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Economia - Falhas de Mercado: Análise de 43 Questões - Focos Prioritários e Padrões de Prova

O documento analisa um caderno de 43 questões sobre Economia, focando em falhas de mercado, bens públicos, externalidades e informações assimétricas, que são temas recorrentes em provas da FCC. A análise destaca a importância de entender as diferenças entre conceitos como externalidades positivas e negativas, a classificação de bens e os problemas de informação assimétrica, além de fornecer dicas sobre como a banca formula suas questões. O material é estruturado para ajudar os alunos a dominar esses tópicos e evitar armadilhas comuns nas questões.

Enviado por

Felipe Brito
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Economia - Falhas de Mercado: Análise de 43 Questões - Focos Prioritários e Padrões de Prova

O documento analisa um caderno de 43 questões sobre Economia, focando em falhas de mercado, bens públicos, externalidades e informações assimétricas, que são temas recorrentes em provas da FCC. A análise destaca a importância de entender as diferenças entre conceitos como externalidades positivas e negativas, a classificação de bens e os problemas de informação assimétrica, além de fornecer dicas sobre como a banca formula suas questões. O material é estruturado para ajudar os alunos a dominar esses tópicos e evitar armadilhas comuns nas questões.

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 Edital Mapeado - SEFAZ CE CONHECIMENTOS GERAIS · Economia (Micro e Macro) TÓPICO 4/8

Modo imersão

1 2 3 4 5 6 7 8

M AT E R I A L D E E S T U D O · M E N T O R I A

TA R E FA D E E S T U D O

Economia — Falhas de Mercado


Análise de 43 questões — focos prioritários e padrões de prova

 90 min falhas de mercado bens públicos externalidades informações assimétricas teorema de coase

ANOTAÇÃO DO MENTOR

A FCC ama a tabela 2x2 de classificação de bens. Em 16 questões sobre o tema, saber diferenciar 'rival'
de 'exclusivo' e aplicar aos 4 tipos de bens resolveria a maioria. Memorize a tabela e os exemplos
clássicos!

 O B J E T I VO S D E A P R E N D I Z AG E M 02

Diferenciar os quatro tipos de bens (público, privado, comum e de clube) com base nos critérios de rivalidade
e exclusividade.

Identificar se uma externalidade é positiva ou negativa e prever sua consequência no mercado


(superprodução ou subprodução).

Distinguir Risco Moral de Seleção Adversa com base no momento em que o problema de informação ocorre
(antes ou depois do contrato).

 C O M O E ST U DA R 05

 Antes de tudo, parabéns por estar aqui. Nós da Reverso analisamos o caderno e te entregamos o mapa.

Visão geral do caderno

O lá! Nós da Reverso Academy analisamos este caderno de 43 questões da FCC e preparamos um ma-
terial completo para você. O tema central é um dos pilares da Economia do Setor Público: as Fa-
lhas de Mercado . A banca se concentra quase que inteiramente em três grandes tópicos: Bens Públicos, 
 Reportar erro
Externalidades e Informações Assimétricas. Entender esses conceitos não é apenas decorar, é compre-
ender por que o governo precisa intervir na economia.

Nossa análise vai te mostrar não só o que a banca cobra, mas como ela cobra. Vamos detalhar as defini-
ções que você precisa dominar, as classificações que são essenciais e, o mais importante, as pegadinhas
que a FCC usa para diferenciar quem realmente entendeu o assunto. Este material foi pensado como
uma aula completa para quem está começando. Vamos juntos desvendar a lógica da banca e garantir es-
ses pontos na sua prova.

Tópicos por frequência

Externalidades — 17 questões (39,5% do caderno). Foco total em diferenciar externalidades positi-


vas e negativas, suas consequências (superprodução vs. subprodução) e as soluções propostas (Im-
posto de Pigou e Teorema de Coase).

Bens Públicos — 16 questões (37,2% do caderno). A banca exige o domínio da classificação dos bens
a partir dos critérios de rivalidade e exclusividade, além de conceitos derivados como o problema do
"carona" (free-rider).

Informações Assimétricas — 9 questões (20,9% do caderno). A cobrança se concentra na clássica


confusão entre Risco Moral (Moral Hazard) e Seleção Adversa, testando a diferença conceitual e a
aplicação em exemplos.

