CAMPUS CAXIAS DO SUL
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA
FBX4005 – QUÍMICA EXPERIMENTAL
Prof.ª DR.ª Eng.ª JADNA CATAFESTA
Adriano Rodrigues; Ismael Parmigiani; Pedro H. A. Oliveira
ROTEIROS EXPERIMENTAIS 2026/2:
PRÁTICA IV –
FUNÇÕES QUÍMICAS INORGÂNICAS, PH E INDICADORES
CAXIAS DO SUL
2026
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1. OBJETIVOS
Conhecer. se familiarizar e usar diversas formas de indicadores de pH existentes, tanto
visuais, como eletrônicas (pHmetro). Obter soluções ácidas e básicas, a partir da mistura de
substâncias.
2. INTRODUÇÃO TEÓRICA
Indicadores ácido-base são substâncias que, na prática, nos indicam o pH de uma
solução pela mudança de coloração. (BATISTA, s.d.)
O ponto em que se torna visível a mudança de cor, dá-se o nome de ponto de viragem,
havendo graduação em alguns métodos conforme a coloração apresentada. Embora já existirem
aparelhos que medem o pH (pHmetro) através da condutividade da solução, os indicadores são
muito utilizados pela comodidade e facilidade de manuseio.
O papel tornassol é o método pioneiro, porém muitos outros são utilizados atualmente.
Os mais conhecidos são: fenolftaleína, alaranjado de metila (metil orange ou methyl orange),
azul de metileno (methylene blue), vermelho de metila (metil red, C.I. Acid Red 2, ou methyl
red), e azul de bromotimol (bromothymol blue, abreviado frequentemente como BTB).
(BATISTA, s.d.; CATAFESTA, 2026)
Determina-se uma substância como ácida ou básica, pela quantidade de íons hidrônio
- situação onde um íon H+ (próton) se liga a uma molécula de H2O, formando H3O+. (LOWER
e KAHLON, 2023).
Sendo a grande presença destes íons em determinada substância, o que a classifica
como ácida, e, portanto, tendo graduação de pH inferior a 7 - a escala que varia de 0 à 14. E sua
menor concentração, o que classifica determinada substância como básica, sendo graduada com
pH superior de 7. Da substância que a aferição de pH seja exatamente 7, classifica-se como
neutra – ou seja, nem ácida e nem básica.
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3. MATERIAIS UTILIZADOS:
3.1. VIDRARIAS
Bastão de vidro;
Béquer (50 ml);
Bulbo pipetador;
Bureta;
Erlenmeyer;
Pisseta;
Proveta graduada (50 ml);
Tubos de ensaio.
3.2 EQUIPAMENTOS
Bico de Bunsen;
Estante para tubos de ensaio;
Suporte universal.
3.3 OUTROS
Cadinho de porcelana;
Caneta
Conta-gotas;
Filtro de papel;
Marcador indelével;
Palito de fósforo;
Papel de Tornassol azul;
Papel de Tornassol vermelho;
Papel indicador universal;
3.4 REAGENTES E SOLUÇÕES
Ácido nítrico;
Ácido etanoico;
Ácido sulfúrico;
Água desmineralizada;
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Cloreto de sódio;
Enxofre;
Estanho metálico;
Etanol;
Fenolftaleína;
Fio de cobre;
Hidróxido de amônio;
Hidróxido de sódio;
Metilorange;
Óxido de cálcio;
Sacarose;
Sulfato de cobre;
Sulfato de cobre penta-hidratado;
Tornassol;
Vermelho de fenol;
Vermelho de metila;
4. PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS:
4.1 COMPORTAMENTO DE ÁCIDOS E BASES EM PRESENÇA DE
INDICADORES
Para iniciarmos o procedimento, inicialmente foram posicionados seis tubos de
ensaio em uma estante. Em cada um deles adicionou-se 10 gotas de NaOH, HNO3,
CH3COOH, NH4OH, H2SO4 e NaOH, respectivamente. Após, foram medidos o pH de cada
uma das soluções com o papel universal, como observa-se na Figura 1.
Figura 1 – Medição das soluções com papel universal
Fonte: de autoria própria
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Em seguida, foram colocados com uma pinça um pedaço de papel tornassol azul e
vermelho no tubo 1 e 2 cada. Nos tubos 3 e 4 utilizamos metilorange e nos 5 e 6 fenolftaleína –
como mostra a figura 2 - Com isso, podemos afirmar se as substâncias são ácidas ou básicas.
