos do enunciado, de uma forma breve e objetiva.
DO DIREITO:
Obs.: tudo que estiver contrário no texto deve ser marcado e falado o contrário. Ex.: “Ana
não merece uma assistência à saúde” se transforma em “Ana merece uma assistên-
cia à saúde”, colocando um princípio.
20m
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Mandado de Segurança III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
O ordenamento jurídico pátrio estabelece no Art. 5º, inciso XIV, da CRFB/88: É assegu-
rado a todos o acesso à informação.
Por sua vez (no mesmo sentido), o Art. 5º, inciso XXXIII, da CRFB/88 dispõe: é asse-
gurado a todos o direito de receber dos órgãos públicos as informações de interesse cole-
tivo ou geral.
Obs.: até agora não foi citado o caso em concreto, que será encaixado na sequência.
PEDIDO DE LIMINAR:
A fumaça do bom direito está presente de acordo com o artigo 5º XIV, XXXIII, 37,
§3º, II da CF.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Mandado de Segurança III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Há risco de ineficácia da medida final se a liminar não for deferida, tendo em vista a urgên-
cia da situação, já que as informações servirão para que a população interessada avalie o
desempenho do Prefeito Municipal, candidato à reeleição.
Assim, requer a concessão da medida liminar, para determinar que a autoridade coatora
forneça os dados solicitados por João.
DOS PEDIDOS:
Em face do exposto, requer a Vossa Excelência
Dá a causa o valor...
Pede deferimento.
Local..., data..., Advogado... OAB
O PULO DO GATO
Quanto mais artigos forem colocados com relação ao tema, maior a chance de gabaritar
toda a peça processual.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional– Mandado de Segurança III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Tarefa de Casa
Edson, idoso aposentado por invalidez pelo regime geral de previdência social, recebe
um salário mínimo por mês. Durante mais de três décadas, esteve exposto a agentes nocivos
à saúde, foi acometido por doença que exige o uso contínuo de medicamento controlado,
cuja ministração fora da forma exigida pode colocar em risco a sua vida. Em razão de sua
situação pessoal, todo dia 5 comparece ao posto de saúde existente na localidade em que
reside, retirando a quantidade necessária do medicamento para os próximos trinta dias. No
último dia 5, foi informado, pelo Diretor do referido posto, que a central de distribuição não
entregara o medicamento, já que o Município, em razão da crise financeira, não pagava os
fornecedores havia cerca de seis meses. Inconformado com a informação recebida, Edson
formulou, logo no dia seguinte, requerimento endereçado ao Secretário Municipal de Saúde,
autoridade responsável pela administração das dotações orçamentárias destinadas à área
de saúde e pela aquisição dos medicamentos encaminhados à central de distribuição, órgão
por ele dirigido. Na ocasião, esclareceu que a ausência do medicamento poderia colocar em
risco sua própria vida. Em resposta escrita, o Secretário reconheceu que Edson tinha neces-
sidade do medicamento, o que fora documentado pelos médicos do posto de saúde, e infor-
mou que estavam sendo adotadas as providências necessárias à solução da questão, mas
que tal somente ocorreria dali a 160 (cento e sessenta) dias, quando o governador do Estado
prometera repassar receitas a serem aplicadas à saúde municipal. Nesse meio-tempo, suge-
riu que Edson procurasse o serviço de emergência sempre que o seu estado de saúde apre-
sentasse alguma piora. Edson, de posse de toda a prova documental que por si só basta para
demonstrar os fatos narrados, em especial a resposta do Secretário Municipal de Saúde,
procura você, uma semana depois, para contratar seus serviços como advogado(a), solici-
tando o ajuizamento da medida judicial que ofereça resultados mais céleres, sem necessi-
dade de longa instrução probatória, para que consiga obter o medicamento de que necessita.
Levando em consideração as informações expostas, ciente da desnecessidade da dilação
probatória, elabore a medida judicial adequada, com todos os fundamentos jurídicos que
conferem sustentação ao direito de Edson. (Valor: 5,00)
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
ANOTAÇÕES
5 [Link]
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Mandado de Segurança IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
MANDADO DE SEGURANÇA IV
TAREFA DE CASA!
Edson, idoso aposentado por invalidez pelo regime geral de previdência social, recebe
um salário mínimo por mês. Durante mais de três décadas, esteve exposto a agentes noci-
vos à saúde, foi acometido por doença que exige o uso contínuo de medicamento con-
trolado, cuja ministração fora da forma exigida pode colocar em risco a sua vida*. Em
razão de sua situação pessoal, todo dia 5 comparece ao posto de saúde existente na loca-
lidade em que reside, retirando a quantidade necessária do medicamento para os próximos
trinta dias. No último dia 5, foi informado, pelo Diretor do referido posto, que a central de dis-
tribuição não entregara o medicamento, já que o Município, em razão da crise financeira, não
pagava os fornecedores havia cerca de seis meses. Inconformado com a informação rece-
bida, Edson formulou, logo no dia seguinte, requerimento endereçado ao Secretário Muni-
cipal de Saúde**, autoridade responsável pela administração das dotações orçamentárias
destinadas à área de saúde e pela aquisição dos medicamentos encaminhados à central de
distribuição, órgão por ele dirigido. Na ocasião, esclareceu que a ausência do medicamento
poderia colocar em risco sua própria vida. Em resposta escrita, o Secretário reconheceu que
Edson tinha necessidade do medicamento, o que fora documentado pelos médicos do
posto de saúde, e informou que estavam sendo adotadas as providências necessá-
rias à solução da questão, mas que tal somente ocorreria dali a 160 (cento e sessenta)
dias, quando o governador do Estado prometera repassar receitas a serem aplicadas à
saúde municipal. Nesse meio-tempo, sugeriu que Edson procurasse o serviço de emergên-
cia sempre que o seu estado de saúde apresentasse alguma piora. Edson, de posse de toda
a prova documental*** que por si só basta para demonstrar os fatos narrados, em especial
a resposta do Secretário Municipal de Saúde, procura você, uma semana depois,**** para
contratar seus serviços como advogado(a), solicitando o ajuizamento da medida judicial que
ofereça resultados mais céleres, sem necessidade de longa instrução probatória, para que
consiga obter o medicamento de que necessita. Levando em consideração as informações
expostas, ciente da desnecessidade da dilação probatória, elabore a medida judicial ade-
quada, com todos os fundamentos jurídicos que conferem sustentação ao direito de Edson.
(Valor: 5,00)
Durante a leitura é importante pensar sobre a fundamentação da peça.
ANOTAÇÕES
[Link] 1
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Mandado de Segurança IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
*CF: Artigo 5º (Direito à vida), Artigo 1º, III (Dignidade da pessoa humana)/ artigo 6º
(saúde é um direito social), artigo 196.
**É a autoridade coatora.
5m
***Prova pré-constituída.
****A prova já é pré-constituída, não necessita de produção de provas. Também é possí-
vel definir o endereçamento, porque cita o Secretário Municipal de Saúde. O tempo de uma
semana também está dentro do prazo decadencial de 120 dias para impetrar o mandado de
segurança.
As palavras finais da peça processual ratificam, confirmam a peça que deve ser feita pelo
candidato.
As últimas linhas demonstram o que o examinador espera na prova, de forma repetida:
célere, sem necessidade de produção de provas, ação uma semana depois da resposta do
secretário que violou seu direito líquido e certo.
10m
Fazer a correção de acordo com o espelho (abaixo), pois em Direito Constitucional, o
espelho costuma ser bastante previsível, mudando apenas a fundamentação.
[Link] 2
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Mandado de Segurança IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
[Link] 3
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Mandado de Segurança IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Município..., pessoa jurídica de direito público, CNPJ, com sede na... pelos fatos e fundamen-
tos jurídicos a seguir:
15m
ATENÇÃO
No mandado de segurança, deve ser colocado no polo passivo, a autoridade coatora e
consequentemente deve ser informada à qual entidade essa autoridade está vinculada e
também qualificar a pessoa jurídica.
Art. 5º
LXIX – conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado
por habeas-corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público;
DA TEMPESTIVIDADE
Obs.: a partir do momento da ciência do seu direito líquido e certo, Edson tem um prazo
de 120 dias.
III – DA LEGITIMIDADE
[Link] 4
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Mandado de Segurança IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: não é necessário escrever com as mesmas palavras da banca, deve-se escrever
com as próprias palavras por que Edson tem a legitimidade para a impetração do
mandado de segurança.
V – DOS FATOS
Um breve resumo. Não deve ser feita uma página de fatos, porque não pontuam. Ex.: “o
impetrante precisa de remédios e o secretário, responsável pela aquisição dos remédios lhe
negou sob justificativa...”
25m
VI – DO DIREITO
A saúde, que é considerada um direito social, é direito de todos e dever do Poder Público,
nos termos do Art. 6º e Art. 196, caput, ambos da CRFB/88.
No caso em análise, o impetrante foi acometido por doença que exige o uso contínuo de
medicamento controlado, cuja ministração fora da forma exigida pode colocar em risco a sua
vida, afrontando o princípio da dignidade humana e o direito à vida contemplados no Art. 1º,
inciso III, e Art. 5º, caput, ambos da CRFB/88.
Obs.: demonstra que o impetrante corre o risco de morrer e que a Constituição garante o
direito a vida através dos artigos mencionados.
Assim, deve ser assegurada a efetividade do direito social à saúde, o que significa dizer
que há aplicação imediata das normas sobre direitos fundamentais consoante art. 5º, §
1º da CRFB.
Obs.: ao mencionar algo do artigo 5º da Constituição Federal deve ser informado que há
aplicação imediata das normas sobre direitos fundamentais.
Além disso, o serviço de saúde oferecido pelo Município deve assegurar o “atendimento
integral”, conforme prevê o Art. 198, inciso II, da CRFB/88, o que inclui o fornecimento de
medicamentos.
ANOTAÇÕES
[Link] 5
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Mandado de Segurança IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: quanto mais fundamentações forem informadas na prova, maior a chance de gaba-
ritar a peça processual.
Obs.: importante relacionar os artigos que mencionam o tema da saúde, trazê-los durante
a fundamentação e juntá-los com o caso concreto.
30m
VII – DA LIMINAR
A previsão para concessão da liminar no mandado de segurança está presente no art. 7º,
III da Lei n. 12.016/2009.
A fumaça do bom direito reside nos argumentos fáticos e jurídicos apresentados, ou seja,
houve violação a direitos fundamentais, sociais de acordo com os artigos 6º, 196, 5º da CF.
O perigo na demora também se encontra presente tendo em vista a urgência da situação,
pois Edson corre risco de morte.
Requer a concessão da medida liminar, para que a autoridade coatora restabeleça o for-
necimento do medicamento de que Edson necessita.
DOS PEDIDOS:
[Link] 6
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Mandado de Segurança IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
[Link] 7
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A
Mandado de Segurança V
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
MANDADO DE SEGURANÇA V
VII – Da liminar
Dos pedidos
[Link] 1
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A
Mandado de Segurança V
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
ATENÇÃO
Em mandado de segurança não tem condenação em honorários advocatícios. Pede-
-se a condenação em custas processuais.
Também não há produção de provas, a prova é pré-constituída.
[Link] 2
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A
Mandado de Segurança V
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
O PULO DO GATO
Art. 5º LXX — o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
a. partido político com representação no Congresso Nacional;
b. organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou
associados;
Ou seja, se aparecer “sindicato” ou “associação” na prova, trata-se de um mandado de
segurança coletivo.
10m
No mesmo sentido, o artigo 21 da Lei n. 12.016/2009.
Lei n. 12.016/2009
Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente
aos membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante.
RELEMBRANDO
Para não confundir com a ação civil pública, que também tem associação no polo ativo,
lembrar-se que o objeto é diferente.
[Link] 3
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A
Mandado de Segurança V
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
ATENÇÃO
Para decidir a competência para julgar o endereçamento da peça processual:
Na Lei de Abeas Data não inclui comandante da polícia, STF, STJ e não faz parte do GPS,
então faz parte do primeiro grau. Percebe-se isso ao mencionar o “Estado Alfa”, então é a
vara da fazenda pública ou vara cível.
[Link] 4
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A
Mandado de Segurança V
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Do cabimento
É cabível o mandado de segurança coletivo para proteger o direito líquido dos filiados/
categoria do impetrante, de acordo com o art. 21 da Lei n. 12.016/2009 e o artigo 5º LXX, “b”,
da CRFB, vejamos:
Art. 5º
Da tempestividade
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conte-
údo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura
exclusiva deste material.
ANOTAÇÕES
[Link] 5
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Mandado de Segurança VI
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
MANDADO DE SEGURANÇA VI
DA LEGITIMIDADE
Nesse tópico, o aluno deverá escrever os motivos de o Sindicato W ser legitimado ativo,
bem como os motivos de o comandante da Polícia Militar ser o legitimado passivo.
O Sindicato W é legitimado ativo, pois é uma organização sindical legalmente constituída
e em funcionamento há mais de um ano, estando em defesa de direitos líquidos e certos de
parte dos trabalhadores da categoria, tal qual autorizado pelo Art. 21 da Lei n. 12.016/2009
OU Art. 5º, inciso LXX, alínea b, da CRFB/88. O comandante da Polícia Militar é legitimado
passivo, pois exarou decisão impedindo a realização das reuniões e das passeatas.
V – DOS FATOS
A narrativa deve possuir entre 6 e 7 linhas e contar, resumidamente, o que aconteceu no
caso em análise.
• Os fatos não são pontuados, pois referem-se a um resumo da peça processual.
5m
VI – DO DIREITO
De acordo com o art. 5º, IV, da CRFB os trabalhadores têm o direito fundamental à livre
manifestação do pensamento, o que foi impedido no caso em análise pelo Comandante
da Polícia Militar, sob o argumento de que atrapalhariam o direito ao lazer nas praças e a
tranquilidade das pessoas, havendo também violação ao direito fundamental a liberdade de
expressão, conforme o art 5º, IX CRFB.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Mandado de Segurança VI
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Além do exposto, foi violado o direito fundamental à reunião pacífica conforme o artigo
5º, XVI, da CRFB, que dispõe que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em
locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra
reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à
autoridade competente”.
A comunicação ao comandante da Polícia Militar visava apenas a evitar a frustração de
reunião anteriormente convocada para o mesmo local, o que não era o caso. Como a reu-
nião independe de autorização, o indeferimento violou o direito líquido e certo de parte dos
associados do Sindicato W sendo cabível a medida nos termos do Art. 1º da Lei n. 12.016/09.
Na medida em que estamos perante direitos coletivos, é cabível a impetração de Man-
dado de Segurança Coletivo, nos termos do Art. 21, parágrafo único, da Lei n. 12.016/09.
10m
Por fim, há prova pré-constituída, consistente na decisão proferida pela autoridade coa-
tora e formalmente comunicada ao Sindicato W, não restando dúvidas em relação a violação
do direito líquido e certo.
• Não basta informar o principal inciso (nesse caso, o inciso XVI, que trata do direito à
reunião), deve-se informar outros artigos e incisos relacionados como tema, visto que
esses também serão pontuados.
• O candidato deve deixar claro na questão que o direito à reunião independe de autori-
zação e o indeferimento do comandante violou o direito líquido e certo dos associados
do Sindicato W, sendo cabível a medida judicial.
• Se for mandado de segurança, é necessário:
– Especificar também na fundamentação que houve violação de direito líquido e certo.
– Mencionar, na fundamentação, que a prova é pré-constituída, não sendo necessária
a produção das mesmas.
VII – DA LIMINAR
A previsão para concessão da liminar no mandado de segurança está presente no art. 7º,
III da Lei 12.016/09. A fumaça do bom direito reside nos argumentos fáticos e jurídicos apre-
sentados, ou seja, houve violação a direitos fundamentais.
O perigo na demora também se encontra presente tendo em vista a urgência da situação,
já que as reuniões nas praças e as passeatas começariam em poucos dias.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Mandado de Segurança VI
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DOS PEDIDOS
15m
Em face do exposto, requer:
a) a confirmação da liminar para que a autoridade coatora se abstenha de adotar qual-
quer medida que impeça a realização das reuniões e das passeatas, na forma do art. 7º, III,
da Lei 12.016/09;
b) a notificação da autoridade coatora, o Comandante da Polícia Militar, a fim de que, no
prazo de 10 (dez) dias, preste as informações; (art 7,I 12.016/09)
c) que se dê ciência do feito ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica inte-
ressada, enviando-lhe cópia da inicial sem documentos, para que, querendo, ingresse no
feito de acordo com o art. 7º, II, da Lei 12.016/09;
d) a procedência dos pedidos requerendo a concessão da ordem em definitivo.
e) a intimação do Representante do Ministério Público, conforme o art. 12, da Lei
12.016/09;;
f) a condenação em custas processuais;
g) a juntada dos documentos anexo.
• A liminar deve ser confirmada e a procedência dos pedidos deve ser realizada reque-
rendo a concessão da ordem em definitivo.
• Os Mandados de Segurança individuais e coletivos possuem a mesma estrutura.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Habeas Data
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
HABEAS DATA
Habeas data geralmente não cai em prova, entretanto, se cair, não será uma peça que
deixará o candidato surpreso.
• O Habeas Data não deve ser confundido com Mandado de Segurança.
Art. 5º
LXXII – Conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de
registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou ad-
ministrativo.
LEI 9.507
5m
A Lei 9.507 traz outra possibilidade para impetração do habeas data.
Art. 7º Conceder-se-á habeas data:
I – para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de
registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
II – para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou
administrativo;
III – para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre
dado verdadeiro, mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável.
HABEAS DATA
• A ação é gratuita, na forma do art. 5º, LXXVII, da Constituição Federal.
• Previsão tanto no art. 5º, LXXII, quanto na Lei 9.507/97.
10m
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Habeas Data
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
• Não tem por finalidade permitir o acesso a informações públicas. Para ter acesso a
informações públicas, deve ser impetrado o mandado de segurança.
• Relacionado a conhecimento (dados pessoais, informação personalíssima), retifica-
ção, anotação.
• No polo passivo, é possível figurarem SPC e Serasa.
• Não se pede a produção de provas, visto que essas já são pré-constituídas, seme-
lhante ao mandado de segurança.
15m
• Deve haver a comprovação de recusa por parte da autoridade administrativa.
• Princípio da inafastabilidade de jurisdição: qualquer ameaça a lesão ou a direito não
pode afastar o controle judicial. Este será o argumento a ser colocado.
–Exceção a esta regra: justiça desportiva, para a qual deve-se esgotar a via administrativa.
– O Habeas data é, portanto, uma mitigação ao princípio da inafastabilidade de juris-
dição, visto que para ser impetrado deve-se, primeiramente, demonstrar a recusa na
via administrativa.
20m
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Habeas Data II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
HABEAS DATA II
Se a autoridade coatora não estiver no art.20 da Lei 9.507/97, utiliza-se a regra comum:
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Habeas Data II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Art. 8º A petição inicial, que deverá preencher os requisitos dos arts. 282 a 285 do Código de
Processo Civil, será apresentada em duas vias, e os documentos que instruírem a primeira serão
reproduzidos por cópia na segunda.
Parágrafo único. A petição inicial deverá ser instruída com prova:
I – da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de dez dias sem decisão;
II – da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de quinze dias, sem decisão; ou
III – da recusa em fazer-se a anotação a que se refere o § 2º do art. 4º ou do decurso de mais de
quinze dias sem decisão.
• A prova é pré-constituída;
• A Lei deixa claro que se faz necessária recusa do acesso às informações, ou então a
omissão por mais de 10 dias.
10m
• Para o caso de retificação ou anotação, deve ser demonstrada a recusa ou a omissão
por mais de 15 dias.
Art. 9º Ao despachar a inicial, o juiz ordenará que se notifique o coator do conteúdo da petição,
entregando-lhe a segunda via apresentada pelo impetrante, com as cópias dos documentos, a fim
de que, no prazo de dez dias, preste as informações que julgar necessárias.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Habeas Data II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
• O MP será notificado.
Art. 13 Na decisão, se julgar procedente o pedido, o juiz marcará data e horário para que o coator:
I – apresente ao impetrante as informações a seu respeito, constantes de registros ou bancos
de dadas; ou
II – apresente em juízo a prova da retificação ou da anotação feita nos assentamentos do impetrante.
Peça processual
15m
Tício, brasileiro, casado, engenheiro, na década de setenta, participou de movimentos
políticos que faziam oposição ao governo então instituído. Por força de tais atividades, foi
vigiado pelos agentes estatais e, em diversas ocasiões, preso para averiguações; seus movi-
mentos foram monitorados pelos órgãos de inteligência vinculados aos órgãos de segurança
do Estado, organizados por agentes federais. Após longos anos, no ano de 2010, Tício reque-
reu acesso à sua ficha de informações pessoais, tendo o seu pedido indeferido, em todas as
instâncias administrativas. Esse foi o último ato praticado pelo Ministro de Estado da Defesa,
que lastreou seu ato decisório, na necessidade de preservação do sigilo das atividades do
Estado, uma vez que os arquivos públicos do período desejado estão indisponíveis para
todos os cidadãos. Tício, inconformado, procura aconselhamentos com seu sobrinho Caio,
advogado, que propõe apresentar ação judicial para acessar os dados do seu tio.
20m
• Qualquer um pode impetrar habeas data.
• Tício requereu acesso à sua ficha de informações pessoais, tendo o seu pedido inde-
ferido, em todas as instâncias administrativas. Tal informação é muito importante, pois
é necessário que haja a recusa nas instâncias administrativas.
• A autoridade coatora é o Ministro de Estado da Defesa. Dessa forma, o endereça-
mento será ao STJ.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Habeas Data III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Endereçamento
•
Ao Ministro Presidente do Superior Tribunal de Justiça, pois a autoridade coatora é o
Ministro de Estado.
Obs.: Não é recomendado que o candidato pule muitas linhas, uma ou duas são suficien-
tes.
DO CABIMENTO
É cabível a presente ação constitucional, que busca obter o conhecimento de informa-
ções relativas à sua pessoa, na forma do disposto na lei 9.507/97 e no art 5º, LXXII, “a”, da
CRFB, vejamos:
LXXII – conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, cons-
tantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
• Quando for cabimento do MS, pode-se escrever “tendo em vista que houve violação
do direito líquido e certo”. Já, se for ação popular, pode-se escrever “é cabível ação
popular, pois visa anular ato lesivo ao patrimônio, moralidade, meio ambiente”.
• Nesse caso, é cabível o Habeas Data, pois o impetrante busca o conhecimento de
informações relativas à sua pessoa.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Habeas Data III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DA LEGITIMIDADE
A legitimidade ativa é de Tício, uma vez que qualquer pessoa física ou jurídica pode
ser titular do direito à informação pessoal e, no presente caso, Tício teve negado o acesso
a informação de caráter pessoal, ferindo as normas constitucionais e legais. A legitimidade
passiva, conforme art.2º da Lei n. 9.507/97, é do Ministro do Estado já que é o responsável
em conceder as informações pessoais requeridas pelo impetrante.
• Tício é legitimado ativo, pois está impetrando habeas data por terem sido negadas a
ele informações de caráter pessoal.
10m
• O Ministro de Estado é legitimado passivo, pois negou as informações pessoais.