Falhas de Mercado (Geral) — 1 questão (2,3% do caderno). Uma questão que aborda o conceito ge-
ral, listando as falhas de mercado mais conhecidas.

Os tópicos que mais caem — em profundidade

Vamos mergulhar nos três temas que dominam este caderno. Juntos, eles somam mais de 97% das ques-
tões, o que mostra um foco claríssimo da FCC. Nós preparamos uma explicação detalhada de cada um,
mostrando não apenas a teoria, mas como ela se transforma em questão de prova. Preste atenção nas
analogias e nas tabelas; elas são suas melhores ferramentas para fixar o conteúdo e não cair nas armadi-
lhas da banca.

1. EXTERNALIDADES — 17 QUESTÕES (39,5% DO CADERNO)

Por que esse tema domina: É a justificativa mais comum para a regulação governamental em diversas
áreas, como meio ambiente, saúde e tecnologia. A banca usa esse tema para testar se você entende a di-
ferença entre custos/benefícios privados e sociais, que é o cerne da economia do bem-estar.

O que você precisa entender:

Uma externalidade é um efeito colateral de uma ação de consumo ou produção que afeta terceiros, mas
que não é refletido nos preços de mercado. Pense nela como um "custo invisível" ou um "benefício
gratuito".

Externalidade Negativa: Ocorre quando a ação de alguém impõe um custo a outros. O exemplo clás-
sico é a poluição . Uma fábrica que polui um rio está impondo um custo (água suja, problemas de
saúde) à sociedade, mas esse custo não está no preço do produto que ela vende. O custo social
(custo privado da fábrica + custo da poluição) é maior que o custo privado .
Custo Social = Custo Privado + Custo Externo

Para concretizar: imagine que uma fábrica produz um item a um custo privado de R$ 80, mas a po-
luição gerada causa um dano de R$ 20 à sociedade (custo externo). O custo social real é 80 + 20 =
100. Como a fábrica só considera os R$ 80 para definir seu preço e sua quantidade de produção, seu
produto fica artificialmente barato. Como a fábrica opera com um custo artificialmente baixo, ela
pode oferecer seu produto a um preço menor, o que estimula uma produção e um consumo maiores
do que o nível socialmente desejável.

Como o produtor só considera seu custo privado, ele produz mais do que o socialmente ideal. A con-
sequência é a superprodução ou excesso de oferta.

Externalidade Positiva: Ocorre quando a ação de alguém gera um benefício para outros. O exemplo
clássico é a vacinação . Quando você se vacina, não protege apenas a si mesmo, mas também contri-
bui para a imunidade coletiva, beneficiando a todos. O benefício social (seu benefício privado + be-
nefício para a comunidade) é maior que o benefício privado .

Benefˊıcio Social = Benefˊıcio Privado + Benefˊıcio Externo

Como você só considera seu benefício pessoal, a demanda por vacinas (sem incentivo) é menor do
que o socialmente ideal. A consequência é a subprodução ou suboferta.

Como a banca testa: A principal pegadinha é inverter as consequências. A FCC vai afirmar que uma ex-
ternalidade negativa causa subprodução, ou que uma positiva causa superprodução. É o erro mais co-
mum. Além disso, a banca cobra as soluções:

Imposto de Pigou: Um imposto sobre a atividade que gera a externalidade negativa, para forçar o
produtor a "internalizar" o custo social. Ex: um imposto sobre a emissão de carbono.

Subsídio de Pigou: Um incentivo financeiro para a atividade que gera a externalidade positiva, para
estimular sua produção. Ex: subsídios para pesquisa em energias renováveis.

Teorema de Coase: Uma solução privada. Se os direitos de propriedade estiverem bem definidos e
os custos de negociação forem nulos ou muito baixos (custos para chegar a um acordo, como
tempo, despesas com advogados ou a dificuldade de reunir muitas pessoas para negociar), as partes
envolvidas podem negociar e chegar a uma solução eficiente, independentemente de quem detém o
direito inicial. A banca adora cobrar a condição dos "custos de transação baixos".

Para ilustrar como o Teorema de Coase funciona na prática, vamos a um exemplo numérico simples:

Imagine uma fábrica que lucra R$ 1.000 ao produzir, mas sua poluição causa um prejuízo de R$
500 a uma pescaria vizinha. Suponha que os custos para eles negociarem são zero.