Figura 2 – Resultado das soluções após o uso dos indicadores
Fonte: de autoria própria
Com as informações obtidas, o resultado se apresenta na tabela abaixo:
Indicador
Tubo Solução Indicador Coloração
universal - pH
Papel tornassol azul e Azul – Azul
1 NaOH 13
vermelho Vermelho - Azul
Papel tornassol azul e Azul - Vermelho
2 HNO3 2
vermelho Vermelho -Vermelho
3 CH3COOH 3 Metilorange Vermelho
4 NH4OH 7 Metilorange Laranja
5 H2SO4 1 Fenolftaleína Incolor
6 NaOH 13 Fenolftaleína Roxo
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4.2 IDENTIFICAR ÁCIDOS E BASES POR MEIO DO USO DE INDICADORES
Em 3 tubos de ensaio adicionou-se 10 gotas das substâncias desconhecidas, (A, B e
C). Em seguida, utilizamos o papel indicador universal para medir o pH das substâncias, como
é possível ver na figura 3.
Figura 3 – Medição do pH das substâncias desconhecidas com o papel indicador universal
Fonte: de autoria própria
Utilizou-se um pedaço de papel tornassol azul e vermelho em cada uma das
substâncias, e observamos o resultado da coloração como mostra a figura 4.
Figura 4 – Coloração final dos papéis tornassol nas substâncias A, B e C
Fonte: de autoria própria
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Após, colocou-se 1 gota de metilorange e fenolftaleína em cada substâncias. Podemos
observar o resultado na figura 5.
Figura 5 – Coloração das substâncias após o uso de metilorange e fenolftaleína
Fonte: de autoria própria
Depois de identificarmos os ácidos e bases, anotamos as informações na tabela abaixo:
Papel Papel Coloração
Solução Papel indicador Coloração com
tornassol tornassol com
universal - pH metilorange
azul vermelho fenolftaleína
A 1 Vermelho Vermelho Incolor Vermelho
B 13 Azul Azul Roxo Laranja
C 2 Vermelho Vermelho Incolor Vermelho
4.3 IDENTIFICAR ÁCIDOS E BASES POR MEIO DO USO DE INDICADORES
Para esse procedimento escolhemos 5 soluções entre as disponíveis, foram elas: vinho,
água sanitária, refrigerante, detergente e leite de magnésia. Colocamos uma certa quantidade
nos potinhos, e então mediu-se o pH com o indicador universal, como vemos na figura 6.
Figura 6 – Resultado da medição das soluções com o indicador universal
Fonte: de autoria própria
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Após, em cada uma das substâncias acrescentaram-se 1 gota de fenolftaleína e
observamos a mudança de coloração na figura 7.
Figura 7 – Resultado das soluções após o uso de fenolftaleína
Fonte: de autoria própria
Fonte: de autoria própria
A seguir, medimos o pH das soluções com o pHmetro e então conseguimos todas as
informações necessárias para completar a tabela abaixo:
Solução escolhida Papel indicador Indicador coloração pH no pHmetro
universal - pH fenolftaleína
Vinho 3 Vermelho 3,68
Água sanitária 9 Rosa 9,19
Refrigerante 3 Incolor 3,19
Detergente 6 Incolor 6,67
Leite de magnésia 10 Rosa 10,78
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4.4 OBTENÇÃO DE ÁCIDOS E BASES (PREPARAÇÃO DE UMA BASE)
Começa-se adicionando uma ponta de espátula de óxido de cálcio em um tubo de
ensaio. Em seguida, acrescentamos 4 ml de água destilada e filtramos com um papel filtro. Por
fim, adiciona-se 1 gota de fenolftaleína ao filtrado e se observa o que ocorre na figura 8.
Figura 8 – Coloração do filtrado após o uso de fenolftaleína
Fonte: de autoria própria
4.5 PREPARAÇÃO DE ÁCIDOS (CHUVA ÁCIDA)
Inicialmente, foi feito um pequeno anel em uma das extremidades de um fio de cobre.
A seguir, cuidadosamente adicionou-se uma pequena quantidade de enxofre sobre o anel. Liga-
se então o bico de Bunsen e em seguida, colocamos em contato direto com a chama para
provocar a sua combustão. Recolhemos o gás liberado em um Erlenmeyer como se observa na
figura 9. Por fim, tampamos com uma rolha para aprisionar o gás.
Figura 9 – Recolhimento do gás da combustão do enxofre sobre o anel de cobre
Fonte: de autoria própria
Após, adiciona-se ao Erlenmeyer um pouco de água e agitamos bastante. A seguir, se
testa a solução obtida com um pedaço de papel tornassol, e medimos o pH com o indicador
universal.
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Notamos então, que a solução que obtemos se tornou ácida com um pH 4. Por fim,
para corrigir o pH, adiciona-se 1 ml de água de cal.
Com o uso de uma pinça metálica, levou-se até a chama do bico de Bunsen uma tira
de magnésio, que ao queimar passou a emitir luz intensa. O óxido resultante, foi recolhido e
adicionado 2 ml de água e uma gota de fenoftaleína.