DA RECUSA À INFORMAÇÃO
O impetrante teve o seu pedido indeferido em todas as instâncias administrativas, con-
forme documentação anexa, o que comprova o requisito indispensável para impetrar a pre-
sente ação, de acordo com o art. 8, I, da lei 9.507/97.
• O tópico específico “da recusa à informação” deve ser aberto informando que já houve
recusa na via administrativa, portanto, o Habeas Data não ferirá o previsto na Súmula
2 do STJ, ou no art.8º da Lei 9.507/97.
DOS FATOS
• Nesse ponto o candidato deve fazer um breve resumo do que aconteceu no caso
analisado.
DO DIREITO
O art. 5º, XXXII, da CF/88 assegura a todos os indivíduos o direito de receber dos órgãos
públicos informações de seu interesse pessoal para defesa de direito, vejamos:
15m
XXXIII – todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da socie-
dade e do Estado;
Assim, a alegação de que as informações são sigilosas em virtude do interesse público,
configura abuso do poder e viola dispositivos constitucionais, visto que a atividade pública
pauta-se no princípio da publicidade, consoante o art. 37, caput da CF/88.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Habeas Data III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
ATENÇÃO
Importante destacar que o direito à informação é um direito fundamental, conforme citado
no art. 5, XXXIII, da CF/88, portanto protegido por cláusula pétrea, conforme art. 60, § 4º,
IV da CF. Além disso, a negativa do direito à informação pessoal, também fere a vida intima
(art. 5º, X da CF) e a personalidade do impetrante.
20m
Portanto, o Habeas data é o remédio constitucional adequado para a defesa em juízo dos
dados que se pretende conhecer, sendo a competência definida de acordo com a autori-
dade coatora. Como no☺ caso em análise a autoridade coatora foi o Ministro de Estado,
a competência para julgamento da presente ação é do Superior Tribunal de Justiça, de
acordo com o art.105, I, b da CRFB e o artigo 20, I, “b” da lei 9.507/97.
• Quanto mais artigos e princípios relacionados ao tema forem inseridos, maiores chan-
ces de fechar o espelho.
• No presente caso, poderiam ser inseridos o art. 5º, XXXIII e a Lei de aceso a informações.
• É interessante inserir o princípio da publicidade.
• Ao final, é importante que o candidato reforce que o Habeas Data é um remédio cons-
titucional e adequado para a defesa em juízo.
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, requer a [Link]:
a) Que se notifique o coator, Ministro de Estado da Defesa, a fim de que no prazo de 10
dias, preste as informações que julgar necessárias.
25m
b) A notificação do Ministério Público, nos termos do art. 12 da lei 9.507/97
c) A procedência dos pedidos para marcar data e horário para que o coator apresente à
impetrante as informações a seu respeito, constantes de seus registros.
d) a prioridade de julgamento do presente feito, na forma do art. 19 da lei 9.507/97
e) A juntada dos documentos.
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Habeas Data III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Local.... Data...
Advogado...
OAB...
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Habeas Data IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
HABEAS DATA IV
MANDADO DE INJUNÇÃO
• A estrutura do Mandado de Injunção se parece com a estrutura do Mandado se
Segurança;
• Embora seja uma peça típica de direito Constitucional, caiu apenas duas vezes.
HABEAS DATA
José, cidadão estrangeiro, que residira durante trinta anos no Brasil e passara os últimos
trinta anos de sua vida vivendo no exterior, sem visitar os Brasil, decidiu retornar a este país.
Após fixar residência no Brasil, tomou a iniciativa de rever os conhecidos. Em uma conversa
com um dos seus amigos tomou conhecimento de que consta em assentamento do Minis-
tério X a informação de que José havia cometido ato terrorista em território brasileiro, trinta
e cinco anos atrás. Jose decidiu averiguar a informação e apresentou petição ao Ministério
X, requerendo cópia de todos os documentos de posse do referido ministério em que cons-
tasse seu nome.
Dentro do prazo legal, José recebeu resposta indeferindo seu pedido, assinada pelo pró-
prio Ministro da Pasta X, em que este afirmava que o peticionado não tinha direito de receber
as informações por essas estarem protegidas pelo sigilo das atividades inerentes ao próprio
Ministério. Incrédulo e inconformado com a decisão, José procurou os serviços de um advo-
gado para tomar a providência judicial cabível. Na qualidade de advogado de José, redija a
peça jurídica mais adequada ao caso relatado na situação hipotética, atentando aos seguin-
tes aspectos: a) competência do órgão julgador; b) legitimidade ativa e passiva; c) argumen-
tos a favor do acesso a todas as informações envolvendo o nome de José no Ministério X; d)
requisitos formais da peça judicial proposta.
• Há, na narrativa, uma recusa à informação personalíssima de Jose. Cabe, portanto,
Habeas Data.
5m
• De acordo com a Lei 9.507, art.20, o pedido deve ser endereçado ao STJ, pois quem
recusou o pedido foi um Ministro de Estado.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Habeas Data IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DO CABIMENTO
É cabível a presente ação, pois o impetrante busca obter o conhecimento de informa-
ções relativas à sua pessoa, na forma do disposto na lei 9.507/97 e no art 5º, LXXII, “a”, da
CRFB, vejamos:
LXXII – conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de
registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
• É importante citar o disposto na Lei 9.507/97 e o art. 5º, LXXII da Constituição Federal.
DA LEGITIMIDADE
10m
A legitimidade ativa é de José, uma vez que qualquer pessoa física ou jurídica, pode ser
titular do direito à informação pessoal e, no presente caso, José teve negado o acesso à
informação de caráter pessoal, ferindo as normas constitucionais e legais.
A legitimidade passiva, conforme art. 2º da Lei n. 9.507/97, é do Ministro da Pasta, já que
é o responsável em conceder as informações pessoais requeridas pelo impetrante.
• Também seria possível a escrita apontando o fato de José ser estrangeiro:“A legitimi-
dade ativa é de José, uma vez que qualquer pessoa física ou jurídica, brasileira ou
estrangeira pode ser titular do direito à informação pessoal...”
DA RECUSA À INFORMAÇÃO
O impetrante teve o seu pedido indeferido em todas as instâncias administrativas, con-
forme documentação anexa, o que comprova o requisito indispensável para impetrar a pre-
sente ação, de acordo com o art. 8,I, da lei 9.507/97.
• No caso do Habeas Data, deve haver a recusa da informação, pois trata-se de uma
mitigação ao princípio da inafastabilidade jurisdicional
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Habeas Data IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DOS FATOS
15m
• Deve ser escrito de forma muito resumida, entre 6 e 7 linhas.
DO DIREITO
O art. 5º, XXXII, da CF/88 assegura a todos os indivíduos o direito de receber dos órgãos
públicos informações de seu interesse pessoal para defesa de direito, vejamos:
XXXIII – todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da socie-
dade e do Estado;
Assim, a alegação de que as informações são sigilosas em virtude do interesse público,
configura abuso do poder e viola dispositivos constitucionais, visto que a atividade pública
pauta-se no princípio da publicidade, consoante o art. 37, caput da CF/88. Importante desta-
car que o direito à informação é um direito fundamental, conforme citado no art 5,XXXIII da
CF/88, portanto protegido por cláusula pétrea, conforme art. 60, § 4º, IV da CF). Além disso,
a negativa do direito à informação pessoal, também fere a vida intima (art. 5º, X da CF) e a
personalidade do impetrante.
20m
Portanto, o Habeas data é o remédio constitucional adequado para a defesa em juízo dos
dados que se pretende conhecer, sendo a competência definida de acordo com a autoridade
coatora. Como no caso em análise a autoridade coatora foi o Ministro de Estado, a compe-
tência para julgamento da presente ação é do Superior Tribunal de Justiça, de acordo com o
art.105, I, b da CRFB e o artigo 20,I, “b” da lei 9.507/97.
• Quando se tratar de Habeas Data, o art. 5º, XXXII, deve ser citado.
• Ao final, o candidato pode pontuar, novamente, que o Habeas data é o remédio cons-
titucional adequado para a defesa em juízo dos dados que se pretende conhecer.
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, requer a [Link]:
a) Que se notifique o coator, Ministro de Estado, a fim de que no prazo de 10 dias, preste
as informações que julgar necessárias
b) A notificação do Ministério Público, nos termos do art. 12 da Lei 9.507/97
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Habeas Data IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
c) A procedência dos pedidos para marcar data e horário para que o coator apresente à
impetrante as informações a seu respeito, constantes de seus registros.
d) a prioridade de julgamento o presente feito, na forma do art. 19 da Lei 9.507/97
e) A juntada dos documentos.
25m
Dá-se a causa o valor de...
Pede deferimento.
Local.... Data...
Advogado... OAB...
• Caso o candidato, no dia da prova, se esqueça de como fazer um Habeas Data, basta
lembrar-se do Mandado de Segurança, o qual possui estrutura semelhante ao HD.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Mandado de Injunção Individual e Coletivo
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
MANDADO DE INJUNÇÃO
Fundamentação
CF/88:
Art. 5º (…)
LXXI – conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne
inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacio-
nalidade, à soberania e à cidadania;
Trata-se de uma tutela de direitos subjetivos constitucionais, cujo exercício esteja impe-
dido pela ausência de norma reguladora.
O PULO DO GATO
Na ADO, o processo é objetivo. No mandado de injunção, há uma tutela de direitos subje-
tivos constitucionais.
ATENÇÃO
O impetrante deve ser beneficiário do direito. Portanto, quem não é servidor público não
pode pleitear em juízo a elaboração da lei de greve, por exemplo.
Mandado de Injunção:
• Individual: pessoa natural ou jurídica;
• Coletivo: art. 12 da Lei 13.300/16;
• Polo passivo: quem tem o dever de elaborar a norma regulamentadora.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Mandado de Injunção Individual e Coletivo
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
•
O PULO DO GATO
O mandado de injunção ou de segurança de pessoa jurídica não serão, necessariamente,
coletivos.
5m
Competência
O mandado de injunção pode começar no STF, STJ ou TJ, mas também pode começar
em 1º grau.
A competência será do:
• STF – art. 102, I, “q”, CF – se quem deveria propor o propor o projeto era:
- Presidente da República;
- Congresso Nacional;
- Câmara dos Deputados;
- Senado Federal;
- TCU;
- Tribunais Superiores;
- STF.
• STJ – art. 105, I, “h”, CF – se quem deveria propor o propor o projeto era:
- Órgão ou entidade federal, da administração direta ou indireta, exceto os casos
de competência do STF, Justiça Militar, Justiça Eleitoral, Justiça do Trabalho e
Justiça Federal.
• TJ, se quem deveria propor o propor o projeto era:
- Governador;
- Prefeito de Capital;
- Secretário de Estado;
- Mesa da Assembleia Legislativa.
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Mandado de Injunção Individual e Coletivo
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Se a questão mencionar a falta de uma norma regulamentadora para tornar viável o exer-
cício dos direitos e liberdades constitucionais, caberá mandado de injunção.
Parágrafo único. Considera-se parcial a regulamentação quando forem insuficientes as normas
editadas pelo órgão legislador competente.
Art. 3º São legitimados para o mandado de injunção, como impetrantes, as pessoas naturais ou
jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas referidos no
art. 2º e, como impetrado, o Poder, o órgão ou a autoridade com atribuição para editar a norma
regulamentadora.
10m
Trata-se, neste artigo, do mandado de injunção individual. Além disso, também são trazi-
das as legitimidades ativa e passiva.
Art. 4º A petição inicial deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei processual e indicará,
além do órgão impetrado, a pessoa jurídica que ele integra ou aquela a que está vinculado.
(…)
Art. 5º Recebida a petição inicial, será ordenada:
I – a notificação do impetrado sobre o conteúdo da petição inicial, devendo-lhe ser enviada a se-
gunda via apresentada com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 10 (dez) dias,
preste informações;
Se é o governador que tem de propor um projeto de lei, por exemplo, a ação vincula-se
ao Estado.
Art. 7º Findo o prazo para apresentação das informações, será ouvido o Ministério Público, que
opinará em 10 (dez) dias, após o que, com ou sem parecer, os autos serão conclusos para decisão.
Art. 8º Reconhecido o estado de mora legislativa, será deferida a injunção para:
Este artigo trata dos efeitos do mandado de injunção, relacionando-se a uma posição
concretista intermediária, logo, não há adoção de extremos.
15m
I – determinar prazo razoável para que o impetrado promova a edição da norma regulamentadora;
II – estabelecer as condições em que se dará o exercício dos direitos, das liberdades ou das prer-
rogativas reclamados ou, se for o caso, as condições em que poderá o interessado promover ação
própria visando a exercê-los, caso não seja suprida a mora legislativa no prazo determinado.
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Mandado de Injunção Individual e Coletivo
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
I – pelo Ministério Público, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a defesa
da ordem jurídica, do regime democrático ou dos interesses sociais ou individuais indisponíveis;
II – por partido político com representação no Congresso Nacional, para assegurar o exercício de
direitos, liberdades e prerrogativas de seus integrantes ou relacionados com a finalidade partidária;
III – por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em fun-
cionamento há pelo menos 1 (um) ano, para assegurar o exercício de direitos, liberdades e prer-
rogativas em favor da totalidade ou de parte de seus membros ou associados, na forma de seus
estatutos e desde que pertinentes a suas finalidades, dispensada, para tanto, autorização especial;
É mais comum que o candidato tenha que se colocar como organização sindical, enti-
dade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos
1 (um) ano.
IV – pela Defensoria Pública, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a promo-
ção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados, na forma
do inciso LXXIV do art. 5º da Constituição Federal.
DIRETO DO CONCURSO
20m
1. (XXII EXAME DE ORDEM – 2ª FASE) Servidores públicos do Estado Beta, que traba-
lham no período da noite, procuram o Sindicato ao qual são filiados, inconformados por
não receberem adicional noturno do Estado, que se recusa a pagar o referido benefício
em razão da inexistência de lei estadual que regulamente as normas constitucionais
que asseguram o seu pagamento.
O Sindicato resolve, então, contratar escritório de advocacia para ingressar com o ade-
quado remédio judicial, a fim de viabilizar o exercício em concreto, por seus filiados,
da supramencionada prerrogativa constitucional, sabendo que há a previsão do valor
de vinte por cento, a título de adicional noturno, no Art. 73 da Consolidação das Leis
do Trabalho.
Considerando os dados acima, na condição de advogado(a) contratado(a) pelo Sindica-
to, utilizando o instrumento constitucional adequado, elabore a medida judicial cabível.
(Valor: 5,00)
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Mandado de Injunção Individual e Coletivo
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
COMENTÁRIO
Como figura um Sindicato no polo ativo, sabe-se que a ação será coletiva, isto é, um man-
dado de injunção coletivo ou um mandado de segurança coletivo.
A inexistência de lei estadual que regulamente as normas constitucionais indica que se
trata de um mandado de injunção. Essa indicação é confirmada pela menção, pelo enun-
ciado, do ingresso de um remédio judicial.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
5 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Mandado de Injunção Individual e Coletivo II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. (XXII EXAME DE ORDEM – 2ª FASE) Servidores públicos do Estado Beta, que traba-
lham no período da noite, procuram o Sindicato ao qual são filiados, inconformados por
não receberem adicional noturno do Estado, que se recusa a pagar o referido benefício
em razão da inexistência de lei estadual que regulamente as normas constitucionais
que asseguram o seu pagamento.
O Sindicato resolve, então, contratar escritório de advocacia para ingressar com o ade-
quado remédio judicial, a fim de viabilizar o exercício em concreto, por seus filiados,
da supramencionada prerrogativa constitucional, sabendo que há a previsão do valor
de vinte por cento, a título de adicional noturno, no Art. 73 da Consolidação das Leis
do Trabalho.
Considerando os dados acima, na condição de advogado(a) contratado(a) pelo Sindica-
to, utilizando o instrumento constitucional adequado, elabore a medida judicial cabível.
(Valor: 5,00)
COMENTÁRIO
• MI Coletivo;
• Sindicato;
• Adicional noturno;
• Art. 5º, LXXI, CF;
• Lei n. 13.300/16;
• Impetrado: governador → TJ → art. 61, § 1º, II, “a” (competência do Presidente da
República que se aplica, por simetria, aos Governadores e aos Prefeitos).
Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da
Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da Repú-
blica, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República
e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.
§ 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:
(…)
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Mandado de Injunção Individual e Coletivo II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
I – disponham sobre:
a. criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou au-
mento de sua remuneração;
SINDICATO, pessoa jurídica de direito privado, CNPJ, com sede, por seu advogado, pro-
curação em anexo, com escritório…, com fundamento no art. 5º, LXXI, da CRFB/88, e na
lei 13.300/16, vem impetrar MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO em face de ato omis-
sivo do Governador do Estado Beta, estabelecido na… autoridade vinculada ao Estado
Beta, pessoa jurídica de direito público interno, CNPJ, pelos fatos e fundamentos a seguir.
I – DO CABIMENTO:
De acordo com o art. 5º, LXXI, da CRFB/88, o mandado de injunção é o remédio constitu-
cional cabível sempre que a falta total ou parcial de norma regulamentadora torne inviável
o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacio-
nalidade, à soberania e à cidadania, previsto também no art. 2º da Lei 13.300/16.
O sindicato visa à defesa dos interesses dos seus filiados na proteção do direito ao adicio-
nal noturno, em razão de omissão legislativa.
II – FATOS:
(Resumo do que aconteceu).
10m
III – LEGITIMIDADE:
O Sindicato possui legitimidade ativa para defender os interesses da categoria, dispensada
autorização especial dos filiados, na forma do art. 12, inciso III, da Lei 13.300/16, e art. 5º,
LXX, “b”, da CF/88.
O Governador possui legitimidade passiva na medida em que as regras constitucionais
estaduais de competência devem observar, por simetria, o que determina o art. 61, § 1º, II,
alínea “a”, da CRFB/88.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Mandado de Injunção Individual e Coletivo II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
IV – DO DIREITO/DA OMISSÃO:
O direito ao benefício de adicional noturno é concedido aos servidores públicos que exer-
cem atividade laboral noturna, e é garantido em razão da previsão constitucional contida no
art. 7º, IX, e no art. 39, § 3º, ambos da CRFB, devendo cada ente regulamentar o referido
benefício por lei.
O art. 7º, IX, da Constituição Federal prevê que são direitos dos trabalhadores urbanos
e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, a remuneração do
trabalho noturno superior à do diurno.
Por sua vez, o art. 39, § 3º, dispõe que aplica-se aos servidores ocupantes de cargo públi-
co o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XII e XXX,
podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do
cargo o exigir. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 19, de 1988)
Dessa forma, o mandado de injunção é o remédio constitucional adequado para a de-
fesa em juízo do direito fundamental previsto na Constituição, ainda pendente de regu-
lamentação.
Além disso, compete ao Tribunal de Justiça processar e julgar originariamente o mandado
de injunção, quando a elabora a elaboração da norma for de iniciativa do Governador do
Estado, observando a simetria, de acordo com o art. 125, § 1º, da CF/88.
V – DOS PEDIDOS:
Ante todo o exposto, requer-se:
[Link]ção do Governador sobre o conteúdo da petição inicial, devendo-lhe ser
enviada a segunda via apresentada com as cópias dos documentos, a fim de que, no
prazo de 10 (dez) dias, preste informações; (copiar art. 5º, I, da Lei 13.300/16)
20m
b. a ciência ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica, de acordo com o art.
5º, II, da lei 13.300/16;
c. a intimação do Representante do Ministério Público, na forma do art. 7º, da Lei
13.300/16;
d. a condenação do impetrado em custas processuais;
e. que seja reconhecida a omissão e o estado mora legislativa, a fim de que seja conce-
dida a ordem de injunção coletiva, segundo o art. 8º, da Lei 13.300/16;
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Mandado de Injunção Individual e Coletivo II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
f. que seja determinado prazo razoável para que o Governador promova a edição da
norma regulamentadora, consoante o art. 8º, I, da Lei 13.300/16;
g. que seja suprida a omissão normativa, garantindo-se a efetividade do direito à per-
cepção do adicional noturno no percentual de 20%, conforme disposições contidas
no art. 73 da CLT;
h. a juntada de documentos, de acordo com o art. 320, do CPC.
Valor da causa …, de acordo com o art. 319, do CPC/15.
Termos em que pede deferimento.
Local… Data…
Advogado…
OAB n. …
Obs.: Como o caso versa sobre servidores públicos, costuma-se ver a iniciativa do Presi-
dente da República em âmbito federal, porém, como o fato trazido ocorreu em âmbito
estadual, a competência será do Governador, por simetria. Quando esta é a autori-
dade que deve propor o projeto de lei, o mandado de segurança começa no TJ, caso
em que será mandado ao Desembargador Presidente.
Nas últimas 20 provas, os fatos não foram pontuados.
Os legitimados do MS e MI coletivos são os mesmos. Por isso, a citação do art. 5º, LXX,
“b”, da CF/88. É preferível, entretanto, mencionar apenas o art. 12, III, da Lei n. 13.300/16.
O assunto deve ser identificado. Nesse caso, trata-se do direito de adicional noturno.
15m
Na prova, não precisa citar todos os incisos que o art. 39, § 3º, traz, mas é necessário citar
que ele traz a aplicação do art. 7º, IX (adicional noturno), para servidores públicos.
Tanto no habeas data quanto no mandado de injunção não há muita fundamentação. Apesar
disso, é possível complementar o item IV mencionando ser o remédio citado o adequado,
pois tem como objetivo a defesa em juízo de direito fundamental previsto na Constituição,
ainda pendente de regulamentação, uma vez que cada ente deve regulamentar o referido
benefício por meio de lei. Além disso, cabe mencionar o porquê de o TJ ser competente
para processar e julgar o mandado de injunção, isto é, porque a iniciativa do projeto de lei
cabe ao Governador do Estado (art. 125, § 1º, da CF).
Assim como no HD, não se pedirá a condenação a honorários advocatícios, apenas a cus-
tas processuais.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Mandado de Injunção Individual e Coletivo II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
5 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: Entre as quatro ações do controle concentrado, a ADI é a que mais cai em prova,
seguida pela ADPF.
Processo Objetivo
Os requerentes são figurantes processuais, não são partes propriamente ditas, de acordo
com a doutrina. Não existe um interesse próprio, mas o questionamento da inconstitucionali-
dade de uma lei ou ato normativo. Por isso, a doutrina entende que os requerentes são figu-
rantes processuais e o processo é objetivo.
• Legitimados especiais (devem demonstrar pertinência temática, sob pena da ação não
ser conhecida por ausência de legitimidade ad causam):
- Mesa da Assembleia Legislativa ou Câmara Distrital;
- Governador;
- Confederação sindical ou Entidade de Classe de âmbito nacional.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
ATENÇÃO
A Mesa do Congresso Nacional não é legitimada para propor as ações do controle concen-
trado, uma vez que o rol é taxativo.
5m
Obs.: A ADC nunca caiu na prova. O mais provável é que caia ADI, ADPF ou ADO.
ATENÇÃO
Não cabe ADI de lei ou ato normativo municipal que contrarie a Constituição. Nesse caso,
cabe ADPF.
A ADI não é possível para normas, leis ou atos normativos pré-constitucionais. Nesse caso,
caberá ADPF. Portanto, caberá ADI apenas contra leis estaduais e federais pós-consti-
tucionais.