Cenário 1: A pescaria tem o direito à água limpa. A fábrica só pode poluir se negociar. Ela
pode oferecer um pagamento à pescaria para compensar o dano. Qualquer valor entre R$ 501
e R$ 999 beneficia ambos. Por exemplo, com um pagamento de R$ 600, a pescaria sai com um
ganho de R$ 100 (R$ 600 - R$ 500 de prejuízo) e a fábrica ainda lucra R$ 400 (R$ 1.000 - R$ 600).
Ambos estão em situação melhor.
Cenário 2: A fábrica tem o direito de poluir. A pescaria pode negociar para que a fábrica pare
de poluir. Se um filtro que resolve o problema custar, por exemplo, R$ 300, a pescaria pode
oferecer pagar por ele. A fábrica aceita (seu lucro de R$ 1.000 fica intacto) e a pescaria gasta
R$ 300 para evitar uma perda de R$ 500, tendo um ganho líquido de R$ 200.

A conclusão é que, não importa quem tinha o direito inicial, a negociação leva a um resultado efi-
ciente (o problema é resolvido), desde que os custos de transação sejam baixos.

O ponto que pega quem só decorou: A lógica por trás da super/subprodução. Quem decora, confunde.
Quem entende a diferença entre a perspectiva do indivíduo (privada) e a da sociedade (social) acerta.
Lembre-se: se algo é ruim (negativo) e o custo não está no preço, as pessoas farão mais do que deveriam
(superprodução). Se algo é bom (positivo) e o benefício não está no preço, as pessoas farão menos do
que deveriam (subprodução).

2. BENS PÚBLICOS — 16 QUESTÕES (37,2% DO CADERNO)

Por que esse tema domina: É o conceito que justifica a existência de muitos serviços essenciais provi-
dos pelo Estado, como defesa nacional e segurança pública. A banca testa isso para ver se você sabe por
que o mercado, sozinho, não consegue ofertar certos tipos de bens.

O que você precisa entender:

Para classificar um bem, usamos dois critérios:

Rivalidade: O consumo de uma pessoa impede ou reduz o consumo de outra? Se sim, o bem é rival .
Uma fatia de pizza é rival: se eu como, você não pode comer a mesma fatia. Se não, é não rival . A
iluminação de uma rua é não rival: o fato de eu usar a luz não impede você de usá-la.

Exclusividade: É possível impedir alguém que não pagou de consumir o bem? Se sim, o bem é ex-
cludente . A pizza é excludente: a pizzaria só entrega para quem paga. Se não, é não excludente . A
defesa nacional não é excludente: não dá para proteger um cidadão e deixar o vizinho dele
desprotegido.

Com base nisso, montamos a tabela que a FCC ama:

EXCLUDENTE NÃO EXCLUDENTE

Bens Comuns
Bens Privados (Ex: peixes no oceano, pasto público)
Rival
(Ex: pizza, roupa, carro) Leva à "Tragédia dos Comuns": o esgotamento do re-
curso, pois cada um age em seu próprio interesse.

Bens de Clube (ou Semipú-


Não blicos) Bens Públicos Puros
Rival (Ex: TV a cabo, cinema, (Ex: defesa nacional, iluminação pública)
software por assinatura)

Aprofundando o conceito: Um exemplo clássico que ilustra a complexidade da classificação é a estrada


com pedágio . Em condições normais, com pouco tráfego, ela funciona como um bem de clube: é exclu-
dente (só usa quem paga) e não rival (um carro a mais não atrapalha os outros). Contudo, em um horá-
rio de pico, o congestionamento a torna rival , pois cada novo veículo diminui o benefício (velocidade,
conforto) para os demais. Essa característica situacional é um ótimo exemplo de como os conceitos po-
dem ser flexíveis na prática.

O grande problema dos bens públicos puros é o Problema do Carona (Free-Rider) . Como não é possí-
vel excluir ninguém (não excludente), as pessoas têm um incentivo para não pagar, esperando que ou-
tros paguem e elas possam "pegar carona" no benefício. Por isso, o mercado privado não tem interesse
em ofertá-los, e o governo assume essa função, financiando-os com impostos.

Como a banca testa: A FCC adora pedir a classificação de exemplos. Ela vai te dar um bem (saneamento
básico, pesquisa científica, uma praça) e perguntar se é público, privado, comum ou de clube. Dominar
a tabela acima é crucial. Outra pegadinha é confundir a causa do problema do carona: ele decorre da
não exclusividade , mas a banca pode tentar associá-lo à não rivalidade.