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Através das experimentações práticas, se pode observar diferenças claras no
comportamento das soluções em função do seu caráter ácido ou básico.
5.1. COMPORTAMENTO DE ÁCIDOS E BASES EM PRESENÇA DE INDICADORES
Na etapa inicial, utilizando papel indicador universal, verificou-se que as soluções de
HNO₃, CH₃COOH e H₂SO₄ apresentaram valores de pH inferiores a 7, confirmando seu caráter
ácido. Já as soluções de NaOH e NH₄OH apresentaram pH superior a 7, caracterizando-se como
básicas.
Com o uso dos indicadores específicos, foram observadas mudanças de coloração
coerentes com o esperado: o papel tornassol azul tornou-se vermelho em meio ácido, enquanto
o vermelho tornou-se azul em meio básico. O metilorange apresentou coloração avermelhada
em soluções ácidas e amarelada em soluções básicas. A fenolftaleína permaneceu incolor em
meio ácido e adquiriu coloração rosada em meio básico.
5.2. IDENTIFICAR ÁCIDOS E BASES POR MEIO DO USO DE INDICADORES
Nas substâncias desconhecidas (A, B e C), a combinação dos indicadores permitiu
classificá-las de acordo com seu caráter ácido ou básico, com base tanto no pH medido quanto
nas mudanças de coloração observadas, a combinação dos métodos permitiu reduzir incertezas,
mostrando que o uso conjunto de indicadores e pHmetro é mais eficaz do que o uso isolado de
apenas um método.
5.3. IDENTIFICAR ÁCIDOS E BASES POR MEIO DO USO DE INDICADORES
Ao analisar substâncias do cotidiano, como vinho, refrigerante, água sanitária,
detergente e leite de magnésia, verificou-se que vinho e refrigerante apresentaram caráter ácido,
enquanto água sanitária e leite de magnésia mostraram-se básicos. O detergente apresentou
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comportamento levemente básico ou próximo do neutro, dependendo da medição, esses
resultados demonstram a presença de substâncias ácidas e básicas no dia a dia, evidenciando a
aplicação prática do conceito de pH em produtos comuns.
5.4. OBTENÇÃO DE ÁCIDOS E BASES (PREPARAÇÃO DE UMA BASE)
Na preparação de uma base a partir do óxido de cálcio, observou-se que, após a adição
de água, formou-se uma solução que apresentou coloração rosa com a fenolftaleína, indicando
caráter básico, isso confirma que óxidos metálicos podem reagir com água formando
hidróxidos, que liberam íons OH⁻ em solução, justificando o aumento do pH observado.
5.5. PREPARAÇÃO DE ÁCIDOS (CHUVA ÁCIDA)
Já no experimento de formação de ácido (simulação de chuva ácida), a combustão do
enxofre gerou um gás que, ao ser dissolvido em água, resultou em uma solução ácida, com pH
em torno de 4. Após a adição de água de cal, houve elevação do pH, indicando neutralização
parcial, esse experimento representa, de forma simplificada, o que ocorre na formação da chuva
ácida na atmosfera e demonstra a reação entre ácidos e bases.
Por fim, a queima do magnésio produziu um óxido que, ao ser dissolvido em água,
originou uma solução básica, confirmada pela mudança de cor da fenolftaleína, esse
comportamento reforça que óxidos metálicos tendem a formar bases em contato com água,
confirmando os conceitos teóricos sobre reações químicas desse tipo.
6. CONCLUSÃO
A prática experimental permitiu compreender, na prática, o comportamento de ácidos
e bases, bem como a aplicação de diferentes indicadores de pH.
Foi possível identificar substâncias ácidas e básicas por meio de métodos simples,
como o uso de papel indicador e indicadores químicos, além de comparar esses resultados com
medições mais precisas obtidas com o pHmetro.
Os experimentos também demonstraram processos importantes, como a formação de
bases a partir de óxidos metálicos, a geração de ácidos por reações de combustão e a
neutralização de soluções.
Dessa forma, conclui-se que os objetivos da prática foram alcançados, proporcionando
uma melhor compreensão dos conceitos de pH, indicadores ácido-base e reações químicas
envolvidas na formação de substâncias ácidas e básicas.
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7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BATISTA, Carolina. Indicadores ácido-base. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em:
[Link] Acesso em: 20 abril. 2026.
LOWER, Stephen; KAHLON, Avneet. The Hydronium Ion. (30 de janeiro de 2023).
Simon Fraser University. Tradução de Ismael Parmigiani. Disponível em:
[Link] Acesso em 20 de abril de 2026.
CATAFESTA, Jadna. “Roteiros experimentais”; Roteiro de aula prática. Disponível
em: AVA – UCS Virtual. Acesso em 20 de abril de 2026.