15m
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
O partido político deve estar representado por seu Diretório Nacional, sob pena de ilegi-
timidade ativa ad causam de Diretório Regional.
A entidade de classe só será considerada de âmbito nacional se estiver presente em pelo
menos 9 Estados da Federação (1/3 da Federação), salvo em virtude da relevância nacional
da atividade.
20m
Entidades representadas apenas por um segmento da classe não tem legitimidade para
ajuizar ADI. Assim, uma associação de professores pode ajuizar ADI, mas uma associação
dos professores estaduais não poderá ajuizar ADI, pois se trata de um segmento de classe.
Portanto, fração de categoria não pode ajuizar a ADI.
As federações sindicais e os sindicatos nacionais não podem ajuizar ADI.
Objeto
Podem ser impugnados por ADI:
• Leis e atos normativos federais e estaduais pós-constitucionais.
• Emendas Constitucionais.
• Leis Complementares/Ordinárias.
• Leis delegadas.
• Medidas provisórias.
• Decretos legislativos.
• Decretos Autônomos (art. 84, VI, da CF).
ATENÇÃO
O decreto regulamentar, que é secundário, não pode ser objeto de ADI.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Objeto
Podem ser impugnados por ADI:
• Leis e atos normativos federais e estaduais pós-constitucionais.
• Emendas Constitucionais.
• Leis Complementares/Ordinárias.
• Leis delegadas.
• Medidas provisórias.
• Decretos legislativos.
• Decretos Autônomos (art. 84, VI, da CF).
• Tratados e convenções internacionais.
• Resoluções do CNJ e do CNMP.
• Resoluções do TSE.
• Leis orçamentárias.
Obs.: Na prova, geralmente, cai uma lei ordinária, uma lei complementar, ou uma emenda
à Constituição.
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Informações Importantes
5m
RELEMBRANDO
É preciso indicar na peça se o legitimado precisa demonstrar pertinência temática ou não.
A peça é endereçada ao STF.
As medidas cautelares são feitas do mesmo modo das liminares e das tutelas de urgência.
O art. 103, § 1º, da CF, dispõe que o Procurador-Geral da República deve ser previa-
mente ouvido nas ações de inconstitucionalidade. O art. 103, § 3º, da CF dispõe que haverá
a citação do Advogado-Geral da União, que defenderá o texto ou ato impugnado.
Palavras-chave para identificar ações do controle concentrado:
• Erga omnes – efeitos vinculantes: as ações do controle concentrado vinculam a Admi-
nistração Direta e Indireta, os demais órgãos do Poder Judiciário, mas não vinculam o
legislativo na sua função de legislar.
10m
• Análise em abstrato: no controle concentrado o processo é objetivo, não há uma situ-
ação concreta.
• Ação do controle concentrado:
- Constitucionalidade: ADC;
- Omissão: ADO;
- Inconstitucionalidade pré-constitucional ou municipal: ADPF;
- Inconstitucionalidade pós-constitucional, estadual ou federal: ADI.
• Efeitos para todos os indivíduos = erga omnes.
• Processo objetivo.
DIRETO DO CONCURSO
1. (XXVI EXAME DE ORDEM) Com o objetivo de zelar pelo primado da ética, a Assem-
bleia Legislativa do Estado Alfa aprovou e o Governador do Estado sancionou uma mi-
nirreforma política, que direcionaria as eleições seguintes para os cargos de Deputado
Estadual do Estado em questão. Essa reforma foi veiculada por meio da Lei “X”. O Art.
1º dispunha que não seria admitido o registro de candidatura de qualquer pessoa com
antecedentes criminais; o Art. 2º afastava a possibilidade de campanha eleitoral no rá-
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
dio e na televisão para os partidos políticos que abrigassem, em seus quadros, pessoas
com antecedentes criminais; o Art. 3º dispunha sobre as distintas formas de exercício
da cidadania no território do respectivo Estado. A Lei “X” do Estado Alfa foi saudada com
grande entusiasmo pela população. Como o Art. 4º da Lei “X” dispunha que sua entrada
em vigor seria imediata, aplicando-se inclusive às eleições que seriam realizadas três
meses depois, era grande a expectativa de que as mudanças fossem percebidas de
imediato. Apesar desse entusiasmo, o Partido Político Sigma, que tem representantes
no Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), e sofreria grandes
prejuízos com a entrada em vigor da Lei “X”, por deliberação do seu Diretório Nacio-
nal, decidiu ingressar com a medida judicial adequada, utilizando, como paradigma, a
Constituição da República. Esperava com esse procedimento que a constitucionalidade
in abstracto desse diploma normativo fosse questionada perante o tribunal competente.
Considerando a narrativa acima, na condição de advogado(a) do Partido Político Sig-
ma, elabore a petição inicial da medida judicial cabível. (Valor: 5,00)
COMENTÁRIO
Trata-se de uma lei estadual. Se a questão não falar nada sobre essa lei ser pré-constitu-
cional, ela será pós-constitucional.
Não se pode deduzir que é uma ADPF porque esta é subsidiária e a questão mencionará
que se trata de lei pré-constitucional ou municipal.
15m
O candidato deve argumentar que o art. 1º fere a CF/88 e especificar se há competência
da União para legislar sobre o tema ou se há inconstitucionalidade formal orgânica. Além
disso, deve buscar um artigo da CF/88 para fundamentar a inconstitucionalidade do art. 2º
da lei em questão.
Quando se faz uma reforma política relacionada às eleições, deve-se observar o princípio
da anualidade eleitoral ou anterioridade eleitoral (art. 16, CF). Assim, na fundamentação,
o candidato deve argumentar que a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na
data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua
vigência. Além disso, o candidato deve mencionar o caso concreto, que prevê a aplicação
da lei X para as eleições que ocorrerão em três meses, ferindo o princípio da anualidade
eleitoral.
20m
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
I – DO OBJETO DA AÇÃO
• Não é necessário numerar.
• É necessário esclarecer por que cabe a ADI.
• O candidato pode escrever do objeto da ação.
• O candidato deve mencionar o art. 102, I, “a”, da CF, e afirmar que se trata de lei esta-
dual pós constitucional.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
De acordo com o art. 102, I, a da CRFB/88 caberá ADI em face de lei ou ato normativo
federal ou estadual que viole a Constituição Federal. A lei estadual X, viola a Constituição sob
os aspectos formais e materiais, por isso deverá ser declarada inconstitucional.
5m
II – DA LEGITIMIDADE
Na legitimidade, o candidato irá explicar por que o partido político é legitimado, ativo,
•
e por que ele pode ajuizar a ação do controle concentrado, assim como que ele é um
legitimado universal que não precisa demonstrar a pertinência temática.
O partido político Sigma é legitimado ativo para a propositura da ação, de acordo com o
art. 103, VIII da CRFB/88 e art. 2º, inciso VIII, da Lei n. 9.868/99, não precisando comprovar
a pertinência temática, visto que o STF firmou entendimento no sentido de que o Partido Polí-
tico com representação no Congresso Nacional é legitimado universal.
Além disso, possui representação no Congresso Nacional, que segundo o STF se aufere
no momento da propositura da ação, sendo irrelevante a modificação desse estado no decor-
rer do processo, e foi criado de acordo com a Lei 9.096/95, estando, habilitado para o ajuiza-
mento desta ADI.
• O candidato também deverá colocar que tem representação no Congresso Nacional,
especificando de acordo com o caso – só na Câmara, no Senado ou em ambos.
• O candidato deverá escrever que isso se aufere no momento da propositura da ação.
LEGITIMIDADE PASSIVA
A Assembleia Legislativa aprovou e o Governador sancionou.
• Geralmente, não se encontra correção em relação a essa parte porque “em face” é da
lei – “em face do art. 1º ao art. 4º da Lei X” –, mas aqui será colocado que foi “elabo-
rada pelo Governador do estado e pela respectiva Assembleia Legislativa”.
III – DA COMPETÊNCIA
De acordo com o art. 102, I, “a”, da CRFB/88, compete ao STF processar e julgar, origi-
nariamente a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual.
10m
• Para indicar que a competência é do Supremo Tribunal Federal.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
IV – DO DIREITO/DA INCONSTITUCIONALIDADE
• O art. 1º determina que não será admitido registro de candidatura e o art. 2º trata de
afastar a campanha eleitoral no rádio e televisão para os partidos políticos que abriga-
rem pessoas com antecedentes criminais.
• São fundamentados os artigos estaduais.
Há inconstitucionalidade formal na lei estadual “X” pois os seus arts. 1º, 2º e 4º violaram
a competência privativa da União para legislar sobre direito eleitoral, conforme dispõe o art.
22, I, da CRFB/88.
Mas não é só, há também vício de forma em seu art. 3º, pois afronta a competência priva-
tiva da União para legislar sobre cidadania, conforme dispõe o art. 22, inciso XIII, da CRFB/88.
Ademais, o art. 4º da referida lei afronta o princípio da anualidade eleitoral, previsto no
art. 16 da CRFB/88, o que caracteriza o vício de inconstitucionalidade material, já que este
último dispõe que a lei que alterar o processo eleitoral deve entrar em vigor na data de sua
publicação, não se aplicando à eleição que ocorrer até um ano da data de sua vigência.
• O candidato pode escrever um pouco mais, tratar do que está previsto nos arts. 1º, 2º
e 4º dessa lei estadual, assim como escrever que está legislando sobre direito eleito-
ral e que direito eleitoral é competência privativa da União para legislar sobre o tema,
portanto, trata-se de uma inconstitucionalidade formal orgânica.
• O candidato pode pegar o caso concreto, mencionando que a lei estadual está legis-
lando sobre cidadania e isso está eivado de uma inconstitucionalidade chamada de
inconstitucionalidade formal ou formal orgânica, tendo em vista que a competência é
privativa da União para legislar sobre o tema.
• O candidato não irá colocar somente uma violação à competência privativa da União,
pois deve encontrar mais.
• O problema do art. 4º não é em relação a legislar sobre o tema, mas porque está con-
trário ao conteúdo da Constituição Federal, que dispõe sobre o princípio da anteriori-
dade eleitoral ou da anualidade eleitoral.
15m
• A inconstitucionalidade material é vista em relação ao conteúdo, ao que está escrito na
Constituição. A competência para legislar é chamada de inconstitucionalidade formal;
um vício na iniciativa de propor um projeto de lei é uma inconstitucionalidade formal
chamada de inconstitucionalidade formal subjetiva.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
• No caso em análise, o candidato poderia completar colocando que a Lei X dispôs que
sua entrada em vigor seria imediata, aplicando-se inclusive às eleições que seriam
realizadas três meses depois, contrariando diretamente a Constituição Federal.
V – DA MEDIDA CAUTELAR
A possibilidade de concessão de medida cautelar em sede de ADI se encontra nos arts.
10 a 12 da Lei n. 9868/99 e possui natureza cautelar.
A Fumaça do bom direito está presente como foi demonstrado nos fundamentos jurídicos
expostos acima, pois houve violação aos artigos 22,I,XIII,e 16 da CRFB/88.
O perigo na demora também está presente, tendo em vista que a Lei “X” será aplicada,
na realização da próxima eleição, dentro de três meses.
Desse modo, requer a concessão da medida cautelar com o objetivo específico de sustar
a eficácia da Lei “X”, embasado no Art. 10 da Lei n. 9.868/99, bem como deve haver a deter-
minação de que todos os processos que tramitam no controle difuso e tenham esta norma
como objeto de discussão sejam também suspensos.
• O candidato irá fazer um resumo que a Fumaça do bom direito está presente, como foi
demonstrado nos argumentos jurídicos expostos acima, pois houve uma violação aos
arts. 22, 1º, 12 e 16 da CF.
• O objetivo da concessão da medida cautelar é sustar a eficácia da Lei X. Em ação do
controle concentrado, na ADI, sempre será pedido na medida cautelar para sustar, não
para declarar incondicional, mas enquanto não for julgado, de forma urgente, porque a
eleição irá acontecer em três meses.
20m
• Além disso, deve haver uma determinação para que todos os processos que tramitam
no controle difuso e tenham essa norma como objeto sejam também suspensos.
VI – DOS PEDIDOS
Em face do exposto, o Partido requer:
a) a concessão da medida cautelar para sustar a eficácia da Lei “X”,
b) a procedência dos pedidos para declarar a inconstitucionalidade da Lei “X”, conforme
arts. 10 a 12 da Lei 9.868/99;
c) a juntada dos documentos em anexo, de acordo com o art. 3º, parágrafo único da
Lei 9.868/99;
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
TAREFA DE CASA
O crescimento da exploração de diamantes no território do Estado Alfa ampliou a circu-
lação de riquezas e fez com que a densidade demográfica aumentasse consideravelmente,
juntamente com os riscos ao meio ambiente. Esse estado de coisas mobilizou a população
local, o que levou um grupo de Deputados Estaduais a apresentar proposta de emenda à
Constituição Estadual disciplinando, detalhadamente, a forma de exploração de diamantes
no território em questão. A proposta incluía os requisitos formais a serem cumpridos junto às
autoridades estaduais e os limites quantitativos a serem observados na extração, no arma-
zenamento e no transporte de cargas. Após regular aprovação na Assembleia Legislativa,
a Emenda à Constituição Estadual n. 5/2018 foi sancionada pelo Governador do Estado,
sendo isso imediatamente comunicado às autoridades estaduais competentes para que exi-
gissem o seu cumprimento. Preocupada com a situação no Estado Alfa e temendo o risco
de desemprego dos seus associados, isso em razão dos severos requisitos estabelecidos
para a exploração de diamantes, a Associação Nacional dos Geólogos, que há décadas luta
pelos direitos da categoria, contratou os seus serviços como advogado(a) para que elabore a
ANOTAÇÕES
5 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
petição inicial da medida judicial cabível, de modo que o Tribunal Superior competente reco-
nheça a incompatibilidade do referido ato normativo com a Constituição da República Fede-
rativa do Brasil. (Valor: 5,00)
Dica: o tempo máximo para fazer a peça processual é de três horas. As peças mais
importantes são: ação popular, mandado de segurança e ADI.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
6 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Tarefa de Casa
O crescimento da exploração de diamantes no território do Estado Alfa ampliou a circu-
lação de riquezas e fez com que a densidade demográfica aumentasse consideravelmente,
juntamente com os riscos ao meio ambiente. Esse estado de coisas mobilizou a população
local, o que levou um grupo de Deputados Estaduais a apresentar proposta de emenda à
Constituição Estadual disciplinando, detalhadamente, a forma de exploração de diamantes
no território em questão. A proposta incluía os requisitos formais a serem cumpridos junto às
autoridades estaduais e os limites quantitativos a serem observados na extração, no arma-
zenamento e no transporte de cargas. Após regular aprovação na Assembleia Legislativa,
a Emenda à Constituição Estadual n. 5/2018 foi sancionada pelo Governador do Estado,
sendo isso imediatamente comunicado às autoridades estaduais competentes para que exi-
gissem o seu cumprimento. Preocupada com a situação no Estado Alfa e temendo o risco
de desemprego dos seus associados, isso em razão dos severos requisitos estabelecidos
para a exploração de diamantes, a Associação Nacional dos Geólogos, que há décadas luta
pelos direitos da categoria, contratou os seus serviços como advogado(a) para que elabore a
petição inicial da medida judicial cabível, de modo que o Tribunal Superior competente reco-
nheça a incompatibilidade do referido ato normativo com a Constituição da República Fede-
rativa do Brasil. (Valor: 5,00)
• Embora o candidato não tenha a Constituição Estadual, ele pode utilizar a Constituição
Federal e a simetria.
• O candidado deve “desconfiar” da proposta de emenda à Constituição Estadual disci-
plinando detalhadamente a forma de exploração de diamantes no território em ques-
tão, se perguntar se é competência de um Estado e se há algo na Constituição sobre
exploração de diamantes.
• Para projeto de lei, deve haver sanção ou veto do Presidente da República ou do
Governador, mas aqui não se trata de projeto de lei e, sim, de proposta de emenda à
Constituição. Nesse caso, não há sanção.
5m
• Trata-se de proposta de emenda à Constituição estadual pós-constitucional (n. 5/2018),
logo, não se trata de ADPF, mas ADI.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: 10 linhas.
Associação Nacional dos Geólogos, pessoa jurídica de direito privado, CNPJ, com sede...,
por seu advogado, procuração anexa, com escritório..., endereço que indica para os fins do
art. 77, V, do CPC, vem perante Vossa Excelência propor a presente AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE, com pedido de MEDIDA CAUTELAR, com fundamento no art.
102, I, “a”, da CRFB/88 e na Lei n. 9.868/99, em face da Emenda Constitucional n. 5/2018,
elaborada pela Assembleia Legislativa do Estado Alfa e pelo Governador, pelos motivos a
seguir expostos:
• Se encaixa no art. 103, IX da CF. O candidato deve colocar com uma entidade de
classe de âmbito nacional.
• Toda qualificação das associações deve ser feita dessa forma “pessoa jurídica de
direito privado, CNPJ, com sede”.
• Na prova, o candidato deve escrever “ação direta de inconstitucionalidade”. Na hora de
identificar a peça, o candidato não deve colocar “ADI”.
10m
• Se o candidato não colocar a medida cautelar na qualificação, ele deve abrir um tópico
chamado de “Medida Cautelar” e especificar o que ele quer, mas a professora prefere
que o candidato coloque já demonstrando que há pedido de medida cautelar – assim
como, em caso de ação popular, demonstrando que há pedido de liminar; em caso
de ação comum, que há pedido de tutela de urgência; em caso de mandado de segu-
rança, que há pedido de liminar etc.
• É importante escrever “em face” da emenda/da Lei.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
I – DO OBJETO DA AÇÃO
• No objeto da ação, o candidato deve esclarecer por que cabe a ADI.
De acordo com o art. 102, I, a da CRFB/88 caberá ADI em face de lei ou ato normativo
federal ou estadual que viole a Constituição Federal.
A Emenda à Constituição Estadual n. 5/2018, que disciplinou, detalhadamente, a forma
de exploração de diamantes no território foi sancionada pelo Governador do Estado.
Referida Emenda, como será demonstrado no decorrer dessa petição, viola o conte-
údo de dispositivo da Constituição Federal, e por esta razão, deverá ser declarada incons-
titucional.
• Se o candidato mencionar o art. 102, I, a, da CF e mencionar que a emenda à Consti-
tuição viola a CF, por isso é cabível a ADI, o texto está correto.
II – DA COMPETÊNCIA
O candidato irá escrever por que o Supremo Tribunal Federal é competente para julgar
•
uma ADI, e irá fazer isso de forma simples.
De acordo com o art. 102, I, a da CRFB/88 caberá ADI em face de lei ou ato normativo
federal ou estadual que viole a Constituição Federal.
15m
Além do mais, é também da competência do STF processar e julgar o pedido de medida
cautelar previsto no art 102,I, “p”, CF/88
III – DA LEGITIMIDADE
• O candidato deve dizer por que a associação é legitimada, ativa para propor ADI, e
deverá colocar o artigo e o respectivo inciso.
• Deve colocar se é legitimado especial ou universal, não se esquecendo da entidade
de classe de âmbito nacional.
• O candidato deve demonstrar que está presente a pertinência temática no caso em
análise, justamente com as atividades dos associados da entidade de classe.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Com auxílio da peça processual, deve justificar por que a associação é legitimada ativa
•
para propor a ação do controle concentrado à ADI.
O autor é legitimado ativo para a propositura da ação, de acordo com o art. 103, IX da
CRFB/88 e art. 2º, inciso IX, da Lei n. 9.868/99, estando presente a pertinência temática do
ato normativo com as atividades dos associados da entidade de classe, tendo em vista que
Associação há décadas luta pelos direitos da categoria, temendo o risco de desemprego dos
seus associados, isso em razão dos severos requisitos estabelecidos para a exploração de
diamantes.
IV – DOS FUNDAMENTOS:
• O candidato deve analisar o que está violando a Constituição porque ele sempre terá
razão na peça.
• Em caso de ADI ou ADPF, há uma inconstitucionalidade formal orgânica, geralmente
porque a competência é privativa da União para legislar sobre o tema.
• O art. 22, XII, da CF determina que compete privativamente à União legislar sobre jazi-
das, minas, outros recursos minerais e mineração.
• Quando a prova aborda uma ADI ou ADPF, não há apenas uma inconstitucionalidade
formal orgânica, mas duas.
• O candidato deve consultar na Constituição se há algum inciso que trata sobre trans-
porte, sendo este o art. 22, XI, que determina que compete privativamente à União
legislar sobre transporte.
25m
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
• Para encaixar com o caso concreto, o candidato pode escrever “A proposta de emenda
à Constituição Estadual disciplinou a forma de exploração de diamantes no território
em questão, portanto, violou o art. 22, inciso XII, da Constituição Federal”.
• É sempre bom o candidato juntar o caso concreto com o artigo que ele está violando.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
5 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
IV – DOS FUNDAMENTOS:
A Emenda Constitucional n. 5/2018 violou a competência da União para legislar sobre
jazidas, minas, outros recursos minerais e mineração,conforme dispõe o Art. 22, inciso XIl,
da CRFB/88.
Mas não é só, a referida emenda ao instituir limites quantitativos no armazenamento e no
transporte de cargas, violou a competência privativa da União para legislar sobre transporte,
conforme dispõe o Art. 22, inciso XI, da CRFB/88.
Ademais, As normas sobre processo legislativo são de observância obrigatória pelos
demais entes federativos, por força da simetria, prevista no Art. 25, caput, da CRFB/88, não
havendo previsão, no Art. 60 da CRFB/88, de participação do Chefe do Poder Executivo no
fim do processo de reforma constitucional, caracterizando a existência de vício de inconsti-
tucionalidade formal.
• Sempre que existir violação à competência, por exemplo, da União para legislar sobre
o tema, o candidato deve escrever “portanto, há vício de inconstitucionalidade formal
orgânica”.
• Em caso de ADI ou ADPF, o candidato deve desconfiar que existe tanto inconstitucio-
nalidade formal, quanto inconstitucionalidade material em relação ao conteúdo que
está contrário à Constituição.
• O candidato sempre deve colocar duas inconstitucionalidades formais orgânicas, ou
mais uma inconstitucionalidade material em relação ao conteúdo, ou até mesmo mais
uma inconstitucionalidade formal em relação ao processo legislativo.
• No mínimo, deve haver três fundamentos.
5m
• A proposta de emenda à Constituição Estadual deve observar, por simetria, a pro-
posta de emenda à Constituição Federal.
• O candidato pode escrever “tendo em vista que o Governador sancionou a proposta
de emenda à Constituição Estadual e não há participação do chefe do Executivo, seja
o presidente ou, por simetria, o Governador, em relação à elaboração da proposta de
Emenda à Constituição, a não ser que seja como legitimado para propor uma emenda,
mas não há sanção”. Inclusive, no caso da Constituição Federal, a promulgação é feita
pela Mesa da Câmara dos Deputados e do Senado.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
V – DA MEDIDA CAUTELAR:
De acordo com os art 102, I, “p” e nos arts. 10 a 12 da Lei n. 9868/99, é cabível medida
cautelar em sede de ADI a fim de sustar os efeitos da Emenda Constitucional n.5/2018,
diante de sua afronta aos dispositivos constitucionais supramencionados.