O ponto que pega quem só decorou: A diferença sutil entre Bem Comum e Bem Público . Ambos são
não excludentes, mas o bem comum é rival (o consumo de um pescador reduz a quantidade de peixes
para os outros), levando à "Tragédia dos Comuns". O bem público é não rival. A banca explora essa
diferença.

3. INFORMAÇÕES ASSIMÉTRICAS — 9 QUESTÕES (20,9% DO CADERNO)

Por que esse tema domina: É uma falha de mercado mais sofisticada, presente em quase todos os con-
tratos, especialmente em seguros e finanças. A banca a utiliza para testar um raciocínio mais apurado
sobre o comportamento dos agentes econômicos quando a informação é desigual. O que você precisa
entender:

Acontece quando uma das partes em uma transação sabe mais que a outra. Isso gera dois problemas
principais, que são a fonte de todas as pegadinhas:

Seleção Adversa: É um problema de informação escondida que ocorre ANTES do contrato. A parte
desinformada acaba atraindo (selecionando) os piores parceiros de negócio. O exemplo clássico é o
mercado de carros usados . Só o vendedor sabe a real qualidade do carro. Compradores, temendo
comprar um "abacaxi", oferecem um preço médio. Vendedores de carros bons saem do mercado
(pois o preço é baixo), e só os de carros ruins ficam. No final, o mercado seleciona adversamente os
piores carros.

Risco Moral (Moral Hazard): É um problema de ação escondida que ocorre DEPOIS do contrato. A
parte que está protegida por um contrato muda seu comportamento para pior, pois não arca total-
mente com as consequências. O exemplo clássico é o seguro de carro . Depois de contratar o seguro,
o motorista pode se tornar mais descuidado (dirigir mais rápido, estacionar em locais perigosos),
pois sabe que a seguradora cobrirá os prejuízos.

A tabela abaixo resume a diferença crucial:

QUANDO EXEMPLO
CONCEITO TIPO DE PROBLEMA
OCORRE CLÁSSICO

Seleção Antes do Informação Escondida (sobre uma Mercado de carros


Adversa contrato característica) usados

Depois do Ação Escondida (sobre um


Risco Moral Seguro de carro
contrato comportamento)
Como a banca testa: A FCC simplesmente troca as bolas. Ela descreve uma situação de Risco Moral e a
chama de Seleção Adversa, ou vice-versa. Ou apresenta um exemplo de um e pergunta qual conceito se
aplica, colocando o outro na alternativa errada. A chave para acertar é sempre se perguntar: o problema
aconteceu antes ou depois da transação ser fechada?

O ponto que pega quem só decorou: A distinção temporal (antes vs. depois). Quem não tem essa âncora
mental clara, mistura os dois conceitos, pois ambos envolvem informação desigual. Foque no tempo do
evento: se a má informação já existia e influenciou a decisão de contratar, é Seleção Adversa. Se o com-
portamento mudou por causa do contrato, é Risco Moral.

Pegadinhas detectadas no caderno

Inversão de Consequência (Externalidades): A banca afirma que externalidades negativas (polui-


ção) levam à subprodução, quando na verdade levam à superprodução . O contrário também ocorre
para as positivas.

Confusão na Classificação de Bens: Trocar as características de rivalidade e exclusividade entre os


quatro tipos de bens. Especialmente confundir Bem Comum (rival, não excludente) com Bem Pú-
blico (não rival, não excludente).

Troca de Conceitos (Informação Assimétrica): Descrever um cenário de Risco Moral (comporta-


mento pós-contrato) e afirmar que se trata de Seleção Adversa (problema pré-contrato), ou o inverso.
É a pegadinha mais frequente neste tema.

Condição Essencial do Teorema de Coase: Apresentar o Teorema de Coase como uma solução para
externalidades, mas omitir ou negar a condição fundamental de que os custos de transação devem
ser nulos ou baixos .

Causa do Problema do Carona: Associar o efeito free-rider à característica de não rivalidade,


quando ele é uma consequência direta da não exclusividade .