A fumaça do bom direito está presente de acordo com os fatos e fundamento jurídicos
acima citados, pois houve violação ao art.22, XI, XIl, 25 e 60 da CRFB.
O perigo na demora, por sua vez está presente na dificuldade em se manter a exploração
de diamantes e no temor do risco de desemprego dos associados da autora.
Desse modo, requer a suspensão da Emenda Constitucional n.5/2018, bem como a deter-
minação de que todos os processos que tramitam no controle difuso e tenham esta norma
como objeto de discussão sejam igualmente suspensos.
• Geralmente, não são colocados os fatos, não há necessidade porque se trata de um
processo objetivo, mas o candidato pode incluí-los.
• O candidato não deve colocar “com a medida cautelar, eu quero que o STF declare a
inconstitucionalidade”. O Supremo não declara inconstitucionalidade na medida cau-
telar. Isso é pedido na procedência do pedido. O candidato deve pedir para suspender
a eficácia.
10m
• O candidato irá mencionar a fumaça do bom direito, afirmando que viola o art. 22, XI,
art. 25 e art. 60, e tratar do perigo na demora.
VI – DOS PEDIDOS
Em face do exposto, o Partido requer:
a) a concessão da medida cautelar de acordo com o artigo 10 da Lei n. 9.868/99 para
sustar a eficácia da Emenda Constitucional n. 5/2018 julgado procedente.
b) a procedência dos pedidos para que seja declarada a inconstitucionalidade da referida
Emenda, conforme arts. 10 a 12 da Lei 9.868/99;
c) a juntada dos documentos em anexo, de acordo com o art. 3º, parágrafo único da
Lei 9.868/99;
c) que sejam solicitadas informações ao Governador do Estado e à Mesa da Assembleia
Legislativa estadual, de acordo com o art. 6º, caput, da Lei 9.868/99;
d) a citação do Advogado Geral da União, no prazo de 15 dias, de acordo com o artigo
103 §3º CF e art. 8º da Lei 9.868/99;
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
ADPF
A competência da ADPF, que também é uma ação do controle concentrado, é de compe-
tência do Supremo Tribunal Federal. A forma de fazê-la é praticamente a mesma da ADI, mas
ADI e ADPF não devem ser confundidas.
A ADPF deve ser fundamentada no art. 102, § 1º da Constituição Federal de 1988, e na
Lei n. 9882/1999. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) está limi-
tada aos preceitos fundamentais, que são os direitos e garantias fundamentais (arts. 5º a 17,
CF), as cláusulas pétreas (art. 60, § 4º, CF), os princípios constitucionais sensíveis (art. 34,
VII, CF), os princípios fundamentais (arts. 1º e 2º) e os princípios que regem a Administração
Pública (art. 37, CF). A ADPF é subsidiária e caráter residual, utilizada quando não couber
nenhuma ação do controle concentrado.
5m
A ADP é residual e subsidiária. Só será admitida quando inexistir outro meio eficaz para
sanar a lesão. Os objetos da ADPF são: normas pré-constitucionais, atos normativos secun-
dários, leis distritais de natureza municipal e normas municipais.
Em normas pré-constitucionais, não cabe ADI, logo, cabe ADPF. Atos normativos secun-
dários, por exemplo, decreto regulamentar, diferente do decreto autônomo; leis distritais
municipais e normas municipais, sejam pós ou pré-constitucionais.
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
123/2018, que vedou o ingresso de novos imigrantes, no território do Município, pelo período
de 12 (doze) meses, e fixou o limite máximo para a população flutuante, de modo que o refe-
rido ingresso seria obstado sempre que alcançado esse limite. Além disso, foi previsto que
a contratação de imigrantes estaria condicionada à prévia aprovação da Secretaria Munici-
pal do Trabalho, que avaliaria a proporção entre o quantitativo de trabalhadores nacionais e
estrangeiros, podendo autorizá-la, ou não. Ao tomar conhecimento da entrada em vigor da
Lei n. 123/2018, o Partido Político Beta, que somente conta com representantes na Câmara
dos Deputados, entendeu que ela seria dissonante de comandos estruturais da Constituição
da República Federativa do Brasil, submetendo os imigrantes a uma situação vexatória. Não
bastasse isso, a aplicação da Lei n. 123/2018, ao conferir prioridade para os nacionais nas
relações de trabalho, acirrara os ânimos no Município Alfa, que passou a ser palco de con-
flitos diários. À luz desse quadro, o Partido Político Beta contratou os seus serviços como
advogado, para que ingressasse com a medida judicial cabível, perante o Tribunal Superior
competente, de modo a obstar a aplicação da Lei n. 123/2018 do Município Alfa. (Valor: 5,00)
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
I – DO OBJETO DA AÇÃO
De acordo com o art. 102, § 1º, da CRFB/88, a ADPF deve ser apreciada pelo STF, e é
cabível no presente caso, por tratar-se da análise de lei municipal anterior a CRFB/88, de
acordo com o art. 1º, parágrafo único, I, da Lei 9.882/99.
• O texto correto seria “(...) análise de lei municipal que contraria a Constituição Fede-
ral”, porque a lei municipal é de 2018, então não é anterior.
• Para lei municipal, aplica-se ADPF.
II – DA LEGITIMIDADE
O partido político Beta é legitimado ativo para a propositura da ação, de acordo com o art.
103, VIII da CRFB/88 e art. 2º, inciso I, da Lei n. 9.882/99, não precisando comprovar a per-
tinência temática, visto que o STF firmou entendimento no sentido de que o Partido Político
com representação no Congresso Nacional é legitimado universal. Além disso, possui repre-
sentação no Congresso Nacional, que segundo o STF se aufere no momento da propositura
da ação, sendo irrelevante a modificação desse estado no decorrer do processo, e foi criado
de acordo com a Lei 9.096/95, estando, habilitado para o ajuizamento desta ADPF. A legi-
timidade passiva é atribuída, aos responsáveis pela edição da lei ou ato normativo. Assim,
devem figurar no polo passivo o Prefeito e a Câmara Municipal.
• Mesmo que seja legitimado universal, é necessário escrever que se trata de legitimado
universal e que não precisa demonstrar a pertinência temática.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
seria obstado sempre que alcançado esse limite. Ocorre que a lei 123/2018 é incompatível
com a Constituição pois compete privativamente a União para legislar sobre emigração e
imigração, entrada, extradição e expulsão de estrangeiros, nos termos do Art. 22, inciso XV,
da CRFB/88;
Obs.: o início foi copiado do texto, mas pode-se começar pela Constituição. O importante é
sempre fazer o casamento do caso concreto com a fundamentação.
Ademais, a lei 123/2018 também dispôs que a contratação de imigrantes estaria condi-
cionada à prévia aprovação da Secretaria Municipal do Trabalho, que avaliaria a proporção
entre o quantitativo de trabalhadores nacionais e estrangeiros, podendo autorizá-la, ou não,
violando formalmente a competência legislativa privativa da União para legislar sobre direito
do trabalho, nos termos do Art. 22, inciso I, da CRFB/88; o direito social ao trabalho, previsto
no Art. 6º da CRFB/88, que foi restringido para os estrangeiros; e a dignidade da pessoa
humana, prevista no Art. 1º, inciso III, da Lei n. 9.882/ 99, pois, ao serem impedidos de tra-
balhar, os estrangeiros não poderão garantir sua subsistência, além de submeterem os imi-
grantes a uma situação vexatória.
V – MEDIDA CAUTELAR
A possibilidade de concessão da medida cautelar em sede de ADPF se encontra no art.
5º, § 3º, da Lei 9.882/99.
A fumaça do bom direito está presente pois foram violados preceitos fundamentais, mor-
mente os princípios da dignidade da pessoa humana, o direito social do trabalho, e a com-
petência da União para legislar sobre trabalho e emigração e imigração, entrada, extradição
e expulsão de estrangeiros.
Já o perigo na demora se faz presente, pois há perigo de lesão grave caso a Lei n.
123/2018 permaneça em vigor em razão da submissão dos imigrantes a situação vexatória e
a ocorrência de conflitos diários no Município Alfa, conforme art. 5º da Lei 9.882/99.
Requer a sustação dos efeitos da Lei n. 123/2018, até decisão final.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental IV
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DOS PEDIDOS
Ante o exposto requer:
a) que seja concedida a medida cautelar na forma do art. 5º, § 3º, da Lei 9.882/99 para
sustar a eficácia da lei 123/2019;
b) a Procedência da arguição de descumprimento de preceito fundamental para que seja
reconhecida a inconstitucionalidade da Lei n. 123/2018;
c) que seja ouvido o Procurador-Geral da República, conforme o art.7º, parágrafo único,
da Lei 9882/99;
c) que seja ouvida a Câmara Municipal de Alfa, de acordo com o art.6º, da Lei 9882/99;
d) a juntada dos documentos anexos, consoante o art.3º, parágrafo único, da Lei 9882/99.
O PULO DO GATO
Revisão das principais peças que podem aparecer na prova: ação popular, mandado de
segurança, ação civil pública, mandado de injunção, ADI e ADPF. É muito difícil cair ADC,
mas há chances de cair ADO.
15m
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – ADC
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
ADC
O PULO DO GATO
O ADC nunca caiu em prova. Dentre as 4 ações do controle concentrado, a ADC é a que
tem menos chances de cair, mas não pode ser excluída, porque é uma peça típica de Di-
reito Constitucional. Na ADC, a lei estará de acordo com a Constituição Federal e é com-
patível com ela. Ou seja, quer-se que o STF declare constitucional a lei, o dispositivo, que
esteja sendo objeto de controvérsia judicial.
ADC
• Art. 102, I “a”, CF, que dispõe sobre a ação declaratória de constitucionalidade de lei
ou ato normativo federal.
5m
• Lei 9868/98.
• Controvérsias judiciais: dúvida quanto à constitucionalidade da lei.
• Legitimados: mesmos legitimados da ADI, ADO, ADPF. Art. 103, CF.
• Medida cautelar: art. 21, Lei 9868/89.
• Oitiva do PGR, art. 103, §1º, CF.
O PULO DO GATO
Se o legitimado quiser a declaração da constitucionalidade, a peça é a ADC. Se o legitima-
do quiser a inconstitucionalidade, a peça é a ADI ou ADPF.
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – ADC
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
O PULO DO GATO
As ações de controle concentrado têm a mesma estrutura.
Obs.: é preciso usar “defesa” da lei e não “contra” a lei, porque se quer a constitucionalida-
de.
DO OBJETO DA AÇÃO
Diante da preocupação internacional com a violência doméstica e familiar contra a
mulher, e tendo em vista os diversos tratados internacionais ratificados, foi sancionada a Lei
11.340/06 (Lei Maria da Penha). Após uma pesquisa constatou-se percentual significativo de
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – ADC
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
decisões judiciais que entendiam pela não aplicação da referida lei, sob argumento de que
violaria o princípio da isonomia previsto no art. 5º, I da CRFB/88. De acordo com o art.102, I,
a da CRFB/88 caberá ADC em defesa de lei ou ato normativo federal.
20m
DA LEGITIMIDADE
O PULO DO GATO
A banca adora a legitimidade.
O partido político ABC é legitimado ativo para a propositura da ação, de acordo com o art.
103, VIII da CRFB/88 e art. 2º, inciso VIII, da Lei n. 9.868/99, não precisando comprovar a
pertinência temática, visto que o STF firmou entendimento no sentido de que o Partido Polí-
tico com representação no Congresso Nacional é legitimado universal. Além disso, possui
representação no Congresso Nacional, que segundo o STF se aufere no momento da pro-
positura da ação, sendo irrelevante a modificação desse estado no decorrer do processo, e
foi criado de acordo com a Lei 9.096/95, estando habilitado para o ajuizamento desta ADC.
O PULO DO GATO
Na ADC, abre-se um tópico específico “da relevante controvérsia judicial”, que é o requisito
para a propositura da ADC.
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – ADC
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DO CABIMENTO
De acordo com o art. 102, I, “a”, da CRFB/88, compete ao STF processar e julgar, origi-
nariamente a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –ADC/ADO
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
ADC/ADO
DOS FUNDAMENTOS:
O PULO DO GATO
A fundamentação deve se relacionar com a Constituição Federal.
Obs.: é possível colocar o princípio da dignidade da pessoa humana, direito à vida (art. 5º,
CF) e dissertar que ele não viola o princípio da isonomia, que deve ser visto sob um
aspecto material. é por isso que se tem as ações afirmativas: várias decisões juris-
prudenciais do Supremo Tribunal Federal sobre ações afirmativas. Igualdade mate-
rial para buscar realmente a isonomia, a igualdade.
A lei está em conformidade com a Constituição Federal que dispõe que o Estado assegu-
rará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos
para coibir a violência no âmbito de suas relações, de acordo com o art. 226, §8º, da CRFB.
Obs.: também poderia ser colocado que a busca pela igualdade é da igualdade material,
por isso há ações afirmativas.
DA MEDIDA CAUTELAR
Obs.: na medida cautelar, pede-se para suspender julgamentos de processos que envol-
vam julgamento de determinada lei.
A possibilidade de medida cautelar em sede de ADC se encontra no art.21 da lei 9.868/99.
A fumaça do bom direito está presente pelo argumento acima exposto, qual seja, a con-
formidade da lei federal com o artigo 226, §8º, da CF.
5m
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –ADC/ADO
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, requer a Vossa Excelência:
a) a concessão da medida cautelar para determinar que os juízes e tribunais de todo
o país suspendam o julgamento dos processos que envolvam a aplicação da lei federal
11.340/06, até decisão final;
b) A procedência dos pedidos para declarar a constitucionalidade da lei 11.340/06;
c) A juntada de documentos;
d) Solicitação de informações ao Presidente da República e à mesa do Congresso Nacional;
e) A oitiva do PGR.
Dá-se à causa o valor de....
Termos em que, pede deferimento.
Local... Data...
Advogado... OAB
Na ADC pede-se para declarar a constitucionalidade ao invés da inconstitucionalidade e
abre-se um tópico específico para falar da relevante controvérsia judicial.
ADO
O PULO DO GATO
Se parece muito com o mandado de injunção, quando falta norma regulamentadora, por-
que é uma norma de eficácia limitada: precisa de uma lei para regulamentar. Na ADO, é a
mesma coisa. No entanto, na peça, há alguns elementos para que se identifique.
No mandado de injunção, o texto falará de “utilizar o remédio constitucional adequado”.
ADO não deve ser colocada nesse caso. Também podem colocar “utilize o processo subje-
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –ADC/ADO
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
tivo”, porque existe uma situação concreta no mandado de injunção. As ações do controle
concentrado são situações abstratas. Se é uma ADO, provavelmente estará escrito “utilize
do processo objetivo”.
10m
O PULO DO GATO
Se não estiver claro a diferença entre as duas, a prova terá que aceitar as duas peças. A
banca não vai fazer pega. Ela fará sempre uma peça para a maioria acertar. Por isso, é
preciso identificar a peça pelas palavras que aparecem.
O jeito de fazer a ADO é praticamente o mesmo das outras ações do controle concentrado.
ADO
• Art. 103, §2º, CF – ato omissivo em elaborar determinada lei.
20m
• A norma constitucional a ser regulamentada tem eficácia limitada.
• A omissão pode ser total ou parcial.
• Legitimidade: art. 103, CF.
• Urgência: art. 12-F, Lei 9868/99 – Medida cautelar.
• PGR – vista no processo, de acordo com o art. 12-E, §3º, da Lei 9868/99.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –ADO
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
ADO
XIX – Determinado partido político, que possui dois deputados federais e dois senadores em seus
quadros, preocupado com a efetiva regulamentação das normas constitucionais, com a morosida-
de do Congresso Nacional e com a adequada proteção à saúde do trabalhador, pretende ajuizar,
em nome do partido, a medida judicial objetiva apropriada, visando à regulamentação do Art. 7º,
inciso XXIII, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
O partido informa, por fim, que não se pode compactuar com desrespeito à Constituição
da República por mais de 28 anos. Considerando a narrativa acima descrita, elabore a peça
processual judicial objetiva adequada. (Valor: 5,00)
Tal artigo é norma de eficácia limitada, que depende de regulamentação e a medida judi-
cial objetiva cabível para é a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão, de acordo
com o art.103, §3º, CF, e a Lei 9868/99.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –ADO
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
II – DA LEGITIMIDADE
O partido político é legitimado ativo para a propositura da ação, de acordo com o art. 103,
VIII da CRFB/88 e art. 2º, inciso VIII, da Lei n. 9.868/99, não precisando comprovar a perti-
nência temática, visto que o STF firmou entendimento no sentido de que o Partido Político
com representação no Congresso Nacional é legitimado universal.
Além disso, possui representação no Congresso Nacional, que segundo o STF se aufere
no momento da propositura da ação, sendo irrelevante a modificação desse estado no decor-
rer do processo, e foi criado de acordo com a Lei 9.096/95, estando habilitado para o ajuiza-
mento desta ADO.
DA COMPETÊNCIA
Na forma do Art. 102, inciso I, a, da CRFB/88, é de competência originária do STF o pro-
cessamento e julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão.
DOS FUNDAMENTOS
O artigo 7º, XXIII da CF é uma norma de eficácia limitada que precisa ser regulamentada.
“Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de
sua condição social: (...), XXXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalu-
bres ou perigosas, na forma da lei”.
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, requer:
a) Que seja julgado procedente o pedido para que seja declarada a mora legislativa do
Congresso Nacional na elaboração da lei exigida pelo art. 7º, inciso XXIII, da CRFB/88;
b) a juntada dos documentos anexos, na forma do art.12-B, da Lei 9868/99;
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –ADO
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
O PULO DO GATO
Deve-se pegar o mandado de injunção e comparar com a ADO, marcando as palavras que
ajudam a diferenciá-las. Além disso, deve-se memorizar a estrutura das ações do controle
concentrado.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
PEÇAS PRÁTICAS
Ação Declaratória de Constitucionalidade
ADC
Somente leis federais podem ser objeto de ADC. Para que seja possível ajuizar uma ADC,
deve ser demonstrada a Controvérsia Judicial.
Previsão: artigo 102, inciso I, alínea “a”, da CF e Lei n.º 9.868/1999 (arts. 14 e 21).
Diferente da ADC, a ADI pode ser utilizada tanto para leis ou atos normativos federais
quanto estaduais. Os legitimados para a ADI são os mesmos da ADC, assim como a competência.
Para a declaração de constitucionalidade de uma lei que está sendo objeto de controvérsia
judicial, é ajuizada uma ADC.
CF - Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da
Constituição, cabendo-lhe:
I - processar e julgar, originariamente:
a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e
a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal.
Da Admissibilidade e do Procedimento da Ação Declaratória de Constitucionalidade
Art. 14. A petição inicial indicará:
I - o dispositivo da lei ou do ato normativo questionado e os fundamentos jurídicos
do pedido;
II - o pedido, com suas especificações;
III - a existência de controvérsia judicial relevante sobre a aplicação da disposição objeto
da ação declaratória.
Parágrafo único. A petição inicial, acompanhada de instrumento de procuração, quando
subscrita por advogado, será apresentada em duas vias, devendo conter cópias do ato
normativo questionado e dos documentos necessários para comprovar a procedência do
Por se tratar de um requisito indispensável para a propositura de uma ADC, é necessário
abrir um tópico na peça processual para demonstrar a existência de controvérsia judicial
relevante. O texto deve indicar claramente que essa controvérsia é relevante, enfatizando
a sua importância.
ESQUELETO DA ADC
A estrutura de uma ADC é semelhante à da ADI e da ADO. Todas essas ações são do controle
concentrado, são dirigidas ao Supremo Tribunal Federal e compartilham características
comuns, como qualificação, objeto da ação, competência, direito, liminar e fechamento.
Todas as ações do controle concentrado que têm a Constituição Federal como parâmetro
são dirigidas ao Supremo Tribunal Federal.
[Link] 1 de 8
PEÇAS PRÁTICAS
Ação Declaratória de Constitucionalidade
[Link] 2 de 8
PEÇAS PRÁTICAS
Ação Declaratória de Constitucionalidade
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, exige:
a) A confirmação da medida cautelar para determinar que os juízes e tribunais de todo o
país suspendam o julgamento dos processos que envolvem a aplicação da lei __________ (lei
ou ato normativo federal), até decisão final, nos termos do artigo 21 da Lei n.º 9.868/1999;
b) A procedência dos pedidos para declarar a constitucionalidade de __________ (lei ou
ato normativo federal);
c) A solicitação de informações ao __________;
d) A intimação do Procurador-Geral da República para que seja ouvido, nos termos do
artigo 19 da Lei n.º 9.868/1999 c/co artigo 103, §1º, da CRFB/88;
e) A juntada dos documentos anexos, nos termos do artigo 14, parágrafo único, da Lei
n.º 9.868/1999.
Dá à causa o valor de...
Termos em que pede deferimento.
Local... Dados...
Advogado...
OAB...
TREINO 2 ADC
EXAME XXXIII Em um cenário de grave crise econômica, com franco decréscimo da
atividade produtiva, foi aprovada a Lei Federal n. XX/2018, cujo objetivo era estimular a
produção de gêneros agrícolas, especialmente em regiões de baixa renda, assoladas por
secas frequentes.
Para alcançar esse objetivo, o Art. 1º dispôs que as atividades produtivas desenvolvidas por
pequenos e médios proprietários rurais, nas regiões em desenvolvimento que preenchessem
os referidos requisitos, seriam destinatárias de cooperação da União, de modo que, em
suas glebas, fossem estabelecidas fontes de pequena irrigação.
O Art. 2º acresceu que a União deveria adotar as medidas administrativas necessárias
para que os rios existentes nessas regiões tivessem o seu aproveitamento econômico e social
priorizado. Por fim, o Art. 3º dispôs que a implementação dos projetos referidos no Art.
2º, pela sua amplitude, deveria ser antecedida dos estudos prévios de impacto ambiental.
A Lei Federal n.º XX/2018, embora tenha sido intensamente comemorada pelas
comunidades que seriam beneficiadas pelos seus comandos, foi severamente criticada por
diversos grupos econômicos. Argumentou-se, em detrimento desse diploma normativo,
que ele afrontava (i) a livre iniciativa, pois aumentaria a capacidade de produção dos
pequenos e médios proprietários rurais, prejudicando a custosa manutenção das grandes
propriedades produtivas; e, principalmente, (ii) a isonomia, já que todos os proprietários
rurais deveriam receber os mesmos incentivos, e (iii) a desnecessidade dos estudos prévios
de impacto ambiental, que somente deveriam ser exigidos se houvesse notícia de dano ao
meio ambiente.
[Link] 3 de 8
PEÇAS PRÁTICAS
Ação Declaratória de Constitucionalidade
Esses argumentos terminaram por ser acolhidos pelos órgãos federais competentes,
que simplesmente não estavam aplicando os recursos disponíveis, em conformidade com os
prazos fixados. Os interessados, por sua vez, não estavam logrando êxito em reverter esse
entendimento perante o Poder Judiciário, sendo inúmeras as decisões de indeferimento
dos pleitos formulados, havendo, inclusive, uma ação civil pública promovida por associação
vinculada aos grandes produtores rurais, na qual veio a ser proferido provimento cautelar
vedando a implementação dos comandos legais. A situação ainda se tornava mais dramática
porque, nos próximos anos, a seca nas regiões beneficiadas pela Lei Federal n. XX/2018
será a mais severa das últimas décadas, inviabilizando por completo qualquer atividade
produtiva caso os seus comandos não sejam implementados.
À luz desse quadro, a Mesa do Senado Federal solicitou a um(a) advogado(a), que também
assinaria a petição inicial, a identificação do instrumento adequado para a deflagração do
controle concentrado de constitucionalidade, de modo que fossem superados os obstáculos
opostos à aplicação da Lei Federal n. XX/2018. Elabore a petição inicial da medida judicial
cabível. Elabore a petição inicial da medida judicial cabível. (Valor: 5,00)
Um exemplo de como ficaria a petição inicial da medida judicial cabível seria:
ESPELHO
AO MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Mesa do Senado Federal,..., por seu advogado, procuração em anexo, com escritório...,
onde receberá as intimações, vem, com fundamento no art. 103, II, da CRFB/88 e na
Lei n. Art. 13, III, na Lei n.º 9.868/99, proporciona a presente AÇÃO DECLARATÓRIA DE
CONSTITUCIONALIDADE, com pedido de MEDIDA CAUTELAR, em DEFESA dos artigos 1º, 2º
e 3º da Lei n.º XX/2018, dispositivos cuja constitucionalidade tem sido questionada pelos
motivos a seguir expostos:
DA COMPETÊNCIA
De acordo com o art. 102, I, “a”, da CRFB/88, compete ao Supremo Tribunal Federal
julgar e julgar, originariamente a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato
normativo federal.
[Link] 4 de 8
PEÇAS PRÁTICAS
Ação Declaratória de Constitucionalidade
DA LEGITIMIDADE
A ação deve ser proposta pela Mesa do Senado Federal. A legitimidade da Mesa do
Senado Federal decorre do disposto no Art. 13, inciso III, da Lei n.º 9.868/1999 ou Art.103,
inciso II, da CRFB/88.
DO DIREITO
A União deve priorizar o aproveitamento econômico e social dos rios nas regiões de baixa
renda e cooperar com as pequenas e médias empresas rurais, nas regiões de baixa renda,
sujeitas a secas periódicas, para o estabelecimento, em suas glebas, de fontes de pequena
segurança nos termos do art. 43, § 2º, inciso IV e/ou art. 43 § 3º, ambos da CRFB/88.
Devem ser exigidos, na forma da lei, os estudos de avisos de impacto ambiental para a
atividade potencialmente causadora de significativa manipulação do meio ambiente, nos
termos do Art. 225, § 1º, inciso IV, da CRFB/88.
A livre iniciativa coexiste com a necessidade de serem reduzidas as desigualdades
regionais e sociais, conforme dispõe o Art. 170, inciso VII.
A isonomia exige que seja dispensado tratamento diferenciado àqueles que se encontram
em situação de vulnerabilidade, sendo essa a essência das ações afirmativas e políticas
públicas sociais, que encontram amparo na concepção de igualdade do Art. 5º, caput.
Se existem, de fato, regiões em situação precária e desigual, o objetivo previsto na
Constituição é promover a igualdade. Por isso, são implementadas políticas públicas sociais
e divulgadas informações afirmativas.
DA MEDIDA CAUTELAR
Há o cabimento da medida cautelar nos termos no art. 21 da Lei n.º 9.868/1999.
A constitucionalidade da patente foi demonstrada nos fundamentos de mérito.
Há o risco de demora, pois, nos próximos anos, a seca nas regiões beneficiadas pela
Lei Federal n.º XX/2018 será nas últimas décadas, inviabilizando por completo qualquer
atividade produtiva caso seus comandos não sejam implementados.
Requer a concessão do pedido cautelar com o objetivo específico de determinar
a observância dos artigos 1º a 3º da Lei n.º XX/2018 pelas instâncias administrativas,
suspendendo-se os processos judiciais em curso até o julgamento do mérito, com fundamento
no art. 21 da Lei n.º 9.868/1999.
[Link] 5 de 8
PEÇAS PRÁTICAS
Ação Declaratória de Constitucionalidade
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, requer:
a) A confirmação da medida cautelar com o objetivo específico de determinar a observância
dos artigos 1º e 3º da Lei n.º XX/2018 pelas instâncias administrativas, determinando que
os juízes e tribunais de todo o país suspendam o julgamento dos processos em curso, até
decisão final, nos termos do artigo 21 da Lei n.º 9.868/1999;
b) A procedência dos pedidos para declarar a constitucionalidade dos artigos 1º a 3º
da Lei n. XX/2018;
c) A solicitação de informações ao Presidente da República e à mesa do Congresso Nacional;
d) A intimação do Procurador-Geral da República para que seja ouvido, nos termos do
artigo 19 da Lei n.º 9.868/99 c/c o artigo 103, §1º da CRFB/88;
e) A juntada dos documentos anexos, nos termos do artigo 14, parágrafo único da Lei
n. 9.868/99;
Dá-se a causa o valor de…
Termos em que, pede deferimento.
Local … Data…
Advogado
OAB
[Link] 6 de 8
PEÇAS PRÁTICAS
Ação Declaratória de Constitucionalidade
Item Pontuação
Endereçamento
1. Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal (0,10) 0,00/0,10
2. Autor: a ação deve ser proposta pela Mesa do Senado 0,00/0,10
Federal.
3. Legitimidade ativa: decorre do disposto no Art. 13, inciso 0,00/0,20
III, da Lei n. 9.868/99 ou no Art. 103, inciso II, da CRFB (0,20)
4. Devem ser indicados, na petição inicial, os artigos 1º, 2º e 0,00/0,20
3º da Lei n. XX/2018, dispositivos cuja constitucionalidade
tem sido questionada. (0,20)
5. Cabimento da ADC: Medida prevista no Art. 102, inciso I, 0,00/0,10/0,20/0,30/0,40
alínea a, da CRFB (0,10), em razão da controvérsia judicial
relevante (0,10), presente nas diversas decisões que negaram
aplicação aos artigos 1º,2º e 3º da Lei n. XX/2018, ato
normativo federal (0,10), o que atende ao requisito do Art.
14, inciso III, da Lei n. 9.868/99 (0,10)
Fundamentos de mérito
6. A União deve priorizar o aproveitamento econômico e 0,00/0,40/0,50
social dos rios nas regiões de baixa renda e cooperar com os
pequenos e médios proprietários rurais, nas regiões de baixa
renda, sujeitas a secas periódicas, para o estabelecimento
em suas glebas, de fontes de pequena irrigação (0,40), nos
termos do Art. 43, §2º, inciso IV e/ou art. 43§3º, ambos da
CRFB/88 (0,10).
7. Devem ser exigidos, na forma da lei, os estudos prévios de 0,00/0,40/0,50
impacto ambiental para a atividade potencialmente causadora
de significativa degradação do meio ambiente (0,40), nos
termos do Art. 225, §1º, inciso IV, da CRFB/88 (0,10)
8. A livre iniciativa coexiste com a necessidade de serem 0,00/0,40/0,50
reduzidas as desigualdades regionais e sociais ou necessidade
de promoção da justiça social (0,40), conforme dispõe o Art.
3º, inciso III ou Art. 170, caput e/ou incisos, ambos da CRFB/88
(0,10).
9. A isonomia exige que seja dispensado tratamento 0,00/0,20/0,30/0,40/0,50/0,60/0,70
diferenciado aqueles que se encontrem em situação de
vulnerabilidade (0,40), sendo essa a essência das ações
afirmativas ou de políticas públicas sociais (0,20), que
encontram amparo na concepção de igualdade do Art. 3º,
inciso IV ou Art. 5º, caput, ambos da CRFB/88 (0,10)
Fundamentos da cautelar
10. A patente constitucionalidade demonstrada nos 0,00/0,20
fundamentos de mérito (0,20)
[Link] 7 de 8
PEÇAS PRÁTICAS
Ação Declaratória de Constitucionalidade
11. O risco da demora (0,20), pois, nos próximos anos, a seca 0,00/0,20/0,30
nas regiões beneficiadas pela Lei Federal [Link]/2018 será a
mais severa das últimas décadas, inviabilizando por completo
qualquer atividade produtiva caso os seus comandos não
sejam implementados (0,10)
Pedidos
12. Pedido cautelar (0,10), com o objetivo específico de 0,00/0,10/0,20/0,30/0,40/0,50/0,60
determinar a observância dos artigos 1º a 3º da Lei n. XX/2018
pelas instâncias administrativas (0,20), suspendendo-se os
processos judiciais em curso até o julgamento do mérito
(0,20), com fundamento no Art. 21 da Lei 9868/99 (0,10)
13. Pedido principal, visando a declaração de 0,00/0,40
constitucionalidade dos artigos 1º a 3º da Lei n. XX/2018 (0,40)
14. A petição inicial deve ser instruída com cópias do ato 0,00/0,10/0,20
normativo impugnado (0,10) e dos documentos que
comprovem a prolação de decisões judiciais contrárias a
constitucionalidade dos artigos 1º a 3º da Lei n. XX/2018(0,10)
Fechamento
15. Data, Mesa do Senado Federal e advogado (0,10) 0,00/0,10
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute .
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura
exclusiva deste material.
[Link] 8 de 8
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –Reclamação Constitucional
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL
O PULO DO GATO
Reclamação Constitucional e a ação de impugnação de mandato eletivo nunca caíram em
prova. Mas, é possível cair, porque são peças típicas de direito constitucional. Elas também
podem aparecer nas questões.
Ver art. 102,I,alínea “l” – Exemplo MS contra ato do Presidente da República, impetrado
na Justiça federal – caberá Reclamação. Quando existe um mandado de segurança e a
autoridade coatora é o Presidente da República, o mandado de segurança é impetrado no
supremo Tribunal Federal.
5m
II – garantir a autoridade das decisões do tribunal;
Obs.: Art. 102, I, “l” Se o STF em MS, por exemplo, profere determinada decisão, e outro
juízo ou autoridade desrespeitam, dará ensejo ao ajuizamento da reclamação;
Ex.: recurso extraordinário, o mandado de segurança em um habeas data decidido pelo
Supremo, que autoridades e juízes desrespeitam.
III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal
Federal em controle concentrado de constitucionalidade;
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –Reclamação Constitucional
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
mente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente,
anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja
proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso.
Competência:
STF (art. 102, I, L e art. 103,§3º) - l) a reclamação para a preservação de sua competên-
cia e garantia da autoridade de suas decisões;
10m
STJ (art. 105, I, F) - f) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia
da autoridade de suas decisões;
Súmula vinculante – reclamação é para o STF.
Art. 989. Ao despachar a reclamação, o relator:
I – requisitará informações da autoridade a quem for imputada a prática do ato impugnado, que as
prestará no prazo de 10 (dez) dias;
II – se necessário, ordenará a suspensão do processo ou do ato impugnado para evitar dano
irreparável;
III – determinará a citação do beneficiário da decisão impugnada, que terá prazo de 15 (quinze)
dias para apresentar a sua contestação.
DIRETO DO CONCURSO
1. (INÉDITA) Mila, brasileira, solteira, sempre se dedicou muito aos estudos, pois tinha um
grande sonho de fazer direito, e se tornar uma grande advogada. Infelizmente seus pais
nunca tiveram condições de pagar uma faculdade particular, nem mesmo um curso pre-
paratório para vestibular. Após três anos estudando por conta própria Mila foi aprovada
em 1º lugar em uma Universidade Pública de São Paulo.
15m
Ao se matricular, a secretaria da universidade, condicionou a sua matrícula ao paga-
mento de taxa no valor de 2.000 (dois mil reais). Toda a família juntou as economias,
mas infelizmente ainda precisava de 1.000 (mil reais) para completar o pagamento.
Mila recorreu até a última instância administrativa, e não obteve êxito algum, sustentan-
do a existência da Súmula Vinculante 12, cuja redação afirma que a cobrança de taxa
de matrícula por universidade pública é inconstitucional.
Mila procura você, pois faltam poucos dias para encerrar o processo de matrícula, e
manifesta que quer propor a medida judicial cabível adequada para apresentar o caso
diretamente à análise do Supremo Tribunal Federal visando defender o enunciado
vinculante.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –Reclamação Constitucional
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
COMENTÁRIO
A negativa decorreu da autoridade administrativa. Para que seja possível a reclamação,
deve-se esgotar a via administrativa, o que Mila fez. Se existe violação a Súmula Vincu-
lante, Mila pode entrar com uma Reclamação, que vai para o Supremo Tribunal Federal.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –Reclamação Constitucional – AIME
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: não há nada de diferente do que foi estudado em relação a qualificação, endereça-
mento. A diferença é na fundamentação.
DO CABIMENTO:
Obs.: tudo que se quer saber sobre Reclamação Constitucional está na Lei 11.417/06.
De acordo com o art. 103-A §3º da CF e Art. 7º da lei 11.417/06, da decisão judicial ou
do ato administrativo que contrariar enunciado de súmula vinculante, negar-lhe vigência ou
aplicá-lo indevidamente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos
recursos ou outros meios admissíveis de impugnação.
5m
DO FATOS:
Obs.: resumo de 6 linhas, no máximo, já que eles não são pontuados.
DO DIREITO
A educação é um direito social prevista no artigo 6º e 205 da Constituição Federal, sendo
um direito de todos e dever do Estado e da família, sendo promovida e incentivada com a
colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para
o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
O Estado tem o dever de promover políticas públicas de acesso à educação com base
no princípio da gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais, conforme o artigo
206, IV da CRFB/88.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –Reclamação Constitucional – AIME
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
De acordo com o art. Art. 7º da lei 11.417/06, da decisão judicial ou do ato administra-
tivo que contrariar enunciado de súmula vinculante, negar-lhe vigência ou aplicá-lo indevida-
mente caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal, sem prejuízo dos recursos ou outros
meios admissíveis de impugnação.
Além disso, foi preenchido o requisito do art. 7º, § 1º, da lei 11.417/06 que dispõe que
contra omissão ou ato da administração pública, o uso da reclamação só será admitido após
esgotamento das vias administrativas.
Obs.: quando existir violação de Súmula Vinculante por um ato da administração ou omis-
são da administração, é preciso esgotar as vias administrativas.
DA LIMINAR
Obs.: o objetivo da liminar é matricular Mila na Universidade.
O artigo 989, II, do CPC/15, autoriza a concessão da liminar para suspender o ato impug-
nado para, assim, evitar dano irreparável.
A fumaça do bom direito reside nos argumentos fáticos e jurídicos acima expostos, pois
houve violação da súmula vinculante 12 do STF.
15m
O perigo de dano também está presente, pois faltam poucos dias para encerrar o pro-
cesso de matrícula, podendo a reclamante sofrer prejuízos por essa falha administrativa, qual
seja, ser impedida de matricular-se para o curso de Direito que foi aprovada.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –Reclamação Constitucional – AIME
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Assim, requer a concessão da liminar para determinar a Universidade Pública que matri-
cule a reclamante independentemente de taxa de matrícula.
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, requer:
a) Que seja deferida a liminar para determinar a Universidade Pública que matricule a
reclamante independentemente de taxa de matrícula.
b) Que seja notificada a autoridade reclamada para, no prazo de 10 dias prestar informa-
ções que entender necessárias.
c) a oitiva do Procurador-Geral da República.
d) que seja cassada a decisão administrativa que condicionou a matrícula da reclamante
ao pagamento de taxa, para fins de preservação da súmula vinculante 12.
O PULO DO GATO
As iniciais são todas parecidas. O que for diferente é encontrado na lei de cada uma.
Na peça acima, não há previsão de condenação em honorários.
O PULO DO GATO
Essa peça nunca caiu em prova. Mas, ela pode ser uma questão de prova.
Objetivo: impugnar o mandato eletivo com abuso de poder econômico, corrupção e fraude.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional –Reclamação Constitucional – AIME
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Ex.: deputado foi diplomada e houve uma corrupção. Uma candidata entra com uma ação
de impugnação de mandato eletivo. Não há previsão do cidadão entrar com a ação. Os legi-
timados estão previstos na Lei Complementar 64/90.
25m
LC 64/90 – Legitimados: Partidos, coligações, candidatos e Ministério Público. Não há
previsão quanto ao cidadão.
Art. 14. (...)
§ 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias
contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção
ou fraude.
Obs.: a diplomação vem antes da posse. Ela é o certificado de que a eleição foi regular e
que o candidato venceu ou demais. Porém, é possível uma impugnação, desde que
seja tempestiva, no prazo de 15 dias, contados da diplomação.
§ 11. A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor, na
forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – AIME II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
AIME II
DIRETO DO CONCURSO
1. (INÉDITA) Pedro foi eleito prefeito do Município ALFA, no Estado BETA, e por meio
do seu Comitê de Campanha, fez diversas promessas ao cidadão que votasse nele,
inclusive com o pagamento imediato de conta de energia de quem prometesse tal voto.
Além disso, o Comitê de campanha recolheu, no dia anterior a eleições, o título de elei-
tor de pessoas já falecidas, distribuindo a pessoas contratadas no Município Z, vizinho
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – AIME II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
COMENTÁRIO
Os 15 dias têm natureza decadencial. Não são interrompidos por sábado, domingo ou fe-
riado. Exclui-se o dia do começo e inclui-se o dia do começo.
DO CABIMENTO
Caberá ação de impugnação de mandato eletivo, pois houve abuso do poder econômico,
corrupção e fraude, de acordo com o art. 14, § 10, da CRFB/88.
DA TEMPESTIVIDADE
A presente impugnação é tempestiva, pois foi ajuizada dentro do prazo constitucional de
15 (quinze) dias contados da diplomação, segundo prevê o art. 14, § 10, da CRFB/88.
5m
DA LEGITIMIDADE
O autor tem legitimidade ativa para a propositura da ação de impugnação de mandato
eletivo, pois foi candidato ao cargo de prefeito no respectivo pleito, conforme o art. 3º da Lei
Complementar n.64/90.
Já, Pedro é legitimado passivo, pois foi diplomado como prefeito na Cidade tal.
DOS FATOS
Obs.: é um simples resumo de, no máximo, 5 ou 6 linhas.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – AIME II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DO DIREITO
A Constituição Federal prevê no art. 14, §10, que o mandato eletivo poderá ser impug-
nado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação, instruída a
ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude. Não há dúvidas que
no caso em análise houve ocorrência de abuso de poder econômico, corrupção e fraude.
Obs.: é preciso mostrar onde existiu o abuso de poder econômico, por exemplo, no caso
em análise. Não se pode ser genérico quanto ao abuso de poder econômico, corrup-
ção e fraude.
10m
O pagamento imediato de conta de energia de quem prometesse tal voto em Pedro, con-
figura abuso de poder econômico e corrupção
O Comitê de campanha recolheu, no dia anterior a eleições, o título de eleitor de pessoas
já falecidas, distribuindo a pessoas contratadas no Município Z, vizinho ao município Alfa,
configurando claramente fraude.
Além disso, o art.41-A, da lei 9.504/97, veda o candidato doar, oferecer, prometer, ou
entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer
natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia
da eleição.
Mas não é só, o Código eleitoral (lei 4.737/65) no art. 237 dispõe que a interferência do
poder econômico e o desvio ou abuso de poder de autoridade, em desfavor da liberdade de
voto, serão coibidos e punidos.
Por fim, o artigo 232 do Código Eleitoral estabelece ser também anulável a votação,
quando viciada de falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o art. 237, ou emprego
de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei.
Assim, não restam dúvidas sobre a flagrante ocorrência de abuso de poder econômico,
corrupção e fraude na campanha de Pedro.
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, requer:
a. a procedência do pedido para invalidar o diploma eleitoral obtido com abuso de poder
econômico, fraude e corrupção.
b. a citação do réu, Pedro, para apresentar a defesa no prazo de sete dias, conforme
dispõe o art. 4º da Lei Complementar 64/90.
15m
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – AIME II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: é possível colocar a liminar, dizendo que está presente a fumaça do bom direito, que
existiu violação ao art.14, §10, da Constituição, violação ao Código Eleitoral, que o
perigo na demora está presente pois Pedro tomará posse. Na dúvida, é melhor abrir
uma liminar.
c. a intimação do Ministério Público.
d. a juntada de documentos.
e. a condenação em honorários advocatícios e custas processuais.
Dá-se à causa o valor de...
Pede deferimento,
Local... Data...
Advogado... OAB.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Contestação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
CONTESTAÇÃO
Nesta aula será estudada a contestação, peça que nunca foi cobrada na 2ª fase de
direito constitucional, mas não é uma peça que surpreenderá se for cobrada, surpresa seria
se fosse, por exemplo, um habeas corpus ou um parecer, mas se for cobrada a contestação,
não será uma surpresa, e o candidato deve pelo menos treinar uma vez uma contestação.
O início da cobrança de contestação foi no Exame XIII, depois foi cobrada mais duas
vezes, foi uma surpresa, mas é uma peça provável tanto em administrativo quanto em cons-
titucional. A estrutura da peça é fácil de ser feita, é igual uma ação comum, mas ao invés de
ser pedida a procedência dos pedidos, pede-se a improcedência, o restante é praticamente
do mesmo jeito, com os fatos, o direito, o endereçamento e a qualificação. Mas diz-se que a
contestação é o terror dos estudantes de direito administrativo, porque nela existem prelimi-
nares (no máximo três são cobradas), e deve-se ter uma noção de processo civil, porém não
é necessário se aprofundar em processo civil, bastando essa noção.
Como identificar na hora da prova que é uma contestação? Será falado que o autor já
entrou com uma ação contra o seu cliente, então será pedido para o candidato fazer a defesa
do réu. É uma peça fácil de ser identificada. Quando se fala em contestação, deve-se saber
dos principais artigos relacionados a esta peça.
Art. 335 do CPC - Art. 335. O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quin-
ze) dias, cujo termo inicial será a data (será colocado como fundamentação na qualificação o art.
335 e seguintes).
5m
Art. 336. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de
fato e de direito com que impugna o pedido do autor (isso é feito tanto com preliminares quanto
com a fundamentação, pedindo ao final a improcedência dos pedidos) e especificando as provas
que pretende produzir.
Princípios:
• Princípio da Eventualidade (mais relevante em relação à contestação) - o réu deve
alegar toda a matéria de defesa na contestação, especificando as provas que pretende
produzir (art. 336 CPC).
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Contestação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: A maioria das pessoas tem dificuldade, porque não sabem se pedem para extinguir
sem resolução do mérito, ou se pedem para extinguir com resolução do mérito, então
já foi deixado tudo organizado para os estudantes, que farão a devida remissão no
vade mecum.
Obs.2: Quando se fala de preliminares, estas são encontradas no art. 337 do CPC, algo que
deve ser marcado no Código. Existem tanto as dilatórias, quanto as peremptórias.
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:
Dilatórias - retarda o andamento do processo, mas não tem força para extinguir.
Peremptória – extinguirá o processo SEM julgamento do mérito ( art. 485 do CPC)
Obs.: O estudante deve abrir o vade mecum, o CPC no art. 337 e saberá que se for cobra-
da uma contestação em prova, deve colocar pelo menos duas preliminares, sendo
que o que for colocado a mais é melhor.
I – inexistência ou nulidade da citação; Dilatória (não tem força para extinguir)
Art. 239 § 1º O comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade
da citação, fluindo a partir desta data o prazo para apresentação de contestação ou de embargos
à execução.