R E V I SÃO R Á P I DA
 Resumo final — 5 min antes da prova

Visão geral
Olá! Analisamos o seu caderno de questões sobre Falhas de Mercado e o material de apoio para montar um guia
de estudos definitivo. O recado da banca FCC é claro: ela se concentra em três pilares que justificam a
intervenção do governo na economia. Entender esses conceitos é a chave para gabaritar Economia do Setor
Público.
Este resumo está organizado como uma aula, focando nos três tópicos que somam quase 100% das questões, em
ordem de cobrança: Externalidades, Bens Públicos e Informações Assimétricas. Para cada um, vamos detalhar a
teoria, mostrar como a banca cobra e, o mais importante, apontar as pegadinhas que derrubam os candidatos
desatentos. Vamos juntos dominar essa matéria.

Tópico 1: Externalidades
Este é o tópico mais cobrado. Uma externalidade é um efeito colateral — positivo ou negativo — que a produção
ou o consumo de um bem causa a terceiros, sem que esse efeito seja refletido no preço de mercado. É a clássica
situação em que os custos ou benefícios "vazam" para a sociedade.
Externalidade Negativa: O Custo que a Sociedade Paga

Ocorre quando uma atividade impõe um custo a terceiros. O exemplo mais famoso é a poluição de uma fábrica. A
empresa produz seus bens olhando apenas para seu custo privado (salários, matéria-prima), mas o custo para a
sociedade é maior, pois inclui os danos da poluição (problemas de saúde, degradação ambiental).
A lógica é a seguinte:

Custo Social = Custo Privado + Custo Externo

Como o produtor ignora o custo externo, o preço do seu produto fica artificialmente baixo, e ele acaba produzindo
mais do que seria o ideal para a sociedade. A consequência é a superprodução.
Onde a banca pega: A FCC vai afirmar que uma externalidade negativa, como a poluição, causa subprodução ou
suboferta. É o contrário! Como o poluidor não paga por todo o custo que gera, ele tem um incentivo para produzir
em excesso.

Externalidade Positiva: O Benefício que a Sociedade Recebe

Ocorre quando uma atividade gera um benefício para terceiros. O exemplo clássico é a vacinação ou a educação.
Quando alguém se vacina, o benefício não é só individual; a pessoa ajuda a proteger toda a comunidade. O
benefício social é, portanto, maior que o benefício privado.

Benefˊıcio Social = Benefˊıcio Privado + Benefˊıcio Externo

Como o indivíduo decide se vacinar (ou estudar) com base apenas no seu benefício privado, a demanda por essa
atividade será menor do que o ideal para a sociedade. A consequência é a subprodução.

Soluções para as Externalidades

Como o mercado falha em resolver isso sozinho, o governo pode intervir:


Imposto de Pigou: Para corrigir uma externalidade negativa. É um imposto sobre a atividade poluidora (ex:
imposto sobre emissão de carbono) que força o produtor a "internalizar" o custo social, elevando seu custo
privado e reduzindo a produção para o nível ótimo.
Subsídio de Pigou: Para corrigir uma externalidade positiva. É um incentivo (ex: bolsas de estudo, subsídios
para pesquisa) que aumenta o benefício privado, estimulando o consumo ou a produção para o nível ótimo.
Teorema de Coase: Uma solução privada. Se os direitos de propriedade forem claros e os custos de transação
(negociação) forem nulos ou muito baixos , as partes podem negociar entre si e chegar a uma solução
eficiente, sem a necessidade de intervenção do governo. A banca adora testar a condição dos baixos custos
de transação.
O Teorema de Coase afirma que, independentemente da forma pela qual os direitos de propriedade sejam
alocados em função da externalidade, a alocação de recursos será eficiente quando as partes puderem barganhar
entre si sem custo.

Tópico 2: Bens Públicos e sua Classificação


Este é um dos temas preferidos da FCC. A lógica é simples: o mercado privado só funciona bem para ofertar
certos tipos de bens. Quando as características de um bem impedem o funcionamento normal do mercado, temos
uma falha que justifica a atuação do Estado. Para entender isso, você precisa dominar dois conceitos: rivalidade e
exclusividade.