Pedido: para que seja reaberto o prazo para contestar (pedido a ser feito na preliminar).
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Contestação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: Observe que não é a extinção do processo sem resolução de mérito, porque é dila-
tória, não tem força para extinguir o processo, o que será pedida é a reabertura do
prazo para contestar.
15m
Obs.2: Se for feita uma comparação em relação a outras contestações de outras matérias,
a incompetência absoluta é a mais cobrada.
Exemplo: Ingressaram com uma ação popular contra o Presidente da República no STF.
Isso está errado, porque ação popular é em primeiro grau. Seria justiça federal ou Vara fede-
ral, pois ação popular é em primeiro grau, diferentemente de mandado de segurança e de
habeas data, que pode começar no STJ, no TJ ou no STF, enquanto a ação popular é em
Vara. Então perceba que eles mandaram para o juízo errado, para o STF, e será pedido para
que seja remetido o processo ao juízo competente, no caso, a Vara Federal.
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Contestação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: Se houve uma incorreção do valor da causa, será informado no enunciado. Será
aberta uma preliminar com esse nome, e será pedida a fixação do valor da causa
adequada e, se for o caso, a complementação das custas.
XII – falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar; Dilatória/
peremptória
Juiz deve dar a oportunidade ao autor para sanar a falha (dilatória);
Se não suprimir no prazo estipulado, o juiz decretará a extinção, sem julgamento de
mérito (485, X, do CPC).
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Contestação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
PEREMPTÓRIAS
IV – inépcia da petição inicial – ART. 337,IV + ART. 485, I
30m
Exemplo: Art. 330 § 1º Considera-se inepta a petição inicial quando:
I – lhe faltar pedido ou causa de pedir;
II – o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedi-
do genérico;
III – da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão;
IV – contiver pedidos incompatíveis entre si.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
5 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Contestação II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
CONTESTAÇÃO II
V – perempção;
Deve-se marcar o art. 337, V e fazer uma remissão ao art. 485, V para se lembrar de pedir
a extinção do processo sem resolução de mérito na preliminar.
Ao falar de perempção, também é feita remissão ao art. 486, parágrafo 3º do CPC, que
ocorre quando o autor der causa por três vezes a extinção do processo por abandono da causa.
VI – litispendência;
Também há a litispendência para a extinção do processo sem resolução de mérito. A litis-
pendência ocorre quando se reproduz a ação idêntica à outra que está em curso.
Também será feita a remissão ao art. 485, V do CPC.
X — convenção de arbitragem;
É importante que se diga em prova que a convenção de arbitragem é uma extinção sem
resolução de mérito e que se faça a remissão para o art. 485, VII do CPC.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Contestação II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Contestação II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Embora nunca tenha aparecido em prova uma contestação, caso apareça, há chances
que seja apenas a contestação, sem a reconvenção. Se for só a contestação, basta não abrir
o tópico “da reconvenção”; se for com reconvenção, basta abrir o tópico “da reconvenção”.
Abaixo, um exemplo de peça com o tópico “da reconvenção”:
(PEÇA INÉDITA — APB) No município Beta, Estado Alfa, o vereador Luís, com intuito
de prejudicar Pedro, prefeito da cidade, ajuizou uma ação popular no Tribunal de Justiça do
Estado Alfa, com a seguinte fundamentação: Pedro violou o princípio da moralidade e o prin-
cípio da impessoalidade ao nomear a sua esposa Lorena, uma renomada médica da cidade,
para o cargo de Secretária Municipal de Saúde, caracterizando típica promoção pessoal de
agentes e de seus parentes. Irresignado com tal situação Luíz discutiu com Pedro e quebrou
parte do gabinete do prefeito, por não aceitar tamanha desonestidade com a população do
município Beta, cujos prejuízos montam a quantia de 10.000 reais. O Tribunal de Justiça do
Estado Alfa determinou que Pedro se manifestasse sobre a ação!
Obs.: A ação popular é em primeiro grau — Vara da Fazenda Pública, Vara Cível, ou Vara
Federal —, independente se aquela pessoa tem ou não foro. Portanto, a ação popu-
lar não será ajuizada no Tribunal de Justiça. Como, nesse caso, se trata de âmbito
municipal, será em Vara da Fazenda Pública ou na Vara Cível.
15m
Pelo enunciado acima, percebe-se que irá existir uma reconvenção, justamente
porque o vereador ficou nervoso por Pedro estar violando a moralidade e a impesso-
alidade e decidiu quebrar parte do seu gabinete.
Existe uma ação popular contra Pedro e o juiz pediu para que ele se manifestar,
então, logicamente, é uma contestação — alguém entrou com uma ação contra o
cliente e agora deverá ser feita a sua defesa.
A parte boa é que sempre se terá razão na prova, seja o autor ou o réu. Significa
dizer que o réu está certo, mas é preciso procurar a fundamentação adequada na
Constituição Federal.
Na qualidade de advogado(a) constituído (a) por Pedro, redija a medida judicial mais
apropriada em sua defesa.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Contestação II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: Foi proposta ação popular no TJ, o que é errado. O endereçamento será feito para o
TJ ou para a Vara da Fazenda Pública?
Nesse caso, manda-se para o órgão errado, porque é ele (Tribunal de Justiça) que
está com o processo. Diante disso, abre-se uma preliminar de incompetência abso-
luta para que seja remetido ao juízo adequado (Vara da Fazenda Pública).
20m
Obs.: O certo era fazer o endereçamento para a Fazenda Pública, mas quem está com a
ação popular é o Tribunal de Justiça do Estado Alfa.
Processo n.
Pedro, nacionalidade, casado, prefeito, RG, CPF, endereço eletrônico, residente e domi-
ciliado..., por seu advogado, procuração anexa, vem à presença de Vossa Excelência, nos
termos do art. 335, 336 e 343 do CPC, oferecer CONTESTAÇÃO e propor RECONVEN-
ÇÃO nos autos da ação movida contra si por Luíz, nacionalidade, estado civil, vereador,
domicílio e residência, endereço eletrônico, CPF, RG pelos fatos e fundamentos jurídicos a
seguir expostos:
Obs.: Sabe-se que Pedro é casado porque a sua esposa Lorena é citada no enunciado.
Se Luís não tivesse quebrado o gabinete de Pedro, haveria apenas a contestação.
Propõe-se a reconvenção, mas a contestação é oferecida.
Manda-se a contestação para o Tribunal de Justiça e se pede para fazer a remessa
do feito ao Juízo competente, que é a Vara da Fazenda Pública.
DOS FATOS:
DA PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA:
Preliminarmente, argui, o réu, a incompetência absoluta desse Juízo, na forma do art.
337, II, CPC.
Embora o réu seja prefeito do município e tenha foro por prerrogativa em determinadas
ações, não haverá foro privilegiado em ação popular, sendo competente a justiça de primeira
instância, qual seja, a vara da fazenda pública.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Contestação II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Assim, pede a V. Exa a remessa do feito ao Juízo competente, ou seja, vara da fazenda
pública da comarca de Beta, na forma que dispõe o art. 64, parágrafo 3º do CPC.
25m
Obs.: Se for percebido que existe uma incompetência absoluta, o endereçamento é feito
para o juízo incorreto mesmo, porque é ele quem está com a ação, e se abre uma
preliminar de incompetência absoluta para pedir a remessa do feito para o juízo com-
petente.
DO DIREITO
Obs.: O examinado sempre tem razão na peça. Isso quer dizer que o prefeito não violou
a moralidade e a impessoalidade, assim, a nomeação de Lorena, esposa de Pedro,
como secretária municipal não é ilegal.
Em nenhum momento Pedro fez algum ato, programa, obra, serviço e campanhas que
caracterizaram a sua promoção pessoal, portanto não houve violação aos princípios da mora-
lidade e da impessoalidade.
Obs.: A Súmula Vinculante 13, que versa sobre o nepotismo, não se aplica em relação aos
cargos políticos, de acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal. Então, o pre-
feito poderia nomear a sua esposa como secretária municipal de saúde.
Se Lorena fosse formada em engenharia e fosse nomeada secretária municipal de
saúde, nesse caso, seria possível impedir a nomeação, mas a nomeação, por si só,
não caracteriza improbidade.
ANOTAÇÕES
5 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Contestação II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Pedro, ao nomear sua esposa para o cargo de secretária municipal de Saúde não violou
nenhum princípio, visto que a sua nomeação, como Secretária Municipal de Saúde, não con-
figura, por si só, nepotismo e ato de improbidade administrativa, pois a proibição da SV 13
não se aplica para cargos públicos de natureza política, como, por exemplo, o de secretário.
Segundo o STF poderá ficar caracterizado o nepotismo mesmo em se tratando de cargo
político caso fique demonstrada a inequívoca falta de razoabilidade na nomeação por mani-
festa ausência de qualificação técnica ou inidoneidade moral do nomeado, o que não acon-
teceu no caso em análise, tendo em vista que Lorena é uma medica renomada e idônea.
Obs.: Se Lorena fosse engenheira e fosse nomeada como Secretária Municipal de Saúde,
claramente teria uma ausência de qualificação técnica, mas como ela é uma renoma-
da médica, não há problema.
30m
Se Lorena não fosse idônea e não apresentasse qualificação técnica, ela não pode-
ria ser nomeada para o cargo de secretária.
DA RECONVENÇÃO
Obs.: Se não houvesse a parte de reconvenção, agora seria feita a conclusão e a finaliza-
ção. Mas, como o enunciado apresentou que Luís quebrou o gabinete de Pedro, o
que gerou um prejuízo de R$ 10 mil, abre-se um tópico “da reconvenção”, em que
serão feitos pedidos.
A Constituição Federal impõe o dever de reparação àquele que causa danos a outrem,
de acordo com o artigo 5º, V, da CRFB:
Art. 5º
V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano
material, moral ou à imagem;
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
Obs.: Os arts. 5º, inciso V, 186 e 927 são sempre usados para fundamentar a reconvenção.
ANOTAÇÕES
6 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Contestação II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
No caso dos autos, Luís discutiu com Pedro e quebrou parte do gabinete do prefeito,
cujos prejuízos montam a quantia de 10.000 reais, conforme documentos em anexo.
Presente, portanto, o nexo causal entre a conduta lesiva do autor e os danos materiais à
prefeitura resulta no dever em repará-lo.
DA CONCLUSÃO
Obs.: Na contestação não há valor da causa, mas como se está pedindo algo mediante
a reconvenção, dar-se-á um valor à presente reconvenção de R$ 10 mil. Se fosse
apenas a contestação, não teria valor da causa.
Obs.: O conteúdo da letra C é para ser escrito apenas se a prova apresentar reconvenção.
Obs.: Não se deve utilizar a expressão “a condenação do réu”, mas sim “a condenação do
autor”.
7 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Contestação II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: Se houvesse apenas a contestação, não teria o trecho “Dá-se à presente reconven-
ção o valor de 10.000,00”, porque não haveria valor da causa.
Pede Deferimento...
Local... Data...
Advogado... OAB
Obs.: A contestação nunca apareceu em prova. Se aparecer, poderá ser no estilo apresen-
tado ou mais simples.
Deve-se saber fazer cada pedido em relação às preliminares.
O exemplo dado foi de uma preliminar de incompetência absoluta.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
8 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recursos - Apelação e ROC
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Existem aqui alguns recursos que caem com frequência e outros que nunca caíram.
Os mais prováveis em cair são: apelação, agravo de instrumento e recurso ordinário e
extraordinário.
Dentre os que caem menos, há a possibilidade de incidir agravo interno, podendo a
banca ter preferência pelo agravo instrumento.
Art. 1.003.
(...)
§ 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para responder-
-lhes é de 15 (quinze) dias.
DECISÃO:
• DECISÃO INTERLOCUTÓRIA: o juiz decide algum incidente no processo, não pondo
fim a este. Exemplo: caberá agravo de instrumento.
10m
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recursos - Apelação e ROC
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
• SENTENÇA: põe fim a fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a
execução – caberá apelação.
• ACÓRDÃO: trata-se de uma decisão de órgão colegiado do Tribunal. Exemplo: ROC<
REsp e RE.
• DECISÃO MONOCRÁTICA: é aquela proferida pelo relator do recurso. Exemplo:
agravo interno.
DA APELAÇÃO
15m
Art. 1.009. Da sentença cabe apelação.
§ 1º As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito não comportar
agravo de instrumento, não são cobertas pela preclusão e devem ser suscitadas em preliminar de
apelação, eventualmente interposta contra a decisão final, ou nas contrarrazões.
§ 2º Se as questões referidas no § 1º forem suscitadas em contrarrazões, o recorrente será intima-
do para, em 15 (quinze) dias, manifestar-se a respeito delas.
§ 3º O disposto no caput deste artigo aplica-se mesmo quando as questões mencionadas no art.
1.015 integrarem capítulo da sentença.
Art. 1.010. A apelação, interposta por petição dirigida ao juízo de primeiro grau, conterá:
I – os nomes e a qualificação das partes;
II – a exposição do fato e do direito;
III – as razões do pedido de reforma ou de decretação de nulidade;
IV – o pedido de nova decisão.
§ 1º O apelado será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 2º Se o apelado interpuser apelação adesiva, o juiz intimará o apelante para apresentar con-
trarrazões.
§ 3º Após as formalidades previstas nos §§ 1º e 2º, os autos serão remetidos ao tribunal pelo juiz,
independentemente de juízo de admissibilidade.
Art. 1.012. A apelação terá efeito suspensivo.
A apelação, como regra, tem efeito suspensivo, dirigido ao juízo de primeiro grau, con-
tendo nome, qualificação das partes, exposição do fato e do direito, pedido de reforma, decre-
tação de nulidade etc.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recursos - Apelação e ROC
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DIRETO DO CONCURSO
1. (FGV/EXAME XI) Fábio é universitário, domiciliado no Estado K e pretende ingressar no
ensino superior através de nota obtida pelo Exame Nacional, organizado pelo Ministério
da Educação. Após a divulgação dos resultados, Fábio é surpreendido com seu baixo
desempenho nas questões discursivas, a transparecer que não corrigiram adequada-
mente sua prova, ou deixaram de lançar ou somar as notas das questões, o que invia-
biliza seu ingresso na entidade preferida.
Não há previsão de vista de prova e nem de recurso administrativo no edital, sendo
certo que existe agente público do Ministério da Educação responsável pelo exame em
cada estado da federação, denominado de Coordenador Estadual do Exame Nacional,
sediado na capital.
Fábio requereu vista de prova e revisão da mesma ao Coordenador Estadual do Exame
Nacional, tendo o seu pedido sido indeferido, por ausência de previsão editalícia.
Inconformado, Fábio contrata advogado que impetra mandado de segurança, objetivan-
do ter vista da prova, tendo a liminar sido indeferida, sem interposição de recurso. Após
trinta dias de tramitação, surge sentença que julga improcedente o pedido, confirmando
a legalidade da recusa de acesso à prova por falta de previsão no edital. A decisão res-
tou clara, sem qualquer vício de omissão, contradição ou obscuridade. Foram opostos
embargos de declaração, os quais foram rejeitados. Fábio, por meio do seu advogado,
apresenta o recurso pertinente.
25m
Redija a peça recursal cabível ao tema.
Obs.: liminar indeferida e com sentença, desta caberá apelação. Se na sentença confirmou
a legalidade da recusa de acesso à prova, deve-se anotar que essa decisão fere o
princípio da legalidade.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Apelação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
APELAÇÃO
DIRETO DO CONCURSO
1. (FGV/EXAME XI) Fábio é universitário, domiciliado no Estado K e pretende ingressar no
ensino superior através de nota obtida pelo Exame Nacional, organizado pelo Ministério
da Educação. Após a divulgação dos resultados, Fábio é surpreendido com seu baixo
desempenho nas questões discursivas, a transparecer que não corrigiram adequada-
mente sua prova, ou deixaram de lançar ou somar as notas das questões, o que invia-
biliza seu ingresso na entidade preferida.
Não há previsão de vista de prova e nem de recurso administrativo no edital, sendo
certo que existe agente público do Ministério da Educação responsável pelo exame em
cada estado da federação, denominado de Coordenador Estadual do Exame Nacional,
sediado na capital.
Fábio requereu vista de prova e revisão da mesma ao Coordenador Estadual do Exame
Nacional, tendo o seu pedido sido indeferido, por ausência de previsão editalícia.
Inconformado, Fábio contrata advogado que impetra mandado de segurança, objetivan-
do ter vista da prova, tendo a liminar sido indeferida, sem interposição de recurso. Após
trinta dias de tramitação, surge sentença que julga improcedente o pedido, confirmando
a legalidade da recusa de acesso à prova por falta de previsão no edital. A decisão res-
tou clara, sem qualquer vício de omissão, contradição ou obscuridade. Foram opostos
embargos de declaração, os quais foram rejeitados. Fábio, por meio do seu advogado,
apresenta o recurso pertinente.
Redija a peça recursal cabível ao tema.
COMENTÁRIO
Exemplo: Imagine a Vara da Fazenda Pública e a Vara Cível. Acima destas há o TJ. Já na
Vara Federa, acima dela há o TRF. Impetrando um MS em uma das três varas, haverá uma
sentença, que caberá apelação ou para o TJ ou para o TRF.
Note que é possível impetrar MS em primeiro grau, caso não haja competência originária,
como é o caso de Ministro de Estado, cujo MS começa no STJ.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Apelação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Exemplo: autoridade coatora do MS foi um Ministro de Estado, que começa no STJ, o que
foi denegado. Neste caso, caberá ROC para o STF.
5m
Começando em Vara, caberá apelação. Mas, se começou em Tribunal, caberá ROC.
Se a autoridade não está prevista na CF e não houver foro, a apelação começará em
primeiro grau. No caso do Coordenador do Exame Nacional, ele está vinculado à União,
sendo enviada a apelação para a Vara Federal.
Peça Profissional
Folha de rosto
AO JUÍZO FEDERAL DA VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO K
Processo n....
10m
Fábio, nacionalidade, estado civil, universitário, CPF, RG, endereço eletrônico, por seu
advogado, procuração em anexo, com escritório na..., vem perante Vossa Excelência com
fulcro nos Art. 1.009 e seguintes do CPC interpor recurso de APELAÇÃO contra sentença
proferida nos autos do MANDADO DE SEGURANÇA que impetrou contra o Coordenador
Estadual do Exame Nacional, intimando o apelado para oferecer contrarrazões, nos termos
do Art. 1010, §1º do CPC, remetendo os autos a instância superior, qual seja, o Tribunal
Regional Federal da... Região.
Pede deferimento
Local...Data...
Advogado...OAB
(OUTRA PÁGINA)
ATENÇÃO
Obs.: Nesta peça, primeiro envia-se ao prolator da sentença, anotando que irá interpor
apelação contra sentença. Além disso, é preciso memorizar a seguinte sentença:
“intimando o apelado para oferecer contrarrazões”. Em vista de ter começado em
Vara Federal, o recurso irá para o TRF.
15m
Ademais, abaixo de outra página já se deve escrever o endereçamento. Não se deve pu-
lar página.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Apelação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DO CABIMENTO
É cabível o presente recurso, visto que contra sentença caberá apelação, de acordo com
o art. 1009 CPC.
A apelação em face de sentença denegatória de mandado de segurança também está
presente no art. 14, da Lei n. 12.016/2009.
Obs.: não escrever na peça – no caso de habeas data, o cabimento será o art. 15 da Lei n.
9.507/1997. Já a Ação Popular terá cabimento no art. 19 da Lei n. 4.717/1965.
TEMPESTIVIDADE
20m
O presente recurso é tempestivo, visto que foi interposto no prazo de 15 dias, previsto no
art. 1.003, § 5º do CPC.
DO PREPARO
O preparo e o porte de remessa e de retorno foram devidamente recolhidos, na forma do
art. 1.007, do CPC.
DOS FATOS
...
DO DIREITO
A sentença que julgou improcedente o pedido do apelante, confirmando a legalidade da
recusa de acesso à prova por falta de previsão no edital, fere o princípio da legalidade, art
5º,II, CFRB, que dispõe que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa
senão em virtude de lei.
25m
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Apelação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer:
a. que o recurso seja recebido no efeito devolutivo e suspensivo.
b. a juntada do preparo.
c. ciência do recorrido para responder.
d. seja o presente recurso de apelação conhecido e provido para reforma da sentença
recorrida para acolher o pedido inicial, qual seja, a vista da prova e revisão da mesma.
30m
e. A intimação do Ministério Público.
f) A condenação do recorrido nos ônus da sucumbência.
Pede deferimento.
Local, data
Advogado/OAB
Obs.: em apelação, o pedido d) será pontuado em prova. Assim, em recurso, deve-se ano-
tar “conhecido e provido, reformando a sentença para proferir uma nova decisão.”
Existe a possibilidade de surgir uma preliminar em uma apelação. Exemplo: o juízo deter-
minou a gratuidade de justiça para o autor, que possui condições. Assim, identificando haver
preliminar, pode-se abrir um tópico na apelação.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – ROC
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
ROC
DIRETO DO CONCURSO
5m
1. (FGV/EXAME XXX) Após a tramitação do respectivo processo administrativo, foi inde-
ferido o pedido de reconsideração formulado pela sociedade empresária WW, relativo
à decisão proferida pelo Secretário de Estado de Ordem Pública do Estado Alfa, que
proibira a exploração de sua atividade econômica. Essa atividade consistia no reparo e
no conserto de veículos automotores, sob a forma de unidade móvel, em que a estru-
tura da oficina, instalada em micro-ônibus, se deslocava até o local de atendimento a
partir de solicitação via aplicativo instalado em aparelhos de computador ou de telefonia
móvel. Ao fundamentar a sua decisão originária, cujos argumentos foram reiterados no
indeferimento do pedido de reconsideração, o Secretário de Estado de Ordem Pública
informou que embasara o seu entendimento no fato de a referida atividade não estar
regulamentada em lei. Nesse caso, a Lei estadual n. 123/2018, que dispunha sobre
suas competências, autorizava expressamente que fosse vedada a sua exploração.
Por ver na referida decisão um verdadeiro atentado à ordem constitucional, a sociedade
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – ROC
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
COMENTÁRIO
Obs.: MS contra ato de Governador, Prefeito de capital e Secretário de Estado começa no
TJ. Ademais, é importante destacar que de Tribunal para Tribunal haverá ROC.
Peça Profissional
AO PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO ALFA.
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – ROC
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Advogado... OAB
(outra página)
RAZÕES DE RECURSO.
DA LEGITIMIDADE
A legitimidade da recorrente decorre do fato de ser parte na relação processual, enquanto
o seu interesse processual está associado ao fato de não ter tido a sua pretensão acolhida.
A legitimidade do Estado Alfa decorre do fato de o titular do direito envolvido.
15m
DO CABIMENTO
O cabimento do recurso ordinário a ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça decorre
do disposto no Art. 105, inciso II, alínea b, da CRFB/88, já que a decisão do Tribunal de Jus-
tiça em única instância denegou a ordem.
TEMPESTIVIDADE
O presente recurso é tempestivo, visto que foi interposto no prazo de 15 dias, previsto no
art. 1.003, § 5º do CPC.
DOS FATOS
Resumo (geralmente não é pontuado) – máximo 6 linhas.
DO DIREITO
A lei estadual n. 123/2018 na qual se embasou o Secretário de Estado, incursionou em
matéria afeta ao interesse local, de competência legislativa dos Municípios nos termos do Art.
30, inciso I, da CRFB/1988, logo a lei estadual é formalmente inconstitucional.
Mas não é só, a lei estadual, ao permitir fosse vedado o exercício de uma atividade eco-
nômica por não estar disciplinada em lei, afrontou a liberdade econômica, ressalvados os
limitadores legais nos termos do Art. 170, parágrafo único, da CRFB/1988, logo a lei estadual
é materialmente inconstitucional.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – ROC
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DA LIMINAR
20m
A fumaça do bom direito está presente pela violação do artigo 30, I, 170 e art 5º
LXIX da CRFB.
Há o risco de ineficácia da medida final se a liminar não for deferida, tendo em vista a
urgência da situação, já que a vedação ao exercício de sua atividade econômica pode impe-
dir a continuidade da pessoa jurídica.
Requer concessão da liminar para a concessão de efeito suspensivo ativo ao recurso
ordinário, permitindo a continuidade do exercício da atividade econômica enquanto não apre-
ciado o mérito.
Obs.: tudo o que se necessitar de urgência é preciso abrir um tópico de liminar, mesmo em
ROC.
DOS PEDIDOS
a. Requer concessão da liminar para a concessão de efeito suspensivo ativo ao recurso
ordinário, permitindo a continuidade do exercício da atividade econômica enquanto
não apreciado o mérito.
b. Que seja conhecido e provido o recurso ordinário para reformar a decisão, atri-
buindo-se caráter definitivo à tutela liminar.
25m
c. A intimação do recorrido para apresentar contrarrazões no prazo de 15 dias.
d. A intimação do Ministério Público
e. A juntada das custas de preparo e porte de remessa e retorno dos autos.
Pede deferimento,
Local..., data...,
Advogado... OAB
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recurso Especial Extraordinário
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recurso Especial Extraordinário
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: nunca houve um caso de Recurso Especial em prova de peça profissional, mas é
possível cair em algum exame.
Esgotamento prévio das vias ordinárias: só quando não mais comporte a impugnação
pelas vias recursais ordinárias. Súmula n. 280 do STF.
Impossibilidade de revisão de provas
Súmula n. 7 do STJ: A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial.
Súmula n. 86: Cabe recurso especial contra acórdão proferido no julgamento de agravo
de instrumento.
Súmula n. 203: Não cabe recurso especial contra decisão proferida por órgão de segundo
grau dos juizados especiais.
Súmula n. 280 do STF: É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber na justiça
de origem, recurso ordinário da decisão impugnada.
Compete ao STF:
15m
Art. 102.
(...)
III – julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância,
quando a decisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição;
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.
d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal.
Obs.: em prova, anotado que já entraram com recurso, violando lei, tem-se recurso espe-
cial; violando a CF, tem-se recurso extraordinário.
(...)
§ 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão
do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros.
CPC
Art. 1.035. O Supremo Tribunal Federal, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso extra-
ordinário quando a questão constitucional nele versada não tiver repercussão geral, nos termos
deste artigo.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recurso Especial Extraordinário
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
§ 1º Para efeito de repercussão geral, será considerada a existência ou não de questões relevan-
tes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subje-
tivos do processo.
20m
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recursos Especial
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
RECURSO ESPECIAL
DIRETO DO CONCURSO
1. (FGV/EXAME-XXV/DIREITO CIVIL) Em uma determinada ação indenizatória que trami-
ta na capital do Rio de Janeiro, o promitente comprador de um imóvel, Serafim, pleiteia
da promitente vendedora, Incorporadora X, sua condenação ao pagamento de quantias
indenizatórias a título de (i) lucros cessantes em razão da demora exacerbada na entre-
ga da unidade imobiliária e (ii) danos morais. Todas as provas pertinentes e relevantes
dos fatos constitutivos do direito do autor foram carreadas nos autos. Na contestação, a
ré suscitou preliminar de ilegitimidade passiva, apontando como devedora de eventual
indenização a sociedade Construtora Y contratada para a execução da obra. Alegou, no
mérito, o descabimento de danos morais por mero inadimplemento contratual e, ainda,
aduziu que a situação casuística não demonstrou a ocorrência dos lucros cessantes
alegados pelo autor.
5m
O juízo de primeira instância, transcorridos regularmente os atos processuais sob o rito
comum, acolheu a preliminar de ilegitimidade passiva.
Da sentença proferida já à luz da vigência do CPC/2015, o autor interpôs recurso de
apelação, mas o acórdão no Tribunal de Justiça correspondente manteve integralmente
a decisão pelos seus próprios fundamentos, sem motivar específica e casuisticamente
a decisão.
O autor, diante disso, opôs embargos de declaração por entender que havia omissão no
Acórdão, para prequestionar a violação de norma federal aplicável ao caso em tela. No
julgamento dos embargos declaratórios, embora tenha enfrentado os dispositivos legais
aplicáveis à espécie, o Tribunal negou provimento ao recurso e também aplicou a multa
prevista na lei para a hipótese de embargos meramente protelatórios.
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recursos Especial
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
COMENTÁRIO
AO DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
Processo n.
SERAFIM, já qualificado nos autos da ação indenizatória que move em face da incorpora-
dora X, vem interpor o presente RECURSO ESPECIAL, com fundamento no artigo 105, III,
alíneas a e c, da Constituição Federal e do artigo 1029 do CPC/2015, em face do acórdão
do Tribunal que negou provimento ao recurso de apelação, cujas razões seguem em ane-
xo, a fim de que sejam admitidas e remetidas ao Superior Tribunal de Justiça, para que se
reforme o acórdão recorrido.
Requer ainda a intimação do recorrido, para, querendo apresentar contrarrazões ao recur-
so especial.
Pede deferimento.
Local Data
Advogado
OAB..
(Outra página)
Razões de recursos
DO CABIMENTO
É cabível o presente recurso especial, pois de acordo com Art. 105, inciso III, alínea a, da
CRFB/1988 e o art. 1029 do CPC/2015, compete ao Superior Tribunal de Justiça julgar, em
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recursos Especial
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância, pelos Tribunais Re-
gionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a
decisão recorrida: a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência.
DA TEMPESTIVIDADE
O presente recurso é tempestivo, tendo em vista que foi interposto no prazo de 15 (quinze)
dias estabelecido pelo art. 1.003, § 5º do CPC.
DO PREPARO A guia de recolhimento das custas processuais e do porte de remessa e
de retorno acompanha o presente recurso, satisfazendo o requisito do art. 1.007, do CPC.
DO PREQUESTIONAMENTO
A matéria objeto do recurso foi prequestionada pela via dos Embargos de Declaração nos
termos do Art. 1.025 do CPC/15, e o Tribunal manteve a violação ao direito federal. Assim,
está preenchido o requisito do prequestionamento previsto na súmula 282, do STF.
20m
DOS FATOS
... resumo de no máximo 6 linhas.
DO DIREITO
O acórdão ao acolher a ilegitimidade passiva da incorporadora X, infringiu as normas cons-
tantes nos artigos 942 do CC que dispõe que: “ os bens do responsável pela ofensa ou
violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa
tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação”
No mesmo sentido, os arts. 7 parágrafo único, e 25§ 1º ambos do CDC, visto que recorrida
é responsável solidária pelos danos causados ao recorrente, vejamos:
Art. 7º (...) Parágrafo único. Tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente
pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo.
Art. 25. (...) § 1º Havendo mais de um responsável pela causação do dano, todos responderão
solidariamente pela reparação prevista nesta e nas seções anteriores.
Além disso, o recorrente sofreu danos pelo inadimplemento contratual da construtora re-
corrida. O artigo 389 do CC/02 dispõe que não cumprida a obrigação responde o devedor
por danos morais, bem como lucros cessantes.
ANOTAÇÕES
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recursos Especial
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Mas não é só isso, o acórdão não fundamentou especificamente a decisão violando o dis-
posto no art. 489, §1º, do CPC/15 razão pela qual deve a mesma ser invalidada.
Por fim, a multa aplicada em razão do entendimento do Tribunal de que os embargos de
declaração interpostos consistiram meramente protelatórios, também deve ser rechaça-
da, visto que a aplicabilidade do artigo 1026§2º viola entendimento jurisprudencial de que
embargos de declaração manifestados com notório propósito de prequestionamento não
possui caráter protelatório conforme disposto na súmula 98 do STJ.
PEDIDOS
Em face do exposto requer:
a. Seja recebido no seu efeito devolutivo;
b. Que seja conhecido e provido o presente recurso, proferindo uma nova decisão para
anular o acórdão do Tribunal a quo, e na eventualidade, requer a reforma integral da
decisão recorrida, e caso não entenda ser possível, requer o provimento parcial para
afastar a aplicação da multa;
c. A intimação do recorrido, para, querendo apresentar contrarrazões no prazo de 15 dias.
d. A juntada do preparo
f. A condenação do recorrido nos ônus da sucumbência.
Pede deferimento
Local, data,
Advogado e OAB
25m
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recurso Extraordinário
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
1. Base Legal. Art. 102, III, a, b, c, d, CRFB e Arts. 1.029 e seguintes CPC.
2. Cabimento.
3. Prazo. art. 1.003, § 5º do CPC.
4. Preparo. art. 1.007 do CPC.
5. Prequestionamento. Súmula, 282, STF; Comprovar que o recurso já foi ventilado e
apreciado pelo tribunal de origem, ou seja, a matéria não é nova.
6. Repercussão Geral. Art. 102, §3º, CRFB/88.
Súmulas n. 279,280,281,283, 640 e 735 do STF
Compete ao STF:
Art. 102.
(...)
III – julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância,
quando a decisão recorrida:
a. contrariar dispositivo desta Constituição;
b. declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
c. julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.
d. julgar válida lei local contestada em face de lei federal.
DIRETO DO CONCURSO
1. (FGV/EXAME X) O Tribunal de Justiça do Estado J julgou improcedente ação direta de
inconstitucionalidade proposta pelo Prefeito do município W, tendo o acórdão declarado
constitucional norma da lei orgânica municipal que dispôs que o Prefeito e o Vice-Prefei-
to não poderiam ausentar-se do país, por qualquer período sem autorização da Câmara
Municipal. No prazo recursal foram ofertados embargos declaratórios, improvidos.
Contratado como advogado pelo Prefeito do Município, após a decisão proferida nos
embargos declaratórios, apresente a peça cabível. (Valor: 5,0)
5m
ANOTAÇÕES
1 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recurso Extraordinário
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
COMENTÁRIO
Existe controle concentrado nos estados. Assim, uma lei ou ato normativo que viola consti-
tuição estadual, o TJ é responsável por julgar, segundo o art. 125, § 2º, da CF. No caso de
violação da CF, o STJ julgará, segundo o art. 103.
CF
Art. 125.
(...)
§ 2º Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos
normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da
legitimação para agir a um único órgão.
10m
Quando a norma parâmetro da Constituição do Estado for de observância obrigatória da
Constituição Federal, da decisão do Tribunal de Justiça caberá Recurso Extraordiná-
rio, que será decidido pelo STF.
15m
Segundo o tema, a Lei Orgânica contraria norma da Constituição Estadual, que é norma de
repetição da CF, violando esta.
O tema apresentado diz respeito à aplicação do princípio da simetria aos afastamentos de-
terminados por legislação municipal, tendo em vista as regras constitucionais pertinentes
ao Presidente da República.
Do acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça em julgamento de ação direta de incons-
titucionalidade de lei municipal, cabe recurso extraordinário, por quebra do princípio da
simetria constitucional ao Supremo Tribunal Federal.
Aplicável ao caso as regras do Art. 29, caput (Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgâni-
ca, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços
dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabeleci-
dos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos:..),
do Art. 49, III (Art. 49. É competência exclusiva do Congresso Nacional...) III - autorizar o
Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência
exceder a quinze dias;..) e do Art. 83 (Art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da Repú-
blica não poderão, sem licença do Congresso Nacional, ausentar-se do País por período
superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo.), da CRFB.
ANOTAÇÕES
2 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recurso Extraordinário
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
3 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recurso Extraordinário
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Advogado...
OAB
(OUTRA PÁGINA)
Razões de Recurso
DA TEMPESTIVIDADE
O recurso é tempestivo, pois foi interposto no prazo de 15 (quinze) dias estabelecido pelo
art. 1.003, § 5º do CPC.
DO CABIMENTO
É cabível o recurso extraordinário, pois compete ao STF, julgar, as causas decididas em
única ou última instância, quando a decisão recorrida contrariar dispositivo da Constituição
Federal, de acordo com o 103, III, a da CRFB.
Além disso, de acordo com 102, III, c, da CRFB/88, é da competência do STF, julgar,
mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, julgar
válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.
DO PREQUESTIONAMENTO
A matéria do recurso foi devidamente ventilada no ácordão recorrido, pois ADI estadual,
tinha como objetivo, a declaração de inconstitucionalidade da norma municipal, preenchen-
do-se o requisito do prequestionamento, de acordo com a súmula 282 do STF.
DA REPERCUSSÃO GERAL
A matéria possui repercussão geral, de acordo com o art. 102, §3º, da CRFB/88 e no art.
1.035, do CPC, considerada a existência questões relevantes do ponto de vista econômi-
co, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos do processo, pois a
decisão produzirá efeitos erga omnes.
ANOTAÇÕES
4 [Link]
2ª FASE OAB – PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A PASSO
Direito Constitucional – Recurso Extraordinário
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DOS FATOS
...resumo em no máximo 5 linhas.
DO DIREITO
25m
O artigo 29, caput, da CF prevê que o Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois
turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da
Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Consti-
tuição, na Constituição do respectivo Estado.
No caso em análise, o acórdão declarou constitucional norma da lei orgânica municipal que
dispôs que o Prefeito e o Vice-Prefeito não poderiam ausentar-se do país, por qualquer
período sem autorização da Câmara Municipal. Ocorre que o artigo 83 CF, e no mesmo
sentido o art. 49, III, dispõe que: “o Presidente e o Vice-Presidente da República não po-
derão, sem licença do Congresso Nacional, ausentar-se do País por período superior a
quinze dias, sob pena de perda do cargo” sendo uma norma de observância obrigatória
pelos municípios, devendo ser observado, dessa forma, o princípio da simetria.
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, requer:
a. Que seja conhecido e provido o presente recurso para reformar a decisão e reconhe-
cer a inconstitucionalidade da lei orgânica.
b. A intimação do Procurador-Geral da República
c. Requer a condenação do Recorrido nos ônus sucumbenciais.
d. A juntada do Preparo.
30m
Pede deferimento.
Local... Data...
Advogado...
OAB
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
ANOTAÇÕES
5 [Link]
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A
Agravos
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
AGRAVOS
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
I – tutelas provisórias;
Ex.: um determinado juiz rejeitou o pedido de gratuidade de justiça, nesse caso caberá o
agravo de instrumento.
PROCEDIMENTO:
Art. 1.016. O agravo de instrumento será dirigido diretamente ao tribunal competente, por meio de
petição com os seguintes requisitos:
10m I – os nomes das partes;
ANOTAÇÕES
[Link] 1
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A
Agravos
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
ATENÇÃO
Nota-se que se o Juiz deferir algo desfavorável ao cliente, o advogado deverá realizar o
pedido do efeito suspensivo. No entanto, se o juiz indeferir algo para o cliente, o advogado
deverá realizar o pedido do efeito ativo para que o juiz antecipe a tutela recursal.
ANOTAÇÕES
[Link] 2
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A
Agravos
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
ENDEREÇAMENTO:
2. A Administração Pública possui poder discricionário para decidir quais são as restrições
aplicáveis àqueles que pretendem se tornar médicos no âmbito do Estado, de forma
que o autor deverá provar que a decisão foi equivocada.
Diante do exposto, e supondo que você seja o advogado de Norberto, elabore a medida
judicial cabível contra a decisão publicada ontem, para a defesa dos interesses de seu
cliente, abordando as teses, os fundamentos legais e os princípios que poderiam ser
usados em favor do autor.
ANOTAÇÕES
[Link] 3
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS PASSO A
Agravos
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
COMENTÁRIO
Nota-se que o Juiz indeferiu o pedido de liminar, sendo que caberá agravo de instrumento
e será considerado de competência do Tribunal de Justiça.
GABARITO
1. Nota-se que o Juiz indeferiu o pedido de liminar, sendo que caberá agravo de instru-
mento e será considerado de competência do Tribunal de Justiça.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conte-
údo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura
exclusiva deste material.
ANOTAÇÕES
[Link] 4
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS
Agravos II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
AGRAVOS II
DO CABIMENTO
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
I – tutelas provisórias;
5m
DOS FATOS
...
DO DIREITO
1. Violação ao princípio do livre acesso aos cargos públicos que determina que só podem
ser exigidos requisitos diferenciados de acesso quando a natureza ou complexidade do cargo
a ser ocupado o exigirem.
Nota-se que existem algumas situações que podem exigir requisitos diferenciados em
relação ao acesso.
Ex.: a súmula 683 do STF limita a idade em alguns concursos públicos, tendo em vista
que a natureza e complexidade do cargo exigem essa limitação.
2. Violação do princípio da legalidade tendo em vista que as restrições de acesso aos
cargos e empregos públicos devem estar previstas em lei.
ANOTAÇÕES
[Link] 1
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS
Agravos II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
A fumaça do bom direito está presente de acordo com os fatos e fundamentos jurídicos
expostos, visto que a restrição de acesso ao cargo de médico devido à existência de tatua-
gem nas costas é violadora dos princípios da legalidade, do livre acesso aos cargos públicos
e/ou dos princípios da proporcionalidade/razoabilidade, tendo em vista que a exigência não
tem qualquer relação com o desempenho do cargo pretendido.
O perigo na demora, por sua vez, está presente, pois a demora na prestação jurisdicional
irá acarretar lesão grave e de difícil reparação ao agravante, visto que o agravante não partici-
pará das demais fases do concurso. Assim, requer a tutela de urgência, de acordo com o art.
1019,I,CPC para determinar a permanência do Recorrente no certame, até a decisão final.
[Link] 2
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS
Agravos II
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
AGRAVO INTERNO
É interposto mediante simples decisão dirigida ao relator, para que possa reconsiderar a
decisão, ou remeter o recurso para apreciação do respectivo órgão colegiado.
Previsão: Art. 1021 do CPC:
DO AGRAVO INTERNO
Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão
colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal.
§ 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da
decisão agravada.
§ 2º O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso
no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julga-
mento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta.
25m
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conte-
údo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura
exclusiva deste material.
ANOTAÇÕES
[Link] 3
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS
Agravos III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
AGRAVOS III
DO AGRAVO INTERNO
DO CABIMENTO
É cabível o presente agravo interno, de acordo com os arts.1021 e SS do CPC, c/c o art.
10§1º da Lei 12.016/09:
Art. 10. § 1º Do indeferimento da inicial pelo juiz de primeiro grau caberá apelação e, quando a
competência para o julgamento do mandado de segurança couber originariamente a um dos tribu-
nais, do ato do relator caberá agravo para o órgão competente do tribunal que integre.
ANOTAÇÕES
[Link] 1
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS
Agravos III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DOS FATOS
...
DO DIREITO
A Constituição Federal estabelece como um direito fundamental o acesso a informações,
conforme o art 5º XIV, XXXIII e XXXIV da CF.
Além disso, estabelece o habeas data como um remédio adequado para assegurar
o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, como se vê no art. 5º
LXXII”a” da CF:
LXXII – conceder-se-á habeas-data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, cons-
tantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
No caso em análise, o recorrente busca acesso a informações gerais, não sendo o habeas
data o remédio adequado para o caso em análise.
Nesse sentindo o STF já se manifestou:
O exame dessa postulação basta para evidenciar a inadequação do meio processual ora
utilizado, eis que a ação constitucional de “habeas data” – considerada a própria estrutura
delineada na Carta da República (art. 5º, inc. LXXII) – destina-se a assegurar, à pessoa do
impetrante, o direito de conhecer, de complementar e/ou de exigir a retificação de informa-
ções que lhe digam respeito, constantes de registros ou de bancos de dados mantidos por
entidades governamentais ou por instituições de caráter público.
No caso em análise, as informações, além de não se referirem à pessoa do impetrante,
são plenamente acessíveis, a qualquer um, mediante simples pedido de certidão ou de cópia
reprográfica.
10m
Se se registrar, quanto a esse pleito, eventual recusa manifestada pela autoridade admi-
nistrativa, caberá, então, ao interessado, desde que se trate de pretensão destinada a viabili-
zar a defesa de direitos e/ou o esclarecimento de situações de interesse pessoal (CF, art. 5º,
inc. XXXIV, “b”), valer-se do meio processual pertinente, como, p. ex., o mandado de segu-
rança, consoante assinala o magistério jurisprudencial dos Tribunais em geral (RDA 11/122
– RF 233/152 – RT 222/447 – RT 323/684 – RT 429/126)
Dessa forma, a decisão recorrida merece reforma, uma vez que as informações de inte-
resse do recorrente não são de natureza pessoal, mas sim geral, sendo cabível, portanto, a
impetração do mandado de segurança.
ANOTAÇÕES
[Link] 2
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS
Agravos III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DO PEDIDO
Em face do exposto, requer que seja conhecido e provido o recurso para desconstituir a
decisão agrava, a fim de que sejam apreciados os pedidos formulados no mandado de segu-
rança impetrado pelo recorrente para que tenha acesso às informações requeridas.
Requer a notificação da recorrida para responder.
Pede deferimento.
Local... Data...
Advogado...
OAB
AGRAVO CONTRA A NEGATIVA DE SEGUIMENTO DE RECURSO ESPECIAL E
EXTRAORDINÁRIO
Não admitiu o Recurso Especial ou o Recurso Extraordinário?
Caberá AGRAVO para o tribunal competente!
15m
Art. 1.042. Cabe agravo contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido
que inadmitir recurso extraordinário ou recurso especial, salvo quando fundada na aplicação de
entendimento firmado em regime de repercussão geral ou em julgamento de recursos repetitivos.
§ 2º A petição de agravo será dirigida ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal de origem e
independe do pagamento de custas e despesas postais, aplicando-se a ela o regime de repercus-
são geral e de recursos repetitivos, inclusive quanto à possibilidade de sobrestamento e do juízo
de retratação. (Redação dada pela Lei n. 13.256, de 2016)
§ 3º O agravado será intimado, de imediato, para oferecer resposta no prazo de 15 (quinze) dias.
Peça:
O Estado Y, por meio do seu Secretário Aparecido, realiza a contratação direta de uma
renomada empresa de publicidade – a Empresa W – para divulgar as obras e serviços rea-
lizados pela Administração.
José, cidadão local, ajuíza ação popular em face do Estado Y; do Secretário e a empresa
W perante o Juízo competente, em que pleiteia a declaração de invalidade do ato de con-
tratação e o pagamento das perdas e danos, ao fundamento da violação ao art. 25,II, da lei
8.666/93, assim como ao art 5º da Lei 12.232/10.
ANOTAÇÕES
[Link] 3
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS
Agravos III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
O Juízo competente, entretanto, julgou improcedente o pedido formulado por José, afir-
mando a regularidade da conduta, não considerando violados os dispositivos apontados.