Os Critérios de Classificação

Rivalidade: Um bem é rival quando o consumo por uma pessoa impede ou reduz a possibilidade de consumo
por outra. Pense numa fatia de pizza: se eu a como, mais ninguém pode comê-la. Um bem é não rival quando o
consumo de uma pessoa não afeta o de outra. A iluminação de uma rua é um bom exemplo: o fato de eu estar
usando a luz não impede que você a use também.
Exclusividade: Um bem é excludente quando é possível impedir que alguém que não pagou o consuma. A
pizzaria só entrega a fatia para quem paga. Um bem é não excludente quando é impossível ou muito caro
impedir alguém de consumir. A defesa nacional é o exemplo clássico: não dá para proteger um cidadão e deixar
o vizinho dele, que sonega impostos, desprotegido.
Bens Privados têm as seguintes características de consumo: exclusividade e rivalidade. Isso equivale a dizer que o
bem privado é exclusivo e rival. (...) Os bens públicos são aqueles bens não rivais e não exclusivos.

A Tabela que Resolve 90% das Questões

Cruzando esses dois critérios, chegamos à classificação de quatro tipos de bens. Memorizar esta tabela e seus
exemplos clássicos é fundamental, pois a FCC adora cobrar exatamente isso.

EXCLUDENTE NÃO EXCLUDENTE

Bens Comuns
Bens Privados Ex: Peixes no oceano, pastos públicos, água
Rival Ex: Pizza, roupas, carro, gasolina. em um rio.
O mercado funciona perfeitamente aqui. Leva à "Tragédia dos Comuns"
(superexploração).

Bens de Clube (ou Semipúblicos)


Bens Públicos Puros
Ex: TV a cabo, cinema, pedágio em estrada vazia,
Não Ex: Defesa nacional, iluminação pública,
saneamento básico.
Rival farol, pesquisa básica.
São excludentes, mas o consumo de um não impede o
Sofrem com o "Problema do Carona".
de outro (até certo ponto).

 P E GA D I N H A C L ÁS S I CA : O P R O B L E M A D O CA R O N A ( F R E E - R I D E R )

O problema do carona é a principal consequência dos bens públicos puros e a fonte de muitas questões. Como
não é possível impedir ninguém de consumir (não excludente), as pessoas têm um incentivo para não pagar
pelo bem, esperando que outros paguem e elas possam usufruir "de graça".
“O carona” é o indivíduo que desfruta de um bem, recebendo seus benefícios, sem pagar nada por isso. O
problema surge da não exclusividade no caso de bens públicos, ou de externalidades positivas.
Por causa disso, nenhuma empresa privada se interessaria em fornecer defesa nacional, por exemplo. Seria
impossível cobrar pelo serviço. É por isso que o governo assume essa função, financiando-a de forma
compulsória através de impostos.
Atenção: A banca tentará te confundir dizendo que o problema do carona decorre da não rivalidade. Errado!
Ele é consequência direta da não exclusividade.

Tópico 3: Informações Assimétricas


Essa falha de mercado ocorre quando um lado de uma transação tem mais informação que o outro. Essa
desigualdade de informação pode levar a resultados ineficientes. A FCC foca em dois problemas principais:
Seleção Adversa e Risco Moral.

A Diferença Crucial: Antes vs. Depois do Contrato

A chave para não cair em pegadinhas é entender quando o problema acontece.

QUANDO
PROBLEMA NATUREZA EXEMPLO CLÁSSICO
OCORRE

ANTES do Característica oculta do Venda de carros usados (o vendedor sabe


Seleção Adversa
contrato produto ou agente se o carro é bom ou um "abacaxi").
QUANDO
PROBLEMA NATUREZA EXEMPLO CLÁSSICO
OCORRE

Seguro de carro (o motorista, por ter


Risco Moral DEPOIS do
Ação oculta do agente seguro, passa a dirigir de forma mais
(Moral Hazard) contrato
arriscada).

Seleção Adversa: O Mercado dos "Abacaxis"

Ocorre quando a falta de informação leva a parte desinformada a atrair os piores tipos de produtos ou clientes. No
mercado de carros usados, o comprador não sabe a qualidade real do carro. Por isso, ele tende a oferecer um
preço médio. Esse preço é baixo demais para os donos de carros bons, que saem do mercado, e atrativo apenas
para os donos de carros ruins. No fim, o mercado "seleciona adversamente" os piores carros.

Risco Moral: "Já que tenho seguro..."