José interpõe o recurso cabível, ao qual se negou provimento, por unanimidade, pelo mesmo
fundamento levantado no julgado recorrido.
Conforme a peça, nota-se que José ajuizou uma ação popular em face do Estado na Vara
da Fazenda Pública. No entanto, o Juiz competente julgou improcedente o pedido, posto isto,
José interpôs o recurso cabível nesse caso, a apelação para o Tribunal de Justiça.
20m
José então opôs embargos declaratórios com a finalidade de prequestionar as normas
apontadas como violadas, na forma das súmulas 282 e 356 do STF e 211 do STJ. Os embar-
gos foram rejeitados pelo órgão julgador competente. Ainda inconformado, José interpôs o
recurso cabível.
Porém, o presidente do Tribunal competente não o admitiu, por entender ausente o pre-
questionamento. Na qualidade de advogado, adote a medida cabível.
Vale ressaltar que, nesse caso, houve a violação de lei, portanto o recurso cabível será
recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Processo n.
( 10 linhas)
JOSÉ, estado civil, profissão, CPF, RG, domicílio e residência, endereço eletrônico, título
de eleitor..., vem perante Vossa Excelência, com fundamento nos art 1.042 do CPC, interpor
AGRAVO, contra a decisão do presidente do Tribunal que não admitiu o recurso especial
interposto nos autos do processo em que litiga com o Estado Y, pessoa jurídica de direito
público interno, com sede...; com Aparecido, secretário, estado civil, domicílio e residência,
RG e CPF... E com a Empresa W, pessoa jurídica de direito privado, com sede.. CNPJ, cujas
as razões seguem em anexo, requerendo a Vossa Excelência que faça subir à instância
superior, qual seja, o Superior Tribunal de Justiça.
Requer a ciência dos recorridos para responderem.
Pede deferimento.
Local... Data...
Advogado... OAB
(OUTRA PÁGINA)
ANOTAÇÕES
[Link] 4
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS
Agravos III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Art. 1.042. Cabe agravo contra decisão do presidente ou do vice-presidente do tribunal recorrido
que inadmitir recurso extraordinário ou recurso especial, salvo quando fundada na aplicação de
entendimento firmado em regime de repercussão geral ou em julgamento de recursos repetitivos.
DOS FATOS
...
DO DIREITO
O ordenamento jurídico pátrio estabelece que as contratações de obras e sérvios devem
ser precedidas de processo de licitação, conforme o art 37, XXI da CRFB.
Regulamentando o dispositivo acima, a lei 8.666/93 estabelece as hipóteses em que,
excepcionalmente, é possível a contratação direta, mediante dispensa e inexigibilidade de
licitação.
Ocorre que no caso em análise, a contratação direta pelo Estado Y de empresa W violou
frontalmente a norma do art. 25,II, da Lei Federal 8.666/93, que é expressa ao proibir a con-
tratação direta de empresa de publicidade e divulgação, ainda que se trate de trabalho de
natureza singular e com profissional de notória especialização.
No mesmo sentido a proibição de contratação direta para a hipótese é ratificada pelo art.
5º da lei 12.232/10.
No caso em análise, foram violados os dispositivos mencionados acima mencionadas,
daí o cabimento do recurso especial interposto na forma do art. 105,III,a da CRFB, mere-
cendo a reforma a decisão que inadmitiu por suposta falta de prequestionamento.
Com efeito, o prequestionamento foi efetivado através de embargos de declaração, com
base nas súmulas 282 e 356 do STF, assim como na súmula 211 do STJ, razão pela qual,
merece ser admitido o recurso especial interposto.
ANOTAÇÕES
[Link] 5
2ª FASE OAB - MÓDULO V - PEÇAS PROFISSIONAIS
Agravos III
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, requer a Vossa Excelência que seja conhecido e provido o recurso,
desconstituindo e reformando a decisão do Presidente do Tribunal de Justiça do Estado Y,
proferindo nova decisão para determinar o seguimento do recurso especial para o Superior
Tribunal de Justiça para que seja apreciado, na forma legal.
Pede deferimento.
Local... Data...
Advogado... OAB
30m
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conte-
údo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura
exclusiva deste material.
ANOTAÇÕES
[Link] 6
2ª FASE OAB
Habeas Corpus
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
HABEAS CORPUS
Art. 5º, LXVIII – conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado
de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;
Legitimado ativo:
• Nacional;
• Estrangeiro;
• Seja em benefício próprio ou alheio;
• Ministério Público (MP).
Obs.: somente pessoas físicas podem ser pacientes no HC, mas as pessoas jurídicas
podem impetrar o remédio constitucional, caso seja em benefício de terceiros (que
estejam sofrendo ameaça de violência ou coação em sua liberdade de ir e vir).
5m
HC PREVENTIVO HC REPRESSIVO
Finalidade: evitar a consumação da lesão à Finaliidade: a coação já foi consu-
liberdade de locomoção. mada, sendo utilizado com o prosó-
ito de liberar o paciente!
Pedido: Alvará de soltura.
• É gratuito? Sim!
Art. 5º, LXXVII – são gratuitas as ações de habeas-corpus e habeas-data, e, na forma da lei, os
atos necessários ao exercício da cidadania.
[Link] 1
2ª FASE OAB
Habeas Corpus
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Súmula n. 695
Não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade.
Quanto a competência
São comuns confusões quanto à interpretação da constituição. Para uma primeira fase,
não seria fácil memorizar as competências relativas ao habeas corpus, mas os candidatos
deverão ter acesso ao vade-mécum.
10m
Presidente da República.
Vice-Presidente.
Membros do CN.
Membros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ministros de Estado.
Comandantes da Marinha, Aeronáutica e Exército.
Membros dos Tribunais superiores.
Membros do Tribunal de Contas da União (TCU).
Chefes de missão diplomática de caráter permanente.
ANOTAÇÕES
[Link] 2
2ª FASE OAB
Habeas Corpus
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for
autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal
Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.
ATENÇÃO
Não confundir coator com paciente.
Se os ministros de estado e os comandantes da Marinha, Aeronáutica e do Exército forem
coatores: o STF julgará.
Se os ministros de Estado e os comandantes da Marinha, Aeronáutica e do Exército forem
pacientes: o STJ julgará.
Art. 105.
II – julgar, em recurso ordinário:
a) os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais
ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão for denegatória;
Art. 108. Compete aos Tribunais Regionais Federais:
I – processar e julgar, originariamente:
ANOTAÇÕES
[Link] 3
2ª FASE OAB
Habeas Corpus
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DIRETO DO CONCURSO
[Link] 4
2ª FASE OAB
Habeas Corpus
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
COMENTÁRIO
Nota-se que o cenário não teria ocorrido em âmbito federal. Nesse caso, a autoridade é um
juiz estadual. Portanto, o habeas corpus será impetrado no Tribunal de Justiça. Se fosse
um juiz federal, iria para o TRF.
25m
Como ela já está presa, trata-se de um habeas corpus repressivo.
GABARITO:
AO DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO...
(10 linhas)
Maria, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço eletrônico, residente e
domiciliada na..., por seu advogado, com escritório... procuração anexa, vem perante a Vossa
Excelência, com fundamento no art. 5º LXVIII da CF/88 e art. 647 do CPP, impetrar HABEAS
CORPUS REPRESSIVO com pedido de liminar em favor de sua liberdade, que está sendo
impedida por decisão judicial, pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos:
30m
DO CABIMENTO:
É cabível o presente remédio constitucional, visto que há violação à liberdade de locomo-
ção de Maria, encontrando-se amparo no art. 5º LXVIII da CF: conceder-se-á “habeas-cor-
pus” sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua
liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;
DOS FATOS
...
DO DIREITO
O ordenamento jurídico pátrio prevê no art. 5º, XV, da CRFB/88 é livre a locomoção no
território nacional em tempos de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele
entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
[Link] 5
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Embargos de Declaração
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
DO DIREITO
O ordenamento jurídico pátrio prevê no art. 5º, XV, da CRFB/1988 é livre a locomoção no
território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar,
permanecer ou dele sair com seus bens;
O art. 5º, LXVII da CRFB/1988 dispõe que não haverá prisão civil por dívida, salvo a do
responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do
depósito infiel. Ocorre que o STF decidiu que o Pacto de San José da Costa Rica, por possuir
natureza supralegal, revogou a legislação ordinária que versava sobre o tema, não sendo
mais aplicável o art. 5º, LXVII da CRFB.
Além disso, a Súmula Vinculante 25 dispõe ser ilícita a prisão civil de depositário infiel,
qualquer que seja a modalidade do depósito.
DA LIMINAR
DOS PEDIDOS
[Link] 1
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Embargos de Declaração
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Advogado... OAB...
Embargos de Declaração
A Corte foi omissa quanto ao quesito. Apresente o recurso cabível para resolver a omis-
são apontada no acórdão.
10m
Embargos de declaração possuem previsão no artigo 1.022, CPC. São oponíveis os
embargos de declaração contra decisão interlocutória, sentença e acórdão, a fim de escla-
recer obscuridade, contradição e suprir omissão. Além disso, o prazo é diferente dos demais
recursos, sendo de 5 dias (art. 1.023, CPC).
O art. 1.026, § 2º dispõe que quando manifestamente protelatórios os embargos de
declaração para ganhar tempo, o juiz condenará o embargante a pagar multa ao embargado.
Dessa forma, os embargos não são protelatórios, tendo em vista que houve uma omissão
quanto à modulação dos efeitos temporais da sentença.
(10 LINHAS)
Processo n....
A Associação Nacional dos Geólogos, já qualificada nos autos da Ação Direta de Incons-
titucionalidade, por seu advogado, procuração anexa, com escritório..., vem perante Vossa
Excelência com fundamento no art. 1.022 do CPC e do art. 26, da Lei n. 9.868/1999, opor
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO nos termos a seguir expostos:
ANOTAÇÕES
[Link] 2
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Embargos de Declaração
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DO CABIMENTO
É cabível os embargos de declaração a fim de suprir omissão de ponto que a Corte deve-
ria se pronunciar, nos moldes do art. 1.022 do CPC:
Art. 1.022. Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para
suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a
requerimento;
DA TEMPESTIVIDADE
O prazo para oposição de embargos declaratórios é tempestivo, visto que está dentro do
prazo de 5 dias, conforme o art. 1.023 do CPC.
DOS FATOS
DA OMISSÃO
Obs.: então, a regra é que as ações do controle concentrado sejam ex tunc, mas é possí-
vel a modulação para que tenha eficácia a partir do trânsito em julgado ou de outro
momento que venha a ser fixado. Para modular os efeitos, é necessário 2/3 do STF.
Embora o STF tenha julgado inconstitucional a Lei n. 1.234/2019, foi omisso quanto a
eficácia, sendo cabível os embargos de declaração a fim de suprir omissão de pontos que a
Corte deveria se pronunciar.
ANOTAÇÕES
[Link] 3
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Embargos de Declaração
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DOS PEDIDOS
Em face do exposto, requer que seja conhecido e provido o recurso para suprir a omis-
são apontada.
Pede deferimento.
Local... Data
Advogado
OAB.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
[Link] 4
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Parecer Jurídico
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
PARECER JURÍDICO
(Peça inédita) O partido político X, que possui apenas três representantes na Câmara
dos Deputados, por entender presente a violação de regras da CRFB, o procura para que,
na qualidade de advogado especialista em Direito Constitucional, se posicione sobre a pos-
sibilidade de ser obtida alguma medida judicial em face da Lei Municipal n. 1.516/2015 que
dispôs sobre a proibição da utilização em escolas públicas municipais de material didático
que contenha “ideologia de gênero”. No Art. 1º a lei prevê que fica proibida a divulgação de
material com referência a ideologia de gênero nas escolas municipais de Novo Gama – GO.
Art. 2º Todos os materiais didáticos deverão ser analisados antes de serem distribuídos nas esco-
las municipais de Novo Gama-GO.
Art. 3º Não poderão fazer parte do material didático nas escolas em Novo Gama-GO materiais que
fazem menção ou influenciem ao aluno sobre a ideologia de gênero.
Art. 4º Materiais que foram recebidos mesmo que por doação com referência a ideologia de gêne-
ro deverão ser substituídos por materiais sem referência a mesma.
PARECER JURÍDICO
[Link] 1
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Parecer Jurídico
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Obs.: nessa primeira parte, deve-se escrever como se fossem fatos. Isto é, fazer uma
introdução do que está acontecendo. Deve-se explicar os fatos, retirando do caso
concreto, de uma forma bem simples.
É o relatório.
Passo a opinar.
Obs.: a próxima parte é como se fosse a do direito. Nela, deve-se explicar se a Lei Munici-
pal afronta a Constituição Federal. Em caso de inconstitucionalidade, deve-se espe-
cificar se ela é informal ou material.
A Constituição Federal prevê no art. 22, XXIV que a União possui competência priva-
tiva para fixar as diretrizes e bases da educação nacional, logo os Municípios não possuem
competência para editar lei proibindo a divulgação de material com referência a “ideologia de
gênero” nas escolas municipais. Dessa forma, a Lei Municipal n. 1.516/2015 é formalmente
inconstitucional.
10m
Obs.: como existe violação à competência privativa da União para legislar sobre o tema,
trata-se de uma inconstitucionalidade formal orgânica.
Além disso, essa lei municipal é materialmente inconstitucional porque viola dois prin-
cípios relacionados com o ensino: a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o
pensamento, a arte e o saber (art. 206, II, CF/1988); e o pluralismo de ideias e de concepções
pedagógicas (art. 206, III, CF/1988).
Essa lei contraria ainda um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil,
que é a promoção do bem de todos sem preconceitos (art. 3º, IV, CF/1988).
Por fim, a lei não cumpre com o dever estatal de promover políticas de inclusão e de
igualdade, contribuindo para a manutenção da discriminação com base na orientação sexual
e identidade de gênero.
15m
Será possível ajuizar uma arguição de descumprimento de preceito fundamental para
a realização do controle concentrado de constitucionalidade da Lei Municipal, perante o
Supremo Tribunal Federal.
ANOTAÇÕES
[Link] 2
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Parecer Jurídico
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Quanto à legitimidade, o partido político “X” é legitimado ativo para propor a arguição de
descumprimento de preceito fundamental, visto que está devidamente representado no Con-
gresso Nacional, de acordo com o art. 103, VIII, da CRFB e art 2º, VIII, da Lei n. 9.868/1999,
bastando a representação em pelo menos uma das Casas legislativas.
CONCLUSÃO
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
[Link] 3
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Contrarrazões de Apelação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
CONTRARRAZÕES DE APELAÇÃO
Em uma visão prática, a contrarrazão é uma defesa contra o recurso interposto pela parte
contrária. Nesse sentido, a contrarrazão segue o mesmo modelo do recurso contra o qual é
apresentada. Além disso, o seu objetivo é a manutenção da decisão recorrida.
No município Beta, Estado Alfa, o vereador Luís, com intuito de prejudicar Pedro, prefeito
da cidade, ajuizou uma ação popular, com a seguinte fundamentação: Pedro violou o prin-
cípio da moralidade e o princípio da impessoalidade ao nomear a sua esposa Lorena, uma
renomada médica da cidade, para o cargo de Secretária Municipal de saúde, caracterizando
típica promoção pessoal de agentes e de seus parentes. Irresignado com tal situação, Luís
discutiu com Pedro e quebrou parte do gabinete do prefeito, por não aceitar tamanha deso-
nestidade com a população do município Beta, cujos prejuízos montam a quantia de 10.000
reais. Houve sentença, que julgou improcedente o pedido do autor.
5m
Ainda irresignado, o vereador Luís, interpõe o recurso apropriado. Pedro foi notificado
pela autoridade competente para apresentar a manifestação judicial cabível. Na condição de
advogado de Pedro, adote a medida adequada.
AO JUÍZO DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA... DO
ESTADO ALFA
10m
PROCESSO N....
(10 LINHAS)
PEDRO, nacionalidade, casado, prefeito, RG, CPF, endereço eletrônico, residente e
domiciliado..., por seu advogado, procuração anexa, vem à presença de Vossa Excelência,
com fundamento no artigo 1.010, § 1º do CPC oferecer CONTRARRAZÕES em anexo, ao
recurso de apelação interposto por Luís, nacionalidade, estado civil, vereador, domicílio e
residência, endereço eletrônico, CPF, RG, a fim de que sejam remetidas à instância superior
para que seja mantida a decisão recorrida.
Pede deferimento.
Local... Data...
Advogado...
OAB...
(outra página)
AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO ALFA
CONTRARRAZÕES DE RECURSOS
ANOTAÇÕES
[Link] 1
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Contrarrazões de Apelação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DO CABIMENTO E DA TEMPESTIVIDADE
O apelado será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias de
acordo com o art. 1.010, § 1º do CPC.
DO PREPARO
15m
O preparo e o porte de remessa e de retorno foram devidamente recolhidos, na forma do
art. 1.007, do CPC.
DOS FATOS
...
DO DIREITO
De acordo com o art. 37, § 1º da CRFB:
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá
ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, sím-
bolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
Em nenhum momento Pedro fez algum ato, programa, obra, serviço e campanhas que
caracterizaram a sua promoção pessoal, portanto não houve violação aos princípios da mora-
lidade e da impessoalidade.
Pedro, ao nomear sua esposa para o cargo de secretária municipal de saúde não violou
nenhum princípio, visto que a sua nomeação, como secretária municipal de saúde, não con-
figura, por si só, nepotismo e ato de improbidade administrativa, pois a proibição da SV 13
não se aplica para cargos públicos de natureza política, como, por exemplo, o de secretário.
Segundo o STF, poderá ficar caracterizado o nepotismo mesmo em se tratando de cargo
político caso fique demonstrada a inequívoca falta de razoabilidade na nomeação por mani-
festa ausência de qualificação técnica ou inidoneidade moral do nomeado, o que não aconte-
ceu no caso em análise, tendo em vista que Lorena é uma médica renomada e idônea. Além
disso, a Constituição Federal impõe no artigo 5º, V, o dever de reparação àquele que cause
danos a outrem.
Todas essas regras foram violadas pela apelante, razão pela qual não merece qual-
quer reparo.
DOS PEDIDOS
20m
Em face do exposto, requer que seja negado provimento ao recurso, mantendo-se a deci-
são, na forma e para fins de direito.
ANOTAÇÕES
[Link] 2
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Contrarrazões de Apelação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Pede deferimento.
Local... Data...
Advogado...
OAB.
• ADI e ADPF.
• Mandado de Segurança e Ação Comum.
• Mandado de Segurança Coletivo e Ação Civil Pública.
• ADO e Mandado de Injunção.
• Apelação e ROC.
• Recurso Extraordinário.
• Ação Popular.
25m
• Contestação.
• Agravo de Instrumento.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
[Link] 3
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Contrarrazões de Apelação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
CONTRARRAZÕES DE APELAÇÃO
Em uma visão prática, a contrarrazão é uma defesa contra o recurso interposto pela parte
contrária. Nesse sentido, a contrarrazão segue o mesmo modelo do recurso contra o qual é
apresentada. Além disso, o seu objetivo é a manutenção da decisão recorrida.
No município Beta, Estado Alfa, o vereador Luís, com intuito de prejudicar Pedro, prefeito
da cidade, ajuizou uma ação popular, com a seguinte fundamentação: Pedro violou o prin-
cípio da moralidade e o princípio da impessoalidade ao nomear a sua esposa Lorena, uma
renomada médica da cidade, para o cargo de Secretária Municipal de saúde, caracterizando
típica promoção pessoal de agentes e de seus parentes. Irresignado com tal situação, Luís
discutiu com Pedro e quebrou parte do gabinete do prefeito, por não aceitar tamanha deso-
nestidade com a população do município Beta, cujos prejuízos montam a quantia de 10.000
reais. Houve sentença, que julgou improcedente o pedido do autor.
5m
Ainda irresignado, o vereador Luís, interpõe o recurso apropriado. Pedro foi notificado
pela autoridade competente para apresentar a manifestação judicial cabível. Na condição de
advogado de Pedro, adote a medida adequada.
AO JUÍZO DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA... DO
ESTADO ALFA
10m
PROCESSO N....
(10 LINHAS)
PEDRO, nacionalidade, casado, prefeito, RG, CPF, endereço eletrônico, residente e
domiciliado..., por seu advogado, procuração anexa, vem à presença de Vossa Excelência,
com fundamento no artigo 1.010, § 1º do CPC oferecer CONTRARRAZÕES em anexo, ao
recurso de apelação interposto por Luís, nacionalidade, estado civil, vereador, domicílio e
residência, endereço eletrônico, CPF, RG, a fim de que sejam remetidas à instância superior
para que seja mantida a decisão recorrida.
Pede deferimento.
Local... Data...
Advogado...
OAB...
(outra página)
AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO ALFA
CONTRARRAZÕES DE RECURSOS
ANOTAÇÕES
[Link] 1
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Contrarrazões de Apelação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
DO CABIMENTO E DA TEMPESTIVIDADE
O apelado será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias de
acordo com o art. 1.010, § 1º do CPC.
DO PREPARO
15m
O preparo e o porte de remessa e de retorno foram devidamente recolhidos, na forma do
art. 1.007, do CPC.
DOS FATOS
...
DO DIREITO
De acordo com o art. 37, § 1º da CRFB:
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá
ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, sím-
bolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
Em nenhum momento Pedro fez algum ato, programa, obra, serviço e campanhas que
caracterizaram a sua promoção pessoal, portanto não houve violação aos princípios da mora-
lidade e da impessoalidade.
Pedro, ao nomear sua esposa para o cargo de secretária municipal de saúde não violou
nenhum princípio, visto que a sua nomeação, como secretária municipal de saúde, não con-
figura, por si só, nepotismo e ato de improbidade administrativa, pois a proibição da SV 13
não se aplica para cargos públicos de natureza política, como, por exemplo, o de secretário.
Segundo o STF, poderá ficar caracterizado o nepotismo mesmo em se tratando de cargo
político caso fique demonstrada a inequívoca falta de razoabilidade na nomeação por mani-
festa ausência de qualificação técnica ou inidoneidade moral do nomeado, o que não aconte-
ceu no caso em análise, tendo em vista que Lorena é uma médica renomada e idônea. Além
disso, a Constituição Federal impõe no artigo 5º, V, o dever de reparação àquele que cause
danos a outrem.
Todas essas regras foram violadas pela apelante, razão pela qual não merece qual-
quer reparo.
DOS PEDIDOS
20m
Em face do exposto, requer que seja negado provimento ao recurso, mantendo-se a deci-
são, na forma e para fins de direito.
ANOTAÇÕES
[Link] 2
2ª FASE OAB – MÓDULO V – PEÇAS PROFISSIONAIS
Contrarrazões de Apelação
Viu algum erro neste material? Contate-nos em: degravacoes@[Link]
Pede deferimento.
Local... Data...
Advogado...
OAB.
• ADI e ADPF.
• Mandado de Segurança e Ação Comum.
• Mandado de Segurança Coletivo e Ação Civil Pública.
• ADO e Mandado de Injunção.
• Apelação e ROC.
• Recurso Extraordinário.
• Ação Popular.
25m
• Contestação.
• Agravo de Instrumento.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
[Link] 3