Ocorre quando uma pessoa muda seu comportamento para pior porque está protegida das consequências de suas
ações. O nome vem da ideia de que o contrato (o seguro) cria um "risco" de comportamento "imoral" ou
indesejado.
O conceito de risco moral (em inglês, moral hazard) está presente quando existe a possibilidade de uma das partes
alterar seu comportamento, de forma prejudicial à outra. Já a seleção adversa está relacionada à escolha acidental
daquilo que é justamente o contrário do que se pretendia.
Como a banca testa: A pegadinha é quase sempre a mesma: a banca descreve uma situação de Risco Moral e a
chama de Seleção Adversa, ou vice-versa. Para acertar, sempre se pergunte: o problema de informação existia
antes da negociação (uma característica que um lado escondia) ou o comportamento indesejado surgiu depois,
como consequência do contrato?

Lembre-se na hora da prova


Externalidades: Negativa (poluição) gera superprodução (produz-se demais). Positiva (vacina) gera
subprodução (produz-se de menos).
Bens Públicos: Domine a tabela Rival/Não Rival vs. Excludente/Não Excludente. O problema do carona vem
da não exclusividade.
Informações Assimétricas: Seleção Adversa ocorre ANTES do contrato (característica oculta). Risco Moral
ocorre DEPOIS do contrato (comportamento oculto).

Ú LT I M A PA S S A D A
 Checklist do Uber — a caminho da prova

Pontos curtos pra você revisar a caminho da prova. Cada um é um item-chave já estudado — ativa a memória
sem precisar abrir caderno.

01 Bem rival: meu consumo impede ou reduz o seu (ex: uma fatia de pizza).

02 Bem não rival: meu consumo não afeta o seu (ex: iluminação pública).

03 Bem excludente: é possível impedir quem não pagou de usar (ex: TV a cabo).
04 Bem não excludente: impossível impedir quem não pagou (ex: defesa nacional).

05 Bens Privados = Rivais + Excludentes (roupas, carro, comida).

06 Bens Públicos Puros = NÃO Rivais + NÃO Excludentes (defesa, farol).

07 Bens de Clube = NÃO Rivais + Excludentes (TV a cabo, pedágio em estrada vazia).

08 Bens Comuns = Rivais + NÃO Excludentes (peixes no oceano, pasto público).

09 O problema do Carona (Free-Rider) decorre da NÃO EXCLUSIVIDADE .

10 Bens Comuns levam à Tragédia dos Comuns (superexploração do recurso).

11 Externalidade negativa: Custo Social > Custo Privado (ex: poluição).

12 A externalidade negativa (poluição) gera SUPERPRODUÇÃO , não subprodução.

13 Solução para externalidade negativa: Imposto de Pigou.

14 Externalidade positiva: Benefício Social > Benefício Privado (ex: vacina).

15 A externalidade positiva (vacina, educação) gera SUBPRODUÇÃO.

16 Solução para externalidade positiva: Subsídio de Pigou.

17 Teorema de Coase: partes negociam uma solução eficiente sem o governo.

18 Coase SÓ funciona se os custos de transação forem nulos ou baixos .

19 Para Coase, a alocação inicial dos direitos de propriedade é irrelevante para a eficiência.

20 Informação Assimétrica: uma parte sabe mais que a outra na transação.

21 Seleção Adversa: problema de informação que ocorre ANTES do contrato.

22 A Seleção Adversa é um problema de característica oculta (o "abacaxi").

23 Exemplo de Seleção Adversa: mercado de carros usados ruins ("só sobram os abacaxis").

24 Risco Moral (Moral Hazard): problema de ação que ocorre DEPOIS do contrato.
25 O Risco Moral é um problema de ação oculta (o comportamento muda).

26 Exemplo de Risco Moral: dirigir de forma imprudente por ter seguro contra acidentes.

F I X AÇÃO

Vamos fixar — 22 assertivas
Agora que já vimos a teoria focada no que realmente cai, e também o resumo, vamos resolver algumas assertivas para
fixar o conteúdo. Depois, é só atacar as questões do TEC (link abaixo).

 00:00

Questão 01

Um bem público puro, como a defesa nacional, é caracterizado por ser simultaneamente não rival no
consumo e não excludente.

 CERTO  ERRADO

Questão 02

O problema do carona (free-rider), em que indivíduos consomem um bem sem pagar por ele, decorre
principalmente da característica de não rivalidade dos bens públicos.

 CERTO  ERRADO

Questão 03

Uma externalidade negativa ocorre quando o custo social de uma atividade de produção ou consumo é
superior ao seu custo privado, levando a uma superprodução do bem ou serviço em questão pelo mercado.

 CERTO  ERRADO

Questão 04

A seleção adversa é um problema de informação assimétrica que surge após a celebração de um contrato,
quando uma das partes altera seu comportamento por estar protegida das consequências de suas ações.

 CERTO  ERRADO

Questão 05

Bens comuns, como os cardumes de peixes em alto-mar, são classificados como rivais no consumo, mas
não excludentes, o que pode levar ao problema conhecido como a Tragédia dos Comuns.
 CERTO  ERRADO

Questão 06

Uma externalidade positiva, como a gerada pela vacinação em massa, resulta em uma subprodução pelo
mercado, pois o benefício social da atividade é maior que o benefício privado percebido pelos indivíduos.

 CERTO  ERRADO

Questão 07

Bens de clube, ou semipúblicos, como um serviço de TV a cabo, são caracterizados por serem rivais no
consumo e excludentes.

 CERTO  ERRADO

Questão 08

O Teorema de Coase postula que, na presença de externalidades, as partes envolvidas podem negociar e
alcançar uma solução eficiente, desde que os direitos de propriedade estejam bem definidos e os custos de
transação sejam nulos ou muito baixos.

 CERTO  ERRADO

Questão 09

O risco moral ocorre quando, antes da celebração de um contrato de seguro, a seguradora atrai
desproporcionalmente clientes de alto risco, pois não consegue diferenciar os segurados bons dos ruins.

 CERTO  ERRADO

Questão 10

A aplicação de um imposto de Pigou sobre a produção de um bem que gera poluição é uma medida
governamental que visa fazer com que o produtor internalize o custo externo, corrigindo a falha de
mercado de superprodução.

 CERTO  ERRADO

Questão 11

A classificação de um bem como privado, a exemplo de uma peça de vestuário, decorre de suas
características de não rivalidade e exclusividade.

 CERTO  ERRADO
Questão 12

O problema conhecido como "mercado de limões", onde a dificuldade dos compradores em avaliar a
qualidade de carros usados leva à predominância de veículos de baixa qualidade no mercado, é um
exemplo de seleção adversa.

 CERTO  ERRADO

Questão 13

A concessão de um subsídio governamental para a pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias é uma


política que visa corrigir uma externalidade negativa.

 CERTO  ERRADO

Questão 14

A iluminação pública é considerada um bem público puro porque o consumo de luz por um cidadão não
reduz a disponibilidade para outros e é praticamente impossível impedir que alguém na rua se beneficie
dela.

 CERTO  ERRADO

Questão 15

O risco moral (moral hazard) é um problema de informação assimétrica pré-contratual, no qual a parte
desinformada não consegue verificar uma característica oculta da outra parte.

 CERTO  ERRADO

Questão 16

A Tragédia dos Comuns é uma falha de mercado associada a bens públicos puros, devido à sua
característica de não rivalidade.

 CERTO  ERRADO

Questão 17

A educação é frequentemente classificada como um bem meritório ou semipúblico, pois, embora possa ser
excludente (escolas privadas cobram mensalidade), gera externalidades positivas para a sociedade.

 CERTO  ERRADO

Questão 18
O Teorema de Coase é aplicável para resolver qualquer tipo de externalidade, mesmo quando há um grande
número de partes envolvidas e os custos de negociação são elevados.

 CERTO  ERRADO

Questão 19

A existência de uma externalidade positiva leva o mercado a produzir uma quantidade do bem que é
inferior à socialmente ótima, resultando em uma falha de mercado por subprodução.

 CERTO  ERRADO

Questão 20

Um motorista que, após contratar um seguro compreensivo para seu veículo, passa a estacioná-lo em locais
mais arriscados e a dirigir de forma menos cuidadosa, ilustra o problema da seleção adversa.

 CERTO  ERRADO

Questão 21

A poluição sonora gerada por uma casa noturna em uma área residencial é um exemplo de externalidade
negativa, pois impõe um custo (perturbação do sossego) aos vizinhos que não é refletido no preço do
serviço da casa noturna.

 CERTO  ERRADO

Questão 22

A classificação completa dos tipos de bens pode ser resumida na tabela a seguir, que cruza os critérios de
rivalidade e exclusividade.

EXCLUDENTE NÃO EXCLUDENTE

Rival Bens Privados Bens Comuns

Não Rival Bens de Clube Bens Públicos

 CERTO  ERRADO

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